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TEORIAS DA PERSONALIDADE

Teorias da Personalidade

A personalidade ainda é um tema instigante para aqueles buscam sua compreensão. Isso porque não
há uma definição exata de como ela construída e quais os principais fatores que a influênciam. A
única base que temos são os princípios do ponto de vista de estudiosos — as teorias da personali-
dade.

A palavra personalidade vem do latim persona, máscara teatral que artistas usavam para interpretar
diferentes papéis e identidades nos palcos. O que define a personalidade de um indivíduo é a sua
construção pessoal, baseada nas características de seu temperamento.

Chamamos de personalidade o conjunto de características cognitivas, afetivas e volitivas que formam


a construção pessoal de um indivíduo. Ela está diretamente ligada à forma como interiorizamos nos-
sos sentimentos, pensamentos, valores e experiências.

Embora pareçam a mesma coisa, é importante diferenciar personalidade de comportamento. En-


quanto a primeira está ligada às atitudes, ações e reações (pois relaciona-se à interiorização dos sen-
timentos), o comportamento na verdade é a exteriorização daquilo que define a nossa personalidade.

As características da personalidade

Organizada e consistente

Nós costumamos expressar certos aspectos de nossa personalidade em diferentes situações e nos-
sas respostas a estímulos são geralmente estáveis.

Comportamental

Nós reagimos a pessoas e objetos em nosso ambiente de acordo com nossa personalidade. A esco-
lha de nosso parceiro, nossa carreira, enfim, cada aspecto de nossa vida é afetado pela nossa perso-
nalidade.

Biológica e psicológica

Embora a personalidade seja psicológica, ela também é influênciada pelas necessidades biológicas
e, dependendo da situação, podemos ter comportamentos diferenciados.

Freud (1856/1939)

O famosíssimo “Pai da Psicanálise” possui teorias controversas, porém a teoria mais importante de
Freud é a subdivisão da personalidade em três sistemas: O id, o ego e o superego. O id é guiado pelo
instinto e busca a satisfação das necessidades; o superego é o conjunto de valores morais e sociais
que aprendemos, ou seja, o id é todo impulso, enquanto o superego é o que freia os impulsos e nos
acusa se fazemos algo que consideramos errado, o que chamamos de consciência. O ego é o media-
dor entre o id e o superego. É o componente de nossa personalidade que toma as decisões.

Allport (1897/1967)

Allport acreditava que a personalidade é determinada biologicamente quando nascemos e moldada


de acordo com as experiências do ambiente em que vivemos.

Adorno (1903/1969)

Adorno propôs que o preconceito é resultado do tipo de personalidade de um indivíduo. Ele elaborou
um questionário que denominou de Escala F (de Fascismo). Segundo Adorno, traços de personali-
dade profundos predispõem alguns indivíduos a terem ideias totalitárias e altamente antidemocráti-
cas, sendo, portanto, altamente preconceituosos. As evidências que deram suporte a sua tese são
estudos de casos, testes psicométricos e entrevistas em clínicas com pessoas que possuíam pais
muito rígidos.

De acordo com Adorno, pessoas com personalidades preconceituosas têm obsessão por status, res-
peitam e são submissos a figuras autoritárias e se preocupam com poder e firmeza. Entretanto, sua
tese foi altamente contestada, pois nem sempre filhos de pais rígidos são preconceituosos e algumas

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pessoas preconceituosas não toleram autoritarismo, além do que, não se sabe porque determinadas
pessoas têm preconceito com relação a certos grupos e não a outros.

Eysenck (1916/1997)

Através das respostas de questionários que entregou a 700 soldados com perturbações neuróticas,
ele chegou à conclusão de que o comportamento poderia ser representado por duas dimensões de
comportamento: introvertido-extrovertido e instável-estável. Ele denominou-as de traços de personali-
dade.

Introvertido / Extrovertido

Os introvertidos são reservados, planejam as ações e controlam as emoções. Eles tendem a ser sé-
rios, confiáveis e pessimistas.

Já os extrovertidos são sociáveis, gostam de excitação e desafios. Tendem a ser livres, otimistas e
impulsivos.

Neurótico ou instável / Estável

Os neuróticos são ansiosos, preocupados e mudam constantemente de humor. São muito emotivos e
têm dificuldade para se acalmar.

Os estáveis são calmos e despreocupados. Não reagem com intensidade aos problemas.

Posteriormente Eysenck adicionou uma terceira dimensão de comportamento, que seria a do Psicoti-
cismo. Nesta estariam inseridas as pessoas que não possuem empatia (a capacidade de colocar-se
no lugar dos outros). Elas seriam pessoas cruéis, solitárias, agressivas e problemáticas.

Cattell (1905/1998)

Cattell discordou de Eysenck afirmando que não era possível compreendera a personalidade obser-
vando apenas 3 dimensões de comportamento. Ele fez uma pesquisa de fontes diferentes, utilizando
dados de vidas de pessoas, questionários e testes objetivos e chegou à conclusão de que haviam de-
zesseis traços de personalidade comuns a todas as pessoas. Segundo Cattell, todos temos traços de
temperamento e traços dinâmicos. Os traços dinâmicos são superficiais, são muito óbvios e facil-
mente identificados por outras pessoas, ao passo que os traços de temperamento são mais importan-
tes, porém menos visíveis e ocultos em aspectos diferentes do comportamento.

Processos da personalidade

As diversas teorias da personalidade diferenciam-se também quanto à maneira como explicam a di-
nâmica da personalidade, ou seja, a motivação e outros aspectos que levam à ação observável. Algu-
mas teorias, ditas hedonistas, afirmam que o comportamento humano tem dois objetivos principais: a
busca de prazer e evitar sensações desagradáveis. Assim as necessidades humanas surgem de um
aumento da pressão interna (desagradável) que exige uma solução (ver pulsões) ou ainda da busca
de um estado de maior prazer, por exemplo, de fama, dinheiro, poder, reconhecimento, etc.

Outras teorias, pelo contrário, partem do princípio de que o ser humano busca sobretudo sua autorre-
alização, ou seja, seu desenvolvimento pleno enquanto pessoa. Segundo tais teóricos, o desenvolvi-
mento de si-mesmo possui um valor tão importante para o ser humano, que ele estaria disposto acei-
tar um aumento de tensão e estresse para atingi-lo. Outras teorias dão ainda maior ênfase aos pro-
cessos cognitivos, ao esforço do indivíduo de compreender a si mesmo e ao mundo que o cerca.
Para tais autores o maior esforço do ser humano não está tanto direcionado ao hedonismo ou à au-
torrealização, mas à busca de consistência interna e compreensão do mundo. Isso significa aqui, que
o ser humano está empenhado a construir (cognitivamente) uma autoimagem e uma imagem do
mundo que os cerca consistentes, mesmo que à custa de dores e desprazeres. No correr do desen-
volvimento da psicologia da personalidade a pesquisa deu ênfase maior ora a um tipo de motivação
ora a outro. No entanto a pesquisa recente parece apontar para um quadro mais complexo, em que
os diferentes tipos de motivação desempenham um papel de importância variada, mas sempre em
interação.

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A teoria da personalidade ao longo da história

O desejo de desvendar os mistérios da personalidade vem de muitos e muitos séculos, especifica-


mente do século IV a.C., na Grécia Antiga. Hipócrates, considerado o “pai da medicina”, criou a teoria
dos humores corporais, que inspirou Galeno a desenvolver a tipologia acerca dos temperamentos.

Galeno definiu quatro tipos de temperamentos primários: sanguíneo, no qual o humor corporal é pre-
dominante do sangue; colérico, caracterizado por ser facilmente irritável; melancólico, mais sensível e
introvertido; e fleumático, mais calmo e conciliador.

Essas teorias incentivaram o surgimento de outros estudos que resultariam, séculos mais tarde,
nas teorias da personalidade — mais precisamente no século XX, quando efetivamente psicólogos e
psiquiatras, a fim de tratar transtornos mentais, mergulharam fundo nas pesquisas buscando embasa-
mento teórico sobre a personalidade.

Dentre as teorias da personalidade mais conhecidas hoje estão a de Sigmund Freud e Carl Gustav
Jung, que serão apresentadas neste conteúdo.

Teoria da personalidade segundo Freud

É também conhecida como teoria psicanalítica da personalidade, devido à psicoterapia — prática de-
fendida pelo neurologista austríaco Sigmund Freud.

Para Freud, toda ação é movida por forças internas, que estão diretamente ligadas ao prazer, ou
seja, para ele o desenvolvimento da personalidade é regido pela libido.

A personalidade é desenvolvida no indivíduo quando criança, tendo como motivadores primários os


impulsos sexuais e agressivos. A fim de explicar a sua teoria, Freud subdividiu a estrutura da perso-
nalidade em três sistemas: o id, o ego (eu) e o superego (eu superior).

id: seria o sistema original da personalidade, ligado às ações primárias e às pulsões inconscientes, ou
seja, as satisfações e prazeres corporais.

ego: lado racional, que obedece aos princípios da realidade, controlando os impulsos do id.

superego: lado da personalidade responsável pelos valores sociais e morais. É o superego que dá a
noção de certo e errado ao indivíduo.

Segundo Duane e Sydney Schultz, autores do livro Theories of Personality, a subdivisão do ponto de
vista de Freud explica os processos psicológicos trabalhando juntos, funcionando como um todo na
personalidade, onde o id desempenha o fator biológico, o ego o psicológico e superego o social.

Embora apresente os conceitos de consciente e subconsciente e a ideia de que a personalidade tem


relações com a infância, a teoria de Freud acaba sendo um tanto quanto limitada por apontar motiva-
ções sexuais e agressivas como fatores determinantes a todas as ações do indivíduo.

Teoria da personalidade junguiana

Para Carl Gustav Jung, a personalidade — ou psique, como ele a chamava — é formada por siste-
mas isolados que atuam de forma dinâmica uns sobre os outros.

O psiquiatra e psicoterapeuta era um estudioso assíduo, bebeu de várias fontes e por muito tempo foi
um dos discípulos de Freud. Embora viesse a usar suas referências sobre consciente e subconsci-
ente, Jung não concordava com a visão de Freud sobre os fatores de motivação da personalidade.

Na visão junguiana, existem quatros funções psicológicas básicas (sentir, pensar, perceber e intuir) e
dois tipos de caráter (introvertido e extrovertido). Cada indivíduo desperta em si uma função básica e
um tipo de caráter, originando assim a sua personalidade.

Ao todo, a teoria de Jung apresenta oito tipos de personalidade:

Reflexivo extrovertido

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Personalidade de indivíduos mais racionais e objetivos, que geralmente apresentam cargos importan-
tes. Os reflexivos extrovertidos são céticos, pouco sensíveis, narcisistas, prepotentes e manipulado-
res.

Reflexivo introvertido

Pessoas com essa personalidade são definidas pelo lado intelectual e um forte apego à filosofia. Em-
bora sejam muito interessantes, possuem dificuldade de relacionamento e são bastante teimosas.

Sentimental extrovertido

Essa psique é facilmente encontrada em mulheres. Os sentimentais extrovertidos são empáticos e


compreensivos, possuem facilidade de comunicação e relacionamento, forte poder de sedução e per-
suasão; no entanto, tendem a sofrer mais com rejeições.

Sentimental introvertido

Geralmente são pessoas solitárias, possuem dificuldade de relacionamento, gostam de silêncio, são
melancólicas, pouco sociáveis e fazem o possível para não chamar a atenção, mas são sensíveis às
necessidades alheias.

Perceptivo extrovertido

Essa personalidade possui um lado místico, forte percepção e identificação com objetos. Indivíduos
perceptivos extrovertidos são muito bons com detalhes e costumam colocar o seu prazer como priori-
dade.

Perceptivo introvertido

A maior característica dessa personalidade é a ênfase sensorial. É caracterizada por valorizar cores,
texturas e formas como uma maneira de exteriorizar suas emoções. Geralmente são indivíduos relaci-
onados à arte e à música.

Intuitivo extrovertido

Pessoas aventureiras fazem parte dessa personalidade. São ativas, inquietas, determinadas e corajo-
sas, mas em geral egoístas e não ligam muito para o bem-estar coletivo.

Intuitivo introvertido

Personalidade característica de indivíduos extremamente sensíveis, com alto senso intuitivo. É muito
comum pessoas assim estarem ligadas à religião. Os intuitivos introvertidos também são idealizado-
res, muito criativos e sonham alto.

Tanto a teoria de Freud quanto a de Jung são questionáveis, incertas e limitadas, que se diferem por
fatores associados ao embasamento de cada um. Por um lado temos o determinismo da teoria freudi-
ana, por outro a ideia do exercício de livre arbítrio defendida pela teoria de Jung.

Contudo, ambos os estudos sobre teorias da personalidade são de extrema importância hoje ao
campo da psicologia e psiquiatria, ainda que não sejam efetivas em seu propósito. Freud e Jung cola-
boraram significativamente com suas ideias para a evolução da psicanálise, e ainda orientam novos
pesquisadores.

Definição e conceito de personalidade conforme a psicologia forense.

A definição de personalidade é para a grande maioria dos autores que remeteram à base do presente
trabalho o conjunto peculiar de aspectos que diferenciam a grande maioria das pessoas naturais, no
meio de uma gama de pessoas tanto de culturas iguais quanto de diferentes. Porquanto o conceito de
personalidade é o perfil apresentado por um determinado indivíduo, onde a sua conjuntura civil, ideo-
lógica, moral, pessoal, seu modo de agir, seu comportamento no entorno da sociedade é emitidos ex-
trinsecamente. A personalidade de certo indivíduo é a reflexão de um complexo de fatores desde o
fisiológico ao psicológico, ela é a combinação da constituição temporal e fruto da construção do cará-
ter e temperamento individual, estes latentes em cada um de nós.

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TEORIAS DA PERSONALIDADE

Vale ressaltar que cada pessoa possui uma espécie diferente de personalidade, pois seria impossível
haver pessoas com iguais pensamentos e personalidades. A personalidade é condicionada por duas
variáveis: às inatas e aquelas que adquirimos com o nosso desenvolvimento fisiológico e social. As
primeiras remetem a compreensão de fatores fisiológicos, químicos, físicos, não vem ao caso no pre-
sente artigo, entretanto é importante frisar que a segunda variável compreende o fator caráter é a
consistência de princípios e valores adquiridos com o passar cronológica em cada indivíduo.

Conceito de personalidade no âmbito jurídico.

A personalidade é, portanto, o conceito básico da ordem jurídica, o qual é expandido a todas as pes-
soas, consagrando-a e garantindo-a na legislação civil e nos direitos fundamentais inerentes a pes-
soa humana, independente de origem, grupo étnico, idade, sexo entre outras distinções. É um direito
latente a pessoa humana, sendo intransmissível, inalienável, indisponível e não passível de sofrer re-
dução. Nesta última característica deve não ser confundida com a capacidade, esta pode ser limitada
reducionalmente. Para Clovis Beviláqua, “é a aptidão, reconhecida pela ordem jurídica a alguém, para
exercer direitos e contrair obrigações.

Os direitos da personalidade são dotados de caracteres especiais, à medida que são destinados à
proteção eficaz da pessoa humana em todos os seus atributos de forma a proteger e assegurar sua
dignidade como valor fundamental. Constituem, segundo Bittar, "direitos inatos (originários), absolu-
tos, extra-patrimoniais, intransmissíveis, imprescritíveis, impenhoráveis, vitalícios, necessários e opo-
níveis erga omnes."

Muitas pessoas buscam uma explicação do que vem a ser personalidade e como ela surgiu.

Desde as civilizações mais remotas a humanidade se preocupava em tentar achar uma explicação
para a distinção de comportamentos e personalidades humanas, no entanto sempre se deparava com
um grande porquê, ou seja, inúmeras dúvidas. tal assunto ainda continua ocasionando duvidas, algu-
mas delas inexplicáveis do ponto de vista psicológico, enquanto outras são compreendidas até no en-
torno do estudo biológico. Para melhor entender, localizar um significado a personalidade é tão difícil
quanto responder a estas três perguntas, a seguir: de onde eu vim, quem eu sou e para onde eu irei?
Por tal fato alguns autores, os quais ocorrerão o detalhamento suas contribuições pelo intermédio de
teorias explicativas sobre a origem da personalidade. Como o fez Freud, Adler, Jung, Perls entre ou-
tros. Por isso há o surgimento de diversas teorias da personalidade, estas são divergentes quanto à
forma com que é explicada a dinâmica da personalidade, ou seja, o processo motivacional e outros
aspectos etiológicos.

Sigmund Freud

Biografia

Sigmund Freud (1856 – 1939) era judeu, estudou medicina em Viena. Estudou psiquiatria, desenvol-
veu e aprimorou o estudo psicanalítico. Ele é considerado por muitos como o pai da psicanálise.
Freud sofreu bastante críticas, na medida em que seus trabalhos tornavam-se cada vez mais acessí-
veis a população em geral, ele sabia que seus trabalhos eram predominantemente empíricos, ou
seja, consistiam em descrições por meio de processos observatórios e que um dia iriam ser supera-
dos por pesquisas aperfeiçoadas em neurologia.

Teoria da personalidade – a teoria psicanalítica.

Freud inicia seu pensamento com a ideia de que nada existe aço acaso, há uma causa para todo tipo
de pensamento, ideia similar à da ação e da reação, todo pensamento é fruto de uma ação anterior,
nenhum pensamento surge sem houver um processo motivacional. Tanto o consciente quanto o in-
consciente podem levar a elaboração e desenvolvimento de um determinado processo mental.

O determinismo psicológico era uma grande marca presente no pensamento de Freud, para ele todos
os pensamentos, emoções, ações, ideias tem uma causa, nada vem ao acaso e de modo indetermi-
nado. Os impulsos insatisfeitos e os provenientes do inconsciente causam a maioria dos determina-
dos eventos psicológicos. Daí a personalidade ser uma força resultante de diversos vetores psicosso-
ciais sexuais.

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TEORIAS DA PERSONALIDADE

A personalidade humana é dividida em três grandes superestruturas, estas compreendem os seguin-


tes complexos psicológicos: Ego, Id e Superego. O Ego é a parte da personalidade que toma as deci-
sões a respeito de que impulsos do Id deverão ser satisfeitos e de que modo. O Id é a parte inicial da
personalidade, é a partir dela em que o Ego e o Superego se desenvolvem, ele é responsável pela
concretização dos impulsos biológicos mais básicos inerentes a pessoa humana. Porquanto o Supe-
rego é a parte cognitiva da personalidade que está encarregada de julgar e distinguir o que é certo e
o que está errado, de uma maneira geral, ele é a reprodução dos valores e costumes internacionali-
zados pelo indivíduo.

Sigmund acreditava que havia durante os primeiros cinco anos de vida, o fato de o indivíduo ficar su-
jeito a diferentes estágios de desenvolvimentos fisiológicos, os quais influem na dinâmica do desen-
volvimento da personalidade humana. A partir daí ele fundamentou uma ampla definição de sexuali-
dade e a existência de períodos de desenvolvimento psicossexual. Essas fases são determinadas,
pelo fato de os impulsos provenientes do Id, os quais se encontram em processo de busca do prazer
sexual, acabam por se concentrarem em determinadas áreas do corpo humano e em continua ativi-
dade.

O primeiro ano de vida do homem, Freud o denominou de fase oral do desenvolvimento psicossocial.
Nela os bebês obtêm prazer no entorno de suas bocas, situação principalmente observável durante a
sensação de prazer deles durante os atos de amamentação e sucção, assim eles começam a colocar
tudo o que veem em suas bocas, a fim de obterem prazer. No segundo ano de vida, ocorre uma fase
denominada fase anal, nela acreditava-se que o prazer é verificado na região anal, principalmente no
instante em que as crianças retêm e/ou expelem fezes, no entanto nessa fase ocorre um conflito, em
que os agentes são os pais, estes buscam impor aos filhos ou tutelados uma educação sanitária ade-
quada.

Na próxima fase, denominada por Freud como fálica é a em que as crianças começam a acariciar
seus genitais, com o objetivo de sentirem prazer. Elas começam a observar as diferenças entre o
sexo masculino e o feminino, ao ponto de dirigir seus impulsos sexuais ao genitor de sexo oposto, en-
tretanto quando tal impulso extravasa seus limites, ocorre um problema conceituado por Freud como
complexo de Édipo. Nele ocorre um conflito de interesses entre a criança e o genitor se seu mesmo
sexo, ou até mesmo ao de sexo oposto. Posteriormente ocorre um período denominado de latência, o
qual vai dos 7 aos 12 anos, nele as crianças ficam cada vez mais preocupadas com o meio externo e
com os seus corpos. A partir da adolescência, no início do período denominado puberdade vem à
tona uma fase conhecida como genital, esta é a última fase, a da maturação sexual.

Freud acreditava que qualquer problema em alguma dessas fases ocasionaria o surgimento de um
posterior problema de personalidade em alguma pessoa, durante sua fase adulta. Por tal motivo, as
ocorrências adequadas de fatos ao longo das fases do desenvolvimento sexual ser primordiais para
determinar uma boa relação na personalidade de um dado individuam. v.g. uma pessoa que tem o
desenvolvimento da fase oral prejudicada por algum fato, no futuro será uma pessoa que tem prazer
oral.

Carl Gustav Jung.

Carl Gustav Jung (1875-1961) morou, em sua vida toda, na Suíça. Estudou psiquiatria em zurique.
Foi o mais famoso estudioso que rompeu com Freud, inicialmente ele foi um dos seguidores mais de-
dicados do ultimo, porem com o passar dos tempos, Jung passou a discordar das ideias e algumas
teorias Freudianas, assim fundou sua própria escola de psicologia. Esta denominada de psicologia
analítica. Ele defendia que a introspecção ativa seria um meio para haver uma mudança psíquica no
indivíduo. Ele estava preocupado era com a parte imersa do grande iceberg, que compreendia a
mente humana, ou seja, o inconsciente.

Teoria da personalidade – A psicologia analítica.

Jung desenvolveu uma metapsicologia bastante aprimorada e elaborada. Ele acreditava que, além de
haver o inconsciente pessoal descrito por Freud, existe inclusive um inconsciente coletivo, ou melhor,
dizendo uma parte que compreende uma considerável parte da mente que é comum a todos os seres
humanos. Tal inconsciente consiste de imagens fundamentais e peculiares herdadas de nossos ante-
passados. Jung examinou algumas pessoas que relataram em seus sonhos, coisas comuns a maioria

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TEORIAS DA PERSONALIDADE

das pessoas como, por exemplo, sonho com imagens de abutres, estas aparecem em escritos religio-
sos, mitologias mesmo desconhecidos pela pessoa que sonhou.

Como Isaac Newton já afirmara anteriormente, toda ação possui uma reação de igual intensidade,
tudo com o objetivo de haver um equilíbrio de forças. De maneira similar, Jung afirmava que para
qualquer atitude consciente, há uma compensação inconsciente sempre igual a primeira. Daí, Jung
ao buscar a interpretação de sonhos ocorridos no inconsciente, entendeu que estes serviam para
compensar alguma coisa ocorrida no consciente, tudo para manter o equilíbrio e a harmonia.

Em sua teoria da personalidade, assim como a de Freud a parte do aparelho psíquico chamado ego é
também um complexo, possui a mesma função que o ego freudiano, o qual tem como função propor-
cionar o fator necessário para ocorrer a adaptação psicológica do indivíduo com a realidade. Assim o
mesmo poder interagir perfeitamente o seu microcosmo intrapsíquico com o mundo externo e poder
manter uma harmonia adequada com o id e o superego em seu complexo psíquico.

Algumas coisas em que as pessoas acreditam ser possessões, imagens que aparecem em sonhos,
personalidade separada como nos casos de personalidades múltiplas, alucinações; conforme Carl
Jung tais fatos consistem em manifestações provenientes da luta entre o Ego e alguns complexos
emocionais sobrecarregados. Estes da mesma maneira que algum liquido no interior de uma garrafa
agitada estar a pressionando para escapar do referido recipiente, assim estar tais complexos em con-
flito com a parte racional. Por isso quando eles extravasam o recipiente mental, ocorrem algumas
anomalias psíquicas.

A personalidade humana estava dividida em complexos interligados parcialmente, contudo no centro


de tudo estava o ego, sendo assim, diversos outros complexos servem como auxilio ao ego. Para
Jung a sombra é a imagem inversa da personalidade de um dado indivíduo, ela é o inverso de toda a
manifestação psicológica do mesmo, ou seja, é a oposição corrente aos valores interiorizados no
complexo psíquico geral estabelecido pelo ego na concretização das relações externas.

O referido autor estabeleceu alguns conceitos como anima e ânimos, o primeiro corresponde à depo-
sição das experiências femininas na herança psíquica de um homem; porquanto a segunda corres-
ponde ao inverso da anterior. Ambos possuem a capacidade de conectar o ego ao mundo introspec-
tivo e, assim ser o mesmo projetado sobre as relações sociais. Quando algum daqueles está conec-
tado a sombra, a mulher, por exemplo, pode ver os atributos interiores de homem como indesejáveis
a si e quando encontra esses atributos em si, sente-se culpada e com grande remoço.

Para Jung para que o nosso complexo psíquico se desenvolva é necessário haver o conflito entre o
consciente e o inconsciente, tudo com o objetivo de fazer com que nossa personalidade se desenvol-
ver completamente. Ocorrendo, assim um processo denominado individuação. "é o velho jogo do
martelo e da bigorna: entre os dois, o homem, como o ferro, é forjado num todo indestrutível, num in-
divíduo. Isso, em termos toscos, é o que eu entendo por processo de individuação" (Jung). Tal pro-
cesso consiste na criação de um novo centro psíquico, o qual se chama self, este será o centro da
personalidade total, assim como o ego é o centro do consciente.

Alfred Adler.

Alfred Adler (1870-1937), filho de um comerciante judeu de classe media nasceu no suburbio de Vi-
ena e passou lá grande parte de sua vida. Ele passou por inúmeras dificuldades medicas em sua
vida. Um clínico geral, ele em 1902 tornou-se um dos quatro membros originais do círculo de Freud.
Adler divergia com as idéias de Freud em alguns pontos de vista sobre neurose e infantossexuais,
motivo que o levou a posteriormente romper seus vínculos com uma sociedade, o qual ele presidia.
Sua teoria da personalidade postulou um empenho por auto-estima e tentativa de superar um senti-
mento de inferioridade.

Teoria da personalidade - psicologia individual.

Adler em sua teoria sobre a personalidade igualava saúde psicológica à consciência social constru-
tiva, dessa maneira ele desenvolveu um sistema de analise psicológica, o qual denominou de psicolo-
gia individual, este ainda continua ainda sendo utilizado em clinicas localizadas em diversos países.
Sua principal contribuição para a sociedade mundial foi o estabelecimento de centros de orientação
psicológica na área infantil em Viena, os quais serviram como base para a criação de outros centros
orientadores em toda parte do mundo.

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TEORIAS DA PERSONALIDADE

É fundamental, lembrar que Adler foi enormemente influênciado pelas idéias darwinistas em relação
ao processo evolutivo humano. Ele observava as pessoas como seres em plena união, apesar de se-
rem entidades biológicas distintas. Ela acreditava que havia um darwinismo social, o qual enfatizava o
fato de haver a sobrevivência das pessoas mais fortes e adequadas ao meio social, dessa forma os
indivíduos que não estiverem devidamente adaptados não sobreviveriam no interior da sociedade.
Em fim o mundo é dos mais fortes e adaptados, viver na sociedade é um privilegio dos melhores.

“O objetivo da superioridade de cada indivíduo é pessoal e único. Depende do significado que ele dá
a vida. esse significado não é uma questão de palavras. É construído sobre seu estilo de vida e nela
se introduz (Adler, 1956, p. 167).” “sentimentos de inferioridade não são, em si, anormais. São a
causa de todo progresso na situação da espécie humana (Adler, 1956, p. 117).” A psicologia indivi-
dual baseia-se firmemente no terreno da evolução e sob este prisma encara toda luta humana como
uma luta pela perfeição Adler, 1964ª, pp. 36-37).”

O homem individualista para Adler era aquele que estar apto ao lema conhece-te a ti mesmo e co-
nheceras o universo e os deuses, no entanto este não deveria privar-se da coletividade cooperativa,
visto que esta é um aspecto muito importante do comportamento social. Somente a partir da coopera-
ção com outros e do perfeito funcionamento cognitivo, podemos superar nossos sentimentos de infe-
rioridade. As três maiores tarefas que um ser humano defronta-se são o trabalho, amizade e o amor.
Todas elas são inerentes a condição humana, não importa de qual pessoa análise e observe. O ambi-
ente social molda a sociedade em si.

É imprescindível, frisar que Adler considera o ambiente social possui considerável importância para o
desenvolvimento da personalidade de um indivíduo, dessa maneira ele diverge de Freud, o qual acre-
dita que há um determinismo no desenvolvimento da personalidade humana. Adler busca compreen-
der o comportamento humano por seus objetivos e finalidades, mais do que através de suas causali-
dades. Ele acaba por interpretar que o meio social influência muito mais do que o meio interior, no
que condiz ao desenvolvimento ou organização do fator psíquico.

Fato é que Adler foi bastante influênciado pela teoria psicanalítica de Freud, especialmente quanto à
importância das relações maternas, ao desenvolvimento psicológico nos primeiros anos de vida entre
outros setores. Adler menciona em sua teoria da personalidade que há um princípio dinâmico, este
direciona cada um de nós ao futuro sempre direcionando a uma meta especifica. Uma vê, que a meta
passa a tornar-se foco geral nosso aparelho psíquico modifica-se rumo à concretização dele, v.g.
quando uma pessoa deseja escrever um livro, a sua mente molda-se e a direciona para essa pessoa
realizar tal tarefa. Outro fato é que o mundo real deve agir sobre o mundo das idéias, de modo que as
fantasias tornem-se meros objetos acessórios e não principais.

Para Adler o sentimento de inferioridade deve ser superado pelo de domínio, assim um homem que
domina suas fraquezas torna-se cada vez mais forte, ele aprende com seus erros, a fraqueza nada é
mais do que um resultado da comparação entre uma pessoa e o homem médio. O ser perfeito é
aquele que busca a sua superação, não acreditando que estar inferior aos demais, sendo assim ele
adota o sentimento motivador como a chave de sua vida, dessa maneira ele sobrevive e prospera
num mundo onde há uma seleção natural dos seres existentes. Valem lembrar que muitos obstáculos
irão bater de frente contra os homens, no entanto o forte derruba todos eles.

“Em quase todas as pessoas ilustres encontramos alguma imperfeição orgânica, e ficamos com a im-
pressão de que elas foram dolorosamente testadas no início da vida, mas lutarm e superaram suas
dificuldades (Adler, 1931, p. 248).”

Outro fator primordial para o desenvolvimento da personalidade observado por Adler é o fato de as
crianças que são primogênitas quando deixam de possuir tal característica em virtude de ter nascido
outra criança mais nova, tornam-se conservadoras, deixam de lado a pastilha, ficam inseguros.

Willian James.

Willian James nasceu numa família rica da nova Inglaterra em 1842, estudou inicialmente pintura, po-
rem interessou-se por ciência. Ingressou em Havord, posteriormente ficou depressivo, contudo em
1870, Willian James conseguiu se recuperar de tal mal. A partir de sua recuperação, ele assumiu um
cargo de professor em Harvard, em seguida em Stanford. Ele foi o terceiro presidente da associação
Norte-Americana de psicologia (1894-1895). Ele definia a psicologia como uma explanação sobre es-
tados de consciência como tais; tal definição está estimulando nos dias atuais, muitos estudantes e

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TEORIAS DA PERSONALIDADE

pesquisadores. James não se limitou, em seus estudos, apenas a um ramo da psicologia, mas sim
procurou escrever, estudar e compreender sobre todos.

Teoria da personalidade - psicologia da consciência.

A personalidade, para James, surge através da interação entre o instinto e hábitos da consciência e
os aspectos pessoais volitivos. O pensamento é parte de uma consciência pessoal, porém não existe
independentemente da pessoa, o seu processo existe da mesma forma em que pode ser experimen-
tado ou percebido tanto do ambiente interno quanto do externo. O pensamento nunca pode ser igual,
o que pensamos uma vez nunca mais pode ser pensado outra vez e o que pensamos ser um pensa-
mento repetido é na realidade uma simples modificação de um outro pensamento anterior, assim afir-
mava James. Dentro de cada uma das diversas consciências há pensamentos contínuos, a consciên-
cia já parte articulada e não desarticulada.

Willian James iniciou um grande estudo a respeito da psicologia da consciência, através de experiên-
cias realizadas e inúmeras fundamentações filosóficas por parte do referido, mesmo assim tal tema
não passou a ser o centro das atenções nos estudos psicológicos. A compreensão do que vem a ser
consciência ainda não pode ser explicado, visto tal definição não ser passível de resposta, mas o que
vem a ocorrer é a assimilação de hipóteses provenientes de respostas experimentais. O estudo da
consciência envolve a busca pela resposta de alguns fatos, como por exemplo, o que acontece com a
consciência, quando a mesma é alterada devido a algum fator provocado como a meditação, hipnose,
drogas psicodélicas entre outros fatores.

Entender que a consciência faz gerar algumas distinções, daí acreditamos que a nossa percepção
como seres próprios, distintos uns dos outros, tal fato possa ser apenas um simples artifício empre-
gado como uma porta em nossa consciência interna. A maioria do mundo acredita que o transcen-
dental determina nossa consciência, porquanto tal afirmação remete a idéia de no fundo da consciên-
cia o homem ser uma peça condicionada e não livre. Por tal motivo James rejeita a idéia de um deus
condicionador, a verdadeira verdade, acreditando a evolução pessoal é o fator que importa realmente
ao desenvolvimento humano e ao crescimento psicológico liberto de idéias aprisionadoras. Alguns
fatos como os sentimentos, o homem deve evitar ou abraça-los de vez.

Carl Rogers.

Carl Rogers (1902 – 1987) nasceu em Oak Park, Illinois, numa família, cuja pratica religiosa era alta-
mente fundamentalista, daí sua infância e educação terem sidas limitadas pela ideologia de seus
pais. Viveu sua infância em meio ao isolamento social. Ele tornou-se um pastor e começou a se inte-
ressar pelo estudo no ramo da psicologia, iniciando com analises empíricas sociais, desenvolvendo
posteriormente suas teorias sobre a personalidade. Rogers buscou um novo plano de ação da psico-
logia, de modo que esta deveria se desenvolver através da interação entre pacientes no interior de
grupos reabilitadores.

Teoria da personalidade – a perspectiva do cliente.

A teoria de Carl Rogers foi desenvolvida a partir do delineamento de suas experiências clinicas, e a
partir da assimilação de diversas fontes e sistemas intelectuais. Ele lançou como uma de suas pre-
missas fundamentais, a de que as pessoas utilizam suas experiências pessoais para se definirem por
completo. Rogers busca a definição de diversos conceitos relativos ao estudo psicológico, a partir dos
quais buscam a elaboração de teorias da personalidade e modelos terapêuticos, formas de mudan-
ças na personalidade. A sua corrente ideológica ficou conhecida como humanista, visto que ele ob-
serva e delineia o homem de uma maneira otimista em suas qualidades pessoais e reis, ao ponto de
propor que o homem é um ser mutável para melhor.

Ele acreditava que o homem, da mesma forma que outros sistemas complexos vivos apresentam ten-
dências à adaptação, evolução e atualização em seus fundamentos fisiológicos e psicológicos. Em
fim, com o transcorrer cronológico, os homens absorvem cada vez mais experiências, vivenciam no-
vos fatos, aprendem novas coisas, ficam cada vez mais fortes e se adaptam melhor ao ambiente ex-
terno e interno, dessa forma adquire cada vez mais capacidade de possuir autoconfiança, liberdade,
criatividade e responsabilidade em suas ações.

A experiência é a chave para haver o aprimoramento da consciência interior, no interior do campo da


experiência está o self, o qual não se reduz a imutabilidade, estabilidade, porem se for analisado em

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TEORIAS DA PERSONALIDADE

um determinado instante irá refletir uma noção de estabilidade. Ele sofre modificação à medida, em
que as situações se alteram, ele não é apenas uma reprodução instantânea de algo em si, mas um
fator que sofre inúmeras modificações de acordo com a situação posta em evidencia. O self é sim-
plesmente a visão que uma determinada pessoa tem de si mesma, de modo que julga e analisa a si,
exemplificadamente através de experiências ocorridas no passado e/ou no presente, de modo que as
façam buscar a interpretação de si mesmas.

O self ideal é o conjunto de características que o indivíduo aprecia em sua conjuntura psicossocial, de
modo que não embasa a noção de igualdade com a pessoa media, ele simplesmente idealiza a si
como algo maior e impenetrável de problemas, ou seja, seu self é seu deus pessoal. A auto-imagem
ideal de um indivíduo o leva em muitos casos ao desenvolvimento de um narcisismo pessoal, ao
ponto de fazer com que o indivíduo auto valorizas-se infinitamente.

“Isto é o que, em nossa opinião, constitui o estado de alienação de si. O indivíduo faltou com a since-
ridade consigo mesmo, para com a significação “organismica” de sua experiência, a fim de conservar
a consciência positiva do outro, falsificou certas experiências vividas e representou para si mesmo
estas experiências com os mesmos índices de valor que tinham para o outro. Tudo isto se produziu
involuntariamente, como um processo natural e trágico alimentado durante a infância” (Rogers, 1959,
p. 202 na ed. Brás.).

Como exemplificado anteriormente um indivíduo que imita e assimila experiências e valores criados e
interiorizados por outro indivíduo, está realmente alienado, ele foge a sua realidade social buscando
um self não existente e não desenvolvido em seu interior, ele apenas utiliza de sua capacidade imita-
tiva para projetar tais realizações virtuais e as tornam reais em seu interior.

Frederik Perls.

Frederik Salomon Perls (1893 – 1970), era de origem judaica, estudou medicina em Berlim. Foi psica-
nalista, ele sofreu grande influência de uma corrente de pensamento denominada gestaltista, daí pos-
teriormente ele desenvolver uma terapia com base nos fundamentos de tal corrente ideológica, no en-
tanto suas concepções não são valorizadas de imediato. Somente a partir da década de 60 é que
seus trabalhos são aceitos, e assim influênciaram as terapias surgidas posteriormente nos EUA.

Teoria da personalidade – Gestalt-terapia.

Perls conceituou que ocorre um inatismo no que diz respeito ao desenvolvimento biológico e psicoló-
gico de um determinado indivíduo, melhor explicando, o indivíduo torna-se o que ele é de acordo com
sua predisposição interior a ser o que ele é no momento. Fato semelhante ao determinismo pregado
por Lombroso, o qual dizia que um criminoso já nasceu criminoso, e não se tornara um criminoso.
Frederik Perls critica fortemente a teoria da psicanálise em relação a esta afirmar que a conjuntura
ideológica da agressão e do sadismo está localizada na fase oral, pois ele acreditava que tal conjun-
tura estava localizada na fase anal do desenvolvimento infantil.

A gestalt-terapia foi descrita por Perls como uma terapia existencial, ou seja, uma simples proposta
de caráter clinico baseada em uma filosofia velada em silogismos, a mesma era utilizada mediante a
princípios existencialistas. Ele insistia que algum indivíduo, somente pode ser compreendido através
da descrição realizada de maneira direta pela sua própria pessoa, ou seja, um homem só pode ser
compreendido se for interpretado por si mesmo. Tal teoria ofereceu uma visão ampla a respeito de
diversos campos sociais, de modo que busca uma compreensão cada vez mais adequada das inú-
meras relações entre o homem, o planeta, os objetos e a natureza como se tudo fosse parte de um
único jogo.

Os seres animados e os inanimados se encontram em relações de interdependências recíprocas,


visto que dependem uns dos outros para existirem. Perls definiu a atividade psicológica humana sim-
plesmente como uma determinada atividade realizada por uma pessoa completa, a qual é desenvol-
vida mediante um desgaste bem menos de energia do que a gasta no empenho da atividade física.
Para o referido pensador, pensar é menos cansativo do que correr.

“O organismo age e reage a seu meio com maior ou menos intensidade; à medida que diminui a in-
tensidade, o comportamento físico se transforma em comportamento mental. Quando a intensidade
aumenta, o comportamento mental torna-se comportamento físico” (Perls, 1973, p. 28 na Ed. Brás.).

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TEORIAS DA PERSONALIDADE

Nota-se que Perls acreditava que não havia no homem uma separação nítida entre suas sensações,
seus pensamentos e as suas ações, tudo era parte de um todo interdependente e integrado formando
um único complexo de ações múltiplas. A personalidade é um puro reflexo de todo esse complexo de
ações, ela é uma rede resultante da ligação de todas essas ações desempenhadas pelos complexos
interligados.

Na gestalt o terapeuta é apenas um facilitador e não um condicionador do comportamento psicológico


de seus clientes, assim como Sócrates por meio da dialética busca fazer com que o seu ouvinte co-
nheça a si mesmo, assim é a gestalt. O terapeuta faz com que o seu paciente compreenda a si e se
conscientize descobrindo assim seus pontos fortes e os seus pontos fracos, a partir daí o seu bem-
estar podem ser garantidos, inclusive o seu crescimento espiritual e psicológico.

Portanto cada uma das teorias da personalidade apresentadas no decorrer do presente trabalho
apresenta um valor de relevância especificadamente único, visto que cada uma delas buscou aborda-
gens e definições teóricas na maioria das vezes distintas, conflitantes em algum ou vários pontos.
Tais teorias são resultados de ramificações ideológicas surgidas no decurso da árvore dos estudos
psicológicos e psicanalíticos, em tal ponto que fica evidente seus semelhantes pontos de origem en-
tre duas ou mais teorias, mesmo sendo todas distintas e conflitantes. Entretanto tais conflitos são fun-
damentais para haver os desenvolvimentos de trabalhos cada vez melhores.

O estudo psicológico é em si fruto de analises, observações empíricas, entretanto em algumas teorias


pode ocorrer o fato de tais procedimentos estarem baseados em dogmas dedutivos. O que se per-
cebe é que o homem utiliza de seu altruísmo e de sua autovalorização e acaba por questionar uma
dada teoria, desse modo ele busca a criação de sua própria teoria, em muitas vezes consegue supe-
rar as suas expectativas e da comunidade em geral. A ciência possui como um de seus dogmas o
fato de que nada que existe é insuperável, sempre irá existir algo que irá alcançar tal fato inicial. Por
isso, nenhuma teoria cientifica possui sua duração infinita, o que ocorre é que ela tem de lutar para
não ser superada a todo instante, devido a existirem ilimitadas ideias e mentes brilhantes em toda a
comunidade cientifica.

O presente trabalho buscou contribuir com o crescimento e com a divulgação da psicologia forense,
visto que ela é raramente explorada no âmbito jurídico, devido a estar colocada em uma posição se-
cundaria na lista das ciências do direito, sabe-se que a mesma é a chave para a compreensão hu-
mana. O indivíduo que consegue compreender a psicologia humana acaba por dominar as ações hu-
manas e os frutos provenientes delas, os quais remetem a pratica no mundo jurídico.

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