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11-09-2016

Contencioso Tributário

Formador: Jesuíno Alcântara Martins 2016

Procedimento de FACTO TRIBUTÁRIO Declaração


Inspecção Tributária
Autoliquidação
Liquidação
Oficiosa Acto Tributário
Liquidação Retenção na Fonte

Prazo de Avaliação Indirecta


Avaliação Directa Pagamento de
Voluntário Fixação Matéria Tributável

Reclamação graciosa
Pagamento Pedido de Revisão

DECISÃO Não Decisão


Extinção da Não Pagamento
Relação Jurídica
Impugnação Judicial Tributária
Extracção de Certidão
Recurso Hierárquico
de Dívida
Anulação
Impugnação Judicial

Acção Administrativa Especial Processo de Execução Fiscal


Infracções
Tributárias
Revisão do Acto Tributário Crimes
Contra-ordenação
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Procedimento Tributário

Art.º 54.º LGT


Formas do Procedimento Tributário Art.º 44.º CPPT

a) As acções preparatórias ou complementares de informação e fiscalização


tributária;

b) As acções preparatórias ou complementares da liquidação dos tributos,


incluindo parafiscais, ou de confirmação dos factos tributários declarados
pelos sujeitos passivos ou outros obrigados tributários;

c) A liquidação dos tributos quando efectuada pela administração tributária;

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Procedimento Tributário

Formas do Procedimento Tributário


Art.º 54.º da LGT
Art.º 44.º do CPPT

d) A revisão, oficiosa ou por iniciativa dos interessados, dos actos tributários;

e) O reconhecimento ou revogação dos benefícios fiscais;

f) A emissão ou revogação de outros actos administrativos em matéria


tributária;

g) As reclamações e os recursos hierárquicos;

Jesuíno Alcântara Martins


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Procedimento Tributário

Formas do Procedimento Tributário Art.º 54.º da LGT


Art.º 44.º do CPPT

h) A avaliação directa ou indirecta dos rendimentos ou valores patrimoniais;

i) A cobrança das obrigações tributárias, na parte que não tiver natureza


judicial;

j) Todos os demais actos dirigidos à declaração dos direitos tributários.

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PRINCÍPIOS DO PROCEDIMENTO TRIBUTÁRIO

• Prossecução do Interesse Público


• Legalidade
• Igualdade
• Proporcionalidade
• Justiça e Imparcialidade
• Certeza e Segurança
• Colaboração e Boa-Fé
• Participação
• Decisão
• Celeridade
• Confidencialidade
• Inquisitório
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Contencioso Tributário

1. A constituição da relação jurídica tributária

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Contencioso Tributário

• Estrutura da Relação Jurídica


Art.º 18.º da LGT Art.º 36.º da LGT

• A relação jurídica tributária constitui-se com o facto


tributário.

• Os elementos essenciais da relação jurídica tributária


não podem ser alterados por vontade das partes.

Sujeito FACTO Sujeito


Activo TRIBUTÁRIO Passivo

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A relação jurídica tributária

Artigo 30.º da LGT

Objecto da relação jurídica tributária

1. Integram a relação jurídica tributária:

a) O crédito e a dívida tributários;

b) O direito a prestações acessórias de qualquer natureza e o correspondente dever ou


sujeição;

c) O direito à dedução, reembolso ou restituição do imposto;

d) O direito a juros compensatórios;

e) O direito a juros indemnizatórios.

2. O crédito tributário é indisponível, só podendo fixar-se condições para a sua redução ou


extinção com respeito pelo princípio da igualdade e da legalidade tributária.

3. O disposto no número anterior prevalece sobre qualquer legislação especial.

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Contencioso Tributário

• O acto de liquidação é uma operação que se traduz na


aplicação da taxa ou taxas de imposto ao valor da matéria
tributável.

• Esta operação permite determinar o imposto devido pelo


contribuinte, e em função da especificidade de cada tributo
(deduções, retenções na fonte, pagamento por conta),
permite apurar o imposto a pagar ou a receber.

Matéria tributável x Taxa(s) = Colecta

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Do acto de Procedimento de Liquidação: Acto de liquidação

• Princípio do declarativo Art.º 75.º da LGT Art.º 59.º do CPPT

• Presumem-se verdadeiras e de boa fé as declarações dos contribuintes apresentadas


nos termos previstos na lei, bem como os dados e apuramentos inscritos na sua
contabilidade ou escrita, quando estas estiverem organizadas de acordo com a
legislação comercial e fiscal.

• O procedimento de liquidação instaura-se com as declarações dos contribuintes, ou, na


falta ou vício destas, com base em todos os elementos de que disponha ou venha a
obter a entidade competente

• O apuramento da matéria tributável far-se-á com base nas declarações dos


contribuintes, desde que estes as apresentem nos termos previstos na lei e forneçam à
administração tributária os elementos indispensáveis à verificação da sua situação
tributária.

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FUNDAMENTAÇÃO E EFICÁCIA

Actos Decisões dos


Tributários Matéria de: órgãos da AT Matéria de:

FACTO FACTO
DIREITO DIREITO
A decisão do procedimento é sempre fundamentada por meio de sucinta exposição das
razões de facto e de direito que a motivaram, podendo a fundamentação consistir em mera
declaração de concordância com os fundamentos de anteriores pareceres, informações ou
propostas, incluindo os que integrem o relatório da fiscalização tributária – Art.º 77.º da LGT.
A fundamentação dos actos tributários pode ser efectuada de forma sumária, devendo
sempre conter as disposições legais aplicáveis, a qualificação e quantificação dos factos

tributários e as operações de apuramento da matéria tributável e do tributo.


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Contencioso Tributário

Art.º 77.º da LGT- Fundamentação e eficácia


• A decisão de procedimento é sempre fundamentada por meio de
sucinta exposição das razões de facto e de direito que a motivaram,
podendo a fundamentação consistir em mera declaração de
concordância com os fundamentos de anteriores pareceres,
informações ou propostas, incluindo os que integrem o relatório da
fiscalização tributária.

• A fundamentação dos actos tributários pode ser efectuada de forma


sumária, devendo sempre conter as disposições legais aplicáveis, a
qualificação e quantificação dos factos tributários e as operações de
apuramento da matéria tributável e do tributo.

Jesuino Alcântara Martins


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Contencioso Tributário

• A decisão da tributação pelos métodos indirectos nos casos e com os


fundamentos previstos na presente lei especificará os motivos da
impossibilidade da comprovação e quantificação directas e exacta da
matéria tributável, ou descreverá o afastamento da matéria tributável
do sujeito passivo dos indicadores objectivos da actividade de base
científica ou fará a descrição dos bens cuja propriedade ou fruição a lei
considerar manifestações de fortuna relevantes, ou indicará a
sequência de prejuízos fiscais relevantes, e indicará os critérios
utilizados na avaliação da matéria tributável.

Art.º 77.º da LGT


• A eficácia da decisão depende da notificação.

Jesuino Alcântara Martins


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A fundamentação deve ser:

• Expressa - trata-se de uma exigência legal que tem de ser entendida de acordo com a
funcionalidade e objectivos prosseguidos pelo próprio instituto;

• Clara - as razões de facto e de direito, embora enunciadas de forma sucinta, não podem ser
confusas, dubitativas, ambíguas ou obscuras, sob pena de não se dar a entender ou a
conhecer o que determinou o agente a praticar o acto ou a escolher o seu conteúdo;

• Congruente - o conteúdo do acto tem de ter uma relação lógica com os fundamentos
invocados;

• Suficiente - trata-se de um conceito qualitativo e não quantitativo, pois não está em causa
o carácter pormenorizado dos fundamentos, importando sim tornar claro quais os
pressupostos tidos em conta pelo autor do acto.

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Contencioso Tributário

N
O Via Postal Transmissão
T Pessoal
Electrónica
I Contacto
de
F Directo
Por Dados
I
Via
C
Postal
A
Ç
Õ
E
S

CARTA
REGISTA
CARTA CARTA
COM
SIMPLES REGISTADA
AVIISO
RECEPÇÃO

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Art.º 36.º do CPPT


Notificações em geral

1. Os actos em matéria tributária que afectem os direitos e interesses


legítimos dos contribuintes só produzem efeitos em relação a estes quando
lhes sejam validamente notificados.

2. As notificações conterão sempre a decisão, os seus fundamentos e meios


de defesa e prazo para reagir contra o acto notificado, bem como a
indicação da entidade que o praticou e se o fez no uso de delegação ou
subdelegação de competências.

3. Constitui notificação o recebimento pelo interessado de cópia de acta ou


assento do acto a que assista.

Jesuíno Alcântara Martins


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Contencioso Tributário

Formas de Notificação
Art.º 38.º do CPPT

As notificações são efectuadas obrigatoriamente por carta registada com aviso de


recepção, sempre que tenham por objecto actos ou decisões susceptíveis de
alterarem a situação tributária dos contribuintes ou a convocação para estes
assistirem ou participarem em actos ou diligências.

As liquidações de impostos periódicos feitas nos prazos previstos na lei serão


comunicadas por simples via postal.

As notificações não abrangidas pelos pontos anteriores, bem como as relativas às


liquidações de tributos que resultem de declarações dos contribuintes ou de
correcções à matéria tributável que tenha sido objecto de notificação para efeitos
do direito de audição, são efectuadas por carta registada.

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Notificação dos Actos Tributários

Formas de Notificação
Art.º 38.º do CPPT

As notificações serão pessoais nos casos previstos na lei ou quando a


entidade que a elas proceder o entender necessário.

Às notificações pessoais aplicam-se as regras sobre a citação pessoal.

As notificações referidas no presente artigo, bem como as efectuadas nos


processos de execução fiscal, podem ser efectuadas por transmissão
electrónica de dados, que equivalem, consoante os casos, à remessa por via
postal registada ou por via postal registada com aviso de recepção.

Jesuíno Alcântara Martins


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Contencioso Tributário

Art.º 39.º do CPPT

Perfeição das notificações

1. As notificações efectuadas nos termos do n.º 3 do artigo anterior presumem-se feitas no 3º dia
posterior ao do registo ou no 1º dia útil seguinte a esse, quando esse dia não seja útil.

2. A presunção do número anterior, só pode ser ilidida pelo notificado quando não lhe seja
imputável o facto de a notificação ocorrer em data posterior à presumida, devendo para o
efeito a administração tributária ou o tribunal, com base em requerimento do interessado,
requerer aos correios informação sobre a data efectiva da recepção.

3. Havendo aviso de recepção, a notificação considera-se efectuada na data em que ele for
assinado e tem-se por efectuada na própria pessoa do notificando, mesmo quando o aviso de
recepção haja sido assinado por terceiro presente no domicílio do contribuinte, presumindo-se
neste caso que a carta foi oportunamente entregue ao destinatário.

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Art.º 39.º do CPPT


Perfeição das notificações

4. O distribuidor do serviço postal procederá à notificação das pessoas referidas no


número anterior por anotação do bilhete de identidade ou de outro documento
oficial.

5. Em caso de o aviso de recepção ser devolvido ou não vier assinado por o


destinatário se ter recusado a recebê-lo ou não o ter levantado no prazo previsto
no regulamento dos serviços postais e não se comprovar que entretanto o
contribuinte comunicou a alteração do seu domicílio fiscal, a notificação será
efectuada nos 15 dias seguintes à devolução por nova carta registada com aviso de
recepção, presumindo-se a notificação se a carta não tiver sido recebida ou
levantada, sem prejuízo de o notificando poder provar justo impedimento ou a
impossibilidade de comunicação da mudança de residência no prazo legal.

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Art.º 39.º do CPPT


Perfeição das notificações

(…)

6. No caso da recusa de recebimento ou não levantamento da carta, previstos no número


anterior, a notificação presume-se feita no 3.º dia posterior ao do registo ou no 1.º dia útil
seguinte a esse, quando esse dia não seja útil.

7. Quando a notificação for efectuada por telefax ou via Internet, presume-se que foi feita na
data de emissão, servindo de prova, respectivamente, a cópia do aviso de onde conste a
menção de que a mensagem foi enviada com sucesso, bem como a data, hora e número de
telefax do receptor ou o extracto da mensagem efectuado pelo funcionário, o qual será
incluído no processo.

8. A presunção referida no número anterior poderá ser ilidida por informação do operador sobre
o conteúdo e data da emissão.

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Art.º 39.º do CPPT


Perfeição das notificações

9. As notificações efectuadas por transmissão electrónica de dados consideram-se feitas no momento em que
o destinatário aceda à caixa postal electrónica.

10. A notificação considera-se efectuada no 25.º dia posterior ao seu envio, caso o contribuinte não aceda à
caixa postal electrónica em data anterior.

11. A presunção do número anterior só pode ser ilidida pelo notificado quando, por facto que não lhe seja
imputável, a notificação ocorrer em data posterior à presumida e nos casos em que se comprove que o
contribuinte comunicou a alteração daquela nos termos do artigo 43.º.

12. O acto de notificação será nulo no caso de falta de indicação do autor do acto e, no caso de este o ter
praticado no uso de delegação ou subdelegação de competências, da qualidade em que decidiu, do seu
sentido e da sua data.

13. O presente artigo não prejudica a aplicação do disposto no n.º 6 do artigo 45.º da Lei Geral Tributária.

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Notificação dos Actos Tributários

Notificação ou citação das pessoas colectivas ou sociedades

Art.º 41.º do CPPT


As pessoas colectivas e sociedades são citadas ou notificadas na sua caixa postal electrónica ou
na pessoa de um dos seus administradores ou gerentes, na sua sede, na residência destes ou
em qualquer lugar onde se encontrem.

Não podendo efectuar-se na pessoa do representante por este não ser encontrado pelo
funcionário, a citação ou notificação realiza-se na pessoa de qualquer empregado, capaz de
transmitir os termos do acto, que se encontre no local onde normalmente funcione a
administração da pessoa colectiva ou sociedade.

Se a pessoa colectiva ou sociedade se encontrar em fase de liquidação ou falência, caso em que a


diligência será efectuada na pessoa do liquidatário.

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Notificação dos Actos Tributários

Art.º 37.º do CPPT


Comunicação ou notificação insuficiente

• Se a notificação de um acto ou decisão em matéria tributária não contiver a sua


fundamentação legal, bem como outros requisitos exigidos pelas leis tributárias,
pode o interessado, dentro de 30 dias ou dentro do prazo para reclamação,
recurso ou impugnação, que da decisão couber, se inferior, requerer a notificação
dos fundamentos que tenham sido omitidos ou a passagem de certidão que os
contenha – art.º 37.º do CPPT.

• Quanto à sua finalidade as notificações distinguem-se entre notificações para


conhecimento e notificações para comparência ou convocatória.

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Art.º 40.º do CPPT


Notificações aos mandatários

1. As notificações aos interessados que tenham constituído mandatário serão


feitas na pessoa deste e no seu escritório.

2. Quando a notificação tenha em vista a prática pelo interessado de acto


pessoal, além da notificação ao mandatário, será enviada carta ao próprio
interessado, indicando a data, o local e o motivo da comparência

3. As notificações serão feitas por carta ou aviso registados, dirigidos para o


domicílio ou escritório dos notificados, podendo estes ser notificados pelo
funcionário competente quando encontrados no edifício do serviço ou
tribunal.

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Art.º 19.º da LGT - Domicílio fiscal

1. O domicílio fiscal do sujeito passivo é, salvo disposição em contrário :

a) Para as pessoas singulares, o local da residência habitual;

b) Para as pessoas colectivas, o local da sede ou direcção efectiva ou, na falta


destas, do seu estabelecimento estável em Portugal.

2. O domicílio fiscal integra ainda a caixa postal electrónica, nos termos previstos no
serviço público de caixa postal electrónica.

3. É obrigatória, nos termos da lei, a comunicação do domicílio do sujeito passivo à


administração tributária.

4. É ineficaz a mudança de domicílio enquanto não for comunicada à administração


tributária.

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Art.º 19.º da LGT - Domicílio fiscal

9. A administração tributária poderá rectificar oficiosamente o domicílio fiscal dos


sujeitos passivos se tal decorrer dos elementos ao seu dispor.

10. Os sujeitos passivos do imposto sobre o rendimento das pessoas colectivas


com sede ou direcção efectiva em território português e os estabelecimentos
estáveis de sociedades e outras entidades não residentes, bem como os
sujeitos passivos residentes enquadrados no regime normal do imposto sobre
o valor acrescentado, são obrigados a possuir caixa postal electrónica, nos
termos do n.º 2, e a comunicá-la à administração tributária no prazo de 30 dias
a contar da data do início de actividade ou da data do início do enquadramento
no regime normal do imposto sobre o valor acrescentado, quando o mesmo
ocorra por alteração.

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Art.º 43.º do CPPT


Obrigação de participação de domicilio

1. Os interessados que intervenham ou possam intervir em quaisquer procedimentos ou processos


nos serviços da administração tributária ou nos tribunais tributários comunicam, no prazo de 15
dias, qualquer alteração do seu domicílio, sede ou caixa postal electrónica.

2. A falta de recebimento de qualquer aviso ou comunicação expedidos nos termos dos artigos
anteriores, devido ao não cumprimento do disposto no n.º 1, não é oponível à administração
tributária, sem prejuízo do que a lei dispõe quanto à obrigatoriedade da citação e da notificação
e dos termos por que devem ser efectuadas.

3. A comunicação referida no n.º 1 só produzirá efeitos, sem prejuízo da possibilidade legal de a


administração tributária proceder oficiosamente à sua rectificação se o interessado fizer a prova
de já ter solicitado ou obtido a actualização fiscal do domicílio, sede ou caixa postal electrónica.

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Contencioso Tributário

Art.º 35.º LGT - Juros compensatórios

1.São devidos juros compensatórios quando, por facto


imputável ao sujeito passivo, for retardada a liquidação
de parte ou da totalidade do imposto devido ou a entrega
de imposto a pagar antecipadamente, ou retido ou a
reter no âmbito da substituição tributária.

2. São também devidos juros compensatórios quando o


sujeito passivo, por facto a si imputável, tenha recebido
reembolso superior ao devido.
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Contencioso Tributário

3. Os juros compensatórios contam-se dia a dia desde o termo do prazo de


apresentação da declaração, do termo do prazo de entrega do imposto a pagar
antecipadamente ou retido ou a reter, até ao suprimento, correcção ou detecção
da falta que motivou o retardamento da liquidação.

4. Para efeitos do número anterior, em caso de inspecção, a falta considera-se suprida


ou corrigida a partir do auto de notícia.

5. Se a causa dos juros compensatórios for o recebimento de reembolso indevido,


estes contam-se a partir deste até à data do suprimento ou correcção da falta que
o motivou.

6. Para efeitos do presente artigo, considera-se haver sempre retardamento da


liquidação quando as declarações de imposto forem apresentadas fora dos prazos
legais.
Art.º 35.º da LGT

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Contencioso Tributário

8. Os juros compensatórios integram-se na própria dívida do


imposto, com a qual são conjuntamente liquidados.

9. A liquidação deve sempre evidenciar claramente o montante


principal da prestação e os juros compensatórios, explicando
com clareza o respectivo cálculo e distinguindo-os de outras
prestações devidas.

10. A taxa dos juros compensatórios é equivalente à taxa dos


juros legais fixados nos termos do n.º 1 do artigo 559.º do
Código Civil.

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Contencioso Tributário

Liquidação de juros - juros compensatórios

• Os juros compensatórios contam-se dia a dia desde o termo do prazo de apresentação da


declaração, do termo do prazo de entrega do imposto a pagar antecipadamente ou retido ou
a reter, até ao suprimento, correcção ou detecção da falta que motivou o retardamento da
liquidação.

• J C = Imposto x n.º dias x taxa


365

• Taxas: 10% até 22.02.99


Art.º 35.º da LGT
7% até 30.04.03
4% desde 01.05.03

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O REGIME DOS JUROS DE MORA – DECRETO-LEI N.º 73/99, DE 16 DE MARÇO

DÍVIDAS TRIBUTÁRIAS
DÍVIDAS À SEGURANÇA SOCIAL

PRAZO MÁXIMO DE LIQUIDAÇÃO


DE JUROS DE MORA

A partir de 1 de Janeiro de 2012 deixou de existir prazo limite para a


liquidação dos juros de mora

1. São devidos juros de mora quando o sujeito passivo não pague o imposto devido no prazo legal.
2. Os juros de mora aplicáveis às dívidas tributárias são devidos até à data do pagamento da dívida.
3. A taxa de juros de mora é a definida na lei geral para as dívidas ao Estado e outras entidades públicas, excepto no
período que decorre entre a data do termo do prazo de execução espontânea de decisão judicial transitada em julgado
e a data do pagamento da dívida relativamente ao imposto que deveria ter sido pago por decisão judicial transitada em
julgado, em que será aplicada uma taxa equivalente ao dobro daquela.
4. No caso de a dívida ser paga no prazo de 30 dias contados da data da citação, os juros de mora são contados até à
data da emissão desta.
Art.º 44.º da LGT
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Jesuíno Alcântara Martins

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“JUROS DE MORA

• Os Juros de Mora na Administração Fiscal e demais entidades colectivas de


direito público, em face do disposto no Art.º 3.º do Decreto-Lei n.º 73/99,
com excepção da Segurança Social, (art.º 211.º do Código Contributivo)
passaram a ser liquidados com base numa taxa com vigência anual, com
início em 1 de Janeiro de cada ano, não se contabilizando, no cálculo dos
mesmos juros, os dias incluídos no mês de calendário em que se fizer o
pagamento.

• Os juros de mora, com excepção da Segurança Social, são então liquidados


com base na fórmula seguinte:

JM = valor da dívida x n.º dias de atraso no pagamento x taxa


365 dias

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O REGIME DOS JUROS DE MORA - DECRETO-LEI N.º 73/99, DE 16 DE MARÇO

Na AT (Autoridade Tributária), actualmente, não há prazo limite de contagem

DÍVIDAS TRIBUTÁRIAS A PARTIR DE 01.01.2002

PRAZO MÁXIMO DE LIQUIDAÇÃO DE


JUROS DE MORA

Art.º 4.º do Decreto- Lei n.º 73/99

Com o Orçamento do Estado para 2012,


5 ANOS 8 ANOS
o n.º 2 do art.º 44.º da LGT passou a ter
60 MESES 96 MESES
nova redacção e na AT deixou de existir
um prazo máximo de liquidação

OUTROS TIPOS DE PAGAMENTO EM


PAGAMENTO PRESTAÇÕES
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O REGIME DOS JUROS DE MORA - DECRETO-LEI N.º 73/99, DE 16 DE MARÇO

DÍVIDAS AO ESTADO E A TAXA


ESPECIAL
TAXA ANUAL OUTRAS PESSOAS DE
DIREITO PÚBLICO = ½ da Taxa
Anual
EXIGIDAS EM PROCESSO DE EXECUÇÃO FISCAL
n.º 3 e n.º4 Art.º 3.º do DL 73/99

SITUAÇÕES NORMAIS: SITUAÇÕES ESPECIAIS:

- Sem constituição de Com garantia:

garantia - Garantia bancária


n.º 1 Art.º 3.º do
- Com garantia, mas não: real DL 73/99 - Garantias reais: Penhor e
ou garantia bancária Ex: hipoteca legal ou voluntária
Penhora de bens
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Contencioso Tributário

• Reclamação
Art.º 43.º da LGT
• Impugnação judicial
Art.º 61.º do CPPT
Erro
• Observância de orientações imputável
Juros indemnizatórios genéricas da Administração aos Serviços
Tributária

• Quando não seja cumprido o prazo legal de restituição oficiosa dos tributos

• Em caso de anulação do acto tributário por iniciativa da administração tributária a


partir do 30.º dia posterior à decisão sem que tenha sido processada a nota de
crédito

• Quando a revisão do acto tributário por iniciativa do contribuinte se efectuar mais de


um ano após o pedido, salvo se o atraso não for imputável à administração tributária

Direito a Juros Indemnizatórios


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Contencioso Tributário

Dos juros indemnizatórios - Art.º 61.º do CPPT

1. O direito aos juros indemnizatórios é reconhecido pelas seguintes entidades:

a) Pela entidade competente para a decisão de reclamação graciosa, quando o


fundamento for erro imputável aos serviços de que tenha resultado pagamento da
dívida tributária em montante superior ao legalmente devido;

b) Pela entidade que determina a restituição oficiosa dos tributos, quando não seja
cumprido o prazo legal de restituição;

c) Pela entidade que procede ao processamento da nota de crédito, quando o


fundamento for o atraso naquele processamento;
d) Pela entidade competente para a decisão sobre o pedido de revisão do acto
tributário por iniciativa do contribuinte, quando não seja cumprido o prazo legal de
revisão do acto tributário.

Jesuíno Alcântara Martins 39

Contencioso Tributário

Art.º 61.º do CPPT


Juros indemnizatórios

2. Em caso de anulação judicial do acto tributário, cabe à entidade que


execute a decisão judicial da qual resulte esse direito determinar o
pagamento dos juros indemnizatórios a que houver lugar.

3. Os juros indemnizatórios serão liquidados e pagos no prazo de 90 dias


contados a partir da decisão que reconheceu o respectivo direito ou do
dia seguinte ao termo do prazo legal de restituição oficiosa do tributo.

4. Se a decisão que reconheceu o direito a juros indemnizatórios for judicial,


o prazo de pagamento conta-se a partir do início do prazo da sua execução
espontânea.

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Contencioso Tributário

Art.º 61.º do CPPT


Juros indemnizatórios
5. Os juros são contados desde a data do pagamento indevido do imposto até à data
do processamento da respectiva nota de crédito, em que são incluídos.
6. Sem prejuízo do disposto no número seguinte, pode o interessado reclamar, junto
do competente órgão periférico regional da administração tributária, do não
pagamento de juros indemnizatórios nos termos previstos no n.º 1, no prazo de
120 dias contados da data do conhecimento da nota de crédito ou, na sua falta, do
termo do prazo para a sua emissão.
7. O interessado pode ainda, no prazo de 30 dias contados do termo do prazo de
execução espontânea da decisão, reclamar, junto do competente órgão periférico
regional da administração tributária, do não pagamento de juros indemnizatórios
no caso da execução de uma decisão judicial de que resulte esse direito.

Jesuíno Alcântara Martins 41

Contencioso Tributário

• O procedimento de reconhecimento de
benefícios fiscais está regulado no Art.º 65.º
do CPPT. A sua atribuição

Automáticos resulta
exclusivamente da lei
Benefícios
Acto de
Fiscais
Exigem reconhecimento por
Reconhecimento parte do órgão
competente da AT

Jesuíno Alcântara Martins 42

21
11-09-2016

Artigo 65.º do CPPT - Reconhecimento dos benefícios fiscais

1. Salvo disposição em contrário e sem prejuízo dos direitos resultantes da


informação vinculativa a que se refere o n.º 1 do artigo 57.º o reconhecimento
dos benefícios fiscais depende da iniciativa dos interessados, mediante
requerimento dirigido especificamente a esse fim, o cálculo, quando
obrigatório, do benefício requerido e a prova da verificação dos pressupostos
do reconhecimento nos termos da lei.

2. Os pedidos de reconhecimento serão apresentados nos serviços competentes


para a liquidação do tributo a que se refere o benefício e serão instruídos de
acordo com as normas legais que concedam os benefícios.

3. Os pedidos referidos no número anterior são apresentados nos seguintes


prazos:

Jesuino Alcântara Martins 43

Artigo 65.º - Reconhecimento dos benefícios fiscais

a) Se se tratar de benefícios fiscais relativos a factos tributários sujeitos a


retenção na fonte a título definitivo, até ao limite do prazo de entrega do
respectivo imposto nos cofres do Estado;

b) Nos restantes casos, até ao limite do prazo para a entrega da declaração de


rendimentos relativa ao período em que se verificarem os pressupostos da
atribuição do benefício fiscal.

4. O despacho de deferimento fixará as datas do início e do termo do benefício


fiscal, dele cabendo recurso hierárquico do indeferimento nos termos do
presente Código.

5. Sem prejuízo das sanções contra-ordenacionais aplicáveis, a manutenção dos


efeitos de reconhecimento do benefício dependem de o contribuinte facultar
à administração fiscal todos os elementos necessários ao controlo dos seus
pressupostos de que esta não disponha.
Jesuino Alcântara Martins 44

22
11-09-2016

Os Direitos dos Contribuintes - O Direito à Informação

DIREITO À INFORMAÇÃO
Art.º 67.º LGT Art.º 68.º LGT

Informação Geral Informação Vinculativa

PEDIDO Regra Urgente


ESCRITO ORAL PEDIDO

150 90
PRAZO DE RESPOSTA: 10 Dias Dias VIA ELECTRÓNICA Dias

PRAZO DE RESPOSTA
Omissão
Limitação da
Indeferimento
Responsabili INCUMPRIMENTO DO PRAZO
dade à dívida
Sancionamento Tácito da Proposta
INTIMAÇÃO para Consulta de de Imposto
de Enquadramento Tributário
Documentos e passagem de certidões
45

Art.º 146.º do CPPT - Meios processuais acessórios

1. Para além do meio previsto no artigo seguinte, são admitidos no processo


judicial tributário os meios processuais acessórios de intimação para a
consulta de documentos e passagem de certidões, de produção antecipada de
prova e de execução dos julgados, os quais serão regulados pelo disposto nas
normas sobre o processo nos tribunais administrativos.

2. O prazo de execução espontânea das sentenças e acórdãos dos tribunais


tributários conta-se a partir da data em que o processo tiver sido remetido ao
órgão da administração tributária competente para a execução, podendo o
interessado requerer a remessa no prazo de 8 dias após o trânsito em julgado
da decisão.

3. Cabe aos tribunais tributários de 1ª instância a apreciação das questões


referidas no presente artigo.

Jesuino Alcântara Martins 46

23
11-09-2016

Contencioso Tributário

2. A tipologia das obrigações tributárias

Jesuíno Alcântara Martins 47

Contencioso Tributário

• Obrigações Tributárias dos sujeitos passivos


Art.º 31.º da LGT
OBRIGAÇÃO PRINCIPAL

Constitui obrigação principal do sujeito passivo efectuar o


pagamento da dívida tributária.

OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS

São obrigações acessórias do sujeito passivo as que visam possibilitar o


apuramento da obrigação de imposto, nomeadamente a apresentação de
declarações, a exibição de documentos fiscalmente relevantes, incluindo
a contabilidade ou escrita, e a prestação de informações.

Jesuino Alcântara Martins


48

24
11-09-2016

Contencioso Tributário

• Obrigações em sede IRS


Trabalhador por conta de outrem Profissional Livre /Empresário
o Entregar a declaração modelo 3 o Fazer o início de actividade
o Efectuar o pagamento do imposto liquidado o Entregar a declaração modelo 3
pela AT
o Obrigação de emitir factura/recibo
o Registos contabilísticos
o Fazer retenção na fonte (volume PS/N)

o Fazer pagamentos por conta

o Pagar o imposto liquidado pela AT


o Se tiver contabilidade organizada tem de entregar a
declaração anual de informação contabilística e fiscal

o Deveres de comunicação e de colaboração com a AT

Jesuíno Alcântara Martins 49

Contencioso Tributário

• Obrigações em sede de IRC


Sujeito passivo de IRC
Regime simplificado Regime Geral

o Entregar declaração de início de actividade o Entregar declaração de início de actividade

o Registo das operações o Contabilidade organizada

o Emitir factura/recibo o Emitir factura/recibo

o Fazer retenção na fonte / Fazer pagamentos por o Fazer retenção na fonte / Fazer pagamentos por
conta conta
o Entregar Declaração de Rendimentos modelo 22- o Entregar Declaração de Rendimentos modelo 22-
IRC IRC
o Fazer a autoliquidação, de for o caso o Fazer a autoliquidação, de for o caso

o Entregar declaração anual de informação Entregar declaração anual de informação


contabilística e fiscal contabilística e fiscal
o Deveres de comunicação e de colaboração com a o Entregar declaração anual de informação
AT contabilística e fiscal

o Deveres de comunicação e de colaboração com a o Deveres de comunicação e de colaboração com a


AT AT

Jesuíno Alcântara Martins


50

25
11-09-2016

Contencioso Tributário

• Obrigações em sede de IVA


Sujeitos Passivos de IVA
Regime de isenção Regime pequeno retalhista Regime Geral

o Entregar declaração de o Entregar declaração de o Entregar declaração de início o Entregar declaração de início
início de actividade início de actividade de actividade de actividade
o Fazer registo das o Fazer registo das o Fazer registo das o Fazer registo das
operações operações operações/Contabilidade operações/Contabilidade
organizada organizada
o Emitir factura o Emitir factura o Emitir factura recibo/Recibo o Emitir factura recibo/Recibo
recibo/Recibo recibo/Recibo
o Entregar declaração de o Entregar declaração o Entregar declaração Trimestral o Entregar declaração
alterações Trimestral e Pagar e Pagar Imposto / Reembolso Trimestral e Pagar Imposto /
Imposto Reembolso
o Entregar declaração de o Entregar declaração de o Outras obrigações declarativas o Outras obrigações
cessação de actividade alterações conexas com a actividade declarativas conexas com a
exercida – art.º 29.º CIVA actividade exercida – art.º
29.º CIVA
o Entregar declaração de o Entregar declaração de o Entregar declaração de
cessação de actividade alterações alterações
o Entregar declaração de o Entregar declaração de
cessação de actividade cessação de actividade
o Deveres de comunicação e de o Deveres de comunicação e
colaboração com a AT de colaboração com a AT

Jesuíno Alcântara Martins


51

Contencioso Tributário

3. Os sistemas de avaliação da matéria tributável

Jesuíno Alcântara Martins 52

26
11-09-2016

Contencioso Tributário

• SISTEMAS DE AVALIAÇÃO DA MATÉRIA TRIBUTÁVEL


FINS: Art.º 83.º da LGT

AVALIAÇÃO DIRECTA

A avaliação directa visa a determinação do valor real dos


rendimentos ou bens sujeitos a tributação.

AVALIAÇÃO INDIRECTA

A avaliação indirecta visa a determinação do valor dos


rendimentos ou bens tributáveis a partir de indícios, presunções
ou outros elementos de que a administração tributária disponha.

Jesuino Alcântara Martins


53

Apuramento da Matéria tributável

• Princípio do declarativo Art.º 75.º da LGT Art.º 59.º do CPPT

• Presumem-se verdadeiras e de boa fé as declarações dos contribuintes apresentadas nos


termos previstos na lei, bem como os dados e apuramentos inscritos na sua contabilidade ou
escrita, quando estas estiverem organizadas de acordo com a legislação comercial e fiscal, sem
prejuízo dos demais requisitos de que depende a dedutibilidade dos gastos.

• O procedimento de liquidação instaura-se com as declarações dos contribuintes, ou, na falta ou


vício destas, com base em todos os elementos de que disponha ou venha a obter a entidade
competente

• O apuramento da matéria tributável far-se-á com base nas declarações dos contribuintes, desde
que estes as apresentem nos termos previstos na lei e forneçam à administração tributária os
elementos indispensáveis à verificação da sua situação tributária.

Jesuíno Alcântara Martins 54

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11-09-2016

Procedimento de Avaliação

Procedimentos de avaliação Art.º 81º a Art.º 90.º da LGT

Avaliação directa Procedimento regra


Matéria Tributável
Avaliação indirecta Procedimento excepção

A Avaliação indirecta apenas pode ocorrer nos casos


expressamente previstos na lei – Art.º 87.º da LGT

Avaliação directa
Competência Administração Fiscal
Avaliação indirecta

Participação do sujeito Pedido de Revisão da Matéria


passivo Tributável

Jesuíno Alcântara Martins 55

Avaliação indirecta - Pressupostos

Art.º 87.º da LGT - Realização da avaliação indirecta

A avaliação indirecta só pode efectuar-se em caso de:

a) Regime simplificado de tributação, nos casos e condições previstos na lei;

b) Impossibilidade de comprovação e quantificação directa e exacta dos


elementos indispensáveis à correcta determinação da matéria tributável de
qualquer imposto ;

c) A matéria tributável do sujeito passivo se afastar, sem razão justificada,


mais de 30% para menos ou, durante três anos seguidos, mais de 15% para
menos, da que resultaria da aplicação dos indicadores objectivos da
actividade de base técnico-científica referidos na presente lei.

Jesuíno Alcântara Martins 56

28
11-09-2016

Avaliação indirecta - Pressupostos

d) Os rendimentos declarados em sede de IRS se afastarem significativamente para


menos, sem razão justificada, dos padrões de rendimento que razoavelmente possam
permitir as manifestações de fortuna evidenciadas pelo sujeito passivo nos termos do
artigo 89.º-A;

e) Os sujeitos passivos apresentarem, sem razão justificada, resultados tributáveis nulos ou


prejuízos fiscais durante três anos consecutivos, salvo nos casos de início de
actividade, em que a contagem deste prazo se faz do termo do terceiro ano, ou em três
anos durante um período de cinco.

f) Acréscimo de património ou despesa efectuada, incluindo liberalidades, de valor


superior a (euro) 100 000, verificados simultaneamente com a falta de declaração de
rendimentos ou com a existência, no mesmo período de tributação, de uma divergência
não justificada com os rendimentos declarados.

Jesuíno Alcântara Martins 57

Procedimento de Inspecção tributária

As fases do Procedimento de Inspecção tributária

Projecto de Relatório Liquidação


Planeamento relatório Final
Actos de inspecção Notificação
DC- Único
Carta Direito de P. Pag. Voluntário
Início Nota de Conclusão do
aviso audição Procedimento
diligência
com a notificação Cobrança
do Relatório Final Coerciva P.E.F
Sistemas de avaliação da matéria tributável

• Reclamação graciosa
Avaliação directa da MT Correcções meramente aritméticas Liquidação • Impugnação judicial

Pedido revisão da MT – Art.º 91.º LGT


Avaliação indirecta da MT Decisão de Fixação
Recurso judicial – Art.º 146.º- B CPPT

Jesuino Alcântara Martins 58

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11-09-2016

Procedimentos de avaliação
Avaliação indirecta - Procedimentos

Art.º 89.º-A da LGT - Manifestações de fortuna e outros acréscimos patrimoniais não justificados
1. Há lugar a avaliação indirecta da matéria colectável quando falte a declaração de rendimentos e o contribuinte
evidencie as manifestações de fortuna constantes da tabela prevista no n.º 4 ou quando o rendimento líquido
declarado mostre uma desproporção superior a 30%, para menos, em relação ao rendimento padrão resultante da
referida tabela.
2. Na aplicação da tabela prevista no n.º 4 tomam-se em consideração: Lei Geral Tributária:
a) Os bens adquiridos no ano em causa ou nos três anos anteriores pelo sujeito passivo ou qualquer elemento do
respectivo agregado familiar;
b) Os bens de que frua no ano em causa o sujeito passivo ou qualquer elemento do respectivo agregado familiar,
adquiridos, nesse ano ou nos três anos anteriores, por sociedade na qual detenham, directa ou
indirectamente, participação maioritária, ou por entidade sediada em território de fiscalidade privilegiada ou
cujo regime não permita identificar o titular respectivo.
c) Os suprimentos e empréstimos efectuados pelo sócio à sociedade, no ano em causa, ou por qualquer elemento
do seu agregado familiar.
d) A soma dos montantes transferidos de e para contas de depósito ou de títulos abertas pelo sujeito passivo em
instituições financeiras residentes em país, território ou região sujeito a um regime fiscal claramente mais
favorável, constante da lista aprovada por portaria do Ministro das Finanças, cuja existência e identificação não
seja mencionada nos termos previstos no artigo 63.º-A, no ano em causa.

Jesuíno Alcântara Martins 59

Procedimentos de avaliação
Avaliação indirecta - Procedimentos

3. Verificadas as situações previstas no n.º 1 deste artigo, bem como na alínea f) do n.º
1 do artigo 87.º, cabe ao sujeito passivo a comprovação de que correspondem à
realidade os rendimentos declarados e de que é outra a fonte das manifestações de
fortuna ou do acréscimo de património ou da despesa efectuada

4. Quando o sujeito passivo não faça a prova referida no número anterior


relativamente às situações previstas no n.º 1 deste artigo, considera-se como
rendimento tributável em sede de IRS, a enquadrar na categoria G, no ano em
causa, e no caso das alíneas a) e b) do n.º 2, nos três anos seguintes, quando não
existam indícios fundados, de acordo com os critérios previstos no artigo 90.º, que
permitam à administração tributária fixar rendimento superior, o rendimento padrão
apurado nos termos da tabela seguinte:

Jesuíno Alcântara Martins


60

30
11-09-2016

Procedimentos de avaliação
Avaliação indirecta - Procedimentos e Objecto”

Tabela do n.º 4 do Art.º 89.º-A da LGT


Manifestações de fortuna Rendimento padrão

1 Imóveis de valor de aquisição igual ou superior a € 20% do valor de aquisição.


250.000
2 Automóveis ligeiros de passageiros de valor igual ou 50% do valor no ano de matrícula com o
superior a € 50.000 e motociclos de valor igual ou superior abatimento de 20% por cada um dos anos
a € 10.000 seguintes.
CONTENCIOSO TRIBUTÁRIO

3 Barcos de recreio de valor igual ou superior a € 25.000 Valor no ano de registo com o abatimento de
20% por cada um dos anos seguintes.

4 Aeronaves de Turismo Valor no ano de registo com o abatimento de


20% por cada um dos anos seguintes.

5 Suprimentos e empréstimos feitos no ano de valor igual 50% do valor anual


ou superior a € 50 000

6 Montantes transferidos de e para contas de depósito ou 100% da soma dos montantes anuais
de títulos abertas pelo sujeito passivo em instituições transferidos
financeiras residentes em país, território ou região sujeito
a um regime fiscal claramente mais favorável, constante
da lista aprovada por portaria do Ministro das Finanças,
PER 0211

cuja existência e identificação não seja mencionada nos


termos previstos no artigo 63.º-A.
61
Jesuino Alcântara Martins 61
61

Avaliação indirecta - Procedimentos

5. Para efeitos da alínea f) do n.º 1 do artigo 87.º: Art.º 89.º- A da LGT


a) Considera-se como rendimento tributável em sede de IRS, a enquadrar na categoria
G, quando não existam indícios fundados, de acordo com os critérios previstos no
artigo 90.º, que permitam à administração tributária fixar rendimento superior, a
diferença entre o acréscimo de património ou a despesa efectuada, e os
rendimentos declarados pelo sujeito passivo no mesmo período de tributação;

b) Os acréscimos de património consideram-se verificados no período em que se


manifeste a titularidade dos bens ou direitos e a despesa quando efectuada;

c) Na determinação dos acréscimos patrimoniais, deve atender-se ao valor de aquisição


e, sendo desconhecido, ao valor de mercado;

d) Consideram-se como rendimentos declarados os rendimentos líquidos das diferentes


categorias de rendimentos.

Jesuino Alcântara Martins 62

31
11-09-2016

Avaliação indirecta - Procedimentos

(…)
Art.º 89.º- A da LGT
6. A decisão de avaliação da matéria colectável pelo método indirecto
constante deste artigo é da competência do director de finanças da área
do domicílio fiscal do sujeito passivo, sem faculdade de delegação.

7. Da decisão de avaliação da matéria colectável pelo método indirecto


constante deste artigo cabe recurso para o tribunal tributário, com efeito
suspensivo, a tramitar como processo urgente, não sendo aplicável o
procedimento constante dos artigos 91.º e seguintes.

8. Ao recurso referido no número anterior aplica-se, com as necessárias


adaptações, a tramitação prevista no artigo 146.º-B do Código de
Procedimento e de Processo Tributário.

Jesuíno Alcântara Martins 63

Contencioso Tributário

• SISTEMAS DE AVALIAÇÃO INDIRECTA


M-1 Regime simplificado de tributação

METODOLOGIAS M-2 Al. b) e e) do n.º 1 do art.º 87.º da LGT

M-3 Al. d) e f) do n.º 1 do art.º 87.º da LGT

COMPETÊNCIA PARA FIXAR A MATÉRIA MEIOS DE DEFESA


TRIBUTÁVEL
Pedido de Revisão da Matéria tributável
Art.ºs 91.º a 93.º da LGT
DIRECTOR DE FINANÇAS M-2

M-2 M-3 Recurso Judicial


Art.º 146.º-B do CPPT M-3
Pode delegar Não pode delegar

Jesuino Alcântara Martins 64

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11-09-2016

Contencioso Tributário

4. Os prazos de caducidade e de prescrição


das dívidas tributárias

Jesuíno Alcântara Martins 65

Artigo 45.º da LGT - Caducidade do direito à liquidação

1. O direito de liquidar os tributos caduca se a liquidação não for validamente notificada ao


contribuinte no prazo de quatro anos, quando a lei não fixar outro.

2. No caso de erro evidenciado na declaração do sujeito passivo o prazo de caducidade


referido no número anterior é de três anos.

3. Em caso de ter sido efectuada qualquer dedução ou crédito de imposto, o prazo de


caducidade é o do exercício desse direito.

4. O prazo de caducidade conta-se, nos impostos periódicos, a partir do termo do ano em


que se verificou o facto tributário e, nos impostos de obrigação única, a partir da data em
que o facto tributário ocorreu, excepto no imposto sobre o valor acrescentado e nos
impostos sobre o rendimento quando a tributação seja efectuada por retenção na fonte a
título definitivo, caso em que aquele prazo se conta a partir do início do ano civil seguinte
àquele em que se verificou, respectivamente, a exigibilidade do imposto ou o facto
tributário.

Jesuíno Alcântara Martins 66

33
11-09-2016

Artigo 45.º da LGT - Caducidade do direito à liquidação

5. Sempre que o direito à liquidação respeite a factos relativamente aos quais foi instaurado inquérito
criminal, o prazo a que se refere o n.º 1 é alargado até ao arquivamento ou trânsito em julgado da
sentença, acrescido de um ano.

6. Para efeitos de contagem do prazo referido no n.º 1, as notificações sob registo consideram-se
validamente efectuadas no 3.º dia posterior ao do registo ou no 1.º dia útil seguinte a esse, quando
esse dia não seja útil.

7. O prazo referido no n.º 1 é de 12 anos sempre que o direito à liquidação respeite a factos tributários
conexos com:

a) País, território ou região sujeito a um regime fiscal claramente mais favorável, constante de lista
aprovada por portaria do Ministro das Finanças, que devendo ser declarados à administração
tributária o não sejam; ou

b) Contas de depósito ou de títulos abertas em instituições financeiras não residentes em Estados


membros da União Europeia, ou em sucursais localizadas fora da União Europeia de instituições
financeiras residentes, cuja existência e identificação não seja mencionada pelos sujeitos
passivos de IRS na correspondente declaração de rendimentos do ano em que ocorram os
factos tributários.
Jesuíno Alcântara Martins 67

Contencioso Tributário

• Prazos de caducidade Art.ºs 45.º e 46.º da LGT

• O prazo de caducidade é o prazo durante o qual a


Administração Fiscal pode exercer o direito à liquidação
do imposto.

• PRAZOS: • O prazo de caducidade não é de


• 4 anos
conhecimento oficioso
• 3 anos
• 6 anos • A caducidade tem de ser invocada pelo
• 8 anos contribuinte em meio processual idóneo
• 12 anos

Jesuino Alcântara Martins 68

34
11-09-2016

Contencioso Tributário

Art.º 45. da LGT


• Prazo de caducidade
• IMPOSTO PERIÓDICO IRC/IRS/IMI

• ANO 2012
• Facto Tributário ocorre: 31.12.12
• Início do prazo: 01.01.13
4 Anos
Início
01.01.13 31.12.16

Jesuino Alcântara Martins

69

Contencioso Tributário

Artigo 46.º - Suspensão do prazo de caducidade

1. O prazo de caducidade suspende-se com a notificação ao contribuinte, nos termos legais, da ordem de serviço ou
despacho no início da acção de inspecção externa, cessando, no entanto, esse efeito, contando-se o prazo desde o
seu início, caso a duração da inspecção externa tenha ultrapassado o prazo de seis meses após a notificação.

2. O prazo de caducidade suspende-se ainda:

a) Em caso de litígio judicial de cuja resolução dependa a liquidação do tributo, desde o seu início até ao trânsito em
julgado da decisão;

b) Em caso de benefícios fiscais de natureza contratual, desde o início até à resolução do contrato ou durante o
decurso do prazo dos benefícios;

c) Em caso de benefícios fiscais de natureza condicionada, desde a apresentação da declaração até ao termo do
prazo legal do cumprimento da condição;

d) Em caso de o direito à liquidação resultar de reclamação ou impugnação, a partir da sua apresentação até à
decisão.

e) Com a apresentação do pedido de revisão da matéria colectável, até à notificação da respectiva decisão.
3. Em caso de aplicação de sanções da perda de benefícios fiscais de qualquer natureza, o prazo de caducidade
suspende-se desde o início do respectivo procedimento criminal, fiscal ou contra-ordenacional até ao trânsito em
julgado da decisão final.

Jesuíno Alcântara Martins 70

35
11-09-2016

Prazo de Caducidade - Inspecção Tributária

• Artigo 46.º da LGT


O prazo de caducidade suspende-se com a notificação ao contribuinte, nos termos legais,
da ordem de serviço ou despacho no inicio da acção de inspecção externa, cessando, no
entanto, esse efeito, contando-se o prazo desde o seu inicio, caso a duração da inspecção
externa tenha ultrapassado o prazo de seis meses após a notificação.

Prazo de caducidade: 4 anos = A + C

Início Termo
A B C

Suspensão

SUSPENSÃO: Lapso temporal em que o prazo não corre, não podendo, em


consequência, ser considerado no cômputo do prazo de caducidade

Jesuino Alcântara Martins 71

Contencioso Tributário

• IMPOSTO PERIÓDICO – Prazo de Caducidade


Ano/ Exercício de 2012
SUSPENSÃO DO PRAZO CADUCIDADE
Art.º 46.º n.º 1 Conclusão do
da LGT PIT 31.03.17

Termo do prazo
de caducidade
01.01.13 31.12.16
30.06.17
Início do procedimento de
inspecção em 01.10.16

O procedimento terá de terminar em 31.03.17 Prazo do PIT: 6


Prazo máximo de meses
suspensão: 6 meses
O imposto poderá ser liquidado e notificado até
30.06.17
Jesuino Alcântara Martins
72

36
11-09-2016

Contencioso Tributário

• IMPOSTO PERIÓDICO – Prazo de Caducidade


Ano/ Exercício de 2012
SUSPENSÃO DO PRAZO CADUCIDADE
Art.º 46.º n.º 1 Conclusão do
da LGT PIT 11.12.16

Termo do prazo
de caducidade 12.03.17

01.01.13 31.12.16
Início do procedimento de inspecção
tributária em 01.10.16

O procedimento terminou em 11.12.16 Prazo do


Prazo de suspensão: PIT: 72 dias
72 dias
O imposto poderá ser liquidado e notificado até
12.03.17
Jesuino Alcântara Martins
73

Contencioso Tributário

• IMPOSTO PERIÓDICO – Prazo de Caducidade


Ano/ Exercício de 2012
SUSPENSÃO DO PRAZO CADUCIDADE
Conclusão do
Art.º 46.º n.º 1 PIT 30.09.16
da LGT

Termo do prazo
de caducidade

31.12.16 30.06.17
01.01.13
Início do procedimento de inspecção
tributária em 01.04.16
O procedimento terminou em 30.09.16 Prazo do
PIT: 6 meses
Prazo máximo de
suspensão: 6 meses
O imposto poderá ser liquidado e notificado até
30.06.17
Jesuino Alcântara Martins
74

37
11-09-2016

Art.º 48.º da LGT - Prescrição

1. As dívidas tributárias prescrevem, salvo o disposto em lei especial, no prazo de oito anos contados,
nos impostos periódicos, a partir do termo do ano em que se verificou o facto tributário e, nos
impostos de obrigação única, a partir da data em que o facto tributário ocorreu, excepto no imposto
sobre o valor acrescentado e nos impostos sobre o rendimento quando a tributação seja efectuada
por retenção na fonte a título definitivo, caso em que aquele prazo se conta a partir do início do ano
civil seguinte àquele em que se verificou, respectivamente, a exigibilidade do imposto ou o facto
tributário.

2. As causas de suspensão ou interrupção da prescrição aproveitam igualmente ao devedor principal e


aos responsáveis solidários ou subsidiários.

3. A interrupção da prescrição relativamente ao devedor principal não produz efeitos quanto ao


responsável subsidiário se a citação deste, em processo de execução fiscal, for efectuada após o 5.º
ano posterior ao da liquidação.

4. No caso de dívidas tributárias em que o respectivo direito à liquidação esteja abrangido pelo disposto
no n.º 7 do artigo 45.º, o prazo referido no n.º 1 é alargado para 15 anos.

Jesuíno Alcântara Martins 75

Contencioso Tributário

PRESCRIÇÃO
Em relação às obrigações de
Após a entrada em
impostos cujo facto tributário tenha
vigor da Lei Geral
ocorrido após o dia 01.01.99, o início
Tributária - LGT
do prazo de prescrição conta-se da
A partir de 01.01.1999 forma seguinte: ( facto tributário não é

Art.º 48.º da LGT o acto de liquidação, é o facto gerador

Prazo 8 anos
Impostos de Obrigação Única

Impostos de Obrigação Periódica O início do prazo de prescrição


conta-se a partir da data em que
O início do prazo de prescrição conta-
ocorreu o facto tributário
se a partir do termo do ano em que se
verificou o facto tributário ATENÇÃO ÀS EXCEPÇÕES: IVA e IR (retido na fonte a
título definitivo)

Jesuíno Alcântara Martins


76

38
11-09-2016

Contencioso Tributário

Artigo 49.º - Interrupção e suspensão da prescrição

1. A citação, a reclamação, o recurso hierárquico, a impugnação e o pedido de revisão oficiosa da liquidação do tributo
interrompem a prescrição.

2. Revogado pelo artigo 90º da Lei n.º 53-A/2006, de 29/12


3. Sem prejuízo do disposto no número seguinte, a interrupção tem lugar uma única vez, com o facto que se verificar
em primeiro lugar.
4. O prazo de prescrição legal suspende-se:

a) Em virtude de pagamento de prestações legalmente autorizados;


b) Enquanto não houver decisão definitiva ou passada em julgado, que puser termo ao processo, nos casos de
reclamação, impugnação, recurso ou oposição, quando determinem a suspensão da cobrança da dívida;
c) Desde a instauração até ao trânsito em julgado da acção de impugnação pauliana intentada pelo Ministério
Público.
d) d) Durante o período de impedimento legal à realização da venda de imóvel afecto a habitação própria e
permanente.

5. O prazo de prescrição legal suspende-se, ainda, desde a instauração de inquérito criminal até ao arquivamento ou
trânsito em julgado da sentença.

Jesuíno Alcântara Martins 77

PRESCRIÇÃO

Para determinação efectiva da prescrição é


necessário atender à norma constante do n.º 1 É ainda essencial analisar e ponderar
do Art.º 297.º do Código Civil
sobre a ocorrência de motivos
A lei que estabelecer, para qualquer efeito, um prazo mais
determinantes da interrupção e/ou da
curto do que o fixado na lei anterior é também aplicável
suspensão do prazo de prescrição.
aos prazos que já estiverem em curso, mas o prazo só se
conta a partir da entrada em vigor da nova lei, a não ser Para cada tributo é ainda necessário
que, segundo a lei antiga, falte menos tempo para o prazo
verificar se a lei estipula um prazo
se completar.
especial para o decurso da prescrição

Facto tributário

8 Anos

8 Anos
Prescrição
CITAÇÃO
Jesuíno Alcântara Martins
78

39
11-09-2016

Interrupção e Suspensão da Prescrição


LGT
• A CITAÇÃO Art.º 49.º da LGT
• A Reclamação Graciosa
• O Recurso Hierárquico Interrompem o prazo
• A Impugnação Judicial
de prescrição
• O Pedido de Revisão Oficiosa
• Oposição judicial SUSPENSÃO
• Acção de impugnação pauliana
• Penhora de casa morada de família

Segurança Social - Qualquer diligência administrativa tendente à liquidação ou


cobrança da dívida e a apresentação do requerimento do PEC (SIREVE) Prescrição - 5 anos

Acto Interruptivo 8 anos - Tributos


5 anos - Coimas

Suspensão
Jesuíno Alcântara Martins
79

PRESCRIÇÃO

Artigo 187.º - Prescrição da obrigação de pagamento à segurança social

1. A obrigação do pagamento das contribuições e das quotizações, respectivos juros


de mora e outros valores devidos à segurança social, no âmbito da relação jurídico-
contributiva, prescreve no prazo de cinco anos a contar da data em que aquela
obrigação deveria ter sido cumprida.

2. O prazo de prescrição interrompe-se pela ocorrência de qualquer diligência


administrativa realizada, da qual tenha sido dado conhecimento ao responsável
pelo pagamento, conducente à liquidação ou à cobrança da dívida e pela
apresentação de requerimento de procedimento extrajudicial de conciliação.

3. O prazo de prescrição suspende-se nos termos previstos no presente Código e na lei


geral.

Jesuíno Alcântara Martins


80

40
11-09-2016

PRESCRIÇÃO

• Quando vai prescrever este imposto ou será que já está


prescrito ?

31.12.05 (Facto Tributário)

01.01.06 Início do prazo

02.12.07 8 Anos
Citação do Executado
15.02.08
Apresentação 8 Anos
reclamação graciosa
Efeito da interrupção do
prazo de prescrição - Art.º
326.º do C. Civil Causa de interrupção: Citação do Executado

Jesuíno Alcântara Martins


81

PRESCRIÇÃO – Art.º 48.º da LGT

ADMINISTRAÇÃO FISCAL

• Cômputo do tempo para a prescrição:

01.01.06

CITAÇÃO
30.02.07

A B C 8 Anos
D
Prazo inutilizado Suspensão n.º
Interrupção - n.º 1 do 4 art.º 49.º da
Do (novo) início do
Art.º 49.º da LGT LGT Ex: 1 ano e
prazo de prescrição até
7 meses
ao seu termo Decorrem
9 Anos e 7 meses
PRESCRIÇÃO = B + C + D
Jesuíno Alcântara Martins 82

41
11-09-2016

PRESCRIÇÃO – Art.º 187.º do Código Contributivo

SEGURANÇA SOCIAL
• Cômputo do tempo para a prescrição:
21.01.11
CITAÇÃO
30.05.11 Notificação da penhora
Notificação da venda

A B C 5 Anos
D
Prazo inutilizado Suspensão n.ºs
Interrupção - n.º 2 do 4 e 5 art.º 49.º
Do (novo) início do
Art.º 187.º do C. Cont. da LGT Ex: 1
e n.º 1 do Art.º 49.º da prazo de prescrição até
ano e 7 meses
LGT ao seu termo Decorrem
6 Anos e 7 meses

PRESCRIÇÃO = B + C + D
Jesuíno Alcântara Martins 83

Contencioso Tributário

DA PRESCRIÇÃO

n.º 3 do Art.º 48.º da LGT Liquidação: 05.09.08

Facto Tributário: 31.12.07

01.01.08
30.01.09 8 Anos
Citação - Devedor
30.01.14
originário CITAÇÃO - Responsável Subsidiário 5 Anos

• O prazo de prescrição para o devedor originário conta-se desde 30.01.09

• O prazo de prescrição para o responsável subsidiário conta-se desde


01.01.08

Jesuíno Alcântara Martins 84

42
11-09-2016

Contencioso Tributário

DA PRESCRIÇÃO
ÓRGÃO DA EXECUÇÃO FISCAL

Quando o executado
deduzir oposição e esta
CONHECIMENTO
O não for procedente
OFICIOSO conhecimento
oficioso destas
Art.º 175.º do CPPT
circunstâncias
Implica a condenação da
pode ser
Entidade Exequente no
PRESCRIÇÃO perverso para a pagamento das Custas
Fazenda Pública Processuais, dado que foi
ela que deu causa à acção
DUPLICAÇÃO
DE COLECTA Art.º 527.º do CPC

Jesuíno Alcântara Martins 85

Contencioso Tributário

5. O poder de inspecção tributária da


Autoridade Tributária e Aduaneira (AT)

Jesuíno Alcântara Martins 86

43
11-09-2016

Procedimento de Liquidação

• Princípio do declarativo Art.º 75.º da LGT Art.º 59.º do CPPT


• Presumem-se verdadeiras e de boa fé as declarações dos contribuintes apresentadas
nos termos previstos na lei, bem como os dados e apuramentos inscritos na sua
contabilidade ou escrita, quando estas estiverem organizadas de acordo com a
legislação comercial e fiscal.

• O procedimento de liquidação instaura-se com as declarações dos contribuintes, ou, na


falta ou vício destas, com base em todos os elementos de que disponha ou venha a
obter a entidade competente

• O apuramento da matéria tributável far-se-á com base nas declarações dos


contribuintes, desde que estes as apresentem nos termos previstos na lei e forneçam à
administração tributária os elementos indispensáveis à verificação da sua situação
tributária.

Jesuino Alcântara Martins 87

Contencioso Tributário

P Presumem-se verdadeiras e de boa fé as declarações dos contribuintes apresentadas


R nos termos previstos na lei, bem como os dados e apuramentos inscritos na sua
E contabilidade ou escrita, quando estas estiverem organizadas de acordo com a
S legislação comercial e fiscal. Art.º 75.º da LGT
U
N
Ç As declarações, contabilidade ou escrita revelarem omissões, erros,
à Cessa
Presunção inexactidões ou indícios fundados de que não reflectem ou impeçam o
O
conhecimento da matéria tributável real do sujeito passivo.
D
E

V O contribuinte não cumprir os deveres que lhe couberem de esclarecimento


E Cessa
Presunção da sua situação tributária, salvo quando, nos termos da presente lei, for
R
D legítima a recusa da prestação de informações.
A
D A força probatória dos dados informáticos dos contribuintes depende, salvo o disposto em lei especial,
E do fornecimento da documentação relativa à sua análise, programação e execução e da possibilidade de
a administração tributária os confirmar.
Jesuino Alcântara Martins 88

44
11-09-2016

Art.º 63.º da LGT - Inspecção

1. Os órgãos competentes podem, nos termos da lei, desenvolver todas as


diligências necessárias ao apuramento da situação tributária dos
contribuintes, nomeadamente:

a) Aceder livremente às instalações ou locais onde possam existir


elementos relacionados com a sua actividade ou com a dos demais
obrigados fiscais;

b) Examinar e visar os seus livros e registos da contabilidade ou


escrituração, bem como todos os elementos susceptíveis de esclarecer a
sua situação tributária;

c) Aceder, consultar e testar o seu sistema informático, incluindo a


documentação sobre a sua análise, programação e execução;

Jesuino Alcântara Martins 89

Art.º 63.º da LGT - Inspecção

4. O procedimento da inspecção e os deveres de cooperação são os


adequados e proporcionais aos objectivos a prosseguir, só podendo
haver mais de um procedimento externo de fiscalização respeitante
ao mesmo sujeito passivo ou obrigado tributário, imposto e período
de tributação mediante decisão, fundamentada com base em factos
novos, do dirigente máximo do serviço, salvo se a fiscalização visar
apenas a confirmação dos pressupostos de direitos que o contribuinte
invoque perante a administração tributária e sem prejuízo do
apuramento da situação tributária do sujeito passivo por meio de
inspecção ou inspecções dirigidas a terceiros com quem mantenha
relações económicas.

Jesuino Alcântara Martins 90

45
11-09-2016

Contencioso Tributário

• DEVER DE COOPERAÇÃO
5. A falta de cooperação na realização das diligências previstas no n.º 1 só será legítima
quando as mesmas impliquem:

a) O acesso à habitação do contribuinte;

b) A consulta de elementos abrangidos pelo segredo profissional ou outro dever de sigilo


legalmente regulado, à excepção do segredo bancário, realizada nos termos do n.º 3;

c) O acesso a factos da vida íntima dos cidadãos;

d) A violação dos direitos de personalidade e outros direitos, liberdades e garantias dos


cidadãos, nos termos e limites previstos na Constituição e na lei.

6. Em caso de oposição do contribuinte com fundamento nalgumas circunstâncias referidas no número


anterior, a diligência só poderá ser realizada mediante autorização concedida pelo tribunal da comarca
competente com base em pedido fundamentado da administração tributária

Jesuino Alcântara Martins


91

RCPITA - Regime Complementar do Procedimento de Inspecção Tributária e Aduaneira

• O procedimento de inspecção tributária visa a observação das realidades


tributárias, a verificação do cumprimento das obrigações tributárias e a
prevenção das infracções tributárias.

• O procedimento de inspecção pode abranger, em simultâneo com os


sujeitos passivos e demais obrigados tributários cuja situação tributária se
pretenda averiguar, os substitutos e responsáveis solidários ou
subsidiários, as sociedades dominadas ou do grupo tributado pelo sistema
do lucro consolidado, os sócios das sociedades transparentes ou quaisquer
outras pessoas que tenham colaborado nas infracções fiscais a investigar.

Art.º 2.º

Jesuino Alcântara Martins 92

46
11-09-2016

Contencioso Tributário

O Procedimento de Inspecção Tributária /Auditoria Tributária visa:

A observação das realidades tributárias

A verificação do cumprimento das obrigações


tributárias

A prevenção das infracções tributárias

93
Jesuino Alcântara Martins 93

RCPITA - Regime Complementar do Procedimento de Inspecção Tributária e Aduaneira

• O procedimento de inspecção tributária


obedece aos princípios seguintes:

• Da verdade material

• Da proporcionalidade
Art.ºs 5.º a 9.º do RCPITA
• Do contraditório

• Da cooperação

Jesuino Alcântara Martins


94

47
11-09-2016

RCPITA - Regime Complementar do Procedimento de Inspecção Tributária e Aduaneira

Art.º 10.º do RCPIT - Falta de cooperação

• A falta de cooperação dos sujeitos passivos e


demais obrigados tributários no procedimento
de inspecção pode, quando ilegítima,
constituir fundamento de aplicação de
métodos indirectos de tributação, nos termos
da lei.
Jesuino Alcântara Martins 95

Procedimento de Inspecção Tributária

O Procedimento de Procedimento Tributário


Inspecção Tributária
/ É (sucessão de actos dirigida
à declaração de direitos
Auditoria Tributária tributários)

Jesuíno Alcântara Martins


96

48
11-09-2016

RCPITA - Regime Complementar do Procedimento de Inspecção Tributária a Aduaneira

• Quanto ao lugar da realização, o procedimento pode classificar-se em:

 Interno, quando os actos de inspecção se efectuem exclusivamente


nos serviços da administração tributária através da análise formal e de
coerência dos documentos;

 Externo, quando os actos de inspecção se efectuem, total ou


parcialmente, em instalações ou dependências dos sujeitos passivos
ou demais obrigados tributários, de terceiros com quem mantenham
relações económicas ou em qualquer outro local a que a administração
tenha acesso. Art.º 13.º

Jesuino Alcântara Martins 97

Contencioso Tributário

PROCEDIMENTO DE INSPECÇÃO TRIBUTÁRIA / AUDITORIA TRIBUTÁRIA

INTERNO
Quando os actos de inspecção se efectuam
exclusivamente nos serviços da Administração
Tributária através da análise formal e de
EXTERNO coerência dos documentos.

Quando os actos de inspecção se efectuem, total ou parcialmente, em


instalações ou dependências dos sujeitos passivos ou demais obrigados
tributários, de terceiros com quem mantenham relações económicas ou em
qualquer outro local a que a administração tenha acesso.

Jesuino Alcântara Martins 98


98

49
11-09-2016

RCPITA - Regime Complementar do Procedimento de Inspecção Tributária e Aduaneira

• Âmbito do procedimento tributário Art.º 14.º

• Âmbito:

 Geral e polivalente: quando tiver por objecto a situação tributária


global ou conjunto dos deveres tributários dos sujeitos passivos ou dos
demais obrigados tributários

 Parcial ou univalente: quando abranja apenas algum, ou alguns,


tributos ou algum, ou alguns, deveres dos sujeitos passivos ou demais
obrigados tributários

Jesuino Alcântara Martins


99

RCPITA - Regime Complementar do Procedimento de Inspecção Tributária e Aduaneira

• Extensão do procedimento tributário


Art.º 14.º

Quanto à extensão o procedimento pode englobar um ou


mais períodos de tributação.

Os fins e a extensão do procedimento de inspecção podem


ser alterados durante a sua execução mediante despacho
fundamentado da entidade que o tiver ordenado.
Art.º 15.º

Jesuino Alcântara Martins


100

50
11-09-2016

RCPITA - Regime Complementar do Procedimento de Inspecção Tributária e Aduaneira

• O procedimento de inspecção tributária pode iniciar-se até ao termo do prazo de caducidade


do direito de liquidação dos tributos ou do procedimento sancionatório, sem prejuízo do
direito de exame de documentos relativos a situações tributárias já abrangidas por aquele
prazo, que os sujeitos passivos e demais obrigados tributários tenham a obrigação de
conservar.
Art.º 36.º

• O procedimento de inspecção é contínuo e deve ser concluído no prazo máximo de seis


meses a contar da notificação do seu início.

• O prazo referido no número anterior poderá ser ampliado por mais dois períodos de três
meses.
Art.º 47.º

• É legítima a oposição aos actos de inspecção com fundamento na falta de credenciação dos
funcionários incumbidos da sua execução.

Jesuino Alcântara Martins 101

RCPITA - Regime Complementar do Procedimento de Inspecção Tributária e Aduaneira

• O início do procedimento externo de inspecção deve ser


notificado ao sujeito passivo ou obrigado tributário com uma
antecedência mínima de cinco dias. Art.º 49.º

• A notificação para início do procedimento de inspecção


efectua-se por carta-aviso elaborada de acordo com modelo
aprovado pelo director-geral dos Impostos

• A carta-aviso conterá um anexo contendo os direitos, deveres


e garantias dos sujeitos passivos e demais obrigados
tributários no procedimento de inspecção.

Jesuino Alcântara Martins 102

51
11-09-2016

RCPITA - Regime Complementar do Procedimento de Inspecção Tributária e Aduaneira

• A entidade inspeccionada pode, no decurso do procedimento de

inspecção, proceder à regularização da sua situação tributária, mesmo

quando as infracções tenham sido apuradas no âmbito do mesmo

procedimento. Art.º 58.º

• A regularização, quando o sujeito passivo ou obrigado tributário a

comunique à administração tributária, é obrigatoriamente mencionada no

relatório final.

Jesuino Alcântara Martins 103

Procedimento de Inspecção tributária

As fases do Procedimento de Inspecção tributária

Projecto de Relatório
Planeamento relatório Final
Actos de inspecção
DC- Único Liquidação
Carta Direito de
aviso Início audição Conclusão do
Nota de Procedimento Notificação
diligência com a
notificação do P. Pag. Voluntário
Relatório
Final
Cobrança
Durante o Procedimento de Inspecção Tributária o contribuinte Coerciva P.E.F
deve colaborar com o Inspector/Auditor Tributário com vista ao
apuramento da verdade sobre a sua situação tributária

Jesuino Alcântara Martins 104

52
11-09-2016

Inspecção Tributária
Notificação
Ordem de Procedimento de Inspecção Tributária do Relatório
Serviço Final

Início Termo
Artigo 51.º Artigo 62.º
Data do início do procedimento de Conclusão do procedimento de
inspecção inspecção
1. Da ordem de serviço ou do despacho que 1. Para conclusão do procedimento é elaborado
determinou o procedimento de inspecção será, um relatório final com vista à identificação e
no início deste, entregue uma cópia ao sujeito sistematização dos factos detectados e sua
passivo ou obrigado tributário, excepto nas qualificação jurídico-tributária.
situações previstas no n.º 6 do artigo 46.º . 2. O relatório referido no número anterior deve ser
2. O sujeito passivo ou obrigado tributário ou o seu notificado ao contribuinte por carta registada nos
representante deve assinar a ordem de serviço 10 dias posteriores ao termo do prazo referido no
indicando a data da notificação, a qual, para n.º 4 do artigo 60.º, considerando-se concluído o
todos os efeitos, determina o início do procedimento na data da notificação.
procedimento externo de inspecção.

Jesuino Alcântara Martins 105

Inspecção Tributária

• Artigo 46.º da LGT


O prazo de caducidade suspende-se com a notificação ao contribuinte, nos termos legais,
da ordem de serviço ou despacho no inicio da acção de inspecção externa, cessando, no
entanto, esse efeito, contando-se o prazo desde o seu inicio, caso a duração da inspecção
externa tenha ultrapassado o prazo de seis meses após a notificação.

Prazo de caducidade: 4 anos = A + C

Início Termo
A B C

Suspensão

SUSPENSÃO: Lapso temporal em que o prazo não corre, não podendo, em


consequência, ser considerado no cômputo do prazo de caducidade

Jesuino Alcântara Martins 106

53
11-09-2016

PROCEDIMENTO DE INSPECÇÃO TRIBUTÁRIA

Fontes de Fontes de
Informação Informação PROVA PROVA

SISTEMAS SISTEMAS DE
TRADICIONAIS DE PROCESSAMENTO AUTO
DOCUMENTAL
REGISTOS ELECTRÓNICO DE DE
CONTABILÍSTICOS DADOS DECLARAÇÕES

Procedimento de Inspecção Tributária

Art.º 123.º CIRC – OBRIGAÇÕES CONTABILÍSTICAS

Microfilmagem de documentos

Ficheiro SAF-T-PT

Certificação de Software de facturação

Dossier Fiscal

107
Jesuino Alcântara Martins

Correcções resultantes de Análise Interna


Projecto de Correcções

Serviço Competente Notificação


• Direcção de Finanças 15 dias
Art.º 60.º do RCPITA e da LGT
• UGC
• Serviço de Finanças
Direito de
Correcções audição Sim

Não
Direcção de Finanças UCG Serviço de Finanças

Notificação RELATÓRIO
Art.º 61.º, n.º 2 do RCPITA Apreciação
c/ menção de que a FINAL
do Direito de
liquidação será efectuada à posteriori.
Audição
Jesuíno Alcântara Martins
108

54
11-09-2016

Conclusão da acção Inspectiva externa


Projecto de Relatório
Direcção de Finanças Notificação
15 dias
Art.º 60.º do RCPITA e da LGT)
UGC
Direito de Mét. Indirectos
quando inclua
Correcções Técnicas Relatório Final Audição
Correcções Técnicas
ou só Mét. Indirectos

Direcção de Finanças UGC Direcção de Finanças


Não
Apreciação do
Sim Notificação do Relatório
Direito de
Notificação Audição Art.º 61.º, n.º 2 do RCPITA
Art.º 61.º, n.º 2 do RCPITA
c/ menção de que a e simultaneamente dos prazos para a
liquidação será efectuada à RELATÓRIO apresentação do Pedido de
posteriori.
Revisão nos termos do
FINAL
Art.º 91.º da LGT
Jesuíno Alcântara Martins 109

Contencioso Tributário

• Fiscalização tributária a solicitação do sujeito passivo


1. Em caso de fiscalização tributária por solicitação do sujeito passivo,
nos termos de lei especial e sem prejuízo das disposições desta, não
podem ser praticados posteriormente à notificação das suas
conclusões ao contribuinte novos actos tributários de liquidação
com fundamento em factos ocorridos no período compreendido na
referida acção e incluídos no seu objecto.

2. A fiscalização referida no número anterior poderá, com autorização


expressa do sujeito passivo, ser requerida por terceiro que
demonstre nela ter igualmente interesse legítimo. Art.º 47.º da LGT

Jesuino Alcântara Martins


110

55
11-09-2016

Inspecção tributária por solicitação do sujeito passivo

• O Decreto-Lei n.º 6/99 regula

o sistema de inspecção tributária por iniciativa do sujeito passivo ou de


terceiro,

estabelecendo o seu âmbito, condições de acesso e efeitos.

 Esta inspecção tributária

visa a definição da situação tributária dos sujeitos passivos que disponham de


contabilidade organizada, com o âmbito e extensão que forem solicitados à
administração tributária.

 Em tudo o que não estiver regulado no Decreto-Lei n.º 6/99, de 8 de Janeiro, as

acções de fiscalização nele reguladas seguem o regime geral.

Jesuíno Alcântara Martins 111

Procedimento de acesso a Informação Bancária

Art.º 63.º da LGT


(…)

2. O acesso à informação protegida pelo segredo profissional


ou qualquer outro dever de sigilo legalmente regulado
depende de autorização judicial, nos termos da legislação
aplicável.

3. Sem prejuízo do número anterior, o acesso à informação


protegida pelo sigilo bancário e pelo sigilo previsto no
Regime Jurídico do Contrato de Seguro faz-se nos termos
previstos nos artigos 63.º-A, 63.º-B e 63.º-C.

Jesuíno Alcântara Martins 112

56
11-09-2016

Procedimento de acesso a Informação Bancária

Acórdão do Tribunal Central Administrativo Sul


Processo: 02274/08
Secção: CT - 2.º JUÍZO Data do Acórdão: 13-03-2014
Descritores: SIGILO BANCÁRIO - PROVA
Sumário:

O sigilo bancário visa três finalidades:


• proteger a actividade bancária,
• salvaguardar a integridade dos dados pessoais daqueles
que se relacionam com o sistema bancário e
• preservar o interesse público num sistema bancário
robusto, idóneo e confiável.
(…)

113

Derrogação do Sigilo Bancário

Contas bancárias
Informação
exclusivamente afectas à
Directa
actividade empresarial
Art.º 63.º-C

Informação Informação
Geral Directa

Art.º 63.º-A

Informações relativas a
operações financeiras Art.º 63.º-B

Acesso a informações e
documentos bancários

114

57
11-09-2016

Procedimento de acesso a Informação Bancária

A Administração Tributária tem o poder de aceder a todas as informações ou


documentos bancários sem dependência do consentimento do titular dos
elementos protegidos (Art.º 63.º-B da LGT):

a) Quando existam indícios da prática de crime em matéria tributária;

b) Quando se verifiquem indícios da falta de veracidade do declarado ou esteja em


falta declaração legalmente exigível;

c) Quando se verifiquem indícios da existência de acréscimos de


património não justificados, nos termos da alínea f) do n.º 1 do Art.º 87.º da
LGT;

d) Quando se trate da verificação de conformidade de documentos de suporte de


registos contabilísticos dos sujeitos passivos de IRS e IRC que se encontrem
PER 0211

sujeitos a contabilidade organizada;


Jesuíno Alcântara Martins 115

Procedimento de acesso a Informação Bancária

A Administração Tributária tem o poder de aceder a todas as informações ou documentos


bancários sem dependência do consentimento do titular dos elementos protegidos (Art.º 63.º-B
da LGT):

e) Quando exista a necessidade de controlar os pressupostos de regimes fiscais privilegiados


de que o contribuinte usufrua;

f) Quando se verifique a impossibilidade de comprovação e quantificação directa e exacta da


matéria tributável, nos termos do Art.º 88.º da LGT, e, em geral, quando estejam verificados
os pressupostos para o recurso a uma avaliação indirecta;

g) Quando se verifique a existência comprovada de dívidas à administração fiscal ou à


segurança social;

h) Quando se trate de informações solicitadas nos termos de acordos ou convenções


internacionais em matéria fiscal a que o Estado português esteja vinculado.

Jesuíno Alcântara Martins 116

58
11-09-2016

Procedimento de acesso a Informação Bancária

A Administração Tributária tem, ainda, o poder de aceder directamente aos


documentos bancários, nas situações de recusa da sua exibição ou de autorização
para a sua consulta, quando se trate de familiares ou terceiros que se encontrem
numa relação especial com o contribuinte.

• Os órgãos com competência para derrogar o sigilo bancário são:

• o Director-Geral da DGCI ou o seu substituto legal;


• o Director-Geral da DGAIEC; ou seu substituto legal;
• O DIRECTOR-GERAL DA AT

• Esta competência não pode ser delegada – n.º 4 do Art.º 63.º-B da LGT.

Jesuíno Alcântara Martins 117

Procedimento de acesso a Informação Bancária

• As entidades que se encontrem em relação de domínio com o contribuinte,


também ficam sujeitas ao regime de derrogação de sigilo bancário previsto no Art.º
63.º-B da LGT.

• Se a decisão de derrogação do sigilo bancário visar as contas do sujeito passivo da


relação jurídica tributária, o recurso judicial tem efeito meramente devolutivo.

• Se a decisão de derrogação do sigilo bancário tiver por objecto as contas bancárias


de familiar ou de terceiro o recurso judicial tem efeito suspensivo.

• Este recurso judicial é tramitado como processo urgente pelo que deve estar
decidido no prazo de 90 dias a contar da data da apresentação da petição – n.º 2 do
Art.º 146.º-D do CPPT.
PER 0211

Jesuíno Alcântara Martins 118

59
11-09-2016

Procedimento de acesso a Informação Bancária

Art.º 63.º da LGT


(…)

2. O acesso à informação protegida pelo segredo profissional ou


qualquer outro dever de sigilo legalmente regulado depende
de autorização judicial, nos termos da legislação aplicável.

3. Sem prejuízo do número anterior, o acesso à informação


protegida pelo sigilo bancário e pelo sigilo previsto no
Regime Jurídico do Contrato de Seguro faz-se nos termos
previstos nos artigos 63.º-A, 63.º-B e 63.º-C.

Jesuíno Alcântara Martins


119

Processo especial de derrogação do dever de sigilo bancário


Art.º 146.º-A do CPPT

1. O processo especial de derrogação do dever de sigilo


bancário aplica-se às situações legalmente previstas de acesso
da administração tributária à informação bancária para fins
fiscais.

2. O processo especial previsto no número anterior reveste as


seguintes formas:

• Recurso interposto pelo contribuinte;

Jesuíno Alcântara Martins 120

60
11-09-2016

Derrogação do Sigilo Bancário

Sujeito Familiar
Passivo RECURSO Terceiro
JUDICIAL

Os actos praticados ao Os actos praticados ao


abrigo da competência abrigo da competência
definida no n.º 1 do Art.º definida no n.º 2 do Art.º
63.º-B da LGT 63.º-B da LGT

DECISÃO
Direito de Audição

EFEITO EFEITO
DEVOLUTIVO SUSPENSIVO
121
Jesuíno Alcântara Martins

Procedimento de Inspecção tributária

As fases do Procedimento de Inspecção tributária

Projecto de Relatório
Planeamento relatório Final
Actos de inspecção
DC- Único Liquidação
Carta Direito de
aviso Início Nota de audição Conclusão do
diligência Procedimento Notificação
com a
Derrogação de Sigilo bancário notificação do P. Pag. Voluntário
Relatório
Final
Sujeito passivo - n.º 1 do art.º 63.º B da LGT
Cobrança
Familiar ou terceiro - n.º 2 do art.º 63.º B da LGT Coerciva P.E.F

Entidade em relação de domínio - n.º 7 do art.º 63.º B da LGT

Pessoa ou Entidade protegida por segredo profissoinal - n.º 2, 5 e 6 do art.º 63.º da LGT
Tribunal de comarca
Jesuino Alcântara Martins 122

61
11-09-2016

Derrogação de sigilo bancário

Art.º 146.º-A do CPPT

O processo especial de derrogação do dever de sigilo bancário aplica-se às situações


legalmente previstas de acesso da administração tributária à informação bancária
para fins fiscais.

O processo especial previsto no número anterior reveste as seguintes formas:

Recurso interposto pelo contribuinte;

Tramitação do processo: Art.º 146.º-B a Art.º 146.º-D do CPPT

Jesuino Alcântara Martins


123

Tramitação do recurso interposto pelo contribuinte


Art.º 146.º-B do CPPT

1. O contribuinte que pretenda recorrer da decisão da administração


tributária que determina o acesso directo à informação bancária que lhe
diga respeito deve justificar sumariamente as razões da sua discordância
em requerimento apresentado no tribunal tributário de 1.ª instância da
área do seu domicílio fiscal.

2. A petição referida no número anterior deve ser apresentada no prazo de


10 dias a contar da data em que foi notificado da decisão,
independentemente da lei atribuir à mesma efeito suspensivo ou
devolutivo.

Jesuíno Alcântara Martins 124

62
11-09-2016

Tramitação do recurso interposto pelo contribuinte


Art.º 146.º-B do CPPT

3. A petição referida no número anterior não obedece a formalidade especial, não tem de
ser subscrita por advogado e deve ser acompanhada dos respectivos elementos de
prova, que devem revestir natureza exclusivamente documental.

[Acórdão do Tribunal Constitucional n.º 759/2013, Processo n.º 474/13, de 30.10.2013]

4. O director-geral dos Impostos ou o director-geral das Alfândegas e dos Impostos


Especiais sobre o Consumo são notificados para, querendo, deduzirem oposição no
prazo de 10 dias, a qual deve ser acompanhada dos respectivos elementos de prova.

5. As regras dos números precedentes aplicam-se, com as necessárias adaptações, ao


recurso previsto no artigo 89.º-A da Lei Geral Tributária.

Jesuíno Alcântara Martins 125

Processo urgente
Art.º 146.º-D do CPPT

1. O processo referidos nos artigo 146.º-B é


tramitado como processo urgente.

2. A decisão judicial deve ser proferida no prazo


de 90 dias a contar da data de apresentação
do requerimento inicial.
Jesuíno Alcântara Martins
126

63
11-09-2016

Contencioso Tributário

DECISÃO DE DERROGAÇÃO SIGILO


BANCÁRIO
Art.º 63.º-B da LGT e Art.º 146.º-B do CPPT

Sujeito passivo da Relação JUIZ DO TRIBUNAL TRIBUTÁRIO


JurídicaTributária da área domicílio/sede

NOTIFICAÇÃO Apresentar as razões


da discordância

REQUERIMENTO RECURSO JUDICIAL

Não obedece a
forma solene e SEM EFEITO SUSPENSIVO
PRAZO
não carece da
constituição da Tramita como processo urgente

10 DIAS mandatário
judicial Decisão em 90 DIAS
Jesuíno Alcântara Martins
127

Contencioso Tributário

DECISÃO DE DERROGAÇÃO SIGILO


BANCÁRIO
Art.º 63.º-B da LGT e Art.º 146.º-B do CPPT

TERCEIRO ou FAMILIAR do Sujeito JUIZ DO TRIBUNAL TRIBUTÁRIO


passivo da Relação JurídicaTributária da área domicílio/sede

NOTIFICAÇÃO Apresentar as razões


da discordância

REQUERIMENTO RECURSO JUDICIAL


Não obedece a
forma solene e TEM EFEITO SUSPENSIVO
PRAZO
não carece da
constituição da Tramita como processo urgente

10 DIAS mandatário
judicial Decisão em 90 DIAS
Jesuíno Alcântara Martins
128

64
11-09-2016

Procedimento de Inspecção tributária

As fases do Procedimento de Inspecção tributária

Projecto de Relatório
Planeamento relatório Final
Actos de inspecção
DC- Único Liquidação
Carta Direito de
aviso Início Nota de audição Conclusão do
diligência Procedimento Notificação
com a
notificação do P. Pag. Voluntário

Cláusulas Antiabuso Relatório Final


Cobrança
Coerciva P.E.F
Cláusula Geral Antiabuso – n.º 2 do art.º 38.º da LGT

Cláusulas específicas Procedimento próprio - art.º 63.º do CPPT Decisão do DG da AT

Aplicação directa no procedimento de inspecção Sindicável na Impugnação do acto de Liquidação

Jesuino Alcântara Martins 129

Contencioso Tributário

6. A impugnação da decisão de fixação da


matéria tributável

Jesuíno Alcântara Martins 130

65
11-09-2016

Contencioso Tributário

• SISTEMAS DE AVALIAÇÃO INDIRECTA


M-1 Regime simplificado de tributação

METODOLOGIAS M-2 Al. b) e e) do n.º 1 do art.º 87.º da LGT

M-3 Al. d) e f) do n.º 1 do art.º 87.º da LGT

COMPETÊNCIA PARA FIXAR A MATÉRIA MEIOS DE DEFESA


TRIBUTÁVEL
Pedido de Revisão da Matéria tributável
Art.ºs 91.º a 93.º da LGT
DIRECTOR DE FINANÇAS M-2

M-2 M-3 Recurso Judicial


Art.º 146.º-B do CPPT M-3
Pode delegar Não pode delegar

Jesuino Alcântara Martins 131

Procedimentos de avaliação
Avaliação indirecta - Procedimentos

• O pedido de revisão da matéria tributável é dirigido ao órgão da Administração Tributária da


área do domicílio ou sede do sujeito passivo (órgão periférico regional da Administração Fiscal
- Director de Finanças) – n.º 1 do Art.º 91.º da LGT.

• O pedido de revisão da matéria tributável tem de ser apresentado no prazo de 30 dias contados
a partir da notificação da decisão de fixação da matéria tributável por métodos indirectos.

• O requerimento pode ser apresentado pelo sujeito passivo ou por qualquer pessoa que, nos
termos da lei, tenha legitimidade para o efeito – Art.º 9.º do CPPT.

• O responsável subsidiário não pode apresentar pedido de revisão da Matéria Tributável.

• O pedido de revisão é uma forma de procedimento tributário, pelo que independentemente do


valor da pretensão do requerente não carece da constituição de mandatário judicial – Art.º 6.º
do CPPT.

Jesuíno Alcântara Martins 132

66
11-09-2016

Procedimentos de avaliação
Avaliação indirecta - Procedimentos

ARTIGO 91.º da LGT - Pedido de revisão da matéria colectável

1. O sujeito passivo pode, salvo nos casos de aplicação do regime


simplificado de tributação em que não sejam efectuadas correcções
com base noutro método indirecto, solicitar a revisão da matéria
tributável fixada por métodos indirectos em requerimento
fundamentado dirigido ao órgão da administração tributária da
área do seu domicílio fiscal, a apresentar no prazo de 30 dias
contados a partir da data da notificação da decisão e contendo a
indicação do perito que o representa

Jesuíno Alcântara Martins 133

Procedimentos de avaliação
Avaliação indirecta - Procedimentos - Art.º 92 da LGT

1. O procedimento de revisão da matéria colectável assenta num debate contraditório entre o


perito indicado pelo contribuinte e o perito da administração tributária, com a participação do
perito independente, quando houver, e visa o estabelecimento de um acordo, nos termos da
lei, quanto ao valor da matéria tributável a considerar para efeitos de liquidação.

2. O procedimento é conduzido pelo perito da administração tributária e deve ser concluído no


prazo de 30 dias contados do seu início, dispondo o perito do contribuinte de direito de
acesso a todos os elementos que tenham fundamentado o pedido de revisão.

3. Havendo acordo entre os peritos nos termos da presente subsecção, o tributo será liquidado
com base na matéria tributável acordada.

4. O acordo deverá, em caso de alteração da matéria inicialmente fixada, fundamentar a nova


matéria tributável encontrada.

Jesuíno Alcântara Martins 134

67
11-09-2016

Pedido de Revisão da Matéria Tributável

• Art.º 91.º a Art.º 93.º da LGT


NOTIFICAÇÃO
Fixação da Matéria do PRAZO
DE 30
Tributável contribuinte DIAS

Apresentação do pedido Este procedimento


de Revisão tem efeito
DIRIGIDO AO suspensivo da

DIRECTOR liquidação
• Indicação de Perito
DE
• Perito Independente Suspende o prazo
FINANÇAS
de caducidade

Art.º 117.º do CPPT

Jesuino Alcântara Martins 135

Art.º 117.º do CPPT


Impugnação com base em mero erro na quantificação da matéria tributável ou nos pressupostos de aplicação de
métodos indirectos

1. Salvo em caso de regime simplificado de tributação ou quando da decisão seja interposto, nos termos da lei,
recurso hierárquico com efeitos suspensivos da liquidação, a impugnação dos actos tributários com base em
erro na quantificação da matéria tributável ou nos pressupostos de aplicação de métodos indirectos
depende de prévia apresentação do pedido de revisão da matéria tributável.

2. Na petição inicial identificará o impugnante o erro ou outra ilegalidade que serve de fundamento à
impugnação, apresentará os pareceres periciais que entender necessários e solicitará diligências.

3. Na introdução em juízo, o representante da Fazenda Pública oferecerá, por sua vez, os pareceres periciais
que considerar indispensáveis à apreciação do acto impugnado e solicitará, se for caso disso, outras
diligências.

4. O juiz pode, se o entender, oficiosamente ou a requerimento dos interessados, ordenar a audição dos peritos
que tenham subscrito os pareceres técnicos referidos nos números anteriores, determinar ao impugnante e
ao representante da Fazenda Pública o esclarecimento das suas posições e ordenar novas diligências de
prova.

Jesuino Alcântara Martins 136

68
11-09-2016

Procedimento de Avaliação - Recurso judicial

DECISÃO DE AVALIAÇÃO DA
MATÉRIA COLECTÁVEL – MÉTODO
INDIRECTO
Art.º 89.º-A DA LGT e Art.º 146.º-B do CPPT JUIZ DO TRIBUNAL TRIBUTÁRIO
da área domicílio/sede

NOTIFICAÇÃO
Apresentar as razões
da discordância

REQUERIMENTO
RECURSO JUDICIAL
Não obedece a

PRAZO forma solene e TEM EFEITO SUSPENSIVO


não carece da
constituição da Tramita como processo urgente
10 DIAS
mandatário
Decisão em 90 DIAS
Jesuíno Alcântara Martins
judicial
137

Contencioso Tributário

7. A impugnação do acto de liquidação

Jesuíno Alcântara Martins 138

69
11-09-2016

Art.º 68.º do CPPT


Procedimento de reclamação graciosa

• O procedimento de reclamação graciosa visa a anulação


total ou parcial dos actos tributários por iniciativa do
contribuinte, incluindo, nos termos da lei, os substitutos
e responsáveis

• Não pode ser deduzida reclamação graciosa quando tiver


sido apresentada impugnação judicial com o mesmo
fundamento.
Jesuíno Alcântara Martins 139

Art.º 69.º do CPPT


Regras fundamentais

São regras fundamentais do procedimento de reclamação


graciosa:

a) Simplicidade de termos e brevidade das resoluções;

b) Dispensa de formalidades essenciais;

c) Inexistência do caso decidido ou resolvido;

d) Isenção de custas;

Jesuíno Alcântara Martins 140

70
11-09-2016

Art.º 69.º do CPPT


Regras fundamentais

São regras fundamentais do procedimento de reclamação graciosa:

• Limitação dos meios probatórios à forma documental e aos elementos


oficiais de que os serviços disponham, sem prejuízo do direito de o órgão
instrutor ordenar outras diligências complementares manifestamente
indispensáveis a descoberta da verdade material;

Inexistência do efeito suspensivo, salvo, quando for prestada garantia


adequada nos termos do presente Código, a requerimento do contribuinte
a apresentar, com a petição, no prazo de 10 dias após a notificação para o
efeito pelo órgão periférico local competente.

Jesuíno Alcântara Martins 141

Procedimento de Reclamação Graciosa

• PRAZO REGRA - 120 dias Art. 70.º e Art. 102.º CPPT

• PRAZOS ESPECIAIS - * 2 ANOS Art.º 131º, 132.º CPPT

* 30 Dias Art.º 133.º CPPT

FUNDAMENTOS: Art.º 70.º e Art.º 99.º do CPPT

 Errónea qualificação e quantificação dos rendimentos, lucros,


valores patrimoniais e outros facto tributários;

 Incompetência;

 Ausência ou vício da fundamentação legalmente exigida;

 Preterição de outras formalidades legais.

Jesuíno Alcântara Martins 142

71
11-09-2016

Procedimento de Reclamação Graciosa

PETIÇÃO Art.º 68.º a Art.º 77.º e Art-º 99.º e Art.º 102.º do CPPT

PRAZOS FUNDAMENTOS

DECISÃO
Instaurada e instruída no
Dirigida ao Director de
Serviço de Finanças SERVIÇO DE
Finanças
FINANÇAS
DIRECÇÃO DE
(Só por
FINANÇAS DIRECTOR Delegação de
PRESUNÇÃO DE DA UGC Competência,
INDEFERIMENTO TÁCITO deixou de ter
competência
– 4 meses própria)

Antes da decisão final tem de haver SENTIDO DA • DEFERIMENTO


lugar a direito de audição, sempre DECISÃO
que a decisão não seja totalmente • DEFERIMENTO PARCIAL
favorável ao contribuinte.
• INDEFERIMENTO
Jesuíno Alcântara Martins 143

Procedimento de Reclamação Graciosa

DECISÃO DA RECLAMAÇÃO GRACIOSA

• DEFERIMENTO PARCIAL
Art.º 76.º e Art.º 102.º
• INDEFERIMENTO do CPPT

IMPUGNAÇÃO JUDICIAL
RECURSO
HIERÁRQUICO
Art.º 66.º e Art.º 76.º
do CPPT e Art.º 80.º da
LGT PRAZO: 3 meses

PRAZO: 30 Dias

Jesuíno Alcântara Martins


144

72
11-09-2016

Contencioso Tributário

Procedimento Administrativo

(Segurança Social)

Jesuíno Alcântara Martins


145

Reclamação administrativa – Segurança Social

NOVO CPA Entrou em vigor em 7.04.2015 Art.ºs 184.º a 198.º do CPA

Legitimidade
Art.º 186.º
Art.º 184.º
Os titulares de direitos
Prazo subjectivos lesados
Art.º 191.º, n.º 3
Qualquer
ilegalidade
praticada no 15 dias a contar da notificação
procedimento
Art.º 185.º, n.º 3

Prazo de decisão 30 dias


Art.º 192.º

Jesuíno Alcântara Martins


146

73
11-09-2016

Contencioso Tributário

Procedimento de

Recurso Hierárquico

Jesuíno Alcântara Martins


147

Procedimento de Recurso Hierárquico

• As decisões dos órgãos da Administração Tributária são susceptíveis


de Recurso Hierárquico;

• O recurso hierárquico é dirigido ao mais elevado superior


hierárquico do autor do acto;

• O recurso hierárquico é apresentado no prazo de 30 dias, a contar


da notificação do acto;

• O recurso hierárquico deve ser decidido no prazo de 60 dias;

• O recurso hierárquico, em, regra, tem natureza facultativa e feito


devolutivo. Art.º 66.º e Art.º 67.º do CPPT Art.º 80.º da LGT

Jesuíno Alcântara Martins 148

74
11-09-2016

RECURSO HIERÁRQUICO

Apresentar
durante 30 dias após a
SERVIÇO DE FINANÇAS
notificação
RECURSO
HIERÁRQUICO
Art.º 66.º do CPPT

Entidade
com
competência
para decidir
MF / DG

REVOGAÇÃO
PROCEDENTE
DECISÃO DO
IMPROCEDENTE ACTO

Impugnação Judicial

Acção Administrativa
Jesuino Alcântara Martins
149

Procedimento de Revisão dos actos tributários

Art.º 78.º da LGT


• A revisão dos actos tributários pela entidade que os praticou pode ser efectuada por
iniciativa do sujeito passivo, no prazo de reclamação administrativa e com fundamento em
qualquer ilegalidade, ou, por iniciativa da administração tributária, no prazo de quatro anos
após a liquidação ou a todo o tempo se o tributo ainda não tiver sido pago, com fundamento
em erro imputável aos serviços.

Sem prejuízo dos ónus legais de reclamação ou impugnação pelo contribuinte,


considera-se imputável aos serviços, para efeitos do número anterior, o erro na
autoliquidação. REVOGADO – al. h) do Art.º 215.º da Lei n.º 7-A/2016, de 30 de Março

• A revisão dos actos tributários nos termos do n.º 1, independentemente de se tratar de erro
material ou de direito, implica o respectivo reconhecimento devidamente fundamentado nos
termos do n.º 1 do artigo 77.º.

Jesuíno Alcântara Martins 150

75
11-09-2016

Procedimento de Revisão dos actos tributários

Art.º 78.º da LGT


• O dirigente máximo do serviço pode autorizar, excepcionalmente, nos três anos posteriores
ao do acto tributário a revisão da matéria tributável apurada com fundamento em injustiça
grave ou notória, desde que o erro não seja imputável a comportamento negligente do
contribuinte.

• Apenas se considera notória a injustiça ostensiva e inequívoca e grave a resultante de


tributação manifestamente exagerada e desproporcionada com a realidade ou de que tenha
resultado elevado prejuízo para a Fazenda Nacional.

• A revisão do acto tributário por motivo de duplicação de colecta pode efectuar-se, seja qual
for o fundamento, no prazo de quatro anos.

• Interrompe o prazo da revisão oficiosa do acto tributário ou da matéria tributável o pedido


do contribuinte dirigido ao órgão competente da administração tributária para a sua
realização.

Jesuíno Alcântara Martins 151

Contencioso Tributário

• A Impugnação Judicial

Jesuíno Alcântara Martins 152

76
11-09-2016

A Impugnação Judicial

• A impugnação judicial é um meio de defesa que o contribuinte pode


accionar para tutela dos seus direitos e interesses legalmente protegidos;

Art.º 96.º do CPPT


• A impugnação judicial caracteriza-se por ser um processo de natureza
judicial, o qual será decidido pelo juiz do Tribunal Administrativo e Fiscal;

Art.º 108.º do CPPT

• A impugnação será formulada em petição articulada, dirigida ao juiz do


tribunal competente, em que se identifiquem o acto impugnado e a
entidade que o praticou e se exponham os factos e as razões de direito que
fundamentam o pedido.

Jesuino Alcântara Martins


153

Processo Judicial Tributário - A impugnação judicial

• A impugnação judicial tem de ser apresentada no


prazo de 3 meses - Prazo Regra (A contar dos momentos
previstos no Art.º 102.º do CPPT

• Prazos Especiais: - 30 dias At.º 133

- 90 dias Art.º 134.º

- 15 dias Art.ºs 143.º e 144.º

Fundamentos: Art.º 99.º do CPPT


São os mesmos que podem ser utilizados na Reclamação Graciosa. Qualquer
ilegalidade pode constituir fundamento da impugnação.

Jesuíno Alcântara Martins 154

77
11-09-2016

A impugnação judicial

Artigo 140.º do CIRS - Meios de garantia


1. Sem prejuízo do disposto nos números seguintes, os sujeitos passivos e outros legítimos
interessados podem socorrer-se dos meios de garantia legalmente previstos, nomeadamente
na Lei Geral Tributária e no Código de Procedimento e de Processo Tributário.

2. Em caso de erro na declaração de rendimentos, a impugnação é obrigatoriamente precedida


de reclamação graciosa a apresentar no prazo de dois anos a contar do termo do prazo legal
para a entrega da declaração.

3. Nos casos de retenção de importâncias total ou parcialmente indevidas, sempre que se


verifique a impossibilidade de ser efectuada a correcção a que se refere o n.º 4 do artigo 98.º
ou de o respectivo montante ser levado em conta na liquidação final do imposto, os prazos de
reclamação e de impugnação pelo substituído contam-se a partir do dia 20 de Janeiro do ano
seguinte àquele a que a retenção disser respeito.

4. e 5 (Revogados) Redacção da Lei n.º 82-E/2014, de 31.12

Jesuíno Alcântara Martins 155

Art.º 99.º do CPPT - Fundamentos da impugnação

Constitui fundamento de impugnação qualquer


ilegalidade, designadamente:

a) Errónea qualificação e quantificação dos ren-


dimentos, lucros, valores patrimoniais e outros
factos tributários;

b) Incompetência;

c) Ausência ou vício da fundamentação legalmente


exigida;
Jesuino Alcântara Martins 156

d) Preterição de outras formalidades legais.

78
11-09-2016

Art.º 131.º do CPPT


Impugnação em caso de autoliquidação

1. Em caso de erro na autoliquidação, a impugnação será obrigatoriamente precedida de


reclamação graciosa dirigida ao dirigente do órgão periférico regional da administração
tributária, no prazo de 2 anos após a apresentação da declaração.

Revogado – Lei n. 82-E/2014 de 31 de Dezembro


2. Em caso de indeferimento expresso ou tácito da reclamação, o contribuinte
poderá impugnar, no prazo de 30 dias, a liquidação que efectuou, contados,
respectivamente. a partir da notificação do indeferimento ou da formação da
presunção do indeferimento tácito.

3. Quando estiver exclusivamente em causa matéria de direito e a autoliquidação tiver


sido efectuada de acordo com orientações genéricas emitidas pela administração
tributária, não há lugar à reclamação necessária prevista no n.º 1.

Jesuíno Alcântara Martins 157

Art.º 132.º do CPPT


Impugnação em caso de retenção na fonte

1. A retenção na fonte é susceptível de impugnação por parte do substituto em caso de erro na entrega de
imposto superior ao retido.

2. O imposto entregue a mais será descontado nas entregas seguintes da mesma natureza a efectuar no ano do
pagamento indevido.

3. Caso, não seja possível a correcção referida no número anterior, o substituto que quiser impugnar reclamará
graciosamente para o órgão periférico regional ia administração tributária competente no prazo de 2 anos
a contar do termo do prazo nele referido.

4. O disposto no número anterior aplica-se à impugnação pelo substituído da retenção que lhe tiver sido
efectuada, salvo quando a retenção tiver a mera natureza de pagamento por conta do imposto devido a
final.

5.
Caso a reclamação graciosa seja expressa ou tacitamente indeferida, o contribuinte poderá impugnar, no
prazo de 30 dias, a entrega indevida nos mesmos termos que do acto da liquidação.
6. A impugnação em caso de retenção na fonte aplica-se o disposto no n.º 3 do artigo anterior.

Jesuíno Alcântara Martins 158

79
11-09-2016

Art.º 133.º do CPPT


Impugnação em caso de pagamento por conta

1. O pagamento por conta é susceptível de impugnação judicial com fundamento em erro sobre
os pressupostos da sua existência ou do seu quantitativo quando determinado pela
administração tributária.

2. A impugnação do pagamento por conta depende de prévia reclamação graciosa para o órgão
periférico local da administração tributária competente, no prazo de 30 dias após o
pagamento indevido.

3. Caso a reclamação seja expressamente indeferida, o contribuinte poderá impugnar, no prazo


de 30 dias, o acto nos mesmos termos que do acto de liquidação.

4. Decorridos 90 dias após a sua apresentação sem que tenha sido indeferida, considera-se a
reclamação tacitamente deferida.

Jesuino Alcântara Martins


159

Artigo 133.º-A
Impugnação com fundamento em matéria de classificação pautal, origem ou valor aduaneiro das mercadorias

A impugnação judicial de actos de liquidação que


tenha por fundamento a classificação pautal, a
origem ou o valor aduaneiro das mercadorias
depende de prévia reclamação graciosa prevista
neste Código, sendo aplicável, com as necessárias
adaptações, o disposto no n.º 2 do artigo 131.º.

Jesuino Alcântara Martins


160

80
11-09-2016

Art.º 134.º do CPPT - Objecto da impugnação

1. Os actos de fixação dos valores patrimoniais podem ser impugnados, no prazo de 90 dias após a sua
notificação ao contribuinte, com fundamento em qualquer ilegalidade.

2. Constitui motivo de ilegalidade, além da preterição de formalidades legais, o erro de facto ou de


direito na fixação.
3. As incorrecções nas inscrições matriciais dos valores patrimoniais podem ser objecto de impugnação
judicial, no prazo de 30 dias, desde que o contribuinte tenha solicitado previamente a correcção da
inscrição junto da entidade competente e esta a recuse ou não se pronuncie no prazo de 90 dias a
partir do pedido.

4. À impugnação referida no número anterior aplica-se o disposto no n.º 3 do artigo 111.º


5. O pedido de correcção da inscrição nos termos do número anterior pode ser apresentado a todo o
tempo.

6. O prazo da impugnação referida no n.º 3 conta-se a partir da notificação da recusa ou do termo do


prazo para apreciação do pedido.

7. A impugnação referida neste artigo não tem efeito suspensivo e só poderá ter lugar depois de
esgotados os meios graciosos previstos no procedimento de avaliação.

Jesuino Alcântara Martins


161

Processo Judicial tributário

• Impugnação do acto de liquidação - art.º 99.º CPPT

• Impugnação da autoliquidação - Art.º 131.º CPPT

• Impugnação da retenção da fonte - Art.º 132.º CPPT

• Impugnação do pagamento por conta - Art.º 133.º CPPT


• Impugnação com fundamento em matéria de classificação pautal, origem ou
valor aduaneiro das mercadorias – Art.º 133.º-A CPPT

• Impugnação erro na aplicação dos métodos indirectos - Art.º 117.º CPPT

• Impugnação da fixação dos valores patrimoniais - Art.º 134.º CPPT

• Impugnação da apreensão de bens - Art.º 143.º CPPT

• Impugnação das medidas cautelares - Art.º 144.º CPPT

Jesuíno Alcântara Martins 162

81
11-09-2016

Processo Judicial Tributário


A impugnação judicial

• PETIÇÃO Art.º 102.º e Art.º 99.º do CPPT


PRAZOS FUNDAMENTOS

Dirigida ao Juiz do
Tribunal Administrativo Instaurada no Tribunal Notificação do
RFP
e Fiscal (TAF)
PRODUÇÃO DE CONTESTAÇÃO
PROVA NO
Organização
ALEGAÇÕES do Processo
TRIBUNAL
Administrativo
DECISÃO: • PROCEDENTE RECURSO: TCA ou STA
(JUIZ) • IMPROCEDENTE Art.º 279.º do CPPT
Jesuíno Alcântara Martins 163

Acto Tributário - Liquidação

Procedimento Tributário Processo judicial tributário

• Reclamação graciosa
Impugnação Judicial
• Revisão oficiosa

DECISÃO Impugnação Judicial


4 meses
Sentença
Tácita Expressa

Recurso Hierárquico Recurso jurisdicional


60 dias

Tácita Expressa
TCA
3 meses
STA
Impugnação Judicial 164
Jesuíno Alcântara Martins

82
11-09-2016

Contencioso Tributário

Recursos Jurisdicionais

Jesuíno Alcântara Martins 165

Dos recursos dos actos jurisdicionais - Art.º 279.º do CPPT - Âmbito

1. O presente título aplica-se:

a) Aos recursos dos actos jurisdicionais praticados no processo judicial tributário


regulado pelo presente Código;

b) Aos recursos dos actos jurisdicionais no processo de execução fiscal,


designadamente as decisões sobre incidentes, oposição, pressupostos da
responsabilidade subsidiária, verificação e graduação definitiva de créditos,
adulação da venda e recursos dos demais actos praticados pelo órgão da
execução fiscal.

2. Os recursos dos actos jurisdicionais sobre meios processuais acessórios comuns à


jurisdição administrativa e tributária são regulados pelas normas sobre processo
nos tribunais administrativos.

Jesuíno Alcântara Martins 166

83
11-09-2016

Recurso dos actos jurisdicionais

Art.º 279.º a Art.º 293.º do CPPT

Das decisões dos tribunais tributários de 1.ª instância cabe


recurso, no prazo de 10 dias, a interpor pelo impugnante,
recorrente, executado, oponente ou embargante, pelo
Ministério Público, pelo representante da Fazenda Pública e
por qualquer outro interveniente que no processo fique
vencido, para o Tribunal Central Administrativo, salvo quando
a matéria for exclusivamente de direito, caso em que cabe
recurso, dentro do mesmo prazo, para a Secção do
Contencioso Tributário do Supremo Tribunal Administrativo.
Jesuíno Alcântara Martins 167

Art.º 280.º do CPPT


Recursos das decisões proferidas em processos judiciais

1. …

2. Das decisões do Tribunal Central Administrativo cabe recurso, com base em oposição de
acórdãos, nos termos das normas sobre organização e funcionamento dos tribunais
administrativos e tributários, para o Supremo Tribunal Administrativo.

3. Considera-se vencida, para efeitos da interposição do recurso jurisdicional, a parte que não
obteve plena satisfação dos seus interesses na causa.

4. Não cabe recurso das decisões dos tribunais tributários de 1.ª instância proferidas em
processo de impugnação judicial ou de execução fiscal quando o valor da causa não
ultrapassar o valor da alçada fixada para os tribunais tributários de 1.ª instância.

5. A existência de alçadas não prejudica o direito ao recurso para o Supremo Tribunal


Administrativo de decisões que perfilhem solução oposta relativamente ao mesmo
fundamento de direito e na ausência substancial de regulamentação jurídica, com mais de
três sentenças do mesmo ou outro tribunal de igual grau ou com uma decisão de tribunal
de hierarquia superior.
Jesuíno Alcântara Martins 168

84
11-09-2016

STA
TCA TCA
Norte Sul

Braga Coimbra Mirandela Penafiel Porto Viseu Aveiro

C. Ponta
Almada Beja Funchal Leiria Lisboa Loulé Sintra
Branco Delgada

STA – Supremo Tribunal Administrativo


TCA – Tribunal Central Administrativo: Norte e Sul
169
Jesuino Alcântara Martins

Contencioso Tributário

8. A suspensão do processo de execução fiscal

Jesuíno Alcântara Martins 170

85
11-09-2016

Contencioso Tributário

• A execução fiscal fica suspensa até à decisão do pleito em caso de reclamação graciosa, a

impugnação judicial , oposição judicial ou recurso judicial que tenham por objecto a legalidade

ou a inexigibilidade da dívida exequenda, desde que tenha sido constituída garantia nos

termos do artigo 195.º ou prestada nos termos do artigo 199.º ou a penhora garanta a

totalidade da quantia exequenda e do acrescido.

• A execução fiscal ainda suspensa, desde que, após o termo do prazo de pagamento

voluntário, seja prestada garantia antes da apresentação do meio gracioso ou judicial

correspondente, acompanhada de requerimento em que conste a natureza da dívida, o

período a que respeita e a entidade que praticou o acto, bem como a indicação da intenção

de apresentar meio gracioso ou judicial para discussão da legalidade ou da exigibilidade da

dívida exequenda.

• O executado que não der conhecimento da existência de processo que justifique a suspensão

da execução responderá pelas custas relativas ao processado posterior à penhora.


Jesuíno Alcântara Martins 171

Contencioso Tributário

• A administração tributária pode, a requerimento do executado, isentá-


lo da prestação de garantia nos casos seguintes:

 prejuízo irreparável

 manifesta falta de meios económicos, revelada pela


insuficiência de bens penhoráveis para o pagamento da dívida
exequenda e acrescido,

desde que em qualquer dos casos a insuficiência ou inexistência de


bens não seja da responsabilidade do executado.

• A isenção prevista no número anterior é válida por um ano, salvo se a


dívida se encontrar a ser paga em prestações.

Jesuíno Alcântara Martins 172

86
11-09-2016

Suspensão do Processo de Execução Fiscal

GARANTIA DE COBRANÇA DOS CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS

 Pagamento em prestações
 Reclamação Prestação
Suspensão da Execução  Recurso de
Fiscal  Impugnação garantia
 Oposição pelo
executado

Substituição Dispensa da garantia  Prejuízo irreparável


da garantia
 Manifesta falta de meios
económicos

Extensão
Interesse legítimo Insuficiência de bens
do executado da garantia penhoráveis

Ausência de
responsabilidade do
Garantia = (Quantia Exequenda + Acrescido) + 25% executado

Jesuíno Alcântara Martins 173

Contencioso Tributário

• A garantia prestada para suspender o processo de execução fiscal caduca se a reclamação

graciosa não estiver decidida no prazo de um ano a contar da data da sua interposição.

• A verificação da caducidade cabe ao órgão com competência para decidir a reclamação,

mediante requerimento do interessado, devendo a decisão ser proferida no prazo de 30


dias.

• Se a decisão não for proferida neste prazo, o requerimento é considerado tacitamente

deferido.

• Em caso de deferimento expresso ou tácito, o órgão da execução fiscal deve promover,

no prazo de cinco dias, o cancelamento da garantia.

• Este regime não se aplica se o atraso na decisão resultar de motivo imputável ao


reclamante.
Jesuíno Alcântara Martins 174

87
11-09-2016

Contencioso Tributário
Art.º 177.º-A do CPPT - Situação tributária regularizada

• Considera-se que o contribuinte tem a situação tributária regularizada quando se verifique um dos
requisitos seguintes:

a) Não ser devedor de quaisquer impostos ou outras prestações tributárias e respectivos juros;

b) Estar autorizado a pagar a dívida em prestações, desde que exista garantia constituída, nos

termos legais;

c) Ter pendente meio de contencioso adequado à discussão da legalidade ou exigibilidade da

dívida exequenda e o processo de execução fiscal ter garantia constituída, nos termos legais;

d) Ter execução fiscal suspensa, nos termos do n.º 2 do art.º 169.º do CPPT, e haver garantia

constituída, nos termos legais.

• Para efeitos de suspensão da execução fiscal, à constituição de garantia é equiparada, a dispensa e

a caducidade da garantia.

Jesuíno Alcântara Martins 175

Contencioso Tributário

9. Contencioso conexo com a execução fiscal

Jesuíno Alcântara Martins 176

88
11-09-2016

Processo de Execução Fiscal

• O processo de execução fiscal tem natureza judicial.


Art.º 103.º LGT

• Os órgãos da administração tributária participam na


prática dos actos que não tenham natureza jurisdicional.

• É garantido ao executado e aos demais interessados o


direito de reclamação para o juiz da execução fiscal dos
actos materialmente administrativos praticados por
órgãos da administração tributária.
Jesuíno Alcântara Martins 177

As Fases Determinantes do PEF

O processo de execução fiscal tem por finalidade a cobrança coerciva


das dívidas ao Estado e a outras pessoas colectivas de direito público.

O processo de execução fiscal tem natureza judicial.

Administração Fiscal e Segurança Social Câmaras Municipais


Aduaneira
• Secção de Processos
• Secção de Execuções Fiscais
• Serviços de Finanças Executivos

Jesuíno Alcântara Martins 178

89
11-09-2016

As Fases Determinantes do PEF

O PROCEDIMENTO DE LIQUIDAÇÃO

LIQUIDAÇÃO
Declaração do Contribuinte
DO

PROCEDIMENTO DE TRIBUTO

INSPECÇÃO TRIBUTÁRIA

AUTO
NOTIFICAÇÃO
LIQUIDAÇÃO CERTIDÃO
DE DÍVIDA PRAZO DE PAGAMENTO
P.E.F. VOLUNTÁRIO
Art.º 88.º CPPT

Jesuíno Alcântara Martins 179

Art.º 162.º do CPPT - Espécies de títulos executivos

Só podem servir de base à execução fiscal os seguintes títulos


executivos:
a) Certidão extraída do título de cobrança relativa a tributos e
outras receitas do Estado;
b) Certidão de decisão exequível proferida em processo de
aplicação das coimas;
c) Certidão do acto administrativo que determina a dívida a ser
paga;
d) Qualquer outro título a que, por lei especial, seja atribuída
força executiva.

Jesuíno Alcântara Martins


180

90
11-09-2016

Art.º 149.º do CPPT - Órgão da execução fiscal

Considera-se, para efeito do presente Código,


órgão da execução fiscal o serviço da
Administração Tributária onde deva
legalmente correr a execução ou, quando esta
deva correr nos tribunais comuns, o tribunal
competente.
Jesuíno Alcântara Martins
181

Art.º 151.º do CPPT- Competência dos tribunais tributários

1. Compete ao tribunal tributário de 1.ª instância da área onde correr


a execução, depois de ouvido o Ministério Público nos termos do
presente Código, decidir os incidentes, os embargos, a oposição,
incluindo quando incida sobre os pressupostos da
responsabilidade subsidiária, e a reclamação dos actos praticados
pelos órgãos da execução fiscal.

2. O disposto no presente artigo não se aplica quando a execução


fiscal deva correr nos tribunais comuns, caso em que cabe a estes
tribunais o integral conhecimento das questões referidas no
número anterior.

Jesuíno Alcântara Martins


182

91
11-09-2016

As Fases Determinantes do PEF

INSTAURAÇÃO

CITAÇÃO

DILIGÊNCIAS PARA PENHORA

PENHORA DE BENS

Jesuíno Alcântara Martins


183

As Fases Determinantes do PEF

CONVOCAÇÃO DOS CREDORES

VENDA DE BENS VERIFICAÇÃO E GRADUAÇÃO DE


CRÉDITOS

APLICAÇÃO DO
PRODUTO DA VENDA REVERSÃO DA EXECUÇÃO
FISCAL CONTRA OS
RESPONSÁVEIS
EXTINÇÃO DO
SUBSIDIÁRIOS
PROCESSO DE NOVA
EXECUÇÃO FISCAL PENHORA DECLARAÇÃO EM FALHAS
DE BENS 184
Jesuíno Alcântara Martins

92
11-09-2016

As Fases Determinantes do PEF

INSTAURAÇÃO Art.º 188.º CPPT

As citações pessoais serão


Art.º 189.º a 194.º
efectuadas nos termos do Código

CITAÇÃO de Processo Civil , sem prejuízo,


no que respeita à citação por
transmissão electrónica de dados,
A citação é o acto destinado a dar do disposto nos n.ºs 4 a 7 do art.º

conhecimento ao executado de que 191º do CPPT

foi proposta contra ele determinada


execução ou a chamar a esta, pela
primeira vez, pessoa interessada n.º 1 do Art.º 192.º CPPT

Jesuíno Alcântara Martins


185

Das nulidades processuais - Artigo 165.º - Nulidades. Regime

1. São nulidades insanáveis em processo de execução fiscal:

a) A falta de citação, quando possa prejudicar a defesa do interessado;

b) A falta de requisitos essenciais do título executivo, quando não puder ser suprida
por prova documental.

2. As nulidades dos actos têm por efeito a anulação dos termos subsequentes do processo
que deles dependam absolutamente, aproveitando-se as peças úteis ao apuramento dos
factos.

3. Se o respectivo representante tiver sido citado, a nulidade por falta de citação do


inabilitado por prodigalidade só invalidará os actos posteriores à penhora.

4. As nulidades mencionadas são de conhecimento oficioso e podem ser arguidas até ao


trânsito em julgado da decisão final.

186
Jesuíno Alcântara Martins

93
11-09-2016

Processo de execução fiscal

CITAÇÃO DO EXECUTADO
Art.º 189.º a Art.º 194.º

FUNÇÕES:

 Pagamento – Art.º 264.º do CPPT


 Requerer pagamento em prestações - Art.ºs 196.º CPPT
 Requerer Dação em pagamento – Art.º 201.º do CPPT
 Dedução de oposição – Art.º 203.º do CPPT

Jesuíno Alcântara Martins


187

CITAÇÃO EM PROCESSO DE EXECUÇÃO FISCAL

Quantia exequenda até 50 Simples postal – Art.º 191.º n.º


unidades de Conta 2 do CPPT

Quantia Exequenda Simples postal registado –


não superior a 500 Art.º 191.º n.º 1 do CPPT
Unidades de Conta

CITAÇÃO

Citação realizada nos termos do Art.º 191.º do


Efectivação da
CPPT (Postal não devolvido ou devolvido sem
Penhora de Bens Art.º
indicação do novo domicílio)
193.º n.º 1 do CPPT

Jesuíno Alcântara Martins


188

94
11-09-2016

CITAÇÃO EM PROCESSO DE EXECUÇÃO FISCAL

CITAÇÃO
Efectivação da
Quantia exequenda responsabilidade
superior a 500 Unidades subsidiária – Art.º 191.º
de Conta Art.º 191.º n.º 3 n.º 3 do CPPT
do CPPT
Citação Pessoal nos termos do
Art.º 225.º do C.P. CIVIL e Art.º
192.º n.º 1 do CPPT

Citação através de contacto


Citação por via postal directo de Funcionário

Carta Registada com aviso MANDADO - n.º


2 do Art.º 172.º
de recepção do CPC

Jesuíno Alcântara Martins 189

Citação com Hora Certa


Art.ºs 232.º e 233.º do CPC

Citação através de contacto MANDADO - n.º 2 do


de funcionário Art.º 172.º do CPC

Se o funcionário judicial apurar que o executado reside ou trabalha efectivamente no local indicado,
não podendo, todavia, proceder à citação por não o encontrar, deixará nota com indicação de hora
certa para a diligência na pessoa encontrada que estiver em melhores condições de a transmitir ao
executado ou, quando tal for impossível, afixará o respectivo aviso no local mais indicado.

No dia e hora designados, o funcionário fará a citação na pessoa do executado, se o encontrar; não
o encontrando, a citação é feita na pessoa capaz que esteja em melhores condições de a transmitir
ao executado, incumbindo-a o funcionário de transmitir o acto ao destinatário e sendo a certidão
assinada por quem recebeu a citação.

Não sendo possível obter a colaboração de terceiros, a citação é feita mediante afixação, no local
mais adequado e na presença de duas testemunhas, da nota de citação, declarando-se que o
duplicado e os documentos anexos ficam à disposição do executado no serviço.
Jesuíno Alcântara Martins 190

95
11-09-2016

CITAÇÃO EM PROCESSO DE EXECUÇÃO FISCAL

CITAÇÃO CITAÇÃO EDITAL


Art.º 192.º e Art.º 193.º n.º 3 do CPPT
Só haverá lugar a Citação Edital quando
for efectuada a Penhora de Bens do
executado e continuar a não ser
conhecida a sua residência – n.º 7 do Em todos os casos em que seja

Art.º 192.º do CPPT (Esta norma foi eliminada do art.º


desconhecido o domicílio do
192.º do CPPT, mas, em nossa opinião, só se deve efectuar a executado e existam bens
citação edital se previamente se tiver conseguido penhorar bens
ao executado)
penhoráveis

A CITAÇÃO não carece de ser acompanhada de cópia do título


executivo – certidão de dívida – n.º 1 do Art.º 190.º do CPPT

Jesuíno Alcântara Martins 191

Processo de execução fiscal

CITAÇÃO DO EXECUTADO
Art.º 189.º a Art.º 194.º

FUNÇÕES:

 Pagamento – Art.º 264.º do CPPT


 Requerer pagamento em prestações - Art.ºs 196.º CPPT
 Requerer Dação em pagamento – Art.º 201.º do CPPT
 Dedução de oposição – Art.º 203.º do CPPT

Jesuíno Alcântara Martins


192

96
11-09-2016

As Fases Determinantes do PEF

INSTAURAÇÃO

CITAÇÃO

Art.º 264.º a 269.º do CPPT

PAGAMENTO
Decreto-Lei n.º 73/99
QUANTIA EXEQUENDA, e
• Juros de Mora
• Custas Processuais
ACRESCIDO

Jesuíno Alcântara Martins


Decreto-Lei nº 29/98 193

Processo de Execução Fiscal

CUSTAS PROCESSUAIS

DECRETO-LEI n.º 29/98, de 11.02

As custas compreendem a taxa de


justiça e os encargos.
Art.º 7.º do RCPT

Os valores atendíveis no processo de execução são:

Na execução, o montante da dívida ou dívidas exequendas, o da parte


restante quando tiver havido anulação parcial ou em qualquer caso o do
produto dos bens liquidados, quando for inferior.

Jesuíno Alcântara Martins 194

97
11-09-2016

Processo de Execução Fiscal

CUSTAS PROCESSUAIS

DECRETO-LEI n.º 29/98, de 11.02


Art.º 14.º do RCPT

n.º 1 - A taxa de justiça é reduzida a um terço:

al. b) - No processo de execução, quando o pagamento se efectuar até 30 dias após a


citação.

n.º 2 - A taxa de justiça é reduzida a três quartos:

al. b) – Revogada
al. c) - No processo de execução, quando o pagamento for efectuado por meio do
pagamento em prestações, desde que o respectivo plano seja pontual e
integralmente cumprido.

Jesuíno Alcântara Martins 195

As Fases Determinantes do PEF

15 dias
INSTAURAÇÃO

SUSPENDE A VENDA

20% da dívida
CITAÇÃO
PODE SER FEITO
PAGAMENTO POR CONTA A QUALQUER
MOMENTO

Art.º 264.º e n.º 2 do Art.º 262.º

NÃO SUSPENDE A NORMAL


TRAMITAÇÃO DO PROCESSO
Jesuíno Alcântara Martins
196

98
11-09-2016

Meios de reacção do executado e outros interessados

Oposição judicial
• Executado
Reclamação do Art.º 276.º do CPPT

• Terceiro Embargos de terceiros

• Interessado Reclamação do Art.º 276.º do CPPT

Jesuíno Alcântara Martins 197

Oposição Judicial

• A oposição judicial é dirigida ao juiz do Tribunal Administrativo


e Fiscal, mas é apresentada no Serviço de Finanças onde
pender a execução Art.º 203.º a 213.º do CPPT

• Na oposição só podem ser invocados os fundamentos previstos


no n.º 1 do art.º 204.º do CPPT

• A oposição suspende a execução se existir garantia ou for


concedida a sua dispensa

• Em caso de pagamento da dívida o órgão da execução tem de


comunicar o mesmo ao tribunal

Jesuíno Alcântara Martins 198

99
11-09-2016

Fundamentos da Oposição Judicial

1. A oposição só poderá ter algum dos seguintes fundamentos:

a) Inexistência do imposto, taxa ou contribuição nas leis em vigor à data dos


factos a que respeita a obrigação ou, se for o caso, não estar autorizada a sua
cobrança à data em que tiver ocorrido a respectiva liquidação;
b) Ilegitimidade da pessoa citada por esta não ser o próprio devedor que figura
no título ou seu sucessor ou, sendo o que nele figura, não ter sido, durante o
período a que respeita a dívida exequenda, o possuidor dos bens que a
originaram, ou por não figurar no título e não ser responsável pelo
pagamento da dívida;
c) Falsidade do título executivo, quando possa influir nos termos da execução;
d) Prescrição da dívida exequenda;
e) Falta da notificação da liquidação do tributo no prazo de caducidade;

Jesuíno Alcântara Martins


199

Fundamentos da Oposição Judicial

f) Pagamento ou anulação da dívida exequenda;


g) Duplicação de colecta;

h) Ilegalidade da liquidação da dívida exequenda, sempre que a lei não


assegure meio judicial de impugnação ou recurso contra o acto de
liquidação;

i) Quaisquer fundamentos não referidos nas alíneas anteriores, a provar


apenas por documento, desde que não envolvam apreciação da legalidade
da liquidação da dívida exequenda, nem representem interferência em
matéria de exclusiva competência da entidade que houver extraído o título.

2. A oposição nos termos da alínea h), que não seja baseada em mera questão de
direito, reger-se-á pelas disposições relativas ao processo de impugnação.

200
Jesuíno Alcântara Martins

100
11-09-2016

A oposição Judicial

Art.º 203.º e Art.º 204.º do CPPT

PETIÇÃO
FUNDAMENTOS PRAZOS

Dirigida ao Juiz do Tribunal Entregue no Serviço de


Finanças onde correr termos Enviada a
Administrativo e Fiscal
a execução fiscal tribunal

PRODUÇÃO DE Rejeição liminar Notificação do


ALEGAÇÕES RFP
PROVA NO
TRIBUNAL
Contestação

DECISÃO: • PROCEDENTE
RECURSO: TCA ou STA
(JUIZ) • IMPROCEDENTE
Art.º 279.º do CPPT
Jesuíno Alcântara Martins 201

A Penhora de Bens

• Não sendo a obrigação voluntariamente cumprida, tem o credor o


direito de exigir judicialmente o seu cumprimento e de executar o
património do devedor - Art.º 817 do C. Civil.

• Estão sujeitos à execução os bens do devedor susceptíveis de


penhora que, nos termos da lei substantiva, respondam pela dívida
exequenda - Art.º 735.º do CPC.

• O exequente adquire pela penhora o direito a ser pago com


preferência a qualquer outro credor que não tenha garantia real
anterior - Art.º 822.º do C. Civil

Jesuíno Alcântara Martins


202

101
11-09-2016

A Penhora de Bens

• Findo o prazo posterior à citação sem ter sido efectuado o pagamento,


procede-se à penhora.

• A penhora é feita nos bens previsivelmente suficientes para o pagamento


da dívida exequenda e do acrescido, mas, quando o produto dos bens
penhorados for insuficiente para pagamento da execução, esta prossegue
em outros bens.

• A penhora começa pelos bens cujo valor pecuniário seja de mais fácil
realização e se mostre adequado ao montante do crédito do exequente.

• Caso a dívida tenha garantia real onerando bens do devedor por estes
começará a penhora que só prosseguirá noutros bens quando se reconheça
a insuficiência dos primeiros para conseguir os fins da execução.

Jesuíno Alcântara Martins 203

A PENHORA DE BENS

PENHORA DE
BENS

BENS IMÓVEIS BENS MÓVEIS DIREITOS

A penhora começa pelos bens cujo valor pecuniário


seja de mais fácil realização e se mostre adequado ao
montante do crédito do exequente.
Jesuíno Alcântara Martins
204

102
11-09-2016

A Penhora de Bens

• O direito de nomear bens à penhora pertence ao exequente, mas o órgão


da execução fiscal pode admiti-la nos bens indicados pelo executado,
desde que daí não resulte prejuízo - n.º 4 do Art.º 215.º do CPPT.

• Podem ser penhorados pelo órgão da execução fiscal os bens apreendidos


por qualquer tribunal, não sendo a execução, por esse motivo, sustada
nem apensada - n.º 3 do Art.º 218.º do CPPT.

• O art.º 794.º do CPC não se aplica à execução fiscal.

• São inoponíveis à execução os actos de disposição, oneração ou


arrendamento dos bens penhorados - Art.º 819.º do C. Civil.

Jesuíno Alcântara Martins 205

PENHORA DE BENS

BENS A PENHORAR
PREFERENCIALMENTE

CONTAS BANCÁRIAS CRÉDITOS

VENCIMENTOS / SALÁRIOS VEÍCULOS AUTOMÓVEIS

IMÓVEIS
Terem de ser
A penhora começa pelos penhorados primeiro
bens que oferecerem Sem prejuízo de os bens onerados
maior liquidez com garantia real

206

103
11-09-2016

A PENHORA DE BENS

AUTO DE PENHORA

Art.º 231.º CPPT

Descrição dos Bens Art.º 766.º CPC


Penhorados por verbas
VENDA DE BENS

ATRIBUIÇÃO DE
VALOR AOS VALOR BASE
BENS 70% DO DE VENDA DOS
PENHORADOS VALOR DA BENS
(valor aproximado) PENHORADOS
PENHORA

Jesuíno Alcântara Martins


n.º 4 Art.º 250.º CPPT
207

Embargos de terceiro

• Quando a penhora ofender a posse ou qualquer outro direito incompatível


com a realização ou o âmbito da diligência, de que seja titular um terceiro,
pode este fazê-lo valer por meio de embargos de terceiro.

• Os embargos são deduzidos no prazo de 30 dias junto do órgão da


execução fiscal.

• O incidente dos embargos de terceiros, quando não forem liminarmente


indeferidos na parte que não estiver regulada no presente Código, rege-se
pelas disposições aplicáveis à oposição judicial.

Art.ºs 167.º, 237.º e 238.º do CPPT

Jesuíno Alcântara Martins


208

104
11-09-2016

As Fases Determinantes do PEF

O Cônjuge do Executado
Na situação do Art.º 220.º INSTAURAÇÃO
do CPPT CREDORES
e/ou a Penhora incida sobre COM
Bens imóveis ou móveis
sujeitos a registo
CITAÇÃO GARANTIA
REAL

Feita a Penhora e PENHORA DE BENS Conhecidos


CARTA
junta a Certidão
REGISTADA
de ÓNUS
c/AR
CONVOCAÇÃO DE CREDORES

Desconhecidos
Art.º 239.º a 242.º do CPPT por Éditos
Jesuíno Alcântara Martins 209

VENDA DE BENS

LEILÃO
Art.º 248.º CPPT JUDICIAL ELECTRÓNICO

MODALIDADES DE PROPOSTAS

VENDA DOS BENS EM CARTA

PENHORADOS FECHADA

EXTRAJUDICIAL
Art.º 252.º CPPT NEGOCIAÇÃO
PARTICULAR

Jesuíno Alcântara Martins


210

105
11-09-2016

As Fases Determinantes do PEF

Art.º 239.º
CONVOCAÇÃO DOS CREDORES
Arts. 245.º e 246.º

VENDA DE BENS VERIFICAÇÃO E GRADUAÇÃO DE


CRÉDITOS

ÓRGÃO DA Reclamações Órgão da Execução Fiscal


EXECUÇÃO FISCAL
de Crédito

Em caso de reclamação a decisão


(verificação ou graduação) é
Art.º 248.º a Art.º
Constituem 1 enviada de imediato ao tribunal
256.º do CPPT tributário TAF
apenso

Jesuíno Alcântara Martins


211

Garantias dos Créditos do Estado

• PRIVILÉGIOS
CREDITÓRIOS
Garantias
dos • HIPOTECA LEGAL
Créditos
• PENHORA DE BENS
• PENHOR
• PROVIDÊNCIAS
• DIREITO DE
CAUTELARES
RETENÇÃO
Património
do
Devedor

Garantia Garantias
Geral Especiais

Art.º 50.º LGT

Jesuíno Alcântara Martins


212

106
11-09-2016

As Fases Determinantes do PEF

CONVOCAÇÃO DOS CREDORES

VENDA DE BENS VERIFICAÇÃO E GRADUAÇÃO DE


CRÉDITOS

APLICAÇÃO DO PRODUTO REVERSÃO DA EXECUÇÃO


DA VENDA
FISCAL CONTRA OS
RESPONSÁVEIS
EXTINÇÃO DO SUBSIDIÁRIOS
NOVA
PROCESSO DE
PENHORA DE
EXECUÇÃO FISCAL BENS DECLARAÇÃO EM FALHAS

Jesuíno Alcântara Martins 213

DECLARAÇÃO EM FALHAS

PROCESSO DE
EXECUÇÃO FISCAL

NORMAL TRAMITAÇÃO
DILIGÊNCIAS
Art.º 272.º e 274.º do CPPT

DECLARAÇÃO EM FALHAS

INEXISTÊNCIA NÃO SE OBTEM


DE QUALQUER PRESCRIÇÃO
BENS INFORMAÇÃO
PENHORÀVEIS SOBRE
A EXISTÊNCIA EXTINÇÃO DO
DE BENS PROCESSO
Art.º 236.º CPPT Jesuíno Alcântara Martins
214

107
11-09-2016

Reclamação dos actos do órgão da execução fiscal

Reclamações das decisões do órgão da execução


fiscal
n.º 2 do art.º 103.º da LGT Art.º 276.º do CPPT

As decisões proferidas pelo órgão da execução


fiscal e outras autoridades da administração
tributária que no processo afectem os direitos e
interesses legítimos do executado ou de terceiro
são susceptíveis de reclamação para o tribunal
tributário de 1.ª instância.
Jesuíno Alcântara Martins 215

Reclamação dos actos do órgão da execução fiscal

Actos do Penhora Podem ser atacados


órgão da através da Reclamação
execução Compensação prevista no Art.º 276.º do CPPT
fiscal
Outros actos

Verificação e
graduação dos RECLAMAÇÃO dos actos do órgão da execução fiscal
créditos

Dirigida ao Juiz do Entregue no Serviço


Esfera jurídica do Executado e de de Finanças, dado que
Tribunal
outros interessados se trata de uma
Administrativo e reclamação no próprio
Fiscal processo
Esta reclamação tem
um regime específico
216
Jesuíno Alcântara Martins

108
11-09-2016

Art.º 277.º do CPPT - Prazo e apresentação da reclamação

1. A reclamação será apresentada no prazo de 10 dias após a


notificação da decisão e indicará expressamente os
fundamentos e conclusões.

2. A reclamação é apresentada no órgão da execução fiscal que,


no prazo de 10 dias, poderá ou não revogar o acto reclamado.

3. Caso o acto reclamado tenha sido proferido por entidade


diversa do órgão da execução fiscal, o prazo referido no
número anterior é de 30 dias.
217
Jesuíno Alcântara Martins

Art.º 278.º do CPPT - Subida da reclamação. Resposta da Fazenda

1. O tribunal só conhecerá das reclamações quando, depois de realizadas a penhora e


a venda, o processo lhe for remetido a final.

2. Antes do conhecimento das reclamações, será notificado o representante da


Fazenda Pública para responder, no prazo de 8 dias, ouvido o representante do
Ministério Público, que se pronunciará no mesmo prazo.

3. O disposto no n.º 1 não se aplica quando a reclamação se fundamentar em prejuízo


irreparável causado por qualquer das seguintes ilegalidades:

a) Inadmissibilidade da penhora dos bens concretamente apreendidos ou da


extensão com que foi realizada;

b) Imediata penhora dos bens que só subsidiariamente respondam pela dívida


exequenda;

Jesuíno Alcântara Martins 218

109
11-09-2016

Art.º 278.º - Subida da reclamação. Resposta da Fazenda Pública

c) Incidência sobre bens que, não respondendo, nos termos de direito substantivo, pela
dívida exequenda, não deviam ter sido abrangidos pela diligência;

d) Determinação da prestação de garantia indevida ou superior à devida.

e) Erro na verificação ou graduação de créditos

4. No caso previsto no número anterior, caso não se verificar a circunstância dos n.ºs 2 e 3 do
artigo 277.º, o órgão da execução fiscal fará subir a reclamação no prazo de oito dias.

5. A reclamação referida no presente artigo segue as regras dos processos urgentes, tendo a sua
apreciação prioridade sobre quaisquer processos que devam ser apreciados no tribunal que
não tenham esse carácter.

6. Considera-se haver má fé, para efeitos de tributação em sanção pecuniária por esse motivo, a
apresentação do pedido referido no n.º 3 do presente artigo sem qualquer fundamento
razoável.

Jesuíno Alcântara Martins 219

Contencioso Tributário

10. A efectivação da responsabilidade


subsidiária

Jesuíno Alcântara Martins 220

110
11-09-2016

Contencioso Tributário

• A responsabilidade Tributária Art.º 22.º da LGT

• A responsabilidade tributária abrange, nos termos fixados na lei, a totalidade da dívida


tributária, os juros e demais encargos legais.

• Para além dos sujeitos passivos originários, a responsabilidade tributária pode abranger
solidária ou subsidiariamente outras pessoas .
• A responsabilidade do cônjuge do sujeito passivo é a que decorre da lei civil, sem prejuízo do
disposto em lei especial. (alterado pela Lei n.º 82-E/2014, de 31 de Dezembro)

• A responsabilidade tributária por dívidas de outrem é, salvo determinação em contrário,


apenas subsidiária.

• As pessoas solidária ou subsidiariamente responsáveis poderão reclamar ou impugnar a dívida


cuja responsabilidade lhes for atribuída nos mesmos termos do devedor principal, devendo,
para o efeito, a notificação ou citação conter os elementos essenciais da sua liquidação,
incluindo a fundamentação nos termos legais.

Jesuíno Alcântara Martins 221

Contencioso Tributário

A responsabilidade subsidiária Art.º 23.º da LGT

A responsabilidade subsidiária efectiva-se por reversão do processo de


execução fiscal.
A reversão contra o responsável subsidiário depende da fundada
insuficiência dos bens penhoráveis do devedor principal e dos responsáveis
solidários, sem prejuízo do benefício da excussão.

Caso, no momento da reversão, não seja possível determinar a suficiência


dos bens penhorados por não estar definido com precisão o montante a
pagar pelo responsável subsidiário, o processo de execução fiscal fica
suspenso desde o termo do prazo de oposição até à completa excussão do
património do executado, sem prejuízo da possibilidade de adopção das
medidas cautelares adequadas nos termos da lei.
Jesuíno Alcântara Martins 222

111
11-09-2016

Contencioso Tributário

Art.º 23.º da LGT


A reversão, mesmo nos casos de presunção legal de culpa, é precedida de audição do
responsável subsidiário nos termos da presente lei e da declaração fundamentada dos
seus pressupostos e extensão, a incluir na citação.

O responsável subsidiário fica isento de juros de mora e de custas se, citado para cumprir a
dívida tributária principal, efectuar o respectivo pagamento no prazo de oposição.

O disposto no número anterior não prejudica a manutenção da obrigação do devedor


principal ou do responsável solidário de pagarem os juros de mora e as custas, no caso de
lhe virem a ser encontrados bens.

O dever de reversão previsto no n.º 3 deste artigo é extensível às situações em que seja
solicitada a avocação de processos referida no n.º 2 do artigo 181.º do CPPT, só se
procedendo ao envio dos mesmos a tribunal após despacho do órgão da execução fiscal,
sem prejuízo da adopção das medidas cautelares aplicáveis.

Jesuíno Alcântara Martins 223

RESPONSABILIDADE DOS CORPOS SOCIAIS E RESPONSÁVEIS TÉCNICOS

Art.º 24.º da LGT

ENTIDADES:
ADMINISTRADORES
SOCIEDADES
DIRECTORES Responsabilidade
COOPERATIVAS Tributária solidária
GERENTES
EMPRESAS PÚBLICAS
Outras pessoas com funções de
administração ou gestão

RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA SUBSIDIÁRIA


1. Quando o facto tributário tenha ocorrido no período
Tem que existir culpa pela
DÍVIDAS do exercício do cargo
insuficiência do património social -

TRIBUTÁRIAS 2. Quando o prazo de pagamento ou entrega tenha Ónus da Administração Fiscal


terminado depois do exercício do cargo

3. Quando o prazo de pagamento ou entrega tenha Tem que provar não lhe ser
terminado no período do exercício do cargo imputável a falta de pagamento -
Ónus do Revertido
Jesuíno Alcântara Martins 224

112
11-09-2016

RESPONSABILIDADE DOS CORPOS SOCIAIS E RESPONSÁVEIS TÉCNICOS

Art.º 24.º da LGT


• Membros dos Órgãos de
Fiscalização INCUMPRIMENTO DAS
FUNÇÕES DE FISCALIZAÇÃO
OUTROS RESPONSÁVEIS • Revisores Oficiais de

SUBSIDIÁRIOS Contas

Violação dos deveres


Relevante para efeitos: • Contabilistas
de regularização
Certificados
• Exercício de direito de técnica
audição
Devem fazer
• Produção de prova na n.º 3 do art.º 8.º do RGIT
oposição judicial comunicação à AT

• DÍVIDAS TRIBUTÁRIAS:

A RESPONSABILIDADE • Art.º 23.º, n.º 2 da LGT Art.º 24.º da LGT


SUBSIDIÁRIA EFECTIVA-SE • Art.º 153.º n.º2 e Art.º • DÍVIDAS POR COIMAS:
ATRAVÉS DA REVERSÃO 160.º do CPPT Art.º 8.º do RGIT

Jesuíno Alcântara Martins 225

RESPONSABILIDADE DOS CORPOS SOCIAIS E RESPONSÁVEIS TÉCNICOS

Art.º 8.º RGIT - Responsabilidade civil pelas multas e coimas

1. Os administradores, gerentes e outras pessoas que exerçam, ainda que somente de facto, funções de administração
em pessoas colectivas, sociedades, ainda que irregularmente constituídas, e outras entidades fiscalmente
equiparadas são subsidiariamente responsáveis:

a) Pelas multas ou coimas aplicadas a infracções por factos praticados no período do exercício do seu cargo ou
por factos anteriores quando tiver sido por culpa sua que o património da sociedade ou pessoa colectiva se
tornou insuficiente para o seu pagamento;

b) Pelas multas ou coimas devidas por factos anteriores quando a decisão definitiva que as aplicar for notificada
durante o período do exercício do seu cargo e lhes seja imputável a falta de pagamento.

3. As pessoas referidas no n.º 1, bem como os técnicos oficiais de contas, são ainda subsidiariamente
responsáveis, e solidariamente entre si, pelas coimas devidas pela falta ou atraso de quaisquer declarações
que devam ser apresentadas no período de exercício de funções, quando não comuniquem, até 30 dias após
o termo do prazo de entrega da declaração, à Direcção-Geral dos Impostos as razões que impediram o
cumprimento atempado da obrigação e o atraso ou a falta de entrega não lhes seja imputável a qualquer
título.

Jesuíno Alcântara Martins


226

113
11-09-2016

Contencioso Tributário

INSTAURAÇÃO
EXECUTADO
(Devedor Originário)

CITAÇÃO
Inexistência ou
insuficiência
DILIGÊNCIAS PARA de Bens
PENHORA
REVERSÃO
do PEF
PENHORA DE BENS n.º 2 do Art.º 23.º da LGT
n.º 2 do Art.º 153.º do CPPT
Jesuíno Alcântara Martins
227

Contencioso Tributário

REVERSÃO DO PROCESSO DE EXECUÇÃO FISCAL

n.º 2 do Art.º 23 da LGT n.º 2 do Art.º 153.º do CPPT

A reversão contra o responsável subsidiário O chamamento à execução dos responsáveis


depende da fundada insuficiência dos bens
subsidiários depende da verificação de qualquer das
penhoráveis do devedor principal e dos responsáveis
seguintes circunstâncias:
solidários, sem prejuízo do benefício da excussão.
a) Inexistência de bens penhoráveis do devedor e seus
Caso, no momento da reversão, não seja possível sucessores,
determinar a suficiência dos bens penhorados por não
estar definido com precisão o montante a pagar pelo b) Fundada insuficiência, de acordo com os elementos
responsável subsidiário, o processo de execução fiscal constantes do auto de penhora e outros de que o
fica suspenso desde o termo do prazo de oposição até órgão da execução fiscal disponha, do património do
à completa excussão do património do executado,
devedor para a satisfação da dívida exequenda e
sem prejuízo da possibilidade de adopção das
acrescido.
medidas cautelares adequadas nos termos da lei.

Jesuíno Alcântara Martins 228

114
11-09-2016

Responsabilidade Subsidiária
Reversão da Execução Fiscal

Processo de Reversão contra os


Responsáveis subsidiários
Execução Fiscal

Identificação dos
Requisitos da
responsáveis
Reversão
subsidiários

• Inexistência de bens Em função de:

• Insuficiência de bens • Data da ocorrência do facto constitutivo

Deve de imediato ser ponderada a • Termo do prazo de pagamento ou entrega da


possibilidade de accionar o Arresto art.º prestação tributária
136.º do CPPT
• Período do exercício do cargo (funções)
Bens do Responsável Subsidiário
229
Jesuíno Alcântara Martins

Responsabilidade Subsidiária
Reversão da Execução Fiscal

Processo de
Execução Fiscal
Reversão contra os
Responsáveis subsidiários

Identificação dos Preparação do processo


responsáveis para Reversão
subsidiários

Em função de:
DESPACHO DO ÓRGÃO DA EXECUÇÃO
• Data da ocorrência do facto constitutivo
FISCAL A DETERMINAR A NOTIFICAÇÃO
• Termo do prazo de pagamento ou entrega da DOS “potenciais” RESPONSÁVEIS
prestação tributária SUBSIDIÁRIOS PARA O EXERCÍCIO DO
DIREITO DE AUDIÇÃO
• Período do exercício do cargo (funções)

Jesuíno Alcântara Martins 230

115
11-09-2016

Responsabilidade Subsidiária
Reversão da Execução Fiscal

Processo de
Execução Fiscal
REVERSÃO

NOTIFICAÇÃO PARA EXERCÍCIO


NOTIFICAÇÃO – Identificar:
DO DIREITO DE AUDIÇÃO
• Pressupostos da reversão
Prazo: 15 dias
• Devedor originário

• Tributo(s)

• Período(s) de tributação

• prazo para o exercício do direito de


CARTA REGISTADA
audição

• forma: escrita ou verbal

Jesuíno Alcântara Martins


231

Responsabilidade Subsidiária
Reversão da Execução Fiscal

Processo de Execução
Fiscal - REVERSÃO

CITAÇÃO A citação tem de incluir:

DO REVERTIDO OU • todos os elementos referidos nos artigos 163.º

REVERTIDOS e 190.º do CPPT

• Declaração fundamentada dos pressupostos e


extensão da reversão

CITAÇÃO PESSOAL • Indicação de dispensa de juros mora e de custas


– n.º 5 do Art.º 23.º da LGT
• Carta Registada C/AR • Os elementos essenciais da liquidação,

• Transmissão electrónica incluindo a fundamentação

• Contacto directo por Funcionário • Referência aos meios de defesa previstos no n.º
5 do art.º 22.º da LGT

Jesuíno Alcântara Martins


232

116
11-09-2016

Acto de Liquidação com origem na Inspecção Tributária


Síntese dos meios processuais ao dispor do devedor originário e do responsável subsidiário

Procedimento de Inspecção tributária


Projecto de
relatório Relatório
Actos de inspecção Direito de Final
audição
DC- Único Liquidação
Início Conclusão do
Nota de Procedimento Notificação
diligência com a
notificação do P. Pag. Voluntário
Relatório Final
Cobrança Coerciva
Termo do prazo P.E.F
de pagamento
voluntário
• Sujeito passivo da RJT Instauração

• Reclamação graciosa • Devedor originário


120 dias Citação

• Pedido de revisão oficiosa Responsabilidade Subsidiária - Reversão


4 anos
A todo o tempo Responsável PENHORA DE
Subsidiário • Insuficiência de bens BENS
• impugnação judicial • Inexistência de bens
3 meses
CITAÇÃO 233
Jesuino Alcântara Martins

Contencioso Tributário

11. As formas de extinção da dívida tributária

Jesuíno Alcântara Martins 234

117
11-09-2016

A relação jurídica tributária

Artigo 40.º da LGT


Pagamento e outras formas de extinção das prestações tributárias
1. As prestações tributárias são pagas em moeda corrente ou por cheque, débito em conta,
transferência conta a conta e vale postal ou por outros meios utilizados pelos serviços dos
correios ou pelas instituições de crédito que a lei expressamente autorize.
2. A dação em cumprimento e a compensação são admitidas nos casos expressamente previstos
na lei.
3. Os contribuintes ou terceiros que efectuem o pagamento devem indicar os tributos e períodos
de tributação a que se referem.
4. Em caso de o montante a pagar ser inferior ao devido, o pagamento é sucessivamente
imputado pela seguinte ordem a:
a) Juros moratórios;
b) Outros encargos legais;
c) Dívida tributária, incluindo juros compensatórios;
d) Coimas.

Jesuíno Alcântara Martins


235

Contencioso Tributário

• As formas de extinção da execução fiscal são:

 Pagamento voluntário

 Pagamento coercivo

 Anulação da dívida

 Prescrição da dívida

 Compensação das dívidas

• Declaração em Falhas (Não extingue a execução fiscal)

Jesuíno Alcântara Martins 236

118
11-09-2016

Art.º 89.º - Compensação de dívidas de tributos iniciativa da Administração Tributária

• Os créditos do executado resultantes de reembolso, revisão oficiosa,


reclamação graciosa ou impugnação judicial de qualquer acto tributário
são obrigatoriamente aplicados na compensação das suas dívidas à mesma
administração tributária, excepto nos casos seguintes:

a) Estar a correr prazo para interposição de reclamação graciosa, recurso


hierárquico, impugnação judicial, recurso judicial ou oposição à
execução;

b) Estar pendente qualquer dos meios graciosos ou judiciais referidos na


alínea anterior ou estar a dívida a ser paga em prestações, desde que a
dívida exequenda se mostre garantida nos termos do artigo 169.º. CCPT

Jesuíno Alcântara Martins


237

Contencioso Tributário

12. A execução das decisões

Jesuíno Alcântara Martins 238

119
11-09-2016

Direito à execução das decisões

A administração tributária está obrigada, em caso de


procedência total ou parcial de reclamações ou
recursos administrativos, ou de processo judicial a
favor do sujeito passivo, à imediata e plena
reconstituição da situação que existiria se não tivesse
sido cometida a ilegalidade, compreendendo o
pagamento de juros indemnizatórios, nos termos e
condições previstos na lei. Art.º 100.º da LGT

Jesuíno Alcântara Martins 239

Direito à execução das decisões

• A execução das sentenças dos tribunais tributários e aduaneiros segue o


regime previsto para a execução das sentenças dos tribunais
administrativos.

• Em caso de a sentença implicar a restituição de tributo já pago, serão


devidos juros de mora, a pedido do contribuinte, a partir do termo do
prazo da sua execução espontânea.
Art. 102.º da LGT

• O prazo de execução espontânea das sentenças e acórdãos dos tribunais


tributários conta-se a partir da data em que o processo tiver sido remetido
ao órgão da administração tributária competente para a execução,
podendo o interessado requerer a remessa no prazo de 8 dias após o
trânsito em julgado da decisão. n.º 2 do Art.º 146.º do CPPT

Jesuíno Alcântara Martins 240

120
11-09-2016

Contencioso Tributário

Art.º 170.º do CPTA


Execução espontânea e petição de execução
1. Se outro prazo não for por elas próprias fixado, as sentenças dos
tribunais administrativos que condenem a Administração ao
pagamento de quantia certa devem ser espontaneamente
executadas pela própria Administração, no máximo, no prazo
procedimental de 30 dias.
2. Caso a Administração não dê execução à sentença no prazo
estabelecido no número anterior, dispõe o interessado do prazo de
um ano para pedir a respectiva execução ao tribunal competente

Jesuíno Alcântara Martins 241

Contencioso Tributário

MUITO OBRIGADO
PELA VOSSA ATENÇÃO

Jesuíno Alcântara Martins


Jesuinoamartins@gmail.com

242

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