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INSTITUTO ESPERANÇA DE ENSINO SUPERIOR

BACHARELADO EM PSICOLOGIA
VIII SEMESTRE
NOTURNO

ANA KAROLINE
BEATRIZ ARAÚJO
CONCEIÇÃO EDRELYN
ELIAN FRANÇA
FRANCISCA CINARA
JEAN ERICK
NÉDIO GARCIA ROSSET
POLYANA CAMPOS SÁ
SILVIA CAROLINE VIANA ARAÚJO
SILVIO KLEBER

RELATÓRIO FINAL DOS PROJETOS INTERDISCIPLINARES

SANTARÉM - PARÁ

Novembro/2021
ANA KAROLINE

BEATRIZ ARAÚJO
CONCEIÇÃO EDRELYN
ELIAN FRANÇA
FRANCISCA CINARA
JEAN ERICK
NÉDIO GARCIA ROSSET
POLYANA CAMPOS SÁ
SILVIA CAROLINE VIANA ARAÚJO
SILVIO KLEBER

RELATÓRIO FINAL DOS PROJETOS INTERDISCIPLINARES

Relatório final dos projetos


interdisciplinares realizados no curso de
graduação em Psicologia, no Instituto
Esperança de Ensino Superior.

Orientação: Ruy Guilherme de Assis

SANTARÉM - PARÁ

Novembro/2021
1. INTRODUÇÃO

O Projeto Interdisciplinar – PI é um processo educativo, cultural e científico que


articula o Ensino, Pesquisa e Extensão de forma indissociável, além de viabilizar a
relação transformadora entre o IESPES e a sociedade. Sob supervisão docente, os
acadêmicos vão às comunidades locais que permitem aos alunos experiências praticas
em temas sociais abordados, primordialmente, na disciplina que foi escolhida para ser
desenvolvido o projeto interdisciplinar no respectivo semestre, porém possuindo relação
com as demais disciplinas.
No decorrer dos semestres, foram abordados diversos assuntos sendo em alguns
necessário a divisão de subgrupos para contemplar os temas. Sendo que com o inicio da
Pandemia, na segunda quinzena de março de 2020, chegou à suspensão das aulas
presenciais bem como de diversas outras atividades explícitas, junto a recomendação de
distanciamento social. Portando, teve-se a necessidade de intervenções online.

2. IDOSO - 2018/2
2.1.1. Referencial Teórico
Visto aumento do número de idosos, nas últimas décadas, o envelhecimento tem
despertado a atenção do direito, notadamente, para os problemas que a terceira idade
vem tentando superar. Não rara é a situação de decadência, maus tratos e abandono que
centenas de idosos vêm passando no Brasil (Karam, 2012).
A família não tem somente o papel reprodutivo, mas também é fonte de afeto e
solidariedade, isto é, atributos que ultrapassam os meros laços sanguíneos. Na medida
em que os idosos vão se tornando impotentes, indefesos, fragilizados, nem sempre são
acolhidos por sua família. São muitas vezes rejeitados e forçados a morar em asilos, na
solidão, longe de parentes e amigos (Araújo, 2016).
Os membros da família têm o dever de cuidar do bem-estar do idoso. Nos
termos dos artigos 229 e 230 da Constituição da República de 1988, os filhos maiores
têm o dever de ajudar e amparar os pais na velhice, carência ou enfermidade; como
também de defender sua dignidade e bem-estar, garantindo-lhe o direito à vida,
reconhecendo ser seu dever, bem como da sociedade e do Estado (Brasil, 2016).
O dever de cuidado com o idoso também se encontra disposto no artigo 98 da
Lei 10.741/03. Trata-se, portanto, de obrigação, e não de faculdade. Conquanto o dever
de cuidado dos filhos para com os genitores idosos seja regulamentado por lei, há
também o dever moral e afetivo, que não tem sido respeitado, gerando os transtornos
psíquicos e agravamento de doenças. Exatamente, deste enfrentamento surge à figura
jurídica do Abandono Afetivo Inverso, em que idosos abandonados afetivamente pelos
seus próprios filhos, teriam direito à reparação por danos morais. Embora o afeto seja
considerado, por muitos, como impossível de ser exigido, tem sido objeto de
responsabilização civil pelo não cumprimento do dever de cuidado (Brasil, 2016).
2.1.2. Objetivos
Diante dessa situação, foi visto a necessidade do tema e sua importância de
pesquisar, com a necessidade de conhecer e questionar sobre o processo que o envolve.
Por conseguinte, tem-se como objetivo fazer um levantamento com os idosos do Bairro
Elcione Barbalho a responsabilidade da família para os cuidados com seu parente idoso.
2.1.3. Procedimentos Metodológicos
A pesquisa foi realizada no Bairro Elcione Barbalho com uma população
aproximadamente de 3.296 habitantes representando 1.628 habitantes do sexo
masculino e a população feminina como 1.668. Fica localizado no município de
Santarém, é um dos 56 bairros da cidade, localizado no Estado do PARÁ. Distante cerca
de 4,0 km da Instituição de Ensino Superior (IESPES), ao qual foi o local de partida e
ponto de encontro dos alunos e professores até o Bairro, transportados por um ônibus
alugado pelos alunos do curso, variando de 8 a 9 minutos o tempo do percurso até o
local de chegada.
2.1.4. Intervenção
Foi aplicado um questionário no dia 27 de outubro de 2018 entre os horários das
9 às 11 horas da manhã pelos alunos do 2 semestre de Psicologia matutino do IESPES.
Com a presença de um questionário semiestruturado com perguntas abertas e fechadas.
As perguntas eram para serem aplicadas no barracão do bairro somente com os idosos,
pois os mesmos foram avisados com antecedência para participarem da pesquisa, porém
na chegada dos alunos e professores havia pouquíssimas pessoas e visto a necessidade
de realizar a pesquisa, os alunos se dirigiram as casas dos moradores. Os questionários
continham algumas perguntas sobre questões sociodemográficas, possíveis doenças
crônicas, a prática de atividades físicas, rotinas médicas, se senti solitário, satisfação
pela vida, como é seu diálogo em casa e entre outras perguntas.

2.2. EDUCAÇÃO SOCIOEMOCIONAL NA TERCEIRA INFÂNCIA -


2019/1
2.2.1. Referencial Teórico
Durante a terceira infância, que ocorre entre 6 aos 11 anos, Papalia, Olds e
Feldman (2006) afirmam que o crescimento diminui e a força e as habilidades motoras
das crianças continuam aperfeiçoando-se. Para Piaget, na terceira infância as crianças
fazem julgamentos morais mais consistentes. A crescente popularidade dos jogos com
regras, havendo a necessidade sobre a normas e sobre as consequências de infringi-las,
está relacionada ao desenvolvimento da moralidade e compreensão que geralmente se
inicia aos 7 ou 8 anos de idade.
Relacionado ao desenvolvimento emocional, Papalia, Olds e Feldman (2006)
declaram que aos 7 ou 8 anos de idade, as crianças costumam ter interiorizado a
vergonha e o orgulho, e se tornam capazes de expressar emoções conflitantes. As
crianças aprendem o que as enfurece, entristece ou amedronta e a diferença entre ter
uma emoção e expressá-la, omitindo algumas emoções para evitar zombaria e rejeição,
ou para não perturbar outra pessoa.
Existem muitas discussões acadêmicas em volta das competências
socioemocionais no sentido de identificar quais deveriam ser desenvolvidas no âmbito
escolar, pesquisadores têm se empenhado na busca de um consenso em organizar as
habilidades socioemocionais em cinco grandes domínios: os chamados “Big 5”.
• Abertura: tendência a ser aberto a novas experiências, curiosidade,
imaginação, criatividade e prazer pelo aprender.
• Consciência: Tende a ser a ser organizado, esforçado, responsável, ou
seja, caracteriza-se como uma pessoa que têm autonomia, que controla a impulsividade
e é perseverante diante das situações.
• Extroversão: Orientação de interesses e energia em direção ao mundo
externo, pessoas e coisas, ou seja, apresenta-se como alguém alta confiança,
sociabilidade e entusiasmo.
• Amabilidade: Atua em grupo de forma cooperativa e não egoísta; com
tolerância, altruísmo e simpatia.
• Estabilidade Emocional: Demonstra previsibilidade e consistência nas
reações emocionais, apresenta ser um indivíduo com autocontrole, serenidade e calma.
Portanto o incremento dessas habilidades socioemocionais serve como fortalecimento
das inteligências interpessoal e intrapessoal. (ABED, 2016).
A função da escola vai muito além da transmissão do conhecimento, pois é
urgente e necessário fortalecer muitas e variadas competências nas nossas crianças e
jovens, que lhe possibilitem construir uma vida produtiva e feliz em uma sociedade
marcada pela velocidade das mudanças. Motivação, perseverança, capacidade de
trabalhar em equipe e resiliência diante de situações difíceis, são algumas das
habilidades socioemocionais imprescindíveis na contemporaneidade e no futuro dos
alunos (ABED, 2016).
2.2.2. Objetivos
2.2.2.1. Geral: Sensibilizar alunos que se encontram na terceira infância
para a importância de habilidades socioemocionais para um desenvolvimento
intelectual significativo.
2.2.2.2. Específico:
 Apresentar os tipos de habilidades socioemocionais;
 Relatar exemplos práticos de habilidades socioemocionais;
 Conscientizar os alunos da importância das habilidades
socioemocionais para progressão do rendimento escolar;
 Identificar o grau de conhecimento dos escolares acerca das
habilidades socioemocionais.
2.2.3. Procedimentos Metodológicos
• Trata-se de uma intervenção de abordagem humanista a partir da
integração e relacionamento congruente com o público-alvo que são
aluno, entre homens e mulheres que se encontram na terceira
infância.
• O local da intervenção é na Escola Municipal de Ensino
Fundamental Raimunda de Lira Maia, localizada na Travessa B,
1242, no bairro Elcione Barbalho no Município de Santarém – Pará.
• Será utilizado um teatro para trabalhar de maneira lúdica as
questões pertinentes aos temas das habilidades socioemocionais e das
inteligências múltiplas
• Os instrumentos e materiais utilizados foram um Questionário,
estruturado, contendo sete questões, sendo cinco acerca das
habilidades socioemocionais e duas sobre inteligências múltiplas;
Figurino para execução do teatro.
2.2.4. Intervenção
Ao chegar no local da intervenção, os acadêmicos aplicaram questionário já no
primeiro contato com os alunos, afim de identificar o conhecimento dos escolares
acerca das habilidades socioemocionais. Após a finalização do questionário, foi exibido
uma apresentação teatral num tempo aproximado de 15 minutos, no qual buscou-se
trabalhar, a partir de personagens heroicos, as habilidades socioemocionais e
inteligências múltiplas. Ao final da apresentação, houve a aplicação do mesmo
questionário a fim de medir os efeitos da apresentação mencionada numa análise
comparativa.
2.3. DEPRESSÃO - 2019/2
2.3.1. Referencial Teórico
. É perceptível, que a depressão abarca um número assombros de pessoas na sociedade
moderna, tratada como a mal do século, é considerada a doença mais estudada e falada
na contemporaneidade.

De acordo Sadock (2008, P.448):

Disfunções cognitivas são o centro da patologia, alterações afetivas e físicas


bem como outros aspectos associados à depressão são consequencias de
oscilações de humor. Por exemplo apatia e energia baixa, resultam da
expectativa que a pessoa tem de fracasso em todas ás áreas.

Segundo as palavras de Cavalcante e Galvan a depressão é classificada como um


transtorno de humor, que vem dirigir as atitudes dos sujeitos, e modificar a percepção de
si demonstrando características que podem traduzir uma patologia grave ou ser apenas
mais um sintoma do sujeito diante de uma circunstância da vida, ou seja, suas
características podem determinar uma melancolia em si ou ser apenas um sintoma
(CAVALCANTE E GALVAN, 2006).
Dalgalarrondo por sua vez faz alusão acerca dos subtipos da depressão, onde
relata:
A ordenação da depressão em vários subtipos é um desafio psicopatológico
permanente. Dentre esses destacam-se, Episódio ou fase depressiva e
transtorno depressivo recorrente, Distimia, Depressão atípica, Depressão tipo
melancólica ou endógena, Depressão psicótica, Estupor depressivo,
Depressão agitada ou ansiosa, Depressão secundária ou orgânica
(DALGALARRONDO, 2008, p.309).
É importante observar que essa multiplicidade de subtipos depressivos advém de
causas distintas, sendo uma delas o nível de desenvolvimento da pessoa, contudo, na
maioria das vezes após perdas significativas, como por exemplo familiares e status
socioeconômico.
Muito são os aspectos levados em consideração na tentativa de compreender as causas
da depressão, alguns desconhecidos outros controversos.
“Em sua origem, a depressão é fruto de fatores genéticos, bioquímicos,
psicológicos e sociofamiliares, sendo estudada sobe diferentes abordagens” (CUNHA,
2012, p.347).
No entanto para Ramos (2016) as causas da depressão podem ser inúmeras e são
controversas. Afirma que existe um desequilíbrio em alguns neurotransmissores (ex:
serotonina, dopamina, entre outros) e algumas hormonas como a corticotropina que
podem desencadear a depressão.
Já para Bahls (2002), os fatores que levam a depressão são os acontecimentos
traumáticos na infância, estresse físico e psicológico, o consumo de álcool e outras
substâncias químicas e alguns medicamentos como anfetaminas.
Enquanto que para (PELUSO, 2008, p.42) “as principais causas atribuídas são de
natureza psicossocial, principalmente eventos estressantes na vida da pessoa, e
raramente causas de natureza biológica ou espiritual são imputadas à depressão”.

2.3.2. Objetivos
2.3.3. Objetivo Geral
Compreender a percepção da comunidade em torno da patologia depressão
2.3.4. Objetivos Específicos
 Apresentar informações pertinentes sobre a psicopatologia depressão.
 Coletar dados qualitativo referente ao conhecimento da comunidade sobre
depressão.
 Caracterizar o tratamento psicológico da depressão
2.3.5. Procedimentos Metodológicos
No dia 1 de novembro de 2019, das 15 horas ás 17 horas, na Escola SEIB fez-se a
intervenção do Projeto Interdisciplinar do curso de Psicologia do 4º semestre noturno,
com o título Depressão: um olhar psicológico. Com a orientação do Docente Guilherme
de Assis e ação das discentes Ana Karoline, Caroline Amorim, Beatriz Araújo, Edrelyn
Reis, Elian França e Francisca Cinara.
O procedimento realizado foi em forma banner, onde fornecemos informações
acerca da depressão, e através da exposição oral, apresentamos os sintomas, a causa, os
diagnósticos e o tratamento referentes a patologia. Para análise e coleta de dados,
realizamos uma pesquisa qualitativa, com o seguinte questionamento, qual seu
conhecimento sobre depressão? Você conhece alguém que apresenta essa patologia

2.3.6. Intervenção

Com base na metodologia proposta, utilizou-se o banner com intuito de apresenta


informações referentes ao tema proposto. Em uma sala reservada para ação, haviam 5
trabalhos exposto com temas distintos devidamente organizados. O trabalho foi exposto
com muita apreensão, nervosismo e expectativa pelo o grupo, que se manteve unido em
prol de um objetivo comum a todos, que foi repassar conhecimento. Assim sendo a
presente atividade nos proporcionou um sentimento de contribuição para o bem-estar da
comunidade.

Ao entrarem na sala o público alvo dividiu-se em pequenos subgrupos. No primeiro


momento, todos os ouvintes se aglomeraram para assistirem à apresentação do tema
mutilação. Sendo assim, foram orientados a se dispersarem para os demais trabalhos
expostos. Logo cerca de 6 grupos com quantidade diferentes de alunos visitaram o
nosso banner, com o tema depressão: um olhar psicológico.

O 1º grupo formado por 5 alunos, afirmaram já terem conhecimento do que é


depressão.

O 2º grupo composto por três alunos, relataram saber o que era depressão, duas falaram
que conheciam alguém que possuem a patologia e os demais não se manifestaram

3. Grupo: O terceiro grupo formado por 2 alunos. Durante a exposição do trabalho, um


aluno se retirou, o que ficou se reconheceu nos sintomas da depressão.

4. Grupo: Foram quatro pessoas. Todos possuíam conhecimento à respeito do tema, dois
deles afirmaram conhecer alguém que possui a patologia.

5. Grupo: Foram três pessoas, todos conhecem a patologia

6. Grupo: Foram oito pessoas, a maioria afirma conhecer à respeito da patologia e três
deles afirmam conhecer alguém com a patologia.

2.4. ANOREXIA - 2020/1


2.4.1. Referencial Teórico
Padrões alimentares apropriados são essenciais no desenvolvimento de crianças,
adolescentes e na manutenção da saúde de adultos. A forma de alimentação é variável
entre as pessoas, entretanto indícios como a falta de certos alimentos, de refeições
durante o dia e a realização de dietas muito restritivas sem orientação profissional são
características que podem fazer parte de um transtorno alimentar.
Os transtornos alimentares são caracterizados por uma perturbação
persistente na alimentação ou no comportamento relacionado à alimentação
que resulta no consumo ou na absorção alterada de alimentos e que
compromete significativamente a saúde física ou o funcionamento
psicossocial (DSM-5, 2014).

A taxa de incidência perpassa pelo social, pois a sociedade considera e cultua


certa forma de corpo que lhe trás status e uma fácil aceitação; o belo é ser magro. As
pessoas chegam a seus extremos para alcançar o “corpo perfeito” e na maioria das
vezes, nem se dão conta do quão deletério isto se torna. Segundo Brandini (2007) a
sociedade atua sobre o corpo e a forma de vê-lo e isso é uma grande marca da cultura. A
maior prevalência de anorexia nervosa (AN) é consolidada por culturas e contextos que
são caracterizados pela extrema valorização do corpo magro, onde as pessoas tendem a
procurar por dietas restritivas, cirurgias e etc, na tentativa de alcançar a impossibilidade
biológica que é este ideal de beleza para a maioria das pessoas.
De acordo com Andrade e Bossi (2003) surge um preconceito contra a
obesidade e a associação da magreza a uma imagem feminina de sucesso, perfeição,
competência, autocontrole e a um corpo atrativo sexualmente. Assim, é possível
perceber como impactos do contexto sociocultural e seus fatores são modulados para o
seu surgimento nos indivíduos. Os conteúdos relacionados à aparência e que são
veiculados pelas mídias sociais, exercem grande influencia sobre as pessoas,
principalmente as que sofrem de AN.
Uma considerável parte de pessoas anoréxicas vem de uma pressão familiar
intensa e uma relação patológica com a mãe. Fasolo e Diniz (1998) notaram em
experiências clínicas que os responsáveis por adolescentes com AN eram exigentes e
tinha altas expectativas em relação às filhas, cobrando que fossem carinhosas,
obedientes e que se adequassem ao padrão estético da sociedade.
Os pacientes com AN tem dificuldade a aderir o tratamento, pois em grande
parte a negação da doença é parte integrante do quadro. O tratamento deve ser firme e
rápido, não deixando nem uma alternativa para o paciente, para que fique claro que o
indivíduo precisa ganhar peso. O tratamento tem como objetivo recuperar o estado
psicológico e nutricional do paciente debilitado. O melhor tratamento atualmente é com
uma equipe multiprofissional, composta por um clínico, um nutricionista, um
psicoterapeuta de grupo familiar, um psicoterapeuta individual e um psiquiatra.
2.4.2. Objetivos
2.4.2.1. Geral: Sensibilizar a comunidade sobre a importância de
se conhecer à respeito da anorexia nervosa.
2.4.2.2. Específico:
 Verificar o conhecimento do público e suas principais dúvidas,
acerca do assunto;
 Promover conhecimento a respeito do tema a partir de uma
explanação;
 Informar a relevância do profissional da psicologia na prevenção
e tratamento dos transtornos alimentares.
2.4.3. Procedimentos Metodológicos
 As atividades serão realizadas com adolescentes e jovens adultos, o local
ainda será definido. Inicialmente haverá uma explanação sobre o tema
pelos membros da equipe, com definições, características, fatores de
risco e a importância da ajuda profissional no tratamento do transtorno.
 Posteriormente pretende-se usar dados didáticos, que irão conter
perguntas sobre o tema, as pessoas jogarão e responderão a pergunta que
for sorteada, com base nos seus conhecimentos. Dessa forma, poderemos
averiguar os conhecimentos do público alvo à respeito da temática.
 Atividade que tem por objetivo, fazer com que a partir dessas perguntas
já selecionadas, eles passem a formular os seus próprios
questionamentos.
 Também irá ter um painel com imagens e frases e tópicos relevantes para
frisar as informações
2.4.4. Intervenção:
Não houve, pois se deu o inicio do isolamento por conta da COVID-19,
que foi um período inicial de muitas incertezas para com a forma de ensino,
por isso o P.I foi cancelado, retornando no segundo semestre de 2020,
quando as aulas estavam de forma remota.

2.5. ORIENTAÇÃO VOCACIONAL PARA UMA ESCOLHA


CONSCIENTE - 2020/2
2.5.1. Referencial Teórico
2.5.2. Objetivos
2.5.3. Procedimentos Metodológicos
2.5.4. Intervenção

2.6. SAÚDE MENTAL E QUALIDADE DE VIDA DOS DOCENTES


EM TEMPOS DE PANDEMIA - 2021/1
2.6.1. Referencial Teórico
O conceito de saúde vem evoluindo no decorrer do tempo no Brasil e no mundo.
Calvetti et. al (2006) destaca que durante muitos anos a Organização Mundial de Saúde
(OMS) conceituou saúde como ausência de doenças ou invalidez, porém, em 1964, a
carta constitucional da OMS definiu saúde como um “estado de completo bem-estar
físico, mental e social”, onde os aspectos físicos do ser humano já não ocupava mais o
único papel de destaque ao se referir à saúde, incluindo também os aspectos como as
áreas mental e social.
Ao definir saúde mental, Gaino et. al. (2018) destacam que seus conceitos são
historicamente influenciados por contextos sócio-políticos e pela evolução em práticas
em saúde. De acordo com a OMS, saúde mental consiste no estado de bem-estar
emociona, psicológico e social do indivíduo ao lidar com os estresses cotidiano,
conseguindo se relacionar com outros e fazer escolhas produtivas, sendo capazes de
contribuir para sua comunidade. Nos serviços especializados de saúde mental do
Sistema único de saúde brasileiro, os profissionais de saúde declaram que saúde mental
envolve bem-estar físico, mental, financeiro e emocional, bem como a qualidade de
vida, conseguindo conciliar os desejos e dificuldades, sentindo-se bem consigo mesma
(GAINO et. al., 2018).
A qualidade de vida é descrita como “a percepção do indivíduo de sua posição
na vida, no contexto da cultura e sistema de valores nos quais ele vive em relação aos
seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações” (Fleck; Louzada; Xavier;
Chachamovich; Vieira; Santos & Pinzon, 2000, p. 179 apud Calvetti et. al. ,2006, p.20).
A partir disso, Calvetti et. al. (2006) introduz dois aspectos conceituais que se tornaram
diretamente relacionados ao termo qualidade de vida: A subjetividade que se refere à
percepção da pessoa sobre o seu estado de saúde no seu contexto de vida, e a
multidimensionalidade que está atribuída a identificação de diversas dimensões que tem
sido objeto de pesquisa científica em estudos empíricos. O autor ainda destaca que o
processo saúde e doença tem sido compreendido como um conjunto de aspectos
econômicos, socioculturais, pessoais e estilo de vida, desta forma, Calvetti et. al. (2006)
aponta que a melhoria da qualidade de vida passou a ser um dos resultados nos campos
da promoção a saúde, prevenção e tratamento de doenças. Diante disso, Calvetti et. al.
(2006) conclui que a definição de qualidade de vida constituindo-se de três fatores: o
bem-estar subjetivo que constitui na percepção do indivíduo, seus valores e crenças; a
saúde, entendida não apenas como ausência de doença, mas também como um estado de
bem-estar físico, mental e social e, por fim, o bem-estar social, que se refere à situação
da pessoa em relação ao seu ambiente e sociedade.
Pandemia é a disseminação mundial de uma nova doença e o termo passa a ser
usado quando uma epidemia, surto que afeta uma região, se espalha por diferentes
continentes com transmissão sustentada de pessoa para pessoa. Deste o início do atual
surto do (SARS-CoV-2) causador da Covid-19, surgiu inúmeras e grandes preocupações
diante de uma doença desconhecida e que se alastrou rapidamente em vários países do
mundo, com impacto global. Para Fecher (2020), trata-se de um processo complexo,
que implica inúmeras peculiaridades e querendo mudanças de comportamentos. A atual
pandemia surge como um grande desafio a todo o contexto mundial afetando
potentemente todo o contexto social de países que vivenciam esta luta diária contra o
então agente patológico Covid-19.
Docentes experimentaram uma mudança brusca em suas rotinas, que se
caracteriza pela brusca inclusão do trabalho em todos os espaços e momentos de seu
dia-a-dia, não importando que seus empregadores não lhes tenham assegurado uma
estrutura para o novo método de ensino. Os docentes, em condições de mudanças, são
motivados ou obrigados a se ajustarem às atribuições de um novo perfil profissional e,
consequentemente, às exigências de novas performances para que as demandas sejam
atendidas, o que, pode acarretar incertezas quanto a forma de como o trabalho pode ser
organizado e gerar dúvidas na capacidade do profissional (PEREIRA, 2020).
Neste processo de mudanças, de inúmeros desafios, de medidas emergências de
ensino de forma abrupta, reflete diretamente na saúde mental destes profissionais,
deparando-se e precisando reorganizar-se a novos métodos, instrumentos de ensino e a
mudança de seu ambiente de trabalho, tendo que, adapta-se também, ao afastamento do
convívio diário com seu espaço escolar. Para Haall (2008) ao estarem afastados de seu
ambiente de trabalho estes profissionais sofrem, se estressam, se entristecem, sentem a
sensação de perder o controle e desvalorização, além da preocupação com a constante
instabilidade deste processo pandêmico.
Cabral et al. (2016) afirmam que a emoção a um estimulo ambiental e cognitivo
que produz tanto experiências subjetivas quanto alterações neurobiológicas
significativas. Todas estas mudanças bruscas e emergências de ensino, impactam
fortemente a saúde psíquica, lhes gerando grandes prejuízos, profissionais e pessoais.
Por mais triste e difícil que tenha sido este período, os docentes não abriram mão de sua
missão, no entanto e valido ressaltar a grande importância de que estes profissionais,
dentro de seu ambiente, possam receber ferramentas e instrumento necessários para
acolher suas demandas como pessoa e como ser único e singular.

2.6.2. Objetivos
2.6.2.1 Objetivo Geral
 Durante os últimos meses, foi possível observar que uma boa saúde mental é
essencial para o enfrentamento da situação pandêmica, logo, objetiva-se com webinar trazer
profissionais da saúde para levar conhecimento sobre saúde mental e qualidade de vida e
discutir sobre as dificuldades passadas pelos docentes.
2.6.2.2. Objetivos Específicos
 Levar conhecimento a sociedade focando nos docentes de redes públicas e
privadas.
 Especificar sobre a importância da saúde mental na qualidade de vida dos
docentes.

2.6.3. Procedimentos Metodológicos


No referido trabalho foi desenvolvido um webinar, sobre “Saúde Mental e
Qualidade de Vida dos Docentes em Tempos De Pandemia”, através da plataforma
Google Meet. Onde o primeiro momento foi a apresentação da/o Psicóloga (o)
convidada (o) sobre a referida temática, e o segundo foi aberto para perguntas e/ou
contribuições dos participantes.
A divulgação do evento, ocorreu por meio digital, nas mídias sociais WhatsApp
e Instagram. Os certificados foram enviados para o e-mail dos participantes um dia após
o evento.
2.6.4. Intervenção
Após a exposição do webinar que teve como tema “Saúde Mental e Qualidade
de Vida dos Docentes em Tempos De Pandemia”, observou-se um retorno muito
positivo de todos que participaram. De modo geral houve um feedback positivo de todos
participantes quanto a pertinência e necessidade do falar sobre qualidade de vida no meio de
um cenário caótico, e com isso os objetivos propostos foram alcançados, ao trazer para
discussão um tema relevante, atual e necessário, principalmente em um período de tantas
dificuldades e sobretudo de avaliação de riscos, consequências e novas formas de se manter
seguindo em frente e ressignificando o trabalho e a forma com que se vê a vida, de como agir
e reagir da melhor maneira possível diante das adversidades.

3. REFERÊNCIAS

ANDRADE, A.; Bosi, M. L.. Mídia e subjetividade: impacto no comportamento


alimentar feminino. Rev. de Nutrição, v. 16, 2003.

BRANDINI, V. Bela de morrer, Chic de doer, do corpo fabricado pela moda: o


corpo como comunicação, cultura e consumo na moderna urbe. Rev.
Contemporânea, v. 5, 2007.

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FECHER, B. Embracing complexity: Covid-19 is a case for academic collaboration


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