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GOVERNO DO ESTADO DO AMAPÁ

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


COORDENADORIA DE EDUCAÇÃO BÁSICA E EDUCAÇÃO PROFISSIONAL
ESCOLA ESTADUAL MARIA DO SOCORRO ANDRADE SMITH
Ato de criação: Decreto nº. 0064/GEA de 22 de setembro de 1989
Autorização de Funcionamento: Portaria nº 280/2006 - SEED
Reconhecimento: Resolução nº 76/2018 - CEE

DIRETORA: BETANIA SUZUKI


PROFESSOR LÁZARO VITORIANO
DISCIPLINA: LÍNGUA PORTUGUESA
SÉRIE: 8º ANO
ALUNO(A):

KIT PEDAGÓGICO ONLINE 3º BIMESTRE 2021

Olá , meus queridos alunos!


Este é o nosso kit pedagógico online. Com o nome já diz, vocês receberão o kit
pela internet e também farão os trabalhos de forma online. Nesta modalidade, vocês
receberão e farão as avaliações pela internet através do Googlee Forms, tendo em vista
que vocês não têm o livro didático, mas têm acesso à internet.
Este kit está composto por três assuntos: Predicado, incluindo Transitividade
verbal; Figuras de linguagem e Verbo (I parte). Receberão, também, 15 questões de
múltipla escolha que computará até 25 pontos, nota do bimestre. Quanto a data em que
vocês resolverão as atividades, será divulgada posteriormente.

PRIMEIRO ASSUNTO: PREDICADO

Professor Lázaro Vitoriano


Tipos de predicado

Há três tipos de predicado: predicado nominal, verbal e verbo-nominal.


Predicado. É tudo aquilo que se diz a respeito do sujeito.
Predicado nominal. Seu núcleo significativo é um nome (substantivo, adjetivo,
pronome), ligado ao sujeito por um verbo de ligação.
Obs. Verbo de ligação é o que não indica ação alguma por parte do sujeito, é vazio
de significado, já que sozinho não apresenta nenhuma ação. Sua função é indicar estado,
qualidade ou condição do sujeito.
Ex.: As moças eram encantadoras.
As moças = sujeito.
Eram = verbo de ligação.
Encantadoras = predicativo do sujeito.
Eram encantadoras = predicado nominal.
O núcleo do predicado nominal recebe o nome de predicativo, porque atribui ao
sujeito uma qualidade ou característica.
Pode haver predicativo do sujeito e predicativo do objeto, conforme se refira a
um ou outro.
Outros exemplos de predicado nominal.
A terra é um planeta. Minha mãe ficou feliz.
A ilha está deserta. Os atletas pareciam cansados.
O espião é aquele. O tempo continua chuvoso.

Predicativo do sujeito: quando o termo mais importante do predicado é um atributo


(qualidade) ligado ao sujeito, esse núcleo do predicado é conhecido como: predicativo
do sujeito.
Ex.: O profissional está qualificado para orientar os pais.
Sujeito: O profissional;
Verbo de ligação: está;
Predicativo do sujeito: qualificado
Tipo de predicado: predicativo do sujeito

Predicado verbo-nominal: quando em uma frase temos dois núcleos importantes no


predicado, sendo: um verbo (ação) e um substantivo(adjetivo) que apresente qualidade
ao sujeito. Damos a ele o nome de: predicado verbo-nominal.
Ex.: O semeador trabalhava incansável.
Sujeito: O semeador;
Palavras núcleos do predicado: trabalhava (ação) e incansável (qualidade =
predicativo)
Tipo de predicado: predicado verbo-nominal.

Exs.: O soldado voltou ferido.


Sujeito: O soldado;
Verbo: voltou;
Predicado verbal: voltou;
Predicado nominal: ferido. (ferido, passa a ser um nome e não um verbo, pois
é um adjetivo, está qualificando o sujeito, O soldado).
O réu deixou a sala abatido.
Eu assisti a cena revoltado.
Eu acho Denise bonita.

Predicado verbal. Seu núcleo é um verbo, seguido ou não, de complemento. O


verbo é a parte mais importante do predicado, por isso é considerado como o núcleo do
predicado.
Pelo fato de o verbo, ou uma locução verbal ser o núcleo do predicado, dá-se a
ele o nome de: predicado verbal.
Ex.: Muitos pais trabalham fora de casa.
Sujeito: Muitos pais;
Núcleo do predicado: trabalham;
Predicado verbal: trabalham fora de casa.

TRANSITIVIDADE VERBAL

Antes de entrarmos no estudo do predicado verbal, se faz necessário conhecer os


verbos quanto a sua predicação. Isto facilitará a compreensão do estudo do predicado
verbal.
Quanto à predicação os verbos se classificam em:
• Intransitivos. São os verbos que não precisam de complemento, pois têm sentido
completo.
Exs.: A borboleta morreu.
Todos choravam.
As crianças riram.
“Três contos bastavam, insistiu ele.” (Machado de Assis)
Os guerreiros tabajaras dormem.
“Fui e parei diante dele.” (Machado de Assis)
OBS.: alguns verbos intransitivos: anoitecer, crescer, brilhar, ir, agir, sair, nascer,
latir, rir, tremer, brincar, chegar, vir, mentir, suar, adoecer etc.
• Transitivos diretos. São aqueles que pedem um objeto direto, isto é, um
complemento sem preposição.
Exs.: Ouvi o estrondo.
Comprei um terreno e construí a casa.
Derrubaram a árvore e o poste.
“Trabalho honesto produz riqueza honrada.” (Marquês de Marica)
“Então, solenemente Maria acendia a lâmpada de sábado.” (Guedes de
Amorim).
• Transitivos indiretos. São os que pedem um complemento, regidos de preposição,
chamado de objeto indireto.
Exs.: Concordei com tudo.
Acredito em Deus.
Ninguém perdoa ao quarentão que se apaixona por uma adolescente
“Populares assistiam à cena aparentemente apáticos e neutros.” (Érico
Veríssimo).
“As coisas obedeciam ao seu tempo regular.” (Raquel de Queirós)
• Transitivos diretos e indiretos (ou bitransitivos). São os que necessitam dos dois
objetos para se complementarem: objeto direto e indireto ao mesmo tempo.
Exs.: No inverno, Dona Cléia dava roupas aos pobres.
A empresa fornece comida aos trabalhadores.
Oferecemos flores à noiva.
Ceda o lugar aos mais velhos.

Predicado verbal. Seu núcleo é um verbo, seguido ou não, de complemento.


O predicado verbal pode ser formado de quatro formas:
a) com verbo intransitivo. É o que tem sentido completo. Não precisa de
complemento para formar o predicado.
Ex.: Os pessegueiros floresceram.
Os pessegueiros = sujeito.
Floresceram = predicado verbal.
Floresceram = verbo intransitivo.

b) com verbo transitivo direto. É o que não tem significação completa. Precisa de um
complemento para inteirar a informação. Esse complemento denomina-se objeto
direto.
Ex.: A família chamou o médico.
Sujeito: A família;
Verbo transitivo direto: chamou;
Predicado verbal: chamou o médico;
Objeto direto: o médico.
c) com verbo transitivo indireto. É o que pede um complemento regido de
preposição. Esse complemento denomina-se objeto indireto.
Ex.: Os jovens gostam de aventuras.
Sujeito: Os jovens;
Verbo transitivo indireto: gostam;
Predicado verbal: gostam de aventuras;
Objeto indireto: de aventuras.
d) com verbo transitivo direto e indireto. É o que se constrói com dois
complementos: objeto direto mais objeto indireto. O complemento denomina-se
objeto direto e indireto.
Ex.: O pintor ofereceu o quadro a um amigo.
Sujeito: O pintor;
Verbo transitivo direto e indireto: ofereceu;
Objeto direto: o quadro;
Objeto indireto: a um amigo;

SEGUNDO ASSUNTO: FIGURAS DE LINGUAGEM

Professor Lázaro Vitoriano


1 - METÁFORA ( do grego meta = mudança + fora = transporte).

É a transferência ou transporte do significado total e possível de uma palavra para outra


palavra. Aristóteles, filósofo grego, assim define essa figura: “Consiste em transportar para uma
coisa o nome da outra” sendo “uma espécie de comparação sem a locução comparativa”. Usa-se
palavras que apresentam uma proximidade simbólica de sentidos.
Ex.: Joana é a estrela da novela.
“Eu sou a mosca que pousou na sua sopa.”
“Estas altas árvores são umas harpas verdes com cordas de chuva que tange o vento.”
2 – COMPARAÇÃO

É uma espécie de metáfora que estabelece uma associação mais limitada de sentidos.
As palavras são aproximadas por termos de comparação: como, parece, tal qual etc.
Ex.: “Você é burra como uma porta”. (a associação de idéias limita-se apenas no sentido da
inteligência: ‘Você e a porta não são inteligentes’).
Se em vez de dizer: “Você é burra como uma porta”, fosse dito: Você é uma porta, o
leitor (ou ouvinte), poderia fazer muitas outras interpretações. Além de não inteligente, a porta é
parada, sem iniciativa, insensível, surda, assexuada etc. Metáfora, portanto, permite a
transferência ilimitada de sentido, e comparação é uma metáfora limitada.

3 - METONÍMIA

Consiste na transferência de sentido de um termo em lugar de outro, havendo entre


ambos estreita afinidade ou contigüidade de sentido.
Há muitas relações metonímicas como:
a) Parte pelo todo: As velas aproximaram-se (barcos).
b) Matéria pelo produto: Os bronzes badalaram no alto da igreja. (sinos).
c) Autor pela obra: Já li Machado de Assis e drummond. (as obras desses autores)
d) Causa pelo efeito (ou vice-versa): vivo do suor do meu rosto. (trabalho).
Respeite meus cabelos brancos (idade avançada).
e) Recipiente pelo conteúdo: Tomei um copo de água.
f) Produto pela sua origem: Comprei um Porto muito bom. (cidade de Portugal, famosa por seus
excelentes vinhos.).
g) Produto pela marca: Vou tomar uma Antarctica. (cerveja, refrigerante).
h) Do concreto para o abstrato: Nossa juventude não tem perspectiva de futuro. (jovens).
OBS: ANTONOMÁSIA é um tipo de metonímia: substitui o nome da pessoa por uma qualidade
ou realização que apresenta.
Ex.: O rei do rock morreu triste. (Elvis Presley).
O pai da aviação é brasileiro? (Santos Dumont).
A cidade maravilhosa está violenta. (Rio de Janeiro).

4 - IRONIA

Ocorre quando se tem a intenção de falar o contrário do que se está dizendo, para
criticar, satirizar ou ridicularizar a pessoa.
Exs.: Pareces realmente um santinho digno do altar.
Que prova esplêndida é a sua...
OBS.: Quando a ironia é ofensiva se diz sarcasmo. Ex.: “Olá! Tu que destróis o templo de Deus
e o reedificas em três dias, livra-te a ti mesmo, descendo da cruz.” (Evang. Marcos).

5 – EUFEMISMO

É o emprego de expressão mais suave, menos agressiva para comunicar alguma coisa
desagradável, áspera ou chocante.
Exs.: Bem, sua prova, caro aluno, poderia estar melhor. (= sua prova deixa muito a desejar).
Depois de muito sofrimento, entregou a alma ao Senhor. (= morreu).
“Caro deputado, o senhor está faltando com a verdade (mentindo). Cometeu apropriação
indevida de bens. (roubou).”
6 – PROSOPOPÉIA OU PERSONIFICAÇÃO

É a atribuição de características humanas a seres irracionais ou de seres animados a


seres inanimados.
Exs.: A ruas desertas estão tristes.
“Dona cômoda tem três gavetas, e um ar confortável de senhora rica.” (Mário Quintana).

7 - HIPÉRBOLE

expressão que exagera os fatos a fim de impressionar o leitor.


Exs.: ‘Já falei mil vezes para você confiar em mim.’
“Aquele rei procurou reunir quanta gente a terra produzira, a fim de conquistar o país.”

8 – ANTÍTESE

é o uso de palavras de sentidos opostos (antônimos) para expressar contradição.


Exs.: “Não sou alegre nem triste, sou poeta.”
“Morte e Vida Severina”.
“Uns buscam o bem; outros o mal.”

9 – GRADAÇÃO

É a colocação de idéias na ordem crescente (chamada de clímax) ou na ordem


decrescente (chamada de anticlímax).
Exs.: Na manifestação popular começaram a chegar dez, cem mil, cem mil pessoas parando o
tempo (clímax).
Começou a ficar pobre, perdeu milhões de dólares na Bolsa de Valores; cem mil reais no
Jockey; a poupança de 30 mil do filho; as jóias da mulher; a primeira casa humilde em que
morava antigamente. (anticlímax).
“Os que a servem são os que não invejam, o que não infamam, os que não conspiram, os
que não sublevam, os que não desalentam, os que não emudecem, mas pacificam, mas
discutem, as praticam a justiça, a admiração, o entusiasmo.” (Rui Barbosa).

10 – CATACRESE

É o uso inapropriado de termos específicos de certas situações ou para designar partes


de objetos por falta de termos apropriados na língua, ou mesmo, com finalidades artísticas
realçando uma idéia ou um sentimento.
Exs.: O bico do bule (de ave). A asa/orelha da xícara. A perna da mesa.
“Sabe o que a cadeira falou para a mesa? Feche as pernas que estou vendo tudo.”

11 – ALITERAÇÃO

É a repetição abundante dentro da frase, com a intenção de sugerir certos sons ou


ruídos, criar um certo clima, agitação, tranqüilidade.
Exs.: “Vozes veladas, veludosas vozes
Volúpias de violões, vozes veladas”
(Cruz e Sousa)
12 – ASSONÂNCIA

É a repetição de vogais.
Exs.: Ó formas alvas, brancas, formas claras.
(Cruz e Sousa)

13 – ONOMATOPÉIAS

É uma figura sonora que procura reproduzir ou imitar sons ou ruídos.


Exs.: Ploc, ploc, ploc. Passou um cavalo.
Tiquetaque, tiquetaque. Monotonia das horas.

14 – POLISSÍNDETO

É a repetição insistente da conjunção “e” que cadencia o ritmo fluente do verso, sem
criar pausa ou fragmentação.
Exs.: “E fala e ri e gesticula e grita.
(teus olhos)
“entrava-nos alma adentro
e via esta lama podre
e com pesar nos fitava
e com ira amaldiçoava
e com doçura nos perdoava.”
(Carlos Drummond de Andrade)

OBS.: A ausência total de conjunção chama-se ASSÍNDETO.


Exs.; falava, gesticulava, gritava.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
MAZZAROTTO, Luiz Fernando & outro’s. Manual de radação: Guia prático da Língua
Portuguesa. Difusão Cultural do Livro. São Paulo – SP. 2002 – Pp 119 –
ANDRE, Hildebrando A. de. Gramática Ilustrada. ED. Moderna. 5ª edição. São Paulo – SP. 1997.
pp 467 -
TERCEIRO ASSUNTO: VERBO

PROFESSOR Lázaro Vitoriano

Considere os seguintes exemplos:

1 – O criado abril o portão. Abril, exprime uma ação;


2 – Fernando estava doente. Estava, exprime um estado, uma situação;
3 – Nevou em São Joaquim. Nevou, expressa fenômeno da natureza.

1 - Verbo é uma palavra variável que exprime: uma ação, estado, fato ou fenômeno.

1 – O verbo varia para indicar o número e a pessoa:


1ª pessoa EU penso NÓS pensamos
2ª pessoa TU pensas VÓS pensais
3ª pessoa ELE pensa ELES pensam

ESTRUTURA VERBAL: elementos que formam os verbos (radical, vogal temática,


tema, desinência modo-temporal e desinência número-pessoal)

** - Radical – é a parte que possui a base do significado, ou seja, é o elemento


essencial do verbo. IMPORTANTE: não pode sofrer alteração.

VERBO RADICAL
Estudar Estud
Bater Bat
Sorrir Sorr

** - Vogal temática – É o elemento que se junta ao radical para formar o tema verbal.
Situada entre o radical e a desinência, indica a conjugação a que pertence o verbo:
primeira, segunda ou terceira.

Primeira conjugação A estudAr


Segunda conjugação E batEr
Terceira conjugação I sorrIr

Observação: o verbo pôr e seus derivados (compor, repor, dispor etc.) pertencem a
segunda conjugação por razões etimológicas: sua forma original no latim é POER.
Ainda presente em nossa língua; pudéssemos, puséramos.

** - Tema: é a junção do radical mais a vogal temática.

RADICAL VOGAL TEMÁTICA TEMA


estud a Estuda
bat e bate
sorr i sorri
** - Desinência modo-temporal: é o elemento que designa o tempo (presente, pretérito,
futuro) e o modo (indicativo, subjuntivo, imperativo) do verbo.

VERBO RADICA VOGAL TEMA DESINÊNCI MODO TEMPO


L TEMÁTIC A MODO-
A TEMPORAL
Estudass estud a estud sse Subjuntiv Pretérito
e a o (dúvida) imperfeit
o
Bateu bat e bate u Indicativo Pretérito
(certeza) perfeito
Sorrira sorr i sorri ra Indicativo Pretérito-
(certeza) mais-
que-
perfeito

** - Desinência número pessoal: é o elemento que designa a pessoa do discurso:


(1ª, 2ª ou 3ª) e o número: (singular e plural).

VERBO RADICAL DESINÊNCIA DESINÊNCIA NÚMERO


MODO- NÚMERO- E
TEMPORAL PESSOAL PESSOA
Estudo estud O O Singular
1ª pessoa
Bateste bat Ste Ste Singular
2ª pessoa
Sorriram sorr ram ram Plural 3ª
pessoa

** - Formas rizotônicas e arrizotônicas

RIZOTÔNICA O acento tônico cai no Opino, aprendo, nutro


radical
ARRIZOTÔNICAS O acento tônico cai na Opinei, aprenderão,
desinência nutriríamos

2 – Os tempos verbais: os fatos da ação se situam dentro de determinado tempo:

DURANTE o ato da comunicação: O PRESENTE: agora eu leio;

ANTES do ato da comunicação:


O PRETÉRITO: (= passado). O pretérito possui três divisões: PRETÉRITO
IMPERFEITO (trancava); PRETÉRITO PERFEITO (trancou) e o PRETÉRITO MAIS
QUE PERFEITO (trancara);

DEPOIS do ato da comunicação:


O FUTURO: o futuro possui duas divisões: FUTURO DO PRESENTE (ganhará) e
FUTURO DO PRETÉRITO (ganharia);

3 – Os modos verbais
Os modos indicam as diferentes maneiras de um fato se realizar. Os modos
verbais são três:

1 – INDICATIVO. Indica um fato certo, positivo:


Ex.: vou hoje, saíram cedo.
2 – IMPERATIVO. O imperativo expressa ordem, conselho, pedido, proibição:
Ex.: Volte logo; Não fiquem aqui; Sejam prudentes.
3 – SUBJUNTIVO. Enuncia um fato possível, duvidoso, hipotético:
Ex.: É possível que chova; Se você trabalhasse, não passaria fome.

Quanto ao tempo podem der SIMPLES ou COMPOSTOS:

a) SIMPLES: nesta forma, a conjugação é simples, o verbo apresenta-se de forma


simples. (leio, andava, corremos etc.);
b) COMPOSTA: os verbos apresentam-se de forma composta. (tinha lido, tinha
andado, havia corrido etc.).

4 – As formas nominais dos verbos. Chamam-se formas nominais, porque além do


valor verbal, podem ter a função de nomes (substantivos, adjetivos e verbos).
Anunciam um fato de maneira vaga, imprecisa, impessoal.

As formas nominais se dividem em:

1 – INFINITIVO IMPESSOAL: enuncia a significação do verbo de modo inteiramente


vago. O nome do verbo. (cantar, vender, partir etc.);
2 – INFINITIVO PESSOAL: é o infinitivo ligado às pessoas do discurso, neste caso, há
a presença do sujeito na forma verbal. (cantares, sermos, cantar, cantardes,
cantarem.);
3 – GERÚNDIO: o gerúndio ajuda a expressar o aspecto ou a duração da ação.
Possui a terminação em ndo. (andando, falando, plantando);
4 – PARTICÍPIO: a terminação do verbo no particípio é - ado, - ido. (partido, estudado,
plantado, ferido, vendido).

5 – Vozes dos verbos

1 – VOZ ATIVA: na voz ativa o sujeito pratica a ação verbal. (O patrão chamou o
empregado.);
2 – VOZ PASSIVA: na voz passiva o sujeito recebe a ação verbal. (O empregado foi
chamado pelo patrão.);
3 – VOZ REFLEXIVA: o sujeito pratica e recebe a ação verbal. A voz reflexiva é a
combinação da voz ativa com o pronome oblíquo átono da mesma pessoa do sujeito.
(A criança feriu-se na gangorra; Judas enforcou-se; Tu te lavas; Eu me lavo; Eles se
lavam etc.).

6 – Verbos auxiliares
Os principais verbos auxiliares são: ter, haver, ser e estar.

7 – CONJUGAÇÕES VERBAIS
Os verbos da Língua Portuguesa se agrupam em três conjugações:
VERBOS VOGAL M. DE INFINIT. CONJUGAÇÃO
Cantar a r primeira conjug.
Bater e r segunda conjug.
Partir i r terceira conjug.
8 - CLASSIFICAÇÃO DOS VERBOS

1 – REGULARES: são verbos que apresentam as desinências normais de sua


conjugação e não apresentam alterações no radical (cant o, cant ava, cant ei, cant
ará, cant asse).
2 – IRREGULARES: são os verbos que apresentam alteração no radical e nas
desinências (faço, fazia, fiz, farei, fizesse; querer, quero, queria, quis, quisesse).
3 – DEFECTIVOS: são os verbos que não apresentam conjugação completa,
como: (polir, falir e outros que indicam fenômenos da natureza, como: chover, trovejar, etc.).
4 – ABUNDANTES: são os verbos que possuem mais de uma forma com o
mesmo valor (matar: matado, morto; enxugar: enxugado enxuto).
5 – ANÔMALOS: São os que admitem mais de um radical (IR: vou, fui, irei; SER:
sou, és, é).

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