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Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Licenciatura em Geografia

Ecologia Geral

Professora: Michele Silva

Aluno: Lucas Salgado Silva

Avaliação de Ecologia

Rio de Janeiro, 2021


INTRODUÇÃO

Compreender todos os aspectos e importâncias do bioma Pantanal para a


biodiversidade do Brasil. Desde aspectos físicos (climáticos, hidrográficos e
geomorfológicos) à sua biodiversidade (fauna, flora e espécies endêmicas), seus
limites territoriais e a relação que o ser humano tem com esse bioma tão rico e único.

Principais fontes de consultas:

https://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/areas_prioritarias/pantanal/

https://www.turismo.ms.gov.br/conheca-ms/pantanal/

https://whc.unesco.org/en/list/999/

https://educa.ibge.gov.br/jovens/conheca-o-brasil/territorio/18307-biomas-
brasileiros.html#:~:text=Em%20nosso%20pa%C3%ADs%20podemos%20encontrar,
%2C%20Caatinga%2C%20Pampa%20e%20Pantanal.

http://www.imasul.ms.gov.br/hoje-e-o-dia-do-pantanal-patrimonio-da-humanidade-e-
reserva-da-
biosfera/#:~:text=O%20bioma%20Pantanal%20%C3%A9%20o,Reserva%20da%20
Biosfera%20pela%20Unesco.

Rio de Janeiro, 2021


Ocupando cerca de 2% (dois por cento) do território nacional, o Pantanal é um dos
seis biomas brasileiros e é considerado um Patrimônio Natural da Humanidade e
Reserva da Biosfera pela Unesco. É chamado de ‘’reino das águas’’ principalmente
por ser a maior área úmida continental do planeta, com 220 mil km², estando 120 mil
km² em solo brasileiro. Sua ocupação territorial é equivalente a soma das áreas de
quatro países europeus, Bélgica, Suíça, Portugal e Holanda. O Pantanal se estende
desde o sul do Mato Grosso até o sudoeste do Mato Grosso do Sul, passando ainda
por parte da Bolívia e do Paraguai.

Figura 1 - Mapa territorial dos biomas brasileiros .

Fonte: IBGE e MMA. Elaboração: SEPLAG/DEPLAN (2014).

Rio de Janeiro, 2021


Com a maior parte do solo predominantemente inundável, o Pantanal se torna único
e com uma biodiversidade rica, mas ao mesmo tempo prejudicial no ponto de vista
agrícola, que junto ao turismo é uma das principais atividades econômicas na região.
O clima é tropical, ou seja, com duas estações bem definidas, o verão chuvoso e o
inverno seco. De janeiro até abril é o período das cheias, que apesar de tornar o solo
muito infértil para atividades agrícolas, as planícies inundadas ficam ricas em flora e
é o início das chegadas das aves, além do turismo ser mais procurado nessa época
do ano. Entre maio e julho é o período da vazante (transição da ‘’cheia’’ para a ‘’seca’’),
com noites frias e dias secos, já mais para o final do ano, entre agosto e dezembro, é
quando ocorre os nascimentos dos filhotes, os rios ficam bem mais secos e ocorrem
mudanças bruscas na temperatura.

Figura 2 - Pantanal visto de cima durante a primavera.

Fonte: site https://blog.biologiatotal.com.br/o-pantanal-brasileiro/

Como citado anteriormente o Pantanal tem uma biodiversidade extremamente


abundante, de acordo com a World Wide Fund For Nature (WWF) são 4700 espécies
incluindo plantas e vertebrados. Desse total são 3500 espécies de plantas, 325 de
peixes, 53 de anfíbios, 98 de répteis, 656 de aves e 159 espécies de mamíferos, sendo
duas delas endêmicas. Já em relação aos invertebrados, são 1100 espécies apenas
de borboletas. Embora tamanha riqueza na fauna e flora, a maioria dessas espécies
não são exclusivas do Pantanal, já que o mesmo é cercado por outros biomas como
o Cerrado, a Floresta Amazônica, o Chaco e Mata Atlântica.

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Figura 3 - Jacarés no Pantanal durante o pôr do sol.

Fonte: Cristian Dimitrius/NatGeo.

Apesar de ter sido o Bioma mais preservado do mundo, com cerca de 80% do seu
território original ainda existente, o Pantanal vem sofrendo diversos impactos
ambientais preocupantes principalmente nos últimos anos. Por depender da
manutenção do ciclo hidrológico, que permite o subir e baixar das águas, qualquer
mudança nesse ciclo pode comprometer os ecossistemas e modificar toda essa
paisagem. A caça predatória, a pecuária não sustentável e a monocultura de soja e
cana-de-açucar são os principais impactos ambientais na região, já que ocorre o
desmatamento de grandes áreas e podem gerar impactos negativos nas nascentes e
cabeceiras dos rios, alterando de forma drástica toda a planície inundável. Segundo o
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) somente em 2020 foi queimada
uma área de 23 mil km², dez vezes maior do que entre 2000 e 2019 que foram 2.1 mil
km² de área nativa consumida pelas chamas.

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Gráfico 1 - Perda acumulada (em Km²) de vegetação no Pantanal.

Gráfico: Economia/G1 Fonte: IBGE.

É de suma importância que o Pantanal seja preservado pois é um enorme berçário da


biodiversidade brasileira. Organizações não governamentais devem agir como a
World Wide Fund For Nature (WWF), trabalhando em conjunto com o Governo federal,
bem como universidades e principalmente com pecuaristas e empresários para assim
preservar um dos biomas mais ricos do Brasil.

Figura 4 - Brigadista combatendo incêndio no Pantanal.

Fonte: Pedro Silvestre/Canal Rural.

Rio de Janeiro, 2021


Referências Bibliográficas:

WWF. World Wide Fund For Nature. Pantanal. Disponível em:


https://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/areas_prioritarias/pantanal. Acesso em: 28/05/2021.

WWF. World Wide Fund For Nature. Bioma Pantanal. Disponível em:
https://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/areas_prioritarias/pantanal/bioma_pantanal/. Acesso em:
28/05/2021.

FUNDTUR-MS. Conheça o Pantanal. Disponível em: https://www.turismo.ms.gov.br/conheca-


ms/pantanal/. Acesso em: 28/05/2021.

ONU. Unesco. Pantanal Conservation Area. Disponível em: https://whc.unesco.org/en/list/999/.


Acesso em: 28/05/2021.

IBGE. Educa IBGE. Biomas Brasileiros. Disponível em: https://educa.ibge.gov.br/jovens/conheca-o-


brasil/territorio/18307-biomas-
brasileiros.html#:~:text=Em%20nosso%20pa%C3%ADs%20podemos%20encontrar,%2C%20Caating
a%2C%20Pampa%20e%20Pantanal. Acesso em: 28/05/2021.

IMASUL. Pantanal. Disponível em: http://www.imasul.ms.gov.br/hoje-e-o-dia-do-pantanal-patrimonio-


da-humanidade-e-reserva-da-
biosfera/#:~:text=O%20bioma%20Pantanal%20%C3%A9%20o,Reserva%20da%20Biosfera%20pela
%20Unesco. Acesso em: 28/05/2021.

Rio de Janeiro, 2021

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