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2ª- A Revolução das Crises

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Estudo sobre a Lei da Precariedade EYES IN BLOOD


FÓRMULA DO PLENO EMPREGO REALIZA-SE COM EMPREGADOS EFECTIVOS
E EMPREGADOS DISPONÍVEIS (100% de EF e 15% a 30% de ED):

PE = (EI/MP)+(ENPu+ENPr)+(RMG.)

Temas a desenvolver na descrição.

1. As Leis que dizem integrar os trabalhadores independentes na Segurança Social são


todas falsas, porque o resultado na prática é o contrário, logo a causa é o sistema e não o
empregador ou o trabalhador independente.

2. A legislação fiscal é um ataque estrangeiro, muitas regras, contas, cada movimento, cada
acção ou operação é um sistema complexo de regas e sub-regras, com o objectivo de
destruir as empresas e as pessoas, como se o objecto das empresas fosse a sua
actividade, a actividade fiscal e a segurança social.

3. Atacar o empregador é a ordem máxima, fingindo leis boas em que a precariedade no


emprego é causada pelo empregador e não pelo Estado cobrador, usurpador, falso e
abandonador. Logo a lei da precariedade, proposta pelo Grupo Geração à Rasca, é um
erro elevado ao quadrado. Dolosa ou não é sempre uma falsidade escondida, porque
toma o empregador como causa de um problema, que sem sequer entra na sua
responsabilidade ou objecto socioeconómico.

4. A proposta de lei afinal não é uma proposta mas já uma lei, pois de iniciativa legislativa
não tem nada. De facto, em vez de apresentar uma iniciativa legislativa apresenta a lei
final usurpando as funções ao poder legislativo. Ora, uma iniciativa legislativa é a
apresentação dos direitos sobre determinado objecto. As pessoas que a fizeram
confundem proposta de lei com descrição da lei. Uma proposta de lei é uma descrição
articulada para fazer uma lei, apresentando ou não os seus termos no final da memória
descritiva, e não tão só a redacção da eventual lei. O legislador emitiu a lei da iniciativa
legislativa (lei 17/2003) mas só ele a compreende, depois vêm as pessoas e mantêm o
sentido literal.

5. A proposta de lei deturpa pois o “Entendimento”, repare que não cumpre o artigo 6º da
lei 17 de 2003. Não há relatório mas apenas um dever, nem sequer identifica a tipologia

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Miguel Meireles
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dos empregadores e dos independentes, como se todas as empresas (empregadores,
trabalhadores independentes por conta de outrem e independentes por conta própria)
tivessem a mesma estrutura, o mesmo objecto as mesmas finalidades.

6. Lei da Precariedade do Grupo Geração á Rasca “foi elaborada à 30 anos atrás”, antes da
Economia do Conhecimento, e destinava-se apenas a empresas cuja estrutura o permita,
designadamente empresas de objecto duradouro e marcas capitalistas e monopólios.
Ora, em Portugal um sem número de empresas e trabalhadores que usam os recibos
verdes, contratos a prazo e trabalho temporário são associações, pequenas empresas
cuja estrutura e tipo de mercado não permite prever a sua duração de vida, ou grandes
empresas para fins específicos cujo objecto é de igual forma instável, para além de na
maioria os trabalhadores estarem em fase de transição (jovens ou desempregados).

7. Se existisse o TMG a nenhuma empresa e a nenhum trabalhador interessava trabalhar


sem contrato e sem recibos, todos queriam dar emprego ou trabalhar com registo, logo
inexistia fraude e existiria o pleno emprego, porque nenhum cidadão estaria dependente
do mercado ou da crise económica e financeira. Isto é, toda a estrutura sócio económica
se tornaria constante em necessidades e recursos, contrariando-se a lei económica
capitalista e socialista falsa das necessidades ilimitadas e recursos escassos.

No TMG, metade paga o Estado pelo Rendimento Mínimo Garantido e metade paga a
empresa de necessidades públicas. As ENP têm viabilidade económica em todas as áreas
de actividade e podia ser aproveitada também em áreas de mercado reduzido como por
exemplo de base estrutural (saúde, ensino, transportes, etc.) e sociológica (recuperação
de habitações, tratamento de florestas, reciclagem, arqueologia, referendos, etc.), uma
vez que este tipo de empresa viabiliza a sua economia através de recursos abaixo de
todos os mercados, podendo fazer negócios até 70% menos do que seria normal, em
função do apoio do RMG e das soluções encontradas na gestão de tesouraria. Para isso,
por exemplo, bastaria o emprego flexível ou oscilando entre um mínimo de 50% e um
máximo de 150% em relação a 8 horas de trabalho diário.

Também não haveria razão para ter receio da idade de reforma para as pessoas ainda
muito capazes, porque enquanto o fossem podiam facilmente transitar para uma ENP.

Em todos os países, o dinheiro mal empregue e o lucro pessoal indevido dará para criar
postos de trabalho para 30% da sua população, porque a sociedade se divide
genericamente em 30/70-70/30. Portanto, em Portugal podia haver 3 milhões de
desocupados (desempregados, deficientes e reformados com capacidade), que nunca
seriam desempregados efectivos.

A massa salarial desocupada podia ainda transitar para qualquer empresa normal a todo
o tempo e sem qualquer prejuízo, em razão de que o serviço público não tinha perdas
financeiras. Ao contrário, um novo empregado de uma empresa normal seria uma

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poupança para o Estado e um desencargo para a ENP, porque transitaria as horas de
trabalho perdidas para outros trabalhadores com menos carga horária, distribuindo-as
sem aumento de vencimento em razão da flexibilidade do tempo de ocupação (como
vimos entre 50% a 150% - entre 4 horas a menos que 8 a 4 horas a mais do que 8 -
embora a eventual existência de horas extraordinárias se justificassem apenas para os
primeiros dias enquanto não era estudada e implementada a distribuição horária. Por
exemplo, meia hora por 16 pessoas com 4 horas de trabalho efectivas, seria igual a 8
horas distribuídas).

Este é o pleno emprego.

A seguir … a descrição sobre a lei da precariedade e da fórmula do pleno emprego.

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A Lei da Precariedade apresentada pelo Grupo Geração à Rasca
É uma desintenção?

Introdução
A primeira descoberta é que, na proposta de lei sobre a precariedade, não se apresentam as
exigências do artigo 6º (Requisitos), da Lei 17/2003, de 4 de Junho. Também as pessoas que a
elaboraram não sabem o que é nem como se faz uma proposta de lei, julgando que têm de
apresentar a lei já estruturada e, assim, sem mais nada, como se tivesse caído do ar, em vez de
fazer o pedido com um articulado sobre o objecto da proposta (descrição dos motivos,
fundamentos e implicações económicas e sócias das partes envolvidas).

Na realidade, a proposta é feita pelos cidadãos, mas não passa disso. A lei que resulta da proposta
é feita pelo poder legislativo, consultados os peritos.

Ora, nesta proposta nada disto é feito, como se bastassem as assinaturas para a tentar aplicar,
sem que haja prova das causas e das consequências e sem realizar a amostra das entidades
consultadas, designadamente alguns empregadores no terreno (empresas e associações) e alguns
empregados a recibos verdes, a prazo e a tempo aleatório. Sim, porque uma proposta não se pode
basear em estatísticas, pois assim não seria uma proposta de iniciativa dos cidadãos mas baseada
em estatísticas do próprio Estado.

Portanto, não foi feito o trabalho de casa e querem fazer assinar uma proposta de lei à toa,
deturpando a realidade indirecta dos factos, simplesmente porque não realizaram o método
científico para chegar ao pragmatismo exigido no artigo 6º da lei 17/2003.

Provavelmente as pessoas que estão na génese da proposta de lei nem sequer sabem o que é uma
amostra, o que é, como e onde se aplica o método indutivo, até não sabem o que é conhecer
quanto mais entender o acto de conhecer, porque a sua vida terá tido sempre a mania do
facilitismo e da aquisição de tudo feito. São os juristas, advogados e meninos do sistema
inventado e não criado, porque para eles não há criação só evolução. Por isso, para eles as coisas
estudam-se a partir das consequências e não das causas. Mas, “Cessante causa, cessat effectus”.

A deturpação da Realidade
Ora, uma coisa é o contrato de trabalho ser ilegal, se existirem abusos, e outra é os recibos verdes
serem falsos, e muito mais ilegal e contra senso é existir contrato de trabalho a prazo ou trabalho
temporário tomando o empregador como causa e culpa, naturalmente nem sequer enunciando se
foram verificadas todas as situações e discriminadas as tipologias de empregadores e de
trabalhadores independentes.

Ora, os recibos verdes, o contrato a prazo e temporário só são usados em tipos de entidades e
situações específicas, e essas situações específicas são essencialmente os tipos de estrutura dos

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empregadores e os tipos de objectivos dos trabalhadores. Cabe à Administração classificar as
estruturas que podem usar esses métodos, juntando-lhe depois a Fórmula do Pleno Emprego.

Assim, todo o trabalhador precário deixa de o ser uma vez que só a sua profissão será instável e
não o seu sustento e estabilidade financeira. Também deve o trabalhador ser remunerado de
forma igualitária, ou seja, consoante a idade (reflecte no ganho a experiencia e a capacidade) em
pelo menos três níveis e em que o primeiro nível é o SMN.

Portanto, o recibo verde serve para flexibilizar a empregabilidade e não para tornar precário o
emprego. Ou seja, a precariedade resulta dessa flexibilidade e consiste tão só na possibilidade de
o termo de contrato ser a qualquer tempo, ou no facto de se receber abaixo do estipulado por lei,
situação que emocionalmente prejudica o trabalhador em face das suas necessidades e
compromissos constantes ou inadiáveis durante a vida.

Conclusão o problema não é que a precariedade do emprego a recibos verdes seja criado pelo
empregador, porque as empresas precisam dessa flexibilidade em função da estrutura interna e
socioeconómica geral, o problema é a inexistência do Trabalho Mínimo Garantido, para o caso de
ser despedido a qualquer tempo, a juntar ao Rendimento Social de Inserção, uma vez que não
haveria lugar ao fundo de desemprego para trabalhadores independentes por conta de outrem ou
trabalhadores independentes por conta própria.

A função da associação e da empresa é o seu objecto e não a carga dos serviços que devem ser
realizados pela Administração, cujos membros querem apenas cobrar e passar o tempo nos
“Cruzeiros Da Silva”.

Os impostos às empresas para empregar são um crime público numero 1, e destinam-se apenas às
empresas nacionais, como meio de intromissão estrangeira. Daí a explicação de o Estado só
pensar em impostos e deveres, mas iniciativas para emprego nada.

Ora, as receitas do Estado devem ser obtidas de forma abstracta, se for proibido o lucro pessoal, e
se o lucro colectivo for propriedade do Estado para que a receita seja directa e sem despesa
administrativa. Ou seja, o que não pode ser tomada é a propriedade privada mas sim o seu lucro,
em que uma parte são imposto directo (30%) e outra parte a despesa futura, a manutenção e o
desenvolvimento da própria empresa (o lucro fica retido na empresa e aplicado nela e não nos
bens pessoais, na conspiração e na corrupção).

Depois, também se descobre que, afinal, o prejuízo no actual sistema é, para o trabalhador a
recibo verde, causado pelos impostos para a Seg. Social, IRS, e Acto Isolado, quando se sabe que,
para a maioria destes trabalhadores, a receita é sempre igual ao investimento até á fase de
cruzeiro (3 a 5 anos). Mas o Estado quer cobrar até sem receita e sem actividade estável, logo no
início, embutindo o empregador.

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Portanto, mais uma vez se conclui que a precariedade não é causada pelo empregador mas pelo
Estado cobrador, usurpador, falso e abandonador.

Se…

Trabalhas para outrem nas suas instalações, obedeces à hierarquia da empresa, horário, etc., mas
passas recibos verdes, és um trabalhador independente por conta de outrem. Não tens contrato
de trabalho porque a empresa estipulou como medida de emprego essa condição específica de
forma a ter flexibilidade, não porque a sua intenção seja criar a precariedade, ou seja, ao
contrário, o que a empresa pretende é criar outra forma de trabalho registado para, ao mesmo
tempo, permitir mais emprego quando há uma tipologia de emprego que só funciona nessas
condições, para além de demitir a burocracia porque esta não faz parte do seu objecto.

Por exemplo, estes casos acontecem muito nas associações sem fins lucrativos e nas pequenas
empresas, mas também nas grandes empresas.

Se passas recibos verdes e recebes um salário abaixo do SMN, há um contrato de trabalho


independente a recibos verdes mas existe uma situação ilegal, mas não são os recibos verdes que
são falsos.

Os recibos verdes são falsos tão só quando a sua emissão não se destina nem a certificar a
existência de trabalho e nem os valores inscritos correspondem à realidade.

As justificações da Proposta de lei

Ora, nem com o fundo de desemprego a pessoa pode estar sem trabalhar, excepto no caso de
doença ou apoio à família.

Ora, a recibos verdes, o trabalhador independente pode ser despedido a qualquer tempo, daí se
alegar que tal é uma precariedade de trabalho por culpa da empresa. Errado.

Quanto a doença ou apoio à família, das duas uma, ou se trabalha ou se não trabalha. Na questão
do apoio à família, no agregado familiar, o trabalhador pode perder o posto de trabalho mas
automaticamente coloca-se na dependência do RSI ou do Fundo de Desemprego, por determinado
prazo renovável. Portanto, nesta questão, a existir falta é da Administração e não do empregador.
Daí a necessidade do Emprego Mínimo Garantido e do Rendimento Mínimo Garantido.

Portanto a comunidade devia ter empresas para empregar a massa salarial desocupada, tornando-
a em Empregados Disponíveis. Disponíveis porque podem ser captados nessas empresas por
qualquer empresa do mercado privado normal.

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Se existisse o TMG, a nenhuma empresa e a nenhum trabalhador interessava trabalhar sem
contrato e sem recibos. Terminava a precariedade e a fuga aos impostos, pois nada disso iria
beneficiar quer o empregador e quer o trabalhador.

O trabalho temporário serve essencialmente os jovens em fase de desenvolvimento ou pessoas


em fase de transição, universitários, etc., através, por exemplo do acto único, experiencia de
emprego próprio, etc.

O contrato a prazo serve as necessidades de determinadas empresas, dependendo da sua fase, do


seu planeamento e das características e oscilações de mercado. Portanto, não há nada contra o
contrato a prazo pois é o mercado que o define, ou seja, a causa destina-se à consequência. A
empresa tem de se adaptar ao mercado estruturado e suas oscilações para ter flexibilidade de
actuação, de outra forma era prejudicial para a estabilidade funcional da empresa, e uma vez que
não se pode inventar trabalho ou mercado para quando queremos.

Os recibos verde servem pois uma população com características específicas.

Não há falso trabalho independente, só se as leis forem falsas e a sua intenção for a perseguição.

A precariedade temporária nestes termos é sanada em parte com o Rendimento Social de


Inserção, porque enquanto existir trabalho temporário ou a prazo muito curto, o cidadão tem
direito a receber sempre um determinado valor.

Para sanar a precariedade nestes termos o Estado pode também associar o RSI à empresa do
trabalhador, de maneira a que este fique vinculado à empresa até recolocação ou novo emprego.

Pode ainda o Estado constituir empresas em várias áreas, nomeadamente em requalificação


pública ou nas autarquias, para criar emprego a todos os desempregados e fazendo rodar a massa
ocupada com uma massa desocupada em determinados prazos, de forma a manter um equilíbrio
de massa disponível para as empresas, pois estas não podem esperar pelo tempo mas sim pelas
oportunidades e fazes de mercado. Mesmo assim, todas as pessoas desocupadas podem estar
empregadas pois, a chamada para uma empresa não implica prejuízos quando o trabalhador é
pescado no serviço público, ao contrário, é um benefício para o Estado que essa pessoa seja
captada.

PE- Pleno Emprego


EI/MP – Empresas Independentes de Mercado Privado
ENPu – Empresas de Necessidades Públicas
ENPr – Empresas de Necessidades Privadas
RMG- Rendimento Mínimo Garantido

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A Democracia Directa
Lei da Precariedade é uma fraude porque, propor uma lei por iniciativa dos cidadãos mas que visa
os próprios cidadãos ou as empresas é um contra senso, ou seja, é contra a democracia directa. Os
únicos sentidos possíveis da democracia directa na condição de cidadãos são:

A- Dos cidadãos para o Estado (reclama direitos), ou seja, não reclama a si mesma o direito
mas a uma função do Estado.
B- Do Estado para os cidadãos (reclama deveres), ou seja, não reclama a si mesma o direito
mas a uma função dos cidadãos.

Não existe sentido dos cidadãos para os cidadãos, ou seja, detectado um problema o cidadão faz
uma proposta de criação ou alteração de lei através da memória descritiva da questão a resolver.
Portanto não é um documento a si dirigido a não ser como prejudicado.

Remetida à Assembleia da República é realizado o exame da massa crítica para identificar a causa
e a consequência do problema, de forma a saber a quem se destina a lei (ou à Administração, ou
ao Cidadão, ou à Entidade ou a partes conjuntas). Portanto é o poder legislativo que sabe como e
a quem dirigir a lei e não o cidadão mesmo com a colaboração de professores e juristas, pois cabe
ao poder legislativo verificar e consultar as entidades que bem entender de forma a elaborar a lei.

Uma iniciativa dos cidadãos só contém direitos, direito a isto, direito àquilo, etc. Não contém a
solução, excepto se os seus responsáveis forem chamados a revelar a sua ideia ou obrigados a
intervir na fase de apreciação, através da sua Comissão de Representação (artigo 7º a 11º, da lei
17/2003).

Depois da admissão, o legislador transforma a proposta ou questão numa norma pronta a votar na
especialidade. Essa transformação se destina a quem tem o dever de sanar a causa, ou à
Administração, ou aos cidadãos, ou às entidades colectivas, ou a partes conjuntas, rectificando o
procedimento e deveres de cada uma delas. Ou seja, rectifica os actos legais para atribuir os
direitos eventualmente omitidos pela Administração contra as entidades colectivas, de maneira a
que a situação seja sanada, ou rectifica os deveres dos cidadãos para com a Administração, ou os
deveres das entidades colectivas para com os cidadãos.

No caso de leis dirigidas a entidades colectivas por causa da sua relação com os cidadãos, elas têm
de conter as suas atribuições se forem garantidos os meios correntes, ou seja, a capacidade ou
força que lhes permitirá cumprir a lei. Obrigar ao cumprimento de uma lei mas sem que estejam
discriminados os meios correntes é a mesma coisa que “ao nascer um bebé cobrar desde um
imposto se não começar já a falar”.

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Complementos
Na verdade, uma lei que pretende sanar ou reduzir a precariedade no emprego tem a ver com a
sociedade civil, portanto não se pode dirigir à sociedade civil porque esta não tem capacidade de
“ius imperii”.

Um problema da sociedade civil sai desta para o Estado de forma que seja o Estado a resolver a
situação, apresentando uma proposta de lei que descubra imperfeições nas leis que regulam a
própria administração, nomeadamente a fiscalização, meios de sanar a precariedade dando meios
aos empregadores, etc.

Conclusão, quando uma proposta de lei é apresentada como saindo da sociedade civil e se dirija à
própria sociedade civil é uma fraude, significa que tem um interesse obscuro, neste caso destruir a
capacidade das empresas, porque a questão que devia ser detectada era a ligação entre a causa e
o prejuízo. Ai se descobriria que é a falta de Administração no apoio às empresas ou a falta de
outra actividade, e não as empresas, que querem ou criam a precariedade, já que esta é resultante
da necessidade de flexibilização. Descoberta a ligação, facilmente se descobria, também, o que
está omisso ou não descoberto que deveria sanar a precariedade criada pela imperfeição do
sistema. Ora, era a Fórmula do Pleno Emprego, como objecto ou sistema complementar em falta,
que era necessária para completar o que já existe, e que, afinal, determinava a existência da
precariedade no trabalho independente.

O estereótipo que diz que a luta deve ser contra os empresários, é uma mentira, dado que não
compete a estes a resolução da precariedade, apenas lhe compete empregar e pagar mais nada.
Atacar os patrões e o lucro dos outros é puro abuso e crime.

As Leis que dizem integrar os trabalhadores independentes na Segurança Social é são todas falsas,
pois o resultado é o contrário. De facto, as leis atacam os empregadores e o emprego mas são
enunciadas pelo Governo como para os beneficiar (parece mas não é, são as chamadas leis
sofistas).

O que é uma iniciativa legislativa dos Cidadãos


É uma iniciativa em que os cidadãos, detectando um problema, apresentam à Assembleia da
República a descrição dos seus direitos baseada num estudo em que se provam as causas e as
consequências detectadas, neste caso depois de fazer uma amostra com a participação das partes
envolvidas (empregador e trabalhador independente).

Ou seja, a proposta é uma descrição articulada para fazer a lei e não a lei já feita, tem de conter o
estudo indutivo que prove a sua necessidade e realidade certa.

O artigo 3º da proposta de lei não apresenta qualquer fundamento em nenhuma alínea. Não se
sabe porquê nem como é que é possível que o contrato a termo certo pode ser renovado apenas
três vezes e sem exercer a duração de 18 meses. Não se sabe porquê e como é que esse período

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tem de ser convertido em contrato a termo. Porquê e como é que o empregador fica inibido de
contratar se for denunciado o contrato? Ora, até parece que quem manda na empresa é a lei e
não a razão!

No artigo 4º, porquê e como é que na realidade do objecto de um empregador, se fica obrigado ao
contrato de trabalho. É só contratar mais nada, quais as garantias ou capacidades que a empresa
tem de ter para contratar nessas condições, isso não é preciso discriminar?

Tudo isto deve ser só porque alguém acha que a economia resulta da sua teoria. Ora, a economia
é uma estrutura social baseada em investimentos constantes, ou seja, é contingente a necessidade
e o recurso. A economia não é uma teoria de Marx, para protagonismo delirante.

O que Marx diz é para entender ao contrário ou deturpado, é esse o Código dos sofistas.

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