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Aspectos gerais das

estruturas de aço
Estruturas de Aço – Aula 01
Prof.: Jéssica Beatriz da Silva
jessicabeatriz18@gmail.com
Introdução
O aço aparece frequentemente como alternativa viável para diversos tipos de
empreendimentos, deixou de ser um material empregado predominantemente em
edifícios industriais e grandes coberturas, sendo utilizadas em diversos tipos de
edificações.

Isso se deve à compreensão das características do material que interferem de forma


positiva em várias etapas da construção, reduzindo peso próprio, aliviando cargas nas
fundações, facilitando instalações de canteiro de obras, reduzindo prazos e custos.
Introdução
Coberturas e shopping
Introdução

Ponte Golden Gate Ponte Dom Pedro II


Introdução
Passarela no Rio de Janeiro
Introdução
Museu do Amanhã
Introdução
O aço é uma liga metálica composta basicamente de ferro e de pequenas quantidades
de carbono, que é responsável por sua resistência e ductilidade. Outros elementos
podem ser adicionados para melhorar suas propriedades ou conferir propriedades
especiais como resistência à corrosão e a temperaturas elevadas.

Em função da composição química, é possível produzir diferentes tipos de aços


estruturais com características diversas.

% carbono Resistência Ductilidade e


mecânica soldabilidade

Quantidade de carbono: C ≤ 0,3%


Introdução
Uma das vantagens do uso de aço em estruturas é o fato de ser um material
homogêneo de simples caracterização e de propriedades bem definidas, ou seja,
independente do tipo de aço algumas propriedades são praticamente constante, como
as apresentadas na tabela abaixo.

Módulo de elasticidade E= 20000 kN/cm2

Módulo de elasticidade transversal G= 7700 kN/cm2

Coeficiente de Poisson ν=0,3

Coeficiente de dilatação térmica β=1,2.10−5 /°C

Massa específica r=7.850 kg/m³


Introdução
As principais vantagens das estruturas de aço são:

• Alta resistência do aço em comparação com outros materiais.


• É um material homogêneo de produção controlada.
• As estruturas são produzidas em fábricas por processos industrializados seriados,
cujo efeito escala favorece a menores prazos e menores custos.
• Os elementos das estruturas metálicas podem ser desmontados e substituídos com
facilidade e permitem também o reforço quando necessário.
• A possibilidade de vencer maiores vãos livres, dando mais liberdade ao projeto
arquitetônico.
• Menor prazo de execução se comparado com outros materiais, principalmente,
porque sua fabricação pode ocorrer junto com a terraplanagem, fundações.
Introdução
As desvantagens que podem ser citadas são:

• Por possuir seções mais esbeltas, deve-se ter maior preocupação com a flambagem
de peças comprimidas.
• Maior vulnerabilidade em episódios de ventos fortes.
• O comportamento ao fogo exige maiores cuidados.
• O ruído gerado ou as vibrações, como em mezaninos, pode ser incômodo ao usuário
de edificações.
• Vulnerabilidade à corrosão.
• Por requerer mão de obra treinada e especializada, é comum falhas executivas na
concepção estrutural de elementos, podendo ocorrer danos à edificação.
Processo de fabricação
Em linhas gerais, a fabricação do aço compreende o aproveitamento do ferro, pela eliminação
progressiva das impurezas contidas no minério de ferro que, na forma líquida, recebe adições que
lhe conferem as características desejadas, sendo então solidificado e trabalhado para a forma
requerida.
Processo de fabricação

Pode-se resumir o processo de fabricação do aço em quatro etapas:

1. Preparação da matéria-prima;

2. Redução;

3. Refino;

4. Laminação.
Processo de fabricação
Preparo das matérias-primas: na coqueria o minério de carvão é transformado em
coque siderúrgico e na sinterização os finos de minério de ferro são aglutinados a fim
de conferir-lhes granulometria adequada ao processo siderúrgico, o produto resultante
é chamado sínter.
Processo de fabricação
Redução e produção do ferro-gusa: coque, sínter e escorificações são colocados na no alto-
forno, os materiais são fundidos e dá início ao processo de redução do minério de ferro em um
metal líquido chamado ferro-gusa, tendo como produto secundário escória de alto-forno, que
pode ser reaproveitada na fabricação de cimento.
Processo de fabricação
Refino e produção do aço: na aciaria, é feita a retirada de carbono do gusa, por meio
de injeção de oxigênio puro, que o transforma em aço líquido.
Processo de fabricação
Refino e produção do aço: O aço pronto é vazado para uma panela e transportado para
outro forno. No forno panela o aço passa por um refino secundário para ajustar sua
temperatura e composição química, algumas ligas metálicas são adicionadas
Processo de fabricação

Refino e produção do aço: em seguida,


escorre pela máquina do lingotamento
contínuo onde é resfriado e transformado
em placas ou tarugos que serão cortados
em dimensões adequadas para a
laminação.
Processo de fabricação
Laminação: as placas ou tarugos, por meio de compressão entre cilindros metálicos
na Laminação, são transformados em chapas ou perfis laminados, respectivamente.
Se inicia no forno de reaquecimento, onde os tarugos tem sua temperatura elevada
para permitir a laminação à quente.
Processo de fabricação
Laminação: nas gaiolas de desbaste são feitas as primeira deformações, nas gaiolas
intermediárias vai sendo conformado, quem dá a forma ao produto final é a gaiola do
acabador, que pode dar a forma de barra ou rolo. Desta forma são produzidos perfis,
barras e cantoneiras.
Processo de fabricação –
perfis formados a frio
O método usado no processo de formação a frio, não pode ser considerado completamente frio,
pois as prensas e rolos causam calor por fricção e por movimento, dessa forma o calor por si só
não é suficiente para fundir ou deformar a chapa de aço sem pressão adicional.
Então o aço formado a frio é feito com roletes e prensas que vão da tanto o tamanho como a
forma correta, tendo como resultado um material mais leve e um pouco mais elástico.
Processo de fabricação –
perfis formados a frio
A formação do aço a frio começa como placas de aço que são enroladas e prensadas até que as
placas venham a ganhar o tamanho e forma desejados, ele é facilmente dobrado e as prensas
adicionam curvas e linhas de modo que o aço venha a ficar na forma desejada, por exemplo em
forma de “ L “ ou em curva.
Propriedades
DIAGRAMA TENSÃO-DEFORMAÇÃO: A relação entre a tensão aplicada e a
deformação linear específica de alguns aços estruturais pode ser vista nos diagramas
tensão-deformação.

A tensão de escoamento (fyk) é a máxima tensão


que o material suporta ainda e regime elástico,
depois o material não segue mais a lei de Hooke,
encontra-se na interrupção da reta.

Após de atingir a tensão de escoamento o aço


passa a sofrer deformações irrecuperáveis.
CA-25 e CA-50 têm patamar de escoamento
definidos.
Propriedades
O CA-60 não apresenta patamar de escoamento definido, no entanto é possível
determinar sua tensão de escoamento. Nesse caso a NBR 7480 estabelece um
escoamento convencional, como a tensão correspondente ao armazenamento da curva
com a reta paralela à reta de origem, traçada a partir da deformação de 0,2% ou 2‰.
Propriedades
Dessa forma a tensão de escoamento não é a tensão máxima do aço antes do
mesmo romper, mas a máxima tensão da zona plástica. Na nomenclatura é
expressa em kg/mm².

 CA-25: fyk =250 MPa


 CA-50: fyk =500 MPa
 CA-60: fyk =600 MPa
Propriedades
ELASTICIDADE

Elasticidade de uma material é a sua capacidade de voltar à forma original em ciclo


de carregamento e descarregamento. A relação entre os valores da tensão e da
deformação linear específica, na fase elástica, é o módulo de elasticidade, cujo valor é
proporcional às forças de atração entre os átomos. Nos aços, o módulo de
elasticidade vale, aproximadamente, E= 20 GPa.
Propriedades
PLASTICIDADE

Deformação plástica é a deformação permanente, em que o material não volta ao


normal ao fim da atuação do carregamento externo, ou seja, é o inverso da
elasticidade.

DUCTILIDADE

Ductilidade é a capacidade dos materiais de se deformar sem romper. Pode ser


medido por meio do alongamento (ε) ou da estricção, ou seja, a redução na área da
seção transversal do corpo de prova.
Propriedades
DUCTILIDADE
Propriedades
DUCTILIDADE
Propriedades
TENSÕES RESIDUAIS

As diferentes velocidades de resfriamento, após a laminação, levam ao aparecimento


de tensões que permanecem nas peças, recebendo o nome de tensões residuais.

• Em chapas, por exemplo, as extremidades resfriam-se mais rapidamente que a


região central, contraindo-se, quando a região central da chapa resfria-se, as
extremidades, já solidificadas, impedem essa região de contrair-se livremente.
Assim, as tensões residuais são de tração na região central e de compressão nas
bordas.

As operações executadas posteriormente nas fábricas de estruturas metálicas


envolvendo aquecimento e resfriamento (soldagem, corte com maçarico) também
provocam o surgimento de tensões residuais.
Perfis Estruturais
PERFIS FORMADOS A FRIO

São obtidos por dobragem de chapas planas em temperatura ambiente. Apresentam


grande relação inércia-peso produzindo estruturas leves. Além disso, oferecem grande
liberdade de forma e dimensões. No entanto, por serem fabricados com chapas de
pequena espessura (de 1,5 mm a 6,3 mm), podem ser mais sensíveis à flambagem
local e perda de seção por corrosão.

A fabricação respeita a norma NBR 6355. Já os critérios de dimensionamento deste


tipo de perfil são estabelecidos pela NBR 14762.
Perfis Estruturais
PERFIS FORMADOS A FRIO

As principais seções ou perfis formados a frio:


Perfis Estruturais
PERFIS LAMINADOS

Os perfis laminados do padrão americano apresentam baixa relação inércia-peso e


pouca variedade de formas e dimensões; além disso as espessuras variáveis dos
elementos que compõem a seção (característica deste tipo de perfil) dificultam as
ligações. Seguem as especificações da norma NBR 15980, que estabelece as
dimensões e tolerâncias dessa categoria de perfis estruturais.
Perfis Estruturais
PERFIS LAMINADOS
Perfis Estruturais
PERFIS SOLDADOS

São obtidos pela soldagem de chapas planas, para ser fabricado a partir do corte e da
solda de chapas planas, permite grande liberdade e variedade de dimensões. A norma
NBR 5884 estabelece as exigências e tolerâncias dimensionais para fabricação dos
perfis soldados e apresenta três séries padronizadas, em função da relação de altura e
largura do perfil .
Perfis Estruturais
PERFIS TUBULARES

Outra possibilidade de seções que podem ser utilizadas nas estruturas de aço são os perfis
tubulares, que podem ser circulares ou retangulares, obtidos por extrusão ou por
calandragem. Devido às particularidades das estruturas constituídas predominantemente por
seções tubulares, foi elaborada a norma NBR 16239.
Durabilidade das estruturas de aço
A durabilidade das estruturas de aço está fortemente ligada ao desenvolvimento de
processos corrosivos. Além do sistema de proteção adequado com pintura,
galvanização ou uso de aços especiais com alta resistência à corrosão, é necessária
atenção especial ao detalhamento, evitando pontos de acúmulo de umidade e poeira
que podem acelerar a corrosão.

A exposição a temperaturas elevadas, provocada pela ação do fogo é outro fator que
pode comprometer a durabilidade da estrutura ou até provocar o seu colapso. As
propriedades físicas dos aços comuns decrescem rapidamente a partir de 400°C de
temperatura. Em situações de incêndio a estrutura deve atender a NBR 14432 e sua
resistência deve ser verificada segundo a NBR 14323.
Principais normas
As principais normas ABNT aplicáveis para a construção com estruturas metálicas
são:

 NBR 5884 - Perfil estrutural soldado por arco elétrico;


 NBR 6120 - Cargas para o cálculo de estruturas em edifícios;
 NBR 6123 - Forças devidas aos ventos em edificações;
 NBR 6648 - Chapas grossas de aço carbono para uso estrutural;
 NBR 6650 - Chapas finas à quente de aço carbono para uso estrutural;
 NBR 7007 - Aços-carbono e microligados para uso estrutural geral;
 NBR 8800 - Projeto de estruturas de aço e de estruturas mistas de aço e concreto
de edifícios;
 NBR 14323 - Dimensionamento de estruturas de aço de edifícios em situação de
incêndio;
 NBR 14432 - Exigências de resistência ao fogo de elementos construtivos de
edificações;
 NBR 15279 - Perfil estrutural de aço soldado por eletrofusão.
Ações e segurança
Método dos Estados Limites
Ações
Segundo a NBR 8681:2003 ações são causas que provocam esforços e deformações
nas estruturas e seus elementos; e podem ser classificadas como:

Ações permanentes: Não variam de forma significativa em intensidade, direção ou


pontos de aplicação durante a vida útil da estrutura. Ex.: peso próprio da estrutura,
revestimento, alvenaria.

Ações variáveis: Apresentam variações significativas durante a vida útil da estrutura


seja em intensidade, direção ou sentido. Ex.: sobrecargas de utilização, ação de
vento, variação de temperatura, pontes rolantes.

Ações excepcionais: Tem baixa probabilidade de ocorrência com duração bastante


curta em comparação com a vida útil da estrutura. Ex.: explosões, impactos, ações
sísmicas.
Ações
Ação do vento
O vento é uma ação variável a qual sempre atua na direção perpendicular à superfície
de obstrução.

● Sobrepressão (sinal positivo): carga de vento atua para o interior da edificação,


pressão acima da pressão atmosférica.
● Sucção (sinal negativo): carga de vento atua para o exterior a edificação, pressão
abaixo da pressão atmosférica.
Ação do vento
Barlavento
Ação do vento
Sucção (efeito favorável)
Ação do vento
Ação do vento
A velocidade característica 𝑉𝑘 é utilizada para cálculos em projetos, é definida pelos
fatores topográficos (𝑆1 ), influência de rugosidade e dimensões da edificação (𝑆2 ) e
fator estatístico da mesma (𝑆3 ).

• Fator 𝑺𝟏 :

A NBR 6123, define que 𝑆1 corresponde ao fator topográfico, leva em consideração as


variações do relevo do terreno. Considera que:

- Terrenos planos ou francamente acidentados: 𝑆1 = 1


- Taludes e morros: 𝑆1 >1 (NBR 6123)
- Vales profundos, protegidos de ventos de qualquer direção: 𝑆1 = 0,9
Ação do vento
• Fator 𝑺𝟐 :

O item 5.3 (Rugosidade d terreno, dimensões da edificação e altura sobre o terreno) da


NBR 6123, define que 𝑆2 é o fator que considera as dimensões da edificação, a
rugosidade média geral do terreno e a altura sobre terrenos. A norma classifica o
terreno em cinco categorias e a edificação em três classes.

Definida a categoria do terreno e a classe da edificação, extraem-se os parâmetros b, p


𝑆2 e devem ser substituídos na equação, juntamente com a altura sobre o terreno (z)

p
 z 
S 2  b.Fr . 
 10 
Ação do vento
Ação do vento
• Fator 𝑺𝟑 :

A NBR 6123, define que 𝑆3 está relacionado com a segurança da edificação, após
tempestade destrutiva, utiliza conceitos probabilístico e o tipo de ocupação da mesma.
S é classificado por grupos, conforme tabela 3 da NBR 6123.
Ação do vento
● Velocidade característica 𝑽𝑲

𝑉𝐾 é definido como a velocidade do vento (m/s) ajustada ao local de construção,


denominada velocidade característica e definida pela equação:

VK  V0 .S1 .S 2 .S 3

Segundo a NBR 6123, a velocidade básica do vento (𝑉0 ) em lugar aberto e plano e
pode ser excedida em média uma vez a cada 50 anos, que pode soprar de qualquer
direção horizontal.
Ação do vento
● Velocidade básica 𝑽𝟎

A NBR 6123 apresenta um mapa de


isopletas de velocidades básicas.
Ação do vento
• Pressão dinâmica

A pressão dinâmica em condições normais de pressão (1 atm) e de temperatura


(15°C) é relacionada à velocidade característica 𝑉𝐾 do vento.

A ação do vento e a pressão dinâmica do vento é definida conforme a equação:

q  0,613.VK
2

De maneira semelhante as demais forças, a força de arrasto será obtida pela equação:
Fa  Ca .q. A
𝑪𝒂 - coeficiente de arrasto
q - Pressão de obstrução
A: Área da superfície de referência para cada caso
Ação do vento
• Força estática (equivalente) do vento

Com os valores de pressão dinâmica (q) e dos coeficientes de forma e pressão (𝐶𝑝 ) é
possível calcular os carregamentos estáticos equivalentes através da equação:

F  (C pe  C pi )qA

𝑪𝒑𝒆 (coeficiente de pressão e forma externos) – NBR 6123, tabelas 4 a 8 e os quadros


do anexo E e F.
𝑪𝒑𝒊 (coeficiente de pressão interna) – item 6.2.5 indicados o Anexo D da NBR 6123.
q - pressão dinâmica
A - área do elemento plano considerado
Ação do vento
Exemplo: A edificação hipotética em estudo é um galpão de armazenamento com 45m de largura,
135m de comprimento e 12m de pé direito. Possui duas portas de 6m de altura e 7m de largura,
situadas uma à frente, na face de barlavento, e outra aos fundos, na face de sotavento. O galpão
está localizado no subúrbio região metropolitana de Vitória –ES, distante do centro urbano. O
relevo da região é fracamente acidentado com edificações baixas e esparsas.

b = 45,00 m
a = 135,00 m
h = 12,00 m
h1 = 3,97 m
Θ = 10 °
d = 15,00 m
Ação do vento
Velocidade básica do vento
𝑽𝟎 = 32,00 m/s

Fator Topográfico (𝐒𝟏 )


Terreno plano ou fracamente acidentado
𝑺𝟏 = 1,00

Fator de Rugosidade (𝐒𝟐 )


Categoria III
Classe C
𝐒𝟐 = 0,93

Fator estatístico (𝐒𝟑 )


Grupo 3
𝐒𝟑 = 0,95
Ação do vento
Velocidade Característica de Vento
VK  V0 .S1 .S 2 .S 3

𝑽𝑲 = 32.1.0,93.0,95
𝑽𝑲 = 28,34 m/s

Pressão dinâmica
q  0,613.VK
2

q  0,613.28,34 2  0,49kN / m ²
Ação do vento
Força estática

 Coeficiente de pressão interno (𝑪𝒑𝒊 )


A questão fala que o galpão possui duas portas iguais, situadas uma à frente e outra aos
fundos, ou seja, em faces opostas, então o coeficiente interno é determinado pelo item
6.2.5 a) duas faces opostas igualmente permeáveis, as outras faces impermeáveis.
Vento perpendicular à face permeável Vento perpendicular à face impermeável

𝑪𝒑𝒊𝟏 = +𝟎, 𝟐
𝑪𝒑𝒊𝟐 = −𝟎, 𝟑
Ação do vento
Força estática
 Coeficiente de pressão externo (𝑪𝒑𝒆 ) PAREDES
Ação do vento
Força estática
 Coeficiente de pressão externo (𝑪𝒑𝒆 )

PAREDES
TELHADOS
TELHADO
Força estática

 Coeficiente de pressão externo (𝑪𝒑𝒆 )


Ação do vento
 Coeficiente de pressão externo (𝑪𝒑𝒆 ) PAREDES
Ação do vento
 Coeficiente de pressão externo (𝑪𝒑𝒆 ) TELHADO
Ação do vento
Esforços resultantes a 0° e Cpi=+0,20
Lembre
(+) : vento empurra para o interior (sobrepressão)
(-) : vento empurra para o exterior (sucção)

F  (C pe  C pi )qA
-7,35 -7,35

-7,35 -7,35
Ação do vento
Lembre
Esforços resultantes a 0° e Cpi=-0,30 (+) : vento empurra para o interior (sobrepressão)
(-) : vento empurra para o exterior (sucção)

F  (C pe  C pi )qA

-3,68 -3,68

-3,68 -3,68
Ação do vento
Lembre
Esforços resultantes a 90° e Cpi=+0,20 (+) : vento empurra para o interior (sobrepressão)
(-) : vento empurra para o exterior (sucção)

F  (C pe  C pi )qA

-10,29 -4,41

+3,68 -5,15
Ação do vento
Lembre
Esforços resultantes a 90° e Cpi=-0,30 (+) : vento empurra para o interior (sobrepressão)
(-) : vento empurra para o exterior (sucção)

F  (C pe  C pi )qA

-6,62 -0,74

+7,35 -1,47
Métodos de dimensionamento
Dimensionar um elemento ou uma estrutura implica em escolher apropriadamente as
seções que irão compô-la garantido segurança e durabilidade com custos
compatíveis, ou seja, com a solução mais econômica possível. Dessa forma, o
dimensionamento e a execução de uma estrutura pressupõem o atendimento às
funções para as quais foi concebida, considerando sua vida útil estimada.

O método de dimensionamento mais difundido e utilizado pelos códigos brasileiros,


atualmente, é o MÉTODO DOS ESTADOS LIMITES.

• Estados Limite Últimos (ELU)

• Estados Limites de Serviço (ELS)


Método dos estados limites

Os Estados Limites Últimos (ELU) estão ligados ao colapso total ou parcial da estrutura
provocado por perda de estabilidade, escoamento. Ou seja, está relacionado à segurança
da estrutura para as combinações de ações mais desfavoráveis ao longo da vida útil,
durante a construção ou em situações que atuem carregamentos especiais ou excepcionais.
Então no ELU devem ser verificadas condições de segurança.

• Perda de equilíbrio como corpo rígido.


• Plastificação total de um elemento estrutural ou seção.
• Ruptura de ligação ou seção.
• Flambagem em regimo elástico ou não.
• Ruptura por fadiga.
Método dos estados limites
Os Estados Limites de Serviço (ELS) estão relacionados ao comportamento da estrutura
em condições de utilização, visando preservar as condições normais de uso da edificação, o
conforto dos usuários. Deformações excessivas e vibrações são exemplos de estados
limites de serviço.
Então no ELS são verificadas condições de desempenho em uso.

• Deformações excessivas.

• Vibrações excessivas.
Método dos estados limites
No projeto com método dos estados limites, as ações, solicitações e resistência dos
materiais são tratadas de forma semiprobabilística e a segurança é introduzida
majorando as solicitações e minorando as resistências dos materiais em função de
suas variabilidades.

As ações são majoradas e combinadas adequadamente e as resistências dos


materiais são minoradas através da divisão das mesma por coeficientes parciais de
modo a garantir a segurança estrutural. A NBR 8681:2003 é a norma de ações e
segurança que serve de referência para as demais normas de projeto estrutural,
incluindo a NBR 8800:2008.
Método dos estados limites
Verificação para estado limite último (ELU)

Segundo o método dos estados limites a segurança estrutural pode ser expressa
por:

Sd ≤ Rd

Sd - Solicitações de cálculo que são os efeitos gerados por combinações apropriadas


de ações de cálculos aplicadas a estrutura;
Rd - Resistência de cálculo que é o limite de resistência associado a uma
determinada forma de colapso.
Método dos estados limites
Verificação para estado limite de serviço (ELS)

As condições usuais referentes aos estados limites de serviço são expressas por
desigualdades do tipo:

Sser≤ Slim

Sser - representa os valores dos efeitos estruturais de interesse, obtidos com base
nas combinações de serviço;
Slim - representa os valores limites adotados para esses efeitos em cada caso
específico.
Carregamento e combinações de ações
Combinação de ações para estados limites últimos

As combinações para verificação de estados limites últimos podem ser classificadas


em normais, especiais ou construtivas e excepcionais.

Combinação última normal – decorre do uso normal e previsto para a estrutura.

Ação variável principal


Somatório das ações permanentes
Demais ações variáveis

Coeficientes de ponderação e combinação


Carregamento e combinações de ações
Combinação de ações para estados limites últimos

Combinação especial ou construtiva

Ação variável principal


Somatório das ações permanentes
Demais ações variáveis

Coeficientes de ponderação e combinação


Carregamento e combinações de ações
Combinação de ações para estados limites últimos

Combinação excepcional

Ação excepcional
Somatório das ações permanentes
Demais ações variáveis

Coeficientes de ponderação e combinação


Coeficientes de ponderação
As ações devem ser ponderadas pelo coeficiente γf, dado por:

γf = γf1 γf2 γf3


considera os possíveis erros de avaliação dos efeitos das ações, ≥ 1,10
considera a simultaneidade de atuação das ações
considera a variabilidade das ações
Coeficientes de ponderação
Coeficientes de ponderação
Coeficientes de ponderação
Carregamento e combinações de ações
Combinação de ações para estados limites de serviço

Nas verificações de estados limites de serviço devem ser utilizadas ações nominais,
ou seja, com coeficiente de ponderação das ações igual a 1,0. Nas combinações de
ações de serviço são usados os fatores de redução das ações Ψ1 (frequente) e Ψ2
(quase permanente), conforme Tabela 2.

Essas combinações de ações são classificadas em raras, frequentes e quase


permanentes.
Carregamento e combinações de ações
Combinação de ações para estados limites de serviço

Combinações quase permanentes – Podem atuar durante um período da ordem da


metade de vida útil da estrutura; e são utilizadas para os efeitos de longa duração e
que comprometam a aparência da construção como, por exemplo, deslocamentos
excessivos. Todas as ações variáveis são consideradas com seus valores quase
permanentes.

Somatório das ações permanentes Ações variáveis

Ψ2FQk - são os valores


quase permanentes das
ações variáveis.

Coeficientes de redução
Carregamento e combinações de ações
Combinação de ações para estados limites de serviço

Combinações frequentes – Tem duração da ordem de 5% da vida útil da estrutura ou se


repetem da ordem da 105 vezes em 50 anos. São utilizadas para verificação de estados
limites que não causam danos permanentes e/ou que estão relacionados ao conforto do
usuário como vibrações, movimentos laterais, empoçamento, abertura de fissuras
Ação variável principal
Somatório das ações permanentes
Demais ações variáveis

FQ1 – ação variável principal


com seu valor frequente Ψ1FQk
Coeficientes de ponderação e combinação
Ψ2FQk – demais ações
variáveis com seus valores
quase permanentes.
Carregamento e combinações de ações
Combinação de ações para estados limites de serviço

Combinações raras – Podem atuar no máximo algumas horas durante o período de vida da
estrutura. Utilizadas para os estados limites irreversíveis, isto é, que causam danos
permanentes à estrutura ou a outros componentes da construção, e para aqueles
relacionados ao funcionamento adequado da estrutura, tais como formação de fissuras e
danos aos fechamentos.
Ação variável principal
Somatório das ações permanentes
Demais ações variáveis
FQ1 – ação variável principal
com seu valor característico

Ψ1FQk – todas as demais Coeficientes de ponderação e combinação


ações com seus valores
frequentes.
Exemplo 01
Calcular o esforço normal em um elemento de uma treliça de aço de um edifício
comercial assume os seguintes valores, para diferentes ações consideradas:

AÇÃO ESFORÇO NORMAL

G (peso próprio) + 100kN

Q (sobrecarga) + 500kN

V (vento) + 600kN
Exemplo 02
Calcular o esforço normal em um elemento de uma treliça de aço de um edifício
comercial assume os seguintes valores, para diferentes ações consideradas:

AÇÃO ESFORÇO NORMAL

G (peso próprio) - 100kN

Q (sobrecarga) + 500kN

V (vento) + 600kN
Exemplo 03
Para a barra 1 da treliça que pertence a estrutura da figura abaixo, determinar os
esforços de cálculo para as ações atuantes na cobertura.

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