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Antigo Testamento

Bíblia

Cânon bíblico e livros[Expandir]

Capítulos e versículos
Tanakh (Torá • Nevi'im • Ketuvim)
Texto Massorético • Pentateuco samaritano • Antigo Testamento • Bíblia
Hebraica • Novo Testamento • Nova Aliança • Deuterocanônicos • Apócrifos
judaicos • Apócrifos do Antigo Testamento • Apócrifos do Novo Testamento •
Antilegomena

Desenvolvimento[Expandir]

Cânone Judaico • Cânone do Antigo Testamento • Cânone do Novo Testamento

Autoria[Expandir]

Autores da Bíblia • Autoria Mosaica • Trabalhos de João • Epístolas


Paulinas

Traduções bíblicas[Expandir]

Septuaginta • Targum • Peshitta • Vetus Latina • Vulgata • Neovulgata • Bíblia


gótica • Bíblia Poliglota Complutense • Bíblia Luther •

King James Version • Traduções em Português • Línguas indígenas


Manuscritos bíblicos[Expandir]

Pergaminhos do Mar Morto • La Bible d'Alexandrie • Tanakh em Qumran •


Manuscritos do AT com o Tetagrama • Categoria dos textos do NT • Variantes
textuais no NT • Lecionários do NT • Papiros do NT • Unciais do NT grego •
minúsculos do NT

Estudos bíblicos[Expandir]

Crítica bíblica • Datação da Bíblia • Hipótese Documental • Problema Sinótico • A


Bíblia e a história • Arqueologia bíblica
Interpretação[Expandir]

Hermenêutica • Pesher • Midrash • Pardes • Alegoria •


Literalismo

Pontos de vista[Expandir]

Inerrância bíblica • Infalibilidade bíblica • Crítica da Bíblia • Leis bíblicas do


Cristianismo • Visão islâmica da Bíblia • Narrativas bíblicas e do Alcorão •
Gnosticismo no Novo Testamento • Judaísmo e Cristianismo • Profecias bíblicas

O Antigo Testamento, também conhecido como Escrituras Hebraicas, constitui a


primeira grande parte da Bíblia cristã,[1][2] e a totalidade da Bíblia hebraica. Foram
compostos em hebraico ou aramaico.

Chama-se também Tanakh, acrônimo lembrando as grandes divisões dos escritos


sagrados da Bíblia hebraica que são os Livros da Lei (ou Torá), os livros dos profetas
(ou Nevi'im), e os chamados escritos (Ketuvim). Entretanto, a tradição cristã divide o
antigo testamento em outras partes, e reordena os livros dividindo-os em categorias; Lei,
história, poesia (ou livros de sabedoria) e Profecias.

Índice

 1 O Antigo testamento em hebraico


 2 Diferentes composições do Antigo Testamento
 3 Temática do Antigo Testamento
 4 Transmissão do texto
 5 Livros
 6 Ver também
 7 Referências
 8 Ligações externas

O Antigo testamento em hebraico

Muitos séculos antes de Cristo, escribas, sacerdotes, profetas, reis e poetas do povo
hebreu mantiveram registros de sua história e de seu relacionamento com Deus. Estes
registros tinham grande significado e importância em suas vidas e, por isso, foram
copiados muitas e muitas vezes e passados de geração em geração.

Com o passar do tempo, esses relatos sagrados foram reunidos em coleções conhecidas
por a Lei, os Profetas e os Escritos. Esses três grandes conjuntos de livros, em especial o
terceiro, não foram finalizados antes do Concílio Judaico de Jamnia, que ocorreu por
volta de 95 d.C..
A Lei compreende os primeiros cinco livros, tais como na Bíblia cristã. Já os Profetas
incluem: Isaías, Jeremias, Ezequiel, os Doze Profetas Menores, Josué, Juízes, 1 e 2
Samuel e 1 e 2 Reis. Os escritos reúnem o grande livro de poesia, os Salmos, além de
Provérbios, Jó, Ester, Cantares de Salomão, Rute, Lamentações, Eclesiastes, Daniel,
Esdras, Neemias e 1 e 2 Crônicas. Os livros do Antigo Testamento foram escritos em
longos pergaminhos confeccionados em pele de cabra e copiados cuidadosamente pelos
escribas. Geralmente, cada um desses livros era escrito em um pergaminho separado,
embora a Lei ocupasse espaço maior era escrito em dois grandes pergaminhos.

O aramaico foi a língua original de algumas partes dos lívros de Daniel e de Esdras.
Hoje se tem conhecimento de que o pergaminho de Isaías é o mais remoto trecho do
Antigo Testamento em hebraico. Estima-se que foi escrito durante o Século II a.C. e por
isso, se assemelha muito ao pergaminho utilizado por Jesus na Sinagoga, em Nazaré.
Foi descoberto em 1947, juntamente com outros documentos em uma caverna próxima
ao Mar Morto.

Diferentes composições do Antigo Testamento

Diferentes tradições cristãs possuem um diferente cânone para o Antigo Testamento. A


Igreja Católica Romana utilizou , a partir do século I, como canônica a versão chamada
Septuaginta, que foi uma tradução dos escritos hebraicos para o grego, feita antes
mesmo do fechamento do cânone hebraico na tradição judaica. Assim, a Septuaginta
inclui material que não foi incluído na Bíblia Hebraica, de fontes diferentes e
divergentes, inclusive material original já escrito em grego. Os defensores da reforma
protestante excluíram do cânone todos os livros ou fragmentos que não correspondiam
ao texto hebraico massorético, e como resposta a isso o Concílio de Trento em 1546
determinou que os livros de Judite, Tobias, Sabedoria, Eclesiástico, Baruc, 1° Macabeus
e 2° Macabeus, os capítulos 13 e 14 e os versículos 24 a 90 do capítulo 3 de Daniel, os
capítulos 11 a 16 de Ester (todos existentes em língua grega) deveriam ser tratados
como canônicos, ao passo que os textos conhecidos como oração de Manassés e os
livros de 3 e 4 Esdras não mais o seriam. A Igreja Católica Ortodoxa acabou por decidir
pela inclusão de Tobias, Judite, Sirácida e Sabedoria.

Em outras tradições cristãs existe mais material adicional, como por exemplo na Bíblia
Etíope e na Bíblia Copta. A tradição reformada optou por seguir o cânone estabelecido
pela tradição judaica, porém mantendo a diferente ordem dos livros.

Temática do Antigo Testamento

O Antigo Testamento trata basicamente das relações entre Deus e o povo Israelita.
Existem vários nexos temáticos entre os livros de acordo com suas divisões (seja a cristã
ou a hebraica). Única entre essas tradições é a primeira divisão, a Torá ou Pentateuco,
que trata da história sagrada do povo de Israel, a partir da criação do mundo até a
ocupação da Terra, passando pela legislação litúrgica e religiosa. Tradicionalmente, a
Torá ou Lei é atribuída a Moisés e, depois de sua morte, terminada por Josué; porém,
muitos autores defendem que a formação da Torá foi um processo longo passando por
diversos grupos de autores até sua adoção uniforme pós-exílica.
Transmissão do texto

Quanto ao texto transmitido, não chegaram até nós nenhum rolo original de qualquer
material bíblico. Atualmente os documentos mais antigos que ainda exitem são oriundos
do século II A.C, tais como o chamado Papíro Nash, encontrado em 1902, no Egito, que
contêm o decálogo e o texto da confissão de fé hebraica Shma Israel (Dt. 6:4), e os
manuscritos do Mar Morto encontrados em Qumran que incluem diversos fragmentos
de textos de praticamente todos os livros da Bíblia Hebraica com a exceção de Ester.

A partir de 100 d.C. a tradição fariseu-rabínica passou a dominar no judaísmo e


desenvolveu-se um método de auxílio na transmissão do texto, inclusive a correta
vocalização. Os estudiosos que trabalharam para manter a originalidade do texto,
especialmente com o declínio do hebraico como língua falada, eram chamados de
massoretas e terminaram por elaborar um texto que passou a ganhar autoridade oficial
entre os séculos VII e X, chamado de texto masorético. Oriundos dessa tradição existem
dois manuscritos importantes que baseiam as edições críticas do texto atual: O códex
Leningradensis e o Códex de Aleppo.

A subdivisão do texto em capítulos e versículos não vem do texto original. A primeira


divisão existente foi a divisão do texto da Torá (Pentateuco) em 54 parashot que são
leituras semanais para o ano litúrgico judaico. A divisão por capítulos foi introduzida
pelos cristãos com o objetivo prático de auxiliar a referência a textos. Uma das atuais
divisões em capítulos foi realizada por Stephan Langton por volta de 1200 d.C. e foi
adotada primeiramente num manuscrito hebraico no século XIV. A divisão em
versículos foi resultado de um processo que só chegou ao final no século XVI. Por isso
a tradição reformada, que rompeu com a tradição católica romana antes desse período,
possui diferenças na contagem de capítulos e versículos.

Livros
Pentateuco   Livros Históricos   Livros Poéticos e   Livros Proféticos
Sapienciais
 Gênesis  Josué  Isaías
 Êxodo  Juízes  Jó (ou Job)  Jeremias
 Levítico  Rute  Salmos  Lamentações
 Números  I Samuel  Provérbios  Baruc
 Deuteronómio  II Samuel  Eclesiastes  Ezequiel
 I Reis (Coélet)  Daniel
 II Reis  Cânticos dos  Oséias
 I Crônicas Cânticos  Joel
 II Crônicas  Sabedoria  Amós
 Esdras  Eclesiástico  Obadias (ou
 Neemias (Sirácida) Abdias)
 Tobias  Jonas
 Judite  Miquéias
 Ester  Naum
 I  Habacuque (ou
Macabeus Habacuc)
 Sofonias
 II  Ageu
Macabeus  Zacarias
 Malaquias

 Observação: Livros em itálico são deuterocanônicos

Referências

1. ↑ Pearlman, Myer. Através da Bíblia: Livro por Livro (em português). 23  ed. São
Paulo:  Editora Vida, 2006.  439 p. ISBN 978-85-7367-134-6
2. ↑ Echegary, J. González et ali. A Bíblia e seu contexto (em português). 2  ed. São
Paulo:  Edições Ave Maria, 2000.  1133 p. 2  vol. ISBN 978-85-276-0347-8

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