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MORFOLOGIA

Estudo da formação das palavras. Organizar as palavras de acordo com


sua função dentro de um texto.
 Na morfologia a menor unidade estrutural de uma palavra é
chamada de morfema;
o São eles:
 Radical – É a parte da palavra que representa a
ideia principal da mesma. Parte mais importante da
palavra.
 Junto ao radical existe a chamada vogal
temática, sendo ela a primeira vogal que se
junta ao radical para a construção da palavra.
 Afixos – Dão derivados em sufixos e prefixos.
Auxiliando a construção das palavras.
 O processo de formação das palavras pode ser realizado de duas
formas:
o Derivação: Forma a palavra pela manipulação do próprio
radical da palavra.
 Utiliza apenas um radical para derivar uma nova
palavra.
o Composição: Forma uma palavra pela manipulação de
duas ou mais outras palavras que já existem.
 Utiliza mais de um radical para compor uma nova
palavra.

Essas funções são dez: Verbo, Substantivo, Adjetivo, Pronome, Advérbio,


Preposição, Conjunção, Artigo, Numeral e Interjeição.
Variáveis: admitem flexão, ou seja, podem variar em gênero, número e grau.
Ex.: substantivo, artigo, adjetivo, pronome, numeral e verbo (todavia, não tem
variação de gênero).
Invariáveis: NÃO admitem flexão, ou seja, não variam em gênero, número ou
grau. Ex.: advérbio, preposição, conjunção, interjeição.

Verbo
Verbo é uma palavra responsável para expressar ação, estado e fenômenos da
natureza.
 Tipos Verbais
o Verbos Regulares – O radical (raiz, família da palavra) não se
altera pela conjugação verbal. Para saber as conjugações basta
utilizar as desinências
 Conjugações: Definidos pelo sufixo da palavra.
 1ª Conjugação – Verbos terminados em “ar”;
 2ª Conjugação – Verbos terminados em “er” e “or”
(resquícios do português arcaico);
 3ª Conjugação – Verbos terminados em “ir”.
o Verbos Irregulares – O radical se altera pela conjugação verbal.
(Ex.: HAVER). As desinências não são o suficiente para descobrir
as conjugações verbais.
 Tempos Verbais - Pretérito, Presente, Futuro.
 Modos Verbais
o Indicativo – Expressa uma certeza de acontecimentos.
o Subjuntivo – Expressa uma possibilidade de acontecimentos.
o Imperativo – Expressa uma ordem, sugestão. Esse, no entanto,
possui tempos próprios: afirmativo e negativo.
 Formas Nominais:
o Eles são três:
 Infinitivo – Verbos terminados em “R”. Ex.: Ler é um
prazer.
 Gerúndio – Verbos terminados em “NDO”. Ex.: Saindo de
casa encontrei alguns amigos.
 Particípio – Verbos terminados em “DO”. Ex. Terminando
os exames fomos para casa.
o Um verbo na forma nominal pode assumir uma função de
advérbio, adjetivo ou substantivo.
o Geralmente as formas nominais de um verbo aparecem em uma
locução verbal (quando em uma mesma frase há dois verbos com
a função de um só). Ex.: Os mares foram navegados pelos
piratas.
 Nesse caso apenas um verbo estará na forma nominal e
será o verbo principal.
 O outro verbo é chamado de verbo auxiliar (responsável
por fornecer o tempo ou o modo verbal).
 Verbos Anômalos:
o São verbos que apresentam uma mudança drástica em suas
características durante a conjugação verbal.
o Para descobrir a qual sentido um verbo anômalo se refere é
necessário recorrer ao seu contexto.
 Verbos Abundantes:
o É aquele que se tem mais de uma possibilidade de escrita
quando no particípio.
 Verbos Defectivos:
o Verbos que possuem defeitos em sua conjugação. Por não
possuírem pelo menos uma pessoa de sua conjugação.
 A solução é utilizar uma locução verbal para suprir esse
defeito.
 Vozes Verbais:
o Elas são três:
 Ativa – O sujeito é quem faz a ação da oração.
 Passiva – O sujeito recebe/sofre a ação da oração.
 Reflexiva – O sujeito realiza a ação sobre ele mesmo.
 Recíproca (Variação da voz reflexiva) – A ação
dos sujeitos é mútua. Ex.: Os jogadores abraçaram-
se após o jogo.

Artigo
Vocábulo que se antepõe aos substantivos para designar seres determinados
ou indeterminados.
 Sempre referem a um substantivo;
 É variável;
 Semanticamente – no que se refere ao sentido – os artigos podem ser:
 Definidos: o, a, os, as
 Indefinidos: um, uma, uns, umas
 Quando acompanhado dos pronomes indefinidos “todo(s)” ou “toda(s)” o
artigo pode ser omitido.

Substantivo
Palavra que nomeia tudo que existe ou não.
 Sempre pode vir antecedido de artigo;
 É variável em suas características gerais:

 Podendo ser
 Simples - um único radical;
 Composto - dois ou mais radicais.
 O hífen não impede um substantivo composto.
 Ele pode ser também:
 Comum – designa algo genérico;
 Próprio – designa algo específico.

 Pode ser também:


 Concreto – Não necessita de outra para existir. Ex.: Ar, Carro);
 Abstrato – Sentimentos, evento, estado, ideias e também palavras
que expressam ação, mas não são verbos. Ex.: Amor, Bebedeira,
Leitura.

 Há também:
 Primitivo – Nome base;
 Derivado – Nome derivado de um substantivo primitivo.

 Há também os substantivos coletivos que denotam coletâneas de coisas


iguais.
 Substantivo também variam de acordo com o gênero:
 Para o gênero o substantivo pode ser biforme: que apresenta duas
formas de apresentar masculino e feminino.
 Profissões são sempre biformes (culpa da Dilma kkk).
 Ex.: Menino e Menina; Capitão e Capitã.
 Há, no entanto, aqueles substantivos uniformes, que são três:
 Comum de dois gêneros: Uma palavra que não se altera que tem seu
gênero definido por outra palavra externa.
 Ex.: O estudante e a estudante; O cliente e a cliente; A presidente
e o presidente.
 Sobrecomuns: A mesma palavra serve para os dois gêneros.
 Ex.: A criança.
 Epicenos: As palavras epicenas (fêmea e macho) determinam o
gênero.
 Ex.: O tatu fêmea, o tatu macho.

Adjetivo
Palavra modificadora do substantivo que denota qualidade, defeito, estado,
condição, característica etc.
 Nunca se encontra sozinho na frase, pois ele sempre está
classificando alguma outra palavra.

 Sempre se refere a substantivo ou a um pronome.

 A troca de posição entre o substantivo e o adjetivo pode gerar


mudanças de classes gramaticais. 
 Exemplos:  
 Mudando a classe: 
 Trabalhador nordestino. Trabalhador é substantivo e
nordestino é adjetivo. 
 Nordestino trabalhador. Nordestino é substantivo e trabalhador
é adjetivo. 
 Permanecendo na mesma classe: 
 Blusa branca. Blusa é substantivo e branca é adjetivo. 
 Branca blusa. Blusa é substantivo e branca é adjetivo. 
 Se, com a mudança de posição, alteraram-se as classes gramaticais,
necessariamente, o sentido das frases foi alterado. 
 Um adjetivo pode ser caracterizado de seus modos:
 Simples:
 Apresenta um único radical e uma única palavra.
 Composto:
 Apresenta mais de um radical ou mais de uma única.
 Primitivo:
 É aquele que origina outras palavras, ou seja, não são derivados.
 Derivados:
 São aqueles formados por derivação de um adjetivo primitivo.
 Pátrio:
 Adjetivos que se referem a cidades, estados e países.
 Podem ser compostos. Ex.: Franco-Italianos; Sírio-libanês
 Eruditos:
 Adjetivos que se referem a uma qualidade relativa ou própria à de
uma ideia ou coisa (substantivo).
 Ex.: Vespertino (Tarde); Ígneo (Fogo), Equino (Cavalo).

 É variável, em regra, podendo se flexionado nos seguintes pontos:


gênero, número e grau.
 Gênero: Uniforme e Biforme;
 Uniforme: Assume uma forma única com relação ao gênero.
 Ex.: Homem Feliz e Mulher Feliz.
 Biforme: O adverbio se altera de acordo com o gênero.
 Ex.: Juiz Sábio e Juíza Sábia.
 Número: Plural e Singular.
 Grau:
 Comparativo: Usado para comparar qualidades entre vários seres
ou várias qualidades de um único ser.
 Superioridade: Iguala duas pessoas ou coisas colocando uma
melhor que a outra.
 Possui flexão sintética (melhor, pior, grande e pequeno) e
analítica (mais bom, mais mau, mais grande e mais
pequeno).
 Ex.: Sou mais alta do que um pé de couve.
 Inferioridade: Iguala duas pessoas ou coisas colocando uma
pior que a outra.
 Ex.: Sou menos alto do que um pé de couve.
 Igualdade: Iguala duas coisas ou pessoas.
 Ex.: Sou tão alta quanto um pé de couve.
 Superlativo: São usados para representar características
exageradas, intensificadas. Eles podem ser Absolutos ou
Relativos.
 Absolutos: Atribuído a um só ser de forma absoluta. Podem
ser sintéticos ou analíticos.
 Sintético: Sintetiza a ideia em uma única palavra por meio
de afixos (prefixos e sufixos).
 Ex.: Nicolas é simpaticíssimo; Meu time é famosíssimo.
 Analítico: Utiliza advérbios de intensidade (muito,
extremamente, etc.) junto ao adjetivo.
 Ex.: Nicolas é extremamente simpático; Meu time é
muito famoso.
 Relativos: Ressalta a qualidade de um ser entre muitos de
mesma qualidade.
 Superioridade: Tal qualidade é superior;
 Ex.: Meu time é o mais famoso de todos.
 Inferioridade: Tal qualidade é inferior.
 Ex.: Meu time é o menos famoso de todos.
Para diferenciar um substantivo de um adjetivo:
Substantivo é o que você TEM.
Adjetivo é o que você É.
Ex.: Ele tem competência – Ele é competente.

Locução adjetiva
Expressão composta por um substantivo (ou advérbio) que se liga a um outro
substantivo por meio de preposição assumindo assim o mesmo valor e função
de adjetivo.
 Ex.: Jornal da tarde; Café da manhã; Amor de mãe.
 Diferença entre Locução Adjetiva (quando Adjunto Adnominal) e
Complemento Nominal:
 Principal caso quando ambas se referem a um substantivo
abstrato.
 Um complemento nominal:
 Complementa o sentido de substantivos, adjetivos e advérbios
abstratos.
 Sempre está preposicionado.
 Em todos os casos possui a ideia de passividade.
 A locução adjetiva:
 Traz sentido de posse.

Numeral

Exprime quantidade exata, ordem, múltiplos ou frações dos números. São


quatro os tipos de numeral: 

● cardinais: um, dois, mil, milhão etc. 

● ordinais: primeiro, segundo milésimo, milionésimo etc. 

● fracionários: três quartos, meio etc.  

• multiplicativos: dobro, triplo etc. 

 O “UM” SÓ VAI SER NUMERAL SE HOUVER NA FRASE ALGUMA IDEIA DE


QUANTIFICAÇÃO 

Exemplo: 

 Comprei um sorvete. UM pode ser substituído por O. Ele não está


contando, então é artigo indefinido. 
 Comprei somente um sorvete porque eu estou de dieta. UM dá ideia
de quantificação, então é numeral. 

 EMPREGO DOS NUMERAIS ORDINAIS E CARDINAIS JUNTO A UM


SUBSTANTIVO:
 Quando empregado após um substantivo é normalmente tratado como
ordinal de 1 a 10, para em seguida passar a ser utilizado como cardinal.

 Quando numerais (romanos também) estão antes do substantivo, o


numeral é sempre ordinal.
 No meio jurídico, o numeral é ordinal de 1 até 9, sendo tratado como
cardinal de 10 para cima.

OBSERVAÇÃO: Numerais cardinais não concordam com o


substantivo, mas com a palavra “numero”, mesmo que implícita.

Advérbio 

Palavra invariável que fundamentalmente modifica o verbo, indicando uma


circunstância da ação do verbo.

 Pode ainda modificar o adjetivo ou outro advérbio. Ex.: chegou logo /


falou calmamente / livro muito bom / fala muito bem / ficou tão elegante /
faço assim / durmo aonde trabalho / jamais como mais que você / talvez
nos veremos amanhã. 

A) Refere-se a verbo, adjetivo ou advérbio; 

B) É invariável; 

C) Semanticamente, indica circunstância de tempo, modo, lugar, intensidade,


negação, afirmação e dúvida. 

Locução Adverbial 

Forma composta constituída geralmente de preposição + substantivo ou


adjetivo. Ex.: às vezes, às claras, de propósito, de repente, de vez em
quando… 

Flexões de Grau de Advérbios

Os advérbios somente variam em grau (comparativo e superlativo), nunca em


gênero ou número.

 Comparativo:
o De igualdade: tão + advérbio + quanto (ou como).
o De superioridade: mais + advérbio + (do) que.
o De inferioridade: menos + advérbio + (do) que.
 Superlativo:
o Sintético: sufixo -íssimo
 Ex.: Jéssica fala baixíssimo.
o Analítico: advérbio de intensidade.
 Ex.: Jéssica fala muito baixo.

Advérbios interrogativos 

 De causa: Por que faltaste? (direta) / Não sei por que faltaste (indireta).  
 De lugar: Onde estás? (direta) / Não sei onde estás (indireta). 
 De modo: Como vais de saúde? (direta) / Diga-me como vais de saúde
(indireta). 
 De tempo: Quando voltas? (direta) / Diga-me quando voltas (indireta). 

Quando há mudança no relacionamento dos termos, há mudança de


classificação. 

Exemplo: 

 A mulher à toa trabalhava. À TOA relaciona-se com MULHER


(substantivo), portanto, é locução adjetiva. 
 A mulher trabalhava à toa. À TOA relaciona-se com TRABALHAVA
(verbo), portanto, é locução adverbial.

 O ARTIGO TEM O PODER DE SUBSTANTIVAR PALAVRAS! 

Exemplo: 

 Recebi um não de resposta. NÃO, que normalmente é advérbio, nesse


caso é substantivo, por causa do artigo UM.  

Preposição 

Palavra que liga outras duas palavras (a, ante, até, após, com, contra, de,
desde, em, entre, para, perante, por, sem, sob, sobre, trás). Ex.:
pão com manteiga (união de palavras) / chegou para resolver (união de
orações).  

 Preposições Essenciais: aquelas que naturalmente são


preposições.

 Preposições Acidentais: são palavras pertencentes a outras


classes de palavras, mas que em um determinado contexto
assumem função de preposição.

o Ex.: como, conforme, exceto, menos, salvo, etc.


A ligação realizada por uma preposição atribui uma relação de sentido e de
dependência entre as duas palavras conectadas.

Preposição também pode ocorrer dentro de uma contração. Ex.: na (em


[preposição] + a [artigo]).

Preposição, do mesmo modo, pode ocorrer numa combinação. Ex.: ao (a


[preposição] + o [artigo]).

Preposições são invariáveis. Na contração e combinação o que varia não é a


preposição.

Locução prepositiva 

Conjunto de palavras que termina em preposição. Ex.: abaixo de, de acordo


com, apesar de, junto a etc. 

Interjeição 

Vocábulo que indica nossos estados de emoções exacerbada. Ex.:oba!, puxa!,


nossa!, tomara!, pelo amor de Deus!. 

Conjunção

Palavras responsáveis por ligar orações entre si. As conjunções podem


eventualmente alterar o sentido das orações.

Pronome 

Palavra que está em função do substantivo, substitui, recuperar ou acompanha


o substantivo, indicando a pessoa do discurso. Ex.: Ela veio, mas não a vi. Sua
blusa é aquela. 

Pronome Pessoal:

 Do caso reto: Pode ter função de sujeito.

o São eles que também determinam as pessoas verbais.

 Do caso oblíquo: Não podem ser sujeitos e apenas possuem função de


objeto de um verbo.

o Singular:

 Primeira Pessoa: me, mim, comigo

 Segunda Pessoa: te, ti, contigo

 Terceira Pessoa: se, si, consigo, o, a, lhe


o Plural:

 Primeira Pessoa: nos, conosco

 Segunda Pessoa: vos, convosco

 Terceira Pessoa: se, si, consigo, os, as, lhes

o Ex.: “José foi a livraria, para comprar canetas” pode ser trocado
por “José foi a livraria e comprou-as”.

 CUIDADO!! Não é possível utilizar dois pronomes pessoais do caso


reto após uma preposição.

o Ex.: “Tudo está bem entre mim e ele” está correto, ao contrário de
“Tudo está bem entre eu e ele”.

Pronome de Tratamento

Nome como se trata alguma pessoa detentora de título, cargos ou idades


notórias.

Todo pronome de tratamento é considerado terceira pessoa!

 Ex.: você, vossa alteza (nobres), vossa excelência (cargo


superior), vossa magnificência (reitores), vossa reverendíssima
(padres), vossa senhoria (cargo superior), vossa santidade
(papas) etc.

Pronome Possessivo

Dão ideia de posse.


o Singular:

 Primeira Pessoa: meu, minha

 Segunda Pessoa: teu, tua

 Terceira Pessoa: seu, sua

o Plural:

 Primeira Pessoa: meus, minhas

 Segunda Pessoa: teus, tuas

 Terceira Pessoa: seus, suas

Pronome Demonstrativo

 Com relação de tempo.

o Presente: este

o Passado ou futuro próximo: esse

o Passado ou futuro distante: aquele

 Com relação de posição espacial.

o Está “em posse” (ou próximo) de quem fala: este

o Está “em posse” (ou próximo) do interlocutor: esse

o Está distante de ambos: aquele

 Com relação a posição dentro da frase.

o Quando o substantivo referido vem logo após o pronome: este

 Ex.: “Esta vida está cada vez mais divertida”.

o Quando se deseja retomar um substantivo que já foi referido na


frase: esse

 Ex.: “A vida que me deram é maravilhosa. Essa não


perderei jamais”.

o Quando se quer retomar o substantivo mais distante na frase:


aquele.
 Ex.: “João e Carlos são muito amigos; este é padeiro,
aquele, mecânico”.

 Exemplos:

o Singular:

 Primeira Pessoa: este, esta, isto

 Segunda Pessoa: esse, essa, isso

 Terceira Pessoa: aquele, aquela, aquilo

o Plural:

 Primeira Pessoa: estes, estas

 Segunda Pessoa: esses, essas

 Terceira Pessoa: aqueles, aquelas

Pronome indefinido  

Aquele pronome que traz uma ideia vaga/indefinida. 

No entanto, o mais importante, ele pode mudar o sentido de uma oração


apenas mudando sua posição antes ou depois do substantivo.

 Ex.: algum, nenhum, muito, bastante, mais etc.


 ATENÇÃO A PALAVRAS COMO “MUITO”, “BASTANTE”, “TODO”,
“MAIS” E “POUCO”. 

Exemplos: 

 Fala muito. MUITO qualifica FALA (verbo), então é advérbio 


 Tem muito orgulho. MUITO se refere a ORGULHO (substantivo) e dá
ideia vaga de quantidade, então é pronome indefinido 
 Fala bastante. BASTANTE se refere a FALA (verbo), então é advérbio 
 Tem bastante orgulho. BASTANTE se refere a ORGULHO
(substantivo) e dá ideia vaga de quantidade = MUITO, então é pronome
indefinido 
 Tem orgulho bastante. BASTANTE se refere a ORGULHO (substantivo)
= SUFICIENTE, então é adjetivo.
 Ele chegou todo feliz. TODO se refere a FELIZ (adjetivo), então é
advérbio 
 Todo aluno é especial. TODO se refere a aluno (substantivo) e dá ideia

Pronomes Interrogativos

Todo pronome usado para fazer um questionamento.

 Ex.: Quem, qual, quanto etc.

Pronomes Relativos

Pronomes que retomam substantivos usado antes dele.

O pronome deve seguir a regência verbal.

 São eles.: Que, quem, onde, quando, o qual (os quais), a qual (as
quais), cujo(s), cuja(s)

ATENÇÃO!!! Cujo(s) e cuja(s) somente podem ser utilizados em sentido


de posse. E NUNCA se usa artigo após esses pronomes.

 Ex.: Tenho vários amigos cujas idades vão de 16 a 18 anos.


ATENÇÃO!!! Onde somente pode ser utilizado quando se tem relação de
lugar (É possível substituir “onde” por “em que”).

 Ex.: “Aonde você mora?” pode se tornar “Em que lugar você mora?”

ACENTUAÇÃO GRÁFICA
Monossílabas tônicos: são acentuados terminados em a(s), e(s), o(s).
Ex.:nós, pé, pá.
Oxítonas: pelo menos duas sílabas, última sílaba tônica acentua-se as
oxítonas terminadas em: a(s), e(s), o(s), em(ens), ditongo.
Ex.: paraná, café, cipó, também, chapéu, parabéns.
Paroxítonas: penúltima sílaba tônica. Acentua-se as paroxítonas terminadas
em: L, i(is), N,us, ps, ã
R, um, uns, on, x, ão
Ditongo
Ex.: fácil, íon, série, fênix, álbum.
Proparoxítonas: Antepenúltima silaba tônica. Todas as proparoxítonas são
acentuadas.

PONTUAÇÃO
A pontuação vem para auxiliar a escrita nas intenções da fala.
Ponto final -> Frase declarativa
Frases imperativas -> ordem
Exclamação -> Surpresa, felicidade, indignação, admiração, susto.
Depois das interjeições: ei! Psiu!...
Interrogação -> indagação, questionamento.
Vírgula ->
 Isolar o vocativo: Maria, venha cá!
Vocativo

 Isolar o aposto: Noslen, professor de língua portuguesa, está fazendo


regime. Aposto
 Isolar datas e endereços: Curitiba, 21 de março de 1979.
 Elementos de enumeração: Comprei pão, salame, queijo...
 Separar orações coordenadas assindéticas: João gritou, Ana saltou,
todos sorriram.
 Isolar elipses: Carlos fala inglês e Fernanda, francês.
Termo oculto-verbo
 Isolar orações intercaladas: Somos uma equipe, lembrou o treinador,
neste campeonato.
 Isolar orações subordinadas adjetivas explicativas: O homem, que é
um ser racional, vive pouco.
 Isolar conjunções adversativas e conclusivas: Fui ao jogo de futebol,
mas não encontrei ninguém. Mas, contudo, todavia, no entanto,..
 Isolar elementos explicativos: Isto é, ou melhor, digo, por exemplo,...
 Isolar adjuntos e orações adverbiais deslocados: Com certeza, ele
era o mais interessado no assunto.
Ponto e vírgula -> Pode ter a mesma função da vírgula.
e / ou
Pode ter a função do ponto final.
* Em listas.
Dois pontos ->
 Abrir um diálogo no discurso.
 Explicação ou enumeração.
 Antes de uma citação.
Aspas ->
 Estrangeirismos, gírias, expressões populares, arcaísmos e
neologismos.
Há “trombadinhas” nas cidades grandes “batendo carteiras”.
Por favor, antes de ir embora, faça um “backup” dos arquivos.
 Citação direta de fala.
 Ironia
Eles são uns “anjinhos”!
Parênteses ->
 Referências bibliográficas.
 Retirar trechos de textos.
Travessão ->
 Para enumeração.
 Diálogos em narrativas.
 Para enfatizar alguma palavra ou expressão em um texto me
substituição à vírgula.
O grupo teatral – super elogiado – estava deixando o hotel esta manhã.
FRASE (CLASSIFICAÇÕES)

Uma frase é um enunciado falado ou escrito que apresenta um sentido


completo, podendo conter apenas uma ou várias palavras. Através dos tipos de
frase é possível compreender a intencionalidade discursiva de uma frase.

Nas frases faladas, a intencionalidade discursiva é transmitida através da


entonação, do contexto, das expressões faciais, das pausas,… 

Nas frases escritas, os sinais de pontuação ajudam a definir o sentido das


frases, representando por escrito esses diversos recursos existentes na
linguagem oral.

Frases declarativas

Uma frase declarativa tem como intenção dar uma informação ou constatar um
fato. É pontuada com ponto final e pode ser afirmativa ou negativa.

Frases interrogativas

Numa frase interrogativa, o emissor faz uma pergunta ao interlocutor.


Ocorrendo uma interrogação direta, a frase deverá ser pontuada com ponto de
interrogação. Ocorrendo uma interrogação indireta, a frase deverá ser
pontuada com ponto final.

Frases interrogativas diretas:

 Que horas são?


 Você viu meu irmão?
 Posso passar?

Frases interrogativas indiretas:

 Eu queria saber que horas são.


 Eu queria saber se você viu meu irmão.
 Gostaria de saber se posso passar.

Frases imperativas

Uma frase imperativa tem como intenção dar ordens ou conselhos, bem como
fazer pedidos, havendo uma ação direta sobre o comportamento do
interlocutor. Pode ser pontuada com ponto de exclamação ou ponto final e
pode ser afirmativa ou negativa.
Frases imperativas afirmativas:

 Pare com esse barulho imediatamente!


 Ajuda-me aqui, por favor.
 Fale com minha mulher, ela pode ajudá-la.

Frases imperativas negativas:

 Não seja paranoico, ninguém estava falando de você.


 Não empurre seu irmão!
 Não faça confusão.

Frases exclamativas

Numa frase exclamativa, o emissor exprime um estado emotivo, exteriorizando


seus sentimentos. É pontuada com ponto de exclamação.

Frases optativas

Uma frase optativa é utilizada para exprimir um desejo, uma vontade. Deverá
ser pontuada com ponto de exclamação.

 Deus te acompanhe!
 Bons ventos te levem!
 Tomara que tudo dê certo!

Frase nominal e frase verbal

Além da classificação dos tipos de frase, as frases podem ser classificadas em


nominais e verbais.

Frase verbal é a frase que apresenta verbos na sua formação:

 O dia amanheceu frio.


 Já li o livro todo.
 Você entendeu alguma coisa?

Frase nominal é uma frase que não apresenta verbos na sua formação:

 Atenção!
 Coisa estranha...
 Que lindo!

Nota: Alguns autores defender não existir frases nominais, estando o verbo
meramente subentendido. 
USO DOS “PORQUÊS”

POR QUE

Em frases interrogativas (diretas ou indiretas).

Por que ele sumiu?

Pessoal, eu não sei por que ele sumiu.

Em substituição à expressão pelo qual.

As ruas por que passamos eram sujas.

PORQUE

Em frases afirmativas e respostas. Gramaticalmente é uma conjunção.

Não fui à festa porque choveu.

POR QUÊ

No final de frases.

Eles estão revoltados por quê?

Ele não veio não sei por quê.

PORQUÊ

Como substantivo.

Todos sabem o porquê de seu medo.

PERÍODO SIMPLES
Primeiramente período é um enunciado com sentido completo.
O período simples é construído por apenas uma oração, ou seja, um verbo.
Nesse caso a oração é chamada de absoluta.

PERÍODO COMPOSTO
É formado por mais de uma oração e pode ser classificado em período
composto por Coordenação e Período composto por Subordinação.
TERMOS DA ORAÇÃO:
Termos essenciais: Sujeito e predicado.
Termos integrantes: Objeto direto, objeto indireto, predicativo do sujeito,
predicativo do objeto, complemento nominal, agente da passiva.
Predicativo do Objeto é o elemento que atribui uma característica, estado ou
qualidade ao objeto. Exemplos: O professor deixou João desconsolado. Acho
as suas aulas fantásticas!
Predicativo do sujeito é o termo do predicado que tem a função de atribuir
uma qualidade ao sujeito. Essa função é feita por meio de um verbo que pode
ou não ser de ligação. Nesse caso, a função do verbo é informar algo
relacionado ao sujeito. Exemplo: A modelo é desastrada. Sujeito = A modelo.
Verbo de Ligação = é. Predicativo = desastrada.

Complemento nominal vai complementar o sentido de um adverbio, adjetivo ou


substantivo. Exemplo: “O pai estava orgulhoso dos seus filhos”.
Agente da passiva ocorre numa oração passiva e indica o sujeito que praticou
a ação do verbo e geralmente tem como núcleo a preposição por e algumas
vezes também de. Por exemplo, na voz ativa temos a oração: “O menino pôs a
bola sobre a cama”. O sujeito é O menino e o objeto direto é pôs a bola sobre a
cama. Na voz passiva o mesmo exemplo fica: “A bola foi posta sobre a cama
pelo menino”. O termo pelo menino é o agente da passiva.
Termos acessórios: adjunto adnominal, adjunto adverbial e aposto.
Adjuntos adnominais caracterizam o agente da ação, um substantivo. Isso é
feito através de adjetivos ou locuções adjetivas, pronomes, numerais ou
artigos. Exemplo: “O homem lindo sorriu para a jovem”. Os adjuntos
adnominais são: lindo, jovem.
Adjuntos adverbiais descrevem como que ocorreu as situações descritas
principalmente as espaciais, temporais e as que tem relação com a ação
praticada, o instrumento utilizado entre outros. Exemplo: “As meninas saíram
apressadas”. Se o termo apressadas for retirado o sentido da frase não é
perdido.
Aposto é aquele termo que explica o substantivo. Exemplo: “Sexta, dia 12, é
feriado”.
Ex.:

Amanhã, a Madalena pagará suas dívidas ao banco.

Sujeito: a Madalena
Predicado: pagará suas dívidas ao banco
Objeto direto: suas dívidas
Objeto indireto: ao banco
Adjunto adverbial: amanhã
Adjunto adnominal: a, suas

PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO


Nesse período a oração não exerce função sintática com relação a outras
orações – ela é independente das outras.

Ex.: Acordei/, tomei café/ e apanhei o ônibus. Viu o filme,/ mas não
compreendeu o enredo.

Orações coordenadas sindéticas e assindéticas

Mediante ao uso ou não de conjunção.

Ex.: Acordei/, tomei café/ e apanhei o ônibus. (duas orações coordenadas


assindéticas e uma oração coordenada sindética “e apanhei o ônibus.”)
Viu o filme/ mas não compreendeu o enredo. (uma oração coordenada
assindética e uma oração coordenada sindética “mas não compreendeu o
enredo.”)

Classificação das Orações Coordenadas Sindéticas

 Aditivas - exprimem ideia de soma. Exemplo: Faço natação e judô.


 Adversativas - exprimem ideia de adversidade, contrariedade. Exemplo:
Vou ao casamento, todavia não posso ficar para a festa.
 Alternativas - exprimem ideia de alternância, escolha. Exemplo: Vamos
ao cinema hoje, quer você queira quer não.
 Conclusivas - exprimem ideia de conclusão. Exemplo: Está
chovendo, portanto, não vamos ao parque.
 Explicativas - exprimem ideia de explicação, justificação. Exemplo:
Estou atrasado, na verdade, adormeci.

PERÍODO COMPOSTO POR SUBORDINAÇÃO

No período composto por subordinação a oração exerce função sintática com


relação a outras orações, uma vez que se relacionam entre si.

Ex.: Não entendi/ o que você quis dizer com isso.


Vou sair/ para esquecer o acontecimento.

Classificação das Orações Subordinadas

Orações Subordinadas Substantivas: Exercem função de substantivo.


Ex.: É urgente/ que você ligue para a escola. Lembre-se/ de fazer as compras.
Orações Subordinadas Adjetivas: Exercem função de adjetivo.

Ex.: Não gosto de pessoas/ que estão sempre a reclamar.


As matérias/ que são mais difíceis/ exigem mais de nós

Orações Subordinadas Adverbiais: Exercem função de advérbio.

Ex.:"Enquanto um burro fala,/ o outro abaixa a orelha."


O pudim da avó é tão saboroso/ quanto o da mãe.

PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO E POR SUBORDINAÇÃO

O período composto por coordenação e por subordinação é formado por uma


oração principal, por uma ou mais orações subordinadas e por uma ou mais
orações coordenadas.

Somente existe oração principal em relação à oração subordinada, nunca em


relação à oração coordenada.

Ex.: Espero/ que você não se atrase/ e me ajude com o jantar.


Vamos esconder-nos/ quando ele chegar/ e cantar.

Na primeira oração, temos:

 Oração principal: Espero


 Oração subordinada: que você não se atrase
 Oração coordenada: e me ajude com o jantar.

Enquanto na segunda oração, temos:

 Oração principal: Vamos esconder-nos


 Oração subordinada: quando ele chegar
 Oração coordenada: e cantar.

ORAÇÃO REDUZIDAS

apresentam o verbo nas formas de gerúndio, particípio ou infinitivo, ou seja,


nas suas formas nominais.

Orações Reduzidas de Infinitivo

SUBSTANTIVAS SUBJETIVAS: exercem a função de sujeito do verbo de outra


oração.

Exemplos:
– Não convém agires desta maneira.
– É certo ter ocorrido uma discussão de interessados.
– É necessário gostar de frutas, legumes e verduras.

SUBSTANTIVAS OBJETIVAS DIRETAS: exercem a função de objeto direto.

Exemplos:

– Peça-lhes fazer silêncio.


– O técnico assegurou serem seguros os equipamentos.
– As crianças fazem rir seus pais.
– Ordenou saírem todos imediatamente.

SUBSTANTIVAS OBJETIVAS INDIRETAS:  aquelas que funcionam como


objeto indireto da oração principal.

Exemplos:

– Gosto de ficar sozinha.


– Aconselho-te a sair logo.

SUBSTANTIVAS PREDICATIVAS: funcionam como adjetivo da oração


principal.

Exemplos:

– Seu desejo era adquirir uma casa.


– O melhor seria fazerem a viagem.

SUBSTANTIVAS COMPLETIVAS NOMINAIS: funcionam como complemento


de um nome da oração principal.

Exemplos:

– Ele está disposto a arriscar tudo.


– Beatriz estava disposta a sair da casa.

SUBSTANTIVAS APOSITIVAS: aquelas que funcionam como aposto da


oração principal.

Exemplos:

– Ele nos fez um convite: comparecermos ao seu aniversário.


– Recomendou-lhe dois procedimentos: ler e refletir a obra de Carlos
Drummond de Andrade.

ADJETIVAS: funcionam como adjetivo da oração principal.

Exemplos:
– Ele foi o único a apreciar a peça. (restritiva)
– Aquele, a encenar no palco, é meu amigo. (explicativa)

ADVEBIAIS: funcionam como adjunto adverbial da oração principal.

Exemplos:

– Eu lamento por ter chegado tarde. (causal)


– Alegraram-se ao receberem as medalhas. (temporal)
– Fiz um empréstimo para viajar. (final)
– Apesar de estar triste ele continua sorridente. (concessiva)
– Não poderá voltar ao trabalho sem me avisar com antecedência.
(condicional)
– Ele se distraiu tanto a ponto de esquecer a discussão. (consecutiva)

Reduzidas de Gerúndio

SUBORDINADAS ADJETIVAS:

Exemplos:

– Gosto de crianças correndo pela sala. (restritiva)


– Encontrei João, saindo de férias. (explicativa)

SUBORDINADAS ADVEBIAIS:

Exemplos:

– Retornando de férias, volte ao trabalho. (temporal)


– Desconfiando de suas explicações, dispensei-o. (causal)
– Mesmo estando doente assisti às aulas. (concessiva)
– Querendo, você conseguirá obter resultados positivas nas provas.
(condicional)

Reduzidas de Particípio

SUBORDINADAS ADJETIVAS

Exemplos:

– Temos apenas um automóvel comprado com sacrifício. (restritiva)


– Fiquei surpresa com a casa, pintada de verde. (explicativa)

ADVEBIAIS:

Exemplos:

– Ferido na perna, ele não pode mais jogar futebol. (causal)


– Terminada a aula, os alunos retiraram-se da sala. (temporal)
– Excluídas as doações, como continuaremos com o projeto? (condicional)
– Vencido o jogo, continuarão treinando. (concessiva)

CONCORDÂNCIA VERBAL E NOMINAL

Concordância verbal

SUJEITO SIMPLES

O verbo concordará com o sujeito em número e pessoa, mesmo que este


venha deslocado.

SUJEITO COMPOSTO

 Quando o sujeito composto estiver posicionado antes do verbo, este


ficará no plural.

João e Carlos deslizaram na pista

*O verbo pode ficar no singular em dois casos: quando os núcleos são


sinônimos e quando formam uma enumeração gradativa.

 Quando o sujeito composto estiver depois do verbo, este poderá


concordar com o mais próximo, ou ficar no plural.

Foi ao parque de diversão o filho, a mãe e o pai ou Foram ao parque de


diversão o filho, a mãe e o pai

 Quando o verbo for constituído por pessoas gramaticais diferentes, ele


ficará no plural.

Eu, tu e seu amigo vamos ao cinema

Tu e seu amigo vais ao cinema

Quando os núcleos do sujeito ficarem ligados pela conjunção ‘’ou’’, o verbo


ficará no singular se houver a ideia de exclusão. Se houver a ideia de inclusão
o verbo irá para o plural.

Pedro ou Antônio será o presidente do clube.

Mamão ou laranja fazem bem a saúde.

Verbos impessoais
 Verbo Haver
É impessoal quando empregado no sentido de existir, fica na 3 pessoa do
singular e não tem sujeito.
Havia muitos alunos na sala de aula.
Deve haver vinte pessoas na sala.
 Verbo fazer
É impessoal quando empregado na indicação de tempo transcorrido.
Nesses casos, como não tem sujeito fica na 3 pessoa do singular.
Faz anos que não a vejo.
 Verbo ser
Quando indicar horas, distância e datas, o verbo ser concordará com o
predicativo. Nesse caso ele é impessoal.
É uma hora.
São dez horas.
Uso com o pronome “se”
Vendem-se casas.
*Os verbos transitivos diretos ou os transitivos diretos e indiretos, quando
apassivados pelo pronome “se”, concordam com o sujeito.
Precisa-se de novos funcionários.
*Verbo + se + prep. = verbo no singular.
Concordância nominal
O artigo, o pronome, o numeral e o adjetivo devem concordar em gênero e
número com o substantivo ao que se referem.
Os nossos dois brinquedos preferidos foram quebrados.
Adjetivo referente a vários substantivos
1-Quando o adjetivo vier depois de dois ou mais substantivos do mesmo
gênero, há duas possibilidades de concordância.
O governador recebeu ministro e secretário espanhol.
O governador recebeu ministro e secretário espanhóis.
2-Quando o adjetivo vier posposto a dois ou mais substantivos de gêneros
diferentes, também há duas possibilidades de concordância.
Ele apresentou argumento e razão justos.
Ele apresentou argumento e razão justa.
Ele apresentou razão e argumento justo.
3-Quando o adjetivo vier anteposto a dois ou mais substantivos, concordará
com o mais próximo, se funcionar como adjunto adnominal; entretanto se
funcionar como predicativo, haverá duas possibilidades: poderá ir para o plural
ou concordar com o mais próximo.
Nunca vi tamanho desrespeito e ingratidão. (funciona como adjunto adnominal,
verbo de ação)
Permaneceu fechada a porta e o portão. (funciona como predicativo do sujeito,
verbo de ligação)
Permaneceram fechados a porta e o portão. (funciona como predicativo do
sujeito, verbo de ligação)
Dois adjetivos referentes a um substantivo
Admitem duas possibilidades:
Meu professor ensina a língua inglesa e a francesa.
*O substantivo fica no singular e põe-se o artigo também antes do segundo adjetivo.

Meu professor ensina as línguas inglesa e francesa.


*O substantivo fica no plural e omite-se p artigo antes do segundo.

Casos particulares de concordância nominal


 Não existe menas nem plural de alerta.
 É proibida a entrada de menores.
É proibido entrada de menores.
*Quando se coloca o artigo a palavra fica no feminino e quando não tem o artigo a
palavra fica no masculino. O mesmo vale para é necessário e é bom.

* Bastante .
* Meio A) Quando têm o valor de adverbio ficam invariáveis
* Caro -> B) Quando têm o calor de adjetivo, concordam com o
* Barato substantivo.
* Muito

B) Serviu-nos meia porção de arroz.


Conversamos bastantes vezes sobre isso. (Tem o sentido de muitas)
Os automóveis estão caros.
As frutas estão baratas.
Já é meio-dia e meia.
A) Maria está meio aborrecida.
Os automóveis custam caro.
As laranjas custam barato.
Estamos muito cansados.
 Os adjetivos anexos, obrigado, incluso, mesmo, próprio, só leso, quite
concordam com o substantivo a que se referem.
Anexos aos e-mails vão os documentos.
A carta segue anexa.
Ela mesma redigiu a carta.
Os documentos estão inclusos.
Eles estão sós.
Estou quite com você.
Muito obrigada dizem as meninas.
* O advérbio só (equivalente a somente) e as expressões em anexo e a
sós são invariáveis.
Elas só esperam uma nova oportunidade.
As meninas ficaram a sós no quarto.
Leia a carta e veja as fotografias em anexo.

NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO


Acentos
Trema: Só em palavras estrangeiras
Acento diferencial em palavras homógrafas: Perdem o acento
Acento diferencial que distingue tempo verbal e singular e plural de
verbos: Permanece
Acento circunflexo: desaparece nas palavras terminadas em eem e em
palavras com o hiato oo
Paroxítonas com os ditongos abertos ei e oi: Perdem o acento
Paroxítonas com i e u tônico depois de ditongo: perdem o acento

Hífen
Palavras que têm o prefixo terminado em vogal diferente da vogal que
inicia o segundo termo: o hífen não é empregado. Exs.: Coedição,
extraescolar, infraestrutura, semiaberto, semianalfabeto...
Palavras que o segundo termo é in iniciado com a letra h: O hífen é
empregado: Super-homem, anti-higiênico...
Palavras cujo o prefixo termina em vogal e o segundo termo começa com
r e s: O hífen não é empregado e as letras são duplicadas: Neorrealismo,
Ultrassom, Contrassenso...
Palavras cujo prefixo termina em vogal e a primeira letra do segundo
termo começa com consoante diferente de r e s: O hífen não é empregado:
Pseudoprofessor, semicírculo, semideus, seminovo, semiembriagado,
microcomputador...
Palavras cujo prefixo termina com a mesma vogal que começa o segundo
termo: o hífen é empregado: Anti-inflamatório, micro-ondas, micro- ônibus...
Palavras cujo prefixo termina com a mesma consoante que começa o
segundo termo: O hífen é empregado: Inter-racial, super-romântico, hiper-
requintado...
Palavras cujo prefixo é re e o segundo termo começa com a letra e: o hífen
não é empregado: reeditar, reeducação, reeleição...
Palavras com prefixo co: O hífen não é empregado e se o segundo termo
começar com a letra h perde o h: Coabitante, coautor...

SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS


O significado das palavras é estudado pela semântica, a parte da gramática
que estuda não só o sentido das palavras como as relações de sentido que as
palavras estabelecem entre si: relações de sinonímia, antonímia, paronímia,
homonímia, ...
Sinonímia e antonímia
Sinonímia: Significados semelhantes. Exs.:

 importante: significativo, considerável, prestigiado, indispensável,


fundamental,...
 necessário: essencial, fundamental, forçoso, obrigatório,
imprescindível,...

Antonímia: Significados opostos. Exs.:


 dedicado: desinteressado
 pontual: atrasado
Homonímia e paronímia

A homonímia se refere à capacidade das palavras serem homônimas (som


igual, escrita igual, significado diferente), homófonas (som igual, escrita
diferente, significado diferente) ou homógrafas (som diferente, escrita igual,
significado diferente).

Exemplos de palavras homônimas:


 rio (curso de água) e rio (verbo rir);
 caminho (itinerário) e caminho (verbo caminhar).
 guarda (segurança) e guarda (verbo guardar)

Exemplos de palavras homófonas:

 cem (100) e sem (indica falta)


 senso (sentido) e censo (levantamento estatístico)

Exemplos de palavras homógrafas:

 colher (talher) e colher (apanhar);


 acerto (correção) e acerto (verbo acertar);
 molho (preparo culinário) e molho (verbo molhar)

Polissemia e monossemia

A polissemia indica a capacidade de uma palavra apresentar uma


multiplicidade de significados, conforme o contexto frásico em que ocorre.
A monossemia indica que determinadas palavras apresentam apenas um
significado. 

Exemplos de palavras polissêmicas:

 Cabeça (parte do corpo humano e líder do grupo, com origem comum na


palavra em latim capitia);
 Letra (símbolo de escrita e documento substituto de dinheiro, com
origem comum na palavra em latim littera).

Exemplos de palavras monossêmicas:

 Estetoscópio (instrumento médico);


 Eneágono (polígono com nove ângulos)

Denotação e conotação

A denotação indica a capacidade das palavras apresentarem um sentido literal


e objetivo. A conotação indica a capacidade das palavras apresentarem um
sentido figurado e simbólico.

Exemplos de palavras com sentido denotativo:

 O navio atracou no porto.


 A anta é um mamífero.
Exemplos de palavras com sentido conotativo:

 Você é o meu porto.


 Pense pela sua própria cabeça, sua anta!

Hiperonímia e hiponímia

A hiperonímia e a hiponímia indicam a capacidade das palavras


estabelecerem relações hierárquicas de significado. Um hiperônimo, palavra
superior com um sentido mais abrangente, engloba um hipônimo, palavra
inferior com sentido mais restrito.

Fruta é hiperônimo de morango.


Morango é hipônimo de fruta.

Exemplos de hiperônimos:

 ferramenta
 ave

Exemplo de hipônimos:

 martelo, serrote, alicate, enxada, chave de fenda,...


 papagaio, gaivota, bem-te-vi, arara, coruja,...

Formas variantes

As formas variantes se referem a palavras que possuem mais do que uma


grafia correta, sem que haja alteração do seu significado. 

Exemplos:

 abdome e abdômen;
 bêbado e bêbedo;
 embaralhar e baralhar;
 enfarte e infarto;
 louro e loiro.

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