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Lógica:

 Princípio de Regressão ou Reversão: Consiste em resolver um problema no sentido


inverso, de sua resposta final até a sua inicial.
o Por isso se utiliza operações matemáticas (adição, subtração, multiplicação e
divisão) inversas às descritas no enunciado.
o Identificação de um Problema de Regressão:
 O enunciado não fornece valor inicial;
 Apresenta uma sequência de operações matemáticas;
 Fornece na conclusão do enunciado o resultado final.
o Dicas:
 Método do quadradinho.
 Estruturas Lógicas:
o A lógica argumentativa é composta por proposições, ou seja, sentenças
declarativas que possuem valores de verdade.
 Ou seja, uma proposição lógica é sempre uma sentença fechada1. Isso
pois, admite apenas um valor lógico (verdadeiro ou falso) por vez.
 Princípio do Terceiro Excluído.
 Para os valores lógicos temos dois axiomas importantes:
 Princípio da Não-Contradição: Uma proposição não pode ser
verdadeira e falsa ao mesmo tempo.
 Princípio do Terceiro Excluído : Toda proposição somente será
ou verdadeira ou falsa, nunca um terceiro valor.
o Proposições lógicas representam ideias ou pensamentos que geralmente
apontam fatos ou exprimem juízos sobre o mundo ou algum determinado
conceito.
o Proposições lógicas podem ser de dois tipos:
 Simples: Sentença não composta por nenhuma outra sentença lógica.
São designadas por letras minúsculas (p,q,r,s...)
 Composta: Sentenças compostas por uma ou mais combinações de
sentenças simples. São representadas por letras maiúsculas (P,Q,R,S...)
 As combinações de sentenças simples são feitas por meio de
conectivos (operadores) lógicos. São eles:
o Negação (~) – NOT;
 Inverte valor.
o Conjunção (^) – AND;
 Um F já garante resultado F.
o Disjunção Inclusiva (v) – OR;
 Um V já garante resultado V.
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Por oposição, sentenças abertas são aquelas que não podem assumir algum valor de verdade. Desse
modo, elas nunca podem ser consideradas como sentenças lógicas.
 Frases interrogativas. Ex.: Vai chover hoje?
 Frases exclamativas. Ex.: Que lindo!
 Frases imperativas. Ex.: Vá estudar agora!
 Frases sem sentido. Ex.: Essa frase é falsa (paradoxo); O cachorro do meu vizinho morreu
(ambiguidade);
o Disjunção Exclusiva (v) – XOR;
 Apenas valores diferentes garantem V.
o Condicional (-->) – IF...THEN;
 Se o primeiro valor é V garante um V apenas
quando o segundo também for V;
 Se o primeiro valor é F, o resultado é
indiferente, considerado, portanto, V.
o Bicondicional (<-->) – ONLY...IF;
 Somente é V se e somente se ambos os
valores forem iguais.
 Conceitos de Tautologia, Contradição e Contingência
o Tautologia: É toda proposição que somente possui verdadeiro (V) como valor
lógico.
o Contradição: É toda proposição que somente possui falso (F) como valor
lógico.
 Ela é a negação de uma tautologia.
o Contingência: Qualquer proposição lógica válida.
 Proposições Equivalentes: São equivalentes aquelas proposições que possuam a
mesma tabela verdade, ainda que possuam uma formula lógica distinta.
 Leis de Morgan:

 Implicação Lógica: Uma proposição composta P implica em uma outra Q, se e


somente se todas as vezes que P for V, então, Q também seja V.
o O inverso não precisa ser verdadeiro.
o Teorema: P(p, q, r,...) implica Q(p, q, r,...) se e somente se P(p, q, r,...)  Q(p,
q, r,...).
 P  Q é tautológico, sempre é V.
o Exemplo:

o Propriedades Implicação:
 Reflexiva: Qualquer proposição complexa implica a si mesma.
 Transitiva: Se P => Q e Q => R, então P => R.
o Princípio da Inconsistência: Como “p ^ ~p → q” é tautológica, subsiste a
implicação lógica p ^ ~p ⇒ q.
 Inconsistência se dá quando as premissas de um argumento são
contraditórias.
 Assim, de uma contradição p ^ ~p se deduz qualquer proposição q.
 Regras de Inferência: Técnicas que analisam as premissas em conjunto de modo a
adquirir conclusões (parciais) acerca de seus valores lógicos.
o São elas:
 Adição: Se me for dada uma premissa ‘p’ (ou ‘q’) cujo valor é V, eu
posso inferir como V a disjunção ‘p \/ q’.
 Simplificação: Se há como premissa uma conjunção ‘p /\ q’,
pressuposta como V, é possível inferir tanto ‘p’ quanto ‘q’ como
também V.
 Conjunção: Dada duas premissas ‘p’ e ‘q’ cujo valor de verdade é V, é
possível inferir a conjunção p /\ q.

 Modus Ponens (Afirmação do Antecedente) : Dada uma condicional p


 q como premissa, e se sabe que ‘p’ (o antecedente) é V, então
podemos inferir que o consequente ‘q’ é também V.
 Ex.: Se eu toco violão, então eu fico feliz. Hoje eu toquei
violão. Portanto eu fiquei feliz.
o Antecedente(p): Eu toco violão.
o Consequente (q): Eu estou feliz.
o Nesse caso, a premissa II (“Hoje toquei violão”) me
garante ‘p’. Pelo Modus Ponens, então, posso afirmar
‘q’ também.
 Modus Tollens (Negação do Consequente): Dada uma condicional p 
q como premissa, e se sabe que ‘q’ (o consequente) não é V, é
possível, então, inferir que o antecedente ‘p’ também não é F.
 Ex.: Se eu me livro do apartamento, eu fico feliz. Até hoje eu
não me livrei do apartamento. Portanto, eu ainda não fiquei
feliz.
 Silogismo Disjuntivo: Dada uma disjunção p \/ q, e se sabe que p (ou q)
é F, então é possível inferir que q (ou p) seja V.
 Regra do Silogismo Hipotético: Caso saiba que pq e que qr, então
é possível inferir que pr.
 Princípio da transitividade de implicações.
 Ex.: Se chove, então o rio alaga. Se o rio alaga, então a ponte é
interditada. Pode-se inferir que se chove, então a ponte é
interditada.
 Lógica de Primeira Ordem: Existem alguns argumentos que atribuem quantificadores
a suas proposições.
o Sendo A e B termos da proposição (chama também de Proposições
Categóricas), esses quantificadores são:
 Todo A é B;
 Algum A é B;
 Algum A não é B;
 Nenhum A é B.
o Esses quantificadores são classificados quanto a sua qualidade (afirmativa ou
negativa) e sua quantidade (universal e particular).
 Qualidade:
 Afirmativa – Todo A é B / Algum A é B.
 Negativa – Nenhum A é B / Algum A não é B.
 Quantidade:
 Universal – Todo A é B / Nenhum A é B.
 Particular – Algum A é B / Algum A não é B.
 A partir dessas classificações é possível fazer uma relação entre
ambas, de onde tiramos:
o Negação das Proposições Categóricas: Ao negar uma proposição categórica,
inverte-se todos os seus quantificadores.
 Proposição Universal se torna Particular. E vice-versa.
 Proposição Afirmativa se torna Negativa. E vice-versa.
 Exemplos:
 Para “Todo A é B” sua negação se torna “Algum A não é B”.
 Para “Nenhum A é B” sua negação se torna “Algum A é B”.
 Para “Algum A é B” sua negação se torna “Nenhum A é B”.
 Para “Algum A não é B” sua negação se torna “Todo A é B”.

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