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Mirian, a visão de que a realidade do teu sogro é o Cristo está correta, mas o desfazer da

percepção equivocada é sempre algo que vai para nós mesmos. É o caso de, na oração, subir
de nível, reconhecendo que tanto você quanto ele são um só Ser. Portanto, assumir a
responsabilidade sozinha por toda projeção percebida, e então entregar este pensamento que
contém o “teatrinho” todo ao Espírito Santo, para que Ele cure o pensamento de todo
equívoco. Este é o caminho para a liberação tanto dele quanto tua e dos demais envolvidos
nisso. E com esta cura, o mesmo pensamento pode retornar à consciência, agora trazendo os
testemunhos de paz em lugar dos testemunhos de aflição e morte vistos anteriormente.

Bom dia Amados 🌹

O QUE ACONTECERÁ QUANDO EU MORRER?

" Uma pergunta que as pessoas frequentemente fazem é " o que acontecerá quando eu
morrer? "

O problema com essa pergunta , apesar de ser uma pergunta sincera, é que está baseada na
premissa de que você está no corpo e quer saber o que acontecerá quando sair do corpo.

Primeiro tem que ficar claro que o que você é, a quem o curso se refere , não é o eu- corpo.
Esse você, é a parte da mente, que escolhe . É o tomador de decisão , sonhando que está no
corpo.

Sonhando que nasceu em um corpo, num período de tempo.

E sonhando que seu corpo morre .

Durante todo o tempo em que esse sonho está ocorrendo , você é parte da mente que escolhe
entre o ego e o Espírito Santo .

Então o que acontece quando você morre ? NADA, porque nada acontece enquanto você
acredita que está no corpo.

Pense em si mesmo assistindo a um filme em casa sentado na poltrona mais confortável e


durante duas horas ficando totalmente identificado com o filme. Quando o filme acaba você
continua sentado na sua poltrona confortável? Ou você acaba junto com o filme?

VOCÊ, tomador de decisão, é a parte da mente que decide o filme que quer assistir.

Culpa e medo na mente, apenas pareceram sumir da mente , durante a identificação com o
corpo. Apenas parecem sumir da mente e estar no mundo.

Mas como só existe mente , nada acontece no corpo.

Assim, quando o corpo morre , a culpa e o medo inconscientes continuam na mente. Nada
mudou.
Se o corpo morre e a mente está identificada com a mente errada, você terá pensamentos e
experiências da mente errada.

Se o corpo morre e sua mente está na mente certa , você terá pensamentos e experiências da
mente certa.

É só isso.

Exatamente como acontece durante o tempo em que nos percebemos no corpo .

Por isso não é uma questão do corpo morrer ou continuar vivo , e sim de corrigir a mente .

Pensamentos sejam da mente certa ou mente errada, estão na mente e a mente não está no
corpo. O que muda é você como o tomador de decisão , escolhendo o ego ou o Espírito Santo.

Fora disso nada muda.

Não se iludam, nada está acontecendo no corpo ".

Ken Wapnick- DHARMALOG - Aos que tem medo de morrer.

DHARMALOG

Rafaela, a teu pedido, deixo um comentário aqui sobre o ego e nossa ligação com as coisas
feitas por ele. E o curso deixa claro que nós não somos responsáveis (ou autores) diretos pelas
coisa que o ego fez e faz. Tanto isto é fato que o curso diz que todos os erros que nós
acreditamos que fizemos, nós não os cometemos, e sim, que o ego os fez. No entanto, nós
somos os responsáveis pela existência do ego. E é sobre este fato que precisamos assumir a
responsabilidade sozinhos. E assim que a assumirmos, largarmos este pensamento que
contém esta responsabilidade imediatamente ao Espírito Santo, para que Ele o cure por nós.
Pois, se do contrário, nós retivermos este pensamento, ele será fonte de enorme culpa e
sofrimento.

Quanto a diminuta e louca ideia que surgiu na mente do Cristo no Céu, e que continha o
conteúdo de fazer algo a mais, ou além de Deus, o acreditar nela é que trouxe o senso de
separação de Deus. E chamamos de ego ao conteúdo que se desenrolou de dentro deste
senso. Por isso, desfazendo o senso de separação de Deus, desfaz-se o ego. Desfazendo-se o
ego, desfazem-se todos os erros. E assim, o que restará é a consciência da perfeita unicidade
em Deus.

Márcia, este teu dilema vem do que Jesus descreve como sendo confusão de níveis. E todos
nós a temos, ou não poderíamos acreditar que somos um ser individual e separado do todo. O
curso nos trás a metafísica para que possamos, primeiro intelectualmente, e depois, com a
experiência dos resultados do perdão verdadeiro, por convicção, corrigir estas falhas de
pensamento.
Assim, aprendemos que o nosso mundo físico e comportamental é a “tela” onde a mente
unificada separada (resultante da diminuta e louca ideia que o Filho teve no Céu) projetou o
que acreditou ter feito.

Com esta projeção, a mente unificada separada se dividiu em milhares de consciências


individuais, e cada uma destas frações veio a se identificar como sendo um ser pessoal e
individual dentro do mundo projetado.

Considerando que todas as coisas daqui vieram da projeção deste nível acima (da mente
unificada separada) no perdão aceitamos a realidade de ainda sermos um único ser. E então
levamos todos os equívocos percebidos no mundo como sendo parte de nós mesmos ao
Espírito Santo para a correção verdadeira.

Isto não conflita com o fato de que no nível físico não somos responsáveis pelos equívocos dos
outros, mas somente pela forma (ou com qual mentalidade) que percebemos o que vemos
neles.

Porém, para que os milagres possam substituir todos os conflitos em nossa mente e que estão
projetados neste mundo, é preciso elevar-se por um instante a esta consciência, pois só então
teremos o poder de largar todo conflito para a correção do Espírito Santo

Fabrício. O curso não tem uma seção específica sobre animais, porém como a abrangência da
mente certa é total e inclusiva, podemos encontrar lições úteis nele. Você relatou tua perda, e
como há poucas semanas também passei por isto, decidi relatar a minha experiência. Espero
que possa ser útil a todos que eventualmente “perderam” algum animal de estimação e
estejam se sentindo em falta.

Posso começar contando que se tratava da cachorra Labradora do meu filho, que ele recebeu
quando tinha oito anos. Nem preciso dizer que nos treze anos de vida dela, ela foi a melhor
coisa que eu e meu esposo pudemos ter-lhe dado. Mas nos últimos meses, ela vinha
definhando pela idade e acrescido pelo que pareceu ser uma picada (em seu focinho)
possivelmente de uma aranha venenosa. Como o tratamento veterinário não reverteu seu
estado coube a mim, apoiada em um parecer do veterinário, a decisão de libertá-la do corpo
que lhe trazia demência e dor; o que foi feito na clínica com todos os recursos para “apaga-la”
enquanto dormia, sem nenhum sofrimento. Devido às circunstancias, era o mais amoroso e
certo a se fazer. E o curso nos diz que quando nos vem um sentimento de profunda paz, isto é
um aferidor de que foi a coisa certa a ser feita.

Contei o ocorrido somente para poder falar do tipo de pensamento que mantive presente o
tempo todo, e que fez toda diferença. Como vim preparando meu filho e meu esposo, eles
também partilharam da certeza e paz desta libertação. Cada um de nós se despediu a seu
modo dela, mas não foi uma hora triste. Pelo contrário, gratidão foi o sentimento
prevalecente. Prova disso é que duas horas depois do procedimento eu tinha reunião on-line
com o grupo (era uma quinta) e o tempo todo durante o estudo senti-me agraciada pela
presença viva da realidade dela em minha mente. Só posso ainda acrescentar o quanto o saber
(aprendi no Ucem) que o que era verdadeiro nela não era o corpo em si, e sim o pensamento
projetado a partir da minha mente unificada, me ajudou a ver além da forma para o conteúdo
de Amor de um pensamento do Filho de Deus, logo, também de Deus. E tudo que vem de Deus
é real, imutável e eterno. Então, como que eu poderia estar em falta diante de tal
compreensão? Até hoje quando me lembro dela, a imagem que vejo é da forma física, mas o
conteúdo que me vem é da presença dos pensamentos amorosos que ela teve. Estes são
criação e o Espírito Santo os restitui a condição de Céu, como parte íntegra do Cristo, único
Filho de Deus.

Eventualmente alguém poderia se perguntar de como que os animais podem despertar se


eles, que obviamente também possuem ego, não têm a capacidade de raciocinar em termos
de aprenderem sobre o perdão. Como dica para um entendimento, vale lembrar que eles
(assim como todo reino animal, vegetal e mineral) são projeção de nossa mente unificada
separada, e que quando despertamos, trazemos em nossa consciência a presença de todos os
pensamentos que projetamos para fora e que deram origem a estas formas. Sendo assim, no
nosso despertar, o mundo todo desperta junto. Assim é para cada aspecto da mente (cada um
de nós) que se lembra de Quem ele É. E quando o último fracionamento da mente se lembrar
do Todo, o mundo deixará de parecer que existe, e só o Reino de Deus, acrescido de todos os
pensamentos amorosos que o Espírito Santo resgatou do sonho do Filho de Deus, será a
realidade vivenciada na (nossa) mente da Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo.

Se algo aconteceu, aconteceu. Isso agora é um fato. Esse é um fato perceptivo no universo
ilusório. Algo aconteceu. Tudo o que importa agora é: como reajo a isso? Eu ataco? Eu critico
isso? Eu julgo isso? Eu aceito isso? Eu amo isso? Eu odeio isso? Ou eu percebo que isso não
tem nada a ver comigo? E essa é a lição que queremos aprender. Algumas das formas da sala
de aula são muito dolorosas. Algumas coisas são muito, muito felizes. Mas não faz diferença
porque a lição é sempre a mesma.

A pergunta sempre a fazer é: "O que isso tem a ver comigo?" Talvez tenha a ver com meu
corpo, mas é essa a lição que quero aprender? Que sou um corpo que pode ser afetado por
outros corpos? Ou a lição que quero aprender é que não sou um corpo e, portanto, não
importa o que seja feito, não tem efeito sobre mim.

Kenneth Wapnick, Ph.D.

Narcisismo: O Mito do Ego

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