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MANUAL DE

OPÇÕES
MANUAL DE OÇÕES

O que você vai aprender neste e-book?


O que são opções?
1 Entenda o que são as opções de forma
simples e didática.

2
Put e Call
Neste capítulo, você vai aprender as
diferenças entre PUT e CALL e como funciona
comprar/vender cada uma delas.

3 Utilidade das opções


Aqui você encontrará alguns dos principais
motivos do por quê os investidores
compram/vendem opções.

4 Como investir
Nesta seção, você encontrará o conceito
operacional e a nomenclatura das opções.

5 Classificação e Tipos de opções


Neste capítulo, você irá entender como as
opções são classificadas no mercado.

6 Atenção Traders!
Os principais alertas antes de investir em
opções.
O QUE SÃO OPÇÕES?

A definição de opções, encontrada nos livros, muitas vezes não é


prática e objetiva. Além disso, pode levar a um não entendimento.
Então, para descomplicarmos o seu significado iremos fazer
uma analogia com seguro de carros.
Observe o exemplo a seguir:
Suponha que você tenha comprado um seguro de carro; logo você já
comprou uma opção de venda. Como assim? Você tem o direito de
vender esse carro em uma determinada data caso aconteça um
sinistro. Ou seja, se você compra um seguro e paga nele R$4.000,00
por ano, você tem o direito de vender o seu carro para seguradora,
por exemplo, a R$60.000,00 se acontecer algum sinistro em até um
ano. O cenário descrito nesse exemplo é exatamente o que
chamamos de opção de venda.
Enquanto você que é o comprador do seguro tem o direito, a
seguradora que vende esta opção para você tem a obrigação. Melhor
dizendo, a seguradora tem a obrigação de comprar o seu carro, caso
aconteça algum sinistro em até um ano (valor coberto pelo seu
seguro). Caso não aconteça nenhum sinistro em até um ano, você
perde esses R$4.000,00.

Assim como ações, títulos do governo ou debêntures, opções são


ativos negociados no mercado financeiro. Como o preço das
opções deriva da cotação de outros ativos como ações, índices de
ações ou moedas, as opções são classificadas como
derivativos. Como descrito no exemplo acima, isso quer dizer
que são contratos entre duas partes que preveem a compra e
venda desses ativos em data futura por um preço pré-
estabelecido.
PUT E CALL

Put = Opção de Venda (seguro)


No mercado financeiro esta operação (descrita no capítulo anterior)
recebe o nome de put e elas são negociadas a mercado e a todo
momento. Caso você compre uma put, tem o direito de vender um
determinado ativo a um determinado valor.
Por exemplo, você tem ações de uma determinada empresa e não
quer vendê-las, independente do motivo. Porém você acha que as
ações dessa empresa vão desvalorizar. O que você pode fazer nessa
situação?
Você pode comprar uma put (opção de venda) dessa ação no valor
atual. Suponha que essa ação hoje esteja R$25,00 e o direito de
vender esta ação equivale a R$2,00. Você pode exercer o direito de
vender a ação caso ela esteja abaixo de R$25,00 pelo preço de
R$25,00. Ou seja, você está pagando R$2,00 para exercer o direito
de vender essa ação a R$25,00. E quem vendeu a put para você
recebeu, na ocasião da compra e venda, os R$2,00 e tem a
obrigação de comprar de você a ação a R$25,00.

Só faz sentido o individuo vender a put para você, caso ele acredite
que esta ação não vai ficar abaixo dos R$25,00. Se esta ação ficar
acima dos R$25,00, o vendedor da put embolsa os R$2,00 para si e
você que comprou esta put, neste cenário, abarca o prejuízo.
PUT E CALL

Call = Opção de Compra


Suponha agora que você queira comprar um carro, o valor dele de
mercado é de R$70.000,00 e apareceu um vendedor que tem
interesse de vender o mesmo modelo desse carro a R$60.000,00.
Entretanto, você só vai ter os R$60.000,00 para comprar esse carro
daqui a um mês. Ao invés de você negociar com o vendedor a
respeito da compra do carro após esse tempo, você manifesta o
interesse de comprar esse automóvel. Ou seja, você paga um valor
ao vendedor, por exemplo, R$5.000,00. E a partir disso você adquire
o direito de comprar este carro a R$60.000,00 daqui a 30 dias.
Se por algum motivo o valor deste carro se elevar em 15%, por
exemplo, isto não sobrepõe o seu direito de comprar o carro
pelo valor negociado inicialmente e o vendedor tem a
obrigação de te vender esse carro pelos R$60.000,00. O oposto
também é válido, caso o carro sofra uma redução de preço no
mercado. Suponha que o carro está sendo negociado no mercado a
R$50.000,00: você tem o direito de não utilizar a sua opção de
compra e comprar ele no mercado, mas você perde os R$5.000,00
que foram utilizados para exercer o seu poder de compra no valor
de R$60.000,00.

Resumindo, quem compra opção tem um direito, você está


manifestando um interesse de comprar um papel ou está
manifestando o interesse de vender um determinado papel. E quem
vende opções tem a obrigação de vender um determinado ativo ou a
obrigação de comprar um determinado bem.
UTILIDADE DAS OPÇÕES
Uma utilidade é o hedge (proteção). Ou seja, você é
investidor com uma carteira com diversas ações, mas não
quer vendê-las. Então, você compra uma put pra proteger a
sua carteira caso o papel desvalorize. Você exerce o seu
direito de vender esses papéis ao valor previamente
combinado quando você comprou a put.
Outra utilidade das opções pode ser executada no
seguinte cenário: você é dono de uma empresa exportadora,
logo a desvalorização cambial, ou seja, a relação dólar X
real é ruim para sua empresa. Então, você compra uma
put de dólar, já que, caso o dólar caia, você tem o direito de
vender o dólar no valor assegurado quando você comprou a
put.
Se você for um trader, as opções servem para especular.
Ou seja, você acredita na alta. Então, você pode comprar
calls (opções de compra) ou vender uma put e pode fazer
day trade com isso. Na compra de calls você pode se
beneficiar de lucros ilimitados e risco limitado, pois o risco é
o valor que você paga por essa call. Na venda de put tem-se
lucros limitados e riscos limitados. Por que vender uma put
tem risco limitado? Suponha que você venda uma put de
Petrobras a R$20,00 e a ação vai a zero, você é obrigado a
comprar a ação a R$20,00, então, esse é o seu risco máximo.
E o lucro é limitado na put, porque se você vendeu a put por
R$2,00, o máximo que você irá ganhar são os R$2,00.
UTILIDADE DAS OPÇÕES

E se você acredita na queda? Você pode comprar put ou


vender calls. Se o mercado cair as put vão se valorizar. Mas
cuidado na hora de vender calls, pois você pode quebrar. Por
exemplo, se você vender a opção a seco, ou seja, sem ter a
ação por trás como garantia, o risco é ilimitado porque a
opção que você vendeu a R$1,50 pode ir a R$3,00/R$5,00/a
qualquer preço e o lucro é limitado. Ou seja, o valor
máximo que você vai ganhar é o que entrou na sua conta.

Agora você acredita que o mercado não vai se alterar?


Ou seja, ficar lateralizado. Suponha que você acredite que
a ação da Vale vai ficar entre R$16,00 e R$20,00; existe uma
operação que você faz com
opções, na qual você pode ganhar com isso. Essa operação
chama Condor ou Mesa, essa estratégia nada mais é que a
combinação de duas travas.

E se você acredita que o mercado vai ter uma explosão


de preços? Por exemplo, daqui a três dias vai sair o balanço
da Vale e ela vai na segunda-feira abrir caindo muito ou
subindo demais. Então você pode montar uma operação
chamada Straddle que compra volatilidade. Ou seja, se o
mercado sair da posição que ele está, você ganha.
COMO INVESTIR

A dinâmica operacional é muito parecida. Para comprar uma


opção, basta entrar em seu homebroker, digitar o código da opção,
definir a quantidade de opções que serão compradas, estabelecer o
preço máximo que você está disposto a pagar pelas opções e enviar
a ordem de compra. O horário de negociação é o mesmo das ações,
ou seja, das 10h às 17h15 quando não há horário de verão. Quer
saber como funciona a parte operacional do vencimento de opções?
É só clicar aqui.
Toda opção tem um “strike”, o preço de exercício, e uma data de
vencimento, que é o dia em que você poderá trocar essa opção pelo
ativo-objeto ao qual a opção está atrelada Resumindo: Strike é o valor
do exercício da opção.
Por exemplo: Petro “K” 87 não significa que é uma opção com strike a 87
- tem que verificar o valor da ação no site da Bovespa.

Calendário e código das CALLS e das PUTS:

Vencimento: Todas as terceiras segundas-feiras de cada mês


CLASSIFICAÇÃO E TIPOS DE OPÇÕES

Classificação das Opções


É importante você entender a classificação das opções porque ela
vai ser útil na hora de montar e entender as características de
algumas estratégias. Suponha que você vai montar uma trava de
alta fora do dinheiro (out the money); essa estratégia possui uma
característica, tem uma relação risco/retorno diferente de uma
trava no dinheiro (at the money), por exemplo.
Observe a posição do strike em relação ao preço do ativo abaixo:
Em todos os exemplos sempre estamos comparando o strike da
opção com o preço do papel.

Tipos de Opções
Existem dois tipos de opções: as americanas e as europeias. A
primeira, o exercício é a qualquer momento. Então, se você
comprar uma opção hoje e pode exercê-la amanhã mesmo se
estiver faltando 15 dias para o exercício. Já a segunda o exercício é
só no vencimento.
ATENÇÃO TRADERS!
1) Fique sempre de olho se a opção refere-se a um direito ou obrigação
relativa a uma ação ordinária ou preferencial. A Petrobras, por exemplo,
possui ações ordinárias e preferenciais com preços distintos.
Logo, fique ligado, pois você pode tirar a conclusão errada que uma
opção está muito barata se você achar, por exemplo, que uma opção de
compra de Petrobras se refere a uma ação ordinária quanto na verdade
é uma preferencial.
2) Atenção para o preço do exercício. Muitas vezes uma opção pode
ter no seu código o número 16, por exemplo, e seu preço de exercício ser
R$ 15,72. Isso geralmente acontece quando a empresa paga R$ 0,28 em
dividendos, uma vez que esses dividendos são subtraídos do preço da
ação e também do preço de exercício da opção. E em algumas vezes os
dois números do código não têm nada a ver com o preço de exercício.
Por exemplo, uma opção com código ABEVA3 pode ter preço de
exercício a R$ 21 (e não de R$ 3).

3) Há ainda outra diferença entre o mercado de ações e opções. Você


também pode comprar uma opção e vendê-la em seguida, realizando
um lucro ou um prejuízo. A diferença é que todas as opções possuem
uma data de vencimento – após essa data elas deixam de existir e não
serão mais negociadas.
Para opções de ações, há vencimentos todos os meses, sempre na
terceira segunda-feira de cada mês. Nesse caso, as opções só poderão
ser negociadas até a última sexta-feira antes da terceira segunda-
feira do mês. Por exemplo, esse mês de abril, a opção vence numa
segunda-feira, dia 16, a opção deixa de ser negociada no pregão da sexta
anterior, dia 13. No dia 16, o investidor só poderá escolher se vai exercer a
opção (isso só deve acontecer quando a opção estiver “dentro do
dinheiro”) ou se vai deixar a opção virar pó (recomendável quando a
opção estiver “fora do dinheiro”).
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