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Luci Kikuchi Veloso

Luiz Alves de Souza

FONÉTICA E
FONOLOGIA DO
INGLÊS

Montes Claros - MG, 2010


Copyright ©: Universidade Estadual de Montes Claros

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS - UNIMONTES

REITOR IMPRESSÃO, MONTAGEM E ACABAMENTO


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2010
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Mércio Coelho Antunes

Chefe do Departamento de Comunicação e Letras


Ana Cristina Santos Peixoto

Coordenadora do Curso de Letras/Inglês a Distância


Hejaine de Oliveira Fonseca
AUTORES

Luci Kikuchi Veloso


Mestre em Linguística pela Universidade Federal de Minas Gerais
(UFMG), possui especialização em tradução pela Universidade de São
Paulo (USP). Possui graduação em Língua e Literatura Inglesas pela
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), graduação em
Secretário Executivo Bilíngue Português-Inglês pela Pontifícia
Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Professora de
Linguística e de Língua Inglesa do Departamento de Comunicação e
Letras da Universidade Estadual de Montes Claros - UNIMONTES.

Luiz Alves de Souza


Especialista em Linguística Aplicada pela UNIMONTES e mestrando
em Linguística na Universidade de Franca/SP. Licenciado em
Letras/Inglês pela UNIMONTES, é professor do Curso de Letras/Inglês e
de Língua Italiana no Núcleo de Ensino e Estudos de Línguas do
Departamento de Comunicação e Letras desta mesma universidade.
SUMÁRIO DA DISCIPLINA

Apresentação........................................................................................05
Unidade I: Fonética........................................................................07
1.1 Sistema Sonoro do Português x Sistema Sonoro do Inglês. . .09
1.2 Grafemas e Fonemas................................................................12
1.3 As Consoantes do Inglês.........................................................13
1.4 Referências...............................................................................21
Unidade II: As Vogais do Inglês.....................................................23
2.1 Os Fonemas Vocálicos do Inglês..............................................25
2.2 Referências...............................................................................43
2.3 Vídeos Sugeridos para Debate.................................................44
Unidade III: Regras de Pronúncia..................................................45
3.1 Algumas Regras de Pronúncia.................................................45
3.2 A Importância da Transcrição Fonética no Inglês e as Regras
de Pronúncia....................................................................................45
3.3 A Sílaba..............................................................................46
3.4 As Regras de Pronúncia...........................................................47
3.5 Referências...............................................................................51
Unidade IV: Fonologia....................................................................52
4.1 Fala em Cadeia...................................................................52
4.2 Entoação.............................................................................58
4.3 Referências...............................................................................61
Resumo.......................................................................................... 63
Referências Básica, Complementar e Suplementar.............................69
Atividades de Aprendizagem - AA.................................................72
APRESENTAÇÃO

Caro aluno,

Olá! Este é o material que será utilizado na disciplina


Fonética e Fonologia do Inglês, com carga horária de 75 (setenta e
cinco horas/aula).
Essa disciplina lida com os sons da língua inglesa e, assim
como a Fonética do Português, a fala é o foco. Em uma língua
estrangeira, podemos afirmar que a dificuldade maior do aprendiz está na
compreensão auditiva e na fala. Esta disciplina auxiliará muito nestas
duas habilidades, sendo um elemento motivador no seu aprendizado
aqui neste curso de Letras-Inglês. Como já mencionamos na Fonética e
Fonologia do Português, o objeto de estudo tanto da fonética quanto
da fonologia é a fala humana.
Nesse curso, discutiremos as características das consoantes e
vogais do inglês, com mais detalhamento, sua distribuição para a
formação da fala e também o porquê da dificuldade de aquisição de
uma segunda língua pelo aprendiz brasileiro. Portanto, é muito
importante rever os conceitos e teorias da Fonética e Fonologia do
Português, pois a teoria linguística é a mesma, a diferença entre estas
duas disciplinas está primeiramente no sistema sonoro e, neste curso,
discutiremos o sistema sonoro do inglês.
A disciplina tem como objetivos:
Explicitar a produção articulatória das vogais e consoantes
do inglês britânico padrão e americano padrão e contrastar com as do
português brasileiro;
Resgatar conceitos como a sílaba, a tonicidade e conceitos
da fonologia como fonemas, alofones, processos fonológicos e aplicá-los
nesta disciplina;
Praticar a transcrição fonética do inglês para que vocês
consigam ler a pronúncia correta de qualquer palavra do inglês nos
dicionários.
Expor e praticar regras de leitura, ou a relação de grafema e
fonema da língua inglesa.
É imprescindível que você, caro aluno, faça uma leitura
atenta de todos os textos e desenvolva todas as atividades propostas,
uma vez que a disciplina Fonética e Fonologia do Inglês traz
especificidades próprias do funcionamento da língua inglesa. Assim,

07
você perceberá que a disciplina é muito importante para o ensino da
língua inglesa.

08
Optamos pela Escola de Fonética Britânica, pois além da
Inglaterra ser o berço desta ciência, é a mais utilizada em livros de
fonética e pronúncia publicados. No entanto, faremos um paralelo entre a
pronúncia britânica e a americana, devido à predileção do brasileiro
pela pronúncia americana.
Lembramos também que os símbolos fonéticos utilizados,
assim como os símbolos do curso de Fonética e Fonologia do Português,
são do IPA
– International Phonetic Alphabet (Alfabeto Fonético Internacional),
um alfabeto desenvolvido pela Associação Fonética Internacional para
fornecer símbolos que representam quaisquer sons das línguas naturais
existentes (McARTHUR, 1992). É considerado o alfabeto fonético
oficial pelos principais linguistas.
Você verá que o texto está estruturado em unidades e
subunidades, sendo as Unidades I e II referentes à Fonética do Inglês,
a unidade III referente às regras de pronúncia e a unidade IV
referente à Fonologia do Inglês. Esta subdivisão tem a função de
oferecer um ambiente propício para a discussão e reflexão,
acompanhadas de sugestões que remetem a outros ambientes de
aprendizagem, tais como: participação em fórum, acesso a bibliotecas
virtuais na web, sites na internet, informações, atividades e dicas que
aparecem com os seguintes ícones:

DICAS PARA REFLETIR

B GC
GLOSSÁRIO E ATIVIDADES
A
Esperamos que você possa usufruir dos novos conhecimentos
oferecidos pela disciplina.

Boa sorte!
Os autores.
UNIDADE 1
FONÉTICA

As Consoantes

1 INTRODUÇÃO

Quando pensamos em aprender uma língua estrangeira, no


caso, o inglês, qual o primeiro pensamento?
Falar inglês. Concorda?
Porém, a compreensão auditiva precisa ser trabalhada
anteriormente. Muitas pessoas tendem a considerar a fala como o
maior objetivo no aprendizado de língua inglesa, pois, como afirma
O’Connor (1996), Language starts with the ear. Portanto, a
compreensão auditiva também é muito importante, precedendo a fala.
Assim como quando adquirimos a língua materna, também captamos os
sons primeiramente pelo ouvido. Através dele, internalizamos
informações linguísticas para produzir elocuções. Na sala de aula, os
alunos escutam mais do que falam. A competência da compreensão
auditiva é universalmente maior que a competência na fala (BROWN,
1994).
Tradução dos autores: A língua inicia pelos ouvidos.

Figura 1: Primeiro escutamos e depois falamos.


Fonte: www.childrenmatternetwork.org

Então, se a fala depende da compreensão auditiva e os livros


“não falam”, qual é o caminho para entender e falar inglês?
Vamos escutar o máximo de inglês possível, mas, para isto,
temos que conhecer os sons da língua inglesa para alcançar a
intelecção, a compreensão auditiva.
A compreensão auditiva está intimamente ligada a uma
boa pronúncia.

10
Fonética e Fonologia do UAB/Unimontes
Inglês

Precisamos adotar um modelo de pronúncia inglesa padrão, o


B.B.C English (Inglês da BBC): inglês utilizado nas transmissões da BBC
de Londres ou o G.A General American - Inglês americano padrão e
escutar. A partir desta escolha, tentar repetir e utilizar esta pronúncia.
Ao adotar um modelo, temos a garantia de treinar nossos ouvidos
com um inglês que qualquer falante, nativo ou não, poderá entender.

Figura 2: Americano padrão Figura 3: Britânico


Fonte: www.travelpod.com Padrão Fonte:
http//tugas.co.uk

E como podemos ajudar a atingir os objetivos acima?


Podemos alcançar tal objetivo, contando com seu esforço
pessoal no sentido de aplicar os conhecimentos obtidos por meio da
Fonética e Fonologia do Inglês. Pois, quando começamos a aprender
uma língua estrangeira, não conseguimos entender os sons que não são
familiares ou mesmo a diferença entre estes (BAKER, 1996). E por
desconhecermos as consoantes e as vogais desta língua, não captamos
a mensagem. Parece óbvio, mas não escutamos o que não conhecemos.
Por isso é recomendável aprender como estes sons são produzidos,
além de escutá-los.
Então, nossa primeira proposta é, através da Fonética e
Fonologia do Inglês, conhecer os sons da língua inglesa
para que vocês consigam entender o
falante de inglês. Expor também as regras
fonéticas e fonológicas para que vocês
captem os sons, as sílabas, as palavras e
os enunciados com palavras encadeadas.
Está aqui a principal vantagem desta
disciplina: é o
primeiro passo para que vocês Figura 4: Speaking and Listening
Fonte: www.connectedonline.co.uk
entendam (Listening) e,
consequentemente, falem (speaking).
Portanto, iniciaremos nosso estudo com uma comparação do
sistema sonoro do inglês e do português.
1.1 O SISTEMA SONORO DO PORTUGUÊS X O SISTEMA SONORO
DO INGLÊS

Como já mencionado no curso de Fonética e Fonologia do


Português, cada língua possui um sistema sonoro próprio, que é
composto pelas consoantes e as vogais faladas. Observe, a seguir, as
duas tabelas: a TAB. 1 apresenta as consoantes do sistema sonoro do
português, que vocês já conhecem, e a TAB. 2 apresenta as
consoantes do inglês padrão.
Os fonemas sublinhados fazem parte tanto do sistema
consonantal do português quanto do inglês. Observe:

DICAS

O áudio destas consoantes


da tabela 1 está disponível no
site
http://www.cefala.org/fonologia
/quadro_fonetico.php

Tabela 1 - As consoantes do Português


PARA REFLETIR
As Consoantes do Inglês – The English Consonants
As línguas
Observe que colocamos os nomes técnicos da fonética na Há mais de 6.800 línguas
no
tabela abaixo em inglês. Percebem alguma semelhança? Nós,
mundo.
falantes de português, temos uma grande vantagem perante o inglês, O inglês é falado por
devido a presença, na nossa língua, dos cognatos. São palavras de duas 1,5 bilhões de pessoas;
O chinês por 1,2
línguas, no nosso caso, português e inglês, com a mesma origem greco-
bilhão; O hindu por um
romana. Elas têm a forma e o significado semelhantes como vocês bilhão;
podem verificar abaixo. Utilizem esta estratégia de inferir o significado por 51 línguas são faladas por uma
pessoa;
meio dos cognatos nesta disciplina e em qualquer outra da língua
1.500 línguas são faladas
inglesa, pois a probabilidade de acerto é muito alta. por menos de mil pessoas;
240 línguas são faladas
por 96% dos seres
humanos.
Acredita-se que daqui a
l00 anos restarão 100
línguas; 24 daqui a 300
anos.
O inglês, chinês e espanhol
sobreviverão.

11
O português será incorporado
pelo espanhol.
Fonte: http://www.cruiser.com.br/giria

12
DICAS

O áudio destas consoantes do


inglês está disponível no site

http://www.teachingenglish.org.
uk/try/activities/phonemic-chart

Nesta mesma página, se


você clicar no quadro
semelhante ao abaixo,

Tabela 2 - As consoantes do
Attachment Size Inglês Fonte: adaptado de
pron_chart_vector.hqx 3.12 MB ROACH, 2003.
PC_pron_chart_vector.exe 1.64 MB

Os fonemas que o português e o inglês


conseguirá baixar este
quadro possuem em comum devem ser utilizados na fala
fonético em seu do inglês à vontade! Você sabia que utilizamos os
computador! sons do português em uma segunda língua que
aprendemos automaticamente, mas não
percebemos? Às vezes dá certo, às vezes não...
Por isso sublinhamos as consoantes que
estas duas línguas têm em comum nas tabelas 1
e 2 para
serem usadas intercambiavelmente sem dor na consciência.
Observe e
escreva: Observe as
tabelas 1 e 2.
1. Quais sons consonantais o inglês e o português têm em comum?

2. Quais sons o inglês possui e o português não?

Fromkin (2003, p. 381) afirma que o aprendiz de segunda


língua dispõe de uma gramática internalizada da sua língua materna. O
mesmo não ocorre com a criança em situação de aquisição de sua
língua materna. Ou seja, já temos um inventário de sons e regras
fonéticas e fonológicas de nossa língua materna internalizados.
Entendemos como regras fonéticas e fonológicas as regras utilizadas
para combinação de sons formando enunciados para a comunicação.
Partindo do princípio de que na aquisição de uma segunda língua,
baseamo-nos na língua materna, transferindo as regras e os fonemas
da língua materna para a língua em aprendizagem,
podemos afirmar que os sons da questão 2 acima poderão apresentar
problemas na hora de pronunciar. O’Connor (1996) afirma que nossa
língua é feita de uma combinação de sons que fazem parte de nossa
gramática internalizada. Os sons inexistentes em nossa língua materna
são substituídos por outros existentes que são similares, por exemplo,
o som do grafema ‘th’ desvozeado tende a ser substituído por /f/
ou /s/, sons existentes no português.

Figura 5: Tentativa de produção do som do ‘th’ do inglês por um


estrangeiro. Fonte: http://en.wordpress.com/snap

Portanto, quais consoantes podem ser transferidas de uma língua


para outra sem causar erro de pronúncia?
Resposta:

Quais sons do inglês podem causar sotaque ou até mesmo


uma pronúncia incorreta quando um falante brasileiro os utiliza tendo
em mente um som semelhante do português - por exemplo, com um
ponto de articulação semelhante? Lembramos que uma pronúncia
incorreta causa danos na comunicação.
Resposta:

Afinal, o que é uma boa pronúncia?


Hockett (1972) define que uma boa pronúncia é aquela que
faz o nativo prestar atenção ao assunto que está em pauta e não ao
MODO como você fala. Quando isso não acontece, certamente
ocasiona “ruídos” na comunicação. Para evitarmos esta situação, nada
melhor que o aprendizado da compreensão auditiva do inglês.
Em outras palavras, precisamos melhorar nossa pronúncia,
enquanto falantes de língua estrangeira, minimizando nosso sotaque
e sendo, portanto, melhor compreendidos. A partir dessa reflexão,
podemos conceituar:
Como afirmamos acima, possuímos a gramática da língua
materna já internalizada por sermos adultos, portanto, nada mais
natural que fazer um paralelo entre grafema (letra) e fonema (som) no
inglês, assim como foi feito no curso de Fonética e Fonologia do
Português. Digamos que é o modo mais fácil de associar o som e a
letra e também de internalizar as regras de fonema e grafema do
BG inglês.

C E
1.2 GRAFEMAS E FONEMAS
GLOSSÁRIO
A Nunca devemos misturar grafemas (letras) com fonemas
Pronúncia: é o ato ou (sons). Grafemas são escritos e os fonemas são falados. É muito útil usar
resultado da produção de sons
as letras para remeter aos seus sons correspondentes e, ao contrário
da fala para comunicação.
do português, a relação letra e som do inglês é mais complexa. Observe
Ruido: o leitor pode as palavras abaixo:
entender como pertubação
City busy women pretty village
de ordem sonora, e não
barreiras ou dificuldades na As letras i, y, u, o, e, a, respectivamente, são pronunciadas
comunicação. com o mesmo som vocálico, o [I] (O’CONNOR, 1996), algo que não
Sotaque: é um modo de ocorre no português. Mas, por que o que se fala no inglês é tão
pronunciar que reflete o lugar diferente da escrita?
de origem e/ou classe social Porque ao longo dos séculos, a pronúncia de certas palavras
(MCARTHUR, 1992).
mudou enquanto a escrita se manteve (BOWLER & CUNNINGHAM,
1996). Pode parecer difícil, mas em português temos algo semelhante
com o som /s. Este pode ser escrito com as letras s, c, ss, sc, sç, ç, x, xc,
não é mesmo? No inglês, a relação grafema e fonema é maior. No
entanto, lembrem-se de que a diversidade é o elemento comum entre
as línguas naturais. No inglês, existem muitas palavras homônimas,
palavras com a mesma pronúncia, mas significado e escrita diferentes
(CEGALLA, 2008), e os falantes de língua inglesa exploram muito este
recurso nas piadas. Por isso, muitas vezes não achamos graça nas
piadas americanas ou inglesas. Observe a oração abaixo:
Last weak, I cent my sun to the shops to bye a pair.
Considerando apenas a forma escrita, a oração acima não faz
sentido algum, ao passo que, quando lida em voz alta, o seu sentido
é completo (Hancock, 2003). As palavras incorretas na escrita estão
em negrito. A correta seria:
Last week, I sent my son to the shops to buy
a pear. E a transcrição fonética das duas
orações é:
Este é outro ponto a favor para se familiarizar com a fonética
B C
do inglês. Você potencializa sua percepção auditiva ao adquirir GLOSSÁRIO G E
conhecimento do sistema fonético do Inglês.
A
Além disso, o inglês possui regras diferentes de leitura, algo
Gramática: Conjunto de
que o nativo de língua inglesa habitua a fazer e treinar desde criança, regras da língua dominado
assim como treinamos as nossas regras de leitura desde a infância. Para pelo indivíduo a partir de sua
tal, exporemos a relação de grafema e fonema da língua inglesa. internalização, ou a gramática
internalizada (visão científica,
Na seção seguinte, discutiremos cada um dos fonemas desenvolvida no século XX a
consonantais do BBC English ou britânico padrão. Apresentaremos os partir do gerativismo, baseada
pares de consoantes – desvozeadas e vozeadas, sua classificação (ponto na proposição de que a
criança em fase de aquisição
e modo de articulação, vozeamento), exemplos e relação fonema e de uma língua, à medida que
grafema. Iniciaremos apenas com os fonemas e, quando pertinente, é a ela exposta, internaliza
mencionaremos os alofones. suas regras. Esta gramática
não existe em forma de
manual, está arquivada em
1.3 AS CONSOANTES DO INGLÊS nossa mente. (Esta definição
foi retirada do seu curso do
primeiro período, Introdução à
Observe o trato vocal abaixo: Linguística.)

Letra =
grafema Som =
segmento

Fonema: unidade da fonologia;


tem um valor distintivo,
porque a mudança de um
fonema implica em mudança
de significado ou outra palavra.
Exemplo no português:
contraste entre ‘mato’ e
‘pato’.

O alofone é uma realização


do fonema e, ao contrário do
fonema, em duas palavras, a
substituição de um alofone
por outro não muda o
significado.

DICAS
Figura 6: O trato vocal - Pontos de articulação dos sons consonantais. Conhecer os
articula- dores, os locais e modos de articulação bem como o posicionamento da
língua na produção dos fonemas facilita a percepção e compreensão de diversos
processos fonológicos. Fonte:
www.umanitoba.ca/faculties/arts/linguistics/russell/138/sec1/anatomy.htm

Utilizando a estratégia dos cognatos, perceba a semelhança Se você tiver curiosidade


entre a nomenclatura em inglês e os seus termos correspondentes em em rever as palavras com o
som /s/, veja uma gramática do
português:
português.
DICAS Alveolar ridge = Alvéolos
Tongue tip = Ponta da língua
Tongue blade = Lâmina da língua
Você pode baixar gratuitamente Tongue body = Corpo da língua
o programa "silipa93.exe" que
permite o uso dos símbolos Tongue root = Raiz da língua
fonéticos da IPA. Esse é instalado
como um tipo de fonte a mais Lanrynx = Laringe
na
janela do Windows um tipo de
fonte a mais no seu Epiglottis = Epiglote
computador.
Você pode digitar diretamente
alguns desses símbolos no Pharynx = Faringe
seu
teclado e inserir outros na opção
INSERIR/SÍMBOLOS, optando Uvula = Uvula
pelo SILSophia IPA93. Acesse
http://scripts.sil.org/cms/scripts/page Soft palate = Palato mole
.php?site_id=nrsi&item_id=encore
-ipa-download e procure: sons e os exemplos,
Download "silipa93.exe", Windows vá ao site http://www.uiowa.edu/~ acadtech/phonetics/english/ frameset.html
application, 450KB [48840
downloads]. Outra dica: Acesse a
Internet e entre no site www.
B.B.C Learning English. Na
seção Pronunciation tips, você terá
acesso a inúmeros exercícios
para treinar o contraste entre
pares de sons.

DICAS

Releia a Unidade 2 (‘A produção


dos sons da fala’ até o tópico
‘Maneira Utilizada para obstruir a
corrente de ar: a maneira de
articulação) do seu material de
Fonética e Fonologia do português
para revisar alguns conceitos.
Estes não serão repetidos neste
caderno.

A produção dos sons e a


produção de consoantes são
iguais em todas as línguas
naturais, assim como os
conceitos de:
. Mecanismo e direção da
corrente de ar,
. Vibração das cordas vocais,
. Consoantes nasais,
O lugar e modo de
articulação entre o inglês e o
português possuem poucas
diferenças.

Para que você também escute os


Hard palate = ar é bloqueado porque os lábios ou a língua podem tocar alguma região
Palato duro
na parte superior da boca. No caso de /p/ e /b/, o ar é bloqueado
porque os lábios se juntam; em /t/ e /d, o ar é bloqueado porque a
1.3.1 Classificação e Transcrição
das Consoantes do Inglês ponta da língua toca o alvéolo; no caso de /k/ e /g/, o ar é bloqueado
porque a parte posterior da
As consoantes são
uniformes em todos os
dialetos do inglês, portanto,
não colocamos esta
observação nas consoantes
descritas abaixo. Iniciaremos
com as consoantes oclusivas
ou stop or plosives em inglês.
Estamos usando uma tabela
semelhante à utilizada no curso
de Fonética e Fonologia do
português.
Na tabela consonantal você
encontrará:
a)O símbolo fonêmico;
b) A classificação da
consoante com a figura com a
articulação para visualizar a
produção de cada som;
c)Cada palavra dada como
exemplo contém:
. A tradução no português;
. Sua transcrição fonética de
acordo com o IPA;
. Pode ter a figura
correspondente para ilustrar;
.A relação grafema e
fonema, ou seja, a letra ou as
letras grifadas correspondem
ao som. Não colocamos todas
as combinações de grafemas
existentes para cada som,
apenas as mais frequentes.
d) Observações pertinentes
também foram inseridas.

1.3.1.1 The Stop Consonants – As


Consoantes Oclusivas

Oclusivas (ou stop


consonants ou plosives) são
consoantes formadas por meio
da obstrução total do fluxo de
ar. Vindo dos pulmões, este
língua toca o véu palatino. O inglês possui 6 consoantes oclusivas ( B C
GLOSSÁRIO G E
stop consonants). Os pontos ou lugares de articulação ( place of
articulation) são iguais aos do português.
A
Voiceless: desvozeado, ou
Tabela 3: The Stop Consonants of English seja, as cordas vocais
estão abertas para a
passagem do ar.

Voiced: vozeado, as
cordas vocais estão
vibrando.

Aspiração: Quando
uma consoante deve ser
aspirada, significa que você
tem que segurar um pouco
mais o ar antes de soltá-lo.
Em inglês, as oclusivas
desvozeadas no início da
palavra sempre têm que ser
aspiradas. Um bom método
é, segure uma folha de papel
ao pronunciar /p t k/. Ao
pronunciar estes sons, o papel
tem que mover, como na
figura
abaixo:

Figura 7: Aspiração
Fonte: www.coolscienceexperiment
sforkids.com
1.3.1.2 The Fricative Consonants – As Consoantes Fricativas

Consoantes fricativas (ou fricatives) são consoantes formadas


com impedimento parcial do fluxo de ar no trato vocal. O ar força a
passagem entre dois articuladores que se aproximam, causando
fricção. O inglês possui oito fricativas, sendo que duas não existem no
português brasileiro. Os pontos ou lugares de articulação (place of
articulation) são iguais aos do português, com exceção do som
interdental: Inter = entre e dental = dental.

Tabela 4: The Fricative Consonants of English


1.3.1.3 The Affricate Consonants – As Consoantes Africadas

The affricates ou consoantes africadas são formadas bloqueando


o fluxo de ar em algum lugar do trato vocal e, então, liberando o ar
com dois articuladores que estão próximos, produzindo uma fricção.
Ou seja, uma africada é:
Uma oclusiva + uma fricativa
Assim como o português, o inglês possui duas africadas, uma
vozeada e outra desvozeada. Observe a FIGURA abaixo, lembrando que
os pontos ou lugares de articulação (place of articulation) são iguais
aos do português:

Tabela 5: The Affricate Consonants of English


Vocês repararam que as africadas podem ser escritas com várias
combinações de letras? É a relação fonema x grafema.

1.3.1.4 The Nasal Consonants – As Consoantes Nasais

Figura 8: O palato mole, as amí-


dalas, a língua e a úvula
Fonte: www.goldbamboo.com

Para as consoantes nasais (ou nasals) os articuladores


produzem uma obstrução completa da passagem de ar através da boca;
o véu palatino encontra-se abaixado (observe a FIG. 5), o que permite
a passagem de ar para a cavidade nasal. Observe as três FIGURAS
correspondentes às três consoantes nasais do inglês. Os pontos ou
lugares de articulação (place of articulation) são iguais aos do
português.

Tabela 6: The Nasal Consonants of English


1.3.1.5 The Lateral Consonants – As Consoantes Laterais

Consoantes laterais (ou lateral consonants) são aquelas que,


ao serem produzidas, permitem que o ar escape pelas laterais da língua.
Roach (2005) classifica apenas o /l/ como lateral. No inglês, temos dois
tipos de ‘l’: o claro e o escuro. O l claro não apresenta problemas para
nós brasileiros, porém o l escuro, que ocorre no final de palavra ou no
meio, como em “cold”, tende a ser pronunciado como‘u’. No nosso
curso de Fonética e Fonologia do Português, abordamos este processo
denominado vocalização do l. Relembremos:
‘O L ortográfico em final de sílaba, em certos dialetos
brasileiros, é pronunciado como uma vogal u. Este processo é
denominado vocalização do l, como em sal .Em português, este
processo é articulado sem danos na comunicação, porém, no inglês,
este não é permitido. Em palavras como cold e will .
Os pontos ou lugares de articulação (place of articulation) são
iguais aos do português.

Tabela 7: The Lateral Consonants of English

1.3.1.6 The Approximant Consonants – As Consoantes Aproximantes

As consoantes aproximantes (ou approximant consonants)


são produzidas com a aproximação de dois articuladores, mas não
chegam a produzir uma plosiva, nasal ou uma fricativa. Este termo é
apenas usado para consoantes (ROACH, 2005). Explicaremos
estas consoantes separadamente:
/r/ - A ponta da língua aproxima-se da área alveolar, mas não
toca nenhuma parte do céu da boca. Apresenta a mesma pronúncia
do ‘r’ “caipira” do português.
/j/ e /w/ - São consoantes que são foneticamente vogais, mas
fonologicamente são consideradas consoantes no inglês. Sob o ponto
de vista fonético, têm o som de i e u respectivamente, porém, no
inglês, são usados como consoantes (ROACH, 2005). Estes sons são
também conhecidos como semivogais e semiconsoantes.
Os pontos ou lugares de articulação (place of articulation) são
iguais aos do português.

Tabela 8: The Approximant Consonants of English

DICAS

Para praticar a pronúncia do


inglês, além dos sites
mencionados nas
REFERÊNCIAS, vá também ao
sitehttp://cambridgeenglishonli
ne.com Apresentamos o inventário de segmentos consonantais do
/Phonetics_Focus e divirta-se! inglês. A vantagem das consoantes inglesas é que várias são
semelhantes ou iguais às do português. Podemos fazer uma
transferência positiva utilizando as mesmas consoantes. Na próxima
unidade, estudaremos as vogais inglesas.
REFERÊNCIAS

BAKER, Ann. Introducing English Pronunciation: A Teacher’s Guide to


Tree or three and Ship or Sheep? An Intermediate pronunciation
course. Great Britain: Cambridge University Press, 1996.

BOWLER, B. & CUNNINGHAM, S. Headway Pronunciation Upper-


intermediate. Oxford University Press. Oxford, 1996.

BROWN, H. Douglas. Teaching by Principles: an interactive


approach to language pedagogy.Upper Saddle River, NJ: Prentice Hall
Regents, 1994.

CEGALLA, D.P. Novíssima Gramática da Língua Portuguesa. São


Paulo: Companhia Editora Nacional, 2008.

CRISTÓFARO SILVA, Thaïs. Pronúncia do inglês: para falantes do português


brasileiro: os sons. Belo Horizonte: FALE UFMG, 2005.

FROMKIN, V. & RODMAN, R. & HYAMS, N. An Introduction to language.


7th Ed. Boston: Thomson Wadsworth, 2003.

HANCOCK, M. English Pronunciation in Use. Cambridge:


Cambridge University Press, 2004.

HOCKETT, C.F. Learning Pronunciation. CROFT, Kenneth. (Ed.)


Readings on English as a Second Language. Massachusetts:
Cambridge, 1972.

JONES, Daniel. English Pronouncing Dictionary. 15th ed. Cambridge:


Cambridge University Press, 1997.

MCARTHUR, Tom. (Ed.). The Oxford Companion to the English Language.


Oxford: Oxford University Press, 1992.

O’CONNOR, J.D. Better English Pronunciation. Cambridge: Cambridge


University Press, 1996.

ROACH, Peter. English Phonetics and Phonology: A Practical


Course.Cambridge: Cambridge University Press, 2005.

.A Little Encyclopaedia of Phonetics. 2002. Disponível


em www.cambridge.org/elt/peterroach/resources/Glossary.pdf.

SMALL, Larry. Fundamentals of phonetics: a practical guide for


students. Boston: Allyn & Bacon, 1999.

NOBRE OLIVEIRA, D. Sheep ou Ship? Men ou man? O Papel da


Hierarquia de restrições na aquisição das vogais coronais do inglês como
língua estran- geira. 2003. 90f. Dissertação (Mestrado em Linguística
Aplicada) - Faculdade de Letras, Universidade Católica de Pelotas, Rio
Grande do Sul, 2003.
http://www.uiowa.edu/~acadtech/phonetics/english/frameset.html

http://facweb.furman.edu/~wrogers/phonemes/phono/phcons.htm

http://www.cambridge.org/elt/resources/skills/interactive/pron_animations/
index.htm
UNIDADE 2
AS VOGAIS DO INGLÊS

2 AS VOGAIS DO INGLÊS

Após termos estudado os


fonemas consonantais da língua inglesa,
estudare- mos as suas vogais e
classificação para auxiliar na leitura e
produção de transcri- ções fonêmicas e
Fonte: education.smarttech.com/ste/e
fonéticas. O objetivo é explicitar a
n-US/Ed+Resource/Lesson+activities/
produção articulatória das vogais do Notebook+activities/Browse+Notebo
ok/United+States
inglês britânico padrão e contras- tar com
as do português brasileiro.
A ordem escolhida – primeiro
as
consoantes e depois as vogais – não é aleatória, mas intencional, tendo
em vista que, em relação às consoantes, o estudo das vogais
apresenta uma maior complexidade (OLIVEIRA, 2003, p. 10). Esta
complexidade ocorre devido ao fato de a cavidade oral ser um espaço
bastante amplo – desde a glote até os lábios (veja a FIG. 9 a seguir) –
e por não haver locais e modos de articulação bastante exatos para a
produção das vogais, ao contrário das consoantes, como você já viu
no capítulo anterior.
Assim, pequenas diferenças na posição da língua e no grau
de arredondamento dos lábios produzem diferentes vogais com
consequentes implicações fonológicas, ou seja, podemos formar
palavras diferentes e, assim, gerarmos sentidos diferentes em
enunciados apenas com a alternân- cia de uma vogal; veja exemplo em

bat, bet, bit e but.


Figura 9: Trato onde ocorre a produção das vogais orais. A

25
produ- ção do som se inicia na glote e sofre alterações
acústicas segundo o posicionamento da língua e formato dos
lábios. Note que, neste caso, o véu palatino encontra-se
levantado, o que impede a nasali- zação do som. Essa é a
posição do véu para a produção isolada de todas as vogais da
língua inglesa.
Fonte: GODOY, 2006.

26
Fonética e Fonologia do UAB/Unimontes
Inglês

Observe a Figura 9. Essa mostra o trato oral onde são


produzidas as vogais sem qualquer constrição ou bloqueio apreciável do
fluxo egressivo da corrente de ar proveniente dos pulmões, sendo esta
a principal diferença entre vogais e consoantes (SMALL, 1999).
A produção dos sons se dá pela passagem do fluxo de ar
proveniente dos pulmões e, no caso das vogais, pela simultânea vibração
das pregas vocais (localizadas no interior da laringe). As diferentes
alturas do corpo da língua e do seu grau de
anterioridade/posterioridade, juntamente com a posição assumida
pelos lábios – arredondados ou estendidos – produzem diferentes
modulações correspondentes às vogais orais. Por exemplo, produza o
‘i’ do português da palavra ‘tiro’. Você produz esta vogal posicionando
a língua na parte anterior
(frente) da cavidade oral, e próxima aos
DICAS alvéolos, pois esta é uma vogal alta
anterior. Sentiu? E ainda por cima, seus
lábios ficam estendidos, observe seus
Qualidade Vocálica lábios no espelho. Se você arredondar
Sugerimos que você reveja o seus lábios, deixando a língua exatamente
item 2.3.2.2 (Qualidade
Vocálica) do Caderno onde está, você produzirá o “famoso” ‘i’ do
Didático francês, da palavra ‘Tu’ (tu),
como na FIG. 10. Aí está a única diferença
da Disciplina ‘Fonética e Figura 10: O “biquinho” do francês
entre o nosso ‘i’ e o do francês, apenas Fonte: finissimo.com.br/spfw/verao
Fonologia do Português’. Esse
no arredondamento dos lábios (lip 2010/2009/06/18/faz-biquinho-para
item faz a apresentação de
-o-finissimo-mon-amour/
aspectos que são rounding).
aprofundados nesta seção
sobre os sons vocálicos e
suas propriedades. O Termo Vogal

Nos estudos da fonética e da fonologia, o termo vogal refere-


se unicamente aos sons vocálicos, ou seja, aos fonemas, e não aos 5
grafemas vocálicos (a, e, i, o, u) do alfabeto latino como é
normalmente utilizado na educação infantil. Os grafemas vocálicos do
inglês são os mesmos do português, mas esses 5 grafemas, sozinhos
ou em combinação, podem representar as 12 vogais do inglês britânico
padrão. Assim, no estudo desta disciplina, fique alerta para não
confundir ‘vogal’ (fonema) com ‘grafema vocálico’, que corresponde à
letra.
2.1 OS FONEMAS VOCÁLICOS DO INGLÊS DICAS

Na introdução desta disciplina, na Unidade 1, você pôde


observar a existência de duas variedades referenciais no ensino e
aprendizagem da língua inglesa: Inglês Britânico Padrão e Inglês Se necessário, reveja
Americano Padrão. Cada uma dessas variedades tem o seu conjunto de a Unidade 2 do Caderno
Didático da disciplina
fonemas e uma rede de contrastes foneticamente realizados a que
Fonética do Português. Essa
chamamos sistema (CRYSTAL, 2000). contém mais detalhes sobre o
Essa divisão tem implicações amplas para o estudo da mecanismo de produção dos
sons da linguagem humana,
fonética e fonologia deste idioma, sobretudo no caso da pronúncia ou
válidos para todas as línguas
realização das vogais. A proposta desta seção do nosso caderno naturais.
didático é conhecer o sistema vocálico da língua inglesa e isso se dá
inicialmente com o inventário dos fonemas vocálicos dessa língua.
Conforme o exposto – por questões didáticas – optamos por
descrever as vogais dentro do sistema britânico, levando em conta o
seu número e as convenções na realização das transcrições fonêmicas,
como geralmente empregadas em materiais didáticos e pela maioria
dos dicionários recomendados no ensino do inglês no Brasil e no
exterior.
O inventário das vogais usado aqui é proposto por Daniel
Jones e Peter Roach, autores britânicos de referência nos estudos da
fonética e fonologia do inglês. Quando houver relevância prática em
algum ponto, serão feitos esclarecimentos quanto à diferença entre os
dois sistemas mencionados. Para visualizar as vogais do inglês,
utilizaremos o método das Vogais Cardeais.

Figura 11: Peter Roach – Professor de fonética na


Uni- versidade de Reading – Inglaterra. As vogais
classificadas neste caderno didático são aquelas
descritas por ele. Essa definição é necessária por haver
variação no número e na qualidade dos sons vocálicos
do inglês, mesmo no âmbito da Grã-Bretanha.
Fonte: http://www.pgchile.cl/f05.jpg

27
2.1.1 O Método das Vogais Cardeais

Este método será utilizado para demonstrar a posição das vogais


do inglês dentro da cavidade oral, ou seja, dentro da sua boca. Como
várias vogais do inglês não existem no português, este método pode
auxiliá-lo muito! As vogais cardeais são um conjunto de pontos de
referência utilizados para a identificação e classificação de vogais de
qualquer língua (CRYSTAL, 2000). Elas são apenas parâmetros, não
existindo em sua totalidade em nenhuma língua natural.
O método das vogais cardeais foi proposto por Daniel Jones
no início do século passado. Em 1917, ele classificou as vogais do
inglês utilizando-se desse método, mas, na verdade, este torna
possível a caracterização de qualquer segmento vocálico de qualquer
língua natural através da fixação de um ponto padrão de referência –
o chamado ponto cardeal – estabelecido dentro do limite da área
vocálica, ao qual qualquer outro ponto vocálico pode ser relacionado
diretamente (ABERCROMBIE, 1967:151).

O Limite Vocálico

Daniel Jones (1969) estabeleceu uma linha vocálica na altura


do palato na boca, simbolizada pela linha pontilhada que aparece na
FIG. 12 a seguir:

Figura 12: O limite vocálico Durante a articulação de um som, se a lín-


gua ultrapassar a linha vocálica, ocorre um som friccional que caracteriza
um segmento consonantal. Por outro lado, se a língua não ultrapassar
a linha vocálica (e, portanto, se não ocorrer fricção audível), teremos a
produção de um segmento vocálico.
Fonte: JONES, 1969.
Portanto, o conceito de vogais cardeais está associado a um
método de identificação e classificação de vogais de uma língua e são
as vogais produzidas nas extremidades máximas possíveis de
articulação de vogais na boca. Pois, se na produção das vogais altas, a
língua ultrapassar um limite no palato duro ou mole, conforme proposta
do Limite vocálico de Jones (1969), já discutido anteriormente no curso
de Fonética e Fonologia do Português, serão produzidas consoantes.
Elas são pontos fixos ideais que formam um sistema representado pelo
quadrilátero das 8 vogais cardeais primárias ilustradas na Figura 13.

Figura 13: Quadrilátero ilustrativo dos posicionamentos da língua para as 8 vogais cardeais
primárias. Todas as vogais de qualquer língua podem ser posicionadas nessa figura e,
portanto, classificadas a partir dos 8 pontos referenciais. Veja o quadrilátero com as 12
vogais britânicas na FIG.16.
Fonte: Jones, 1969.

2.1.2 O Inventário dos Fonemas


Vocálicos do Inglês

O sistema vocálico britânico é


composto por 20 fonemas vocálicos
distribuídos como mostra a Tabela 9.
Os fonemas vocálicos de uma
língua englob am as vogais s
imples ou monotongos (por exemplo,
e e os ditongos (por exemplo, e ) que,
Figura 14: Daniel Jones (1881–
embora sejam compostos por duas 1967) propôs o método das vogais
vogais simples, formam um único cardeais que continua sendo
utilizado na des- crição de línguas
fonema. que ainda não pos- suem a
escrita, como as línguas indí-
genas do Brasil, ou para
comparação de vogais de línguas
ou dialetos dife- rentes.
Fonte: ucl.ac.uk/news/news-
articles/06 09/06090601
Tabela 9: The British
Vowels Fonte: ROACH,
DICAS 2000.

Das vogais listadas na Tabela 9, apenas a vogal simples


é tipicamente britânica. Quanto às demais vogais
simples, pode-se dizer que são muito semelhantes àquelas do inglês
Se você quiser escutar as americano padrão. O ditongo é pronunciado
vogais cardeais na voz do neste outro dialeto e nos ditongos
próprio Daniel Jones, vá ao o fonema é substituído por /r/. Abaixo, na Tabela 10, temos as 12
Youtube no link
http://www.youtube.com/ vogais britânicas seguidas de um exemplo e a respectiva transcrição
watch?gl=BR&v=6UIAe4p2I7 fonêmica da palavra.
4.

Tabela 10: As 12 vogais britânicas


Fonte: Roach, 2000.

Dos fonemas da Tabela 9, vamos focalizar, em um primeiro


momento, para efeito de classificação, as doze vogais simples ou
monotongos. Os ditongos serão vistos em outra seção do nosso
caderno didático.
ATIVIDADES

consequen
temente,
serem bem
compreend
idos.

Tabela 11

Nasalização na Língua Inglesa

Como você pôde observar no quadro das vogais da língua


inglesa e na realização da Atividade 1 (Conhecendo as vogais da
Língua Inglesa), o inglês, ao contrário do português, não possui
vogais nasais distintas (CRYSTAL, 2000 p.180). Em inglês não há
vogais nasais como fonemas, ou seja, sua substituição por uma oral
não muda o significado. Contudo, pode- se ouvir uma nasalização em
vogais quando influenciadas por consoantes nasais
adjacentes, como em hand ou Note
que, nos exemplos dados, a consoante nasal continua sendo
pronunciada:
Nesses casos, quando a nasalidade decorre de outros fonemas

desencadeada por um processo chamado assimilação – temos uma vogal
nasalizada. Essas não têm traço distintivo como ocorre com as palavras
mato
manto , do português.

2.1.3 Comparação das vogais da Língua Portuguesa e da Língua


Inglesa

Como mencionado anteriormente, no processo de aprendizagem


de uma segunda língua geralmente ocorre a transferência de diversos
aspectos gramaticais e fonéticos, por exemplo, da língua materna
para a língua que está sendo aprendida.
Em relação ao inglês, é fundamental que os estudantes
brasileiros conheçam, reconheçam e reproduzam adequadamente todos
os fonemas que ela contém para terem um bom desempenho e,
Conhecendo as vogais da
Língua Inglesa Entre em um dos sites indicados abaixo e,
com o recurso de áudio do seu computador, confira o som de cada vogal do quadro dado.
É essencial que você reconheça, distinga e saiba produzir adequadamente cada um dos
fonemas apresentados. Ao ouvir cada fonema, repita- o; depois de ter praticado a audição, faça
o oposto, pronunciando o fonema e, logo em seguida, conferindo com a pronúncia dada pelos
sites: http://www.oup.com/elt/global/
products
/englishfile/elementary/c_pronu
nciation
/pronunciation01 http://www.teachingenglish.org.
uk/try/ activities/phonemic-chart

Tendo realizado a Atividade 1 “Conhecendo as vogais da língua inglesa”, complete a Tabela 11


com outra palavra que tenha o mesmo fonema (Exemplo 2), que está numerado, dando a ATIVIDADES
respectiva transcrição retirada de um dicionário que contenha os símbolos fonéticos da IPA –
International Phonetic Association. O primeiro site da
Atividade 1 traz esses
exemplos.
Na unidade anterior, você observou as diferenças e
semelhanças do sistema consonantal entre essas duas línguas. Nesta
seção, também vamos fazer o mesmo com o sistema vocálico das duas
línguas. Observe a TAB. 12 (Tabela Comparativa simples das vogais do
português e do inglês). Essa tabela apresenta as vogais comuns entre as
duas línguas (de 1 a 10) que, como você pode observar, constituem a
maioria. Isso facilita bastante o processo de aprendizagem.
Do item 11 ao 15, temos os fonemas do português que não
ocorrem sistematicamente na língua inglesa. São os fonemas nasais
(Veja o quadro PARA REFLETIR - Nasalização na Língua Inglesa, do
item 2.1.2) que não devemos transpor para a nossa fala em inglês,
pois podem interferir negativamente na comunicação.
Do item 16 ao 19, temos aqueles fonemas do inglês que não
ocorrem no português e, por isso, os aprendizes devem aprender tais
fonemas. Há uma tendência do estudante do inglês em transformar tais
sons em sons semelhantes existentes no português, causando, como
no caso anterior, problemas na comunicação.
É importante salientar que o português possui vogais abertas
e fechadas em posição tônica como em avô e avó . A letra
‘o’ nas duas palavras são fonemas, pois a troca de uma vogal aberta
por uma fechada muda o significado. No entanto, isso não ocorre no
inglês. Se você pronunciar ‘egg’ com o ‘e’ aberto ou fechado, não
muda o significado. O mesmo ocorre com os ditongos, se você
pronunciar boi no português, você entende que estamos
referindo-nos ao macho da vaca. Se pronunciarmos , você
entende boy de ‘office boy’. No inglês, tanto as sequencias ou
se referem à mesma ideia, ‘boy’ (menino).

Figura 15: Égg ou êgg é a mesma coisa no


inglês! Fonte:
http://www.foodsubs.com/Eggs.html

A Tabela 12 mostra as semelhanças e diferenças entre as


duas línguas estudadas:
PARA REFLETIR

Qual dicionário usar ou


recomendar?

posteriorid
ade
(front/ante
rior –
central/ce
ntral –
back/poste
rior).

Tabela 12: Tabela comparativa simples das vogais do português e do inglês

2.1.4 Classificação das vogais da Língua Inglesa - Vowel


Classification

Assim como no português, as vogais do inglês também são


classificadas de acordo com determinados traços articulatórios que essas
apresentam. Esses traços serão explicados nesta seção seguindo as
classificações didáticas de Larry Small (1999), pois as categorizações
vocálicas podem apresentar alguma diferença de um teórico para
outro.
Small (1999) apresenta uma classificação primária – que é
aquela relacionada à altura e ao grau de anterioridade/posterioridade
do corpo da língua – e outra, a classificação secundária, que é aquela
referente ao grau de arredondamento dos lados e ao comprimento ou
tensão da vogal.
De certa forma, essas classificações podem tornar-se bem
visíveis e concretas se observarmos o quadrilátero das vogais, baseado
no método das vogais cardeais, associando-o com a posição da língua,
formato dos lábios e duração do som. Veja, por exemplo, a FIG. 16 e
observe as diferentes alturas do corpo da língua (low/baixo –
mid/médio – high/alto) e do seu grau de anterioridade e
Os dicionários de inglês mais recomendados são aqueles que contêm as transcrições fonêmicas
com os símbolos atualizados da IPA – International Phonetic Association. O Alfabeto Fonético
Internacional foi revisado em 1993 e corrigido em 1996. Dicionários de editoras vinculadas às
universidades são boas
referências. Os símbolos contidos no Alfabeto Fonético Internacional são úteis
na aprendizagem da pronúncia das palavras e são comumente empregados em materiais didáticos
de idiomas, como é o caso deste caderno didático. Veja se o dicionário contém esses símbolos
fonéticos. Outro critério de escolha de um dicionário de inglês é a disponibilidade de CDs com
recursos de áudio para verificação de pronúncia das palavras nele contidas.
PARA REFLETIR

Qual transcrição fonêmica


aprender e usar?

Essa opção depende de


alguns fatores, inclusive da
pronúncia que se quer
representar.
Didaticamente, sugere-se que
você comece a lidar e a
praticar as transcrições
fonêmicas de apenas uma
modalidade: a britânica ou
aquela da Escola Americana,
pois cada uma reflete a
pronúncia dos seus falantes.
Normalmente essa
aprendizagem é fixada através
de dicionários que usam os
símbolos da IPA em suas
transcrições. Os mais
comercializados no Brasil Figura 16: A posição da língua na produção das vogais. Mostra as diferentes alturas do
contêm os símbolos corpo da língua (low – mid – high) e do seu grau de anterioridade e posterioridade (front
britânicos e – mesmo com – central – back) para a produção das vogais do inglês.
esses símbolos Fonte: Adaptado de GODOY, 2006.
– também trazem, em geral,
a Sabemos que cada uma das vogais de uma determinada língua
pronúncia americana quando
a diferença é significativa.
se diferencia acusticamente das demais. O que causa essa diferença?
Tais diferenças geralmente A resposta a esta questão está diretamente relacionada à
envolvem as vogais. classificação detalhada na sequência.
Não é didaticamente
recomendável o uso mesclado
de símbolos, pois esses 2.1.4.1 Classificação Primária
refletem a fala e essa
normalmente tende para uma
variedade ou outra. Você já A – Tongue height: low, mid, high (Altura da língua: baixa, média, alta).
percebeu a diferença entre o
inglês britânico e o americano?
Qual desses modelos você A classificação primária agrupa as vogais em baixas, médias e
tende a usar na pronúncia do altas, segundo a altura da língua na cavidade oral no momento da
inglês? Essa é uma escolha
produção de um fonema vocálico.
pessoal!
A Figura17 mostra duas vogais anteriores (front) em posições
extremas e opostas quanto à altura do corpo da língua no trato oral. A
linha pontilhada indica a posição mais inferior da língua proporcionada
pela mandíbula; nessa posição, tem-se a produção da vogal (
como em cat), anterior baixa (low front). O oposto se verifica para a
vogal (como em see), classificada como anterior alta (high front).
DICAS

Sugerimos que você reveja


a classificação das vogais
orais do português e, então,
prossiga com o estudo das
vogais do inglês. Isso
possibilita a comparação dos
dois sistemas vocálicos e
permite uma fácil
compreensão da classificação
das vogais do inglês que são
em menor número quando
comparado ao português
brasileiro.

PARA REFLETIR

Fonte:
LADEGOGE
D, 1982.

Figura 17: Posições do corpo da língua na produção dos fonemas e


.
Fonte: ROACH, 2000.

A classificação primária (altura) das vogais em posições


extremas no quadrilátero pode ser visualizada na Figura. 18.

Figura 18: Posições extremas das vogais do inglês no quadrilátero e suas classificações
primá- rias.
Diante de um espelho, observe o que acontece com a posição da lâmina da língua e com o
formato dos lábios ao se pronunciar cada uma das
vogais

Lembre-se:
B – Tongue advancement: front, central, back – (Grau de anterioridade
ou posterioridade da língua: anterior, central, posterior)

Simultaneamente ao movimento vertical do corpo da língua,


há também uma categorização primária relacionada ao grau de
anterioridade ou posterioridade do corpo da língua.
Observando os quadros da Figura 19, contraste o
posicionamento do corpo da língua quanto ao seu grau de
anterioridade ou posterioridade. Note que a altura do corpo da língua
é a mesma na produção de ambas as vogais, pois são ambas vogais
altas.

Figura 19: Ilustração esquemática contrastiva do grau de anterioridade e posterioridade


do corpo da língua para produção das vogais altas e .
Fonte: SMALL, 1999.

C – Comparação da altura do corpo da língua na produção de vogais


com a posição dos símbolos dos fonemas vocálicos no
Quadrilátero das Vogais

A Figura 20 é um desenho esquemático que mostra a altura


do corpo da língua na produção de algumas vogais do inglês. Essa altura
está representada pelas linhas com as respectivas indicações das vogais.
A altura máxima é para (vogal alta); essa diminui para ( vogal
média) até atingir a posição mínima em (vogal baixa). Fixe a sua
mão sob o queixo ao pronunciar sequencialmente essas vogais; você
perceberá que, na verdade, é a mandíbula que proporciona as
diferentes alturas do corpo da língua.
Figura 20: Altura do corpo da língua
na produção de vogais.
Fonte: www.translationdirectory.com

Na sequência, observe a Figura 21 e localize as vogais


no quadrilátero Note que para a altura média
(mid), temos vogais que tendem para cima (high), como , ou para
baixo, como .
A classificação de uma vogal como média-alta ou média-baixa
advém dessas aproximações. DICAS

Observe que, na Figura 21:

A simbologia é diferente, mas o


som é o mesmo.
O quadrilátero não traz o
diacrítico de duração da
vogal.

Figura 21: O quadrilátero das


vogais Fonte: Adaptado de Small,
1999.

2.1.4.2 Classificação Secundária

A classificação secundária envolve a categorização das vogais


quanto ao grau de arredondamento dos lábios, duração e tensão.

A – Lip rounding: rounded, unrounded (retracted) - Arredondamento


dos lábios: arredondados X estendidos.
Na língua inglesa, como no português, há uma relação
previsível entre o grau de posterioridade da língua e o
arredondamento dos lábios. Assim, as vogais anteriores (front) –
– são, em geral, produzidas com os lábios
estendidos e as vogais posteriores (back)
– – são produzidas com os lábios arredondados. As
vogais centrais (central) – –, em geral, são neutras
(neutral) quanto ao grau de arredondamento, ou seja, os lábios não
estão arredondados nem estendidos.
Esse arredondamento das vogais posteriores
pode ser relacionado à altura delas. Observe a Figura 22, que mostra
diferentes exemplos de formatos dos lábios na produção de vogais
anteriores (front) e posteriores (back). Note que as vogais anteriores
são todas estendidas. Roach (2000, p. 17) descreve ( v o g a l b a i x
a) como
ligeiramente arredondada; as demais vogais, , ele
descreve como arredondadas.

Figura 22: Exemplos de formatos dos lábios na produção


de vogais anteriores (front sounds) e posteriores (back
sounds). Sequencialmente, de baixo para cima, essas
vogais são classi- ficadas como baixas , médias
e
altas .
Fonte: UNDERHILL,1998.
Para se ter uma visão geral do grau de arredondamento das
vogais britânicas, observe a Figura 23. Veja que apenas as posteriores
(back) são arredondadas; todas as centrais (central) e anteriores (front)
são estendidas ou não arredondadas.
Essa classificação quanto ao arredondamento ou não
arredondamento das vogais não é tanto do domínio da teoria, mas da
prática da interatividade comunicativa. Saber distinguir um fonema de
outro implica em reconhecer as qualidades de um determinado som
que se liga a outro, formando palavras e enunciados.
Comparando o Quadrilátero da Vogais com a Tabela
DICAS

Observe o
quadrilátero vocálico
(Figura 23). Nesse,

E lembre-se de que no
inglês todas as front são
Figura 23: Quadrilátero das Vogais unrounded, todas as back são
Inglesas Fonte: Adaptado de SMALL, rounded e as
1999. central são neutral ou
unrounded.

C B
GLOSSÁRIO G E
A
(1999)
descreve
Tabela 13: As vogais do inglês
as vogais
B – Length: short x long (Duração: curta x do inglês
longa) Tenseness: tense x lax (Tensão: tensa x como
frouxa) frouxas
(lax) ou
As vogais do inglês também podem ser classificadas em termos tensas
de duração ou em termos de tensão. Roach (2000) descreve as (tense) e
vogais em termos de duração, classificando-as em curtas ou longas. explicita
que as
Quanto a esse mesmo aspecto de quantidade vocálica, Small
vogais tensas são geralmente mais longas em duração e exigem um Duração: termo usado na
esforço muscular maior que as vogais frouxas. fonética para indicar a
extensão de tempo envolvida
na articulação de um som
ou sílaba; faz referência à
quantidade.

Tensão: na classificação
fonética dos sons da fala,
o termo se refere à tensão
muscular produzida por
um
som.
(Definições de Crystal, 2000)
DICAS Assim, na descrição das vogais do inglês, aquelas curtas são
também frouxas, e as longas são também tensas. Observe a Tabela
14 com a classificação das 12 vogais britânicas quanto à duração e
tensão.
Duração e Tensão Observe a Tabela 14 e note o uso do diacrítico para
indicar a maior duração de um fonema. Indiretamente, esse símbolo
Sugerimos que você reveja os
gráfico pode também indicar um maior grau de tensão de uma vogal.
itens 2.3.2.4 (Duração) e
2.3.2.5 (Tensão) do Caderno Na língua inglesa, esse traço acústico afeta diretamente a qualidade
Didático da Disciplina vocálica, com consequente alternância de significado, como em bit/
‘Fonética e Fonologia do
beat, fit/feet, sun/soon. Esses pares de palavras são considerados pares
Português’. Esses itens fazem
uma apresentação geral mínimos (minimal pairs).
desses conceitos com uma
abordagem comparativa entre
a língua portuguesa e a
língua inglesa.

Tabela 14: Classificação das 12 vogais quanto à duração

A troca de um fonema vocálico por outro pode mudar o


BG significado, observe a charge abaixo:

C E
GLOSSÁRIO
A
Par mínimo (minimal pair) –
termo usado na fonologia
para indicar que duas
palavras se distinguem em
significado pela alternância de
apenas um som. As palavras
feel (sentir)
e fill (encher) são
pares mínimos, pois se
distinguem acusticamente
apenas pela alternância de
um fonema.
Figura 24: Exemplo de ‘ruído’ de comunicação envolvendo pares mínimos
Assim como pêra
e para no português. hit/heat. Fonte: GODOY, 2006.

Portanto, cuidado na hora de falar!


Observe a Figura 25. As ilustrações referentes aos pares 1 e
2, 3/4, 5/6, 7/8 e 9/10, ilustrados no quadro, mostram a oposição entre
sons curtos e longos em palavras do inglês. Os ímpares são todos curtos
e os pares, longos . Na ordem
numérica dada, os desenhos representam as seguintes palavras:
Figura 25: Vogais longas e
curtas.
Fonte: OXENDEN, 2004.

2.1.5 Classificação geral das vogais do inglês

A Tabela 15 traz a classificação geral das vogais britânicas


conforme visto neste caderno didático. Na segunda coluna temos a
classificação das vogais na seguinte ordem: height (altura), tongue
advancement (grau de anterioridade ou posterioridade da língua),
length (duração) e lip rounding (arredondamento dos lábios).
A terceira coluna traz alguns exemplos representativos de
padrões da escrita, ou seja, como estes sons são representados na
escrita; salientamos que a relação grafema/fonema do inglês requer
estudo específico que está além do propósito desta disciplina.

Classificação
height (altura)
Examples of Usual Spelling (Em geral, escrito com as letras abaixo)
Tongue advancement
Símbolo Length
Lip rounding Observação

1- /x/ High i Este


– his,som
six equivale ao ‘e’ átono final português, como em ‘mole’ x/x/
front
/ Este som é escrito com a letra ‘i’ entre consoantes no inglês.x
short x
unrounded

2- x/x/High e – me, he Este som equivale ao ‘i’ tônico do português, como em:
front ee – meet, see‘livro’x/
ea – eat x. ‘leave’ x/x/x
long
unrounded

3- /
Mid No sistema brit ânico, e ste
x
front som quase equivale ao
/*
short e – egg, pet, red / /do português,
unrounded mas pode ser aberto ,
*US: como em fé, ou fechado,
x como em
crê. O sistema americano
/ usa o símbolo

xpara indicar o som


aberto, deixando
4 - xæx/Low Este som só é escrito com o grafema ‘a’ e não ocorre em final de palavras . Não há correspondente em p
front short
a – at, cat, Blackx
unrounded

5- xæ:x/Low
a* – father *No inglês britânico, esta vogal ocorre frequentemente precedendo sons fricativos,
central
ar** – far, car, start como em dance [ x/x/e glassesx/x, em oposição ao americano
long unrounded
que usa /x/
(**neste caso, não pode ocorrer um ‘e’ na sequência, como em fare e care)

x//Low Este som é escrito como a– letra


hot, pot,
‘o’ entre
box often,
consoantes
office ou no início de palavras precedendo uma consoante. Só ocorre
back
short rounded

x//x/Mid Esteors –om


door, for
é também muito comum na combinação ‘ought’, como em thought, bought, brought, e
back al – all, fall, wall aw – draw, saw
long rounded

8- xHigh u – bull, put, full Este som equivale ao ‘o’


back short oo – good, book, look átono final português,

Tabela 15: As Vogais do Inglês

2.1.6 Os ditongos do Inglês (English Diphthongs)

Os ditongos são fonemas compostos por uma sequencia de


dois elementos vocálicos: vogal + semivogal (ou semiconsoante ou
glide
). Esse movimento de um som para outro ocorre dentro de uma única
sílaba. O segundo elemento é sempre uma semivogal.
Na prática da comunicação da leitura oral, por exemplo, a
troca de uma vogal simples por um ditongo, ou vice-versa, traz
implicações para a compreensão do enunciado. Roach (2003) afirma
que esse é um dos erros de pronúncia mais comuns entre os aprendizes
de inglês. Os pares mínimos seguintes exemplificam essa oposição de
significado:
A - Transcrevendo os ditongos

Você já conhece as 12 vogais britânicas simples. Em


combinação, elas formam 8 ditongos do sistema britânico e 5 no
sistema americano. Há dois fonemas que só ocorrem em ditongos: /a/ e
/o/; são os mesmos da língua portuguesa constantes na tabela 12.
Veja a Tabela 16, na sequência. As 5 vogais simples que
formam ditongos estão sublinhadas na linha dos 12 monotongos; na
linha dos ditongos, há o fonema /a/ compondo os ditongos e . Ao
contrário do sistema do português, a vogal /a/ ocorre apenas nos
ditongos na língua inglesa.

Tabela 16: As vogais simples e ditongos formados por elas

Dicionários e materiais didáticos podem trazer transcrições


fonéticas diferentes para os ditongos, como ocorre também para a
transcrição das vogais. A Tabela 17 traz, na área sombreada, as
principais diferenças entre o sistema britânico (UK) e o americano
(US) envolvendo essas transcrições.

Tabela 17: As principais diferenças entre o sistema britânico (UK) e o americano


(US) envolvendo as transcrições dos ditongos

B - Classificação dos ditongos

Há diversas possibilidades de classificação dos ditongos em


inglês. Essa classificação não é uniforme entre o sistema britânico e o
americano, pois, como você percebeu, o número de ditongos é
diferente, e há também abordagens diferentes entre autores.
Consideraremos apenas a classificação dos ditongos britânicos.
A classificação britânica divide os 8 ditongos em dois grupos:
fechados e centralizados. Os ditongos fechados são aqueles finalizados
em
e são cinco:
Os outros três ditongos tipicamente britânicos são
classificados como ditongos centralizados pois o
segundo elemento do ditongo é o schwa, uma vogal central. Esses
ditongos centralizados marcam a variação dialetal entre o inglês
britânico e o americano. (CRISTÓFARO-SILVA, 2005).
Você pode visualizar os 8 ditongos britânicos na Figura 26, na
sequência.

Figura 26: Os oito ditongos


britânicos Fonte: OXENDEN, 2006,
p. 158.

Na ordem numérica dada na Figura 26, os desenhos


representam as seguintes palavras:

Esta unidade discutiu os fonemas vocálicos da língua inglesa.


Esperamos que a exposição tenha ampliado a sua compreensão do
sistema fonológico da língua inglesa. A próxima unidade apresenta
algumas regras de pronúncia que irão ajudar você a melhorar a
habilidade de ler em inglês.

Figura 27
Fonte: Godoy, 2006.
REFERÊNCIAS

ABERCROMBIE, David. Elements of General Phonetics. Edinburgh:


Edinburgh University Press, 1967.

JONES, Daniel. The pronunciation of English. 4th ed. Cambridge:


Cambridge University Press, 1969.

LADEFOGED, Peter. A Course in Phonetics. London: Hartcourt


Brace & Jovanovich,1982.

CRISTÓFARO SILVA, Thaïs. Pronúncia do inglês: para falantes do português


brasileiro: os sons. Belo Horizonte: FALE UFMG, 2005.

CRYSTAL, David. Dicionário de Linguística e Fonética. Rio de Janeiro:


Jorge Zahar Editor, 2000.

NOBRE OLIVEIRA, D. Sheep ou Ship? Men ou man? O Papel da


Hierarquia de restrições na aquisição das vogais coronais do inglês como
língua estran- geira. 2003. 90 f. Dissertação (Mestrado em Linguística
Aplicada) - Faculdade de Letras, Universidade Católica de Pelotas, Rio
Grande do Sul, 2003.

OXENDEN, Clive & LATHAM-KOENIG, Christina. New English File


Elementary: student´s book. Oxford: Oxford University Press, 2006.

ROACH, Peter. English Phonetics and Phonology: A Practical Course.


Cambridge: Cambridge University Press, 2005.

SMALL, Larry. Fundamentals of phonetics: a practical guide for students.


Boston: Allyn & Bacon, 1999.

UNDERHILL, Adrian. Sound Foundations: Learning and Teaching


Pronunciation. Oxford: McMillan Publishers Ltda, 1994.

http://www.fonetiks.org/
VÍDEOS SUGERIDOS PARA DEBATE

Minha Bela Dama


Título Original: My Fair Lady (Estados Unidos,
1964).
Direção: George Cukor
Elenco: Audrey Hepburn, Rex Harrison,Stanley
Holloway, Wilfrid Hyde-White e Gladys Cooper
Gênero: musical / comédia
Sinopse: Um culto professor de fonética, Henry
Higgins, aposta com um amigo que é capaz de Figura 28: Capa do filme
Fonte: http://www.teachwi
transformar uma simples vendedora de flores thmovies.org/guides/my-fai
numa dama da alta sociedade, num espaço de r-lady.html

seis meses.
(http://pt.wikipedia.org/wiki/My_Fair_Lady).

Observe a bibliografia desta unidade e você verá o


autor Peter Ladefoged. Esse autor, um dos
maiores linguistas, falecido em 2006, ficou famoso
como consultor deste filme, My Fair Lady. Ele
ensinou o professor Henry Higgins (Rex Harrison)
a falar como um linguista da era Eduardiana. Dentre
seus trabalhos, seu livro didático, A Course in
Figura 29: Peter Lade-
Phonetics, é o mais usado nas universidades para
foged (1925-2006) ensinar fonética.
Fonte: linguistics.ucla.
edu/people/ladefoge/r Peter Ladefoged ainda tem um site disponível em
emember/ http://www.linguistics.ucla.edu/people/ladefoge/
UNIDADE 3
REGRAS DE PRONÚNCIA

3.1 ALGUMAS REGRAS DE PRONÚNCIA

Neste capítulo faremos uma


analogia entre a linguagem escrita e
falada e exporemos algumas regras de
leitura. Vocês não encontrarão as regras
expostas neste capítulo em livros de
fonética e fonologia do inglês, mas em Fonte: http://ccm.um.edu.my/ccm
livros de pronúncia do inglês. /navigation/staff-activities/staff-acti
vities/um-survey-camp/rules-and-r
egulations/
3.2 A IMPORTÂNCIA DA TRANSCRIÇÃO
FONÉTICA NO INGLÊS E AS REGRAS DE
PRONÚNCIA

Nós, brasileiros, não temos muitos problemas com a leitura


de palavras desconhecidas, ou seja, mesmo quando não sabemos o
significado de uma palavra, conseguimos ler sem dificuldade. Não ocorre
o mesmo com os nativos da língua inglesa, que às vezes têm que usar
o dicionário para checar a pronúncia de palavras de sua própria
língua (GODOY et al., 2006). Por isso, os dicionários de língua inglesa
mostram a transcrição fonética e os de português não. O português é
considerado uma língua com uma correspondência próxima entre som
e escrita, o inglês não. Por causa dessa característica da língua inglesa,
é importante, que nós, aprendizes de inglês como língua estrangeira
também saibamos ler transcrição fonética para checar a pronúncia
correta no dicionário de inglês, sem precisar perguntar a ninguém. Esta
capacidade lhe dará autonomia e independência. Por isso nosso
curso utiliza a transcrição fonética e está aí a importância do curso de
Fonética e Fonologia do português, que fornece um conhecimento
prévio para o de Fonética e Fonologia do Inglês. Este curso vai dar-lhe
ferramentas para escutar, ler e falar inglês!

Fonte: http://languagelog.ldc.
upenn.edu/nll/?p=282

47
Letras/Inglês Caderno Didático - 3º
Período

Para auxiliá-los nesta tarefa, além da leitura de transcrição,


mostraremos algumas regras de pronúncia, a relação da pronúncia e
a linguagem escrita, pois elas também existem no inglês. Muitas
pessoas afirmam que não há regras de pronúncia no inglês e que a
pronúncia das palavras deve ser assimilada uma a uma. Isso é
considerado um mito no ensino de língua inglesa, pois existem regras
de pronúncia no inglês. Não são iguais às do português, mas auxiliam e
são essas que são utilizadas pelos faltantes nativos do inglês.
Primeiramente, vamos revisar o conceito de sílaba do curso
de Fonética e Fonologia do Português, pois esse é essencial para
entender as regras de pronúncia do inglês.

3.3 A SÍLABA

A sílaba pode ser considerada uma unidade reconhecida por


todo e qualquer falante (ABERCROMBIE, 1967). É composta de três
partes: um pico ou núcleo que é obrigatório, geralmente preenchido
por um segmento vocálico. As outras duas partes são periféricas e
opcionais e são preenchidas por segmentos consonantais. No português,
o núcleo da sílaba é sempre um segmento vocálico. No inglês, o núcleo
da sílaba pode ser preenchido por um som vocálico ou um por um
som consonantal! Um exemplo de sílaba cujo núcleo é preenchido por
uma consoante em inglês é a palavra “little” que possui duas
sílabas e a segunda é a consoante que ocupa o núcleo ou pico da
sílaba. Utilizamos um ponto final [.] para indicar o limite silábico.

ATENÇÃO

O núcleo da sílaba é tipicamente preenchido por uma vogal e


lembre-se: o ditongo é um som vocálico. Observe os exemplos:

Em português – pai - uma sílaba


Em inglês – nice (agradável) - uma sílaba

Acima, temos duas palavras nas duas línguas em estudo que


são monossilábicas, pois as duas possuem um ditongo e este é
considerado um som vocálico.
Estes conceitos ajudarão você a entender as regras de
PARA REFLETIR
pronúncia envolvendo vogais, consoantes e também aqueles aspectos
relacionados à tonicidade.
Este site http://www.starfall.com/n/level-k/index/load.htm?f ensina No inglês, a separação
crianças nativas da língua inglesa a ler. Se você quer relembrar os sons de sílabas na escrita não é
das vogais e consoantes no abecedário e/ou saber os sons relacionados comum, pois se a fizermos,
teremos que olhar no
a eles, divirta-se neste site. dicionário, palavra por palavra.
As regras de uma língua não são absolutas, lembre-se que Isso não ocorre no português,
pois esse possui regras claras
sempre há exceções.
que aprendemos desde a
alfabetização. Portanto, no
3.4 AS REGRAS DE PRONÚNCIA inglês você tem duas opções
na
escrita:
Iniciaremos com algumas regras de pronúncia de vogais, que
Quando quiser separar a
funcionam com muitas palavras (GILBERT, 2001): sílaba, olhe um bom
dicionário de
inglês, ou
3.4.1 Regras com Vogais Escritas
Não separe a sílaba,
A - Esta primeira regra é denominada “A pule a linha e escreva a

Regra das duas vogais” – “The Two-vowel Rule”. DICAS palavra


inteira.
Quando há duas vogais escritas em uma
sílaba:
a primeira vogal tem a pronúncia
Este site
dela
mesma no alfabeto, http://www.starfall.com/n/level-
a segunda vogal não é k/index/load.htm?f ensina
Fonte: instantdisplay.co.
crianças nativas da língua
pronunciada. Observe os inglesa a ler. Se você quer
uk/free.htm
exemplos: relembrar os sons das vogais
e consoantes no abecedário
e/ou saber os sons
xuxx relacionados a eles, divirta-se
neste site.
A x e [i/] i xo /x

cake (bolo) tea (chá) Ice (gelo) Cone cube (cubo)


x/ xx/x/x[/ x(cone) x/x/x x PARA REFLETIR
x/
x
Tabela 18
As regras de uma língua não
são absolutas, lembre-se que
B - A regra da vogal sempre há exceções.
única
Quando há apenas uma letra vocálica em uma sílaba:
DICAS
A letra vocálica não é pronunciada como é no alfabeto, mas
com seu som relativo. (Ver Tabela 19)
A segunda linha dos exemplos abaixo é composta apenas por
nomes próprios. (observe que o ponto marca o final da sílaba). No Youtube, você vai
encontrar a música “Vowel
Song”, na qual estas regras
estão inseridas

49
na letra. O link é www.youtube.com/watch? v=bMvwhfQRIAc&feature=rel
ated

50
DICAS a xæx e [x] i xo
x/xux/xx
Can xæxpencil Finger Hot summer
Mack x // John Russ
æ x
x /
Jenny Kitty
x
No Youtube, você vai
Tabela
encontrar a música “Vowel 19
Song”, na qual estas regras
estão inseridas na letra. O link C - A letra ‘e’ no final de palavras
é A letra ‘e’ no final de palavras não é
http://www.youtube.com/watch
?
v=bMvwhfQRIAc&feature=rel pronunciada, exceto em monossílabos com
ated uma
única vogal. Por exemplo:

DICAS Fonte: ajaneladajoana.blogspot.


com/2009/02/letra-e.html

Godoy, Gontow & Marcelino (2006) propõem uma variação


para estas 3 regras anteriores:
Muitas vezes você (vê) lê a)Na coluna um, as letras ‘a’, ‘o’ e ‘i’ entre consoantes têm
palavras em inglês e não sabe
som de respectivamente.
a pronúncia correta. Vá ao
site www.dictionary.com onde b) Regra da letra ‘e’ que não é pronunciada - Na coluna 2,
você terá a palavra com a quando uma vogal está em uma palavra entre consoantes seguidas pela
tradução, transcrição fonética
letra ‘e’, esta vogal é pronunciada como uma vogal longa ou ditongo.
e o áudio de várias outras.
Compare:

Tabela 20

Tabela 21

Tabela 22

A regra da letra ‘e’ que não é pronunciada é muito útil para


prever a pronúncia de muitas palavras. De acordo com esta regra, a
letra ‘e’ muda indica que a vogal anterior é pronunciada como o som
da letra.
Por exemplo: em lake o ‘e’
final não é pronunciado.

Esta letra ‘a’ é pronunciada


, portanto a pronúncia é
.
Figura 30: A lake
Fonte: deskmodshow.blogspot.com/2008/02/wallpa
per-frozen-lake.html

Observe a Tabela 23 abaixo que ilustra a regra acima.

Tabela 23

Fonte: www.crayola.com/lesson-plans/detail/long
-or-short-vowels?-lesson-plan/

D - O som /i:/ é geralmente escrito com as letras ee ou ea, como em


tea, see.
Também é frequentemente escrito com a letra ‘e’ em
monossilábicos, como em we, she, he, be.
As Letras ie e ei têm o som /i:/
A combinação ‘ei’ com o som de /i:/ não é comum no inglês,
apenas quando temos a letra c + ei. Normalmente as letras ‘ie’
resultam neste som. Tanto que as crianças sendo alfabetizadas em
inglês aprendem a rima: ‘i’ antes de ‘e’, só depois de ‘c’ (SWAN,
1980).
Observe abaixo, temos a letra c + ei com o som
de /i:/: Ceiling deceive receive receipt
E as outras consoantes +
ie Believe chief field grief

3.4.2 Regras envolvendo a grafia das Consoantes

A - A Letra ‘g’
A letra “g” tem o som de se é seguido pelas letras e, i ou y. Por
exemplo:
giraffe, giant, gypsy, general, raging
Em outros ambientes, tem o som de /g/ como em “goose.”
As exceções a esta regra são palavras fáceis e de raiz germânica;
essas não se enquadram na regra, como em:
give, get, girl, forgive, forget
B - A combinação de letras ‘igh’ entre consoantes
Esta combinação de letras ‘igh’ entre consoantes resulta
em como em:
night, fight, right, sight, bright
C - As letras ‘-gn’ são pronunciadas /n/ no final ou no começo
de palavras (o ‘g’ é mudo), como em :
sign, foreign, gnome
D - As letras ‘kn’ no início de palavras são pronunciadas /n/ (o
k é mudo), como em:
know, knife, knee
E - As letras ‘-mb’ e ‘-mn’ são pronunciadas /m/ no final de
palavras, como em:
slimb, comb, bomb, hymn, autumn
F - As letras ‘ps-, pn- e pt-‘ são pronunciadas /s/, /n/ e /t/
respectivamente (o p é mudo nos 3 casos), como em:
psychic, pneumatic, pterodactyl
G - A combinação de letras ‘-stle’ e ‘sten’ é pronunciada /sl/ e
/sn/ no final de palavras (o ‘t’ é mudo), como em:
whistle, castle, listen, fasten
H - A Letra ‘w’ sempre em início de palavra
1) As letras ‘w’ + a resultam em um PARA REFLETIR
som de um ó ou , como em:
want, wash, wander, watch, swan,
swap, wallet, waddle, wadding, waffle, As palavras:
wallaby ou Quad, quality, qualify, what,
Fonte: pt.dreamstime.com/letra quadratic.
-w-image4148311
2) As letras ‘w’ + o em geral
transforma a letra ‘o’ em , como em:
won, wonder, worry
3) Quando encontramos a combinação de letras ‘w’ + ‘h’ +
‘o’, o ‘w’ não é pronunciado, sendo o som inicial o de ‘h’. Como right (certo),
em:
who, whom, whose, whole
4) Quando encontramos a combinação de letras ‘w’ + ‘r’, o ‘w’
não é pronunciado, como em:
write, wrong, wrangler
Listamos algumas regras neste capítulo que podem facilitar
write (escrever),
seu aprendizado de leitura do inglês. Não se esqueça de considerar
também a relação grafema e fonema da tabela de consoantes e de
vogais das Unidades 1 e 2, que também funciona como regra de
leitura.

Wright (sobrenome)

REFERÊNCIAS possuem a mesma


pronúncia, portanto
são palavras
ABERCROMBIE, David. Elements of general phonetics. Edinburgh: homófonas.
Edinburgh University Press, 1967.

CUNNINGHAM, S. MOOR, P. New Headway Pronunciation Course DICAS


Elementary - Student’s book. Oxford: OUP, 2003.

GODOY,S.M.B. , GONTOW & C. MARCELINO, M. English


Pronunciation for Brazilians: The Sounds of American English. São Para praticar a pronúncia
Paulo: Disal Editora, 2006. do inglês, além dos sites
mencionados nas
GILBERT J. B. Clear Speech from the start: basic pronunciation and REFERÊNCIAS, vá também
ao
listening comprehension in North American English - Student’s book. site
Cambridge: Cambridge University Press, 2001. http://cambridgeenglishonline.c
om/
SWAN, M. Practical English Usage. Oxford: OUP, 1980. Phonetics_Focus também
e
SomerulesofEnglishpronunciationdisponível divirta-se!
e m http://www.virtual.net.au/~bhandley/phonics.pdf O site
http://english.glendale.cc.ca.us/
phonics.html disponibiliza
testes para praticar algumas das regras mencionadas acima.
UNIDADE 4
FONOLOGIA

4.1 CONNECTED SPEECH (A Fala


Encadeada)

Nos estudos da fonética


articulatória você pôde perceber as
propriedades acústicas de cada
fonema vocálico e consonantal
quando produzido isoladamente. Fonte: http://www.magopaco.com/2008
Q u a n d o p r o d u z i d o s /11/page/2/
e m conjunto, formando palavras,
esses
fonemas podem sofrer alterações em decorrência dos sons adjacentes.
Na união de palavras para formar enunciados, também podemos
notar que fonemas, sílabas e palavras se alteram ou até mesmo podem
desaparecer.

Figura 30: A cup of tea é


pronun- ciado a cuppa tea com
a velocida- de da fala.
Fonte: http://www.zazzle.co.uk/cu
ppa_tea_mug-168288841178597
258
Isso se dá porque na nossa fala, por uma questão de rapidez,
as palavras não são pronunciadas isoladamente, uma por uma.
Naturalmente, essas se unem e formam uma cadeia sonora. Essas
alterações sonoras que ocorrem nas formas básicas das palavras, na
fala, são estudadas pela fonologia e são denominadas processos
fonológicos.
A produção de um enunciado pode variar drasticamente quando
se compara a sua forma pausada com a fala encadeada (connected
speech) (SMALL, 1999, p.161).

4.1.1 Linking

Na língua inglesa, este processo fonológico une normalmente


palavras terminadas em consoantes com as seguintes, iniciadas em

54
vogais (o s í m b o l o representa o linking).

55
Letras/Inglês Caderno Didático - 3º
Período

Exemplos: DICAS

As palavras ditas
4.1.2 Assimilação isoladamente em uma língua,
como no caso do inglês e do
português, podem sofrer
Assimilação é um fenômeno fonológico que consiste na modificações quando ditas
mudança de um som em outro devido à influência de sons adjacentes em um discurso
falado natural.
(LADEFOGED, 1982).
Small (1999) explica que isso se dá por um processo de As
coarticulação em que simplesmente não há tempo suficiente para os sim, em
articuladores produzirem o fonema da mesma forma em que esse é kissed
produzido pausadamente. Você pode perceber isso, por exemplo, na ,
pronúncia das seguintes palavras:
por
exemplo,
temos
Na produção de seat , o fonema tem a sua
pronúncia
articulação regular em que, por exemplo, os lábios estão estendidos; em
assimilada
suit por sua vez, os lábios se tornam arredondados na
. O som
produção do p o r assimilação do
modificou-
formato arredondado da vogal .
se para
No caso de seat e , que você acabou de ver, temos um por causa
caso de assimilação regressiva em , pois o fonema influencio do som
u a produção de um fonema anterior a ele. Esse é o caso de maior anterior
ocorrência e normalmente envolve mudança no local de articulação do ,
fonema. desvozead
o.
Na assimilação regressiva, um som se modifica por causa do
som seguinte. Exemplo: good night , pronúncia regular, para
, pronúncia assimilada. O som , de good, se
modificou para por causa do som seguinte .
Outro exemplo de assimilação regressiva pode ser visto na
palavra question . Essa palavra pode também ser
pronunciada . A africada palatal influenciou a
realização do tornan
do-o (SMALL, 1999, p.163). O mesmo ocorre em
português quando falamos ‘linguística’, ‘Cristina’ ou ‘vestidinho’. Peça
para um colega (mineiro) falar estas 3 palavras e perceba que o som
de [s] é pronunciado .
Um caso de assimilação progressiva, em que um fonema
anterior influencia a produção do fonema seguinte, ocorre na pronúncia
do morfema ‘ed’, indicando passado de verbo em inglês. O ‘d’ , é
pronunciado por um processo de assimilação após as fricativas
desvozeadas .
Fonética e Fonologia do UAB/Unimontes
B C
Inglês
G
GLOSSÁRIO E
A
Connected speech: fenômeno que resulta da união de duas ou mais palavras na formação do
enunciado (SMALL, 1999).

Coarticulação: processo de assimilação em que determinado articulador não envolvido no som


da fala começa a mover-se para a produção de uma articulação necessária para o som seguinte.

Alofone: é a realização diferente de um mesmo fonema, não implicando na mudança de


significado da
palavra.

Os casos mais descritos de assimilação são aqueles envolvendo consoantes (ROACH, 1991). DICAS
Você sabia que, no português, a palavra muito tem uma nasalização em ‘ui’ por um processo de
assimilação
PARA REFLETIR
progressiva? O som se modificou para
por causa do som anterior ,
nasal.
Na assimilação progressiva, o som se modifica por causa do som
anterior. Exemplo: de it is , pronúncia regular, para it´s ,
pronúncia assimilada: O som se modificou para por causa do som
anterior , desvozeado.

DICAS A Figura 32 mostra apenas exemplos de assimilação


regressiva resultantes de alveolar para outro local de articulação. Este
quadro é meramente ilustrativo; o importante é que você compreenda
os processos de assimilação e por que eles ocorrem.

Você não precisa 4.1.3 Elisão


necessariamente realizar os
processos de assimilação,
mas é importante saber Elisão é a eliminação de fonemas durante a produção de
reconhecê- los na fala dos
enunciados devido a certos contextos fonéticos. Por exemplo, em
nativos e usuários da língua
inglesa. “camera” , uma vogal é apagada ou omitida por elisão.
Realizá-los torna a fala mais Esse processo também não altera o significado da palavra.
natural.
Esse também ocorre no português falado em certas regiões como em
Belo Horizonte, onde pode haver a elisão da sílaba átona final como em
“mesmo” que é pronunciado como . Veja, portanto, que há
processos fonológicos que são comuns a várias línguas.
Outros exemplos:

Nesses exemplos, e foram eliminados na produção do


enunciado.

4.1.4 Epêntese

Epêntese é a inserção de um ou mais sons no meio da palavra,


como em “sense” [sents].
A silabação de maior ocorrência em todas as línguas do
mundo é a de estrutura CV, ou seja, consoante e vogal. O falante
brasileiro, mesmo ao falar português, obedece esta tendência
inserindo vogais entre duas consoantes como em “advogado”
. E por sua vez, no inglês, palavras como abrupt (duas
sílabas), o brasileiro pronuncia , inserindo vogais após o
encontro consonantal e a consoante final, criando, assim, duas sílabas.
Essa transferência negativa deve ser evitada, pois interfere na
comunicação.
Observe a ocorrência de outros exemplos de epêntese nas
seguintes sentenças. Estes são comuns e não interferem na
comunicação.

56
Exemplos: PARA REFLETIR

Evite a criação de sílabas


em palavras do inglês, pois
Um caso muito comum de epêntese ocorre nos encontros essa geralmente causa
vocálicos entre palavras, como no exemplo seguinte: mudança de significado da
palavra! Veja os exemplos:
Note, em ambos os casos, a inserção do fonema /w/ em sun x sunny; wave x wavy.
destaque. Qual é o significado desses
pares? Anne e Anny ,
por sua vez, são
nomes distintos no inglês.

4.1.5 Word stress (Sílaba tônica das palavras)

Fonte: nurseweb.villan
ova.edu/womenwithdi
sabilities/Cardiac/Cardi
ac.htm

Na escrita das palavras do inglês, ao contrário do que ocorre


no português, não há registro gráfico (acento agudo ou circunflexo) para
indicar a sílaba tônica de uma palavra.
Assim, para saber o stress (sílaba tônica) de uma palavra inglesa
com mais de uma sílaba, o aprendiz necessita ouvir a palavra
corretamente ou, então, verificar a sua transcrição no dicionário.
Contudo, há certos padrões previsíveis para a sílaba tônica
das palavras do inglês. Os mais comuns são mostrados na sequência. As
sílabas tônicas estão sublinhadas para uma melhor visualização.
Alguns Padrões e Regras de Sílaba Tônica do Inglês

A maioria dos adjetivos e substantivos com duas sílabas é paroxítona.


Exemplos: students, pretty
A maioria dos verbos com duas sílabas é
oxítono. Exemplos: begin, convince
Adjetivos finalizados com os morfemas ‘ic’ são paroxítonos.
Exemplos: public, specific
Adjetivos finalizados com os morfemas ‘cy, gy, my, ‘ty’, phy,
são proparoxítonos.
Exemplos: democracy, policy, energy, agronomy, entity, phylo-
sophy,
Palavras polissílabas geralmente têm mais de uma sílaba
DICAS
tônica, ou seja, têm um acento primário e um secundário (primary stress
/secondary stress). Geralmente isso ocorre em palavras com um prefixo
e, em geral, são palavras da área técnica.
Exemplos: international, antibiotic
Lembre-se de que em
palavras com mais de um Em substantivos compostos, o primeiro elemento é o
grafema vogal (time, house), tônico. Exemplos: housewife, e-mail, internet
o ‘e’ final não é pronunciado
e, portanto, esse não forma Em verbos compostos, o segundo elemento é o tônico.
uma sílaba (time e house são Exemplos: understand, overlook
monossílabos).
Em adjetivos compostos, o segundo elemento é o tônico.
Exemplos: old-fashioned, good-looking
Palavras finalizadas em ‘sion’ ou tion’ são paraxítonas.
Exemplos: dimension, communication
Siglas são geralmente pronunciadas como
oxítonas. Exemplos: BBC, USA, IBM.

4.1.6 Vowel reduction/Weak Forms

Muitas palavras podem ser pronunciadas de duas formas na


conversação, tendo uma forma forte (strong form) e outra fraca (weak
form). Isso depende de diversos aspectos gramaticais (preposições e
artigos, por exemplo, não são enfatizados) e pragmáticos (o que o falante
quer enfatizar na sentença).

Fonte: andreadams.com/the_cart
oon_express_bodybuilder.htm

A forma forte (strong form) ocorre na pronúncia isolada da


palavra, numa enumeração, por exemplo. É a pronúncia regular
normalmente trazida nas transcrições fonéticas dos dicionários. De
regra, são enfatizadas palavras de conteúdo (content words), como
verbos principais da sentença, substantivos, adjetivos, advérbios, e
formas negativas (don´t, can´t, didn´t, couldn´t), que são, em geral, as
palavras pronunciadas fortemente na oração (ROACH, 2003).
Por exemplo:
Did Tom travel?
Yes, he went to the beach for his holiday.
Well, he didn´t tell me so.
Se estas palavras têm mais de uma sílaba, sua sílaba tônica
é a de maior proeminência na pronúncia (strong form). Em oposição a
estas palavras, temos as palavras de estrutura ou de função (structure or
function words), que são pronunciadas em sua forma fraca (weak form).
A forma fraca (weak form), que é o foco desta seção, geralmente ocorre
quando a palavra é pronunciada em cadeia na sentença (connected
speech), normalmente com maior rapidez. Dessa forma, não são
enfatizadas palavras gramaticais (Exemplos: pronomes, preposições,
artigos, verbos auxiliares na interrogati- va ou na afirmativa e
conjunções) e esses termos sofrem, em geral, um processo de
redução vocálica (vowel reduction).
Na redução vocálica (vowel reduction), as vogais longas se
tornam curtas e todas elas podem se tornar a vogal átona mais curta
da língua inglesa: um schwa /«/. Na sequencia, você pode comparar as
vogais longas e curtas da forma forte (Tabela 24 - Gradação da duração
das vogais do inglês) e contrastar com suas formas reduzidas nas
Figura 32 e 33.

Tabela 24
Gradação da duração das vogais do inglês

Veja nas Figura 32 e 33 alguns exemplos de weak forms.


Compare os dois quadros; neles você pode observar que nas ‘weak
forms’ não há uma regularidade na transcrição, pois essas
representam a oralidade.

Figura 32: Strong and weak forms of some grammar


words Fonte: KNOWLES, 2002, p.6.
Figura 33: Strong and weak forms of some grammar words in
phrases. Fonte: LADEFOGED, 2008 p. 108.

Vá ao site
http://davidbrett.uniss.it/phonology/aspects_of_connect
ed_speech_inde.htm e faça os exercícios de Connected Speech.
As tonicidades na palavra (Word stress) e na oração (sentence
stress) formam o ritmo do inglês (GILBERT, 1990). Estes dois
elementos são importantes para que o nativo da língua inglesa
entenda o que você está falando. As orações do inglês são formadas
pelas content words, palavras que carregam o maior significado e as
structure words, palavras de suporte. As content words ou sua sílaba
tônica são pronunciadas com mais força e as structure words são
pronunciadas com menos proeminência e em geral, com sua vogal
reduzida a . O ato de falar pode ser comparado ao de cantar.
Assim é formado o ritmo do inglês, aquela ‘bela música’ que você
escuta quando alguém fala esta língua.

4.2 INTONATION – Entoação

Como vimos na seção anterior, a tonicidade fornece o ritmo


do inglês; nesta seção, veremos que a entoação fornece a melodia. A
entoação refere-se aos vários tons da voz. Ao estudá-la, entendemos
como o tom de voz se eleva ou cai e como os falantes usam esta
variação de tom para expressar o significado pragmático e linguístico
(WELLS, 2006). Ou seja, usando tons diferentes, o falante pode
transmitir significado e expressão a aquilo que ele fala. Os tons
podem ser altos ou baixos, podem subir ou cair, (Maciel, 2009).
A entoação é a melodia da fala,
então vejamos sua importância:
Em primeiro lugar, a entoação carrega
significado. Por exemplo, se alguém diz:
Você sabe?
Há uma subida no tom de voz. Fonte: http://modinhas.wordpress.
com/
Você sabe.
B GC
Há uma descida no tom de voz. GLOSSÁRIO E
E, segundo, se ela não existisse, nossa fala seria A
monótona. Nossa fala soaria como se fôssemos Suprasegmental: Termo
robôs. Qualquer falante do português sabe a em fonética e linguística,
usado em especial nos EUA,
diferença entre a primeira fala (Você sabe) e a
para se referir a elementos de
segunda. Apesar de usarmos exatamente as mesmas tonicidade e entoação. Supra-
Fonte: terapias-
palavras, as frases possuem significados diferentes. inoc = acima. Na Grã-
Ou seja, estas duas frases diferenciam-se quanto aos entes.blogspot.com/ Bretanha, usa-se o termo
2008/02 equivalente, prosódia
aspectos suprasegmentais, estes definem os traços (MCARTHUR, 1992).
prosódicos que são relevantes
para a análise linguística da fala. Além dos traços prosódicos, usamos B:
traços paralinguísticos, como o tom de voz. Temos, por exemplo, o W
e’r
tom de voz autoritário, irônico.
e
Padrões entoacionais da fala envolvem aspectos do ritmo de clo
fala, dos tons e da entoação, foco desta seção. Estes padrões se
d
relacionam-se à análise suprasegmental da fala, sendo que
to
Suprasegmentos e segmentos (vogais e consoantes) interagem para mo
construir um significado (CRISTÓFARO SILVA, 1999). rro
w.
Algo peculiar perante o ensino de entoação é que professores
de inglês, em geral, negligenciam este aspecto. O resultado é o
professor não ensina e o aluno não aprende. Assim, como outros
elementos da língua, alguns alunos com dom para o aprendizado de
idiomas vão ‘pegar’ a entoação do inglês inconscientemente, mas a
maioria não vai perceber. Aqui nesta seção, exporemos alguns aspectos
relevantes da entoação de acordo com Hancock (2004).
a) Em afirmações, como em português, abaixamos o tom de
voz.
b) Entoação para indicar que a informação é nova ou velha.
Em uma conversa, frequentemente referimo-nos a algo já
mencionado, ou a dita informação velha. Se já conhecemos o
conteúdo desta informação, o tom de voz abaixa no final da frase.
Também dizemos ao ouvinte algo que ele não sabe, acrescentando
informação nova. Neste caso, a voz em geral, abaixa no final. Observe
os diálogos abaixo. No diálogo 1, o tom aumenta no final porque a
última palavra, ‘tomorrow’, já foi mencionada.
1. A: I’ll come in tomorrow.

B: We’re closed tomorrow.


No diálogo 2, a voz abaixa porque a última palavra,
‘tomorrow’, não tinha sido mencionada.
2. A: When are you closed?
Paralinguístico: Termo usado
no estudo da comunicação humana para se referir a aspectos de expressão vocal ou corporal
que transmitem significado, porém, menos estruturada que a própria fala (MCARTHUR, 1992).
Exemplo:
o tom de voz.
Entoação para continuar ou terminar.
Quando estamos contando alguma novidade, checamos
frequentemente se o ouvinte tem conhecimento prévio sobre a estória
que estamos contando. Neste caso, o tom de voz se eleva no final, e
quando finalmente contamos a novidade, o tom abaixa, indicando que
não temos mais nada a comentar. Por exemplo:
c) Do you know Paul and Linda?

And you know they live in Montes Claros.

Well, they said they are moving to São Paulo!

A seguir, exporemos a diferença na entoação do inglês em


relação ao português. Em interrogativas em português, tipicamente
subimos o tom de voz, diferentemente do português. Baker (1981)
descreve a diferença:

d) Em perguntas “Wh” (Who? What? Why? When? Where?


How?), em geral, o tom abaixa. E em perguntas com auxiliares, na
qual a resposta esperada é ‘Yes/no’, o tom de voz levanta.
Para entender a teoria exposta sobre entoação, vá ao site
http://www.oup.com/elt/global/products/englishfile/elementary/d_
phrasebank/ef_elem_audiophrase/, clique no FILE 3 e escute as seguintes
afirmativas e interrogativas clicando nas flechas. Perceba as diferenças
entre as perguntas ‘Wh’, ‘yes/no’ e na afirmativa:

Pretendemos abordar apenas alguns aspectos da entoação


do inglês. Se você achou interessante e quiser aprofundar neste e
outros assuntos abordados neste capítulo, consulte os livros da
referência deste capítulo. O mesmo se aplica aos outros assuntos
abordados neste nosso curso.
Esperamos que vocês tenham se divertido, assim como nós
nos divertimos elaborando este material. Esperamos, também, que
esta informação seja útil para o seu aprendizado do inglês; porém, se
acharam que não foi o caso, não se preocupem. O dia em que
tiverem aprendido mais inglês, verão uso nesta disciplina. Algumas
“fichas demoram a cair” para todos, inclusive para nós, professores.
De qualquer jeito, esperamos que tenham se interessado por esta
disciplina fantástica e útil chamada Fonética e Fonologia do Inglês!

REFERÊNCIAS

CRISTÓFARO SILVA, Thaïs. Fonética e Fonologia do Português: roteiro de


estudos e guia de exercícios. São Paulo: Contexto, 1999.

KNOWLES, David. Clear Speaking for International Business. São


Paulo: Editora SBS, 2002.

HANCOCK, M. English Pronunciation in Use. Cambridge:


Cambridge University Press, 2004.

ROACH, Peter. English Phonetics and Phonology: A Practical Course.


Cambridge: Cambridge University Press, 2005.

SMALL, Larry. Fundamentals of phonetics: a practical guide for students.


Boston: Allyn & Bacon, 1999.

WELLS, J.C. English Intonation: An Introduction. Cambridge:


Cambridge University Press, 2006.

www.rubervalmaciel.com/arquivo/materias.../1239982260.ppt
RESUMO

Unidade I

A compreensão auditiva é tão importante quanto a fala na


aquisição de uma língua estrangeira. Assim como quando adquirimos
a língua materna, também captamos os sons primeiramente pelo
ouvido. Através dele, internalizamos informações linguísticas para
produzir elocuções. Na sala de aula, os alunos escutam mais do que
falam. A competência da compreensão auditiva é universalmente
maior que a competência na fala (BROWN, 1994).
Podemos entender e falar inglês escutando o máximo de
inglês possível, mas, para isto, temos que conhecer os sons da língua
inglesa para alcançar uma intelecção, a compreensão auditiva. A
compreensão auditiva está intimamente ligada a uma boa pronúncia,
aquela que não causa ruído na comunicação. Precisamos adotar um
modelo de pronúncia inglesa padrão, assim como o B.B.C. English ou
RP Pronunciation - Britânico padrão ou o G.A. General American -
Inglês americano padrão e escutar. Então, tentar repetir e utilizar esta
pronúncia. A fonética e a fonologia do inglês poderão facilitar este
processo todo.
Os seguintes sons consonantais, o inglês e o português têm em
comum:
Estes sons o inglês possui e o português não:
O aprendiz de segunda língua já dispõe de uma gramática
internalizada, ou seja, já tem um inventário de sons e regras utilizadas
para combinação de sons usados para a fala. Os sons inexistentes em
nossa língua materna podem ser substituídos por outros existentes que
são similares, por exemplo, o som do grafema ‘th’ desvozeado tende
a ser substituído por [f] ou [s], sons existentes no português.
Grafemas são escritos e os fonemas são falados. É muito útil
usar as letras para nos lembrar seus sons correspondentes e, ao
contrário do português, a relação letra e som do inglês é mais
complexa. E o motivo é que a fala no inglês evoluiu, mas a escrita
permaneceu a mesma.
As consoantes do inglês são uniformes em todos os dialetos,
e a nomenclatura da fonética e fonologia do inglês é muito
semelhante à do português, devido ao fato dos termos técnicos terem
origem latina.

65
Letras/Inglês Caderno Didático - 3º
Período

b) The affricates ou consoantes africadas são formadas por


uma sequência de uma oclusiva e uma fricativa.

c) Fricatives ou consoantes fricativas são formadas ao


impedir parcialmente o fluxo de ar no trato vocal.
d) Nasals ou consoantes nasais são formadas com o
abaixamento da úvula permitindo a passagem de ar para a cavidade
nasal.

e) Laterals ou consoantes laterais são consoantes formadas


ao permitir que o ar escape pelas laterais da língua.

f) Approximants ou consoantes aproximantes são produzidas


com a aproximação de dois articuladores, mas não chegam a produzir
uma plosiva, nasal ou uma fricativa.

Os pontos ou lugares de articulação (place of articulation) do


português e do inglês são os mesmos. O único que pode ter uma
diferença é o interdental, que significa a língua entre os dentes.

Unidade II

O sistema vocálico britânico é composto por 20 fonemas


vocálicos distribuídos como mostra a Tabela 9. Os fonemas vocálicos
de uma língua englobam as vogais simples ou monotongos (por
exemplo, e e os ditongos (por exemplo, e ) que, embora
sejam compostos por duas vogais simples, formam um único fonema.

67
Tabela 9
The British Vowels

Assim como no português, as vogais do inglês também são


classificadas de acordo com determinados traços articulatórios que essas
apresentam. SMALL (1999) apresenta uma classificação primária –
que é aquela relacionada à altura e ao grau de
anterioridade/posterioridade do corpo da língua – e outra, a
classificação secundária, é aquela referente ao grau de anterioridade
ou posterioridade da língua e ao comprimento ou tensão da vogal. Os
parâmetros de arredondamento dos lábios e comprimento vocálicos
são também muito importantes para a classificação das vogais do
inglês.
A classificação da escola britânica de fonética divide os 8
ditongos em dois grupos: fechados e centralizados. Os ditongos fechados
são aqueles finalizados em ou e são cinco:

Os outros três ditongos tipicamente britânicos são


classificados como ditongos centralizados , pois o
segundo elemento do ditongo é o schwa, uma vogal central. Esses
ditongos centralizados marcam a variação dialetal entre o inglês
britânico e o americano (CRISTÓFARO-SILVA, 2005, p. 137).

Unidade III

As regras de pronúncia no inglês existem. Não são iguais aos


do português, mas auxiliam e são estas que são utilizadas pelos faltantes
nativos do inglês.
Quando há duas vogais em uma sílaba:
a)a primeira vogal tem a pronúncia dela mesma no alfabeto,
b)a segunda vogal não é pronunciada.
Quando há apenas uma letra vocálica em uma sílaba, a letra
vocálica não é pronunciada como é no alfabeto, mas com seu som
relativo.
A letra ‘e’ no final de palavras não é pronunciada, exceto em
monossílabos com uma única vogal.
A combinação ‘ei’ com o som de /i:/ não é comum no inglês,
apenas quando temos a letra c + ei. Normalmente as letras ‘ie’
resultam neste som. Tanto que as crianças sendo alfabetizadas em
inglês aprendem a rima: ‘i’ antes de ‘e’, só depois de ‘c’ (SWAN,
1980).
A letra “g” tem o som de se é seguido pelas letras e, i ou y.
giant, gypsy, general, raging.
Em outros ambientes, tem o som de /g/ como em “goose.”
As exceções à esta regra são palavras fáceis e são de raiz
germânica, que não possui esta regra, como em get, girl, forgive,
forget.
A combinação de letras ‘igh’ entre consoantes resulta em
como em right, sight, bright.
As letras ‘-gn’ são pronunciadas /n/ no final ou no começo de
palavras (o ‘g’ é mudo), como em sign, foreign, gnome.
As letras ‘kn’ no início de palavras são pronunciadas /n/ (o k é
mudo), como em know, knife, knee.
As letras ‘-mb’ e ‘-mn’ são pronunciadas /m/ no final de
palavras, como em comb, bomb, hymn, autumn.
As letras ‘ps-, pn- e pt-‘ são pronunciadas /s/, /n/ e /t/
respectivamente (o p é mudo nos 3 casos), como em pneumatic,
pterodactyl.
A combinação de letras ‘-stle’ e ‘sten’ é pronunciada /sl/ e /sn/
no final de palavras (o ‘t’ é mudo), como em castle, listen, fasten.
As letras ‘w’ + a resultam em um som de um ó ou ,
como em want, wash, wander, watch, swan.
As letras ‘w’ + o em geral transforma a letra ‘o’ em /Ã/, como
em won, wonder, worry.
Quando encontramos a combinação de letras ‘w’ + ‘h’ +
‘o’, o ‘w’ não é pronunciado, sendo o som inicial o de ‘h’. Como em
whom, whose, whole.
Quando encontramos a combinação de letras ‘w’ + ‘r’, o ‘w’
não é pronunciado, como em write, wrong.

Unidade IV

Na união de palavras para formar enunciados, também


podemos notar que fonemas, sílabas e palavras se alteram ou até
mesmo podem desaparecer.
A assimilação pode ser regressiva e progressiva. Na assimilação
regressiva, o fonema é afetado pelo fonema seguinte. Na assimilação
progressiva, pelo contrário, o fonema é afetado pelo que vem antes.
Em português, por exemplo, temos as seguintes palavras:
Teste e mesmo /mezmo/
Podemos perceber que a consoante /s/ é realizada como /s/
na primeira palavra e /z/ na segunda palavra. Isto ocorre devido ao
fenômeno de assimilação regressiva no português, ou seja, pelo fato do
segmento /m/ ser vozeado em “mesmo”, o segmento consonantal /s/
assimila o vozeamento do segmento consonantal que ocorre depois.
Elisão é a eliminação de fonemas durante a produção de
enunciados devido a certos contextos fonéticos. Por exemplo, em
“câmera” , uma sílaba inteira é apagada ou omitida por
elisão.
Epêntese é a inserção de um ou mais sons no meio da palavra,
como em “sense” .
Para saber o stress (sílaba tônica) de uma palavra inglesa com
mais de uma sílaba, o aprendiz necessita ouvir a palavra corretamente
ou, então, verificar a sua transcrição no dicionário. Existem algumas
regras também para detectar a sílaba tônica das palavras inglesas.
Muitas palavras podem ser pronunciadas de duas formas na
conversação, tendo uma forma forte (strong form) e outra fraca (weak
form). Isso depende de diversos aspectos gramaticais (preposições e
artigos, por exemplo, não são enfatizados) e pragmáticos (o que o falante
quer enfatizar na sentença).
As tonicidades na palavra (word stress) e na oração (sentence
stress) formam o ritmo do inglês (GILBERT, 1990).
As orações do inglês são formadas pelas content words,
palavras que carregam o maior significado e as structure words, palavras
de suporte. As content words ou sua sílaba tônica são pronunciadas com
mais força e as structure words são pronunciadas com menos
proeminência e, em geral, com sua vogal reduzida a .
A entoação é a melodia da fala. Ao estudá-la, entendemos
como o tom de voz se eleva ou cai e como os falantes usam esta
variação de tom para expressar o significado pragmático e linguístico
(WELLS, 2006).
REFERÊNCIAS

BÁSICAS
JONES, Daniel. English Pronouncing Dictionary. 15th ed. Cambridge:
Cambridge University Press, 1997.

LADEFOGED, Peter. A Course in Phonetics. London: Hartcourt


Brace & Jovanovich, 1982.

SMALL, Larry. Phonetics: a practical guide for students. Boston: Allyn


and Bacon, 1999.

COMPLEMENTARES
ABERCROMBIE, David. Elements of General Phonetics. Edinburgh:
Edinburgh University Press, 1967.

BAKER, Ann. Introducing English Pronunciation: A Teacher’s Guide to


Tree or three and Ship or Sheep? An Intermediate pronunciation
course. Great Britain: Cambridge University Press, 1996.

BOWLER, B. & CUNNINGHAM, S. Headway Pronunciation Upper-


intermediate. Oxford: Oxford University Press, 1996.

BROWN, H. Douglas. Teaching by Principles: an interactive


approach to language pedagogy. NJ: Prentice Hall Regents, 1994.

CEGALLA, D.P. Novíssima Gramática da Língua Portuguesa. São


Paulo: Companhia Editora Nacional, 2008.

CRISTÓFARO SILVA, Thaïs. Fonética e Fonologia do Português: roteiro de


estudos e guia de exercícios.São Paulo: Contexto. 1999.

. Pronúncia do inglês: para falantes do


portu- guês brasileiro: os sons. Belo Horizonte: FALE UFMG, 2005.

CRYSTAL, David. Dicionário de Linguística e Fonética. Rio de Janeiro:


Jorge Zahar Editor, 2000.

CUNNINGHAM, S. MOOR, P. New Headway Pronunciation Course


Elementary. Student’s book. Oxford: OUP, 2003.

FROMKIN, V. & RODMAN, R. & HYAMS, N. An Introduction to language.


7 ed. Boston: Thomson Wadsworth, 2003.

71
Letras/Inglês Caderno Didático - 3º
Período

GILBERT J. B. Clear Speech from the start: Basic Pronunciation


and Listening Comprehension in North American English - Student’s
book. Cambridge: Cambridge University Press, 2001.

GODOY,S.M.B. , GONTOW & C. MARCELINO, M. English


Pronunciation for Brazilians: The Sounds of American English.. São
Paulo: Disal Editora, 2006.

HANCOCK, M. English Pronunciation in Use. Cambridge:


Cambridge University Press, 2004.

HOCKETT, C.F. Learning Pronunciation. CROFT, Kenneth. (Ed.)


Readings on English as a Second Language. Massachusetts:
Cambridge, 1972.

JONES, Daniel. The pronunciation of English. 4th ed. Cambridge:


Cambridge University Press, 1969.

KIKUCHI, Luci. Vogais Altas e glides no português brasileiro e no


inglês britânico. 2001. Dissertação (Mestrado em Linguística)
-Faculdade de letras, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo
Horizonte, 2001.

KNOWLES, David. Clear Speaking for International Business. São


Paulo: Editora SBS, 2002.

LADEFOGED, Peter. A Course in Phonetics. 3rd ed. London:


Hartcourt Brace & Jovanovich, 1982.

MCARTHUR, Tom. (Ed.). The Oxford Companion to the English Language.


Oxford University Press. Oxford. 1992.

NOBRE OLIVEIRA, D. Sheep ou Ship? Men ou man? O Papel da


Hierarquia de restrições na aquisição das vogais coronais do inglês como
língua estran- geira. 2003. 90 f. Dissertação (Mestrado em Linguística
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O’CONNOR, J.D. Better English Pronunciation. Cambridge: Cambridge


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OXENDEN, Clive & LATHAM-KOENIG, Christina. New English File


Elementary: student´s book. Oxford: Oxford University Press, 2006.

ROACH, Peter. English Phonetics and Phonology: A Practical Course.


Cambridge: Cambridge University Press, 2005.

. A Little Encyclopaedia of Phonetics. 2002. Disponível


em www.cambridge.org/elt/peterroach/resources/Glossary.pdf.

SWAN, M. Practical English Usage. Oxford: OUP, 1980.

UNDERHILL, Adrian. Sound Foundations: Learning and Teaching


Fonética e Fonologia do UAB/Unimontes
Inglês Pronunciation. Oxford: McMillan ELT, 1998.
WELLS, J.C. English Intonation: An Introduction. Cambridge: Cambridge
University Press, 2006.

S o m e r u l e s o f E n g l i s h p r o n u n c i a t i o n . Dis p o n í v e l e m
http://www.virtual.net.au/~bhandley/phonics.PDF

http://www.uiowa.edu/~acadtech/phonetics/english/frameset.html

http://facweb.furman.edu/~wrogers/phonemes/phono/phcons.htm

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http://www.fonetiks.org/

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73
ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM
- AA

1) Utilizando a estratégia dos COGNATOS, ligue a nomenclatura em


inglês ao correspondente em português, conforme o exemplo:

2) Observe a Figura abaixo e escreva cada articulador, colocando a


tradução em português ao seu lado.

Fonte: ROACH, 2001, p.21.


Fonética e Fonologia do UAB/Unimontes
Inglês

3) Passe as transcrições abaixo para a linguagem escrita: (Estes sons


existem n o p o r t u g u ê s e o á u d i o e a s r e s p o s t a s e s t ã o
e m
http://www.oup.com/elt/global/products/englishfile/elementary/c_pronunci

ation/pronunciation03/ e pronunciation04).

4) As palavras transcritas abaixo têm sons consonantais que não existem


no português. (Estes sons também estão no site da questão 3 acima).

5) Observe a Figura 22 do SMALL (1999) e complete as vogais abaixo:

Figura 22: As 12 vogais britânicas

75
6) As vogais, ao contrário das consoantes, são sons produzidos sem
a aproximação de dois articuladores. Portanto, são mais difíceis de
serem explicadas. Como são classificadas então?

7) Complete o quadro abaixo, com o auxílio da Tabela 15.

8) Há algo errado com os enunciados abaixo?


Se tiver dúvidas, volte à seção 1.2 Grafemas e fonemas deste caderno.

Eye have too suns inn the see.


I can here you, but I can’t sea you.
Their are three bedrooms in hour
house. I don’t no wear Jill lives.
My sun lives near the see.
Know, eye can’t come too your
party. She through sum food
away.
You were write. Sally and Peter can’t come four
dinner. The car broke down on the rode. It was
two hot.
Sam needs too by sum meet.
Last weak Jane didn’t send her children two school.
9) Complete os dados abaixo sobre a música transcrita a seguir.

a)A transcrição abaixo é da música tema do filme


chamada “My heart will go on”. A cantora chama-se
e é canadense.
b) Escute a música e acompanhe a letra, observando bem o som dos
fonemas. (Esta música está disponível no YouTube).
c)Leia a transcrição para familiarizar-se com os símbolos fonéticos.
10) Temos, abaixo, a letra da música ‘Winter Jam’ e transcrição. Após
escutá- la, preste atenção nas palavras sublinhadas. Estas se encaixam
nas regras discutidas na Unidade III.
a)Em qual regra estas palavras se encaixam?

b) Para checar se a regra se aplica, confira com a transcrição fonética.


Exemplo: na palavra winter, a letra ‘i’ da primeira sílaba entre
consoantes tem som de - Regra da vogal única.

Winter Jam - The Underground Project

Moonlight, we spend lifetime together feeling so


right let's make it last forever and I'll hold you tight
it's such a wonderful night

BG Moonlight, the streets are covered in a snowy


white I see the joy it brings when I look in your
C E eyes you're such a beautiful sight (What a
GLOSSÁRIO
A beautiful sight)

Gonna: going to
I can't get you out of my mind, I can't lie
Ain’t: isn’t, aren’t, am not.
All I need is you in this special time
and I'm glad to say that you are mine
'cause I can't take it

This ain't nothing but a winter jam


Good times with family and friends
woah!
This ain't nothing but a winter jam
We’re gonna celebrate as much as we
can

Winter jam alright


Tonight cruisin' down the boulevard
starlight people singing every day and
every night
as far as the eye can see
11) Após o exercício, treine a leitura da transcrição fonética da
música. Se tiver dúvida, escute a música novamente.

12) Procure no trecho da música “Winter Jam” abaixo os exemplos de


linking, strong forms, stress in words. Sendo que linking é simbolizado
por
e stress por .

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