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Introdução

Os hebreus foram um povo que surgiu, acredita-se, por volta de 2000 a.C. Tiveram o
seu primeiro desenvolvimento às margens do Rio Jordão, na árida região da
Palestina. Daí vem o seu nome, já que hebreu significa “povo do outro lado do rio”.

Os hebreus são sempre associados à religião, já que estão diretamente ligados ao


desenvolvimento da religião cristã. As maiores fontes de estudo para os
pesquisadores do povo hebreu são, primeiramente, os livros da Bíblia. Contudo, por
conta do misticismo presente nos relatos bíblicos, muito do conteúdo era de difícil
interpretação e precisão histórica.

Vale ressaltar que em meio a um contexto no qual as religiões eram, em sua ampla
maioria, politeístas, os hebreus foram o povo pioneiro no culto monoteísta, ou
seja, culto a um único deus. Assim, o seu traço mais importante é a forte presença
religiosa dentro dos seus aspectos socioculturais.

Sua história gira em torno da busca pelo seu local sagrado e por fugas de seus
opressores, como Egito e Babilônia.

Moisés no Mar Vermelho

Vamos entender melhor qual foi a trajetória deste importante povo para a História.

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Sua origem e a era patriarcal


De acordo com os relatos bíblicos, os hebreus vieram da cidade de Ur, da
Mesopotâmia. De lá, se deslocaram e se estabeleceram na região da Palestina, no
Vale do Rio Jordão, por volta de 2000 a.C..

A Palestina era um território, em sua maioria, seco e árido. Contudo, o Vale do Rio
Jordão apresentava terras férteis e favoráveis ao plantio, o que possibilitou o
estabelecimento no local. Existia a presença de diversos povos de origem semita na
região, como é o caso dos cananeus, povo muito referenciado na Bíblia e que ocupava
Canaã, que na verdade, se tratava da região da Palestina também.

Os hebreus eram grupos de pastores seminômades, logo, sua atividade principal era a
atividade pastoril e a agricultura.

A primeira figura política central da sociedade hebraica eram o patriarcas, que


tinham conexão com deus e teriam formado os primeiros pactos com ele. O primeiro
patriarca foi Abraão, que foi o responsável pelo estabelecimento dos hebreus nas
terras da Palestina. Os próximos patriarcas foram os seus descendentes diretos,
Isaac e Jacó.
A era patriarcal perdurou até a sua escravização pelos egípcios. Isso se deu,
acredita-se, por conta de uma seca no Vale do Jordão, que fez com que hebreus se
deslocassem até os domínios egípcios, por volta de 1800 a.C., o que,
posteriormente, levou à escravização dos hebreus por séculos até a sua fuga,
episódio que ficou conhecido como êxodo.

O êxodo e a era dos juízes


Como dito acima, o êxodo foi a fuga dos hebreus do Egito, liderado pelo seu líder
Moisés. É neste episódio em que existe a passagem na qual Moisés abre o Mar
Vermelho para com que os hebreus consigam escapar do Egito.

Segundo os relatos bíblicos, Moisés e os hebreus caminharam por três meses para
chegar ao monte Sinai. Os hebreus teriam acampado aos pés do monte, onde Moisés
teria subido e recebido a tábua dos dez mandamentos e a missão sagrada da busca
pela terra prometida, que levou à ocupação de Canaã, posteriormente.
É importante destacarmos que a unidade político-religiosa dos hebreus era muito
consistente. Mesmo sob o domínio de outro povo e sob a imposição de outra cultura
não hebraica, os hebreus mantiveram seus cultos e a cultura de seu povo.

Em missão para conquista da terra prometida, os hebreus iniciaram a ocupação de


Canaã, o que levou a um conflito com os cananeus. Isso levou à necessidade da
tomada de uma postura mais bélica pelos hebreus.

Então, durante a conquista de Canaã, os líderes hebraicos passam a ser os juízes,


que eram figuras militares que tinham as funções semelhantes a de um general. Foram
juízes famosos Josué, Gideão e Sansão.
Após a conquista de Canaã, foi estabelecida uma monarquia, no intuito de consolidar
e assegurar o domínio hebraico na região, já que a região era alvo de invasões de
outros povos, principalmente dos filisteus. Assim, se dá o início da era dos reis.

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A era dos reis


Com instauração da monarquia, os hebreus viveram o auge do seu desenvolvimento
político e econômico. Os monarcas eram escolhidos por deus, contudo, também era
seguido uma dinastia. Seu primeiro rei foi Saul, seguido posteriormente por Davi e
Salomão.

Os reinados de Davi, e depois de Salomão, foram o auge da monarquia hebraica. Um


exemplo disso é a construção do templo de Jerusalém por Salomão.

Após o reinado de Salomão, a monarquia se divide em dois reinos: Israel, reino do


Norte, e Judá, reino do Sul.

Em 722 a.C., Israel foi dominada pelos assírios. Já por volta de dois séculos
depois, o reino de Judá é dominado e escravizado pela Babilônia, pelas mãos de
Nabucodonosor. Esse episódio é conhecido como cativeiro babilônico e dura cerca de
meio século.

O cativeiro chega ao seu fim com a conquista da Babilônia pelos persas. O rei Ciro
I libertou os hebreus escravizados e estes voltaram ao seu reino Judá, passando
agora a ser referidos como judeus.

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