Você está na página 1de 19

A PARÁBOLA DO SAPO FERVIDO

Vários estudos biológicos provaram que um sapo colocado num recipiente, com a
mesma água de sua lagoa fica estático durante o tempo em que se aquece a água, até
que ela ferva.

O sapo não reage ao gradual aumento da


temperatura (mudança de ambiente), e morre quando a água ferve; inchado e feliz! Por
outro lado, outro sapo que seja jogado neste recipiente já com a água fervendo salta
imediatamente para fora. Meio chamuscado, porém vivo!
Algumas pessoas tem um comportamento similar ao do sapo fervido. Não percebem as
mudanças, acham que está tudo bem, que tudo passa . . . é só dar um tempo. E ficam
obsoletos, “morrendo” sem ter percebido as mudanças. Outros, vendo as
transformações, pula, saltam, em ações que representam as mudanças necessárias.
Vários sapos fervidos estão por ai. Prestes a morrer, porém boiando estáveis na água
que se aquece a cada minuto. Sapos fervidos que não percebem que o conceito de
gerenciar mudou.
Os sapos fervidos não perceberam, também:
a) que ale de serem eficientes (fazer certo as coisas), precisam ser eficazes (fazer as
coisas certas);
b) que o clima interno deve ser favorável ao crescimento profissional, com espaço para
o diálogo, para a comunicação clara, para o compartilhamento, para o planejamento e
para a relação adulta.
O desafio ainda maior está na humildade de atuar de forma coletiva. Durante anos
cultivamos o individualismo, e a mudança exige como resposta e esforço coletivo, a
essência da eficácia. Tornar as ações coletivas exige muita competência interpessoal
para o desenvolvimento do espírito de equipe, exige saber partilhar o poder, delegar,
acreditar no potencial das pessoas e saber ouvir.
Os sapos fervidos, que ainda acreditam que fundamental é a obediência e não a
competência; que manda quem pode e obedece que tem juízo, “boiaram” no mundo da
produtividade, da qualidade e do livre mercado, e não sobreviverão.
Acordem, sapos fervidos. . . Acordem, icoenses . . .
O Sapo e o Escorpião

Certa vez, um escorpião aproximou-se de um sapo que estava na beira de um rio.


O escorpião vinha fazer um pedido:

"Sapinho, você poderia me carregar até a outra margem deste rio tão largo?"

O sapo respondeu: "Só se eu fosse tolo! Você vai me picar, eu vou ficar paralizado e vou
afundar."
Disse o escorpião: "Isso é ridículo! Se eu o picasse, ambos afundaríamos."
Confiando na lógica do escorpião, o sapo concordou e levou o escorpião nas costas, enquanto
nadava para atravessar o rio.
No meio do rio, o escorpião cravou seu ferrão no sapo.
Atingido pelo veneno, e já começando a afundar, o sapo voltou-se para o escorpião e
perguntou: "Por quê? Por quê?"
E o escorpião respondeu: "Por que sou um escorpião e essa é a minha natureza."

Sorte

Conta-se que certa vez dois irmãos foram admitidos em uma Empresa
na função de faxineiro, visto que tinham pouca instrução.
Um dia, foi oferecida a oportunidade para todos que a quisesse de,
após o término do expediente, ficar até mais tarde e cursar o
supletivo por conta da Empresa.
Um dos irmãos imediatamente agarrou esta chance. O outro, porém,
acomodado à própria situação, disse: Eu, hein, fazer hora-extra sem
receber para isso...
Em outras ocasiões, a história se repetiu: oportunidades eram
oferecidas - cursos de digitação, informática, noções de
contabilidade, treinamentos em relacionamento humano, etc - um
agarrava de frente a oportunidade, investindo seu tempo no
desenvolvimento pessoal e profissional; o outro, sempre com "belas"
justificativas para não ser "explorado", apresentava desculpas das
mais diversas tais como: E o meu futebol, meu programa de
televisão, o barzinho com os "amigos", etc...
Passado algum tempo, aquele irmão que investira seu tempo com
afinco em seu aperfeiçoamento foi se destacando... Tanto que à
medida que foram surgindo vagas dentro da Empresa, a ele eram
oferecidas. E isto o exigia mais ainda em empenho, e prontamente
ele dedicava-se mais e mais...
Tempos depois, chegou a gerente, não apenas mais um gerente mas
sim o melhor gerente da Empresa.
E foi feita uma festa em homenagem ao rapaz.
Na festa, alguém que não sabia do parentesco entre o ainda faxineiro
e o então gerente, aproximou-se daquele e disse: Formidável este
gerente!
- É... e ele é meu irmão... - disse o faxineiro.
- Seu irmão? - exclamou, incrédulo, o interlocutor - E ele é gerente e
você faxineiro...
- É... na vida ele teve sorte...! - Concluiu o faxineiro.

Os Vendedores de Sapatos na Índia

Conta-se que uma empresa de calçado resolveu enviar dois


vendedores para a Índia para realizarem um estudo de mercado
sobre a possibilidade de expandirem seus negócios por aquelas
paragens...
Após sondar o cenário local um dos vendedores enviou um e-mail
para à empresa: “cancelem o envio de sapatos, pois aqui na Índia
ninguém usa sapatos".
O segundo vendedor também enviou um e-mail: “Tripliquem o envio
de sapatos, pois aqui na Índia ainda ninguém usa sapatos”
A mesma situação que para um era motivo de crise, para o outro era
uma excelente oportunidade de crescimento...

As Moscas

Conta-se que certa vez duas moscas caíram num copo de leite.
A primeira era forte e valente, assim logo ao cair nadou até a borda
do copo, mas como a superfície era muito lisa e ela tinha suas asas
molhadas, não conseguiu sair. Acreditando que não havia saída, a
mosca desanimou parou de nadar e de se debater e afundou.
A outra mosca não era tão forte mas era tenaz. Continuou a se
debater, a se debater e a se debater por tanto tempo, que, aos
poucos o leite ao seu redor, com toda aquela agitação, foi se
transformando e formou um pequeno nódulo de manteiga, onde a
mosca tenaz conseguiu com muito esforço subir e dali levantar voo
para algum lugar seguro.
...
Tempos depois, a mesma mosca tenaz, por descuido ou acidente,
novamente caiu no copo.
Como já havia aprendido em sua experiência anterior, começou a se
debater, na esperança de que, no devido tempo, se salvaria.
Outra mosca, passando por ali e vendo a aflição da companheira de
espécie, pousou na beira do copo e gritou:
- Tem um canudo ali, nade até lá e suba pelo canudo.
A mosca tenaz não lhe deu ouvidos, baseando-se na sua experiência
anterior de sucesso e, continuou a se debater e a se debater, até que,
exausta afundou no copo cheio de água.

Velha Chorona

Há muitos, muitos anos, numa aldeia distante, vivia uma velha que
vendia bolinhos caseiros. Na rua e era conhecida por toda a gente
como a “velha chorona”, pois ela passava o dia a lamentar-se e a
choramingar. Por causa disso a velha acabava por perder muitos
clientes que não tinham paciência para lhe aturar as lamúrias.
Um sábio professor que, todos os dias, a caminho do trabalho,
passava junto à velha começou a ficar intrigado com tanta
choradeira. E perguntou-lhe ao que tal se devia.
- Tenho dois filhos. Um faz delicadas sandálias, o outro guarda-
chuvas. Quando faz sol, penso que ninguém comprará os guarda-
chuvas de meu filho, e ele e sua família vão passar necessidades.
Quando chove, penso no meu outro filho que faz sandálias, e que
ninguém vai comprá-las. Então ele também vai ter dificuldade para
sustentar sua família. O professor sorriu e disse:
- Mas... o que a senhora tem de fazer é mudar de perspectiva, ver as
coisas de outra maneira como vê as coisas. Repare: quando o sol
brilha, seu filho que faz sandálias venderá muito, e isso é muito bom.
Quando chove, seu filho que faz guarda-chuvas venderá muito, e isso
é também muito bom.
Bem, dizem as más-línguas que a velha chorona teve alguma
dificuldade em compreender as sugestões do professor. Mas lá
acabou por compreender e... aceitar. Desde então, a velha passa
todos os dias, quer chova quer faça sol, sorrindo feliz e apregoando
os seus bolinhos caseiros. E os clientes, atraídos pela sua boa
disposição, são cada vez mais. Os bolinhos já nem dão para as
encomendas.

Cavalo Branco

Um velho rei da Índia condenou um homem à forca. Assim que


terminou o julgamento, o condenado pediu:
- Vossa majestade é um homem sábio, e curioso com tudo os que os
súditos conseguem fazer. Respeita os gurus, os sábios, os
encantadores de serpente, os faquires. Pois bem: quando eu era
criança, meu avô me transmitiu a técnica de fazer um cavalo branco
voar. Não existe mais ninguém neste reino que saiba isto, de modo
que minha vida deve ser poupada.
O rei imediatamente mandou trazer um cavalo branco.
- Preciso ficar dois anos com este animal - disse o condenado.
- Você terá mais dois anos - respondeu o rei, a essa altura meio
desconfiado. Mas, se este cavalo não aprender a voar, será
enforcado.
O homem saiu dali com o cavalo, feliz da vida. Ao chegar em casa,
encontrou toda a sua família em prantos.
- Você está louco? - gritavam todos. Desde quando alguém desta casa
sabe como fazer um cavalo voar?
- Não se preocupem, porque a preocupação nunca ajudou ninguém a
resolver seus problemas - respondeu ele. E eu não tenho nada a
perder, será que vocês não entendem? Primeiro, nunca alguém
tentou ensinar um cavalo a voar, e pode ser que ele aprenda.
Segundo, o rei está muito velho, e pode morrer nestes dois anos.
Terceiro, o animal também pode morrer, e eu conseguirei mais dois
anos para treinar um novo cavalo. Isso sem contar com a
possibilidade de revoluções, golpes de estado, amnistias gerais.
Finalmente, se tudo continuar como está, eu ganhei dois anos de
vida, quando poderei fazer tudo o que tenho vontade. Vocês acham
pouco?

Desarrumado ou Perfeito?

A filha pergunta ao pai:


- Papai, por que as coisas se tornam desarrumadas com tanta
facilidade ?
- O que está querendo dizer com "desarrumadas", querida ? -
perguntou ele.
- Sabe como é, papai. Quando as coisas não são perfeitas. Olhe para
a minha escrivaninha agora. Está cheia de coisas. Desarrumada. E
ontem à noite me esforcei ao máximo para deixar tudo perfeito. Mas
as coisas não permanecem perfeitas. Tornam-se desarrumadas com a
maior facilidade !
Bateson pediu à filha :
- Mostre-me como é quando as coisas ficam perfeitas.
Ela arrumou cada coisa nas posições determinadas, e depois disse:
- Aí está, papai, agora ficou perfeito. Mas não continuará assim.
E se eu deslocar esta caixa de tinta para cá, por cerca de um palmo ?
O que acontece ?
- Ora, papai, agora ficou desarrumado. Além do mais, teria de estar
reta, e não torta, como você deixou.
- E se eu mudasse este lápis para cá ?
- Está desarrumado outra vez .
- E se deixasse este livro aberto ?
- Também fica desarrumado !
Bateson declarou então para a filha :
- Querida, não é que as coisas fiquem desarrumadas com mais
facilidade. Acontece apenas que você tem mais meios para
desarrumar as coisas, e só tem um meio para deixar tudo perfeito.

A Montanha

Filho e pai caminhavam por uma montanha. De repente, o filho cai,


magoa-se e grita:
- Aiii!!
Para sua surpresa, escuta a sua voz repetindo-se em algum lugar na
montanha:
- Aiii!!
Curioso o filho pergunta:
- Quem és tu?
E recebe como resposta:
- Quem és tu?
Contrariado grita:
- Covarde!
E escuta como resposta:
- Covarde!
O filho olha para o pai e pergunta, aflito:
- O que é isto?
O pai sorri e fala:
- Meu filho, presta atenção.
Então o pai grita em direcção à montanha:
- Eu admiro você!
A voz responde:
- Eu admiro você!
De novo, o homem grita:
- És um campeão!
A voz responde:
- És um campeão!
Nó górdio

Há centenas de anos existia o pequeno reinado asiático de Frígia. O


seu único motivo de fama residia numa carroça especial estacionada
em um dos pátios. A carroça estava presa a uma canga por um
espantoso nó, chamado de nó górdio. Diziam as profecias que quem o
desfizesse conquistaria o mundo. Mas, durante mais de 100 anos, o
nó górdio desafiara todos os esforços de inteligentes reis e guerreiros.
Alexandre, o jovem Rei da Macedônia, viajou até Frígia para
experimentá-lo. No dia designado, o pátio encheu-se de curiosos.
Todos haviam falhado, pensavam, e dessa forma, com que novo
método poderia Alexandre ter êxito ? Sacando da espada, Alexandre
cortou, sem dificuldade, o nó em dois.

Condicionamentos
Corrida de Sapos

O objectivo era atingir o alto de uma grande torre. Havia no local uma
multidão assistindo. Muita gente para vibrar e torcer por eles.
Começou a competição. Mas como a multidão não acreditava que os
sapinhos pudessem alcançar o alto daquela torre, o que mais se ouvia
era:
Que pena !!! esses sapinhos não vão conseguir...não vão conseguir..."
E os sapinhos começaram a desistir.
Mas havia um que persistia e continuava a subida em busca do topo.
A multidão continuava gritando:
"... que pena !!! vocês não vão conseguir !...". E os sapinhos estavam
mesmo desistindo, um por um, menos aquele sapinho que continuava
tranquilo ... embora cada vez mais arfante. Já ao final da competição,
todos desistiram, menos ele. A curiosidade tomou conta de todos.
Queriam saber o que tinha acontecido. E assim, quando foram
perguntar ao sapinho como ele havia conseguido concluir a prova,
descobriram que ele era surdo.

Capacidade

Certa lenda conta que estavam duas crianças patinando em cima de


um lago congelado. Era uma tarde nublada e fria e as crianças
brincavam sem preocupação. De repente, o gelo se quebrou e uma
das crianças caiu na água. A outra criança vendo que seu amiguinho
se afogava de baixo do gelo, pegou uma pedra e começou a golpear
com todas as suas forças, conseguindo quebrá-lo e salvar seu amigo.
Quando os bombeiros chegaram e viram o que havia acontecido,
perguntaram ao menino:
- Como você conseguiu fazer isso? É impossível que você tenha
quebrado o gelo com essa pedra e suas mãos tão pequenas!
Nesse instante apareceu um ancião e disse:
- Eu sei como ele conseguiu.
Todos perguntaram:
- Como?
O ancião respondeu:
- Não havia ninguém ao seu redor para dizer-lhe que ele não seria
capaz.

O Lenhador e a Raposa

Um lenhador acordava todos os dias às 6 horas da manhã e


trabalhava o dia inteiro cortando lenha, só parando tarde da noite. Ele
tinha um filho lindo de poucos meses e uma raposa, sua amiga,
tratada como bichano de estimação e de sua total confiança. Todos
os dias, o lenhador — que era viúvo — ia trabalhar e deixava a raposa
cuidando do bebé. Ao anoitecer, a raposa ficava feliz com a sua
chegada.
Sistematicamente, os vizinhos do lenhador alertavam que a raposa
era um animal selvagem, e, portanto, não era confiável. Quando
sentisse fome comeria a criança. O lenhador dizia que isso era uma
grande bobagem, pois a raposa era sua amiga e jamais faria isso. Os
vizinhos insistiam: “Lenhador, abra os olhos! A raposa vai comer seu
filho. Quando ela sentir fome vai devorar seu filho!”
Um dia, o lenhador, exausto do trabalho e cansado desses
comentários, chegou à casa e viu a raposa sorrindo como sempre,
com a boca totalmente ensanguentada. O lenhador suou frio e, sem
pensar duas vezes, deu uma machadada na cabeça da raposa. A
raposinha morreu instantaneamente.
Desesperado, entrou correndo no quarto. Encontrou seu filho no
berço, dormindo tranquilamente, e, ao lado do berço, uma enorme
cobra morta.

Porcos Assados

Certa vez, aconteceu um incêndio num bosque onde havia alguns


porcos, que foram assados pelo fogo. Os homens, acostumados a
comer carne crua, experimentaram e acharam deliciosa a carne
assada. A partir daí, toda vez que queriam comer porco assado,
incendiavam um bosque...

Sempre foi Assim

Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula. No meio,


uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas. Quando um macaco
subia na escada para pegar as bananas, os cientistas jogavam um
jacto de água fria nos que estavam no chão. Depois de algum tempo,
quando um macaco fazia menção de subir a escada, os outros o
pegavam e enchiam de pancada. Após mais algum tempo, nenhum
macaco queria subir a escada, apesar da tentação das bananas.
Um dia, substituíram um dos macacos por um novo. A primeira coisa
que o calouro fez foi tentar subir a escada, mas foi impedido pelos
outros, que o surraram. Depois de algumas surras, o novo integrante
do grupo desistiu de subir a escada.
Um segundo macaco foi substituído e o mesmo ocorreu, sendo que o
primeiro substituto participou com entusiasmo da surra ao novato.
Um terceiro foi trocado e o mesmo ocorreu.
Um quarto e afinal o ultimo dos veteranos foi substituído.
Os cientistas então ficaram com um grupo de cinco macacos que,
mesmo sem nunca ter tomado um banho frio, continuavam batendo
naquele que tentasse pegar as bananas.

O Sapo e a Cobra

Era uma vez um sapinho que encontrou um bicho comprido, fino,


brilhante e colorido deitado no caminho.
- Alô! Que é que você está fazendo estirada na estrada?
- Estou me esquentando aqui no sol. Sou uma cobrinha, e você?
- Um sapo. Vamos brincar?
E eles pularam a tarde toda pela estrada.
- Vou ensinar você a subir na árvore se enroscando e deslizando pelo
tronco.
E eles subiram. Ficaram com fome e foram embora, cada um para sua
casa, prometendo se encontrar no dia seguinte.
- Obrigada por me ensinar a pular.
- Obrigado por me ensinar a subir em árvore.
Em casa o sapinho mostrou à mãe que sabia rastejar.
- Quem ensinou isto para você?
- A cobra, minha amiga.
- Você não sabe que a família cobra não é gente boa? Eles têm
veneno. Você está proibido de brincar com cobras. E também de
rastejar por aí. Não fica bem.
Em casa, a cobrinha mostrou à mãe que sabia pular.
- Quem ensinou isso para você?
- O sapo, meu amigo.
- Que besteira! Você não sabe que a gente nunca se deu com a
família Sapo?
Da próxima vez, agarre o sapo e... bom apetite! E pare de pular. Nós
cobras não fazemos isso.
No dia seguinte, cada um ficou na sua.
- Acho que não posso rastejar com você hoje.
A cobra olhou, lembrou do conselho da mãe e pensou: "Se ele chegar
perto, eu pulo e devoro ele". Mas lembrou-se da alegria da véspera e
dos pulos que aprendeu com o sapinho. Suspirou e deslizou para o
mato. Daquele dia em diante, o sapinho e a cobrinha não brincaram
mais juntos. Mas ficavam sempre ao sol, pensando no único dia em
que foram amigos.
"O Livro das Virtudes"- uma antologia de William J. Bennett

Peixes

Uma bióloga, que estudava o comportamento de peixes, descreveu o


seguinte :
- Costumava colocar os peixes em grandes aquários, separados por
lâminas de vidro, para que pudesse estudar cada espécie
individualmente. Um dia decidi remover uma das lâminas de
separação para limpá-la. Ao voltar com a lâmina, para recolocá-la em
seu lugar, me surpreendi com o que vi. Os peixes não haviam se
misturado.

A águia que foi criada com as galinhas

Conta-se que uma águia foi criada pelas galinhas. Cresceu com os
pintainhos e sempre agiu como as outras aves do galinheiro. Embora
nos seus sonhos mais profundos ansiasse por algo diferente, atirava-
os para trás das costas. Estava acostumada e conformada com a sua
existência.
Um dia um naturista soube do caso e resolveu libertar a águia. Dizia à
águia:
- Voa, voa livre, voa!
Mas, espantado, confirmou que a ave insistia em fazer e ter o que
fazem e têm as galinhas. Contudo, não desistiu. Levou-a para cima do
telhado e disse:
- És uma águia, abre as asas voa!
Confusa e amedrontada a águia correu para o galinheiro
Pacientemente, no dia seguinte o naturista levou a águia a uma
montanha. Longe de tudo e de todos, levou-a a grandes alturas.
Ergueu-a bem alto, apontou para o horizonte e sussurrou-lhe:
- Vê ! O céu é teu Abra as asas e voa!
E impulsionou o animal para cima. A rainha dos pássaros ao receber
aquele encorajamento sentiu um tremor. Olhou para o galinheiro, tão
distante, e para o céu. Percebeu que diante de si havia outras
possibilidades. Mas não levantou voo.
Numa derradeira tentativa, o naturista colocou-a na direcção do sol.
Maravilhada por aquele esplendor, sentindo um delicioso tremor
tomar conta de si a águia abriu as asas, emitiu um sonoro crocitar e
levantou voo. Seu primeiro voo de Liberdade!
O leão que pensava que era uma ovelha

Leozinho, o Leão, foi criado por ovelhas. Cresceu entre elas, e tal qual
como se fosse uma ovelha, Leozinho pensava, sentia e agia no seu
dia a dia. Assim ia levando sua vida até que aconteceu uma tragédia.
Surgiram lobos famintos e ferozes que, ao avistarem as ovelhas,
partiram em seu encalço.
Apavoradas, as ovelhas e Leozinho se puseram a correr, na tentativa
de escaparem das garras de seus perseguidores. Enquanto fugia,
Leozinho olhou para trás e viu uma cena que o deixou chocado: sua
mãe, a ovelha que o havia criado, havia sido encurralada por quatro
ou cinco lobos assassinos, prestes a devorá-la! Naquele instante...
algo ocorreu... um sentimento forte e até então desconhecido
começou a se avolumar dentro de Leo, e de repente...
- Roarrr!!!!!!!
Despertou a Fera... o Gigante Interior que habita e sempre habitou
em seu Ser... e em um gesto desesperado para salvar sua "mãe", Leo
se atirou em cima dos lobos e para espanto geral os pôs para correr...
fugiram todos os lobos diante daquele leão! Com o tempo, Leo foi se
conhecendo e descobrindo sua verdadeira natureza... aprendendo a
lidar com sua Força e instintos. Hoje, Leo é o Rei dos animais... e é
um rei justo e sábio... que jamais se esqueceu do amor e do carinho
que recebera das ovelhas... e as protege com toda a gratidão e
respeito!

O Fazendeiro, o Filho e o Burro

Um fazendeiro e seu filho viajavam para o mercado, levando consigo


um burro. Na estrada, encontraram umas moças salientes, que riram
e zombaram deles:
- Já viram que bobos? Andando a pé, quando deviam montar no
burro?
O fazendeiro, então, ordenou ao filho:
- Monte no burro, pois não devemos parecer ridículos.
O filho assim o fez.
Daí a pouco, passaram por uma aldeia. À porta de uma estalagem
estavam uns velhos que comentaram:
- Ali vai um exemplo da geração moderna: o rapaz, muito bem
refestelado no animal, enquanto o velho pai caminha, com suas
pernas fatigadas.
- Talvez eles tenham razão, meu filho, disse o pai. Ficaria melhor se
eu montasse e você fosse a pé.
Trocaram então as posições.
Alguns quilómetros adiante, encontraram camponesas passeando, as
quais disseram:
- A crueldade de alguns pais para com os filhos é tremenda! Aquele
preguiçoso, muito bem instalado no burro, enquanto o pobre filho
gasta as pernas.
- Suba na garupa, meu filho. Não quero parecer cruel, pediu o pai.
Assim, ambos montados no burro, entraram no mercado da cidade.
- Oh!! Gritaram outros fazendeiros que se encontravam lá. Pobre
burro, maltratado, carregando uma dupla carga! Não se trata um
animal desta maneira. Os dois precisavam ser presos. Deviam
carregar o burro às costas, em vez de este carregá-los.

Quanto você vale?

- Venho aqui, professor, porque me sinto tão pouca coisa, que não
tenho forças para fazer nada. Dizem-me que não sirvo para nada, que
não faço nada bem, que sou lerdo e muito idiota. Como posso
melhorar? O que posso fazer para que me valorizem mais?
O professor, sem olhá-lo, disse:
- Sinto muito meu jovem, mas não posso te ajudar, devo primeiro
resolver o meu próprio problema. Talvez depois.
E fazendo uma pausa, falou:
- Se você me ajudasse, eu poderia resolver este problema com mais
rapidez e depois talvez possa te ajudar.
- C...claro, professor, gaguejou o jovem, que se sentiu outra vez
desvalorizado e hesitou em ajudar seu professor. O professor tirou um
anel que usava no dedo pequeno e deu ao garoto e disse:
- Monte no cavalo e vá até o mercado. Devo vender esse anel porque
tenho que pagar uma dívida. É preciso que obtenhas pelo anel o
máximo possível, mas não aceite menos que uma moeda de ouro. Vá
e volte com a moeda o mais rápido possível.
O jovem pegou o anel e partiu. Mal chegou ao mercado, começou a
oferecer o anel aos mercadores. Eles olhavam com algum interesse,
até quando o jovem dizia o quanto pretendia pelo anel. Quando o
jovem mencionava uma moeda de ouro, alguns riam, outros saíam
sem ao menos olhar para ele, mas só um velhinho foi amável a ponto
de explicar que uma moeda de ouro era muito valiosa para comprar
um anel. Tentando ajudar o jovem, chegaram a oferecer uma moeda
de prata e uma xícara de cobre, mas o jovem seguia as instruções de
não aceitar menos que uma moeda de ouro e recusava as ofertas.
Depois de oferecer a jóia a todos que passaram pelo mercado,
abatido pelo fracasso montou no cavalo e voltou. O jovem desejou ter
uma moeda de ouro para que ele mesmo pudesse comprar o anel,
assim livrando a preocupação e seu professor e assim podendo
receber ajuda e conselhos. Entrou na casa e disse:
- Professor, sinto muito, mas é impossível conseguir o que me pediu.
Talvez pudesse conseguir 2 ou 3 moedas de prata, mas não acho que
se possa enganar ninguém sobre o valor do anel.
- Importante o que disse, meu jovem, contestou sorridente o mestre. -
Devemos saber primeiro o valor do anel. Volte a montar no cavalo e
vá até o joalheiro. Quem melhor para saber o valor exacto do anel?
Diga que quer vendê-lo e pergunte quanto ele te dá por ele. Mas não
importa o quanto ele te ofereça, não o venda. Volte aqui com meu
anel.
O jovem foi até o joalheiro e lhe deu o anel para examinar. O joalheiro
examinou-o com uma lupa, pesou-o e disse:
- Diga ao seu professor, se ele quiser vender agora, não posso dar
mais que 58 moedas de ouro pelo anel.
O jovem, surpreso, exclamou:
- 58 moedas de ouro!!!
- Sim, replicou o joalheiro, eu sei que com tempo poderia oferecer
cerca de 70 moedas , mas se a venda é urgente...
O jovem correu emocionado para a casa do professor para contar o
que ocorreu.
- Sente-se, disse o professor, e depois de ouvir tudo que o jovem lhe
contou, disse:
- Você é como esse anel, uma jóia valiosa e única. E que só pode ser
avaliada por um expert. Pensava que qualquer um podia descobrir o
seu verdadeiro valor???
E dizendo isso voltou a colocar o anel no dedo.

Síndrome do 100º Macaco

Havia um conjunto de ilhas habitadas por macacos. Os cientistas


introduziram batatas nas ilhas, mas nada aconteceu. Em seguida,
treinaram uma macaquinha a extrair a batata do solo, a lavá-la e a
comê-la. Passado algum tempo, os outros macacos, começaram a
imitá-la e a extrair a batata do solo, a lavá-la e a comê-la. Este
comportamento foi-se propagando até que o centésimo macaco
adquiriu o novo comportamento.
Nesse momento ocorreu um fenômeno intrigante: os macacos das
ilhas vizinhas, onde também tinha sido introduzida a batata mas nada
havia sido ensinado e que não tinham ligação direta com os macacos
da primeira ilha, espontaneamente passaram a extrair a batata do
solo, a lavá-la e a comê-la...
Isto é conhecido como a síndrome do 100o macaco. É a crença que
temos que quando uma determinada massa crítica de pessoas atinge
um novo patamar de experiência, a humanidade como um todo evolui
com essa experiência.

Baralho

Um grupo de pesquisadores realizou um estudo no qual mostravam


às pessoas um baralho. Contudo em cada uma das cartas havia um
erro, algo diferente do normal. O quatro de paus era vermelho, o
cinco de ouros tinha seis de ouros. O procedimento consistia em
mostrar as cartas às pessoas e perguntar-lhes o que estavam vendo.
Vocês acham que as pessoas ficaram surpresas ao ver essas cartas
cheias de erros óbvios ? Não, porque não notaram. Quando se pedia
para descreverem as cartas que viam as pessoas respondiam que
estavam olhando para um cinco de ouros ou para um quatro de paus.
Elas não faziam qualquer menção ao fato de haver erros nas cartas.
Por que isso acontecia ? Porque aquilo que vemos não depende
apenas do que se encontra realmente à nossa frente, mas também
daquilo que estamos procurando - nossas expectativas, nossos
pressupostos.

O Caminho

Um dia, um bezerro precisou atravessar a floresta virgem para voltar


para o seu pasto.
Sendo animal irracional, abriu uma trilha tortuosa, cheia de curvas,
subindo e descendo colinas... No dia seguinte, um cão que passava
por ali, usou essa mesma trilha torta para atravessar a floresta.
Depois foi a vez de um carneiro, líder de um rebanho, que fez os seus
companheiros seguirem pela trilha torta. Mais tarde, os homens
começaram a usar esse caminho: entravam e saíam, viravam à
direita, à esquerda, baixando-se, desviando-se de obstáculos,
reclamando e praguejando, até com um pouco de razão... Mas não
faziam nada para mudar a trilha...
Depois de tanto uso, a trilha acabou por ficar uma estradinha onde os
pobres animais carregavam com cargas pesadas, sendo obrigados a
percorrer em três horas uma distância que poderia ser vencida no
máximo em uma hora, caso a trilha não tivesse sido aberta por um
bezerro. Muitos anos se passaram e o caminho tornou-se a rua
principal de uma vila, e posteriormente a avenida principal de uma
cidade. Logo, a avenida transformou-se no centro de uma grande
metrópole, e por ela passaram a transitar diariamente milhares de
pessoas, seguindo a mesma trilha torta feita pelo bezerro... centenas
de anos antes...
Os homens tem a tendência de seguir como cegos por trilhas feitas
por pessoas inexperientes, e esforçam-se de sol a sol a repetir o que
os outros já fizeram.
Contudo, a velha e sábia floresta ria daquelas pessoas que percorriam
aquela trilha, como se fosse um caminho único... sem se atreverem a
mudá-lo.