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Existe uma certa confusão quando se trata de alguns termos como informática,

computação, processamento de dados etc. Até mesmo a prova para qual estamos
nos preparando, na maioria das vezes, é chamada de Prova de Informática... Será
que este termo está correto? Vejamos algumas definições básicas:
Computador é uma máquina com capacidade de armazenar, processar e recuperar
adequadamente informações. Computação é uma ciência, relativamente recente,
que estuda o computador (Ciências da Computação), desde sua engenharia até sua
lógica. Já Informática é a Ciência que estuda a informação. Não está diretamente
relacionada com o computador e existe há muito tempo, antes mesmo de serem
inventadas estas máquinas. É certo que os computadores vieram a dar grande
auxílio à esta ciência e, hoje, não conseguimos pensar em Informática sem
computadores...
Mas, o que é informação? Informação é o conjunto lógico de dados. Os dados, por si
só, geralmente não nos "dizem" nada... Por exemplo, o conjunto de alturas dos
alunos de uma sala pode não ser muito significativo, já a altura média dos alunos
desta sala é uma informação. Assim, os dados são processados (processamento de
dados), sofrem uma seqüência de cálculos e análises lógicas, para gerar a
informação.
Classificação dos Computadores
Existem várias maneiras de se classificar os computadores. Todas elas sem
muita aplicação nos dias de hoje. Mas, sem se tratando de concursos
públicos, é bom conhecê-las.
Segundo seu porte: chamamos de porte de um computador a sua
capacidade e velocidade de cálculo, de trabalho e não está necessariamente
ligado ao tamanho do computador, apesar de, na maioria das vezes,
computadores de grande porte são realmente maiores que computadores de
pequeno porte. Nesta classificação teríamos em primeiro lugar os
supercomputadores, como os de maior capacidade de processamento; raros,
até mesmo nos dias de hoje. Em São Paulo contamos com o
supercomputador da USP (o "patinho feio"). Outra categoria seriam os
mainframes, computadores de grande porte, muito caro, de uso corporativo.
Depois temos os minicomputadores, com poder de processamento menor,
mas ainda restrito a uso corporativo. Esta categoria está quase extinta hoje.
Finalmente temos os famosos microcomputadores, que têm o menor poder de
processamento.
Segundo seu uso: podemos dividir os computadores em corporativos (ou
comerciais), industriais (na automatização de fábricas) e os muito conhecidos
computadores pessoais (personal computers ou, simplesmente PCs).
Segundo sua finalidade: científicos e comerciais.
Segundo seu funcionamento: analógicos e digitais. Computadores
analógicos utilizam-se de circuitos e chips analógicos, baseados em
oscilações contínuas da corrente elétrica. Hoje em dia não existem mais
computadores analógicos. Os computadores digitais trabalham em circuitos
onde é possível identificar-se apenas dois estados lógicos distintos.
Histórico
Sendo o computador uma máquina, ele foi "inventado", construído,
desenvolvido. Mas para justificar este esforço deve ter havido alguma
necessidade básica. O problema principal do homem estava em fazer-se
cálculos, de maneira rápida e segura. Assim, podemos dizer que o
computador nasceu do desenvolvimento das máquinas de calcular.
As máquinas de calcular tiveram uma lenta evolução até a Revolução
Industrial. Nesta época tivemos as primeiras Máquinas de Cálculo, que eram
mecânicas, com funcionamento baseado em engrenagens de 10 dentes
(número de dígitos do sistema decimal).
Vale destacar a participação histórica de Holeritt, que desenvolveu um
tabulador de dados, baseado em cartão perfurado, para agilizar as
totalizações do senso nos EUA. A idéia foi muito bem aceita e, então, Holeritt
fundou a empresa "Tabulation Machine Company" que veio a ser, mais tarde,
a IBM.
Das calculadoras puramente mecânicas evoluiu-se para as eletromecânicas.
Nasce, em 1939, o Mark I, da união da Marinha dos EUA com pesquisadores
de Harvard, para fins de cálculo de tabelas de navegação. Características do
Mark I: 17 metros de comprimento, 2,5 metros de altura, peso de 5 toneladas,
3000 engrenagens com 10 dentes, 1400 comutadores e 800 Km de fios. Esta
máquina fazia muito barulho, era lenta, demorando em média 5 segundos
para realizar um cálculo. No entanto era totalmente automática. Note que o
Mark I, apesar de ser importante historicamente, não é considerado um
computador, e sim uma máquina de calcular...
É considerado como sendo o primeiro computador o ENIAC. Ele foi
apresentado ao mundo em 1946 e nasceu da associação de cientista vários e
o Exercito dos EUA para cálculos balísticos. Características principais:
totalmente eletrônico, ocupava 3 salas (72 metros quadrados), peso de 30
toneladas, era composto de 50.000 resistores, 1.500 relês, 10.000
condensadores, 6.000 comutadores. Funcionava a base de válvulas (18.000)
e, por isto mesmo, esquentava muito, gerando muitos problemas. Não era
raro Ter-se que trocar alguma válvula queimada. Aliás, em média, o ENIAC
apresentava uma avaria a cada 6 horas...
Depois do ENIAC temos o primeiro computador comercial, o EDVAC. Este
computador foi feito por uma empresa fundada por um grupo de cientista que
trabalharam no desenvolvimento do ENIAC, e era muito parecido com ele. Só
venderam um EDVAC e, então, a empresa faliu.
O computador desenvolveu-se conforme eram descobertas novas
tecnologias. A primeira geração de computadores funcionava a válvula. A
base da segunda geração foi o transistor. Na terceira geração de
computadores temos os circuitos integrados (chips). A quarta geração foi
caracterizada pela tecnologia VLSI (Very Large Small Integration), onde o
chip ficou mais "condensado". Com o uso de novas tecnologias, como a
óptica e a óptica-magnética, temos a quinta geração de computadores.
E quanto aos microcomputadores? Eles nasceram da necessidade de
processamento pessoal e não empresarial. No começo, os
microcomputadores eram vistos com descaso pelas empresas gigantes da
computação, como a IBM. No entanto estas máquinas conquistaram grande
nicho de vendas e alteraram, rapidamente, todo o panorama mundial. De
computador pessoal, o microcomputador invadiu as empresas, começando
pelas pequenas e médias, que não podiam comprar um mainframe. Mesmo
as grandes empresas começaram a fazer uso de microcomputadores dentro
de seus setores, isoladamente. Mas os microcomputadores conquistaram só
foram conquistar de vez o setor corporativo depois do desenvolvimento da
tecnologia de redes de microcomputadores. Houve mesmo uma tendência,
passageira é verdade, chamada de "downsizing", que consistia em trocar um
grande e dispendioso mainframe por muitos e muitos micros interligados em
redes. Resumidamente, vejamos algumas fazes do desenvolvimento dos
microcomputadores:
1975 – Altair 8800. Não pode ser chamado realmente de Computador
Pessoal, pois não produzia trabalho... fugindo muito de nossa definição de
computador. Mas era uma máquina que trabalhava no mesmo padrão binário
dos computadores de grande porte. Fez muito sucesso entre o pessoal
especializado e incentivou o aparecimento de outras máquinas.
1976 – Apple I. Este já pode ser considerado como sendo o primeiro
microcomputador. Desenvolvido por Steve Jobs, fundador da Apple, na
garagem de sua casa. Junto com o Apple II foi um grande sucesso de
vendas, chegando mesmo a incomodar a IBM. A Apple resiste até hoje no
mercado, produzindo os computadores Macintosh (Power Mac G3 e mais
recentemente o iMac).
1981 – IBM-PC. A IBM viu que estava perdendo uma oportunidade de bons
negócios negligenciando o microcomputador. Assim ela lança seu IBM-PC,
com arquitetura aberta e estabelecendo um padrão no mercado. Hoje, a
grande e imensa maioria de microcomputadores são da plataforma IBM-PC,
tornando-se até sinônimo de microcomputador para muitos usuários... É esta
máquina que precisamos conhecer para efeito de concurso público
Tabela de Gerações de Computadores
1ª Geração - 1951/1958 O componente básico era a válvula eletrônica, o
que permitiu a redução de dimensões e o
aumento de velocidade.
2ª Geração - 1958/1964 O componente básico era o transistor, que
permitiu reduzir em muito o tamanho dos
computadores, assim como o número de avarias.
3ª Geração - 1964/1974 O transistor miniaturizou-se e deu origem ao
Circuito Integrado, o que permitiu aumentar
notoriamente a velocidade, fiabilidade e as
dimensões dos equipamentos.
4ª Geração - 1974/1985 Atingiu-se um elevado grau de miniaturização
de Circuitos Integrados, melhorando todas as
características dos computadores
5ª Geração - após 1985 Passou a utilizar-se novas tecnologias como os
raios Laser e outras técnicas em feixes
electromagnéticos

Fundamentos da Lógica de Funcionamento


A base do funcionamento de um computador PC está na chamada eletrônica
e lógica digital.
O computador faz, na realidade, cálculos. Operações aritméticas e lógicas
com números e textos (chamadas "strings"). Ora, se trabalhamos num
sistema de cálculo decimal (com dez algarismos), seria muito lógico
imaginarmos que um computador tem de ser capaz de identificar 10 níveis
diferentes de energia para codificar cada um dos 10 algarismos... Mas não é
isto que acontece. Um computador com esta característica seria muito caro e
complexo. Ao contrário, o computador trabalha com o mínimo possível de
níveis de energia para a codificação de todas as informações. Este mínimo
são os dois estados físicos de energia distintos que os chips trabalham (0 e
5V), a chamada eletrônica digital ou binária. Associados a estes estados
físicos distintos temos dois estados lógicos distintos, que convencionamos
chamar de 0 e 1. Em computadores fazemos uso da chamada aritmética
digital ou binária e da lógica digital, binária ou Booleana.
Temos assim, o conceito de BIT, que é a menor unidade de informação que
pode ser representada pelo computador. Ou seja, um bit só pode assumir um
dos dois estados lógicos já citados, ou 0, ou 1. Dizemos, também por
convenção, que um bit 0 está desligado e um bit 1 está ligado.
Mas como vamos conseguir representar todos os dez algarismos do nosso
sistema decimal e ainda letras e outros caracteres com apenas dois estados
lógicos de um bit? Simplesmente agrupando-se estes bits. Para representar
um algarismo, uma letra, um caractere dentro do computador, vamos utilizar
um conjunto de bits, e não apenas um. Quantos? Chegou-se a um número de
8 bits como sendo o suficiente. A este conjunto de 8 bits deu-se o nome de
BYTE. O byte é a palavra do computador. É através do byte que o
computador se comunica, trabalha, processa, armazena, calcula etc.
Quantos bytes diferentes existem? Quantos conjuntos diferentes posso fazer
com 8 bits? Simples, 256 (que é 28). Como cada byte representa um caracter,
posso representar 256 caracteres diferentes (o suficiente para representar os
10 algarismos, todas as letras do alfabeto, diferenciando-as em maiúsculas e
minúsculas, e ainda alguns caracteres especiais.
Mas para podermos fazer esta representação eu preciso de uma tabela onde
eu relaciono cada byte diferente com um caracter e todos os computadores
precisam usar a mesma "tabela de conversão" para poderem se entender.
Estas tabelas já existem e são chamadas de códigos. De importante para nós
temos os códigos EBCDIC (Extend Binary Coded Decimal Interchange Code)
e ASCII (American Standart Code for Information Interchange).
O código EBCDIC é um esquema de codificação desenvolvido pela IBM para
ser usado em seus computadores como um método de padronização de
associação de valores binários e caracteres alfabéticos, numéricos, de
pontuação e de controle de transmissão. É análogo ao ASCII, e utiliza os 8
bits para a definição de 256 caracteres. Embora o EBCDIC não seja freqüente
na microinformática, ele é bastante conhecido e utilizado em todo o mundo
como o padrão da IBM para computadores de grande porte e
minicomputadores.
O código ASCII é o conjunto de caracteres do código padrão americano para
o intercâmbio de informação, que consiste dos caracteres disponíveis num
teclado padrão de 128 caracteres e incluindo códigos de controle não
imprimíveis como retorno da cabeça de impressão e quebras de página. São
256 códigos divididos em dois conjuntos: o standard (básico) e o estendido,
com 128 códigos cada.
O ASCII Standard (básico) utiliza 7 bits (ou 0 + 7 bits para formar um byte)
gerando 128 códigos de caracteres numerados de 0 a 127. Os 32 primeiros
valores ficam reservados para códigos de controle de comunicação e da
impressora. Os 96 códigos restantes estão associados aos sinais de
pontuação convencionais, aos dígitos 0 a 9, e às letras maiúsculas e
minúsculas do alfabeto romano.
O ASCII Estendido utiliza 8 bits para cada código, proporcionando 128
códigos numerados de 128 a 255. Ficam associados a conjuntos de
caracteres que podem variar conforme o fabricante do computador e a
software house. Portanto, enquanto o conjunto de caracteres ASCII standard
é um padrão universal para os equipamentos e programas, os caracteres
estendidos só poderão ser interpretados corretamente por programas
projetados especialmente para fazê-lo.
Por isso utilizamos com muita freqüência o byte para quantificarmos
características do computador, como memória, capacidade de disco etc.
Como o byte é a unidade, e, por isso mesmo, muito pequeno, fazemos uso
dos múltiplos do byte. Mas lembre-se que estamos no campo da aritmética
digital, onde mil vezes um byte são, na realidade, 1.024 bytes (210).
Múltiplos do Byte:
 Quilobyte - KB - 103 do byte (ou 1024 bytes)

 Megabyte – MB - 106 do byte (ou 1024 KB)

 Gigabyte – GB – 109 do byte (ou 1024 MB)

 Terabyte – TB – 1012 do byte (ou 1024 GB)

 Petabyte – PB – 1015 do byte (ou 1024 TB)


 De maneira análoga podemos também podemos fazer uso dos
múltiplos do bit (quilobit, megabit, gigabit, terabit e petabit), unidade mais
utilizada em transferência de dados.
Funcionamento do Computador
Um computador, quando em operação, lembra muito a estrutura de fases de
um processamento de dados:

Um computador, na realidade, é um sistema composto por três partes:


Hardware + Software + Firmware.
O software é a parte lógica do sistema. São os chamados programas e
aplicativos. Veremos mais adiante detalhes de vários softwares.
O hardware é a parte física do sistema. É a máquina propriamente dito. É a
parte tangível.
O firmware é o meio termo... É um conjunto de software gravado em um
hardware, quase que inseparáveis.
Firmware
A fase de firmware é talvez a fase mais importante no funcionamento de um
computador. É a fase de inicialização, também chamado de boot da máquina.
É a fase compreendida entre o momento que você liga o computador até o
término do carregamento do sistema operacional.
O computador, como toda e qualquer máquina, é burro; ou seja não têm
inteligência ou mesmo consciência de sua existência. Cada vez que ligamos o
computador é como se ele estivesse "nascendo" novamente. Temos que
ensinar tudo a esta máquina... Como fazer para aceitar uma letra, como
comunicar-se com o monitor, como "conversar" com o Hard Disk etc. O único
modo de "ensinar" o computador a fazer qualquer coisa é através de
programas (software). Assim existe um conjunto de software básico que tem
de entrar em ação até mesmo antes do carregamento do sistema operacional.
Sem este "soft" o computador não pode ser inicializado. Estes programas vêm
gravados em um chip especial que faz parte da máquina. Ou seja, o
computador vem com o firmware de fábrica.
Para garantir que este programa não será alterado ou apagado, o usuário não
tem acesso a ele. É a chamada ROM do computador (Read Only Memory ou
Memória de Somente Leitura, também conhecida como Memória Não
Volátil). A ROM é baseada em chips semicondutores que contém instruções
e dados cujo conteúdo pode ser lido mas não modificado. Para criar o chip de
ROM o projetista fornece ao fabricante as instruções ou os dados que serão
gravados.
Temos hoje outros tipos de chips ROM, como a PROM (Programmable Read
Only Memory, ou memória de leitura programável). O chip de PROM vem "em
branco" e pode ser gravado por um dispositivo chamado de programador de
PROM. Depois que um chip PROM é programado seu conteúdo não pode
mais ser modificado.
Outro chip é a EPROM (Eraseble Programmable Read Only Memory, ou
memória de leitura apagável e programável). Este chip possibilita ser
apagado pela sua exposição à luz, e gravado num programador de PROM.
Diferente do EEPROM (Eletrically Eraseble Programmable Read Only
Memory, ou memória de leitura eletricamente apagável e programável) que
pode ser apagada através da aplicação de um sinal elétrico.
Assim, ao ligarmos a máquina, ela passa por uma série de estágios
pertencentes à fase de boot. Estes estágios são regidos por programas
gravados na ROM e não podem ser alterados pelo usuário. O primeiro estágio
de boot faz um teste geral na máquina, para saber o que este computador
tem de periféricos e se os principais estão funcionando (respondendo).
Depois ele compara o resultado a uma tabela interna, a CMOS, para ver se
tudo confere. Da CMOS o computador retira também a data e a hora (esta
tabela é mantida por uma bateria). Feito isto, na próxima fase é carregado o
BIOS (Basic Input Output System, ou sistema básico de entrada e saída) que
"ensina" o computador os rudimentos de comunicação com o mundo exterior
e manipulação de arquivos. Por fim, o computador procura e carrega o
sistema operacional e está pronto para operar, terminando seu boot.
Se qualquer problema ocorrer durante esta fase (como falta de teclado, pane
no Hard Disk, memória com falhas ou mesmo falta de sistema operacional) o
boot é interrompido e a máquina não pode ser inicializada.
Hardware

O hardware de um computador é composto pela CPU + Periféricos. A CPU


ou UCP (Unidade Central de Processamento de Dados), também chamada
de processador ou microprocessador, é o cérebro do computador. É na CPU
que são feitos os cálculos lógicos e aritméticos e o controle de toda a
máquina. Podemos até mesmo dizer que o computador é a CPU, o resto são
periféricos.
A CPU é dividida em duas partes: a ULA (unidade lógica e aritmética) e a UC
(unidade de controle). A UC controla, direta ou indiretamente, toda a máquina,
até mesmo a ULA. A UC cuida do endereçamento de memória, colocando e
retirando dados, manda os dados para a ULA, juntamente com as operações
que ela deve realizar, e ainda confere os resultados devolvidos pela ULA.
A CPU ou processador do computador, é um Circuito Impresso (chip) de vital
importância da máquina, mas não é o único. Dentro de um chip tem-se o
equivalente a milhões de transistores. Por exemplo, um Pentium Pró tem o
equivalente a 5,5 milhões de transistores ligados com trilhas de 0,35 mícrons.
O processador da Intel Merced (esperado para o final do ano 2.000), deve
atingir 10 milhões de transistores e 0,25 mícron de trilha. Mas, a capacidade
de se fazer processadores com mais e mais transistores é limitada. Especula-
se que o máximo que se pode chegar é um total de 200 milhões de
transistores com trilhas de 0,2 mícrons.
Mas, apesar da grande importância da CPU, sozinha, ela não faz nada. A
CPU precisa de no mínimo alguns periféricos básicos para seu
funcionamento. A seguir temos um esquema do funcionamento do
computador, com destaque para a CPU e seu periférico inseparável, sem o
qual a CPU não é nada, a memória.

Quase tudo, antes de ir para o processador, tem de passar pela Memória


Principal. Assim, a CPU está constantemente acessando a memória. Os
dados entram no computador por algum periférico, como um teclado, e a CPU
os coloca na memória. Quando da execução de um programa, antes, ele
"sobe" para a memória. Só então a CPU começa a executar o programa, linha
por linha, como se fosse uma receita de bolo. A CPU tem um registrador
interno sinalizando qual linha do programa está em execução. As linhas de
programas solicitam dados, que a CPU vai buscar também na memória e,
muito provavelmente gera resultados. Os dados resultantes de um
processamento podem até sair diretamente da CPU para um periférico de
saída, mas muito provavelmente, antes, estes resultados também serão
alocados na memória.
Por isso que a CPU não consegue "viver" sem esta tal de "Memória Principal",
também chamada de memória RAM (Random Access Memory, ou memória
de acesso aleatório). A memória RAM também é chamada de memória volátil,
isto porque o chip utilizado para esta memória necessita de eletricidade para
manter os dados. Assim, quando o computador é desligado, ou mesmo na
falta de energia elétrica, a memória RAM é apagada.
Note que a RAM é totalmente diferente da ROM. A RAM pode, e deve, ser
alterada, a qualquer momento; a ROM é de somente leitura, não podendo ser
alterada. A RAM depende da eletricidade e, na sua falta, é perdida; a ROM
não depende de eletricidade e não se perde quando o computador é
desligado. Aliás, a principal função da ROM é guardar o programa de boot
quando a máquina está desligada. E finalmente, os chips utilizados pela ROM
e pela RAM são diferentes.
A memória RAM utiliza chips chamados popularmente de "pentes" do tipo
SIMM (Single In-line Memory Module, ou módulo de memória em linha
simples) ou DIMM (dual In-line Memory module, ou módulo de memória em
linha duplo).
A RAM tradicionalmente utilizada em microcomputadores foi a DRAM
(dinamic RAM). Esta foi substituída pela EDO (EDORAM ou EDODRAM),
extended data out, ou saída estendida de dados, que proporcionava um
aumento de desempenho de 10 a 30%. Hoje temos uma memória ainda mais
veloz, a SDRAM (Synchronous DRAM) que proporciona taxas de surto de até
150 MHz, significativamente maior que a EDODRAM de 60 ns e 40 MHz. O
tamanho, ou capacidade, da RAM é um dos pontos principais que
determinam a performance do sistema. Em geral, quanto maior a RAM,
melhor. Em termos práticos, hoje, um padrão mínimo de RAM é de 32 MB,
recomendados pelo menos 64 MB.
Mas, mesmo estas memórias atuais mais velozes, ainda representam um
gargalo na velocidade de processamento. Isto porque o processador é muito
mais rápido que a memória. Assim, a CPU fica muito tempo ociosa esperando
por um dado ou comando alocado na memória. Existem chips de memória
que proporcionam uma resposta mais rápida, mas são muito caros. A solução
foi munir o computador com um pouco desta memória rápida, chamada de
Memória Instantânea ou Memória Cache.
O chip utilizado é do tipo SRAM (static RAM). É uma memória de cache de
segundo nível (L2) alocada em chip externo ao processador. Se baseia num
circuito lógico conhecido como flip-flop, que retém as informações contanto
que disponha de energia suficiente. Assim, dispensa a renovação periódica
necessária nas DRAM, sendo muito mais rápida. Devido ao seu alto custo,
fica inviável substituir toda a DRAM por memória cache. O computador usa a
memória cache para alocar os dados que, estatisticamente, são mais
utilizados pelo processador. Conseguimos com este artifício aumentar a
velocidade de processamento pois, a maioria das vezes que a CPU acessa a
memória os dados procurados estão na cache, que tem um tempo de
resposta muito menor que a memória principal.
Mais rápido ainda que a memória cache L2 é a cache L1, ou memória cache
de primeiro nível que, nada mais é, que uma memória instantânea acoplada
diretamente no processador.
Dá para imaginar que os dados têm que caminhar dentro da máquina, ou
seja, os dados precisam ser levados dos periféricos de entrada para a CPU,
da CPU para a memória, da memória para a CPU ou para os periféricos de
saída. Existem para isso uma imensa rede de "caminhos e estrada" para o
trânsito dos bits, chamado de barramento. Dentro do computador existem
vários tipos de barramento como o ISA, VESA, PCI, AGP, etc. A diferença
reside na velocidade alcançada em cada um deles. Mas, mesmo o mais veloz
dos barramentos, é muito lento em comparação à CPU, representando
também outro gargalo na velocidade de processamento.
Note que cada periférico, bem como cada barramento, memória e CPU tem a
sua própria velocidade. E no entanto, cada um destes componentes de
hardware precisa se comunicar com os outros. É lógico portanto que
precisamos ter "alguém" que coloque ordem nesta bagunça, fazendo o papel
de um "guarda de trânsito". Para tanto foi inventado o clock, cujo papel é
sincronizar a comunicação entre todas as partes de um computador. O clock
gera pulsos (pulsos de clock), sinais elétricos, em determinada freqüência,
que se propaga por toda a máquina. A comunicação entre os periféricos e
CPU se dá sempre num pulso de clock, nunca "no meio" do pulso. Assim,
existe um sincronismo na comunicação, sem que isto afete a velocidade
particular de cada parte do hardware. A freqüência de clock dos
computadores é medida em MHz (megahertz).
Logicamente, de maneira geral, quanto maior o clock do computador, mais
rápido será o processamento. No entanto, como vimos, existem muitos e
muitos detalhes que influenciam a velocidade total de processamento, sendo
o clock apenas um destes fatores.
Antigamente, ainda era usado mais um componente de hardware para
maximizar o poder de processamento de uma máquina. O chamado
coprocessador (aritmético). Como o nome diz, o coprocessador era um
segundo processador que auxiliava o primeiro nos cálculos aritméticos. Este
hardware era utilizado em equipamentos antigos quando usados em áreas
que exigiam muito cálculo, como desenhos de CAD. Era uma peça opcional
devido ao seu alto custo. Hoje em dia o coprocessador já vem integrado à
CPU.

Tabela de Microprocessadores usados pelo IBM-PC e compatíveis


qui temos uma visão geral da evolução dos microcomputadores. Os micros
recebem o nome de seu processador, já que a CPU é a principal peça de
hardware. Para comparação, a tabela mostra a forma de acesso,
comunicação, de dados no barramento interno (dentro da CPU), externo e de
acesso à memória. Uma CPU que consegue endereçar dados na memória a
16 bits, por exemplo, demonstra que a comunicação é feita em 2 bytes de
cada vez. Atenção, ainda hoje não existe processador de 64 bits. Mesmo o
Pentium é um processador de 32 bits. A velocidade citada na tabela refere-se
a faixa aproximada de clock utilizado pelo processador.
Nome Microprocessador Coprocessador Internos Externos Velocidade
PC-XT 8088 8087 16b 8b/16b 4,77 a 8 MHz
AT-286 80286 80287 16b 16b/24b 6 a 16 MHz
AT-386-SX 80386SX 80387SX 32b 16b/24b 20 a 50 MHz
AT-386-DX 80386DX 80387DX 32b 32b/32b 20 a 50 MHz
AT-486-SX 80486SX 80487SX 32b 32b/32b 25 a 100 MHz
O 486SX é um 80486DX
AT-486-DX * 32b 32b/32b 25 a 100 MHz
386DX
A partir com
AT-486-DX2 do 80486DX2 * 32b 32b/32b 25 a 100 MHz
mais 8Kbyteso 5x86
486DX
586-Cyrix * 64b 32b/32b 120 MHz
de cache
coprocessador K5
K5-AMD * 64b 64b/32b 150 MHz
éinterna
integrado
K6-AMD no K6 * 64b 64b/32b 233 MHz
próprio
686-Cyrix 6x86 * 64b 64b/32b 200 MHz
processador
Pentium Pentium * 64b 64b/32b 75 a 233 MHz
Pentium-MMX Pentium-MMX * 64b 64b/32b 233 MHz
O
Pentium
Pentium-
Pró Pentium Pró * 64b 64b/32b 250 MHz
MMX difere-se
Pentium II Pentium II * 64b 64b/32b 450 MHz
Celeron Celeron * 64b 64b/32b 350 MHz
A tabela acima apresenta somente processadores da Intel, que responde por
mais de 90% do mercado de PCs. Outros processadores que merecem algum
destaque são, da Cyrix (comprada pela National): 586 Cyrix, processador
5x86 (eqüivale a um Pentium com barramento externo de 32 bits) e 686 Cyrix,
processador 6x86 (eqüivale a um Pentium MMX). Da AMD: K5 (eqüivalente a
um Pentium), K6 (equivalente a um Pentium MMX) e K6 3D Now!, que
pretende competir com o Pentium II e/ou Celeron, mas tem performance um
tanto inferior aos mesmos.
ATENÇÃO: NÃO existe ainda hoje um processador de 64 bits (na
arquitetura PC).
Resumo das Gerações de Processadores Intel
• 1979 – 8088 (8/16 bits, 4,77 MHz) – o processador inicial dos PCs rodava
DOS e manipulava textos e números, mas os gráficos eram muito pobres.
• 1982 – 80286 (16 bits, 6 a 16 MHz) – de três a seis vezes mais rápido que o
8088, foi a plataforma básica para as primeiras redes de micros.
• 1985 – 386 (32 bits, 20 a 50 MHz) – o 386 já tinha potência suficiente para
suportar uma interface gráfica. Foi o início da era Windows.
• 1989 – 486 (32 bits, 25 a 100 MHz) – rodando DOS e Windows 3.x, o 486
possibilitou o desenvolvimento das aplicações multimídia.
• 1993 – Pentium (32 bits, 75 a 233 MHz) – com o Windows 95, facilitou a
popularização da Internet e permitiu rodar aplicativos de 32 bits.
• 1995 – Pentium Pró (32 bits, 150 a 250 MHz) – criado para o Windows NT,
permitiu a montagem de grandes bancos de dados em servidores PC.
• 1997 – Pentium II (32 bits, 233 a 300 MHz) – a promessa é que esse chip vai
impulsionar a computação 3D e a videoconferência.
Mudanças de Base
ntigamente era comum as provas de informática apresentarem questões de
mudanças de base. Nos últimos dois anos, no entanto, estas questões
parecem ter desaparecido das provas. Mas, em se tratando de concurso
público, todo cuidado é pouco... Assim, ai vai: mudanças de base.
Base 10 (Decimal)
10 algarismos: 0, 1, 2, 3, ..., 9
As casas têm valores relativos, da direita para a esquerda, em potências de
10  primeira casa, casa das unidades (100), segunda casa, casa das
dezenas (101), terceira casa, casa das centenas (102) etc. Por exemplo, o
número 326 representa: 6 vezes 100 + 2 vezes 101 + 3 vezes 102.
Base 2 (Binária)
2 algarismos: 0,1.
As casas têm, igualmente, valores relativos, da direita para a esquerda, em
potência de 2  20, 21, 22, 23,...
Base 16 (Hexadecimal)
16 algarismos: 0, 1, 2, 3,..., 9, A, B, C, D, E, F (com valores de 10, 11, 12, 13,
14, 15).
Casas com valores relativos, da direita para a esquerda, em potência de 16
 160, 161, 162, 163 etc.
Mudança da Base 10 p/ Base 2
A mudança da base 10 para qualquer base faz-se o seguinte:
a. sucessivas divisões tendo o divisor a base destino (no caso, 2)
b. as divisões são inteiras, ou seja, divisões simples com resto
significativo
c. executa-se as divisões até atingir quociente zero, ou seja, um
dividendo menor que o divisor
d. a resposta serão os restos, no sentido da última divisão para a
primeira.
Exemplo: Passar 18, na base 10, para base 2.
Sucessivas divisões por 2
18/2 dá 9 e resto 0.
9/2 dá 4 e resto 1.
4/2 dá 2 e resto 0.
2/2 dá 1 e resto 0.
1/2 dá 0 e resto 1.
Recolhe-se o resto, da última para a primeira divisão:
Resposta: (10010)2
Mudança da Base 2 para Base 10
Para a mudança de qualquer base para a base 10 é só calcularmos os
valores relativos de cada casa, multiplicando-se o número pela base elevada
à posição, a partir da direita para a esquerda.
Exemplo: Passar (10010)2 da base 2 para a base 10.
10010 significa que temos, da direita para a esquerda: 0x2 0 + 1x21 + 0x22 +
0x23 + 0x24 = 0 + 2 + 0 +0 +16 = 18
Resposta: (18)10.
Mudança da Base 10 para Base 16
Exemplo: Passar (446)10 da base 10 para base 16.
Sucessivas divisões por 16
446/16 dá 27 e resto 14
27/16 dá 1 e resto 11
1/16 dá 0 e resto 1
Como resultado teríamos os restos 1, 11 e 14. Na base hexadecimal o 11 é
representado por "B" e o 14 representado por "E".
Resposta: (1BE)16.
Mudança da Base 16 para a Base 10
Exemplo: Passar o número (1BE)16 da base 16 para a base 10.
1BE, lembrando que "B" na base 16 vale 11 e "E" na base 16 vale 14,
significa que temos  14x160 +11x161 + 1x162 = 14 + 176 + 256 = 446
Resposta: (446)10
Periféricos de Entrada (Input)
Como o nome diz, é o hardware utilizado para a entrada de dados,
informações e comandos na máquina.
Teclado
Dispositivo padrão para a entrada de dados. Basicamente, o teclado mais
utilizado hoje é o de membrana, que é mais barato, apesar de menos durável.
Outro tipo que já foi muito utilizado é o teclado indutor. Hoje também está em
modo os teclados ergonômicos, com formato que propicia uma postura
natural das mãos, minimizando riscos à saúde.
Mouse

Dispositivo apontador muito utilizado em ambientes gráficos, como o windows


3.x e windows 9x, apesar de sua existência ser antiga, ainda no tempo do
DOS. O tipo mais utilizado é o serial, padrão windows, geralmente instalado
na porta COM 1. O padrão IBM, e alguns Compac, utiliza mouse PS 2.
Scanner

Dispositivo digitalizador de imagens. Seu funcionamento consiste na


iluminação da página e captação da luz refletida. Um chip sensível à luz,
codifica cada ponto de imagem em dados digitais.
Os scanners podem ser coloridos ou Preto e Branco. De mão ou de mesa.
Outra característica é sua resolução óptica, ou seja, até quantos pontos
podem ser detectados e isolados por unidade linear, numa imagem. Isso
define a nitidez que a imagem pode assumir pois, quanto maior a resolução
mais nítida a imagem, e maior será o arquivo resultante. As resoluções
ópticas variam, hoje, entre 200x200 até 1.000x2.000 dpi (dot per inch, ou
pontos por polegadas).
Outro fator importante é a área de captura, variando de 20x27 até 29x42 cm,
em média.
Leitora Ópticas e Magnéticas

Leitora de caracteres de barras, ou outros caracteres ópticos, muito utilizado


na automação comercial e controle de estoque e mercadorias. As leitoras
magnéticas são utilizadas em caixas de banco para a leitura de cheques.
Outros exemplos são as leitoras ópticas de cartões de jogos (tipo da loto) e
leitora óptica de cartões de respostas em concursos e vestibulares.
Baseia-se na captura e análise de luz refletida ou não (áreas brancas e
pretas, refletoras ou não).
Câmera de vídeo
Câmera de vídeo digital, onde as imagens são digitalizadas por um transistor
foto-sensor, em vários quadros. Parecido com a câmera de fita.
Câmera Digital
Câmera cujo funcionamento é análogo à uma câmera fotográfica normal que,
ao invés de sensibilizar um filme, a luz é captada por um transistor fonto-
sensível, e a imagem é digitalizada, ponto a ponto. Portanto sua resolução é
muito importante, determinando a nitidez da imagem, determinada em pixels
(pontos) por linhas e colunas. As câmeras digitais apresentam resolução, em
média, de: 240x320, 480,640, 576x768 até 3.648x4.500 pixels.
Outro fator importante é o tamanho da memória para o armazenamento das
fotos. Existem câmeras que utilizam disquete, mas outras têm uma memória
fixa com capacidades variando de 22 a 500 fotos
CD-ROM

Compact Disk – Read Only Memory  disco compacto de apenas leitura.


Este periférico, como o nome diz, é de apenas leitura, ou seja, um dispositivo
normal de CD-ROM só consegue ler o CD (disco), não conseguindo alterá-lo,
ou seja, gravar ou apagar dados.
Desenvolvido pela indústria fonográfica, hoje é largamente utilizado na
informática, devido sua capacidade de armazenar dados digitais, sejam eles
som, imagens, vídeo, texto, banco de dados etc.
Este dispositivo baseia-se em tecnologia óptica, onde um feixe de luz (laser) é
emitido sobre a superfície reflexiva irregular do disco e um sensor capta a
variação da reflexão deste feixe. O sensor, recebendo ou não o reflexo do
feixe luminoso, codifica, ou seja, gera impulso elétrico, para os bits 0 ou 1.
A grande vantagem do CD-ROM é sua grande capacidade de
armazenamento (em torno de, no máximo, 650 MB). Isto facilitou o
desenvolvimento e distribuição de aplicativos multimídia, como enciclopédias
e jogos, além dos softwares normais. Além disso o CD apresenta "prazo de
validade" maior que os disquetes, ou seja, os dados gravados no CD são
mais confiáveis, não sujeitos à desmagnetização.
Os drives de CD-ROM são caracterizados pela sua velocidade de leitura,
estando hoje por volta de 32x (velocidades). Na realidade, devido à constante
evolução tecnológica, este número já pode ter sido alterado. Cada velocidade
corresponde a 150 KB/s (1x=150 quilobytes por segundo).
Nos chamados Kit Multimídia, além do drive de CD-ROM o pacote vem com
uma placa de som de 16, 32 ou 64 bits, que permite ao computador
reproduzir sons em simulação estéreo.
DVD-ROM
Digital Video Disk – Read Only Memory ou Digital Versatily Disk – Read Only
Memory. O DVD é muito parecido com o CD, mesmo em tecnologia. A sua
grande diferença reside no fato da maior capacidade de armazenamento do
DVD, podendo chegar a 4,7 GB por lado do disco. Isto possibilita a
digitalização de filmes de longa metragem, com som qualidade de CD, e
várias dublagens e legendas em vários idiomas. Apesar de ter
desenvolvimento visando a indústria cinematográfica, qualquer arquivo digital
pode ser vinculado num DVD, como enciclopédias multimídias. Devido ao
medo de pirataria, as indústrias cinematográficas, dividiram o globo em
regiões onde as especificações em cada uma delas são únicas. Isto vem
refreando o desenvolvimento do mercado do DVD, mas muitos acreditam que
é uma questão de tempo até o CD substituir totalmente o DVD.
Apesar de não ser usual, os drives de DVD também apresentam velocidades,
de 20x e 24x (mais conhecido como primeira e segunda gerações).
Num Kit DVD encontramos, além do drive, uma placa de compressão de
vídeo, padrão MPEG 2. Acrônimo de Moving Picture Experts Group, equipe
de trabalho da International Standards Association, ISO, que define
especificações para a produção de vídeo. O padrão MPEG-2, pode operar
com imagens até 1280x720 pixels, a 60 quadros por segundo (a chamada
qualidade de televisão é de 30 quadros por segundo) e som com qualidade
de CD.
Mesa Digitalizadora

Periférico de entrada, muito utilizado no setor de artes gráficas e engenharia,


que digitaliza os movimentos de uma caneta óptica em uma superfície
especial. Na realidade existem vários tipos de mesas digitalizadoras para os
mais variados fins.
Periféricos de Saída (Output)
stes periféricos exibem os dados e informações após o processamento.
Impressoras
Periférico clássico de saída vem tendo grande desenvolvimento nos últimos
anos. Podemos dividir as impressoras, didaticamente, em grupos:
De Impacto
Matriciais

Apesar de antigas, são muito utilizadas em corporações e em qualquer


ambiente onde seja importante a impressão de várias vias de um documento,
por folhas carbonadas.
Utiliza uma matriz de agulhas, podendo ser disparadas independentemente,
que batem em uma fita tintada e imprimem, por impacto, uma folha de papel,
do outro lado da fita. Existem vários modelos de impressoras, divididas em 7,
9, 18 ou 24 agulhas. Quanto maior o número de agulhas da cabeça de
impressão, maior quantidade de pontos podem ser impressos e, portanto,
melhor será a qualidade da impressão.
As impressoras matriciais podem ser de 42, 44 ou 136 colunas e com
velocidades variando de 88, 105, 200, 300, 440, 533 até 800 cps (caracteres
por segundo). Também podem ser Preto e Branca (monocromáticas, de fita
preta ou azul) ou coloridas (onde as fitas têm, geralmente, três cores).
De Linha
Antiga impressora, mas ainda muito utilizada em corporações, que imprime
uma linha em cada batida da cabeça. São muito velozes e sua velocidade é
medida em lps (linhas por segundo).
Margarida
Antiga impressora, em desuso, onde a cabeça de impressão é uma
margarida, ou seja, uma esfera de caracteres, à exemplo das máquinas de
datilografar elétricas. Têm a restrição de imprimir apenas caracteres.
Jato de Tinta
Impressora de grande êxito comercial e em constante atualização
tecnológica. Trabalham, basicamente, em duas tecnologias distintas: as de
microgotícolas e piezoeléctricas. Um tubo de tinta é acoplado à cabeça de
impressão que tem a tarefa de "espirrar" pequenas gotas de tinta sobre o
papel. A capacidade destas impressoras de controlarem o tamanho da gota, o
volume da mesma, e o local de deposição determinam a sua resolução.
Quanto maior a resolução, maior o número de pontos por polegada, melhor
será a definição da imagem, menor será sua granulação e melhor será a
homogeneidade de tons e cores.
Existem impressoras jato de tinta Preto e Branca (tinta preta) e coloridas (tinta
preta e tinta colorida, com ciano, margenta e amarelo). A velocidade de
impressão pode variar de 2 a 9 ppm (páginas por minuto), dependendo não
só da área de impressão, mas também da qualidade pretendida. A resolução
também pode variar de 300, 600, 720 até 2.440 dpi.
Difusão de Cera
Tecnologia parecida com a jato de tinta, com a diferença que é utilizado cera
(líquida ou sólida) ao invés de tinta. A vantagem consiste que a impressão é
impermeável, podendo ser utilizada para material que será exposto às
intempéries (sinalização externa). No entanto, são muito mais caras que as
jato de tinta.
Fusão Térmica
Análogo à tecnologia de impressão de aparelhos de FAX. Funciona
"queimando" áreas específicas de um papel especial. Utilizado em
impressoras portáteis.

Laser
Muito utilizadas no meio corporativo devido a sua maior velocidade e melhor
qualidade de impressão. Apesar de hoje já termos impressoras laser de baixo
custo, uma impressora robusta ainda é muito cara.
Existem impressoras laser tanto Preto e Branca, como coloridas. A resolução
varia de 600 a 2.400 dpi, e velocidades entre 4 a 32 ppm.
Sua tecnologia baseia-se na magnetização (ou desmagnetização) diferencial
de um cilindro que, ao passar por um reservatório de toner magnético, atrai
partículas e as deposita na folha de papel. Esta folha passa por um extrusor
que amolece o toner e dilata as fibras do papel, permitindo a sua
impregnação.
Monitores
Dispositivo clássico de saída. Tem tecnologia muito parecida com a utilizada
em televisores. Um canhão (que trabalha numa tensão de 35.000 volts) emite
um feixe de elétrons através de um tubo de raios catódicos que, ao colidir
com a parte interna da tela, excita os átomos de fósforo que brilham. Este
feixe é defletido no "pescoço" do tubo de modo a "desenhar", linha a linha a
tela, de cima a baixo. O feixe de elétrons tem de ser suficientemente rápido
para refazer a tela antes que o brilho do fósforo esmaeça.
Cada ponto de fósforo que brilha é chamado de pixel. Assim, quanto maior o
número de pixels, horizontais e verticais (linhas e colunas), maior será a
nitidez da imagem. Em monitores coloridos, cada pixel é composto de três
pontos de fósforo coloridos (ciano, margenta e amarelo) que, com sua
combinação podem gerar todas as cores.
O dot pitch é a distância entre dois pixels. Quanto menor esta distância,
melhor será a imagem (menor granulação) e poder-se-á atingir melhores
resoluções mesmo em monitores maiores.
Quanto ao tamanho, temos monitores de 14", 15", 17" e 20" (polegadas), igual
aos televisores (tamanho medido na diagonal e com área útil, em média,
menor em uma polegada).
Existem monitores monocromáticos, multitons (verde, branco ou âmbar) e
coloridos. O binômio quantidade de cores e resolução que um monitor pode
desenvolver, depende não somente do tipo de monitor, mas também do tipo e
do tamanho da memória de vídeo, determinada pela placa de vídeo. Hoje
trabalhamos com placas de vídeo com, no mínimo 1MB, recomendado 2 MB.
O padrão de conexão da placa pode ser ISA (o mais antigo), PCI (o mais
utilizado hoje) e AGP (o mais moderno e utilizado em Pentium II). Existem
ainda placas aceleradoras de vídeo que melhoram, principalmente, a exibição
de gráficos em 3D (como jogos), melhorando a renderização de texturas.
Os tipos principais de monitores são:
 CGA – 640x200 pixels com até 16 cores
 EGA – 640x350 pixels com até 64 cores
 VGA – 640x480 pixels
 VGAPLUS – 800x600 pixels
 SVGA (super VGA) – 1.024x768 pixels
 UVGA (ultra VGA) – 1.280x1.024 e 1.600x1.280 pixels
 Hoje usamos monitores coloridos, tipo SVGA. A quantidade de cores
suportada pode ser: 16 cores, 256 cores, High Color (16 bits) com 65.536
cores e True Color (24 bits) com 16,7 milhões de cores.
Existem também monitores entrelaçados e não entrelaçados. O
entrelaçamento é uma técnica utilizada para simular o aumento da freqüência
de varredura da tela. O monitor entrelaçado é aquele que, em uma passagem
de tela a varredura é feita somente nas linhas ímpares, na próxima varredura
apenas nas linhas pares, e assim sucessivamente. O bom monitor é aquele
cuja a freqüência de varredura é real, ou seja, os não entrelaçados.
Outro tipo de monitor que vem ganhando comércio é o monitor de cristal
líquido (LCD). Este monitor já é utilizado em máquinas portáteis como os
laptops. Para uso em desktops o grande inconveniente ainda é o preço.
Plotters ou Traçadores Gráficos

São utilizados em aplicações profissionais de sinalização interna e externa e


na engenharia. Os traçadores utilizam a integração do movimento vetorial em
"y", de uma pena ou caneta, e "x" do papel. Os traçadores de recorte
substituem a caneta por um estilete que pode recortar vinil, PVC, manta
acrílica ou magnética etc.
Os plotters gráficos a tinta e a cera, são muito parecidos com as impressoras
a jato de tinta e difusão de cera. São, no entanto, muito maiores, imprimem
em muitos substratos diferentes (como papel, lona, pano etc.), atingem
resolução fotográfica e suportam tanto uso interno quanto externo. São
utilizados na área de Sign Makers, Designers, Marketing, CAD etc.
Periféricos de Entrada e Saída (I/O)
Nesta categoria encontram-se os periféricos que servem tanto para guardar a
saída como a entrada do processamento. Podemos incluir os chamados
periféricos de armazenamento e de comunicação.
Disquetes

O armazenamento de dados num computador é feito basicamente por


tecnologia magnética, em discos. Este armazenamento é vital para o
processamento, posto que, como já sabemos, a memória RAM é perdida toda
vez que o computador é desligado, e é preciso então, ter-se uma maneira de
"salvar", ou seja, guardar os dados, arquivos e programas processados.
Disquete é o diminutivo de disco e ainda é um meio muito utilizado para
guardar arquivos e transportá-los. Também conhecido como FLOPPY DISK
ou DISCO FLEXÍVEL.
Antigamente existia um tipo de disquete chamado de 5 ¼ (tamanho em
polegadas de seu diâmetro). As máquinas atuais não têm mais o drive para
este tipo de disco, mas é comum em máquinas mais antigas. Estes disquetes
tinham capacidades de 360 KB (simples densidade) e 1,2 MB (dupla
densidade). Para se utilizar um disquete de dupla densidade deveríamos ter
um drive de dupla densidade no computador. Este drive conseguia ler e
escrever em disquetes de dupla densidade, logicamente, e também podia ler
disquetes de baixa densidade. No entanto, se o computador tivesse um drive
de baixa densidade, ele só conseguiria ler e gravar disquetes de baixa
densidade, não conseguindo nem ler os disquetes gravados em alta
densidade.

Já o disquete de 3 ½ (polegadas de diâmetro) têm capacidades de 720 KB


(baixa densidade), 1,44 MB (alta densidade) e 2,88 MB (dupla densidade). Do
mesmo modo, para uso de disquetes em dupla densidade precisamos de um
drive de dupla densidade e para uso de disquetes de alta densidade
precisamos de um drive de alta densidade. O que tornou-se padrão, hoje, no
mercado são os disquetes de 3 ½ , de alta densidade, ou seja, com
capacidade de 1,44 MB.
Os sistemas operacionais comuns em PCs, para utilizarem os discos,
precisam formatá-los (dar um formato). O sistema DOS e windows divide o
disco em vários círculos concêntricos, chamadas trilhas. Cada trilha é dividida
em espaços de tamanho fixo, chamados setores. O tamanho do setor
depende da capacidade do disco, mas representa a menor área de gravação
possível. Isto quer dizer que, mesmo ao gravar um dado com o tamanho de
meio setor, ele ocupará todo o setor, havendo um certo desperdício de
espaço no disco.
Para o sistema ter controle do que e onde está sendo gravado no disco, ele
gera uma tabela, um índice, na primeira trilha, primeiro setor, chamado, setor
de inicialização do disco. Esta tabela é conhecida como tabela FAT (File
Allocatiom Table, ou tabela de alocação de arquivos). O DOS, Windows 3.x e
Windows 95, utilizam uma FAT chamada FAT 16 (onde são usados 16 bits de
controle). Já o Windows 98 (e o Windows 95 versão OSR 2) utilizam uma FAT
32. Devido a uma limitação do DOS, com a FAT 16, só era possível
reconhecer discos com até 2 GB. Com a FAT 32 isto já não é um problema,
além do que ela permite que, em discos de grande capacidade (acima de 1
GB), consiga-se utilizar setores menores, economizando espaço em disco.
Este é o sistema básico de armazenamento em disco: utiliza-se um disco
formatado em trilhas e setores, orientados por uma tabela FAT, que serve
como um índice, dizendo o que tem no disco, onde está gravado, tamanho do
arquivo, data de criação, data da última alteração etc. Os sistemas
operacionais ao efetuar a tarefa de deleção (apagar um arquivo em disco) na
realidade somente atualizam a FAT, disponibilizando o espaço.
Outra característica deste sistema é que os arquivos são sempre gravados a
partir do primeiro setor livre. Isto, aliado ao sistema de deleção de arquivos,
pode ocasionar, com o uso, a chamada fragmentação de arquivos. Isto ocorre
quando os arquivos não são gravados em setores contíguos, dando mais
trabalho a cabeça de leitura e gravação que têm que "correr atrás" de vários
"pedaços" para recuperar o arquivo. Os sistemas operacionais têm programas
utilitários para resolverem este problema (DEFRAG do DOS e o
DESFRAGMENTADOR do Windows 9x). Estes programas regravam os
arquivos de modo a ficarem com todos os setores um ao lado do outro, em
seqüência.
Outro problema na manutenção de discos é a integridade da mídia e dos
dados. Um defeito que pode ocorrer com certa freqüência é quando um setor
fica perdido, ou seja, não está ligado a nenhum arquivo, na tabela FAT. Este
tipo de defeito não costuma dar muitos problemas. Outro, já mais perigoso, é
quando um mesmo setor é reclamado por mais de um arquivo, na tabela FAT.
É o chamado setor "linkado". Além disso, a própria mídia, ou seja, o meio
magnético do disco, pode estar com problemas (um risco, uma área
desmagnetizada etc.). Para fazer-se uma checagem de integridade temos
outro utilitário muito importante, o SCANDISK.
Além disso, no caso específico de disquetes, devemos lembrar que são
mídias sensíveis, não podendo ser expostos ao calor, alta umidade e meios
magnéticos. É muito comum haver a desmagnetização de áreas do disquete,
acarretando perda de dados.
Hard Disk

Este é um periférico essencial nos computadores atuais. Sem ele não


podemos fazer quase nada em termos de processamento e muitas vezes é
um limitador. Também conhecido como WINCHESTER, DISCO RÍGIDO,
DISCO FIXO, H.D.. Outros ainda o designam como Memória de
Armazenamento ou Memória Secundária, podendo funcionar também como
Memória Auxiliar e Memória Virtual, apesar de não serem sinônimos e nem
obrigatórios.
O HD é um disco de alta capacidade de armazenamento, tendo capacidade
mínima, hoje de 1 GB, recomendada de 2 a 4 GB, mas podendo ser muito
maior. As características de funcionamento e manutenção são as mesmas já
descritas no item anterior. Uma característica deste periférico, além da sua
capacidade, é a velocidade de rotação (quanto maior a velocidade rotacional
do motor de um HD, mais alta é a taxa de transferência de dados). Os mais
populares, com capacidades de 1 a 2 GB, atingem 5.400 rpm (rotações por
minuto), enquanto os modelos topo de linha chegam a 7.200 rpm. Por
exemplo, a Seagate tem um HD de 10.000 rpm (Cheetah), com taxa de
transferência de 16,8 MB/s (cerca de 40% mais rápido que a média).
Em sua grande maioria, os HDs são de interface IDE (tipo de interface em
que o periférico é fornecido com seu próprio sistema controlador). HDs de alta
performance trabalham em outro tipo de interface, chamada SCSI, que
permite a integração de vários periféricos.
CD-R e CD-RW
O drive de CD-R difere de um drive de CD-ROM normal pois consegue gravar
CDs virgens. São os chamados CDs graváveis. No entanto, uma vez gravado
o CD-R transforma-se em um CD-ROM, ou seja, não pode ser mais alterado
ou apagado.
Já o CD-RW, e seu drive, são conhecidos como regraváveis. Consegue-se
gravar, apagar e regravar um mesmo CD. Note que este drive utiliza um tipo
especial de CD (diferente dos CD virgens), e que as regravações não são
ilimitadas (como é potencialmente o caso de um HD). Além disto ainda existe
uma certa incompatibilidade entre as marcas de CD-RW.
Unidades de Disco Magneto-Ópticas
Devido ao seu barateamento estão se tornando populares. Estes periféricos
utilizam como tecnologia básica um feixe de luz para dirigir as gravações e
leituras magnéticas. Isto melhora muito a performance das unidades de disco,
conseguindo-se maior capacidade de armazenamento e maior velocidade de
leitura e gravação.
Como exemplo podemos citar o Iomega Jazz drive (discos removíveis de 1
GB), Iomega Zip drive (discos removíveis de 100 MB) e o Super Disk. Estes
periféricos são muito utilizados para o armazenamento e transporte de
arquivos grandes, e também para os serviços de Backup.
Backup é outra prática importantíssima em informática. Como todos os meios
magnéticos são passíveis de perda, é muito importante ter-se uma cópia de
segurança dos arquivos de dados importantes (o backup). Esta prática,
geralmente, consiste em fazer-se uma cópia de arquivos que estão no HD do
computador e guardá-la em local seguro. Devido a grande quantidade de
arquivos que precisam ser backupeados, muitas vezes a utilização de
disquetes torna-se proibitivo. É comum utilizarmos técnicas de compressão
de arquivos e unidades de alta capacidade de armazenamento.
Unidades de Fita DAT

Muito utilizado para a realização de backups. Aqui a gravação é seqüencial, e


em fita magnética, do tipo DAT (digital audio tape), que têm grande
capacidade de armazenamento e são muito baratas.
MODEM

É um periférico de comunicação, utilizado para viabilizar a transferência de


dados entre dois computadores via linha telefônica ou cabo muito comprido.
Ora, sabemos que o computador só endente um tipo de linguagem, a de 0s e
1s, chamada linguagem binária ou digital. Assim, dois computadores
"conversando" através de um cabo estão, na realidade, trocando dados em
ondas digitais (seqüências de 0s e 1s). No entanto, se este cabo for muito
comprido, haverá deterioração da onda digital, inviabilizando a comunicação.
O mesmo ocorre com as linhas telefônicas. É muito cômodo utilizarmos as
linhas telefônicas para a transferência de dados, mas elas não foram feitas
para o transporte de ondas digitais, e sim analógicas (a voz de uma pessoa).
Solucionamos este problema com o MODEM que, de um lado, modula as
ondas digitais em analógicas para enviá-las na linha telefônica e do outro
lado, outro MODEM, demodula as ondas analógicas em digitais. O nome
deste periférico vem da sua função (MOdulador-DEModulador).
O MODEM pode ser externo, ligado a uma saída serial, geralmente a COM 2,
ou interno. O MODEM interno é conhecido como placa FAX-MODEM pois,
todo MODEM, é capaz de mandar e receber FAX para e de outros
computadores ou aparelhos de FAX.
Uma das características do MODEM é sua velocidade de comunicação. Hoje,
os padrões são os modems de 33,6 Kbps (ou 33.600 bps) e 56 Kbps. Note
que a velocidade aqui é medida em bps, ou seja, bits por segundo.
A velocidade de um modem de 56 Kbps é chamada nominal, pois dificilmente
chega-se realmente a esta velocidade. Na prática, percebeu-se que o sinal
analógico em velocidades acima de 33.600 bps se corrompia por causa dos
ruídos. Só é possível vencer esta barreira com algumas condições especiais:
 Somente quando os dados trafegam do servidor para o micro (nunca em
sentido contrário ou em conexão entre dois micros);

 O Provedor de Acesso tem de oferecer um "link" a 56 Kbps;

 A sua linha telefônica tem de estar ligada a uma central digital;

 Deve ser uma linha direta (não pode ser um ramal PABX);

 Todas as centrais telefônicas no caminho entre o micro e o servidor de


acesso à Internet tem de ser digitais.

 Caso o micro esteja a mais de 4 Km da central telefônica ou se a linha for


muito ruidosa, a velocidade de comunicação cai. Atendendo estas
condições, Modems de 56 Kbps costumam chegar a uma velocidade
máxima de 45 Kbps.
Sistemas
Finalmente, depois de montado nosso sistema de hardware, devemos
"colocar a máquina para funcionar". Existem na verdade várias maneiras de
se fazer isso. Seguimos com a descrição de vários conceitos importantes de
sistemas. Apesar de serem conceitos fundamentais para a informática, em
termos de concurso público, consulte seu edital para ver a necessidade ou
não de se estudar este capítulo.
Mono e Multiusuário / Mono e Multitarefa
 Monousuário – um usuário por CPU

 Multiusuário – mais de um usuário por CPU. A CPU, sendo uma, só pode


atender um usuário por vez.

 Monotarefa (Monoprogramado) – executa um programa por vez.


Somente um programa na memória. A CPU só é liberada ao término do
programa.

 Multitarefa (Multiprogramado) – mais de um programa na memória em


execução. Exige técnicas de multiprogramação. As tarefas são
executadas em ordem de chegada, mas pode não ser completada. Cada
programa é executado dentro de sua fatia de tempo (time sharing – tempo
compartilhado). Fica a sensação de que os dois programas estão sendo
executados ao simultaneamente. Os dados e programas em "espera"
ficam armazenados na memória. A parte do Sistema Operacional que
cuida das várias tarefas a serem executadas chama-se Escalonador de
Processos ou Escalonador de Tarefas.

 Monousuário-Monotarefa – DOS

 Monousuário-Multitarefa – "Win 3.x" e Win 95


 Multiusuário-Monotarefa – sistema de terminais dedicados (cadastro)

 Multiusuário-Multitarefa – UNIX, PCMOS, VIRTUOS


Mono e Multiprocessados
 Monoprocessadores – uma CPU

 Multiprocessadores – várias CPU em 1 computador (alto custo). Visa


diminuir o tempo de resposta. A capacidade de processamento da
máquina cresce exponencialmente. Garante maior tolerância a falhas.

 Sistemas Multiprocessados Fracamente Acoplados: duas ou


mais CPU compartilhando apenas alguns recursos da máquina.

 Sistemas Multiprocessados Fortemente Acoplados: duas ou


mais CPU compartilhando a mesma memória, o mesmo sistema
operacional e os mesmos recursos de periféricos (drivers,
monitor, impressora etc.)

 Sistemas Independentes: onde cada CPU tem seus próprios


recursos de memória, Sistema Operacional e periféricos (I/O).
São como duas máquinas distintas interligadas.

 Processamento Paralelo Simultâneo – exige duas CPU

 Simétrico – as duas CPU podem realizar as mesmas


funções, ficando com a "Master" algumas funções especiais
como o "boot" da máquina.

 Assimétrico – cada CPU é dedicada a serviços diferentes


(Ex.: uma atende a recursos da máquina e outra atende aos
pedidos do usuário).

 Níveis de Paralelismo

 De Instruções – duas instruções de uma programa


executadas ao mesmo tempo.

 De Vetores – dois blocos de comandos de diferentes


alocações na memória sendo executados ao mesmo tempo.

 De Sub-rotinas – duas sub-rotinas executadas


simultaneamente.

 De Programas – dois programas inteiros executados


simultaneamente.

 Diferenciação

 Por "Encadeamento" (Pipelining) – quando uma instrução


começa a ser executada e, antes do seu término, a Segunda
instrução começa a ser executada também. Estas devem ser
instruções independentes. Às vezes comparado à uma linha de
montagem.
 Por Vetor – o multiprocessamento é acionado por uma
interrupção (geralmente do Sistema Operacional) que gera uma
rotina de tratamento em paralelo.

 Processamento Paralelo – quando o programa já é dividido


em duas partes para processamento simultâneo.
Processamento
 Processamento em Lote (Batch) – grupos de programas e
tarefas executados do começo ao fim, um após outro, sem
interferência humana. Ex.: antigo sistema bancário, arquivos .bat,
arquivo Autoexec.bat.
 Processamento em Tempo Real (On-Line) – acesso direto e
instantâneo aos dados. Pode-se usar o recurso de "spooling".
Antigamente spooling era a gravação de programas e seus dados (um
job) em fita para posterior processamento em lote. Hoje spooling é a
gravação em disco de dados para posterior impressão.
 Processamento Centralizado – onde dados e programas ficam
centralizados em um único computador. O computador central deve ser
robusto, altos gastos com comunicação, perigo de pane central.
Apresenta maior facilidade de manutenção de dados (backup e
programas) e de máquina.
 Processamento Distribuído – quando dados e programas são
distribuídos em vários computadores (nós) interligados que se
comunicam por mensagens. Potencialmente mais confiável. Menor
gasto com máquinas e comunicação. Dificuldade em manutenção de
dados e máquinas. Dificuldade em compartilhamento de soft.
Software
Como já vimos, o software é a parte lógica do sistema. É onde a inteligência
humana entra em ação. Lembre-se que o computador é uma máquina,
extremamente burra. A sua aparente inteligência vem do software.
Os softwares podem ser divididos em dois grupos: os básicos e os
aplicativos. Dentre os softwares básicos temos os Sistemas Operacionais e
as Linguagens de Programação. Os software aplicativos abrigam uma
grande gama de programas como: utilitários, bancos de dados,
processadores de texto, educativos, editoração eletrônica, planilhas
eletrônicas, gráficos, suítes, antivírus, CAD/CAM, games entre muitos outros.
Linguagens de Programação
O objetivo de um programa é ensinar o computador a como trabalhar. Um
programa é uma seqüência lógica de algoritmos. Um algoritmo é uma
seqüência de passos que visam atingir um objetivo bem definido.
O programa executável está em linguagem binária (de máquina). A linguagem
de programação traduz nossas instruções para a linguagem de máquina.
 Elementos de Programação
 Constantes – não mudam.
 Variáveis – têm a possibilidade de ser alterada durante o
processamento.
 Variáveis Locais – aquelas que só podem ser vistas, ou
seja, só existem, para o procedimento ou função que a criou.
 Variáveis Globais – existem para todo o programa,
independente do procedimento que a criou.
 Operadores
 Aritméticos - +, -, *, /, ** ou ^, //
 Relacionais - =, <> ou #, >, <, >=, <=
 Lógicos – E, OU, XOU (ou exclusivo), NÃO
 Controle de Fluxo
 Se... Então
 Se... Então... Senão
 Escolha – Caso1, c1 – Caso2, c2 - ...
 Enquanto... Faça
 Tipos de Linguagem
 Compiladores

Os programas compiladores transformam o programa fonte em linguagem de


máquina. Isto protege o código do programa pois, numa eventual distribuição,
ninguém poderá saber como foi feito o software, já que a linguagem de
máquina é ininteligível para o ser humano. Também acelera o tempo de
execução, pois o programa está pronto, já em linguagem de máquina, pronto
para ser executado.
No entanto, programas compilados são mais dependentes da plataforma. Um
programa desenvolvido para PC, por exemplo, dificilmente roda em Mac, e
vice-versa.
Interpretadores
O programa interpretador executa cada linha do programa fonte, compilando-
a em tempo real, na memória do computador. Assim, não existe um arquivo
de programa em linguagem de máquina, apenas o fonte, que é lido e
interpretado pelo interpretador. Assim, para a execução do programa é
obrigatório a existência do interpretador. Geralmente estes programas são
mais lentos, mas mais adaptáveis aos sistemas. No entanto, a lógica do
programa é aberta, já que o programa fonte está em linguagem natural.
Exemplos de Linguagens:
 Assembler – linguagem de baixo nível
 Basic – Beginner’s all Purpose Symbolic Instruction Code
 FORTRAN – Fórmula Translation – aplicações científicas
 COBOL – Common Business Oriented Language – fins
comerciais
 Clipper
 Algol, PL/1, APL, Prolog, Ada, C, C++, Visual Basic, Visual C++
 Java – Pontos positivos: simples, robusta e segura, arquitetura
neutra, portável, interpretada. Pontos fracos: não se comunica com o
Sistema Operacional da máquina, velocidade reduzida, produtividade
reduzida.
A Linguagem JAVA
Java originou-se como parte de um projeto de pesquisa que visava a criação
de um software avançado que atendesse a uma extensa variedade de
maquinário de redes e sistemas embutidos. O objetivo inicial era desenvolve
um ambiente operacional pequeno, confiável, portável, distribuído e que
operasse em tempo real. Inicialmente, a linguagem escolhida foi C++. Porém,
com o passar do tempo, as dificuldades encontradas com C++ aumentaram
até o ponto em que os problemas poderiam ser melhor endereçados se fosse
criada uma linguagem completamente nova. As decisões de arquitetura e
desenho foram inspiradas em linguagem como eiffel, SmalllTalk, Obejtive C
etc. A sintaxe tem suas raízes claramente definidas em C++.
Deste modo, Java foi projetada para atender a vários requisitos desejáveis
em uma linguagem de programação, como por exemplo, confiabilidade,
devido ao seu gerenciamento de memória, o que resulta em um ganho de
eficiência; redigibilidade, por eliminar alguns conceitos de C e C++ que
dificultavam nesse sentido; reutilização de código.
A documentação de Java fornecida pela Sun utiliza algumas palavras para
definir a linguagem:
 Simples – uma característica marcante de Java é a simplicidade
da linguagem, que pode ser programada sem um treinamento intenso,
ou larga experiência anterior. Programadores de C++ terão uma rápida
compreensão de Java devido à sua semelhança. Java omite muitos
termos poucos usados e operações confusas em C++ que trazem mais
complicações que benefícios .
 Orientada a Objeto – a orientação a objeto é uma técnica que
enfoca o modelo do dado (objeto) e sua interface. As facilidades de
orientação a objeto de Java são essencialmente as de C++. Os
programadores podem reutilizar código, utilizar bibliotecas de terceiros
com proteção e encapsulamento, e adicionar funcionalidades à já
existentes.
 Robusta e Segura – o projeto de Java visou a construção de
uma linguagem para escrita de programas confiáveis. Java enfatiza
muito a checagem em tempo de compilação de possíveis problemas e,
em tempo de execução, realiza a checagem dinâmica, eliminando
situações que podem gerar erros.
 Arquitetura Neutra – Java é projetada para suportar aplicações
que serão distribuídas para os diversos ambientes de trabalho em
rede. Em tais ambientes aplicações devem ser capazes de executar
em uma grande variedades de máquinas. Nas várias plataformas de
hardware, aplicações devem executar sobre um universo de sistemas
operacionais e operar interagindo com outras linguagens de
programação. Isto é possível graças à arquitetura idealizada, onde
Java gera um código binário para uma JVM (máquina Java virtual), ou
seja, uma arquitetura neutra e portável, sem requerer a menor
mudança.
 Portável – tendo fixado o tamanho dos tipos numéricos, é
eliminada a maior causa de dores de cabeça. Os dados binários são
armazenados em formato fixo.
 Interpretada – o interpretador Java pode executar o código
binário Java diretamente em alguma máquina para qual ele tenha sido
portado. Em um ambiente interpretado tal como o sistema Java, a fase
de linkagem de um programa é simples, incremental e leve. O
processo d desenvolvimento pode ser muito mais rápido. Esta é uma
vantagem enquanto desenvolvemos uma aplicação, mas ela é
claramente mais lenta que um código compilado.
 Vejamos agora os pontos fracos do Java:
 Um sistema operacional pode oferecer recursos que o Java não
consegue interpretar sem sacrificar a compatibilidade multiplataforma.
 O byte Java interpretado não roda com a mesma velocidade do
código nativo compilado.
 Se um programa deve interagir com código ou dados ligados,
uma ferramenta ou linguagem mais estabelecida pode funcionar
melhor.
 Um desenvolvedor pode ter ferramentas superiores para outra
linguagem e ser mais produtivo usando uma ferramenta ou linguagem
familiar.
 O Java transcende o fato de ser uma linguagem para ser uma
plataforma de software por causa da JVM, que simula um computador e seu
software. A JVM pode rodar nos computadores e sistemas operacionais já
existentes, ou pode rodar em hardware projetados somente para Java. Os
desenvolvedores que usam Java, quer se dêem conta ou não, estão
suportando uma nova plataforma que existe independentemente do sistema
operacional e do hardware subjacentes.
A compatibilidade interplataformas é um tremendo fator para o rápido sucesso
do Java. Compiladores Java (disponíveis para Windows, Mac OS, UNIX, etc.)
convertem código fonte Java em arquivos de classes de byte code. Os
arquivos de classes correspondem aos arquivos binários executáveis gerados
por compiladores para outras linguagens. Ao contrários dos arquivos binários
nativos, contudo, o byte code Java não é específico para uma arquitetura
particular de microprocessador. Sua arquitetura "nativa" é a JVM, que
atualmente existe somente em software.
Como resultado os arquivos de classe Java são portáveis para qualquer
plataforma de hardware que tenha ambiente run-time Java. Esse ambiente
consiste da JVM, algumas bibliotecas de classe padrão, um verificador de
byte code (para fins de segurança) e um interpretador de byte code. O
interpretador roda os arquivos de classe na JVM sem exigir que os
programadores rescrevam ou mesmo recompilem seu código fonte.
Como os programas Java ficam dentro do ambiente run-time Java,
normalmente eles não interagem diretamente com a CPU nativa ou com o
sistema operacional. O ambiente run-time cuida do gerenciamento de
memória, inclusive da coleta de lixo, de modo que os programadores não
precisam alocar memória nem descartar os objetos fora de uso. Não há
necessidade de aritmética de ponteiros, outra grande fonte de bugs em C++.
Java tem um modelo limpo e eficiente para manipulação de erros e encoraja a
reutilização de código porque é orientado a objetos desde sua concepção.
Java substitui também por interfaces a complexa herança múltipla do C++.
Porém, a tão propalada portabilidade do Java não está livre de defeitos.
Sistemas Operacionais
Gerenciam o funcionamento do computador, seus periféricos e programas.
Como já foi dito, no final da fase de Boot, o computador busca pelo Sistema
Operacional. Geralmente, o computador procura-o primeiro em seu HD e, se
não o encontrar, procura no drive A (drive de disco flexível). Se o sistema
operacional não for encontrado o computador para e pede que lhe forneça o
sistema. Assim, um computador sem sistema operacional é uma caixa vazia,
pois não se pode fazer nada com ele.
O sistema operacional de um computador é um conjunto de programas
básicos que estão intimamente ligados à máquina. Software não gosta de
"mexer" com o hardware. São mundos totalmente distintos. Um é pura lógica,
outro é físico. No entanto, para que possa haver o processamento existe a
necessidade de interação entre o software e o hardware. Por exemplo: é
preciso gravar um arquivo no disco, imprimir um relatório, apresentar um
gráfico no monitor, "escutar" o teclado, etc.
O BIOS é um sistema básico de entrada e saída de dados. Mas não é o
suficiente para operar e gerenciar toda a máquina. Ele é carregado do chip de
ROM para poder entender como carregar o sistema operacional, que fará o
verdadeiro trabalho junto com o hardware.
Todos os outros programas dependem do sistema operacional. Quando um
processador de texto manda um arquivo para impressão, não é ele,
processador de texto, que realmente faz o trabalho de impressão. O
processador de texto pede ao sistema operacional e este é que faz a
impressão. Da mesma forma, quando uma planilha eletrônica quer abrir um
arquivo que está gravado no disco, ela pede ao sistema operacional que faça
este trabalho.
Além disso, o sistema operacional determina o potencial de funcionamento da
máquina. Por exemplo, se o sistema operacional não reconhecer a existência
de um drive de CD-ROM na máquina, nenhum outro programa poderá utilizar
este recurso, mesmo que ele esteja presente.
Por isto o sistema operacional é tão importante para um computador. Um bom
sistema operacional dá estabilidade, confiança, credibilidade e velocidade no
processamento, além de definir as possibilidades de operação. Um problema
no sistema operacional pode travar toda a máquina.
Exemplos de sistemas operacionais: UNIX, PC-DOS, MS-DOS, Windows 95,
Windows 98, AS 400, Linux etc.
MS-DOS
O MS-DOS (Microsoft Disk Operation System, ou sistema operacional de
disco da Microsoft), como já foi dito é um sistema monousuário e monotarefa.
Portanto, se limita no que se refere à execução de vários programas de uma
só vez, ou mesmo vários usuários usufruindo a mesma CPU.
O primeiro DOS foi fornecido junto com o primeiro PC da IBM. Logicamente,
com o passar dos anos, o DOS foi melhorado e novas funções foram
agregadas, gerando o que chamamos de versões. A última versão comercial
do DOS é a 6.22. Hoje a Microsoft não fabrica mais o DOS, mas ainda temos
muitos computadores, geralmente corporativos, rodando este sistema, por
vários motivos. Um deles é que, apesar dos pesares, o DOS é mais estável e
confiável que os sistemas Windows.
O DOS funciona sob a gerência de alguns arquivos, conhecidos por Arquivos
de Sistema. Um deles, que não deve ser apagado do disco, é o
COMMAND.COM. Este arquivo tem como funções: interpretar todos os
comandos do sistema para o computador; emitir mensagens ao usuário,
sejam explicativas, informativas, indagativas ou, ainda, mensagens de erro
quando ocorrem; fazer com que o sistema operacional seja carregado para a
memória do computador, deixando-o pronto para o uso.
Nomeação de Arquivos
Tudo o que é desenvolvido em computador deve ter, obrigatoriamente, um
nome. O DOS tem certas regras para a nomeação de arquivos, seguindo o
formato: NOME.EXT.
O nome deve ter, no máximo, oito caracteres (letras ou números). O ponto
serve para separar o nome da extensão e, este, por sua vez, nada mais é do
que o "sobrenome" do arquivo, pela qual, na maioria dos casos, o sistema
operacional saberá que tipo de arquivo está sendo solicitado ou usado. Nem
sempre se faz obrigatória a colocação da extensão.
Veja alguns tipos de extensão:
 EXE – executable. Esta extensão mostra que o arquivo é do tipo
executável, ou seja, um programa em linguagem de máquina.
 COM – command. Arquivo do tipo comando, também feito e
compilado em linguagem de máquina, ligado ao sistema operacional.
 SYS – system. Arquivo de uso exclusivo do Sistema
Operacional.
 COB – COBOL. Programa fonte desenvolvido em linguagem
COBOL.
 BAS – Basic. Programa fonte desenvolvido em linguagem
BASIC.
 DAT – data. Significa que o arquivo é de dados.
 PRG – program. Programa desenvolvido em dBase, Clipper, etc.
 TXT – Text. Arquivo do tipo texto, feito em editores de texto.
 DOC – documento. Arquivo do tipo documento, feito por
processadores de texto (por exemplo, o Word).
 DBF – data base file. Arquivo de base de dados do padrão
xBase.
 WK1 – work-sheet 1. Arquivo de planilha eletrônica criado pelo
Lotus 1-2-3.
 OLD – arquivo antigo.
 BAK – backup. Arquivo de cópia de segurança.
 XLS – arquivo de planilha eletrônica do Excel.
 MDB – arquivo de base de dados do Access.
 Comandos e Sintaxes
 Comandos são palavras pré-definidas, cuja utilidade é "ordenar" o
sistema a realizar determinada tarefa ou função. O DOS tem dois tipos de
comandos: Internos, que ficam residentes na RAM e Externos, que ficam
armazenados no disco.
Todo comando tem sua sintaxe, que deve ser respeitada nos mínimos
detalhes. Exemplo: TYPE [U:] [VIA] ARQ. O comando é o TYPE. O que o
segue são chamados parâmetros. Se todos os três parâmetros tivessem que
ser usados, não poderiam ser digitados de outra forma ou posição.
Todas as sintaxes, quando escritas em qualquer livro ou apostila, seguirão
um certo padrão, para mostrar ao usuário como os parâmetros devem ser
usados. Por exemplo:
 [ ] – os colchetes indicam que, o que vem entre eles, são partes
opcionais dos parâmetros.
 | - a barra vertical indica uma opção (tipo "ou isto ou aquilo").
 ... – reticências indicam que o último parâmetro pode ser
repetido, caso necessário.
 ARQ – indica que, nesta posição, deve-se colocar o nome do
arquivo desejado.
 U: - dispositivo (drive ou unidade de disco). É o nome do disco,
que pode ser, A: ou B:, para os disquetes; C:, D:, E:, F: para HDs e
CD-ROMs. Acima de "F", geralmente, indica discos de rede, mas não
necessariamente.
 VIA – é o caminha a ser usado na procura do arquivo
especificado no comando, ou seja, seu path.
 Sistema de Diretórios e subdiretórios
 São áreas criadas em um disco onde serão gravados determinados
arquivos. Sua criação é necessária quando o disco tem uma capacidade
muito grande para armazenagem de dados, como nos Winchesters, e se
precisa ter uma organização maior no que diz respeito aos arquivos e à sua
procura. Assim, pode se ter, por exemplo, dois arquivos diferentes com um
mesmo nome, dentro do mesmo disco, mas, logicamente, em diretórios
diferentes.
Outro motivo para a criação destas áreas está no fato de que, em discos de
capacidade maior, quando muito cheios, a procura de arquivos vai se
tornando muito lenta, pois o computador somente terá um "endereço" (ou
caminho) para procurar o arquivo desejado.
Por outro lado, todo disco, ao ser formatado, recebe do sistema uma área
denominada RAIZ. O RAIZ é criado pelo próprio sistema, não podendo,
portanto, ser novamente criado ou removido. Sendo assim, podemos defini-lo
como sendo o diretório principal do disco.
Os antigos diretórios e subdiretórios do DOS hoje são chamados de pastas
pelo Windows 3.x e Windows 9x.
PATH
Path é o caminho a ser percorrido por um comando para chegar em
determinado subdiretório. Os subdiretórios são separados por "barra inversa"
(\).
Exemplo:

Representamos acima uma árvore de diretórios onde, a partir do RAIZ (\),


temos os subdiretórios DOS, TEXTOS e BACK. Dentro do diretório TEXTOS
temos os diretórios FORM, CARTAS e PROC. Assim, para identificarmos o
path completo do diretório CARTAS seria: \TEXTOS\CARTAS.
Operações com Diretórios
 MD  MD [U:] [VIA] NOME – Criar subdiretórios.
 CD  CD [VIA] [NOME] – Acessar subdiretórios.
 RD  RD [U:] NOME – Removendo subdiretórios.
 TREE  TREE [U:] [VIA] [/F] – Visualizar a árvore de
diretórios. /F mostra, juntamente com os diretórios, os arquivos neles
contidos.
 Principais Comandos
 Os comandos do DOS são executados a partir de seu prompt, que
nada mais é do que o sinal que aparece no canto esquerdo da tela do DOS.
Indica uma linha de comando pronta para receber as "ordens" do operador.
Geralmente, o prompt indica a unidade e o diretório ativo no momento.
Exemplos: C:\> (disco C: na Raiz), D:\WIN\DLL (disco D:, subdiretório DLL,
dentro do diretório WIN).
Os drives, como todo dispositivo dentro e fora da CPU, são nomeados. Para
mudar o drive corrente, basta digitar a letra do drive desejado e teclar
<ENTER>
Podemos fazer uso de caracteres globais (curingas ou máscaras) para
substituir nomes e/ou extensões de arquivos durante o uso de certos
comandos. São dois:
 * - representa uma string (conjunto de caracteres)
 ? – representa um caracter somente.
 Exemplos:
 *.DOC – representa todos os arquivos de extensão DOC, não
importando o nome.
 RECIBO.* - representa todos os arquivos de nome RECIBO, não
importando a extensão.
 A*.* - representa todos os arquivos cujos nomes se iniciam com
a letra A, não importando o tamanho do nome e nem mesmo a
extensão.
 ????.TXT – representa todos os arquivos cujos nomes tenham
no máximo 4 caracteres e que possuam a extensão TXT.
 Vejamos agora alguns comandos do DOS:
DIR  DIR [U:] [VIA] [ARQ] [/P] [/W] [>PRN] – Lista o
conteúdo de um disco ou diretório. /P causa uma pausa
em tela cheia. /W exibe os arquivos dispostos em
colunas. >PRN direciona a saída para a impressora.
CLS  CLS – Limpa a tela.
DATE  DATE [dd-mm-aa] – altera a data do sistema.
TIME  TIME [hh:mm:ss] – altera a hora do sistema.
VER  VER – mostra a versão do sistema operacional.
LABEL  LABEL [U:] [NOME] – inclui ou altera o volume
de um disco.
VOL  VOL – mostra o volume de um disco.
FORMAT  FORMAT U: [/S] – formata um disco. /S
transfere os arquivos de inicialização do sistema
operacional (cria um disco de boot). Ex.: format a:, format
b: /s.
COPY  COPY [U1:] [VIA1] ARQ1 [U2:] [VIA2] [ARQ2]
[/V] – copia arquivos. /V verifica a cópia durante o
processo. Note que o comando permite que se altere o
nome do arquivo destino. O comando Copy também pode
ser usado para a concatenação de arquivos, juntando
vários arquivos fontes em um único arquivo destino. Ex.:
copy casa.txt+bola.txt tudo.txt (os arquivos casa.txt e
bola.txt são somados e gravados como tudo.txt). copy
a:*.* b: (copia todos os arquivos do disco a: para o b:)
copy *.* c:\back (copia todos os arquivos do diretório
corrente para o diretório back do disco c:).
DISKCOPY  DISKCOPY [U1:] [U2] [/V] – permite que
se faça uma cópia perfeita de um disquete para outro. A
cópia é feita byte a byte do disco, incluindo também nome
do volume e arquivos ocultos. A diferença entre os
comandos – copy a:*.* b:*.* e diskcopy a: b: - é que o
comando copy irá copiar somente os arquivos, ignorando
arquivos ocultos, já o diskcopy fará um clone do disco,
copiando setor por setor, criando um espelho do primeiro,
copiando até mesmo defeitos (bad sector), arquivos e
diretórios. Notas: 1) os disquetes origem e destino devem
ser iguais (mesmo tamanho e densidade); 2) não se usa
este comando utilizando como origem ou destino um HD;
3) este comando é conhecido por fazer a cópia via
memória RAM, ou seja, os dados do disquete origem vão
primeiro para a RAM e daí para o destino. Por isso, caso
o computador possua apenas um drive, a cópia será
realizada normalmente (diskcopy a: a:); 4) caso o
disquete destino não tenha sido previamente formatado,
o comando o formatará.
BACKUP  BACKUP U1: [VIA] [ARQ] U2: [/S] [/M]. É na
realidade um utilitário e não um comando. Realiza o
backup, parcial ou total, onde a origem será sempre uma
unidade de disco rígido e o destino pode ser um drive
para disquetes ou fitas DAT. Assim como o diskcopy,
utiliza também a RAM e formata o disco destino caso não
tenha sido previamente formatado. /S – inclui os arquivos
dos subdiretórios a partir daquele em que o sistema se
encontra. Caso o sistema se encontre, por exemplo, no
raiz, a cópia do HD será completa. /M – opção que
permite a cópia somente dos arquivos criados ou
alterados desde o último backup. Este comando é relativo
à versão 5.0. A partir da versão 6.0 o comando muda
para MSBACKUP (ou MWBACKUP, a partir do Windows
3.x) que inicializa a tela principal do utilitário, com as
várias opções do programa.
DEL  DEL [U:] [VIA] ARQ – apaga um ou mais arquivos
especificados. É válido o uso de caracteres globais.
UNDELETE  UNDELETE [U:] [VIA] ARQ – recupera um
ou mais arquivos anteriormente apagados pelo comando
DEL. Aceita o uso de caracteres globais. Atenção, nem
sempre é possível recuperar arquivos apagados. Como já
vimos, ao deletarmos um arquivo o DOS atualiza a tabela
FAT liberando o espaço no disco. Assim, se o espaço
ocupado pelo arquivo for parcial ou totalmente ocupado
por outro arquivo não será mais possível recuperar o
arquivo original. No Windows 9x não existe comando
equivalente, pois neste sistema faz-se uso do conceito de
lixeira.
REN  REN [U:] [VIA] ARQ1 ARQ2 – renomeia o arquivo
especificado.
MOVE  MOVE [U1:] [VIA1] ARQ1 [U2] [VIA2] [ARQ2] –
move um ou mais arquivos de um disco para outro ou
para diretórios diferentes, permitindo, caso queira, a troca
do nome original do arquivo que foi copiado.
COMP  COMP [U1] [VIA1] ARQ1 [U2:] [VIA2] [ARQ2] –
compara dois ou mais arquivos especificados no mesmo
ou entre dois discos.
DISKCOMP  DISKCOMP [U1:] [U2] – compara os
arquivos entre dois discos integralmente, desde que
estes sejam de mesmo tamanho.
ATTRIB  ATTRIB [+|- H] [+|- R] [+|- S] – mostra e/ou
muda os atributos do arquivo. +|- H habilita ou desabilita
o atributo oculto. Os arquivos ocultos não são
visualizados com o comando normalmente, com o
comando DIR, por exemplo. +|- R habilita ou desabilita o
atributo de somente leitura. Os arquivos somente leitura
não podem ser alterados ou apagados, mas podem ser
lidos. +|- S habilita ou desabilita o atributo de sistema. Os
arquivos de sistema não respondem aos comandos
normais do DOS (não são copiados com copy *.*, ou
apagados com del *.*).
SYS  SYS [U1] U2 – copia os arquivos de sistema e o
interpretador de comandos do MS-DOS
(COMMAND.COM) para o disco em uma unidade
especificada. Vale ressaltar que a transferência do
sistema é feita para a área de carregamento (boot) livre
do disco.
Estrutura do Bloco de Memória em DOS
O DOS foi desenvolvido numa época onde o tamanho da memória não
passava de 640 KB e nem se sonhava que seria viável termos memórias
RAM maiores. Assim o DOS teve que se adaptar, de tempos em tempos, para
conseguir gerenciar blocos cada vez maiores de memória. Cabe ressaltar que
em sistemas com Windows 9x, o bloco de memória é único. Esta divisão vale
apenas para sistemas DOS e Windows 3.x.

Windows 3.x
Windows nada mais é do que uma plataforma gráfica, um ambiente
operacional gráfico (e não um Sistema Operacional, que continua sendo o
DOS) que permite ao usuário trabalhar em softwares também gráficos,
gerando arquivos que incluem textos e ilustrações, bem como trabalhar com
imagens digitalizadas por scanner ou vídeo. Como o sistema operacional
continua sendo o DOS, não posso dizer, a rigor, que o windows 3.x seja um
ambiente multitarefa, mas ele simula tal ambiente (a Microsoft chama esta
simulação de Ambiente Multitarefa Não-Preemptiva ou Cooperativa). No
windows podemos abrir mais de uma janela ao mesmo tempo, mas somente
a janela ativa está em execução. Um grande avanço do windows é a
utilização do spool de impressão e a impressão em segundo plano. Com esta
tecnologia, podemos continuar a digitar um texto enquanto se imprime um
trabalho. Aparentemente o sistema esta fazendo "as duas coisas ao mesmo
tempo". Mas na realidade o que o sistema faz é dividir seu tempo, dando
atenção ora ao usuário ora à impressora. Devido à grande velocidade do
processador, o usuário, muitas vezes, não percebe esta divisão de tempo.
Outra característica interessante é que o windows 3.x foi o primeiro sistema a
dar suporte a multimídia.
Sendo o windows uma plataforma gráfica, uma de suas principais
características é permitir a troca de informações entre os aplicativos, ou seja,
o usuário poderá criar um arquivo em determinado aplicativo e transferi-la
para outro aplicativo.
Vejamos algumas características comerciais:
 Versatilidade – o windows demonstra ser um software
altamente versátil, comparado ao DOS, proporcionando ao usuário
várias utilidades, como troca de informações (textos e gráficos) entre
os aplicativos compatíveis com o ambiente, pequenos aplicativos
funcionais, determinados comandos para discos e arquivos sem a
necessidade de voltar ao DOS, etc.
 Facilidade de Uso – é mais fácil trabalhar em um ambiente
gráfico. A utilização do mouse em qualquer uma das operações
existentes, proporciona ao usuário tranqüilidade nas ações, bem como
segurança, pois neste ambiente, é visível a expressão WYSIWYG
(What You See Is What You Get, ou O Que Você Vê é o Que Você
Tem).
 Poder nas Execuções – com o windows o usuário pode
trabalhar com vários arquivos abertos ao mesmo tempo e, ainda assim,
copiar parte ou todo o conteúdo de um para outro apenas com o uso
do mouse. De certa forma, a utilização desta característica pode
reduzir o tempo de trabalho.
 Aplicativos que vêm com o Windows
 O Windows 3.x, quando da sua instalação, vem com os seguintes
grupos de programas: Principal, Acessórios, Aplicativos, Iniciar e Jogos. A
princípio, o grupo Iniciar fica vazio. O(s) programa(s) ali colocado(s) é(são)
executado(s) automaticamente toda vez que o windows é inicializado.
O pacote de softwares que vem com o Windows contém uma série de
pequenos programas, como:
 Relógio – com opção de mostrar um relógio analógico ou digital,
pode ou não ser sempre visível e ocupa pouquíssima memória.
 Calculadora – imitação gráfica de uma calculadora, nas versões
padrão ou científica.
 Arquivo de Fichas – um fichário que pode ser usado
freqüentemente pelo usuário, como um agenda de telefones, por
exemplo. Existe a opção de discagem, caso o computador possua um
modem.
 Agenda – agenda pessoal eletrônica equipada com calendário,
agenda de compromissos, alarme e diário.
 Bloco de Notas – editor de texto simples, útil para edição de
arquivos de sistema como o autoexec.bat ou config.sys.
 Terminal – programa para comunicação do micro com um
computador central.
 Mapa de Caracteres – aplicativo que permite a inserção de
caracteres não existentes no teclado.
 Config – aplicativo para configuração do ambiente.
 Gerenciador de Arquivos – aplicativo destinado a executar os
comandos comuns relacionados a arquivos e discos. Faz,
basicamente, quase tudo o que foi visto em comandos do DOS.
 Painel de Controle – aplicativo pelo qual o usuário instala uma
nova impressora, configura as cores e fontes usadas nas janelas dos
aplicativos, altera o modo de trabalho do ambiente gráfico, etc.
 Gerenciador de Impressão – permite escolher a impressora
responsável pela impressão e gerenciar o "spool" de impressão (fila de
arquivos que estão a espera para serem impressos).
 Write – pequeno processador de textos.
 Paintbrush – software utilizado para a criação e edição de
imagens digitalizadas.
 Editor PIF – Program Information File, ou Arquivo de Informação
de Programa. É um editor de arquivo especial que fornece informações
sobre como o windows deve executar um aplicativo, usado na tentativa
de adaptação de aplicativos não windows (DOS) para execução neste
ambiente.
 Operação do Windows
 Como o windows não é um sistema operacional, o ambiente deve ser
carregado, a partir do prompt do DOS, geralmente com o comando "win".
Temos dois modos de operação: Modo Standard e Modo 386 avançado:
 Modo Standard – rodam automaticamente em
microcomputadores que tenham pelo menos 1 MB de memória e
processador AT 286. Os aplicativos podem utilizar a memória superior.
Desempenha as funções básicas do windows mas com performance
muito reduzida.
 Modo 386 Avançado – exige no mínimo um processador 386 e
2 MB de memória RAM. Nesse modo o windows consegue usar
espaço livre do HD como uma extensão da memória, chamada
memória virtual, numa técnica chamada "swap" ou paginação em
disco. Isto acontece quando a memória fica cheia e o windows começa
a gravar dados em disco, temporariamente, como se fosse memória
RAM. Logicamente, um computador fazendo uso de memória virtual
fica muito mais lento.
 Utilização do Mouse
 O windows faz uso intensivo do mouse. O mouse pode ter dois ou três
botões. O windows 3.x faz uso apenas do botão esquerdo do mouse.
As ações de um mouse são:
 Apontar – a figura com forma de seta que aparece no vídeo é o
chamado ponteiro do mouse. Para selecionar um item deve-se apontar
o objeto desejado com o mouse.
 Clique simples – apertar e soltar uma única vez o botão
esquerdo do mouse.
 Clique duplo – dois cliques simples rápidos.
 Clicar e Arrastar – pressione o botão e, sem soltar, mova o
mouse. Ao término da ação solte o botão do mouse.
 Utilização do Teclado
 Existem várias maneiras de usarmos o teclado na operação do
windows, ao invés do mouse. No entanto, isto torna o uso do windows muito
mais complicado, demorado e tedioso. Algumas ações simplesmente não
poderão ser feitas sem o mouse.
Pode-se, para acessar os comandos de menu, teclar <ALT> mais a letra do
menu que estiver sublinhada. Se algum comando aparecer em uma
tonalidade mais clara, significa que o mesmo não está disponível.
Existem também as chamadas teclas de atalho. São seqüências de teclas
que desencadeiam uma ação. Por exemplo, para se fechar uma janela
usamos <ALT> + <F4>; para "pularmos" de um aplicativo aberto para outro
aplicativo aberto usamos <ALT> + <TAB>. Vermos mais teclas de atalho no
capítulo de Windows 95 e aplicativos.
Componentes da Janela
A unidade de operação do windows é a janela (daí seu nome). A janela
principal é o Gerenciador de Programas, que é o próprio windows. Esta janela
não pode ser fechada ou, se for, encerrará o programa, voltando-se ao DOS.
São componentes de uma janela:
 Barra de Títulos – mostra o nome do aplicativo bem como o
nome do arquivo que está aberto no momento.
 Menu de Controle – ícone através do qual pode-se restaurar,
maximizar, mover, minimizar, dimensionar e fechar a janela. Um duplo
clique nesta caixa fecha a janela.
 Botões Minimizar e Maximizar – minimizar uma janela é
transformá-la num ícone na área de trabalho. Maximizar uma janela faz
com que ela tome todo o espaço da tela. Nesta condição, o botão
Maximizar vira Restaurar, utilizado para restaurar a dimensão padrão
da janela.
 Barra de Menus – contém os vários menus disponíveis para a
aplicação.
 Barra de Ferramentas – apresenta vários botões de funções
disponíveis para a aplicação. Os botões da barra de ferramentas são
sempre um atalho, pois suas funções podem ser encontradas no
menu.
 Moldura da Janela – é a borda da janela. A medida que você
posiciona o indicador do mouse sobre a moldura de uma janela, uma
seta de duas pontas passa a ser o ponteiro do mouse, indicando as
direções permitidas na modificação do tamanho da janela. Esta
moldura desaparece quando a janela é maximizada.
 Barras de rolagem – aparecem quando a quantidade de
informações é superior ao tamanho da janela. Há barras de
deslocamento horizontal e vertical. Clicando-se nas extremidades, uma
coluna ou linha será deslocada.
 Ícones – símbolos gráficos que representam uma informação.
Cada ícone é formado por um desenho e um nome.
 Área de Trabalho – é a área de fundo do windows, na qual
todas as janelas e ícones aparecem. Analogamente podemos dizer
que é a nossa mesa de trabalho.
 Grupo de Programas – é um conjunto de ícones, inter-
relacionados ou não, que fazem parte de uma mesma janela do
Gerenciador de Programas do windows.
 Tipos de Janelas
 Quadro de Diálogo – é uma janela onde o usuário deverá
fornecer informações suplementares para que o comando possa ser
executado.
 Quadro de Lista – exibe uma série de opções disponíveis ao
usuário.
 Quadro de Lista Drop-Down – são quadros que contém uma
opção visível e uma série de outras ocultas. Se a opção visível não for
a desejada, você deverá clicar a seta á direita da caixa e outras opções
aparecerão. Quando o número de opções for muito grande, poderá
surgir uma barra de rolagem.
 Quadros de Seleção – são pequenos quadrados que podem ou
não conter um "X". Quando o "X" está presente a opção encontra-se
disponível ou habilitada. Pode-se ativar quantos quadros forem
necessários.
 Botões de Opção (Botões de rádio) – são redondos e sempre
que um botão está ativado os outros estão automaticamente
desativado (opção multi-exclusiva).
 Botões de Comandos – Exemplo: os botões "OK" e
"CANCELAR". O botão de comando que tiver um contorno mais
escuro, indica que o se teclarmos <ENTER> ele será executado. Um
botão com reticências indica que um outro quadro de diálogo se abrirá.
 Mensagens de Advertência – são quadros que aparecem
sempre que o windows deseja confirmar um procedimento ou quando
um comando não puder ser executado. Neste quadro, geralmente,
encontramos os botões "SIM" e "NÃO".
Definições em DTP
DTP é Desk Top Publishing, que, se traduzido literalmente, significa
Publicidade Sobre a Mesa. Podemos definir como sendo a arte desenvolvida
por computador. Vejamos alguns termos que andam muito em moda
ultimamente:
 Animação – método de produção da ilusão de movimento
alternando-se rapidamente imagens estáticas. Alguns softwares são
capazes de gerar animação movendo "lâminas" sobrepostas, cada
uma com uma parte ou detalhe da cena a ser animada. Estas lâminas
são chamadas de "stripes".
 Arte Final (Artwork) – material preparado especificamente para
a geração de originais para reprodução, incluindo texto, gráficos,
ilustrações e quaisquer outros elementos que irão compor a página
final.
 Bitmap – Ponto a ponto. Imagem construída por pontos que
forma uma matriz retangular. Cada ponto, ou pixel, pode assumir um
valor entre um determinado número de valores possíveis. Estes
valores podem ser cores, tons de cinza, ou ainda uma combinação de
pontos (chamado dithering).
 Blend – fusão, mistura, transição.
 Clip Art – coleção de ilustrações vetoriais.
 Clipboard – área provisória de inserção de objetos existente no
windows, também conhecida como área de transferência.
 Desktop Publishing – área da informática relativa à publicidade
usando recursos de computação gráfica.
 Editoração Eletrônica – área da computação gráfica que inclui
trabalho com fontes, impressões em alta resolução, diagramação,
paginação e montagem de impressos.
 A Área de Transferência e o OLE
 Creio que a principal novidade prática do windows é a possibilidade de
se trocar informações entre os aplicativos. Por exemplo, eu posso pegar uma
tabela feita em Excel e colocá-la dentro de um texto que estou digitando no
Word. Isto, no tempo do DOS, seria muito difícil.
Ora, simplificando o problema, um processador de texto foi feito para lidar
com textos, e não com tabelas... uma planilha eletrônica foi feita para fazer
tabelas e não para editar textos... Na realidade, os aplicativos windows
continuam sendo especialistas na sua área. Por exemplo, um Word sabe
fazer texto, um Excel faz tabela, mesmo colocando-se uma tabela dentro do
Word o Word continua não "entendendo" aquela tabela... Os aplicativos não
se tornaram "poliglotas", o que aconteceu é que eles aprenderam a lidar com
objetos.
Um objeto é qualquer coisa diferente para o aplicativo. No Word, qualquer
coisa diferente de texto é um objeto para ele, como uma figura, uma imagem,
um clipart, uma animação, um vídeo, um gráfico ou mesmo uma tabela do
Excel. Já no Excel, um texto do Word é um objeto para ele.
O objeto é como se fosse uma caixa. Qualquer programa windows sabe
"mexer" com a caixa, mas não com o conteúdo da caixa. O conteúdo da caixa
continua de responsabilidade de quem fez.
Os aplicativos fazem uso da Área de Transferência para encapsular objetos,
inserindo ou movendo elementos entre programas diferentes. Os comandos
de edição "Copiar" e "Recortar", presente em praticamente todos os
aplicativos windows, fazem uma cópia da seleção para a Área de
Transferência. Então, podemos dar o comando de edição "Cola" da área de
transferência para um outro aplicativo. Na área de transferência a seleção é
"empacotada" na forma de um objeto e entregue ao aplicativo destino.
Por exemplo, eu posso selecionar uma planilha no Excel e mandar copiar
(para a área de transferência). Então abro o Word e dou o comando colar (da
área de transferência). O Word recebe uma "caixa" que é o objeto. O Word
sabe como manipular a caixa, alterando suas dimensões, colocando em
qualquer lugar na pagina, alinhando o texto em volta do objeto e, finalmente,
sabe "mostrar o conteúdo da caixa"; mas não sabe, de modo algum, lidar com
o conteúdo da caixa. Se eu precisar editar o conteúdo do objeto, no caso uma
planilha do Excel, vou precisar do Excel, que é o aplicativo responsável pelo
objeto.
Existe, na realidade, duas maneiras de se colar um objeto. inserindo-o
(comando editar, colar) ou vinculando-o (comando editar, colar vínculo ou
colar especial). Aparentemente não existe diferença entre incorporar ou
vincular um objeto pois, visualmente, tanto na tela quanto na impressão, os
dois métodos parecem iguais. No entanto existe uma grande diferença entre
inserir um objeto e vincular um objeto.
Voltando a nossa analogia do objeto sendo uma caixa, quando se insere um
objeto, dentro da caixa existe uma cópia do arquivo. Por exemplo, ao
inserirmos uma imagem, dentro da caixa existe uma cópia da imagem. Assim
o Word, ao abrir seu arquivo, ele encontra o objeto, no nosso caso a caixa, e
simplesmente "abre" a caixa, mostrando seu conteúdo.
Se o objeto for vinculado, ele não apresenta uma cópia e sim um vínculo (um
link), para o arquivo. O que aconteceria no nosso exemplo se ao invés de
inserirmos a imagem nós vincularmos a imagem ao Word. Neste caso, o
Word, ao abrir seu arquivo, encontraria o objeto, que é sua velha conhecida
"caixa" e iria "abrir" esta caixa para mostrar seu conteúdo. Só que então não
encontraria uma imagem na caixa e sim um "papelzinho" com o endereço de
onde se encontra o arquivo da imagem a ser apresentada. Então, o Word vai
até o endereço, recolhe a imagem, e apresenta na caixa...
Qual a vantagem de incorporarmos um objeto? É que ele, quando
incorporado, faz parte do documento (arquivo) gerado. Assim fica fácil
transportá-lo para outro computador. Qual a desvantagem de incorporar um
objeto? É que ocupa mais espaço em disco, "incha" o arquivo gerado e não
pode ser atualizado automaticamente.
Qual a vantagem de vincular um objeto? Ora, como o objeto não faz parte do
arquivo gerado (só o link), economiza-se espaço em disco, o arquivo fica mais
"enxuto" e o documento é atualizado automaticamente. Isto pois, qualquer
alteração que seja feita ao arquivo vinculado, reflete-se automaticamente em
todos os documentos aos quais ele está "linkado". Qual a desvantagem de
vincular um objeto? É que o arquivo gerado fica dependente dos seus links.
Ao transportar o arquivo para outro computador deve-se levar também os
arquivos "linkados", caso contrário o programa não terá condições de
apresentar o objeto.
Gerenciador de Programas
Vejamos os itens da barra de menu do gerenciador de programas.
 Menu Arquivo
 Novo...  permite criar um grupo de programas ou
adicionar um item de programa
 Abrir  permite abrir um aplicativo selecionada. Pode-se
também teclar <ENTER> (desde que o ícone esteja
selecionado) ou duplo clique no ícone.
 Mover...  permite que se mova um item de programa
selecionado para outro grupo de programas. Pode-se também
utilizar a tecla <F7>, ou clicar e arrastar.
 Copiar...  permite que se copie um item de programa
selecionado para outro grupo de programas.
 Excluir  permite que se exclua um item de programa
selecionado ou um grupo de programas.
 Propriedades...  altera as propriedades de um item ou
grupo de programas selecionado. Também pode-se teclar
<ALT> + <ENTER>.
 Executar...  inicia um aplicativo e abre um documento
associado a um aplicativo. Geralmente é o que utilizamos para a
execução de programas de instalação que estão em disquetes
ou CDs.
 Sair do Windows  encerra a sessão do windows,
voltando ao DOS. Pode-se também fechar a janela do
Gerenciador de Programas com um duplo clique na caixa de
comando ou teclando-se <ALT> + <F4>.
 Menu Opções
 Auto Organizar  quando ativado permite que os ícones
se auto organizem toda vez que se altere as dimensões das
janelas.
 Minimizar no Uso  quando ativado faz com que o
gerenciador de programas se torne um ícone toda vez que se
aciona algum aplicativo.
 Salvar Configurações ao Sair  permite que a
disposição atual do gerenciador seja salvo toda vez que se saia
do windows.
 Menu Janela
 Em Cascada
 Lado a Lado
 Organizar Ícones
 Painel de Controle
 É através deste utilitário que podemos personalizar o windows. Temos
as seguintes configurações:
 Cores – pode-se alterar as cores ou padrões de tela. Existem
vários padrões prontos, chamado esquema de cores, e também
podemos montar um novo padrão.
 Fontes – aqui podemos visualizar, desinstalar e instalar novas
fontes. Pode-se caracterizar fonte como sendo uma série completa de
caracteres de um determinado tamanho e tipo. Quanto aos tipos, as
fontes podem ser: Fontes de Tela, que são aquelas exibidas na tela;
Fontes de Plotter, criadas por um conjunto de pontos ligados por
linhas, geralmente usado em plotters; e Fontes True Type, mais
utilizada, são fontes escalonáveis que aparecem na impressão assim
como na tela. Existem vários formas de fontes:
 Bitmap – uma fonte bitmap possui caracteres
armazenados no formato de mapa de bits. Tais fontes são não
escalonáveis e específicas para cada tipo de dispositivo.
 Comprimida – os caracteres são mais estreitos do que o
normal para o seu tamanho.
 Elite – fonte com doze caracteres por polegada.
 Escalonável – pode ser gerada em vários tamanhos, sem
distorção.
 Expandida – os caracteres são mais largos do que o
normal para o seu tamanho.
 Monoespaçadas – fonte na qual todos os caracteres têm
a mesma largura.
 Não Escalonável – fonte projetada para apenas um
tamanho.
 Proporcionalmente Espaçada – alguns caracteres são
mais largos que outros (como o "M" e o "I").
 Com Serifa (Serifadas) – os caracteres possuem traços
de terminação, fazendo pequenas pontas em cada canto.
 Sem Serifa – não possuem traços de terminação.
 Mouse – pode-se configurar a velocidade de movimentação do
mouse, velocidade do duplo clique, inverter botões esquerdo/direito e
rastro.
 Teclado – configura o intervalo antes da primeira repetição e a
taxa de repetição da tecla.
 Data e Hora – atualiza a data e hora do sistema operacional.
Análogo aos comandos date e time do DOS.
 Área de Trabalho – existem várias configurações possíveis para
a área de trabalho:
 Padrão de Fundo – definir e editar o padrão de fundo.
 Proteção de Tela – determina e configura a proteção de
tela.
 Papel de Parede – determina e configura a imagem (do
tipo bmp) que será usada como papel de parede.
 Taxa de Intermitência do Cursor
 Impressoras – instalação, configuração e desinstalação de
impressoras.
 Portas – configuração de taxas e modos de transferência em
portas seriais.
 Internacional – configuração de sistemas de medidas, modos
de exibição e moeda.
 Controladores – configuração de controladores multimídia e
drives de CD-ROM.
 Som – configuração dos efeitos de som associados a eventos.
 Admin ODBC – configuração de filtros a acessos de bancos de
dados.
 386 Avançado – configuração dos modos 386 e standard, bem
como a memória virtual.
 Gerenciador de Arquivos
 A tela do gerenciador de arquivos possui uma divisão. Do lado
esquerdo encontra-se o painel da árvore de diretórios do sistema e, do lado
direito, o painel dos arquivos contidos no diretório que estiver aberto. Para
selecionar um diretório ou arquivo qualquer, basta clicar seu nome.
A partir do gerenciador de arquivos pode-se rodar um aplicativo ou abrir um
documento que esteja vinculado a um aplicativo. Podemos fazer as seguintes
operações com arquivos:
 Mover arquivos entre diretórios e discos – clicando e arrastando
o arquivo para diretórios diferentes do mesmo disco, pressionando
<CTRL> clicando e arrastando o arquivo entre discos diferentes, pelo
menu arquivo/mover ou teclando <F7>.
 Copiar arquivos para outros diretórios (pastas) ou discos –
clicando e arrastando o arquivo entre discos diferentes, pressionando
<CTRL> clicando e arrastando o arquivo para diretórios diferentes do
mesmo disco, pelo menu arquivo/copiar ou pressionando a tecla <F8>.
 Abrir um arquivo associado a um aplicativo – com um duplo
clique ou pelo menu arquivo/abrir.
 Definição de Seleção de arquivos – através do menu
arquivo/selecionar arquivo...
 Excluir arquivos – selecionando o(s) arquivo(s) e pressionando-
se a tecla <delete>, ou pelo menu arquivo/excluir.
 Renomear arquivos – menu arquivo/renomear...
 Alterar atributos dos arquivos – menu arquivo/propriedades, ou
teclando-se <ALT> + <ENTER>. Podemos alterar os atributos de
Somente Leitura, protege o arquivo contra deleção e atualização;
Oculto, faz com que o arquivo não apareça relacionado no diretório
normalmente; Arquivo, é tido como um arquivo normal para receber
qualquer ação; e Sistema, indicando que o arquivo selecionado é de
uso exclusivo do sistema.
 Associar arquivos a aplicativos – através do menu
arquivo/associar...
 Criar diretórios (pastas) – menu arquivo/criar diretório...
 Localizar arquivos – menu arquivo/localizar... Podemos fazer o
uso das máscaras que aprendemos no capítulo de DOS como atributo
de localização.
 Podemos fazer as seguintes operações com discos:
 Copiar Discos – menu disco/copiar disco... Funciona de maneira
análoga ao comando diskcopy.
 Nomear Disco – menu disco/nomear disco...
 Formatar Disco – menu disco/formatar disco... Só é possível
formatar disquetes. Não há perigo de formatação do HD. Existem as
opções de formatação rápida, nomear o disco e gerar sistema no
disco.
 Transferir sistema para disquete – menu disco/gerar sistema no
disco...
 Mudar a unidade de disco corrente – menu disco/selecionar
unidade...
Windows 95

Os Sistemas Windows são muito parecidos entre si. O que ocorre são
melhorias, adição de aplicativos, retirada de outros. No entanto,
principalmente ao tocante da operação, a Microsoft tenta não alterar muito o
programa para não inibir o uso de antigos operadores. Além disto, na medida
do possível, a Microsoft tenta fazer sistemas compatíveis entre si, o que
também não deixa de "engessar" o desenvolvimento dos sistemas.
Principais Novidades do Sistema
Depois de uma boa base que tivemos no capitulo que versa sobre o Windows
3.x, agora vamos enfatizar as diferenças entre os sistemas windows, ou seja,
em que o Windows 95 é diferente do windows 3.x.
Primeiro, a grande diferença e uma das mais importantes, é que o Windows
95 NÃO Ë um ambiente operacional, e sim, um verdadeiro SISTEMA
OPERACIONAL. Assim, o windows 95 substitui completamente o DOS, tanto
que a Microsoft não fabrica e nem desenvolve novas versões do DOS. O
windows 95, sendo um sistema operacional, não depende mais do DOS,
como acontecia com seu antecessor.
Muitos perguntam: é possível ficar com dois sistemas operacionais na minha
máquina? Sim, é possível termos dois sistemas operacionais numa mesma
máquina, mas somente um dos dois sistemas pode ser carregado numa
sessão. É chamado "dual boot", ou melhor, durante a inicialização da
máquina, na fase de boot, antes do Sistema Operacional ser carregado, eu
posso informar ao computador qual dos dois sistemas (DOS ou Windows 95)
eu quero que seja carregado.
Além disso, "dentro" do windows 95 temos uma simulação DOS, que pode ser
chamada pelo ícone "Prompt do MS-DOS". Se esta máquina só tiver o
windows 95, com certeza, ao rodarmos o "Prompt do MS-DOS" não será o
DOS que estará rodando na máquina, mas sim uma simulação DOS do
windows 95...
O Sistema Operacional Windows 95 é o primeiro sistema de 32 bits, se
afastando bastante do modo de operação do DOS (de 16 bits). Como já
vimos, existe uma certa compatibilidade com o DOS e, em teoria, aplicativos
DOS podem ser rodados em Win 95. Mas a prática mostrou que muitos e
muitos aplicativos DOS geravam graves problemas na máquina. Além disso,
aplicativos DOS (ou mesmo aplicativos "for windows 3.x"), que foram feitos
para rodar em um ambiente de 16 bits, não podem utilizar todos os recursos
que o novo sistema oferece. Por isso nasceram novas versões de
praticamente todos os softwares para Win 95.
Outra diferença interessante e até certo ponto muito útil, é a possibilidade de
se utilizar nomes extensos nos arquivos. Praticamente não se tem mais as
limitações do DOS quanto ao número de caracteres, tanto para o nome
quanto para a extensão. Geralmente, a extensão dos arquivos continuam
tendo três letras, às vezes, quatro. Mas nada impede números superiores a
estes. Também é possível fazer uso do espaço em branco, proibido no DOS,
e a maioria dos caracteres especiais (excetuando-se o "*" e "?").
Este sistema operacional é considerado monousuário, mas MULTITAREFA
(preemptiva). Assim é possível realmente rodar dois, ou mais programas,
simultaneamente. Logicamente que o desempenho da máquina depende
muito da quantidade de memória disponível (lembre-se que o aplicativo deve
ser carregado na memória para poder ser executado). O Win 95 continua a
fazer uso do spool de impressão e da memória virtual. Mas o sistema de
gerenciamento de memória melhorou muito, pois o sistema encara o bloco de
memória como sendo uma pilha contínua.
Outra característica do win 3.x que foi mantida e melhorada foi a tecnologia
OLE, com o uso da Área de Transferência e a possibilidade de incorporação e
vinculação de objetos. Já a interface gráfica com o usuário foi melhorada,
deixando-o mais bonito, colorido, com melhor definição e sensação de
profundidade. O suporte a multimídia também foi aprimorado, dando maior
controle e velocidade, principalmente, às animações e imagens 3D.
Plug-and-Play
Diferente de seu antecessor, o sistema apresenta suporte a hardware de
padrão plug-and-play. Esta tecnologia foi desenvolvida para facilitar a
instalação de novos hardwares na máquina, como placas fax-modens,
monitores, impressoras, placas de som, drives de CD-ROM, etc.
Todo e qualquer hardware, para funcionar, depende que recursos de sistema
sejam alocados para ele. Muitos destes recursos devem ser únicos para cada
hardware (por exemplo, o endereço de uma porta de comunicação, uma
solicitação de interrupção ou um pedido de acesso direto à memória). Dois
hardwares que estejam utilizando um mesmo recurso do sistema, estão em
conflito. Para resolver estes conflitos, era necessário um bom conhecimento
técnico e alterar configurações no próprio hardware. No padrão plug-and-play,
existe uma "conversa" entre o novo periférico e o sistema operacional, que se
encarrega de determinar quais recursos o novo hardware precisa e de alocar
recursos livres para ele, eliminando assim a possibilidade de conflitos e
facilitando a instalação. Para tanto, o sistema operacional e o periférico
precisam ser compatíveis com o padrão plug-and-play.
A Lixeira
Outro recurso novo no sistema é o conceito de Lixeira. A deleção de arquivos
é um pouco diferente da maneira que ocorria no DOS. No win 95, quando
apaga-se um arquivo, a tabela FAT é também atualizada, mas o espaço
ocupado pelo arquivo não é automaticamente liberado... O arquivo é
compactado e "vai" para a lixeira. Ou seja, o arquivo, na realidade, não é
removido do disco. Ele continua no disco, intacto, mas não aparece mais no
explorer e nem é possível a sua utilização (como se ele não existisse mais lá).
No entanto, seu nome é acrescentado ao conteúdo da "lixeira". Enquanto este
arquivo estiver na lixeira, é possível recuperá-lo, como se eu fosse à lata de
lixo e tirasse de lá um papel que eu joguei fora. Mas é lógico que se o arquivo
não foi removido do disco, ele continua ocupando espaço neste disco.
Existe a possibilidade de eu "esvaziar a lixeira", ou retirar da lixeira alguns
arquivos selecionados. É como se o lixeiro levasse embora o conteúdo de
nossa lata de lixo. Mas, uma vez que o arquivo não esteja mais na lixeira, não
é mais possível recuperá-lo...
Trabalhando em Rede e a Rede Dial-Up
Outra preocupação do Win 95 é quanto à comunicação entre computadores,
ou seja, redes. Estes sistema operacional já vem, praticamente, preparado
para trabalhar em redes, tendo a opção de instalação de vários protocolos,
clientes e adaptadores. Montar-se uma pequena rede (tipo peer-to-peer) com
win 95 é muito fácil, sem a necessidade de nenhum outro programa especial.
Em sua área de trabalho encontramos um ícone de Rede, onde podemos
acessar recursos compartilhados e configurar nossas opções de rede. Mesmo
que o computador não esteja ligado à nenhuma rede, este ícone estará
presente, mas, logicamente não estará plenamente funcional.
Podemos mesmo atribuir senhas de acesso à rede e fazer a verificação do
usuário já na inicialização da máquina. Afinal o Win 95 foi lançado na "era da
conecção", onde havia um grande interesse em se "ligar" à internet, e para
tanto, é necessário estabelecer-se uma conecção via linha telefônica a um
provedor de acesso, através da chamada Rede Dial-Up.
Na realidade a Rede Dial-Up está disponível para conectar quaisquer dois
computadores, com win 95, via linha telefônica. Eu posso, por exemplo,
acessar com meu computador de casa o computador do escritório. Para
tanto, as máquinas precisam estar preparadas, ou seja, os dois computadores
precisam ter placa de modem e estar ligados à linha telefônica. Além disso,
os dois computadores precisam ser configurados. O computador que disca (o
de casa, por exemplo) será o "cliente" e o computador a ser discado, o que
atenderá a ligação (o do escritório), será o meu servidor dial-up. É preciso
também configurar o protocolo de comunicação a ser utilizado, geralmente
um PPP (Point to Point Protocol).
Registro do Sistema
Outra novidade do Windows 95 é um Banco de Dados do Sistema, onde são
guardados informações sobre a máquina, periféricos, configurações,
programas e recursos. É o chamado Registro do Sistema, que não é
transparente ao usuário, mas que desempenha papel fundamental no
gerenciamento de operação da máquina. Não é recomendado que usuários
iniciantes alterem manualmente o Registro do Windows, sob pena até mesmo
de travar a máquina, exigindo uma formatação e reinstalação do Sistema
Operacional.
Por isto é importante a correta instalação tanto de hardware como de
software. O hardware plug-and-play é automaticamente instalado quando
reconhecido pelo sistema na primeira vez que o computador é ligado depois
da instalação física. Para hardware não plug-and-play, no Painel de Controle
existe a opção de Instalação de Novo Hardware, que auxilia o usuário na
tarefa.
Em sua grande maioria os softwares vêm com um programa de instalação
(instal.exe, instalar.exe, setup.exe etc.). Ao executarmos este programa de
instalação o windows faz o registro deste soft, também alocando recursos
necessários para a execução normal do aplicativo.
Na maioria das vezes os erros ocorrem na desinstalação de programas.
Diferentemente do DOS, não se pode simplesmente apagar a pasta que
contém o aplicativo, pois isto não atualizaria o Registro. Em outras palavras,
para o windows o software continuaria existindo, consumindo recursos e até
mesmo oferecendo "serviços" a outros programas. Hoje, a maioria dos
softwares, além do programa instalador, também têm um programa
desinstalador, que além de apagar da máquina os arquivos executáveis, retira
do sistema as suas dlls, arquivos temporários, arquivos de suporte, arquivos
de documentos e atualiza o Registro do Windows. Para os programas que
não têm o desinstalador, e são de 32 bits, o windows oferece, no Painel de
Controle, a opção de Adicionar ou Remover Programas.
É também através do ícone "Adicionar ou Remover Programas" que podemos
verificar a "Instalação do Windows", vendo quais os aplicativos foram
instalados junto com o sistema e podendo-se colocar outros ou retirá-los.
Temos também a opção de criar um "Disco de Inicialização". É uma espécie
de "disco de emergência", utilizado quando temos problemas para se iniciar o
windows. Assim, podemos dar o "boot" com o disquete, carregando uma
versão "leve" do windows, não gráfica, ou seja, com "cara" de DOS. Então
podemos utilizar aplicativos de diagnósticos e corrigir alguns problemas.
Operando o Windows 95
Este sistema também faz uso intensivo do mouse com uma grande diferença,
o botão direito do mouse, antes inativo, agora é muito importante, disparando
sempre um "meu de atalho". Este é um menu sensível ao contexto, ou seja,
dependendo do objeto, área ou seleção que foi clicado o menu de atalho trás
opções diferentes, apropriadas ao objeto em questão. Este menu também
pode variar de sistema para sistema, mas como exemplo, ao clicarmos com o
botão direito na área de trabalho, o menu de atalho tem as seguintes opções:
Organizar ícones, Alinhar ícones, Atualizar, Colar, Colar Atalho, Desfazer,
Novo, Propriedades (esta opção abre as propriedades de vídeo). Já se
clicarmos com o botão direito do mouse em cima de um arquivo selecionado,
as opções serão: Abrir, Imprimir, Enviar para, Recortar, Copiar, Criar Atalho,
Excluir, Renomear, Propriedades.
O windows 95 também trabalha com base em janelas. Mas não existe mais o
Gerenciador de Programas, pois o próprio sistema operacional é o
gerenciador dos programas. As janelas do windows 95 são muito parecidas
com o do seu antecessor, com algumas pequenas diferenças, como a caixa
de verificação, que ainda existe, mas em seu lugar teremos o ícone do
programa. Além dos botões normais de minimizar, maximizar e restaurar a
janela apresenta também o botão fechar (que encerra o aplicativo e/ou fecha
o arquivo). Já a tela principal do sistema não é uma janela, mas é
caracterizado por uma área de trabalho, onde ficam bem à mão, vário ícones.
Estes ícones podem ser de dois tipos: ícones de sistema e ícones de atalho.
Os ícones de sistema são aqueles automaticamente colocados na área de
trabalho durante a instalação do windows. Dependendo da versão do win 95,
dos periféricos instalados e sua conexão ou não com a internet, estes ícones
podem se alterar, mas sempre teremos os ícones: Meu Computador,
Ambiente de Rede, Meu Porta Arquivos, e Lixeira. Normalmente também
encontramos os ícones: Internet Explorer e Caixa de Entrada.
Em Meu Computador temos acesso a tudo que estiver instalado no
computador: todos os drives de disco (A: e B: para disquetes, C: para HD, D:
para CD-ROM, por exemplo), pasta de impressoras, Painel de Controle e
Rede Dial-Up.
Pelo Ambiente de Rede temos acesso à recursos compartilhados com outros
computadores, e podemos configurar a rede.
O Meu Porta Arquivos serve para fazer a sincronização de arquivos,
geralmente, com um computador portátil.
Pela Lixeira, como já vimos, temos acesso a uma lista de arquivos que foram
apagados e que podemos recuperar. Pode-se também retirar (jogar fora)
alguns arquivos selecionados ou esvaziar toda a lixeira, liberando espaço em
disco.
O ícone Internet Explorer carrega o browser da Microsoft e estabelece uma
ligação com a Internet. Já a Caixa de Entrada é um utilitário geralmente
instalado que reúne facilidades como um programa de e-mail e aplicativos
para envio e recebimentos de fax, entre outros.
Além dos ícones de sistema podemos ter os ícones de atalho, de dois tipos:
atalhos a aplicativos e atalhos a documentos. Como o nome diz, são ícones
que servem para agilizar o trabalho. Programas que são muito utilizados
podem ter um ícone de atalho direto na área de trabalho, facilitando a vida do
usuário. Do mesmo modo, documentos muito utilizados também podem ter
um ícone de atalho na área de trabalho. Logicamente, neste caso, primeiro é
chamado o aplicativo associado ao arquivo e depois, automaticamente, é
aberto o documento em questão.
Sendo um Sistema Operacional Multitarefa, o Win 95 precisa de alguma
ferramenta para a monitoração das várias possíveis tarefas que podem estar
sendo executadas. Para isto existe a Barra de Tarefas, geralmente no limite
inferior da tela. Na barra de tarefas encontraremos um botão para cada
aplicativo que estiver aberto num dado momento. Assim, fica fácil saber o que
o computador está fazendo e também acessar as várias tarefas, clicando o
botão correspondente. Teclando-se <ALT> + <TAB> também podemos
"navegar" entre as várias aplicações abertas.
No canto direito da barra de tarefas encontramos a bandeja do sistema, onde
pode-se ter vários ícones de aplicações residentes rodando em segundo
plano, como um antivírus.
No canto esquerdo da barra de tarefas temos o botão iniciar, que nos dará
acesso a todos os programas instalados e configurações possíveis do
computador. Novamente, dependendo da versão do sistema e dos periféricos
instalados, as opções do botão iniciar podem ser diferentes. Geralmente
teremos, ao clicarmos em Iniciar, os seguintes grupos: Programas,
Documentos, Configurações, Localizar, Ajuda, Executar e Desligar.
No grupo de Programas encontraremos outros grupos e ícones de todos os
programas corretamente instalados no computador. É assim que podemos
rodar um programa desejado.
Em Documentos, teremos uma lista com os últimos documentos acessados,
criados ou alterados. Podemos abrir qualquer um deles clicando-se em seu
nome.
Configurações permite alterarmos as configurações pelo Painel de Controle,
das Impressoras, Barra de Tarefas e Menu Iniciar, Opções de Pastas e
Active Desktop (para o caso de o computador ter instalado o Internet
Explore 4.0).
Pelo item localizar temos uma forte ferramenta para a procura de Arquivos
ou Pastas, Computadores, Na Internet ou Pessoas.
A Ajuda dá acesso ao manual on-line do windows 95 e a opção Executar é
utilizada para rodar programas específicos, geralmente os programas de
instalação de aplicativos que estão em disquetes ou CDs.
Logicamente o item Desligar serve para desligar o micro. Antes de
apertarmos o botão power (liga/desliga) devemos clicar em iniciar/desligar e
escolher a opção "desligar o computador" e clicar "OK". Com isto o sistema
irá fechar adequadamente todos os aplicativos e baixar para o disco dados
que porventura estejam ainda na memória, bem como, apagar do disco os
arquivos temporários e auxiliares (como os arquivos de paginação da
memória virtual). Ai, com o sistema limpo, eu posso finalmente desligar o
computador. Ainda em Desligar eu tenho as opções "Reiniciar o computador",
que irá desligar e religar a máquina, e "Reiniciar o computador em modo MS-
DOS", que inicializa uma sessão com o emulador DOS ou então com a
versão anterior do DOS, se ela ainda estiver instalada.
Ferramenta de Localização
Através do botão Iniciar/Localizar temos as opções: Computador, no caso de
trabalharmos em rede e quisermos estabelecer contato com outro
computador; Na Internet, para utilização de sites de busca e Pessoas,
utilizando a agenda do computador. No entanto a ferramenta de localização
de arquivos ou Pastas é a mais poderosa, muito melhor que a localização do
gerenciador de arquivos do win 3.x.
O localizador de arquivos tem como opções de busca por:
 Nome – aceitando que se digite o nome completo ou utilizando-
se as conhecidas máscaras do DOS (por exemplo: *.txt, Bolo*.*, etc.)
 Local – parâmetro para a restrição de busca em determinado
disco, pasta ou sub-pasta.
 Contendo o Texto – faz a procura de uma seqüência de letras
em arquivos textos.
 Data – efetua uma procura segunda a data de modificação,
criação ou de último acesso. Entre duas datas quaisquer, durante os
últimos "x" meses ou durante os últimos "x" dias.
 Tamanho – procura por arquivos de no mínimo ou no máximo "x"
KB.
 Tipo – faz uma procura segundo a extensão do nome do
arquivo, que é o que determina o seu tipo. Podemos procurar por:
Aplicativos, Arquivos de Fonte, Arquivos de Ajuda, Arquivos de
Sistemas, Atalhos, entre outros. Aproveitaremos esta oportunidade
para ver as extensões mais importantes:
 Clipes de filme - .MPE; .MPEG;.AVI.; .MPA; .M1V.; .VDO; .MOV;
.QT.
 Som - .WAV; (padrão do windows, tem a vantagem de se poder
codificar voz, e a desvantagem de ser arquivos muito grandes);
.MID; .MIDI (protocolo de comunicação entre instrumentos musicais,
são arquivos mais compactos mas não é possível gravar voz); .RMI;
.AIF; .AIFF, .AIFC. .AU; .SND.
 Arquivos de lote - .BAT.
 Faixa de CD (som) - .CDA.
 Documentos de Imagens - .DCX; .TIF;. .TIFF; .BMP (padrão do
windows); .JPG; .JPEG; .XIF; .XBM.
 Páginas Internet - .HTM; .HTML.
 Arquivos de Aplicativos – Word (.DOC); Excel (.XLS); Access
(.MDB); Power Point (.PPT).
 Painel de Controle
 Parecido com o Painel de Controle do win 3.x, temos aqui opções para
configurações da aparência do sistema, de hardware e software. Temos os
seguintes ícones:
 Adicionar Novo Hardware
 Adicionar ou Remover Programas
 Configurações Regionais – País, Número, Moeda, Hora e Data.
 Controladores de Jogo
 Data e Hora
 Energia – recursos para economizar energia. Depende muito do
padrão de hardware dos periféricos, como placa mãe, HD, Monitor etc.
 Internet – Página Inicial, Arquivos Temporários, Histórico,
Segurança (de dados); Conteúdo (Supervisor de Conteúdo e
Certificação), Conexão e Programas (Correio, News e Meeting).
 Modems
 Mouse – botões (destro/canhoto, velocidade do duplo clique),
ponteiros, movimentação e tipo.
 Multimídia – áudio, vídeo, MIDI, CD.
 ODBC de 32 bits
 Opções de Acessibilidade:
 Teclado – teclas de aderência, de filtragem, de alternância (Caps
Lock e Num Lock com som).
 Som – sinalizador e mostrador de som.
 Vídeo – alto contraste
 Mouse – movimentação pelo teclado.
 Rede – configurações, identificação e controle de acesso.
 Senhas – de sistema, permitindo a personalização do sistema
para vários usuários.
 Sistema – informações gerais, gerenciador de dispositivos, perfil
de hardware e desempenho.
 Sons – esquemas de sons para associá-los a eventos (abrir e
fechar janelas, executar programas, parada crítica, início do sistema
etc.).
 Teclado
 Vídeo – segundo plano, proteção de tela, aparência (antigo
esquema de cores), configurações (número de cores, resolução, placa
de vídeo e monitor).
Windows 98
Windows 98 não é um novo Sistema Operacional, mas antes apenas uma
atualização do Windows 95. Apenas alguns detalhes foram alterados e muitos
"bugs" corrigidos. Visualmente e funcionalmente, o Windows 98 é muito
parecido com o Windows 95 versão OSR-2 com o Internet Explorer 4.0
instalado. A novidade mais visível é a integração com a Internet, por meio do
browser Internet Explorer. Foi essa integração que serviu de base para a
acusação de desrespeito à lei anti-truste que o Departamento de Justiça
americano move contra a Microsoft.. Há também uma dúzia de utilitários
novos ou aperfeiçoados que facilitam a administração do sistema e a solução
de problemas. Duas outras novidades ficam ocultas aos olhos do usuário. A
primeira é o sistema de arquivos FAT-32, que aproveita melhor o espaço no
disco rígido. A outra é a inclusão de mais de 1.000 novos controladores de
dispositivos. Eles proporcionam o suporte para tecnologias de hardware
surgidas nos últimos anos como interface USB, discos Ultra ATA, drives de
DVD e gerenciamento de energia padrão ACPI. Na prática isso significa que
fica mais fácil adicionar novos dispositivos ao PC e aproveitar os recursos que
ele oferece. Vale lembrar que, após o lançamento do Windows 98, a Microsoft
não venderá mais o Windows 95. Vejamos melhor algumas diferenças com o
antigo Windows.
A primeira diferença é a controvertida integração com a Internet por meio do
Internet Explorer. Depois vem o suporte para novos padrões de hardware
como DVD, AGP e USB. Ainda há um sistema mais eficiente de
gerenciamento de arquivos em disco, o FAT-32, e novos utilitários, como o
Assistente de Manutenção.
O Win 98 suporta a tecnologia ACPI (Advanced Configuration and Power
Interface), permitindo que o sistema desligue periféricos, como drive de CD-
ROM, modem, interface de rede e impressora, quando eles não estão sendo
utilizados, economizando energia. Também possibilita que os periféricos
liguem o computador. Por exemplo: o micro pode ser ligado automaticamente
quando um CD é inserido no drive. O maior benefício da ACPI é prolongar a
duração da bateria nos micros portáteis. Essa tecnologia foi desenvolvida em
conjunto pela Toshiba, Intel e Microsoft.
O Windows 98 é totalmente compatível com o Win 95, assim a princípio, não
temos aplicativos específicos para este sistema. O núcleo do Win 98 é
praticamente o mesmo do 95, assim, não há diferença significativa para os
programas. Uma mudança que poderia causar impacto em certos utilitários de
manutenção de disco é a introdução do FAT-32. Esse sistema de arquivos,
porém, está presente na versão do Win 95 OSR-2, que é distribuída a
fabricantes de PCs. Por isso, os produtores de software já adequaram seus
utilitários a ele.
A barra de tarefas pode, agora, incluir os ícones da área de trabalho, um
campo para digitação de endereço a ser explorado e atalhos para aplicativos
ou documentos. Além disso, as pastas podem ser visualizadas como páginas
da Web. Nesse caso, o usuário pode definir as cores ou imagens que
aparecem como fundo e também acrescentar outros elementos usando HTML
ou JavaScript. O título da pasta é exibido de forma clara na janela e o Win 98
inclui automaticamente um visualizador (ativado por um programa em
JavaScript) nela. Esse acessório mostra o conteúdo do arquivo quando ele é
selecionado com o mouse, o que ajuda na busca de um documento perdido
no micro. Funciona com arquivos de imagem, som e vídeo. É ainda possível
configurar opções de leitura off-line e exibição de informações no Active
Desktop.
A Microsoft trabalhou no aperfeiçoamento de três itens: inicialização do
Windows, carregamento de aplicativos e desligamento do sistema. O
gerenciamento de memória também recebeu atenção, o que pode trazer
algum ganho adicional de velocidade. O desfragmentador de disco do Win 98
incorpora uma tecnologia desenvolvida pela Intel para acelerar o
carregamento de aplicativos e inicialização do sistema. Os arquivos
essenciais que formam o aplicativo são ordenados no disco para que possam
ser lidos mais rapidamente. Para tanto há um programa que fica monitorando
o uso dos aplicativos para determinar qual a melhor maneira de organizar os
arquivos no disco. Quando o Windows é instalado, ainda não há dados
suficientes para uma boa otimização. Somente após um certo tempo de uso a
reorganização do disco poderá levar a um melhor desempenho.
Como já foi visto, o Windows 95 faz uso intenso da tecnologia conhecida
como memória virtual. Isso significa que, quando não há memória suficiente,
o sistema armazena os arquivos temporariamente no disco rígido. Como o
acesso ao disco é dezenas de vezes mais lento do que à memória, essa
tecnologia prejudica o desempenho do micro. Seu uso é necessário para que
o sistema operacional possa rodar em máquinas com pouca memória. O
problema é que, mesmo em PCs com muita memória, o Win 95 continua
utilizando memória virtual sem necessidade. Já no Win 98 esse problema foi
atenuado. Em máquinas com memória física abundante, a memória virtual é
pouco utilizada.
A configuração mínima para rodar o Windows 98 é um 486 DX2-66 com 16
MB de memória, pelo menos 125 MB de espaço livre no disco rígido e um
drive de CD-ROM. Mas recomenda-se um Pentium 200 MMX, com 64 MB de
memória e disco rígido de 2 GB.
É interessante notar que apesar da tecnologia MMX estar presente nos
processadores da Intel há um bom tempo (Pentium MMX, Pentium II e
Celeron, além do AMD K6 e Cyrix 6x86), o Win 95 não a utiliza, embora
alguns aplicativos que rodam nele, como o Corel Draw!, o Adobbe Photoshop
e vários jogos, usem. Já o Win 98 emprega essa tecnologia para exibir vídeo
clipes e animações com melhor qualidade. Além disso, o suporte para MMX
foi incluído na API (interface de programação) do sistema operacional. Assim,
aplicativos futuros poderão usar a API para chamar as funções MMX do
processador. A vantagem disso é que fica mais fácil, para os
desenvolvedores, criar aplicativos que empregam MMX.
O Windows 98 inclui suporte (via WDM – Win32 Driver Model) para cartões
PC Card do tipo CardBus, leitores de DVD, interfaces USB, câmeras para
videoconferência, drives para discos LS-120, interfaces por raios
infravermelhos, cartões do tipo smart card, placas de vídeo AGP e interfaces
FireWire (IEEE 1394), todos dispositivos que não eram originalmente
reconhecidos pelo Windows 95. Especificamente, a USB (Universal Serial
Bus), é uma interface universal para periféricos criada para substituir as
atuais portas serial e paralela do PC> Ela é fácil de usar (Plug-and-Play) e
muito versátil, até alto-falantes podem ser ligados nela. Também proporciona
uma comunicação mais veloz que as interfaces convencionais.
O sistema admite o uso de dois monitores formando uma área de trabalho
duplicada. Para tanto são necessárias duas placas de vídeo PCI ou AGP.
Ao tocante de Redes, temos um novo protocolo utilizado para a chamada
Rede Privada Virtual, o PPTP, Point to Point Tunneling Protocol. Ele permite a
criação de uma conexão criptografada entre dois pontos de uma rede pública,
como a Internet. Usando esse método, dois usuários podem trocar
documentos entre si sem riscos significativos de que esses documentos
sejam lidos, no meio do caminho, por alguém não autorizado. Além disso é
possível usar múltiplos canais de comunicação como se fosse um só. Um
exemplo: com dois modems de 28,8 Kbps e duas linhas telefônicas, é
possível se comunicar a 56 Kbps. Os resultados são melhores quando os
canais utilizados têm velocidades idênticas, caso contrário, a taxa de
transferência total vai ser menor que a soma das velocidades de ambos.
O Registro continua sendo um componente crítico do sistema, mas ele agora
tem uma proteção adicional. Cada vez que o micro é ligado, o Win 98 gera
um backup automático do Registro. Um programa verificador inspeciona o
seu conteúdo em busca de dados corrompidos ou ausentes. Se for
encontrado algum problema, o backup é restaurado automaticamente ou,
dependendo do caso, é feita uma correção nos dados.
O Win 98 inclui um programa chamado Windows Update que faz a
atualização automática dos seus componentes pela Internet. Ele estabelece
uma conexão com o servidor da Microsoft, verifica quais componentes
precisam ser atualizados, faz o download e instala os programas.
Já o sistema de ajuda é, baseado em HTML, a linguagem de formatação de
página empregada na Web. Para o usuário, isso faz pouca diferença. Mas
para quem desenvolve aplicativos, vai agilizar e baratear a criação de
manuais on-line. Além disso, há a opção de buscar ajuda via Web, no site da
Microsoft.
Outra vedete deste sistema operacional é o chamado Active Desktop
(também encontrado no Internet Explorer 4 para Win 95). Ele permite colocar
na área de trabalho, quadros com notícias, cotações de ações, previsão do
tempo, resultados de partidas de basquete e outros dados que são
atualizados dinamicamente via Internet. Também é possível rodar programas
em Java na área de trabalho.
Planilhas Eletrônica – O Excel
Usadas para cálculos em tabelas com aplicações diversas, em especial as
financeiras. Exemplos: Lotus 1-2-3, Quattro, Visicalc, Excel, Supercalc.
Várias são as atividades em uma empresa que exigem a preparação de uma
planilha onde são tabulados valores e com estes realizados os mais diversos
cálculos. Estas planilhas de cálculos objetivam apresentar em uma única
folha os valores que representam o resumo de uma situação passada na
empresa, com opor exemplo: controle de atividades produtivas, vendas,
pagamentos ou uma previsão de atividades futuras como: projeção de
vendas, demanda de consumo de produtos, previsão de gastos.
Observamos, portanto, que as planilhas de cálculo são utilizadas tanto para
controlar atividades já realizadas pela empresa, como atividades que serão
realizadas no futuro, ou seja, a planilha é utilizada tanto parra controle como
para planejamento, seja operacional, tático ou estratégico.
A massificação de uso dos microcomputadores se deve a muitos fatores, mas
principalmente, pela facilidade de uso das linguagens de quarta geração, que
transformam o micro numa ferramenta instantânea, não dependendo de um
longo tempo de estudo do programa para que o computador possa ser
utilizado.
Características do Excel
A planilha eletrônica Excel foi desenvolvida pela Microsoft, tendo se
popularizado rapidamente no final dos anos 80. O Excel oferece três
finalidades básicas: planilha de cálculo, gerenciador de banco de dados e
gerador de gráficos.
Podemos citar como sendo características: operação simples e alta
capacidade, teclas com funções programadas, recursos de proteção (não só
do arquivo mas também de células), criação fácil de macros, utiliza recursos
de programação em VBA (Visual Basic for Aplicatives) etc.
Uma planilha é uma tabela constituída por colunas e linhas. As colunas são
identificadas pelas letras exibidas no cabeçalho (A, B, C...) e as linhas por
números (1, 2, 3, ..). No Excel 97 é possível trabalhar com várias planilhas
formando uma pasta de trabalho. A identificação da planilha é feita pela guia
localizada na parte inferior. A intercessão de uma coluna com uma linha
forma uma célula, cuja identificação é constituída pela localização da coluna
pela linha (como o jogo de batalha naval). O Excel tem 256 colunas e 65.536
linhas, totalizando 16.777.216 células.
Funções das Teclas Mais Importantes
 CAPS LOCK – Quando pressionada, faz com que todas as
letras apareçam em maiúsculo. Porém, as teclas que têm mais de um
caractere irão continuar apresentando o caractere de baixo. Quando
esta tecla está ativada, uma luz indicativa acenderá ou na própria tecla
ou no canto superior direito do teclado.
 SHIFT – Permite acessar as letras em maiúsculo ou os
caracteres de cima das teclas com dois caracteres. Se a tecla
<CAPSLOCK> estiver acionada, a tecla <SHIFT> irá escrever as letras
em minúsculo.
 NUM LOCK – Quando pressionada, permite que sejam usados
os números de bloco numérico à direita do teclado. Quando não está
ativada, o bloco numérico funciona como teclas de movimentação.
Quando esta tecla está ativada, uma luz indicativa acenderá ou na
própria tecla ou no canto superior direito do teclado.
 ENTER – Possui várias funções, dependendo do contexto.
Geralmente, serve para indicar o fim de uma entrada de dados ou para
executar um comando.
 BACKSPACE – Geralmente representada por uma  , tem
função de apagar o caracter que está imediatamente à esquerda do
cursor.
 DELETE – Apaga o caractere que está à direita do cursor ou
apaga toda a região marcada.
 Itens do Excel
 Na BARRA DE MENU encontramos:
 Arquivo – Acesso <ALT>+A
 Novo, Abrir, Fechar, Salvar, Salvar Como, Salvar Como HTML,
Salvar Área de Trabalho, Configurar Página, Área de Impressão,
Visualizar Impressão, Imprimir, Enviar Para, Propriedades, Sair e uma
relação dos últimos arquivos editados.
 Editar – Acesso <ALT>+E
 Desfazer, Repetir, Recortar, Copiar, Colar, Colar Especial, Colar
Como Hyperlink, Preencher, Limpar, Excluir, Excluir Planilha, Mover ou
Copiar Planilha, Localizar, Substituir, Ir Para, Vínculos, Objeto.
 Exibir – Acesso <ALT>+X
 Normal, Visualizar Quebra de Página, Barras de Ferramentas,
Barras de Fórmula, Barra de Status, Cabeçalho e Rodapé,
Comentários, Personalizar Modos de Exibição, Gerenciador de
Relatórios, Tela Inteira, Zoom.
 Inserir – Acesso <ALT>+I
 Células, Linha, Coluna, Planilha, Gráfico, Quebra de Página,
Função, Nome, Comentário, Figura, Mapa, Objeto, Hyperlink.
 Formatar – Acesso <ALT>+F
 Célula, Linha, Coluna, Planilha, Auto Formatação, Formatação
Condicional, Estilo.
 Ferramentas – Acesso <ALT>+M
 Verificar Ortografia, Auto Correção, Compartilhar Pasta de
Trabalho, Controlar Alterações, Mesclar Pastas de Trabalho, Proteger,
Atingir Meta, Cenários, Auditoria, Solver, Macro, Suplementos,
Personalizar, Opções, Assistente.
 Dados – Acesso <ALT>+D
 Classificar, Filtrar, Formulário, Subtotais, Validação, Tabela,
Texto para Colunas, Assistente de Modelo, Consolidar, Organizar
Estrutura de Tópicos, Relatório da Tabela Dinâmica, Obter Dados
Externos, Atualizar Dados.
 Janela – Acesso <ALT>+J
 Nova Janela, Organizar, Ocultar, Reexibir, Dividir, Congelar
Painéis, lista de janelas abertas.
 Ajuda – Acesso <ALT>+U
 Ajuda do Microsoft Excel, Conteúdo e Índice, O que é isto?,
Microsoft na Web, Ajuda do Lotus 1.2.3, Sobre o Microsoft Excel.
 Nas BARRAS DE FERRAMENTAS padrão e formatação, encontramos
os botões:
 Novo, Abrir, Salvar, Imprimir, Visualizar Impressão, Verificar
Ortografia, Recortar, Copiar, Colar, Pincel, Desfazer, Refazer, Inserir
Hyperlink, Barra de Ferramentas Web, Auto Soma, Colar função,
Classificação Crescente, Classificação Decrescente, Assistente de
Gráfico, Mapa, Desenho, Zoom, Assistente do Office, Fonte, Tamanho
da Fonte, Negrito, Itálico, Sublinhado, Alinhar à Esquerda, Centralizar,
Alinhar à Direita, Mesclar e Centralizar, Estilo de Moeda, Estilo de
Porcentagem, Separador de Milhares, Aumentar Casas Decimais,
Diminuir Casas Decimais, Diminuir Recuo, Aumentar Recuo, Bordas,
Cor de Preenchimento, Cor da Fonte.
 LINHA DE STATUS – Serve para mostrar "estados" do sistema como
proteção de células, referências circulares e indicador de modo.
BARRA DE FÓRMULAS (linha de edição) – local onde os dados digitados
numa célula irão aparecer durante a digitação, seja na entrada de dados, seja
na edição de dados já digitados.
CAIXA DE NOME (indicador de células) – mostra qual é a célula ativa ou a
região selecionada na planilha
O que São Arquivos e Planilhas
Arquivo é uma pasta de trabalho que pode conter uma ou mais planilhas e
que fica armazenado no disco quando não está sendo usado ou na memória
do micro quando está sendo utilizado para consultas, alterações, impressões,
etc.
Planilha é uma área de trabalho bidimensional (composta por linhas e
colunas) onde você monta a executa suas tabelas de cálculo. As planilhas
são nomeadas como Plan-número, mas podem receber nomes alternativos.
O chamado cálculo tridimensional é aquele que envolve células de várias
planilhas.
Conteúdo de uma Célula
Uma célula pode conter texto, números (valores, datas, horas, etc.), fórmula
ou função.
Entradas Numéricas e Fórmulas
O Excel trata números e fórmulas de maneira diferente de textos, portanto
precisa Ter um método de distinção entre os dois. O Excel tratará uma
entrada como um número como um número se a entrada consistir somente
em caracteres numéricos e em qualquer um dos seguintes caracteres
especiais: = + - ( ) , / * % E e.
O Excel ignora um sinal de mais (+) no início de uma constante numérica.
Quando se insere um valor negativo, pode precedê-lo com um sinal de menos
(-). O Excel trata uma única vírgula (,) numa constante numérica como uma
vírgula decimal. Um "E" maiúsculo ou minúsculo embutido numa seqüência
de caracteres numéricos determina uma notação cientifica.
Uma fórmula é um procedimento de cálculo que pode conter números,
endereços de células e operadores matemáticos. TODAS as fórmulas
começam pelo sinal de igual (=). Os operadores matemáticos para construção
de fórmulas, em ordem de prioridade, são:
 ( )  parênteses, estabelece ordem e prioridade de cálculos.
 ^  Exponenciação
 * e /  Multiplicação e Divisão
 %  Porcentagem
 + e -  Adição e Subtração.
 As fórmulas podem ser compostas apenas de números:
=85*(7+12)
É possível utilizar informações existentes em outras células, através de
endereçamento:
=B8-A35/(D45-C28)^2
Funções
Uma função é um procedimento de cálculo previamente definido, que
determina um resultado com significado único.
Funções Matemáticas
A seguir são descritas algumas funções que auxiliam na montagem de
fórmulas matemáticas.
ABS (NUM)
Valor absoluta (positivo) de um NUM. Exemplo:
=ABS (A1-A2) - se A1=10 e A2=15
=ABS(10-15) – a resposta será 5.
INT (NUM)
Parte inteira de um número. Exemplo:
=INT(42/5) – a resposta será 8.
MOD (NUM1;NUM2)
Valor do resto inteiro obtido com a divisão de NUM1 pelo NUM2. Exemplo:
=MOD(42/5) – a resposta será 2
RAIZ(NUM)
Raiz quadrada de NUM.
=RAIZ(16) – a resposta será 4.
SOMA (BLOCO)
Faz o somatório de valores do bloco indicado. Exemplo:
=SOMA(B1:B4)
É o mesmo que:
=B1+B2+B3+B4
Funções Estatísticas
As funções estatísticas trabalham com blocos de células como argumentos.
Para indicar um bloco de célula, digite a primeira célula do bloco (superior
esquerdo), seguida de dois pontos ":" e a última célula do bloco (inferior
direita).
MÉDIA(BLOCO)
Calcula a média aritmética dos valores existentes no bloco indicado. Exemplo:
=MÉDIA(B1:B4)
É o equivalente a:
=(B1+B2+B3+B4)/4
MÁXIMO(BLOCO)
Retorna o maior valor do bloco indicado.
MÍNIMO(BLOCO)
Retorna o menor valor do bloco indicado.
CONT.VALORES(BLOCO)
Retorna o número de célula preenchidas no bloco indicado.
CONT.NÚM(BLOCO)
Retorna o número de células preenchidas com números no bloco indicado.
Relação dos Tipo de Funções
O Excel apresenta muitas funções, dividas nos seguintes grupos: Mais
Recentemente Usadas, Todas, Financeira, Data e Hora, Matemática e
Trigonométrica, Estatística, Procura e Referência, Banco de Dados, Texto,
Lógica, Informações.
Ligações Entre Arquivos e Planilhas
Um dos recursos mais interessantes do Excel é a possibilidade de trabalhar
com várias planilhas de cálculo num mesmo arquivo. Este recurso faz com
que o endereçamento de uma célula ou região possa ter três coordenadas em
vez de duas: Planilha, Coluna e Linha. Todas as fórmulas, funções e
operações com células e faixas podem considerar estas três coordenadas.
Veja os exemplos:
Para somar as células F@ das planilhas Plan1, Plan2 e Plan3, podemos
escrever a fórmula:
=SOMA(PLAN1:PLAN3!F2)
Para somar as células F2, G2, F3, G3, F4 e G4 das planilhas Plan1, Plan2 e
Plan3, teremos:
=SOMA(PLAN1:PLAN3!F2:G4)
No Excel é possível estabelecer uma ligação dinâmica entre células de dois
ou mais arquivos; estes arquivos podem estar em disco ou na memória no
momento da ligação. A ligação fará com que um fórmula do arquivo atual
utilize o conteúdo de uma célula ou de uma faixa de um outro arquivo. Toda
vez que você carregar um arquivo que contenha células interligadas, seus
conteúdos serão atualizados com base nas células das planilhas que estão
gravadas no disco.
Para estabelecer uma ligação, coloque o nome do arquivo externo na frente
no dome da planilha ou na frente da indicação de célula ou região. Agora
podemos ter quatro coordenadas para identificar uma célula. Vejamos o
exemplo:
Trazer o conteúdo da célula A5 do arquivo constantes.xls:
=[CONSTANTES.XLS]PLAN1!$A$1
Cópia de Células (Endereços Relativos)
Na montagem de uma planilha, muitas vezes a maior parte das células que
contêm fórmulas são repetitivas. Isto é, obedecem à mesma estrutura de
cálculo. Nestes casos, deve ser utilizado um dos comandos de cópia para
duplicar o conteúdo de uma célula original para as outras. Apesar de esta ser
a principal utilização destes comandos, eles podem ser utilizados também
para qualquer outra cópia de conteúdos que seja necessária. A cópia pode
ser executada de uma célula para outra célula, de uma célula para uma faixa
ou de uma faixa para outra faixa.
As cópias podem ser feitas pelos comandos: Editar/Copiar e Editar/Colar,
ou Editar/Preencher/Abaixo, ou Editar/Preencher/À Direita, ou arrastando-
se a Alça de Auto Preenchimento.
No momento em que o Excel executa a cópia, ele reajusta todos os
endereços da fórmula copiada de acordo com suas posições relativas às
células referenciais. Este ajuste é executado automaticamente. Em alguns
casos, no entanto, alguns endereços não devem ser reajustados. Por
exemplo, vamos supor que o resultado das adições devam ser multiplicados
sempre por uma taxa fixa alocada em D20. Ao ser copiado o conteúdo da
primeira célula para as demais, este endereço não deve ser reajustado, já
que o conteúdo estará fixo em D20.
Para fixar um endereço e não deixar que ele seja reajustado no momento da
cópia, é necessário digitar o sinal de "$" na frente da letra e do número do
endereço que ficará fixo. Os endereços que permanecem fixos na hora da
cópia são chamados de endereços absolutos e os ajustados são os
endereços relativos.
Quando um endereço aparece com o sinal de "$" apenas na frente da letra ou
no número, é chamado de endereço misto e apenas a coluna ou a linha não
será reajustada no momento da cópia. Vejamos o exemplo:
Suponha que a célula B2 esteja numa célula que será copiada à direita,
esquerda e diagonal. Analise os casos:
Criando Gráficos
Para definir um gráfico no Excel, é preciso que você tenha na planilha uma
faixa contendo os números que serão representados no gráfico com cada
coluna e cada linha devidamente identificados. Seleciona-se os números com
suas identificações, pressiona-se o botão Assistente de Gráfico, ou o
comando Inserir/Gráfico, onde você poderá escolher entre criar o gráfico e
inseri-lo como objeto na mesma planilha, ou criar nova planilha contendo
somente o gráfico.
Existem vários tipos e sub-tipos de gráfico disponíveis, por exemplo, gráficos
de: Áreas, Barras, Colunas, Linhas, Torta, Rosca, Radar, Dispersão (XY),
Combinação (entre vários tipos), Área em 3D, Barras em 3D, Colunas em 3D,
Linhas em 3D, Torta em 3D, Superfície 3D, etc.
Outros Recursos
Nomeação de Células
Quando você utiliza muitas vezes uma determinada célula ou região, pode
dar um nome a ela através do comando Inserir/Nome/Definir. Depois de ter
nomeado uma célula ou região, você poderá usar o nome no lugar doas
coordenadas em qualquer fórmula ou indicação de região de comandos.
Preencher Faixas com Seqüências Numéricas
Para preencher uma faixa de células com números que obedeçam uma
progressão aritmética ou geométrica, utilize o comando
Editar/Preencher/Seqüência. Devemos especificar um valor inicial na primeira
célula da região que será preenchida antes de executar o comando. Para
seqüências simples, basta preencher as duas ou três primeiras células com o
incremento apropriado, selecioná-las e arrastar o alça de auto-preenchimento.
Se arrastarmos a alça de auto-preenchimento com um número fixo, o mesmo
será copiado para todas as células da faixa. Caso exista uma fórmula ou
função na célula, a alça funcionará como um comando de cópia do conteúdo
da célula.
Preencher Faixas com Listas
Agora o preenchimento será com texto e não mais numérico. Como não
existe lógica para seqüências de palavras, as listas devem ser previamente
elaboradas, através do comando Ferramentas/Opções/Listas. O Excel já vem
com algumas listas prontas: dias da semana, dias da semana abreviado,
meses e meses abreviado. Tendo a lista pronta é só digitar a primeira palavra
e depois utilizar a alça de auto-preenchimento. Arrastando-se a alça de uma
célula contendo apenas uma palavra, a mesma será repetida para toda a
faixa. Fazendo-se uma lista nas células, marcando-as e arrastando a alça de
auto-preenchimento, a lista será repetida para toda a faixa.
Proteção de Células e Arquivos
Para impedir que outras pessoas consigam acessar os dados de sua planilha,
você pode salvá-la com uma senha de acesso. Dessa forma, só conseguirá
abrir a planilha quem souber a senha.
Também é possível proteger células na planilha para que o usuário possa ver
e imprimir dados, mas não possa alterá-los.
Manipulação de Datas
O Microsoft Excel considera as datas e horas como números. O modo de
exibição de uma data ou hora em uma planilha depende do formato de
número aplicado à célula. Quando você digita uma data ou hora reconhecida
pelo Microsoft Excel, o formato da célula é alterado do formato de número
Geral, para um formato interno de data ou hora. Como padrão, as datas e
horas são alinhadas à direita em uma célula. Se o Microsoft Excel não
reconhecer o formato de data ou hora, a data ou hora será inserida como
texto, alinhado à esquerda na célula.
Para digitar uma data e hora na mesma célula, separe a data e a hora com
um espaço. Para digitar uma hora baseada no relógio de 12 horas, digite um
espaço seguido por AM ou PM (ou A ou P) depois da hora. Caso contrário, o
Microsoft Excel baseará a hora pelo relógio de 24 horas. Por exemplo, se
você digitar 3:00 em vez de 3:00 PM, a hora será armazenada como 3:00 AM.
Independente do formato usado para exibir uma data ou hora, o Microsoft
Excel armazena todas as datas como números seriais e todas as horas como
frações decimais. Para exibir uma data como um número de série ou uma
hora como uma fração, selecione as células que contêm a data ou a hora. No
menu Formatar, clique em Células, depois na guia Número e, em seguida,
clique em Geral na caixa Categoria.
As horas e datas podem ser somadas, subtraídas e incluídas em outros
cálculos. Para usar uma data ou hora em uma fórmula, insira a data ou hora
como texto entre aspas. Por exemplo, a fórmula a seguir exibiria uma
diferença de 68:
="5/12/94"-"3/5/94"
No Microsoft Excel para Windows (e Lotus 1-2-3), os dias são numerados a
partir do início do século; o número de série de data 1 corresponde à data 1o
de Janeiro de 1900. O Microsoft Excel para Macintosh usa o sistema de datas
1904; o número de série de data 1 corresponde a 2 de Janeiro de 1904. Para
alterar o sistema de datas para uso em cálculos, clique em Opções no menu
Ferramentas e, em seguida, na guia Cálculo. Em Opções da pasta de
trabalho, marque a caixa de seleção Sistema de data 1904. Use o sistema de
datas 1904 para uma pasta de trabalho, se você utilizar essa pasta de
trabalho com outras pastas que usam o sistema de datas 1904.
Teclas de Atalho
Arquivo/Novo  <CTRL>+O
Arquivo/Abril  <CTRL>+A
Arquivo/Salvar  <CTRL>+B
Arquivo/Imprimir  <CTRL>+P
Editar/Desfazer  <CTRL>+Z
Editar/Repetir  F4
Editar/Recortar  <CTRL>+X
Editar/Copiar  <CTRL>+C
Editar/Colar  <CTRL>+V
Editar/Localizar  <CTRL>+L
Editar/Substituir  <CTRL>+U
Editar/Ir para...  <CTRL>+Y ou F5
Inserir/Hyperlink  <CTRL>+K
Verificar Ortografia  F7
Ajuda  F1
O que é Isto?  Shift+F1
Processadores de Texto – O Word
Processadores de Texto são programas especializados na confecção de
textos. Por definição, têm mais recursos que um editor de texto, mas não
chega a ser uma ferramenta profissional, como os programas de Editoração
Eletrônica.

Geralmente qualquer processador de texto garante os seguintes serviços: de


Busca e Substituição de palavras, formatação de parágrafos, criação de
tabelas e gráficos, operações com blocos, mesclar objetos, realizar auto-
correção, desenhar e pintar.
Ex.: Word, WordStar, Fácil, WordPerfect, Carta Certa etc.
Características do Word
O Word é um poderoso processador de texto desenvolvido pela Microsoft.
Aproveitando todas características do ambiente gráfico (tendo até algumas
propriedades de um Desktop Publisher), o Word dispõe de vários recursos,
como:
 Grande versatilidade no uso de cabeçalhos e rodapés de página
 Uso de notas de página e notas de fim.
 Ferramenta para a criação e mesclagem de gráficos e tabelas
 Grande versatilidade na combinação de figuras, imagens e
cliparts
 Ferramentas de Auto-Correção de texto, que vai corrigindo os
erros de digitação mais freqüentes, enquanto a pessoa está
escrevendo o documento.
 Ferramenta de Ortografia e Gramática, que compara as palavras
digitadas com um dicionário interno, marcando as palavras
desconhecidas ao sistema e chegando mesmo a sugerir palavras
semelhantes.
 Auto-Texto, auxiliando na digitação pois permite associar textos
longos à variáveis criadas pelo usuário.
 Copia formatação de parágrafos.
 Recurso de desfazer em até 100 níveis anteriores.
 Fácil diagramação, colunação e tabulação de textos.
 Um ótimo assistente para mala direta.
 Recursos de Auto-Formatação, utilizando-se de uma grande
biblioteca de estilos já definidos.
 Possibilidade de composição de um documento estruturado,
através da determinação de itens de estilo, reconhecíveis pelo sistema.
 Inserção automática de Índices Analítico, Remissivo e de
Figuras.
 Manipula vários documentos abertos simultaneamente
 Monta formulários on-line. Tem recursos de dicionário de
sinônimos, capitulação, edição de macros etc.
 Funções das Teclas Mais Importantes
 ENTER – mudança de linha com quebra de parágrafo.
 CAPS LOCK – trava as letras maiúsculas
 SHIFT – em conjunto com outra tecla, gera letras em maiúsculas
e caracteres superiores.
 ESC – cancela um comando.
 BACKSPACE – retrocede o cursor apagando o caracter que
estiver à sua esquerda.
 DEL – apaga o caracter que estiver à direita do cursor.
 NUM LOCK – mantém travada a função de números no teclado
numérico.
 ALT e CTRL – digitadas simultaneamente com outras teclas
alteram a função primária da tecla.
 Seta para Direita – próximo caracter.
 Seta para Esquerda – caracter anterior.
 Seta para Cima – linha acima.
 Seta Abaixo – linha abaixo.
 Home – começo da linha.
 End – fim da linha.
 PgDn – tela posterior.
 PgUp – tela anterior.
 <CTRL>+Home – início do documento.
 <CTRL>+End – fim do documento.
 Itens do Word
 Na BARRA DE MENU encontramos:
 Arquivo – Acesso <ALT>+A
 Novo, Abrir, Fechar, Salvar, Salvar Como, Salvar Como HTML,
Versões..., Configurar Página, Visualizar Impressão, Imprimir, Enviar
Para, Propriedades, Sair e uma relação dos últimos arquivos editados.
 Editar – Acesso <ALT>+E
 Desfazer, Repetir, Recortar, Copiar, Colar, Colar Especial, Colar
Como Hyperlink, Limpar, Selecionar Tudo, Localizar, Substituir, Ir Para,
Vínculos, Objeto.
 Exibir – Acesso <ALT>+X
 Normal, Layout on-line, Layout de página, Estrutura de Tópicos,
Documento Mestre, Barras de Ferramentas, Régua, Cabeçalho e
Rodapé, Notas, Comentários, Tela Inteira, Zoom.
 Inserir – Acesso <ALT>+I
 Quebras..., Números de página..., Data e Hora..., Auto-Texto...,
Campo..., Símbolo, Comentário,, Notas..., Legenda..., Referências
Cruzadas..., Índices..., Figura, Caixa de Texto, Arquivo..., Objeto...,
Indicador..., Hyperlink...
 Formatar – Acesso <ALT>+F
 Fonte..., Parágrafo..., Marcadores e numeração..., Bordas e
sombreamento..., Colunas..., Tabulação..., Capitular..., Direção do
texto..., Maiúsculas e Minúsculas..., Auto-Formatação..., Galeria de
Estilos, Estilo..., Segundo plano..., Objeto...
 Ferramentas – Acesso <ALT>+M
 Ortografia e Gramática..., Idioma..., Contar palavras, Auto
Resumo..., Auto-Correção..., Controlar Alterações, Mesclar
documentos..., Proteger documentos..., Mala direta..., Envelopes e
Etiquetas..., Macro, Modelos e suplementos..., Personalizar...,
Opções...
 Tabela – Acesso <ALT>+T
 Desenhar tabela..., Inserir tabela..., Excluir células..., Mesclar
células..., Dividir células..., Selecionar linha, Selecionar coluna,
Selecionar tabela, Auto-Formatação da tabela..., Distribuir linhas
uniformemente, Distribuir colunas uniformemente, Tamanho da
célula..., Títulos, Converter texto em tabela..., Classificar..., Fórmula...,
Dividir tabela, Ocultar linhas de grade.
 Janela – Acesso <ALT>+J
 Nova Janela, Organizar Tudo, Dividir, lista de janelas abertas.
 Ajuda – Acesso <ALT>+U
 Ajuda do Microsoft Word, Conteúdo e Índice, O que é isto?,
Microsoft na Web, Sobre o Microsoft Word.
 Nas BARRAS DE FERRAMENTAS padrão e formatação, encontramos
os botões:
 Novo, Abrir, Salvar, Imprimir, Visualizar Impressão, Verificar
Ortografia, Recortar, Copiar, Colar, Pincel, Desfazer, Refazer, Inserir
Hyperlink, Barra de Ferramentas Web, Tabelas e Bordas, Inserir
Planilha do Microsoft Excel, Colunas, Desenho, Mostrar/Ocultar
Marcadores de Texto, Zoom, Assistente do Office, Estilo, Fonte,
Tamanho da Fonte, Negrito, Itálico, Sublinhado, Alinhar à Esquerda,
Centralizar, Alinhar à Direita, Justificar, Numeração, Marcadores,
Diminuir Recuo, Aumentar Recuo, Realçar, Cor da Fonte.
 LINHA DE STATUS – É a última linha da tela com as seguintes
informações: número da página, número da seção, número da página onde
está o cursor pelo total de páginas, margem superior, número da linha,
número da coluna, gravar macro, controlar alterações, estender seleção,
sobrescrever, status ortográfico e gramatical.
Teclas de Atalho
Ver todas as listadas no capítulo do Excel e mais:
Editar/Selecionar Tudo  <CTRL>+T
Fechar Documento  <CTRL>+W
Encerrar o Word  <ALT>+F4 – serve para fechar janela de aplicativo ativa.
Alterar Fonte  <CTRL>+<SHIFT>+F
Formatar Fonte  <CTRL>+D
Negrito, Sublinhado ou Itálico  <CTRL>+N, <CTRL>+S, <CTRL>+I
Centralizar parágrafo  <CTRL>+E
Justificar parágrafo  <CTRL>+J
Alinhar parágrafo a esquerda  F11
Alinhar parágrafo a direita  <CTRL>+G
Sistemas Gerenciadores de Banco de Dados Relacionais (SGBDR) – O Access

Gerenciam grande quantidade de dados em forma de registros. Um registro é


formado de campos com características próprias. Um conjunto de registro
forma uma Tabela (Banco de Dados). Estas Tabelas, quando se relacionam
através de um campo chave, compõem o que chamamos de Banco de Dados
Relacional (em oposição ao Banco de Dados Hierárquico).
Exemplo: Access, Oracle, Sysbase, SQL Server, Dataflex, Delphi, dBase for
Windows, FoxPro, Lotus Approach. O Clipper e o dBase IV são bancos de
dados não relacionais (hierárquicos).
Características do Access
Produzido originalmente para windows pela Microsoft, ele é dividido em
módulos que reúnem objetos de um determinado tipo: tabelas, consultas,
formulários, relatórios, macros e módulos de código.
O módulo de tabelas permite que se editem e definam tabelas com diversos
tipos de campo, como contador, horário e objeto OLE. As consultas são
especificadas através da QBE (Query by Example), uma forma gráfica
dividida em duas áreas: na primeira estão as tabelas utilizadas na consulta e
o modo como se relacionam. Na segunda, o usuário determina quais campos
participam da consulta e como: se há algum critério, se estarão agrupados, se
são calculados, sua ordenação.
Ao clique de um botão podem-se visualizar os resultados ou sua forma SQL.
Os formulários contam com um editor onde se dispõem seus objetos e se
estabelece sua forma de comportamento. Isto é realizado através de uma
tabela de propriedades, disponível para cada objeto e para o próprio
formulário, e que determina desde sua formatação até o procedimento
executado para cada evento que ele recebe.
Os relatórios também contam com um editor e são bastante fáceis de fazer.
Basta dispor objetos gráficos e campos nas diversas seções, como
cabeçalho, detalhe e rodapé do relatório ou de quebras. Os campos utilizados
podem empregar funções de totalização sobre uma determinada ação, como
soma, contagem ou máximo.
Macros são seqüências simples de ações predefinidas, que aceitam alguns
parâmetros e podem ser executadas a qualquer momento. Os módulos de
códigos são rotinas escritas em Visual Basic, em geral usadas para
determinar a resposta de controles a eventos. A linguagem segue a linha da
programação orientada a objetos; tudo é feito através do acesso a
propriedades e métodos dos objetos existentes. Entretanto, não é possível
derivar ou criar novas classes de objetos.
Desde o seu lançamento, em 1993, o Access tornou-se um dos software
gerenciadores de banco de dados mais conhecidos do mercado. Este
software tem um sistema de armazenagem de dados relacional próprio e fácil
de usar. Com poucas movimentações com o mouse pela tela e sem a
necessidade de escrever código, pode-se definir formulários e relatórios com
base em seus dados. O Access pode importar ou vincular dados de outros
bancos de dados, assim como, dados de outros programas e formatos de
arquivos, como Excel, dBase, Microsoft FoxPro ou Paradox. Se você precisar
construir códigos, encontrará os módulos que permitem automatizar tarefas
de bancos de dados, usando o poder e flexibilidade da linguagem de
programação Visual Basic.
O Access é um sistema de gerenciamento de banco de dados relacional
porque armazena dados em tabelas que podem ser relacionadas entre si. Isto
permite que o usuário faça perguntas complexas sobre uma ou mais tabelas
relacionadas e receba as respostas na forma de consultas, que poderão
originar formulários e relatórios. O Access armazena num único banco de
dados (um arquivo com extensão .MDB) todos os seus objetos: tabelas,
formulários, consultas, relatórios, macros e módulos.
Para compreender o processo de estruturação de um banco de dados, deve-
se partir do entendimento de como um sistema de gerenciamento de banco
de dados relacional armazena os dados. Para fornecer informações com
eficiência e precisão, o Access precisa ter os dados relativos a assuntos
diferentes armazenados em tabelas diferentes. Por exemplo, o ideal é ter uma
tabela armazenando apenas os dados sobre os empregados, uma outra
armazenando apenas os dados sobre as vendas, outra sobre os clientes e
uma outra sobre os fornecedores. É possível combinar e apresentar dados de
tabelas relacionadas de formas diferentes; por exemplo, pode-se emitir
relatórios que combinem os dados dos fornecedores com os dados das
vendas.
O Access permite criar em pouco tempo, aplicações com aspecto profissional,
por meio de: tabelas com diversos tipos de dados (texto, valores numéricos,
datas, etc.); consultas para classificar, pesquisar, alterar e excluir dados de
suas tabelas; formulários que facilitam a entrada de alterações de dados;
relatórios para impressão de dados e etiquetas de endereçamento; macros
para automatizar tarefas comuns, como por exemplo, abrir automaticamente
um formulário, imprimir um relatório ou ainda criar botões e menus
personalizados sem a necessidade de programação; módulos onde você
pode usar uma coleção de declarações, instruções e procedimentos da
linguagem Visual Basic para criar Aplicações, que contribuirão para
automatizar o banco de dados nas tarefas mais complexas.
Suite Office
Suites são pacotes de programas integrados de funções básicas para um
determinado setor. A Microsoft oferece sua suite, o Office, em três versões:
 Office 97 Small Business Edition  Word 97, Excel 97,
Publisher 97, Outlook 97, Money 97.
 Office 97 Standard Edition  Word 97, Excel 97, Outlook 97,
Power Point 97.
 Office 97 Profissional Edition  Word 97, Excel 97, Outlook
97, Power Point 97 e Access 97.
 Os pacotes Office são totalmente integrados, não somente porque
podemos utilizar recursos OLE, copiando e colando textos, gráficos, planilhas,
imagens etc. entre os aplicativos, mas também por termos recursos de
inserção de hyperlinks nos documentos do Office. Estes links podem estar
ligados à páginas HTML da Internet ou da Intranet de uma empresa, ou
mesmo arquivos dos outros aplicativos do Office. Por exemplo, imaginemos
uma empresa que faz uso de uma rede com disponibilidade de uma Intranet e
acesso à Internet. Eu posso redigir um documento informativo no Word
falando do desempenho geral de vendas da empresa. Este meu documento
pode ter vários links que poderão ser acionados dependendo do interesse do
leitor. Por exemplo, um link para um gráfico de vendas feito no Excel, uma
planilha de revendas também feita no Excel, uma apresentação de táticas de
vendas feito no Power Point, um relatório de vendedores no Access, uma
circular de regras internas para comunicação num site na Intranet e um site
de indicadores econômicas na Web. Cada um destes links, ao ser acionado,
irá ativar o programa associado que abrirá o documento apropriado, esteja
este documento num disco local, no servidor Web da empresa ou num
servidor Web externo à empresa (na Internet). Por fim, este texto feito no
Word, pode apresentar links que nos levam à partes diferentes dentro do
próprio documento aberto ou outros documentos do Word... Finalmente,
posso distribuir esse documento utilizando-me de um programa de correio da
rede interna ou o e-mail da Intranet.
Conseguimos assim uma integração total entre os documentos de um mesmo
pacote, com trocas de informação dinâmica e em tempo real. O
compartilhamento de arquivos permite até que várias pessoas trabalhem
juntas no desenvolvimento de um documento, ao mesmo tempo, num
ambiente de rede.
Todos os pacotes Office apresentam um Assistente comum, que pode auxiliar
nas mais diversas tarefas, tirar dúvidas, acessar o arquivo de help, fazer uma
pesquisa de conteúdo da ajuda, dar dicas de melhores maneiras de operação
durante a execução das tarefas etc. Esta nova abordagem da ajuda foi
chamada pela Microsoft de Tecnologia Intelisense, que integra uma ajuda
sensível ao contexto com várias ferramentas que tentam "prever" o que o
usuário pretende fazer em seguida, adiantando-se e fazendo por ele ou,
simplesmente, dando dicas.
Os programas mais importantes dos pacotes Office já foram vistos: o
processador de texto Word, a planilha eletrônica Excel, o gerenciador de
banco de dados Access.
Já o Power Point é um Gerador de Apresentações. Como o nome diz, é um
aplicativo destinado a elaborar e executar apresentações, sejam elas
destinadas a seminários e congressos, reuniões de negócios, apresentações
de produtos e serviços a clientes, relatórios de produtividade, grupos de
discussões de projetos e muito mais. Um dos grandes problemas é
determinar como a apresentação será feita. Podemos utilizar transparências
ou slides, um único computador, uma rede de computadores, uma televisão
(no lugar do monitor) ou um projetor multimídia. Esta etapa determina quais
os recursos que poderemos ou não utilizar na nossa apresentação.

O Power Point trabalha em unidades chamadas slides. Cada slide pode


conter textos, gráficos, imagens, cliparts, vídeos, sons e animações. A
transição entre slides pode ter vários efeitos animados e sonoros. A
composição do slide também pode ser feita por etapas, com animação e com
efeitos sonoros. O apresentador tem a opção de pular um slide ou alterar a
sua seqüência e, tendo um computador à mão, o slide pode ser alterado,
rabiscado e editado durante a apresentação. Pode-se ter um som de fundo ou
mesmo gravar a palestra do apresentador, fazendo-se assim uma
apresentação "automática" sem a necessidade da presença física do
apresentador.
O Outlook é um Gerenciador de Contatos. Muitos o equiparam a uma
agenda eletrônica, mas na verdade, é muito mais potente. Têm recursos para
diário, agenda de telefones e endereços, integra-se ao e-mail e news da
Internet e/ou Intranet, planejamento, projetos e agenda conjunta (agenda de
grupo).
O Publisher pode ser categorizado como um software de Editoração
Eletrônica, apesar de estar muito longe de um sistema profissional como o
Adobe Page Maker ou o Corel Ventura. Ele é destinado a elaborar pequenas
publicações, geralmente internas, de uma empresa, como folhetos, panfletos,
jornais, cartões, papéis e envelopes com logotipo, faixas etc.
O Money é um Gerenciador Financeiro. Aplicativo utilizado para o controle de
contas correntes, contas a pagar e receber, aplicações e resgates, etc. Pode
ser usado em conjunto com vários aplicativos de bancos associados, via rede
particular ou pela Internet.
Redes
Objetivando a comunicação e o compartilhamento de dados, software e
hardware, podemos dizer que uma rede é formada basicamente por dois ou
mais computadores interligados por algum meio de comunicação.
O enfoque da rede pode ser visto por diversos ângulos:
 Hardware
 Software NOS (Sistema Operacional de Rede)
 Meio de Comunicação
 Embora existam diversos tipos de redes podemos classificá-las em:
rede de área local ("Local Area Networks", ou LAN) e redes de grande área
("Wide Area Network", ou WAN). As LANs são empregadas para conectar
microcomputadores ou PCs próximos uns dos outros, ou locais. As LANs
podem ter PCs na mesma sala, PCs em diversas salas no mesmo andar de
um prédio, PCs em diversas salas em vários pisos de um edifício, ou PCs em
várias salas de diversos andares de mais de um prédio.
O ponto chave que diferencia LANs de WANs é o uso de meios de
comunicação dedicados para ligar os elementos da rede. O meio de
comunicação serve apenas para prover transferência de dados entre os
elementos. Os PCs (ou elementos) conectados pela LAN são geralmente
chamados de nós ou estações de trabalho. WANs são semelhantes a LANs,
mas usam uma combinação de meios de comunicação dedicados e não
dedicados para conectar os elementos. Meio não dedicado pode ser qualquer
um disponível, como linha telefônica ou relê de microondas, sendo que estes
meios não são reservados apenas para transmissões de rede, o que explica o
nome.
As WANs não têm dimensões limitadas geograficamente. Pode usá-las para
ligar LANs em diferentes escritórios na mesma cidade ou para interligar
escritórios em cidades diferentes. Com as comunicações sofisticadas por
satélite, infravermelho, microondas e fibra óptica de hoje, as WANs facilmente
podem se tornar redes de área global. As WANs, devido à complexidade e
tamanho, colocam desafios tecnológicos importantes para os usuários, mas o
controle e eficiência obtidos em negócios podem ser consideráveis.
Além disto, as WANs podem usar software e hardware especializados para
incluir computadores e mainframes e integrar várias LANs. Como resultado,
as WANs podem ter enorme capacidade computacional geral.
Estabelecendo a Comunicação
comunicação é a transmissão de sinais entre os pontos de origem e destino,
sem alteração da seqüência ou do seu conteúdo. Especificamente,
comunicação de dados, é a transmissão de informação codificada de um
ponto a outro por meio de sistemas de transmissão elétricos ou não.
Os sinais que trafegam no meio de comunicação podem ser analógicos ou
digitais. O sinal analógico apresenta variação contínua entre valores limites.
Já o sinal digital é uma "onda quadrada", com variação discreta entre os
valores limites. Como vimos os computadores "conversam" na forma de sinais
digitais, mas ondas digitais sofrem grande degradação em relação direta com
a distância. Assim, nas comunicações entre computadores, a modulação é o
meio pelo qual um modem converte as informações digitais enviadas por um
computador na forma de sinais analógicos necessário para a transmissão por
linhas telefônicas. Podemos trabalhar com dois métodos de modulação:
 Modulação pela Amplitude (AM) – um método de codificação
de informações (geralmente freqüências de áudio) numa onda elétrica
portadora, por meio da variação da amplitude desta portadora. A onda
portadora mantém uma freqüência constante, mas sua amplitude é
modulada pelo sinal de dados. A modulação pela amplitude é o método
utilizado para as transmissões de rádio na faixa de ondas médias, ou
rádio AM.
 Modulação por Freqüência (FM) – uma forma de codificação
de informações através de sinais elétricos pela variação de sua
freqüência. A faixa de FM dos rádios usa a modulação de freqüência,
da mesma forma que o áudio das televisões. Os Modems utilizados em
PCs domésticos utilizam esta modulação.
 Estabelecida a comunicação, deve-se definir a linha de transmissão,
Simplex, Half Duplex ou Duplex. Numa linha de transmissão Simplex, o
sinal vai de um ponto a outro somente em um sentido. Na Half Duplex os
sinais podem trafegar nos dois sentidos, porém nunca simultaneamente. Já
na Duplex (ou Full Duplex) a comunicação ocorre nos dois sentidos,
simultaneamente, como numa conversa telefônica. Na comunicação de dois
computadores via linha telefônica, apesar do meio permitir uma comunicação
Full Duplex, para facilitar o processo é utilizado a comunicação Half Duplex.
Devemos também determinar qual o tipo de transmissão a ser feita: paralela
ou serial. Na transmissão de dados paralela é emitido um byte de cada vez,
ou seja, simplificando, o bits correm paralelamente. Logicamente, para tanto,
tenho que ter, no mínimo, 8 fios para estabelecer este tipo de transmissão.
Um exemplo clássico de comunicação paralela se dá entre o computador e
uma impressora (paralela). Já na comunicação serial os bits "caminham" em
fila indiana, um após o outro. Apesar de a comunicação interna no
computador ser paralela, através do barramento, como já vimos, em uma LAN
a comunicação é serial. Assim, uma das funções da placa de rede é receber
os dados em paralelos da máquina e transformá-los em serial (e vice-versa).
Temos, neste caso, que ter um método de "separarmos" um byte de outro.
Estamos falando da sincronía entre as máquinas, do mesmo modo que já
falamos sobre a sincronía entre os vários componentes em uma máquina.
Por isso que, quando a transmissão é serial, podemos ter dois tipos:
síncrona ou assíncrona. O modo de transmissão síncrono é caracterizado
por um ritmo constante, definido por um sinal de sincronismo de um clock. É
recomendado para a comunicação entre máquinas de velocidade de
processamento semelhantes (rápidas ou lentas). Já na assíncrona (conhecida
como start-stop) caracteriza-se por haver um bit especial de start antes dos
bits de dados e outro bit de stop, após a esta "fila" de dados. Recomendada
entre máquinas com diferentes velocidades de processamento mas, por ser o
método de transmissão mais barato, é muito utilizado na comunicação entre
PCs quaisquer.
Para estabelecer, por fim, a comunicação entre dois computadores é
necessário que lingando-os exista algum tipo de meio de transmissão. Com
os recursos tecnológicos existentes hoje, existe uma grande variedade de
meios de se transmitir os dados:
 Fiação de Par Trançado Não-Blindado (UTP) – é normalmente
instalada em edifícios para sistemas telefônicos internos (PBX).
Contudo, nem toda a fiação telefônica é de par trançado. O fio de
telefone usado nas residências é, porém, incorretamente configurado
para uso de rede. Outros tipos comuns de fio telefônico, como o cabo
chato chamado "cetim prateado" por seu revestimento brilhante,
também não são par trançados. Temos, na UTP, dois pares de fios
trançados, cujo seu entrelaçamento fornece um efeito de anulação
elétrica ou blindagem que ajuda a confinar os sinais desejáveis e a
evitar o indesejável. O Institute of Electronic and Electrical Engineers
(IEEE) tem um padrão para UTP Ethernet chamado 10BaseT. Pontos
positivos: bastante flexível e barato. Pontos Negativos: baixa
performance de blindagem, alta incidência de crosstak (linha cruzada)
e diafonia, exige hardware mais caro.
 Cabo de Par Trançado Blindado (STP) – este fio tem sido
associado quase exclusivamente aos adaptadores de rede Token Ring
(veja descrição em topologia de rede). Este tipo de rede é muito pouco
difundida hoje em dia. O cabo contêm dois pares de fios dentro de uma
camada dupla de blindagem para evitar ruídos. Pontos positivos: evita
interferência elétrica, fornece capacidade de alta velocidade. Pontos
negativos: enche os conduítes rapidamente, exige experiência para ser
instalado.
 Cabo Coaxial – tem sido usado desde os anos 40, para linhas
de transmissão de rádio. Sua transição para redes locais ocorreu 30
anos mais tarde, levado pelos sistemas adaptadores de LAN Ethernet
e ARCnet. O nome coaxial vem da relação física entre o condutor
central do cabo e sua blindagem: as duas partes têm o mesmo eixo
físico. Entretanto, nem todos os cabos coaxiais são iguais. Por
exemplo, os cabos RG-59 (usado em TV a cabo e em outros serviços),
RG-58 (usado para Ethernet) e RG-62 (usado para terminais IBM
3270) parecem idênticos, mas diferem eletricamente o suficiente para
que não sejam intercambiáveis em enlaces de alguns centímetros. A
Ethernet utiliza dois tipos de cabo coaxial, normalmente chamados
Ethernet thick (grosso) e Thinnet (fino). O cabo grosso, conhecido por
sua rigidez, cor e tamanho como "mangueira de jardim amarela
congelada", é muitas vezes usado como cabo "principal" em
instalações grandes. O Thinnet usa um tipo de cabo coaxial muito mais
fino e flexível. Pontos positivos: boa blindagem, fácil de instalar. Pontos
negativos: enche os conduítes rapidamente, menor maleabilidade e
muito mais caro que o par trançado.
 Fibra Óptica – é feito de um filamento muito fino de vidro
cercado por material de reforço. Pequenos diodos de emissão de luz
ou lasers enviam pulsos de luz representando os 0s e 1s da
mensagem digital através da fibra. O cabo de fibra óptica tem muitas
vantagens sobre o fio de cobre, incluindo a completa liberdade de
interferência elétrica, um diâmetro menor, de modo que você pode
aproveitar os conduítes do prédio e o potencial de levar grandes
quantidades de dados, em altas velocidades, para distâncias maiores.
Em algumas instalações a fibra pode levar dados por dois quilômetros
(o cabo coaxial grosso pode ter comprimento máximo de 500 metros, o
coaxial fino de 185 metros e o UTP para apenas 100 metros). Pontos
positivos: é imune a todas as formas de interferência elétrica, permite
enlaces maiores de cabo. Pontos negativos: exige adaptadores caros,
custa mais por centímetro do que o cabo de cobre e, principalmente,
exige mão-de-obra especializada.
 Satélite – utiliza altas freqüências, com alta taxa de transmissão
e baixíssimas taxas de erro. Exige muitas unidades de hardware
especializados, além do aluguel do canal de um satélite. Pode-se
utilizar satélites de alta altitude, média altitude (ou geoestacionários) e
baixa altitude. Quanto maior a distância do satélite da Terra maiores
serão os tempos de retardos (tempo de resposta), no entanto, maior
será a área de abrangência do satélite. É comum a utilização de
técnicas de multiplexação como a FDMA (Frequency Division Multiple
Access) e TDMA (Time Division Multiple Access).
 LANs sem fio – geralmente as LANs sem fio não são totalmente
sem fio, mas, em vez disso, usam tecnologia de ondas de rádio (de
banda estreita ou de propagação de espectro), infravermelho ou laser
para conectar um nó ou grupos de nós com o corpo principal da rede.
Hoje utiliza-se muito a comunicação infravermelho com periféricos,
como impressoras, mouse e teclados.
 Podem ser utilizadas duas técnicas para transmitir sinais codificados ao
longo de um meio específico, como um cabo: transmissão em banda base e
transmissão em banda larga. Na banda base o sinal é transmitido em uma
única freqüência, em onda digital e bidirecionalmente. A banda larga utiliza
sinalização analógica, em faixas de freqüência (fazendo uso de técnicas de
multiplexação) e fluxo unidirecional.
A multiplexação é uma técnica usada nas comunicações e operações de
entrada e saída para transmitir simultaneamente diversos sinais diferentes por
um mesmo canal ou linha. Para manter a integridade de cada sinal, a
multiplexação pode separar os sinais por tempo, espaço ou freqüência. O
dispositivo utilizado para combinar os sinais é um multiplexador (MUX).
Vejamos:
 SDM (Space Division Multiplexing) – ou multiplexação por
divisão de espaço. A primeira forma automatizada de multiplexação
das comunicações, substituindo a mesa de operação convencional. A
multiplexação por divisão de espaço se baseava no uso de chaves de
divisão de espaço, cada uma das quais possuindo diversas linhas de
entrada e diversas linhas de saída; as comunicações entre o emissor e
o receptor ficavam facilitadas pelo percurso único e exclusivo formado
pelas chaves e pelas linhas que os interligavam. A vantagem da
multiplexação por divisão de espaço era a velocidade (conexão
automatizada entre emissor e receptor, sem intervenção humana); sua
desvantagem, principalmente com relação aos métodos de
multiplexação atuais, estava em que, nos períodos de inatividade, a
linha não podia ser utilizada por outros usuários. A SDM foi substituída
pela FDM que, por sua vez, foi suplantada pela TDM. Uma diferença
importante entre a SDM e os métodos que se seguiram está em que a
SDM envolvia uma matriz de fios isolados, cada um capaz de cuidar
apenas de uma comunicação, ou seja, depois que a linha estivesse em
uso, ela não poderia ser utilizada como parte de outra conexão. Ao
contrário, o tipo de multiplexação associado aos métodos FDM e TDM
permite que uma mesma linha de comunicações transporte diversas
mensagens ao mesmo tempo.
 FDM (Frequency Division Multiplexing) – ou multiplexação por
divisão de freqüência. Um meio de se colocarem diversos sinais de
transmissão em bandas separadas de um único canal de
comunicações, de maneira que todos os sinais possam ser
transmitidos simultaneamente. O FDM é usado nas transmissões
analógicas, como nas redes de banda base, ou em comunicações por
linhas telefônicas. No FDM, a faixa de freqüência do canal é dividida
em bandas mais estreitas, cada uma delas capaz de transportar um
sinal diferente. As bandas que transportam os sinais são separadas
por bandas de guarda, que funcionam como zonas de isolamento para
minimizar a interferência. Por exemplo, o FDM poderia dividir um canal
de voz com uma faixa de freqüência de 2.220 Hz em quatro subcanais
– 820-990 Hz, 1.230-1.400 Hz, 1.640-1.810 Hz e 2.50-2.220 Hz –
separados sempre por uma banda de guarda de 240 Hz.
 TDM (Time Division Multiplexing) – ou multiplexação por
divisão de tempo. Uma forma de multiplexação na qual o tempo de
transmissão é dividido em segmentos, cada um dos quais transporta
um elemento de um sinal. Na multiplexação pela divisão do tempo, os
sinais separados são lidos pela ordem, em intervalos regulares, quer
tenham ou não dados para enviar, e as leituras são "carregadas" num
único canal. O efeito é semelhante ao de um grupo de pessoas que
subissem organizadamente, uma de cada vez, numa esteira rolante.
Rede Locais (LAN)
A idéia inicial da utilização de Rede Locais era baseada na interligação de
informações através de computadores com média capacidade de
processamento há um ou mais computadores com grande capacidade de
processamento, chamados de Servidores de Arquivos, que concentravam os
Bancos de Dados, Programas, Editores de textos, Planilhas eletrônicas e tudo
o que era colocado nos meios físicos de armazenagem, além de controlar a
comunicação e os periféricos ligados à rede, como impressoras e Modems.
Hoje, LANs de processamento distribuído, com máquinas de capacidade de
processamento semelhantes ou não, formando "grupos de trabalho" estão
bastante difundidas também.
A LAN permite que computadores anteriormente separados compartilhem
drives de disco, impressoras e demais periféricos, o que traz as seguintes
possibilidades:
 Guardar programas e dados em local comum, disponível para
outros usuários.
 Ter mais de uma pessoa usando o mesmo programa e dados
correspondentes ao mesmo tempo.
 Acesso e operações de impressoras ligadas a outros
computadores.
 Uso de correio eletrônico para comunicação com outras
pessoas.
 Transferência de dados entre diferentes computadores e tipos
de drives de disco.
 O departamento de Contabilidade é um bom exemplo de como pode-se
trazer benefícios guardar programas e dados em um local permitindo acesso
a muitos usuários. Usando a versão de rede de determinado pacote de
contabilidade, diversos usuários podem acessar o programa e respectivos
dados. Isto permite a duas pessoas, por exemplo, introduzir faturas, enquanto
uma terceira introduz informações de recebimento. Quando os usuários
imprimirem faturas, ambos podem imprimir na mesma impressora.
Outro emprego muito comum de LANs é a gerência de banco de dados.
Muitas firmas mantêm listas de clientes em banco de dados. Uma equipe de
telemarketing pode chamar clientes e notificá-los da oferta de novo produto
ou de algo especial produzido pela firma.
O correio eletrônico permite que mensagens e arquivos sejam enviados para
usuários ligados à rede. Programação de reuniões e compromissos podem
ser feitos pela rede; aliás até mesmo a reunião pode ser remota...
Servidores e Estações de Trabalho
Os computadores ligados a uma LAN são configurados como servidores ou
como estações de trabalho. Um servidor é um computador que pode
compartilhar seus recursos com outros na rede. Uma estação de trabalho é
um computador que pode acessar e operar os recursos de outros servidores,
mas não pode compartilhar seus próprios recursos com outros computadores
na rede.
Os servidores podem ser dedicados ou não dedicados. Um servidor
dedicado compartilha seus recursos com outros computadores da rede, mas
não pode ser utilizado na execução de tarefas locais. Não se pode sentar a
frente de um servidor dedicado, por exemplo, e operar um programa editor de
planilha. O servidor dedicado normalmente tem um programa especial que
apresenta informações sobre as operações da rede sendo por ele executadas
(como os recursos sendo acessados por outros nós). Como um servidor
dedicado apenas executa funções relativas à rede e nada mais, ele
normalmente oferece o melhor rendimento na rede.
Um servidor não dedicado pode compartilhar recursos com outros
computadores, e pode ser operado para outras operações locais, como se
fosse um servidor e uma estação de trabalho ao mesmo tempo. Ele pode
compartilhar seus recursos e executar suas operações de rede em segundo
plano, de modo que você pode continuar operando o computador enquanto
ele atende os pedidos de outros nós da rede.
As estações de trabalho numa rede cliente-servidor são chamadas de
clientes.
Tipos de LAN
As LANs são geralmente classificadas em duas categorias: baseadas em
servidor, ou cliente-servidor, e as peer-to-peer (ou par-a-par), muitas vezes
erroneamente chamadas de ponto-a-ponto (rede ponto-a-ponto é quando a
comunicação é feita de um computador diretamente a outro e a multiponto
quando é utilizado um meio compartilhado para difusão dos dados). A cliente-
servidor é formada normalmente por um ou mais computadores servidores e
todos os outros computadores são estações de trabalho, mais
especificamente, clientes. Uma peer-to-peer permite que cada computador na
rede seja configurado como servidor não dedicado, de modo que qualquer
computador na rede pode compartilhar seus recursos com qualquer outro, ao
mesmo tempo, ficando qualquer computador disponível para operações
locais. Uma LAN peer-to-peer oferece bem mais flexibilidade para
compartilhamento de recursos que uma baseada em servidor, porque
qualquer recurso de qualquer computador pode ser compartilhado. No
entanto, gerenciar os recursos compartilhados numa LAN peer-to-peer é mais
complicado, porque é preciso acompanhar e controlar os diversos recursos de
cada computador na rede, em lugar de recursos de apenas alguns servidores.
O que implica, também, em dificuldades em gerenciamento da segurança da
rede.
Assim, tipicamente, redes peer-to-peer são utilizadas para pequenos números
de nós de rede e as cliente-servidor para grandes números de nós.
Cliente-Servidor
Como vimos, nesta arquitetura o processamento da informação é dividido em
módulos ou processos distintos. Um processo é responsável pela
manutenção da informação (o servidor), enquanto outro é responsável pela
obtenção dos dados (cliente). Essa arquitetura é muito utilizada no meio
corporativo sobre três componentes principais: gerenciadores de bancos de
dados relacionais que funcionem como servidores, redes que funcionem
como meio de transporte de dados e finalmente softwares para acesso aos
dados (clientes).
As principais características desta arquitetura estão associadas à interação
de cada módulo com os demais componentes do sistema. A parte cliente
interage com o usuário, e a parte servidor, com os recursos que serão
compartilhados pela rede. O software cliente exige recursos de hardware
completamente diferentes do programa servidor. Além disso, como o
ambiente normalmente é heterogêneo, na maioria das vezes o software e o
hardware do cliente são completamente diferentes dos usados no servidor,
sem que isso signifique nenhum problema. Escalabilidade é uma
característica importante. Um sistema cliente-servidor pode ser expandido
verticalmente pela adição de mais recursos à máquina servidora ou aumento
no número de servidores, ou horizontalmente, pelo aumento do número de
máquinas clientes.
O Processo Cliente é um programa que envia uma mensagem para o
servidor solicitando que ele execute uma tarefa. Esses programas gerenciam
a interface com o usuário, fazem a validação dos dados digitados pelo
operador e requisitam tarefas ao servidor. O processo cliente é o que se
chama de front-end da aplicação, ou seja, é o que o usuário vê e com que
interage para obter informações aos bancos de dados. Atualmente, o
processo cliente é dominado por programas com interfaces gráficas (GUIs),
responsáveis pelo gerenciamento de atitudes do usuário e dos recursos de
sua máquina.
O Processo Servidor é um programa que responde às solicitações do cliente
fazendo pesquisas, filtragens e atualizações de bases de dados. Em
aplicações mais sofisticadas, o processo servidor gerencia as regras do
negócio, que são diretrizes ou normas a ser respeitadas na atualização ou
recuperação de dados. Em um ambiente de rede, normalmente o processo
servidor roda numa máquina chamada de servidor de arquivos ou servidor de
rede. O processo servidor é conhecido também como back-end da operação.
Arquitetura de Duas Camadas (ou Two-Tier) é uma das implementações
da arquitetura distribuída, em que o cliente conversa diretamente com o
servidor. As regras do negócio podem estar em qualquer uma dessas pontas.
Esse tipo de arquitetura normalmente é usado em ambientes com até
cinqüenta clientes e é característico das ferramentas ou produtos cliente-
servidor criados para desktop.
Arquitetura de Três Camadas (ou Three-Tier) é uma implementação mais
sofisticada do ambiente cliente-servidor, na qual as regras do negócio são
manipuladas por um "agente", cujo papel é servir de intérprete entre as duas
pontas. Ele pode desempenhar muitas tarefas, entre as quais, gerenciar
solicitações do cliente, mapear solicitações feitas a múltiplos servidores,
coletar, sintetizar e distribuir respostas do servidor, etc.
Uma das características da arquitetura cliente-servidor é a utilização de
plataformas de hardware e software distintas. Assim, muitos processos são
necessários para garantir a comunicação transparente entre o cliente e o
servidor. O middleware é tudo o que existe entre o cliente e o servidor, em
termos de software, para garantir a comunicação. O coração do middleware é
o Sistema Operacional de Rede. Já o NOS depende de protocolos de
comunicação que podem ser divididos em: protocolos de mídia, de transporte
e protocolos de cliente-servidor.
Os protocolos de mídia determinam o tipo de conexão física. Protocolos de
transporte fornecem as regras para a movimentação de pacotes de dados
(destacando-se o IPX e o TCP/IP). Os protocolos cliente-servidor regulam a
forma pelo qual os clientes solicitam as informações e serviços do servidor.
Vejamos alguns tipos de servidores:
 Servidor de Disco (Disk Server) – nas redes locais, é um nó
que funciona como unidade de disco remota compartilhada pelos
usuários da rede. Ao contrário do servidor de arquivos, que se
encarrega das tarefas mais sofisticadas de gerenciamento das
requisições de arquivos feitas pelos nós da rede, o servidor de disco
funciona apenas como um meio de armazenamento no qual os
usuários podem ler e gravar arquivos. Em um servidor de disco, os
usuários são responsáveis pela administração das solicitações
simultâneas de acesso aos arquivos, entre outras coisas. Os
servidores de disco podem ser divididos em seções (volumes) que
atuam, cada uma, como se fosse um disco separado.
 Servidor de Arquivos (File Server) – controla todo o acesso de
trabalho aos meios físicos de armazenamento de dados, como
unidades de discos, compartilhando banco de dados, programas e
qualquer outro tipo de tarefa que a partir destes dispositivos, gerem o
processamento de dados. O servidor de arquivos é capaz de receber
pedidos de transações de estações de trabalho, utilizando os seus
periféricos de armazenamento físico. No Servidor de Arquivos, estão
concentrados o processamento físico, ou seja, quando as estações de
trabalho necessitam rodar qualquer utilitário ou acessar uma
informação, estas enviam o pedido do que desejam através dos meios
de comunicação da rede, para os servidores que por sua vez acessam
os dispositivos de armazenagem física e se possível enviam-no para
as estações o que estas solicitaram.
 Servidor de Impressão (Print Server) – controla todas as
tarefas de impressão, ou seja, um servidor de impressão modelo tem
conectados a si, vários modelos de impressoras, cada uma com
velocidades e qualidade de impressos diferentes, podendo atender
desta forma o mais variado tipo de serviço impresso. Quando uma
estação faz um pedido de impressão ao sistema da rede, esta
solicitação é enviada para o Servidor de Impressão, que verifica a
possibilidade de execução imediata da impressão através da
impressora em que a estação está conectada no sistema. Caso esta
impressora já esteja sendo utilizada por serviços solicitados por outra
estação ou desconectada a rede, o pedido cai numa fila e lá
permanece até que a impressora fique disponível.
 Servidor de Comunicação (Communications Server) –
controla a comunicação da Rede Local com outras redes de
computadores. Este tipo de intercâmbio é necessário quando
precisamos acessar recursos computacionais que não se encontram
disponíveis na Rede Local. Neste caso, o servidor de comunicação
oferece o serviço de interligação da Rede Local com meios externos de
informação. Um tipo de servidor de comunicação pode ser o Servidor
de FAX.
 Servidor de Banco de Dados (Database Server) – um nó de
um rede de computadores dedicado principalmente ao armazenamento
de um banco de dados compartilhado e ao processamento das
requisições enviadas pelos usuários de outros nós. Quando o
hardware do computador é projetado para a execução exclusiva de
funções de bancos de dados, ele costuma ser chamado, também, de
database machine (máquina de bancos de dados).
Topologias e Arquiteturas de LAN
a forma como os vários nós da rede estão ligados fisicamente e como a rede
funciona na transmissão e recepção, tratamento dos pacotes, acesso ao meio
etc.
Topologia em Anel ou Token Ring
Nesta topologia todos os nós são ligados a um sistema de cabeamento
central disposto em círculo, ou anel. A IBM desenvolveu o padrão do sistema
de rede Token Ring para aproveitar esta topologia. Este tipo de rede utiliza
uma série de pacotes vazios, chamados tokens, que estão sempre circulando
na rede. Uma estação de origem simplesmente retira um pacote da rede,
examina seu conteúdo e se estiver vazio introduz os dados necessários para
a transmissão. Se o primeiro pacote estiver cheio, o Sistema Operacional da
Rede devolve-o à rede e seleciona outro. O endereço de destino e a
seqüência de identificação do pacote são afixados ao token antes que ele
retorne à rede para entrega. A vantagem é que a colisão de dados fica
eliminada e a velocidade de transmissão efetiva é muito alta, mesmo em rede
de grande tráfego. O custo dos cabos e placas de rede para topologias Token
Ring é elevado.
Como, neste tipo de rede, para haver um correto funcionamento o token tem
sempre que dar uma volta completa, se houver qualquer problema com o
cabeamento toda a rede "cai".
Topologia em Barramento
Este tipo de topologia é bem estruturado para redes locais de computadores e
foi muito utilizado. Nesta topologia, não encontramos a necessidade de nós
intermediários de comunicação. As estações e os servidores são interligados
através de um único cabo, conhecido como Barra ou Bus.
Qualquer estação ligada a barra de transmissão poderá receber as
informações transmitidas, o que torna possível o método de transmissão em
difusão (já que o meio é compartilhado), isto é, uma determinada transmissão
poderá ser enviada para várias estações de uma única vez (broadcast).
Se houver um problema de ruptura ou teminalização do cabo do Barramento,
toda a rede "cai".
Muitos confundem a topologia com a arquitetura e chamam-na de Rede
Ethernet. O nome Ethernet, na realidade, descreve um grande conjunto de
padrões, cuja base está definida pelo Institute of Electrical and Electronic
Engineers (IEEE), através de seu comitê de número 802.3. O padrão IEEE
802.3 descreve um sistema de meio de compartilhamento com escuta antes
de transmissão denominado Carrier Sense Multiple Access com Collision
Detection (CSMA/CD).
Em termos simples, as placas Ethernet compartilham o fio comum,
transmitindo somente quando o canal está limpo, reagindo rapidamente na
situação em que duas estações começam a transmitir simultaneamente por
terem uma mensagem a enviar e terem encontrado o canal desobstruído.
Entre os teóricos de rede, isso é conhecido como protocolo de contenção.
Alguns acadêmicos torcem o nariz para essa operação indisciplinada, embora
os sistemas de controle de acesso ao meio de contenção funcionem bem. Já
no caso de uma rede com grande tráfego, um grande número de colisões
pode mesmo inviabilizar a comunicação.
Uma maneira utilizada para aumentar a velocidade efetiva de uma rede
padrão Ethernet (com topologia em Bus) ocupada é dividir o cabeamento em
segmentos e espalhar os nós ocupados entre eles. Dispositivos conhecidos
como roteadores e pontes podem controlar o fluxo de tráfego entre os
segmentos da LAN.
Os padrões de cabos utilizados são o Ethernet fino (coaxial fino, ou Thinnet,
padrão 10BASE2) e o Ethernet grosso (coaxial grosso, ou Thick, padrão
10BASE5).
Topologia em Estrela
Nesta topologia, também chamada de home-run, cada nó tem seu próprio fio
partindo do gabinete de fiação central (concentrador ou hub). Se um fio
romper-se ou entrar em curto, somente esse nó perde sua conexão com a
rede (a rede não "cai"). O equipamento concentrador do gabinete isola o
restante dos nós do rompimento.
O esquema em estrela pode usar qualquer tipo de cabo, sendo o mais
utilizado o par trançado (ou UTP, padrão 10BASET).
O ponto focal da rede, ou seja, o centro da estrela geralmente é um hub,
podendo até ser um computador fazendo o papel do hub. O hub deverá ser
configurado para um esquema de controle de acesso ao meio determinado e
uma arquitetura, como Ethernet, Token Pass ou ARCnet (estes dois últimos
muito pouco utilizados), bem como para um tipo específico de cabeamento.
Por ser literalmente o centro da rede, o hub é um excelente local para instalar
o software de monitoração e gerenciamento de rede.
Um concentrador é geralmente um dispositivo simples, de pouca flexibilidade
e preço razoável. Normalmente, um hub só se conecta com nós de um tipo
específico de cabeamento, embora não seja difícil haver um conector de cabo
coaxial ou de fibra óptica separado para ligações de hub a hub.
Este é o tipo de rede mais difundida hoje em dia, ou seja, topologia em
estrela, usando cabo UTP e arquitetura Ethernet. Na prática, quando as LANs
começam a crescer em número de nós e extensão, encontramos muitas
redes de topologia e arquitetura mista.
Sistemas Operacionais de Rede em LAN
No PC, todas as funções do computador são controladas pelo seu sistema
operacional, como já vimos anteriormente. Uma rede se compõe de dois ou
mais computadores ligados por um meio de comunicação. Os meios de
comunicação têm regras rigorosas, chamadas protocolos, para todos os
dados enviados através do meio. Cada tipo de meio tem um conjunto
diferente de protocolos. O protocolo adequado é implementado pelas placas
de adaptação de rede (ou simplesmente, placas de rede) em cada
computador e pelo driver de rede que controla a operação da placa.
O NOS ("Network Operating System", ou Sistema Operacional de Rede),
combina e aumenta as funções do Sistema Operacional (OS) do PC,
fornecendo instruções adicionais e possibilitando que grupos de dados sejam
enviados ao outro computador. Embora o OS controle as funções internas do
computador, o NOS gerencia a preparação, transmissão e recepção de dados
entre computadores na rede. Alguns fabricantes instalam um software
especializado em um chip de suas placas de rede. Este software fica
guardado no que se chama ROM da Placa de Rede (não confundir com a
ROM do PC), e executa as funções de gerenciamento da ligação física. Então
o NOS fica livre para executar outras funções com mais eficiência, resultando
em transmissão mais rápida de dados através da rede.
Para o operador, no entanto, tudo se passa como houvesse somente o seus
Sistema Operacional e como se o seu computador tivesse todos os recursos
fisicamente ligados à ele (é chamada transparência ao usuário). Uma LAN
permite acessar e usar os drives/diretórios e impressoras em outros
computadores (servidores) de modo semelhante à operação normal. Por
exemplo, você pode criar um drive lógico (como um disco "K"), que quando
acessado na realidade está acessando um drive/diretório em outro
computador. Isto é o mapeamento de rede. Neste exemplo, se eu copiar um
arquivo do meu disco C: para o disco K: estou, na realidade, transferindo meu
arquivo para outro computador, pois o drive lógico K: não existe fisicamente
no meu computador.
Os diferentes computadores na rede recebem nomes. O nome dado na rede
para cada computador não pode ser usado por outros. Este nome é utilizado
para identificar o computador que se deseja conectar ao estabelecer uma
conexão de rede.
Existem muitos Sistemas Operacionais de Rede disponíveis no mercado. O
Windows 9x já vem pronto para trabalhar numa rede peer-to-peer, mas tem
poucos recursos de gerenciamento e é pouco confiável com relação à
segurança. Um NOS para peer-to-peer já consagrado é o LANtastic da
Artisoft. Já para redes cliente-servidor temos o NetWare da Novell e o
Windows NT Server da Microsoft.
Serviços Públicos de Teleinformática
Os serviços públicos de teleinformática são divididos em dois grupos: o grupo
dos serviços básicos de comunicação de dados, administrados no Brasil pela
Embratel, e os serviços verticais de valor adicionado, que podem ou não ter a
participação das empresas de telecomunicações.
Veremos aqui os serviços básicos.
 Transdata – é um serviço privativo de comunicação de dados,
destinado às ligações do tipo ponto a ponto e multiponto. Seu custo é
fixado em função da velocidade de transmissão desejada e da
distância entre os pontos, sendo a Embratel a responsável pela linha e
equipamentos envolvidos na comunicação.
 RENPAC (Rede Nacional de Pacotes) – é um serviço
comutado de comunicação de dados, simultâneos, destinado a
ligações tipo ponto a ponto ou multiponto. Esta rede permite a ligação
de usuários, independente da localização geográfica dos pontos a
serem conectados, dada a grande abrangência deste serviço em todo
o país. O objetivo desta rede é a transmissão de pacotes de dados dos
usuários conectados à rede. O custo deste serviço é menor pois a
tarifação é de acordo com o uso. A conecção é feita pelos serviços
3025, 3028, 2000 e 1000, que definem os protocolos de comunicação,
tipos de conexões, interfaces etc. Uma vez conectado, o usuário pode
receber e/ou mandar seus pacotes de dados, devidamente
endereçados. A distribuição dos pacotes é feito pelos chamados nós,
com divisão hierárquica. O nó diretamente relacionado ao usuário é o
nó de comutação. Estes estão ligados aos nós de concentração e
estes a nós de supervisão.
 Rede Discada – uso da rede telefônica discada comum.
 Linha Privativa – é uma linha privada especial para a
transmissão de dados. Na realidade nada mais é que uma linha
discada com uma qualidade um pouco melhor.
 Interdata – é um serviço prestado pela Embratel para a
comunicação entre usuários do Brasil com usuários do Exterior. O
acesso se dá através da RENPAC.
Internet
Atenção: Grande parte dos textos deste capítulo foram compilados do site de
Tutorial da Internet do "Universo On Line".
A Internet nada mais é que uma imensa rede global de computadores. Ela
nasceu em 1969, nos Estados Unidos e interligava, originalmente,
laboratórios de pesquisa e se chamava ARPAnet (Advanced Research
Projects Agency).
Era uma rede do Departamento de Defesa norte-americano. Os cientistas
queriam uma rede que continuasse de pé em caso de um bombardeio. Surgiu
então o conceito central da Internet, que é uma rede em que todos os pontos
se eqüivalem não havendo um comando ou um computador central. Não quer
dizer que todos os computadores da rede são iguais, mas sim que nenhum
deles tem preferência em relação ao outro durante a transmissão de dados.
O nome Internet propriamente dito surgiu bem mais tarde, quando a
tecnologia da ARPAnet passou a ser usada para conectar universidades e
laboratórios, primeiro nos EUA e depois em outros países.
Por isso, não há um único centro que "governa" a Internet. Hoje ela é um
conjunto de mais de 40 mil redes no mundo inteiro. O que essas redes têm
em comum é o protocolo TCP/IP (Transmission Control Protocol/Internet
Protocol), que permite que elas se comuniquem umas com as outras. Esse
protocolo é a língua comum dos computadores que integram a Internet.
Assim, a Internet é: uma rede de redes baseadas no protocolo TCP/IP, uma
comunidade de pessoas que usam e desenvolvem essas redes, uma coleção
de recursos que podem ser alcançados através destas redes
Durante cerca de duas décadas a Internet ficou restrita ao ambiente
acadêmico e científico. Em 87 pela primeira vez foi liberado seu uso comercial
nos EUA.
Mas foi em 92 que a rede virou moda. Começaram a aparecer nos EUA
várias empresas provedoras de acesso à Internet. Centenas de milhares de
pessoas começaram a pôr informações na Internet, que se tornou uma mania
mundial.
No Brasil foi liberada a exploração comercial da Internet em 95. Hoje o
Comitê Gestor da Internet avalia o número de usuários no país em um milhão
(dados de novembro/97).
Histórico
 1966 - Um pesquisador da Agência de Projetos Avançados de
Pesquisa (Arpa) chamado Bob Taylor consegue US$ 1 milhão para
tocar um projeto de interligação dos laboratórios universitários que
colaboram com a agência. O objetivo é economizar dinheiro ao
compartilhar os recursos de computação espalhados pelo país.
 1967 - Taylor convence Larry Roberts a trabalhar no projeto.
Roberts, considerado a única pessoa nos Estados Unidos capaz de
montar uma rede do gênero, faz o desenho da configuração original,
interligando quatro centro de computadores.
 1968 - Com o projeto aprovado, a Arpa abre licitação. Dezenas
de empresas se candidataram. A IBM não participou, alegando que
uma rede do gênero jamais poderia ser construída. A Bolt, Beranek
and Newman (BBN) ganha a concorrência.
 1969 - Em 1° de maio de 1969, a BBN envia o primeiro
equipamento da rede para a Universidade da Califórnia em Los
Angeles. A UCLA se tornaria o primeiro nó (ponto de conexão) da rede
que viria a se chamar ARPAnet e, mais tarde, Internet. Entre a equipe
que a ajudou a montar o equipamento estava o então estudante de
pós-graduação Vint Cerf, que mais tarde se tornaria presidente da
Internet Society e vice-presidente da MCI, gigante do ramo de
telecomunicações. No Instituto de Pesquisas de Stanford, Douglas
Englebart montou o segundo nó da rede. Englebart é também o
inventor do mouse. Até o final de 1969, mais dois centros de pesquisas
foram conectados: Universidade da Califórnia em Santa Bárbara
(UCSB) e Universidade de Utah. Holanda, Dinamarca e Suécia entram
na rede.
 1971 - A ARPAnet chega a 15 nós com a inclusão de
computadores da BBN, MIT, RAND Corporation, Universidade de
Harvard, Universidade de Stanford, Universidade de Illinois em Urbana,
Universidade Carnegie Mellon (CMU) e do centro de pesquisas Ames
da Agência Nacional de Administração Espacial (NASA), entre outros.
 1973 - São montadas as primeiras conexões internacionais com
a ARPAnet na University College de Londres e Royal Radar
Establishment, na Noruega.
 1974 - A BBN inaugura o Telenet, o primeiro serviço comercial
conectado à ARPAnet.
 1979 - Criação da Usenet, a rede de grupos de discussão. Na
Universidade de Essex Richard Bartle e Roy Trubshaw lançam o
primeiro MUD, uma mistura de canal de conversa em tempo real com
RPG (Role Playing Game).
 1981 - Uma rede cooperativa, chamada de Bitnet (Because It's
Time NETwork), inicia na City University, de Nova York, oferecendo
correio eletrônico, servidores de lista e transferência de arquivos. A
Bitnet se torna uma alternativa à Internet.
 1982 - O nome Internet começa a ser utilizado para designar as
redes que utilizam o conjunto de protocolos TCP/IP, escritos por Vint
Cerf e Bob Kahn, dois dos cientistas que participaram da montagem
dos primeiros nós da ARPAnet.
 1983 - Mais uma rede alternativa à ARPAnet, a EARN (rede
acadêmica européia) começa a funcionar. O financiamento é da IBM.
 1984 - O número de servidores na rede chega a 1.000. O Japão
cria o Japan Unix Network.
 1986 - A NSFNET cria um canal de alta velocidade (para a
época, 56Kbps) para conectar cinco centros de supercomputação. O
resultado é uma explosão no número de universidades conectadas. O
primeiro Freenet, serviço gratuito de acesso à rede, é criado no estado
de Cleveland.
 1987 - Número de servidores na Internet chega a 10.000,
enquanto na Bitnet o número chega a 1.000.
 1988 - Um programa clandestino perde o controle e afeta o
funcionamento de 6.000 dos 60.000 servidores da rede. O vírus fica
conhecido como Internet Worm (o Verme da Internet). Jarkko Oikarinen
cria o Internet Relay Chat (IRC), um serviço de bate-papo pela Internet.
Canadá, Dinamarca, Finlândia, França, Islândia e Noruega se
conectam à rede.
 1989 - Número de servidores chega a 100.000. Austrália,
Alemanha, Israel, Itália, México, Nova Zelândia e Porto Rico se ligam à
rede.
 1990 - A ARPAnet deixa de existir. Argentina, Áustria, Bélgica,
Brasil, Chile, Grécia, Índia, Irlanda, Coréia do Sul Espanha e Suíça
entram para a Internet.
 1991 - O Gopher, um sistema de organização da informação na
Internet na forma de menus e bancos de dados, é inventado por Paul
Lindner e Mark P. McCahill da Universidade de Minnessota. Philip
Zimmerman inventa um programa que permite enviar mensagens
codificadas pela Internet, conhecido como PGP (Pretty Good Privacy).
Mais países conectados: Croácia, República Tcheca, Hong Kong,
Hungria, Polônia, Portugal, Singapura, África do Sul, Tailândia e
Tunísia.
 1992 - Fundação da Internet Society (ISOC). O Laboratório
Europeu de Física de Partículas (CERN) inventa a World Wide Web
(WWW). Criada inicialmente como uma ferramenta de trabalho para
cientistas espalhados pelo mundo, a Web começa a ser utilizada para
colocar informações ao alcance de qualquer usuário da Internet. O
número de servidores na rede chega a 1 milhão. Países conectados:
Camarões, Chipre, Equador, Estônia, Kuwait, Luxemburgo, Eslováquia,
Eslovênia, Tailândia e Venezuela.
 1993 - O Centro Nacional de Aplicações de Supercomputação
dos Estados Unidos (NCSA) lança o Mosaic. A Fundação Nacional de
Ciência americana cria o InterNIC para organizar o registro de
domínios (parte dos nomes dos computadores) e informações sobre a
rede. O crescimento anual da WWW alcança 341.634%. Mais países
conectados à Internet: Bulgária, Costa Rica, Egito, Fidji, Gana, Guam,
Indonésia, Cazaquistão, Quênia, Liechtenstein, Peru, Romênia,
Federação Russa, Turquia, Ucrânia e Ilhas Virgens.
 1994 - O tráfego na NSFNET ultrapassa 10 trilhões de bytes por
mês (o equivalente à capacidade de 16 mil discos de CD-ROM). First
Virtual, o primeiro banco na Internet começa a funcionar. Algéria,
Armênia, Bermuda, Burkina Faso, China, Colômbia, Polinésia
Francesa, Líbano, Lituânia, Macau, Marrocos, Nova Caledônica,
Nicarágua, Nigéria, Panamá, Filipinas, Senegal, Sri Lanka,
Suazilândia, Uruguai e Uzbequistão entram para a rede.
 1995 - A NSFNET volta a ser uma rede exclusivamente
acadêmica. O tráfego comercial nos Estados Unidos fica com a
iniciativa privada. Serviços on-line tradicionais começam a oferecer
acesso à Internet. As empresas criadas em torno da Internet vendem
ações no mercado americano. As ações da Netscape, fabricante do
navegador Netscape Navigator, alcançam valorização recorde.
 1996 - O ano começa conturbado com o desligamento de grupos
de discussão da CompuServe na Alemanha a pedido do governo para
impedir a distribuição principalmente de pornografia. Nos Estados
Unidos, o presidente Bill Clinton aprova uma nova lei de
telecomunicações, que, entre outras resoluções, prevê pena para
quem distribuir conteúdo considerado inadequado na Internet. Yahoo,
Excite e Lycos, três grandes serviços de busca na rede, lançam suas
ações no mercado
A Internet no Brasil
As universidades do Brasil estão ligadas a redes de computadores mundiais
desde 1989. Naquele ano, havia conexões com a Bitnet, uma rede
semelhante à Internet, em várias instituições, como as universidades federais
do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro. Os serviços disponíveis
restringiam-se a correio eletrônico e transferência de arquivos. Somente em
1990 a FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo) conectou-
se com a Internet. No mesmo ano, foi criada a RNP (Rede Nacional de
Pesquisas), uma iniciativa do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).
Financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e
Tecnológico (CNPq), a RNP interligou inicialmente 11 Estados, com pontos
de presença em cada capital. Essa arquitetura de linhas de comunicações e
equipamentos compõe o que se chama de espinha dorsal (backbone) da
RNP.
Hoje, os estados que têm ponto de presença na Internet são Alagoas,
Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão,
Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco,
Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa
Catarina, São Paulo e Tocantins.
A partir de abril de 95, o Ministério das Comunicações e o Ministério da
Ciência e Tecnologia decidiram lançar um esforço comum de implantação de
uma rede integrada entre instituições acadêmicas e comerciais. Desde então
vários fornecedores de acesso e serviços privados começaram a operar no
Brasil
O Funcionamento da Internet
Como já vimos, a Internet é uma rede capaz de interligar todos os
computadores do mundo. O que faz a Internet tão poderosa assim é o uso de
um protocolo comum, o TCP/IP. Todos os computadores que entendem essa
língua são capazes de trocar informações entre si. Assim pode-se conectar
máquinas de diferentes tipos, como PCs, Macs e Unix.
A Internet é organizada na forma de uma malha. Para acessar um
computador no Japão, por exemplo, não é necessário fazer um interurbano
internacional, bastando apenas conectar-se a um computador ligado à
Internet na cidade do usuário. Esse computador local está conectado a uma
máquina em outro estado (ou país) e assim por diante, traçando uma rota até
chegar ao destino. São máquinas de alta capacidade, com grande poder de
processamento e conexões velozes, conhecidas como servidores,
controladas por universidades, empresas e órgãos do governo. Essa forma de
funcionamento garante um custo baixo de conexão, pois para o usuário, só
custará a ligação local até o provedor de acesso. O provedor cobra uma
taxa mensal de cada usuário para cobrir, entre outros, os custos da conexão
com a rede.
Portanto, para se conectar à Internet, um usuário doméstico precisará: um
computador com modem, uma linha telefônica, uma conta num provedor de
acesso e um programa de comunicação, o chamado browser. Os dois
principais browsers do mercado hoje são o Netscape Navigator (da Netscape)
e o Internet Explore (da Microsoft).
Um bom PC para conectar-se à Internet, e aproveitar todos os seus recursos,
seria, no mínimo, um Pentium 75 MHz com 16 MB de RAM, monitor SVGA
colorido e placa de som. Com um micro 386 com 4 MB de RAM e monitor
VGA, já é possível começar as explorações, contudo, esse equipamento
limita o uso da rede ao correio eletrônico, aos grupos de discussão e a outros
serviços que não utilizam imagens, como a transferência de arquivos, ainda
que lenta. Já um 486 DX, com 128 KB de cache, 8 MB de RAM e monitor
VGA em cores já é possível acessar bancos de dados e navegar na WWW,
explorando os recursos gráficos da rede.
Pode-se conectar uma rede interna de uma empresa (uma LAN) à Internet,
oferecendo a seus funcionários acesso à grande rede. A empresa também
pode, desta forma, disponibilizar informações de sua rede interna aos
internautas. Por medida de segurança, as empresas fazem esta ligação de
uma LAN à Internet através de um Firewall. O Firewall é um sistema de
segurança cujo principal objetivo é filtrar o acesso a uma rede. As empresas o
utilizam para proteger as suas redes internas conectadas à Internet contra a
entrada de usuários não autorizados.
Serviços na Internet
s servidores Internet podem oferecer vários serviços como copiar arquivos,
enviar mensagens para outros usuários, participar de grupos de discussão e
visitar serviços de informação são os principais.
World Wide Web (WWW)
A Web nasceu em 1991 no laboratório CERN, na Suíça. Seu criador, Tim
Berners-Lee, a concebeu apenas como uma linguagem que serviria para
interligar computadores do laboratório e outras instituições de pesquisa e
exibir documentos científicos de forma simples e fácil de acessar.
A Web cresceu muito rápido. Em 1993 já era comum em universidades que
estudantes fizessem páginas na Internet com informações pessoais. O que
determinou seu crescimento foi a criação de um programa chamado Mosaic,
que permitia o acesso à Web num ambiente gráfico, tipo Windows. Antes do
Mosaic só era possível exibir textos na Web. A "antiga" Internet, antes da
Web, exigia do usuário disposição para aprender comandos em Unix
(linguagem de computador usada na Internet) bastante complicados e
enfrentar um ambiente pouco amigável, unicamente em texto. A Web fez pela
Internet o que o Windows fez pelo computador pessoal.
A World Wide Web é a parte multimídia da Internet. As páginas podem ter
fotos, animações, trechos de vídeo e sons. É a região mais fácil de usar de
toda a rede. O único programa que você precisa é o navegador (browser).
A chave do sucesso da World Wide Web é o hipertexto (os documentos são
elaborados em HTML). Os textos e imagens são interligados através de
palavras-chave (links), tornando a navegação simples e agradável. A Web é
formada por milhões de lugares conhecidos como sites. Existem sites de
universidades, empresas, órgãos do governo e até sites pessoais. As
informações estão organizadas na forma de páginas ligadas entre si. Quando
você acessa um site, normalmente entra pela porta da frente, onde existe
uma mensagem de boas-vindas e uma espécie de índice para as demais
páginas. Essa entrada se chama página principal, ou home page.
As ligações entre as páginas, conhecidas como hyperlinks ou ligações de
hipertexto, não ocorrem apenas dentro de um site. Elas podem ligar
informações armazenadas em computadores, empresas ou mesmo
continentes diferentes. Na Web, é possível que uma página faça referência a
praticamente qualquer documento disponível na Internet.
O que faz essa malha de informações funcionar é um sistema de
endereçamento que permite a cada página ter a sua própria identificação.
Assim, desde que o usuário saiba o endereço correto, é possível acessar
qualquer arquivo da rede.
O URL
A Web tem um sistema de endereços específico, chamado de URL (Uniform
Resource Locator, ou localizador uniforme de recursos). Com ele, é possível
localizar qualquer informação na Internet. Tendo em mãos o endereço, como
http://www.microsoft.com.br/soft/ie4/inicio.html, você pode utilizá-lo no
navegador e ser transportado até o destino.
Cada parte de um endereço na Web tem um significado. Usando o exemplo
acima, teríamos:
http://www.microsoft.com.br/soft/ie4/inicio.html
Onde:
http:// - É o método pelo qual a informação deve ser buscada. Neste caso,
utilizaremos o protocolo HTTP (Hipertext Transfer Protocol ou Protocolo de
Transferência de Hipertexto). Você também vai encontrar outras formas,
como ftp:// (para entrar em servidores de FTP), mailto: (para enviar
mensagens) e news: (para acessar grupos de discussão), entre outros.
www.microsoft.com.br - É o nome do computador onde a informação está
armazenada, também chamado de servidor ou site. É o chamado domínio de
uma empresa (o nome de uma instituição que é registrado na Internet). Pelo
nome do computador pode-se antecipar que tipo de informação irá encontrar.
Este nome indica que é um site mantido pela Microsoft. O .com mostra que é
uma empresa comercial e o .br indica que se refere ao brasil. Os endereços
que começam com www são servidores de Web e contém principalmente
páginas de hipertexto. Quando o nome do servidor começar com ftp, trata-se
de um lugar onde pode-se copiar arquivos. Nesse caso, estaremos
navegando entre os diretórios desse computador e poderemos copiar um
programa imediatamente para o micro.
/soft/ie4/ - é o diretório onde está o arquivo. Exatamente como em um
computador pessoal, a informação na Internet está organizada em diretórios
dentro dos servidores.
inicio.html - é o nome do arquivo que será trazido para o navegador. Deve-
se prestar atenção se o nome do arquivo (e dos diretórios) estão escritos em
maiúsculas ou minúsculas. Na maior parte dos servidores Internet, essa
diferença é importante. Outro detalhe é a terminação do nome do arquivo
(.html). Ela indica o tipo do documento. Neste caso, são páginas de
hipertexto. Outros tipos de arquivos disponíveis na Internet são: txt
(documentos comuns de texto), exe (programas) zip, tar ou gz
(compactados), au, aiff, ram e wav (som) e mov , avi (vídeo).
Visite uma página que fala sobre as provas de informática em concursos
públicos no Brasil no endereço:
http://www.terravista.pt/ilhadomel/2388/index.html.
O DNS
Dominium Name System ou Sistema de Nomes de Domínio. Originalmente os
computadores na Internet eram identificados unicamente por seu endereço de
IP, que é numérico (por exemplo: 200.245.247.1). Como é difícil decorar-se
este tipo de endereço, desenvolveu-se o Sistema de Domínio, utilizando-se
nomes ao invés de números. Os endereços URL visto anteriormente utilizam
o sistema DNS. No entanto, as máquinas continuam endereçando apenas
para os IP numéricos, por isso tem-se a necessidade de, ao acessarmos a
Web, estarmos também conectados a um Servidor DNS. Este Servidor
converte nomes Internet em seus respectivos endereços e vice-versa.
Correio Eletrônico (e-mail)
O correio eletrônico é o recurso mais antigo e mais utilizado da Internet.
Qualquer pessoa que tem um endereço na Internet pode mandar uma
mensagem para qualquer outra que também tenha um endereço, não importa
a distância ou a localização. Não é necessário pagar individualmente as
mensagens enviadas.
Ele tem várias vantagens sobre outros meios de comunicação: alcança o
destinatário em qualquer lugar em que estiver, é mais rápido, não depende de
linhas que podem estar ocupadas (como o fax) nem de idas ao correio e é
incrivelmente mais barato que o telefone (se levarmos em conta uma
comunicação interurbana). Além disso, não se está limitado a mandar apenas
cartas por correio eletrônico, pode-se enviar programas, arquivos e imagens.
Um endereço de correio eletrônico obedece a seguinte estrutura: à esquerda
do símbolo @ (arroba) fica o nome ou apelido do usuário. À direita, ficam os
nomes da empresa ou organização que fornece o acesso, o tipo de instituição
e finalmente o país. Por exemplo:
gimenez_jr@microsoft.com.br
Onde:
gimenez_jr é o nome do usuário microsoft é a empresa que oferece o
serviço, .com é o tipo de empresa, ou seja, comercial (igual ao endereço
www) e .br é o país onde se encontra o servidor da empresa (igual ao
endereço www).
Os tipos de instituição que podemos encontrar são (esta relação também
pode ser utilizada para os endereços da www):
 mil – militar
 org - organização não lucrativa
 com – comercial
 edu - educação (universidades, escolas, etc.)
 net - rede
 gov – governamental
 Já as siglas de países mais comuns na rede são (esta relação também
pode ser utilizada para os endereços da www):
 .de - Alemanha
 .ar - Argentina
 .br - Brasil
 .ca - Canadá
 .cl _ Chile
 .cn - China
 .es - Espanha
 .us - Estados Unidos
 .ru - Federação Russa
 .fr - França
 .it - Itália
 .jp - Japão
 .pt - Portugal
 Nos Estados Unidos não é usada a sigla que identifica o país. Assim,
se um endereço não tem sigla de país, já sabemos que é dos EUA (embora
haja algumas exceções).
IRC
É o bate-papo em tempo real, na Internet. O IRC (Internet Relay Chat) foi
criado em 1988 na Finlândia. Rapidamente se estabeleceu uma rede de
computadores que dispunham de recursos para o IRC por toda a Internet. No
começo o público era principalmente de estudantes que tinham tempo para
jogar fora. Hoje se encontra gente de todos os tipos e idades no IRC.
O IRC é dividido em canais (salas de bate-papo virtuais). Qualquer um pode
criar um canal, a qualquer momento e sair conversando. O IRC era adaptado
aos usuários que tinham acesso a computadores em universidades e
estavam familiarizados com computador. Hoje existe uma variedade de
programas que possibilitam a conversa pelo computador. Muitos podem ser
acessados diretamente na Web. Isso significa que nem é necessário sair do
programa de navegação (por exemplo, Netscape, Mosaic ou Explorer) para
conversar.
Um exemplo de uso do IRC que ficou famoso foi durante o golpe de Boris
Ieltsin na Rússia, em 1993. Durante várias horas, a única fonte de informação
sobre o golpe foi um canal de IRC... Você pode procurar durante
acontecimentos do gênero. Sempre se estabelece um canal de IRC. Foi
assim no último terremoto de Los Angeles (EUA), em 1994, no terremoto de
Kobe (Japão) em 1995 e após o assassinato de Ytzhak Rabin, por exemplo.
Acontecimentos mais alegres, como a Copa do Mundo, também fazem surgir
canais no IRC.
Em 1995 também ficou popular na Internet o Chat de voz, que é uma espécie
de telefone por computador, bastando ter uma placa de som, um microfone e
uma conexão à Internet para se comunicar com qualquer lugar do mundo pelo
preço de uma ligação loca, mas a qualidade da ligação ainda é muito ruim.
Entre os programas que permitem o Chat de voz estão o Iphone e o
Webphone.
Outros tipos de Chat que surgiram recentemente usam cenários em três
dimensões. Escolhe-se um personagem (chamado de avatar) para
representá-lo e pode-se bater papo geralmente digitando o texto em balões
acima da cabeça dos avatares.
Listas de Discussão (ou de Distribuição)
As listas de discussão são aplicações de correio eletrônico muito usadas para
a troca de informações entre pequenos grupos. Logo depois que a Internet foi
criada, os cientistas que a usavam desenvolveram um programa que aceitava
"assinaturas" dos interessados em determinado tema e enviava as
mensagens de todos para todos. É um recurso simples e eficiente, muito
usado até hoje. Naturalmente, estas listas são para discussões específicas.
News
Uma das áreas mais movimentadas da Internet é a Usenet, ou newsgroup ou
simplesmente, news. Funciona também como um grupo de discussão, um
mural onde os participantes podem ler as opiniões de outras pessoas, postar
suas próprias opiniões e responder aos outros participantes.
Foi criada em 1979, aplicando um protocolo chamado UUCP (Unix to Unix
Copy) que tinha acabado de ser desenvolvido. Serviu a princípio para
comunicação entre cientistas, pesquisadores e professores
Até 1994, quando a America On Line (grande serviço online norte-americano)
começou a oferecer acesso à Usenet, as discussões eram dominadas por
maníacos por eletrônica, militares, universitários e empresas de computação.
Muitas das gírias e termos comuns na Internet nasceram na Usenet. Para ter
acesso a grupos de discussão é necessário que o provedor de acesso a que
o usuário está conectado ofereça este serviço.
Existem programas específicos para a leitura de news, mas os programas de
e-mail que acompanham os browsers mais utilizados hoje, também estão
preparados para tanto.
FTP
File Transfer Protocol, é o protocolo usado para a transferência de arquivos.
Sempre que fazemos o chamado download de programas de um computador
da Internet para o computador do usuário, utiliza-se este protocolo. Muitos
programas de navegação, como o Netscape e o Internet Explorer, permitem
que se faça FTP diretamente deles, sem precisar de um outro programa.
Podemos encontrar uma variedade incrível de programas disponíveis na
Internet, via FTP. Existem softwares gratuitos, shareware (programa que pode
ser testado gratuitamente e registrado mediante o pagamento de uma taxa).
Grandes empresas como a Microsoft, Intel ou HP (entre muitas outras)
também distribuem alguns programas e drivers gratuitamente por FTP.
Quando nos propomos a fazer uma página Internet, no momento de publicá-
la, ou seja, quando temos que copiar os arquivos HTML para o servidor
contratado, geralmente fazemos uso de um programa de FTP. Neste caso, o
fluxo de dados é o inverso, ou melhor, do computador do usuário para o
servidor WWW na Internet. É o chamado upload. Um dos programas mais
populares de FTP é o CuteFTP.
Telnet
Programas de telnet permitem uma conexão remota com outro computador
na Internet. É um tipo de conexão em que o micro do usuário age como se
fosse um terminal ligado diretamente ao servidor. Em telnet, a navegação é
toda feita pelo teclado e não se utilizam gráficos. Para operar em telnet é
necessário um programa específico, que no caso do Windows 9x temos o
Hyper Terminal, que acompanha o pacote. Carregado o programa, digita-se o
nome do usuário e uma senha para acessar os recursos disponíveis em outro
computador. Alguns poucos computadores na Internet dão acesso público a
"telnet". A maioria exige que o usuário seja cadastrado.
Gopher
Os sites do tipo Gopher já foram uma parte importante da Internet. Hoje, o
sucesso da World Wide Web ofusca esse conjunto de bancos de dados. Os
servidores Gopher oferecem informações organizadas na forma de menus.
Ao acessar um desses computadores, o usuário recebe uma lista de opções.
Vai escolhendo, então, as alternativas desejadas até encontrar a informação
procurada. Embora existam programas específicos para acesso a servidores
Gopher, é mais fácil empregar o próprio navegador de WWW nessa função.
O Centro de Referência da Rede Nacional de Pesquisas, por exemplo, é
encontrado em gopher://gopher.cr-df.rnp.br. Apesar de ser menos atraente
do que a WWW (o conteúdo é composto apenas de texto), o mundo Gopher é
mais organizado.
Uma ferramenta para pesquisa utilizada em servidores Gopher é o
VERONICA (Very Easy Rodent Oriented Net Wide Index to Computerized
Archives).
Linguagem HTML
Hyper Text Markup Language é uma linguagem de formatação de
documentos, isto é, uma linguagem para descrever a estrutura de um
documento. Note que estamos falando da estrutura e não da aparência do
documento. Essa linguagem tem como base a linguagem SGML (Standard
Generalized Markup Language) usada para descrever a estrutura geral de
vários tipos de documentos. Os documentos escritos em HTML são feitos no
padrão ASCII e contém o texto do documento propriamente dito mais as tags
HTML.
As tags servem para indicar os elementos do documento, a estrutura, a
formatação e os vínculos de hipertexto com outros documentos ou com
mídias incluídas. As tags aparecem:
 entre sinais de menor e maior < >
 geralmente possui uma tag que abre (ativa) e outra que fecha
(desativa) o texto a ser modificado
 as tags de fechamento normalmente possuem seus nomes
precedidos por uma barra /
 nem todas as tags tem um início e um fim
 as tags não precisam ser especificadas em maiúsculas ou em
minúsculas
 Utilizamos as tags para mudar o aspecto e tamanho das letras, publicar
imagens e animações, inserir links (ligações com outras páginas) e tela de
composição de mensagem de e-mail. É possível combinar várias tags,
fechando os comandos na ordem inversa da abertura.
Vejamos alguns exemplos de tags:
 <HTML> <HTML> - início e fim do documento
 <HEAD> </HEAD> - início e fim do cabeçalho
 <TITLE> </TITLE> - início e fim do título do documento
 <BODY> </BODY> – início e fim do corpo de texto
 <H1> </H1> - início e fim do cabeçalho do primeiro nível
 <H2> </H2> - início e fim do cabeçalho do segundo nível
 <P> </P> - início e fim de um parágrafo
Navegando na WWW
Internet é como um oceano, vasta e sem sinais de trânsito. Por isso, foram
criados serviços para ajudar o usuário a encontrar o caminho na rede. Eles
mantêm listas de endereços divididas por assunto e oferecem um dispositivo
de busca, em que pode-se digitar uma palavra e descobrir documentos que
falam daquele assunto. Vejamos alguns desses sites de busca:
 YAHOO! – http://www.yahoo.com – O Yahoo foi a primeira
ferramenta de busca a se tornar popular. É dividido em categorias
como Artes, Notícias, Negócios, Educação e Ciência. O usuário pode
navegar entre os diretórios até achar as páginas que lhe interessam,
ou utilizar um dispositivo de procura. O Yahoo tem um espaço para os
endereços mais interessantes (cool sites) e outro para novidades.
 Alta Vista – http://www.altavista.digital.com – O Alta Vista tem
como atração principal um dispositivo de busca extremamente
poderoso. É possível procurar por palavras na Web ou na Usenet e
escolher se os resultados serão apresentados com poucos ou muitos
detalhes. O sistema pode mostrar apenas o link de cada página que
contém o assunto, ou incluir também descrições das páginas.
 Lycos – http://www.lycos.com – O Lycos também tem como
recurso mais importante um dispositivo de busca. Ele apresenta o
resultado da procura na forma de uma lista de endereços, ordenada de
acordo com o número de vezes que a palavra procurada aparece no
documento.
 Cadê? – http://www.cade.com.br – Um dos sites de busca
brasileiros, no mesmo padrão dos outros já apresentados.
 A Multimídia na Web
 Como já falamos, a WWW é a porção multimídia da Internet. No
entanto alguns programas complementares são importantes para podermos
acessar estes recursos na Web. Temos:
O Real Audio
É um programa que permite escutar música na Internet como se estivesse
ouvindo rádio. Não é preciso esperar o download de todo arquivo. Você ouve
o som à medida que ele é transmitido pela rede.
O Shockwave
A Internet ainda está longe de oferecer uma experiência multimídia tão rica
quanto um CD-ROM. Mas alguns programas podem mudar esse cenário
rapidamente. O Shockwave for Director é um programa que permite visualizar
documentos de multimídia interativa dentro da janela do navegador. É o que
se chama de plug-in, programa que funciona junto com o browser e estende
as suas habilidades. Com o Shockwave for Director instalado temos páginas
com recursos visuais muito mais ricos do que a Web pura.

Prova de Informática do Concurso para Inspetor Fiscal


da Prefeitura de São Paulo de 1998
1) O grupo de programas do Windows 3.x que permanecerá vazio enquanto NÃO se acrescentar
aplicativos a ele, é o
a) Aplicativos
b) Jogos
c) Iniciar
d) Principal
e) Acessórios
Gabarito: "C"
Questão relativamente fácil, pois, relamente, logo após a instalação de um Windows 3.x este grupo
estará vazio. Já após a instalação de outro aplicativo e/ou driver, como uma impressora jato de tinta,
o programa instalador pode, automaticamente, colocar algo dentro deste grupo.

2) Nos microcomputadores atuais, normalmente, o microprocessador é:


a) montado num soquete da placa-mãe
b) a própria placa-mãe
c) um componente fixo na placa-mãe
d) montado numa placa de expansão
e) montado direto num barramento da placa-mãe
Gabarito: "A"
Dois pontos delicados na questão: as palavras atuais e normalmente. Quando esta prova foi aplicada,
geralmente os processadores Pentium MMX da Intel eram soquetados à placa-mãe, pelo chamado
soquete 7. Mas já estava estorando no mercado o Pentium II, que se utiliza do slot 1, para se
conectar à placa mãe. No entanto, muitos outros micros, que se utilizavam do K6 da AMD, por
exemplo, vinham com o processador soldado direto na placa-mãe, como a maioria dos 486, 386 e
286... Mas, não dava para errar esta questão. Por que que o operador, no caso o candidato, deve
saber se o processador é soquetado ou não, é outra coisa...

3) Uma impressora que está imprimindo, porém NÃO corretamente, indica um possível erro do tipo:
a) luz indicadora de online apagada
b) impressora não conectada
c) cabo de força não ligado a tomada
d) má posição ou falta de papel na impressora
e) impressora com configuração incorreta
Gabarito: "E"
Na realidade, o problema da probre impressora, podem ser muitos outros tantos do que o citado
como o correto. Mas, por exclusão, a resposta "E" é a única possível nesta relação. Se bem que, em
impressoras mais modernas, muitas vezes não existe mais a tão conhecida luz de "online".

4) O aviso de comando do MS-DOS indica onde aparecerá:


a) a mensagem de status do comando
b) o comando digitado
c) o comando em execução
d) o resultado do comando executado
e) a mensagem de erro do comando
Gabarito: "B"
Aviso de comando do DOS é o "prompt" do DOS. Posto isto, esta questão é um tanto confusa e, no
mínimo, tem um erro de concordância. Como que o aviso do DOS indica (presente) onde aparecerá
(futuro), um comando digitado (passado). Sabemos sim que, ao aparecer o "prompt" do DOS o
computador está pronto para receber e executar comandos e/ou programas. Só espero que a questão
não esteja falando do "cursor"... Não, não seria provável...
5) Todos os arquivos MS-DOS com nomes de 3 letras, com qualquer ou nenhuma extensão, podem
ser representados pelo curinga:
a) ?.***
b) 123.*
c) ***.*?
d) ???.*
e) *.???
Gabarito: "D"
Apesar de os alunos não gostarem deste tipo de questão, as máscaras do DOS (ou filtros), utilizando-
se os caracteres curingas são úteis até hoje, mesmo no Windows 95/98. Não são indispensáveis,
como no tempo do DOS, mas facilita muito o trabalho do dia-a-dia. De resto, questão clara e fácil.

6) O processador de texto Word do MS-Office permite o alinhamento dos parágrafos à direito e à


esquerda simultaneamente através da opção:
a) centralizar ou justificar
b) centralizar, apenas
c) justificar, apenas
d) alinhar na horizontal, apenas
e) recuar à direita e à esquesrda, apenas
Gabarito: "C"
Ora, entendento que alinhar à direita é colocar todos as palavras começando numa mesma linha à
direita e alinhar à esquerda é colocar todas as palavras terminando numa mesma linha à direita, não
existe dúvida do comando a ser utilizado. Ótima questão de operação de Word.

7) O menu Disco, do Gerenciador de Arquivos do Windows 3.x, contém comando para copiar
a) disco flexível, somente
b) arquivos de qualquer tipo de disco
c) arquivos de disco rígido
d) disco rígido ou disco flexível
e) disco rígido, somente
Gabarito: "A"
Ora, dentro do menu Disco teremos opções do que fazer com discos... Copiar arquivos é no menu
Arquivo. Cópia de discos, somente para flexíveis. Questão clara, mas não tão fácil.

8) O computador deve ser desligado, a partir da área de trabalho do Windows 95, clicando-se, na
seqüência, o botão:
a) deligar o computador?, em Desligar e o botão Power
b) Power, em iniciar e em Desligar o computador?
c) Power, em Desligar e em Desligar o computador?
d) Iniciar, em Desligar e em Desligar o computador?
e) Desligar, em Iniciar e em Desligar o computador?
Gabarito "D"
Questão clara, fácil e, porque não, didática.

9) Os nomes de arquivos utilizados no Windows 95


a) devem ser formatados somente por letras maiúsculas ou somente por minúsculas
b) podem conter até mesmo espaços
c) têm um limite máximo de 8 caracteres
d) devem ter exatamente 8 caracteres
e) exigem uma extensão de 3 caracteres
Gabarito: "B"
A característica de nomes extensos do Win95 é uma das principais diferenças em relação ao DOS,
com suas regras rígidas de nomenclatura de arquivos. Ótima questão.

10) Os recursos de Assistentes e de Consultores, presentes em todos os programs do MS-Office, são


implementados pela tecnologia
a) Office Links
b) OLE
c) VBA
d) ODBC
e) Intellisense
Gabarito: "E"
Poder-se-ia chegar à resposta por exclusão. Mas isto, de modo algum, salva esta questão. Podemos
caracterizá-la como uma questão infeliz... A tecnologia Intellisense existe, é patenteada pela
Microsoft, faz parte da propaganda do pacote Office mas, de maneira nenhuma, chega a ser alguma
grande novidade ou mesmo de relevante importância. Não posso condenar a questão por erro
técnico, mas sim por ser uma "pergunta de rodapé".

11) O protocolo que funciona como padrão para transferência de arquivos na internet é o
a) XMODEM
b) BBS
c) FTP
d) HTTP
e) TCP/IP
Gabarito: "C"
Qualquer curso de internet deve dar ênfase aos diversos protocolos utilizados na rede. Apesar da
"sopa de letrinhas" ser um tanto quanto chata, a questão está clara e fácil.

12) O produto integrado MS-Office completo, para microcomputadores PC, é ideal para o trabalho
conjunto de
a) textos, gráficos, planilhas, banco de dados, correio e editoração eletrônica
b) textos e gráficos, apenas
c) textos, planilhas e banco de dados, apenas
d) textos, planilhas, apresentações e editoração eletrônica, apenas
e) textos, apresentações, planilhas, banco de dados e correio eletrônico, apenas
Gabarito: "E"
Chiii!!! Agora a questão pegou um pouco no calo. MS-Office completo... O que é isso??? Sem querer
ser chato mas, por enquanto, temos: Office 97 Smal Business Edition (Word97, Excel97, Publisher97,
Outlook97, Money97); Office 97 Standard Edition (Word97, Excel97, Outlook97 e Power Point 97) e
Office 97 Professional Edition (Word97, Excel97, Outlook97, Power Point97 e Access 97). Assumimos
que a questão está se referindo ao Offece 97 Professional Edition (mas, a rigor, qualquer destas
versões são "completas"). Isto pressuposto (mais uma vez temos que ser um tanto videntes), temos
de ter o cuidado de lembrar que o Word é um processador de texto e não é utilizado para editoração
eletrônica (para tanto usamos o Quarkxpress, Pagemaker ou o Ventura).

13) O computador principal de uma rede local, de comunicação de dados, é denominado


a) workstation
b) LAN
c) WAN
d) servidor
e) desktop
Gabarito: "D"
Questão fácil e direta. Está bem, se você quizer ser chato mesmo, a questão não especificou se a
rede local em questão é de arquitetura cliente-servidor ou peer-to-peer. Mas é perdoável, mesmo
porque, hoje em dia, parece que só existe redes cliente-servidor. Redes Lantastic ou Win95 são
chamadas de workgroup... Fazer o que?

14) A velocidade de transmissão de dados via modem é medida em


a) bits por segundo
b) hertz ou megahertz
c) bytes por minuto
d) bytes por segundo
e) bits por minuto
Gabarito: "A"
Esta é uma ótima questão para aqueles "caras" que saem falando que acabaram de comprar uma
placa fax-modem de 33600... e não sabem o que. Ótima questão.
15) A monitoração de tráfego na internet, para efeito de segurança, é realizada por sistema
denominado
a) plug-and-play
b) firewall
c) backbone
d) hyperlink
e) shareware
Gabarito: "B"
Resposta? Só se for por eliminação. De resto, nada pode salvar esta questão... Não existe
monitoramento de tráfego, para efeito de segurança, na internet. A internet é uma imensa rede, uma
teia de computadores, onde os vários pacotes podem passear por diversar rotas simultaneamente...
O firewall é um dispositivo de segurança numa ponte (gateway) entre uma rede privada, uma LAN por
exemplo, ou uma intranet, e a internet. O firewall filtra dados que entram ou que saem da rede privada
para a internet. Na internet não existe tal monitoramento.

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98.htmlttn98.htmlttn98.htmlttn97.htmttn97.htm

Prova de Informática do Concurso para a Caixa


Econômica Federal de 1998
01) A imagem de uma página criada, por uma luz brilhante refletida, medida e quantificada, de cada
ponto de uma página original, caracteriza o princípio de funcionamento de
a) um plotter, somente.
b) um scanner, somente.
c) uma impressora laser, somente.
d) um plotter ou uma impressora laser.
e) um scanner ou uma impressora laser.
Gabarito: "B"
Uma quetão objetiva, simples e clara. Necessário se faz somente conhecer os princípios de
funcionamento destes periféricos.

02) A criação de cópias de segurança para restaurar ou recuperar arquivos perdidos, em casos de
defeito no disco rígido do computador, pode ser realizada por programas
a) fontes.
b) aplicativos.
c) compiladores.
d) de editar, copiar e colar.
e) de backup.
Gabarito: "E"
Questão básica de segurança em qualquer sistema, do mais sofisticado ao mais caseiro, são as
políticas de backup. Qualquer curso de informática deve ter enfatizado a importância de se fazer
backup. Ótima questão.

03) O Acessório do Windows 95 utilizado para desenhar é o


a) Paint.
b) WordPad.
c) ScanDisk.
d) Midia Player.
e) Microsoft Exposition.
Gabarito: "A"
Outra questão direta e simples. Também qualquer curso preparatório de informática deve ter
relacionado dos acessórios do Windows 95. Questão mais fácil para quem já "brinca" com
computador

04) Os comandos comuns que podem ser usados em qualquer item do Windows 95, clicando-se o
botão direito do mouse sobre o item desejado, estão contidos
a) na barra de tarefas.
b) na barra de propriedades.
c) no menu Iniciar.
d) no menu de atalho.
e) no Windows Explorer.
Gabarito: "D"
Uma das grandes diferenças do Windows 95 é a utilização do botão direito do mouse, dando-se
acesso a um menu de atalho (sensível ao contexto). Uma ótima questão. Na prática muitos usam o
menu de atalho mas não sabem o nome...

05) Ao inserir, na tela do Word 7.0, os campos para digitar cabeçalhos e rodapés, o texto passará a
ser exibido no modo
a) Normal.
b) Tópicos.
c) Layout da Página.
d) Documento Mestre.
e) Tela Inteira.
Gabarito: "C"
Esta questão é mais "sapeca". Apesar que, quando abrimos pela primeira vez o Word ele o faça no
modo Normal, a grande maioria dos usuários já o coloca em modo de Layout da Página. Isto é lógico
pois assim o usuário já está vendo exatamente como ficará seu documento impresso. Somente
quando existe grande material a ser digitado e editado, usuários mais experientes, colocam no modo
Normal, que agiliza a atualização da tela. O modo de Tópicos e o Documento Mestre são recursos
muito pouco utilizados pelos usuários normais (o que é uma pena) ficando restrito a usuários
realmente estudiosos e capacitados. Assim, pouquíssimas pessoas sabem que, ao se pedir o
comando "Exibir - Cabeçalho e Rodapé", a página é sempre mostrada em Layout de Página,
independente do modo como ela estava sendo visualizada anteriormente. Esta é uma boa questão
para o: "Você sabia que..."

06) A criação de um arquivo, a partir de um documento digitado no Word 7.0, é realizado através da
caixa de diálogo denominada
a) Novo.
b) Editar.
c) Arquivo.
d) Salvar tudo.
e) Salvar como.
Gabarito: "E"
Bem, aqui temos um probleminha. Tentando imaginar a situação, o examinador diz que eu quero criar
um arquivo, portanto ele não existia, a partir de um documento digitado no Word 7.0. Portanto eu já
escreví o documento no Word, este documento está na memória do computador, mas ainda não criei
o arquivo. Assim o que preciso é salvar o arquivo. Nesta etapa, tanto faz você pedir o comando
salvar, salvar como ou mesmo salvar tudo, o Word vai abrir a janela "Salvar Como". Assim, o correto
para se salvar o documento pela primeira vez é através do comando "Arquivo - Salvar Como..." (mas
também pode-se apertar o botão "salvar" da barra de ferramentas pois, se é a primeira vez que o
documento é salvo, como já disse, vamos para a janela "Salvar Como" de todo jeito). No entanto isto
não é uma "Caixa de Diálogo". As Caixas de Diálogo são aquelas onde eu posso escrever e/ou editar
nelas. Na Janela Salvar Como, existe a Caixa de Diálogo "Nome do Arquivo: " onde eu posso
escrever um nome para este arquivo... Esta questão peca por não se ter certo rigor nas definições e
nomenclaturas do sistema.

07) Uma pasta de trabalho no Excel 7.0 é


a) a planilha que contém um gráfico.
b) a planilha em que se está trabalhando num determinado momento.
c) o arquivo em que se trabalha e armazena dados.
d) o documento usado para armazenar e manipular dados.
e) o documento que contém um conjunto de macros para realizar tarefas específicas.
Gabarito: "C"
Outra questão clássica que envolve os diferentes conceitos de pasta, como os antigos diretórios do
DOS que viraram pastas no Windows, e a pasta de trabalho do Excel 7.0. Uma das principais
características deste aplicativo é poder-se trabalhar em conjunto com várias planilhas, e não somente
com uma, como anteriormente. Este conjunto de planilhas é chamado de pasta de trabalho, em
comparação à uma pasta, cheia de planilhas dentro... Portanto, na realidade, esta pasta é o próprio
arquivo que foi salvo em disco que, pode conter, várias planilhas. Uma ótima questão.

08) O valor lógico Verdadeiro ou Falso é gerado por funções, do Excel 7.0, que utilizam operadores
a) aritméticos.
b) matemáticos.
c) de texto.
d) de comparação.
e) de referência.
Gabarito: "D"
Outra questão clara e direta. Ora, eu só consigo dizer se algo é Verdadeiro ou Falso se eu fizer uma
comparação. Os argumentos podem ser matemáticos, textos, lógicos, de referência, resultado de
outra função; mas sempre em comparação com algo ou a si mesmo. Não só funções lógicas retornam
valores lógicos e, mesmo estas implicam numa comparação (por exemplo função "E", função "OU",
função "NÃO" etc).

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