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iosdoDir
eit
oInter
nacional
Pri
vadoe
daArbit
ragem

ANOLETI
VO2013/
2014
VOLUMEI
(NÃOREVI
STO)
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a

ADVERTENCI
A

Opresentesumár
ionãodispensaalei
tur
adosManuai
sconf
ormeabi
bli
ogr
afi
a
apr
esentadanofi
naldecadaassunt
o.

Trat
a-se,tão-
somente,demateri
aldeapoi
oquecompl
etaor
oldemanuai
s
constant
esdabibl
iograf
iabási
ca.

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
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a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
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vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

I
. I
NTRODUÇÃO

§1º
.NoçãodeDI
P

ODI Pseexpli
capelofact
oquenenhum estadovi
vehojeisol
adodomundoe,
3 em consequênci
a,aspessoaspr i
vadastêm anecessidadedeestabel
ecer
rel
açõescom pessoasdeout
rosEst
ados,qualf
enómenodaaldei
agl
obal.

Est
arel
açãodecar
áct
erinter
nacional
,quenãodi
fer
eem mui t
ocom ar el
ação
est
abel
eci
danopl
anoi
nterno,necessi
tader
egul
amentaçãopart
icul
ar.

Pensemosnumasi t
uaçãoreal,chamandoaquiat r
agédiadaLampedusa,em
queum grupodei migr
antes(ci
dadãosdeEgi pt
o,Er
it
rei
aeSomália)naufr
agou
em It
áli
a.Qualaleiqueregul
ariaaresponsabil
i
dadeextr
acont
rat
ualresul
tant
e
dest
eacidente?Ou

Qualal
eiapl
icávelasucessãodeum camar
onêsquemor
rei
ntest
adaem
Fr
ançasem deixarsucessí
vei
s?

Éapensarnest
asquest
õesquesur
giuoDI
P.

Sãoest
esprobl
emasquef
azem emer
girum r
amodaci
ênci
ajur
ídi
caquese
chamaDIP.

Oqueest
áaf
inal
,em causa,
noDI
P?

Éor amodaci ênci


aj urí
dicaquer egul
aasr el
açõespl uril
ocali
zadas,ousej a,
daquel
asr el
açõesque,cor respondendoaumaact i
v i
dadej ur
ídicaquenãose
comportanasfronteirasdeum úni coEstado,entr
am em cont acto,atrav
ésdos
seuselementos,com di versossi stemasdedi rei
toe,assi m sendo,acham- se
suj
eit
asaumacondi çãodepar ticularincer
tezaeinstabil
idade,cabendoaoDI P.,
j
ustamente,cr i
ar par a tai s r elações uma di scipl
ina que r eduza esta
i
nstabi
li
dadeaum mí nimot oleráv el

O DIP,naopiniãodeFer r
erCor r
eia,éor amodaci ênci
ajur
ídicaondese
def
inem osprincí
pios,sef
or mulam oscri
téri
os,seestabel
ecem asnormasa
quedeveobedecerapesqui sadesol uçõesadequadaspar aospr obl
emas
emergentesdasrel
açõesprivadasdecaracterint
ernaci
onal
.

Quer
elaçõespr
ivadasconst
it
uem obj
ect
odoDI
P?

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vo2013/2014

§2º
.OBJECTOEÂMBI
TO

Parapercebermosoobj ect
odoDIPfaremosemprésti
mosaosensinamentos
doDanielJITTA,jáqueadoutr
inat
em div
ergi
donest
epont
o,quesubdivi
diuas
rel
açõesprivadasem t
rêsdi
mensões,
asaber:
4
1. Relaçõespur amenteinternas,asquedesde,asuagéneseest áem
contactoúni
caeexcl usi
vament ecom oEstadodof oro.Dit
odeout r
o,é
quando asr elaçõesjurí
dicas(quanto ao suj
eit
o,o facto eobjecto)
estej
am em cont act
ocom um úni cosist
emaj urí
diconacional
.Ex.M
gui
neensecompr aem Safi
m 100tij
olosaF,também guineense;

2. Relações r el
ativ
ament e i nt
ernacionais, são aquel as r el
ações
consti
tuí
dasnoest rangei
ro.Estasrel
açõespoder ãosuscit
arpr obl
emas
doDI Pseentrarem em contact
ocom oEst adodaGuiné-Bissau.Ex:Ae
Bjaponesescelebram umacompr aev endarel
ati
voaum i móv elsi
tuado
noJapão,localondeaobr i
gaçãodev esercumpr i
da.

3. Relações Absolut
amenteI nter
nacionais,são aquelasque estão em
contacto,desdeasuagénese,at ravésdosseusv ári
oselementos,em
contactocom mai sdeum or denament ojur
ídi
co.Ex:Doi smalianos,
casadossegundoal eimal i
ana,resident
esnaGui né-
Bissau,decidem
div
orciar-
seaquinaGuiné.

Sãoest asrelaçõesqueconst i
tuem oobjectoDIP,ist
oé,si tuaçõesdav i
da
pri
vadai nt
ernacionaloufact
ossuscept
ívei
sder el
evânciajurí
dico-
pri
vadaque
contactam com mai sdeum sistemajurí
dico,porocorrerem noâmbi t
ode
efi
cáciadev ári
asl ei
s.

OD. I
.P.est udaasr elaçõespr ivadasinternacionais,istoé,
aquelassi
tu
a çõesd e
cari
zp ri
vado ( nãop úbli
co)
,in t
er-
ind
ivi
dua
is,ma s qu es ão dotadas de i nter
-
nacional i
dade,ou,c omo t ambé m s eu sa,est ranei
dade (relações jurídicas
pluril
ocalizadas) .
“O obj ecto pr i
ncipaldo D. I
.P.éaav eriguação dal eiapl
icávelàsr elações
privadas i nternacionais,com v ist
a à det erminação da di scipl
ina j
ur í
dico-
mat eri
alregul adoradet ai
srelações”.
Seéest eoobj ectodoDI P,entãodev emosf i
xardesdej áoseuâmbi to,qual
seja,quemat éri
asdev em serest udadasnest adiscipl
inadeDi r
eit
o.

Mest
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Gaul
leCunhaPer
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dadedeDi
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todeBi
ssau–Di
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toInt
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Pri
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ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

Normal ment easmat ér


iasaserem estudadasnoDI Psãoaquel asquetêm uma
rel
açãodel igaçãocom asrel
açõespr i
vadasi nternacionaisqueconectam com
mai sdeum si st
emaj ur
ídi
co,querr ef
eri
ndo- se“ápessoadossuj ei
tosda
rel
açãoj urídica(suanacional
idade,domi ci
li
o,r esidência),comoaoact oou
5
factojurí
dico( l
ugardecelebr
açãooudeexecuçãodocont rat
o,lugardaprát
ica
dof actoger adorderesponsabil
idadeciv i
l
)ouácoi saobj ectodonegóci o
j
urídico(si
tuaçãodela).

Af i
xaçãodoâmbi t
odoDI Pdi
feredepaisparapais,p.
ex.nospaí
sesanglo-
saxóni
cos,oDIPli
mita-
seaestudarodirei
todeconfl
it
osdelei
sedejuri
sdi
ção
ereconheci
mentodesentençasestr
angeir
as.Anaci
onali
dadeeacondi
çãodos
estr
angeir
ossãoestudadasnoDir
eit
oPúbl i
co.

NaAl
emanhaeem Itál
i
aoâmbitodoDIPémaisrestr
it
o,poisl
imi
ta-
sepurae
si
mpl
esmentenoest
udodeconf
li
todel
eiseoconf
li
todejur
isdi
çãoéest
udado
noPr
ocessoCi
vi
l.

Nonossodi reit
o,ásemel hançadodi rei
toFr ancêsemaisconcretamentedo
português,porinfl
uênci
adeFer rerCorr
eia, oestudodoDIPémai sabrangente,
poiscomeçamospel oest udodanaci onalidade,i
stoé,oestudodeconjunt
ode
normas de di r
eit
o mat erialque est abelecem as condições e fi
xam os
pressupostosdeaqui si
çãoouat r i
bui
ção, manutençãoeperdadanacionali
dade
deum det erminadoEstado.

Oestudodest
eel
ement
odeconexãoj
ust
if
ica-
senost
ermosdosar
tºs.25ºe
31º
/1CC.

Comohaví
amosaf i
rmado,oDIPtem comoobj
ect
oasr
elaçõesquepõeem
cont
act
ovár
iosor
denamentosj
urí
dicos.

Seassim é,
entãooDIPdev etambém estudarodir
eit
odosest rangei
ros,i
stoé,
conj
untodenor masmat er
iai
squer egulam acapaci
dadedegozodedi r
eit
os,
públ
icosoupr iv
ados,dosestrangei
ros,ist
oé,naper spect
ivacompar at
íst
ica
com osnacionai
sdoEstadodof oro.

Asvezesasnossasnormasdeconf l
i
tosremetem paraordenamentosjurí
dicos
complexosque,àsvezes,pornãopossuír
em di
r ei
toint
erl
ocal,col
oca-nosna
obr
igaçãodedeter
minarodirei
tomater
ial
apli
cável.

Mest
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Gaul
leCunhaPer
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Facul
dadedeDi
rei
todeBi
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vadoedaAr
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l
ecti
vo2013/2014

Antesdaresol
uçãodoscasosdoDI P per
gunt
amospr imeir
oseosnossos
Tri
bunai
ssãocompet
ent
esint
ernaci
onal
menteparaconheceroassunt
o.

Estaindagaçãoéf ei
tacom r
ecursoaoestudodasnor
massobrecompet
ênci
a
i
nternacionaldosTri
bunai
sguineenses(
art.
º65ºesegs.CPC)
6
Asv ezesasnossasaut ori
dadessãochamadaspar areconhecerosactos
públi
cosprat
icadosnoest rangei
ro,incl
usi
ve,par
areconhecerassent
enças
j
udici
aisouar
bitr
aisest
rangeir
as(art
.º1094ºCPC).

Em sumaestudamosoconf l
it
odel eis,oconfl
i
todejuri
sdiçõesequest
ões
l
i
gadasaocomérci
oInt
ernaci
onal,
designadamenteàar
bit
ragem.

*
***
*

BI
BLI
OGRAFI
ASUMÁRI
A:

Fer
rerCor
rei
a,Li
çõesdeDi
rei
toI
nter
naci
onal
Pri
vado,
I,2011pp.11-
22

Li
maPi
nhei
ro,
Dir
eit
oInt
ernaci
onal
Pri
vado,
Vol
.I,
pp.
15-
30

Mar
iaJoãoMi
moso,
Nót
ulasdeDi
rei
toI
nter
naci
onal
Pri
vado,
Qui
diur
is,
2011,
pp.
9-
22

Port
udoi
stov
amosagor
afi
xaropl
anodonossocur
so.

§3.
ºPLANODOCURSO

Onossocur
soest
aráest
rut
uradoem 4par
tes,
sendo:

PARTE Ia int
rodução onde para al
ém da defini
ção j
á dada e o object
o
fal
aremosdevaloresdoDIP,métodosefontes,parapost
eri
orment
eabor dara
rel
açãoent
reoDI Peoutr
asdisci
pli
nasjur
ídi
cas.

Napart eII,centr
aremosanossaat ençãoat eor i
ageral
dasnor masdeconflit
os,
i
stoé, noCapi tuloIestudaremosasr egrasdeconf l
i
tos(estrut
uraefi
nal
idade),
aqualificação,ai nt
erpretaçãoeaconcr eti
z açãodoel ementodeconex ão,o
r
eenvio,ar emissãopar aor denamentosjurídicoscompl ex
os,af r
audeàl ei
,a
i
nter
pret açãoeaapl i
caçãodoDi r
eit
oest r
angei roeareservadeordem públi
ca

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ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

i
nter
naci
onal
.

Ocapí t
uloIIestáreser
vadoaoest udodapar t
eespecialdasnormasdeconf l
ito,
ondef aremosum est udopormenor izadodasnor masdeconf l
itossobr eal ei
pessoaldas pessoas si ngulares,l eipessoaldas pessoas col ect
ivas e
7 problemas conexos,Condição jurídica dos estr
angeiros (
pri
ncípios gerais),
Relações f amil
iar
es e análogas, Sucessões mor ti
s causa, Obr i
gações
contrat
uais,Responsabili
dade ci vi
lext racont
ratual
,Responsabi li
dade pr é-
contrat
ual,Enr i
queci
mento sem causa,Gest ão de negócios,Di r
eitosr eais,
Direi
tosdeaut oreconexoseDireitosintel
ect ssui
uai generi
s.

Napar teIIIfal
aremosdoDi r
eitoProcessualCivi
lInter
naci onal.Far
emosuma
primeir
aapr oximaçãocom oDI PnoCap. Ipara,desegui da,f al
arnocap.I
Ida
compet ênciajudiciár
iainter
nacional;noCap.I
IIcentrar
emosanossaat enção
na cooper ação j udi
ciári
ai nter
nacionale,por f i
m f alar no Cap.I V do
reconhecimentodesent ençasjudi
ciári
asestr
angeira.

Terminaremosonossocur socom estudodapar t


eI V,ondeabordaremosa
arbi
tragem pri
vadaInt
ernaci
onal
,pri
ncipal
mentenaper specti
vadaOHADA.
Faremosum br eveol
harsobremeiossuigener
isderesoluçãoext
raj
udici
alde
l
it
ígiosinter
naci
onal
.

§4.
ºORI
ENTAÇÃOBI
BLI
OGRÁFI
CA

CORREIA,A.Ferr
er,Li
çõesdeDi
rei
toI
nter
naci
onalPr
ivado,Al
medi
na
Vol
.I
.Reimp.Coi
mbra,2002

MACHADO,João Bapt
ist
a,Li
ções de Di
rei
toI
nter
naci
onalPr
ivado,
Al
medi
na,3ªEd.Rei
mp.
,Coi
mbr
a,2002

MAYER,Pier
re,Dr
oitI
nter
nat
ionalPr
ivé,
Edi
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onsMont
chr
est
ien,Par
is,
Dal
loz,
1973.

MEYER,
Pier
re,
Droi
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arbi
tr
age,
Bruxel
es,
Bruy
lant
,2002

PINHEIRO,Luís de Li
ma,Di r
eitoInternaci
onalPri
vado,Int
rodução e
Dir
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odeConf li
tos.Par
tegeral.Vol.I,Almedi
na,2ªEd.Ref.,Coi
mbra,
2008;Di
rei
toInt
ernaci
onalPri
vado,Di r
eitodeConfli
tos.Part
eEspecial
,
Vol.
II
,2ªEd.Rev.eAmp. ,Rei
mp..,Coimbra,Almedi
na,2002;Arbi
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vo2013/2014

Tr
ansnaci
onal
,Det
ermi
naçãodoEst
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bit
ragem,
Almedi
na,
2005

RAMOS,RuiManuelGensdeMour a,Di
rei
toInt
ernaci
onalPri
vado e
Const
it
uição.I
ntr
oduçãoaumaanal
isecri
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cadassuasr el
ações,3ª
Rei
mp..,
Coimbra,
Almedi
na,
1991
8
REI
,Mar ia Raquel
,Apontament
os sobr
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Gui
neense,i
nBFDB,Nº3/Junhode1995

SANTOS, Ant onio Marques dos, Di


rei
to I
nter
naci
onal Pr
ivado,
sumár
ios,
Lisboa,AAFDL,
1997.

___
_____
_____
___Est
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rei
toI
nter
naci
onalPr
ivadoedeDi
rei
to
Públi
co,Al
medina,2004

RI
BEI
RO,ManuelAl
mei
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oduçãoaoDi
rei
toI
nter
naci
onalPr
ivado,
Al
medi
na,
2000

VICENTE,Dár i
o Mour a,Dir
eit
oI nter
naci onalPrivado,Ensai os,Vol
.I
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Coimbra,Al
medina,2002;Direi
toInt
ernacionalPrivado,Ensaios,VOL.II
,
2005;Vol.I I
I,2011;Da Responsabil
idade Pr é-
Cont r
atualem Di rei
to
I
nternaci
onalPri
vado,Coimbra,Al
medina, 2001;
DaAr bi
tragem Comerci
al
I
nternaci
onal
,Coimbra,CoimbraEdit
ora,1991.

§5.
ºVALORES

O dir
eit
oi nt
ernaci
onalpri
vadoli
mita-
seadesi gnarasleisapl
i
cáv
eisauma
si
tuaçãofactual
,quandoestast
enham, desdenasuagénese,
umali
gaçãocom
aquel
asituação.Éoquesechamaj ust
içaf or
malouconf
li
tual
.

Sendoestaaj
ust
içadoDI
P ent
ãoel
aéconcr
eti
zadaat
rav
ésdev
alor
ese
pri
ncí
pios.

Osv al
oresprossegui
dosporDIPsãodi vi
didosem duascategor
ias,asaber
,
val
ores for
mais do dir
eit
o de conf
li
tos e val
ores mat
eri
aisdo dir
eit
o de
conf
lit
os.

Em rel
açãoaopr i
mei
ro,t
emosadi zerqueosv al
oresf
ormai
sdodi r
eit
ode
conf
li
tostêm av
ercom acer
teza,pr
evi
sibi
l
idadeeharmoni
aint
ernaci
onalde
sol
uções.

Mest
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toInt
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vo2013/2014

A este propósit
o,a nossa discipl
i
na pr
ocura det
ermi
nar qualdas l ei
s
conectadascom asit
uaçãoest
áem mel hor
escondiçõespar
aat i
ngiraquel
es
object
ivosat
ravésder
ecursoaváriasmet
odologi
asqueasegui
rfalar
emos.

Quantoaosv alor
esmat eri
ais,asmesmast em av ercom v ári
ossubv alor
es
9 como a di gnidade da pessoa humana,concret
izado atrav és do r espeit
o
univ
ersalda per sonal
idade dos i
ndiví
duos,a i
gualdade que l ev a,p. ex.a
bi
later
ali
zaçãodasnor masdeconf li
to,máxi
me,art
.º28º /
3CC,ai gualdadede
tr
atamentoeaexcl usãodeel ementosdeconexãodi scri
mi natório(v.g.art.
º
52º/2,53º/
2C. C),

Paraal
ém dest
as,podemosaindasur
preenderout
rossubval
oresmateri
aistai
s
como,aadequação,equi l
íbr
io aponderação ealiber
dade,concret
izados
atr
avésdaautonomiapri
vada.

Porfi
m,oDIPprossegueai
ndav
alor
escomot
utel
adeconf
iança(
V.g.ar
t.
º
28º
/1C.C)eobem comum.

§6.
ºMÉTODOS

ComoéqueoDI
Pregul
aasr
elaçõespr
ivadascont
endoum el
ement
o
al
iení
gena?

6.1.Ori
ent
açãot
radi
cional(
Per
spect
ivacl
ássi
caEur
opei
a)–Regul
ação
i
ndirect
a

Aor i
entaçãotradi
cional(
mét odoconf
li
tual)assent
anabusca,pel
oTribunalde
foro,deleioul ei
sapl i
cávei
s,ounaexpr essãodopr i
nci
palprecur
sordest a
teori
a,Savigny
,busca-seat r
avésdasnor masdeconf l
i
to“asededar el
ação
j
ur í
dicaeéest asedequev aideter
minarol ocalaqueasi
tuaçãojur
ídicaestá
sujei
ta”.

Estasolução met
odol
ógicadesi
gna-
sedemét
odo deconexão,oumét
odo
confl
i
tual,
outécni
cadaregr
adeconfl
i
tos.

Noseut raçoprinci
palsi
gni
ficaquedevemosescol
heral
eiqueseencont
ra
melhorcolocadaparadeci
dirdet
ermi
nadaquest
ãoli
gadaaum sect
ordavi
da
j
urí
dica.

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
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todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
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Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

Como?

Paraaconcepçãoclássi
ca,éatrav
ésdenormasdeconf l
i
t osqueoDIPcumpr
e
a sua mi
ssão depr overà regul
amentação dasquestõesemergent
esdas
rel
açõesj
urí
dico-
pri
vadasint
ernaci
onai
s.
10
Sãoasr egrasdeconf li
tosquepr ocedi
am àescolhadal eicompetentepar
a
regera uma det erminada si t
uação,com base em cr i
tér
ios merament
e
l
ocalizadores(v.
g.:proximidadeespacial
,vincul
açãoespaci almaisfort
e)ou
sejaindicam oel
ement odaf act
ual
idadeconcret
aout í
pica,atr
avésdoqualse
vaideterminaral
ei apl
icávelàsvári
assit
uaçõesdev i
da.

ÉdesteprismaqueoDI Pprossegueosv al
oresdasegurança,cert
ezajurí
dicas
econtinui
dadedassi t
uaçõesjuri
dicas,porisso,asuajust
içaéemi nentemente
for
malumav ezqueopapeldar egradeconf li
tosnãoéodeescol her,deent r
e
assoluçõesdecorrentesdasváriaslei
sem concur so,aquemel horconv enha,
em ter
mosdej ust
içamat er
ial
,ànat ur
ezaeci rcunst
ânci
asdocaso« subjúdice”.

6.
2.CRITI
CAnorte-
americana
As crí
ti
cas a est
a construção adv
êm essenci
alment
e dos EUA e são,
basi
camente,
assegui
ntes:

-Impossi
bil
idadede,mui tasv ezes,seapuraraconex
ãomai sestr
eit
aoumai s
si
gnif
icat
ivadar el
açãoj urí
dica;pensemos,p.ex
.nocasodeest at
utopessoal
,
naci
onali
dade,residênci
ahabi tual
,sucessõespormorte(
l )el
eipessoal exrei
si
taequantoaosi mobili
ári
os.

-
desadequação das nor
mas do di
rei
tointer
no par
ar egul
aras si
tuações
i
nter
nacionai
s,poi
snãosãoel
abor
adostendoem cont
atai
sprobl
emas.

-Dif
icult
aaadopçãodeumasol uçãomater
ialment
eadequadaaoscar
act
eres
específ
icosdassi
tuaçõesj
urí
dicaspl
uri
l
ocal
izadas

-Cri
adi f
icul
dadesquant oapr ev
isibi
li
dadedasdecisõesjudi
ciai
seest
abil
i
dade
dav i
daj urí
dica,bast
aol harmospar aaquestãodequal i
fi
cação,or
eenvi
o,a
adaptaçãoeaor dem públ
ica,matéri
asquedesenvolver
emosmai sadi
ant
e.

6.
2.1.DAVI
DCAVERS(
bet
terl
awappr
oach)

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

Em 1933,DAVIDCAVERSpubl i
caum estudonoqualconcl
uique,nassi
tuações
pl
uri
local
izadas,o cer
ne é o conflit
o de nor
mas mat eri
ais de div
ersas
pr
oveniênciasquev
isam di
ri
miroli

gio.

Nest
eseuest
udopodemossur
preenderdoi
smoment
os:
11
1ºMoment
o:

Anegaçãodasr egrasdeconf l
it
os,porquenumar elaçãopr i
vadainter
nacional
estáem causav ári
asnormasmat eriai
squepodi am resolveraqueleconfli
toea
escolhadal einãodev eseror i
entadaporcr i
téri
osmer ament elocal
izadores
(assim comoof aziaadout r
inaclássica)
,massi m pelaj usti
çamat eri
alda
solução, endendoaosi
at nt
eressesdaspar teseàpr ópriasituação.

Porisso,parasoluci
onarassi
tuaçõesjurí
dicaspl
uri
local
i
zadaspropõecomo
métodoaescol hadenor masmat er
iai
s,ouseja,aconex ãodependeriado
conj
untodef act
oqueaconexãov aioperaredassoluçõesaqueasdi f
erent
es
l
eisconduzir
iam,segui
ndooseguint
ecami nho:

4. Pri
mei ro,oTri
bunal
,peranteum caso,anali
sari
apormenori
zadamentea
sit
uação pr i
vada int
ernacionalcomparando as soluções mater
iai
s
fornecidaspel
asnormasexi stent
esem concur
so.Esódepoisdeci
dir
iaa
l
ei apli
cável(
purosubj
ectiv
ismoedi scr
ici
onari
edade)
.

5. Segundo,oJuiz,naescol
hadaleicompet ent
e,deveatenderaocri
tér
io
dajust
içadev
idaásparteseaosobject
ivosdepoli
ti
calegisl
ati
va.

2ºMoment
o:

Quandov i
uqueasuapr i
mei r
ateseti
nhaum graudei mprat
icabi
l
idadee
i
ncert
eza enor
me cri
ou o chamado mét
odo da pesqui
sa da melhorlei
(
«Better
LawAppr
oach»
).

A« Bett
erlawappr
oach»consist
enumadout ri
naquenãor epudi
aosi st
emada
conexão.Segundoela,ser
áapli
cávelalei
,escol
hidadentreasleisconectadas
com asi t
uaçãoconcreta,queregul
arasi t
uação« subj
udice»demodomai s
adequadooucor r
ect
o( omai sj
usto)
.Elej
ulgasernecessáriaaf or
mulaçãode
j
uízos de v al
orque possam or i
entaros tri
bunaisej ust
if
icar,assi
m,a
prefer
ênci
aporumadaquel asnormasem confl
it
o,pois:

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

-Nem sempreéfáci
lchegaràsol
uçãodasquest
õesemer
gent
esdasrel
ações
i
nter
nacionai
sat
ravésdaanálisedo cont
eúdo edosfi
nsdasnormasem
conf
li
to;e

-Hái
nconv
eni
ent
eseper
igosder
ivadosdomét
ododasol
ução«
adhoc»
.
12
CAVERS estabelececr it
éri
osguia(oscél ebrespr incí
piosdepr ef
erência―
«pr
incipl
esof
preference»)quesãosi
mpl escri
téri
osdeor ient
açãoparaoj ui
z,ou
sej
a,dev i
am simpl esmenteori
ent
aroj ui
znasol uçãodesi t
uaçõespr i
vadas
i
nternaci
onai
s cont r
over
ti
das,não tendo o car ácterrígi
do de verdadei
ras
normasdeconf l
itos.

Tr
ata-sedoseguinte:CAVERSt omaalgunscasosdeconf l
it
osentreinsti
tui
ções
oupreceit
osjur
ídico-mater
iai
sdediferentessist
emasdedi rei
toediz-nosqual
ocri
téri
oque,em taishipót
eses,dev
epr esidi
ràsoluçãodoconfli
todeleis.

Assi
m sendo,
per
ant
eumasi
tuaçãoi
nter
naci
onal
concr
eta,
dev
eri
aoj
uiz
:

1.
li
mitaroâmbit
odel
eispot
enci
alment
eapl
i
cáv
eissegundoocr
it
éri
odamai
or
pr
oximidade;
e

2.pr
ocederà det
erminação da l
ei(dentr
e aquel
as conectadas à si
tuação)
apli
cável
atr
avésdorecursoaoscr
itér
iosgui
a(«pri
nci
plesof
prefer
ence»)
.

O âmbito de apl
i
cação destes pr
incí
pios se r
esumi
aar
esponsabi
l
idade
ext
racont
rat
ualeaoscont
ratos.

6.
2.2.Br
ainer
dCur
ri
e(agov
ernament
ali
nter
estanal
ysi
s)

Recusafr
ontal
menteométodoconf li
tualepropõecomocrit
ér i
odeescolhada
l
eiapli
cávelo«gover
nmenti
nterestanalyse»
.Háumar upturatotalcom oque
deadquir
idohavi
aem DIP.
,preconizandoaabol i
çãodatécnicadasr egr
asde
confl
i
tos.

Noessenci
aldasuat eor
iapodemosregi
starquepar
ael e:«
todaar egr
ade
di
rei
totem porf
inal
i
dadeareali
zaçãodeumacer t
apolí
ti
caouf unçãosóci
o-
j
urí
dica;

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

Out
ro:oEst
adoqueedi
taanormatem i
nteressenar
eal
i
zaçãodapolí
ti
caqueà
nor
masubjaz»
.Éestei
nter
essequedeterminaocampodeapli
caçãodecada
nor
ma.

CURRI Epart
edaquiparaoferecerumacat egóri
carespost
aaoconfli
todeleis:
13 peranteumasituaçãointer
nacionalqualquer
,ost r
ibunai
sdever
iam começar
poranal i
saras «poli
cies» implí
cit
as nas vári
as lei
s em concurso e as
ci
rcunstânci
asquepossam t ornardesej
ávelapromoçãodepol í
ti
casnocaso
concreto.

Apenasum Estadot
em int
eressenareal
i
zaçãodafi
nali
dadesóci
o–pol
í
ticada
sualei
,sendoquealei
apli
cáveldev
eseradesseEstado.

Di
todeoutromodo,odomíni
odeapl
icaçãodecadanormaseri
adet
ermi
nado
em f
unçãodoi
nter
esseest
adual
aqueamesmacor r
esponde.

Cadaleicorr
espondeum espaçooudomíni
odeapl i
cação,quesedel
i
mit
aem
funçãodoint
eresseest
adualqueat
enhadeter
minado.

Par
aelealeiquedeveprev
alecer
,em casodeconfl
i
todeint
eressei
nsanáv
el
ent
redoi
sEstados,
sendoum del
esodof or
o,éal
eidofor
o.

Nãohav
endoi
nter
essequerdal
eidof
oro,querdal
eiest
rangei
radev
eapl
i
car
-
set
ambém al
eidofor
o.

Cr
it
ica:

-AposiçãodeCURRIEoperaumasubordi
naçãodoDIP.aval
orespolí
ti
cos,
quandosabemosqueoDI P.éum ramododi r
eit
odecar
izpr
ivado,nãose
resumi
ndoaum conf
li
todesober
ani
as.

-Potenci
ao« f
órum shoppi
ng»(
escolhapelaspar tes,ant
esdeint
entar
em a
acção,dotr
ibunalqueapli
queoordenamentojurídi
coquemaislheconvém ―
havendoumamani pul
açãodacompetênci
ainternaci
onal).

-Casuí
smo― excessi
vospoderesat
ri
buídosaojuiz(porvezesédifí
cilr
etir
ar
docont
eúdodasnormasoint
eressegovernament
alquelhesestásubj
acente).

-Vi
olao pri
ncípi
o dapari
dadedetr
atament
o dosor
denament
osj
urí
dicos
(
pri
vi
legi
aaapli
caçãoda«l
exfor
i»)
.

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

7.
Mét
odossubst
anci
ali
stas

Tem comopontodepar
ti
daor
ecur
so,noDI
P,aospr
incí
piosecr
it
éri
osda
j
usti
çamat
eri
al.

14 Estaor i
entaçãotem algumascambiantesquaissejam,asquedef endem que
dev e-
secr i
arnormasjurí
dicasaut
ónomascapazesder egul
arar elaçãopr i
vada
pluril
ocal
izadasemnecessidadedorecursoanor masdeconfli
tosouai nda,se
i
st onãobast ar,r
ecor
rerí
amosaocost umeinternaci
onalpar
aar esoluçãodos
casosdoDI P.

Em sínt
ese,def
endeoscultoresdestateor
iaqueseissonãobast
ar,ojulgador
dev
epr ocurarsol
uçõesmat eriai
s“addoc”i .
eajustadasásci
rcunstancias
par
ticul
aresdassi
tuaçõesconcretas.(
Dani
elJI
TTAeI ssacHI
JMANS).

O DIPnãodev eservi
stoumamera“ guil
hot
inadeconfli
tos”nem tãopouco
como “l ut
aentredoisou mai
sor denamentosj
urí
dicos”quer eclamam a
apl
icaçãodassuasnor
masmater
iai
s.

Procurav
a-seaqui
,quandoasv ári
asconexõesdeumar el
açãoj
urídi
casejam de
valoroupesosensi
velmenteigual
,asoluçãodoproblemanapr
ópr i
arel
açãoda
vi
daqueseconsi der
a,independentementedoconteúdodossi
stemasjurídi
cos
em causa.

Cr
it
ica:

A solução apontada não afast


a mui
to da t
eor
ia do di
rei
tol
i
vre que
hodi
ernamentejáestául
tr
apassada.

Cambi
ant
esdest
esi
stema:

7.
1.Di
rei
tomat
eri
aldef
oro

I
stoé,assit
uaçõestr
ansnacionaisseri
am regul
adascomosedesi t
uações
pur
ament
einter
nassetr
atasse(presci
nde-sedenormasdeconf
li
tos)
.

Ateseem anál
iseapr
esentaal
gumasvantagens,
poi
sconsist
enav iamai
sfáci
l
par
aosór gãosdeaplicaçãodoDi
rei
to,queestãomai
sf amil
iar
izadoscom o

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

Dir
eit
omat eri
ali
nternodoquecom oDi reit
oestrangeiro.
Contudoapr esentaal gumasdesv antagensumav ezqueest at écnicaporiaem
ri
scoasegur ançaj urídi
caeahar moni ai nt
ernacionaldesol uções;oDi reit
o
apl
icávelnãoser iapr evi
sív ,v
el ariandoconsoant eoEst adoem queaquest ão
15
secolocasse; Aaplicaçãodeum Di reit
odi f
erenteem cadaEst adof oment ariaa
desarmoniai nt
ernacionalde sol uções;por out r
o,per mi t
iri
a um “ fórum
shopping”:aescol hado f oro mai sconv enienteàpr etensão,porf im ser i
a
i
ncompat ívelcomooDI Ppúbl i
coumav ezquel evari
aànegaçãoi njusti
ficada
dosdirei
tosadqui r
idospel osestrangeirossegundooDi r
eitoestrangeiro.

7.
1. NORMAS MATERI AIS ESPECIAI
S DE DI
REI
TO I
NTERNO -Di
rei
to
i
nter
naci
onalpr
ivadomat er
ial

Em l ugardeapl i
caroseuDi r
eitomat eri
alcomum,osEst adospodem cr i
arum
Direitomat eri
alespeci alapli
cáv elexclusivament eàsr elaçõest ransnacionai
s
comoaquel equeacont acom oi
eci usgent i
umdodi reitor omano.
Essasnor masmat er
iai sseriam um conj untoder egrasmat eri
aisdedi r
eit
o
i
nter noqueseapl icariam imedi atament eàsi tuaçãoj urídicaI nternacional
Aapl i
caçãodoDi reitomat eri
alespecialdependedeumal igaçãocom oEst ado
do f oro,pelo que consi ste numa t écnica de r egul ação i ndirecta que não
prescindedenor masdeconexão.
Estasnor maspodem t ercomof onteocost ume, i
stoé, recor reríamosaosusos
do comér ci
oi nternaci onal,os cont ratos-t
ipo,r egr as int ernacionais paraa
i
nter pret
açãodost ermoscomer ci
ais,asr egraseusosuni formesr elat
ivosao
créditodocument ár i
o,apr opriajuri
sprudênci adost ribunai sar bit
rais.Em suma,
or ecursoal exmer catór i
a.

Como exempl o dest


a t
ese ci
tamos o ant
igo Códi
go Comer
cial da
Checosl
ováqui
a.

7.
2. DI
REI
TOMATERI
ALUNI
FORME

Consistenomét ododeuni f
icaçãointernaci
onal( vgporv i
adeConv enções
i
nternaci
onais)
.
Dit
odeout romodo,criação,porumaf ont esupra-est
adual ,deDi
reit
ouniforme
(Di
reit
oapli
cávelt
antonasr el
açõesinternascomonasr elaçõesi
nter
nacionai
s).
Como exempl o dest
et ipo de via de regulação,cite-se a Convenções de

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

Genebr asobr eaLeiuni for


meem mat ér i
adel et r
asel i
v rançasesobr eaLei
unif or meem mat ér i
adecheques.
Est emét odoéumav erdadei raut opia,poi sem nadav em al ter aronor mal
funci onament odosi stemadeDi r
eitodeConf li
tos,umav ezquenãoel i
minaas
16
difer ençasent reosor denament osem pr esença,al i
ásodi reitoéoaspect o
cultur al decadapov o
Seaapl icaçãodoDi reitouni ficadodependedeumaconexãocom um Est ado
cont r atant e,def ini da pornor mas de conexão especi ai s,t rata-se de um
processoder egul açãoi ndirect a.
Não se conf unda,cont udo,com a t écnica de r egulação r elativament e ao
sistemadeDi r eitodeConf l
itos:aqui ,aapl i
cabi l
idadedoDi reito( unifi
cado)
resul tadaact uaçãodenor masdeconexão“ adhoc” ,
contidasnumaConv enção
i
nt er nacional .
Omét odoapr esent aal gumasv antagensumav ezque,nãoháqueescol hero
sistema l ocal apl icáv el, desde que uma si tuação t ransnaci onal caia
direct ament edent r odaesf er aespaci aledodomí niomat er i
aldeapl i
caçãodo
regimeconv enci onal .
OsEst adoscont r
at antesassumem umaposi çãouni formesobr ear egulação
j
ur í
di cadasi tuação.
Or egi memat er ialapl icáv elnosdi f erent esEst adoséomesmo,f acili
tando-se,
assi m, oconheci ment odadi sci pli
naj urídicadasi tuação–gar ant easegur ança
j
ur í
di ca,enf i
m ét écni cader egul açãopar ticularment eadequadaasi tuações
transnaci onai squesur gem em conexãocom mei osdecomuni caçãogl obai
s
(vgI nt ernet ).
Assaca- l
he por em os segui nt es i nconv enientes,o pr ocesso de uni fi
cação
i
nt er naci onal émor oso, difí
cileoner oso.
Adesej ada“ supr essãodosconf l
itosdel eis”sóser iaatingi daseauni fi
cação
fosseger al( cobr indot odasasmat érias)euni versal(abr angendot odosos
Est ados) .
Or aauni ficaçãonãoénem umacoi sa, nem out ra.
Não é ger al:apenas al gumas ár eas j urídi
cas são obj ect o da uni fi
cação
(princi pal ment e: comér ciointer naci onal ).
Auni f i
caçãoémai sdi fícilem domí nioscomooDi reit
odaFamí l
iaeSucessões.
Nãoéuni versal :nem t odososEst adossãopar tesnasConv ençõesdeDi r
eit
o
mat er i
al uni f icados e, ai nda que assi m f osse, as Conv enções são

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

fr
equent
emente modifi
cadas posteri
orment
e por prot
ocolos (tr
atados
post
eri
oresquer
espei
tam apenasaal
gunsdosEst
adoscont
rat
antes)
.

Posi
ção:
17 O DI Péessenci alment
edi r
eit
odeconf li
tos,por
queassol uçõesdecorrent
es
das situações pluri
l
ocali
zadas colhem-
se,na general
i
dade dos casos,nos
preceit
osjurídi
co-mater
iai
sdal eicom aqualasit
uaçãoconcretaseacharmais
estrei
tamenteconexa.

7.
3. Di
rei
toI
nter
naci
onal
Publ
ico.Remi
ssão.

7.
4. Regul
açãopel
oDi
rei
toaut
ónomodocomér
cioi
nter
naci
onal

Trata-seder egrasepr
incí
piosqueemer gem dasr el
açõesqueseest abel
ecem
nosei odepessoasquesededi cam profi
ssi
onalment eaocomér ci
o.
Ousej a,sãoaquel asregr
asepr incípi
osaplicáveisásr el
açõesdocomér cio
i
nternaci onalque se f or
mam i ndependentement e da acção dos ór gãos
estaduais.
Nada i mpede que est as nor
masf ossem recepcionadasna or dem j
urídica
i
nterna.Vej a-seocasogenér i
codoar t.
º15ºdoAUA quef ezapeloa“ lex
mer catória”

7.5. Recur soàequi dadeouàcomposi çãoami gável


Éout romei odedi ri
mirli

giosemer gentesder elaçõespriv
adasi nternacionais
decar áctercomercialdequeaar bit
ragem priv
adai nter
nacionallançamão( v
.g.
§2ar tº15AUA) .
Posição:Naest ei
radadout r
inahodiernapropugnamosqueot radici
onalismo
metodol ógiconãof azsent i
doumav ezqueoDI Pnapr ossecuçãodosseus
val
or esnãodev ef i
caramar radoaumaúni cadogmát icamet odológica,mas
sim chamarasi outr
asconcepçõesmet odol
ógicasconcor dantes.
Noent anto,omét odotradici
onal(vi
aconf l
it
ual)ser áar ampadel ançament o
enquant o cri
téri
ol ocal
izadorda si tuação jurí
dica ancorada no el emento
ali
enígenapoi s,em termosaxi ol
ógicoséaquel aquer espeit
aem pl enit
udeo
pri
ncí piodanãot r
ansacti
vidade.

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

**
****
*
BI
BLI
OGRAFIASUMÁRI
A:

Fer
rerCor
rei
a,i
dem,
pp.139-
167
18
Li
maPi
nhei
ro,
idem,
pp.
45-
109

Mar
iaMi
moso,
idem,
pp.
61-
85

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

§7.
ºFONTES

SegundoFer
rerCorr
eiaoDI
Péest
adualpel
afont
eeinter
naci
onalpel
oobj ect
o.
Estaexpr
essãorepeti
dapel
oPr
of.YavKat
shungJosephdaUni ver
sidadede
Lumumbashi,noCongo.
19
Di
ziaest
ePr of
essorque“ Ledroi
tint
ernati
onalpr
ivéestunfleuvei
rri
guépar
denombr euxaffl
uents »
.Lemot«i nter
nati
onal»,dansl’
expressi
on«dr oi
t
i
nter
nati
onalpri
vé»,faitr
éfér
enceàl’
objetdecedroi
t,nonàsessources.

No DIP asfontesnacionaissão asmai simportant


es.A sua i
mport
ância
j
usti
fi
ca-
se pel
a ausência de um legi
sladorinter
naci
onalquepossa impor
sol
uçõescomunsparatodososEst ados.
Desdeasuagéneseo DI Pf oisempredef onteint
ernaeessenci
almente
for
madapelaslei
sejuri
sprudêncianaci
onais.

AsituaçãomudounosmeadosdoSec.XI Xmer cêdacr escentemobi l


idade
i
nternaci
onaldepessoas,capit
aisebens,porum l ado,eai ntegraçãopol i
ti
co-
económicodosEst adosem comunidades.
Em consequênci
a,assisti
moshojeumai nt
ernacional i
zaçãodasf ontesdoDI P,
dandoassim um nov ocol
ori
doeroupagem aoDI P.
Assim,atent
oaosv al
oresquedeter
minam ael abor açãodasnor masmat eri
ais,
asfontessãoagrupadasem Fontesinter
nas,internacionaisecomuni tár
ias.

7.
1.FONTESI
NTERNAS

a)ALEI

Afontei nter
nadoDIPgui
neenseéessencial
mentealei,
tendonot opoaCRGB,
embor anãoconsti
tui
ndofontedenor masdeconfl
it
os.Sobressaiainda,nest
e
parti
cular,oCCdesi
gnadamenteosar t
.º14º
-65º
,348º,365º,711º,1651º/1a),
1654º,1664ºe2223º;art
s.1º,23º-27ºAUDSCAIE;
art.
º207ºCódi godirei
todo
autor.

b)Quant
oaoCOSTUMEsót em rel
evânci
anospaísesem queoDI
Pai
nda
nãoest
ácodi
fi
cado,
p.ex
.França,Bélgi
caeHol
anda.

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

c)AJURI SPRUDÊNCIAéumadasf ontesfundamentai


sdeentr
easf ontes
i
nternas,só que i
nfel
i
zmente,na GB a j ur
ispr
udênci
a é de dif
íci
l
conheciment
oporfal
tadasuapubl
icação.

Noutroscantosaj uri
sprudênci
af ormul averdadei
rasnor masdeconf l
i
tos,uma
20 vezqueost ri
bunaisaor esol
verem pr obl
emaspr áti
cosdoDI Ppodem acabar
porcor ri
girosresultadosmat eri
aisr esultant
edaapl i
caçãodasnor masde
confl
i
t o,v.
g.ROPIouquandoconcr eti
zacl áusul
asouconcei tosi
ndeter
minados,
v.
g.ar t.
º41º/2“ …i
nteresseséri
o…” ,fazendoapel oai deiasori
ent
adorasoua
pri
ncí
pi osgerai
s,consoli
dandosol uçõesnumaj ur
isprudênci
aconstant
e.

d)Outr
afont
einter
naéaci ênciaj
urí
dicaoudoutri
naondesobr
essaem,na
pr
imeir
ali
nha,antesdoCCde1966,osgr andesvul
toscomoosPr ofs.
MachadoVil
l
ela,Fer
rerCorr
eia,
eMagalhãesColl
aço.

Ao ní
velde outr
ospaí
seseuropeusci
te-
se o Dumoul
i
n,D´
Argent
ré,Pi
l
let
,
Manci
ni,
Bar
ti
n, Ni
boy
eteSav
igny.

Enf
im,aspr ópr
iasconferênci
asint
ernaci
onai
ssobr eaunif
icaçãodealgumas
matér
iasdoDI P,v.
g.deHai asobreanacionali
dadeti
ver
am granderel
evânci
a
naposit
ivaçãodedoutr
inasdegrandesjuspr
ivat
ist
as.

7.2.Font
esI
nter
naci
onai
s

As font
es int
ernaci
onais mais i
mportant
es do DI
P são os Tr
atados
I
nter
naci
onai
seaj uri
spr
udênci
aInt
ernaci
onal
.

Dentro das fontes i


nternaci
onai
s de D. I
.P.podemos considerar v
.g.a
Convenção de Genebra sobre Letras,Livranças e Cheques,que é uma
convençãodedireit
ouniforme,uni
for
mi zando-seopróp
ri
odir
ei
tomate
ria
lapl
i
cáv
el
àrel
açãocambi
ári
a.

Pod
emosai
n danes
tepar
ti
cul
arc
it
arout
rasnor
ma ssu
bst
anci
ai
sdeDI
Pnasc
ida
sa t
rav
és
deconv
ençõesd a
s Uni
das,p.ex.A c onv
ençãosobr
e a Ve
ndaIn
ter
naci
onalde
mer
cad
ori
as,Con
vençã
oCIRDIeospri
ncí
pi
osUNIDROI
T.

Nooutropat
amarsi
tu
a m osac
ordosd
ec oopera
ç ã
ojurí
di
caej udi
ci
ár
iaentr
eaGBe
Por
tug
alde21/0
6/76sobr
eEst
atut
odepessoaseor eg
imedoss e
usb en
s;acor
doger
al
demigraç
ãoentr
ePort
ugaleGB(de24/0
2/ 79
),sobr
eai gu
ald
aden aapli
caçãod
alei

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

s
obr
es e
gur
anç
as oc
ial
;ac
ordodecoop
eraç
ão,
inv
est
i
me nt
oecon
ómicoquef
ix
aor
egi
me
d
epromoçã
oeprote
cçãodeinv
est
i
me nt
osent
reosdoi
spaí
ses(
24/
06/91
).

Dentroaindadasfontesinternacionaispodemosr ecortaraschamadasf ontes


i
nternaci
onais de origem pr ivada,quai s sejam,aquel as nascidas dos
21 INCOTERMS,i sto é,as regras da Câmar a do Comer cioInternaci
onalque
defi
nem ostermosdoscont ratoscuj oobjectosãoav endaacopl adaacláusula
detransport
einter
nacionaledi reit
oseobr i
gaçõesdov endedorecompr ador
,
atr
avésdascláusul
asFOB, CIF, EXWORKS, etc….

Aindanestasendapodemosr eferi
rasPRÁTI CASEUSOSUNI FORMESPARA
CRÉDITOS DOCUMENTÁRI OS DA C. C.I
. - apl i
cáveis aos cr édit
os
documentários,adoptadasporAssoci açõesBancár i
asouBancosI ndi
viduai
s
em 175paí ses;aREGRASDALONDON CORNTRADEASSOCI ATI
ON-par ao
comércio degr ãos,possui60 f órmulas-
ti
po,possuindo-ast ambém parao
comérciodeseda, paraprodutosfl
orestai
semi ner
ais,porexemplo.
Por força da gener al
ização dos I NCOTERMS no sei o dos operadores
económicosest asr egrassãoel evadasacat egoriadev er
dadeir
asnor mas
j
urídi
cas.

7.3.FONTESCOMUNI
TÁRI
AS

Éprematur
ofal
arnocasodaGBdef ontescomuni
tár
iasdoDI
Pumav ezqueo
quetemossãofont
esconvenci
onai
sresul
tant
esdeorgani
smosdei
ntegr
ação,
v.
g.,
OHADAeUEMOA.

1.4.JURI
SPRUDÊNCI
AINTERNACI
ONAL

Não exi ste uma jurisdição especí f


ica para o conheci mento dos lit
ígi
os
i
nternacionaisnascidosdasr elaçõesent repessoassi ngul
ares.Noent anto
existem j
urisdi
çõessupr anaci
onai squesãor equi
sit
adaspar aconhecerlit
ígi
os
quei nter
essam oDI P,nesteparticular,Otri
bunalInter
nacionaldeJustiça(TI
J)
com sedeem HAI A.Umadasj ur i
sprudênciasmar cantesnoâmbi t
odoDI P
proferi
donest eTri
bunaléof amosocasoNOTTEBOHNde6deAbr i
lde1955
rel
ativament eaogr audei nt
ensi dadequeov í
nculo danacional
idadedev e
possuirparaseroponív elater
ceiros.

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

Outr
o:adecisãodocasoBOLLde28deNov embrode1958sobr
eat ut
elade
menor,ondeseapli
coual eidaresi
dênciadomenorem detri
mentodaleida
naci
onali
dadepel
orespei
toaordem publ
icainter
naci
onal
.

Porforçadai nf
luênci
adestaseout
r sõesnanor
asdeci mati
vi
zaçãodecert
as
22 regr
asdeconf li
toséentendi
ment
ogeraqueajuri
spr
udênci
aéumadasf ont
es
pri
vi
legiadasdoDIP.

§7-
A.Ór
gãosdeapl
icaçãodoDI
P

O Dir
eit
o de Conf
li
tos é apl
icado pel
as ent
idades que exer
cem f
unções
j
uri
sdi
cionai
souadmini
str
ati
vas.

1. ÓRGÃOS SUPRAESTADUAI S:or dem jurí


dica i
nter
nacionalou
comunitári
a.
Jur
isdi
çõesinter
nacionais:
CIRDI(CentroInt
er nacionaldeResolução deDiferendosdeI nvesti
ment
o)
i
nsti
tuí
dopelaConv ençãodeWashi ngtonde1965
-Tr
ibunalComum deJust i
çaearbi
tragem daOHADA

2.ÓRGÃOSESTADUAI
S:or
densj
urí
dicasest
aduai
s

Órgãosnaci onaisguineenses:
1.Jurisdicionais:
·Tribunai sestaduais
·Tr i
bunai sar bit
ralreguladapelo Decret
o-Leinº9/ 2000,de13deJul
ho–
embor adecompet ênciaresi
dual
(Arbit
ragem volunt
ári
a)
2.Admi nistrati
vos:(art
.º10ºeart
.º11º/1al.a)eb)CRcivi
l)
·Conser vadoresdosr egist
os
·Not ários
·Agent esdi plomáticos
·Comandant esdasuni dadesmil
itar
es,navios,etc.

3.ÓRGÃOSTRANSNACI
ONAI
S:

-
Tri
bunai
sdearbi
tragem tr
ansnacional(
arbi
tr
agem comerciali
nter
naci
onal–o
modonor
malderesoluçãodedif
erendosnocomércioint
ernacional
)

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

*
***
*

BI
BLI
OGRAFI
ASUMÁRI
A:
23

Li
maPi
nhei
ro,
idem,
pp.135-174

Fer
rerCor
rei
a,i
dem,
pp.23-
30

§8.
ºDI
PEOUTRASDI
SCI
PLI
NASJURÍ
DICAS

8.
1. DI
Pver
susDi
rei
toi
nter
tempor
al(
out
ransi
tór
io)

ODIPésobr etudo,um di
reit
odeconf
li
tos,masapardoDIP,out
rossi
stemas
conf
li
tuai
sexistem,desdelogo,
odi
rei
toint
ert
empor
alout
ransi
tór
io.

Sãov
ári
asasanal
ogi
asent
reoDI
Peodi
rei
toi
nter
tempor
al:

1ºAmbosper
tencem acategor
iadesi
gnadade“di
rei
tossobr
edi
rei
tos”
ou“nor
masdeaplicaçãodenor
mas”.

2ºTanto o DIP como o DI


P direi
totransi
tór
iolevam-nos a t
omar
consci
ênci
a do probl
ema r
elat
ivo aos l
imit
es de apl
icabi
l
idade das
normasjur
ídi
cas

3º Ambos t êm como object


ivo a est
abi
l
idade e cont
inui
dade das
si
tuaçõesinter
indi
vi
duai
se,assi
m,tutel
araconfi
ançaeasex pect
ati
vas
dosinter
essados.

Perant
e est
a pr
etensa apr
oxi
mação ent r
e est
es doi
sr amos de di
rei
to de
confl
it
osnadaimpede,segundoBat i
staMachadoqueser ecor
raaanalogia
paraqueassol
uçõesdeumasej am t
ranspost
aspar
aout r
a,mutat
ismut
andis.

DI
FERENÇAS:

a)DI
Pt em porobject
ivo os conf
li
tos de l
eis no espaço;di
rei
to
i
nter
temporal
dir
imeosconfli
tosdenormasjur
ídi
casnot empo.

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

b)O probl
emadoDI P decor
redav i
gênci
asimult
ânea,em terr
it
órios
di
versosdel
eisdi
sti
ntas;j
áoprobl
emadodi r
eit
otransi
tór
iodecorre
dofenómenodesucessãodel
eisnoseiodamesmaor dem j
urí
dica.

c)O DI P se ocupa de r elações que, ao se const i


tuí
rem, se
24 desenv ol
v erem ouseext i
nguirem,entr
am naór bi
tade,pelomenos,
duasl egislaçõesnaci onai
s( versasobreum problemadadi nâmica
dasr elaçõesj urí
dicas);odi r
eit
ointert
emporaltem porobj ectoo
probl
emadenor masquev em tomarol ugardeoutras,i
nterferi
ndo
com situaçõesj urí
dicaspr eexist
ent
es(versasobreumadi nâmi cade
l
eis).

d)NoDI Pv i
goraopr i
ncí
piodanãot ransacti
vi
dade,istoé,auma
sit
uaçãojur í
dicapluri
locali
zadasóseapl i
cam asleisquecom el
a
tenhaalgumaconexão, tudoem nomedat ut
eladal egít
ima
expectati
vasdaspar t
es;Nodi r
eit
otransit
óri
o,basicamente,a
qualquerfactoseapl i
caal ei dotempodasuav eri
ficação,
pri
nci
pio
danãor etroacti
vidadee, poroutrolado,sobr
eor espeitodas
sit
uaçõesj urí
dicaspreexistentescri
adassoboi mpér iodalei
anti
ga.

Nodi rei
toi
ntert
emporalopri
ncipio“t
empusr egi
tact
um”tem um senti
doampl o,
l
ev andoaapl i
caçãoafactospassadost ant
oasnor masdal eianti
gasobrea
forma dos actos j
urí
dicos como das normas da mesma l eirel
ativ
as aos
requisit
osdof undodosr eferi
dosactos.NoDI P a“locusr egi
tactum”v i
sa
apenasaquest ãodeforma.

8.
2. DI
PeDi
rei
toConst
it
uci
onal

Arelaç
ãoe spec
ialqu
ee xi
st
eentreoD.I
.P.eoDir
ei
toConst
it
uci
onalde
senvolv
e-sea
vár
i
osní vei
s,sendoquenasdeci sõesdeD.I
.P.surgecom muitaregulari
dade
est
ar elação,especial
mente nas r
egra
sdec onf
li
t
osqu etang
e m com v al
ore
s
const
i
tuci
onai
s.

Nest
ecampol
evant
a-seal
gumasquest
ões,
asaber
:

Podem as normas de confli


to ent
rar em coli
são com os pr
ecei
tos
const
it
uci
onai
seespeci
alment
ecom osdir
eitosf
undament
ais?

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

Ostri
bunai
sguineensespodem decl
arari
nconst
it
uci
onai
sasnor
masdodi
rei
to
est
rangei
roapontadospel
asnossasnormasdeconfl
it
os?

Podem ostr
ibunai
sguineensesr
ecusar
em aapl
i
caçãodenor
masest
rangei
ras
porvi
olar
em aconsti
tui
çãodopaisdeori
gem?
25
Quantoaprimeir
aquestão,al
gumapart
edadoutri
naentendequeasnor
masde
confl
i
tossãonor masneutrai
setécni
caquesemov em num espaçoex
ter
iora
consti
tui
ção,i
stoé,nãosãonormatal
hadaspar
areal
iz
araj ust
iça.

Posi
ção:

Est
at ese par
ece ignorarque as normas de confl
it
os não são normas
axi
ológicamenteneutr
ais,bast
aatent
armosnospont osdeinter
-r
elaçãoent
re
osprincípi
osconst
it
ucionaiseosval
oresdopr
osseguidospel
oDIP:

Por
exempl
o:

-ar
t.
º51º
/2e3C.
C.v
ersusar
t.
º1,
art
º6º
/2CRGB

-ar
t.º52º
/2C.
C.v
ersusar
t.
º25ºe26ºCRGB

Quanto ao segundo pr obl


ema,basta olharmos pel
o ar
t.
º 26º
/2 CRGB,
concret
izadapelaLeinº4/ 76,de3deMai ode1976noseuar t.
º5ºque
consagra a pr oi
bição da di scr
imi
nação entre fil
hos o que torna
i
nconsti
t uci
onai
sosartsº59ºe58ºCC.

No caso deadi scri


minação r
esul
tardaleiest
rangei
ra,aúni
cacoi
saque
podemosf azerél
ançarmãosaROPI( ar
t.
º22ºCC).

Relati
v amenteao3ºpr obl
ema,opont odepar t
idaseráoart.
º23º/1CCoque
valeadi zerque,sónãoaplicar
emost ai
sprecei
tosdodirei
toestr
angei
roseos
própriostri
bunaisestr
angeirosassim ofar
iam,poisnãonoscabesi ndicare
ndagar“ exof
i fi
cio”a compat i
bil
i
dade constit
uci
onalde precei
tos da lei
estrangeir
a.

-A questãodai nconst
ituci
onal
i
dadedeal gumasnor
masdoDIPguineense,
quaissejam,segundoMóni caFreit
as,oar
t.º14º
/2C.
C–emboranãosendo
umav er
dadei
ranormadeconf l
ito-eoart.º28º/
1napar
ter
elat
ivament
ea
reci
proci
dadeouequiparação.

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

No direit
opor tuguêsquest ãosemelhantefoilevantadaeosPr ofs.Castro
Mendes,Magal hãesCol l
aço,Car
valhoFer
nandeseLi maPinheir
odef endem a
i
nconst i
tucionalidadedaquelasnormasdeconfli
tos;dooutroladodabar ri
cada
encontramososPr ofs.Jor
geMi r
anda,Ferr
erCorreiaeDár ioMouraVi cente,
26
porquepar aelesai nconst
it
uci
onali
dadesãosuper adaspelosvári
osacor dos
bi
later
aisr ubri
cadosent r
eosestados.

8.
3.DI
Pver
susDi
rei
toI
nter
naci
onalPúbl
i
co

A disti
nção ent
re o DI
P e o DI
Pu suscit
a cada v
ezmaisdif
icul
dades se
atender
mosasgr andesquest
õeslev
antadasquantoaquemat
éri
asdevem ser
regul
adaspeloDIP.

Nest e particular
,conf r
ont am- se o ent endiment o da dout ri
na francesa que
defendeaconcepçãoampl adoDI Pdev endopar aef eit
oest eramodedi r
eit
o
regular,ent r
e out r
as,as mat ér
ias como naci onalidade e est atuto dos
estrangeiros, por
quet êm em r elaçãocomum asout rasmat éri
asreguladaspel o
DIP( p.ex. ,confli
todel eiseconf l
itodej urisdição)causascomuns,i stoé,a
divi
sãodomundoem Est adossober anoseaexi stênciader el
açõesj urídi
cas
entresuj eitosdest esEst ados,pel oquedev em sert ratadosdeumaf orma
agrupadapel oDI P.Em cont raponto,adout ri
naal emãdef endeumaconcepção
maisr estritadev endo,anossadi sci pl
ina,li
mi t
ar-seaoest udodasr egrasde
conf l
i
tos,querdas l ei
s,querda j uri
sdição,r emet endo- se as mat érias da
nacionali
dadeedoest udodosest rangeirospar aodi reitopúbli
copor quesão
trat
adasat ravésdenor masdi rectasem cont raposiçãoàsnor masdeconf l
it
os
quepornat urezasãoi ndir
ect as,pori ssodev em limitar-seaseuâmbi to.

Posi
ção:anaci
onal
idadeeodi
rei
toest
rangeir
onãosãoum excl
usi
vodoDIP
pel
oquenadachocaqueasmesmassej
am trat
adasnest
eramodedi
rei
to.

Hápr i
ncípiosdeDi r
eit
oI nter
nacionalPúbli
coquesepodem apl i
caràsr el
ações
j
ur í
dicas pr i
vadas i
nternacionais quais sej
am:pr i
ncípio da boa- fé( vi
de
i
nter pret
açãodasf ontesinternaci
onais,i
nfra)
,pactasuntservanda,restit
uti
oin
i
nt egrum,Bonaf i
des,veni r
econt rafactum nonv al
et,acl áusular ebussic
stantibus,etc.
Noent anto,opont odedi sti
nçãoent r
eest esdoisramosdedi rei
toassent a-
se
necessar iament enoobjector esul
tant
edasmat ér
iasreguladaspelosmesmos.

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

O DIPregulaasr el
açõesentreparti
cul
aresoupessoascol ecti
vasdedi r
eit
o
pri
vado,logorel
açõespri
vadasquecompor tam um elementodeestranei
dade
quedecor r
edadifer
ençadenacional
idadeent r
eossuj ei
tosdessasr
elaçõesou
dolugar,si
tuadofor
adot er
ri
tóri
onacional,ondesedesenr ol
am;oDIPur egul
a
27
asrel
açõesent r
eosEstadosporissotêm carácterpúbli
co.

Por outro l
ado é possí v eldest acar uma grande ev olução do Direi
to
Int
ernaci
onalPúbli
co,com i ncidêncianoâmbi t
odosdi reit
osf undamentai
se
queacabapori nf
luenciaropr óprioDIP,cit
o,p.
ex.oart.
º23º /2PIDCP( di
rei
to
decasamento),oar t
.º3º/1doCDCear t
.º4ºdaProtocolodeMaput osobreo
bem-estardascr ianças(interessesuperiordacri
ança)ear t.
º21.ºsobrea
adopçãoint
ernaci
onal.

Todasest
asmat
éri
ast
êm i
nci
dênci
asobr
eodi
rei
todosEst
adoscont
rat
ant
es.

Port udovi
stopodemosconclui
rqueexi st
em part
esdeDI Pqueactualment
e
assumem um caráctercadavezmai ordeDirei
toInt
ernacionalPúbl
i
cobasta
olharmos at
entamente paraof enómeno de globali
zação que propi
ciao
relaci
onament
ocomer ci
alent
reci
dadãosdev ári
osEstadosdomundo.

8.
4.DI
Pver
susDi
rei
toComuni
tár
io

O direit
o comunitári
o é o complexo normati
vof ormado pelos t
rat
ados
i
nsti
tuintesdaCEDEAO, UEMOA,OHADAeCPLP, pel
odireit
oderi
vadoemanado
dosór gãoscomuni t
ári
oseporoutrasfontesreconhecidaspel
acomunidade
j
urí
dicacomunitár
ia.

Ainci
dênci
adoDi rei
toComunit
ári
onaor
dem i
nter
naéóbv
ianoDI
Pet
em
v
indoaganharespaçoeconsol
i
dação.

Asfontescomuni
tár
iasdeDir
eitoInt
ernaci
onalPri
vadodevem terem at
ençãoa
i
ncidênci
adasnormaseprincípi
osqueconsagr am asl
iber
dadesdeci r
cul
ação
depessoasebenseodi r
eitodeest abel
eci
mentosobr edir
eitosdeconfl
it
os
nacionai
s.

Est
ai ncidência é mar
cada essencial
mente na r
elação comer
cialque se
est
abelecem entreospar t
icul
aresumav ezqueest
eDi rei
toComunit
ári
oestá
vi
gent
enasor densj
urí
dicasint
ernas.

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

Noent antonãodev emosper derdev i


staquedadaanat urezadasnormasdo
Dir
eit
o Comuni tár
io,i.
e,são aut o-
executóri
os e de apl i
cação às si
tuações
tr
ansnacionaisquecaiam dent r
odasuaesf er
adeapl icaçãonoespaço,pel o
quepodem seraplicávei
saquelassituaçõesque, segundooDi rei
todeConfli
tos
28
geral
,sãor egul
adaspeloDireit
odeum t erceir
oest adoquenãoémembr oda
comunidade.

Neste caso as normas comuni


tár
ias sobr
epõem-se a l
einor
malment
e
competentesegundoodirei
todeconfli
tosgeral
,act
uandocomonor
made
apl
icaçãonecessár
ia.

Odirei
tocomunit
ári
otem umaincidênci
amarcant
eem mat ér
iadoDir
eitodos
Est
rangeir
osetambém namatériarelat
ivaanaci
onal
idade,bastapr
estarmos
umaat ençãoaopropósi
topol
íti
codaCPLP em est abelecerumaci dadani
a
l
usófona.

8.
5.Di
rei
toI
nter
naci
onalPr
ivadoeDi
rei
toCompar
ado

Sendo o DIP,em pri


nci
pio est
adualpel
af onte desempenha uma função
i
nternaci
onal
,qualsej
a,adepr omov eroreconheci
mentoeaapl i
caçãono
âmbito do Est
ado em que v igor
a,de conteúdos e precei
tos j
urídi
cos
est
rangeir
os.

Porforçadest
ainfl
uenci
aoDIPvaibeberal
gur
esnasinsti
tui
çõesest
rangei
ras
par
ar esol
verocasoconcr
eto,
maxi
mizandoest
aexper
ienci
a.

SeoDi r
eit
oCompar adot
em porfunçãooest udosist
emáti
codei nsti
tui
ções
j
urí
dicastalcomoseper fi
lham edesenham nasl ei
sdev ár
iosEstados,em
or
dem adeterminaroquehajadecomum ededi fer
enteent
reelas,
entãooDI P
éogr andeprivi
legi
adodestaoperação.Lembram doconhecimentoqueos
ór
gãosdeaplicaçãodoDIPnãoterdodirei
toestr
angeir
o?

Poroutrolado o Di
rei
to Comparado é i
nter
essant
e par
a os esf
orços da
uni
fi
caçãodoDir
eit
odeConf l
it
os.

Para a prossecução da harmoniainter


nacionalde soluções t
ambém o
l
egisl
adornacionaldeDIPdeveatenderaossistemasest
rangeir
osdeDIPeas
suastendênci
asdedesenvolvi
mento.

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

Háumamat ériaespecí
fi
cadoDI Pondear elevânci
adoDirei
toCompar adoé
i
negável,fal
o-vosdaqual i
fi
cação dequef alar
emosdepois,porquenel aé
obr
igatóri
aor ecur
soaesteex pedi
ent
e,eaint er
pret
açãodeveinci
dir
-sesobr
e
oDirei
toCompar adocomodireit
osmater
iai
s.
29 Aindanest ecapí
tulodeve-seatenderaossi st
emasconf l
it
uaisestrangei
rosque
maiori nf
luenci
at enham exercidonaf ormulaçãodanor madeconf l
i
tosem
causa,bem comooent endimentointernaci
onal pr
eval
ecente.Poroutrolado,na
determinação do cont eúdo de t ais conceitos t
erá de se av eri
guar da
equival
ênciadecer tosi
nstit
utosjurí
dicosestrangeir
oscom i nst
it
utosjurí
dicos
def or
o.

Outrarelev
ânciadoDi rei
toCompr adonoDIPprende-
secomoospr obl
emas
especi
aisdei nter
pret
açãoeapl i
caçãodenor
masdeconf l
itostai
scomoa
substi
tui
çãoeat ransposição,ondeseimpõeumacompar açãodedirei
tos
materi
ais.

Aindanocapít
ulodai
nter
pret
açãodecer tasnormasdeconfl
i
tosacompar ação
desempenham um papelimport
anteem si t
uaçãodeconfli
tosmat er
ial
mente
ori
entados,p.ex.as conexões al
ternati
vas e ev
ent
ualmente cumulati
vas,
i
ncidi
ndonestecaso,
apenasnosDirei
tosMat er
iai
s.

Um out ro capi
tul
o onde tem r el
evância o Direi
to Compar ado é aquela
rel
acionadacom asnor masdoDi rei
todosest rangei
ros.Pensamosnaquel as
normasqueconsagr am opri
ncí
piodar eci
proci
dadeouopr incí
pioder et
ali
ação,
para não dizernos aspectos ati
nentes a el
aboração do Di r
eit
o mat er
ial
uni
ficado.

8.
6.DI
PEDI
REI
TOPRI
VADOUNI
FORME

Odir
eit
ounifor
meédi r
eit
omat
eri
aleoDI
Ppr
ocur
ajust
ament
edarsol
uçõesa
l
eismater
iai
sdiver
gent
es.

Nos dizeres de Har


oldoVall
adão,o eminentej
uspri
vati
sta br
asi
lei
ro “as
f
inal
idadesdeum edeout rosãocl ar
amentedi
sti
ntas:um,oDI P,procura
r
esolverum confl
it
odel ei
s,enquant
oodi r
eit
ouni
for
me,t r
atadeossuprirpor
i
nter
médi odelei
sidênt
icas”

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

*
***

BI
BLI
OGRAFI
ASUMÁRI
A:

Fer
rerCor
rei
a,i
dem,
pp.45-
62
30
Li
maPi
nhei
ro,
idem,
pp.250-
283

§9.AREGRADECONFLI
TOS

a
.GENERAL
IDADES

Depoisdabrevei n
trod
u ç
ãoaoDI Pagor
apa ssa r
emospa raumaou t
rama t
é ri
ar el
at
ivoa
partegeraldoD. I.P.
,ousejan osprob
lema sli
gadosaa pli
caçãodasregra
sd ec onfl
it
os,
problemasger aisdeapl icação dequal querr egr
adeconf li
tos,equesão
problemasger aisecomunsaosv áriosD.I.P.dosv ári
osor denament osj urí
dicos.
Abstrair
emosdef al
ar,com por menor ,daf unçãodanor masdeconf l
itos,pois
concentrar
emosanossaat ençãonaenumer açãodaest rut
uradasr egrasde
confli
tosetent aremossistemat i
zá-l
as.
Noent antocumpr e-
nosdizerquecadaEst ado, naelaboraçãodassuasnor mas
deconf li
topr essupõer eali
zarum obj ectivot endoem v ist
aosv al
or esque
defende.P. ex.a gl obali
dade das nor mas de conf li
tos no Senegalest ão
consagradasnoCódi godaf amí l
ianosar ts.840ºesegs.

b.OBJECTOEFUNÇÃODASNORMASDECONFLI
TOS.

1.
1. Object
odanor ma: r
eal
idadequeanormar
egul
a.2ºLi
maPi
nhei
ro
éasi
tuaçãopri
vadaint
ernaci
onal.
1.2. Funçãodanor ma:
Asnormasdeconfl
i
tosbil
ater
aistêm dupl
afunção:

1.Adetermi
naçãodoDi reit
oaplicável;
2.A adjudi
cação ao Direi
to estrangei
ro dapossi
bil
i
dadedassuasnor
mas
mater
iai
sserem apli
cadasnaor dem j ur
ídi
cai
nter
nadoEstadof
oro.

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

c.TI
POSDENORMASDECONFLI
TOS

Quant
oaost i
posdenor masdeconfl
it
ostemosadiz erqueaquestãoquese
l
evant
etem avercom oprobl
emadesaberseoDirei
todeconf l
it
osaodesi
gnar
31 aleiapl
icáv
el,at
ri
buir
áacompet ênci
aàl eil
ocalour efer
ir
-se-
áaqualquer
or
denamentoapli
cável
aumadadasi t
uação.

Parar esponderest aquest ão t emosquedi stingui rasnor masdeconf li


tos
bil
aterais,i stoé,asnor masquer emet em t antopar aodi reit
odof orocomo
paraoDi reitoestrangeir
o.
Porout rol ado,tem também av ercom asnor masdeconf l
it
osuni l
at er
ais,istoé,
aquelasquedet erminam sóaapl icaçãodoDi reitodopr ópri
of oro.
Ditodeout romodo,anor madeconf l
i
tosuni lateralpr opõe-seapenasdel imitar
odomí niodeapl i
caçãodasl eismat eri
aisdoor denament oondev i
gor a.
Éoqueacont ececom oar t
.3º§3CodeCi vil( Francês):“asleisf rancesas
sobreoest adoeacapaci dadeapl icam- seaosf ranceses,mesmoquer esidam
noest rangei ro”eoar t.
º309º /1e2domesmoCódi goquesubmet eodi vórcio
aleif r
ancesamesmoqueum doscônj ugeséest rangeirodesdequet enham
domi cí
lioem Fr ança.
Aindadent rodest acategor i
a, segundoLi maPi nhei ro,podemossur preender ,na
ordem i nt
er na,algumasnor mascom est acat egor ia, quai
ssej am:
Art.28º ,nº1:acapaci dadeé,em pr incípi
o,r egi dapel aleipessoa( art.25º ).
Porém,onegóci ojurí
dicocel ebr adoem Por t
ugalporpessoaquesej aincapaz
segundoal eipessoalcompet ent enãopodeseranul adonocasodeal ei
i
nternapor tuguesa, sefosseapl i
cáv el,consideraressapessoacomocapaz.
Estanor maédeal gum modobi lat er
alizadapel oar t
.º28º ,nº3–nor made
confli
tosuni lat
eralespecialqueser eportaaquest õespar celares.

Estef acto dá ori


gem a exi stênci
a de normas de conf lit
os com natureza
di
ferente.
Oquef undamentaaexi stênciadesteti
podenor masr epousanai dei
adeque
um Est adonãopodedef eri
rcompet ênci
aal egi
slaçãodeout r
oEstadonuma
si
tuaçãoem queest enãosemost rei
nteressadopar aregularaquestão,pelo
quecabeacadaEst adocr i
arassuasnor masdeconf li
tosparadeterminar
úni
ca e excl usi
vamenteoscaso sem que sev aiaplicarassuasnor mas

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

mater
iai
s,r
eserv
andoaosoutrosEst
adosal
i
ber
dadedef
ixarem t
ambém o
campodeapli
caçãodassuasnor
mas.

Ao l ado destas nor mas temos as normas de confl


it
os bi
lat
erai
s
32
(paradi
gmáti
casdasnor masdeconfl
it
osdoCC)quesãoaquel
asquef
azem o
chamament oindif
erenci
adotant
o dasnor
masdof orocomo danormado
Direi
toest
rangei
ro.

d.CARACTERÍ
STI
CASDASNORMASDECONFLI
TOBI
LATERAL:

 Sãonormasder egul
açãoi ndirect
aumav ezque,di f
erent
ementedas
normasmateri
aisnãof or
necem soluçãomat er
ialparaofundodacausa.
Dit
odeout r
omodo,l i
mitam- seai dent
if
icaraor dem j
urí
dicaest
adual
ondeodi r
eit
omat er
ialpodeseroper acional
izado,deacor docom o
pri
ncí
piodanãotransacti
vidade.

 Sãonor masneut raisnosent


idodequeadesignaçãodalei
apl i
cável
não
se leva em cont a o conteúdo das suas nor
mas materiai
s da lei
designada.
I
ssonãoquerdi zerque,seestasnormasv i
olar
em ospri
ncí
piosfundamentai
s
doEstadodof oronãopodemospar ali
sarasuaapli
caçãocom ainvocaçãoda
ExcepçãodaOr dem Publica.
e.ESTRUTURADASNORMASDECONFLI TOS

Asnor masdeconf l
it
ost êm porf unçãoi ndi
car,deentr
eosel ementosda
fact
ualidadeconcr eta,qualdelasér elevanteparadeli
mit
arumaquest ãoou
núcleodequest õesat r
avésdoqual sev aiapuraralei
queselheapl
ica.
Para efeit
o,di ferentementedasr estant
esnor masjur
ídi
cas,asnor masde
confli
tostêm umaest r
utur
atri
parti
da, asaber:
Previ
sãoouobj ect odaconexão,oel ement odeconexãoeaest atui
çãoou
consequênci ajur í
dica.
a)Pr evisão, objectodaconexãoouconcei t
oquadro.
Noção:

Aprevi
sãodesi
gnaamatér
ia,quest
ãoousectornor
mativ
or el
ati
vamenteao
qual
édecisi
vooel
ement
odeconexãoporessamesmaregraescol
hida.

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

Fá-
loat
ravésdoconcei
tot
écni
co-
jur
ídi
coochamadoconcei
to-
quadr
odanor
ma
deconf
li
tos.

Função:
indi
vi
dual
i
zarumasi
tuaçãoj
urí
dicaaqueoel
ement
odeconexãosev
ai
33 repor
tar
.

Ex:o ar
t.
º25ºr eporta-
sea“est ado”
,“capaci
dade”
,“r
elaçõesdef
amí
l
ia”
,
sucessõespormorte”;
Oart.º46º“posse”
,“propr
iedade”e“di
rei
tosr
eai
s”;
Art
º41º“obr i
gações…”.

Énoâmbi t
ot raçadoport alconcei toqueoper aaconexãoescol hidapel a
norma, sendo est a conexão r epresent ada por um dos el ement os ou
ci
rcunst ânciasdaf act ualidadeconcr eta.
b)El ement odeconexão.
Noção: expedi entet écnico at ravés do quala nor ma de confl
it
os oper aa
designação do di reito apl i
cáv el
,consi ste na indi
vi
dualiz
ação de um dos
el
ement osqueest abel ecem al igaçãodosf actosousit
uaçõespluri
l
ocalizadas
com asl eisdedi f
erent esEst ados.
Dit
odeout r
omodo, li
mi tam- seai ndicarasor densj
urí
dicasest
aduaisquehão-
deregerasr elaçõespr i
vadasi nternaci onaisousejaoel ementodeconexãoé
um l aço ent reuma si t
uação da v ida edado or denamento deum Est ado
sober anoqueseent endeserodet er minanteparaaescolhadoor denament o
apl
icáv el.

Tem por f unção local


izar a si tuação jur ídi
ca num espaço l egi
slat
ivo
determinado, ouseja,
si
tuar,pel
oquet ocaàv alor açãodet aldosseusaspect os
ouper fi
s,noquadr odeum cer t
osi stemadedi reit
o.
Oel ement odeconexãot em nat urezav ar
iável,poisor aatendeaossuj ei
tosda
rel
açãodef actodecisi
vo:asuav ontade(autonomi adev ontade)
, asuali
gação
com cer t
oEst ado(domicil
ionacionalidade).
Em mui t
oscasosadesi gnaçãododi rei
toapl i
cávelcabeaum el ement ode
carácterreal(obj
ectomat eri
alsobre quev ersear elaçãojurí
dicaouaoact o
ouf actopeloqueseconst i
tui
,modi fi
caouext i
ngue) .

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

Ofact
ordeci
sivodacompet ênciaseráentão:
ASit
uaçãodacoisa-“l
exreisitae”
OLugardacelebr
açãodonegóci o-“lexloci
act
us”
OLugardapráti
cadofact
oi lí
cito-“l
exlocidel
i
cti
icommi
ssi

34
B.
1.TI
POL
OGI
AS:

a)
Element
odeconexãomóv
ele,
b)El
ement
odeconexãoi
móv
el.

a)El
ement
osdeconexãomóv
eis,
sãoaquel
esel
ement
osdeconexão
cuj
ocont
eúdopodev
ari
arnot
empo.

EX.Nacional
i
dade(ar
t.º25ºe31º /1C.C),r
esidênci
ahabit
ual(art
.º25ºe32º/1
CC),sededapessoacolecti
va(ar
t.º33º/
1CC) ,
domici
li
o(art
.º25ºe32º /
1CC)
desi
gnaçãodaleiapl
i
cáv elàsobr
igações(art
.º41º/1CC)eol ugardasi
tuação
decoisasmóvei
s(art
.º46º /
1CC).

b)El
eme
ntosdec
one
xãoI
móv
ei,
ssã
oaqu
ele
scu
joc
ont
eúd
oéi
nva
ri
áve
lnot
emp
o.

EX:lugardasituaçãodosimóv ei
s( ar
t.
46º/
1C. C.)
,l
ugardacel
ebraçãodo
contrato(art
.42º /
2infineC.C.)
,l
ugardapr át
icadodeli
to(
art
.45º/1C.
C.)
el
ugardacelebraçãodocasamento(art
.50ºC.C.
).

Outr
at i
pologiadoel ementodeconexãot em porbasear eferenci
aaossujeit
os
darel
ação, aoobjectoouf actosmateri
ais.
Assi
m, osel ementosdeconexãopodem ser :
-Pessoais,onde se dest acam a naci onal
idade,o domi cíl
io,a r
esidênci
a
habi
tualeasededapessoacol ecti
va;
-Reaisli
gadosaoobj ect
o: olugardasi
tuaçãodacoi saeol ugardodestinodas
coi
sasem t rânsi
to;
-Reaisli
gadosaf actosmat eri
ais:ol
ugarondeépr at
icadoodel it
o,olugarda
cel
ebraçãodeum act oeol ugarondesedesenr olaum processo.

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

ATENÇÃO:
oel
ement
odeconexãoeconexãosãodi
fer
ent
es.

Aconexãoéochamament odeumaoumai sordensj ur


ídicas;oelementode
conexãof azaindiv
idual
izaçãodoDi rei
toaseraplicado,nosdi zeresdoPr of.
35 MagalhãesCollaço“apont equeuneasduasmar gens” ,i
stoé, al
igaçãoentrea
si
tuaçãoeaor dem jur
ídi
caapl i
cável
.
Result
ado:costuma-sedizer,pori
sso,queoelementodeconexãot em carácter
bi
frontal
.
Ex:oar t
.º25ºe31º /1submet em oestatut
opessoalal eiindivi
duali
zadapel o
el
ement odeconexãonaci onali
dade.

f
)Opr
obl
emadeconf
li
toMóv
el

Oconf li
t omóv el
,segundoFer rerCor reia,“ésusci t
adoporumamudançana
concret izaçãodof act
ordeconex ãoeconsi steem det erminarai nfl
uênci aque
poder ãoexer cerem si tuaçõesj ur í
dicasj áex i
stentesasmut açõesv eri
fi
cadas
nasci rcunst ânciasdef actooudedi reitoem quesef undaadet ermi naçãoda
l
ei aplicáv el

Sendo uma quest ão de apl icação de l eisno espaço,dev emosr esolvera
questãoopt andoporumadasl eisdeEst adosem conex ãocom asi tuação.
Esteconf lit
oacont eceinv ariavelment ecom ose l
eme nt
osd econexãomóv ei
s.
Comor esol veraquest ão?
i
.Seoconf l
itof ornoâmbi topessoal ,aquest ãoér esol vi
da
atravésdaapl icaçãodact ualleiàsnov asr elaçõesea
mudança de l ei pessoal não af ectará os ef eit
os
correspondent es at ri
buídos a uma dada si tuação
const it
uí daem conf or midadecom al eiantiga.
ii
.Seaquest ãor ef erir-seaoâmbi tor ealdev eremosat ender
aosi nteressesger aisdocomér cioj urídi
co,nor malment e,
prefer i
ndoal eidasi tuaçãoact ual dacoi sa.
Ol egislador ,par aevitarosubj ectivismoquepoder esultardest escr i
térios,
resolveuoassunt oat rav ésdai mobi lizaçãodeal gunsel ement osdeconexão
(móv eist ornadosi móv eis).
Ex:Oar t.53ºC. C.quan dos er efere“ 1.Asubst ânci
aeef eit
osdasconv enções
antenupci ai
sedor egimedebens,l egalouconv encional ,sãodef inidospel alei

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

nacionaldosnubent esaot empodacel ebraçãodocasament o.”


Ar egrade confli
tos ,pa r
aob vi
ara op r
oblemadas uce
ssãod ee stat
utos
,imob il
i
zao
ele
me n t
od ec on exã o,comoa con t
ec enesteca s
o.
Sóal eina ci
ona ldosn u bent
esaot empodacel ebr açãodocasament oére l
evant
e.
36
Não t em nat ureza i móvel,mas f oii mobi l
i
zado no t empo par ai mpedira
sucessãodeest atutos.
Jánoar t.52º / 1( 1.Sal voodi spost onoar ti
gosegui nte,asr el
açõesent r
eos
cônjugessãor egul adaspel al einaci onalcomum. )nãosei mobil
iza,oque
pressupõequeéal einaci onalcomum domome ntoa ct
ualep od
et e
rh avi
do
alt
eração.
Assim,a final
,oc a r
d á
p i
oda stipologia
sd ose l
eme ntosdec onexãop odese rala
rgado,
l
ogot eremos :
Eleme nt
osd ec on exãomóv eisi mobi l
izados,i stoé,qu esãomóv ei
s,masar egrade
confli
t
osi mob i
liza-osp araimpediremas ucessãod ee st
atu
tos.
Aindap odemosc onsiderarosel ement os de conexão suspensos ou de
est atut osuspenso,comov .g.odoar t.º62º C.C.(A sucessãopormor t

reguladapel al eipessoaldoaut ordasucessãoaot empodof al
eciment odeste,
compet indo-lhet ambém def inirospoder esdoadmi nistr
adordaher ançaedo
execut ortest ament ár i
o.)
.
Ée stat
u t
os u s
pe n sop orquenãoéaL eip essoalem qu al
queresta
dod av i
daqu econta,
ma sn omome ntodof aleci
mento.
Ditodeout romodo,éest atutosuspensopor quenãoháacer tezaquant oao
moment odaf ixação, queéum moment oindet erminado.

c)ESTATUI
ÇÃOouCONEXÃO

Noção:aest atui
çãoconsistenad e
cla
raçãod eapl
i
caçãodepr ecei
tosjur
ídico-
materiai
sdal eiquefordesignadapel oel ementodeconexão.Di todeout r
o
modo, éochamament odeum oumai sDi r
eitospararegul
arem aquestão.
Sóqueest echamamentosóf azaat ri
bui çãodacompet ênci
aàl eique,em
concreto,f
ordesi
gnadapelaconex ãorelevant eedeveseraquelacom aquala
si
tuaçãoest i
verem cont
actoat ravésdoel ement
odeconex ãoconsiderado
deci
sivopelaregr
adeconfl
itos.

Função:t
em porf
unçãoel
eger
,dent
reosel
ement
osper
t esàest
encent rut
ura

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

dassi
tuaçõesar
egul
ar,
aquel
eporcuj
oint
ermédi
ohaver
ádeserencont
radaa
l
eiapl
i
cáv el
adet
ermi
nadaquest
ãoounúcl
eodequest
ãododi
rei
to.

A.
1.
Ti
pol
ogi
asdac
one
xão:
37
A-
Seg
und
oaEs
col
adeL
isb
oaa
smodal
idadesdeconexãop
ode
mse
r:

A.1.
1.Conexãosingular-quandoaconexãodesencadei aaaplicação
deum sóDirei
toparar egeraquest
ão,Ex:art
.º33º/1C.
C.
A.1.
2.Conexãopl ur
al-quandoaconexãodesencadei aaapl
icaçãode
maisdeum Direi
toparar egul
araquestão.Ex:art
.º60º
/1,
2C.
C.)

A.
2.
1.
Espéci
esdeconexãosi
ngul
ar


Conexãosi
mpl
es,anor
madeconf
li
tosdesi
gnadi
rect
aei
medi
atament
eum
úni
coDi reit
oapl i
cáv elaquest ão( arts33º/1e46º /1C.C.);
•Conexãosucessi vaousubsi diári
a,anor madeconf l
itosdispõedeumasér i
e
deelement osdeconexãoqueoper am em or dem sucessi v
a,istoé,aactuação
doelement odeconexãosegui ntesóoper aseoout r
onãot i
vercont
eúdo( 25º,
31º/1,25º,32º,art
s41º ,42º,ear t.
º52ºCC)
•Conexãoal t
ernativa,anor madeconf li
toscont em doisoumai sel
ementosde
conexão,suscept í
v eisdedesi gnarem doi soumai sDireit
os,sóqueapl ica-
se
aqueleque,nocasoem concr eto,semost rarmai sf avorávelaproduçãode
determinadoef ei
toj ur
ídico(arts.36º /1e2; 65º/1C. C.)
;
•Conexãoopt ativa,anor madeconf li
toscont em doisoumai selementosde
conexãoquepodem i ndicardoi soumai sDi reit
os,ficandonadi sponi
bili
dade
dosinteressadosaescol hadodi rei
toapl i
cável.

A.
2.
2.
Espéci
esdeconexãopl
ural
:


Conexãocumul
ati
vasi
mpl
es,anor
madeconf
li
tosex
igepar
aquesepr
oduza
certoef ei
tojurí
dico,aconcorrênci
adedoi soumai
sDi rei
toscujoefei
toé
reconhecidosimultaneamentepordoi
sDir
eit
os; Ex:ar
t.º33º/3CC
•Conexãol imit
ati
v a(art
s.60º/
1e2C. C.
).
OsPr ofs.Ferr
erCor rei
aeBaptist
aMachadofaz
emase
gu i
nt
ec l
ass
if
ic
açã
o:

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

•Conexãosi mplesouúnica( ar
t.46ºC. C.);
.Conexãocompl exaoumúl ti
pla,sub
divid
idaem conexãosubsidi
ári
a(ar
t.52º/1
e2C.C.),alt
ernat
iva(ar
t.36º/1e2C. C.)ecumul at
iva(art
.60º/
1ou2e4C. C.)
;
•Cumul açãodeconexões( art.52º/1C. C.)eaa pl
i
caçãocombi
nadadevá r
i
as
38
ord
ensjurídi
cas(art.
º49ºC.C.)
SegundoMar quesdosSant osoar t.º65º /1C.C.temu maconex
ãoal
ter
nati
va,
por
ques epod eapl
i
carumaL e
iouou tr
a,havendoumat écni
caqueper
mit
eapl
i
carma i
s
queumaL e i
.

B-ParaaEs c
oladeCoi
mbra,te
mose ntã
ou ma
conexãosi
mpl
eseumaconexão
múlt
ipl
a,eai
ndaumaconexãodeconexões.

Naconexãosi mpl esar egr


adec onfl
it
osi ndi
cas óu maL e i(dizqu eaL e
ip essoalda
pe ss
oaéadasuanaci onalidade),sendoquenaconexãomúl t
iplaar egrade
conf l
itosadmi temai sdoqueumaL ei
.
Dent rodaconexãomúl ti
plapodemost ervári
ost i
posdeconexões, quai ssejam,
alternativa,subsidiária, di
stributi
vaecumul ativa.
Qu andon oar t.52ºC. C.sedi zque“ 1.Sal voodi spost onoar t
igosegui nte,as
relaçõesent r
eoscônj ugessãor egul adaspel aleinaci onalcomum. ”,s eoa r
ti
go
dissessea penasistoen ãotivesseonº .2,t erí
amosaquiumaconexãosi mpl ese
umacumul açãodeconexões( porqueset r
atada“ l
ein acion alcomu m” ,havendo
umac umu l
açãodop rópr i
oe l
eme ntod ec on ex
ão,queéaL e ina c i
onal,ten
d od eh aver
umac oinci
dênci
ad aL e i
.
Maspor queoscônj ugespodem t ernaci onali
dadesdi fer ent es, estear t.52º t
eve
dedarumaou tr
as oluçã od ea pl
ic
a ç
ã odeou t
raLei,d
izen doe n t
ãon onº .2qu e“2.Não
tendooscônj ugesamesmanaci onal idade,éapl icáv elal eidasuar esidência
habi t
ualcomum” ,et r ansfor ma-oent ãon umar eg r
ad ec on fl
it
osn ãod ec on e
xão
simp l
e s
,ma smúl ti
pl asubsi diári
a.
Signi
ficaqu eoJ ui
zn ãop odei me di
atame nt
ea pl
icaroc ri
tériodar esidênciah abi
tual
,
ha ve
n doqu everpri
me i
roan aci
on al
i
da decomum.
Ac on exãos ubs
idi
ári
af oi geradapore xist
iru mac umulaçã od ec on e xões,porqu eh áa“ l
ei
dan ac i
onali
dadecomu m”ec u mu l
açãod oe lemento“nacionali
d ade ”.
Ar t
.53ºTambém v al ecomoex empl o, servepar av erqueoór gãoapl icadort em
deapl i
carapr i
mei ral eiquesi r
va( sehánaci onalidadec omu mn ãop od ea pli
cara
l
e id ar esidênc
iah a bitual
). É nest a exi stência de hi er arquia que v ê a

Mest
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Gaul
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onal
Pri
vadoedaAr
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ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

subsidiariedade.
Noqu et ocaàconexãomúl ti
plaalternati
va,podehav ermai sdoqueumaLeieo
Juizapl icaqu al
queru mad el
as,d e
sd equeor esul
tadov isados e
jaa l
cançad
o,qu e
norma l
me nteéav a
li
dad edon egóci
o.Ex.oar t
.65ºC. C.e st
abeleceque“ 1.As
39
disposiçõespormor t
e,bem comoasuar evogaçãooumodi fi
cação,ser ão
váli
das, quantoàf orma, secorresponderem àspr escri
çõesdal eidolugaronde
o act of orcelebrado,ou àsda l eipessoaldo aut ordaher ança,querno
moment odadecl aração,quernomoment odamor te,ouai ndaàspr escrições
dal eipar aquer emet aanor madeconf l
it
osdal eil ocal.
”.Háa quiindi
cação
si
mu l
t
âne ad evár
iasL ei
s,masestãon umapos i
çãodep ar
idade,eoJ uizpodea pl
ica
r
qualquerumade la
sd esdequeores u
lt
ad of
in
alsej
aalcançado.

Aconexãoémúl ti
plapor queaconsequênci aabst ractadanor maadmi t
ea
aplicaçãodemai sdoqueumaLei ,masháumanot adeal ternat i
v i
dadee
equi v
alênci a,sendoqu en aconexãosubsi diár
iaoqueháéhi erarquia.
No quet angeà conexão múl tipladi stri
butiva,o ar t.49ºe stabe l
e c
equ e“ A
capaci dadepar acont raircasament ooucel ebraraconv ençãoant enupcialé
regulada,em r elação a cada nubent e,pel ar espectival eipessoal ,à qual
compet e ai nda def i
ni ro r egime da f alt
a e dos v í
cios da v ontade dos
cont r
aent es.”.
Com oar t.49ºp odes era pl
i
cávelu mas óL ei,oue ntãoa mb as.Set ratardedoi s
portugueses ser á só a Leipor tuguesa,mas se f orum por tuguês e uma
espanhol aj áser ãoasduasLei s,enessesent idoédi stri
butiva,hav endoumal ei
própriapar acadaum dosnubent es.
Final
me ntete mosaconexãomúl tiplacumul ati
va, quandos ã
oa p l
i
cad asma i
sd oqu e
umaL eiàme smas it
u açãojurí
dic
a. Aqu ihác l
ara
me n
tema isdoqu eu maL ei
,cumu l
a -
se
aa pl
icaçãod ema isd oqu eu maL ei
.
Oar t
.55ºC. C.e stabel
e cequ e“1.Àsepar açãoj udici
aldepessoasebenseao
divórcioéapl i
cáv elodi spostonoar t.52º .
2.Se,por ém,naconst ânciadomat rimóni ohouv ermudançadal eicompet ente,
sópodef undament arasepar açãoouodi vórcioal gum f actor elevanteao
tempodasuav eri
f i
cação. ”
.
Jáv imose stea rt
igoapr opósi
tod asc onexõesmóv ei
s.AL ein aci
ona lc omu mp ode
mu dar.
As it
uaç ãoma iscomu m éaded oisc ônju
g esden a c
ional
idadesd i
fer
e ntes,ma sc om

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
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rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
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ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

resi
dênc i
ah abi
tualcomu m. Ex: A,port
uguêseB, espanhola,vi
ve me mF rança,sendoqu e
sequ i
se r
emd i
vorci
araplicar-se-áaLei f
rancesa,porr emi ssãodoar t.55º /
1C. C.
Ma sonº2doar t
igov em di zerqueseh ouvermu dançad eL eicomp eten
te(ist
oé ,as
part
esmu daramder esi
dêncian av i
gênci
ad ocasamento),od iv
órci
os óéobt idose,v.
g.,
o
40
adult
éri
of orconsideradopelale inovacomof undamentoded i
vórci
o,ob r
ig
a ndoaa pl
ica
ra
Leic omp etent
e,ma st amb ém obr iga,seh ouvermu d ançasdeL ei
,aa pli
caral ei
comp etenteaot e
mpodav er
if
ic açãodosfactosquefunda me nt
a mod i
vórci
o.
Háa qu iumaa pli
c a
ç ã
od ema isqu eu maL ei
,etem deh a v
erc oncordânci
ad ed uasLeis
(acomp e
tenteàa lt
ura,eac ompe te
nteaotemp odav e
ri
ficaçãod osfa ct
os).
OJ ui
zs óa pl
icama i
sd oqueu maL eiseti
verhavi
domu d ança,porquep oden ãoha v
er,
ou
aspar tespodem t ernacional idadecomum enãot er em um dado.
Estac onexãomú l
ti
pl
ac umula t
ivav i
saentrava
ror esultadoaobt e r
,aop a ss
oqu ea
alt
ernat
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rvejáp arafaci
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ivosd asn.c.s ã
o, pri
maf a ci
e,osc ri
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iosg erai
sd oa r
t.
º8ºe9ºdo
CC.
Noe ntanto,deve most ereml inhad ec on t
a,antesd orecu r
soae stescri
tér
ios,an at
urez
a
dasfonteson dep r
oma nam,v.g.
,n.cd efon t
einternaen .cdef onteinter
naci
on a
l.
Ass i
m,pore xemp lo,asn orma sd ec on fl
i
tosc onstantesd asc onvençõesi nt
ernaci
onai
s
quen ã
or egulam a spect
osr elacionad osc om osdi r
eit
osf undame nt
aisd evem s er
aprovadosea dop t
adospe laGB. (si
s t
emader ece pçãose mip l
e na)
.
Ora,apesard estatransposição,continuamas era i
ndaDi r
eit
oI nter
nac i
onal
.
Ass i
ms en do,ain t
e r
preta
ç ãodes t
asn .c.d efonteint
e r
na ci
ona lsegueor egimef i
xadona
Con v
enç ãos obreDi r
eitodosTr atadosde2 3/0
5/19 6 9.Logoai nte
rp r
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çã oda sn.c
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on als egueor egimed oa rt
.º3 1º/1qu ema ndaa tenderab oaf éna
i
n t
erpr
etaçã odost ratadoseaob servânc i
ad aspr á
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ca sposteriore
ss eguida
sn aa pl
icaç
ão
dostrat
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rt.º31 º
/3a l
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)).
Noe ntantooa rt.
º32 ºf i
xaosme smosc rit
éri
osc onstantesnoa r
t.
º9 ºCC.
Relat
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me ntea sn .
c.d efon t
ei nter
n aa sme sma ss ã ointe r
pret
ad a
sc omop a
rtedo
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temaj urídi
cogu i
n eense,ma scoma u t
on omia.

h
)INTEGRAÇÃODAL
ACUNA

Mest
reJuscel
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vo2013/2014

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a dorad ed et
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t
u aç
ã o
tr
a n
s naciona l
.
Asla cuna spode ms erp aten t
e s(qua ndoal ei nãoc ontémn enhumar egrar e
gu l
a dorado
41
caso)ouoc ul
tas( qu a
ndoal eire gul
aumac e
r t
ac ategoriasdec aso,ma sde i
x ade
regularumas ub-
c ategoria.
)
Pa r
aBa ptistaMa c
h adoa sl a cu
n asd oDI Ps ãon ecessari
ame ntep at
e ntes,n oe ntanto,
Li
maPi nh ei
rode fen deapos sibi
li
dad ed ev eri
fi
caç ãod elacuna soc ul
tasn oDI Pd andoo
ex.dape ssoaqu eéi n capa z2ºas uale ipe ssoa l
c el
ebrau ma ct
oju r
ídi
con aGB, o.jqueo
cons i
derac a paz.Estas i
tu açã onã oe ncon trag uaridan oart.
º2 8ºCC, umav ezqu eregu l
a
di
rec t
ame nt
eosn .j
.
Ch egadosa quivamoss a berc omoéqu es eintegraml acun asdosdi re
it
osd ec onfl
it
os .
Nai nt
e graçã odalac unade vemost eremc ontaoa rt
.º10ºCC, i
stoé :
a )De vemosr ecorreran orma sa pl
icáv eisa oc asoa n
á l
og o(ana l
ogi
al egis)
;
b )Naf al
tad estaas oluçãod eves e rob tidame diant
eu mac on cr
etizaçãod os
princípi
osg eraisei de i
a sori
e ntadora sd oDi r
eit
od ec onfl
it
os( analogiaiuri
s )
OBM n egaap os si
bili
da dedes ee ncon tr
a rn oDIPu mc on j
untod ep ri
nc í
piosa ptos
p arac ol
ma t
arlacu nas .
c )Nã os endop ossív elintegrarlacu nap orn e nhumd osd oisp r
oce ssos,oi ntérpr
ete
de vec ria
ru mc rit
é r
ioded eci
s ão“d en t
rod oe spí
ri
tod os i
s t
e ma ”qu es e j
a
su sceptív
eldes ers egu i
doe mc asoss e me l
hantes,nof ut
uro.
Pa rai sso,oi ntérpreted e ver e
s peitarosv al
oreseosp r
incí
piosd oDI P,a travésd a
formu l
aç ãodec r
ité
riosd ed eci
s ãos obaf ormad eumap ropos i
çãog e r
alea bstr
acta
qu es ejas usceptí
v e
ldes e rsegu i
dae mc asoss eme lh
a ntes.

*
***

BI
BLI
OGRAF
IASUMÁRI
A:

F
err
erCor
rei
a,i
dem,
pp.
168
-19
8

L
imaPi
nhe
ir
o,i
dem,
pp.
177-
224
;28
4-2
9

§10QUAL
IFI
CAÇÃO

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

1.
NOÇÃO

Para o Pr of
. Lima Pi nheir
o a qual i
fi
cação (descobert
a peloKahn e
posteriormentepeloBar t
inem 1897nasuaobr a“Del’
impossibi
li
téd’
arr
iveràl a
42 suppressi ondéfi
nit
ivedêsconf li
tsdeloi
“quandoest
av aaanotaroAcórdãode
Argelde 4 dezembr o 1889 que deci di
u o caso Barthol
o e permite-nos
determi narsecertar eal
idadejurídi
casereconduzaumaouout r
anormade
confl
itos.Pori sso,sódepoi sdestaoperaçãoéquedev eremosponder aro
reenvi
oouaor dem públ i
cainternaci
onal
.

Ditodeout romodo,aqual ifi


caçãoéopr ocediment opeloqualoj uiznocaso
concr etopr ocedeàanál i
sedanat ur
ezaj urídi
cadoconcei to-
quadr odanor ma
i
ndi cativaoui ndirectadoDi reit
oI nter
nacional Privado.
Épormei odeconcei tostécnico- j
urí
dicos( concei t
oquadr o)queasr egrasde
conf l
itosdef inem edel imit
am or espectivocampodeapl icação–oespaçooua
áreaj urídicaem queoel ement odeconexãodanor maéchamadoaoper ar.
Taisconcei tost êm acar acterí
st i
capecul iardeser em aptosai ncor poraruma
mul tipli
cidadedecont eúdosj urí
dicos.
Quandoanor madeconf li
tosr emet epar adet erminadal eimat erialdi r
ige-sea
todasasdi sposiçõesmat eriai
sdest al eiouapenasàquel asnor masquepel o
cont eúdo e f unção que desempenham naquel e or denament oi ntegram a
categor i
anor mat i
vai ndicadapel oconcei to-quadrodanor maem causa.
A pr imeirar eferênciadesi gna-ser eferênciaaber tae,asegunda, referenci
a
select i
v aqueéasol uçãoconsagr adanoar t
.º15.ºCC.
Danat urezadosconcei t
osnascem del icadospr oblemasdai nt erpretaçãoe
apli
caçãodasnor masdeconf l
it
os.

Éaestesproblemasquedebruçar
emosàsegui
rat
rav
ésdaanál
i
sedost
rês
momentosem queaqual
if
icaçãoseoper
a:
1ºMomento:

Int
erpret
açãodoconcei
to-
quadro–oquedev emosentenderpordivórci
odo
art
.º55ºCC?Entr
anasuasubstanci
aodivór
ciopri
vadododir
eit
orabíni
coouo
Talak(
repudi
odamul
herpelomar do)dodi
i r
eit
omuçulmano?Auni ãodef act
o
podesersubsumi
dananormaquer egul
aosefeit
osdocasamentodoar t.
º49º

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

CC?Ocasamentoent
reduaspessoasdomesmosexopodeseri
nter
pret
adoà
l
uzdoar
t.º49ºC.
C?

2ºMoment
o:

43 Caracterizaçãodoobj ectoquehá-deserreconduzi
doaoconcei t
o-quadro.
Asnor masest rangeir
aschamadasat r
avésdasr egrasdeconf li
tospodem t er
conteúdosdi versosenãosesubsumi raoconceito-
quadrodar egradec onf
li
t
os.
Ex:Aplicamosoar ti
go46ºdoC. C.quechamaal eidol ugardasi tuaçãodos
i
móv eisenest epar t
icul
areraAlemanha.Cumpr eaf er
irse,deacor docom o
Dir
eitomat er
ialalemão,anormaqueseapl i
caàquelasituaçãodav idaéounão
deDi r
eitosReai s.

Masseparaeleséum probl
emasucessór
io?
Quem car
act
erizaasnor
mas: al
exl
ocioualexcausae?

3ºMoment
o:

A subsunção,ousej a,verseanor mamat eri


alem anál iseéounão
reconduzí velaoconcei to-
quadr odar egr
adeconf l
it
os.
Fazemosaquiaqui loqueoMel chi gnade“met
ordesi eromat eri
aljur
ídi
co
estr
angeiro nas gav et
as do si stema nacional” ou seja procur
amos a
corr
espondênciafuncionalentr
easnor masquedi sci
pli
nam asi t
uação“sub
Júdice”aoconceit
o-quadrodasnor masdeconf l
i
tos.
Aquem i ncumbefazerestacorr
espondênciafuncional?

Chegadosaquivamosagoraper
ceberamecânicadaqual
i
ficaçãoest
udandoa
queDirei
todev
emosrecorr
erpar
ainter
pret
arostr
êsmoment os:

2.I
nter
pret
açãodosi
logi
smoanunci
ado

A doutrina portuguesa di
sti
ngue,como v imos,as seguintesoper
açõesde
quali
fi
cação:
1.I
nterpretaçãodoconcei t
o-quadr
oquedet ermi
naacat egori
adeconcei
tos
2.Caract er
izaçãoquehá- deserr econduzidoaoconcei to-
quadroousejaa
deter
mi naçãodoobj ecto(Oquesequalif
ica?Comosequal i
fi
ca?)

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
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Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

3.Quali
fi
cação str
ictosensu ou subsunção ou a apl
icação da norma de
conf
li
tos(Subsunçãodasnor masmat eri
aisaconceit
o-quadr
odar egr
ade
conf
li
tosquedeter
mi nacomocompet enteoordenament
oaqueper t
encem)

44
2.
1.I
nter
pret
ação:

Ai nterpr etaçãoconsi stenadet erminaçãodosent i


doeal cancedosconcei tos
uti
lizadosnoconcei to-quadr o
(vgoconcei todeDi reit
osReai s,noar t
.46º).
Comoés abidooqu ee st
áde scri
t
on ash i
póte
sess ãoc oncei
tostécni
co-j
ur
ídi
coseh á
eventual
me n t
efal
tadec oin
c i
dênci
ae ntr
eosor denamentosjurí
di
c os.
Pori ssoh áqu ei
n t
erpret
aroc oncei
to-
qu adr
oed e t
erminarcom c la
rezaoqu esãoos
di
reitosrea i
s,dafamíl
ia,dass u
c es
sões ,
etc.
Pod ea con t
e ce
rqu e
,v.g.
, u
m or dename ntopodeen t
enderqu es ãodir
ei
tosrea
iseou tr
o
di
reitoda ss ucess
õe s.
p .
ex.n a
lgunsdirei
tosoinsti
t
u t
oqu es edes i
gnapor“l
imit
ati
onof
actionsӎa l
goa par
en t
adoc om apr e
sc r
içã
od osd i
rei
tos,ma stemu mad if
eren
çaa o
noss oinstit
utodapresc r
i
ç ã
o.
Na “ li
mi tation ofact i
ons”não há ext inção do di rei
to.Não t em natureza
obrigaci onal .
Estanor maér econduzí velaoar t.
º40ºCC?

Aqui
adout
ri
naent
raem di
álogo.

Paraadout r
inat r
adicional( ROBERTO AGO eROBERTSON)ai nterpret
ação
deveserf eit
al egef ori
,i stoé,deacor docom oDi rei
tomat er
ialdaor dem
j
urídicadof oro.
Assim, Direi
tosReai sser ão osdi r
eitosque,na or dem j urídica interna,são
consider adoscomot al(incluindoDireitosReaismenor es).
Ditodeout romodo,adel imitaçãodocont eúdodosconcei tos-quadr odev eser
concr eti
zadocom r ecursoaoscr i
térioshomól ogosv i
gent esnoseudi rei
to
mat erial
.,p.ex.paradet ermi narocont eúdodoconcei todeobr igação,ut il
i
zado
nasnor masdeconf li
tos,dev eri
arecor rer
-seàdefini
çãocont idanoar t.397ºCC.
Ist
oé,dev emosr ecorreral exf orisem ol vi
dardasf inalidadesespecí f i
cas
prossegui daspel oDI Pousej aai nterpret
açãodasnor masdeconf li
tosest á
ancor adanoDi reit
omat er i
aldof oro,mascom aut onomi a( assim Magal hães

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

Coll
aço),poissóterí
amosl excausaedepoisdeconcr
eti
zar
mosoelementode
conexãodar egr
adeconf l
itos.
Fazerumai nter
pretaçãodoconceito-quadr
odeacordocom a“l
exmat er
ial
is
causae”ser i
acriarumal eiem branco,namedidaem quer
emeter
iam par
a
45
concei
tos-quadr
osdef i
nidospel
aleidacausa.

Outro é o ent endi ment o dos aut or es como RABEL,ZWEI GERT e MARI A
HELENABRI TOquedef endem or ecur soaoDi reitocompar ado.
Para el es o concei to-quadr o da nor ma de conf l
it
os dev e seri nterpretado
atr
av és de uma anál ise do Di reito Compar ado,al cançando- se assi m um
concei t
o uni v er salcomum,na medi da do possí v el
.A anál i
se dev e ser
compar ativa,masnãonecessar iament euni v ersal( acompar açãonãodev eser
entret odososor denament osj urídicos,masapenasent reaquel esenv ol
v i
dos
nasituaçãot ransnaci onal em apreço) .
ParaFERRERCORREI A, cult
ordat eoriat eleológi ca,ai nt
erpr etaçãodev eterem
contaosi nter esseseosobj ectivosqueest esconcei t
ospr etendem acaut el
ar.
Ist
oé,ai nterpr et açãodev esersegundo“ l
exf or mal i
sf ori”(leifor maldof oro),
i
stoé,ai nter pr etaçãodoconcei to-quadr oéf eitat el
eologi cament e,deacor do
com ospr incí piosqueor i
entam o si stemaconf li
tualdo f oro,maxi me,de
acordocom of im esent i
dodasnor masconf l
it
uaisdof or o( interpretação
autónomaet eleol ógica) .
Aindagaçãodosi nteressesdev eserf eitapar tindododi reitol ocaledeacor do
com osi nteressesqueal eimat erialdof oropr et endeacaut elar.
Estat esenãoandal ongedadout ri
nat radicional ,peloqueénossaconv icção
queéat esequedev eseradopt adaumav ezqueasnor masdeconf l
it
os
possuem f insespecí f
icos, peloqueosconcei tosnel espr ev i
st ossãoapt ospar a
abrangeri nstitut osj urídicos,nacionai seest rangei r
osenquadr áveisnaconexão
uti
li
zadapel anor madeconf l
i
tos.

2.2.Car
act
eri
zaçãooudet
ermi
naçãodoobj
ect
o:

O ques ecar
act
eri
za?À part
i
dafa c
tosSubsumem-
. sef actosanor mas,poisa
est
atu
içã
odaregr
ad econ
fl
it
oséaapli
caçãod eumaoutr
alei
.
Ent
ão,ac a
ract
eri
zaçã
oconsiste na determinação da confor
midade ent
re as
normasmateri
aisdalexcausaeeapr evisão.

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

Vamos veri
ficarse as nor mas mat eri
ais se subsumem àquelaregr
a de
confl
it
os.
Qualé o obj ecto da caracter
ização? São nor mas mater
iai
sapl
i
cávei

si
tuaçãodentrodoor denamentoapontadopeloelementodeconexão.
46
Comosequal if
icam essasnormasmat eri
ais?
Quem car
acteriza?Omesmoor denamentoouoor denament
odoforo?

Exempl o:Odi reitodoar rendat ár


io,em abst r
act o,sequal ifi
cacomodi reit
oreal
oucomodi reitodecr édito?Faceacer tossi stemasoar r
endament oéum
i
nst i
tutor eal,nout r
osum i nsti
tutopr edomi nant ement eobr i
gacional,noutros
aindat em car áctermisto.
Imagi nemosquef oiapont adocomocompet ent edi r
eitomat eri
alestr
angeiro.
Ai nterpret açãodest edi reitodev ef azer-seal uzdaher menêut icavigenteno
ordenament oondeseencont ram inseridostai spr eceit
os.Éoquenosi mpõeo
art.
º23º /1CC.
Seassi m é,ent ão,naest eiradoBat ist
aMachadoédeconcl uirque“ …éal ex
causaequef or neceoobj ectooumat erialpar aqual if
icar,sendoocr i
téri
oda
qualifi
caçãof orneci
dopel a“ l
exf ori
”,poi sest aéar ati
oqueser et
ir
adoar t.
º
15ºaodi zerosegui nte“Acompet ênciaat ri
buí daaumal eiabrangesoment e
asnor masque,pel ocont eúdoef unçãoquet êm nessal ei,integrem oinstit
uto
visadonar egradeconf l
it
os” .
Em concl usãoacar acterizaçãodev eserf ei
ta“ l
egecausae” .

2.
3. Qual
if
icaçãost
ri
ctosensuousubsunção:

Subsunçãodasnor masmat eri


aisaoconceito-quadrodar egradeconf l
i
tosque
deter
mi nacomoc ompetent
eoor de
name nt
oaqu ep e
rten
cem( tor
nadoc ompet
ent
e
pel
aregradecon
fl
it
os)
.
Devemosdarum concei t
o-quadr
oum l i
mite/
rigorquecol eaodireit
odof or
o?
É entendiment
o maiorit
ári
o cumpreal exf oridecidi
rseospr eceit
oscuja
apl
icaçãosediscutecabem ounãonoconcei toquadrodanor madeconf l
it
os
queremet epar
aoor denamentojurí
dicoaqueper tencem taisprecei
tos.

Chegados à subsunção,podemos assi


sti
ra di
vergênci
as de qualif
icação
st
ri
ctosensu,
casoem quetemosochamadoconfli
todequalif
icações.

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
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Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

3.CONFLI
TOSDEQUALI
FICAÇÕES

47 Podeacont ecerquemai sdeum or denamentoj urí


dicoquali
fiqueasi t
uação
pri
vadaem conf ormi dadecom acat egori
anor mati
vadanor madeconf l
itos
uti
li
zadapar aodesi gnar.
Dit
odeout romodo,l ançou-semãodemai squeumanor madeconf l
it
os,
porqueasconexõesut il
izadaspel asdi f
erent
esnor masdeconf l
itosapontaram
paramai sdeum or denament o.Aest asituaçãosedesi gnadeconf l
it
oposi t
ivo
dequal i
fi
caçõesouconcur sodenor masapl i
cáveis.
Acontecet ambém ocasoem queasnor masmat eri
aisdosor denament os
designadosnãoqual ifi
quem asi tuaçãodeacor docom oenquadr ament oque
l
heédado pel or espect ivo conceito quadro danor ma deconf l
it
osquea
designou( asnor masdeconf l
itosr emetem par aordensj ur
ídicasdi f
erentes
daquelasaqueper tencem asnor masmat eri
aisqualifi
cadasnasnor masde
confli
tos).Estasituaçãodesi gna- sedeconf l
i
tonegat ivodequal i
fi
caçãoou
si
tuaçãodef al
tadenor masapl icáveis.

O C.Cnãoapontanenhumasoluçãopar
aest eproblema,dei
xandoocampo
paraadout
ri
naresolv
er.
Assim,
oProf.Fer
rerCor
rei
apr
opõeaseguint
esolução:

a)Conf
li
toent
reaqual
if
icaçãopessoalequal
i
ficaçãopat
ri
moni
al

Ex:A eB,al emãs,casaram aoabrigodestanaci


onal
idade.Poster
ior
mente
adquir
ir
am a naci onal
i
dade aust

aca.A pr et
ende reclamar do mari
do,
anteci
padamente,
ascustasdeum processoquel
hepret
endemov er.

b)Conf
li
toent
requal
if
icaçãof
ormaequal
if
icaçãosubst
anci
a

Ex:Ocasament odedoisgr egosquecelebr


am casament
ocivi
lnaAl emanha.
Naé pocaosistemamat ri
moni algr
egoeraodecasamentorel
igi
osoor todox
o
obri
gatóri
o,sendoquequalqueroutroti
podecasamentoer
anulo,i
nvál
i
do.
Aquest ãofoicolocadaperanteosTribunai
sgui
neensesaluzdav al
idadedo

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

casament o pel o BGB( C. C.Al emão,v al


idade f ormal ) e ai nvalidade do
casament opel oCódi goCi vilGrego( validadei ntrínseca) .
Estes doi s ordenament os j urí
dicos,e as nor mas mat eriais de cada,são
i
nv ocadossi mul t
aneament ecom r esul t
adosdi ferent es.
48
Aqu iháai de n
tif
ic
a ç
ã od oar t.49ºedoar t.50ºC. C.Oar t.49ºC. C.r
ef er
e-seà
capacidadema t
ri
mon ialea osv íc
iosdoc ons ent
ime nt
o.
Oar t
.49ºC. C.ma ndaa pl
icaral eidan a c
ion al
i
d ade,qu eéal eigrega.Ae qu i
val
ên ci
a
funci
onalestáaqu i
:Va l
i
dad es ubs t
an ci
alArt.1367ºC. C.gr ego
Art.50ºC. C.-Formadoc asa me ntoBGB–ma ndaa pli
ca ralexloci=leial
emã
Portanto,ambasasl eissãoapl icáveis.Em v i
rt
uded aa cei
ta
ç ãod aquali
fi
ca ç
ãol ege
causae,te
mosqu ea mba sa sleiss ãoa pl
icáveis,havendou mconf l
it
odequal i
ficação.
Nes t
eca s
o,quandosedi gladiam aqual i
ficaçãodasubst ânciaeaqual i
ficaçãode
forma, adoutrinatem pr ef eri
dodarpr eval ênciaàqual i
fi
caçãodasubst ânciaem
detrimentodasqual i
fi
caçõesf ormai s.
Mas,oPr of.Fer r
erCor reiaen t
en dequ eapr ev
a l
ênciadaqu a l
i
fi
c a
ç ã
od as ubst
ân ci
a
nesteca soe mc on c
reto,ar eservad eor de m pú bl
icad ever
iap ar
ali
saraa pli
c a
çã odo
dir
eit
og rego,qu econ duzir
iaài nva l
i
da d
ed oc asa me ntop ornã os errel
igi
oso,p orque
ofendealiber
d a
d erel
igi
osaeal iberd a
dedec e l
ebrarcasa me nt
oei r
iac onsi
der
á-lováli
do.
c )Con fl
i
toe nt
requ ali
fi
c açã orealequa lif
icaçãope s soal

Ex
:morrenaGui
né-
Bi
ssa
uinte
sta
dou mIt
ali
ano,semde
ixa
rhe
rde
ir
oss
obr
evi
vose
de
ixa
ndobe
nsemFran
ça.Al
eid
oforoéaGu
iné-
Biss
au.

d)Con
fl
it
oen
trequ
ali
f
ica
çãoma
tri
mon
ial
equa
li
fi
caç
ãos
uce
ssór
i
a

Ex:AeB, guine
ens es,c
a sar
ams emc onvençãoa nt
enu p
cialvi
ndoma i
stardeaa dqui
ri
ra
naci
onali
da dealemã .Amor reeoc ônj
uges upérst
it
epretendefaz
e rval
eross eusd i
r
eit
os
comoc ônju g
eme e i
roec omoh er
deir
o( a
rt.
º53ºe6 2ºCC) .
Ma sAf alece
.
Aqu eb e
n sBt emd i
r
eit
o?Od i
re
it
oa l
emã oprot
e gesucessori
amen teoc ônj
ugesob r
evi
vo
(su
bsumí velaoart.62ºC. C.quede t
erminaaa pli
caçã
od al e
idan aci
ona l
i
dadequ eseri
a
aleial
emã ).
Jáan ormagu i
nee n
sea t
ri
buimea ç
ãod osb en scomu nsa oc ônju
ges ob r
evi
vo.Essa
atr
i
buiçãoéu mare gr
aqu es esubs
u mea oart
.53ºC. C.at
inent
ea oregimed eben s
,que
ma ndaaplicaralein ac
ionalcomuma otemp odac elebr
aç ã
od oc asame nt
o,quen est
e
casoeraal eigui
nee nse
.

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

Portanto,aplicam-seasduasl ei
saquest õesjurídicasdifer
entes.
Nestecasonãohav eriaem rigornenhum conflito,porqueambosossi stemas
admi t
em asduaspr otecções(viamatrimoni
ales ucess
óri
a).
Massef osseodi rei
toinglêsousueco, quesóadmi tem umadaspr otecções,já
49
ter
íamosquee st
abel
ecerumah i
erar
qui
a.
Adout rinaent endequeal eireguladorador egi medebensdevepr evalecer
sobreal eireguladoradassucessões.
AProf.Ma gal
hãesColl
açoe nt
endequen ã
oh ásequerqu es
tãosuces
sóri
a,epori
sson ão
háconfl
ito.

Re
lat
i
vame
ntea
ocon
fl
it
one
gat
i
vov
eja
mosos
egu
int
eex
emp
lo:

Ex:A e B,ci dadãos franceses,r esi


dentes na Alemanha,cel ebram uma
promessadecasament o.Brompeapr omessa,casandocom CnaAl emanha.
AdemandaBper ant
eum t r
ibunalguineenseexigi
ndoopagament odeuma
i
ndemnização.Aleial
emãr egulaapr omessadecasament oautonomament e,
noli
vrodoDirei
todaFamí li
adoBGB.
Em França,o rompiment o dapr omessa decasament o geraobr i
gação de
i
ndemnizarcomfundament oem r esponsabi
li
dadeextracont
ratual
.

Sol
ução:

1.Osor denament osj urí


dicosem cont act
o são o or denamento guineense,
alemãoef rancês.
2.Aquest ãoj urí
dicaem causaéoi ncumprimentodepr omessadecasament o.
3.Asnor masmat eri
aispot encialmenteaplicáv
eissãoasnor masconst antes
doar t
.1594º( segundooqual háfundament odei ndemni zação)
,doBGBedo
CodeCi v i
l.
4.Asnor masdeconf l
itopotencialmenteapl i
cávei
ssãoosar t
s.25ºe31º ,nº1
(quanto às nor mas mat eriais guineenses e al emãs,si st
ematicament e
consagr adasnoLi v r
odoDi reitodaFamí l
ia)eart
.45º( quantoàsnor mas
mat er
iaisfr ancesas, doDireitodasObr i
gações).
5.Concr etizaçãodoel ement odeconexãoesubsunção:
Leiguineense: ar
t.1594º-Di r
ei t
odaFamí li
a–ar ts.31º ,nº1e25ºr emet em
paraal eidanaci onalidade–LF.

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

Acont ecequeser ecor rermosaLA:BGB–Di reitodaFamí l


ia–ar t
s.31º , nº1e
25º-l ei danaci onal i
dade–LF.
LF:CodeCi v i
l –Di reitodasObr igações–ar t.45º-l eidol ugardodano–LA.
Estamos per ant e um conf li
to negat iv o de qual ifi
cações,uma v ez que as
50
normasdeconf li
tosr emet em par aor densj urídicasdi ferent esdaquel asaque
pertencem asnor masmat eriai squal ificadasnasnor masdeconf l
itos( Fal ha
aquiot e r
ceiromome ntodaqu ali
fi
c açã o,en enhumada slei
ss equ eroup odea pli
c ar).
Esteconf l
itonegat iv or esol ve- semedi ant eaj ust ament odeumar egr aauma
soluçãoconcr eta(adapt ação) .
Em pr imei ra l i
nha, dev e pr efer i
r-sea adapt ação de nor mas de
conflitos(Magal hães Col laço e Li ma Pi nhei ro)à adapt ação de nor mas
mat eriais,eamesmadev eancor ar-sedent r odospr incípiosdoDI Ppoi s,a
adapt açãodenor masmat er i
ai spodeconduzi rasol uções“ i
rreais”col ocando
em xequeacer t
ezaj urídicaenquant oseupr i
nci pioest r
ut urant e.
Estaa d aptaçãoba sica me nt
e refer e-seàpossi bi
lidadequet emosdemodel ar“ o
crit
ério dedeci são do caso concr eto at ravésdaext ensão our est rição da
previsãodanor maoudeumaal teraçãodosef eitosquedesencadei anocaso
concr eto”.
Em segunda l i
nha,quando a adapt ação oper ada at ravés das nor mas de
conflitos não f orsat isfatór i
a,dev emos r ecor rera adapt ação das nor mas
mat eriaismas, l
imi tadapel opr incípi odomí nimodanoàl eioul ei
scompet ent es,
fazendoassi mj usaoqueacont ecenaROPI .
O Pr of.Bat i
staMachadoeoPr of .Fer rerCor reiaent endem queaadapt ação
podeserf eitasobr ear egr adeconf li
tos( mudandooel ement odeconexão)ou
sobreapr ópr i
anor mamat erial.
Nest epar ti
cul ar,asol uçãomai sconsent âneaser i
aaapl icaçãodal eif rancesa
quer esponsabi lizaci vil
ment eoesponsali ncumpr i
dor ,peseembor aof acto
geradordodanonãosev erifi
carem Fr ança,al iásoar t.
º45º /3CCadmi teest a
possi bili
dade.
Nest ecaso,I SABELDEMAGALHÃESCOLLAÇOeLI MAPI NHEI ROdef endem
quenãof azsent i
dor ecusarodi r eitoài ndemni zaçãodonubent enãof altoso,
porf or çadai nexist ênciadeumar egr adeconf l
it
osapl icável ,jáquet odasas
ordensj urídicasapr ev êem.Dev e,poi s,adapt ar -seoar t.45º ,subst ituindo- seo
element odeconexão:pr efer e-sea“ leidanaci onal i
dade”enãoal eido“ l
ugardo
dano”( esseé, alias, um el ement odeconexãopr ev i
stonoar t.45º ,nº3, 1ªpar te).

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

Nestest ermos,LF:LF( anaci onal i


dadef rancesaéanaci onal i
dadecomum aos
doisnubent es) .
Outroexempl oéamor tedeum súbdi todoRei noUni doquemor rei nt
estadona
Guiné-Bissau( onder eside)dei xandoumaqui nt aem Mansabá.
51
Peloartº62º +31º/1+20º ,aleiaplicável seri
aal ei inglesa.
Segundoal eiinglesaodecuj usnãodei xousucessí veis,peloque,deacor do
com umal ei de1925, cabeacor oabr itânicar ecol herosBonaVacant i
a.
Acontece,por ém que,est anor manãoéumanor masucessór ia,masuma
normadecar ácterpúbl i
co– denat urez ar eal-cuj oâmbi todeapl icaçãose
l
imitaaosbensqueseencont ram noRei noUni do.
Poraquisev êqueest anor ma,pel oseuobj ectoef unçãoquedesempenhana
l
excausaenãopodeserr econduz idoaoconcei toquadr odoar t
.º62ºCC.
Noent ant o,sechamar mosal eigui neensepar ar egularasi t
uação( art
.º46º)
chegaríamosaconcl usãoque,embor aanossal eidef ereaoEst adoodi r
eit
oa
herança( art.º2152º -2155º )amesmanãoéapl icáv elpor quenãof oichamada
pelaconexãodoar t.º62. ºCC,masaout rot itulo,v .g,enquant ol exr eisit
ae,
l
ogoobem dei xadoser i
aum nul l
ius.
ParaFer rerCor rei
a, porqueest áem causaumal acuna, asol uçãopassar iapela
“criaçãodeumanor maquehabi li
taoEst adodasi tuaçãoaapoder ar-
sede
todasasher ançasexi stentesnoseut erri
tóri
o. ”
Para Magal hães Col l
aço e Mar ques dos Sant os a sol ução passar i
a pela
adaptaçãodanor madeconf l
it
osdoar tº62º , mudandooel ement odeconexão
“nacionalidade”par a“l exr eisitae”.

Embor anão exi


stanenhumanor maquenosaut ori
zeal ev
aracabo est
a
operação,noentanto,adoutr
inaentendesernecessáriaqueamesmaseja
real
i
zada,poisopoder-dev
erdejul
garaissoimpõe(art
.º8º/
1e3CC).
Peseembor aest
ef act
oadoutri
nasurpreendeumaúnicanormanoCCquefal
a
deum casoespecialdeadapt
ação,qualseja,
oart
.º26º/2CC.

*
****
BI
BLI
OGRAFIASUMÁRI
A;

Bapti
staMachado,Li
çõesdeDi
rei
toI
nter
naci
onalPr
ivado,Coi
mbr
a,Al
medi
na
2002,pp.102-
144

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

Ferr
erCor r
eia,LiçõesdeDi
rei
toI
nter
naci
onalPr
ivado,Coi
mbr
a,Al
medi
na,
2004,pp.199-244;

Li
ma Pi
nheir
o,Lições de Di
rei
toI
nter
naci
onalPr
ivado,Vol
.I,Coi
mbr
a,
Al
medi
na,2004,
pp.391-
415
52
MarquesdosSant
os,Di
rei
toI
nter
naci
onalPr
ivado,Sumár
ios,AAFDL,
1987,
pp.
193-215.

Deixandoparatr
ásasi t
uaçãorelati
vaaprevi
sãovamospassaragor
aparao
estudoatur
adodeum dosel ementosest
rut
urant
esdasnor
masdeconf l
i
tos,a
saber,el
ementodeconexão.

§11.AI
NTERPRETAÇÃOEACONCRETI
ZAÇÃODOELEMENTODECONEXÃO

A-I nterpret
açãodoel ementodeconexão
Oquev amosf azeraquiédet erminarocont eúdodoconcei toquedesignao
el
ement odeconexão.
Comohav íamosdi tooconcei to-quadrodanor madeconf l
itosusci
tacer t
os
problemas,na medi da em que cada paí st em a sua f or
ma própria de
compr eender,usando agor a a expr essão do artº 15º,os “…inst
it
uto[s]
…”
j
urídicos.
Perante est arealidade cabe agor a determinara luz de que leideve ser
i
nterpretadaosel ement osdeconex ão.
Na anál i
se das oper ações da qual if
icação fi
cou dito que,seguindo o
entendiment odoFer rerCorrei
a,aint er
pretaçãodeveserlexformal
iscausae.
Em suma,oquesepr opõer esolveraquié,porexempl o,i
ndagardoqueéa
nacionalidadeenquant oel ementodeconexãoe,aquel eidevemosr ecorrer
parabuscarest ar esposta?

B-Concr
eti
zação

Naconcreti
zaçãoprocuramosseguirol
açoindicadopel
oel
ementodeconex
ão,
i
stoé,di
zerquef ul
anoXt em anaci
onal
i
dadedoEst adoY.
Na concret
ização podemos sersurpr
eendidos com doi
s pr
obl
emas,quais

Mest
reJuscel
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Gaul
leCunhaPer
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a
Facul
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ssau–Di
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vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

sej
am,opr obl
emadecont eúdomúl t
ipl
o– quandoháv ár
ioslaçosquese
estabelecem com di f
erentes Estados, recort
ados no mesmo concei t
o
designativ
o.Ex:duplanacionali
dade;osegundopr obl
emat em avercom af
alt
a
decont eúdoouai nexi
stênciadolaçodesignati
vo.Ex:apát
rida.
53
Comoresolv
erestesprobl
emas?
Vol
tar
emosav acaf r
iaquando abor
dar
mososel
ement
osdeconex
ão em
par
ti
cular
.

C-Naci
onal
idade,
domi
cíl
ioer
esi
dênci
ahabi
tual

O caráct
erbi f
rontaldoel ementodeconex ão,i
.e.
,oselement
osdeconexão
apontam paraasduasdi recções–t antopar
aaprevi
são(umasi
tuaçãodev i
da)
comopar aaest atui
ção( apli
caçãodeumadet ermi
nadanormaouconj unt
ode
normasdecer toordenament ojurí
dico).
Peranteestefactoadout ri
nainter
pretoueconcr
eti
zoucadaum doselementos
deconexão, em part
icul
ar:

C.
1-NACI
ONALI
DADE

Anaci
onali
dadeéoelementodeconexãopri
ncipalaoní
veldar
egulament
ação
doest
atut
opessoal(
art
.º25º;
31º/
1;52ºe53º
).
Anaci
onali
dadetambém t
em rel
evânci
anoutr
asnor masdeconfl
i
toscomono
ar
t.
º45º/3CC.

a)I
nter
pret
ação

Anacional
idadeéent endi
danumadupl aacepção:asociológi
caeaj urí
dica.
Naacepçãosoci ol
ógicaanaci onali
dadeexprimeumal igaçãoentreoindividuo
eumanação.
Nadimensãoj ur í
dicaanaci onalidadeéov ínculoj
urí
dico-pol
ít
icoqueuneuma
pessoaaoEst adoenquant oel ement oconst
ituti
vodasuapopul ação.
Otri
bunalInt
er nacionaldejustiça,noseuAcór dãode6deAbr i
lde1955r elati
vo
ao caso Fréder i
cNottebohm ( nasceu al
emão em 1881,nat ur
ali
zou-se em
Li
chtenst
einnoano1939edomi ci
li
ounaGuat emalaentre1905-1939)definiua

Mest
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rei
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bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

nacionalidadecomo“ um laçoj urí


dicoquet em porbaseum f actosocialde
l
igação,uma conexão genuí na de int
eresses e senti
mentos,j unt
o com a
exi
st ênciadedirei
tosedev er
esr ecí
procos.Anacionali
dadeser i
aaexpr essão
j
urídicadof actodeoindivi
duoaquem éat ri
buí
da,querdirect
ament eporefei
to
54
dal ei,quercomor esul
tadodeum act odasaut ori
dades,estar
,mai sli
gadoá
popul ação do Est
ado que at r
ibuia nacional
i
dade do que à popul ação de
qualquerout roEstado(li
gaçãor ealcomor eal
idadesocialenãocomomer a
aparênci a)
.

Comopont oprévi
oai nt
erpr
etaçãodest eelement odeconexãoénecessár i
o
fr
isarqueanacionali
dadepodeassumi rdi
fer
ent essigni
ficados.
Ov í
nculodanacionali
dadepoder eferi
r-
seaoEst adosoberanocomoavíncul
os
com Estadonãosober anooucom sober ani
ar eduzida.
Comoanunci ado,podemosassi m div
idi
ranaci onali
dadeem:
Nacionali
dadeprimári
a:nacionali
dadedoEst adof ederal(EUA)ouf
ederado-
Cantão(Suíça)
.

Naci
onal
i
dadesecundári
a:naci
onal
i
dadedoEst
adof
eder
adododomi
cíl
i
o(EUA)
oudaConfeder
ação(Suí
ça).

Atenção:Mar
quesdosSant oschamaaat ençãoparaum fact
o:anacional
idade
nãoéamesmacoi sacom acidadani
a,poi
sanaci onal
i
dadeémai sabrangente,
bastaatent
emosnosegui nt
eexempl o,umacr iançanãoéci dadãodeum
Estado,masjáéseunacional
.
Chegadosaesteponto,dir
emosqueanaci onali
dadedeveserint
erpr
etada“ l
ex
fori
.”

b)CONCRETI
ZAÇÃODANACI
ONALI
DADE

Aconcreti
zaçãosignif
icadeter
minaçãodocont eúdoconcret
odoel ementode
conexão.
Aconcreti
zaçãodev eserl
egefori(com basenasnormasmat er
iai
sdof or
o)ou
l
egecausae( com basenaordem jurí
dicaqueseconsi
deracompetente)
?

Aconcr
eti
zaçãodev
eserf
eit
alexcausaepor
quecabeacadaEst
adof
ixaros

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
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l
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vo2013/2014

cri
tér
iosdaatri
bui
çãoedef i
nirquem éseunaci
onal
.
Esteentendi
mentoficou,al
iáspatentenoar t
.º1ºdaConv
ençãodeHai
ade
1930.

55
c)RESTRI
ÇÕESAOPRI
NCÍ
PIODANACI
ONALI
DADEDOSESTADOS

1ªRESTRI
ÇÃO:PRI
NCÍ
PIODAEFECTI
VIDADE

Conf
ormev i
mosnoacórdãoNot t
ebohm oTI Jexi
giuqueomesmodev eri
ater
umaligação r
ealcom Licht
enst
ein enão umamer aaparênci
adel igação
ef
ect
ivaereal“…l
açoj
urí
dicoquetem porbaseum f
actosoci
aldeli
gação…”

2ªRESTRI
ÇÃO:Di
rei
toanaci
onal
idade(
art
.º15º
/1e2)

OsEstadosnãopodem privararbit
rar
iamentealguém danaci
onalidadeembora
podefi
xarcr
it
éri
osdaat r
ibuiçãodanacionali
dade.
Nestepont
ov amosfal
ardecr i
téri
osdeatri
buiçãodanacional
idadeguineense,
abst
rai
ndodobinómioiussol ieiussangui
nidateori
ageraldodireit
ociv
il
.

C.
2-PRINCI
PIOSFUNDAMENTAISDA NACI
ONALI
DADESEGUNDO A LEINº
6/
2010,
DE21DEJUNHO( REPUBLI
CAALEINº2/
92,DE6DEABRI
L)

Nest
alei
sur
preendemosduasacepçõesdanaci
onal
i
dade:

Naci
onal
i
dadedeor
igem eanaci
onal
i
dadeadqui
ri
da(
art
.º2º
,5ºe6º
)

a)Naci
onal
idadedeor
igem

Quantoanacionali
dadedeor i
gem oar t
.º5ºfazumadi sti
nçãoent
reaiussol
i
(ar
t.
º5º/1al.c)edenº2)ei ussanguini
s( ar
t.
º5º/1al.a)1ªpri
mei
rapart
eeb)
1ªpart
e).
O art
.º5º/1al.a)2ªpar t
eeb)2ªpar t
eéumami scel
âneadocrit
éroi
i us
sangui
nie o inter
essepúblico do Estado da Gui
né-Bi
ssau (
par
ti
cul
ari
dade
especí
fi
ca);a2ªpartedaal.b)éoi ussanguinimescl
adocom amanifest
ação
davontade.

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

Oprocessodaatr
ibui
çãodanaci
onali
dadeori
ginári
aconst
ador
egul
ament
oda
naci
onali
dade(
Dec.Leinº6/
2011)nosart
s.2º-
8º .

56
b)Naci
onal
idadeadqui
ri
daouder
ivada

Al
eif
ixouvári
asf ormasdeaqui si
çãodanaci
onal
i
dade,
asaber
:
a)Pormot ivodaf il
iação(art.
º6º)
b)Porcasament o(art.
º8º )
c)Porreaquisição( art
.º11º)
d)Poradopçãopl ena( ar
t.
º7º )
e)Natural
ização( art.
º9º )

Oprocessopar
aaaquisi
çãoecont
enci
osodanaci
onal
i
dadeconst
adoar
t.
º9º
-
50ºdoDec.Leinº6/
2011.

A–Conf
li
tosdenaci
onal
idade

Aconcreti
zaçãodanacional
i
dadesusci
taopr
obl
emadecont
eúdomúl
ti
ploou
fal
tadeconteúdo.
Comor esol
verasit
uação?

a.a)naf al
tadeum preceit
oespeci
alparaDIPanossaleidanacional
idade
resolv
eaquestãodoconf l
it
oposit
ivo(concur
sodenaci
onal
idade)f
azendoa
dist
inçãodeduassi
tuações:

 Conf
li
toent
reanaci
onal
idadegui
neenseeest
rangei
ra(
art
.º23º
)

Quandosel ev
antaumaquest ãodoDI Peoest adodof orof oraGuiné-Bi
ssau
sórel
evaanacional
idadeguineense.
Aprefer
ênciapel
anacional
idadegui neensetem avercom al ógi
cadequeum
pl
uri
nacionalgui
neense e estrangeir
o nunca será considerado est
rangei
ro
quando se encont
re em t err
itór
io guineense ou perante as autori
dades
gui
neenses.

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

 Conf li
toentreduasnacionali
dadesest r
angeira(ar
t.
º24º)
Relevaanaci onali
dadedoEst adoondeopl ur
inaci
onaltenhaasuar esi
dênci
a
habitual(podeat éserar esi
dênciaanteri
or)
.
Sef alt
arar esidênci
at emosqueaf eri
rem qualdosEst adosem conf li
too
57
i
ndivíduot enhaum v í
nculomai sestr
eit
o.
a.b)opr oblemadeconf l
itonegati
vo
Recor r
emosasconexõessubsi di
ári
ascomoaResi dênci
ahabi t
ual,domicíl
i
o
l
egal,r esidênciaocasionaleopar adeir
odapessoa.Em ger al
,naf al
tade
nacionalidadedo suj ei
to éapl i
cávelo disposto no ar
t.º32º,i.e.
,a leida
resi
dênci ahabitualdoapátri
da.

B-
Casoexcepci
onaldai
rr
elev
ânci
adanaci
onal
i
dade

Éasi tuaçãodosr efugi


ados,ousej adepessoasqueabandonam osseus
paí
sespar abuscar em apr otecçãodiplomáticanoutr
opaí s.
Osr efugiadosnãosãoapát r
idaspor quepossuem naci onalidadesóqueao
abandonar em osseuspaí sesest ãocomoqueasuspenderosseusv íncul
os,
porisso, nãof azsentidocont i
nuarat r
ata-l
oscomonaci onaisdessesEst ados.
Paraef eito,aConv ençãodeGenebr aRel ati
vaaoEst atutodosRef ugiadosde
1951v eior egularasituaçãodosr ef
ugiadosconsiderandoqueasual eipessoal
éal eidoseudomi cíli
oe,naf altadesta,adasuar esidência, comor ezaoar t

12º:“1.Oest at
utopessoaldecadar efugiadoserár egidopel al eidopaí sdo
seudomi cíli
o,ou,naf al
tadedomi cí
li
o,pelaleidopaí
sder esidência”.

C.
3-I
nter
pret
açãoeconcr
eti
zaçãodeout
rosel
ement
osdeconexão

A-DOMI
CILI
O

a)I
nter
pret
ação.

Éov ínculojurí
dicoentreumapessoaeum l ugarsi
tuadonum det
erminado
espaçot erri
tori
alal
iadoaumanotadeper manênci
anesselugar
.
Esteel ement odeconexãot em um papelresi
dualnodirei
todeconfl
i
tosda
Guiné-Bissauumav ezqueoelement
odeconexãosubsi di
ári
odanaci
onali
dade
éar esidênciahabit
ual.

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

Noent anto,odomi cíl


iotem r el
evânciaaoní v
eldadet er
minaçãodal eido
apát r
ida menor( art
.º32º /
1 2ªpar t
e),na determinação da leipessoaldo
refugiadopolít
ico(ar
t.º12º/1Conv ençãodeGenebr a)et ambém namat éri
ada
representaçãov ol
unt
áriaenquantodomi cí
li
oprofissi
onal( ar
t.
º39/3CC).
58
Asuai nt
erpret
açãodev eserfei
tanoâmbi todalexf ormalisfori
.
b)Comoseconcr etizaesteelementodeconexão?

A concretização deste element o de conexão é f ei


talex causae poi sa
concretzaçãol
i exfor
iéper niciosa,umav ezque, oEst adodoforopodet omaro
domicíl
ionaper specti
vadar esidênciahabi tualenãocomoum v í
nculode
permanênci anum determinadol ugar .
ParaoPr of.LimaPi nhei
roembor adef endeai nter
pret
açãol egecausae,na
estei
radoZI TELMANN, principalment eem mat ériasdeestatutopessoal,“em
que a est abil
idade é par t
icularment ei mportante”,no entanto,acha que
devemosf azeruma di sti
nção quando v amos f azera concreti
zação deste
el
ement odeconexão:
Se est i
verem causa o domi cíli
ol egalde apát ri
da menore i nterdi
tos a
concreti
zaçãodev efazer-
sel excausae;
Seest i
verem causaodomi cíli
opr ofissional(art.
º39/ 3CC)aconcr eti
zação
serálexfori.

Nocasodocont eúdomúlti
plodedomi cí
li
ooPr of
.MarquesdosSant
ospropõe
aapli
caçãoanal
ógicadosarts.23ºe24ºdaLNAC.
Nocasodaf al
tadeconteúdoomesmoPr of
essorpr
opõe,nocasodoar
tº39ºa
apl
i
caçãoanalógicadoart
.º32º,sefal
tarapl
icamosaleidofor
o.

A-RESI
DENCI
AHABI
TUAL

Aresidênci
ahabitualéoelement
odeconexãosubsi
diár
ioem matér
iade
est
atutopessoaleencont
ra-
sedi
sper
saem v
ári
asnormasdeconfl
i
tos,par
a
al
ém doart.
º32º/1CC.

a)I
nter
pret
ação

Cent
rodav
idapessoal
,com car
áct
erdeper
manênci
a(osubst
ant
ivohabi
tual

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

sugerei sso),do suj


eit
o,i ndependent
ement e de qual
querautori
zação de
resi
dência.
Ditodeout r
omodoar esidênciaéocentroefecti
voeestáveldavi
dapessoaldo
i
ndividuo.
59
Podemossur pr
eenderesteelement odeconexãonosar ts.32º
/1,ar
ts.52º/2,
53º/2,54º,56º/1,
57º/1e60º /1CC.
Foradoest at
utopessoalencont r
amosest eelementodeconexãonosar ts.
35º/2,art
º39º /
2e3, art
º42º /1eartº45º/
3CC.

b)Concr
eti
zação

Aconcr
eti
zaçãodest
eel
ement
odeconexãoéf
eit
alexcausae.

No caso do cont eúdo múlti


plo deste element o de conex ão o Professor
MarquesdosSant ospropõeaapl i
caçãoanal ógicadosar ts.23e24ºLNACeo
Prof
.Li maPinhei
roentendequenest eparti
cul
ardev emosapl i
cararesidência
habi
tual doEst
adocom conexãomai sestrei
ta.
No caso da falt
a de conteúdo (falt
a da RH,mas t em apenas r esidência
ocasional)
.
Outrav ezMarquesdosSant osentendequedev emosapl icaranal
ogicament e
osarts.31e32e, nafal
tadestes,aaplicaçãodal eidoforo.

B-Sededapessoacol
ect
iva(
art
.º33ºCC)

Remi
ssão.

C-Lugardecel
ebr
ação
Esteelementodeconexãoéut il
izadoessenci
almentenamat
éri
adefor
mado
negóciojurí
dico nos ar
ts.36º ( norma ger
alsobreaf or
ma),50º e 51º
(casamento)e65º(for
madadi sposiçãopormorte)
.

Aindaencont
ramosest
eel
ement
odeconexãonasobr
igaçõesv
olunt
ári
as(
art

42º/2)
.

O pr
obl
ema de concr
eti
zação do el
ement
o de conexão apenasse col
oca

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

quandoocont rat
oécelebradoentreausentes.
Assim,I SABELDEMAGALHÃESCOLLAÇO pr opõequeaconcr et
izaçãoseja
l
egef ori
,apli
cando-seanalogi
cament eodi spostonoar t
.º224ºCC,quant oà
teori
adar ecepção.Com umaexcepção:seaacei taçãochegouocasi onalou
60
acidentalmente,deveserconsi derado o lugaronde dev er
iaterchegado a
aceitação.

D-Desi
gnaçãopel
osi
nter
essados
Est
eelement odeconexãor
esult
adaaut onomiadevont
adedaspar t
es,sendo
par
a efeit
o o element
o de conexão pri
mári
o em matér
ia das obri
gações
vol
unt
árias(art
.º41º
).

Rel
evat
ambém em mat
éri
adepessoascol
ect
ivasi
nter
naci
onai
s(ar
t.
º34ºCC)
.

Podemosai
ndasur
preenderest
eel
ement
odeconexãonoar
t.
º15.
º§11ª
par
tedoAUA.

E-Lugardasi
tuaçãodacoi
sa
Éoel ementodeconexãocent
ralem mat
éri
adeposseeoutr
osdi
rei
tosr
eai
s
(ar
t.
º46º /
1e2CC)eem mat ér
iadecapaci
dadepar
aadqui
ri
rdi
rei
tosr
eai
s
sobreimóvei
s(ar
t.
º47ºCC).

Outr
ar el
evânci
adesteel
ement
odeconexãotem quev ercom arepr
esent
ação
vol
untári
aquandoamesmat iv
ercomoobject
oádi sposiçãoouadmini
str
ação
debensmóv eis(ar
t.
º39º
/4)
.

F-Lugardaact
ivi
dadecausador
adopr
ejuí
zo

Ar
t.
º45º
/1l
eidocompor
tament
o

*
***
**

BI
BLI
OGRAFI A:
ASUMÁRI

Li
ma Pi
nheiro,Li
ções de Di
rei
toI
nter
naci
onalPr
ivado,Vol
.ICoi
mbr
a,
Al
medi
na,2004,
pp.285-
354.

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

Ferr
erCor r
eia,LiçõesdeDi
rei
toI
nter
naci
onalPr
ivado,Coi
mbr
a,Al
medi
na,
2004,pp.169-189;

Bapti
staMachado,Li
çõesdeDi
rei
toI
nter
naci
onalPr
ivado,Coi
mbr
a,Al
medi
na,
2002,pp.57-
93;
61
Marques dos Santos, Naci
onal
idade e efect
ivi
dade, in Est
udos em
Homenagem doPr
of.Dr.JoãoCast
roMendes,LEX,pp.429-
453;

§12OREENVI
O

1.
A-Gener
ali
dades
Aausência,entrediversosordenamentosj
urí
dicos,decrit
éri
osunifor
mesna
desi
gnaçãodal eiapli
cável
,porf orçadadiv
ersidadedasconexõesqueos
di
versoslegi
sladoresadoptam par aasmesmascat egor
iasjur
ídi
casarr
ast
a
consi
goum nov oproblemapar aoDIP.

Est
eprobl
emacol oca-
sequandoumanor madeconf l
itoguineenseremeter
par
aum dadoordenament oj
urí
dicoest
rangei
roeesteporquenãoadopta,para
amesmacat egor
ianormat i
va,omesmocr i
tér
ioi
ndiv
iduali
zadordesi
gnaum
out
roor
denamentojurí
dico.

Dit
odeout romodo,p.ex.al ei
1(L1)éal eidof oro( enã onecessar
iamen t
eal ei
gui
neense)ma ndaapl
ica
ralei2(L2) ,aleiestrangei r
a.
Quando asr egrasdeconf l
itosdeL2 n ã oa ceit
am ac omp et
ênci
aqu elhef oi
del
egada,
porqueassuasr egrasdeconf l
it
ost êm umasol uçãodi ferente,com
el
ement odeconexãodi f
erente, mandaa pl
i
c arL3.L2n ãoac ei
t
ae ssacomp etênc
iae
di
fer
e-
a .
Qualdeves erap osi
çãod otri
bu n
ald eL1: va
iin si
sti
rn asuas oluç
ão( apl
i
c an
d oal ei
desi
gnada,L2me smoqu ees t
an ãos ec ons
iderecomp e
tent
e)ouv aiadoptaras ol
ução
queL2r e
me te(t
eremc ont
aos euDI P)?
Pararesponderestaquest
ãode vemosi nd
ag a
rqu a los en
ti
doea lcan
c edar efer
ênci
a
re
ali
zadap e
lanossanormad econ f
l
it
os .
Como?
 Te ntarperceb
ers ear eferênci
adi r
ige-s
edi r
ect
aei me di
ata
me ntea oDi r
eit
o

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

ma t
eri
aldaLeidesi
gnada( r
efer
e nci
ama t
e r
ial)
?Ou ,ant
es
 Re fer
e-seaoDIPd ale
idesignada ?
Dit
odeout romodo,t udopassapel aquest ãodesaberseaLei1podeounão
apl
icardi r
eitoestrangeir
oese,par aalém di sso,v amosapl i
carassol uções
62
confli
tuai
sdedi rei
toest r
angeiro,ousej a,alei paraaqual r
emet a.
Resumi ndoest aoper açãodi sseBat i
staMachadoque“ pergunta-
sese,com a
desi
gnaçãod al
e i
apli
cável
fei
tapelaRe gradecon f
l
itos,sep r
ete
ndee s
colherdi
re
cta
me nt
e
asnorma sma ter
i
aisquede vemr egul
a raquestão, ous eseprete
nde, a
ntes,
dete
rmina
r
essasnormasindir
ect
ame nte
,me diant
eu mareferênc i
aál e
idesi
gnadan oseuconj
unt
o–
medianteumar ef
erên
ciaquea b
ran j
atamb éma sn orma sdeDIPd es
talei
.”

1.
B-PRESSUPOSTOSGERAI
SDEREENVI
O
Par
aoPr
of.Mar
quesdosSant
osospr
essupost
osdor
eenv
iosãodoi
s:

I
. Ref
erênci
adanor
madeconf
li
tosdof
oroaumal
eiEst
rangei
ra;(
se
L1→L1nãohár eenvi
o)
II
. Essa l eiest r
angeira não se consi dera compet ente e devolve ou
reenviaacompet ênciapar aout r
alei,quepodeseral eidof oro,ou
umaout raleiestrangeir
a.
Noe ntant
o,oPr of.LimaPi nhei
roacr escentaum t ercei
ropressupost o.
Qualsej a:
(I
II
.)Ar emissãonãopossaserent endidacomoumar efer
ênciamat eri
al.
Logo,ospressupostosge r
ai
sd oreenv
ios er
iam:
a)Ex ist
ênci
an al exf oride uma nor ma dec onf
li
t
os qu ereme tap ar
au m
ordename n
toe st
rangeir
o;
b)Ar emis
sãoope radan ãosetr
ad uzanumar e
ferênci
ama t
eri
al;
c)Qu ealeie str
angeir
an ãosec on si
der
ec ompe t
ente–reme taatr
avésd assua s
normasdec onf
li
tospa r
aumou t
roordenamento;

1.
C-TI
POSDEREENVI
O

Ex:Saberseum br asi
lei
rotem capacidadejurídicanaGui né-Bissau.Somos
remet i
dospar
aal e
ibra
sil
ei
ra(
art
.º7ºLI
CC).Asoluçãoconfl
i
tua
l br
asi
lei
radete
rminaa
apli
caçãodal
eidodomicí
l
ioqueén aGui
né-Bi
ssa
u.Istosig
nif
i
caqu eodi r
eit
obrasi
l
eir
o
reme t
eaquest
ãopar
aodi r
ei
togui
neens
e.Éu masi tuaçãoder eenviosobaf or
ma
der etor
nooureenvi
odo1ºgr au.
Esquema:L1- L2-L1

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

Podemos ai nda t eruma si t


uação de retor no i
ndir
ecto,v .g.
,quando a l ei
designada( L2)r emet eparaumal eiestrangeira(L3)com r eferênciagl
obale
esta,porsuav ez,devol
veparaoDi rei
todof oro.Esquema: L1-L2-L3-L1
Ex:O decuj user aum ci dadãodinamar quêsdomi ci
li
adonaI tál
ia.Al exfori
63
(Guineense)mandaapl i
caràsucessãoal eidi namarquesa( l
expat ri
ae),queno
entantodefer eaquest ãoàdoúl ti
mod omic í
l
iododec uj
us(it
ali
ana)
-Transmiss
ãode
compe t
ênci
aour eenvi
ode2ºgrau.Es
quema :
L 1-
L 2-L
3

Podemosa i
ndate
rtr
ansmi
ssãoemc ade
ia,
v.g
.,al
eide
sig
nada(L
2)re
me t
epar
aumalei
est
ran
geir
a(L3)com re
fer
ênci
ag l
oba
lee statambémn ãoseconsi
der
acompe
ten
te,
dev
olven
dop ar
aumaquart
ale
i(L4
).
Esquema:L1-
L2-
L3-
L4ouL2-Ln

Acont
ecetambémcasosemquesomoscon
fron
tadoscomtr
ansmi
ssã
od ecompet
ênci
a
com r
etor
no,v
.g.
,al
eiest
ran
gei
r
a(L3)r
emet
ep ar
aal e
ides
ign
ada(
L2).
Esqu
e ma
:L1-L
2-
L3-
L2

1.
D-CRI
TÉRI
OSDESOLUÇÃOPARAOPROBLEMADEREENVI
O

Oscri
tér
iosdesoluçõesdequevamosf al
artêm omesmopontodepar
ti
da,
i.
e.,
abuscaincessant
edaharmoni
ajurí
dicaint
ernaci
onal
,assi
m:

a)A Teori
a da r ef
erência mater
ial,ref
utatotalmenteor eenvi
o( anti-
devol
ucionista)adv ogandoquequandoanor madeconf l
it
osr emete
paraum det erminadoor denamentoar ef
erenciaqueefectuaédi r
igi
da
di
rectaei mediatament e às normas de r egul
amentação (nor mas
materi
ais)dal eidesignada,i
gnorandopuraesi mpl
esmenteoDi reitode
confl
i
tosdest alei.

Encontr
amos exempl
os tí
picos dest
ateor
ia nos ar
ts.41º
/1,34ºe,
segundoMest
reFlor
belaPir
es,ai
ndanoart.
º19º/2,
todosdoCC.

b)Teori
adar eferênci
agl obaléfavoráv
elaor eenviodefendendoquea
ref
erênci
a operada pelasnormas de conf
li
tosde um dado si stema
naci
onalaum out r
oor denament
ot omaem consideraçãonãoapenasas
normasmat er
iaisapl
icávei
smast ambém osi
stemaconf li
tualaív
igente.

Di
todeout
romodo,
ref
erênci
adal
exf
oriàl
eiest
rangei
ranãov
air
est
ri
taàs

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

normasderegul
ament
açãodest
esistema,eant
esatomanauni
dadedos
seuspr
ecei
tos,t
ant
odedir
eit
omater
ialcomodoconf
li
tual
.

Porconsegui
nte,senaleiestr
angei
rasenosdepar
auman or
maqu er
emeteo
casopa r
aaalçadadou
traleg
isl
aço–ouessout
ã r
alegisl
açãosejaal exfori
64 (r
etorno)oual eideum out r
oEstado–háques egui
ressanov
ar e
fer
ênci
a,
desi
st
indodap
ri
me i
ra
.

2.TEORI
ADADEVOLUÇÃOSI
MPLES(
=>)
:MECÂNI
CA

Éum r eenv
iodedoissal
tos:éumarefer
ênci
agl obal(consul
taasnormasde
conf
li
tos e normas materi
ais)e a l
eia desi gnar
,e não av ança mai
s
i
ndependentement
edestaseconsi
der
arcompetenteounão.

Nãor
espei
taot
ipodar
emi
ssãof
eit
apel
oDi
rei
todeconf
li
tosest
rangei
ro.

Dit
odeout romodo:ar emissãoqueéf eit
apel anoemadeconf l
it
osdef oro
abrange as normas de conf l
it
os da l eiestrangei
ra– l ogo o 1ºsal t
o ou
ref
erênci
aégl obal.Jáa2ªr eferenciafeit
apelanor madeconf li
tosest r
angeira
é entendida necessar i
amente como r efer
ência material
,i gnorando por
completooquev aidizeranor madeconf l
i
tos,ouseja,ar ef
erênciaglobalse
apl
icasónomoment odapar t
ida,i.e.
,adesignaçãof ei
tapelaregradeconf l
itos
aleiparaquei nicial
ment eser emet e,masj ásenãoapl i
canosmoment os
subsequentes.

Resumindo:oEst
adoqueadopt aest
at eoriapermit
indooreenvi
ocondici
ona-
o
em vi
rt
udede,nasuaópti
ca, apossí
velr eferenci
aqueaL2f açaéúnicaqueL1
consi
derae,par
aeletr
ata-se dereferenciamat eri
al(segundoFer
rerCorrei
a,
fi
cci
onamosqueéumar eferenci
amat er i
al).

Dit
odeoutromodo,haver
ásempr elugaràapli
caçãododir
eit
omat er
ialdal
ei
desi
gnadapel
asnormasdeconf l
i
todaleipelaqualseremeteu,mesmoque
essenãosejaodir
eit
oef ect
ivamenteapl
icáv
elsegundoaper specti
vadest
e
si
stema.

Vant
agens:resol
veospr obl
emascr
iadospel
aref
erênci
agl
obalpur
a,pr
inci
pal
ment
e
el
imi
naocírculovi
cioso.

Desv
ant
agens:
nãoconduzahar
moni
aint
ernaci
onal
desol
uções.

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

3.TESEDEDUPLADEVOLUÇÃOOUFOREI
GNCOURTTHEORY(
<=>)
:
MECÂNICA

AquioTribunaldefor
odev edeci
diraquestãopri
vadainternaci
onalt
alcomo
el
aseri
ajulgadopel
oTribunal
dopaísdaordem j
urí
dicadesignada.
65
Ar emissãofei
taéparaoor denamentojurí
diconoseuconj unto(Dir
eit
ode
confl
it
osenor masmater
iai
s),
ouseja,dev
emosat endernãoapenasasnor mas
deconfli
tosdalei
desi
gnadamast ambém aoseusistemadedev ol
ução.

Dit
odeoutromodo,opaísqueadopt aest
esist
emasecolocai
ntegr
alment
ena
posi
çãodaleidesi
gnada,dependendotot
almentedodi
rei
todeconfl
it
osdest
a
l
eiparasol
uci
onarocaso.
Desv
antagens:Setodosossistemasadoptassem adupl
adev
oluçãoent
ãoandar
emosnocí
rcul
ovi
ci
oso
ouochamado“r eenvi
oem saladeespel
hos”.

Vant
agem:

Pot
enci
aahar
moni
anaapl
i
caçãodoDi
rei
to

VAMOSAOLABORATÓRI
O…

a)L1-
L2=>L1

L2–L2

L1–L2

b)L1-
L2→L1

L2–L1

L1–L1

c)L1<=>L2→L3

L2-
L3

L1-
L3

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

Al
ei1dar
áamesmasol
uçãodapr
econi
zadaem l
ei2.

Qualéomel
horsi
stema?

Nenhum modeloéi nt
ri
nsecament ebom,peloquegr andepartedadout
ri
na
66 (M.
C;Batif
foleLagardeeout ros)entendem quenenhum si st
emaéaut o-
suf
ici
ent
e,porisso,asol uçãodev eserbuscadanai nter
pret
açãodecada
nor
madeconf l
i
tosatentoasfinal
idadesqueprosseguem.

Deoutromodo,est esautoresdefendem umaor i


entaçãointermédi
a,ist
oé,
comopont odepart
idadev emosatenderaref
erênci
amat eri
almasem cer tos
casosdevemosadmi ti
radevoluçãodesdequeconduzaar esult
adosposit
ivos
paraaordenament
oj ur
idi
co.

3.SOLUÇÃODOC.
CDAGUI
NÉ-
BISSAU

Asedel
egal
damat
éri
aqueest
amosaest
udarsãoosar
ts.16ºà19ºC.
C.

O sist
emaguineenseabreasol ução com um sistemager alderefer
ênci
a
materi
al(
art
.º16º)
,masaceitaadev ol
uçãoquandoest eart
igoref
er se“
e- …na
fal
tadeprecei
toem contrár
io…”ouseja,acei
taor eenvioquandoamesma
conduzaharmoni
ajur
ídi
caint
ernaci
onaleaf av
ornegotii
.

Di
todeout
romodo:

1ºAdopt
amoscomor
egr
ager
alar
efer
ênci
amat
eri
al

2ºDepoi sconsagramosdesvi
osaest aregr
ageralat
rav
ésdaexpressão
“precei
tocont
rári
o”admit
indoadev
olução–art
s.17º
/1;
18º/1,
36º
/2e65º/1
C.C

3ºSeguimosdepoispararestr
içõesaosdesvi
osdosdoi
sart
igosquandoest
á
em causamatér
iasrelat
ivoaoest at
utopessoal(
mat
éri
ascompreendi
dasno
ar
t.
º25ºC. C)–art
s.17º/2;18º/2e19ºC.C

4ºPorfi
m,consagramosumadel i
mit
açãonegati
vadonº 2doartº
17ºpel
onº
3domesmoar ti
go.Ditodeout
romodo,abdicamosdonº2ev ol
tamosaonº1
quandoest
ejaem causadeest
atut
opessoaldecaráct
erpat
ri
monial.

Comosepodedepr
eender
,onossosi
stemaéum si
stemahi
bri
doquese

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

apr
oxi
madat
esei
nter
médi
a.

Est
eti
podesi
stemaéaquel
atambém adopt
ada,
p.ex.
,naAl
emanhaeI
tál
i
a.

Passemosagor
aparaoestudoi
nter
pret
ati
vodonossosi
stema,masant
es
67 umachamadadeat
enção:

Paraacor r
etaapli
caçãodonossosi st
emaéf undament alaconsult
adeum
ci
rcui
tologi
camentecompletodelei
s,p.
ex.
,nãobastaráveri
fi
carqueL2remete
paraL3.Éf undamentalv
eri
fi
caraindaqualasoluçãodadapel asnormasde
confl
it
osdeL3.Seest aremeterparasiprópr
iaoupar aaL2est áabert
oo
caminhoparaaanálisedoart
.º17º,massedevolverpar
aaL1ent ãodevemos
consul
tarosrequi
sit
osdoart.
º18º

3.
1.REGRADEREFERENCI
AMATERI
AL(
art
.º16º
)

“Ar ef
erênciadasnor masdeconf l
i
tosaqual querl eiest
rangeiradetermi
na
apenas,naf alt
adeprecei
toem contrár
io,aapli
caçãododi r
eitointer
nodessa
l
ei.

Ar egracontidanest
earti
goconsagraex cepci
onalmenteat esedar efer
ênci
a
mat er
ialquandousaaexpr …naf
essão“ alt
adepr ecei
toem contrári
o…”

Est
aori
entaçãoénegadapel oPr
of.LimaPinheir
oqueentendequeest earti
go
nãoconsagrainequi
vocamenteat esedar ef
erênci
amateri
al,poisapr ópri
a
nor
maf azapel
oa“ …precei
toem contr
ári
o…”queaaf ast
e.Ex .ar
ts.17º
,18º ,
36º
/2e65º /
1C. C.

Para Bapti
sta Machado o ar
t.
º16ºnão anunci
a um pr
incí
pio ger
al,mas
consagrou-
senesteart
igouma“regr
apr
agmáti
ca”queadmi
tedesvios.

Danossapar teent
endemosque,segui ndoaposiçãodeMagal hãesColl
aço,o
art
.º 16º consagr
aat ese de referênci
a mater
ial
,pois quando uti
li
za a
expressão“di
rei
toint
ernodaleiestr
angeiradesi
gnada”quer
erásigni
fi
car,com
i
sso,di sposi
ções mater
iai
s dessa lei,com excl
usão das suas r
egras de
confli
tos.

Port
anto,ápar
ti
da,aref
erênci
adasregrasdeconf
li
tosaumal eiest
rangei
raé
no senti
do de i
ndi
cara competênci
a da l
eimat er
ial
,sal
vo precei
tos em
cont
rári
o.

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

Sãoci
ncoassi
tuaçõesem queoar
t.
º16ºéapl
i
cado:

a) Quandonãohouv
erhar
moni
ajur
ídi
cai
nter
naci
onal
;

b)Quandoexi
sti
rhar
moniamasasoluçãoaqueoreenv
ioconduz
irf
ora
68 mesmadapropugnadapel
aregr
ager
aldoar
t.
º16º
.

c)Casosem queolegi
sladormandecessaror
eenv
iodeacor
docom os
pr
essupost
osest
abel
ecidos,

d)Opr
incí
piodof
avornegot
ti–ar
t.
º19º
/1

e)Casosem quenãoéadmi
ti
door
eenv
io–ar
t.
º19º
/2

Ex:
L1-
L2-
L1;
L1-
L2<=>L3<=>L2

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

3.
2.DESVI
OSÁREGRADAREFERENCI
AMATERI
AL

Art
igo17º“ 1.Se,porém,odi r
eitointernaci
onalpri
vadodal eiref
eridapela
norma de confl
it
os portuguesa remet erpara outralegi
slação e esta se
consi
der
arcompet ent
epar aregularocaso,éodi rei
toint
ernodestalegisl
ação
69 quedeveserapl
icado.

Consagr
ou-senesteart
igoat r
ansmi ssãodecompet ênci
a.

Atençãoainter
pretaçãodestear t
igodev eserfei
tacom algunscui
dados,quai
s
sejam,a expressão “ r
emet er
”dev e serlida como apl i
care não como
“refer
enci
ar”ou“ i
ndicar
”;eaexpr essão“dir
eitoint
erno”daúlt
imapartedeve
serli
docomo“di rei
tomat er
ial”
.

Par
aquehajaatr
ansmi
ssãodecompet
ênci
aaL2nãodeveapl
i
caral
exf
ori
,
masp.
ex.
,umater
cei
ral
eieest
adev
eapli
car
-seasi
mesma.

Pr
essupost
odaapl
i
caçãodoAr
t.
º17º
/1:

ParaFlorbel
aPireso1ºpressupostoéqueanor madeconfl
itosgui
neense
remet
apar aumasegundalei(
L2),noent
ant
o,par
anósestepr
essupost
oéum
dospressupost
osger
aisdoreenvi
o,comoat
rásvi
mos(not
aB,p.66).

1.AL2apli
caaLn(
alei
2nãodev
econsi
der
ar-
sedi
rect
aoui
ndi
rect
ament
e
compet
ente)

2.ALnapl
i
caasi
mesma(
dir
ect
aoui
ndi
rect
ament
e)

Porout
raspal
avr
as:

Aleidesignadapelanor
madeconfl
it
os(L2)deveconsi
deraref
ect
ivament
e
competenteodir
eit
odeL3eest
edev
econsider
ar-
secompetent
e.

Também aL2dev eapl


icaref
ect
ivament
eaL3,p.
ex.
,enãol
i
mit
ar-
seaf
azer
meraref
erênci
aaest
alei.

Seal
eiL2apl
i
caral
exf
orioul
i
mit
ar-
seaf
azermer
aref
erênci
a,p.
ex.auma
t
ercei
ral
ei,
nãoapl
i
camosoar
t.
º17º
/1masv
olt
amospar
aar
egr
adoar
t. .
º16º

Pr
ati
candoar
egr
adoar
t.
º17º
/1.

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

a)L1-L2→ L3

RM

L3–L3
70
L2–L3

L1–L3 ar
tº17º
/1

RM

b)L1–L2=>L3

L3-
L3

L2-
L3

L1-
L3ar
t.
º17º
/1C.
C

c)L1-
L2<=>L3(
consi
der
a-secompet
ent
e)

L3-
L3

L2-
L3

L1-
L3 ar
tº17º
/1C.
C.

d)L1–L2→L3=>L2

L3-
L3(
indi
rect
ament
e)

L2-
L3

L1-
L3ar
t.
º17º
/1

A dout
ri
naaceit
aadevoluçãonaquelescasosem queL2apl i
que,p.
ex.L4,
desdequeest
eseconsi
derecompetenteeL2prat
iquedev
oluçãosi
mplespar
a
L3.

Por
quê?

Por
queoar
t.
º17º
/1nuncaser
efer
eat
ercei
ral
ei, m a“out
massi ral
egi
slação”

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

eest
aexpr
essãodev
eseri
nter
pret
adacomoLN.

Pr
ati
cando:

L1-
L2=>L3→L4
71
RM

Fazendoum t
est
edeHar
moni
adej
ulgados:

L4-
L4

L3-
L4

L2-
L4

L1-
L4ar
tº17º
/1

Oar
t.
º17º
/1éapl
i
cadonest
out
rocaso,
poi
séasol
uçãoí
nsi
tanoseuespi
ri
to.

L1- L2→L3=>L
L2→L3ouL1- 2
L3-
L3

L2-
L3

L1-
L3ar
t.
º17º
/1C.
C.

Ant
esdepassarpar
aor et
orno,tomaremospar
tenumadiscussãodout
ri
nár
ia
ent
reaEscol
adeCoimbr
aedeLi sboa.Ocasoéosegui
nte:

L1-
L2=>L3=>L4ouL1-
L2=>L3=>L4=>L3

L4-
L4

L3-
L3

L2-
L4

L1?

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

ParaaescoladeCoi
mbr
a,pri
nci
pal
menteBapti
staMachadonest
ecasonãohá
reenv
io,
peloquedev
emosvol
taraoar
t.
º16º,l
ogoL1apli
caL2.

Par
aMagal hãesColl
açoasoluçãonãoéópt
imamassub-ópt
ima,por
quese
at
endermosaor eenv
iofar
íamosaqui
l
oqueaL2eL4far
iam,emboraestando
72 em desacor
docom aL3.

Assim,asoluçãomaisreal
ist
aedef
ensáv
elser
iaest
adoqueorecur
soao
art
.º16º
,ist
oapl i
caréaL2mesmosabendoqueel anãoéchamadapor
nenhumadaslei
sdocir
cuit
o.

3.
2.RETORNO-ar
t.
º18º
/1
“1.Seodireit
ointer
naci
onalpr
ivadodal eidesi
gnadapel
anormadeconf
li
tos
devol
verparaodirei
toi
nter
noportuguês,
éest eodir
eit
oapl
icáv
el.

Éum casoder et
orno.

Quandoéqueadmi
ti
mosor
etor
no?

Or
etor
noéadmi
ti
doseoDI
PdeL2apl
i
carodi
rei
toi
nter
nogui
neense.

Pr
ati
cando:

L1-
L2ouL1-
L2→L1

Paraquehaj
aret
ornoaL2deveprati
carrefer
ênci
amat
eri
al,poi
saexpr
essão
“devol
ver
”si
gni
fi
ca“apl
icar
”enão“endossar”
.

Noscasosem queaL2pr ati


queumadasduasmodal idadesdar ef
erênci
a
gl
obalnãoaceitamosor etor
no.Noentant
o,Bapt
istaMachadoentendeque
devemosaceit
arret
ornoquandoaL2pr ati
quedupladev
olução,porforçado
pri
ncí
piodaboaadminist
raçãodaj
ust
iça.

Ouseja,aremi
ssãofei
tadeL2par aL1éent endidanaper spect
ivadest
acomo
ref
erenci
amater
ial
.Porisso,naperspecti
vadaL1sól ançaremosmãosaoart.
º
18º/1seL2mandaratenderasdisposiçõesmateri
aisdaL1.

SegundoaProfªMagal
hãesCol
laçoaacei t
açãodoreenv
ionost
ermosdoart.
º
18º/1écondici
onadaaum dador esul
tadodefi
nidoporL2–aaplicaçãode
di
rei
tomater
ialdaL1.

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

Nãosedi zqueoD. I
.P.deL2r emet
aparaL1,masqueoD. I.
P.deL2remet
a
paraodirei
toi
nternodeL1.
Por isso,aceit
amos r etor
no nas sit
uações em que L2 se consi
der
e
i
ndirect
amentecompet ent
e,ousejaquandoaL2adoptaum dossist
emasde
73
ref
erênci
aglobaleatercei
ralei
docir
cui
toefect
uarmat
eri
al.

Pr
ati
cando:

L1-
L2=>L3

RM

L3-
L1

L2-
L1

L1-
L1r
etor
noi
ndi
rect
o

L1-
L2<=>L3ouL1-
L2<=>L3→L1

L3-
L1

L2-
L1

L1-
L1

PROBLEMA:

L1-
L2=>L3ouL1-
L2=>L3=>L1

L3-
L2

L2-
L1

L1?

ÉqueaEsc
olad
eL i
sboaadmi
teaquior
een
vio,
me s
moquet
odasasle
isnoc
ir
cui
ton
ão
coi
nci
damnamesmasolu
ção,
hav
e n
do,n
est
ec as
otambé
m,at
alsol
uçãos
ub-
ópti
ma.

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

Nestepar
ti
cul
ar
, s
ef i
zer
mosreen
v i
oapl
ica
mosL 1,
queéaleiqueL2ap
li
ca,
esenãof
ize
r
apl
icamosL2,queéaL eiqueL3a pl
i
ca.Comov i
mos,ae sc
oladeCoi
mbrar
ecus
ao
r
e e
nvione
stescasosema ndaat
enderaoart
.º16ºC.C.
ParaaDr ªFlorbel
aPi r
esdev emosacei t
aror et
orno,poisaL3éum mer o
74
i
nstrumentopar aseconseguiroret
orno.

3.RESTRI
ÇÕESÁADMI
SSÃODEDEVOLUÇÃO

Ar
t.
º17º
/2

“2.Cessao di sposto no númer o ant eri


or,seal eir eferi
dapel anormade
confl
itosportuguesaf oral eipessoaleoi nter
essador esidirhabi t
ual
menteem
ter
ri
tório português ou em paí s cujas nor mas de conf l
i
t os consi
derem
compet enteodi r
eitointer
nodoEst adodasuanaci onalidade”
Aquideixamosdeapl i
caraL3par aaplicaraL2deacor docom ar egrager
aldo
art
.º16º .Ousej aev i
tamosqueaumamat éri
adeest at utopessoalseapl i
que
umal eiquelheest ranha.
Aexpr essão“…Di reit
ointerno…”deveserl do“
i di
reit
omat eri
al”
A expr essão “ i nteressado” utili
zado nest e ar t
igo r efere-se a pessoa
rel
ati
vament eaqualéconcr et
izadooel ement odeconexão,v g.Nocasoda
sucessãooi nteressadoser áo“ decujus”.

PRESSUPOSTOS

1.Av erif
icaçãodospr essupostosdonº 1(t
emosquer espei
taraor dem
cronológicadoar ti
go),
2.A mat éria a serr egulada est
á compreendi
da no art
.º 25º (r
ela
ção
fa
mi l
i
ar/suces
sória
,capaci
dadeepers
onal
i
dadej
urí
di
ca)
;
3.O interessado dev e RH na GB ou num paíscujas n.
cdet er
mi ne a
apli
cação( directaoui ndir
ect
amente)dodirei
tomateri
aldoEst adoda
sua naci
onal
i
dade (
requi
sit
o al
ter
nat
ivo)
. : RH→L
Ex 2;
RH=>L1-
L2; RH<=>L3→L
RH=>L3<=>L2; 2;
RH=>L3=>L2.

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

Prati
cando:
Determinação da capaci
dade matri
monialde 2 cidadãos di
namarqueses,
resi
dentesnaGBequecasar am em canada.OestadoforoéaGB.
Dinamarcaconsideracompetent
eal eidol ugardacelebr
açãodocasamento
75
(Canada).Canadáconsi
dera-
secompetente.

L1-(ar
t.
º49º)L2→L3→L3
L3-L3
L2-L3
L1-L3art
º17º/1

Sóqueosdi namarquesesr esi


dem habi t
ualmentenaGui né-Bi
ssaueest áem
causa a mat ér
ia do est atuto pessoal( capacidade)ent ão desisti
mos da
apli
caçãodoar t
.º17º/1CCev olt
amospar aoart.º16º ,poisser i
adet odomau
apli
caral eidolugardacel ebraçãoaumaquest ãodeest atutopessoalum lei
que não t enha nada a v ercom a naci onali
dade ou a r esidênci
a habit
ual
elementosdeconexãopr incipaisnestamat éri
a.
Logo,aL1v aiapli
caraL2queéal eidasuanaci onalidade,abdicandoda
harmoniaquei r
iaconsegui rcom aapl icaçãodaL3,em nomedopr i
ncípi
oda
maiorli
gaçãoi ndiv
idual.
Osubst antivo“i
nteressado”si gni
ficaosuj ei
toquedespol etouaapl i
caçãoda
respect
ivanor madeconf lit
osdef oro.

Paramosaqui(
vol
tar
emosaestav acaf
ri
amaisáf r
ente)par
adi
zerqueaL1
aquiapl
i
car
iaaL2confor
measoluçãodo17º
/2,
i.
e.,
vol
tarí
amosar
egradoar
t.
º
16ºCC.

Ar
ti
go18º
/“2.Quando,
por
ém,
set
rat
edemat
éri
acompr
eendi
danoest
atut
o
pessoal
,aleiportuguesasóéapl i
cávelseoi nter
essadotiverem t
err
itór
io
port
uguêsa sua r esi
dênci
a habit
ualou se a leido paísdestaresi
dência
consi
derari
gualmentecompetenteodireit
oint
ernoport
uguês“)
Damesmaf or
maqueonº 2doar t.
º17ºaquitambém sef azapel
oasmat éri
as
compreendi
dasnoest at
utopessoal(ar
t.º25º)
.

Osnº
s1e2doar
t.
º18ºsãopr
essupost
oscumul
ati
vosem mat
éri
adeest
atut
o

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

pessoal,sóhavendor eenvi
oseosdoi spressupostoscoincidi
rem,ouseja,onº
2servepar aconfir
maraapl icaçãodonº 1.
Onº2doar t
.º18ºi mpõe,par aacei
taçãodor etorno,queaLRHdev eest arem
concordânciacom al einaci
onal.
76
Aexpr essão“inter
essado”ut i
li
zadonesteartigotem omesmosi gni
fi
cadocom
aquelaconstantedoar ti
go17º /2.
Esteartigoconsagraalgunslimitesem sededeest atutopessoal
Prati
cando:

A,Sene
gal
ês,com r
esi
dên
ciah
abi
t
ualn
a GB,c
asan
aLí
bi
a.
Atem capaci
dade
matr
imoni
al?

Senegalregul
ava esta quest
ão pela“Lex Locicel
ebr
ati
onis”,prat
icando
devol
ução si
mples que er
aal eida Lí
bia e est
aé“ anti
-devol
uci
oni
sta”e
endossaacompetênciapar
aaleidaRH.

L1-
L2=>L3ouL1-
L2=>L3→L2

L3-L1
L2-L1 (art.º18º /
1C.C)
L1-L1
Mas, t
ratando-sedemat ér
iadeest
atut
opessoal(
art
.º49ºC.
C)eoi
nter
essado
RHnaGB, recorremosaoart.
º18.
º/2
.
Pressupost os:

1.Quesetrat
edematéri
adeestatut
opessoal(nãolançamosmãosaonº
2quandoasit
uaçãoseref
ere,
p.ex.
,aosconceit
osquadrodosar
ts.43º
,
44º
,45ºe46º)
.

2.Queal eigui
neensesejaaleidaRHoual
eidaRHr
emet
epar
aal
ei
gui
neensearesoluçãodocaso.

Di
fer
ençaent
re17º
/2e18º
/2

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

O17º /
2par al
isaadev ol
uçãoquandoest i
verem causaasmat ér
iasdeestat
uto
pessoal(parali
sa a devolução quando a LRH aplicara l
einacional
).Pelo
contr
ári
oo ar t.
º18º /2i mpõeum r equi
sit
o suplementarparaaceit
açãoda
devol
ução.(maisexigente).
77 5.
DELI
MITAÇÃO NEGATI
VA DO Nº
2 DO ARTº
17ºPELO Nº3 DO MESMO
GO(
ARTI Limi
tear
est
ri
çãodoar
tº17º
/2est
abel
eci
dopel
oar
tº17º
/3)
“3.Ficam,t odav i
a,uni camentesuj eit
osàr egradonº1oscasosdat utelae
curatela,rel
açõespat ri
moni ai
sentreoscônj uges, poderpaternal
,relaçõesent r
e
adopt anteeadopt adoesucessãopormor te,seal einacionalindicadapel a
normadeconf li
tosdev olv
erparaal eidasituaçãodosbensi móveiseest ase
consider arcompet ente.”
O pr eceito em anál ise consagra o princípi
o da mai orpr oxi
mi dade ou da
compet ênciamai spróxima.Onº3v em reporat r
ansmissãodecompet ência,
poisdi z“f icam,t odav iaunicament esujeit
oar egradonº1…. ”Desdequeas
mat ériasem quest ãoser el
acionam com oest atut
opessoaler espeit
em a
tut
ela,cur atela,r el
ações pat r
imoni ai
s ent r
e os cônj uges,poderpat ernal,
rel
açõesent r
eadopt anteeadopt adoesucessãopormor teeest i
vera3ªl ei
sejaa“ l
exrei sit
ae” .

Di
todeout
romodo,
abdi
camosdenov
odoL2v
olt
andoaapl
i
car
-seaL3.

PRESSUPOSTOSDAAPLI
CAÇÃODESTEARTI
GO

1ºOpr
eenchi
ment
odospr
essupost
osdonº2

2ºEest
iverem causamatér
iasrefer
idasnoart
.º17º
/3(
matériasquetem aver
com o estatut
o pessoalmas t ambém t em uma nat
ureza patr
imonial-
pr
obl
emasrel
aci
onadosc
omosi móve
is)
.

3
ºA“
l
exr
eis
it
ae”c
ons
ide
ra-
sec
omp
ete
nte
.

Pr
ati
can
do:

Sucessãodeum súbditodoReinoUnidof aleci


donaGui né-
Bissau,r
esidenteem
Roma,dei xandobensimóveisem França.Asnor masdeconf li
todaFr ançae
ReinoUni dosujei
tam asucessãoimobiliáraal
i exreisitaeeai t
ali
anaal ei
nacionaldodecujusnomoment odamor te.Françaprati
cadev ol
uçãosimples,

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

I
ngl
ater
radupl
adev
oluçãoeI
tál
i
aref
erenci
amat
eri
al.

L1-
L2<=>L3ouL1-
L2<=>L3=>L3 Lei
Ital
→L2

78
L3-
L3
L2-
L3
L1-
L3ar
tº17º
/1

Sónãoseapl i
caporqueamat éri
arefere-
seaoest atut
opessoal( art
.º25º,
sucessãopormor t
eeartº17º/
3),l
ogopr eenche-
seo2ºpr essupostodonº2; o
i
nteressado resi
denum paí s(It
áli
a)cujasnor masdeconf l
it
osconsi der
am
compet ent
eodi rei
toi
nternodoEstadodasuanaci onal
i
dade( veri
fi
caçãodo3º
pressuposto)

Atenção:sóabandonamosaapl
icaçãodonº2quandoan. c.par
aaqualalei
nacionalremetefora leida sit
uação do i
móvele esta se consi
der
ar
compet ent
eedesdequesetrat
edal gumadasmat
ériasenumeradasnoart.
º
17º/3.

sucessãomor
OUTRO: ti
scausa.

L1-(
art
.º62º
)L2=>L3=>L3

RU Fr
anc.

L3-
L3

L2-
L3

L1-
L3at
ent
oaopr
incí
piodemai
orpr
oxi
midade

6.LI
MITESADEVOLUÇÃO(
Art
.º19º
/1)

“1.Cessaodi spostonosdoi sartigosanter


ior
es,quandodaapli
caçãodeles
resul
teai nval
idadeoui nef
icáci
adeum negóci ojurí
dicoqueser
iaválidoou
efi
cazsegundor egrafixadanoar t
igo16º,ouailegi
ti
midadedeum Estadoque
deoutromodoser i
alegíti
mo” .
1.Pressupostodoar t.
º19º .

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

-Av
eri
fi
caçãodospr
essupost
osdoar
t.
º17ºou18ºCC

2.Razãodeserdasol
uçãonel
aconsagr
ada

Esteart
igolevaaparal
isaçãodoreenvi
oaquetenhamoschegadoatravésdo
79 art
s.17ºe18º ,em homenagem aopri
ncí
pi
odac
onser
vaç
ãodosnegóc
iosju
ríd
icos
oudofavor
eci
mentodal
egi
ti
midad
edosest
ados.

Pex.
Estáe
mc au
saav a
li
dad
esubs
tan
cial
doca s
ament
odedoi
sgambian
osde1
3anos
,
r
esi
dent
esnaGBece
lebra
moc a
samentoaqu
i.Naga
mb i
aai
daden
ú b
iléde1
3anos
.

Rel
ati
vament
eae st
amat
éri
aaleiga
mb i
anare
met
epa
raal
eid
olu
gard
ace
leb
raç
ão
(Gu
iné-
Bis
sau)
.De
vemosa
cei
tare
ster
een
vio.

Ar
esp
ost
ase
rád
adas
óde
poi
sdec
ons
ult
armosoa
rt.
º18
ºev
erosr
equ
isi
t
os.

Seaga mbi
apráti
carefe
renci
ama ter
ia
le n
tãoestápreench
idoorequi
si
todoa rt
.º18º
/1.
Sóquen ocasovamosterquec onf
ir
ma raapli
caçãod onº
1p e
lonº2,u
mav e
zqu eest
á
emc au
saama t
éri
adee st
atu
top e
ssoaleosinter
essadosRHn aGui
né-Bi
ssau,l
ogoart

18º
/2.Noe nt
ant
ooc asame nt
os er
iai
nváli
do.Éaqu iqueoart
.
º1 9º
/1e n
traemc enae
af
ast
aoa rt
.
º1 8º
,ma n
dandoa t
enderoart.
º16º.

Ate
nção!An t
esdelança
rmosmã osaoa r
t.
º1 9
º/1devemosanal
i
sarasdi
sposi
ções
mater
ia
isdater
cei
ral
ei(
nocasodoar
t.
º17º)oudalei
guin
eens
e(nocasodoar
t.
º18º)e
dacomp a
raçãodasol
uçãoquede
lare
sul
tacom asolu
çãores
ult
ant
edodi
rei
t
oma t
e r
ia
l
dale
ima nda
daapl
ica
rpel
areg
radoart
.
º16º,i
.
e,daL2.

Secom asdi
sposi
çõesdaleimat
eri
almandad
a sapl
i
carpel
osar
ts.17
ºe1 8ºonegoc
io
ser
i
ainvá
li
dooulevar
iaai l
egi
t
imi
dadedeu m Est
adoea ssi
mnãoédea c
ordoc
om a
apl
i
caç
ãodoa r
tº16º,
e n
tãoafa
sta
mosd asnor
ma sdaque
lasemnomed apr
ote
cçã
oda s
ex
pect
ati
vasd
oss uj
ei
tosdasit
uaç
ãopri
vadai
nter
naci
onal
.

7.
AMBI
TODOARTº19º
/1

F
err
erCor
rei
aeBa pti
st
aMa chadod ef
end
emai n
ter
pre
taçãore
s t
ri
tadest
ea r
ti
go,
apl
icá
vel
a
penasassi
tuaç
õe sjáconst
i
tuí
da seemc ontact
ocom oord
en amentoj
ur
ídi
cogui
neense
a
otempodas u
ac onsti
t
uiç
ãod eformaatute
laraconf
ian
çad eposi
ta
dap el
aspar
tes
.

Li
maPinh
eir
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or
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equ en
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Mest
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bit
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l
ecti
vo2013/2014

pr
opugn
adapel
osdoi
sProf
s.apr
oxi
ma-
sedare
duçãotel
eol
ógi
ca,
pori
ssoéd
eaf
ast
ar,
ouse
jaore
gimedoar
ti
goval
eta
mb é
mpa r
aassi
tu
açõe
sac ons
ti
tui
r
.

Nãoc
remosqu
ede v
es e
ras
s i
m,porqu
antonoc
asododi
r
eit
oac
ons
ti
tu
irn
ãon
osp
are
ce
qu
eexi
stau
mav e
rdade
ir
aexpect
ati
vaj
urí
di
caat
ute
lar
.
80
Ar
t.
º19/2º-Ca
soe
m queaf
avorn
egot
i
icon
sti
t
uir
est
ri
çãoaa
dmi
ssi
bi
li
dadeda
de
vol
uçã
o


2.Cessai
gual
ment
eodi
spost
onosmesmosar
ti
gos,seal
eiest
rangei
rat
iversi
dodesi
gnada
pel
osi
nter
essados,
noscasosem queadesi
gnaçãoéper
mit
ida.

Estenúmer
on ãoc onsagr
aac essaç
ãod adevol
ução(Fer
rerCorr
eia
,LimaPinhei
roe
Fl
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laPi
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s),masu mc asodeinapl
icaç
ã odosa r
t.
º17ºe18 º
,poi
snãoéaf av
orn e
goti
i
ouah ar
moniajur
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dicaqu esep r
ivi
l
egi
ama ssi
m or espe
it
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tod econexão.Logo,nãoh ár
eenvioquan
doa spar
teshajamescol
hido
umaleimat
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alest
range
ira,
quandoae scol
haéa dmiti
da(
art
.º34ºeart
.º41º
/1)
.

Paraap a
ral
i
saçã
od adev
olu
çãon
est
apa
rtet
em av
erc
om or
esp
eit
ope
lav
ont
ade
sober
anadosi
nt
eres
sad
os.

8.CASOSESPECI
AISDEDEVOLUÇÃO

Adout rina( FerrerCor r


eia)defendequeem t odasasr egrasdeconf l
i
tosque
digam respei t
oaquest õesf ormais(arts.36º/
1,50ºe65º /
1,C.
C.)édefendida
exclusãodor eenv i
o.Adef esadev al
id
a defor
mal dosneg
óciosquan
doa l
canç
adapor
apli
caçãod al
e il
ocaldevebastar
,al

s“locusregi
tac
tum” .
Ditodeout r
omodo:par aav ali
dadef ormaldosnegóci osoC. Cfix
aum r egi
me
especial dedev oluçãoqueaf astaasr egrasgeraisdosart.º17ºe18º.

Estasnormasdeconf
li
tospr
etendem,tãosó,acaut
elarsi
tuaçõesdev
ali
dade
negoci
alquedeout
romodoseri
am inv
áli
dos.

BI
BLI
OGRAFI
ASUMÁRI
A:

Bapt
ist
a Machado,Lições de Direi
toI nt
ernaci
onalPr
ivado,act
ual
i
zada,
Rei
mpressão,
Almedi
na,2006,pp.
178-221;

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

Ferr
erCor r
eia,LiçõesdeDi
rei
toI
nter
naci
onalPr
ivado,Coi
mbr
a,Al
medi
na,
2004,pp.265-319;

Li
maPi nhei
ro,Li
çõesdeDi
rei
toI
nter
naci
onal
Pri
vado,
Vol
.I
,Coi
mbr
a,Al
medi
na,
2004,
pp.361-382;
81
MarquesdosSant
os,Di
rei
toI
nter
naci
onalPr
ivado(
Sumár
ios)
,AAFDL,1997,
pp.149-
170

§13.REMI
SSÃOPARAORDENAMENTOSJURÍ
DICOSCOMPLEXOS

1.ENQUADRAMENTODOPROBLEMA

Opr obl
emadequeocupar emostem av ercom ar ef
erênci
aqueéf eit
apela
normadeconf li
tosaor denament
ospluri
legi
slat
ivosoucompl exosousej aa
concret
izaçãodoelementodeconexãonum deter
mi nadoespaçogeográf
ico.

Aqu
est
ãodosor
den
ame
ntosj
ur
ídi
cosp
lur
i
leg
isl
at
iv
ose
stár
esol
vi
dan
oar
t.
º.20ºC.
C.

Desdelogo,um or denamentoj urí


dicoplur
il
egisl
ativoséum or denamentojur
ídi
co
ondecoexi st
em v ári
ossub- ordenamentoslegislati
vos.Ditodeoutromodo,o.p
éaquel eem que,nosei odeum Est ado,v i
goram diversossistemasapl
icávei
s
ásr el
açõesdecar ácterprivado,podendoest essub- ordenamentosserem de
baseterri
tor i
al(c
omos uceden osE.U.
A.,
ReinoUnido,Sui
ça,etc
.),
oud ebas
epessoal
(Sí
ria,Lí
bano, Lí
bia,Í
ndia,Paquistão)
.

1.
1.1.Or
denament
oJur
ídi
coPl
uri
legi
slat
ivodeBaseTer
ri
tor
ial

Sãoordenamentosj urí
dicosondecoexistem dif
erentesordenamentosl ocais
par
adiferent
escircunscr i
çõester
ri
tor
iai
sondecadat err
it
óri
oapr esentaum
si
stemadeDI Pdi
stintoequeseci r
cunscrevem adif
erentesparcel
asterri
tori
ais.

Est
eti
podeor
denament
osubdi
vi
de-
seem doi
sti
pos:

1.Um primei
roem queadivi
sãolegi
slat
ivater
ri
t or
ialr
espeit
aapenasàs
normasmat er
iai
s,masháuni
formi
dadel egi
slati
vanopl anododirei
to
i
nterl
ocalenoplanodoDIP.
Éoqueacont eceem Espanhaondev i
gora

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

um si
stemadedi rei
todeconf
li
toint
erl
ocai
s( ar
t.
º9ºa11ºear t
.º14ºa
15.ºdoC. C)e,paralel
ament
e,cert
asprovínci
asespanholas,comoa
Catal
unha,Aragão,Navarr
aeasil
hasbalear
es,têm um Di
reit
omat er
ial
própr
io.
82 2.Um segundo,em queadi vi
sãolegisl
ati
vater
ri
tor
ialver
if
ica-
señsóno
pl
anodasr egr
asmat er
iai
s,mastbnopl anodasregrasdeconfl
it
os.Éo
quesedánosEUA,ondecadaEst adodaUni ão(eaindaoDi str
ictof
Columbia)tem oseudirei
tomateri
alprópri
oeoseupr ópri
o"confl
it
slaw
"quevigora,quercomodirei
toi
nterl
ocal,
quercomoDI P;

No Reino Uni
do é possíveltambém autonomizarvár
ios sist
emas
j
urí
dicos,asaber,oIngl
ês,Escocês,doPai
sdeGal esedaIrlandado
Nor
te.Sãooutrosexempl
osdestesistemaaAust
ráli
aeoCanadá.

1.
1.2.Or
denament
oJur
ídi
copl
uri
legi
slat
ivodebasepessoal

O direi
to pr
ivado (pr
incipal
mente no domí
nio do di
rei
to da famí l
i
a e das
sucessões)podev ari
ar,dentr
odomesmoor denamentoestadual,confor
mea
comunidadereli
giosa,aetniaoucastaaqueaspessoaspert
encem.

Teremos confli
tos int
erpessoais quando pessoas per t
encentes a grupos
dif
erentessãopartesnamesmar el
açãojurí
dica(
ex.º:casam entr
esi ).Est
es
confli
tostêm desernecessar iament eresol
vidospelopr ópri
oor denamento
estadualqueest
abeleceadiversidadederegimesjurí
dicos.

2.AMBI
TODOPROBLEMA

 Seráquequandoanor madeconfl
i
tosdoEstadodef
oror
emet
eparao
ordenamento jur
ídi
co complexo esgot
a l ogo a sua função
concret
izador
a?

Se a respost
af orafirmativ
a então isso si
gnif
ica que a determinação do
Ordenamentolocalapl
icávelfi
car
áacar godasnormasdeconf lit
osinter-
locai
s
edasnor masdeconf l
i
t osint
er-
pessoaisdosistemadesignadoaquem caber á
deci
dircomoéqueasi tuaçãoserár esolvi
daaoníveldoDir
eit
oi nter
no.

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

Ex:Asúbdi
todorei
nounidonascidonoPaísdeGal
espedeasmãosdaBde
naci
onal
i
dadeFr
ancesa.Qual
éal eiquer
egul
aest
eenlace?

L1(
art
º49º
)L2(RueFr
an.
)

83  Ouser áquequeoDI Pdof orodeveori


ent
aroi nt
érpr
ete-j
ulgadorna
descober
ta da Or
dem Jur
idi
ca l
ocal
/or
dem jur
ídi
ca pessoaldo pais
desi
gnado?

Sear espost
aforaf
ir
mati
va,i
ssosigni
fi
caqueaconcret
izaçãofeit
apel
aleido
forov aiaialém,devendo def
inirdentr
o do Di
reit
oI nter
no do Estado
plur
il
egisl
ati
vo,
qual
oordenament
oJurídi
coque,
em concretoseráoapl
i
cável.

Est
asduasquest
õesr
esumem-
sesi
ntet
icament
enosegui
nte:

1.Quandoéqueasnor masdeconf
li
tosr
emet
em par
aoOr
denament
o
j
urí
dicoPl
uri
l
egi
slat
ivo?

2.Em caso da r emissão,como determi


nar,entr
ev ári
os si
stemas,o
apli
cávelao caso?Caber á as nor
mas do própri
o si
stema a dara
resposta,ou então,caberá ao DI P do for
o descobri
r a ordem
l
ocal/pessoal
apli
cável?

Estas quest
ões for
am bem debat i
das na dout
ri
na,mas par
a o que nos
i
nteressaéasoluçãolegi
slat
ivadoC.
C

3.Sol
uçãoadopt
adapel
onossoC.
C.–Anál
isedoAr
ti
go20ºCC

A.Âmbi
to

Est
earti
gov i
saresolv
eropr oblemadadeter
minaçãodaleiapli
cáv
elquandoas
nor
masdeconf l
it
ogui neenseremetem,atí
tul
odal eidanacionali
dade,par
a
um ordenamentoj ur
ídico ondecoexist
em dif
erent
essi st
emasdenor mas
mater
iai
s,apli
cávei
sadi fer
entescat
egori
asdepessoas.

Nonº 1doar tº20adoptou-


seum princípi
of undamentaldequecompet eao
Estadoparaoqualseremeteudeter
mi narqualosi st
emanor mativ
oquedeve
serapli
cado,
poisoconfl
i
tosit
ua-
senoi nter
iordasfrontei
rasdesseEst
ado.

Fi
xadooseuâmbi
to,l
evant
a-seaquest
ãodesaber
,comosol
uci
onarent
ãoa

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

questãoquandooelementodeconexãonãosej
aanaci
onal
i
dade.Ai
ndaassi
m
oartº20ºtem apl
i
cação?

Dasduasuma,ouentendemosqueoscr it
éri
osdoar t.º20ºservem aoní
velda
det
erminaçãodoor
denamentojuri
dicol
ocalapli
cável,ouaplicar
mosor egime
84 vi
gent
enoespaçoindi
cadopelanormadeconf l
itos,esquecendo-seoart
.º20º
,
quenãoconsagr
adeformadir
ectaaquelasit
uação?

Per
ant
eest
edi
l
emaescol
hemosf
alardeduasposi
ções:

Pri
meiro,adeescol
adeCoi mbraeacabeçaosPr ofs.Ferr
erCor
reiaeBaptist
a
Machadoquenassuasl i
çõesdeDirei
toInternaci
onalPr i
vadoafir
mam que
semprequeoelement odeconexãoapontedir
ectament eparaum deter
minado
l
ugarno espaço,ser á compet
ente o si
stema em v i
gornesse lugar
.Ex s:
“si
tuaçãodacoisa”
,lugardapr
áti
cadeum facto”etc.

Quer dizer que,nest


e caso,a nor ma de conf
li
tos designa di
rect
ae
i
mediatamente a ordem jurí
dica l
ocalapl
icáv
el,independent
emente do
el
ementodeconexãoem causa.

Assi
m, s equ e
remosd ef
i
niroregi
medapr opr
iedaded eumimóvelques esit
uae mLos
Angeles,queper tenceaoEst adodaCal i
fórnia,oProf
.Ferr
erCor reiadir
iaque
nãoháopr oblemadeor denament
osp lur
il
egi
s l
ati
vosdoart
.20ºC.C.,
por quejáestá
fi
xadooel ementodeconexão( “l
exr eisitae”),queresol
veaquest ão.Di zque
estasituaçãoest áparaalém doart.20ºC. C(queéem r azãodan aci
on al
i
dade)
.
Noent anto,em casoder eenviointer-l
ocal,istoé,seopr ópri
oor denamento
l
ocalremet erparaoutroordenament olocal,domesmoor denament ocompl exo,
estar emi ssão deveseracei te.Ousej a,at ende-setambém àsnor masde
confl
itoi nter
-l
ocais,oqueacabaporest ardeacor docom oquer esultadoart.
º
20.ºC.C.

Comopodem not
aresteent
endimentodi
spensa,
par
aef
eit
osdaconcr
eti
zação
doel
ementodeconexão,
oart.
º20.ºdoC.C.

Segundo,o entendi
mento daEscol
adeLi sboaqueacabeçat em aPr of
ª
MagalhãesColl
açoeLi maPinhei
ror
ebatem estaopi
ni
ão,d
izen
doqueare
ferê
nci
a
à“le
xr e
isit
aeӎu marefe
rênc
iaaoEst
adoSobe r
ano,p
.ex
.,dosEst
adosUn
idosda
Améri
caecarec
es empr
edaint
erv
enç
ãodoar
t.º20ºC.C.

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
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Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

Logo,mesmoquear emissãoaponteparaum det


ermi
nadopontonoespaço,
dentr
odoordenament
ojurí
dicocomplexodev
e-set
erem cont
aest
efact
o.

Assim,paradet
erminarqualoordenamentojurídi
colocalapli
cável,sempreque
oelementodeconexãonãosej aanacionali
dade,aplicam-se,poranalogi
a,os
85 cri
tér
iosdoart.
º20º.Ouseja,admite-
seestenderoar t
.º20.ºaquelescasosem
queoel ementodeconexãonãosej aanaci onali
dade,desdequear emissão
quedaíresul
tesej
aparaum element odeconex ãoquenãoodanaci onali
dade.

APr ofªMagalhãesCol l
açoadmit
e,por
em umar essalvaaestasituação,i
stoé,
sempr equenoor denamentojur
idi
cocomplexonãoexi st
irDi
reitoInterl
ocal
,
nem DIPunif
icado, ent
ãoar emi
ssãodeveserentendidacomot endosi dofei
ta
dir
ectamenteparaoor denament
olocalvi
gent
enol ugarondeoel ementode
conexãoseconcr et
iza.

Comopodem constatar,osresul
tadospr át
icosdeumaeout raposiçãoacabam
poraproximar.Masénecessár i
onot arqueosPr of
s.Bapt i
staMachadoe
Ferr
erCorrei
aadmitem que,nocasodeor denamentojur
idi
colocalparaoqual
apontaanor madeconf l
i
tosdof oro,remet erpar
aout r
oOr denamentolocal
,
dentr
o do mesmo or denamentoj uri
dico complexo o Est
ado de f or
o deve
acei
tararemissão(
reenvioint
erl
ocal).

Ora,aquipar
ecemaisacert
adoentenderqueoart.
º20ºsepodeest enderaos
casosem queoelementodeconexãonãosejaanacional
i
dade,porqueresolv
er
todososcasosdamesmaf or
masem t erem contaassol uçõesdoDi rei
to
i
nterl
ocalédespr
oposi
tado.

B.Anál
isei
nter
pret
ati
vadoar
t.
º20º

Est
ear
ti
got
em t
rêsr
egr
as.

Onº1doart.º20º,or
denaqueadet er
minaçãodaordem j
urí
dicalocaldeveser
f
eit
acom recursoaoscrit
éri
osestabel
eci
dosnoEstadodanaci onali
dade,i.
e.,

…,éodir
eitointer
nodesseEstadoquefi
xaem cadacasoosistemaapl i
cável
.”

Aexpr
essão“
dir
eit
oint
ernodesseEst
ado”si
gni
fi
cadi
rei
toi
nter
local
uni
fi
cado.

Aquimanda-
seapl
i
caroDi rei
toi nt
er-
localdoEstadoestrangeir
o par
aque
remet
eanormadeconf
li
tosguineense.Aoperaçãopassapelaprocur
a,dent
ro

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

doO.Jdesignadopelanossanormadeconf l
i
tos,asregrasdeconfli
tosi
nter
-
l
ocaisquenosdi r
ãoconcret
amentequaldosO.Jlocai
sseapl i
caaocaso.(1ª
regr
a)ouseja,há
-deh
avern
ormasi
nter
nasdes
seEst
adoa p
taspar
adir
imi
roscon
fl
it
os
l
ocai
s.
86
CONCLUSÃO:af i
nal
,éo ordenamentojurí
dico compl
exo(enquant
o Estado
soberano)aresol
verosconf
li
tosdel
eisi
nter
nos,i.e,
det
ermi
narqualosist
ema
i
nternoapli
cável
.

Atenção:O probl
emasóestápar ci
alment
er esolv
ido,umav ezque,embor a
exist
apaísesqueconsagram efecti
vamenter egr
asdeconf li
tosinter
locai
s
(Espanha,
Suíça…)
,háout
rosquenãoconsagram tai
ssoluções,
porisso,

Comosegundar egraoar t
.20ºconsagr aumasol uçãosubsi
diár
ianoseunº 2,a
saber,“…r ecorre-
seaodi reit
ointernacionalpri
vadodomesmoEst ado”(DI
P
unif
icado,ousej a,est
eEstadohá-det erum ordenamentodeD. I
.P.queserefi
ra
àsrelaçõescom osout r
osEstados).
O direi
tointernaci
onalapr ocurarteráqueexi sti
raoní v
elunifi
cadopoisnão
ult
rapassouai ndaopat amardoEst adosoberanopar aseprocederaconsulta
dequal querordem jur
ídi
calocal.

Esenãoexi
sti
rDI
Punif
icadoenem di
rei
toi
nter
local
,comoacont
ecenoRei
no
Uni
do,
EUAeAustr
áli
a?

Recor
re-seat er
cei
rar
egr
aconst
ant
eda2ªpar
tedo20º
/2,i
stoé,or
ecur
soa
RHdoi nter
essado.

Est
a2ªpart
edonº2doar
tº20ºsusci
toudi
scussãoent
reaEscol
adeCoi
mbr
a
edeLi
sboa.

Qualeraadiscussão:aRH refer
idanestanormaésóaquelaquesesi tue
dentr
odoordenamentoj
urí
dicocompl ex
oouparaqual
querr
esi
dênci
ahabi
tual
,
mesmof or
adessequadrol
egisl
ati
v o?Achamada“sí
ndr
omadoamer i
canoem
pari
s.”

Para a Escol
a de Li
sboa,será que é cor
rect
o apl
i
cara al
guém que tem
naci
onali
dade( nãoéapátr
ida)comoLeipessoalaLeidasuar esi
dênci
a,só

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

porquenãoseconseguedet erminarqual aLei apli


cável
?
Assim,defendeumai nterpretaçãor est r
iti
vadopr eceito,al egando que
não se deve ai nda desi sti
r da apl i
cação da Lei do Est ado da
nacionalidade,dev endo,quandoar esidênciahabi t
ualforforadoEst adoda
87
nacionalidade, encont r
ar-se dent r
o desse Est ado da naci onali
dade o
ordenament ocom queosuj eitotenhaumar elaçãomai sestr
eita,apli
cando-se,
assim, analogicamenteoar t
.º24º,últi
mapar te,daLeidaNacional i
dade(Leinº
6/2010)par aint egr
araquel alacunalat ente.
Nai mpossi bil
i
dadedadet erminaçãodaconexãoest rei
ta,def
endeDar i
oMour a
Vicenteor ecur soaoar t.
º23º /2,2ªpar tedoCC.
O Pr of.Fer r
erCor reiaentendee st
en ú
me ro,n as u
ar ed
acçãolit
eral
,d i
zen
doqu e
devemosa pl
i
caroa rt
i
goi ndependent
eme nt
ed oloca l
ondeseencont
raaRH.

C.Or
dena
men
topl
ur
il
egi
sl
at
iv
odeba
set
err
i
tor
i
al

Ora,sef izermosumar eferênciaaoEst adodeI srael


,precisar
emosdesaber
qualdasl ei
sv i
gentesn esteEs t
adoéqu ev ais e
rap l
i
cáve
l.Oart.
º20º/3C.C.vem
resol veraquest ão.
Aqui ,outemos nor mas de di r
eit
o mat er
ialr elat
ivas à mesma categoria de
pessoas, ouv amos recor r
era nor mas mat eri
ais que nesses or
denament os
existam par ar esolveressesconf li
tos( v.g.no quet oc
aa ocas
ame n
toe ntr
e
pess oasder el
igi
ãodif
erent
en ãov al
eap en
av era snormasdec adaumdosnubentes,
hav endonor masquer esolv em ist
o),
ouessesor denament ostêm ver
dadeiras
normasdec onf
li
tosi
n t
erpessoai
slocai
s.Em ú l
ti
mah ipót
esetemosor e
curs
oa oart.
º
23º /2, 1ªpar te.

*
***

BI
BLI
OGRAFI
ASUMÁRI
A:

Fer
rerCor
rei
a,Li
ções…,
pp.
399-
404

Li
maPi
nhei
ro,
Dir
eit
oint
ernaci
onal
pri
vado,
Vol
.
I,pp.355-
357

Mar
quesdosSant
os,
Dir
eit
oInt
ernaci
onal
Pri
vado,
Sumár
ios,
pp.
137-
148

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
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todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
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Pri
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bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

§14.FRAUDEALEI

1.Gener
ali
dades
88

Af r
audeal ei,noseusent i
doampl oéumaf i
guradat eor i
ageraldedi rei
toeque
vi
saobv iara pr etensão daspar t
esquando pr etendem darav oltaauma
proibi
ção, usandoumt iponegoci alnãopermitidonãopr oibi
doporlei.
Nodi reitopr i
v adosur ge-nosnodomí niodosnegóci osjurí
dicosquandoos
i
nteressadospr ocur am t ornearumapr oibi
çãol egalatravésdaut il
i
zaçãodeum
ti
ponegoci alnãopr oi
bido.
Nãoset ratadeumav iolaçãodi r
ectadal ei
,namedi daem quenãoest amos
peranteum negóci ojur ídicoqueat enteaber t
aedi rectamentecom nenhuma
di
sposi çãol egalimper ativa;também nãosedev econf undirestafiguracom a
si
mul ação, porqueest apr essupõeumadi vergênciaintencionalentreav ont
ade
eadecl aração, com v istaaenganart er
ceir
os( art.
º240º /
1CC) .
Oqueé, afinal,afraudeal ei par
aoDI P?
2.Noção

ParaoDi r
eitoInternaci
onalPr i
vadoaf r
audeàl eiéquandoosi nt
eressadosno
i
ntuit
odeescapar em àapl icaçãodeum pr eceit
omat eri
aldecertalegislação
“cr
iam”um el ement o de conexão que t ornar
á apl i
cáveluma out ra ordem
j
urídi
camai sfavorávelaosseusi nt
entos.
Dit
odeout romodo,af raudeàl eit
raduz-seem def r
audaroi mperati
vodeuma
normamat eri
aldecer to ordenament oj urídi
co atravésdaut il
ização,como
i
nstrumento,deuma nor ma deconf l
it
os,ou sej a,fraude à l
eiem Di rei
to
Int
ernaci
onalPr i
v ado,nãoéf r
audedeumanor ma,anor maéapenasum
mecanismodef raude,poisconsi stenaut ili
zaçãodasnor masdeconf l
it
opar a
evi
taraapli
caçãodeumal ei.
A FraudeàLeiéumaof ensaI NDIRECTA aopr ecei
tuadonumadi sposição
l
egal.

Por
queexi
stef
raudeal
ei?
a)Asconexõesdasnormasdeconf
li
tossãof
aci
l
ment
edesl
ocáv
eis,l
ogo

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

aspar t
espodem apr ov eitarest asnor masdeconf li
to demanei raa
obt erem sol uçõesmai sv ant ajosas.
Éassent equeaest atuiçãodasnor massecar acterizam pel ochamament ode
certoor denament opar aregul araquest ãopr iv
adai nternacionale,par aque
89
estaest atui çãot enhal ugarénecessár i
oquesev er i
fiqueumal i
gaçãoent re
essal ei easi t
uaçãodav i
daar egul ar.
b)Or a,por queosel ement osdeconexão são sempr eact osouf actos
jurídicos, sit
uaçõesour elaçõesdef actooudedi reito,quedependem da
vont ade humana é pr ev isívelque na sua concr eti
zação el as sejam
mani pul adaspar aseal cançarum cer toresultado.
Oexempl oacabadodoquef icoudi tosãoosel ement osdeconexãomóv eis,
nestepar ticul ar,anaci onalidade,odomi cil
ioouar esi dênci ahabitualouai nda
os el ement os de conexão i móv eis,mas i nfluenci áv ei
s pel av ontade do
i
nteressado, v.g.lugardecel ebr açãodonegóci ojur í
dico.
NoDi rei t
oI nt er nacionalPr i
v adohási tuaçõesquesãoconsi deradasdef r
audeà
l
ei,sur gindoquandoosi nteressadosnoi ntuit
odeescaparàapl i
caçãodeum
preceito mat er i
aldecer tal egi slação “ cri
am um el ement o deconexão que
tornaráapl icáv elnaout r
aor dem j urídi
camai sfav or
áv elaosseusi ntentos”.Ou
seja,osi nt er essadosi ludem acompet ênciadeumal eideapl icaçãonor mal ,de
formaaaf ast arum pr ecei
todedi r
ei t
omat eri
aldessal ei,substit
uindo-lhepor
outral ei,em queaquel eprecei to,quedesagr adaoi nteressadonãoex istaou
estejaf ormul adodef ormadi stinta.

Háduasf
ormasder
eal
i
zarest
epr
opósi
to:

1º At ravés da mani pul


ação com êx it
o da r egra de conf li
to,mai s
concretamente,do factordeconex ão (manipularconex ão signi
ficat ão só
mudarel ement odeconexãooudesenv olv
erumadet erminadaact i
vidadeque
al
teraoel ement oimportantedeconexão.Di t
odeout romodo, amodel açãodo
conteúdoconcr etodoelement odeconexão.
2ºOuat ravésdai nternaci
onal
izaçãof i
ctí
ciadeumasi tuaçãomer amente
i
nterna.Di t
o deout ro modo,est abelece-
seuma conexão com um Est ado
estr
angeiro,porformaadesencadearaapl i
caçãodedi rei
toest r
angeiro.
Dou-vosum exempl oclássicodestafi
gur aparaperceberem mel hor
.
Chama- secasoBEAUFFREMONT, jul
gadapel aCassaçãoFr ancesaem 1878.

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

Apr i
ncesaBf rancesav ivi
aem Fr ançaeseencont ravaj udi
cial
ment esepar ada
depessoasebensdoseumar idoquet ambém er afrancês.Naquel adat aal ei
fr
ancesanãoadmi tiaodivór ci
o, apenasasepar ação.
AcontecequeBeauf fr
emontquer iaat odoocust oodi vórcioparaassi m poder
90
casarcom opr í
ncipeBI BESCO, ci dadãor omeno.
Parai sso,a pr incesa Beauf fremontf oiaconselhada a nat ural
i
z ar
-se num
DucadoAl emãodeSaxe- Altembur goumav ezquenaAl emanhaasepar açãode
pessoasebensequi vali
aaodi vórcio.Bem pensado, bem feito,
ocasament of oi
cel
ebr adoem Ber l
im,sóqueest esegundocasament onuncaf oireconhecido
em Fr ança,porqueacassaçãoent endeuqueanat urali
zaçãot evepori ntui
to
umamanobr adef raudeal ei.
Neste caso o obj ecto da f r
aude f oia nor ma de conf l
i
tos que desi gnava
apli
cáv elaleidanaci onalidade– al eifrancesa,istoé,houv ealteraçãodo
conteúdoconcr etodoel ement odeconexãodanor madeconf li
toscom o
i
ntuitodei l
udiraapl i
caçãopr i
mi ti
v adal eida1ªnacional i
dade.

Out r
osexempl osquepodem i l
ustraraf raudeal ei são:
Ex.:A,guineense, nat ural
iza-sebritânicocom v istaapr ivardal egiti
maseuf i
lho.
A or dem jur í
dica i nglesa é a nor ma i nstr
ument alcom v ist
a a obt erum
determinador esul tado,istopor quenoRei noUni dov i
goraar egr
anost ermos
daqual aspessoaspodem di sporlivr
ement edoseupat rimóni o.
Aquiháumaal t
er açãodocont eúdoconcr etodoel ement odeconexão,de
formaaev i
taraapl icaçãoàsucessãomor t
iscausadal eigui neense.
Ex.:umasoci edadeanóni madecapi taisholandesesedi r
igidasporci dadãos
holandeses, constituem asuasedeest atut
áriaem Panamá, parasesubt rai
ras
regrasfiscai
sdaHol anda.Háaquiumamani pulaçãodoel ement odeconexão
sedesoci al,def ormaaobt eraapl icaçãodal eideout ropai saoest atuto
pessoal dasoci edade.
3.Pr essupost osdaf raudeál eiem DI P
Existenadout rinaossegui nt
espr essupost os,par aaexi stênciadef raude:

-El
ement oobjecti
vo:éamani pulaçãocom êxitodoelementodeconexãoou
int
ernaci
onalizaçãofi
ctí
ciadeumasi tuaçãopurament eint
erna.Di
tode
outromodo,oel ement
osubj ecti
voéapr ópri
aactiv
idadefr
audatór
ia,ou
sejaaut i
l
izaçãodeumar egr ajur
ídi
cacom af i
nali
dadedeassegur aro

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

resul
tadoqueanor madef raudadanãopermit
e.Par
aaconsumaçãodo
elementoobject
ivoaspar t
est er
ãoqueuti
li
zarouumaf r
auderelevant
e
ouumaconexãof al
hada.
Par
a que exist
a a mani pul
ação com êxi
to do el
ement
o de conexão é
91
necessár
io:

1ºUmamanobr
acont
raal
einor
mal
ment
eapl
i
cáv
el(
nor
maf
raudada)

2ºÉnecessár
ioquenal einormalment
ecompet
ent
eexistaef
ect
ivament
e
umanormaimperat
iva,quedepoi
snãoéapl
i
cadaem v
irt
udedafr
aude.

-El
ement osubjectivo( voli
ti
vo):resul
tadai nt
ençãodaspar t es,i st
oé,um
element opsicológico( dol
o)queser esumenamer ai nt
enci onal i
dadeque
aspar tesdemonst r
am em escaparasdi sposiçõesimper at
iv asdeumal ei
primariament ecompet ent
epar acom issoconsegui rem um r esult
adopor
elaproibido.
Tem que exi sti
rsempr e o dolo dos interessados,poi séi nconcebível
aexistênciadeumaf r
audeál einegl
igente.
Par
aal ém dodol of al
a-set ambém nai l
ici
tudedof i
m,istoé, af raudenãose
resumesónaal teraçãodoel ement odoel ementodeconex ãoéai nda
necessár i
oqueessaal ter
açãoset enhav erif
icadocom i ntuitodeaf ast
ar
anor mamat eri
al i
mper ati
va,quenormal ment eseri
aaplicáv el.
Est
espr essupostossãocumul at
ivos.

4.Si
tuaçõesem quenãoháv
erdadei
raf
raudeal
eiem DI
P

1ºQuandonãoseencont
rav
eri
fi
cadoopr
essupost
osubj
ect
ivo

a)Duaspessoassenatural
izam num det
erminadoEstadoparasecasar
em
segundoaleidesteEst
ado,maisacabaram porfi
caravivernest
epaí
se
i
ntegrar
am per
fei
tamentenestacomunidade.

O Prof.Ferr
erCor r
eiaentendequenest ecasoembor a,primafaci
e,possa
exi
sti
ri nt
uito def
raudat
ório,mas a fraude acabou porsanar-
se com a
i
ntegração na nova comunidade porpart
e dos int
eressados.(
no mesmo

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

sent
ido,Dari
oMouraVicent
eeLi
maPi
nhei
ro,VolI
.p.386,I
ntr
od.eDi
rei
tode
Confl
it
os,Part
eGer
al)
.

b) Pordel iberaçãodaAssembl eiaGer alumasoci edadedeci defixarasua


92
sedesoci alnum det erminadopaí s.
Nestecasosónãohav er
áf raudeal eiseadi recçãodasoci edadepassea
funci
onaref ectiv
ament enopaí sdanov asedeequeest anãoset ratedo
chamado“ sedecai xadecor rei
os”.
O Prof .Fer r
erCor reiaent endequeseest adeci sãodemudardasedet ev
e
comof undament oobt erbenef íci
osf i
scaiseadi t
adel iberaçãof orsér i
aea
sedef oref ectivament efixadanest epaís,nãoháf raudeal ei.
Também nest esegundocasoháal t
eraçãodocont eúdoconcr etodoel emento
deconexão,porv ontadeexpr essadosi nt
eressados,masnão exi st euma
i
ntençãodef raudatór i
a,poisnãov i
sam escaparásdi sposi çõesimperativasde
determi nadal eieal cançarum r esul
tadoqueporel aseencont raproi
bi do.Ex.
Anunci adocasodoPi ngoDoceem Por tugal.

2ºCasosdemanobr
afal
hada

Ist
oacont ecequandoaconexãomani puladapelasparteséinócuapar aatingir
or esultadopr etendido.P.ex.A casadocom B,ambosgui neenses,pretende
casar-senov ament eem Dakarcom asuanamor adaC,também gui neense,na
err
ónea conv icção que est ari
am suj ei
tos a permissão da bigami a da lei
senegal esa.Cont udo,porf orçadadi sposiçãosemel hant
eaoar t.º49.ºdo
nossoC. C,al eisenegalesamandaat enderal ei
guineensequantoacapaci dade
mat r
imoni al.Comosepodeconst ataramudançadel ugardecel ebraçãodo
casament onãoal ter
ouem nadaaapl i
caçãodal eimateri
alguineensequant oa
i
mpedi ment osmat ri
moniais.(ar
t.º1601.ºal.c)C.C)

3ºCasodai
rr
elev
ânci
adaconexãocr
iadapel
aspar
tes

Aspar t
esporf orçadaaut onomi
adev ont
adeescolhem aleiapli
cávelao
cont
ratosóqueest aescol
hanãoobedeceaorequi
sit
odaseriedadeínsi
tano
nº2doar t
.º41doC. C.
,l
ogoaescolhanãoéefi
caz,
peloquenãosepodef al
ar
aquideverdadei
rafr
audeálei.

Mest
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vo2013/2014

5.AFr
audeàl
eief
igur
asaf
ins

5.
1ROPIeFr
audeal
ei

93 NoDi rei
toI nternacionalPriv
adoháf r
audeàl eisegundoagener al
idadeda
doutr
ina,mast ambém ent ende-sequeoâmbi todef raudeàl eieaor dem
públi
caporv ezesconf undem-se,poi
safinal
,aquil
oquenosdoi sinstit
utosestá
em causaéav iol
açãodasf i
nali
dadesessenciai
sprosseguidaspelaleiint
erna
dedeterminadoor denamentoj ur
ídi
co.
Noent anto,ent reosdoi sinstit
utoshápont osdedi st
inçõesquepodem ser
subdivi
didasem t rês:

1.Quant
oaof
undament
o

Na ROPI a não aplicação da norma tem como f undamento a sua


i
ncompat
ibi
l
idade materi
alcom os v al
ores t
idos porfundamentai
s pel
o
or
denament
ojurí
dicodoEstadodofor
o.

Nafraudeal ei
,ai
rr
elevânci
adanormatem avercom ofactodeocont
eúdodo
el
ement odeconexãotersido,def
ormafr
audulent
a,manipul
adapel
aspart
ese
est
amani pul
açãoviol
aosf undament
osvalor
ativ
osqueest ápordet
rásdos
el
ement osdeconexão.

2.Quant
oaopor
tuni
dade

AROPIchamadaai ntervi
rdepoi
sdadet er
minaçãodaleiapl
i
cáv el
,poi
séneste
moment oqueseconcl uiqueoresul
tadomateri
alaqueanor madesignadanos
conduz é i
ntol
eráveldo pont o de vist
a dos pri
ncípi
os fundamentai
s do
ordenament
ojur
idicoguineense.

Afraudeal eiéumaquestãoqueér esol


vi
danomoment oem queseestáa
det
erminaraconexãor
elevanteparar
esolv
eraquest ão,condi
çãoprév
iapar
a
det
erminaçãodalei
materi
alapli
cáv
elaquestãopr
ivadainter
naci
onal
.

3.Quant
oaoobj
ect
odapr
otecção

Mest
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Gaul
leCunhaPer
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l
ecti
vo2013/2014

A ROPIv isapr ot
egerasnor masi mperati
vaseosv aloresf undament aisdo
Estadodof oro.
Af raudeál eivi
sapr ot
eger ,nãoapenasasnor masi mper ativ
asdoEst adode
94
Foro,comot ambém ev entuaisnor masimper at
ivasest rangeira,poi sestáem
causav aloresquesepr endem com aescol hadoel ementodeconexão.
4.2. Fr audeal eief órum shopping
Nof órum shoppi ngaspar t
espr ocedem aescol haaescol hadoor denamento
j
ur i
diconoqualpr esumivelment everãooseucasor esol vidodef ormamai s
favor ável.Aquinãopodemosf al
arem nenhumamanobr afraudul enta,porqueo
F.Sr esul t
adaapl icaçãodal einost er
mosl egai
s,poisaspar t
esacci onam um
element odeconexãoqueest áem cont actocom asi t
uaçãoi nternacionalem
análise, sem necessidadedequal quermanobr adefraudatória.

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
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todeBi
ssau–Di
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vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

4.Sançãoaf
raudeal
ei

Jáhav íamosdi toqueasnor masdeconf l


it
osnãosãoneut r
ais, poisatr
ásdel as
95
estãoum conj untodev alor
esef inalidadesquesepr ocur aat i
ngir
.E,par aa
efect i
v açãodest esv al
oresénecessár i
oqueasconex õesquedesencadei am a
aplicaçãodedet er minadal eisejam conexõesr eaiseaut ênticos.
Parai sso, em r elaçãoasançãoaapl icaraf r
audeal eiadout r
inadi vi
de-seent re
ai nef i
cáci adassi t
uaçõescr iadasouai r
rel evânciadasmesmassi tuações
const ituídaspel aspar tes.
Apr imei r
aposi çãoj áéconheci da,lembr em- sedocasoBeauf fremontem quea
j
urispr udênci a f rancesa deci diu pel a nul idade e i noper ância da nov a
naci onal i
dade;
A segundaéadef endidapel agr andemai or i
adadout ri
naPor tuguesaque
cri
ticouapr imei raporserexcessi va,umav ezque,oest adodof or
onãot em
j
urisdi çãopar adecl ararv áli
daounul a,porexempl o,nocasoBeauf f
remont ,a
natur alização,mast ãosór ecusarqual queref eitoaessanat urali
zaçãoat r
av és
daapl icaçãodanor madeconf l
it
os.Logo, asançãopr opugnadaporest atese
passa pel a aplicação da l eique as par tes pr ocuram af astarat r
av és da
manobr af r
audul enta.

Qual
aposi
çãodoC.
C.gui
neense?

At
ent
emosnoar
t.
º21.
ºat
rav
ésdasuaanál
i
seher
menêut
ica.

“Naapl
icaçãodasnormasdeconf l
it
ossãoirr
elevant
esassit
uaçõesdefact
o
oudedirei
tocr
iadascom oint
uitofr
audul
entodeevitaraapl
i
cabi
li
dadedalei
que,
noutrasci
rcunst
ânci
as,
seriacompetent
e.”

Ocami nhoadopt adopelolegisl


adorvainosentidodasegundaposi ção.Para
melhoroper ceber mosvamosanal i
sarasuaprevisãoeestatui
ção.
Aprevisão( asituaçãoconcretadev i
da)destanormat em um duplorequi
sit
o:
obj
ecti
v oesubject iv
o,al
iás,
quet í
nhamosvistoanteri
ormente.
O grande pr obl ema relat
ivamente ao pressuposto subject
ivo é a sua
comprov ação,isto é,como demonst rarqueex i
steefect
ivamenteo intui
to

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

fr
audul ento?O cami nho a segui ré r ecor
rer-se aos elementos obj ect
ivos,
atr
av ésdaaf eriçãodosf actoscom baseem j uízodepr obabil
i
dadef undadas
em regr asdeexper iencia.
Quant oaest atuiçãodoar t.
º21. ºencont r
amosumasançãoqueoper aaoní vel
96
da nor ma de conf li
tos,si gni
ficando que no pl ano da val
idade dos act os
j
urídicosquet enham si do celebr ados,porset rat
ardequest ão dedi reit
o
mat eri
al,oar t.
º21ºnãot omaposi ção.
Consequent ement e,a sanção consi stena ir
relevânci
a da conex ão quef oi
cri
adaar ti
fi
cialment epel aspar tes,ousej aainoponi bi
li
dadedal eidesignada
poressaconexão.
5.Fr audeal eidof orov sfraudeal eiest
rangei r
a

Éumadi stinçãoqueoar t.
º21.ºC.C.nãof az, masqueadout ri
natem suscitado,
pondoem di álogoaescol adeCoi mbr aedeLi sboa.
ParaosdeCoi mbr aédespi ci
endat aldiscussão, poisoar t.
ºnãodiznada, pel
o
queopr oblemadev eserresolvidodamesmaf or
maqual querquesej aaleiem
presença.
Jápar aaescol adeLi sboaépr ecisosaberseaf raudeal eiati
ngeal eidof or
o
oual eiestrangeiraeconsoant eocasoasol uçãov ar
ia.
Quandoaf raudeal eiati
njaaleidof oroaf r
audedev esersanci onada;quando
ati
njaal eiest r
angeirasóem casospar ticularesésanci onada.
Em quesi tuaçõesi stoocorre:
Primeir
odev e-
seindagarseal eiestrangeir ar eageounãoaf r
aude.Sesenão
reagir
,istoé,seconsi der
aef i
cazassi tuaçõesdef actooudedi r
eitocr i
ado
pelaspar tescom oi nt
uit
of r
audul ento,ent ão,nãof azsent i
doaplicaroar t

21.º,poisseassi m nãof osseest ar í
amosaat entarcont r
aahar moni ados
j
ulgados.
Noent anto, senãor eagimoschegar í
amosaum r esultadochocant eat ent
atóri
o
danossaO. P.I
.

6.PREVENÇÃOAFRAUDEALEI

Paraal
ém dassançõesdoart
.º21ol egisl
adorencont
rououtr
afor
made
prev
eni
ramani
pul
açãodecer
tasconexões,atr
avésdequatr
ofor
mas:

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
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ernaci
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l
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vo2013/2014

1ºI
mobi
l
izandoomei
odeconexão

Vg.ar
t.º53/
1e2ear
t.
º55/2

97
2ºAt
ri
bui
ndor
elev
ânci
aaant
eri
orconcr
eti
zaçãodoel
.Conex
ão.

Ar
t.
º29.
ºdoC.
C,aoní
vel
dacapaci
dadedaspessoas.

3.
ºEst
abel
ecendol
i
mit
esar
elev
ânci
adaescol
hadaspar
tesdecer
tal
ei

Ar
t.
º42º
/2

4ºOpt
andoporel
.Conexãonãof
aci
l
ment
emani
pul
ávei
s

Art
.º33º,apr
eponder
ânciadasedeadmi
nist
rat
ivadapessoacol
ect
ivaem
det
riment
odasedeest
atut
ári
a.

BI
BLI
OGRAFI
ASUMÁRI
A:

Bapt
ist
aMachado,
Lições…,
pp.273-
286

Fer
rerCor
rei
a,Li
ções…,
pp.
421-
426

Li
maPi
nhei
ro,
Dir
eit
oint
ernaci
onal
pri
vado,
Vol
.
I,pp.383-
390

Mar
quesdosSant
os,
Dir
eit
oInt
ernaci
onal
Pri
vado,
Sumár
ios,
pp.
175-
182

TouChanKao,Doproblemada“fraudeàl ei
”nodirei
toi
nter
naci
onalpr
ivado,
Admi
nist
raçãon.
º94,v
ol.XXI
V,2011-4.
º,pp.1157-
1192

§15ºI
NTERPRETAÇÃOEAAPLI
CAÇÃODODI
REI
TOESTRANGEI
RO

Amat éri
aquenosv aiocuparagorat
em av ercom cr
it
éri
osquepresi
dem a
det
erminação,apl
i
cação,del
imi
taçãoepreenchiment
odel acunasdodir
eit
o

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
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Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

mat eri
alest rangeir
odesi gnadopel onossosi stemadanor madeconf l
i
to.Dit
o
deout romodo,asr egrasdeconf lit
os,quandosãobi l
aterais,conduzem ou
podem conduzi ràapl i
cação dedi reit
oest rangei
ro pelo Juizdo f or
o,quer
mat eri
al,querdeconf l
it
os( em casosder eenv i
o).Estaapl i
caçãododi r
eit
o
98
estrangeiropel oJuizdof oroév ist
acom pr eocupação.
Ora,est e di reit
o estrangeiro deve serv i
sto como um f acto ou como um
verdadeirodi reit
o(aspar test êm queoal egarouoJui zconhece- o)?
Equai sasf ont esdessedi r
eito(asdal excausaeouasdal exf ori)
?
Porexempl o,admi te-seaj uri
sprudêncianodi rei
toingl
êsouocost umeno
dir
eitochi nês) ?Equai sasr egrasinterpr
etati
vasdodi r
eit
oest rangeir
o?
Começar emospel adef i
niçãododi reit
oest r
angeiro.

Direi
toestr
angei
ro,segundoMagal hãesCollaço,éodi r
eit
ov ali
do,ef
icaze
vigent
e num det er
mi nado or
denament ojurídico,i
ndependentemente do
reconheci
mentopolí
ticooudipl
omát i
co,porpartedoEstadodof oro.

Comopodem const at
ar,quando,pel
aviadanossanormadeconf l
itosenosso
si
stemadedev ol
uçãochegamosaconcl usãoqueaL1aplicaumadet er
minada
Lei(X)então,ist
o querdi zerque estamos a f
azerapelo as disposi
ções
materi
aisdest
aleiest
rangeir
a.

Sãoest
esassunt
osqueocupar
ão,
ent
reout
ros,
asnossasaul
asásegui
r.

Diziaoemi nent
eZweigertparail
ust
rarasdif
iculdadesdeconhecerodi
rei
to
estrangei
roque“ojui
znãov i
venacomunidadejurí
dicaest
rangei
raeháor
isco
evidentedequeeleapl
iquedi
rei
tomortoenãodireit
ov i
vo”

Assim,comoéqueojui
zdoEstadodeforodevepr
ocederpar
adeter
minarest
e
dir
eit
o?Ouseja,
comoéqueojuizdoEstadodofor
opodeconhecerest
edir
eit
o
estr
angeir
o?

Pont
opr
évi
o:

A apl
i
cação do Direit
o Estr
angei
ro éal
hei
aao reconheci
ment
o pol
í
tico do
Est
adooudogov ernodesteEstadopelo Est
adodo forooupel
arestante
comunidadei
nter
nacional.

Consequent
ement
e,oj
uizdoest
adodof
orodev
eapl
i
car
,em cer
toscasos,o

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

Dir
eit
odumapot enciaocupant
edeum det erminadoEst adomesmoquando
nãoreconheçaestaocupaçãoe,poroutrolado,deve-seapli
carasnor
masde
di
reit
opri
vadoefectivament
eapli
cadasnum determinadoterr
it
óri
omesmoque
emanadodum gov ernodemudançar ev
oluci
onari
ader egi
me,sal
voseviol
ara
99
ROPI.

Outro:a norma do di
reito pr
ivado do Estado est
rangei
ro não deve ser
necessar
iament
e de fonte estadual( podem ser de normas do Di r
eito
I
nternaci
onal
,di
rei
tor
eli
gioso,j
uri
sprudencial
eatéocostumeeadout ri
na)
.

2.I
nter
pret
açãoeapl
icaçãododi
rei
toest
rangei
ro

Ojui
zqueapli
caodi r
eit
oest
rangei
rot
em deoint
erpret
ardeacordocom a
dout
ri
naeajur
ispr
udênci
adominant
enopaisdeor
igem.Éestaaregraí
nsi
ta
don°1doar
t.
°23°C.C.

I
stosi
gnifi
caqueodir
eit
oestr
angei
rodev
eapl i
car-
setalcomoser
iaapl
i
cado
pel
osórgãosdeapl
i
caçãodopai
sem quetem or
igem.

Em t er
mos pr áti
cos si gni
fi
ca que deter
minada a competênci
a de um
ordenamentojurí
dicoestrangei
ropararegul
arocaso,naprocur
adasnormas
concret
amenteaplicáveisdeverespei
tar
-seosist
emadef ont
esvigent
enessa
l
ei (
font
esformais:costume,doutr
ina,
jur
ispr
udênci
aet
c)

Senalexcausaev igor
arem disposiçõesdedirei
toconsuetudi
nár
ioout r
atando-
sedeum pai sem queaj uri
sprudênciaconstit
uifonteimediat
adedi rei
to
dev
erãoapl i
car-
seasr el
evantesr egrasconsuetudi
nári
asouospr ecedentes
j
uri
sprudenci
aisvincul
ativ
osnocaso.

Quanto ai
nterpr
etação el
anão segueo regi
medisposto no ar
t.
º9°C.
C.,
fi
candosuj
eit
aasr egr
aseaométodoutil
i
zadona“l
excausae”.

Porexempl
o:

a)Se se t r
atarde uma disposição de di
rei
toinglês l
egisl
ado,onde a
i
nterpretação dos st
atues é fei
ta at
ravésda i
nterpr
etação l
i
ter
alou
rest
rit
iva,deveserest
eocami nhoquedev emostri
lhar.

b)Seset
rat
ardodi
rei
tof
rancêsat
écni
caàsegui
réor
ecur
soav
elha

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

máxi
maai
ndaem v
igorem Fr
ança:
incl
ari
snonf
iti
nter
pret
ati
vo.

I
stonãoquersi
gni
fi
carqueoj ui
zsegui
rácegamenteai nt
erpr
etaçãodeuma
nor
maem consonânci
acom odi rei
toest
rangei
ro,poi
sem cer t
assit
uações
dev
eafast
ar-
sedel
afundadament
e.
100
Per
antediver
gênci
asdoutri
nári
asej uri
sprudenci
ais,ojui
zdeveseguiratese
dominant
e,recor
reras prát
icas cor
rentes e at
é ao direi
to compar
ado da
mesmaf amíl
i
ajurí
dicaeporfi
m aosprincí
piosgeraisdodi
rei
to.

3.Di
rei
toest
rangei
roei
nconst
it
uci
onal
i
dade

Naaplicaçãododirei
toestr
angei
rooj
uizpodeserconfr
ont
adocom aquestão
deinconsti
tuci
onal
idadedasnormasmateri
aisdodir
eit
oestr
angei
roem face
daconstit
uiçãoest
rangei
ra.

Seaquest
ãof
ortrazi
daabail
aper
anteotr
ibunalgui
neense,
ojui
zpodeapr
eci
a
-
ladamesmafor
maquef ar
iaoTri
bunal
respecti
vo.

Como?

1ºPasso:Ot ribunalguineensecomeçaporv erif


icarse,nalexcausae,vigora
um sistemadef i
scal
izaçãodaconst it
uci
onali
dadeouout romecani smoque
i
mpeçaaapl i
caçãodanor ma.Porex.EUAosi st
emadef i
scali
zaçãoédi fusa
(podeserfei
taporqual quertri
bunal
);em Por
tugaléconcentrado(sóot r
ibunal
consti
tuci
onalpodeconhece- l
o).

NaGuiné-
Bissauoart
.º126º/
2adopt
aosi
stemadef
iscal
i
zaçãoconcent
rado,
i
nci
dental
econcret
a.

Senal excausae,f orper


mitidoaost ri
bunaiscomunsr ecusaraapl i
caçãode
umar egracom f undamentonasuai nconst
it
ucionali
dade,oTr i
bunalt
eráque
apreciaraquest ãomas,paraef ei
to,deverecor
reraj ur
isprudênciaeadout r
ina
existentesnaquelepaisqueev entualmentejáset enham pr onunci
adosobrea
mat éria ou sobre matér
ia conexa (2ºpasso) .O v oluntari
smo inovadoré
proibidonestasenda!

Est
arecusadeapli
caçãonãopodesigni
fi
carqueosTr ibunai
sguineenses
est
ãoaactuarcomoórgãodegar
ant
iadaconst
it
uiçãoest
rangei
ra,masét ão

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

sóor espeit
opelaharmoniajurí
dicai
nter
naci
onaleanecessi
dadedet
utel
ara
expectat
ivajur
ídi
cadosi
nteressados.

4.Det
ermi
nação,
alegaçãoepr
ovadodi
rei
toest
rangei
ro

101 Paradeci
dir
,ot r
ibunalpreci
sadeconhecerosf actoseoDirei
toe,segundoo
pri
ncí
piodedisposit
ivo,
osf actosdevem seral
egadosepr ov
adospelaspart
es,
masodi r
eit
odev eserconhecidopeloTri
bunal(art
.º664°CPC).

Oconheci
mentododirei
toestrangei
ronãoét arefaf
áci
l,pori
sso,em al
guns
paí
ses exi
stem inst
it
utos especial
izados para for
necer aos tr
ibunai
s
i
nfor
maçõessobr
eocont eúdododirei
toestr
angeir
o.

Hoj
e o pr
oblema é ameni
zado com a i
ntr
odução das nov
as t
ecnol
ogi
as,
máxi
meinter
net.

Naimpossi
bil
i
dadedadet
ermi
naçãododi
rei
toest
rangei
ro,comodescal
çara
bot
a?

Mui
tasposi
çõesdout
ri
nar
iasej
uri
spr
udenci
aisf
oram av
ançadasdesde:

a)Opçãopelaimpr ocedênci
adapr et
ensão(sistemaingl
êsem queodi r
eit
o
estr
angeir
oév istocomomer of act
odev endoasuapr ovaserefect
uada
portest
emunhasqual i
fi
cadas,segundoosi stemadaex per
tWi t
ness,i.
e,
nãoexisteum dev erdeapl icaçãoofici
osadodi r
eit
oest r
angei
ropelos
tr
ibunai
singl
eses).

b)O t
ribunalpodedizerquenãov
aij
ulgarpordesconheci
ment
ododi
rei
to
est
rangeir
o(nonl
iquet)
;

c)Or
ecur
soaospr
incí
piosger
aisdedi
rei
to(
dout
ri
nadomi
nant
e);

d)Af
ixaçãodoconteúdoatr
avésdepr
esunções(Fer
rerCor
rei
aeMar i
aJoão
Mi
moso, dout
ri
naalemã,
poissãomei
oslegít
imosdeprovaar
t.
º349ºCC);

e)Recur
soaodi
rei
todapot
ênci
acol
oni
zador
a;

f
) Recur
soal
eiant
igaconheci
daem pr
ejuí
zodal
einov
adesconheci
dae,

g)Porf
im,
aapl
i
caçãododi
rei
todoEst
adodof
oro.

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

Asoluçãopar
aopr
obl
emaest
áconsagr
adanosar
ts.23º
/2e348ºCCear

721º
/3CPC

Pelon°2doar t.
º23°r ecorr
emosaleisubsidi
ari
ament
ecompetent
e.Como
deter
minaraleisubsidi
ari
ament
ecompetent
e?Hav er
áum ónusdeal
egaçãoe
102 provadodir
eit
oestrangeir
osobr
easpar
tes?

A det er
minação do di
reit
o apli
cáv
elnão dependedealegação daspar t
es,
porquenodi rei
toguineenseasnor masdeconfli
tosãov
inculat
ivasdevendo,
portanto,oTribunalprocederasuaapli
caçãomesmoqueaspar tesnãoo
tenham fei
to(art
.º348°/2C.C.)

Nãoháum ónusdeal egaçãonem depr ovadodi rei


toestr
angei
ropel
aspartes,
como compr ova a 2ª par t
e do nº 1 ( “…mas o Tr i
bunaldeve pr
ocurar,
ofici
osamente,obt er o respect
ivo conheci mento…”
) e o nº 2 do ar t.
º
348°(“…conhecimentoof i
ciosoi
ncumbet ambém aot r
ibunal
,semprequeeste
tenhadedeci dircom basenodi reito… estrangei
roenenhumadaspar t
eso
tenhainvocado….)
,ali
ás,ajuranovi
tcuri
a!

Como?

Podeserporvi
adecooper
açãoj
udi
ciár
iavigentenest
amat éri
aoufazerusode
quai
squerout
rosmei
oscomosejam aconsultadepubli
caçõesest
rangei
rasou
aInt
ernet
.

Na Europa exi st
e mesmo uma Conv enção sobr
e o Dir
eit
o Est
rangei
ro
(Conv
ençãodeLondr es,de7junho1968)
.
NaGuiné-Bissaupodia-serecor
reraoGabinetedeDocument
açãoeLegisl
ação
daProcuradoriageraldaRepublicamas,infel
izetei
mosamenteai
ndanãof oi
i
nstal
ada.

Chegadosaqui
,vamossumar i
amentefal
ardeumaquest
ãomer ament et
eóri
ca
nosi emaci
st vi
llaw,com rel
evânci
anoâmbi t
odorecur
so,qualseja,odir
eit
o
est
rangei
ronaGuiné-
Bissauéum merofact
oouéum ver
dadei
rodireit
o?

Nosist
emai ngl
êsodir
eit
oestrangeir
osãomatér
iasdefact
opeloquequando
nãoseconsegueconhece-l
o,oj ui
zdevedet
erminaraimprocedênci
a(assi
m
também nosist
emasenegal
ês-art.
º850§2e3Códi godaFamíli
a).

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

MasnaGui né-Bissau,olhandopar aor egimef ixadonosar t


.º348e23°CC
podemosconcl uircum gr anosal i
s,queodi reit
oest r
angei rotem oest atutode
verdadei r
odi rei
to,asemel hançadeout rossistemasmi t
igados( i
tal
iano)enão
demer of acto(ver,supostament enestesentido,Cass.Fr ancesa1r eciv.,22oct.
103
2002; Cass.1r e civ
.,26 mai1999,os doi s acór dãos gi r
am em t orno de«
l
'applicati
on de l al oiét r
angère ainsidési gnée i mpose au j ugefrançai
s
d'enrecher cherlat eneur»),poisnãoháum ónusdeal egaçãoedepr ovado
direi
toest rangeiropelaspar tes,masum mer odev erdecol aboraçãodaspar t
es
com o t ribunalno sent i
do deo aj udaradescobr iro cont eúdo do di r
eit
o
estrangeironaopi niãodeMar i
aMi moso, umaobr i
gaçãodemei osquei ncumbe
aspar tes.
Consequent ement e,odi r
eitoest r
angeir
oenquant ov erdadeir
odi rei
todev eser
conv enientement ei nt
erpretadaeapl i
cada,poi sav i
olaçãodest espar âmet r
os
const i
tuem f undament opar aor ecur
soder evista(art
.º721º /2e3CPC) .

Porúl
ti
mo,v
amosf
alardacont
radi
çãoent
reon°3doar
t.
º348en°2doar
t.
º
23°C.
C.

Conf
rontandoasduasnor masv eri
fi
camosqueon°3doar t
.º348°manda
at
enderasr egrasdoDir
eit
ocomum gui neense,
aopassoquenoar
t.
º23°/
2CC
or
dena-seor ecursoal
eiqueforsubsi
diari
amentecompet
ent
e;

Comocompat
ibi
l
izarasduasnor
mas?

Nafaltadedeterminaçãodocont eúdodaleiest
rangei
racompet
enterecor
rer-
se-
áal eioul
eis,
subsidiari
amentecompetent
esnost er
mosdon°2doar t.
º23°
e,f
alt
andoestas,entãor ecor
remosaleigui
neensetalcomosedispõenoart.
º
348°/
3CC. (v
ejanomesmosent i
dooAcordãodaCass.1reci
v.
,13nov.2003).
*
***

BI
BLI
OGRAFI
ASUMÁRI
A:

Bapt
ist
aMachado,
Lições….
pp.242-
251

Fal
l
,PapaTall
a,CoursdeDroitInt
ernat
ional
Pri
ve,
Pol
i
copi
ado,
FSJP,
pp.
17-
18
Fer
rerCor
rei
a,Li
ções…pp.427-435

Li
maPi
nhei
ro,
Dir
eit
oint
ernaci
onal
pri
vado,
Vol
.Ipp.449-
455

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

MarquesdosSantos,A apl
i
caçãododirei
toestrangei
ro,Est
udosdeDi
rei
to
I
nter
naci
onalPr
ivadoedeDirei
toPúbl
i
co,
Almedina,2004.

104 §16ºEXCEÇÃODEORDEM PÚBLI


CAI
NTERNACI
ONAL

1.
INTRODUÇÃOENOÇÃO

Quando,porf or
çadanossanor madeconf l
it
os,chegamosaL2,nãosesabe
quantosordenamentojur
ídi
cov ãoserchamadosparar egul
arocaso,
porissoé
quecr i
ou-
seum i nsti
tut
oquef uncionacomoum v etoaentradananossa
ordem j
urí
dicadenormasest r
angeirascont
rar
iasasnossasconcepçõeséticas
dosbonscost umes.

Areservadeor dem públi


caint
ernaci
onaléum limiteàaplicaçãodoDi r
eit
o
est
rangeirocompetent
esegundooDi rei
todeConfli
tosouaor econheci
mento
deefeit
osdeum act opúbli
coestr
angeir
o.Const
it
ui,porout
ro,ladoum desvi
o
aocaracterf
ormaldodirei
todeconfl
it
os.

AROPIédi f
erentedaor dem públicainternaconst antedoar t
.ºart
s.271º /1,
280º
/2 e281ºCC umav ezqueest a constit
uium conj unto deprincípi
os
i
mperati
vosf
undament ai
sinderrogáveisporef ei
todev ontadedaspar t
es,logo
um l
imit
eaaut onomiadev ont
adet antonar elaçãoi nternacomonar elação
i
nter
naci
onalem quesedev eapli
caroDi r
eitoInternogui neense.

Aordem publi
cainter
naci
onal éconjuntodepri
ncípi
oséti
co-j
urídi
cos,rel
i
giosos,
pol
íti
cos,bem comocr i
téri
osr elat
ivosaorganizaçãoeconómi co-
socialque
di
ferenci
am um ordenament oem f acedosdemai s.Dit
odeout romodo,são
pri
ncípi
osét i
cosmor ai
sej ur
ídicosquei nf
ormam umadet erminadaor dem
j
urí
dica,logoum li
miteaapl i
caçãodal eiest
rangeir
aconsi
deradacompet ent
e
pel
anossanor madeconf li
tos.

São pr i
ncípi
os essencial
mente com assent o const
ituci
onal e est ão
i
ntri
nsecamenteli
gadosaosdireit
osfundament ai
seconsti
tuem oelencodos
pri
ncí
piosqueosest adosquerem verrespei
tadosmesmoqueest ejam em
causa rel
ações priv
adas int
ernaci
onai
seal i
gação com o f oro seja
consi
deravelment
eténue.

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

2.NATUREZAJURÍ
DICADAROPI
Anat
urezadaROPIfoimuit
obadaladanadout
ri
naepunhaem di
álogo,
porum
l
adoPil
leteManci
nieWeiss,porout
ro,
Savi
gny.

105 ParaaquelesaROPIdev eserv i


stanaper spect
ivadaterri
tor
iali
dadedasl eis,
i
.e.,não como um l i
mit
e a aplicação do direit
o estr
angeiro mas uma
caract
erí
sti
caintrí
nsecaacertasnor masmat eri
aisdoEstadodof oro,porisso
nãoseriaumaexcepção,masser i
am comoqueumai mposição“ apr i
ori”do
regime consagrado no dir
eit
oi nterno em detriment
o da l eiestrangeira.-
Concepçãoapr i
oríst
icadaROPI;

ParaSav ignyeor estodadout r


inaaROPIconst i
tuiverdadei
raexcepçãoou
l
imiteasol uçãomat er
ialdadapelodi r
eit
oest r
angei
ro,i.
e,quandoasol ução
materialconcr
etaaqueodi rei
toestrangei
roconduzéi nt
oleráv
elfaceacertos
pri
ncípiosenormasdaor dem j
urí
dicaguineense.Concepçãoaposteri
ori
sti
ca.

3.FI
GURASAFI
NS

a)ROPIVSOPI

b)ROPIv
sNAI
A NAI ,par a Mar ques dos Sant os,nor mas “ aut ol
imitadas”e de apl icação
necessár ia,paraLi maPi nhei r
o,nor masdeapl icaçãoi medi ataenecessár i
a,
paraFer rerCor reiaenor masi nt
ernacionaisi mper ati
v aspar aDár i
o Mour a
Vicente, sãoac ri
açãodeu mj uri
st
ag r
ego(France s
cak i
s),
quee m 19 50ter
áident
if
icado
essasc arac t
erí
st
ic
a s:el
ev erifi
couqu ee xi
st
iams i
tuaçõesjurídi
ca si nt
ern
aci
onaisqu e
eramreg uladasdeformae spe ci
alequ eessasnorma stinhama sme sma scara
cterí
sti
cas.
Procur
ai den t
i
fi
carose l
eme ntost í
pi
cosd ess
asn orma sdea pli
caçãoi me di
ataevaientão
const
ruiru mat e
ori
a.
Noqu et ocaàde f
ini
çãoda sn orma sdea pl
ic
a ç
ã oime di
a t
ad eved i
z er-
sequeestass ão
normas de di r
eito mater ial,
espacial
ment e aut o-l
imitadas,dot adas de uma
particul arintensidadevalor ativ
a.
Comoex.dest etipodenor masnonossosi st
ema, cit
e-seoAr t.2223ºC.C.
As norma ss ãod e apl
icação i mediata por que não esper am pel o sistema
confli
tual .

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

Asn or
ma sdea pl
ica
çãoi medi
atadevidoàs uai
n t
ensi
dadeval
or
ati
vapermi
temu ma
derr
ogaçã
odos i
stemac onf
li
t
ual.
Asn or
ma sdeapl
icaçãoimedia
taconsti
tu
e mems iumae x
cep
çãoa osi
ste
mag er
alde
normasd econfl
i
tosd elei
sn oe sp
aç oet êm,deu m modog er
al
,pr
ecedênci
aou
106
preval
ênciar
elati
vament eaessasr egras.
Assim,podemosdi sti
ngui-l
adaROPIdasegui nteforma:

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

a)Quant
oaof
im

AROPIv i
saimpediraproduçãodeefei
tosjur
ídicosi nsuportáveisem vir
tudede
107
apli
cação de uma l eiestrangei
ra;i.
e,quando pel a apli
cação do di r
eit
o
estr
angeiroresul
tarumav iol
açãoatentat
óri
adospr incí
piosf undamentaisda
ordem jur
ídi
canacional
,el
a,apesardecompet ente,nãopoder áseraplicada.
ANAIassegur aaapl i
caçãodasnor masmat eriai
sdoest adodof or
oast odas
assituaçõesquetenham com esteEst
adoumadet er minadaconex ão.

b)Quant
oaomododeact
uação

AROPIéumaexcepçãoaapl i
caçãodeum di r
eitoem pr
incí
piocompet
ente.
A NAI i nt
ervém em pr incí
pio independentemente da competênci
a do
ordenament ojur
ídi
coachamarpel anor madeconf l
i
to,ist
oé,actuaant
esda
determinação da leiest
rangei
ra e está maisl i
gadas com as normas de
confl
itosunil
ater
ais.

c)Quant
oaosef
eit
os

ANAItem comoefei
topri
ncipalaapl
i
caçãoatodasassi
tuaçõesem queexi
sta
umaconexãoespaci
alexi
gidaporest
asnormas.
AROPItem doi
sefei
tosquev er
emosmaisafrent
e.

4.CARACTERÍ
STI
CASDAROPI

Nãosendopossí v
elprocederaum el encodosprincí
piosqueconst i
tuem a
ordem públicadoestadodaGui né-
Bissau,vamosentãot ent
arsurpr
eenderas
caracter
íst
icasessenci
aisdaROPI.
Diz-seentãoqueaROPIéNaci onal,Excepci
onal
,vagaoui mpreci
sa,act
ual
,
concretaer el
ati
va.

1.Naci
onal,nosen
ti
dodequ ev
ari
aas uadimensã
odeordena
me ntop ar
a
or
denament
oju

di
co.Hav
erápa
ísesem qu
eaRe ser
vadeOrdem Pú bl
i
ca
I
nt
ern
ac i
ona
lésusc
it
adamai
sveze
s.Par
aFlorbel
aPiresanacional
idade

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

nadat em av ercom osef eitosmassi m com af ontedaROPI .Assi m


também Magal hãesCol laço“ nãohánadamai snaci onalqueaor dem
públ i
cai nternaci onal ”
2.Excepci onal ,quer endo si gnificarque a ROPIé uma cl áusul a de
108
salvaguar da,poi snãoconst i
tuium mecani smoder eacçãoaapl icação
dal eiest r
angei raem t odososcasos,massóquandoocont eúdodest a
l
ei rev elar-
sei ntol erável em facedospr incípiosfundament aisdal exf ori
.
3.Impr eci são ou v agui dade,por que se rás emp r
eoj ul
gad orqu ev ai
sub j
ectivame n t
ea v al
iaras it
uaçã oee lepr ópr
iode ci
di
r,comp ar
an do,noc a
s o
con cr
e to,aa pli
caçãod aleiestr
a n
g eirac omal eidoforo.
4.Act ual i
dadeecar acterconcr eto,t em av ercom omoment odasua
i
nter venção,i sto é,a sua det ermi nação,apr eci
ação e apl i
cação se
efectuam nomoment odar esol uçãodaquest ão.Ditodeout romodo,a
suadet ermi naçãoser áf eit
as emp ren omome nt
od oj
u l
game nt
o,en ãov .
g.n o
mome ntodapr opos i
turad aacç ão.Sónomoment odoj ulgament oéquev ai
serf eita a av aliação da i nterv enção da Reser va de Ordem Públ i
ca
Internaci onal .
AROPIdev eserv istanomoment opr esent eenãonaper spectivado
moment odaconst i
tuiçãodar elaçãoj ur í
dica,l
ogoasuav ariabil
idadee
deconcr eti
zaçãocasuí sti
ca.

5.Rel
ati
vi
dade

Est
áaquiem causaogr audeint
ensidadedonex
oquedev
eunirasi
tuaçãoea
l
exf or
i,poi
squantomai orforal i
gaçãocom oest
adolocalmenorseráa
exi
gênciadai
ntensi
dadedaviol
ação.

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

5.
PRESSUPOSTOSeREQUI
SITOSDEACTUAÇÃODAROPI

5.
1 Sãodoi
sospr
essupost
osconst
ant
esdoar
t.
º22ºCC:

a)Deter
minaçãoprév
iadaleicompet
ente,
109
b)Aleicompetent
edeveserumaleiest
rangei
ra.

5.
2. Requi
sit
os:

A-Exi
stênci
adeumaconexãoespaci
alsuf
ici
ent
eent
reasi
tuaçãodav
idaa
r
egul
areoEst adodef
oro.

ParaDar ioMour aVi cente,entreasituaçãodev idaaregul


areoEst adodef oro
deveexi stirumai ntensidadedenexo, poisquantomaisforchocanteav iolação
mai oréaconexãocom oEst adodof oro.
Ai ntensidadedonexov ar
ianar azãoi nver
sadai mportânci
adopr i
ncipiode
cujaav iolaçãoest áem causa.
Mesmoqueasi tuaçãocom of oronãot enhaumal i
gaçãosufici
ente,est a
l
igaçãocom of oro, queaOr dem Publi
caI nt
ernaci
onalexi
genormal ment e,não
será exigida,quando o que est i
verem causa f orem pri
ncí
pios que são
fundament aisatodaumacomuni dadeem quesei nsereoEstadodof oro.

B–Or esul
tadomat er
ialdal
eiestr
angei
raéint
oler
áveldopont
odevi
stado
est
adodof oro.A ROPInãof unci
onaem rel
açãoaoconteúdodeumal ei
est
rangei
ra.

6.
EFEI
TOSDAI
NTERVENÇÃODAROPI

Efei
tospr imári
os:consist enoaf ast
ament odal eiestr
angeiracompetenteem
funçãodor esult
ado;(art.º22º/1CC) .
Efei
tossecundár i
os:apl i
caçãodasnor masmai sapropri
adadal eiest
rangeir
a
compet enteouaapl icaçãododi reit
odesubst it
uiçãodesignadapeloelemento
deconexãosubsi diári
o( nº2ar t
.º22,pri
ncipi
odomí ni
modano) .
Sesenãoencont rarnaleiestrangeir
aal eisucedâneaentãoestaremosperante
umal acunaquedev eseri nt
egradanoâmbi t
odomesmodi rei
tocom recursoa
analogi
al egi
soui uri
s.

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

7.FUNÇÃODAROPI

Funçãopermissiv
a:possi
bil
i
taapr oduçãodeefei
tosqueal eicompetent
enão
110
permit
ir
ia.
Funçãoproibi
ti
va:i
mpedeapr oduçãodeefei
tosque,segundoal ei
competent
e,
dever
iam t
erlugar
.

8.REGI
MEJURÍ
DICONOC.
C.

Ol egisladorgui neenseadopt ouat esedeSav i


gnyquant oaomoment oda
actuação da ROPIcomo se r eti
ra da expr essão “não são apl i
cáveis os
preceitosdal eiestrangei r
a…”da1ªpar t
edonº 1doar t.º22ºCC.
Quant oaconsequênci adaROPIoar t
.º22ºCCdet erminaai napli
cabili
dadedos
preceitosdal eiest rangeiraquandoest aof endeaor dem públ i
cainternaci
onal
doEst adodof oro.
A desapl icação dal eiest r
angei radet er mi na,nost ermosdo ar t.
º22º /2a
aplicaçãoda“nor masmai sapr opri
adasdal egisl
açãoest rangeiracompet ente
(pri
ncipio do mí ni
mo dano)ou subsi di ariament e asnor masda l eii nt
erna
guineense.
Asegundapar tedoar tigodev eseri nterpr etadacom cui dado,poi s,quandose
refere“subsidiáriament e”deve- seentenderquedev emosai ndapr ocurardentro
dodi reit
oest rangeiroqualéal eisubsidiariament ecompet enteesóem ul ti
mo
casoapl i
carsubsi di
ar i
ament eal eidof oro,poi ssóassi m pr osseguiremosum
dosv al
oresessenci aisdoDI P,qualsej a,apr otecçãodaex pect
at i
vajurí
dica
dossuj eit
oser espeitopelopr i
ncí piodaconex ãomai sest reita.

9.Or
dem Publ
icaI
nter
naci
onal
noEspaçocomuni
tár
ioOHADA

A-GENERALI
DADES

Est
einsti
tut
oconst
it
uiapedraangulardaar
bit
ragem OHADAefuncionacomo
l
imit
eaaut onomi
adevontade.
Noentantonãoháumaconcor danci
asubst
ancialdanoçãodaordem publ
i
ca

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

nosdi f
erentesdi pl
omasquer egulam estamat ér
ianoespaçoOHADA.Vej a-se,
porexempl o,asnoçõesconst antesdoTr at
adodaOHADAedoRegul ament o
daAr bi
tragem doTCJAedoAUA.
Nestepar ti
cular,osart
s.25º§4doTOHADAeoar tº30.6.4doRegulament o
111
fazem referenciaanoçãodaor dem públi
canasuav er
tentedaor dem públ i
ca
i
nternacionalpar aefei
tosdo cont r
oledassent ençasar bi
tr
aispelosj uízes
estaduais aquando da aposi ção da formula EXEQUATUR e quando são
chamadospar aconhecerem osv i
ciosdasentençaar bit
ral.
O AUAadopt aumaconcepçãor edutor
adaROPI ,poisesteinsti
tutoétomada
dopont odev istadaordem publicadosEst adossignat ár
iosdoTr at
ado( artº
31º§4) .
B-REGI MEJURI DICODAROPINOESPAÇOOHADA

No espaço OHADA a or dem publ ica i nter


nacionalé v i
sta sobre duas
perspect i
vas:or dem publi
cadodi reit
oi nternacionalpr i
vadoeor dem publica
dosEst adossi gnatári
osdoTOHADA,conheci dat ambém poror dem publica
comum our egional
.
Opr imeirosegueor egi
medoar tº22ºdoCCeosegundoconst i
tuioconjunto
dasdi sposiçõesdodi r
eit
oOHADAedasr egrasexteri
or esaOHADA, ousej
a, as
regraslargament er
econhecidspelacomuni dadeinternacional
.
Aor dem publ icacomum our egi
onal deveserv i
staem duasper specti
vas:

1.Or
dem publ
icaAdjecti
va(processual
)
2.Or
dem publ
icasubstanti
va(mat er
ial
)

1.Or
dem Publ
icaAdj
ect
ivaoupr
ocessual

Aordem publi
caprocessualr
epousanor
espei
topel
ospr
inci
piossubst
anci
ais
doprocesso,
asaber:

a)Pri
ncipi
odacolegi
ali
dadedoTri
bunal
arbit
ral
(ar
tº4e8ºAUA);
b)Princi
piodaiguali
dadedaspartescorol
ári
odopr i
nci
piodocont
radi
tór
io
(art
º14º )
;
c)obri
gaçãodemot i
vaçãodasent
ençaarbi
tr
al(ar
tº20º§2AUA).

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

2.Or
dem públ
icasubst
anci
al

Tem av eressenci almentecom av i


olaçãodasr egr
asessenci asdodi r
eit
o
OHADA.
112
comoi ndagaressasr egrasessenciais?
A dout ri
naOHADA apont acomocami nhoor ecursoaodi rei
tocompar ado,
nestepar ti
cular,assim,naest ei
radeLaur enceIDOT,est aordem publ icatem a
ver com aquel as r egr
as f undament ais para o pr ocesso de i nt egr
ação
comuni t
ári
aet odasasr egrasqueconst antesdosi nst
rumentosint ernacionai
s
rat
if
icadospel osEst ados.membr os.
Porexempl o,surpreendemosnoar tº2º§2AUAumal i
çãoacabadadest eti
po
de or dem públ i
ca que pode t ambém serencont rada no cont eúdo das
sentençasem queadeci sãor epousanoscont ratosem queoobj ectonegoci al
encorajaadi scriminaçãor aci
al oureli
giosa, otr
áf i
codepessoas, cor r
upçãoet c.

*
**

BI
BLI
OGRAFI
ASUMÁRI
A:

Mar
quesSant
os,
DIP,
Sumár
ios…AAFDL,
1987,
pp.183-
189

Dar
io Moura Vi
cente,Da r
esponsabi
l
idade Pr
é-Cont
rat
ualem DI
P,Teses,
Al
medina,
2001,pp.677-
697;

Fer
rerCor
rei
a,Li
çõesdeDI
PI,
Almedi
na,
Rei
mpr
essão,
2002,
pp.405-
420;

Ger
aldodaCr uzAlmeida,oonusdapr ov
aem DI
P,Est
udosdeDi
rei
toCabo-
Ver
diano…2008,Gr
áfi
caPr ai
a,pp.115

J.Bapti
staMachado,Li
çõesdo DI P,3ªEdi
ção act
ual
i
zada(r
eimpr
essão)
,
Al
medina,Coi
mbr a,
2006,pp.253-
272;

Li
maPinhei
ro,Dir
eit
oI nt
ernacionalPr
ivado,Vol
.I,Par
teGer
al,Al
medi
na,3ª
Rei
mpr
essão,2001,pp.461-471;

PI
ERREMAYER,Dr
oitI
nter
nat
ionalPr
ivé,Edi
ti
onsMont
chr
est
ien,Par
is,Dal
l
oz,

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

1973,
pp.161-
169.

113

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

114

Sumár
iosdoDir
eit
oInter
nacional
Pri
vadoe
daArbit
ragem

ANOLETI
VO2013/
2014
VOLUMEI
I
(NÃOREVI
STO)
Par
teEspeci
al

OSI
STEMADEREGRASDECONFLI
TOSVI
GENTE

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
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toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
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ecti
vo2013/2014

§17.LEIPESSOALDASPESSOASSI
NGULARES

1.Noção,
âmbi
toedet
ermi
naçãodal
eipessoal
Antesdadef
ini
çãodal
eipessoal
,pr
imei
rov
amosdel
i
mit
aroqueéest
atut
o
115 pessoal
.

Porestat
uto pessoalent
ende-seo regi
mej ur
ídi
co daspessoasousej
ao
tr
atament
oequal i
fi
caçõesdadasaspessoaspel
odirei
to.

Dit
odeout r
omodo,oEst atut
opessoalenglobaoest adodapessoa( conjunto
de atr
ibutos consti
tut
ivos da sua indi
vi
duali
dade jur
ídi
ca,v .g.nascimento,
fi
l
iação,nome, poderpaternal
,casamento,dever
esconjugais,divór
cioemor te)
esuacapaci dade(apti
dãodeexer cerosseusdirei
tosecontrairobri
gações).

Vendooar t
º18º/2C.C.acabamosporchegaraconcl usãodequeaf inalo
est
atut
opessoaléum conjuntodepr oposi
çõesjur
ídi
co-materi
aisdesi
gnados
pel
asnormasdeconf
li
tospar aregul
arasmat ér
iascompreendi
dasnoart.
º25º.

Est
asmat ér
iasacompanham apessoanasuar el
açãocom out
rasor
dens
j
urí
dicas,
nãodev
endoem pri
ncí
piomodi
fi
car
-se.

Assi
m,aleipessoalsendoumadasprinci
paiscategori
asdoestatut
opessoalé,
em pri
ncípi
oal eidanacional
i
dadedoi ndi
vi
duo( art
.º31º/1)
ousejaa lex
pat
ri
ae,porisso,
cabeacadaEstadodefi
nirosseuscontornos.

Atenção:nãodevemosconf
undiraleipessoalcom al
eidanaci
onal
i
dade,poi
s
aleipessoalnãoédef
ini
daporum elementodeconexão,masporum conj
unt
o
demat éri
asqueessamesmanoçãoengl oba.

Vamosat
ent
arnossegui
ntesar
ti
gospar
aper
ceber
mosest
anossaaf
ir
mação:

Hácoinci
dênciaent
real eipessoaleleidanacional
i
dadesónoar t
º17º/2,poi
s
aquialei
pessoaléentendidonosentidorestri
to,
porisso,ochamament oqueé
fei
toaoestat
utopessoaléf ei
tapararegul
aramat éri
adeest at
utopessoalmas
só quando esta mat éri
aéi ndi
vi
dualizada pel
o el emento de conexão
naci
onali
dade.

Acont
ecequeal
eidanaci
onal
i
dadepodeserchamadonãopar
aregul
aras

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

matéri
asdoestat
utopessoal,masaout r
otít
ulo,v.g,noart
º45º
/3e,
em cert
as
ci
rcunst
anci
asal eipessoalnãoéal eidanaci onali
dade,masdaresi
dênci
a
habi
tual(
art
.º32º
/1ear t
.º52º/21ªpar
te).

2.Âmbi
to
116
Oquev amosagoratrat
artem quevercom adet er
minaçãodequemat
éri
as
f
azem par
tedal
eipessoalnosi
stemaguineense.

Oart
.º25ºéumar egr
ageralnoâmbi t
odoestat
utopessoal
,poi
sesclar
eceem
t
ermosgenér
icosquaisasmat ér
iasquecompõem oestat
utopessoal
,ousej
a,
émerament
eexempl i
fi
cat
ivo.

Conf ormepodemosv erif


icaraol
ongodocódi go,sãov ár
iasasdi
sposi
çõesque
ser eferem aleipessoal,int
egr
andonestacat egori
aasmat ér
iasdequese
tr
atam.Éocasodoar t
.º26º-per sonal
i
dadej urí
dica;art
.º27º-di
rei
tosde
personalidade,
art
.º30º-tutel
aeinst
it
utosanálogose60º-adopção.

Par
aalém dest
asmat éri
asaindaseincluem noâmbit
odaleipessoalosef
eit
os
da ausênci
a sobre a capacidade genér
ica de gozo ou sobre a pr
ópri
a
per
sonali
dadejur
ídi
ca,promessadecasament o,auni
ãodefacto.

Ainda,quando al
gumas questões rel
ativ
as as rel
ações de famí
l
ia e as
sucessõesnãopodem serr
econduzi
dosasn- cqueregul
am aquel
asmatéri
ass
mesmassãosubmet i
dasaoar t
.º25ºconjugadocom oart
.º31ºoucom 32ºdo
CC.

Outrachamadadeat enção:oar
t.º25ºnãoéuman.ccomplet
a,poi
snãoindi
ca
quala ordem j
urí
dica competente at
rav
ésda el
eição deum element
o de
conexão.

3.Det
ermi
naçãodal
eipessoal

Adeterminaçãodaleipessoalnãoépaci
fi
canahistóri
adoDIP,basicamentea
Escolaestat
utár
ia.OpondoSav i
gnyquedefendi
aal eidodomicí
lioeManci ni
quedefendiaopr i
ncí
piodanacional
i
dadecomoel ementodeter
mi nadordalei
pessoal
,poisestaerof undamentoeol i
miteaaplicaçãodoDireit
odecada

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

Est
ado.

Aprefer
ênciaporumaeout raai
ndaest
ánoadro,
masnoent
ant
oaopçãopel
a
naci
onali
dadeganhouterrenoem rel
açãoaodomicí
li
oqueépref
eri
dopel
o
si
stemadecommonl aw,pelospaí
sesdaAmér
icadosul
.
117
Aopçãoporumaouout rat em assuasv antagens,pr i
ncipal
mentesef orem
ponder
adasrazõesdeordem económi ca,
qual seja,ofenómenodami gração;p.
ex.par
aosEst adosdemui taemigração(comoéocasodaGB)f azsentidoa
manutençãodov í
ncul
oqueosunecom aGB.Out ro:ovínculodanaci
onali
dade
émai sfaci
lmentedeter
mi nadodoquear esidênciahabitual
,pri
nci
palmente
com agrandemobili
daderesult
antedaglobali
zação.

Noent ant
o,par
aospaísesdemaiorimi
graçãooptam maispelal
eidodomi
cíli
o
ouRHcomof ormade,porum l
adofaci
li
taracoesãojur
ídi
ca,comotambém na
faci
l
itaçãodaAdmini
str
açãodajust
iça.

O cami nho escol


hido pel
o nosso l
egisl
adoré a adopção do pr
incí
pio da
naci
onal i
dade como elemento de conexão pr
inci
palao nívelde estat
uto
pessoal,mesmopar aaquel
asquestõesrefer
ent
esaosguineensesresi
dentes
noestrangeir
o(art
.º31º/1CC).

Noentant
oestepri
ncí
pioél i
mit
adopelal
eidaRH,istoé,quandoonegóci

cel
ebr
adosegundoasdisposi
çõesdessal
ei(
art
.º31º/
2C.C.).

No entanto Li
maPi nhei
ro pr
efer
eumaar ti
culação,iur
econdendo,entr
eas
conexõesnacional
i
dadeeRH,est eul
ti
mot er
ár el
evânciaseoi nter
essado
resi
dirpel
omenoscincoanosnum det
erminadopais.

4.Per
sonal
idade,
est
adoecapaci
dadedaspessoassi
ngul
ares

Aper
sonali
dadejurí
dicacorr
espondeacapaci
dadedoi
ndi
v i
duoparai
nter
virna
vi
daj
urí
dicaouseja,acapaci
dadegenér
icadegozodecer
tosdir
eit
os.

Estamat éri
a,porqueéumai mposi
çãododireit
ointernaci
onaledopri
ncí
pio
pel
a dignidade de pessoa humana não se col
oca,mesmo em situações
i
nternaci
onais:atodoséatr
ibuídaer
econheci
daaper sonali
dade.

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

Noent
ant
o,sobreapersonal
i
dadef
alar
emosdeduassi
tuações:oi
níci
oeo
t
ermodaper
sonal
idade.

O probl
ema é complexo por
que entre as vár
ias ordens j
urí
dicas não há
unani
midade de soluções, por exemplo, quant
o a mor t
e pr esumida,
118 rel
ati
vament
easpresunçõesdesobrevi
vência,
comorienciaepremor i
encia.

Em Espanhap.ex.aPersonal
idadeJuri
dicasóseadquir
evint
eequatrohoras
apóso par t
o e quando o f
etot i
verfi
gura humana,embora com ef
icáci
a
ret
roact
ivaaomoment odonascimentonatur
al;

Em Fr
ança,
aatri
bui
çãodaper sonal
idadedependedonasci
mentovi
ávelousej
a,
oneógenodev
eestarem condiçõesdesobrevi
ver(
art
.º725ºCodeCi
vil
).

NaGuiné-Bissauapersonal
i
dadeadquire-selogoapósonasci
ment
o,ai
ndaque
venhaafalecerimedi
atamenteasegui
r.(art.
º66º/1C.C)
.

Ex:
W,gui
neense,
casadacom Y,
espanhol
,deual
uzaZem espanha.

YMorr
enomesmodia,deixandov
ári
osbensepassadosal
gumashor
as,
mor
re
of
il
ho.Of
il
hopodesucederamãe?

Pr
imei
rodev
emossaberseacr
iançat
em ounãoper
sonal
i
dadej
urí
dica.

Pel
alei
espanhol
aZnuncav
aiher
daramãe,
poi
smor
reuant
esdas24hor
as.

O art
º26º/1vem di
zerqueest
asmatér
iassãoreguladaspel
ahipot
éti
calei
pessoal
.Éumaquest
ãoprévi
aadet
ermi
naçãodoherdeir
ooudaausênci
ap.ex.

Dit
odeoutromodo:cabeahipotét
icaleipessoal
(al
einaci
onalqueoindi
vi
duo
ter
iaseti
vesseper
sonali
dade)determinarse,eem quetermos,ter
áout ev
e
l
ugaroini
ciodaper
sonal
idade.

Par
asabermosi
ssooart
º26º/
1seráconj
ugadocom art
º31/1ou32,no
ent
antooúni
col
i
mit
eaest
asol
uçãoser
áROPI,
porexempl
onocasodamor
te
ci
vi
l.

Quant
oapr esunçãodesobrevi
v ênci
apodeacont ecerqueex ist
aconf
li
tosde
sol
ução em di fer
ent
es Ordenament os Jur
idi
cos,ou sej a,podemos est
ar
per
antepresunçõesdesobrevivênciaincompat
ívei
s.(i
ncongruênci
aent
reduas

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

l
eispessoai
sdifer
entesquant
oaspr esunçõesdesobr
evi
vênci
a.P.
ex.paie
f
il
homor r
em num aci
dent
edeviação.

Quantoaest eproblemav amosanal i


saroar t
º26º /2C.C.Estear t
igonão
resolv
eopr obl
emacom r ecur
soaum el ementodeconexão,poi
sar emi ssãoé
119 direct
amenteefectuadaparaasoluçãov er
ti
danoartº68º/
2queéumanor ma
mat er
ialdo DIP que est
abelece a pr
esunção de comor
iênci
a( f
alecimento
simultâneo)
.

4.
1. Di
rei
todeper
sonal
idade

At utel
adodi r
eitodeper sonali
dadet em granderelev
âncianodomíniodo
Dir
eitoInternacionalPubl
ico,poispodemosencont r
arem v ár
iosi
nst
rumentos
i
nternacionais,asaberPIDC(artº6º,7º,8º
,16º,24º/
1,24º/2)CDC(7ºe16º),a
nív
elr egional,Car t
a Afr
icana sobre os dir
eit
os e bem-est
ardas cri
anças
(pr
otocolodeMaput o-art
º5º /
1e2; 6º,10º).

No dir
eit
o int
erno const
it
ucionalmente são dir
eitos f
undamentai
s com
di
gni
dadeconsti
tuci
onai
s.Materi
almenteesubstant
ivamentesãoconsagr
adas
noar
tº70ºesegs.CCeadjecti
vamentenost er
mosdoar tº1474ºCPC

Pelaanáli
sedoart.
º27º/1podemosentãoconclui
rqueaat
ri
bui
ção,cont
eúdo
erest
riçõesaoexer
cíci
osãoregul
adospel
aleipessoal
.

Outr
o:est eart
igonãoseapl
i
caar
esponsabi
l
idadeci
vi
lporviol
açãodedir
eit
o
deper sonal
idade,poi
samesmasegueo r egi
medar esponsabi
l
idadeciv
il
ext
racontrat
ual.

O nº2dest eart
ºr equerumaint
erpr
etaçãocui
dada,poissegundoBapti
sta
Machado só apl
icamos o nº
2 se a leigui
neense e a l
eipessoalf
orem
concor
dantes.

ParaLimaPi nhei
roopreceit
odev eserentendi
dodeacor docom ar eserv
ade
competênciadaleigui
neenseenquantol
exf or
i,em matéri
aprocessual
,ouseja,
devemost raçarumal i
nhadi vi
sóri
aentrequemat éri
asal eipessoalpode
regul
ar(questõessubst
anti
vas)equemei osprocessuaissãoaptosparaasua
operaci
onali
zaçãodopontodev i
stadoEstadodof oro.

Pori
ssodev
emosent
enderqueoar
ti
gosóseapl
i
caaoscasosem queomei
o

Mest
reJuscel
inoDe-
Gaul
leCunhaPer
eir
a
Facul
dadedeDi
rei
todeBi
ssau–Di
rei
toInt
ernaci
onal
Pri
vadoedaAr
bit
ragem –Ano
l
ecti
vo2013/2014

det
utel
asepr
etendeef
ect
ivarnot
err
it
óri
ogui
neense.

4.
2.ESTADOEACAPACI
DADE

Vimosatrásqueal eipessoalabr
angeum conj unt
odemat ér
iasenoseu
120 âmbitopodemossurpr
eendermater
iasrel
ati
vasao“estadodosi
ndi

duos”ea
“capaci
dadedaspessoas”(
art
.º25º).

Paranósoest adosãoaspectosfundamentaisdavidapar
ti
cul
ardecadaum,
atr
ibut
ivosdedi r
eit
oseobrigações.P.ex.Estadodemaiorouemancipado,
casadoeetc.

Nopri
mei r
ocasotemosci r
cunst
ânciaspur
ament
eindi
vi
duai
senosegundo
est
adoresul
tant
edar
elaçãojur
ídi
ca.

Quantoaoest
adodecasadoporsetr
atardeumamatéri
arel
ati
vaar
elação
fami
li
ar