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As deficiências estruturais

Características do Sistema agrário


 Portugal apresenta uma grande diversidade de paisagens agrárias, o que levou à
delimitação de nove regiões agrárias (ver manual p.6)
 Espaço rural: onde se desenvolvem as atividades agrícolas e atividades ligadas à
pecuária, silvicultura, turismo, artesanato e à produção de energias renováveis.
 Espaço agrário: superfície que integra o espaço agrícola e os elementos
relacionados com a atividade agrícola (caminhos de acesso às explorações
agrícolas, estábulos, armazéns, canais de rega,…)
 Espaço agrícola: destinado à produção vegetal e/ou animal
 Paisagens agrárias: conjugação da morfologia agrária, sistema de cultura e
formas de povoamento rural
 Sistemas de cultura: a forma como o Homem tira partido das suas terras, isto é,
as espécies e as plantas escolhidas, a forma como estas se associam e as técnicas
utilizadas no seu cultivo.

 Sistema intensivo:
o Ocupação intensiva dos campos, isto é, o solo é total e continuamente ocupado
durante o ano
o Predomínio da policultura (grande diversidade de culturas), sobretudo nos
sistemas mais tradicionais
o Praticado em áreas de solo fértil, de relevo acidentado e de elevada
pluviosidade, estando associado a culturas de regadio
o Utiliza uma mão-de-obra numerosa
o Regista custos de produção elevados (elevada mão de obra e diversificação de
equipamentos agrícolas)
o Predomina em áreas de povoamento disperso
o Associado a campos de pequena dimensão, irregulares e fechados
 Sistema extensivo:
o Ocupação descontínua dos campos, isto é, o solo não tem uma ocupação
permanente e contínua durante o ano, estando associado ao regime de
afolhamento com rotação de culturas (podendo se associar ao pousio)
o Predomínio da monocultura
o Praticado em áreas de solo pouco fértil, de relevo mais plano e de fraca
pluviosidade, estando associado a culturas de sequeiro
o Utiliza uma mão-de-obra pouco numerosa por estar associado a uma agricultura
mecanizada
o Regista custos de produção baixos (pouca mão de obra e simplificação das
operações culturais)
o Predomina em áreas de povoamento concentrado
o Associado a campos de maior dimensão, regulares e abertos

 Fatores naturais que condicionam a agricultura


o Clima
 Um dos fatores mais importantes para a prática agrícola, condicionando a
opção relativa às espécies a cultivar, a sua regularidade e quantidade
 Devido à temperatura e precipitação
o Relevo
 Relevo plano (planície)  Mais favorável ao desenvolvimento da
agricultura pois esta associado a solos mais férteis e permite com maior
facilidade a utilização de tecnologias agrícolas
 Relevo mais acidentado  Sofre uma maior erosão do solo, sendo que a
sua fertilidade é menor e a mecanização dos campos é muito condicionada
 Altitude  À medida que a altitude aumenta a temperatura diminui e a
precipitação intensifica-se, condicionando a escolha das espécies a cultivar
 Declive  Quanto maior for o declive, mais intensa será a erosão do solo e
mais difícil será a utilização de máquinas agrícolas
o Solo
 Condiciona a produção agrícola, tanto em qualidade como em quantidade
 Solos de fertilidade natural:
 Dependem das características geológicas, do clima e do relevo, não
sendo corrigidos pelo Homem
 Têm uma maior ocorrência em áreas de relevo plano e de clima onde a
temperatura e a precipitação têm uma repartição regular ao longo do
ano
 Solos de fertilidade resultante da ação humana:
 Associados à utilização de fertilizantes ou técnicas de correção do solo
 Recursos hídricos
 A maior abundância e regularidade da precipitação favorece a
agricultura
 A escassez e irregularidade da precipitação condiciona a prática
agrícola, sendo necessário recorrer a sistemas de regra artificial

 Fatores humanos
o Influência histórico-cultural
 Tem reflexos na agricultura nacional uma vez que condicionou a ocupação
e organização do solo e refletiu-se na estrutura fundiária
 Noroeste: campos fragmentados, irregulares e de pequena dimensão devido:
 Relevo acidentado
 Fertilidade dos solos
 Amenidade térmica e elevada humidade
 Elevada densidade populacional
 Elevadas taxas de natalidade e partilha das terras por herança
 Parcelamento das terras pelo e nobreza associado ao processo da
Reconquista
 Sul: campos regulares, abertos e de maior dimensão devido:
 Solos pouco férteis
 Relevo pouco acidentado com extensas planícies
 Clima quente e seco
 Fraca densidade populacional
 Forma mais organizada e tardia da Reconquista
 Aquisição de terras da nobreza e do clero pela burguesia

 Objetivo da produção
o Autoconsumo: associado à agricultura tradicional, as explorações agrícolas
são de pequena dimensão, fechadas e irregulares, a utilização de máquinas é
reduzida, predominando as técnicas agrícolas rudimentares passadas de geração
em geração
o Mercado: associado à agricultura moderna, as explorações agrícolas são de
maior dimensão, abertas e regulares, mais especializadas em termos de
produções agrícolas, predominando a utilização de máquinas agrícolas e
modernos sistemas de rega.
 Política Comunitária
o A Política Agrícola Comum (PAC) influencia a agricultura portuguesa através
das orientações e medidas legislativas:
 Condiciona a escolha das espécies e as quantidades a cultivar
 Condiciona as práticas agrícolas, como a utilização de produtos químicos
 Incentiva a modernização, a reconversão da agricultura através de
incentivos financeiros
 Problemas estruturais da agricultura portuguesa
o Podem ser de ordem:
 Natural, os condicionalismos naturais, dado que a atividade agrícola está
muito dependente de fatores naturais (clima, relevo, solo, etc.)
 Estrutural, os condicionalismos estruturais, associados à ação humana e
englobam:
 A estrutura das explorações agrícolas e a estrutura fundiária
 Os modos de exploração da terra
 As características da população agrícola

 Evolução das explorações agrícolas


o Assiste-se ao decréscimo do número de explorações agrícolas, mais
significativo:
 Beira Litoral
 Ribatejo e Oeste
 Algarve
o E menos significativo:
 Madeira
 Trás-os-Montes
 Alentejo

 Superfície Agrícola Utilizada


o Área do espaço agrícola ocupada com culturas (terras aráveis [culturas
temporárias e pousio], culturas permanentes, pastagens permanentes e horta
familiar)
o Também diminui, apesar de registar desigualdades:
o Alentejo  Maior área de SAL
o Madeira, Açores, Algarve, Beira Litoral, Entre Douro e Minho  Menor área
de SAU
o A redução do número de explorações agrícolas é acompanhada pelo aumento
da sua dimensão média. 
o As explorações de pequena dimensão continuam a ser predominantes, apesar
de terem sofrido a maior redução. Predominam no norte e centro litoral, bem
como na Madeira.
o Sul  Predominam as explorações de maior dimensão, sobretudo no Algarve
que, apesar de ter um reduzido número de explorações, concentras as
explorações de maior dimensão média
o As explorações de maior dimensão (> 50 ha) aumentaram

o Apesar da redução do nº de explorações e do aumento da dimensão média das


explorações agrícolas, a estrutura fundiária nacional continua desordenada e
caracterizada pelo predomínio de explorações de pequena dimensão,
excessivamente fragmentadas e geograficamente dispersas.

o Esta estrutura fundiária portuguesa condiciona a modernização e


racionalização da agricultura, dado que:
 Condiciona a introdução de novas tecnologias agrícolas, como a
mecanização
 Traduz um aumento dos custos de produção, pois as deslocações, por
exemplo, implicam sempre perdas de tempo, maior desgaste do material e
aumento do consumo de combustível

 Fatores da redução das explorações agrícolas


o Abandono das terras agrícolas
o Absorção das superfícies de pequena dimensão pelas de maior dimensão

o O abandono das terras agrícolas está associado à conjugação de fatores


naturais e humanos (económicos, sociais e políticos), sendo diferentes a nível
regional:
 Beira Interior: devido à falta de viabilidade económica da agricultura, que
acaba por promover a emigração
 Algarve: envelhecimento demográfico
 Regiões agrárias do litoral:
 Valorização das terras, fruto da pressão urbanística
 Desenvolvimento de vias de comunicação rodoviárias
 Desenvolvimento de equipamentos sociais (hospitais, escolas, lares,
pavilhões gimnodesportivos, etc.)
 Desenvolvimento do setor terciário
o Exceções:
 Regiões do interior, onde a falta de alternativas profissionais e o apego à
terra, podem levar á manutenção da atividade agrícola, mesmo que estas
tenham pouca viabilidade económica
 Alentejo, onde a alteração do regime de ajudas diretas inseridas na PAC,
que substitui total ou parcialmente os apoios direitos pelo Regime de
Pagamento Único, desligando as ajudas de produção, levou a um sistema
de cultura mais extensivo, mas não provocou o abandono das terras
 Açores e Madeira, devido à exploração sustentada dos recursos naturais,
apesar do sistema de cultura intensivo

 Principais modos de exploração da SAL


o Principais formas de exploração:
 Por conta própria (exploração direta)
 Por arrendamento (exploração indireta)
o Tem-se assistido:
 Ao predomínio da exploração por conta própria
 Ao aumento da importância do arrendamento, mais significativo nas
explorações agrícolas de maior dimensão

Vantagens Desvantagens
O proprietário procura: O proprietário pode ter
 Obter um maior rendimento e dificuldade em proceder à
produtividade da terra inovação e modernização das
 Preservar os solos explorações agrícolas, quando:
 Investir na melhoria dos campos,  Estas são de pequena
através da construção de acessos, dimensão, ao que se associa
redes de drenagem, sistemas de rega a falta de meios técnico-
Conta própria  Preservar a paisagem e as espécies financeiros
autóctones  Tem uma idade avançada
 Desenvolver atividades e/ou baixa instrução e
complementares à atividade qualificação
agrícola, contribuindo para a
diversidade económica e
desenvolvimento sustentável da
região
Pode impedir o abandono dos campos Pouco interesse em preservar o
quando, por exemplo, o proprietário não solo e a exploração agrícola, dado
tem condições paras as tratar e gerir. que alguns arrendatários têm
Arrendament como objetivo a obtenção de um
o maior aproveitamento das
terras, durante o período de
vigência do contrato de
arrendamento.

o Natureza jurídica
 Produtores singulares (caráter familiar)
 Sociedades (Empresas)
o Os produtores singulares continuam a predominar, utilizando principalmente
mão-de-obra familiar, enquanto as sociedades agrícolas, apesar do aumento,
registam um menor peso, verificando-se:
 Maior importância nas explorações de maior dimensão
 Maior produtividade e competitividade face às outras explorações
Características da população agrícola
 A população agrícola tem registado:
o Uma diminuição
o Um envelhecimento
o Uma baixa instrução e qualificação
 Evolução e repartição
o População agrícola  Predominantemente familiar (7% da população
residente)
o Em termos regionais, a população agrícola:
 Predominou nas regiões Entre Douro e Minho, Trás-os-Montes e Beira
Litoral
 Menos expressiva no Algarve, Açores e Madeira
o Maiores decréscimos  Regiões que viram mais explorações agrícolas
cessarem a sua atividade (Beira Litoral e Ribatejo e Oeste)

 Fatores da diminuição da população ativa na agricultura


o Diminuição do número de explorações agrícolas e do agregado familiar
o Progressos tecnológicos (mecanização dos campos)
o Êxodo rural, resultante da procura de trabalho em outros setores de atividade
o Envelhecimento da população que trabalha na agricultura
o Pouca atratividade da agricultura para a população mais jovem
 Envelhecimento da população agrícola
o Estrutura etária dos agricultores portugueses  Envelhecida (de 46 anos para
52)
o Aumento da idade média ao nível regional:
 Algarve como a região mais envelhecida
 Açores com a população agrícola mais jovem

 O baixo grau de instrução e qualificação profissional


o Baixo grau de instrução e qualificação dos agricultores nacionais, apesar dos
progressos, dado que a taxa de analfabetismo diminui e a frequência no ensino
secundário aumentou.
o Açores Região com população agrícola familiar mais jovem e a que regista
melhor taxa de alfabetismo
o Entre Douro e Minho e Algarve  Regiões com piores taxas de alfabetização
o O decréscimo, envelhecimento e o baixo nível de instrução e qualificação
profissional dos agricultores traduzem:
 Um entrave á modernização e inovação do setor, uma vez que a inovação e
a utilização de novas tecnologias é condicionada, bem como a capacidade de
investir e de atender às normas comunitárias de produção e
comercialização dos produtos
 A manutenção do baixo rendimento e da baixa produtividade agrícola

 Pluriatividade e plurirrendimento
o A agricultura portuguesa tem sido caracterizada pela pluriatividade e pelo
plurirrendimento, dado que:
 A proporção de população ativa que trabalha exclusivamente da agricultura
tem vindo a diminuir, não trabalhando a tempo inteiro nas explorações
agrícolas mas a tempo parcial, ocupando o resto do tempo em outras
atividades ligadas aos setores secundário e terciário
 A origem dos seus rendimentos não é exclusiva da agricultura, mas além de
pensões ou reformas, em virtude do envelhecimento crescente dos
agricultores, é oriunda de outras atividades, ligadas aos setores secundário e
terciário.
o Em termos regionais:
 Interior: menos alternativas profissionais e empresariais, daí que atividades
renumeradas exteriores à atividade agrícola sejam menores (Trás-os-Montes
e Beira Interior)
 Madeira: predomina a obtenção de rendimentos oriundos de atividades não
relacionadas com a agricultura, devido à reduzida dimensão das
explorações agrícolas

o A pluriatividade e o plurirrendimento acabam por ser fundamentais para a


manutenção do espaço rural, uma vez que associados aos laços afetivos que
ligam a população à terra, vão atenuando o abandono da atividade agrícola e o
êxodo rural, contribuindo para a continuidade das práticas agrícolas e
desenvolvimento rural
 Em síntese…
o Todos estes problemas estruturais constituem entraves à modernização e
inovação das explorações, ao nível da tecnologia, da investigação científica, da
gestão, da produção e da comercialização
o Traduzindo-se no baixo rendimento e produtividade e, consequentemente,
numa elevada dependência externa
 Os condicionalismos estruturais e a dependência externa
o As deficiências estruturais da agricultura tradicional têm condicionado o
aumento da produtividade e do rendimento agrícola, agravando a
dependência externa do setor agrícola, uma vez que não é competitivo
relativamente aos restantes Estados-membros.
o Desde a adesão à CEE, as importações do setor agroalimentar têm aumentado,
uma vez que a produção nacional, apesar de crescente, não é suficiente para
satisfazer o aumento da procura. (vinha  Autossuficiente)

o A balança comercial portuguesa continua deficitária na maioria dos produtos


devido:
 Insuficiência da produção nacional
 Aumento da exigência da qualidade dos produtos e da sua diversidade por
parte dos consumidores
 Maior competitividade dos produtos oriundos de outros Estados-membros,
que têm preços mais competitivos
 Livre circulação de mercadorias no espaço comunitário, que promove o
comércio intracomunitário e o aumento das importações
 Melhoria das redes de transporte e dos transportes, que facilitam a
comercialização dos produtos
o O facto de Portugal não ser autossuficiente ao nível agroalimentar, traduz-se no
grau de autoaprovisionamento.
A gestão e a utilização do solo arável
 Caracterização da ocupação da SAU
o A SAU nacional é constituída por:
 Terras aráveis (culturas temporárias/anuais/arvenses e pousio)
 Culturas permanentes
 Pastagens permanentes ou prados
 Horta familiar
o Em termos de composição, as pastagens permanentes predominam, seguindo-
se as terras aráveis e as culturas permanentes
o Entre 1999 e 2009 assistiu-se:
 À diminuição das superfícies destinadas às terras aráveis
 Ao aumento das superfícies destinadas aos prados e pastagens
permanentes (ocupam praticamente metade da SAU)
o Fatores do decréscimo das terras aráveis:
 Volatilidade/Oscilação do mercado das culturas arvenses, sobretudo dos
cereais
 Escalada de preços dos meios de produção (fertilizantes, produtos
fitossanitários, energia, máquinas, mão de obra, etc.)
 Desproteção gradual do mercado das culturas arvenses
 Revisões recorrentes da reforma da Política Agrícola Comum, de 2003

o Em termos regionais a composição da SAU apresentou uma repartição variável


devido:
 Diferente natureza e qualidade dos solos
 Diferenças climáticas
 Diferentes características do relevo
 Fatores de ordem económica e social

 Culturas temporárias
o Área destinada às culturas temporárias  Diminui, assistindo-se a uma
desigualdade na evolução da sua composição e na sua repartição regional
o Exemplos:
 Cereais para grão  Trigo, arroz, cevada
Culturas temporárias =
culturas arvenses =
anuais = terras aráveis
 Leguminosas secas  Feijão-frade, grão, soja, lentilhas, tremoços
 Prados temporários e culturas forrageiras  Milho sem espiga destinado
à alimentação do gado
 Culturas industriais  Tabaco, cana-de-açúcar, lúpulo (cerveja), plantas
aromáticas
o Em termos regionais:
 Os prados temporários e as culturas forrageiras predominaram no Alentejo
e Entre Douro e Minho

 Culturas permanentes
o Frutos frescos o Frutos secos (de casca rija)
o Citrinos o Olival
o Frutos subtropicais o Vinha
o Têm sofrido uma evolução associada às políticas comunitárias, assistindo-se:
 À diminuição (-9%) das áreas destinadas às culturas permanentes
 Aumento das áreas destinadas ao cultivo de frutos subtropicais (Entre Douro
e Minho e Beira Litoral)
 Estabilização da área do olival
o A nível regional:
 Citrinos

 Problemática entre a ocupação do solo e as suas aptidões
o A utilização do solo esta associada a problemas que traduzem a degradação dos
solos, os baixos rendimentos e a fraca produtividade
o Os problemas traduzem-se:
 Na aptidão dos solos
 Desajustamento entre a superfície efetivamente utilizada e a superfície
com real aptidão agrícola:
A área ocupada com a atividade agrícola é superior à dos solos com real
aptidão para esse fim.
 Desadequação entre a aptidão do solo e a ocupação cultural:
Ocupação dos solos com culturas para o qual não têm aptidão, não sendo
frequente a realização de estudos do solo, para aferir a sua aptidão para
uma boa adequação entre as culturas e as suas características.
 Em práticas desadequadas
 Sistema de cultura:
Sistema extensivo com rotação de culturas e pousio  O solo fica sem
proteção e diretamente exposto aos agentes erosivos, que progressivamente o
vão destruindo
Sistema intensivo  O solo sofre uma grande pressão de cultivo, o que
provoca o decréscimo da sua fertilidade

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