Você está na página 1de 13

Relatório Calibração e

Vidrarias
Química
Universidade Comunitária da Região de Chapecó (UNOCHAPECÓ)
12 pag.

Document shared on www.docsity.com


Downloaded by: loraine-ramos (loraine.ramoss23@gmail.com)
UNIVERSIDADE COMUNITÁRIA DA REGIÃO DE CHAPECÓ
UNOCHAPECÓ

CALIBRAÇÃO E VIDRARIAS

Aline Rohden
Beatriz Ferrari

Chapecó – SC, 25 de março de 2011


INTRODUÇÃO

Bons resultados de um laboratório dependem da manipulação correta dos


equipamentos a serem utilizados. Um dos procedimentos de suma importância é a

Document shared on www.docsity.com


Downloaded by: loraine-ramos (loraine.ramoss23@gmail.com)
calibração, a qual deve ser feita periodicamente em vidrarias volumétricas e graduadas
como pipetas, buretas, provetas, balões volumétricos, entre outros usados no
laboratório.
A calibração tem como finalidade verificar se a medida obtida por um
equipamento é compatível com o esperado, a fim de corrigir qualquer tipo erro,
reduzindo, de forma considerável, custos com desperdícios e retrabalhos. A má
calibração ou não calibração destas vidrarias pode apresentar resultados não confiáveis.
(BRAZ, 2007)
Na hora da pesagem dos recipientes são importantes alguns cuidados, como não
tocá-los diretamente com a mão, manuseá-los com pinça, pedaço de papel ou até
mesmo luvas, mantendo-a limpa e livre de gordura. A vidraria deve ser pesada a
temperatura ambiente, evitando erros de pesagem, sabendo que algumas substâncias
mudam com a mudança da temperatura. Devemos lembrar também que a balança
analítica é um instrumento muito sensível, e por isso deve-se mante-lá sempre limpa,
protegida de correntes de ar e poeira e nivelada para evitar erros, sendo necessária a
anotação da medida mais exata possível.
Usamos no laboratório vidrarias, que são nada mais que instrumentos de vidro
cristal ou temperado, eles também são importantes para a precisão das medidas, pois os
mesmos não reagem com as substâncias nele contidos.
O objetivo da calibração é utilizado para todas as vidrarias usadas no estudo,
pela exatidão e precisão das medidas com o mínimo de erros experimentais possíveis.

MATERIAL E MÉTODO

Parte A: Calibração da bureta de 25 ml

Materiais:

Document shared on www.docsity.com


Downloaded by: loraine-ramos (loraine.ramoss23@gmail.com)
-Suporte universal com garras
-Bureta de 25 ml
-2 bécher de 100 ml
- Termômetro

- Balança Analítica
- Água destilada
-Papel absorvente

Procedimento:
Encha a bureta com água destilada e retire todas as bolhas de ar. Verifique se a
água escoa pela bureta sem deixar bolhas aderidas à parede. Caso isso não ocorra, limpe
a bureta com água e detergente. Ajuste o menisco em 0,00 ml. Encoste a ponta da bureta
na lateral de um bécher para remover a gota de água que fica suspensa na ponta.
Verifique a temperatura da água durante a calibração.
Pese um bécher de 100 mL e transfira aproximadamente 5 mL de água com
uma velocidade de 20mL/min para o frasco pesado previamente, fechando-o com papel
alumínio para evitar evaporação. Pese o bécher novamente, para determinar a massa de
água trasnferida. Esse procedimento foi realizado e triplicatas. Foi reproduzido o
procedimento de calibração da bureta utilizando-se alíquotas de 10, 15, 20 e 25 mL.

Parte B: Calibração de pipetas, proveta e balão volumétrico

Materiais:

- Bécher de 100 mL - Papel alumínio


- Balança analítica - Pipetador de pêra
- Pipeta volumétrica 10 mL
- Pipeta graduada 10 mL
- Proveta 10 mL
- Balão volumétrico 10 mL
- termômetro
- Água destilada

Document shared on www.docsity.com


Downloaded by: loraine-ramos (loraine.ramoss23@gmail.com)
Procedimento:
Pese um becher de 100 mL extremamente seco, em temperatura ambiente. Pese
o mesmo em uma balança analítica, manuseando o becher com um papel limpo, ou
luvas. Meça 10 mL, com o menisco encostando na marca de calibração e transfira para
o becher, feche-o com papel alumínio, para evitar evaporação e pese-o novamente.
Meça mais 10 mL e adicione ao demais 10 mL contidos no becher, pese-o novamente e
repita a operação mais uma vez. Verifique a temperatura da água, para poder definir a
densidade da mesma.

RESULTADOS E DISCUSÕES

Document shared on www.docsity.com


Downloaded by: loraine-ramos (loraine.ramoss23@gmail.com)
Parte A: Calibração da bureta de 25 mL
Usamos a densidade da água para fazer o cálculo de definição do volume pelos
quais foi feita a verificação da calibração da bureta.
Aferiu-se a temperatura da água, que foi de 25°C, utilizando assim uma
densidade de 0,997044g/cm³ (Tabela 1).
Tabela 1: Valores para a densidade da água (g.cm -3), em diferentes temperaturas (°C).
T (°C) d(g.cm-3) T (°C) d(g.cm -3)
10 0,999700 20 0,998203
11 0,999605 21 0,997992
12 0,999498 22 0,997770
13 0,999377 23 0,997538
14 0,999244 24 0,997296
15 0,999099 25 0,997044
16 0,998943 26 0,996783
17 0,998774 27 0,996512
18 0,998595 28 0,996232
19 0,998405 29 0,995944

Usamos da seguinte fórmula:

D = mtotal – mbecher - 5
0,997044

Obtemos assim os resultados apresentados na tabela 2

Tabela 2. Calibração da bureta


5 Ml 10 mL 15 mL 20 mL 25 mL

Leitura final 5,0 5,0 5,0 10,0 10,0 10,0 15,0 15,0 15,0 20,0 20,0 20,0 25,0 25,0 25,0

Leitura 0,0 0,0 0,0 5,0 5,0 5,0 10,0 10,0 10,0 15,0 15,0 15,0 20,0 20,0 20,0
inicial
Diferença 0,01 0,04 0,00 0,05 0,08 0,02 0,07 0,04 0,04 0,11 0,09 0,05 0,11 0,12 0,13

Massa 4,97 4,94 4,98 9,92 9,89 9,95 14,88 14,91 14,91 19,93 19,85 19,9 24,82 24,80 24,84

Document shared on www.docsity.com


Downloaded by: loraine-ramos (loraine.ramoss23@gmail.com)
V. real 4,98 4,95 4,99 9,94 9,91 9,97 14,92 14,95 14,95 19,88 19,90 19,95 24,89 24,87 24,96

transferido

Podemos observar na tabela acima, que em alguns resultados apresentados a


calibração da bureta esta entre os limites tolerados, que é de até 0,04 mL de diferença,
mas se fizermos uma média entre os resultados obtidos teremos 0,064 mL de diferença,
ou seja, a bureta não está calibrada.
A calibração da bureta visa checar se o volume indicado é o mesmo do volume
real, para que assim, ela tenha alta precisão nos resultados. Pois com o passar do tempo,
devido a sujeira, gordura, e ate mesmo o uso inadequado, ela pode apresentar variações
nos resultados de medição.

Procedimento B: 1 – Calibração da pipeta volumétrica de 10 mL


Aferiu-se novamente a temperatura da água que foi de 27ºC, e usamos a
densidade de 0,996512 cm³ (tabela 1), para verificarmos se a pipeta volumétrica está
calibrada ou não.
Fizemos os seguintes cálculos:

Massa do becher seco: 41,73


Becher com 10 mL: 51,68
51,68 – 41,73 = 9,95

Becher com 10 mL: 51,68


Becher com 20 mL: 61,59
61,59 – 51,68 = 9,91

Becher com 20 mL: 61,59


Becher com 30 mL: 71,53
71,53 – 61,59 = 9,94

Mm = M1 + M2 + M3
3
Diferença = Mn - 10
0,999512
Podemos observar os resultados na tabela 3.

Document shared on www.docsity.com


Downloaded by: loraine-ramos (loraine.ramoss23@gmail.com)
Tabela 3: Calibração da pipeta volumétrica de 10mL
Massa do bécher seco 41,73

Massa do bécher com água 51,68 61,59 71,53

Massa da água 9,95 9,91 9,94

Média das massas 9,933

Volume médio transferido 9,968 mL

De acordo com os resultados apresentados na tabela acima, podemos


considerar a pipeta volumétrica não está calibrada, pois obtivemos uma diferença de
0,032 mL no resultado final, sendo que essa pipeta tem um nível de tolerância de até
0,02 mL.
A calibração da pipeta volumétrica visa checar se o volume indicado é o
mesmo do volume real, para que assim, ela tenha alta precisão nos resultados. Pois com
o passar do tempo, devido a sujeira, gordura, e ate mesmo o uso inadequado, ela pode
apresentar variações nos resultados de medição.

2. Calibração da pipeta graduada de 10 mL:


Usou-se novamente a densidade de 0,996512 cm³ para a verificarmos se a
pipeta está calibrada ou não.
Fizemos os seguintes cálculos:

Massa do becher seco: 41,72


Becher com 10 mL: 51,56
51,56 – 41,73 = 9,84

Becher com 10 mL: 51,56


Becher com 20 mL: 61,38
61,38 – 51,56 = 9,82

Becher com 20 mL: 61,38


Becher com 30 mL: 71,2
71,25 – 61,38 = 9,87

Mm = M1 + M2 + M3

Document shared on www.docsity.com


Downloaded by: loraine-ramos (loraine.ramoss23@gmail.com)
3
Diferença = Mn - 10
0,999512

Podemos observar os resultados obtidos na tabela 4.


Tabela 4: Calibração da pipeta graduada de 10 mL
Massa do bécher seco 41,72

Massa do bécher com água 51,56 61,38 71,25

Massa da água 9,84 9,82 9,87

Média das massas 9,843

Volume médio transferido 9,877 mL

De acordo com os resultados apresentados na tabela acima, podemos


considerar a pipeta graduada de 10 mL não calibrada, pois obtivemos uma diferença de
0,12 mL no resultado final, sendo que essa pipeta tem um nível de tolerância de até 0,02
mL. Em casos como estes, o procedimento deve ser repetido, para ter certeza do
resultado final.
A calibração da pipeta graduada visa checar se o volume indicado é o
mesmo do volume real, para que assim, ela tenha alta precisão nos resultados. Pois com
o passar do tempo, devido a sujeira, gordura, e ate mesmo o uso inadequado, ela pode
apresentar variações nos resultados de medição.

3. Calibração da proveta de 10 mL:


Usamos a densidade de 0,996512 cm³ para a verificarmos a calibração da
proveta.
Fizemos os seguintes cálculos:

Massa do becher seco: 41,73 Becher com 20 mL: 61,72


Becher com 10 mL: 51,69 Becher com 30 mL: 71,75
51,69 – 41,73 = 9,84 71,75 – 61,72 = 10,03

Becher com 10 mL: 51,69


Becher com 20 mL: 61,72
61,72 – 51,56 = 10,03

Mm = M1 + M2 + M3

Document shared on www.docsity.com


Downloaded by: loraine-ramos (loraine.ramoss23@gmail.com)
3

Diferença = Mn - 10
0,999512

Podemos observar os resultados na tabela 5:


Tabela 5: Calibração da proveta de 10 mL
Massa do bécher seco 41,73

Massa do bécher com água 51,69 61,72 71,75

Massa da água 9,96 10,03 10,03

Média das massas 10,006

Volume médio transferido 10,04 mL

Podemos observar na tabela acima, que a proveta de 10 mL, está


calibrada, pois apresenta uma diferença de 0,04 mL no resultado final, sendo que o
nível de tolerância é de 0,1 mL.
A calibração da proveta visa checar se o volume indicado é o mesmo do
volume real, para que assim, ela tenha alta precisão nos resultados. Pois com o passar
do tempo, devido a sujeira, gordura, e ate mesmo o uso inadequado, ela pode apresentar
variações nos resultados de medição.

4. Calibração do balão de 10 mL
Usamos a densidade da água de 0,996512 cm³, para verificarmos a
calibração do balão de 10 mL.
Fizemos os seguintes cálculos:

Massa do becher seco: 37,73 Becher com 30 mL: 67,03


Becher com 10 mL: 47,42 67,03 – 57,24 = 9,79
47,42 – 37,73 = 9,69

Becher com 10 mL: 47,42


Becher com 20 mL: 57,24
57,24 – 47,42 = 9,82

Becher com 20 mL: 57,24


Mm = M1 + M2 + M3

Document shared on www.docsity.com


Downloaded by: loraine-ramos (loraine.ramoss23@gmail.com)
3
Diferença = Mn - 10
0,999512

Podemos observar os resultados na tabela 6.


Tabela 6: Calibração do balão de 10 mL
Massa do bécher seco 37,73

Massa do bécher com água 47,42 57,24 67,03

Massa da água 9,69 9,82 9,79

Média das massas 9,76

Volume médio transferido 9,80 mL

Podemos observar na tabela acima, que o balão de 10 mL, não está


calibrada, pois apresenta uma diferença de 0,19 mL no resultado final, sendo que o
nível de tolerância é de 0,1 mL.
A calibração do balão visa checar se o volume indicado é o mesmo do
volume real, para que assim, ela tenha alta precisão nos resultados. Pois com o passar
do tempo, devido a sujeira, gordura, e ate mesmo o uso inadequado, ela pode apresentar
variações nos resultados de medição.

CONCLUSÃO

Nos procedimentos realizados, verificamos apenas que a proveta de 10


mL está calibrada, pois o nível de tolerância é de 0,1 mL e obtivemos um resultado com
uma diferença de 0,04 mL, nos demais procedimentos, todos não estão calibrados, pois
o resultado final era maior que o nível de tolerância. Isso pode ter ocorrido,
principalmente, pelo ajuste do menisco, pois pequenas diferenças podem resultar em
grandes diferenças no resultado final.
Portanto, a calibração periódica das vidrarias é de suma importância para
que os resultados sejam os mais fidedignos possíveis. Devendo ser feito por um
profissional qualificado e deve-se também levar em consideração os aspectos
ambientais. Através dessa prática foi possível observar a calibração de vidrarias por
experimentos simples.

Document shared on www.docsity.com


Downloaded by: loraine-ramos (loraine.ramoss23@gmail.com)
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BACCAN, Nivaldo. ANDRADE, João Carlos de. Química analítica quantitativa


elementar. 3ª Ed. São Paulo: Blucher , 2001

BRAZ, Danilo Cavalcante; FONTELES, Carlos Alberto; BRANDIM, Ayrton de Sá.


Calibração de vidrarias volumétricas com suas respectivas incertezas expandidas
calculadas. II CONNEPI. João Pessoa – PB, 2007

CASAGRANDE, Rodrigo H. Uso de balança analítica e calibração de vidrarias.


UFU, Uberlândia – MG, setembro 2010

LÔBO, Ivon. Avaliação da calibração de vidrarias volumétricas. FACSUL. Campina


Grande do Sul – PR

RECLA, Sâmela. Vidraria. Pitágoras faculdades, 2010

SANTOS, Lucas. SILVA, Rafaela da. Calibração de material volumétrico. UFBA.


Bahia, março 2010

SILVA, Cassio. RIBEIRO, Karla. SOUZA, Rayara de. Calibração e uso de aparelhos
volumétricos e tratamentos de dados experimentais. UFBA. Barreiros – BA,
novembro 2010

Document shared on www.docsity.com


Downloaded by: loraine-ramos (loraine.ramoss23@gmail.com)
SKOOG, D.A. et al. Princípios de Química Analítica, 1ª Ed., Thomson, São Paulo,
2006

Document shared on www.docsity.com


Downloaded by: loraine-ramos (loraine.ramoss23@gmail.com)

Você também pode gostar