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Resumo Max Weber Paiva cap.14 Carla Forno

Sociologia Geral (Universidade Aberta)

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Resumo capítulo 14 – Max Weber (Paiva, Ana – Pensamento Sociológico)

Max Weber (1864-1920), sociólogo alemão classificado como um dos fundadores da sociologia. A sua
obra é vasta e abarcou diversos campos, que Raymond Aron (1982:463) organizou em 4 categorias:
Estudos de metodologia, critica e filosofia; Obras propriamente históricas; Trabalhos sobre sociologia da
religião; Economia e sociedade, a sua obra prima.

Max Weber foi contemporâneo de Durkheim e do positivismo que dominava o pensamento nas Ciências
Sociais recém-criadas. A preocupação maior de Durkheim foi converter a Sociologia numa ciência de tipo
nomotético, ou seja, que buscasse leis gerais e não teleologias da História; uma ciência supostamente
empírica. Durkheim era um filósofo de prestígio, representante das ideias da época e das principais
preocupações cientificas do positivismo, que se dedicou a construir conhecimento objetivo e factual por
via racionalista, submetendo a importância explicativa do sujeito à do objeto.
Ao contrário de Durkheim, Weber situou-se na critica ao positivismo. Partindo da afirmação da
historicidade dos fenómenos sociais, o autor recusou a explicação do social por leis gerais e defendeu a
ideia da compreensão sociológia, ou seja, da necessidade de compreender os sentidos subjetivamente
visados pelos sujeitos nas suas ações para explicar os fenómenos sociais.No final da sua vida
académica Weber assumiu a direção de uma revista científica, publicando o seu ponto de vista científico.
O campo de trabalho característico da revista é o da pesquisa científica do significado cultural geral da
estrutura socioeconómica da vida social humana, e das suas formas históricas de organização.

Carla Forno

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OS FENÓMENOS SOCIAIS
Para weber os fenómenos sociais não são exteriores aos indivíduos, como para Durkheim, nem se
explicam por leis. Os fenómenos sociais dependem do sujeito, do tempo e do espaço. Weber criou,
portanto, uma outra tradição teórica na Sociologia, a que se chama SOCIOLOGIA COMPREENSIVA.

O autor trabalhou com conceitos abstratos, categorias e tipologias, e construiu um racionalismo formal
que foi capaz de explicar a relação entre capitalismo, industrialismo e burocracia através do conceito
central de RAZÃO.

Contemporâneo de Marx, tal como ele Max Weber estudou profundamente o capitalismo, mas
evidenciou a importância dos fatores culturais e religiosos no desenvolvimento desse sistema, ou seja,
evidenciou o papel da superestrutura mais do que a base económica produtiva e a conflitualidade das
classes sociais. Weber considerou que era um erro de Marx considerar tão deterministas os fatores de
ordem material na explicação da vida social.
Já relativamente a Frederich Nietzsche (1844-1900), Max Weber recebeu uma influência decisiva. O
autor reteve de Nietzsche o ponto de vista de que a luta pelo poder é determinante para explicar a
realidade social.
Weber foi procurando, nos seus diversos estudos, evidências e manifestações concretas do processo
específico próprio e distintivo de racionalização do Ocidente, desde fenómenos económicos, a políticos,
religiosos, etc. O capitalismo, aos olhos de Weber, era apenas uma parte desse processo de
racionalização crescente do pensamento, das crenças, dos modos de vida e de governo do Ocidente. Na
sua vasta obra, podemos identificar um fio condutor, que é a preocupação pela explicação do processo
de racionalização a que estava sujeita a sociedade europeia e que, segundo o autor, condicionava
totalmente o modo de vida dos indivíduos e das sociedades.

A OBJETIVIDADE E A NEUTRALIDADE AXIOLÓGICA DA CIÊNCIA


Max Weber atribuiu aos sociólogos a tarefa de compreender as variadas motivações que estão na base
das ações dos sujeitos, em função dos sentidos que esses sujeitos atribuem à sua própria ação. Os
referidos sentidos variam segundo o tempo e o espaço em cada sociedade, portanto, ao contrário de
Durkheim, Max Weber considerava que a Sociologia deveria dedicar-se a compreender a Subjetividade
da ação social.
Para Weber, a objetividade sociológica é contextual, ou seja, implica a compreensão interpretativa e o
sentido das ações sociais. Por isso, requer a análise histórica e cultural dos contextos em que decorre a
ação social. Aqui, Weber está nas antípodas de Durkheim, que propunha uma objetividade baseada no
tratamento dos factos sociais como se fossem coisas, ou seja, como se os factos tivessem um sentido
abstrato por si, independentemente de contextos e dos valores dos investigadores. Weber entende que

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não há sentidos abstratos e que os factos só ganham sentido integrados no seu contexto cultural e
histórico. Assim, podemos dizer que, para Weber, não existe uma objetividade absoluta ou pura, mas
uma busca permanente de objetividade no trabalho dos sociólogos.

OBJETIVIDADE/SUBJETIVIDADE
No ato de conhecer estabelece-se uma relação entre um sujeito a um objeto. Dessa relação nasce um
terceiro elemento, que é o conhecimento propriamente dito.
O conhecimento é constituído por uma coleção de imagens, de capacidades de relacionamento, de
identificação, de comparação, etc. que se cria na mente do sujeito cognoscente.
Esse conhecimento é distinto da realidade que representa, pois existe apenas na mente do sujeito e,
portanto, é virtual e não real. Os objetos conhecidos são reais e não virtuais. Assim, a esfera do real
concreto e a esfera do concetual, ou virtual não se confundem nem se tocam. A esfera dos objetos é a
do real, enquanto a esfera dos sujeitos é a concetual ou virtual.
A produção de imagens ou de conhecimentos, sendo diferente do real concreto, pode ser mais perfeita
ou mais imperfeita na sua capacidade de representação/conhecimento, uma vez que a concetualização
dos sujeitos depende, em grande medida, de si próprios, nomeadamente dos conceitos que já possuem,
de técnicas ou de utensilagem cientifica eventualmente utilizadas, da idade, do género, da cultura a que
pertencem, das suas características físico-químicas, das suas crenças, convicções e histórias pessoais,
dos seus valores, etc. Todos estes fatores funcionam como se fossem filtros de leitura e de construção
mental que concorrem para o estabelecimento de imagem final.
Quando uma imagem é predominantemente construída na mente do sujeito pela influência do objeto
observado e, ao mesmo tempo, um relativamente grande controlo dos aspetos particulares do sujeito,
denomina-se objetiva. Quando uma imagem é predominantemente construída na mente do sujeito, pela
sua própria influência, denomina-se subjetiva.
Quando uma imagem é muito subjetiva, é normal que divirja bastante das imagens que os outros sujeitos
observadores constroem do mesmo objeto. Quando uma imagem é muito objetiva, é de esperar que
divirja pouco das imagens construídas por outros sujeitos cognoscentes acerca do mesmo objeto. Assim,
chamamos objetividade científica àquelas imagens que resultam de uma leitura comum a vários
cientistas. Ou seja, quando vários cientistas percorrem o mesmo método de observação de um objeto
particular e chegam a imagens semelhantes ou iguais, dizemos que essa imagem é objetiva do ponto de
vista científico. Ora, como a objetividade total não é possível porque conhecimento e objeto pertencem a
esferas diferentes e não assimiláveis, temos de concluir que a objetividade científica é, em absoluto, uma
intersubjetividade. Ou seja, é a imagem aceite pelas várias leituras, em alguma medida subjetivas, dos
cientistas envolvidos num determinado conhecimento. A objetividade científica resulta, portanto, do
consenso dos cientistas em relação à natureza do real.
Para Max Weber, a explicação da vida social estava condicionada a uma compreensão interpretativa do
sentido prévio das ações dos sujeitos sociais, isto é, para compreender a ação, o cientista social deveria
interpretar as condutas sociais, sendo que interpretar seria assumir o papel do ator observado ou seja,
“pôr-se na pele do outro”.

Dado que os sujeitos sociais atribuem sentido às suas ações e são regidos pela sua subjetividade, então
também os cientistas, nas suas análises, são condicionados pelas suas crenças, representações,
interesses e objetivos, em suma, a sua subjetividade. Esta circunstância levou Weber a advertir os
sociólogos para o cuidado metodológico que devem ter nas suas investigações, de modo a evitarem
transferir a sua subjetividade para análise dos objetos. O autor propôs, nomeadamente, uma clara
separação entre a vocação política (dirigida à valoração, ao julgamento do real e à ação) e a vocação
científica (dirigida à compreensão interpretativa objetiva – verdade dos factos), para atingir o desiderato
da objetividade das ciências sociais.

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A NEUTRALIDADE CIENTÍFICA – OS FACTOS


Células-tronco Totipotentes são o único tipo capaz de originar um organismo completo, uma vez que
têm a capacidade de gerar todos os tipos de células e tecidos do corpo, incluindo tecidos embrionários e
extra embrionários (como a placenta, por exemplo).

A NEUTRALIDADE CIENTÍFICA – AS TEORIAS


A vocação científica e a vocação política existem em esferas diferentes. Segundo Weber, a neutralidade
axiológica é a obrigação e a vocação dos cientistas; ou seja, a procura da objetividade faz parte da ética
profissional daqueles que trabalham em ciência. Sendo o cientista humano, e, portanto, pautando a sua
ação por valores, tem a obrigação de, na descoberta científica, sobrepor o valor ético da neutralidade
axiológica a todos os seus outros valores e crenças pessoais, estando disponível para aceitar factos que
contrariem os seus próprios valores pessoais quando cria conhecimento. A descoberta é o fim da ciência
e o cientista deve entregar-se a ela com paixão. O conhecimento em si é bom e o cientista tem de
busca-lo com a mente aberta para aceitar a realidade como ela é.
Max Weber considera que não cabe ao cientista decidir o que fazer com os resultados da sua pesquisa,
cabendo-lhe apenas produzi-la. Por isso, discorre também acerca da vocação política, que deve situar-
se ao nível do julgamento e da opção valorativa. Como aplicar? Onde aplicar? Porquê aplicar? Quanto
custa aplicar?
Max Weber propõe aos cientistas que se abstenham de interferir na esfera pública e se dediquem a
procurar a objetividade.
Em O político e o cientista, Weber fez uma reflexão sobre vários aspetos da carreira de investigador e de
professor, em torno dos conceitos de razão, de racionalidade do trabalho cientifico e de ação política.
Isto não significa que o autor considerasse poder existir uma objetividade total no trabalho científico. Pelo
contrário, Weber sabia que esse trabalho refletiria sempre, em alguma medida, os valores e as ideias
dos cientistas.
O autor sublinhou a importância da preparação dos cientistas para distinguirem os atos de julgamento do
real dos atos de reconhecimento do real, bem como para analisarem a verdade dos factos e
simultaneamente revelarem os seus próprios valores, de modo a que não se confundissem com o
reconhecimento dos factos reais.
O cientista deveria dedicar-se à descoberta de factos e ao esclarecimento das suas inter-relações, ou
seja, deveria fazer juízos de facto acerca da realidade e deixar a ação política ou interventiva para os
que representam grupos de interesses e ideologias (os políticos) e que julgam a realidade também
através de juízos de valor.

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Os juízos de valor são matéria especificamente pertencente à moral e à ética, enquanto objetos de
estudo. Mas são usados no dia a dia e incorporados nos conhecimentos de senso comum, nos discursos
políticos, religiosos, estéticos, sociais, etc. Max Weber considerou que a abstenção de juízos de valor
deveria fazer parte da racionalidade e da vocação científicas. O autor considerou a possibilidade da
objetividade dependente do facto de o investigador ter vocação científica. A vocação traria consigo a
paixão pela racionalidade e pela objetividade. Weber afirmou que “no campo da ciência só tem
´personalidade´ quem está pura e simplesmente ao serviço da causa” (1973:154). A “causa” para Weber,
incluía a racionalização e a “desmagificação” do mundo através do cálculo, da previsão, da prática, da
técnica e do conceito.

A SOCIOLOGIA E A COMPREENSÃO DA AÇÃO SOCIAL: UMA METODOLOGIA QUALITATIVA


Uma das mais importantes aceções epistemológicas weberianas diz respeito à natureza dos factos
sociais. Weber considera que a realidade é infinita, quer em extensão, quer em intensidade, e não
contém nenhum sentido próprio, universal, abstrato e perdurável que possa ser descoberto através de
leis gerais. Não existe, para Weber, um determinismo ou uma estrutura semântica atemporal no real.
Pelo contrário, o sentido da realidade é-lhe atribuído pelos indivíduos nas suas ações concretas. Por
isso, Weber não desenvolve uma teleologia da História, nem pesquisa leis imutáveis e universais. Para o
autor, o objeto de estudo da Sociologia é histórico e cultural, e referido a contextos particulares de
significação.

A SUBJETIVIDADE DA AÇÃO SOCIAL


Sem referências culturais e sem conhecer os sentidos que os indivíduos atribuem às suas ações, não há
relação social. Para compreender a ação do outro é preciso conhecer os sentidos significativamente
visados por ele.
Na interação social, os indivíduos agem em função de um conjunto de expectativas quanto ao
comportamento dos outros ou tomando os outros como referência, isto é, tendo em conta os outros. A
realidade social seria produzida pela ação dos sujeitos e incluiria as consequências intencionadas e não
intencionais e não intencionais dos atores. Por isso, Weber afirmou que a sua ciência era a “ ciência da
realidade” (1992:124), a ciência que estudaria as pessoas reais e não as pessoas em abstrato e, por
isso, teria de ser a ciência a permitir a reconstrução, por compreensão (verstehen) interpretativa, dos
sentidos e das motivações que produziam a sociedade, ou seja, a compreensão dos motivos pelos quais
os indivíduos, as instituições, os grupos ou as sociedades agiriam de determinadas formas e não de
outras.

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A compreensão interpretativa obtém-se, segundo Weber, através de uma compreensão emocional-


empática, ou então lógico-racional, através da observação dos atos “num contexto de significado
inteligível” (1973:8). Para tal, o investigador tem de se inserir no mundo significante daqueles que
observa, procurando não os julgar moralmente, mas compreendê-los de forma empática. No dizer de
Weber, o investigador tem de procurar o caminho para chegar “ao coração e às mentes” (ibidem)
daqueles que observa. Segundo o seu próprio exemplo, não temos de ser César para compreender
César, mas temos de nos “meter na sua pele” (compreensão empática) para conhecer o sentido que
atribuía às suas ações.
Weber considerou que os sentidos da ação social tinham uma relação causal com os significados e as
finalidades a que se destinavam; portanto, os padrões de comportamento que surgiam nas sociedades
estavam relacionados com contextos sócio-históricos particulares e incluíam aspetos comunitários
baseados num sentimento de pertença a um grupo de tipo afetivo e tradicional, ou elementos societários
baseados em acordos de tipo racional ou finalista, bem como combinações das duas.
Esta conceção exclui a possibilidade de existÊncia de leis do desenvolvimento histórico, como as de
Marx ou de Comte, e de leis gerais a reger a natureza das coisas e exteriores à vontade dos indivíduos,
como as de Durkheim.
Em Weber, toda a História resulta de ações individuais concretas que partem das avaliações subjetivas
de cada indivíduo. É o caso, por exemplo, do sistema capitalista, que, segundo ele, não corresponde a
uma lei histórica determinística (como a do capitalismo segundo Marx, que corresponde a uma fase da
marcha inexorável da História), mas ao resultado de ações individuais livres que refletem uma cultura e
uma religião concretas, as quais fornecem sentido às práticas individuais que dão forma ao mundo
social.
Weber afirmou: “Enquanto que, no campo da Astronomia, os aspetos celestes apenas despertam o
nosso interesse pelas suas relações quantitativas, suscetiveis de medições exatas, no setor das ciências
sociais, pelo contrário, o que nos interessa é o aspeto qualitativo dos factos. Devemos ainda acrescentar
que, nas ciências sociais, se trata da intervenção de fenómenos espírituais, cuja ´compreensão´ por
´revivência´ constitui uma tarefa especialmente diferente da que poderiam, ou quereriam resolver as
fórmulas do conhecimento exato da natureza” (1992:126).

O TIPO IDEAL
A metodologia compreensiva incide essencialmente sobre as causas individuais dos comportamentos
coletivos. Estas causas individuais não são psicológicas. São causas culturais e históricas que levam os
indivíduos, cada um por si, a atribuir sentidos particulares ao real e à sua ação.
As ações sociais individuais tendem a assemelhar-se e a dar origem a tipos sociais de ação. Um tipo
social não é um comportamento repetido absolutamente uniforme e determinado por uma relação causal

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direta ou mecânica. É uma tendência de comportamento semelhante nos grupos que partilham a mesma
cultura, embora haja variações de indivíduo para indivíduo de acordo com a sua subjetividade coletiva,
formada a partir da agregação das subjetividades individuais, ou seja, os sentidos culturais e históricos
desenvolvidos pelos grupos sociais e pelas sociedades. Ora, dado que os comportamentos coletivos
resultam de ações individuais, a realidade tem uma aparência caótica e parece que os comportamentos
de cada indivíduo são absolutamente únicos e distintos dos outros, porque manisfestaram a sua
personalidade. Mas Weber discorda disto e afirma que os comportamentos coletivos manisfestam
sentidos subjetivos, coletivamente construídos (cultura) em função de vivências de ocorrências coletivas
(História).
Para explicar a ação coletiva, o autor recorreu à elaboração de um instrumento de análise, o tipo ideal.
Este conceito permite definir padrões comportamentos típicos que servem de modelos de comparação
com os comportamentos indivíduais e possibilitam a integração destes últimos em categorias de ação,
apesar da diversidade de sentidos indivíduais, sem perderem a sua identidade. O tipo ideal é, assim, um
conceito teórico abstrato, aproxiamdo de um modelo que exprime sinteticamente o caráter de um
fenómeno social sem ter de o reproduzir exatamente, mas por aproximação de sentido.
Devemos entender o tipo ideal como uma espécie de fórmula de interpretação da diversidade da ação
racional empírica. Apesar disso, o objeto de estudo da Sociologia pode incluir ações irracionais, pois o
tipo ideal permite apreender os sentidos atribuidos pelos atores às suas ações e é sempre feito a partir
da obdervação de factos reais, que constituem provas empíricas relativas aos conceitos e às
siginificações construídos.
Ou seja, o facto de uma ação ser irracional não implica que não possamos compreender o sentido que
lhe atribui o autor. Por exemplo, um ato de magia, que não é racional, pode ser explicado racionalmente
pela sociologia compreensiva, que tentará encontrar a causalidade que antecede essa prática. Assim,
podemos, por exemplo, constituir o tipo ideal do mágico, apesar das diferentes práticas de magia, da
variabilidade no tempo e no espaço, acentuando traços fundamentais desse fenómeno e esclarecendo o
sentido subjetivamente visado numa pluralidade de ações mágicas. Podemos interpretar a realidade se
dispusermos de um “intérprete”, que é o tipo ideal construído pelo método tipológico.
A construção do tipo ideal como intérprete no processo de investigação é possível nas seguintes
condições:
 Encontrarmos uma pluralidade infinita de ações que possam ser reduzidas a um ou outro aspeto
invariável, ou seja, que possuam ser “encaixadas” num modelo – unilateralidade;
 Os seus fatores causais possam ser racionalmente ordenados, mesmo que haja muitos fatores
causais irracionais que fique por explicar – racionalidade e regressão causal;
 Possa encaixar-se num modelo irreal e não encontrável impíricamente, mas cuja construção
parcial permita apreender o sentido ações reais concretas e, de forma simplificada, compreendê-
las – utopia ou abstração e acentuação intencional.

AÇÃO SOCIAL

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Já vimos como Weber entende que a ação social é o resultado de condutas com significado atribuído
pelos seus atores e dirigidas a outrem, quer esse outrem se encontre no passado, no presente ou no
futuro. Fora de uma significação e de uma interação não há, segundo Weber, ação social propriamente
dita. A explicação da ação social deve fazer-se pela busca interpretativa de regressão causal.

AÇÃO RACIONAL EM RELAÇÃO A VALORES


É uma ação individual ou coletiva que tem como base um ideal ou uma crença e que resulta de agir
racionalmente de forma a demonstrar a adesão a essa crença ou a esse ideal. Aos olhos de outros,
estas ações podem parecer irracionais, mas para os seus atores, são racionais e independentes dos
danos que lhes possam causar pessoalmente, pois colocam os seus valores acima de si mesmos.
O que é racional para uns não o é para outros ou para nós próprios. De facto, quando tentarmos
interpretar de forma compreensiva estas ações, segundo Weber, temos de o fazer empaticamente, ou
seja, colocando-nos na pele dos atores e compreender o sentido que eles, subjetivamente atribuem às
suas ações (fazem-se crucificar, usar ou não usar burca ou véu islâmico, legislar segundo o seu
entendimento dos valores da pátria, etc.). como verificamos, sempre que a ação só faz sentido um
quadro cultural e axiológico específico, segundo Weber, não podemos dizer que seja irracional, ilógica ou
retrógrada.
Não podemos julgar em função dos nossos valores, mas dos valores dos que estamos a observar. Assim
compreendemos que do ponto de vista deles, há uma razão lógica para a ação, ou seja, estas ações são
racionais em relação aos valores que as causam. Logo, cabe à sociologia emitir juízos de facto que
decorrem desta compreensão interpretativa. Devemos explicar porque motivo é lógico para uma mulher
islâmica usar o véu e não fazer juízos de valor, censurando-a. Do mesmo modo, devemos explicar em
que sentido é lógica a atitude do legislador contra o véu islâmico e independentemente da nossa opinião
pessoal, que também decorre dos nossos valores, devemos fazer um juízo de facto.

AÇÃO RACIONAL EM RELAÇÃO A FINS


Este tipo de ação é, segundo Weber, o que predomina nas sociedades modernas capitalistas.
Caracteriza-se por ser estratégica, finalista. Ou seja, atendendo à relação custo-benefício (no sentido de
atingir racionalmente um objetivo), a ação é calculada utilizando-se os meios mais adequados e eficazes,
de entre os disponíveis, para atingir as finalidades. É o caso das ações económicas de mercado, da
condução de empresas e das ações de investigação científica, em que, deliberadamente, os atores
tentam afastar as pré-noções que têm do senso-comum, abster-se de implicar os valores próprios nas
análises e nas metodologias estabelecidas, etc.

AÇÃO TRADICIONAL
A racionalização das ações tradicionais assenta em hábitos e costumes cristalizados, condutas
repetitivas. Max Weber compara estas ações à imitação, pois, em muitos casos, parecem ser ações
automáticas, pouco críticas, conscientes ou devidas a fortes convicções pessoais ou a objetivos. Muitas
vezes, as ações tradicionais chocam com os estilos de vida modernos e sobrepõem-se mesmo a
convicções racionais.

AÇÃO AFETIVA
As ações afetivas, segundo Weber, são aquelas que fazem sentido (subjetivo) quando se têm em conta
afetos. A sua racionalidade pode até ser mista, com alguns fatores instrumentais, mas é

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predominantemente um ato de afeto. Por exemplo, a adoção de crianças é, em princípio, uma ação de
racionalidade mista, que envolve sentimentos, mas pode também envolver uma racionalidade em
relação a fins, já que o adotante procura concretizar algo que considera do seu interesse e objetivo.
Em conclusão, devemos referir que, para Weber, muitas condutas aparentemente irracionais são
racionais relativamente às suas causas. Por exemplo, um adolescente que fuma pode simplesmente
estar a agir racionalmente em relação à sua finalidade de ser aceite num grupo de referência em que
todos fumam. A racionalidade desta ação não será em relação ao valor “vida e saúde”, mas pode ser
uma racionalidade social de identidade e de integração. Não cabe ao sociólogo fazer julgamentos, mas
entrar em rutura com o senso comum e construir o seu trabalho científico em função da racionalidade
que exprime o sentido subjetivamente visado pelo ator.
É particularmente importante voltar a sublinhar que Weber considera que os agrupamentos coletivos
resultam sempre de ações individuais, por isso, nunca minimiza o papel dos indivíduos, considerando
sempre relevante o ator na relação indivíduo-sociedade. O autor considera que, nas relações sociais,
há sempre elementos individuais e comunitários ou societários. Além disso, as ações sociais não são
necessariamente, ou quase nunca, racionais de tipo puro (de acordo com os tipos mistos), mas incluem
várias racionalidades em simultâneo.

PODER, AUTORIDADE E DOMINAÇÃO


As relações sociais desenvolvem-se em quadros sócio-históricos particulares, nos quais se exercem
várias formas de poder e de autoridade que são legitimados por mecanismos diversos. O autor considera
que a luta é a essência das sociedades e que o poder se exerce, precisamente, no quadro de lutas entre
os vários indivíduos, seja na guerra, no mercado ou na política, por exemplo. A luta serve para “impor a
própria vontade” (Weber, 1984:31) sobre outras vontades as lutas podem ocorrer por motivações
económicas, mas muitas vezes, têm como objetivo a procura da superioridade, da honra e do prestígio
do poder (ibidem).
Portanto a sociedade segundo Weber, é um cosmos de relações sociais que os indivíduos estabelecem,
ou deixam de estabelecer, que forçam e procuram, que aceitam ou recusam, etc, num processo a que o
autor chama seleção social. Este processo dá origem e suporta uma estrutura de dominação social
complexa, assente em formas de dominação legítimas.

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Max Weber comparou os tipos ideias de dominação das sociedades modernas com os das sociedades
antigas e concluiu que, nas sociedades industriais, tendiam a ocorrer formas de dominação do tipo
“autoridade ou dominação legítima”, ou seja, um tipo de autoridade baseado no Direito e nos
regulamentos impessoais que presidiam à gestão das organizações burocráticas. Nas sociedades mais
antigas, de tipo feudal, tendiam a ocorrer formas de dominação de tipo “tradicional”, baseadas na
lealdade pessoal a um senhor, um rei, uma ordem religiosa ou outra comunidade. Os tipos de autoridade
exercidos nas sociedades variam de acordo com os princípios de autoridade que lhes subjazem.

Segundo Weber, a dominação legítima é constituída por atos que são aceites pelos participantes como
tendo validade. Cada indivíduo presente orienta a sua ação em função do sentido que efetivamente
atribui ao acontecimento e pela crença na ordem legítima que garante a coesão social e a manutenção
do grupo e de uma dada ordem social dominante.

A DOMINAÇÃO LEGÍTIMA A ILEGÍTIMA – AS TEORIAS


Max Weber interessou-se especialmente pela forma de dominação legítima do Estado-nação, cujo poder
lhe advém de ter o monopólio da violência legítima, materializada num corpo de forças militares e
políciais. O Estado é considerado por Weber como sendo uma estrutura com um território legalmente
reconhecido, além de outros aspetos que por si sós não formam uma nação, tais como a partilha de

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origens étnicas, culturais, etc. Essa estrutura legal, através do monopólio da violência legítima, tem a
capacidade de se proteger de outros Estados, manter a ordem interior e a sua independência. É legal
exercer violência sobre pessoas, desde que seja exercida pelo próprio Estado através das suas forças
militares. O uso da violência é controlado pelo Direito e pela magistratura e, nas sociedades
contemporâneas, é suposto que se destine essencialmente a assegurar a garantia dos direitos humanos.
O regime jurídico deve equilibrara dois direitos fundamentais que são opostos um ao outro: a liberdade
individual e a segurança. Segundo Weber, o destino político dos países depende do nível e da forma
como exercem a violência legítima, dentro e fora das suas fronteiras. Quando o Estado perde a sua
autoridade legítima e, por conseguinte, o monopólio da violência, a sociedade entra num estado que é
vulnerável à proliferação da violência privada que é exercida por uns grupos sobre outros. É o caso da
guerra civil. Nesse caso, o Direito não se aplica e a sociedade sofre a violência arbitrariamente em
função do desenrolar do conflito, não garantindo aos cidadãos a liberdade individual, nem a segurança
efectiva.

DOMINAÇÃO BUROCRÁTICA
A burocracia institucional é um sistema de denominação racional em relação a fins, próprios das
administrações modernas, e é implementada através de regras, de normas e de práticas estabelecidas
de forma abstrata, impessoal e independente dos sujeitos que as executam, de modo a garantir a
implementação de um processo racional de dominação. Este processo racional é rotinizado,
hierarquizado e regulado pelas normas. a autoridade é implícita através de cargos objetivamente
estabelecidos (Weber, 1984). Numa estrutura burocrática, a autoridade é supostamente atribuída por
competência profissional e as tarefas são desempenhadas por oficiais submetidos às regras e à
autoridade do chefe. Tal acontece apenas para o desempenho das suas tarefas profissionais específicas,
não existindo necessariamente outras relações sociais ou afetos, com o chefe e os colegas, fora da
estrutura burocrática.
Cada oficial tem a sua esfera de competências claramente definida e estabelece com a estrutura uma
relação contratual que resulta de uma seleção baseada em habilitações que são garantidas por diplomas
legais. Estes oficiais são remunerados por salários tabelados e aos quais correspondem alguns direitos e
regalias sociais (Weber, 1984). O grande objetivo da estrutura burocrática é a racionalização das tarefas
e a redução da interferência de ações racionais por referência a valores, afetivos ou tradicionais,
mediante o cumprimento de regras de relacionamento profissional formais e controladas por uma
autoridade racional competente.

DOMINAÇÃO CARISMÁTICA
Este é um tipo de dominação que Weber considera não racional, pois deriva diretamente do carisma, ou
capacidade de um indivíduo se fazer admirar pelos outros. A dominação carismática é sempre
personalizada e só exerce a partir de um indivíduo particular, na sua singularidade, pois o carisma não
se aplica a entidades coletivas, grupos ou organizações.
O carisma é, segundo Weber, a “qualidade, que passa por extraordinária (cuja origem é condicionada
magicamente, quer se trate de profetas, feiticeiros, árbitros, chefes de caçadas ou comandantes
militares), de uma personalidade, graças à qual esta é considerada possuidora de forças sobrenaturais,
sobre humanas – ou não acessíveis a qualquer pessoa, ou então como enviada de Deus, guia ou líder,
Weber (1984:193).
Max Weber considerava que nas burocracias se tendia a desprezar a religiosidade irracional e a
instrumentaliza-la para a dominação. Isto porque o proletariado e a pequena burguesia tendiam a ser
avessos ou indiferentes à religião, mas favoráveis às “missões religiosas, sobretudo as que adquirem
forma mágica ou mágico-orgiástica” (Weber, 1984:389).

DOMINAÇÃO CARISMÁTICA
Há pessoas com a capacidade de criar seguidores e admiradores. Parecem ter um dom pessoal para
atrair os outros, são lideres naturais. Quando um líder natural fala, é apreciado, aclamado e seguido
pelas multidões porque possui “carisma” (do grego “kharisma”-“dom”), que pode usar tanto para
benefício próprio como dos outros, assim como para fins maléficos e criminosos.
A comunidade carismática é formada pelos que aceitam e seguem um chefe carismático, cuja autoridade
aceitam de quem se consideram discípulos e com quem se envolvem (Weber, 1984). Os lideres
carismáticos são vistos como profetas ou messias, uma vez que se comportam messianicamente.

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RACIONALIZAÇÃO
Weber considerava que o traço dominante do Ocidente era a racionalização. Essa organização racional
do mundo seria responsável pelo estabelecimento do sistema capitalista e pela organização burocrática
que se estabeleceu, quer no domínio público, quer no domínio privado, como um sistema de leis
aplicado de forma administrativa ou jurídica, imparcial e igual para todos (Weber, 1984).

CAPITALISMO
Max Weber considerava que o capitalismo era uma forma de racionalização de vida ativa iniciada pelos
protestantes e especialmente pela ética calvinista. O autor demonstrou a sua convicção na sua tese de
doutoramento. A ética protestante e o espírito do capitalismo.

ESTRATIFICAÇÃO SOCIAL
Weber, tal como Marx, estudou o sistema capitalista, a desigualdade e a estratificação social.
Enquanto Marx iniciou uma teoria da estratificação social baseada numa hierarquia de posse de recursos
materiais e económicos, Weber focou a sua atenção nos processos económicos e não económicos da
estratificação, e na manutenção das desigualdades, tais como a distribuição do poder e do estatuto
social dos indivíduos. Marx concentrou-se na importância da oposição das classes de capitalistas e
proletários e Weber definiu um sistema com mais estratos diferenciados, nomeadamente desenvolvendo
o conceito de classe média.

Max weber utiliza o termo classe para qualificar grupos de indivíduos com os mesmos interesses
económicos e estilos de vida, que derivam do rendimento e das oportunidades de trabalho no mercado.
O autor considera a existência de quatro classes, isto é, de pessoas que têm uma posição semelhante
em relação à posse de bens e de habilitações literárias:
 Trabalhadores;
 Pequena burguesia;
 Especialistas profissionais liberais e qualificados não proprietários;
 Privilegiados pela posse de propriedade e educação.

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Max Weber cruza este critério da riqueza e do trabalho com outro, o prestígio, o reconhecimento social, a
honra de pertencer a determinados grupos de status – situação estamental ou ordens sociais. Este
tipo de hierarquia funda-se numa racionalidade diferente da das classes e é próprio de comunidades.

Portanto, para Weber, para além da posição económica das pessoas, há uma posição hierárquica de
status, ou seja, de uma posição privilegiada ou desprivilegiada relativamente ao prestígio, ao estilo de
vida, à educação recebida, à raça e ao género.

As ordens sociais podem ser mais ou menos fechadas e estão geralmente relacionadas com grupos
que se distinguiram historicamente, famílias ditas tradicionais de tendência endogâmica,
comportamentos típicos, modos de falar e de gesticular, modos de vestir, afastamento de algumas
atividades consideradas indignas, tais como o trabalho, pelo menos por conta de outrem, prescrição de
alguns comportamentos considerados incorretos e grande valorização de outros, etc. é o caso das
ordens medievais, que incluíam regras estritas quanto aos trajes aceites.

Weber mostra que o status e o prestígio de um indivíduo não estão apenas diretamente ligados. À sua
classe económica, dependendo de outros fatores, como o tipo de habitação, os colégios dos filhos, etc.
Assim podem existir pessoas que são muito ricas, possuem muito dinheiro e bens, mas não têm
relacionamentos de amizades com indivíduos de grande prestígio. Por exemplo, os novos ricos.

Carla Forno

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Weber considerou que os partidos políticos derivavam desta estratificação social, sendo estruturas que
visam racionalmente influenciar a distribuição de poder na sociedade e no Estado. Os partidos assentam
na procura de finalidades coletivas e individuais e nem sempre é fácil distinguir estas finalidades umas
das outras.

CONCLUSÃO…
Os estudos sociológicos de Max Weber criaram uma nova tradição teórica na Sociologia, chamada
sociologia compreensiva e histórica, pelo facto de construírem um tipo de análise do real social assente
em múltiplos critérios e superarem alguns reducionismos típicos da época. Essa complexidade, que
abrange o económico, o político, o religioso, o cultural, o simbólico, etc. foi de grande utilidade para a
compreensão da complexa realidade contemporânea. Os seus principais conceitos são hoje
fundamentais para a análise sociológica.
Embora Marx e os seus seguidores tenham dominado o pensamento alemão durante a segunda metade
do século XIX e princípio do século XX, muito desse pensamento foi desenvolvimento em oposição a
eles.
É o caso de Max Weber, que considera a teoria marxista demasiado simplista e economicista. Weber
recusa aceitar a teoria de Marx de que as ideias sejam um simples reflexo do mundo material e dedica-
se a estudar a influência destas nos factos históricos, nomeadamente do surgimento do capitalismo. O
autor considerou o mundo das ideias como autónomo em relação à Economia e capaz de a afetar de
forma decisiva, especialmente as ideias religiosas, que associou ao desenvolvimento do racionalismo
ocidental e à sua manifestação na esfera económica – sistema capitalista.

Carla Forno

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