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SUMÁRIO
LEI Nº 11.343/06 (LEI DE DROGAS) ...................................................................................................... 2
ART. 41 DA LEI DE DROGAS – COLABORAÇÃO PREMIADA............................................................... 2
NATUREZA JURÍDICA ..................................................................................................................... 2
CARACTERÍSTICAS ......................................................................................................................... 2
ART. 44 DA LEI DE DROGAS – INCONSTITUCIONALIDADE ............................................................... 3
ART. 45 DA LEI DE DROGAS – ISENÇÃO DE PENA (EXCLUSÃO DA CULPABILIDADE) ........................ 3
ART. 46 DA LEI DE DROGAS – SEMI-IMPUTABILIDADE..................................................................... 5
DA INVESTIGAÇÃO ............................................................................................................................ 5
ART. 50, §§ 1º AO 3º, DA LEI DE DROGAS – PRISÃO EM FLAGRANTE .......................................... 5
ART. 32; ART. 50, §§4º E 5º; ART. 50-A; TODOS, DA LEI DE DROGAS – DESTRUIÇÃO DAS
DROGAS ........................................................................................................................................ 6
PRAZO DE CONCLUSÃO DO INQUÉRITO POLICIAL........................................................................ 7
PROCEDIMENTOS INVESTIGATÓRIOS ........................................................................................... 8
DA INSTRUÇÃO CRIMINAL ................................................................................................................ 9
DA APREENSÃO, ARRECADAÇÃO E DESTINAÇÃO DE BENS DO ACUSADO ..................................... 11
EXERCÍCIOS ......................................................................................................................................... 11
GABARITO ....................................................................................................................................... 13

MUDE SUA VIDA!


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LEI Nº 11.343/06 (LEI DE DROGAS)

ART. 41 DA LEI DE DROGAS – COLABORAÇÃO PREMIADA

MUITO IMPORTANTE

O Art. 41 da Lei nº 11.343/06 tem a seguinte redação:

Art. 41. O indiciado ou acusado que colaborar voluntariamente com


a investigação policial e o processo criminal na identificação dos
demais coautores ou partícipes do crime e na recuperação total ou
parcial do produto do crime, no caso de condenação, terá pena
reduzida de um terço a dois terços.

NATUREZA JURÍDICA

A natureza jurídica da colaboração premiada é de meio de obtenção de prova.

Por essa razão, afirma-se que a colaboração premiada não prova nada por si só,
devendo, portanto, vir corroborada por outros elementos de prova.

Assim, é possível afirmar que o depoimento prestado pelo colaborador não é suficiente
para embasar uma condenação, devendo as informações serem comprovadas por outras
provas, por exemplo, documentos, laudos periciais ou depoimentos testemunhais.

CARACTERÍSTICAS

É importante frisar que a colaboração premiada da Lei nº 11.343/06 não é idêntica da


Lei de Organizações Criminosas (Lei nº 12.850/13), que é a mais relevante sobre o tema.

Portanto, para que não haja dúvidas quanto às características da colaboração premiada
na Lei de Drogas, tem-se:

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COLABORAÇÃO
PREMIADA
(LEI DE DROGAS)

Voluntariedade

Identificação de
comparsas ou
recuperação do
produto do crime

Redução de pena
(1/3 a 2/3)

ART. 44 DA LEI DE DROGAS – INCONSTITUCIONALIDADE

MUITO IMPORTANTE

O Art. 44 da Lei nº 11.343/06 tem a seguinte redação:

Art. 44. Os crimes previstos nos arts. 33, caput e § 1º , e 34 a 37 desta


Lei são inafiançáveis e insuscetíveis de sursis, graça, indulto, anistia
e liberdade provisória, vedada a conversão de suas penas em
restritivas de direitos.

Parágrafo único. Nos crimes previstos no caput deste artigo, dar-se-


á o livramento condicional após o cumprimento de dois terços da
pena, vedada sua concessão ao reincidente específico.

Como visto anteriormente, o STF declarou a inconstitucionalidade da expressão “vedada


a conversão de suas penas em restritivas de direitos”.

Vale lembrar que tal vedação não se restringe ao tráfico privilegiado, mas para qualquer
tipo penal da Lei nº 11.343/06.

ART. 45 DA LEI DE DROGAS – ISENÇÃO DE PENA (EXCLUSÃO DA


CULPABILIDADE)

MUITO IMPORTANTE

MUDE SUA VIDA!


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O Art. 45 da Lei nº 11.343/06 tem a seguinte redação:

Art. 45. É isento de pena o agente que, em razão da dependência, ou


sob o efeito, proveniente de caso fortuito ou força maior, de droga,
era, ao tempo da ação ou da omissão, qualquer que tenha sido a
infração penal praticada, inteiramente incapaz de entender o
caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse
entendimento.

O dispositivo legal trata de uma hipótese de exclusão de culpabilidade


(inimputabilidade) muito similar à embriaguez, presente no Art. 28, §1º, Código Penal.

Art. 28, § 1º - É isento de pena o agente que, por embriaguez


completa, proveniente de caso fortuito ou força maior, era, ao
tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o
caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse
entendimento.

Contudo, diferentemente do que ocorre no Código Penal, que só admite a embriaguez


fortuita, a Lei nº 11.343/06 permite que tanto o dependente quanto o caso fortuito levem à
isenção de pena.

LEI DE DROGAS
CÓDIGO PENAL
(LEI Nº 11.343/06)

Caso fortuito Caso fortuito


e força maior e força maior

Dependência

DÚVIDA: A isenção de pena prevista no Art. 45 da Lei nº 11.343/06 só se


restringe aos tipos penais nela previstos?

A resposta é NÃO.

O Art. 45 da Lei nº 11.343/06 não traz qualquer tipo de limitação quanto ao alcance da
causa de exclusão de culpabilidade.

Dessa forma, a dependência ou o caso fortuito/força maior isenta o agente da imputação


de qualquer tipo penal.

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ART. 46 DA LEI DE DROGAS – SEMI-IMPUTABILIDADE

O Art. 46 da Lei nº 11.343/06 tem a seguinte redação:

Art. 46. As penas podem ser reduzidas de um terço a dois terços se,
por força das circunstâncias previstas no art. 45 desta Lei, o agente
não possuía, ao tempo da ação ou da omissão, a plena capacidade
de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo
com esse entendimento.

O dispositivo legal deve incidir quando não for possível a aplicação do Art. 45 da Lei nº
11.343/06, ou seja, quando a limitação do agente não for total e, sim, parcial.

DA INVESTIGAÇÃO

ART. 50, §§ 1º AO 3º, DA LEI DE DROGAS – PRISÃO EM FLAGRANTE

O Art. 50, §§ 1º ao 3º, da Lei nº 11.343/06 tem a seguinte redação:

Art. 50. Ocorrendo prisão em flagrante, a autoridade de polícia


judiciária fará, imediatamente, comunicação ao juiz competente,
remetendo-lhe cópia do auto lavrado, do qual será dada vista ao
órgão do Ministério Público, em 24 (vinte e quatro) horas.
§ 1º Para efeito da lavratura do auto de prisão em flagrante e
estabelecimento da materialidade do delito, é suficiente o laudo de
constatação da natureza e quantidade da droga, firmado por perito
oficial ou, na falta deste, por pessoa idônea.
§ 2º O perito que subscrever o laudo a que se refere o § 1º deste
artigo não ficará impedido de participar da elaboração do laudo
definitivo.
§ 3º Recebida cópia do auto de prisão em flagrante, o juiz, no prazo
de 10 (dez) dias, certificará a regularidade formal do laudo de
constatação e determinará a destruição das drogas apreendidas,
guardando-se amostra necessária à realização do laudo definitivo.

A prisão em flagrante na Lei nº 11.343/06 deve seguir a ordem:

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Prisão em Vistas MP (24


Laudo preliminar
flagrante horas)

Verificação
Destruição das judicial Laudo definitivo
drogas
(10 dias)

DÚVIDA: A falta do laudo definitivo pode ser suprida pelo laudo provisório?

A resposta é SIM.

Segundo o STJ, em regra, o laudo definitivo é imprescindível para a condenação pelo


tráfico de drogas.

Contudo, em situações excepcionais, admite-se a comprovação da materialidade por


meio do laudo provisório, desde que permita grau de certeza idêntico ao laudo definitivo,
quando elaborado por perito oficial.

ART. 32; ART. 50, §§4º E 5º; ART. 50-A; TODOS, DA LEI DE DROGAS –
DESTRUIÇÃO DAS DROGAS

O Art. 50, §§4º e 5º, da Lei nº 11.343/06 tem a seguinte redação:

Art. 50, § 4º - A destruição das drogas será executada pelo delegado


de polícia competente no prazo de 15 (quinze) dias na presença do
Ministério Público e da autoridade sanitária
§ 5º O local será vistoriado antes e depois de efetivada a destruição
das drogas referida no § 3º, sendo lavrado auto circunstanciado
pelo delegado de polícia, certificando-se neste a destruição total
delas.

Por outro lado, o Art. 50-A da Lei nº 11.343/06 afirma:

Art. 50-A. A destruição das drogas apreendidas sem a ocorrência de


prisão em flagrante será feita por incineração, no prazo máximo de
30 (trinta) dias contados da data da apreensão, guardando-se
amostra necessária à realização do laudo
definitivo. (Redação dada pela Lei nº 13.840, de 2019)

Por fim, o Art. 32 da Lei nº 11.343/06 descreve:

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Art. 32. As plantações ilícitas serão imediatamente destruídas pelo


delegado de polícia na forma do art. 50-A, que recolherá quantidade
suficiente para exame pericial, de tudo lavrando auto de
levantamento das condições encontradas, com a delimitação do
local, asseguradas as medidas necessárias para a preservação da
prova. (Redação dada pela Lei nº 12.961, de 2014)

Dos dispositivos legais acima citados, podemos concluir que:

DROGAS

Apreensão Plantação

Incineração
Flagrante Sem Flagrante
imediata

Com autorização Sem autorização


judicial judicial

Até 15 dias após


Até 30 dias após
autorização
a apreensão
judicial

PRAZO DE CONCLUSÃO DO INQUÉRITO POLICIAL

MUITO IMPORTANTE

O Art. 51 da Lei nº 11.343/06 apresenta os prazos para conclusão do inquérito policial:

Art. 51. O inquérito policial será concluído no prazo de 30 (trinta)


dias, se o indiciado estiver preso, e de 90 (noventa) dias, quando
solto.

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PRESO SOLTO
30 + 30 90 + 90
(dias) (dias)

PROCEDIMENTOS INVESTIGATÓRIOS

O Art. 53 da Lei nº 11.343/06 traz o rol de procedimentos investigatórios disponíveis à


autoridade policial:

Art. 53. Em qualquer fase da persecução criminal relativa aos


crimes previstos nesta Lei, são permitidos, além dos previstos em lei,
mediante autorização judicial e ouvido o Ministério Público, os
seguintes procedimentos investigatórios:
I - a infiltração por agentes de polícia, em tarefas de investigação,
constituída pelos órgãos especializados pertinentes;
II - a não atuação policial sobre os portadores de drogas, seus
precursores químicos ou outros produtos utilizados em sua
produção, que se encontrem no território brasileiro, com a
finalidade de identificar e responsabilizar maior número de
integrantes de operações de tráfico e distribuição, sem prejuízo da
ação penal cabível.

Parágrafo único. Na hipótese do inciso II deste artigo, a autorização


será concedida desde que sejam conhecidos o itinerário provável e a
identificação dos agentes do delito ou de colaboradores.

DÚVIDA: O que é a infiltração de agentes?

É uma técnica de investigação que consiste em implantar, dentro dos grupos criminosos,
agentes policiais disfarçados que, dessa forma, conseguirão obter elementos de prova
impossíveis de serem coletados por outros métodos de investigação.

DÚVIDA: O que é a não atuação policial prevista no Art. 53, II, da Lei nº
11.343/06?

É um instrumento de investigação em que a autoridade policial, mesmo diante de


indícios da prática de uma conduta delituosa, retarda a intervenção para um momento
posterior e mais conveniente do ponto de vista da investigação.

É uma espécie de ação controlada.

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DÚVIDA: A infiltração de agentes e a não atuação policial previstas na Lei nº


11.343/06 necessitam de autorização judicial?

A resposta é SIM.

Por expressa previsão legal (Art. 53, caput), as diligências acima citadas necessitam de
autorização judicial e oitiva do Ministério Público.

CUIDADO: A ação controlada prevista na Lei nº 12.850/13 (Lei das


Organizações Criminosas) não necessita de autorização judicial.

LEI DE LEI DAS


DROGAS ORCRIM
Necessita de Não necessita
autorização de autorização
judicial judicial

DA INSTRUÇÃO CRIMINAL

A instrução criminal prevista na Lei nº 11.343/06 não tem alta incidência nas provas de
concurso público (com exceção das carreiras jurídicas, por exemplo, magistratura e Delegado
de Polícia).

De toda forma, para facilitar a compreensão dos Arts. 54 ao 59 da Lei nº 11.343/06,


apresenta-se o seguinte esquema:

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Oferecimento da
Conclusão do IP Vistas do MP denúncia
(10 dias)

Audiência de Defesa prévia


Recebimento da
instrução e
denúncia (10 dias)
julgamento

Sentença

MUITO IMPORTANTE

O Art. 57 da Lei nº 11.343/06 prevê que o interrogatório do acusado ocorrerá antes da


inquirição das testemunhas:

Art. 57. Na audiência de instrução e julgamento, após o


interrogatório do acusado e a inquirição das testemunhas, será
dada a palavra, sucessivamente, ao representante do Ministério
Público e ao defensor do acusado, para sustentação oral, pelo prazo
de 20 (vinte) minutos para cada um, prorrogável por mais 10 (dez),
a critério do juiz.

DÚVIDA: O interrogatório do acusado antes do depoimento das testemunhas


não violaria o princípio da ampla defesa?

A resposta é SIM.

Segundo a jurisprudência dos Tribunais Superiores, apesar da expressa previsão legal


(Lei nº 11.343/06, Art. 57), o interrogatório do acusado deve ser a última diligência da
audiência de instrução e julgamento, sob pena de violação do princípio do contraditório e da
ampla defesa.

O motivo é simples, ao acusado deve ser concedida a possibilidade de se manifestar


sobre todos os fatos, inclusive, aqueles informados pelas eventuais testemunhas.

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DA APREENSÃO, ARRECADAÇÃO E DESTINAÇÃO DE BENS DO


ACUSADO

A Lei nº 13.840/2019 trouxe ampla alteração acerca do tema ora abordado.

Contudo, o tema é considerado de muito aprofundamento para as provas de concurso


público, sendo, portanto, mais relevantes para as carreiras jurídicas.

Art. 60. O juiz, a requerimento do Ministério Público ou do


assistente de acusação, ou mediante representação da autoridade
de polícia judiciária, poderá decretar, no curso do inquérito ou da
ação penal, a apreensão e outras medidas assecuratórias nos casos
em que haja suspeita de que os bens, direitos ou valores sejam
produto do crime ou constituam proveito dos crimes previstos nesta
Lei, procedendo-se na forma dos arts. 125 e seguintes do Decreto-Lei
nº 3.689, de 3 de outubro de 1941 - Código de Processo
Penal. (Redação dada pela Lei nº 13.840, de 2019)

Art. 61. A apreensão de veículos, embarcações, aeronaves e


quaisquer outros meios de transporte e dos maquinários, utensílios,
instrumentos e objetos de qualquer natureza utilizados para a
prática dos crimes definidos nesta Lei será imediatamente
comunicada pela autoridade de polícia judiciária responsável pela
investigação ao juízo competente. (Redação dada pela Lei nº
13.840, de 2019)

Art. 62. Comprovado o interesse público na utilização de quaisquer


dos bens de que trata o art. 61, os órgãos de polícia judiciária,
militar e rodoviária poderão deles fazer uso, sob sua
responsabilidade e com o objetivo de sua conservação, mediante
autorização judicial, ouvido o Ministério Público e garantida a
prévia avaliação dos respectivos bens. (Redação dada pela Lei
nº 13.840, de 2019)

EXERCÍCIOS
1. (CESPE/2018 – PF – Delegado) - Em diligência com o objetivo de combater o tráfico
internacional de entorpecentes, policiais federais localizaram uma plantação de
maconha, onde encontraram equipamentos utilizados para embalar a droga. No local,
foram apreendidos dinheiro e veículos e foram presas cinco pessoas que se
encontravam na posse dos bens e cuidavam da plantação. Nessa situação hipotética
independentemente de autorização judicial, a autoridade policial deverá proceder de
forma a garantir a imediata destruição da plantação — que poderá ser queimada —,
devendo preservar apenas quantidade suficiente da droga para a realização de perícia.

2. (CESPE/2017 – PC-GO – Delegado) - Vantuir e Lúcio cometeram, em momentos


distintos e sem associação, crimes previstos na Lei de Drogas (Lei n.º 11.343/2006). No
momento da ação, Vantuir, em razão de dependência química e de estar sob influência
de entorpecentes, era inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato. Lúcio,

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ao agir, estava sob efeito de droga, proveniente de caso fortuito, sendo também incapaz
de entender o caráter ilícito do fato. Nessas situações hipotéticas, qualquer que tenha
sido a infração penal praticada,

a) Vantuir terá direito à redução de pena de um a dois terços e Lúcio será isento de pena.
b) somente Vantuir será isento de pena.
c) Lúcio e Vantuir serão isentos de pena.
d) somente Lúcio terá direito à redução de pena de um a dois terços.
e) Lúcio e Vantuir terão direito à redução de pena de um a dois terços.

3. (CESPE/2013 – PF – Delegado) - A autoridade de polícia judiciária deve comunicar ao


juiz competente a prisão em flagrante no prazo improrrogável de cinco dias,
remetendo-lhe cópia do auto lavrado, do qual será dada vista ao MP em até vinte e
quatro horas.

COMENTÁRIO DA QUESTÃO 01: A assertiva está certa.

Os fatos narrados no enunciado se amoldam ao Art. 32 da Lei nº 11.343/06:

Art. 32. As plantações ilícitas serão imediatamente destruídas pelo delegado


de polícia na forma do art. 50-A, que recolherá quantidade suficiente para exame
pericial, de tudo lavrando auto de levantamento das condições encontradas, com a
delimitação do local, asseguradas as medidas necessárias para a preservação da
prova. (Redação dada pela Lei nº 12.961, de 2014)

Dessa forma, o delegado de polícia deverá, de fato, destruir as plantações,


devendo garantir a preservação de quantidade de substância suficiente para a
realização do laudo pericial.

COMENTÁRIO DA QUESTÃO 02: A letra C é a correta.

O enunciado narra as duas hipóteses em que haverá isenção de pena


(exclusão da culpabilidade) por conta da inimputabilidade do agente.

Art. 45. É isento de pena o agente que, em razão da dependência, ou sob o


efeito, proveniente de caso fortuito ou força maior, de droga, era, ao tempo da ação ou da omissão,
qualquer que tenha sido a infração penal praticada, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito
do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.

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COMENTÁRIO DA QUESTÃO 03: A assertiva está errada.

Trata-se de expressa disposição legal contida no Art. 50 da Lei 11.343/06:

Art. 50. Ocorrendo prisão em flagrante, a autoridade de polícia judiciária fará, imediatamente,
comunicação ao juiz competente, remetendo-lhe cópia do auto lavrado, do qual será dada vista ao
órgão do Ministério Público, em 24 (vinte e quatro) horas.

GABARITO
1. CERTO
2. C
3. ERRADO

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