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SISTEMA DE SEPARAÇÃO EM DUAS FASES

DECANTER DC SATURNO 4 FD

MO Português

MANUAL DO

OPERADOR

OPERAÇÃO

SERVIÇO

MANUTENÇÃO
Folha de Dados do Decanter

Especificação Modelo DC SATURNO 4 FD

1 DECANTER CENTRÍFUGO DC SATURNO 4 FD


Modelo DC SATURNO 4 FD
Sistema FAST DRIVE - Ajuste automático e torque
Incluso
(diferencial variável)
Sistema FAST de recuperação de energia. Alta
Inclusa
eficiência e maior economia de energia
Capacidade 8.000 kg/h
Quantidade 01 unidade
Clarificação de óleo de algodão proveniente de
Aplicação
extração por prensas mecânicas
Concentração de sólidos na alimentação 1,5 a 2,0 %
Concentração de sólidos na saída de óleo ≤ 0,2 %
Temperatura de trabalho Até 95°C
Subitem 1.1 – Características técnicas
Comprimento 4.203 mm
Largura 960 mm
Altura 1.234 mm
Peso estático 3.500 kg
Peso dinâmico 8.750 kg
Diâmetro tambor 462 mm
Relação L/D 5,24
Comprimento tambor 2.422 mm
Rotação máxima do tambor 3.000 RPM
Força centrífuga máxima 2.400G
Potência motor principal 60 CV
Potência motor secundário 20 CV
Diâmetro alimentação da máquina 3" (76,2 mm)
Regime de trabalho 24 h/dia
Fases de separação 2 fases (sólido/líquido)
Proteção do motor IP55
Estrutura externa Aço SAE 1020 com cobertura epóxi
Material do tambor (cone e cilindro) Aço inox AISI 414
Material das demais partes em contato com o
Aço inox AISI 304
produto
Rosca e caracol Revestidos com carbeto de tungstênio
Acionamento motor Inversor de frequência e caixa planetária
Raspador de sólidos Revestido com carbeto de tungstênio
Sensores de monitoramento de rotação Incluso
Placas substituíveis ajuste de nível saída do líquido 05 conjuntos - Inclusos

3
Tipo de acoplamento eixo motordecanter Direto
Comando controlado por CLP
Manual técnico operacional Incluso
Caixa de ferramentas com engraxadeiras Incluso
Norma regulamentadora NR-12 Atendida

4
Sumário
1 CONDIÇÕES DE GARANTIA ................................................................................................................................. 8

2 INSTRUÇÕES DE SEGURANÇA ............................................................................................................................10

2.1 OPERANDO O EQUIPAMENTO.................................................................................................................................. 10


2.2 MANUTENÇÃO DO EQUIPAMENTO ........................................................................................................................... 11
2.3 INSTALAÇÃO ELÉTRICA ........................................................................................................................................... 12
2.4 LOCAL DE INSTALAÇÃO........................................................................................................................................... 13

3 DESCRIÇÕES TÉCNICAS ......................................................................................................................................14

3.1 CONJUNTO ROTATIVO ........................................................................................................................................... 14


3.2 DISPOSITIVOS DE ALIMENTAÇÃO E DE DESCARGA DAS FASES SEPARADAS .......................................................................... 14
3.3 SISTEMA DE TRANSMISSÃO ..................................................................................................................................... 14

4 ORIENTAÇÕES PARA INSTALAÇÃO .....................................................................................................................15

4.1 TRANSPORTE ....................................................................................................................................................... 15


4.2 DESCARGA .......................................................................................................................................................... 15
4.3 PROCEDIMENTOS DE INSTALAÇÃO ............................................................................................................................ 15
4.3.1 Base da máquina ........................................................................................................................................ 15
4.3.2 Interligações hidráulicas ............................................................................................................................. 16
4.3.3 Espaço necessário para manutenção .......................................................................................................... 17
4.3.4 Instalações elétricas .................................................................................................................................... 17

5 PRINCÍPIO DE OPERAÇÃO DO DECANTER ..........................................................................................................18

5.1 FLUXOGRAMA DA OPERAÇÃO .................................................................................................................................. 18

6 PROCEDIMENTO DE PARTIDA ............................................................................................................................20

6.1 ANTES DA PARTIDA ............................................................................................................................................... 20


6.2 PARTIDA DO DECANTER ......................................................................................................................................... 20

7 RECOMENDAÇÕES ESPECIAIS ............................................................................................................................22

8 PROCEDIMENTO DE HIGIENIZAÇÃO ...................................................................................................................23

8.1 HIGIENIZAÇÃO ..................................................................................................................................................... 23


8.1.1 Importância da higienização ....................................................................................................................... 24

5
8.2 HIGIENIZAÇÃO DO TUBO DE ALIMENTAÇÃO ................................................................................................................ 24
8.3 HIGIENIZAÇÃO INTENSA ......................................................................................................................................... 24

9 OPERAÇÕES DE ROTINA ....................................................................................................................................25

9.1 MANUTENÇÃO ORDINÁRIA ..................................................................................................................................... 25


9.1.1 Conjunto rotativo ........................................................................................................................................ 25
9.1.2 Sistema de transmissão .............................................................................................................................. 25
9.2 LUBRIFICAÇÃO ..................................................................................................................................................... 25
9.2.1 Redutor com caixa satélite .......................................................................................................................... 26
9.2.2 Rolamentos ................................................................................................................................................. 27
9.2.2.1 Rolamento do caracol ..........................................................................................................................................27
9.2.2.2 Rolamento do mancal ..........................................................................................................................................28
9.2.2.3 Demais considerações sobre lubrificação ............................................................................................................28

10 REGULAGEM DOS PARÂMETROS DE OPERAÇÃO ...............................................................................................29

10.1 SUBSTITUIÇÃO DOS PENTES DE REGULAGEM ............................................................................................................... 29

11 ANOMALIAS DE FUNCIONAMENTO ...................................................................................................................31

11.1 TAMBOR BLOQUEADO QUANDO ACIONADO MANUALMENTE ......................................................................................... 31


11.2 CONJUNTO TAMBOR-ROSCA ENTUPIDO ..................................................................................................................... 31
11.3 MÁQUINA COM VIBRAÇÕES .................................................................................................................................... 32
11.4 RUÍDO NAS PEÇAS DE TRANSMISSÃO......................................................................................................................... 32
11.5 VELOCIDADE DO ROTOR DEMASIADAMENTE BAIXA E/OU TEMPO DE PARTIDA DEMASIADAMENTE DEMORADO ......................... 32
11.6 EXCESSIVA ABSORÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA DO MOTOR PRINCIPAL ................................................................................ 32
11.7 PARTIDA DEMASIADAMENTE BRUSCA........................................................................................................................ 33
11.8 O SEDIMENTO SÓLIDO NÃO SEPARA.......................................................................................................................... 33

12 SENSORES .........................................................................................................................................................34

13 LISTA DE COMPONENTES ..................................................................................................................................35

13.1 MONTAGEM PONTEIRA DC .................................................................................................................................... 35


13.2 CAIXA REDUTORA ................................................................................................................................................. 36
13.3 CARACOL ............................................................................................................................................................ 38
13.4 TAMBOR............................................................................................................................................................. 39
13.5 MANCAIS............................................................................................................................................................ 40
13.6 POLIAS ............................................................................................................................................................... 41

6
13.7 ESTRUTURA E DESCARGA DO PRODUTO ..................................................................................................................... 44
13.8 TUBO DE ALIMENTAÇÃO......................................................................................................................................... 45
13.9 PROTEÇÕES ......................................................................................................................................................... 46

14 MANUTENÇÃO ..................................................................................................................................................47

15 ÁREA REQUERIDA PARA MANUTENÇÃO DAS DECANTERS .................................................................................57

15.1 DECANTER SATURNO 1.......................................................................................................................................... 57


15.2 DECANTER SATURNO 2.......................................................................................................................................... 58
15.3 DECANTER SATURNO 3.......................................................................................................................................... 59
15.4 DECANTER SATURNO 4.......................................................................................................................................... 60

7
1 Condições de garantia

O presente termo de garantia não cobre perdas eventuais, prejuízos ou lucros cessantes, cobre somente
defeitos de funcionamento das peças e componentes dos equipamentos nas condições normais de uso, de
acordo com as instruções dos manuais de operação que acompanham os mesmos.

A máquina e suas partes mecânicas que por ventura apresentarem defeitos de fabricação são cobertas por
garantia pelo período de 24 (vinte e quatro) meses ou 8.000 (oito mil) horas de operação, o que ocorrer
primeiro, durante esse período os custos referentes a fabricação de peças para reposição daquelas com
defeitos, bem como as horas técnicas para substituição das mesmas ficarão a cargo da Fast, já as despesas
referentes a estadia, deslocamento e alimentação do técnico serão de responsabilidade do cliente. O prazo
de garantia está assegurado para equipamentos que utilizam os lubrificantes Fast, serão considerados
equipamentos fora de garantia e nesses casos a Fast está isenta de qualquer custo que possa incidir em
troca de peças, mão-de-obra, deslocamento e despesas de viagens com técnicos, àqueles que:

• Seja constatado o não cumprimento do programa de lubrificação contido nesse manual;


• Não utilizam lubrificantes Fast;
• Descumpriram orientações da equipe técnica da Fast ou do manual de operação do equipamento;
• Passaram por qualquer modificação sem consentimento prévio da Fast ou operaram com fluídos de
natureza diferente da especificada neste manual. Para alteração do produto a ser processado, bem
como realizar alterações no equipamento durante o período de garantia, o cliente deverá solicitar
previamente ao departamento técnico da Fast, ao mesmo caberá dar o parecer a respeito da
idoneidade da máquina para as novas condições de trabalho, com ou sem modificações;
• Seja constatada a responsabilidade do cliente pelo defeito e/ou mau funcionamento equipamento.
Neste caso, o cliente será comunicado sobre os defeitos e/ou mau funcionamento do equipamento
e/ou componente, bem como sobre a necessidade de assumir encargos em decorrência do evento
danoso;
• Sofreram reparos por pessoas não autorizadas, danos decorrentes de acidentes, quedas, variações
de tensão elétrica e sobrecarga acima do especificado ou qualquer ocorrência imprevisível
decorrente da má utilização dos equipamentos por parte do operador;

8
• Estejam operando sem o sistema de segurança eletrônico e mecânico funcionando em perfeito
estado;
• Apresentem problema devido à imperícia do operador, bem como, seja constatada a presença de
corpos estranhos para o qual os equipamentos não tenham sido projetados ou alguma intervenção
técnica sem devida autorização.

Todo quadro de comando Fast é testado individualmente, passado a fase de start up não possuem garantia
assegurada pela Fast. A garantia dos componentes elétricos caberá ao fornecedor dos mesmos.

Os equipamentos não produzidos pela Fast seguirão a garantia dada pelo fornecedor dos mesmos.

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2 Instruções de segurança

Leia este material antes de tentar instalar ou operar os equipamentos e observe todas as recomendações.

A NÃO OBSERVÂNCIA DESTAS INSTRUÇÕES PODERÁ CAUSAR LESÕES GRAVES


OU DANOS MATERIAIS.

Somente pessoal treinado e autorizado poderá operar,


limpar ou fazer manutenções nos equipamentos da FAST;

Não opere os equipamentos sem utilizar as proteções


devidas;

2.1 Operando o equipamento

Não tente usar os equipamentos para nenhuma aplicação ou


material de processos diferentes dos indicados na
documentação presente ou ainda no acordo comercial sem
antes consultar a FAST;

• Nunca opere o equipamento com vazões e demais especificações superiores às citadas na folha de dados;

• Os equipamentos fornecidos não devem ser usados para separar meios de processos inflamáveis, tóxicos,
corrosivos ou radiativos sem prévia autorização da FAST;

• Nunca acionar as bombas sem antes verificar se todas as válvulas estão abertas;

• Não opere o decanter se o nível de vibração exceder 25 mm/s (RMS)/ 12 GPP;

• Manter o local de trabalho limpo e sem materiais que possam vir a danificar o sistema ou provocar
acidentes, tais como barras de ferro, parafusos, madeiras, etc;

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• Nunca tente dar partida no decanter com material de processo endurecido dentro do tambor;

• Não opere o decanter se o tambor, motor ou estrutura de suporte apresentar rachaduras, cavidades, furos
ou sulcos;

• Observe sempre os procedimentos de operação recomendados nesta documentação. Não introduza novos
procedimentos sem autorização prévia da FAST;

• Não opere nenhum equipamento até que sua instalação seja concluída;

• Não toque nas fases sólidas sendo descarregadas do decanter, pois pedaços sólidos expulsos em alta
velocidade poderão causar lesões;

• Não tente operar um motor que foi superaquecido devido às frequentes partidas e paradas. Deixe esfriar
os motores até a temperatura ambiente antes de cada nova partida;

• Não ligar nenhum motor se a bobina do mesmo foi molhada.

Em caso de emergência interromper todos os movimentos da


máquina acionando o botão de emergência presente no painel
de controle!

2.2 Manutenção do equipamento

A manutenção deverá seguir os procedimentos descritos nessa


documentação, sendo realizada apenas por pessoal treinado e com
os devidos equipamentos de proteção. Não utilize novos
procedimentos sem autorização prévia da FAST, antes de iniciar a
manutenção verifique se todos os equipamentos se encontram
desligados. Para maior segurança desligue a chave geral.

11
• Não use ferramentas diferentes das recomendadas pela FAST para montagem e desmontagem dos
equipamentos;

• Observe todos os programas e procedimentos de lubrificação dos equipamentos. Utilize apenas


lubrificantes recomendados pela FAST;

• Verifique periodicamente – pelo menos uma vez ao mês – se há parafusos soltos na estrutura de fundação
e suporte, tampas, aberturas e conexões de tubos;

• Esteja sempre atento as entradas e saídas do equipamento para evitar entupimento, incidente que pode
provocar a parada da máquina ou ainda a quebra da mesma;

• Não tente a desmontagem até que os equipamentos tenham parado completamente e a força tenha sido
desligada;

• Não troque as peças entre os rotores do decanter, pois as peças específicas são balanceadas em cada
unidade;

• Troque as peças com desgastes ou danificadas exclusivamente por peças originais da FAST;


Esteja sempre atento a ruídos diferentes do normal, em caso
de dúvida entre em contato com os técnicos da FAST.

2.3 Instalação elétrica

• Instale e ligue à terra todos os equipamentos de acordo com os requisitos da Autoridade Elétrica Local;

• Certifique-se de que a tensão e a frequência estejam de acordo com as placas dos motores e dos outros
equipamentos elétricos;

• Desenergize todos os equipamentos antes de ligar e desligar os equipamentos de teste;

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• O quadro de comando deve ser instalado em local protegido de umidade e poeira, evitando desta forma
problemas com os componentes elétricos;

• Não deixe cabos elétricos sobre o chão;

2.4 Local de instalação

• A área de trabalho ao redor do equipamento deverá ser de fácil acesso;

• Na instalação da máquina deve ser reservado o espaço necessário para a desmontagem da rosca e do
tambor para as operações de manutenção, conforme desenhos em anexo.

13
3 Descrições técnicas

3.1 Conjunto rotativo

A rosca é chavetada no mesmo eixo horizontal principal, ambos giram no mesmo sentido, mas com
velocidades ligeiramente diferentes, conseguindo assim, por arraste, o avanço axial do produto sólido.

No percurso cilíndrico os sólidos sedimentam e completam a sua formação, já no percurso tronco-cônico


concentram-se, drenando o líquido e são descarregados da máquina no fim do percurso.

3.2 Dispositivos de alimentação e de descarga das fases separadas

O líquido a ser clarificado entra na máquina através de um tubo horizontal coaxial ao eixo principal da
mesma e é jogado para a superfície periférica do tambor pelo efeito da força centrífuga.

As duas saídas das fases separadas, sólida e líquida, estão nas extremidades opostas do tambor; a saída do
sólido na extremidade tronco-cônica e a saída do líquido clarificado na extremidade cilíndrica.

O produto sólido sai do tambor através de furos radiais na extremidade tronco-cônica do mesmo, e é
jogado pela força centrífuga numa calha de coleta colocada no interior da armação da máquina. Neste
estão parafusadas duas chapas, as quais têm a finalidade de raspar o produto, permitindo que o produto se
solte das paredes da câmara.

O líquido clarificado sai do tambor através dos pentes de regulagem, os quais comandam o nível de líquido
dentro do tambor. A escolha da altura dos pentes e consequentemente do nível de líquido dentro do
tambor, dependem do tipo de produto a ser tratado e dos resultados que se quer alcançar.

Os pentes de regulagem devem ter a mesma numeração.

3.3 Sistema de transmissão

O movimento é transmitido por um motor elétrico, diretamente ao tambor por uma transmissão com
correias. Do tambor o movimento é transmitido para a rosca através de um redutor com caixa satélite.
Estes dispositivos de transmissão são montados e dimensionados de maneira a se obter a melhor relação
de velocidade entre tambor e rosca.

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4 Orientações para instalação

4.1 Transporte
A máquina é facilmente transportada em veículos de transporte rodoviário. Podem ser providenciadas
embalagens que asseguram o perfeito estado da mesma.

4.2 Descarga
Levantar a máquina com guindaste, através de cintas presas a ela. Aconselha-se conferir as condições, a
qualidade da máquina após recebê-la do transportador.

4.3 Procedimentos de instalação


Para calcular a resistência do terreno ou da laje de apoio deve ser considerado o peso dinâmico da
máquina, conforme desenhos no final do documento presente.

4.3.1 Base da máquina


A máquina poderá ser instalada em base de concreto ou plataforma construída em Viga I ou H, desde que
esta estrutura de apoio suporte o peso dinâmico e absorva as vibrações da máquina. São fornecidos
suportes específicos anti-vibratórios, com furos para ancoragem. O nivelamento da máquina é
extremamente importante, portanto, a máquina não poderá operar desnivelada.

Figura 1 – Instalação da decanter em plataforma metálica, nivelada e fixada.

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A fixação da máquina é feita por parafusos sobre chapas que acompanham o equipamento para serem
soldadas em estrutura metálica ou espera chumbada no concreto.

4.3.2 Interligações hidráulicas


A interligação entre a bomba de alimentação (preferencialmente do tipo helicoidal) e o Decanter
Centrífugo é feita através de tubo flexível, tomar o cuidado de instalar um mangote apropriado para esta
finalidade.

Figura 2 – Tubulação de alimentação da máquina com mangote flexível.

A saída do clarificado pelo tubo de descarga deve operar livre, sem conexões como joelhos ou curvas de 90°
para evitar a sua permanência na máquina. Essas tubulações também devem contemplar chaminés para
alivio de pressão e gases.

Verificar para que as tubulações hidráulicas não estejam soldadas às saídas do equipamento. O mais
adequado é que sejam ligadas por magote flexível e, no caso das partes líquidas, resistente à alta
temperatura. Proceder à instalação da saída de sólidos conforme mostra a

Figura 3.

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Figura 3 – Saída de sólido livre, não fixada na máquina.

Os furos de drenagem devem também ter descarga livre ou eventualmente em tubulações verticais
(comprimento máximo até o piso).

4.3.3 Espaço necessário para manutenção


Na instalação da máquina deve ser reservado o espaço necessário para a desmontagem da rosca e do
tambor para as operações de manutenção, conforme mostram os desenhos em anexo.

Com a finalidade de auxiliar a desmontagem da máquina, sugere-se, também, a instalação de uma monovia
com dois metros acima da máquina. Caso não seja possível a instalação da monovia, o cliente deverá prever
espaço para acesso de guincho ou guindaste.

4.3.4 Instalações elétricas


O quadro de comando deve ser instalado em local protegido de umidade e poeira, evitando desta forma
problemas com os componentes elétricos do mesmo.

Atenção: antes de fazer qualquer ligação elétrica, verificar se a chave geral está desligada (OFF). Fazer as
ligações elétricas entre o quadro e os vários motores, de acordo com o tipo de motor instalado
(220/380/440/660V) e a voltagem de rede.

Verificar se o sentido de rotação do motor está de acordo com a indicação gravada na máquina e a
proximidade dos sensores indutivos que medem a rotação do tambor e caracol.

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5 Princípio de operação do Decanter

5.1 Fluxograma da operação

O resíduo sólido a ser centrifugado deverá ser reservado em um tanque com agitação e posteriormente
bombeado para o decanter. O decanter apresenta elevada eficiência na redução da umidade do sólido,
onde a disposição do resíduo desidratado se torna mais viável técnica e economicamente. O clarificado do
decanter (água) deverá ser disposto em local devido, dependendo da sua aplicação.

O funcionamento do decanter é caracterizado pela ação da força centrífuga, onde em determinada força G,
separa fases de densidades diferentes.

A separação sólido-líquido acontece no interior de um tambor rotativo com formato cilíndrico tronco-
cônica, em cuja superfície se deposita a fase sólida, mais pesada, que é descarregada de maneira continua
pela rosca interna.

O produto entra pelo tubo de alimentação e chega até a parte central da rosca, no qual é descarregado.
Este, por sua vez, gira com número de rotações um pouco inferior do que o tambor. Com o efeito da força
centrífuga, as partículas sólidas vão se acumulando na parede do tambor, as quais são transportadas em
direção à extremidade mais estreita. No extremo do tambor os sólidos são centrifugados para a calha de
retenção. As partículas líquidas correm por entre as espirais da rosca em direção à extremidade cilíndrica
do tambor. A fase líquida purificada e clarificada sai por via de pentes sem exercício de pressão.

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Figura 4 - Fluxograma do sistema de desidratação de lodo em duas fases FAST

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6 Procedimento de partida

Para não danificar peças do equipamento, o decanter é


transportado calçado e com as correias soltas. Antes de
realizar o start-up do equipamento, o operador deverá
proceder à retirada dos calços e regulagem das correias.

6.1 Antes da partida

Lembre-se que o sistema FAST poderá oferecer uma bomba de reserva, portanto, em sua maioria apenas
uma das bombas estará em funcionamento.

1. Verificar os pontos indicados abaixo:


• Válvula da bomba de alimentação do decanter;

• Se todas as entradas e saídas do decanter estão livres.

2. Verificar a voltagem dos motores e a ligação com os bornes correspondem à voltagem da rede de
alimentação;
3. O tubo de alimentação está bem firme no suporte;
4. As correias de transmissão estão bem esticadas;
5. O microdisjuntor do dispositivo mecânico de segurança está na posição correta;
6. O rotor tambor-rosca não está travado. A verificação pode ser feita puxando com a mão as correias
de transmissão entre o motor (enquanto a máquina estiver desligada) e o tambor ou dando uma
curta partida no motor principal;
7. Verificar se o decanter está higienizado e sem material no seu interior.

6.2 Partida do Decanter

1. Abastecer o tanque pulmão com produto a ser centrifugado;


2. Ligar o decanter e esperar atingir a rotação nominal;
3. Monitorar vibração no decanter. Em caso de alta vibração ou desarmar por erro de sobre-corrente
no motor do decanter, fazer limpeza novamente no equipamento;
4. Acionar a bomba de alimentação;

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5. Verificar a qualidade do clarificado. Caso o teor de sólidos esteja excessivo (maior do que o limite
estabelecido no contrato de venda), monitorar os parâmetros: homogeneização do produto e
vazão da bomba de alimentação;
6. Durante toda a operação, cuidar os pontos de controle: abastecimento de produto no tanque
pulmão, visualizar a qualidade das fases sólida e líquida descarregadas, monitorar mudanças de
vibração e ruído;
7. Final de operação: fazer limpeza automática no decanter. Após, bater emergência, desligando
assim todo o sistema.

21
7 Recomendações especiais

• O sólido centrifugado que sai da máquina pode ser descarregado por gravidade diretamente em
caçamba, esteira ou rosca transportadora.
• É absolutamente necessário evitar o entupimento do ponto de descarga do sólido com produto
desidratado; incidente que provocaria a parada da máquina ou ainda a quebra da mesma.
• O clarificado deve ser descarregado por gravidade, diretamente ou por tubulação livre até o tanque
coletor.
• A alimentação do produto a ser desidratado não deve ter variações quantitativas ou qualitativas
para evitar falhas de separação e/ou eventuais anomalias funcionais ou de processo.
• Manter local de trabalho limpo e sem materiais que possam vir a danificar o sistema, tais como
barras de ferro, parafusos, madeiras, etc.
• Se for constatado falta de lubrificação e/ou manejo inadequado, todos os equipamentos da FAST
perdem a sua garantia.
• Recomenda-se sempre que a alimentação dos equipamentos FAST seja efetuada por meio de
motobombas.
• A concentração de sólidos na entrada do decanter não deverá exceder ao limite exposto na folha
de dados.
• Evitar deixar produto no tanque pulmão. Não processar produto “velho”, proveniente de um dia
anterior de trabalho.
• É importante conservar o nível do tanque pulmão no máximo.
• Efetuar a higienização do decanter a cada parada ou a cada 20 horas de operação.

22
8 Procedimento de higienização

A higienização deverá ser realizada diariamente após o término


das operações do dia. Não efetuar esse processo poderá criar
problemas durante a próxima partida do equipamento
(excessiva absorção de potência no motor principal).

8.1 Higienização

Quando o processo de alimentação do fluído é interrompido, para as operações normais de parada da


máquina ou para intervenções de emergência, é necessário efetuar a higienização da máquina. Todo o
processo de higienização é comandado pelo CLP.

Atenção: Não efetuar esse processo, criará problemas na próxima partida (excessiva absorção de potência
no motor principal).

Para a higienização proceder da seguinte forma:

1. Fechar o registro de produto e abrir o de água de água limpa.

2. A rosca, moega ou caçamba de sólido, caso seja instalada abaixo do decanter, deverá estar sem
produto;

3. Com o decanter em funcionamento, desligar o modo “produção” e acionar o modo “higienização”. A


máquina entrará em processo de limpeza, contando tempo para executar a desaceleração, entrando
em ciclos de higienização programados via IHM. O processo de higienização terminará quando a
máquina executar todos os ciclos, ao final desse passo a bomba de alimentação é desligada
juntamente com decanter. Durante a higienização deve-se manter a vazão da bomba de alimentação
em aproximadamente 50% da vazão de operação.

4. Para a nova partida, fechar a válvula de alimentação de água e abrir a de alimentação do produto.

5. Ligar o decanter, após atingir a rotação nominal colocar o equipamento novamente em operação.

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NOTA 1: Todos os parâmetros de higienização são pré-programados, tendo a possibilidade de alterá-los,
caso seja necessário. Para alterá-los entrar em contato com a Assistência Técnica da Fast.

NOTA 2: A máquina jamais poderá ser parada sem que seja feito antes o processo de higienização.

NOTA 3: As tampas de proteção do equipamento deverão ser higienizadas, no mínimo, uma vez na semana.
Com o equipamento fora de operação, retirar todas as tampas e fazer a higienização manualmente.

8.1.1 Importância da higienização

• Desobstrução dos pontos de saída da máquina;

• Remoção da camada de produto na parede do tambor, evitando desbalanceamento por esse fim;

• Evita possível obstrução no tambor por acúmulo de produto;

• Melhora as condições de partida da máquina, evitando picos de correntes e possíveis desarmes;

• Aumenta a vida útil da máquina, evitando esforços mecânicos.

8.2 Higienização do tubo de alimentação

A fim de evitar quebras do tubo de alimentação recomenda-se que quinzenalmente o tubo de alimentação
seja higienizado. Para isso seguir o procedimento indicado abaixo:
1. Com o equipamento desligado, soltar os parafusos que prendem o tubo de alimentação;
2. Remover o tubo de alimentação e higienizá-lo;
3. Higienizar, também, o orifício de encaixe do tubo de alimentação com o auxílio de uma barra de ferro
(vergalhão de construção) para facilitar a remoção de materiais incrustados na parede do orifício.

8.3 Higienização intensa

Ao necessitar uma higienização mais profunda, antes de interromper a operação por tempo prolongado ou
prevenir contaminação, deve-se desmontar o caracol, e remover o produto encontrado no interior do
tambor higienizando o caracol e o tambor com um produto apropriado.

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9 Operações de rotina

9.1 Manutenção ordinária

Para manter a eficiência da máquina e evitar paradas indesejáveis, é indicado que se sigam rigorosamente
as operações de manutenção com periodicidade mínima especificadas a seguir:

9.1.1 Conjunto rotativo

• Efetuar lavagens periódicas e sempre depois das paradas da máquina;


• Acompanhar a máquina durante as operações, intervindo imediatamente em caso de anomalias;
• Manter o interior do equipamento cuidadosamente limpo e os furos de drenagem livres.

9.1.2 Sistema de transmissão

• Controlar se há desgaste das correias de transmissão e substituí-las quando necessário;


• Controlar a tensão das correias e fazer regulagem quando necessário.

9.2 Lubrificação

Os lubrificantes devem ser mantidos em lugar fresco e seco (15 a 20⁰C). Os recipientes devem ser bem
fechados para evitar contaminação desses lubrificantes pela poeira e umidade.

O manejo de lubrificações não aceitável irá invalidar a garantia da

 FAST em relação a danos resultantes do uso incorreto.

Para troca do tipo de graxa utilizada, o equipamento deverá ser


desmontado e todos os rolamentos e a graxas removidas, lavando os
próprios rolamentos com gasolina ou um detergente similar. Outras
peças podem ser limpas eliminando a graxa usada. Após esse
procedimento, o novo tipo de graxa pode ser aplicado.

A troca do lubrificante (óleo/graxa) durante o período de garantia


resulta na perda da mesma.

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9.2.1 Redutor com caixa satélite

O redutor com caixa satélite trabalha com óleo líquido, portanto, efetuar a lubrificação mensalmente e
substituí-lo semestralmente. O volume da caixa redutora é de aproximadamente 6,80L. Para realizar as
lubrificações seguir o procedimento indicado abaixo.
• Óleo aconselhado: FAST Oil 680 (fornecido pela FAST).
NOTA: A cada duas trocas de óleo, substituir os reparos do redutor.

Procedimento para verificação de nível:

Seguir os seguintes passos:


1. Com o equipamento desligado, emergência acionada e a chave geral desligada, remover a proteção
do redutor;
2. Retirar o bujão (indicado na figura acima com o número 01);
3. Verificar as marcações na parte externa do redutor, nível máximo e mínimo;
4. Verificar o nível do óleo quinzenalmente segundo o procedimento a seguir:
a. Girar o tambor e verificar se o óleo atingiu a parte inferior do furo do bujão;
b. A posição da caixa deverá permanecer entre as duas marcações (máximo e mínimo),
conforme indicado na imagem;
5. Ter o cuidado de manter o óleo sempre no nível indicado no redutor, para que não ocorram danos
ao equipamento. Caso seja necessário, quando o óleo estiver abaixo do nível recomendado, efetuar
o preenchimento até a marca indicada, tangenciando o início da rosca na parte interna da caixa;
6. Verificar o nível de óleo sempre com o equipamento “frio”.

26
NOTA 1: Se for necessário injetar mais 500 ml de lubrificante, entrar em contato com a assistência técnica
da FAST.
NOTA 2: Ter muito cuidado na vedação do bujão, caso ocorra falha na vedação poderá ocorrer a quebra do
redutor.

Demais considerações sobre lubrificação

• Trocar arruela de alumínio quando danificada.


• Passar veda-rosca na tampa do botijão ou ainda LOCTITE 515 com ativador T 7471.
• Em caso de vazamento, consultar manutenção ou o Departamento de Assistência Técnica da FAST.

9.2.2 Rolamentos

O cronograma de lubrificação deverá ser seguido durante todo o tempo em que o equipamento
permanecer apto ao funcionamento (disponível) para os processos de separação, conforme Tabela 1.

Usando maiores quantidades que as recomendadas,


haverá um excesso de graxa e, portanto, problemas de
temperaturas elevadas nos rolamentos ou até falhas nos
rolamentos.

NOTA: Se o equipamento for retirado de serviço por um certo período, lubrifique os rolamentos dos
mancais com o dobro da quantidade de graxa indicada acima antes de parar o equipamento. Com o
equipamento parado, lubrifique novamente os mancais e o rolamento da rosca (até visualizar graxa de boa
qualidade no retorno).

9.2.2.1 Rolamento do caracol

Na lubrificação do rolamento do caracol deve-se observar a saída da graxa no lado oposto da ponteira.
Favor seguir as quantidades indicadas na Tabela 1 abaixo.

27
9.2.2.2 Rolamento do mancal

Deve ser evitada a lubrificação com quantidade de graxa superior a especificada na Tabela 1 abaixo, uma
vez que o excesso de lubrificante poderá causar uma elevação demasiada da temperatura, gerando danos
aos rolamentos, bem como as vedações do mesmo, consequentemente reduzindo a vida útil da peça. Além
disso, o excesso de graxa no mancal do sólido, ponto 02 da Tabela 01, poderá ocasionar a passagem de
lubrificante para partes adjacentes da máquina, entre elas as correias de transmissão, as quais pela
presença da graxa perderão sua capacidade de aderência. A introdução da graxa no vão dos rolamentos é
efetuada através de bomba manual de pistão que faz parte do fornecimento da máquina.

Tempo de
Ponto de lubrificação Quantidade de graxa Lubrificante
operação
01 – Mancal 01 72 horas 20 a 25 gramas FAST Grease
02 – Mancal 02 72 horas 20 a 25 gramas FAST Grease
03 – Rolamento da 80 gramas
72 horas FAST Grease
rosca (ou até visualizar saída de graxa limpa)
Tabela 1 - Planilha de lubrificação

NOTA: Antes da montagem do rolamento, lavar o protetivo com um solvente volátil para melhorar a
adesividade da graxa.

9.2.2.3 Demais considerações sobre lubrificação

• A lubrificação das bombas deverá ser mantida as especificações conforme norma do fabricante.

28
10 Regulagem dos parâmetros de operação

Na separação líquido-sólido, a otimização da operação de cada produto e o relativo processo deve ser
executado procurando um compromisso entre:

• Baixo conteúdo de substância sólida no clarificado – fase líquida (alta captura de sedimento);
• Baixo conteúdo de líquido no sólido centrifugado (alta concentração de sólidos).

A possibilidade da separação líquido-sólido é também condicionada pela formação da camada sólida no


espaço entre tambor e rosca. Para vários produtos e algumas operações com substâncias sólidas, mas
granulometricamente muito finas, é possível ter dificuldade na formação desta camada. Se isto acontecer é
preciso intervir, substituindo durante um curto período de funcionamento inicial da máquina, o produto
alimentando por outro, se possível do mesmo tipo, de maior granulometria.

Geralmente, a camada que assim se forma no interior do tambor se torna consistente e estável mesmo
após as operações de lavagem da máquina.

Juntamente com o Decanter Centrífugo é fornecida uma série de pentes de regulagem, os quais
possibilitam a variação do nível de líquido dentro do tambor. Além dos pentes, são fornecidos também os
tubos de regulagem (tubo pescador) para melhoria da qualidade do óleo.

10.1 Substituição dos pentes de regulagem

Desmontagem:

1. Retire a tampa de proteção da ponteira do líquido;


2. Desparafuse o anel suporte dos pentes (02);
3. Desparafuse os pentes de regulagem (04).

Montagem:
• Após a limpeza das superfícies planas e das roscas, proceda à montagem em ordem inversa.
• Os pentes de regulagem devem ser todos do mesmo diâmetro interno.

29
Outro parâmetro que pode ser alterado no equipamento para otimização do processo de separação é a
variação da velocidade do tambor e a velocidade diferencial tambor-rosca.

A determinação das regulagens depende do tipo do produto a ser tratado e dos resultados que se deseja
alcançar.

30
11 Anomalias de funcionamento

Para um correto uso dos equipamentos, relatamos a seguir o esquema operativo de controle e de pesquisa
das causas e consequentemente das soluções ao se verificar alguma anomalia.

11.1 Tambor bloqueado quando acionado manualmente

Prováveis causas – possíveis soluções:

• Rolamentos principais travados: substituir os rolamentos por peças originais;


• Existência de incrustações entre carcaça e tambor: lavar e drenar o interior da máquina.

11.2 Conjunto tambor-rosca entupido

Prováveis causas – possíveis soluções:

• Vazão excessiva na alimentação;


• Baixa velocidade diferencial entre tambor-rosca;
• Excessivo teor de substâncias sólidas no fluído de alimentação;
• Correias frouxas.

Executar as seguintes operações:

• Injetar água quente no tambor, pelo tubo de alimentação;


• Retirar as correias;
• Movimentar manualmente a polia, segurando o redutor;
• Verificar através dos furos de descarga do desidratado se a rosca está livre;
• Se a rosca estiver livre, dar uma volta pela polia;
• Ligar e desligar 2-3 vezes brevemente o motor principal;
• Verificar se a rosca descarrega os sólidos presentes no tambor;
• Caso não seja possível liberar a rosca manualmente, desmontá-la, pedindo caso necessário à
intervenção da Assistência Técnica FAST.

Atenção: não tentar liberar o tambor desmontando o dispositivo de segurança e forçando o eixo de
entrada no redutor. Isto poderá prejudicar seriamente o redutor.

31
11.3 Máquina com vibrações

Prováveis causas – possíveis soluções:

• Uma vibração limitada acontece normalmente durante as fases de partida e parada, em função da
velocidade crítica: nenhuma providência;
• Desgaste dos rolamentos do tambor e da rosca: identificar os rolamentos gastos e substituí-los por
outros originais;
• Desbalanceamento das partes rotativas, por causa de:
o Fundações inadequadas: corrigir e reforçar as estruturas;
o Perda de elasticidade ou quebra dos isoladores de vibração de borracha: substituí-los;
o Limpeza imperfeita do interior do rotor: limpar novamente;
o Montagem errada, peças do rotor danificadas, desgaste e furos na rosca: verificar qual
parte da máquina foi montada errada e fazer as correções. Caso contrário, consultar a
Assistência Técnica FAST.

11.4 Ruído nas peças de transmissão

Prováveis causas – possíveis soluções:

• Rolamentos: substituí-los por peças originais;


• Redutor: desgaste das engrenagens e dos rolamentos e presença de resíduos metálicos no óleo
lubrificante. Consultar a Assistência Técnica FAST;
• Correias gastas ou afrouxadas: controlar a tensão ou substituí-las.

11.5 Velocidade do rotor demasiadamente baixa e/ou tempo de partida demasiadamente demorado

Prováveis causas – possíveis soluções:

• Baixa tensão na rede elétrica de alimentação ou tensão nominal da rede inferior a do motor:
conferir as tensões e corrigir os defeitos;
• Motor com defeito: consertá-lo ou substituí-lo.

11.6 Excessiva absorção de energia elétrica do motor principal

Prováveis causas – possíveis soluções:

32
• Sujeira ou entupimento parcial entre o tambor e a carcaça: lavar e drenar o interior da carcaça.

11.7 Partida demasiadamente brusca

Prováveis causas – possíveis soluções:

• Parâmetros do inversor desprogramados  Reprogramar valores corretos no inversor.

11.8 O sedimento sólido não separa

Prováveis causas – possíveis soluções:

• Pente de regulagem não adequado: substituir por outro com o diâmetro conveniente;
• Rosca gasta: verificar a folga radial tambor-rosca (folga normal 1,3mm) consultar a Assistência
Técnica FAST;
• Não há formação de camada sólida no interior do tambor no espaço entre este e a rosca: agir nas
variáveis do tambor e da rosca e na camada do líquido no interior do tambor. Consultar a
Assistência Técnica FAST.

33
12 Sensores

A máquina é monitorada eletronicamente estabelecendo o fluxo da alimentação em relação à amperagem


do motor principal, estabelecendo, assim, o melhor rendimento possível da máquina para cada produto a
ser processado, evitando sobrecarga do sistema.

A monitoração do RPM pelos sensores 01 e 02 permite que o comando da máquina desarme se houver
sobrecarga, acusando variação máxima do diferencial de RPM.

Sensor 02 - tambor
Chapa fixação dos sensores Sensor 01 - caracol

34
13 Lista de componentes

13.1 Montagem ponteira DC

ITEM QUANTIDADE DESCRIÇÃO


01 01 MONT. PONT. DO LÍQ. DC (Ø200 X 437,8)
02 01 GRAXEIRA RETA 1/8" BSP 28 FIOS
03 01 OLHAL DE SUSPENSAO M16 X 2 700 KG DIN580
04 01 ANEL SUPORTE DOS PENTES
05 24 PARAFUSO ALLEN CAB. CHATA DIN7991 M06X12 INOX 304 A2
06 04 PENTE SAIDA CLARIFICADO N.55
PENTE SAIDA DO CLARIFICADO N.65
PENTE SAIDA DO CLARIFICADO N.82,5
PENTE SAIDA DO CLARIFICADO N.88,5
07 24 PARAFUSO ALLEN COM CAB. DIN912 M12X70 INOX 304 A2
08 08 PARAFUSO ALLEN COM CAB. DIN912 M08X16 INOX 304 A2
09 02 PARAFUSO ALLEN SEM CAB. DIN916 M08X12 INOX 304 A2

35
13.2 Caixa redutora

ITEM QUANTIDADE DESCRIÇÃO


01 01 ROLAMENTO DE ROLOS CILIND. NU 2210 EC D50 X D90 X 23 J C3
02 01 RETENTOR RR 60 X 82 X 10 VITON B PRETO
03 01 PONTEIRA ENT. REDUTOR (Ø462 X 431,5)
04 03 PARAFUSO ALLEN COM CAB. DIN912 M12X90 INOX 304 A2
05 01 ARRUELA DE ALUMINIO P/ VEDACAO 18 X 24 X 1,5
06 01 BUJAO DA CAIXA
07 01 EIXO ENTRADA REDUTOR
08 01 ROLAMENTO RIGIDO DE ESFERAS 6210 D50 X D90 X 20 A C3
09 01 SEPARADOR DO ROLAMENTO
10 01 ANEL ELASTICO EXTERNO DIN471 D50
11 01 ROLAMENTO RIGIDO DE ESFERAS 16012 D60 X D95 X 11 A C3
12 01 ANEL ELASTICO INTERNO DIN472 D95
13 08 PARAFUSO ALLEN COM CAB. DIN912 M10X100 GALV. 12.9
14 01 REDUTOR PLANETARIO ET 3150/FE-E/70,57/00-E SFD
15 01 PINO GUIA DA CAIXA
16 01 ROLAMENTO RIGIDO DE ESFERAS 16004 D20 X D42 X 8 A
17 02 ANEL O’RING 278,77 X 5,33 VITON A PRETO
18 02 ANEL ELASTICO EXTERNO DIN471 D80
19 01 ANEL ELASTICO INTERNO DIN472 D140
20 01 ROLAMENTO RIGIDO DE ESFERAS 6216 D80 X D140 X 26 A C3
21 01 EIXO ENTRADA DO CARACOL

36
22 01 PONTEIRA SAÍDA REDUTOR ESPECIAL (D462 X 180,5)
23 01 ROLAMENTO DE AGULHAS NKI 85/26 D85 X D115 X 26 A
24 01 ANEL O’RING 113,79 X 2 VITON A PRETO
25 01 ANEL ELASTICO EXTERNO DIN471 D85
26 01 RETENTOR RR2 85 X 110 X 13 VITON B PRETO
27 01 SUPORTE DOS RETENTORES
28 01 RETENTOR RR 95 X 115 X 13 ELASTIFLUOR
29 01 TAMPA DO SUPORTE DOS RETENTORES
30 06 PARAFUSO SEXTAVADO DIN933 M06X45 INOX 304 A2

37
13.3 Caracol

ITEM QUANTIDADE DESCRIÇÃO


01 12 PARAFUSO ALLEN C/C DIN912
02 01 ANEL O'RING DIN3771
03 01 BUCHA PONTEIRA DO LIQUIDO
04 01 SUPORTE EXT. GAXETA DO CARACOL
05 02 ANEL O'RING DIN3771
06 04 ANEL X RING
07 01 ROLAMENTO ESF.
08 01 SUPORTE INT. DA GAXETA DO CARACOL
09 01 FIXADOR ROLAMENTO DO CARACOL
10 01 ANEL O'RING DIN3771
11 06 PAFAFUSO ALLEN C/C DIN912
12 01 CARACOL DC / DCT S
13 01 CUBO ENTALHADO
14 10 PARAFUSO ALLEN C/C DIN912

38
13.4 Tambor

ITEM QUANTIDADE DESCRIÇÃO


01 04 PARAFUSO ALLEN SEM CAB. DIN916
02 24 PARAFUSO ALLEN COM CAB. DIN912
03 01 PONTEIRA DO LIQUIDO DCT
04 01 ANEL O'RING DIN3771
05 01 MONTAGEM CILINDRO
06 PINO GUIA DO TAMBOR
03 DC 1
04 DC / DCT 2
05 DC / DCT 3
06 DC / DCT 4
07 MONT. CILINDRO MÓDULO
01 DC / DCT 2
02 DC / DCT 3
03 DC / DCT 4
08 PARAFUSO ALLEN COM CAB. DIN912
66 DC / DCT 2
90 DC / DCT 3
114 DC / DCT 4
09 01 MONT. CONE INICIAL
10 01 MONTAGEM CONE
11 06 BUCHA SAÍDA DO SOLIDO
12 02 OLHAL DE SUSPENSAO DIN580
13 01 CAIXA REDUTORA
14 12 PARAFUSO ALLEN COM CAB. DIN912

39
13.5 Mancais

ITEM QUANTIDADE DESCRIÇÃO


01 01 RETENTOR DIN3760
02 03 PARAFUSO SEXTAVADO DIN933
03 01 FLANGE RETENCAO MANCAL LIQUIDO
04 06 PARAFUSO ALLEN COM CAB. DIN912
05 01 DISCO FIXACAO MANCAL LIQUIDO
06 01 SEPARADOR DO MANCAL
07 02 ANEL O'RING DIN3771
08 02 DISCO FIXACAO MANCAL LIQUIDO-SOLIDO
09 02 MANCAL SOLIDO/LIQUIDO
10 02 GRAXEIRA RETA
11 01 LABIRINTO DO MANCAL LIQUIDO
12 01 DISCO EXPULSOR MANCAL DO LIQUIDO
13 02 TAMPA DO MANCAL 200 (LIQUIDO- SOLIDO)
14 01 CONJUNTO TAMBOR SATURNO 1,2,3 E 4
15 01 DISCO EXPULSOR MANCAL DO SOLIDO
16 01 LABIRINTO DO MANCAL SOLIDO
17 01 ROLAMENTO DE ROLOS CILIND.
18 01 TAMPA FRONTAL MANCAL SOLIDO
19 04 PARAFUSO SEXTAVADO DIN931
20 01 ROLAMENTO RÍGIDO DE ESFERAS

40
13.6 Polias

ITEM QUANTIDADE DESCRIÇÃO


01 01 CUBO ACOPLAMENTO MOTOR
02 02 PARAFUSO ALLEN SEM CAB. DIN916
03 01 ELEMENTO ELASTICO
04 01 PARAFUSO SEXTAVADO DIN933
05 01 ARRUELA CAIXA REDUTORA
06 01 BASE ACOPLAMENTO EIXO
07 01 PARAFUSO ALLEN SEM CAB. DIN916
08 01 CHAVETA EIXO DO REDUTOR
09 06 PARAFUSO SEXTAVADO DIN933
10 01 ANEL O'RING DIN3771
11 01 SEPARADOR DO SUP. DA POLIA DO REDUTOR
12 02 RETENTOR
13 01 ANEL O'RING DIN3771
14 01 CHAPA DO SENSOR CARACOL
15 06 PARAFUSO SEXTAVADO DIN933
16 01 CORREIA
17 01 POLIA DO TAMBOR (3200 RPM) DC SATURNO 4
18 01 SUPORTE DO SENSOR SATURNO FD
19 02 PARAFUSO SEXTAVADO DIN933
20 02 ARRUELA LISA DIN125A
21 02 SENSOR DE PROX. IND.
22 04 PARAFUSO SEXTAVADO DIN933
23 04 ARRUELA DO MANCAL
24 02 PINO GUIA DO MANCAL
25 01 CHAPA DO SENSOR TAMBOR
26 06 PARAFUSO SEXTAVADO DIN933
27 01 MANCAL SOLIDO/LIQUIDO

41
13.7 Motor

ITEM QUANTIDADE DESCRIÇÃO


01 04 PARAFUSO SEXTAVADO DIN933
02 04 ARRUELA LISA DIN125A
03 04 PARAFUSO SEXTAVADO DIN933
04 04 ARRUELA LISA DIN125A
05 01 MOTOR TRIFASICO
06 01 MOTOR TRIF.
07 04 PARAFUSO SEXTAVADO DIN933
08 04 ARRUELA LISA DIN125A
09 04 PINO GUIA SUPORTE MOTOR FIXO
10 08 PARAFUSO SEXTAVADO DIN933
11 08 ARRUELA LISA DIN125A
12 01 BASE MOTOR FIXO SAURNO FD
13 01 TAMPA INSPECAO
14 04 PARAFUSO SEXTAVADO DIN933

42
15 01 ELEMENTO ELASTICO E
16 01 BASE ACOPLAMENTO EIXO
17 01 CHAPA DO SENSOR CARACOL
18 01 CORREIA MICRO V
19 06 PARAFUSO SEXTAVADO DIN933
20 01 DECANTER DCT SATURNO 4 JUICE FD
21 01 CHAPA DO SENSOR TAMBOR
22 01 SEPARADOR DO SUP. DA POLIA DO REDUTOR
23 01 ANEL O'RING DIN3771
24 02 RETENTOR
25 01 ANEL O'RING DIN3771
26 01 POLIA DO MOTOR TAMBOR (3200 RPM) DC SATURNO 4
27 02 PARAFUSO ALLEN SEM CAB. DIN916
28 01 SUPORTE DAS POLIAS SATURNO FD
29 06 PARAFUSO SEXTAVADO DIN933
30 06 ARRUELA LISA DIN125A
31 01 PARAFUSO SEXTAVADO DIN933
32 04 PARAFUSO SEXTAVADO DIN933
33 04 ARRUELA LISA DIN125A
34 04 PORCA SEXTAVADA DIN934
35 08 PARAFUSO SEXTAVADO DIN933
36 08 ARRUELA CHAPA ESTICADOR DO MOTOR
17 02 ESTICADOR DO MOTOR
(01) PARAFUSO SEXTAVADO DIN933
(04) ARRUELA ESTICADOR MOTOR
(03) PORCA SEXTAVADA DIN934

43
13.8 Estrutura e descarga do produto

ITEM QUANTIDADE DESCRIÇÃO


01 01 ESTRUTURA DC/DCT SATURNO 4
02 01 CARCACA DO LIQUIDO INFERIOR COM VEDACAO
03 01 MONTAGEM CAIXA HIGIENIZACAO
04 08 ARRUELA DO MANCAL
05 08 PARAFUSO SEXTAVADO DIN933
06 04 PINO GUIA DO MANCAL
07 02 BIELASTOMERO
08 01 TAMBOR DC SATURNO 4 FD
09 01 SUPORTE DO SENSOR SATURNO FD
10 02 PARAFUSO SEXTAVADO DIN933
11 02 ARRUELA LISA DIN125A

44
13.9 Tubo de alimentação

ITEM QUANTIDADE DESCRIÇÃO


01 01 MONTAGEM TUBO DE ALIMENTCAO SATURNO 4
02 04 PARAFUSO SEXTAVADO DIN933
03 01 BUCHA DE APERTO
04 04 PARAFUSO SEXTAVADO DIN931
05 01 MONTAGEM CAIXA HIGIENIZACAO
06 01 SUPORTE TUBO DE ALIMENTACAO
07 01 MONTAGEM MANCAL DO LIQUIDO

45
13.10 Proteções

ITEM QUANTIDADE DESCRIÇÃO


01 04 REBITE REPUXO ALUMINIO MANDRIL
02 01 PLACA DE IDENTIFICACAO "FAST"
03 02 TAMPA INSPECAO DAS POLIAS
04 08 PARAFUSO SEXTAVADO DIN933
05 04 ESTICADOR 02 DO TAMBOR
06 02 PLACA MARCA FAST
07 08 PARAFUSO SEXTAVADO DIN933
08 04 CHAPA FIXACAO DO AMORTECEDOR
09 08 CHAPA PARA REGULAGEM DO AMORTECEDOR
10 32 ARRUELA LISA DIN125A
11 32 PARAFUSO SEXTAVADO DIN933
12 04 AMORTECEDOR
13 01 ESTRUTURA DC/DCT SATURNO 4
14 01 CARCACA DO LIQUIDO SUPERIOR COM VEDACAO
15 01 PROTECAO TAMBOR
16 01 PROTECAO CARCACA SOLIDO COM DOBRADICA SATURNO 2 FD
17 01 PROTECAO DAS POLIAS SATURNO FD
18 03 PARAFUSO SEXTAVADO DIN933
19 PARAFUSO SEXTAVADO DIN933
12 DC 1
14 DC / DCT 2
18 DC / DCT 3
20 DC / DCT 4
20 08 PARAFUSO SEXTAVADO DIN933
21 04 PINO GUIA DO TAMBOR
22 06 PARAFUSO SEXTAVADO DIN933

46
14 Manutenção

1. Remover parafusos, elevar proteção do tambor e similares.

2. Remover suporte dos sensores para evitar danos.

47
3. Soltar os parafusos (01), subir chapa do motor através do esticador (02), remover parafusos e tampa de
inspeção (03,04), retirar acoplamento do motor e correia (05,06).

4. Remover parafusos e arruelas dos mancais.

48
5. Remover o tambor com o suporte do mesmo que acompanha o equipamento.

6. Desmontagem do motor e da polia.

49
7. Desmontagem do mancal do sólido usando os sacadores M16.

8. Desmontagem do tubo de alimentação.

50
9. Desmontagem do mancal do líquido usando os sacadores M16.

10. Remover o redutor usando os sacadores nos furos de montagem.


• Remover os parafusos: fixação do redutor (01);
• Remover parafusos de montagem (02);

51
11. Desmontagem do redutor.

12. Remover anel suporte dos pentes.


13. Remover ponteira do líquido.
14. Remover anel do suporte dos pentes (02). Pelo furo (03), soltar os parafusos do caracol.

52
15. Montar o gabarito de montagem e desmontagem do caracol, roscando o parafuso (03), pelo furo
do tampão do caracol. Desroscar a porca (02) até remover o caracol da ponteira.

16. Remover fixador do rolamento.

53
17. Roscar os parafusos até sacar o rolamento.

18. Montagem do rolamento usando o gabarito (01,02).

54
19. Remover motor com suporte esticador do motor e suporte do motor.

20. Desmontar polias do motor e suporte.

55
21. Para montagem, proceder de forma inversa.

56
15 ÁREA REQUERIDA PARA MANUTENÇÃO DAS DECANTERS

As áreas delimitadas pelas linhas tracejadas devem ser respeitadas para melhor operação e manutenção do
equipamento.

15.1 Decanter Saturno 1


900

57
15.2 Decanter Saturno 2
1350

58
15.3 Decanter Saturno 3

1700

59
15.4 Decanter Saturno 4

1700

60

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