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Alunos; Amós Lemes Marques

Eunivaldo Aleixo da Silva


Fernanda Ramos dos Reis Dias
Leonardo Ferreira Gomes
Luis Galvão dos Reis Filho
Wanessa Gonçalves Cruz Vargas
Wylegaignon Vargas de Oliveira

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA 3ª VARA


CRIMINAL DA COMARCA DE GOIÂNIA/GO

NATHALIA LEMOS SILVA, brasileira, divorciada, estudante, portadora do RG n°


56454, incrista no CPF sob nº 643.646.549-64, residente e domiciliada na Rua dos Tabajos, Qd.
85, Lt. 14, Bairro dos Ricos, CEP: 5757575754, Goiânia/GO, através de seu advogado,
conforme instrumento particular de procuração anexa, com endereço profissional constante no
rodapé desta, onde recebem intimações, vem, respeitosamente à presença de Vossa Excelência,
comfundamento no artigo 30 do Código de Processo Penal e no artigo 100, § 2º, do Código
Penal, oferecer

QUEIXA-CRIME

contra ALINE SALGADO SOBRINHO, brasileira, solteira, empresária, portadora RG


n° 75416 e incrista no CPF sob nº 568.436.467, residente e domiciliada na Rua dos Grandes
Problemas, Qd. 171, Lt. 121, Bairro da Confusão, CEP: 685736446, Goiânia/GO, pelas razões
de fato e de direito que passaa aduzir e no final requer:

I. TEMPESTIVIDADE
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A presente queixa-crime é tempestiva, pois os fatos ocorreram em 16.10.2021, de
acordo com o artigo 38 do Código deProcesso Penal o prazo para a propositura da ação decairá
após o dia 14/04/2022.
Isto posto, com relação a computaão do prazo e importante lembrar que este conta-se
após a ciencia do querelante quanto a autoria do crime, nos termos do artigo 38 do CPP.

II. SÍNTESE DOS FATOS

No dia 26 de outubro de 2021, por volta das 18h30min, na Rua dos Problemas, quadra 09,
lote 14, nesta capital, a querelante Nathalia Lemos Silva teria sido ofendida em sua honra
objetiva e sibjetiva, por parte da querelada Aline Salgado Sobrinho.
A querelada,mediante livre e consciente vontade de difamar e injuriar chamou a querelante
de “puta, idiota, otária e magrela”,no mesmo contexto a difamou perante várias pessoas
dizendo que “a querelante paga a faculdade de Direito se prostituindo, que inclusive já
presenciou ela em prostituição e, que todas as noites a querelante está em uma
boate bem conhecida em Goiânia/GO, localesse frequentado inclusive por muitos
homens casados e, que ficou sabendo que a querelante estava fazendo programas
pelo valor de R$100,00 (cem reais) por 30 minutos de seus serviços sexuais”.
Como se isso já não bastasse, a querelada não cessou com as calunias e continuou
proferindo as ofensas, dizendo que a querelante “é responsável pela venda de drogas aos
seus clientes (de serviços sexuais), que um aluno da Faculdade teria mencionado
que adquiriu drogas da pessoa da querelante e, ela ainda o informou que alémdos
programas sexuais, ela vendia drogas e também anabolizantes”.
A ocorrência do fato se deu na presença de várias pessoas, inclusive a querelante se
recorda que estavam presentes no momento do fato e presenciou todo o ocorrido Elias Silva
Santos, Nilton Feitosa Torres, Elder Andrade Faria, Thiago Godoy Silva e NeiltonAparecido
Sampaio.

A querelante não só se sentiu, como ainda se sente, bastante humilhada, envergonhada,


quando se recorda de tais ofensas objetivas e subjetivas que passou, sendoque essas ofensas são
todas inverídicas, sente vontade de chorar, ficando muito abalada por tamanha humilhação.

III. DO DIREITO E DOS FUNDAMENTOS

A) CABIMENTO

2
Inicialmente, cabe destacar que é totalmente cabível a presente queixa-crime, com
fundamento no artigo 30 do CPP e no artigo 100, § 2º, do CP/40, que menciona que o ofendido
ou seu representante legal tem a legitimidade para a devida ação. Ademais, de acordo com o
artigo 145 do Código Penal, os crimes contra a honra previstos no Capítulo V deste código,
sendo eles calúnia, difamação e injúria, são de ação penal privada, ou seja, se procede
mediante queixa crime.
Portanto, conforme demonstra na narrativa dos fatos, os crimes ocorridos contra a
querelante foram injúria, difamação e calúnia.
Diante disto, o entendimento jurisprudencial a respeito do tema:

'HABEAS CORPUS'. CRIMES DE CALÚNIA, INJÚRIA, DIFAMAÇÃO E


AMEAÇA. INVIABILIDADE DE TRANCAMENTO DA QUEIXA-
CRIME.ARTIGO 147 DO CÓDIGO PENAL. AÇÃO PENAL PÚBLICA
CONDICIONADA. ILEGITIMIDADE ATIVA DO QUERELANTE. 1. A
determinação do trancamento da ação penal, em sede de Habeas Corpus, só é
possível em situações excepcionais, quando estiverem comprovadas, de
plano,a atipicidade da conduta, a causa extintiva da

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a ausência de indícios de autoria, o que não é a hipótese dos autos, na qual a pretensão requero
aprofundamento no exame de provas. 2. Segundo o disposto no parágrafo único do artigo 147 do Código
Penal o crime de ameaça se processualiza mediante ação penal pública condicionada à representação, não
havendo cabimento a promoção de queixa-crime em razão da ilegitimidade ativa do querelante. ORDEM
PARCIALMENTE CONCEDIDA, PARA QUE TÃO SOMENTE SE EXCLUA DA QUEIXA-CRIME O
DELITO DE AMEAÇA (ART. 147 DO CP), DENEGANDO-SE A ORDEM NOS DEMAIS TERMOS.
(TJGO, 1ª Câmara Criminal, 5288684- 39.2019.8.09.0000 - Habeas Corpus, 16/07/2019)

Conforme jurisprudência do Estado de Goiás, e cristalino o direito a queixa-crime nos


delitos supracitados, por que são de iniciativa privada. Sendo assim, requer desde já que a
queixa-crime seja recebida e atuada por estar tempestiva.

B) Dos Delitos de Calúnia, Difamação e Injúria

A querelante foi vítima do crime de injúria, difamação e calúnia, isto porque foi chamada
de “puta, idiota, otária e magrela” e logo em seguida chamada de garota de programa na frente de
diversas pessoas. Além disso, também foi caluniada quando a querelada disse que a querelante
vende drogas ilícitas, anabolizantes e que inclusive ficou sabendo de um aluno da faculdade que
adquiriu dela. Ainda disse que a querelante havia furtado uma carteira de uma colega de sala,
possuindo a quantia de R$500,00 (quinhentos reais).

E importante ressaltar que a a Injúria se caracteriza com ofensa honra subjetiva da vítima,
ou seja, trata-se de um sentimento pessoal de se sentir humilhado, nos termos do artigo 140 do
Código Penal.

Art. 140 - Injuriar alguém; ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro: Pena


- detenção, de um a seis meses, ou multa.
A difamação por sua vez se caracteriza quando ocorrida perante terceiros, por ofensa a
honra objetiva da vítima, ou seja, por se impor condutas imorais a pessoa, tendo a intenção de
causa desprezo a ela, de acordo com o artigo 139, do Código Penal.

Art. 139 - Difamar alguém, imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação:

Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa.

Já a Calúnia, de acordo com o artigo 138 do Código Penal, se caracteriza também se


caracteriza quando ocorrida perante terceiros e também traz ofensa a honra
objetiva da vítima, mas nesse caso, trata-se de imputação de fato criminoso que nunca ocorreu.

Art. 138 - Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como


crime:

Pena - detenção, de seis meses a dois anos, e multa.

Diante dos fatos narrados, percebe-se que a querelante incorreu nas infrações penais
descritas nos artigos, 138, 139, e 140 do Código Penal. Sendo assim, requere- se que a querelada
seja condenada nos delitos dos artigos supracitados acima.

C) Aumento de pena

De acordo com a narração fática, o ocorrido se deu na presença de diversas pessoas, o que
facilita a propagação das ofensas, razão pela qual deve incidir na causa de aumento de pena
previsto no artigo 141, inciso III do Código Penal:

Art. 141 - As penas cominadas neste Capítulo aumentam-se de um terço, se


qualquer dos crimes é cometido:

[..]

III - na presença de várias pessoas, ou por meio que facilite a


divulgação da calúnia, da difamação ou da injúria.

Em assim sendo, a querelada cometeu os crimes apresentados, devendo ser


responsabilizada criminalmente.

IV. PEDIDOS

Ante o exposto, requer:

a) Que haja o recebimento e autuação da presente queixa-crime;


b) Que a querelada seja citada, para se quiser oferecer resposta;

c) Que a querelada seja condenada nos delitos dos artigos 138 (calúnia), 139
(difamação) e 140 (injúria) do CP/40;
d) Que seja reconhecido o concurso formal impróprio, conforme segunda parte do
artigo 70, do CP/40, cumulando as penas dos delitos em questão;
e) Que seja reconhecido o aumento de pena de 1/3, em razão de ter sido na presença de
várias pessoas, conforme o artigo 141, III, do CP/40;

f) Que seja fixado o valor mínimo de reparação do prejuízos, conforme artigo 387, IV, do
CPP;
g) Que seja aceita toda produção de prova em direito admitida, que haja a oitivas das
testemunhas, e desde já, pugna para serem intimadas a comparecer em Juízo.

ROL DE TESTEMUNHAS:

1 - ELDER ANDRADE FARIA, (qualificação completa), residente e domiciliado na


Rua... (endereço completo);
2 - ELIAS SILVA SANTOS, (qualificação completa), residente e domiciliado na Rua...
(endereço completo);

3 - NEILTON APARECIDO SAMPAIO, (qualificação completa), residente e


domiciliado na Rua... (endereço completo).

4 - NILTON FEITOSA TORRES, (qualificação completa), residente e domiciliado na


Rua... (endereço completo);

5 - THIAGO GODOY SILVA, (qualificação completa), residente e domiciliado na Rua...


(endereço completo);

Neste termos, pede deferimento Goiânia-


GO, 13 de Abril do ano de 2022

Advogado...
PROCURAÇÃO - QUEIXA-CRIME

NATHALIA LEMOS SILVA, brasileira, divorciada, estudante, portadora do RG n°


56454, inscrita no CPF sob nº 64364654964, residente e domiciliada na Rua dos Tabajos, Qd.
85, Lt. 14, Bairro dos Ricos, CEP: 5757575754, Goiânia/GO, nomeia e constitui como seu
procurador(a) o(a) advogado(a)... (nome completo), nacionalidade..., estado civil..., profissão...,
inscrito(a) na OAB/UF sob o nº...,com escritório profissional situado na Rua... (endereço
completo com CEP), a quem concede amplos poderes para o foro em geral, com as cláusulas
“AD JUDICIA” e “ET EXTRA”, incluindo representação judicial e extrajudicial, podendo, para
tanto, em qualquer instância ou tribunal, usar de todos os meios de recursos em direito
admitidos, podendo assinar o que necessário for em Juízo, perante autoridade policial, juntar
documentos, arrolar testemunhas e inquiri- las, levantar suspeição de quem for usar dos poderes
“ad judicia”, acordar, desistir e transigir, podendo, ainda, substabelecer esta em outrem, com ou
sem reserva de iguais poderes, permitindo-lhe à realização de todos os atos necessários ao fiel e
cabal desempenho deste mandato, agindo em conjunto ou separadamente, dando tudo por bom,
firme e valioso, e, especificamente neste ato, com fulcro do art. 44 do Código de Processo
Penal, conceder PODERES ESPECIAIS PARAINGRESSAR EM JUÍZO COM QUEIXA
CRIME contra ALINE SALGADO SOBRINHO, brasileira, solteira, empresária, portadora RG
n° 75416, inscrita no CPF/MF sob nº 568436467 residente e domiciliada na Rua dos Grandes
Problemas, Qd. 171, Lt. 121, Bairro da Confusão, CEP: 685736446,Goiânia/GO, porque, no dia
16 de outubro de 2021, por volta das 18h30min, na Rua dosProblemas Qd. 09, Lt. 14, nesta
capital à querelante NATHALIA LEMOS SILVA teria sido ofendida em sua honra objetiva e
subjetiva, na presença de terceiros (Elias Silva Santos, Nilton Feitosa Torres, Elder Andrade
Faria, Thiago Godoy Silva, Neilton Aparecido Sampaio), eis que a querelada ALINE
SALGADO SOBRINHO dirigiu- se injuriou, difamou e caluniou a QUERELANTE com
palavras injuriosas, difamatórias e de baixo calão, além de imputação falsa de crime (a
caluniando), sem qualquer provocação da outorgante chamando-a de “puta, idiota, otária e
magrela”, dizendo que “sabe como a querelante faz para pagar a sua faculdade de Direito, uma
vez que presenciou à querelante se prostituindo, já que todas as noites a querelante está em uma
boate bem conhecida em Goiânia/GO, local esse frequentado inclusive por muitos homens
casados, e que certo dia à querelada ficou sabendo que Nathalia querelante estavafazendo
programas pelo valor de R$100,00 (cem reais) por 30 minutos por seus serviçossexuais”, e que
“é responsável pela venda de drogas aos seus clientes, já que certo dia, um determinado aluno da
Faculdade teria mencionado que adquiriu drogas da
pessoa da querelante e que esta lhe teria afirmado que além dos programas ela também vendia
drogas e anabolizantes”, a querelada continuou dizendo que “presenciou Nathalia querelante se
apoderar de uma carteira de uma colega de sala chamada Michele Alves, oportunidade em que a
querelante teria subtraído aproximadamente R$500,00 (quinhentos reais), dinheiro esse que teria
utilizado para efetuar o pagamento da mensalidade atrasada da faculdade da querelante, já que
em determinado mês à querelantenão teria conseguido nenhum cliente realizando programas
sexuais”, tendo assim praticado contra ela os crimes de CALUNIA, DIFAMAÇÃO E INJÚRIA,
previstos no artigos 138, 139 e 140, ambos do Código Penal Brasileiro.

Goiânia-GO, 13 de Abril do ano de


2022

NATHALIA LEMOS SILVA


(OUTORGANTE)

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