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Resumo tutoria 5

PROBLEMA 4 – Não aguento mais, já estou cansada!


Coordenador:
Secretário:
Abertura: 12/11/2021
Fechamento: 16/11/2021

Janete tem 30 anos, trabalha como inspetora de escola e está gestante de seu
primeiro filho, retorna para consulta de pré-natal no início do terceiro trimestre
referindo estar preocupada pois percebeu que seus pés estão ficando mais inchados
no final do dia, apresenta queimação no estômago após a alimentação e ainda, que
seu bebê está mexendo menos.

No pré-natal, ao ver os exames, o médico observa que sua glicemia está


120mg/dl, Hba1c está 6% e que os demais exames estão normais. Pede a ela que
faça dieta rigorosa e que retorne em 15 dias.

Hoje, com 34 semanas de gravidez, já se encontra em licença maternidade por


não aguentar mais ficar em pé. Está ansiosa pois o médico disse que seu bebê já está
“pronto” e a orienta para os sinais que indicam que ela deve procurar o hospital.

Ela pensa, não aguento mais, estou cansada!

OBJETIVOS

01)Identificar as mudanças e adaptações fisiológicas ocorridas no 3 trimestre da gravidez

02)Descrever os objetivos da consulta pré natal

03)Descrever a fisiopatologia e o qc da dg

04)Elaborar um fluxograma de atendimento para variações glicêmicas na gestação

05)Identificar e descrever a fisiopatologia e as causas do sofrimento fetal

06)Discutir o uso de corticoides no amadurecimento pulmonar

07)Descrever os principais métodos clínicos e laboratoriais de avaliação fetal (maturidade e


vitalidade)

08) Discutir os aspectos gerais da licença materinidade e paterinidade

01))

As modificações podem ser divididas em: sistêmicas e locais


I) Sistêmicas: circulatórias, endócrinas, esqueléticas, digestório, respiratório,
nervosas e sensoriais
II) Locais: útero, ovário, tubas, vagina, vulva e mamas

1) Sistêmicas
a. Circulatórias

 Sanguíneas/plasmáticas
o Hiperplasia celular -> aumento do volume plasmático em 50% e do tx.
de eritrócitos em 30% -> hemodiluição
o Aumento leve do baço
o Leucocitose.
o ↑ neutrófilos, mas com atividade e quimiotaxia deprimidas.
o Aumento da quantidade de PCR e de outras proteínas inflamatórias
o Diminuição do número de plaquetas -> trombocitopenia gestacional
o Aumento do número de tromboxano a2 e de fatores de coagulação
(exceto XI e XIII)
o Diminuição da atividade fibrinolítica
o Diminuição dos índices de ptn S (reduz velocidade de clivagem
mediada por vit K)
o Diminuição dos níveis férricos séricos (aumento da demanda de ferro
para 7mg/dia)
 Hemodinâmicas
o Aumento da frequência cardíaca basal (15 a 20 bpm)
o ↑débito cardíaco
o ↑prostaciclina + ↑NO2 -> vasodilatação -> ↓resistência vascular
periferica -> ↓PAS
o ↑ do útero comprime veias pélvicas → ↑ pressão venosa nos MMII →
edemas, varizes e doença hemorroidária
o Redirecionamento circulatório para útero, rins, mamas e pele
 Coração
o Subida do diafragma → desvio do coração para cima e esquerda (+
↑débito cardíaco) → hipertrofia (↑dos miócitos) →arritimia, dores,
cansaço.
b. Endócrinas

c. Respiratórios
 ↑leucócitos → ↑sensibilidade das mucosas pulmonares→ edemas→ obstrução nasal,
alterações na voz e tendências a processos broncopulmonares
 Subida do diafragma → ↓tempo de inspiração e ↓ do volume respiratório residual →
taquipneia mecânica, dilatação torácica e acidose
d. Digestórias
 Estômago
o Compressão do estômago → ↑pressão intragástrica → hipersecreção
o ↓ Comprimento esofágico e relaxamento da cárdia → refluxo → pirose
 Fígado
o Subida do fígado, com acomodação no gradil costal
o Diminuição do índice de sais biliares (↓atp p transporte ativo) na vesícula e ↓
do tempo de esvaziamento → colestase → espessamento e cálculos
 Intestinos
o ↓ Motilidade e tônus intestinal → constipação e ↑retenção gástrica
e. Urinárias
 ↑ tamanho renal → dilatação da pelve renal →↑filtração glomerular → ↑produção
de urina
 Perda de nutrientes de vitaminas hidrossolúveis
 ↓peristaltismo ureteral → retenção de urina → predisposição a infecções urinárias
 Hiperemia uterina → espessamento da bexiga → ↓capacidade de distensão
f. Dermatológica
 ↑ fluxo sanguíneo periférico → ↑ atividade de glândulas sebáceas e sudoríparas →
acne, hipersudorese
 Hormônio melanotrófico→ deposição de melanina e hiperpigmentação → linha alba e
escurecimento das auréolas e da região vulvoperineal
 Aparecimento de estrias
 Diminuição de disponibilidade proteica → queda de pelos e unhas
g. Musculoesqueléticas
 ↑da mobilidade das articulações → torções e luxações
 ↑ do útero e distensão do abdome → deslocamento do centro de gravidade para
porção anterior → lordose cervical e lombar, hiperextensão dos ombros → sobrecarga
colunar → dor nas costas e tração dos nervos cubital e mediano (radio e ulna)
 ↓ do arco longitudinal dos pés→ ↓ estabilidade → “marcha de ganso”
 ↑ retenção de água → compressão de nervos→ dormência e dor nos membros

03))

 Conceito: diabetes diagnosticada durante o 2 ou 3 trimestre, podendo persistir após o


parto
 Fisiopatologia:
o A partir do segundo: formação da placenta e síntese de hormônios
antagonistas à insulina (estrogênio, progesterona, TNF, resistina, leptina e
somatotrofina coriônica)→ possibilita o direcionamento de glicose para o feto
o Com isso, a insulina aumenta em níveis livres e age sobretudo na lipogênese →
síntese de tecido adiposo
o O tecido adiposo formado em excesso faz com que haja a produção massiva
de adipocinas, agentes próinflamatórios e ácidos graxos livres, os quais em
conjunto hiperestimulam as células beta, promovendo seu esgotamento no
3ºtrimestre
o Ademais, enzimas contidas na membrana placentária promovem a degradação
da insulina, fazendo com que as células B trabalhem de 1,5 a 2,5 a mais que o
normal
o Em condições normais, o corpo consegue lidar com a demanda de insulina. No
entanto, em casos de DG, ocorre o esgotamento dessas células, fazendo com
que os níveis de insuilina sejam insuficiente e susceptibilizando a mulher a um
quadro de DM pós gestação
 QC/Complicações:
o Fetais:
 Polidramnia
 DRA
 Icterícia neonatal
 Defeitos neurológicos
 Má formações congênitas
o Maternas
 Síndrome hipertensivas
 Infecções urinária
 Pielonefrite
 Alterações na microbiota vaginal
 Desenvolvimento de DM

04))
05)) Sofrimento fetal
06))

A ação de glicocorticoides é anti-inflamatória e estabilizadora de membrana

Nos pulmões em desenvolvimento, seu efeito estabilizador de membrana gera o estímulo


à síntese, armazenamento e secreção de hormônios surfactantes.

 Aumenta a [] de fosfatidicolina na parede alveolar mediante a aceleração da conversão


da colina
 A fosfatidilcolina, por sua vez, serve como precursora de fosfolipídeos ativos presentes
nos surfactantes e que nos alvéolos promove estabilidade.

Além disso, a ação anti-inflamatória promove a síntese de PGs, os quais agem como
vasodilatador , fazendo com que o suprimento sanguíneo do pulmão seja otimizado, assim
como o crescimento das células alveolares.

a) Administração: Antenatal (entre 24 e 34 semana). Evidência A -> revisão sistemática


com metanálise (procedimento revisado e aprovado em diversos contextos)
a. Betametasona -> 12mg, 2 doses, com 24h de intervalo, IM. Adm. dose resgate
em risco eminente de parto prematuro (DU 12mg)
b. Dexametasona -> 6mg, 4 doses, com 12 h de intervalo, IM
b) Indicações
 Casos de doença da membrana hialina
 Gestações gemelares
 Gestações com risco de partos prématuros
 Gestações com risco de baixo peso
c) Contraindicações
 Mães com :
o risco ou quadros de imunossupressão (anti-inflamatórios)
o Histórico de cardiopatias (cardio estimulantes)
o Mães diabéticas (hiperglicemia de rebote)
d) Efeitos colaterais: não são tão expressivos quanto o benefícios
 ↓desenvolvimento neurológico
 ↓anabolismo proteico. Fraqueza muscular
 Induz hemorragia gastrointestinal
 Supressão do eixo hipófise-hipotalâmico-adrenal no RN
 Eleva risco de infecção do RN

07))

As avaliações anteparto de vitalidade fetal são feitas em gestações em que ocorrem


insuficiência placentária e determinam a condição do bebê e a presença ou não de asfixia fetal
decorrente do SFC

São indicadas para mulheres contidas nos seguintes critérios:


Testes realizados: Contagem dos movimentos fetais, cardiotocografia, quantificação do
volume amniótico e Doppler

 Contagem dos movimentos fetais: pode ser feita pela própria mãe. Nesse método
conta-se o número de movimentos a cada 2h
o Se for maior ou igual a 10: normalidade
o Se for menor: encaminhar para avaliação materna e fetal
 Carditocografia: nessa gama de testes, avalia-se a FC em diferentes condições.
o Teste de aceleração: Indica a reatividade do feto frente a estímulos.
Considera-se o feto com boa vitalidade se for reativo e com má se for não-
reativo
 Reativo: >2 acelerações ao movimento fetal, com amplitude >15bpm e
com duração > 15s
 Não reativo: <2 acelerações ao movimento em um período de 20
minutos de estímulo
o Cardiotocografia computadorizada: Mede a variação de tempo para o
aparecimento da variação ritmo de batimentos após um estimulo. O mais
utilizado é o CTG STV que mede em ms
 Se STV<4ms: normalidade
 Se STV entre 4 e 3ms: acidemia
 Se STV>3ms: morte fetal
 Avaliação do perfil biofísico fetal (PBF): avaliação feita a paritr de USG abdominal
personalizada. Nela avaliam-se 4 variáveis: movimento corpóreo, movimento
respiratório, tônus fetal e volume de líquido amniótico.

o Se score for:
 10 ou 8 (sem CTG): tranquilizador (desde que vLA seja 2)
 6: anormal, considerar dopplermetria
 Menor ou igual a 4: referenciar para obstetra
 Dopplermetria vascular: Nele observa-se a morfologia e o funcionamento de vasos
fetais (artéria uterina e veia umbilical)
o Doppler da artéria uterina: mede a resistência de vasos que suprem a
placenta por meio das médias entre as resistências das duas artérias. Se for
maior que 0,58, indica algum distúrbio na remodelação arterial.
o Doppler da veia umbilical: avalia a resistência da veia umbilical ao retorno
sanguíneo ao feto. Quanto maior a resistência, menor o suprimento. Dividido
em classes: classe I (normal, diástole positiva), classe II (Estagnação) e classe III
(Retorno sanguíneo)
08))

Art. 392 -> Licença maternidade

 A gestante tem 120 dias de direito a resguardo amparado por lei, sem prejuízo a cargo
ou salário
 A notificação do desligamento do cargo deve ser feito entre o 28 dia antes do parto e o
dia deste
 Se o parto for antecipado, os 120 valerão imediatamente após o parto
 A data de início da licença é estabelecida por atestado médico ou por certidão de
nascimento

Art. 473 -> Licença paternidade

 O homem possui o direito de permanecer 05 dias afastado sem prejuízo salarial ou ao


cargo
 A notificação do desligamento do cargo deve ser feito entre o 28 dia antes do parto e o
dia deste
 Se o parto for antecipado, os 5 valerão imediatamente após o parto
 A data de início da licença é estabelecida por atestado médico ou por certidão de
nascimento

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