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Anos litúrgicos são divididos em A, B e C?

O Ano Litúrgico começa com o tempo do Advento, quatros semanas antes do Natal,


e termina com a Solenidade de Cristo Rei, no ano civil seguinte. A Igreja, para celebrar
o Mistério de Cristo presente na Palavra que é proclamada, dividiu as celebrações dominicais
ao longo de três anos litúrgicos, chamados de: Ano A, Ano B e Ano C.
A Igreja desejou que as leituras bíblicas proclamadas na liturgia dominical voltassem
a ser lidas novamente após três anos, e assim se organizou o Ano Litúrgico em 3 ciclos de
leituras (Evangelho e demais livros do Antigo e do Novo Testamento). No Ano A lemos
o Evangelho de Mateus; no Ano B o Evangelho de Marcos e no Ano C, o Evangelho de
Lucas. O Evangelho de João é reservado para ocasiões especiais, principalmente festas e
solenidades.
Seguindo este ciclo dos três anos Litúrgicos A, B e C, consegue-se ter uma grande
visão de toda a Bíblia, pois cada ano litúrgico tem uma sequência de leituras próprias. O
Evangelho ao logo de cada Ano Litúrgico quer ajudar o fiel a percorrer toda a vida de Jesus em
ordem cronológica, rezando do nascimento até a Ascensão.
Assim, nas celebrações dominicais são proclamados textos que falam do anúncio do
Messias, da encarnação, da sua vida pública (missão), do anúncio do Reino, dos sinais que
Jesus realizou, do chamado dos discípulos, etc., até culminar com sua morte e ressurreição e
assim se chegar à esperança da construção do Reino de Deus: a Parusia, com a solenidade de
Cristo Rei do Universo.
A divisão dos Anos Litúrgicos em A, B e C foi determinada a partir da comparação
que o Ano 1 seria o Ano A, o Ano 2 o B e o Ano 3 o C e os anos 6, 9 e 12 novamente o Ano C.
Então, o ano em que a soma dos algarismos for um número múltiplo de 3 é o Ano Litúrgico do
Ciclo C. Por exemplo 2019 (2+0+1+9=12, que é múltiplo de 3). Sendo assim, 2019 foi o Ano C,
e por sequência 2020 é o Ano A, 2021 será Ano B e 2022 será novamente o Ano C (2+0+2+2=
6, que é múltiplo de 3).
Por isso, participando das celebrações dominicais ao longo dos três anos do Ciclo
litúrgico, cada fiel pode beber dos principais textos bíblicos que alimentam a fé e renovam no
coração a certeza da Salvação que o Pai nos deu em seu Filho Jesus Cristo.
Deus, que com seu infinito amor, age no tempo e na história, e o Ano Litúrgico é
justamente a celebração da ação de Deus no tempo concreto da nossa vida. O Ano litúrgico
nos faz vivenciar a espiritualidade de sair do nosso tempo (crónos) para entrarmos no tempo
de Deus (Kairós) - o tempo da graça e da salvação.

Ministérios na liturgia da palavra


A liturgia da palavra exige a contribuição de vários ministérios litúrgicos.
O Evangelho é proclamado pelo diácono ou, na sua falta, por
um presbítero ou bispo presente. Se, porém, não estiver presente o diácono nem outro
sacerdote, lê o Evangelho o próprio presidente da celebração.
"Segundo a tradição, a função de proferir as leituras não é presidencial, mas sim
ministerial. Por isso as leituras são proclamadas por um leitor." A função de proclamar as
leituras pertence ao leitor instituído. Caso não haja leitores instituídos, pode fazê-lo
qualquer leigo idóneo. Em todo o caso, quando não esteja presente mais ninguém que possa
proclamar a leitura, ela deve ser feita por um sacerdote ou diácono, ou pelo próprio presidente
da celebração.
O salmo responsorial é cantado pelo salmista. No caso de ser recitado, é-o por
qualquer leitor.
A homilia pode ser proferida apenas pelos ministros ordenados, excluindo-se os
leigos dessa função.
Compete ao diácono enunciar as intenções da oração dos fiéis mas, quando não
houver diácono, essa função deve ser efetuada por um leigo idôneo.

O que o leigo não pode fazer na missa:


O leigo não pode fazer as orações presidenciais.
O leigo não pode simular sacramento (celebrar no lugar do padre).
O leigo não pode distribuir a sagrada comunhão, a menos que seja delegado de modo extraordinário
para auxiliar o sacerdote a cujo ministério está ordenada esta função.
O leigo não pode apresentar o cálice durante a doxologia (Por Cristo, com Cristo em Cristo..).
O leigo não pode apresentar âmbulas ou hóstias durante a doxologia.
O leigo não pode proclamar o evangelho na missa.
O leigo não pode fazer a homilia.
O leigo não pode rezar o embolismo nem a oração da paz junto com o Padre (Livrai-nos de todos os
males… Senhor Jesus Cristo dissestes aos vossos Apóstolos…).
O leigo não pode rezar nenhuma parte da oração Eucarística que é reservada ao sacerdote. A mesma
começa no diálogo inicial “O Senhor esteja Convosco. Ele está no meio de nós” e prossegue até o Amém da
doxologia (Por Cristo, com Cristo em Cristo…).
O lugar do leigo é na assembleia e não no presbitério. A menos que tal leigo seja o acólito que auxilia
o sacerdote junto ao altar.
Os Ministros Extraordinários da Comunhão não são acólitos.
Os acólitos possuem funções próprias. A função do MESC é somente de auxiliar o sacerdote na
distribuição da comunhão e, eventualmente, preparar alfaias e vasos sagrados para a missa caso não haja
sacristão na Igreja.

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