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Universidade Federal de Uberlândia

Faculdade de Engenharia – FEMEC


Curso de Engenharia Mecatrônica
Instrumentação-GEM27
Prof. Dr. Marcos Morais de Sousa

Calibração de sensor potenciométrico.

Cássio Antônio Andrade 92458

Douglas Teruyuki Cabral 92496


Uberlândia, 18 de Abril de 2011.

Sumário

1. Calibração de Sensor Potenciométrico 03


1.1. Objetivo 03
1.2. Introdução 03
1.3. Fundamentos Teóricos 03
1.4. Procedimento experimental 05
1.5. Levantamento, análise e apresentação dos 06
resultados
1.6. Conclusão 09
2. Referências Bibliográficas 10

2
1. Calibração de Sensor Potenciométrico

Este relatório refere-se à atividade prática do segundo laboratório da disciplina de


Instrumentação no qual propõe a calibração de um sensor potenciométrico.

1.1 Objetivo

Determinar a Função Transferência (FT) de um sensor potenciométrico em [V/Ω]


quando alimentado por 1VDC.

1.2 Introdução

Calibração é um conjunto de operações que estabelece sob condições especificadas,


a relação entre os valores indicados por um instrumento de medição ou sistema de medição
ou valores representados por uma medida materializada ou um material de referência, e os
valores correspondentes das grandezas estabelecidos por padrões. (conforme Portaria
Inmetro 029 de 1995 - VIM) [1]. Dessa forma, neste relatório faremos a calibração de um
sensor potenciométrico através da utilização de um multímetro modelo MD-380
Instrutherm e uma fonte de tensão DC Supply Minipa modelo MPL-1303 M.

1.3. Fundamentos Teóricos

A prática seguinte aplica diversos conceitos de Instrumentação relacionados aos


sistemas de medição, os quais serão explicados a seguir para o correto entendimento e
compreensão da atividade.
A Sensibilidade, S, de um instrumento de medição é o quociente da variação da
resposta do instrumento de medição ∆ss , pela variação correspondente do estímulo, ∆se ,
logo [2]:

3
∆ss
=S
∆se (1.0)

Já a Resolução de um dispositivo indicador é a menor diferença entre indicações de


um dispositivo indicador que se podem distinguir significativamente [VIM 5.12]. É assim,
a aptidão do dispositivo indicador do instrumento de medição, para distinguir
significativamente entre valores muito próximos da grandeza indicada[2].
A faixa de indicação corresponde aos valores numéricos que define o menor e o
maior valor que um sistema de medição pode medir.[4].
A linearidade é a aproximação com a qual uma curva de calibração acompanha uma
reta ideal. Esta é definida quando a sensibilidade é constante[3].
A faixa de operação é refere-se a um conjunto de valores, especificado através de
um limite inferior e um limite superior, para um mensurando, que dentro do qual se assume
que o erro do instrumento de medição estará dentro dos limites especificados.
A Histerese é uma propriedade do instrumento de medição cuja resposta a um sinal
de entrada depende da seqüência dos sinais de entrada precedentes. Esta característica é,
usualmente, definida pela máxima diferença entre leituras obtidas para a mesma entrada
quando aproximada em sentidos opostos, isto é, quando se aumenta ou diminui a entrada. É
habitual definir-se este valor em porcentagem do valor de fim de escala[2].

Figura 1: Histerese genérica de um instrumento de medição.

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1.4. Procedimento experimental

Para a realização do experimento seguinte, que visa a determinação da FT do sensor


potenciométrico, seguimos os seguintes procedimentos.
1. Ligamos a fonte de tensão utilizada em modo Fonte de Tensão DC e como o
multímetro possui melhor resolução que a mesma, regulamos através do multímetro
a fonte de tensão DC em 1V. Além disso, medimos a resistência total do sensor
potenciométrico com o multímetro através dos fios branco e amarelo.

Figura 2: Diagrama esquemático do sensor.

2. Após isto, escolhemos dez pontos de interesse dentro da escala do sensor


potenciométrico de trinta posições para efetuarmos nossas medições de tensão e de
resistência.
3. Utilizando-se do multímetro, variamos a posição angular do sensor e medimos a
resistência para o conjunto de pontos de interesse selecionados no item anterior e
construímos uma tabela.

Divisões Resistência(KΩ)
0 0,0
3 1,5
6 9,1
9 15,9
12 22,0

5
15 27,3
18 32,1
21 37,6
24 42,3
27 47,7
30 48,8
Tabela 1: Resistências do sensor.
4. Assim, ligamos a fonte de tensão DC nas extremidades do sensor potenciométrico, e
procedemos na medição de tensão para o conjunto de pontos selecionados.
Divisões Tensão (V)
0 0,000
3 0,021
6 0,171
9 0,306
12 0,427
15 0,540
18 0,648
21 0,746
24 0,845
27 0,951
30 0,988
Tabela 2: Tensões medidas no sensor.

1.5. Levantamento, análise e apresentação dos resultados

Para a determinação da FT do sensor potenciométrico em [V/Ω] determinamos


primeiramente a FT do sensor em [Ω/div] e também em [V/div]. Após isto, dividimos
ambas FT’s para a determinação da FT final.

6
Para a determinação da FT [Ω/div], analisamos o gráfico seguinte obtido da tabela
1.

Medidas de Resistência

60,0

50,0

40,0
Resistência (KΩ)

30,0

20,0

10,0

0,0
0 3 6 9 12 15 18 21 24 27 30
-10,0
Nº de Divisões

Gráfico 1: Resistência medida no sensor.


Assim, verificamos que a resolução utilizada foi de 0,1 KΩ, a faixa de operação é
de 3,0 a 27,0 divisões e a faixa de indicação é de 0,0 a 30,0 divisões. A figura acima mostra
o ajuste linear para a curva, de modo que obtemos os intervalos supracitados. Assim, a
sensibilidade do instrumento foi calculada em 1,925 KΩ/div, e o desvio máximo deste
valor foi de 1,8 KΩ/div, assim, a sensibilidade foi dada em 1,925 KΩ/div com desvio de
linearidade de 6,38%.

7
De modo análogo determinamos outra FT em [V/div]. Com os dados medidos e
apresentados na tabela 2, construiu-se o seguinte gráfico:

Medidas de Tensão

1,200

1,000

0,800
Tensão (V)

0,600

0,400

0,200

0,000
0 3 6 9 12 15 18 21 24 27 30
Nº de Divisões

Gráfico 2: Tensão medida no sensor.

Neste caso, a resolução utilizada foi de 0,001 V. Como a tensão e resistência são
relacionadas por uma constante(corrente), verificou-se a mesma faixa de operação, de 3,0 a
27,0 divisões, e a faixa de indicação foi de 0,0 a 30,0 divisões. A figura acima mostra o
ajuste linear para a curva, de modo que obtemos os intervalos supracitados. Assim, a
sensibilidade do instrumento foi calculada em 38,75 mV/div com desvio de linearidade de
7,82%.
De posse dessas duas FT, é possível finalmente obter a FT do sensor em [V/Ω]
dividindo a FT em [V/div] pela FT em [Ω/div] .

(2)

8
1.6. Conclusão

A realização desta prática possibilitou um maior aprendizado em relação aos conceitos


de sistemas de medição, em adição a conceitos relacionados com a calibração. Observou-se
também que para calibração do sensor potenciométrico foi necessária a determinação de
duas funções transferências para somente depois então obter a função transferência
desejada. Por fim, verificou-se que tanto a resistência como a tensão variam de modo
semelhante em relação ao número de divisões. Isto ocorre porque essas grandezas são
relacionadas linearmente pela corrente, como se observa na Primeira Lei de Ohm.

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2. Referências Bibliográficas

[1]- http://www.instrucall.com.br/servicosdisponiveis_calibracao.htm Acessado em


18/04/2011.
[2]- CAMPILHO, Aurélio. Instrumentação Electrónica. Métodos e Técnicas de
Medição. Marca-Artes Gráficas, Porto, 1ª Edição, 2000.
[3]- http://www.hytronic.com.br/pdf/aplicacoes/dicionario.pdf acessado em
18/04/2011.
[4]- Notas de Aula de Instrumentação Professor: Marcos Morais de Sousa, primeiro
semestre 2011.

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