Você está na página 1de 4

Universidade Federal Rural de Pernambuco – UFRPE

Departamento de Ciências Sociais – DECISO


Aluna: Thalyta Raquel dos Santos
Disciplina – Teorias do Estado.
Resenha “Do contrato social” de Rousseau

Jean-Jacques Rousseau nasceu na Suíça, Genebra, conhecido como um dos


maiores autores do campo iluminista francês por suas obras conseguirem um
destaque considerável durante a revolução francesa, principalmente pelo fato
de suas obras abordarem os mais diversos temas sociais incluindo o campo da
política discutido amplamente nas suas obras mais conhecidas como “Do
contrato social” e “Discurso da desigualdade entre os homens”

“Do contrato Social” apresentada como uma das maiores obras politicas
modernas tem como objetivo na escrita descrever a sociedade e seus moldes
para se tornar a posição tomada nos dias que o Rousseau fez sua descrição e
explicitar o papel do Estado para controle desses “traquejos sociais” e seu
desenrolar com os seus cidadãos, junto a individualidade de cada um deles, na
forma de um contrato.

A partir das características apresentadas vemos que Rousseau propõe


que homem refaça o contrato social com o Estado para que contemple melhor
suas experiências de liberdade já que o homem saiu do seu ‘Estado de
natureza’ para o ‘Estado Social’ no qual o homem reproduz práticas sociais,
então o Estado será responsável pela manutenção de todos os cidadãos com
direitos e deveres sem qualquer distinção entre os indivíduos como acredita o
pensador, pensando nas pessoas como seres individuais que devem ser
respeitadas suas expressões, respeito formulado na chegada de um consenso
e direitos obedecidos, ideia que foi observada por Rousseau de outras
civilizações anteriores.

No primeiro livro, o Rousseau se questiona sobre a transição do ‘Estado


de natureza’ para o ‘Estado civil’ e em como se respalda as condições para tal
acordo composto por nove capítulos. Nos três capítulos iniciais ele pontua a
liberdade que o homem possuía no seu estado de chegada ao mundo de modo
natural, que foi perdendo ao longo do tempo através de guerras por territórios,
governos tirânicos e outros. E como recuperar essa liberdade nata perdida por
meio de um contrato social que o respeite como cidadão e em troca, o homem
tem alguns comportamentos a se fazer em meio a todos, por isso no quarto
capitulo desse livro, o Rousseau condena veemente a escravidão que tira do
homem sua liberdade inicial para o proporcionar correntes em num pacto que
não o contempla de modo algum, sendo algo paradoxal ao direito. O
fechamento de ideia, ele aparece no quinto capitulo até o nono, em que temos
é de que se recupera a liberdade através da escolha de um governo que
represente o povo e que essa escolha só pode ser feita de maneira eficaz
através da convenção. A convenção seria justamente uma forma de se
proteger em meio a outros cidadãos de pessoas que fazem o mau, o que o
Rousseau chama de pacto social. Nesse pacto, o verdadeiro poder se encontra
no povo que organizou esse compromisso e o representante nada mais seria
do que a pessoa que falaria pelo povo e seria o responsável por manter a
harmonia dentro do próprio pacto social entre quem concordou com os termos,
em outras palavras o representante seria apenas a expressão da vontade do
povo, pois o homem vive em um Estado civil para manter de forma segura sua
liberdade nata, ou seja, fica clara a necessidade uma liberdade moral que
aplaca o sentimento de liberdade mostrando a autonomia do homem, um
direito inalienável e indivisível.

No segundo livro Rousseau aborda os aspectos jurídicos do Estado civil,


que são trabalhos ao longo dos seus doze capítulos. Todos os aspectos giram
em torno da ideia central de que poder do povo é indivisível, ou seja, o povo
mostra seus anseios através do que o pensador chama de “Vontade Geral” que
seriam interesses que beneficiam toda uma comunidade, então o papel do
representante seria respeitar essa vontade, agindo de acordo ao que ela
solicita dele, mostrando que nenhuma de suas tomadas de decisões podem
burlar a “vontade geral” e caso o representante resolver não seguir essa tarefa,
o povo possui todo o direito de tirar esse representante do seu posto e colocar
outro que respeitará tudo o que seu cargo representa como vemos no livro
quando o autor critica a corrupção dos governantes e deixa claro a tomada do
poder que o povo tem que fazer. O único limite do povo são as leis, pois na
lógica foram eles mesmos que criaram e aprovaram as leis e ela é a base para
associação civil.

No terceiro livro Rousseau faz um amplo debate sobre as possíveis


formas de governo que são Democracia ( em que se tem a ideia de que o povo
mais pobre participa ativamente dessa forma de governo tomando decisões
conjuntas), Aristocracia (em que uma elite intelectual procura lutar pelos
direitos dos cidadãos de modo geral) e a monarquia ( em que um Rei toma as
decisões em favor do povo passando sua coroa hereditariamente para que
seus sucessores tenham esse mesmo objetivo), o autor explicita nessa parte
mais características e princípios. Rousseau chega a um entendimento de como
iria funcionar cada modelo de poder politico que seria o seguinte: Democracia
nos Estados pequenos, Aristocracia nos Estados médios e a Monarquia em
Estados bem maiores, ele pontua também o quanto uma corrupção pode afetar
o modelo politico desses Estados que terão que se readequar caso ocorra essa
degeneração do representante, por certo como o autor retrata no livro o
objetivo principal de uma sociedade politica é a conservação das propriedades
de seus membros, afinal não permitir que o cidadão possua seus bens fere a
“vontade geral” que deve ser inalienável e indivisível de possuir o seu bem
material.

Com as ideias do texto apresentadas podemos observar o motivo de ser


um dos pilares para a Revolução francesa (1789-1799), pois a ideia da
revolução era justamente fazer valer a vontade do povo entre a vontade do
soberano e substituir um Estado danificado pela degeneração de poder que
aconteceu por uma nova forma de governo que seguisse a vontade do povo
como a anterior deveria ter feito. É bom destacar também a importância de
Rousseau para espalhar as ideias de diretor do homem e influenciar na
declaração dos direitos humanos e do homem em 1789 ao dizer logo no inicio
do seu livro que “os homens nascem livres e iguais” sendo a primeira vez que
se ouve falar de “direitos dos homens” especificamente.

Você também pode gostar