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COMO ELABORAR O ESTUDO

TÉCNICO PRELIMINAR E O TERMO


DE REFERÊNCIA PARA COMPRAS E
SERVIÇOS DE ACORDO COM O
REGIME ATUAL E A NOVA LEI DE
LICITAÇÕES

10 a 1417 e 18 de maio de 2021


Agradecemos sua participação no Zênite Online “COMO ELA-
BORAR O ESTUDO TÉCNICO PRELIMINAR E O TERMO DE RE-
FERÊNCIA PARA COMPRAS E SERVIÇOS DE ACORDO COM O
REGIME ATUAL E A NOVA LEI DE LICITAÇÕES”, realizado nos
dias 10 a 1417 e 18 de maio de 2021.

Este material, elaborado em conjunto com a equipe Zênite, reú-


ne o teor da exposição dos Professores José Anacleto Abduch
Santos, Ricardo Alexandre Sampaio e Rodrigo Vissotto Junkes,
expressando o entendimento sobre a temática abordada e as
questões polêmicas que serão tratadas durante o evento.

Esperamos que o conteúdo aqui exposto e os ensinamentos dos


Palestrantes contribuam para seu aperfeiçoamento profissional,
bem como para a resolução das dificuldades vividas no exercício
de sua atividade.

A revisão linguística do conteúdo desta apostila é realizada de acordo com a norma culta
da Língua Portuguesa. As citações doutrinárias, jurisprudenciais e legislativas são repro-
duzidas conforme o original. É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo desta
apostila sem a permissão expressa da Zênite.
SUMÁRIO

AULA 1

A NOVA LEI DE LICITAÇÕES – ENTRADA EM VIGOR E A


CONVIVÊNCIA ENTRE O REGIME ATUAL E O NOVO

Quem está obrigado à nova Lei de Licitações?........................... 12

Quais leis foram/serão alteradas e revogadas?.......................... 12

Data de entrada em vigor da nova Lei e o período de


convivência entre os regimes atual e novo – Repercussões
práticas........................................................................................ 14

FASE PREPARATÓRIA/PLANEJAMENTO DAS CONTRATAÇÕES


PÚBLICAS E SUA IMPORTÂNCIA – REGIMES ATUAL E DA
NOVA LEI

O que significa planejar uma contratação?................................. 16

Governança das contratações – Responsabilidade da


alta administração....................................................................... 16

A importância dos documentos e das providências do


planejamento previstos na nova Lei........................................... 17

Quais as três etapas do processo da contratação pública?......... 20

As quatro etapas que resumem a fase de planejamento.......................20

As etapas do planejamento......................................................... 21
Adoção dos modelos de documentos padronizados da AGU .... 24

Princípio da padronização – Catálogo eletrônico de padronização....24

Órgãos de administração de materiais e de serviços e os


instrumentos para a centralização dos procedimentos –
Disciplina da nova Lei de Licitações............................................ 26

Qual a importância de uma visão sistêmica do processo da


contratação pública?.......................................................................................26

O que é o Plano Anual de Contratações?..................................... 27

Plano Anual de Contratações e a IN nº 01/2019 do Ministério


da Economia – Elaboração, análise e aprovação do plano –
Responsáveis e prazos................................................................. 29

A elaboração de Planos de Contratações como uma boa


prática de toda a Administração Pública.................................... 31

Como ocorre o controle do planejamento das contratações pelo


TCU?...............................................................................................................32

Agentes públicos que devem ou podem envolver-se no


planejamento da contratação..................................................... 39

Planejamento....................................................................................................40

Agentes públicos envolvidos – Equipe de planejamento formada


por quem?..........................................................................................................42

Podem integrar a equipe de planejamento................................................ 42

O que significa planejar a partir de uma visão de gestão de


riscos?........................................................................................... 43

Quando os agentes públicos podem ser responsabilizados


no processo da contratação pública?.......................................... 46

Particularidades da Lei nº 13.655/2018 2 – LINDB...................................47


AULAS 2 E 3

DOCUMENTOS DO PLANEJAMENTO – REGIMES ATUAL E DA


NOVA LEI

PROCEDIMENTOS INICIAIS – FORMALIZAÇÃO DA DEMANDA...................................48

Objetivo....................................................................................... 48

Departamento/agentes responsáveis......................................... 49

ESTUDOS TÉCNICOS PRELIMINARES .....................................................................50

Objetivo – Quais as perguntas a que o ETP precisa responder


de acordo com a IN nº 40/2020, o Decreto nº 10.024/2019 e
as orientações do TCU?................................................................ 50

ETP digital .................................................................................. 60

ETP – Departamento/agentes responsáveis .............................. 61

ETP digital e Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP).... 61

Identificação e justificativa da necessidade –


Obrigatoriedade ......................................................................... 65

Requisitos técnicos ..................................................................... 69

O que pode ou não ser exigido? ..................................................................69

Participação fundamental da área técnica/requisitante........................70

Como garantir a qualidade? .........................................................................71

Amostra, certificação, indicação de marca.................................................71


Levantamento das soluções disponíveis no mercado................ 77

Práticas de sustentabilidade....................................................... 78

Descrição da solução como um todo – Exame da totalidade


do encargo – Obrigatoriedade..................................................... 79

Quantificação do objeto – Agrupamento do objeto em itens


ou lotes – Obrigatoriedade.......................................................... 80

Estimativa, pesquisa e levantamento dos preços no


mercado – IN nº 73/2020 da Seges/ME – Obrigatoriedade......... 83

Fontes de pesquisa ..........................................................................................86

Quantas pesquisas (cotações) devem ser realizadas?.............................87

Prazo do orçamento.........................................................................................88

Definição dos preços estimado e máximo: média, mediana ou


menor valor........................................................................................................89

Memoriais de cálculo que devem ser juntados ao processo ................92

Formalização da pesquisa de preços...........................................................92

Alinhamento com o Plano Anual de Contratações –


Obrigatoriedade........................................................................... 95

Viabilidade da contratação – Obrigatoriedade.......................... 95

Elementos mínimos obrigatórios e elementos dispensáveis


do ETP.......................................................................................... 96

Objetos/situações que dispensam a elaboração de ETP............. 96


AULA 4

ESPECIFICIDADES DOS ESTUDOS PRELIMINARES PARA


TERCEIRIZAÇÃO

Atividades que podem e que não podem ser terceirizadas de


acordo com o Decreto nº 9.507/2017 ......................................... 98

Serviços com e sem dedicação exclusiva de mão de obra.......... 102

Unidades de medida, quantificação dos serviços contínuos e


a reunião de serviços distintos em uma mesma licitação ou
em um mesmo lote...................................................................... 105

GERENCIAMENTO DE RISCOS

O planejamento a partir de uma visão de gestão de riscos e a


nova Lei de Licitações ................................................................. 113

No que consiste o gerenciamento de riscos?.............................. 113

Identificação do risco, probabilidade e impacto, definição


de ações preventivas e de contingência e definição de
responsáveis................................................................................ 117

Mapa de riscos de compras e serviços......................................... 118

Elaboração do mapa de riscos do planejamento, do


julgamento e do contrato............................................................ 119
AULA 5

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA – PARTE I

Documentos e providências anteriores – Estudos técnicos


preliminares + Gerenciamento de riscos.................................... 121

Repetição entre ETP e TR – Como resolver? ................................ 122

Modelo de execução do objeto................................................... 124

Definição da dinâmica do contrato..............................................................124

Modelo de ordem de execução....................................................................126

Modelos de gestão do contrato e o instrumento de medição e


pagamento (IMR) ........................................................................ 128

Refinamento da pesquisa de preços........................................... 136

Contratação de serviços com dedicação exclusiva de


mão de obra – Elaboração da planilha de custos e
formação de preços..................................................................... 137

Definição de critérios de aceitabilidade de preço....................... 141

Definição dos preços estimado e máximo ................................................141

Definição dos valores máximos unitários e global ..................................143

Preço excessivo e preço inexequível ...........................................................144

Divulgação dos valores estimado e máximo no edital –


Orçamento sigiloso – Disciplina do Decreto nº 10.024/2019 e
da nova Lei .................................................................................. 146

Conteúdo das propostas ............................................................. 147

Descrição técnica – O que deve constar na proposta do licitante e


a possibilidade de realização de diligências no julgamento.................147
AULA 6

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA – PARTE II

Definição do procedimento – Licitação ou contratação


direta ........................................................................................... 148

Definição da modalidade de licitação, do critério de julgamento e


dos modos de disputa – Novidades da nova Lei......................................150

Cabimento e vantagens do Sistema de Registro de Preços –


Aspectos pontuais de acordo com o Decreto nº 7.892/2013 ...... 162

Definição dos documentos de habilitação ................................. 173

Vedações de ordem pessoal .........................................................................173

Requisitos e documentos de habilitação.................................... 176

Requisito de pré-habilitação ...................................................... 186

Condições especiais para habilitação ......................................... 187

Contratações que dispensam a fase de habilitação.................... 189

Critérios de preferência e aplicação do regime da Lei


Complementar nº 123/2006 para microempresa e empresa de
pequeno porte – Novidades da nova Lei..................................... 191

Benefícios da Lei Complementar nº 123/2006 .........................................191


AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA – PARTE III

Definição de condições específicas para a execução do


contrato de acordo com a Lei nº 8.666/1993 e a Lei nº
13.303/2016................................................................................. 192

Definição do prazo de execução, do prazo de vigência e de


prorrogação ......................................................................................................192

Garantia contratual .........................................................................................195

Revisão, reajuste e repactuação ...................................................................198

Sanções administrativas ................................................................................200

Diretrizes específicas para os contratos com dedicação exclusiva


de mão de obra: ...............................................................................................201

Fiscalização administrativa – Acompanhamento do


cumprimento dos direitos trabalhistas dos empregados................ 201

Retenção/glosa de pagamento e pagamento direto


aos empregados......................................................................................... 203

Revisão do mapa de riscos e sua utilização como importante


mecanismo de gestão contratual ............................................... 213

ESTRUTURA DO TERMO DE REFERÊNCIA E DO EDITAL

Estrutura e lógica propostas para a organização....................... 214

Exame e aprovação do edital pela assessoria jurídica ............... 221


AULA 1
A nova Lei de Licitações – Entrada em vigor e
a convivência entre o regime atual e o novo

Fase preparatória/planejamento das


contratações públicas e sua importância –
Regimes atual e da nova lei

Professor: José Anacleto Abduch Santos


Procurador do Estado do Paraná. Advogado especialista em contratações
públicas. Mestre e doutor em Direito Administrativo pela UFPR. Professor
de Direito Administrativo do Centro Universitário Curitiba (UniCuritiba);
professor e coordenador do Curso de Especialização em Licitações e Con-
tratos Administrativos da UniBrasil; professor de cursos de pós-graduação,
treinamentos e eventos nas áreas de licitações e contratos administrativos,
contratações públicas sustentáveis, microempresa e empresa de pequeno
porte, concessões de serviços públicos e parcerias público-privadas. Exer-
ceu cargos e funções de Diretor-Geral da Procuradoria-Geral de Estado
do Paraná; Procurador-Geral do Estado Substituto; Coordenador do Cur-
so de Graduação em Administração Pública da UniBrasil; Presidente dos
Conselhos de Administração e Fiscal da Paranaprevidência; e Presidente
de Comissões Especiais e Permanentes de Licitação no Estado do Paraná.
Membro das Comissões de Gestão Pública e Infraestrutura da OAB/PR
e da Comissão Especial de Direito Administrativo da OAB Federal. Autor
das obras Contratos administrativos: formação e controle interno da execu-
ção – com particularidades dos contratos de obras e serviços de engenharia
e prestação de serviços terceirizados; Contratos de concessão de serviços
públicos: equilíbrio econômico-financeiro; e Licitações e o Estatuto da Micro-
empresa e Empresa de Pequeno Porte. Coautor das obras Comentários à Lei
nº 12.846/2013: Lei Anticorrupção; e Lei das Estatais: comentários ao regime
jurídico licitatório e contratual da Lei nº 13.303/2016. Autor de artigos téc-
nicos sobre licitações e contratos administrativos publicados em revistas
especializadas. Lattes: http://lattes.cnpq.br/5637223172703835.
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

A NOVA LEI DE LICITAÇÕES – ENTRADA EM VIGOR E A CONVIVÊNCIA ENTRE O REGIME ATUAL E O NOVO
FASE PREPARATÓRIA/PLANEJAMENTO DAS CONTRATAÇÕES PÚBLICAS E SUA IMPORTÂNCIA – REGIMES ATUAL E DA NOVA LEI

A NOVA LEI DE LICITAÇÕES – ENTRADA EM


VIGOR E A CONVIVÊNCIA ENTRE O REGIME
ATUAL E O NOVO

QUEM ESTÁ OBRIGADO À NOVA LEI DE LICITAÇÕES E QUEM


NÃO SERÁ ABRANGIDO POR SUAS REGRAS?

QUAIS LEIS FORAM/SERÃO ALTERADAS E REVOGADAS?

ALCANÇADOS PELA NOVA LEI

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DIRETA,


AUTÁRQUICA E FUNDACIONAL

TODOS OS ÓRGÃOS E ENTIDADES QUE


INTEGRAM A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA –
EXCETO EMPRESAS ESTATAIS

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AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

A NOVA LEI DE LICITAÇÕES – ENTRADA EM VIGOR E A CONVIVÊNCIA ENTRE O REGIME ATUAL E O NOVO
FASE PREPARATÓRIA/PLANEJAMENTO DAS CONTRATAÇÕES PÚBLICAS E SUA IMPORTÂNCIA – REGIMES ATUAL E DA NOVA LEI

NÃO ALCANÇADOS PELA NOVA LEI

Empresas estatais

Entidades do Sistema S

Licitações e contratações com recursos


oriundos de agentes internacionais

Contratações relativas à gestão direta ou


indireta das reservas internacionais do país

Contratos que tenham por objeto operação de crédito,


interno ou externo, e gestão de dívida pública, incluídas as
contratações de agente financeiro e a concessão de
garantia relacionadas a esses contratos

Contratações sujeitas a normas previstas em


legislação própria (por exemplo, publicidade)

Lei nº 8.666/1993 Revogadas no Vigência


Lei nº 10.520/2002 prazo de dois concomitante pelo
Lei nº 12.462/2011 anos prazo de dois anos

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AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

A NOVA LEI DE LICITAÇÕES – ENTRADA EM VIGOR E A CONVIVÊNCIA ENTRE O REGIME ATUAL E O NOVO
FASE PREPARATÓRIA/PLANEJAMENTO DAS CONTRATAÇÕES PÚBLICAS E SUA IMPORTÂNCIA – REGIMES ATUAL E DA NOVA LEI

PERÍODO DE TRANSIÇÃO ENTRE OS REGIMES



LEI Nº 8.666/1993
2 anos de convivência
LEI Nº 14.133/2021

Nesses dois anos, a escolha do regime


(Lei nº 8.666/1993 ou Nova Lei de Licitações)
deve ocorrer a cada processo de contratação

DATA DE ENTRADA EM VIGOR DA NOVA LEI E O PERÍODO


DE CONVIVÊNCIA ENTRE OS REGIMES ATUAL E NOVO –
REPERCUSSÕES PRÁTICAS

ENTRADA EM DATA DA
VIGÊNCIA PUBLICAÇÃO

VIGÊNCIA DISCRICIONARIEDADE
SIMULTÂNEA DE LEIS ADMINISTRATIVA

Contratos assinados Tempo do ato


antes da entrada determina a norma
em vigência aplicável

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AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

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FASE PREPARATÓRIA/PLANEJAMENTO DAS CONTRATAÇÕES PÚBLICAS E SUA IMPORTÂNCIA – REGIMES ATUAL E DA NOVA LEI

REGIME DE TRANSIÇÃO DO CONTRATO

Vale para atas de registro de preços?

Depois dos 2 anos, contrato firmado sob o regime antigo pode


ser prorrogado?

Como tratar as dispensas pelo valor?

LICITAÇÕES NÃO CONCLUÍDAS NO PRAZO DE 2 ANOS

Quando se considera que uma licitação foi iniciada?

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AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

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FASE PREPARATÓRIA/PLANEJAMENTO DAS


CONTRATAÇÕES PÚBLICAS E SUA IMPORTÂNCIA
– REGIMES ATUAL E DA NOVA LEI

O QUE SIGNIFICA PLANEJAR UMA CONTRATAÇÃO?

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO

PLANEJAMENTO DO ÓRGÃO

PLANEJAMENTO DA CONTRATAÇÃO

GOVERNANÇA DAS CONTRATAÇÕES – RESPONSABILIDADE DA


ALTA ADMINISTRAÇÃO

ART. 11, PARÁGRAFO ÚNICO, DA NOVA LEI

A alta administração do órgão é Ela deve assegurar o alinhamento


responsável pela governança das estratégico das contratações ao
contratações. planejamento estratégico e às leis
orçamentárias.

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AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

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Lei nº 14.133/2021
Art. 11. O processo licitatório tem por objetivos:
[...]
Parágrafo único. A alta administração do órgão ou entidade é res-
ponsável pela governança das contratações e deve implementar
processos e estruturas, inclusive de gestão de riscos e controles
internos, para avaliar, direcionar e monitorar os processos licitató-
rios e os respectivos contratos, com o intuito de alcançar os obje-
tivos estabelecidos no caput deste artigo, promover um ambien-
te íntegro e confiável, assegurar o alinhamento das contratações
ao planejamento estratégico e às leis orçamentárias e promover
eficiência, efetividade e eficácia em suas contratações.

A IMPORTÂNCIA DOS DOCUMENTOS E DAS PROVIDÊNCIAS DO


PLANEJAMENTO PREVISTOS NA NOVA LEI

Lei nº 14.133/2021
Art. 18. A fase preparatória do processo licitatório é caracteriza-
da pelo planejamento e deve compatibilizar-se com o plano de
contratações anual de que trata o inciso VII do caput do art. 12
desta Lei, sempre que elaborado, e com as leis orçamentárias,
bem como abordar todas as considerações técnicas, mercadoló-
gicas e de gestão que podem interferir na contratação, compre-
endidos:

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AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

A NOVA LEI DE LICITAÇÕES – ENTRADA EM VIGOR E A CONVIVÊNCIA ENTRE O REGIME ATUAL E O NOVO
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I - a descrição da necessidade da contratação fundamentada em


estudo técnico preliminar que caracterize o interesse público en-
volvido;
II - a definição do objeto para o atendimento da necessidade, por
meio de termo de referência, anteprojeto, projeto básico ou pro-
jeto executivo, conforme o caso;
III - a definição das condições de execução e pagamento, das ga-
rantias exigidas e ofertadas e das condições de recebimento;
IV - o orçamento estimado, com as composições dos preços utili-
zados para sua formação;
V - a elaboração do edital de licitação;
VI - a elaboração de minuta de contrato, quando necessária, que
constará obrigatoriamente como anexo do edital de licitação;
VII - o regime de fornecimento de bens, de prestação de serviços
ou de execução de obras e serviços de engenharia, observados os
potenciais de economia de escala;
VIII - a modalidade de licitação, o critério de julgamento, o modo
de disputa e a adequação e eficiência da forma de combinação
desses parâmetros, para os fins de seleção da proposta apta a ge-
rar o resultado de contratação mais vantajoso para a Administra-
ção Pública, considerado todo o ciclo de vida do objeto;
IX - a motivação circunstanciada das condições do edital, tais
como justificativa de exigências de qualificação técnica, median-
te indicação das parcelas de maior relevância técnica ou valor
significativo do objeto, e de qualificação econômico-financeira,
justificativa dos critérios de pontuação e julgamento das propos-

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AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

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tas técnicas, nas licitações com julgamento por melhor técnica ou


técnica e preço, e justificativa das regras pertinentes à participa-
ção de empresas em consórcio;
X - a análise dos riscos que possam comprometer o sucesso da
licitação e a boa execução contratual;
XI - a motivação sobre o momento da divulgação do orçamento
da licitação, observado o art. 24 desta Lei.

Identificar a
necessidade

OBJETIVOS DO Definir encargo


PLANEJAMENTO e orçamento

Competência
Reduzir os riscos
discricionária

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QUAIS AS TRÊS ETAPAS DO PROCESSO DA CONTRATAÇÃO


PÚBLICA?

FASE DE FASE DA LICITAÇÃO


PLANEJAMENTO EM SENTIDO
ESTRITO

FASE DE
EXECUÇÃO
CONTRATUAL

As quatro etapas que resumem a fase de planejamento

ESTIMATIVA DE PREÇOS
NECESSIDADE SOLUÇÃO ENCARGO PRATICADOS NO MERCADO

Definição do objeto Realização de pesquisa de


Estudo das opções
Identificação da e demais condições preços e elaboração da
disponíveis no
necessidade de execução do planilha de custos,
mercado
contrato conforme o caso

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AS ETAPAS DO PLANEJAMENTO

ESTUDOS
GERENCIAMENTO
PRELIMINARES
DE RISCOS

PROCEDIMENTOS PROJETO BÁSICO OU


INICIAIS ETAPAS DO TERMO DE REFERÊNCIA
PLANEJAMENTO

Lei nº 14.133/2021
Art. 18. [...]
§ 1º O estudo técnico preliminar a que se refere o inciso I do caput
deste artigo deverá evidenciar o problema a ser resolvido e a sua
melhor solução, de modo a permitir a avaliação da viabilidade téc-
nica e econômica da contratação, e conterá os seguintes elementos:
I - descrição da necessidade da contratação, considerado o pro-
blema a ser resolvido sob a perspectiva do interesse público;
II - demonstração da previsão da contratação no plano de con-
tratações anual, sempre que elaborado, de modo a indicar o seu
alinhamento com o planejamento da Administração;
III - requisitos da contratação;
IV - estimativas das quantidades para a contratação, acompanha-
das das memórias de cálculo e dos documentos que lhes dão su-
porte, que considerem interdependências com outras contrata-
ções, de modo a possibilitar economia de escala;

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V - levantamento de mercado, que consiste na análise das alter-


nativas possíveis, e justificativa técnica e econômica da escolha
do tipo de solução a contratar;
VI - estimativa do valor da contratação, acompanhada dos preços
unitários referenciais, das memórias de cálculo e dos documentos
que lhe dão suporte, que poderão constar de anexo classificado,
se a Administração optar por preservar o seu sigilo até a conclu-
são da licitação;
VII - descrição da solução como um todo, inclusive das exigências re-
lacionadas à manutenção e à assistência técnica, quando for o caso;
VIII - justificativas para o parcelamento ou não da contratação;
IX - demonstrativo dos resultados pretendidos em termos de eco-
nomicidade e de melhor aproveitamento dos recursos humanos,
materiais e financeiros disponíveis;
X - providências a serem adotadas pela Administração previamente
à celebração do contrato, inclusive quanto à capacitação de servi-
dores ou de empregados para fiscalização e gestão contratual;
XI - contratações correlatas e/ou interdependentes;
XII - descrição de possíveis impactos ambientais e respectivas
medidas mitigadoras, incluídos requisitos de baixo consumo de
energia e de outros recursos, bem como logística reversa para
desfazimento e reciclagem de bens e refugos, quando aplicável;
[...]
Art. 40. O planejamento de compras deverá considerar a expecta-
tiva de consumo anual e observar o seguinte:
I - condições de aquisição e pagamento semelhantes às do setor
privado;

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AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

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II - processamento por meio de sistema de registro de preços,


quando pertinente;
III - determinação de unidades e quantidades a serem adquiridas
em função de consumo e utilização prováveis, cuja estimativa
será obtida, sempre que possível, mediante adequadas técnicas
quantitativas, admitido o fornecimento contínuo;
IV - condições de guarda e armazenamento que não permitam a
deterioração do material;
V - atendimento aos princípios:
a) da padronização, considerada a compatibilidade de especifica-
ções estéticas, técnicas ou de desempenho;
b) do parcelamento, quando for tecnicamente viável e economi-
camente vantajoso;
c) da responsabilidade fiscal, mediante a comparação da despesa
estimada com a prevista no orçamento.
§ 1º O termo de referência deverá conter os elementos previstos
no inciso XXIII do caput do art. 6º desta Lei, além das seguintes
informações:
I - especificação do produto, preferencialmente conforme catálo-
go eletrônico de padronização, observados os requisitos de quali-
dade, rendimento, compatibilidade, durabilidade e segurança;
II - indicação dos locais de entrega dos produtos e das regras para
recebimentos provisório e definitivo, quando for o caso;
III - especificação da garantia exigida e das condições de manu-
tenção e assistência técnica, quando for o caso.

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AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

A NOVA LEI DE LICITAÇÕES – ENTRADA EM VIGOR E A CONVIVÊNCIA ENTRE O REGIME ATUAL E O NOVO
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ADOÇÃO DOS MODELOS DE DOCUMENTOS PADRONIZADOS DA


AGU

Princípio da padronização – Catálogo eletrônico de padronização

Sempre que o objeto permitir, a Administração


ART. 40, § 1º adotará minutas padronizadas de edital e de
contrato com cláusulas uniformes.

Lei nº 14.133/2021
Art. 6º [...]
LI - catálogo eletrônico de padronização de compras, serviços e
obras: sistema informatizado, de gerenciamento centralizado e
com indicação de preços, destinado a permitir a padronização de
itens a serem adquiridos pela Administração Pública e que esta-
rão disponíveis para a licitação;
[...]
Art. 19. Os órgãos da Administração com competências regula-
mentares relativas às atividades de administração de materiais,
de obras e serviços e de licitações e contratos deverão:
[...]
II - criar catálogo eletrônico de padronização de compras, serviços
e obras, admitida a adoção do catálogo do Poder Executivo fede-
ral por todos os entes federativos;
[...]

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A NOVA LEI DE LICITAÇÕES – ENTRADA EM VIGOR E A CONVIVÊNCIA ENTRE O REGIME ATUAL E O NOVO
FASE PREPARATÓRIA/PLANEJAMENTO DAS CONTRATAÇÕES PÚBLICAS E SUA IMPORTÂNCIA – REGIMES ATUAL E DA NOVA LEI

IV - instituir, com auxílio dos órgãos de assessoramento jurídico e


de controle interno, modelos de minutas de editais, de termos de
referência, de contratos padronizados e de outros documentos,
admitida a adoção das minutas do Poder Executivo federal por
todos os entes federativos;
§ 1º O catálogo referido no inciso II do caput deste artigo poderá
ser utilizado em licitações cujo critério de julgamento seja o de
menor preço ou o de maior desconto e conterá toda a documen-
tação e os procedimentos próprios da fase interna de licitações,
assim como as especificações dos respectivos objetos, conforme
disposto em regulamento.
§ 2º A não utilização do catálogo eletrônico de padronização de
que trata o inciso II do caput ou dos modelos de minutas de que
trata o inciso IV do caput deste artigo deverá ser justificada por
escrito e anexada ao respectivo processo licitatório.
[...]
Art. 40. O edital deverá conter o objeto da licitação e as regras
relativas à convocação, ao julgamento, à habilitação, aos recursos
e às penalidades da licitação, à fiscalização e à gestão do contrato,
à entrega do objeto e às condições de pagamento.
§ 1º Sempre que o objeto permitir, a Administração adotará minu-
tas padronizadas de edital e de contrato com cláusulas uniformes.

Os órgãos deverão instituir modelos


ART. 19
padronizados de documentos.

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AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

A NOVA LEI DE LICITAÇÕES – ENTRADA EM VIGOR E A CONVIVÊNCIA ENTRE O REGIME ATUAL E O NOVO
FASE PREPARATÓRIA/PLANEJAMENTO DAS CONTRATAÇÕES PÚBLICAS E SUA IMPORTÂNCIA – REGIMES ATUAL E DA NOVA LEI

ÓRGÃOS DE ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS E DE SERVIÇOS


E OS INSTRUMENTOS PARA A CENTRALIZAÇÃO DOS
PROCEDIMENTOS – DISCIPLINA DA NOVA LEI DE LICITAÇÕES

Lei nº 14.133/2021
Art. 19. Os órgãos da Administração com competências regula-
mentares relativas às atividades de administração de materiais,
de obras e serviços e de licitações e contratos deverão:
I – instituir instrumentos que permitam, preferencialmente, a
centralização dos procedimentos de aquisição e contratação de
bens e serviços;

Qual a importância de uma visão sistêmica do processo da contratação


pública?

VISÃO SISTÊMICA EXÓGENA

CONTRATAÇÃO PARA CUMPRIR


VALORES JURÍDICOS

PRINCÍPIOS FUNÇÃO SOCIAL DA


SUSTENTABILIDADE CONTRATAÇÃO
CONSTITUCIONAIS
PÚBLICA

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AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

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Finalidades da
licitação Compliance

Organização Integração entre


pública como as etapas do
um todo VISÃO SISTÊMICA processo
ENDÓGENA

O QUE É O PLANO ANUAL DE CONTRATAÇÕES?

DOCUMENTO DE PLANEJAMENTO DE
PLANEJAMENTO CONTRATAÇÃO DE BENS,
OPERACIONAL SERVIÇOS, OBRAS E
SOLUÇÕES DE TI
PLANO ANUAL DE
CONTRATAÇÕES
PARA A ADMINISTRAÇÃO ELABORADO EM UM ANO,
PÚBLICA FEDERAL DIRETA CONTENDO ITENS QUE
AUTÁRQUICA E PRETENDE CONTRATAR
FUNDACIONAL NO EXERCÍCIO SEGUINTE

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AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

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Plano
de contingência –
Objetivos e gestão de riscos Ampliação
metas de funções ou de
pretendidos pessoal

PLANO ANUAL Redução de


Histórico das
contratações
DE CONTRATAÇÕES funções ou de
pessoal

Lei nº 14.133/2021
Art. 12. No processo licitatório, observar-se-á o seguinte:
[...]
VII - a partir de documentos de formalização de demandas, os ór-
gãos responsáveis pelo planejamento de cada ente federativo po-
derão, na forma de regulamento, elaborar plano de contratações
anual, com o objetivo de racionalizar as contratações dos órgãos
e entidades sob sua competência, garantir o alinhamento com o
seu planejamento estratégico e subsidiar a elaboração das res-
pectivas leis orçamentárias.
§ 1º O plano de contratações anual de que trata o inciso VII do
caput deste artigo deverá ser divulgado e mantido à disposição
do público em sítio eletrônico oficial e será observado pelo ente
federativo na realização de licitações e na execução dos contratos.
[...]
Art. 40. O planejamento de compras deverá considerar a expecta-
tiva de consumo anual e observar o seguinte:
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AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

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PLANO ANUAL DE CONTRATAÇÕES E A IN Nº 01/2019 DO


MINISTÉRIO DA ECONOMIA – ELABORAÇÃO, ANÁLISE E
APROVAÇÃO DO PLANO – RESPONSÁVEIS E PRAZOS

SETOR REQUISITANTE
Tipo de item
Unidade de medida
Quantidade
Descrição sucinta do objeto
Justificativa
Estimativa de preço
Grau de prioridade
Estimativa de data de aquisição
Vinculação ou dependência

Agregação de objetos de
mesma natureza
Adequação e
SETOR DE LICITAÇÕES consolidação do Plano
Anual de Contratações

Calendário de licitações

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AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

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Até o dia 1º de abril do ano Inclusão de informações


de elaboração pelo requisitante

CONSOLIDAÇÃO De 1º de janeiro a Setor de Licitações


DO PLANO ANUAL 15 de abril analisa demandas
DE CONTRATAÇÕES
Até dia 30 de abril Aprovação pela
autoridade máxima

Adequação à proposta
De 1º a 30 de setembro
orçamentária

REVISÃO E Adequação à proposta


De 16 a 30 de novembro orçamentária
REDIMENSIONAMENTO

Na quinzena posterior à Adequação ao


aprovação da LOA orçamento aprovado

Durante o ano da
elaboração

Durante a
execução –
mediante
ATUALIZAÇÃO aprovação da
autoridade
máxima

Novos itens –
Competência
justificativa -
discricionária
imprevisibilidade

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AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

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A ELABORAÇÃO DE PLANOS DE CONTRATAÇÕES COMO UMA


BOA PRÁTICA DE TODA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

Os órgãos responsáveis pelo


ART. 12 planejamento de cada ente
federativo podem elaborar Plano
Anual de Contratações com o objetivo
de racionalizar as contratações.

Lei nº 14.133/2021
Art. 12. No processo licitatório, observar-se-á o seguinte:
[...]
VII – a partir de documentos de formalização de demandas, os
órgãos responsáveis pelo planejamento de cada ente federativo
poderão, na forma de regulamento, elaborar plano de contrata-
ções anual, com o objetivo de racionalizar as contratações dos ór-
gãos e entidades sob sua competência, garantir o alinhamento
com o seu planejamento estratégico e subsidiar a elaboração das
respectivas leis orçamentárias.

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AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

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Planejamento de compras deve


ART. 40 considerar expectativa de consumo
anual

Lei nº 14.133/2021
Art. 40. O planejamento de compras deverá considerar a expecta-
tiva de consumo anual e observar o seguinte:

Como ocorre o controle do planejamento das contratações pelo TCU?

Controle prévio,
concomitante ou posterior

TRIBUNAL DE
CONTAS
Controle de mérito e controle
de legalidade

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AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

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LINHAS DE DEFESA

1ª LINHA DE 2ª LINHA DE 3ª LINHA DE


DEFESA DEFESA DEFESA

Integrada por servidores Integrada pelas Integrada pelo órgão


e empregados públicos, unidades de central de controle
agentes de licitação e assessoramento interno da
autoridades que atuam jurídico e de controle Administração e pelo
na estrutura de interno do próprio tribunal de contas
governança do órgão ou órgão ou entidade
entidade

Integrantes das linhas de defesa

Quando constatadas Quando constatado


impropriedades formais: dano à Administração:
saneamento e mitigação do risco apuração

Oportunidade,
Na fiscalização materialidade,
relevância e risco

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AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

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Pode representar ao
Qualquer pessoa Tribunal de Contas ou ao
órgão de controle interno

TC pode suspender Deve pronunciar-se


cautelarmente o processo sobre o mérito em 25
licitatório dias úteis

Ao ser intimada da ordem de suspensão

Informar medidas de cumprimento da decisão

Prestar informações

Apurar responsabilidades

Pena de responsabilidade e de reparação de danos

ESCOLAS DE PROMOVER
CONTAS CAPACITAÇÕES

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AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

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Lei nº 14.133/2021
Art. 169. As contratações públicas deverão submeter-se a práti-
cas contínuas e permanentes de gestão de riscos e de controle
preventivo, inclusive mediante adoção de recursos de tecnologia
da informação, e, além de estar subordinadas ao controle social,
sujeitar-se-ão às seguintes linhas de defesa:
I - primeira linha de defesa, integrada por servidores e emprega-
dos públicos, agentes de licitação e autoridades que atuam na es-
trutura de governança do órgão ou entidade;
II - segunda linha de defesa, integrada pelas unidades de assesso-
ramento jurídico e de controle interno do próprio órgão ou enti-
dade;
III - terceira linha de defesa, integrada pelo órgão central de con-
trole interno da Administração e pelo tribunal de contas.
§ 1º Na forma de regulamento, a implementação das práticas a
que se refere o caput deste artigo será de responsabilidade da
alta administração do órgão ou entidade e levará em conside-
ração os custos e os benefícios decorrentes de sua implementa-
ção, optando-se pelas medidas que promovam relações íntegras
e confiáveis, com segurança jurídica para todos os envolvidos, e
que produzam o resultado mais vantajoso para a Administração,
com eficiência, eficácia e efetividade nas contratações públicas.
§ 2º Para a realização de suas atividades, os órgãos de controle
deverão ter acesso irrestrito aos documentos e às informações
necessárias à realização dos trabalhos, inclusive aos documentos
classificados pelo órgão ou entidade nos termos da Lei nº 12.527,

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AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

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de 18 de novembro de 2011, e o órgão de controle com o qual foi


compartilhada eventual informação sigilosa tornar-se-á corres-
ponsável pela manutenção do seu sigilo.
§ 3º Os integrantes das linhas de defesa a que se referem os inci-
sos I, II e III do caput deste artigo observarão o seguinte:
I - quando constatarem simples impropriedade formal, adotarão
medidas para o seu saneamento e para a mitigação de riscos de
sua nova ocorrência, preferencialmente com o aperfeiçoamento
dos controles preventivos e com a capacitação dos agentes públi-
cos responsáveis;
II - quando constatarem irregularidade que configure dano à Ad-
ministração, sem prejuízo das medidas previstas no inciso I deste
§ 3º, adotarão as providências necessárias para a apuração das in-
frações administrativas, observadas a segregação de funções e a
necessidade de individualização das condutas, bem como reme-
terão ao Ministério Público competente cópias dos documentos
cabíveis para a apuração dos ilícitos de sua competência.
Art. 170. Os órgãos de controle adotarão, na fiscalização dos atos
previstos nesta Lei, critérios de oportunidade, materialidade, rele-
vância e risco e considerarão as razões apresentadas pelos órgãos
e entidades responsáveis e os resultados obtidos com a contrata-
ção, observado o disposto no § 3º do art. 169 desta Lei.
§ 1º As razões apresentadas pelos órgãos e entidades responsá-
veis deverão ser encaminhadas aos órgãos de controle até a con-
clusão da fase de instrução do processo e não poderão ser desen-
tranhadas dos autos.

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AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

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§ 2º A omissão na prestação das informações não impedirá as de-


liberações dos órgãos de controle nem retardará a aplicação de
qualquer de seus prazos de tramitação e de deliberação.
§ 3º Os órgãos de controle desconsiderarão os documentos im-
pertinentes, meramente protelatórios ou de nenhum interesse
para o esclarecimento dos fatos.
§ 4º Qualquer licitante, contratado ou pessoa física ou jurídica po-
derá representar aos órgãos de controle interno ou ao tribunal de
contas competente contra irregularidades na aplicação desta Lei.
Art. 171. Na fiscalização de controle será observado o seguinte:
I - viabilização de oportunidade de manifestação aos gestores so-
bre possíveis propostas de encaminhamento que terão impacto
significativo nas rotinas de trabalho dos órgãos e entidades fisca-
lizados, a fim de que eles disponibilizem subsídios para avaliação
prévia da relação entre custo e benefício dessas possíveis propo-
sições;
II - adoção de procedimentos objetivos e imparciais e elaboração
de relatórios tecnicamente fundamentados, baseados exclusiva-
mente nas evidências obtidas e organizados de acordo com as
normas de auditoria do respectivo órgão de controle, de modo a
evitar que interesses pessoais e interpretações tendenciosas in-
terfiram na apresentação e no tratamento dos fatos levantados;
III - definição de objetivos, nos regimes de empreitada por preço
global, empreitada integral, contratação semi-integrada e con-
tratação integrada, atendidos os requisitos técnicos, legais, orça-
mentários e financeiros, de acordo com as finalidades da contra-

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AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

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tação, devendo, ainda, ser perquirida a conformidade do preço


global com os parâmetros de mercado para o objeto contratado,
considerada inclusive a dimensão geográfica.
§ 1º Ao suspender cautelarmente o processo licitatório, o tribunal
de contas deverá pronunciar-se definitivamente sobre o mérito
da irregularidade que tenha dado causa à suspensão no prazo de
25 (vinte e cinco) dias úteis, contado da data do recebimento das
informações a que se refere o § 2º deste artigo, prorrogável por
igual período uma única vez, e definirá objetivamente:
I - as causas da ordem de suspensão;
II - o modo como será garantido o atendimento do interesse pú-
blico obstado pela suspensão da licitação, no caso de objetos es-
senciais ou de contratação por emergência.
§ 2º Ao ser intimado da ordem de suspensão do processo licita-
tório, o órgão ou entidade deverá, no prazo de 10 (dez) dias úteis,
admitida a prorrogação:
I - informar as medidas adotadas para cumprimento da decisão;
II - prestar todas as informações cabíveis;
III - proceder à apuração de responsabilidade, se for o caso.
§ 3º A decisão que examinar o mérito da medida cautelar a que se
refere o § 1º deste artigo deverá definir as medidas necessárias e
adequadas, em face das alternativas possíveis, para o saneamen-
to do processo licitatório, ou determinar a sua anulação.

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AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

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§ 4º O descumprimento do disposto no § 2º deste artigo ensejará


a apuração de responsabilidade e a obrigação de reparação do
prejuízo causado ao erário.
Art. 172. (VETADO).
Art. 173. Os tribunais de contas deverão, por meio de suas escolas
de contas, promover eventos de capacitação para os servidores
efetivos e empregados públicos designados para o desempenho
das funções essenciais à execução desta Lei, incluídos cursos pre-
senciais e a distância, redes de aprendizagem, seminários e con-
gressos sobre contratações públicas.

AGENTES PÚBLICOS QUE DEVEM OU PODEM ENVOLVER-SE NO


PLANEJAMENTO DA CONTRATAÇÃO

Funções essenciais à aplicação da Lei de Licitações

Preferencialmente servidor efetivo

Atribuições relacionadas a licitações e


contratos

Formação ou capacitação compatível

Não tenham relação de parentesco

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AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

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AGENTE DE
Condução das
CONTRATAÇÃO E EQUIPE
licitações
DE APOIO

PREGÃO Pregoeiro

Bens, serviços e obras


COMISSÃO DE CONTRATAÇÃO especiais – diálogo
competitivo

Melhor técnica,
BANCA
técnica e preço

Planejamento

Requisitante

Agente ou equipe de planejamento

Responsável pelo orçamento

Assessoria jurídica

Responsáveis pela licitação

Responsáveis pelo controle da execução contratual

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AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

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Lei nº 14.133/2021
Art. 7º Caberá à autoridade máxima do órgão ou da entidade, ou
a quem as normas de organização administrativa indicarem, pro-
mover gestão por competências e designar agentes públicos para
o desempenho das funções essenciais à execução desta Lei que
preencham os seguintes requisitos:
I - sejam, preferencialmente, servidor efetivo ou empregado pú-
blico dos quadros permanentes da Administração Pública;
II - tenham atribuições relacionadas a licitações e contratos ou
possuam formação compatível ou qualificação atestada por certi-
ficação profissional emitida por escola de governo criada e manti-
da pelo poder público; e
III - não sejam cônjuge ou companheiro de licitantes ou contrata-
dos habituais da Administração nem tenham com eles vínculo de
parentesco, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, ou de
natureza técnica, comercial, econômica, financeira, trabalhista e
civil.
§ 1º A autoridade referida no caput deste artigo deverá observar
o princípio da segregação de funções, vedada a designação do
mesmo agente público para atuação simultânea em funções mais
suscetíveis a riscos, de modo a reduzir a possibilidade de oculta-
ção de erros e de ocorrência de fraudes na respectiva contratação.

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AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

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Agentes envolvidos – Equipe de planejamento formada por quem?

Servidores que reúnem competências necessárias para a com-


pleta execução da etapa de planejamento, o que inclui conheci-
mentos sobre aspectos técnicos e de uso do objeto, licitações e
contratos, entre outros (art. 22, § 1º).

Podem integrar a equipe de planejamento

Servidores do setor de licitações (art. 22, caput).

Servidores responsáveis pela fiscalização do contrato (art. 21, inc.


I, alínea “d”).

D A composição da equipe pode ser definida de forma diversa


quando existir área técnica específica na estrutura administra-
tiva, observada a disciplina da IN quando couber (art. 23).

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AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

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O QUE SIGNIFICA PLANEJAR A PARTIR DE UMA VISÃO DE


GESTÃO DE RISCOS?

ESTUDOS
GERENCIAMENTO
PRELIMINARES
DE RISCOS

PROCEDIMENTOS PROJETO BÁSICO OU


INICIAIS ETAPAS DO TERMO DE REFERÊNCIA
PLANEJAMENTO

Lei nº 14.133/2021
Art. 11. O processo licitatório tem por objetivos:
[...]
Parágrafo único. A alta administração do órgão ou entidade é res-
ponsável pela governança das contratações e deve implementar
processos e estruturas, inclusive de gestão de riscos e controles
internos, para avaliar, direcionar e monitorar os processos licitató-
rios e os respectivos contratos, com o intuito de alcançar os obje-
tivos estabelecidos no caput deste artigo, promover um ambien-
te íntegro e confiável, assegurar o alinhamento das contratações
ao planejamento estratégico e às leis orçamentárias e promover
eficiência, efetividade e eficácia em suas contratações.
[...]

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AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

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Art. 18. A fase preparatória do processo licitatório é caracterizada


pelo planejamento e deve compatibilizar-se com o plano de con-
tratações anual de que trata o inciso VII do caput do art. 12 des-
ta Lei, sempre que elaborado, e com as leis orçamentárias, bem
como abordar todas as considerações técnicas, mercadológicas e
de gestão que podem interferir na contratação, compreendidos:
[...]
X - a análise dos riscos que possam comprometer o sucesso da
licitação e a boa execução contratual;
[...]
Art. 22. O edital poderá contemplar matriz de alocação de riscos
entre o contratante e o contratado, hipótese em que o cálculo do
valor estimado da contratação poderá considerar taxa de risco
compatível com o objeto da licitação e com os riscos atribuídos
ao contratado, de acordo com metodologia predefinida pelo ente
federativo.
[...]
Art. 72. O processo de contratação direta, que compreende os ca-
sos de inexigibilidade e de dispensa de licitação, deverá ser ins-
truído com os seguintes documentos:
I - documento de formalização de demanda e, se for o caso, estu-
do técnico preliminar, análise de riscos, termo de referência, pro-
jeto básico ou projeto executivo;
[...]

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AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

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Art. 103. O contrato poderá identificar os riscos contratuais pre-


vistos e presumíveis e prever matriz de alocação de riscos, alocan-
do-os entre contratante e contratado, mediante indicação daque-
les a serem assumidos pelo setor público ou pelo setor privado ou
daqueles a serem compartilhados.
[...]
Art. 117. A execução do contrato deverá ser acompanhada e fis-
calizada por 1 (um) ou mais fiscais do contrato, representantes da
Administração especialmente designados conforme requisitos es-
tabelecidos no art. 7º desta Lei, ou pelos respectivos substitutos,
permitida a contratação de terceiros para assisti-los e subsidiá-los
com informações pertinentes a essa atribuição.
[...]
§ 3º O fiscal do contrato será auxiliado pelos órgãos de assessora-
mento jurídico e de controle interno da Administração, que deve-
rão dirimir dúvidas e subsidiá-lo com informações relevantes para
prevenir riscos na execução contratual.
[...]
Art. 169. As contratações públicas deverão submeter-se a práti-
cas contínuas e permanentes de gestão de riscos e de controle
preventivo, inclusive mediante adoção de recursos de tecnologia
da informação, e, além de estar subordinadas ao controle social,
sujeitar-se-ão às seguintes linhas de defesa:

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O QUE É RISCO? (ART. 2º, INC. XIII, DA IN CONJUNTA CGU/MP Nº 01/2016)


Possibilidade de ocorrência de um evento que venha a ter impacto no
cumprimento dos objetivos. O risco é medido conforme o impacto e a
probabilidade.

O QUE É O GERENCIAMENTO DE RISCOS? (ITEM VIII DO ANEXO I)


Processo para identificar, avaliar, tratar, administrar e controlar potenciais
eventos ou situações, para fornecer razoável certeza quanto ao alcance dos
objetivos da organização.

QUANDO OS AGENTES PÚBLICOS PODEM SER


RESPONSABILIZADOS NO PROCESSO DA CONTRATAÇÃO
PÚBLICA?

RESPONSABILIDADE

SUBJETIVA:
OBJETIVA
princípio da culpabilidade

INFRAÇÃO

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AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

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INSTÂNCIAS DA
RESPONSABILIDADE

IMPROBIDADE
CIVIL PENAL ADMINISTRATIVA
ADMINISTRATIVA

Particularidades da Lei nº 13.655/2018 – LINDB

Responsabilidade pessoal
Erro grosseiro
dos agentes públicos

Na aplicação da nova Lei, devem ser observadas


ART. 5º as disposições do Decreto-Lei nº 4.657/1942 (Lei
de Introdução às Normas do Direito Brasileiro).

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Falhas de Contratação de
projeto urgência

Vício Violar ordem


processual RESPONSABILIDADE cronológica de
– ENTRE OUTRAS pagamento
CAUSAS

Lei nº 14.133/2021
Art. 71. Encerradas as fases de julgamento e habilitação, e exau-
ridos os recursos administrativos, o processo licitatório será enca-
minhado à autoridade superior, que poderá:
§ 1º Ao pronunciar a nulidade, a autoridade indicará expressa-
mente os atos com vícios insanáveis, tornando sem efeito todos
os subsequentes que deles dependam, e dará ensejo à apuração
de responsabilidade de quem lhes tenha dado causa.
[...]
Art. 75. [...]
VIII - nos casos de emergência ou de calamidade pública, quan-
do caracterizada urgência de atendimento de situação que possa
ocasionar prejuízo ou comprometer a continuidade dos serviços
públicos ou a segurança de pessoas, obras, serviços, equipamen-
tos e outros bens, públicos ou particulares, e somente para aqui-
sição dos bens necessários ao atendimento da situação emer-

48
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

A NOVA LEI DE LICITAÇÕES – ENTRADA EM VIGOR E A CONVIVÊNCIA ENTRE O REGIME ATUAL E O NOVO
FASE PREPARATÓRIA/PLANEJAMENTO DAS CONTRATAÇÕES PÚBLICAS E SUA IMPORTÂNCIA – REGIMES ATUAL E DA NOVA LEI

gencial ou calamitosa e para as parcelas de obras e serviços que


possam ser concluídas no prazo máximo de 1 (um) ano, contado
da data de ocorrência da emergência ou da calamidade, vedadas
a prorrogação dos respectivos contratos e a recontratação de em-
presa já contratada com base no disposto neste inciso;
[...]
§ 6º Para os fins do inciso VIII do caput deste artigo, considera-se
emergencial a contratação por dispensa com objetivo de manter
a continuidade do serviço público, e deverão ser observados os
valores praticados pelo mercado na forma do art. 23 desta Lei e
adotadas as providências necessárias para a conclusão do proces-
so licitatório, sem prejuízo de apuração de responsabilidade dos
agentes públicos que deram causa à situação emergencial.
[...]
Art. 124. [...]
§ 1º Se forem decorrentes de falhas de projeto, as alterações de
contratos de obras e serviços de engenharia ensejarão apuração
de responsabilidade do responsável técnico e adoção das provi-
dências necessárias para o ressarcimento dos danos causados à
Administração.
[...]
Art. 141. No dever de pagamento pela Administração, será obser-
vada a ordem cronológica para cada fonte diferenciada de recur-
sos, subdividida nas seguintes categorias de contratos:
[...]

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AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

A NOVA LEI DE LICITAÇÕES – ENTRADA EM VIGOR E A CONVIVÊNCIA ENTRE O REGIME ATUAL E O NOVO
FASE PREPARATÓRIA/PLANEJAMENTO DAS CONTRATAÇÕES PÚBLICAS E SUA IMPORTÂNCIA – REGIMES ATUAL E DA NOVA LEI

§ 2º A inobservância imotivada da ordem cronológica referida no


caput deste artigo ensejará a apuração de responsabilidade do
agente responsável, cabendo aos órgãos de controle a sua fisca-
lização.
[...]
Art. 148. A declaração de nulidade do contrato administrativo re-
quererá análise prévia do interesse público envolvido, na forma
do art. 147 desta Lei, e operará retroativamente, impedindo os
efeitos jurídicos que o contrato deveria produzir ordinariamente
e desconstituindo os já produzidos.
§ 1º Caso não seja possível o retorno à situação fática anterior, a
nulidade será resolvida pela indenização por perdas e danos, sem
prejuízo da apuração de responsabilidade e aplicação das penali-
dades cabíveis.

50
AULAS 2 E 3
Documentos do planejamento –
Regimes atual e da nova Lei

Professor:

Rodrigo Vissotto Junkes


Advogado. Doutorando em Direito pela
UBA. Mestre em Gestão de Políticas Públi-
cas pela Univali. Especialista em Direito Ad-
ministrativo e em Direito Civil. Consultor na
área de licitações e contratos. Integrante da
Equipe de Consultores Zênite. Participante
do Observatório Nacional de Políticas
Públicas e de cursos no Banco Interamerica-
no de Desenvolvimento.
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

DOCUMENTOS DO PLANEJAMENTO – REGIMES ATUAL E DA NOVA LEI

ETAPAS DO PLANEJAMENTO

PROCEDIMENTOS INICIAIS –
FORMALIZAÇÃO DA DEMANDA

A formalização da demanda constitui o passo inicial do planeja-


mento da contratação.

OBJETIVO

Seu objetivo nuclear é o de identificar uma necessidade a ser sa-


tisfeita mediante uma contratação e formalizar sua necessidade,
fixando as bases elementares para a realização do planejamento
da contratação.

PROCEDIMENTOS INICIAIS (ART. 21 E ANEXO II)

a) justificativa da necessidade da contratação


Elaboração do documento para
explicitando a opção pela terceirização dos
formalização da demanda pelo
I setor requisitante do serviço,
serviços e considerando o planejamento
estratégico, se for o caso;
conforme modelo do Anexo II.
b) quantidade de serviço a ser contratada;

c) previsão de data em que deve ser iniciada a


Envio da formalização da prestação dos serviços; e
II demanda (inc. I) ao setor de
licitações do órgão ou da d) indicação de servidor ou servidores para
entidade. compor a equipe que irá elaborar os
estudos preliminares e o gerenciamento de
risco e, se necessário, daquele a quem será
Designação formal da equipe de confiada a fiscalização dos serviços, o qual
planejamento da contratação
III pela autoridade competente do
poderá participar de todas as etapas do
planejamento da contratação, observado o
setor de licitações. disposto no § 1º do art. 22. 48
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

DOCUMENTOS DO PLANEJAMENTO – REGIMES ATUAL E DA NOVA LEI

Na forma prevista pela IN nº 05/2017 (art. 21), o documento de


formalização da demanda deve descrever, ao menos:
D os motivos determinantes da contratação (justificativa da ne-
cessidade);
D a quantidade necessária para satisfazer a necessidade;
D o momento em que o objeto será necessário; e
D os sujeitos que, em princípio, devem colaborar no planejamen-
to da contratação e em sua posterior fiscalização.

DEPARTAMENTO/AGENTES RESPONSÁVEIS

A formalização da demanda deve ser elaborada pelo setor requi-


sitante do objeto a ser contratado, que deverá enviá-la ao Setor
de Licitações do órgão ou da entidade (IN nº 05/2017, art. 21, incs.
I e II).

49
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

DOCUMENTOS DO PLANEJAMENTO – REGIMES ATUAL E DA NOVA LEI

ESTUDOS TÉCNICOS PRELIMINARES

OBJETIVO – QUAIS AS PERGUNTAS A QUE O ETP PRECISA


RESPONDER DE ACORDO COM A IN Nº 40/2020, O DECRETO Nº
10.024/2019 E AS ORIENTAÇÕES DO TCU?

Os estudos técnicos preliminares constituem um dos momentos


mais relevantes da etapa de planejamento, na medida em que
buscam, a partir das informações contidas na formalização da de-
manda, elementos concretos que possam aferir a necessidade, a
melhor solução a ser contratada e os encargos envolvidos em sua
execução, o que é feito com base em dados concretos obtidos do
mercado.

Os estudos técnicos preliminares buscam, portanto, firmar as


bases determinantes do conteúdo do termo de referência ou do
projeto básico da contratação futura.

TCU DESTACA A IMPORTÂNCIA DO ETP

TCU – Acórdão nº 1.223/2017 – Plenário


Enunciado
A Administração deve fazer constar de seus estudos preliminares
que vierem a fundamentar a aquisição de agenciamento de trans-
porte terrestre dos servidores, empregados e colaboradores por

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AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

DOCUMENTOS DO PLANEJAMENTO – REGIMES ATUAL E DA NOVA LEI

demanda, os serviços de transporte individual privado de passa-


geiros (STIP) - Uber, Cabify, etc. - que estiverem em operação, bem
como a avaliação dos riscos decorrentes da centralização dos ser-
viços em um único fornecedor e sua sustentabilidade ao longo do
tempo, levando em conta, por exemplo, as possíveis vantagens
do parcelamento do objeto e a possibilidade de credenciamento
de empresas agenciadoras de transporte individual de passagei-
ros.
(Relator: Benjamin Zymler; Data do Julgamento: 14/06/2017)

TCU – Acórdão nº 1.273/2007 – Plenário


Enunciado
Os estudos técnicos preliminares devem demonstrar a viabilidade
técnica a partir de todos os elementos necessários e suficientes,
com nível de precisão adequado para caracterizar a obra, com in-
dicações dos estudos técnicos e ambientais, avaliação do seu cus-
to, definição dos métodos e do prazo de execução.
(Relator: Ubiratan Aguiar; Data do Julgamento: 27/06/2007)

TCU – Acórdão nº 248/2017 – Plenário


Enunciado
Na aquisição de soluções de armazenamento (storage) em tec-
nologia da informação, não é aceitável a justificativa de padro-
nização ou de aproveitamento de equipamento para restringir
o fornecimento a um único fabricante, sem que essa decisão es-
teja amparada em estudo técnico preliminar, fundamentado em

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AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

DOCUMENTOS DO PLANEJAMENTO – REGIMES ATUAL E DA NOVA LEI

ampla pesquisa e comparação efetiva com alternativas possíveis,


avaliando-se os custos de cada alternativa, de modo a se viabili-
zar a efetiva competição entre diversos fabricantes e resguardar o
interesse público.
(Relator: Walton Alencar Rodrigues ; Data do Julgamento: 15/02/2017)

ETP E DECRETO Nº 10.024/2019

Decreto nº 10.024/2019
Art. 3º [...]
XI - [...]
a) os elementos que embasam a avaliação do custo pela adminis-
tração pública, a partir dos padrões de desempenho e qualidade
estabelecidos e das condições de entrega do objeto, com as se-
guintes informações:
1. a definição do objeto contratual e dos métodos para a sua exe-
cução, vedadas especificações excessivas, irrelevantes ou desne-
cessárias, que limitem ou frustrem a competição ou a realização
do certame;
2. o valor estimado do objeto da licitação demonstrado em plani-
lhas, de acordo com o preço de mercado; e
3. o cronograma físico-financeiro, se necessário;
b) o critério de aceitação do objeto;
c) os deveres do contratado e do contratante;

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AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

DOCUMENTOS DO PLANEJAMENTO – REGIMES ATUAL E DA NOVA LEI

d) a relação dos documentos essenciais à verificação da qualifica-


ção técnica e econômico-financeira, se necessária;
e) os procedimentos de fiscalização e gerenciamento do contrato
ou da ata de registro de preços;
f) o prazo para execução do contrato; e
g) as sanções previstas de forma objetiva, suficiente e clara.

ETP E A IN Nº 40/2020

IN nº 40/2020
Art. 1º Esta Instrução Normativa dispõe sobre a elaboração dos
Estudos Técnicos Preliminares - ETP - para a aquisição de bens e
a contratação de serviços e obras, no âmbito da Administração
Pública federal direta, autárquica e fundacional, e sobre o Sistema
ETP digital.
Parágrafo único. Para os efeitos desta Instrução Normativa, consi-
dera-se ETP o documento constitutivo da primeira etapa do pla-
nejamento de uma contratação que caracteriza determinada ne-
cessidade, descreve as análises realizadas em termos de requisitos,
alternativas, escolhas, resultados pretendidos e demais característi-
cas, dando base ao anteprojeto, ao termo de referência ou ao proje-
to básico, caso se conclua pela viabilidade da contratação.
[...]
Art. 7º Com base no documento de formalização da demanda, as
seguintes informações deverão ser produzidas e registradas no
Sistema ETP digital:

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AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

DOCUMENTOS DO PLANEJAMENTO – REGIMES ATUAL E DA NOVA LEI

I - descrição da necessidade da contratação, considerado o pro-


blema a ser resolvido sob a perspectiva do interesse público;
II - descrição dos requisitos necessários e suficientes à escolha da
solução, prevendo critérios e práticas de sustentabilidade;
III - levantamento de mercado, que consiste na prospecção e aná-
lise das alternativas possíveis de soluções, podendo, entre outras
opções:
a) ser consideradas contratações similares feitas por outros ór-
gãos e entidades, com objetivo de identificar a existência de no-
vas metodologias, tecnologias ou inovações que melhor atendam
às necessidades da administração; e
b) ser realizada consulta, audiência pública ou diálogo transpa-
rente com potenciais contratadas, para coleta de contribuições.
IV - descrição da solução como um todo, inclusive das exigências
relacionadas à manutenção e à assistência técnica, quando for o
caso, acompanhada das justificativas técnica e econômica da es-
colha do tipo de solução;
V - estimativa das quantidades a serem contratadas, acompanha-
da das memórias de cálculo e dos documentos que lhe dão supor-
te, considerando a interdependência com outras contratações, de
modo a possibilitar economia de escala;
VI - estimativa do valor da contratação, acompanhada dos preços uni-
tários referenciais, das memórias de cálculo e dos documentos que lhe
dão suporte, que poderão constar de anexo classificado, se a adminis-
tração optar por preservar o seu sigilo até a conclusão da licitação;
VII - justificativas para o parcelamento ou não da solução, se aplicável;

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DOCUMENTOS DO PLANEJAMENTO – REGIMES ATUAL E DA NOVA LEI

VIII - contratações correlatas e/ou interdependentes;


IX - demonstração do alinhamento entre a contratação e o planeja-
mento do órgão ou entidade, identificando a previsão no Plano Anual
de Contratações ou, se for o caso, justificando a ausência de previsão;
X - resultados pretendidos, em termos de efetividade e de desen-
volvimento nacional sustentável;
XI - providências a serem adotadas pela administração previa-
mente à celebração do contrato, inclusive quanto à capacitação
de servidores ou de empregados para fiscalização e gestão con-
tratual ou adequação do ambiente da organização;
XII - possíveis impactos ambientais e respectivas medidas de tra-
tamento; e
XIII - posicionamento conclusivo sobre a viabilidade e razoabilida-
de da contratação.

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DOCUMENTOS DO PLANEJAMENTO – REGIMES ATUAL E DA NOVA LEI

ETP – Conteúdo mínimo obrigatório – IN nº 40/2020

I Descrição da necessidade

II Descrição da solução como um todo

Estimativa das quantidades (com as memórias de cálculo e os


III documentos de suporte)

Estimativa do valor da contratação (com os preços unitários


IV referenciais, as memórias de cálculo e os documentos de suporte)

V Justificativas para o parcelamento ou não da solução

Alinhamento entre a contratação e o planejamento / Plano


VI Anual de Contratações (se houver)

VII Conclusão sobre a viabilidade e a razoabilidade da contratação

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DOCUMENTOS DO PLANEJAMENTO – REGIMES ATUAL E DA NOVA LEI

COMO A NOVA LEI DE LICITAÇÕES TRATA DO TEMA?

ETP E A LEI Nº 14.133/2021

Lei nº 14.133/2021
Art. 6º [...]
XXIII - termo de referência: documento necessário para a contra-
tação de bens e serviços, que deve conter os seguintes parâme-
tros e elementos descritivos:
[...]
b) fundamentação da contratação, que consiste na referência aos
estudos técnicos preliminares correspondentes ou, quando não
for possível divulgar esses estudos, no extrato das partes que não
contiverem informações sigilosas;
[...]
XXV - projeto básico: conjunto de elementos necessários e sufi-
cientes, com nível de precisão adequado para definir e dimensio-
nar a obra ou o serviço, ou o complexo de obras ou de serviços
objeto da licitação, elaborado com base nas indicações dos estu-
dos técnicos preliminares, que assegure a viabilidade técnica e o
adequado tratamento do impacto ambiental do empreendimen-
to e que possibilite a avaliação do custo da obra e a definição dos
métodos e do prazo de execução, devendo conter os seguintes
elementos:
[...]

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AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

DOCUMENTOS DO PLANEJAMENTO – REGIMES ATUAL E DA NOVA LEI

Art. 18. A fase preparatória do processo licitatório é caracterizada


pelo planejamento e deve compatibilizar-se com o plano de con-
tratações anual de que trata o inciso VII do caput do art. 12 des-
ta Lei, sempre que elaborado, e com as leis orçamentárias, bem
como abordar todas as considerações técnicas, mercadológicas e
de gestão que podem interferir na contratação, compreendidos:
[...]
§ 1º O estudo técnico preliminar a que se refere o inciso I do ca-
put deste artigo deverá evidenciar o problema a ser resolvido e a
sua melhor solução, de modo a permitir a avaliação da viabilidade
técnica e econômica da contratação, e conterá os seguintes ele-
mentos:
I - descrição da necessidade da contratação, considerado o pro-
blema a ser resolvido sob a perspectiva do interesse público;
II - demonstração da previsão da contratação no plano de con-
tratações anual, sempre que elaborado, de modo a indicar o seu
alinhamento com o planejamento da Administração;
III - requisitos da contratação;
IV - estimativas das quantidades para a contratação, acompanha-
das das memórias de cálculo e dos documentos que lhes dão su-
porte, que considerem interdependências com outras contrata-
ções, de modo a possibilitar economia de escala;
V - levantamento de mercado, que consiste na análise das alter-
nativas possíveis, e justificativa técnica e econômica da escolha
do tipo de solução a contratar;

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DOCUMENTOS DO PLANEJAMENTO – REGIMES ATUAL E DA NOVA LEI

VI - estimativa do valor da contratação, acompanhada dos preços


unitários referenciais, das memórias de cálculo e dos documentos
que lhe dão suporte, que poderão constar de anexo classificado,
se a Administração optar por preservar o seu sigilo até a conclu-
são da licitação;
VII - descrição da solução como um todo, inclusive das exigências
relacionadas à manutenção e à assistência técnica, quando for o
caso;
VIII - justificativas para o parcelamento ou não da contratação;
IX - demonstrativo dos resultados pretendidos em termos de eco-
nomicidade e de melhor aproveitamento dos recursos humanos,
materiais e financeiros disponíveis;
X - providências a serem adotadas pela Administração previa-
mente à celebração do contrato, inclusive quanto à capacitação
de servidores ou de empregados para fiscalização e gestão con-
tratual;
XI - contratações correlatas e/ou interdependentes;
XII - descrição de possíveis impactos ambientais e respectivas
medidas mitigadoras, incluídos requisitos de baixo consumo de
energia e de outros recursos, bem como logística reversa para
desfazimento e reciclagem de bens e refugos, quando aplicável;
XIII - posicionamento conclusivo sobre a adequação da contrata-
ção para o atendimento da necessidade a que se destina.
§ 2º O estudo técnico preliminar deverá conter ao menos os ele-
mentos previstos nos incisos I, IV, VI, VIII e XIII do § 1º deste artigo

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AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

DOCUMENTOS DO PLANEJAMENTO – REGIMES ATUAL E DA NOVA LEI

e, quando não contemplar os demais elementos previstos no re-


ferido parágrafo, apresentar as devidas justificativas.
§ 3º Em se tratando de estudo técnico preliminar para contrata-
ção de obras e serviços comuns de engenharia, se demonstrada a
inexistência de prejuízo para a aferição dos padrões de desempe-
nho e qualidade almejados, a especificação do objeto poderá ser
realizada apenas em termo de referência ou em projeto básico,
dispensada a elaboração de projetos.

ETP DIGITAL

IN nº 40/2020
Art. 2º O Sistema ETP digital constitui a ferramenta informatizada,
disponibilizada pela Secretaria de Gestão da Secretaria Especial
de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da
Economia, no Portal de Compras do Governo Federal, para elabo-
ração dos ETP.
§ 1º Deverão ser observados os procedimentos estabelecidos no
Manual do Sistema ETP digital, disponível no Portal de Compras
do Governo Federal, para acesso ao sistema e elaboração dos ETP.
§ 2º Os órgãos e entidades da Administração Pública não inte-
grantes do Sistema de Serviços Gerais - Sisg, no âmbito da União,
Estados, Distrito Federal e Municípios, interessados em utilizar o
Sistema ETP digital de que trata esta Instrução Normativa, pode-
rão celebrar Termo de Acesso, conforme disposto na Portaria nº
355, de 9 de agosto de 2019.

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AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

DOCUMENTOS DO PLANEJAMENTO – REGIMES ATUAL E DA NOVA LEI

Art. 3º No caso da contratação de obras, os ETP serão elaborados


de acordo com esta Instrução Normativa, exceto quando lei ou
regulamentação específica dispuser de forma diversa.
Art. 4º Os ETP para as contratações de soluções de tecnologia da
informação e comunicação deverão observar as regras específicas
do Órgão Central do Sistema de Administração dos Recursos de
Tecnologia da Informação - Sisp.

ETP – DEPARTAMENTO/AGENTES RESPONSÁVEIS

IN nº 40/2020
Art. 6º Os ETP serão elaborados conjuntamente por servidores
da área técnica e requisitante ou, quando houver, pela equipe de
planejamento da contratação.

ETP DIGITAL E PORTAL NACIONAL DE CONTRATAÇÕES


PÚBLICAS (PNCP)

Lei nº 14.133/2021
Art. 174. É criado o Portal Nacional de Contratações Públicas
(PNCP), sítio eletrônico oficial destinado à:
I - divulgação centralizada e obrigatória dos atos exigidos por esta
Lei;

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DOCUMENTOS DO PLANEJAMENTO – REGIMES ATUAL E DA NOVA LEI

II - realização facultativa das contratações pelos órgãos e entida-


des dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário de todos os en-
tes federativos.
§ 2º O PNCP conterá, entre outras, as seguintes informações acer-
ca das contratações:
I - planos de contratação anuais;
II - catálogos eletrônicos de padronização;
III - editais de credenciamento e de pré-qualificação, avisos de
contratação direta e editais de licitação e respectivos anexos;
IV - atas de registro de preços;
V - contratos e termos aditivos;
VI - notas fiscais eletrônicas, quando for o caso.
§ 3º O PNCP deverá, entre outras funcionalidades, oferecer:
I - sistema de registro cadastral unificado;
II - painel para consulta de preços, banco de preços em saúde e
acesso à base nacional de notas fiscais eletrônicas;
III - sistema de planejamento e gerenciamento de contratações,
incluído o cadastro de atesto de cumprimento de obrigações pre-
visto no § 4º do art. 88 desta Lei;
IV - sistema eletrônico para a realização de sessões públicas;
V - acesso ao Cadastro Nacional de Empresas Inidôneas e Suspen-
sas (Ceis) e ao Cadastro Nacional de Empresas Punidas (Cnep);
VI - sistema de gestão compartilhada com a sociedade de infor-
mações referentes à execução do contrato, que possibilite:

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AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

DOCUMENTOS DO PLANEJAMENTO – REGIMES ATUAL E DA NOVA LEI

a) envio, registro, armazenamento e divulgação de mensagens de


texto ou imagens pelo interessado previamente identificado;
b) acesso ao sistema informatizado de acompanhamento de obras
a que se refere o inciso III do caput do art. 19 desta Lei;
c) comunicação entre a população e representantes da Adminis-
tração e do contratado designados para prestar as informações e
esclarecimentos pertinentes, na forma de regulamento;
d) divulgação, na forma de regulamento, de relatório final com
informações sobre a consecução dos objetivos que tenham justi-
ficado a contratação e eventuais condutas a serem adotadas para
o aprimoramento das atividades da Administração.
§ 4º O PNCP adotará o formato de dados abertos e observará as
exigências previstas na Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011.
Art. 175. Sem prejuízo do disposto no art. 174 desta Lei, os entes
federativos poderão instituir sítio eletrônico oficial para divulga-
ção complementar e realização das respectivas contratações.
§ 1º Desde que mantida a integração com o PNCP, as contratações
poderão ser realizadas por meio de sistema eletrônico fornecido
por pessoa jurídica de direito privado, na forma de regulamento.
§ 2º (VETADO).
Art. 176. Os Municípios com até 20.000 (vinte mil) habitantes te-
rão o prazo de 6 (seis) anos, contado da data de publicação desta
Lei, para cumprimento:
I - dos requisitos estabelecidos no art. 7º e no caput do art. 8º
desta Lei;

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DOCUMENTOS DO PLANEJAMENTO – REGIMES ATUAL E DA NOVA LEI

II - da obrigatoriedade de realização da licitação sob a forma ele-


trônica a que se refere o § 2º do art. 17 desta Lei;
III - das regras relativas à divulgação em sítio eletrônico oficial.
Parágrafo único. Enquanto não adotarem o PNCP, os Municípios a
que se refere ocaput deste artigo deverão:
I - publicar, em diário oficial, as informações que esta Lei exige
que sejam divulgadas em sítio eletrônico oficial, admitida a publi-
cação de extrato;
II - disponibilizar a versão física dos documentos em suas repar-
tições, vedada a cobrança de qualquer valor, salvo o referente ao
fornecimento de edital ou de cópia de documento, que não será
superior ao custo de sua reprodução gráfica.

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DOCUMENTOS DO PLANEJAMENTO – REGIMES ATUAL E DA NOVA LEI

IDENTIFICAÇÃO E JUSTIFICATIVA DA NECESSIDADE –


OBRIGATORIEDADE

Quais os passos para justificar a necessidade?

Identificar o problema causador da necessidade.

A partir do problema, evidenciar a necessidade


por ele gerada, ou seja, estabelecer uma relação
de causa e efeito entre ambos.

Delimitar a amplitude da necessidade.

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DOCUMENTOS DO PLANEJAMENTO – REGIMES ATUAL E DA NOVA LEI

Justificativa da escolha da solução que melhor atende à necessidade


administrativa

NECESSIDADE
Transporte de pessoas

SOLUÇÕES

Locação de
Uber Compra de
veículos com
Cabify veículo
motoristas

TCU – Acórdão nº 719/2012 – Plenário


Voto
8. Consta do Relatório uma série de graves falhas no planejamen-
to das aquisições de 28 lanchas patrulhas (item 2.1). O [...] ad-
quiriu lanchas patrulhas para ser utilizadas em uma atividade na
qual não tem competência legal para atuar, deixou de negociar
previamente as parcerias necessárias para garantir a operaciona-
lização das embarcações, não considerou alternativas menos cus-

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DOCUMENTOS DO PLANEJAMENTO – REGIMES ATUAL E DA NOVA LEI

tosas para realizar a fiscalização da pesca ilegal e superestimou os


quantitativos a ser adquiridos.
9. Apesar de enormes dificuldades de dar alguma destinação às
lanchas adquiridas, o [...] continuou emitindo ordens de fabrica-
ção de novas unidades. Como consequência, pelo menos 23 das
28 lanchas adquiridas estavam fora de operação, à época da fis-
calização, e em risco de entrar em processo de sucateamento, po-
dendo acarretar significativo prejuízo aos cofres públicos, na me-
dida em que cada uma das embarcações foi adquirida por mais de
R$ 1 milhão.
(Relator: Aroldo Cedraz; Data do Julgamento: 28/03/2012)

TCU – Boletim de Jurisprudência nº 218


Acórdão 3474/2018 - Segunda Câmara a (Representação, Rela-
tor Ministro-Substituto André de Carvalho)
Licitação. Planejamento. Estudo de viabilidade. Serviço de trans-
porte individual privado de passageiros.
Na aquisição do agenciamento de transporte terrestre de passa-
geiros, a Administração deve prever expressamente a possibilida-
de de contratação dos serviços de transporte individual privado
de passageiros sob a tecnologia de comunicação em rede (STIP), a
exemplo do Uber e do Cabify, entre outros, devendo demonstrar
a eventual inviabilidade dessa medida, com a necessária funda-
mentação técnico-econômica, sob pena de incorrer em indevida
restrição da competitividade no certame, contrariando o art. 3º, §
1º, inciso I, da Lei 8.666/1993.

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DOCUMENTOS DO PLANEJAMENTO – REGIMES ATUAL E DA NOVA LEI

TCU – Acórdão nº 2.441/2017 – Plenário


Voto
Assiste razão à unidade técnica, ainda, quando aponta que cláu-
sulas com potencial de restringir o caráter competitivo do certa-
me devem ser objeto de adequada fundamentação baseada em
estudos prévios à licitação que indiquem a obrigatoriedade de in-
clusão de tais regras para atender as necessidades específicas do
órgão, sejam de ordem técnica ou econômica.
Nesse sentido, anteriormente a publicação de novo edital, de-
vem ser realizados estudos técnicos para avaliar a possibilidade
de utilização de sistemas operacionais diferentes do AIX ou que
evidenciem, por motivo de compatibilidade com os sistemas atu-
almente utilizados, que essa é a única solução plausível. Ademais,
tais estudos devem demonstrar a economicidade e a necessidade
de previsão de que tal sistema operacional já venha instalado no
servidor contratado, diante da possiblidade de serem fornecidos
por empresas diferentes, uma vez que tal exigência pode poten-
cialmente restringir a competividade do certame em relação a al-
ternativa de se exigir apenas a compatibilidade entre os objetos
da contratação.
(Relator: Aroldo Cedraz; Data do Julgamento: 01/11/2017)

68
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

DOCUMENTOS DO PLANEJAMENTO – REGIMES ATUAL E DA NOVA LEI

REQUISITOS TÉCNICOS

O que pode ou não ser exigido?

ATENÇÃO
O máximo que se pode exigir, nas licitações, é o mínimo indispen-
sável para garantir o resultado satisfatório da contratação, nem
mais, nem menos. (Lei nº 8.666/1993, art. 3º, § 1º, inc. I).

> Aplicação concreta desse postulado

IN nº 40/2020
Art. 7º [...]
§ 1º Caso, após o levantamento do mercado de que trata o inciso
III, a quantidade de fornecedores for considerada restrita, deve-se
verificar se os requisitos que limitam a participação são realmente
indispensáveis, flexibilizando-os sempre que possível.

TCU – Acórdão nº 975/2009 – Plenário


Enunciado
Nas aquisições de hemoderivados é possível especificar os produ-
tos sem risco de direcionamento do certame, desde que na elabo-
ração da caracterização do objeto a ser licitado sejam observados
os princípios da impessoalidade ou da finalidade pública, da efici-
ência e da isonomia, com descrição adequada do objeto de forma

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AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

DOCUMENTOS DO PLANEJAMENTO – REGIMES ATUAL E DA NOVA LEI

a atender ao interesse público, maximizar o resultado e ampliar a


competitividade, evitando-se tanto a deficiência como o excesso
de caracterização do objeto.
(Relator: Valmir Campelo; Data do Julgamento: 13/05/2009)

TCU – Acórdão nº 1.745/2009 – Plenário


Enunciado
Não devem ser incluídas nos instrumentos convocatórios exigên-
cias não previstas em lei ou irrelevantes para a verificação da qua-
lificação dos licitantes, sob pena de se infringir o princípio básico
da competitividade.
(Relator: Marcos Bemquerer Costa; Data do Julgamento: 05/08/2009)

TCU – Acórdão nº 623/2012 – Primeira Câmara


Enunciado
É restritiva a cláusula de edital que faz exigência de potência mí-
nima de equipamento, quando há no mercado outros com potên-
cia inferior que atenderiam às necessidades da Administração.
(Relator: José Mucio Monteiro; Data do Julgamento: 07/02/2012)

Participação fundamental da área técnica/requisitante

Com essa participação, evitam-se eventuais erros de exame e fo-


menta-se o diálogo institucional.

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AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

DOCUMENTOS DO PLANEJAMENTO – REGIMES ATUAL E DA NOVA LEI

Como garantir a qualidade? Amostra, certificação, indicação de


marca

> Amostra

Cabimento nos casos em que o julgamento das propostas, feito


exclusivamente a partir de documentos, não é capaz de aferir com
retidão os padrões de qualidade e de desempenho do objeto.

Lei nº 14.133/2021
Art. 17. [...]
§ 3º Desde que previsto no edital, na fase a que se refere o inciso
IV do caput deste artigo, o órgão ou entidade licitante poderá, em
relação ao licitante provisoriamente vencedor, realizar análise e
avaliação da conformidade da proposta, mediante homologação
de amostras, exame de conformidade e prova de conceito, entre
outros testes de interesse da Administração, de modo a compro-
var sua aderência às especificações definidas no termo de refe-
rência ou no projeto básico.

TCU – Acórdão nº 2.077/2011 – Plenário


Enunciado
No caso de exigência de amostra de produto, devem ser estabele-
cidos critérios objetivos, detalhadamente especificados, de apre-

71
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

DOCUMENTOS DO PLANEJAMENTO – REGIMES ATUAL E DA NOVA LEI

sentação e avaliação, bem como de julgamento técnico e de mo-


tivação das decisões relativas às amostras apresentadas.
(Relator: Augusto Sherman Cavalcanti; Data do Julgamento: 10/08/2011)

TCU – Acórdão nº 1.182/2007 – Plenário


Enunciado
É aceitável que se exija apresentação, apenas por parte do licitan-
te vencedor, de amostra de material de consumo a ser adquirido
no certame, com vistas a garantir a qualidade dos produtos.
(Relator: Marcos Bemquerer Costa; Data do Julgamento: 20/06/2007)

TCU – Acórdão nº 529/2018 – Plenário


Enunciado
Em caso de exigência de amostra, o edital de licitação deve es-
tabelecer critérios objetivos, detalhadamente especificados, para
apresentação e avaliação do produto que a Administração deseja
adquirir. Além disso, as decisões relativas às amostras apresenta-
das devem ser devidamente motivadas, a fim de atender aos prin-
cípios do julgamento objetivo e da igualdade entre os licitantes.
(Relator: Bruno Dantas; Data do Julgamento: 14/03/2018)

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AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

DOCUMENTOS DO PLANEJAMENTO – REGIMES ATUAL E DA NOVA LEI

> Certificação

Qualidade – Certificação CONMETRO

Lei nº 14.133/2021
Art. 42. A prova de qualidade de produto apresentado pelos pro-
ponentes como similar ao das marcas eventualmente indicadas
no edital será admitida por qualquer um dos seguintes meios:
I - comprovação de que o produto está de acordo com as normas
técnicas determinadas pelos órgãos oficiais competentes, pela
Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) ou por outra en-
tidade credenciada pelo Inmetro;
II - declaração de atendimento satisfatório emitida por outro ór-
gão ou entidade de nível federativo equivalente ou superior que
tenha adquirido o produto;
III - certificação, certificado, laudo laboratorial ou documento si-
milar que possibilite a aferição da qualidade e da conformidade
do produto ou do processo de fabricação, inclusive sob o aspecto
ambiental, emitido por instituição oficial competente ou por en-
tidade credenciada.
§ 1º O edital poderá exigir, como condição de aceitabilidade da
proposta, certificação de qualidade do produto por instituição
credenciada pelo Conselho Nacional de Metrologia, Normaliza-
ção e Qualidade Industrial (Conmetro).

73
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

DOCUMENTOS DO PLANEJAMENTO – REGIMES ATUAL E DA NOVA LEI

TCU – Acórdão nº 1.225/2014 – Plenário


Enunciado
É legítima a exigência de certificação, comprovando que o objeto
licitado está em conformidade com norma da Associação Brasilei-
ra de Normas Técnicas (ABNT) , de forma a garantir a qualidade e
o desempenho dos produtos a serem adquiridos pela Administra-
ção, desde que tal exigência esteja devidamente justificada nos
autos do procedimento administrativo.
(Relator: Aroldo Cedraz; Data do Julgamento: 14/05/2014)

E as regras “ISO”?

TCU – Acórdão nº 539/2015 – Plenário


Enunciado
É admitida a utilização de certificação ISO 9001 como critério
de pontuação de proposta, desde que vinculado tão-somente à
apresentação de certificado válido, com atribuição de pontos ao
documento em si, de forma global pelos serviços prestados, sen-
do vedada a pontuação de atividades específicas.
(Relator: Augusto Sherman Cavalcanti; Data do Julgamento: 18/03/2015)

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AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

DOCUMENTOS DO PLANEJAMENTO – REGIMES ATUAL E DA NOVA LEI

Demonstração de
que apenas uma
marca é capaz de
satisfazer o interes-
se público

Indicação de uma
INDICAÇÃO DE marca como referen-
cial para a elaboração
MARCA das propostas

Para preservar
Competência
padronização ou
discricionária
compatibilidade

Regra geral: é vedada a indicação de marca, exceto nos casos em


que se demonstre cabalmente que apenas o componente de deter-
minada marca é capaz de satisfazer a necessidade pública.

Nada impede, porém, que a indicação de uma marca seja feita


com o objetivo de fornecer um referencial aos licitantes acerca
dos padrões de qualidade e de desempenho do objeto, sem res-
tringir a licitação apenas a ela.

75
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

DOCUMENTOS DO PLANEJAMENTO – REGIMES ATUAL E DA NOVA LEI

Lei nº 14.133/2021
Art. 41. No caso de licitação que envolva o fornecimento de bens,
a Administração poderá excepcionalmente:
I - indicar uma ou mais marcas ou modelos, desde que formal-
mente justificado, nas seguintes hipóteses:
a) em decorrência da necessidade de padronização do objeto;
b) em decorrência da necessidade de manter a compatibilidade
com plataformas e padrões já adotados pela Administração;
c) quando determinada marca ou modelo comercializados por
mais de um fornecedor forem os únicos capazes de atender às
necessidades do contratante;
d) quando a descrição do objeto a ser licitado puder ser mais bem
compreendida pela identificação de determinada marca ou de-
terminado modelo aptos a servir apenas como referência;

TCU – Acórdão nº 2.829/2015 – Plenário


Enunciado
A vedação à indicação de marca (artigos 15, § 7º, inciso I, e 25, in-
ciso I, da Lei 8.666/1993) não se confunde com a menção à marca
de referência, que deriva da necessidade de caracterizar/descre-
ver de forma adequada, sucinta e clara o objeto da licitação (arti-
gos 14, 38, caput, e 40, inciso I, da mesma Lei) . A diferença básica
entre os dois institutos é que o primeiro (excepcionado pelo art.
7º, § 5º, da Lei 8.666/1993) admite a realização de licitação de ob-
jeto sem similaridade, nos casos em que for tecnicamente justi-
ficável, ao passo que o segundo é empregado meramente como

76
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

DOCUMENTOS DO PLANEJAMENTO – REGIMES ATUAL E DA NOVA LEI

forma de melhor identificar o objeto da licitação, impondo-se a


aceitação de objeto similar à marca de referência mencionada.
(Relator: Bruno Dantas; Data do Julgamento: 04/11/2015)

TCU – Acórdão nº 559/2017 – Plenário


Enunciado
A indicação ou a preferência por marca só é admissível se restar
comprovado que a escolha é a mais vantajosa e a única que aten-
de às necessidades da Administração. A licitação não tem por ob-
jetivo, necessariamente, a escolha do produto ou do serviço de
melhor qualidade disponibilizado no mercado.
(Relator: Benjamin Zymler; Data do Julgamento: 29/03/2017)

LEVANTAMENTO DAS SOLUÇÕES DISPONÍVEIS NO MERCADO

IN nº 40/2020
Art. 7º [...]
III - levantamento de mercado, que consiste na prospecção e aná-
lise das alternativas possíveis de soluções, podendo, entre outras
opções:
a) ser consideradas contratações similares feitas por outros ór-
gãos e entidades, com objetivo de identificar a existência de no-
vas metodologias, tecnologias ou inovações que melhor atendam
às necessidades da administração; e
b) ser realizada consulta, audiência pública ou diálogo transpa-
rente com potenciais contratadas, para coleta de contribuições.

77
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

DOCUMENTOS DO PLANEJAMENTO – REGIMES ATUAL E DA NOVA LEI

PRÁTICAS DE SUSTENTABILIDADE

IN nº 40/2020
Art. 7º [...]
XII - possíveis impactos ambientais e respectivas medidas de tra-
tamento;

AQUISIÇÃO DE BENS DE CONSUMO E DE LUXO – DISCIPLINA


DA NOVA LEI

Lei nº 14.133/2021
Art. 20. Os itens de consumo adquiridos para suprir as demandas
das estruturas da Administração Pública deverão ser de qualidade
comum, não superior à necessária para cumprir as finalidades às
quais se destinam, vedada a aquisição de artigos de luxo.
§ 1º Os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário definirão em
regulamento os limites para o enquadramento dos bens de con-
sumo nas categorias comum e luxo.
§ 2º A partir de 180 (cento e oitenta) dias contados da promulga-
ção desta Lei, novas compras de bens de consumo só poderão ser
efetivadas com a edição, pela autoridade competente, do regula-
mento a que se refere o § 1º deste artigo.
§ 3º (VETADO).

78
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

DOCUMENTOS DO PLANEJAMENTO – REGIMES ATUAL E DA NOVA LEI

DESCRIÇÃO DA SOLUÇÃO COMO UM TODO – EXAME DA


TOTALIDADE DO ENCARGO – OBRIGATORIEDADE

TCU – Acórdão nº 1.741/2015 – Primeira Câmara


Enunciado
Antes de realizar licitação cujo objeto pode ser alcançado por
meio de soluções tecnológicas distintas, a Administração deve
promover estudo de viabilidade, contemplando análise das pos-
síveis soluções técnicas, comparando as respectivas variáveis de
custo de implementação e de manutenção, de eficiência, de ob-
solescência, entre outras, com vistas a definir de forma clara e ine-
quívoca a solução desejada.
(Relator: Walton Alencar Rodrigues; Data do Julgamento: 22/07/2015)

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AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

DOCUMENTOS DO PLANEJAMENTO – REGIMES ATUAL E DA NOVA LEI

QUANTIFICAÇÃO DO OBJETO – AGRUPAMENTO DO OBJETO EM


ITENS OU LOTES – OBRIGATORIEDADE

“PRINCÍPIO” DO PARCELAMENTO

DIVISIBILIDADE TÉCNICA E AMPLIAÇÃO DA


ECONÔMICA DO OBJETO COMPETITIVIDADE

Regra geral: Divisão em itens ou lotes

TCU – Súmula nº 247


É obrigatória a admissão da adjudicação por item e não por preço
global, nos editais das licitações para a contratação de obras, servi-
ços, compras e alienações, cujo objeto seja divisível, desde que não
haja prejuízo para o conjunto ou complexo ou perda de economia
de escala, tendo em vista o objetivo de propiciar a ampla participa-
ção de licitantes que, embora não dispondo de capacidade para a
execução, fornecimento ou aquisição da totalidade do objeto, pos-
sam fazê-lo com relação a itens ou unidades autônomas, devendo
as exigências de habilitação adequar-se a essa divisibilidade.

80
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

DOCUMENTOS DO PLANEJAMENTO – REGIMES ATUAL E DA NOVA LEI

Mas a regra não é absoluta!

TCU – Acórdão nº 1.732/2009 – Plenário


Enunciado
Diante da exigência legal da obrigatoriedade do parcelamento do
objeto a ser licitado, quando observada a viabilidade técnica e eco-
nômica, cabe ao administrador público que desejar licitar um obje-
to sem parcelamento, trazer aos autos do processo licitatório o con-
junto probatório de que o parcelamento seria inviável. Contratos
realizados em um só lote costumam ter economia de escala, contu-
do, os ganhos decorrentes da ampliação da concorrência, não raro,
igualam ou sobrepujam os decorrentes da economia de escala.
(Relator: Augusto Nardes; Data do Julgamento: 05/08/2009)

TCU – Acórdão nº 839/2009 – Plenário


Enunciado
Incumbe ao gestor promover o parcelamento do objeto a ser lici-
tado com vistas ao melhor aproveitamento dos recursos disponí-
veis no mercado e à ampliação da competitividade, ou, na impos-
sibilidade técnica e econômica de fazê-lo, apresentar justificativas
fundamentadas nos autos do procedimento licitatório (art. 3º, §
1º, inciso I, e 23, §§ 1º e 2º, da Lei 8.666/1993).
(Relator: Walton Alencar Rodrigues; Data do Julgamento: 29/04/2009)

81
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

DOCUMENTOS DO PLANEJAMENTO – REGIMES ATUAL E DA NOVA LEI

Divisão
física do objeto
em si
Nos serviços,
atenção para Viabilidade
responsabilidade técnica
técnica e
redução de
custos

Não pode
dividir objeto PONDERAÇÕES Vantagem
econômica
se a padronização
ou a escolha de
PARA DIVISÃO garantida a
marca levar a
fornecedor
DO OBJETO qualidade
exclusivo

Preservação
Aproveitamento da economia
da disponibilidade Aumento da de escala
do mercado competitividade
local e redução da
concentração
de mercado

Lei nº 14.133/2021
Art. 40. [...]
§ 2º Na aplicação do princípio do parcelamento, referente às com-
pras, deverão ser considerados:
I - a viabilidade da divisão do objeto em lotes;
II - o aproveitamento das peculiaridades do mercado local, com
vistas à economicidade, sempre que possível, desde que atendi-
dos os parâmetros de qualidade; e
III - o dever de buscar a ampliação da competição e de evitar a
concentração de mercado.
82
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5

DOCUMENTOS DO PLANEJAMENTO – REGIMES ATUAL E DA NOVA LEI

ESTIMATIVA, PESQUISA E LEVANTAMENTO DOS PREÇOS NO MERCADO –


IN Nº 73/2020 DA SEGES/ME – OBRIGATORIEDADE

Aquisição de bens e contratação de serviços em geral, no âmbito


OBJETO E ÂMBITO DE da Administração Pública federal direta, autárquica e fundacional.
APLICAÇÃO – ART. 1º Órgãos e entidades da Administração Pública estadual, distrital ou
municipal, direta ou indireta, quando executarem recursos da
União decorrentes de transferências voluntárias.
Aferição da vantajosidade das adesões às atas de registro de
preços.
Não se aplica às contratações de obras e serviços de engenharia,
de que trata o Decreto nº 7.983/2013.

Observar as condições comerciais praticadas, incluindo


CRITÉRIOS NA REALIZAÇÃO prazos e locais de entrega, instalação e montagem do bem ou
DA PESQUISA – ART. 4º execução do serviço, formas de pagamento, fretes, garantias
exigidas e marcas e modelos, quando for o caso.

SERVIÇOS COM DEDICAÇÃO Aplica-se a IN nº 05/2017, observando, no que couber,


EXCLUSIVA DE MÃO DE a IN nº 73/2020.
OBRA – ART. 9º
83
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5

DOCUMENTOS DO PLANEJAMENTO – REGIMES ATUAL E DA NOVA LEI

I - Painel de Preços - aquisições ou contratações firmadas


PARÂMETROS/FONTES no período de até 1 (um) ano anterior à data de
DE PESQUISA – Fontes divulgação do instrumento convocatório;
ADOTADOS DE FORMA prioritárias II - aquisições e contratações similares de outros entes
COMBINADA OU NÃO públicos, firmadas no período de até 1 (um) ano anterior
– ART. 5º à data de divulgação do instrumento convocatório;
III - dados de pesquisa publicada em mídia especializada,
de sítios eletrônicos especializados ou de domínio amplo,
desde que atualizados no momento da pesquisa e
compreendidos no intervalo de até 6 (seis) meses de
antecedência da data de divulgação do instrumento
convocatório, contendo a data e hora de acesso;

Cautelas na IV - pesquisa direta com fornecedores, mediante


pesquisa com solicitação formal de cotação, desde que os orçamentos
fornecedores considerados estejam compreendidos no intervalo de até
- § 2º 6 (seis) meses de antecedência da data de divulgação
do instrumento convocatório.

Prazo de resposta compatível com a complexidade do objeto.


Propostas formais, contendo: descrição do objeto, valor unitário e
total, CPF/CNPJ, endereço, telefone, data, relação de fornecedores
que foram consultados e que não enviaram proposta.

84
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5
Média, mediana ou o menor dos valores obtidos na pesquisa de preços,
METODOLOGIA DOCUMENTOS
desde que DO PLANEJAMENTO
o cálculo incida – REGIMES
sobre ATUALum
E DA NOVA LEI
conjunto de três ou mais preços.
– ART. 6º Excepcionalmente, será admitida a determinação de preço estimado com
base em menos de três preços, desde que justificados pelo gestor e
aprovados pela autoridade.
Podem ser utilizados outros métodos, desde que justificados pelo gestor
e aprovados pela autoridade.
Desconsideração dos valores inexequíveis, inconsistentes e
excessivamente elevados.
Análise dos preços coletados de forma crítica, em especial quando
houver grande variação.

A pesquisa de preços será materializada em documento que conterá, no


mínimo:
FORMALIZAÇÃO
– ART. 3º I - identificação do agente responsável pela cotação;
II - caracterização das fontes consultadas;
III - série de preços coletados;
IV - método matemático aplicado para a definição do valor estimado; e
Cautela V - justificativas para a metodologia utilizada, em especial para a
reforçada na IN desconsideração de valores inexequíveis, inconsistentes e excessivamente
elevados, se aplicável.

INEXIGIBILIDADE DE LICITAÇÃO –
PROCEDIMENTOS ESPECÍFICOS – ART. 7º

CONTRATAÇÕES DE TIC - ART. 8º 85


AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

DOCUMENTOS DO PLANEJAMENTO – REGIMES ATUAL E DA NOVA LEI

Fontes de pesquisa

IN nº 73/2020
Art. 5º A pesquisa de preços para fins de determinação do preço
estimado em processo licitatório para a aquisição e contratação
de serviços em geral será realizada mediante a utilização dos se-
guintes parâmetros, empregados de forma combinada ou não:
I - Painel de Preços, disponível no endereço eletrônico gov.br/
paineldeprecos, desde que as cotações refiram-se a aquisições ou
contratações firmadas no período de até 1 (um) ano anterior à
data de divulgação do instrumento convocatório;
II - aquisições e contratações similares de outros entes públicos,
firmadas no período de até 1 (um) ano anterior à data de divulga-
ção do instrumento convocatório;
III - dados de pesquisa publicada em mídia especializada, de sítios
eletrônicos especializados ou de domínio amplo, desde que atu-
alizados no momento da pesquisa e compreendidos no intervalo
de até 6 (seis) meses de antecedência da data de divulgação do
instrumento convocatório, contendo a data e hora de acesso; ou
IV - pesquisa direta com fornecedores, mediante solicitação for-
mal de cotação, desde que os orçamentos considerados estejam
compreendidos no intervalo de até 6 (seis) meses de antecedên-
cia da data de divulgação do instrumento convocatório.
§ 1º Deverão ser priorizados os parâmetros estabelecidos nos in-
cisos I e II.

86
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

DOCUMENTOS DO PLANEJAMENTO – REGIMES ATUAL E DA NOVA LEI

§ 2º Quando a pesquisa de preços for realizada com os fornecedo-


res, nos termos do inciso IV, deverá ser observado:
I - prazo de resposta conferido ao fornecedor compatível com a
complexidade do objeto a ser licitado;
II - obtenção de propostas formais, contendo, no mínimo:
a) descrição do objeto, valor unitário e total;
b) número do Cadastro de Pessoa Física - CPF ou do Cadastro Na-
cional de Pessoa Jurídica - CNPJ do proponente;
c) endereço e telefone de contato; e
d) data de emissão.
III - registro, nos autos da contratação correspondente, da relação
de fornecedores que foram consultados e não enviaram propos-
tas como resposta à solicitação de que trata o inciso IV do caput.

Quantas pesquisas (cotações) devem ser realizadas?

IN nº 73/2020
Art. 6º Serão utilizados, como métodos para obtenção do preço
estimado, a média, a mediana ou o menor dos valores obtidos na
pesquisa de preços, desde que o cálculo incida sobre um conjunto
de três ou mais preços, oriundos de um ou mais dos parâmetros
de que trata o art. 5º, desconsiderados os valores inexequíveis,
inconsistentes e os excessivamente elevados.

87
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

DOCUMENTOS DO PLANEJAMENTO – REGIMES ATUAL E DA NOVA LEI

§ 1º Poderão ser utilizados outros critérios ou métodos, desde


que devidamente justificados nos autos pelo gestor responsável
e aprovados pela autoridade competente.
§ 2º Para desconsideração dos valores inexequíveis, inconsisten-
tes e os excessivamente elevados, deverão ser adotados critérios
fundamentados e descritos no processo administrativo.
§ 3º Os preços coletados devem ser analisados de forma crítica, em es-
pecial, quando houver grande variação entre os valores apresentados.
§ 4º Excepcionalmente, será admitida a determinação de preço
estimado com base em menos de três preços, desde que devida-
mente justificada nos autos pelo gestor responsável e aprovado
pela autoridade competente.

Prazo do orçamento

IN nº 73/2020
Art. 5º A pesquisa de preços para fins de determinação do preço
estimado em processo licitatório para a aquisição e contratação
de serviços em geral será realizada mediante a utilização dos se-
guintes parâmetros, empregados de forma combinada ou não:
I - Painel de Preços, disponível no endereço eletrônico gov.br/
paineldeprecos, desde que as cotações refiram-se a aquisições ou
contratações firmadas no período de até 1 (um) ano anterior à
data de divulgação do instrumento convocatório;

88
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

DOCUMENTOS DO PLANEJAMENTO – REGIMES ATUAL E DA NOVA LEI

II - aquisições e contratações similares de outros entes públicos,


firmadas no período de até 1 (um) ano anterior à data de divulga-
ção do instrumento convocatório;
III - dados de pesquisa publicada em mídia especializada, de sítios
eletrônicos especializados ou de domínio amplo, desde que atu-
alizados no momento da pesquisa e compreendidos no intervalo
de até 6 (seis) meses de antecedência da data de divulgação do
instrumento convocatório, contendo a data e hora de acesso; ou
IV - pesquisa direta com fornecedores, mediante solicitação for-
mal de cotação, desde que os orçamentos considerados estejam
compreendidos no intervalo de até 6 (seis) meses de antecedên-
cia da data de divulgação do instrumento convocatório.

Definição dos preços estimado e máximo: média, mediana ou menor


valor

> Mediana:

D Se o conjunto de informações for numérico e estiver organizado


em ordem crescente ou decrescente, sua mediana será o número
que ocupa a posição central da lista. Considere que a escola de
música já citada possui nove professores e que suas idades são:

32 anos, 33 anos, 24 anos, 31 anos, 44 anos,


65 anos, 32 anos, 21 anos e 32 anos

89
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

DOCUMENTOS DO PLANEJAMENTO – REGIMES ATUAL E DA NOVA LEI

D Para encontrar a mediana das idades dos professores, deve-


mos organizar a lista de idades em ordem crescente:

21, 24, 31, 32, 32, 32, 33, 44 e 65

D Observe que o número 32 é o quinto. À sua direita, existem


outras 4 idades, assim como à esquerda. Logo, 32 é a mediana
da lista das idades dos professores.

21, 24, 31, 32, 32, 32, 33, 44, 65

D Se a lista possuir um número par de informações, para encon-


trar a mediana (Ma), devemos encontrar os dois valores cen-
trais (a1 e a2) da lista, somá-los e dividir o resultado por 2.

Ma = a1 + a2
    2

D Se as idades dos professores fossem 19 anos, 19 anos, 18 anos,


22 anos, 44 anos, 45 anos, 46 anos, 46 anos, 47 anos e 48 anos,
a lista crescente com as duas medidas centrais seria:

18, 19, 19, 22, 44, 45, 46, 46, 47, 48

D Observe que a quantidade de informações à direta e à esquer-


da desses dois números é exatamente a mesma. A mediana
desse conjunto de dados é, portanto:

Ma = a1 + a2
   2

90
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

DOCUMENTOS DO PLANEJAMENTO – REGIMES ATUAL E DA NOVA LEI

Ma = 44 + 45
    2

Ma = 89
    2

Ma = 44,5 anos

> Média

D  Média (M), mais precisamente chamada de média aritmética


simples, é o resultado da soma de todas as informações de um
conjunto de dados dividida pelo número de informações que
foram somadas. A média aritmética simples entre 14, 15 e
25, por exemplo, é a seguinte:

M = 14 + 15 + 25
3

D Como há três dados na lista, dividimos a soma desses dados


pelo número 3. O resultado é:

M = 54
3
M = 18

91
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

DOCUMENTOS DO PLANEJAMENTO – REGIMES ATUAL E DA NOVA LEI

D A média é a medida de centralidade mais usada por ser a


que mescla de maneira mais uniforme os valores mais baixos e
os mais altos de uma lista. No conjunto anterior, por exemplo,
a mediana é igual a 44,5, mesmo com tantas idades próximas
de 20 anos. Observe a média aritmética simples desse mesmo
conjunto:

M = 18 + 19 + 19 + 22 + 44 + 45 + 46 + 46 + 47 + 48
10

M = 35,4 anos
(SILVA, Luiz Paulo Moreira. Moda, média e mediana. Brasil Escola.
Disponível em: https://brasilescola.uol. com.br/matematica/moda-
media-mediana.htm. Acesso em: 5 maio 2021. Grifo do original.)

Memoriais de cálculo que devem ser juntados ao processo e


discrepância nos orçamentos obtidos – Procedimentos e cautelas

IN nº 73/2020
Art. 6º [...]
§ 2º Para desconsideração dos valores inexequíveis, inconsisten-
tes e os excessivamente elevados, deverão ser adotados critérios
fundamentados e descritos no processo administrativo.
§ 3º Os preços coletados devem ser analisados de forma crítica,
em especial, quando houver grande variação entre os valores
apresentados.

92
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

DOCUMENTOS DO PLANEJAMENTO – REGIMES ATUAL E DA NOVA LEI

Formalização da pesquisa de preços

IN nº 73/2020
Art. 3º A pesquisa de preços será materializada em documento
que conterá, no mínimo:
I - identificação do agente responsável pela cotação;
II - caracterização das fontes consultadas;
III - série de preços coletados;
IV - método matemático aplicado para a definição do valor esti-
mado; e
V - justificativas para a metodologia utilizada, em especial para a
desconsideração de valores inexequíveis, inconsistentes e exces-
sivamente elevados, se aplicável.

O IMPACTO DA NOVA LEI DE LICITAÇÕES

Lei nº 14.133/2021
Art. 23. O valor previamente estimado da contratação deverá ser
compatível com os valores praticados pelo mercado, considera-
dos os preços constantes de bancos de dados públicos e as quan-
tidades a serem contratadas, observadas a potencial economia de
escala e as peculiaridades do local de execução do objeto.
§ 1º No processo licitatório para aquisição de bens e contratação
de serviços em geral, conforme regulamento, o valor estimado

93
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

DOCUMENTOS DO PLANEJAMENTO – REGIMES ATUAL E DA NOVA LEI

será definido com base no melhor preço aferido por meio da uti-
lização dos seguintes parâmetros, adotados de forma combinada
ou não:
I - composição de custos unitários menores ou iguais à mediana
do item correspondente no painel para consulta de preços ou no
banco de preços em saúde disponíveis no Portal Nacional de Con-
tratações Públicas (PNCP);
II - contratações similares feitas pela Administração Pública, em
execução ou concluídas no período de 1 (um) ano anterior à data
da pesquisa de preços, inclusive mediante sistema de registro de
preços, observado o índice de atualização de preços correspon-
dente;
III - utilização de dados de pesquisa publicada em mídia especia-
lizada, de tabela de referência formalmente aprovada pelo Poder
Executivo federal e de sítios eletrônicos especializados ou de do-
mínio amplo, desde que contenham a data e hora de acesso;
IV - pesquisa direta com no mínimo 3 (três) fornecedores, median-
te solicitação formal de cotação, desde que seja apresentada jus-
tificativa da escolha desses fornecedores e que não tenham sido
obtidos os orçamentos com mais de 6 (seis) meses de antecedên-
cia da data de divulgação do edital;
V - pesquisa na base nacional de notas fiscais eletrônicas, na for-
ma de regulamento.
§ 2º No processo licitatório para contratação de obras e serviços
de engenharia, conforme regulamento, o valor estimado, acresci-
do do percentual de Benefícios e Despesas Indiretas (BDI) de refe-

94
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

DOCUMENTOS DO PLANEJAMENTO – REGIMES ATUAL E DA NOVA LEI

rência e dos Encargos Sociais (ES) cabíveis, será definido por meio
da utilização de parâmetros na seguinte ordem:
I - composição de custos unitários menores ou iguais à mediana do
item correspondente do Sistema de Custos Referenciais de Obras
(Sicro), para serviços e obras de infraestrutura de transportes, ou
do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices de Constru-
ção Civil (Sinapi), para as demais obras e serviços de engenharia;
II - utilização de dados de pesquisa publicada em mídia especia-
lizada, de tabela de referência formalmente aprovada pelo Poder
Executivo federal e de sítios eletrônicos especializados ou de do-
mínio amplo, desde que contenham a data e a hora de acesso;
III - contratações similares feitas pela Administração Pública, em
execução ou concluídas no período de 1 (um) ano anterior à data
da pesquisa de preços, observado o índice de atualização de pre-
ços correspondente;
IV - pesquisa na base nacional de notas fiscais eletrônicas, na for-
ma de regulamento.

ALINHAMENTO COM O PLANO ANUAL DE CONTRATAÇÕES –


OBRIGATORIEDADE

Visão estratégica do processo de contratação.

VIABILIDADE DA CONTRATAÇÃO – OBRIGATORIEDADE

Conclusão acerca da possibilidade de firmar a contratação.

95
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

DOCUMENTOS DO PLANEJAMENTO – REGIMES ATUAL E DA NOVA LEI

ELEMENTOS MÍNIMOS OBRIGATÓRIOS E ELEMENTOS


DISPENSÁVEIS DO ETP

IN nº 40/2020
Art. 7º [...]
§ 2º Os ETP devem obrigatoriamente conter os elementos dispos-
tos nos incisos I, IV, V, VI, VII, IX e XIII do caput deste artigo e, quan-
do não contemplar os demais elementos do caput, apresentar as
devidas justificativas no próprio documento que materializa os
ETP.

OBJETOS/SITUAÇÕES QUE DISPENSAM A ELABORAÇÃO DE ETP

IN nº 40/2020
Art. 8º A elaboração dos ETP:
I - é facultada nas hipóteses dos incisos I, II, III, IV e XI do art. 24 da
Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993; e
II - é dispensada nos casos de prorrogações contratuais relativas a
objetos de prestação de natureza continuada.

96
AULA 4
Especificidades dos estudos
preliminares para terceirização
Gerenciamento de riscos

Professor:

Ricardo Alexandre Sampaio


Advogado. Consultor na área de licita-
ções e contratos. Foi Diretor Técnico da
Consultoria Zênite. Integrante da Equipe
de Redação da Revista Zênite ILC – In-
formativo de Licitações e Contratos e da
Equipe de Consultores Zênite. Colabora-
dor da obra Lei de licitações e contratos
anotada (6. ed. Zênite, 2005). Autor de
diversos artigos jurídicos.
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

ESPECIFICIDADES DOS ESTUDOS PRELIMINARES PARA TERCEIRIZAÇÃO – GERENCIAMENTO DE RISCOS

ESPECIFICIDADES DOS ESTUDOS PRELIMINARES


PARA TERCEIRIZAÇÃO

ATIVIDADES QUE PODEM E QUE NÃO PODEM SER


TERCEIRIZADAS DE ACORDO COM O DECRETO Nº 9.507/2017

Constituição Federal
Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos
Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municí-
pios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, mo-
ralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:
[...]
II - a investidura em cargo ou emprego público depende de apro-
vação prévia em concurso público de provas ou de provas e tí-
tulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou
emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações
para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e
exoneração;

98
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

ESPECIFICIDADES DOS ESTUDOS PRELIMINARES PARA TERCEIRIZAÇÃO – GERENCIAMENTO DE RISCOS

Atividades que podem e que não podem ser terceirizadas pela


Administração Pública direta, autárquica e fundacional

Decreto nº 9.507/2018
Art. 3º Não serão objeto de execução indireta na administração
pública federal direta, autárquica e fundacional, os serviços:
I - que envolvam a tomada de decisão ou posicionamento insti-
tucional nas áreas de planejamento, coordenação, supervisão e
controle;
II - que sejam considerados estratégicos para o órgão ou a entida-
de, cuja terceirização possa colocar em risco o controle de proces-
sos e de conhecimentos e tecnologias;
III - que estejam relacionados ao poder de polícia, de regulação,
de outorga de serviços públicos e de aplicação de sanção; e
IV - que sejam inerentes às categorias funcionais abrangidas pelo
plano de cargos do órgão ou da entidade, exceto disposição legal
em contrário ou quando se tratar de cargo extinto, total ou par-
cialmente, no âmbito do quadro geral de pessoal.
§ 1º Os serviços auxiliares, instrumentais ou acessórios de que tra-
tam os incisos do caput poderão ser executados de forma indireta,
vedada a transferência de responsabilidade para a realização de
atos administrativos ou a tomada de decisão para o contratado.
§ 2º Os serviços auxiliares, instrumentais ou acessórios de fisca-
lização e consentimento relacionados ao exercício do poder de
polícia não serão objeto de execução indireta.

99
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

ESPECIFICIDADES DOS ESTUDOS PRELIMINARES PARA TERCEIRIZAÇÃO – GERENCIAMENTO DE RISCOS

Entendimento do TCU

TCU – Acórdão nº 525/2012 – Plenário


Enunciado
A contratação de tarefas inerentes a categorias funcionais abrangi-
das pelo plano de cargos de entidade ou órgão da Administração
Pública afronta o disposto no art. 1º, § 2º, do Decreto 2.271/1997
e a regra do concurso público, somente podendo ser admitida
temporariamente para fazer frente a comprovada necessidade do
contratante.
(Relator: Weder de Oliveira; Data do Julgamento: 07/03/2012)

TCU – Acórdão nº 2.983/2015 – Plenário


Enunciado
É irregular a manutenção de funcionários terceirizados nos hospi-
tais universitários desempenhando atividades-fim (assistenciais e
hospitalares), pois afronta o art. 37, inciso II, da Constituição Fe-
deral, que condiciona a investidura em cargo ou emprego público
à prévia aprovação em concurso público, bem como o Decreto
2.271/1997, que trata da terceirização na Administração Pública
Federal direta, autárquica e fundacional.
(Relator: Bruno Dantas; Data do Julgamento: 18/11/2015)

100
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

ESPECIFICIDADES DOS ESTUDOS PRELIMINARES PARA TERCEIRIZAÇÃO – GERENCIAMENTO DE RISCOS

Entendimento do STF

STF – Arguição de Descumprimento de Preceito nº 324


e RE nº 958.252
Decisão
O Tribunal, no mérito, por maioria e nos termos do voto do Rela-
tor, julgou procedente o pedido e firmou a seguinte tese: 1. É lícita
a terceirização de toda e qualquer atividade, meio ou fim, não se
configurando relação de emprego entre a contratante e o empre-
gado da contratada. 2. Na terceirização, compete à contratante: i)
verificar a idoneidade e a capacidade econômica da terceirizada;
e ii) responder subsidiariamente pelo descumprimento das nor-
mas trabalhistas, bem como por obrigações previdenciárias, na
forma do art. 31 da Lei 8.212/1993, vencidos os Ministros Edson
Fachin, Rosa Weber, Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio. Nesta
assentada, o Relator esclareceu que a presente decisão não afeta
automaticamente os processos em relação aos quais tenha havi-
do coisa julgada. Presidiu o julgamento a Ministra Cármen Lúcia.
Plenário, 30.8.2018.
(Relator: Roberto Barroso; Data do Julgamento: 30/08/2018)

101
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

ESPECIFICIDADES DOS ESTUDOS PRELIMINARES PARA TERCEIRIZAÇÃO – GERENCIAMENTO DE RISCOS

SERVIÇOS COM E SEM DEDICAÇÃO EXCLUSIVA DE MÃO DE


OBRA

IN nº 05/2017 Lei nº 14.133/2021


Art. 17. Os serviços com regime Art. 6º Para os fins desta Lei, consideram-se:
de dedicação exclusiva de mão
de obra são aqueles em que o [...]
modelo de execução contratual
exija, dentre outros requisitos, XVI – serviços contínuos com regime de de-
que:
I - os empregados da contratada
dicação exclusiva de mão de obra: aqueles
fiquem à disposição nas depen- cujo modelo de execução contratual exige,
dências da contratante para a
prestação dos serviços; entre outros requisitos, que:
II - a contratada não compartilhe a) os empregados do contratado fiquem à
os recursos humanos e materiais
disponíveis de uma contratação disposição nas dependências do contratan-
para execução simultânea de
outros contratos; e
te para a prestação dos serviços;
III - a contratada possibilite a b) o contratado não compartilhe os recursos
fiscalização pela contratante
quanto à distribuição, controle e humanos e materiais disponíveis de uma
supervisão dos recursos huma- contratação para execução simultânea de
nos alocados aos seus contratos.
Parágrafo único. Os serviços de
outros contratos;
que trata o caput poderão ser
prestados fora das dependências
c) o contratado possibilite a fiscalização pelo
do órgão ou entidade, desde contratante quanto à distribuição, controle
que não seja nas dependências
da contratada e presentes os e supervisão dos recursos humanos aloca-
requisitos dos incisos II e III. dos aos seus contratos;

102
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

ESPECIFICIDADES DOS ESTUDOS PRELIMINARES PARA TERCEIRIZAÇÃO – GERENCIAMENTO DE RISCOS

MODELOS DE CONTRATOS
DE PRESTAÇÃO DE COM DEDICAÇÃO EXCLUSIVA SEM DEDICAÇÃO EXCLUSIVA
SERVIÇOS CONTÍNUOS
Risco trabalhista Grande. Minimizado.
Estimativa de custos Elaboração de planilha de acordo com o Impossibilidade de elaboração de
Anexo VII-D. planilha com detalhamento dos custos.
Fiscalização administrativa Com foco nos encargos trabalhistas como Não existe.
forma de prevenir a responsabilização
subsidiária.
Gestão de riscos
DMapeamento dos riscos. Outros riscos que não os trabalhistas

DObrigação de gerenciar o risco devem ser mapeados e gerenciados.
trabalhista por meio da conta
vinculada ou do pagamento
pelo fato gerador.
Forma de reajustamento Repactuação da parcela de mão de obra Reajuste por índice.
e reajuste por índice da parcela materiais
e insumos.
Garantia Com cobertura para o pagamento de Cobertura de acordo com
encargos trabalhistas e previdenciários complexidade, vulto e riscos envolvidos
não quitados pela contratada. na execução do contrato.

103
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

ESPECIFICIDADES DOS ESTUDOS PRELIMINARES PARA TERCEIRIZAÇÃO – GERENCIAMENTO DE RISCOS

MODELOS DE CONTRATOS
DE PRESTAÇÃO DE COM DEDICAÇÃO EXCLUSIVA SEM DEDICAÇÃO EXCLUSIVA
SERVIÇOS CONTÍNUOS
Habilitações técnica e Mais rigorosas, em função do risco De acordo com a complexidade, vulto
econômico-financeira trabalhista. e riscos envolvidos na execução do
contrato.
Rescisão e encerramento
DTransferência dos conhecimentos Transferência dos conhecimentos e
e elaboração de relatório final. elaboração de relatório final.

DVerificação do pagamento pela
contratada das verbas rescisórias ou
dos documentos que comprovem
que os empregados serão realocados
em outra atividade de prestação
de serviços, sem que ocorra a
interrupção do contrato de trabalho.

104
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

ESPECIFICIDADES DOS ESTUDOS PRELIMINARES PARA TERCEIRIZAÇÃO – GERENCIAMENTO DE RISCOS

UNIDADES DE MEDIDA, QUANTIFICAÇÃO DOS SERVIÇOS


CONTÍNUOS E A REUNIÃO DE SERVIÇOS DISTINTOS EM UMA
MESMA LICITAÇÃO OU EM UM MESMO LOTE

IN nº 05/2017
ANEXO I – DEFINIÇÕES
XXIV - UNIDADE DE MEDIDA: parâmetro de medição adotado pela
Administração para possibilitar a quantificação dos serviços e a
aferição dos resultados.
ANEXO V - DIRETRIZES PARA ELABORAÇÃO DO PROJETO BÁSI-
CO (PB) OU TERMO DE REFERÊNCIA (TR)
2.6. Modelo de gestão do contrato e critérios de medição e paga-
mento:
[...]
d) Definir a forma de aferição/medição do serviço para efeito de
pagamento com base no resultado, conforme as seguintes diretri-
zes, no que couber:
d.1. estabelecer a unidade de medida adequada para o tipo de
serviço a ser contratado, de forma que permita a mensuração dos
resultados para o pagamento da contratada e elimine a possibili-
dade de remunerar as empresas com base na quantidade de ho-
ras de serviço ou por postos de trabalho, observando que:
d.1.1. excepcionalmente poderá ser adotado critério de remune-
ração da contratada por quantidade de horas de serviço, devendo
ser definido o método de cálculo para quantidade, qualificação

105
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

ESPECIFICIDADES DOS ESTUDOS PRELIMINARES PARA TERCEIRIZAÇÃO – GERENCIAMENTO DE RISCOS

da mão de obra e tipos de serviços sob demanda, bem como para


manutenção preventiva, se for o caso;
d.1.2. excepcionalmente poderá ser adotado critério de remune-
ração da contratada por postos de trabalho, devendo ser definido
o método de cálculo para quantidades e tipos de postos necessá-
rios à contratação;
d.1.3. na adoção da unidade de medida por postos de trabalho ou
horas de serviço, admite-se a flexibilização da execução da ativi-
dade ao longo do horário de expediente, vedando-se a realização
de horas extras ou pagamento de adicionais não previstos nem
estimados originariamente no ato convocatório.

TCU – Acórdão nº 786/2006 – Plenário


Voto
75. Além disso, ao prever o pagamento da contratada com base
quase exclusivamente na hora-trabalhada, o modelo anterior po-
deria causar disfunções com reflexos negativos sobre a economi-
cidade da contratação.
76. A primeira dessas disfunções correspondia ao que denomino
paradoxo do lucro-incompetência. Isso significa que, quanto me-
nor a qualificação dos profissionais alocados na prestação de ser-
viço, maior o número de horas necessário para executá-lo, maior
o lucro da empresa contratada e maior o custo para a Administra-
ção.
77. Outra disfunção consistia na tendência de se remunerar todas
as horas de disponibilidade dos empregados da empresa, ainda

106
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

ESPECIFICIDADES DOS ESTUDOS PRELIMINARES PARA TERCEIRIZAÇÃO – GERENCIAMENTO DE RISCOS

que não produtivas, em razão da dificuldade da Administração


em controlar a efetiva atividade dos profissionais terceirizados.
Com isso, havia a possibilidade de que a empresa viesse a ser re-
munerada sem que houvesse a contraprestação em serviços efe-
tivamente realizados.
[...]
79. O novo modelo quebra o antigo paradigma, pois se baseia na
divisão dos serviços de informática em tantos itens quantos se-
jam tecnicamente possíveis e convenientes ao órgão, como pre-
ceituado pelo art. 23, §§ 1º e 2º, da Lei 8.666/93.
[...]
83. Quanto à forma de execução indireta de serviços, o modelo
dá preferência à prestação de serviços mensurados por resultados
em contraposição à simples locação de mão-de-obra. Ou seja, o
órgão contrata a empresa para realizar a atividade, por conta e
risco da contratada, interessando a ele apenas os resultados ou os
produtos obtidos no prazo fixado segundo as especificações esta-
belecidas, independentemente de quais ou quantos funcionários
a empresa empregou.
84. Essa forma de execução permite que a remuneração da con-
tratada seja feita com base na mensuração dos serviços e resulta-
dos, evitando-se, ao máximo, o pagamento por horas-trabalhadas
ou por horas de disponibilidade do pessoal (postos de serviço).
Assim, a Administração paga somente pelos produtos e serviços
efetivamente realizados e aceitos conforme as métricas e os pa-
drões previamente estabelecidos. Entre as vantagens derivadas

107
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

ESPECIFICIDADES DOS ESTUDOS PRELIMINARES PARA TERCEIRIZAÇÃO – GERENCIAMENTO DE RISCOS

dessa sistemática, vale mencionar a eliminação ou, pelo menos,


a fragilização do paradoxo lucro-incompetência e a possibilidade
de exercer um controle mais eficaz sobre os resultados da contra-
tação.
(Relator: Valmir Campelo; Data do Julgamento: 24/05/2006)

Definição do quantitativo de mão de obra

IN nº 05/2017
ANEXO VII-B – DIRETRIZES ESPECÍFICAS PARA ELABORAÇÃO
DO ATO CONVOCATÓRIO
2. Das vedações:
2.1. É vedado à Administração fixar nos atos convocatórios:
a) o quantitativo de mão de obra a ser utilizado na prestação do
serviço, devendo sempre adotar unidade de medida que permita
a quantificação da mão de obra que será necessária à execução
do serviço;

108
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

ESPECIFICIDADES DOS ESTUDOS PRELIMINARES PARA TERCEIRIZAÇÃO – GERENCIAMENTO DE RISCOS

Reunião de serviços distintos em uma mesma licitação ou em um mesmo


lote

Lei nº 8.666/1993 Lei nº 14.133/2021


Art. 23. As modalidades de lici-
tação a que se referem os incisos
Art. 40. O planejamento de compras deverá
I a III do artigo anterior serão considerar a expectativa de consumo anual
determinadas em função dos
seguintes limites, tendo em vista
e observar o seguinte:
o valor estimado da contratação:
[...]
[...]
§ 1º As obras, serviços e compras V – atendimento aos princípios:
efetuadas pela Administração
serão divididas em tantas
[...]
parcelas quantas se comprova-
b) do parcelamento, quando for tecnica-
rem técnica e economicamente
viáveis, procedendo-se à licitação mente viável e economicamente vantajoso;
com vistas ao melhor aproveita-
mento dos recursos disponíveis [...]
no mercado e à ampliação da
competitividade sem perda da Art. 47. As licitações de serviços atenderão
economia de escala. aos princípios:
[...]
II – do parcelamento, quando for tecnicamente viável e economi-
camente vantajoso.
§ 1º Na aplicação do princípio do parcelamento deverão ser con-
siderados:
I – a responsabilidade técnica;
II – o custo para a Administração de vários contratos frente às van-
tagens da redução de custos, com divisão do objeto em itens;
III – o dever de buscar a ampliação da competição e de evitar a
concentração de mercado.

109
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

ESPECIFICIDADES DOS ESTUDOS PRELIMINARES PARA TERCEIRIZAÇÃO – GERENCIAMENTO DE RISCOS

TCU – Súmula nº 247


É obrigatória a admissão da adjudicação por item e não por pre-
ço global, nos editais das licitações para a contratação de obras,
serviços, compras e alienações, cujo objeto seja divisível, desde
que não haja prejuízo para o conjunto ou complexo ou perda de
economia de escala, tendo em vista o objetivo de propiciar a am-
pla participação de licitantes que, embora não dispondo de capa-
cidade para a execução, fornecimento ou aquisição da totalidade
do objeto, possam fazê-lo com relação a itens ou unidades autô-
nomas, devendo as exigências de habilitação adequar-se a essa
divisibilidade.

TCU – Boletim de Jurisprudência nº 90


Acórdão 1680/2015 Plenário (Representação, Relator Ministro
Substituto Marcos Bemquerer)
Licitação. Adjudicação. Lotes.
O critério de julgamento de menor preço por lote somente deve
ser adotado quando for demonstrada inviabilidade de se promo-
ver a adjudicação por item e evidenciadas razões que demons-
trem ser aquele o critério que conduzirá a contratações economi-
camente mais vantajosas.

TCU – Informativo de Jurisprudência nº 167


5. É legítima a adoção da licitação por lotes formados com ele-
mentos de mesma característica, quando restar evidenciado
que a licitação por itens isolados exigirá elevado número de

110
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

ESPECIFICIDADES DOS ESTUDOS PRELIMINARES PARA TERCEIRIZAÇÃO – GERENCIAMENTO DE RISCOS

processos licitatórios, onerando o trabalho da administração


pública, sob o ponto de vista do emprego de recursos huma-
nos e da dificuldade de controle, colocando em risco a econo-
mia de escala e a celeridade processual e comprometendo a
seleção da proposta mais vantajosa para a administração.
Representação oferecida por Procurador da República, versando
sobre suposta irregularidade em pregão presencial conduzido
pelo município de [...] com recursos do FNDE no âmbito do PNAE,
destinado à aquisição de gêneros alimentícios para a merenda
escolar, apontara possível restrição à competitividade decorrente
do parcelamento do objeto da licitação em lotes de itens. [...] a
licitação foi dividida em dezesseis lotes, cujos itens foram agrupa-
dos conforme as particularidades de cada produto”. Analisando o
feito, anotou o relator a pertinência da representação, “haja vista
não ser a matéria, como visto, pacífica no âmbito do TCU, de sor-
te que, de certa maneira, enseja a análise de situações concretas,
para que se possa concluir se houve, ou não, afronta à competiti-
vidade do certame”. No caso vertente, em que 16 lotes contempla-
ram 107 itens, o relator consignou que a adoção da licitação por
itens isolados exigiria “elevado número de procedimentos para
seleção”, o que “tornaria bem mais oneroso o trabalho da adminis-
tração pública, sob o ponto de vista do emprego de recursos hu-
manos e da dificuldade de controle, de sorte que poderia colocar
em risco a economia de escala e a celeridade processual, compro-
metendo a seleção da proposta mais vantajosa para a adminis-
tração”. E concluiu no sentido de considerar, diante de irregulari-
dade formal apurada, a representação parcialmente procedente,

111
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

ESPECIFICIDADES DOS ESTUDOS PRELIMINARES PARA TERCEIRIZAÇÃO – GERENCIAMENTO DE RISCOS

anotando que “diante das peculiares circunstâncias do presente


caso concreto [...] a licitação por itens isolados poderia trazer in-
desejáveis riscos à administração pública, mostrando-se adequa-
do, pois, o agrupamento desses itens em lotes, com elementos
de mesma característica”. O Plenário do TCU, ao acolher a propos-
ta da relatoria, julgou parcialmente procedente a representação.
Acórdão 5301/2013-Segunda Câmara, TC 009.965/2013-0, Rel.
Ministro-Substituto André Luís de Carvalho, 03/09/2013.

112
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

ESPECIFICIDADES DOS ESTUDOS PRELIMINARES PARA TERCEIRIZAÇÃO – GERENCIAMENTO DE RISCOS

GERENCIAMENTO DE RISCOS

O PLANEJAMENTO A PARTIR DE UMA VISÃO DE GESTÃO DE


RISCOS E A NOVA LEI DE LICITAÇÕES

NO QUE CONSISTE O GERENCIAMENTO DE RISCOS?

O QUE É RISCO? (ART. 2º, INC. XIII, DA IN CONJUNTA CGU/MP Nº 01/2016)


Possibilidade de ocorrência de um evento que venha a ter impacto no
cumprimento dos objetivos. O risco é medido conforme o impacto e a
probabilidade.

O QUE É O GERENCIAMENTO DE RISCOS? (ITEM VIII DO ANEXO I)


Processo para identificar, avaliar, tratar, administrar e controlar potenciais
eventos ou situações, para fornecer razoável certeza quanto ao alcance dos
objetivos da organização.

Lei nº 14.133/2021
Art. 11. O processo licitatório tem por objetivos:
[...]
Parágrafo único. A alta administração do órgão ou entidade é res-
ponsável pela governança das contratações e deve implementar
processos e estruturas, inclusive de gestão de riscos e controles
internos, para avaliar, direcionar e monitorar os processos licitató-
rios e os respectivos contratos, com o intuito de alcançar os obje-

113
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

ESPECIFICIDADES DOS ESTUDOS PRELIMINARES PARA TERCEIRIZAÇÃO – GERENCIAMENTO DE RISCOS

tivos estabelecidos no caput deste artigo, promover um ambien-


te íntegro e confiável, assegurar o alinhamento das contratações
ao planejamento estratégico e às leis orçamentárias e promover
eficiência, efetividade e eficácia em suas contratações.
[...]
Art. 18. A fase preparatória do processo licitatório é caracterizada
pelo planejamento e deve compatibilizar-se com o plano de con-
tratações anual de que trata o inciso VII do caput do art. 12 des-
ta Lei, sempre que elaborado, e com as leis orçamentárias, bem
como abordar todas as considerações técnicas, mercadológicas e
de gestão que podem interferir na contratação, compreendidos:
[...]
X – a análise dos riscos que possam comprometer o sucesso da
licitação e a boa execução contratual;
[...]
Art. 72. O processo de contratação direta, que compreende os ca-
sos de inexigibilidade e de dispensa de licitação, deverá ser ins-
truído com os seguintes documentos:
I – documento de formalização de demanda e, se for o caso, estu-
do técnico preliminar, análise de riscos, termo de referência, pro-
jeto básico ou projeto executivo;

114
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

ESPECIFICIDADES DOS ESTUDOS PRELIMINARES PARA TERCEIRIZAÇÃO – GERENCIAMENTO DE RISCOS

Diferença entre cláusula contratual de alocação de riscos e mapa de


riscos

MATRIZ DE RISCOS
MAPA DE RISCOS
CLÁUSULA CONTRATUAL
Define ações de prevenção
Define o equilíbrio
e contingenciamento
econômico-financeiro
e responsabilidades

LEI Nº 13.303/2016
IN Nº 05/2017
LEI Nº 14.133/2021

Lei nº 14.133/2021
Art. 6º Para os fins desta Lei, consideram-se:
[...]
XXVII - matriz de riscos: cláusula contratual definidora de riscos e
de responsabilidades entre as partes e caracterizadora do equilí-
brio econômico-financeiro inicial do contrato, em termos de ônus
financeiro decorrente de eventos supervenientes à contratação,
contendo, no mínimo, as seguintes informações:
a) listagem de possíveis eventos supervenientes à assinatura do
contrato que possam causar impacto em seu equilíbrio econômi-
co-financeiro e previsão de eventual necessidade de prolação de
termo aditivo por ocasião de sua ocorrência;

115
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

ESPECIFICIDADES DOS ESTUDOS PRELIMINARES PARA TERCEIRIZAÇÃO – GERENCIAMENTO DE RISCOS

b) no caso de obrigações de resultado, estabelecimento das fra-


ções do objeto com relação às quais haverá liberdade para os con-
tratados inovarem em soluções metodológicas ou tecnológicas,
em termos de modificação das soluções previamente delineadas
no anteprojeto ou no projeto básico;
c) no caso de obrigações de meio, estabelecimento preciso das
frações do objeto com relação às quais não haverá liberdade para
os contratados inovarem em soluções metodológicas ou tecnoló-
gicas, devendo haver obrigação de aderência entre a execução e a
solução predefinida no anteprojeto ou no projeto básico, conside-
radas as características do regime de execução no caso de obras e
serviços de engenharia;
[...]
Art. 103. O contrato poderá identificar os riscos contratuais pre-
vistos e presumíveis e prever matriz de alocação de riscos, alocan-
do-os entre contratante e contratado, mediante indicação daque-
les a serem assumidos pelo setor público ou pelo setor privado ou
daqueles a serem compartilhados.

116
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

ESPECIFICIDADES DOS ESTUDOS PRELIMINARES PARA TERCEIRIZAÇÃO – GERENCIAMENTO DE RISCOS

IDENTIFICAÇÃO DO RISCO, PROBABILIDADE E IMPACTO,


DEFINIÇÃO DE AÇÕES PREVENTIVAS E DE CONTINGÊNCIA E
DEFINIÇÃO DE RESPONSÁVEIS

Atividades do processo de gerenciamento de riscos (art. 25)


Identificação dos principais riscos que possam comprometer a efetividade do
I planejamento da contratação, da seleção do fornecedor e da gestão contratual ou que
impeçam o alcance dos resultados que atendam às necessidades da contratação.

Avaliação dos riscos identificados, consistindo na mensuração da probabilidade de


II ocorrência e do impacto de cada risco.

Tratamento dos riscos considerados inaceitáveis por meio da definição das ações para
III reduzir a probabilidade de ocorrência dos eventos ou de suas consequências.

Para os riscos que persistirem inaceitáveis após o tratamento, definição das ações de
IV contingência no caso de os eventos correspondentes aos riscos se concretizarem.

Definição dos responsáveis pelas ações de tratamento dos riscos e das ações de
V contingência.

117
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

ESPECIFICIDADES DOS ESTUDOS PRELIMINARES PARA TERCEIRIZAÇÃO – GERENCIAMENTO DE RISCOS

MAPA DE RISCOS DE COMPRAS E SERVIÇOS


Modelo de Mapa de Riscos (IN nº 05/2017: art. 26, § 2º c/c Anexo IV)
FASE DE ANÁLISE
( ) Planejamento da Contratação e Seleção do Fornecedor
( ) Gestão do Contrato
RISCO 01
PROBABILIDADE: ( ) BAIXA ( ) MÉDIA ( ) ALTA
IMPACTO: ( ) BAIXA ( ) MÉDIA ( ) ALTA

Id DANO
1.
Id AÇÃO PREVENTIVA RESPONSÁVEL
1.
Id AÇÃO DE CONTINGÊNCIA RESPONSÁVEL
1.

RISCO 02
PROBABILIDADE: ( ) BAIXA ( ) MÉDIA ( ) ALTA
IMPACTO: ( ) BAIXA ( ) MÉDIA ( ) ALTA

Id DANO
1.
Id AÇÃO PREVENTIVA RESPONSÁVEL
1.
Id AÇÃO DE CONTINGÊNCIA RESPONSÁVEL
1.
RESPONSÁVEL/RESPONSÁVEIS
___________________________________________________
Responsável/Responsáveis 118
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

ESPECIFICIDADES DOS ESTUDOS PRELIMINARES PARA TERCEIRIZAÇÃO – GERENCIAMENTO DE RISCOS

ELABORAÇÃO DO MAPA DE RISCOS DO PLANEJAMENTO, DO


JULGAMENTO E DO CONTRATO

O Mapa de Riscos deve ser atualizado e juntado aos autos do processo


de contratação (IN nº 05/2017: art. 26, § 1º)

Avaliar os riscos Tratar os


Descrever as Identificar os
(probabilidade e riscos
atividades riscos
impacto)

EM CADA FASE DA CONTRATAÇÃO

Monitorar Definir responsáveis pelas


Definir ações de
constantemente ações de tratamento dos riscos
contingência
e fazer ajustes e pelas ações de contingência

119
AULAS 5  6  7
Conteúdo do termo de referência

Professor:

Ricardo Alexandre Sampaio


Advogado. Consultor na área de licita-
ções e contratos. Foi Diretor Técnico da
Consultoria Zênite. Integrante da Equipe
de Redação da Revista Zênite ILC – In-
formativo de Licitações e Contratos e da
Equipe de Consultores Zênite. Colabora-
dor da obra Lei de licitações e contratos
anotada (6. ed. Zênite, 2005). Autor de
diversos artigos jurídicos.
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA –


PARTE I

DOCUMENTOS E PROVIDÊNCIAS ANTERIORES – ESTUDOS


TÉCNICOS PRELIMINARES + GERENCIAMENTO DE RISCOS

TERMO DE REFERÊNCIA

Documentos
ETP + Mapa de
riscos + do
planejamento

IN nº 05/2017
Art. 28. O Projeto Básico ou Termo de Referência deverá ser ela-
borado a partir dos Estudos Preliminares, do Gerenciamento de
Risco e conforme as diretrizes constantes do Anexo V, devendo
ser encaminhado ao setor de licitações, de acordo com o prazo
previsto no art. 27.

121
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

REPETIÇÃO ENTRE ETP E TR – COMO RESOLVER?

IN nº 40/2020 Lei nº 14.133/2021


Art. 1º Esta Instrução Normativa dispõe
sobre a elaboração dos Estudos Técnicos Art. 6º Para os fins desta Lei, consideram-se:
Preliminares - ETP - para a aquisição de
bens e a contratação de serviços e obras, [...]
no âmbito da Administração Pública
federal direta, autárquica e fundacional, e XX – estudo técnico preliminar: docu-
sobre o Sistema ETP digital.
mento constitutivo da primeira etapa do
Parágrafo único. Para os efeitos desta
Instrução Normativa, considera-se ETP o planejamento de uma contratação que
documento constitutivo da primeira etapa
do planejamento de uma contratação caracteriza o interesse público envolvido
que caracteriza determinada necessidade, e a sua melhor solução e dá base ao an-
descreve as análises realizadas em termos
de requisitos, alternativas, escolhas, resul- teprojeto, ao termo de referência ou ao
tados pretendidos e demais característi-
projeto básico a serem elaborados caso
cas, dando base ao anteprojeto, ao termo
de referência ou ao projeto básico, caso se se conclua pela viabilidade da contrata-
conclua pela viabilidade da contratação.
ção;
[...]
XXIII – termo de referência: documento necessário para a contra-
tação de bens e serviços, que deve conter os seguintes parâme-
tros e elementos descritivos:
a) definição do objeto, incluídos sua natureza, os quantitativos, o
prazo do contrato e, se for o caso, a possibilidade de sua prorro-
gação;
b) fundamentação da contratação, que consiste na referência aos
estudos técnicos preliminares correspondentes ou, quando não
for possível divulgar esses estudos, no extrato das partes que não
contiverem informações sigilosas;

122
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

c) descrição da solução como um todo, considerado todo o ciclo


de vida do objeto;
d) requisitos da contratação;
e) modelo de execução do objeto, que consiste na definição de
como o contrato deverá produzir os resultados pretendidos des-
de o seu início até o seu encerramento;
f) modelo de gestão do contrato, que descreve como a execução
do objeto será acompanhada e fiscalizada pelo órgão ou entida-
de;
g) critérios de medição e de pagamento;
h) forma e critérios de seleção do fornecedor;
i) estimativas do valor da contratação, acompanhadas dos preços
unitários referenciais, das memórias de cálculo e dos documentos
que lhe dão suporte, com os parâmetros utilizados para a obten-
ção dos preços e para os respectivos cálculos, que devem constar
de documento separado e classificado;
j) adequação orçamentária;

123
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA – PARTE I

MODELO DE EXECUÇÃO DO OBJETO

Definição da dinâmica do contrato

MODELO DE EXECUÇÃO DO OBJETO

DESCREVER A DINÂMICA DO CONTRATO

Descrição detalhada dos métodos ou Localidade, horário Definição das rotinas da


Definição de prazo para
das rotinas de execução do trabalho de funcionamento, execução, da frequência e da
início da execução
e das etapas a serem executadas entre outros periodicidade dos serviços

Procedimentos, Deveres e Cronograma de realização dos Demais especificações que


metodologias e tecnologias disciplina serviços, incluídas todas as tarefas se fizerem necessárias para
a serem empregadas exigidos significativas e os respectivos prazos a execução dos serviços

124
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

IN nº 05/2017
ANEXO V – DIRETRIZES PARA ELABORAÇÃO DO PROJETO BÁSI-
CO (PB) OU TERMO DE REFERÊNCIA (TR)
2.5. Modelo de execução do objeto:
a) Descrever a dinâmica do contrato, devendo constar, sempre
que possível:
a.1. a definição de prazo para início da execução do objeto a partir
da assinatura do contrato, do aceite, da retirada do instrumen-
to equivalente ou da ordem de serviços, devendo ser compatível
com a necessidade, a natureza e a complexidade do objeto;
a.1.1. atentar que o prazo mínimo previsto para início da presta-
ção de serviços deverá ser o suficiente para possibilitar a prepara-
ção do prestador para o fiel cumprimento do contrato.
a.2. a descrição detalhada dos métodos ou rotinas de execução
do trabalho e das etapas a serem executadas;
a.3. a localidade, o horário de funcionamento, dentre outros;
a.4. a definição das rotinas da execução, a frequência e a periodi-
cidade dos serviços, quando couber;
a.5. os procedimentos, metodologias e tecnologias a serem em-
pregadas, quando for o caso;
a.6. os deveres e disciplina exigidos;
a.7. o cronograma de realização dos serviços, incluídas todas as
tarefas significativas e seus respectivos prazos;
a.8. demais especificações que se fizerem necessárias para a exe-
cução dos serviços.

125
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

Modelo de ordem de execução

IN nº 05/2017
ANEXO V – DIRETRIZES PARA ELABORAÇÃO DO PROJETO BÁSI-
CO (PB) OU TERMO DE REFERÊNCIA (TR)
2.4. Requisitos da contratação:
a) Transcrever o item “Requisitos da contratação” dos Estudos
Preliminares, com eventuais atualizações, pois após aprovação
desses Estudos Preliminares, a equipe de Planejamento da Con-
tratação pode ter amadurecido com relação aos requisitos que a
solução deverá atender;
b) Enquadrar as categorias profissionais que serão empregadas
no serviço dentro da Classificação Brasileira de Ocupações (CBO)
ou outro que vier substituí-lo;
c) Estabelecer a exigência da declaração do licitante de que tem
pleno conhecimento das condições necessárias para a prestação
dos serviços. Caso seja imprescindível o comparecimento do li-
citante, desde que devidamente justificado, o órgão deve dispo-
nibilizar os locais de execução dos serviços a serem vistoriados
previamente, devendo tal exigência, sempre que possível, ser
substituída pela divulgação de fotografias, plantas, desenhos téc-
nicos e congêneres;
d) Estabelecer a quantidade estimada de deslocamentos e a ne-
cessidade de hospedagem dos empregados, com as respectivas
estimativas de despesa, nos casos em que a execução de serviços

126
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

eventualmente venha a ocorrer em localidades distintas da sede


habitual da prestação do serviço;
e) Estabelecer obrigações da contratante e da contratada, incluin-
do deveres específicos e compatíveis com o objeto.

127
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7
MODELO DE GESTÃO DO CONTRATO E CRITÉRIOS DE MEDIÇÃO E PAGAMENTO
CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA – PARTE I

Definir os atores que participarão da gestão do contrato.


Definir os mecanismos de comunicação.
Atentar para os serviços que devam ser implementados por etapas ou com alocação gradativa de pessoal: os pagamentos à
contratada devem ser realizados em conformidade com esses critérios.
Definir a forma de aferição/medição do serviço para efeito de pagamento com base no resultado, atentando para:

estabelecer a unidade de medida adequada para o tipo de serviço a ser contratado;

estabelecer a produtividade de referência ou os critérios de adequação do serviço à qualidade esperada, de acordo com a unidade de
medida adotada;

identificar e descrever os indicadores mínimos de desempenho para aferição da qualidade esperada da prestação dos serviços e adequar
o pagamento à conformidade dos serviços prestados e dos resultados efetivamente obtidos, inclusive o Instrumento de Medição do
Resultado (IMR), quando utilizado.

Definir os demais mecanismos de controle que serão utilizados para


fiscalizar a prestação dos serviços.
Definir o método de avaliação da conformidade dos produtos e dos serviços entregues com relação às especificações técnicas e
com a proposta da contratada, com vistas ao recebimento provisório.
Definir o método de avaliação da conformidade dos produtos e dos serviços entregues com relação aos termos contratuais e com
a proposta da contratada, com vistas ao recebimento definitivo.
Definir o procedimento de verificação do cumprimento da obrigação da contratada de manter todas as condições nas quais o
contrato foi assinado durante todo o seu período de execução.
Definir as lista de verificação para os aceites provisório e definitivo, a serem usadas durante a fiscalização do contrato, se for o
caso.
Definir as sanções, as glosas e as condições para rescisão contratual, utilizando como referencial os modelos de minutas
padronizados de atos convocatórios e contratos da AGU.
Serviços com regime de dedicação exclusiva de mão de obra: avaliar a inclusão de exigências de que a garantia tenha previsão de
cobertura para o pagamento de encargos trabalhistas e previdenciários não quitados pela contratada. 128
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

Instrumento de Medição de Resultado – IMR

IN nº 05/2017
ANEXO I – DEFINIÇÕES
IX - INSTRUMENTO DE MEDIÇÃO DE RESULTADO (IMR): mecanis-
mo que define, em bases compreensíveis, tangíveis, objetivamen-
te observáveis e comprováveis, os níveis esperados de qualidade
da prestação do serviço e respectivas adequações de pagamento.

TCU – Nota Técnica SEFTI nº 06/2010


III - DOS ENTENDIMENTOS PROPOSTOS
Entendimento I: Os gestores públicos de TI devem planejar suas
contratações de modo que os pagamentos pelo serviço prestado
sejam realizados em função de resultados verificáveis apresenta-
dos pelo fornecedor, mensurados, sempre que possível, por uni-
dades quantitativas, sendo juridicamente inviável a previsão de
remuneração em função do mero esforço ou da disponibilidade
da empresa contratada.
[...]
Entendimento III: Contratos administrativos com nível mínimo
de serviço possuem mecanismos que possibilitam à APF remu-
nerar o fornecedor na medida do cumprimento do nível de ser-
viço pactuado no ajuste, adequando-se, portanto, ao paradigma
da efetivação de pagamentos por resultados. Além disso, consti-
tuem uma forma recomendável de alcançar eficiência, eficácia e

129
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

qualidade na prestação do serviço, bem como se mostra aderente


ao princípio da legalidade aplicado à APF.
Entendimento IV: Nos contratos administrativos de prestação de
serviço de TI, inexiste previsão legal que possibilite a definição de
mecanismos de premiação do fornecedor no caso de superação
das metas estabelecidas.

IMPORTANTE
Cuidados ao definir os indicadores!
D  Defina os indicadores necessários: nem mais nem menos.
D  Defina objetivos razoáveis para os indicadores.
D  Defina objetivamente como os indicadores serão men-
surados.
D  Não defina indicadores que não podem ser mensurados.

Modelo de Gestão do Contrato e Critérios de Medição e Pagamento

IN nº 05/2017
ANEXO V – DIRETRIZES PARA ELABORAÇÃO DO PROJETO BÁSI-
CO (PB) OU TERMO DE REFERÊNCIA (TR)
2.6. Modelo de gestão do contrato e critérios de medição e paga-
mento:
a) Definir os atores que participarão da gestão do contrato;

130
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

b) Definir os mecanismos de comunicação a serem estabelecidos


entre o órgão ou entidade e a prestadora de serviços;
c) Atentar que, no caso de serviços que devam ser implementa-
dos por etapas ou no caso de serviço prestado com regime de
mão de obra exclusiva, os quais necessitem de alocação gradativa
de pessoal, os pagamentos à contratada devem ser realizados em
conformidade com esses critérios;
d) Definir a forma de aferição/medição do serviço para efeito de
pagamento com base no resultado, conforme as seguintes diretri-
zes, no que couber:
d.1. estabelecer a unidade de medida adequada para o tipo de
serviço a ser contratado, de forma que permita a mensuração dos
resultados para o pagamento da contratada e elimine a possibili-
dade de remunerar as empresas com base na quantidade de ho-
ras de serviço ou por postos de trabalho, observando que:
d.1.1. excepcionalmente poderá ser adotado critério de remune-
ração da contratada por quantidade de horas de serviço, devendo
ser definido o método de cálculo para quantidade, qualificação
da mão de obra e tipos de serviços sob demanda, bem como para
manutenção preventiva, se for o caso;
d.1.2. excepcionalmente poderá ser adotado critério de remune-
ração da contratada por postos de trabalho, devendo ser definido
o método de cálculo para quantidades e tipos de postos necessá-
rios à contratação;
d.1.3. na adoção da unidade de medida por postos de trabalho ou
horas de serviço, admite-se a flexibilização da execução da ativi-

131
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

dade ao longo do horário de expediente, vedando-se a realização


de horas extras ou pagamento de adicionais não previstos nem
estimados originariamente no ato convocatório.
d.2. estabelecer a produtividade de referência ou os critérios de
adequação do serviço à qualidade esperada, de acordo com a
unidade de medida adotada para a execução do objeto, sendo
expressa pelo quantitativo físico do serviço ou por outros meca-
nismos capazes de aferir a qualidade, seguindo-se, entre outros,
os parâmetros indicados nos Cadernos de Logística;
d.3. identificar os indicadores mínimos de desempenho para afe-
rição da qualidade esperada da prestação dos serviços, com base
nas seguintes diretrizes:
d.3.1. considerar as atividades mais relevantes ou críticas que im-
pliquem na qualidade da prestação dos serviços e nos resultados
esperados;
d.3.2. prever fatores que estejam fora do controle do prestador e
que possam interferir no atendimento das metas;
d.3.3. os indicadores deverão ser objetivamente mensuráveis e
compreensíveis, de preferência facilmente coletáveis, relevantes
e adequados à natureza e características do serviço;
d.3.4. evitar indicadores complexos ou sobrepostos.
d.4. descrever detalhadamente, de acordo com o previsto na su-
balínea “d.3” acima, os indicadores mínimos de desempenho es-
perados, em relação à natureza do serviço, com a finalidade de
adequar o pagamento à conformidade dos serviços prestados e

132
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

dos resultados efetivamente obtidos, devendo conter, dentre ou-


tros requisitos:
d.4.1. indicadores e metas estipulados de forma sistemática, de
modo que possam contribuir cumulativamente para o resultado
global do serviço e não interfiram negativamente uns nos outros;
d.4.2. indicadores que reflitam fatores que estão sob controle do
prestador do serviço;
d.4.3. metas realistas e definidas com base em uma comparação
apropriada;
d.4.4. previsão de nível de desconformidade dos serviços que,
além do redimensionamento dos pagamentos, ensejará penali-
dades à contratada e/ou a rescisão unilateral do contrato;
d.4.5. registros, controles e informações que deverão ser presta-
dos pela contratada, se for o caso;
d.4.6. previsão de que os pagamentos deverão ser proporcionais
ao atendimento das metas estabelecidas no ato convocatório,
observando-se o seguinte:
1. as adequações nos pagamentos estarão limitadas a uma faixa
específica de tolerância, abaixo da qual o fornecedor se sujeitará
ao redimensionamento no pagamento e às sanções legais, se for
o caso;
2. na determinação da faixa de tolerância de que trata a alínea an-
terior, considerar-se-á a importância da atividade, com menor ou
nenhuma margem de tolerância para as atividades consideradas
relevantes ou críticas; e

133
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

3. o não atendimento das metas, por ínfima ou pequena diferen-


ça, em indicadores não relevantes ou críticos, a critério do órgão
ou entidade, poderá ser objeto apenas de notificação nas primei-
ras ocorrências, de modo a não comprometer a continuidade da
contratação.
d.5. O Instrumento de Medição do Resultado (IMR) ou seu substi-
tuto, quando utilizado, deve ocorrer, preferencialmente, por meio
de ferramentas informatizadas para verificação do resultado,
quanto à qualidade e quantidade pactuadas;
e) Definir os demais mecanismos de controle que serão utilizados
para fiscalizar a prestação dos serviços, adequados à natureza dos
serviços, quando couber;
f) Definir o método de avaliação da conformidade dos produtos e
dos serviços entregues com relação às especificações técnicas e com
a proposta da contratada, com vistas ao recebimento provisório;
g) Definir o método de avaliação da conformidade dos produtos e
dos serviços entregues com relação aos termos contratuais e com
a proposta da contratada, com vistas ao recebimento definitivo;
h) Definir o procedimento de verificação do cumprimento da
obrigação da contratada de manter todas as condições nas quais
o contrato foi assinado durante todo o seu período de execução;
i) Definir uma lista de verificação para os aceites provisório e de-
finitivo, a serem usadas durante a fiscalização do contrato, se for
o caso;
j) Definir as sanções, glosas e condições para rescisão contratu-
al, devidamente justificadas e os respectivos procedimentos para

134
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

aplicação, utilizando como referencial os modelos de minutas pa-


dronizados de atos convocatórios e contratos da Advocacia-Geral
da União, bem como às seguintes diretrizes:
j.1. relacionar as sanções previstas nas Leis nº 8.666, de 1993, e nº
10.520, de 2002, conforme o caso, às obrigações da contratada
estabelecidas no modelo de execução do objeto;
j.2. definir o rigor das sanções de que trata o subitem j.1, de modo
que sejam proporcionais ao prejuízo causado pela desconformi-
dade;
j.3. No caso de multa:
j.3.1. definir o cálculo da multa por atraso (injustificado) para iní-
cio ou atraso durante a execução da prestação dos serviços;
j.3.2. definir a forma de cálculo da multa de modo que seja o mais
simples possível;
j.3.3. definir as providências a serem realizadas no caso de multas
reincidentes e cumulativas, a exemplo de rescisão contratual;
j.3.4. definir o processo de aferição do nível de desconformidade
dos serviços que leva à multa;
j.4. definir as condições para aplicações de glosas, bem como as
respectivas formas de cálculo.
k) Definir as garantias de execução contratual, quando necessário.
k.1. No caso de serviços com regime de dedicação exclusiva de
mão de obra, avaliar a inclusão de exigências de que a garantia
possua previsão de cobertura para o pagamento de encargos tra-
balhistas e previdenciários não quitados pela contratada.

135
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

REFINAMENTO DA PESQUISA DE PREÇOS

IN nº 05/2017
ANEXO V – DIRETRIZES PARA ELABORAÇÃO DO PROJETO BÁSI-
CO (PB) OU TERMO DE REFERÊNCIA (TR)
2.9 Estimativa de preços e preços referenciais:
a) Refinar, se for necessário, a estimativa de preços ou meios de pre-
visão de preços referenciais realizados nos Estudos Preliminares;
b) No caso de serviços com regime de dedicação exclusiva de
mão de obra, o custo estimado da contratação deve contemplar
o valor máximo global e mensal estabelecido em decorrência da
identificação dos elementos que compõem o preço dos serviços,
definidos da seguinte forma:
b.1. por meio do preenchimento da planilha de custos e formação de
preços, observados os custos dos itens referentes ao serviço, podendo
ser motivadamente dispensada naquelas contratações em que a na-
tureza do seu objeto torne inviável ou desnecessário o detalhamento
dos custos para aferição da exequibilidade dos preços praticados;
b.2. por meio de fundamentada pesquisa dos preços praticados
no mercado em contratações similares; ou ainda por meio da
adoção de valores constantes de indicadores setoriais, tabelas de
fabricantes, valores oficiais de referência, tarifas públicas ou ou-
tros equivalentes, se for o caso; e
b.3. previsão de regras claras quanto à composição dos custos que
impactem no valor global das propostas das licitantes, principal-
mente no que se refere a regras de depreciação de equipamentos
a serem utilizados no serviço.

136
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

CONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS COM DEDICAÇÃO EXCLUSIVA DE


MÃO DE OBRA – ELABORAÇÃO DA PLANILHA DE CUSTOS E
FORMAÇÃO DE PREÇOS

Finalidade da planilha de custos e formação de preços

PLANILHA DE CUSTOS Documento que detalha os componentes de


E FORMAÇÃO DE custo que incidem na formação do preço dos
serviços. A Administração pode adequá-lo
PREÇOS conforme as peculiaridades dos serviços
continuados.

IN nº 05/2017
ANEXO I – DEFINIÇÕES
XV - PLANILHA DE CUSTOS E FORMAÇÃO DE PREÇOS: documento
a ser utilizado para detalhar os componentes de custo que inci-
dem na formação do preço dos serviços, podendo ser adequado
pela Administração em função das peculiaridades dos serviços a
que se destina, no caso de serviços continuados.

TCU – Acórdão nº 1.519/2015 – Plenário


Acórdão
9.5. dar ciência ao Senai/DN acerca da necessidade de, doravante,
adotar as seguintes medidas em licitações que realizar, conforme
orientações constantes de precedentes julgados deste Tribunal

137
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

(Acórdão 2.912/2010 - 2ª C, e Acórdãos 356/2011, 1.544/2008,


1.948/2011, 2.965/2011, e 1.750/2014, todos do Plenário):
9.5.1. elaborar orçamentos estimados em planilhas de quantita-
tivos e de preços unitários quando do lançamento das licitações,
a fim de balizar o julgamento das propostas com os preços vi-
gentes no mercado e de possibilitar a seleção da proposta mais
vantajosa, de acordo com o art. 2º do Regulamento de Licitações
da entidade, somente dispensando-a, motivadamente, naquelas
contratações em que a natureza do seu objeto torne inviável ou
desnecessário tal detalhamento;
(Relator: Augusto Sherman Cavalcanti; Data do Julgamento: 17/06/2015)

TCU – Acórdão nº 50/2012 – Primeira Câmara


1.7. Recomendar:
1.7.1. à [...], com fundamento no art. 250, inicio III, do Regimento
Interno/TCU, que observe e aplique, na elaboração de editais para
contratação de serviços continuados, os preceitos e modelos de
planilhas de custos e formação de preços previstos na IN/MPOG
nº 2/2008, alterada pelas IN/MPOG nºs 3, 4 e 5/2009, bem como
pela Portaria MPOG nº 7/2011;
(Relator: José Múcio Monteiro; Data do Julgamento: 24/01/2012)

TCU – Acórdão nº 604/2009 – Plenário


Acórdão
9.2.2. com base no art. 250, inciso II, do Regimento Interno do TCU,
nos futuros procedimentos licitatórios realizado pelo órgão: [...]

138
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

9.2.2.5. estime os custos previstos para as contratações, publican-


do-os no Projeto Básico ou no Termo de Referência, por meio da
planilha de custos e formação de preços, conforme disposto no
art. 15, inciso XII, alínea “a”, da Instrução Normativa SLTI/MPOG
02/2008, c/c art. 7º, § 2º, inciso II, da Lei 8.666/93;
(Relator: Augusto Sherman Cavalcanti; Data do Julgamento: 01/04/2009)

TCU – Acórdão nº 2.444/2008 – Plenário


Relatório
4.6.5. Análise: Pelo que se depreende das afirmações do CITEx, as
estimativas de preços foram anexadas ao processo licitatório, con-
forme cópias de fls. 400-467. Todavia, essa documentação não cor-
responde ao orçamento detalhado em planilhas a que alude o art.
7º, § 2º, inciso II, da Lei 8.666/1993. Trata-se de estimativas forneci-
das por várias empresas, cada qual com seu valor. Na realidade, de-
veria a Administração compilar tais dados e confeccionar seu pró-
prio orçamento, o que não restou comprovado no caso em apreço.
[...]
Acórdão
9.4. determinar ao [...] que:
9.4.2. faça constar dos futuros processos licitatórios o orçamento
detalhado em planilhas que expressem a composição de todos os
seus custos unitários, a fim de dar cumprimento ao art. 7º, § 2º,
inciso II, da Lei 8.666/1993;
(Relator: Augusto Sherman Cavalcanti; Data do Julgamento: 05/11/2008)

139
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA – PARTE I

Planilhas que devem instruir o processo de contratação


PLANILHA FUNDAMENTO FINALIDADE
D Principal instrumento para a definição
Planilha 1 – Elaborada pela dos preços estimado e máximo (critérios
Anexo V, Item 2.9, da IN nº
Administração na fase de de aceitabilidade da proposta).
05/2017
planejamento da licitação. D Auxilia na avaliação em torno
da previsão orçamentária.
Planilha 2 – Modelo anexo ao
Anexo VII-A, Itens 6.3 e 7.6, D Modelo para preenchimento
edital a ser preenchido pelos
da IN nº 05/2017 pelos licitantes na licitação.
licitantes.
D Demonstra custos e formação
Planilha 3 – Preenchida pelo dos preços dos licitantes.
licitante vencedor e que retrata a Anexo VII-A, Itens 7.6 e 7.7, D Instrumento para análise da
formação de sua proposta, com da IN nº 05/2017 exequibilidade do preço.
quantitativos e custos unitários. D Auxilia nos processos de repactuação
e alterações contratuais.

140
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

DEFINIÇÃO DE CRITÉRIOS DE ACEITABILIDADE DE PREÇO

Definição dos preços estimado e máximo

Lei nº 8.666/1993
Lei nº 14.133/2021
Art. 59. Serão desclassificadas as Art. 40. O edital conterá no preâmbulo o
propostas que:
[...] número de ordem em série anual, o nome
III – apresentarem preços inexe-
quíveis ou permanecerem acima
da repartição interessada e de seu setor, a
do orçamento estimado para a modalidade, o regime de execução e o tipo
contratação;
[...] da licitação, a menção de que será regida
Art. 61. [...] por esta Lei, o local, dia e hora para recebi-
§ 1º A negociação poderá ser feita
com os demais licitantes, segundo a mento da documentação e proposta, bem
ordem de classificação inicialmente
estabelecida, quando o primeiro
como para início da abertura dos envelo-
colocado, mesmo após a negociação, pes, e indicará, obrigatoriamente, o seguin-
for desclassificado em razão de sua
proposta permanecer acima do preço te:
máximo definido pela Administração.
[...]
X - o critério de aceitabilidade dos preços unitário e global, con-
forme o caso, permitida a fixação de preços máximos e vedados a
fixação de preços mínimos, critérios estatísticos ou faixas de varia-
ção em relação a preços de referência, ressalvado o disposto nos
parágrafos 1º e 2º do art. 48;

141
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

Manifestações do TCU – Preço estimado X Preço máximo


TCU – Acórdão nº 392/2011 – Plenário
Voto
32. A propósito, “orçamento” ou “valor orçado” ou “valor de referên-
cia” ou simplesmente “valor estimado” não se confunde com “preço
máximo”. O valor orçado, a depender de previsão editalícia, pode
eventualmente ser definido como o preço máximo a ser praticado
em determinada licitação, mas não necessariamente. Num dado
certame, por exemplo, o preço máximo poderia ser definido como
o valor orçado acrescido de determinado percentual. São concei-
tos, portanto, absolutamente distintos, que não se confundem.
33. O orçamento deverá ser elaborado (fixado) em quaisquer situ-
ações, haja vista o disposto no art. 7º, § 2º, II (específico para obras
e serviços de engenharia), c/c o art. 40, § 2º, II (aplicado a obras,
serviços - de engenharia ou não - e compras), ambos da Lei de Lici-
tações. Já a fixação do preço máximo está disciplinada no art. 40, X,
da Lei nº 8.666/1993, com a interpretação que lhe foi conferida pela
Súmula TCU nº 259.
(Relator: José Jorge; Data do Julgamento: 16/02/2011)

TCU – Acórdão nº 6.452/2014 – Segunda Câmara


Enunciado
O ‘valor de referência’ ou simplesmente ‘valor estimado’ não se con-
funde com ‘preço máximo’. O valor orçado, a depender de previsão
editalícia, pode eventualmente ser definido como o preço máximo
a ser praticado em determinada licitação, mas não necessariamente.
(Relator: José Jorge; Data do Julgamento: 04/11/2014)

142
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

Definição dos valores máximos unitários e global

IN nº 05/2017
ANEXO V – DIRETRIZES PARA ELABORAÇÃO DO PROJETO BÁSI-
CO (PB) OU TERMO DE REFERÊNCIA (TR)
Devem ser utilizados os modelos de minutas padronizados de Ter-
mos de Referência e Projetos Básicos da Advocacia-Geral União,
observadas as diretrizes dispostas neste anexo.
[...]
2.8 Critérios de seleção do fornecedor:
[...]
d) Definir os critérios de aceitabilidade de preços, com fixação de
preços máximos aceitáveis, tanto globais quanto unitários;

Definição de valores mínimos

Lei nº 8.666/1993
Art. 40. O edital conterá no preâmbulo o número de ordem em
série anual, o nome da repartição interessada e de seu setor, a mo-
dalidade, o regime de execução e o tipo da licitação, a menção de
que será regida por esta Lei, o local, dia e hora para recebimento
da documentação e proposta, bem como para início da abertura
dos envelopes, e indicará, obrigatoriamente, o seguinte:
[...]

143
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

X - o critério de aceitabilidade dos preços unitário e global, con-


forme o caso, permitida a fixação de preços máximos e vedados a
fixação de preços mínimos, critérios estatísticos ou faixas de varia-
ção em relação a preços de referência, ressalvado o disposto nos
parágrafos 1º e 2º do art. 48;

Portaria nº 213/2017
Art. 6º Os valores mínimos visam a garantir a exequibilidade da
contratação, de modo que as propostas com preços próximos ou
inferiores ao mínimo deverão comprovar sua exequibilidade, de
forma inequívoca, sob pena de desclassificação, sem prejuízo do
disposto nos itens 9.2 a 9.6 do Anexo VII-A da Instrução Normativa
nº 5, de 26 de maio de 2017. (Revogada pela Portaria nº 21.262, de
23 de setembro de 2020)

Preço excessivo e preço inexequível

Lei nº 14.133/2021 Lei nº 8.666/1993


Art. 59. Serão desclassificadas as
propostas que: Art. 48. Serão desclassificadas:
I – contiverem vícios insanáveis;
II – não obedecerem às especificações I - as propostas que não atendam às exi-
técnicas pormenorizadas no edital; gências do ato convocatório da licitação;
III – apresentarem preços inexequíveis
ou permanecerem acima do orçamen- II - propostas com valor global superior ao
to estimado para a contratação;
IV – não tiverem sua exequibilidade limite estabelecido ou com preços manifes-
demonstrada, quando exigido pela
Administração;
tamente inexeqüiveis, assim considerados
V – apresentarem desconformidade aqueles que não venham a ter demonstra-
com quaisquer outras exigências do
edital, desde que insanável. da sua viabilidade através de documenta-

144
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

ção que comprove que os custos dos insumos são coerentes com
os de mercado e que os coeficientes de produtividade são com-
patíveis com a execução do objeto do contrato, condições estas
necessariamente especificadas no ato convocatório da licitação.

Lei nº 8.666/1993
Art. 44. No julgamento das propostas, a Comissão levará em con-
sideração os critérios objetivos definidos no edital ou convite, os
quais não devem contrariar as normas e princípios estabelecidos
por esta Lei.
[...]
§ 3º Não se admitirá proposta que apresente preços global ou uni-
tários simbólicos, irrisórios ou de valor zero, incompatíveis com
os preços dos insumos e salários de mercado, acrescidos dos res-
pectivos encargos, ainda que o ato convocatório da licitação não
tenha estabelecido limites mínimos, exceto quando se referirem
a materiais e instalações de propriedade do próprio licitante, para
os quais ele renuncie a parcela ou à totalidade da remuneração.

145
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

DIVULGAÇÃO DOS VALORES ESTIMADO E MÁXIMO NO EDITAL


– ORÇAMENTO SIGILOSO – DISCIPLINA DO DECRETO Nº
10.024/2019 E DA NOVA LEI

Decreto nº 10.024/2019
Lei nº 14.133/2021
Art. 24. Desde que justificado, o
Art. 15. O valor estimado ou o valor máximo
orçamento estimado da contrata-
ção poderá ter caráter sigiloso, sem aceitável para a contratação, se não constar
prejuízo da divulgação do deta-
lhamento dos quantitativos e das
expressamente do edital, possuirá caráter
demais informações necessárias sigiloso e será disponibilizado exclusiva e
para a elaboração das propostas, e,
nesse caso: permanentemente aos órgãos de controle
I – o sigilo não prevalecerá para
externo e interno.
os órgãos de controle interno e
externo;
§ 1º O caráter sigiloso do valor estimado ou
II – (VETADO.)
Parágrafo único. Na hipótese de do valor máximo aceitável para a contrata-
licitação em que for adotado o
critério de julgamento por maior
ção será fundamentado no § 3º do art. 7º da
desconto, o preço estimado ou Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011, e
o máximo aceitável constará do
edital da licitação. no art. 20 do Decreto nº 7.724, de 16 de maio
de 2012.
§ 2º Para fins do disposto no caput, o valor estimado ou o valor
máximo aceitável para a contratação será tornado público apenas
e imediatamente após o encerramento do envio de lances, sem
prejuízo da divulgação do detalhamento dos quantitativos e das
demais informações necessárias à elaboração das propostas.

146
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

CONTEÚDO DAS PROPOSTAS

Descrição técnica – O que deve constar na proposta do licitante e a


possibilidade de realização de diligências no julgamento

Lei nº 8.666/1993
Lei nº 14.133/2021
Art. 59. Serão desclassificadas as Art. 48. Serão desclassificadas:
propostas que:
I – contiverem vícios insanáveis; I - as propostas que não atendam às exigên-
[...]
V – apresentarem desconfor-
cias do ato convocatório da licitação;
midade com quaisquer outras
exigências do edital, desde que
insanável. Decreto nº 10.024/2019
[...]
Art. 47. O pregoeiro poderá, no julgamento
§ 2º A Administração poderá
realizar diligências para aferir a
da habilitação e das propostas, sanar erros ou
exequibilidade das propostas ou
falhas que não alterem a substância das pro-
exigir dos licitantes que ela seja
demonstrada, conforme disposto
postas, dos documentos e sua validade jurí-
no inciso IV do caput deste artigo.
dica, mediante decisão fundamentada, regis-
trada em ata e acessível aos licitantes, e lhes
atribuirá validade e eficácia para fins de habilitação e classificação,
observado o disposto na Lei nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999.
Parágrafo único. Na hipótese de necessidade de suspensão da
sessão pública para a realização de diligências, com vistas ao sa-
neamento de que trata o caput, a sessão pública somente poderá
ser reiniciada mediante aviso prévio no sistema com, no mínimo,
vinte e quatro horas de antecedência, e a ocorrência será registra-
da em ata.

147
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA –


PARTE II

DEFINIÇÃO DO PROCEDIMENTO – LICITAÇÃO OU


CONTRATAÇÃO DIRETA

Constituição Federal
Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos
Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municí-
pios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, mo-
ralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:
[...]
XXI - ressalvados os casos especificados na legislação, as obras,
serviços, compras e alienações serão contratados mediante pro-
cesso de licitação pública que assegure igualdade de condições
a todos os concorrentes, com cláusulas que estabeleçam obriga-
ções de pagamento, mantidas as condições efetivas da proposta,
nos termos da lei, o qual somente permitirá as exigências de qua-
lificação técnica e econômica indispensáveis à garantia do cum-
primento das obrigações.

148
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

Dispensa de Inexigibilidade
licitação de licitação

Adesão à ata Regime de


de SRP EXCEÇÕES AO adiantamento

DEVER DE LICITAR

Doutrina – Gustavo Schiefler e Gustavo Justino de Oliveira


Em outras palavras, não se pode considerar que a contratação di-
reta configura um procedimento menos nobre ou mais arriscado
quando o ordenamento jurídico brasileiro lhe prescreve as hipó-
teses cabíveis. Pelo contrário, as hipóteses de contratação direta
existem justamente porque configuram, para aquelas situações, a
forma mais eficiente e coerente para que determinada necessida-
de pública seja satisfeita.
Embora haja uma evidente preferência pela aplicação da licita-
ção pública como condicionante para a celebração dos contratos
administrativos, essa preferência não se transfere para os casos
ressalvados na legislação.
O que ocorre é o oposto, quando a legislação ressalva da licita-
ção alguma hipótese de contratação, surge uma preferência pelo
modelo de contratação direta, e a própria realização da licitação
pública deve ser detalhadamente motivada.
(SCHIEFLER, Gustavo; OLIVEIRA, Gustavo Justino de. Contratação
de serviços técnicos especializados por inexigibilidade de
licitação pública. Curitiba: Zênite, 2015. p. 70-71)
149
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

Doutrina – Luiz Fernando Coelho


Exceptiones sunt strictissimae interpretatione – ‘as exceções são
interpretadas estritissimamente’. Em outras palavras: as leis gerais
interpretam-se extensivamente; as especiais e as excepcionais,
restritivamente. Outro brocardo, com idêntico fundamento, afir-
ma que as disposições derrogatórias do direito comum interpre-
tam-se restritivamente, confirmando a regra fundada na relação
lógica entre a qualidade e a quantidade.
(COELHO, Luiz Fernando. Aulas de introdução ao direito. Barueri: Manole, 2004.)

Definição da modalidade de licitação, do critério de julgamento e dos


modos de disputa – Novidades da nova Lei

Decreto nº 10.024/2019
Lei nº 14.133/2021
Art. 6º Para os fins desta Lei, conside- Art. 1º Este Decreto regulamenta a licita-
ram-se:
[...] ção, na modalidade de pregão, na forma
XXXVIII – concorrência: modalidade
eletrônica, para a aquisição de bens e a
de licitação para contratação de bens e
serviços especiais e de obras e serviços contratação de serviços comuns, incluídos
comuns e especiais de engenharia, cujo
critério de julgamento poderá ser: os serviços comuns de engenharia, e dis-
a) menor preço; põe sobre o uso da dispensa eletrônica, no
b) melhor técnica ou conteúdo artístico;
c) técnica e preço; âmbito da administração pública federal.
d) maior retorno econômico;
e) maior desconto; § 1º A utilização da modalidade de pre-
[...]
gão, na forma eletrônica, pelos órgãos
XLI – pregão: modalidade de licitação
obrigatória para aquisição de bens e da administração pública federal direta,
serviços comuns, cujo critério de julga-
mento poderá ser o de menor preço ou
pelas autarquias, pelas fundações e pelos
o de maior desconto; fundos especiais é obrigatória.
[...]
150
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

§ 4º Será admitida, excepcionalmente, mediante prévia justifica-


tiva da autoridade competente, a utilização da forma de pregão
presencial nas licitações de que trata o caput ou a não adoção do
sistema de dispensa eletrônica, desde que fique comprovada a
inviabilidade técnica ou a desvantagem para a administração na
realização da forma eletrônica.

Modalidades de licitação previstas na Lei nº 14.133/2021 aplicadas


para a contratação de compras e serviços

PREGÃO CONCORRÊNCIA

Prazo de
publicidade

DIFERENÇAS

Agente
Cabimento
responsável

151
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

Lei nº 14.133/2021
CAPÍTULO III - DAS DEFINIÇÕES
Art. 6º Para os fins desta Lei, consideram-se:
[...]
XXXVIII – concorrência: modalidade de licitação para contratação
de bens e serviços especiais e de obras e serviços comuns e espe-
ciais de engenharia, cujo critério de julgamento poderá ser:
a) menor preço;
b) melhor técnica ou conteúdo artístico;
c) técnica e preço;
d) maior retorno econômico;
e) maior desconto;
[...]
XLI – pregão: modalidade de licitação obrigatória para aquisição
de bens e serviços comuns, cujo critério de julgamento poderá ser
o de menor preço ou o de maior desconto;
[...]
Art. 29. A concorrência e o pregão seguem o rito procedimental
comum a que se refere o art. 17 desta Lei, adotando-se o pregão
sempre que o objeto possuir padrões de desempenho e qualida-
de que possam ser objetivamente definidos pelo edital, por meio
de especificações usuais de mercado.
Parágrafo único. O pregão não se aplica às contratações de servi-
ços técnicos especializados de natureza predominantemente in-

152
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

telectual e de obras e serviços de engenharia, exceto os serviços


de engenharia de que trata a alínea “a” do inciso XXI do caput do
art. 6º desta Lei.
[...]
Art. 55. Os prazos mínimos para apresentação de propostas e lan-
ces, contados a partir da data de divulgação do edital de licitação,
são de:
[...]
II – no caso de serviços e obras:
a) 10 (dez) dias úteis, quando adotados os critérios de julgamento
de menor preço ou de maior desconto, no caso de serviços co-
muns e de obras e serviços comuns de engenharia;
b) 25 (vinte e cinco) dias úteis, quando adotados os critérios de
julgamento de menor preço ou de maior desconto, no caso de
serviços especiais e de obras e serviços especiais de engenharia;
c) 60 (sessenta) dias úteis, quando o regime de execução for de
contratação integrada;
d) 35 (trinta e cinco) dias úteis, quando o regime de execução for
o de contratação semi-integrada ou nas hipóteses não abrangi-
das pelas alíneas “a”, “b” e “c” deste inciso;

153
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

Lei nº 14.133/2021
Art. 8º A licitação será conduzida por agente de contratação, pessoa
designada pela autoridade competente, entre servidores efetivos
ou empregados públicos dos quadros permanentes da Administra-
ção Pública, para tomar decisões, acompanhar o trâmite da licita-
ção, dar impulso ao procedimento licitatório e executar quaisquer
outras atividades necessárias ao bom andamento do certame até a
homologação.
[...]
§ 2º Em licitação que envolva bens ou serviços especiais, desde
que observados os requisitos estabelecidos no art. 7º desta Lei,
o agente de contratação poderá ser substituído por comissão de
contratação formada por, no mínimo, 3 (três) membros, que res-
ponderão solidariamente por todos os atos praticados pela co-
missão, ressalvado o membro que expressar posição individual
divergente fundamentada e registrada em ata lavrada na reunião
em que houver sido tomada a decisão.
[...]
§ 4º Em licitação que envolva bens ou serviços especiais cujo ob-
jeto não seja rotineiramente contratado pela Administração, po-
derá ser contratado, por prazo determinado, serviço de empresa
ou de profissional especializado para assessorar os agentes públi-
cos responsáveis pela condução da licitação.
§ 5º Em licitação na modalidade pregão, o agente responsável
pela condução do certame será designado pregoeiro.

154
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

MODOS DE DISPUTA – LEI Nº 14.133/2021

MODOS DE DISPUTA

ABERTO FECHADO COMBINADO

As propostas
Lances sucessivos, permanecerão em
crescentes ou sigilo até a data e a
decrescentes hora designadas para
sua divulgação

Vedado para: Vedado para:


Técnica e preço Menor preço
Maior desconto

Lei nº 14.133/2021
Art. 56. O modo de disputa poderá ser, isolada ou conjuntamente:
I – aberto, hipótese em que os licitantes apresentarão suas pro-
postas por meio de lances públicos e sucessivos, crescentes ou
decrescentes;
II – fechado, hipótese em que as propostas permanecerão em si-
gilo até a data e hora designadas para sua divulgação.
§ 1º A utilização isolada do modo de disputa fechado será vedada
quando adotados os critérios de julgamento de menor preço ou
de maior desconto.

155
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

§ 2º A utilização do modo de disputa aberto será vedada quando


adotado o critério de julgamento de técnica e preço.
§ 3º Serão considerados intermediários os lances:
I – iguais ou inferiores ao maior já ofertado, quando adotado o
critério de julgamento de maior lance;
II – iguais ou superiores ao menor já ofertado, quando adotados
os demais critérios de julgamento.

Modos de disputa – Decreto nº 10.024/2019

Decreto nº 10.024/2019
Art. 31. Serão adotados para o envio de lances no pregão eletrô-
nico os seguintes modos de disputa:
I - aberto - os licitantes apresentarão lances públicos e sucessivos,
com prorrogações, conforme o critério de julgamento adotado no
edital; ou
II - aberto e fechado - os licitantes apresentarão lances públicos e
sucessivos, com lance final e fechado, conforme o critério de jul-
gamento adotado no edital.
Parágrafo único. No modo de disputa aberto, o edital preverá in-
tervalo mínimo de diferença de valores ou de percentuais entre
os lances, que incidirá tanto em relação aos lances intermediários
quanto em relação ao lance que cobrir a melhor oferta.

156
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

Definição do modo de disputa

Decreto nº 10.024/2019
Art. 14. No planejamento do pregão, na forma eletrônica, será ob-
servado o seguinte:
[...]
III - elaboração do edital, que estabelecerá os critérios de julga-
mento e a aceitação das propostas, o modo de disputa e, quando
necessário, o intervalo mínimo de diferença de valores ou de per-
centuais entre os lances, que incidirá tanto em relação aos lances
intermediários quanto em relação ao lance que cobrir a melhor
oferta;

157
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

Modo de disputa aberto

MODO DE DISPUTA ABERTO

Início da fase de lances públicos e sucessivos (art. 31, inc. I).


O edital deve definir o intervalo de diferença entre os lances,
seja quanto aos lances intermediários, seja quanto ao lance
que cobrirá a melhor oferta (art. 31, parágrafo único).

Disputa inicial: 10 minutos


(art. 32)

Se houver lances nos últimos Essa prorrogação ocorrerá


2 minutos, o sistema automaticamente sempre
prorrogará automaticamente que houver lances
por + 2 minutos (art. 32). (inclusive intermediários)
nesse período
de prorrogação
Encerrada a sessão sem (art. 32, § 1º).
prorrogação automática, o
pregoeiro poderá, mediante
Não havendo novos lances,
justificativa, reiniciar a
o sistema encerrará
etapa de envio de lances
a disputa (art. 32, § 2º).
(art. 32, § 3º).

158
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

Decreto nº 10.024/2019
Art. 32. No modo de disputa aberto, de que trata o inciso I do ca-
put do art. 31, a etapa de envio de lances na sessão pública durará
dez minutos e, após isso, será prorrogada automaticamente pelo
sistema quando houver lance ofertado nos últimos dois minutos
do período de duração da sessão pública.
§ 1º A prorrogação automática da etapa de envio de lances, de
que trata o caput, será de dois minutos e ocorrerá sucessivamente
sempre que houver lances enviados nesse período de prorroga-
ção, inclusive quando se tratar de lances intermediários.
§ 2º Na hipótese de não haver novos lances na forma estabeleci-
da no caput e no § 1º, a sessão pública será encerrada automati-
camente.
§ 3º Encerrada a sessão pública sem prorrogação automática
pelo sistema, nos termos do disposto no § 1º, o pregoeiro poderá,
assessorado pela equipe de apoio, admitir o reinício da etapa de
envio de lances, em prol da consecução do melhor preço disposto
no parágrafo único do art. 7º, mediante justificativa.

159
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

MODO DE DISPUTA ABERTO E FECHADO

MODO DE DISPUTA
ABERTO E FECHADO
Início da fase de lances Sistema avisará o fechamento
públicos e sucessivos iminente dos lances. Em um prazo
com duração de aleatório de até 10 minutos após
15 minutos o aviso, encerrará automaticamente
(art. 31, inc. II, e art. 33). o recebimento de lances (art. 33, § 1º).

Ausente pelo menos 3


ofertas com valor até Encerrado o recebimento de lances,
10% acima da menor, o autor do menor preço e os autores
serão convocados até, no
das propostas com valores até 10%
máximo, 3 licitantes, na
ordem de classificação, acima daquele poderão ofertar um
que poderão ofertar lance lance final e fechado em até
final e fechado em até 5 minutos (art. 33, § 2º).
5 minutos (art. 33, §3º).

Ausente lance final e fechado, será


O sistema ordenará os reaberta a fase de lances para os
lances em ordem demais, até o máximo de 3, para o
crescente de lance final e fechado - 5 minutos.
vantajosidade Os lances oferecidos pelos licitantes
(art. 33, § 4º). nessa etapa serão sigilosos até o final
do prazo de 5 minutos (art. 33, § 5º).

O pregoeiro poderá motivar a reabertura do prazo de 5 minutos


para novos lances fechados caso não haja licitante classificado
na etapa de lance fechado que atenda às exigências
de habilitação.
Deverá convocar até, no máximo, 3 na ordem de classificação
(art. 33, § 6º).

160
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

Decreto nº 10.024/2019
Art. 33. No modo de disputa aberto e fechado, de que trata o
inciso II do caput do art. 31, a etapa de envio de lances da sessão
pública terá duração de quinze minutos.
§ 1º Encerrado o prazo previsto no caput, o sistema encaminhará
o aviso de fechamento iminente dos lances e, transcorrido o perí-
odo de até dez minutos, aleatoriamente determinado, a recepção
de lances será automaticamente encerrada.
§ 2º Encerrado o prazo de que trata o § 1º, o sistema abrirá a
oportunidade para que o autor da oferta de valor mais baixo e
os autores das ofertas com valores até dez por cento superiores
àquela possam ofertar um lance final e fechado em até cinco mi-
nutos, que será sigiloso até o encerramento deste prazo.
§ 3º Na ausência de, no mínimo, três ofertas nas condições de que
trata o § 2º, os autores dos melhores lances subsequentes, na or-
dem de classificação, até o máximo de três, poderão oferecer um
lance final e fechado em até cinco minutos, que será sigiloso até o
encerramento do prazo.
§ 4º Encerrados os prazos estabelecidos nos § 2º e § 3º, o sistema
ordenará os lances em ordem crescente de vantajosidade.
§ 5º Na ausência de lance final e fechado classificado nos termos
dos § 2º e § 3º, haverá o reinício da etapa fechada para que os
demais licitantes, até o máximo de três, na ordem de classifica-
ção, possam ofertar um lance final e fechado em até cinco minu-
tos, que será sigiloso até o encerramento deste prazo, observado,
após esta etapa, o disposto no § 4º.

161
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

§ 6º Na hipótese de não haver licitante classificado na etapa de


lance fechado que atenda às exigências para habilitação, o prego-
eiro poderá, auxiliado pela equipe de apoio, mediante justificati-
va, admitir o reinício da etapa fechada, nos termos do disposto no
§ 5º.

CABIMENTO E VANTAGENS DO SISTEMA DE REGISTRO DE


PREÇOS – ASPECTOS PONTUAIS DE ACORDO COM O DECRETO
Nº 7.892/2013

Natureza jurídica e cabimento do Sistema de Registro de Preços


Contratação de
serviços remunerados
por unidade de medida
ou em regime de Atendimento
Previsão de
tarefa a mais de um órgão ou
entregas
entidade, ou a programas
parceladas
de governo

Impossibilidade de
Necessidade CABIMENTO DO definir previamente o
de contratações SRP quantitativo a ser
frequentes demandado pela
Administração

162
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

Lei nº 14.133/2021
Decreto nº 7.892/2013
Art. 6º Para os fins desta Lei,
consideram-se:
Art. 2º Para os efeitos deste Decreto, são
[...] adotadas as seguintes definições:
XLV – sistema de registro de preços:
conjunto de procedimentos para rea- I - Sistema de Registro de Preços - conjunto
lização, mediante contratação direta
ou licitação nas modalidades pregão de procedimentos para registro formal de
ou concorrência, de registro formal de preços relativos à prestação de serviços e
preços relativos a prestação de servi-
ços, a obras e a aquisição e locação de aquisição de bens, para contratações futu-
bens para contratações futuras;
ras;
II - ata de registro de preços - documento vinculativo, obrigacio-
nal, com característica de compromisso para futura contratação,
em que se registram os preços, fornecedores, órgãos participan-
tes e condições a serem praticadas, conforme as disposições con-
tidas no instrumento convocatório e propostas apresentadas;
Art. 3º O Sistema de Registro de Preços poderá ser adotado nas
seguintes hipóteses:
I - quando, pelas características do bem ou serviço, houver neces-
sidade de contratações frequentes;
II - quando for conveniente a aquisição de bens com previsão de
entregas parceladas ou contratação de serviços remunerados por
unidade de medida ou em regime de tarefa;
III - quando for conveniente a aquisição de bens ou a contratação
de serviços para atendimento a mais de um órgão ou entidade,
ou a programas de governo; ou
IV - quando, pela natureza do objeto, não for possível definir pre-
viamente o quantitativo a ser demandado pela Administração.

163
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

TCE/SP – TC-000755/989/12-6
Voto
Dessarte, a característica singular do sistema de registro de pre-
ços é a aquisição de bens ou contratação de serviços, de forma
futura e eventual, todas às vezes e nas quantidades flexibilizadas
que a Administração necessitar, ou seja, não há definição precisa
e exata das contratações vindouras.
(Relator: Silvia Monteiro; Data do Julgamento: 15/08/2012)

TCU – Boletim de Jurisprudência nº 86


Acórdão nº 1.443/2015 Plenário (Representação, Relator Mi-
nistro Vital do Rêgo)
Licitação. Registro de preços. Cabimento.
Afronta os princípios da razoabilidade e da finalidade a utilização,
pelo órgão gerenciador, do sistema de registro de preços para re-
alização de contratação única e integral do objeto registrado, oca-
sionando a extinção da ata na primeira contratação.

Planejamento x decisão de pegar carona – Procedimento e


formalidades

Decreto nº 7.892/2013
Art. 22. Desde que devidamente justificada a vantagem, a ata de
registro de preços, durante sua vigência, poderá ser utilizada por
qualquer órgão ou entidade da administração pública federal que
não tenha participado do certame licitatório, mediante anuência
do órgão gerenciador.

164
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

TCU – Acórdão nº 721/2016 –


Plenário
Enunciado
Nas contratações pelo sistema de registro
de preços (SRP), deve o órgão interessado
priorizar sua participação na fase inicial da
Lei nº 14.133/2021
Art. 86. [...] licitação, de modo a integrar a ata de regis-
§ 2º Se não participarem do procedi-
tro de preços na qualidade de participante.
mento previsto no caput deste artigo,
os órgãos e entidades poderão aderir à Apenas de forma excepcional deve utilizar
ata de registro de preços na condição
de não participantes, observados os
a adesão à ata prevista no art. 22 do Decre-
seguintes requisitos: to 7.892/2013.
I – apresentação de justificativa da
vantagem da adesão, inclusive em (Relator: Vital do Rêgo; Data do
situações de provável desabasteci- Julgamento: 30/03/2016)
mento ou descontinuidade de serviço
público;
II – demonstração de que os valores
TCU – Acórdão nº 2.842/2016 –
registrados estão compatíveis com os
valores praticados pelo mercado na Plenário
forma do art. 23 desta Lei;
III – prévias consulta e aceitação do Enunciado
órgão ou entidade gerenciadora e do
fornecedor. A utilização do sistema de registro de pre-
ços deve estar adstrita às hipóteses auto-
rizadoras, sendo a adesão medida excep-
cional. Tanto a utilização como a adesão
devem estar fundamentadas e não podem
decorrer de mero costume ou liberalidade.
(Relator: Bruno Dantas;
Data do Julgamento: 09/11/2016)

165
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

PASSO A PASSO PARA ADESÃO À ATA DE REGISTRO DE PREÇOS

1) Elaboração de termo de referência, do qual


necessariamente deverá constar:

a) diagnóstico da necessidade administrativa;


b) caracterização da solução a ser contratada;
c) motivação técnica capaz de justificar a adequação do objeto e das
condições registradas em ata em vista da necessidade administrativa;
d) pesquisa de preços apta a demonstrar a compatibilidade dos valores a
serem contratados com aqueles correntes no mercado fornecedor;
e) motivação da vantajosidade do procedimento de adesão em vista de
eventual instauração de procedimento licitatório específico.

2) Realização de consulta ao órgão gerenciador para obtenção de


autorização para adesão e indicação do fornecedor.
Obs: o órgão gerenciador poderá avaliar o remanejamento das
quantidades previstas dos órgãos participantes para os órgãos não
participantes/caronas, nos termos da IN nº 6/2014 do MPOG.

3) Consulta e anuência do fornecedor.

4) Manifestação da assessoria jurídica do órgão não


participante/aderente

5) Observação das condições fixadas em ata, da quantidade


autorizada pelo gerenciador para adesão e celebração da contratação
em até 90 dias, observado o prazo de vigência da ata.

Obs: o órgão gerenciador da ata poderá autorizar, excepcional e


justificadamente, a prorrogação do prazo de 90 dias, respeitado o prazo
de vigência, quando solicitada pelo órgão aderente à ata (art. 5º, inc. XI,
do Decreto nº 7.892/2013, alterado pelo Decreto nº 8.250/2014).

166
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

TCU – Acórdão nº 1.233/2012 – Plenário


Acórdão
9.3. determinar, com fundamento na Lei 8.443/1992, art. 43, inci-
so I, c/c RITCU, art. 250, inciso II, à Secretaria de Logística e Tecno-
logia da Informação (SLTI/MP) que:
[...]
9.3.3. quando realizarem adesão à ata de registro de preços aten-
tem que:
9.3.3.1. o planejamento da contratação é obrigatório, sendo que
se o objeto for solução de TI, caso seja integrante do Sisp, deve
executar o processo de planejamento previsto na IN - SLTI/MP
4/2010 (IN - SLTI/MP 4/2010, art. 18, inciso III) ou, caso não o seja,
realizar os devidos estudos técnicos preliminares (Lei 8.666/1993,
art. 6º, inciso IX);
9.3.3.2. devem demonstrar formalmente a vantajosidade da ade-
são, nos termos do Decreto 3.931/2001, art. 8º;
9.3.3.3. as regras e condições estabelecidas no certame que ori-
ginou a ata de registro de preços devem ser conformes as neces-
sidades e condições determinadas na etapa de planejamento da
contratação (Lei 8.666/1993, art. 6º, inciso IX, alínea d, c/c o art. 3º,
§ 1º, inciso I, e Lei 10.520/2002, art. 3º, inciso II);
(Relator: Aroldo Cedraz; Data do Julgamento: 23/05/2012)

167
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

TCU – Acórdão nº 1.823/2017 – Plenário


Enunciado
A adesão a ata de registro de preços deve ser justificada pelo ór-
gão não participante mediante detalhamento das necessidades
que pretende suprir por meio do contrato e demonstração da sua
compatibilidade com o objeto discriminado na ata, não servindo
a esse propósito a mera reprodução, parcial ou integral, do plano
de trabalho do órgão gerenciador. A comprovação da vantagem
da adesão deve estar evidenciada pelo confronto entre os preços
unitários dos bens e serviços constantes da ata de registro de pre-
ços e referenciais válidos de mercado.
(Relator: Walton Alencar Rodrigues; Data do Julgamento: 23/08/2017)

TCU – Acórdão nº 2.877/2017 – Plenário


Enunciado
A adesão a ata de registro de preços (carona) está condicionada,
entre outros requisitos (art. 22 do Decreto 7.892/2013), à com-
provação da adequação do objeto registrado às reais necessida-
des do órgão ou da entidade aderente e à vantagem do preço
registrado em relação aos preços praticados no mercado onde o
serviço será prestado.
(Relator: Augusto Nardes; Data do Julgamento: 12/12/2017)

168
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

TCU – Acórdão nº 2.764/2010 – Plenário


Acórdão
9.2. determinar ao [...] que:
9.2.1. formalize, previamente às contratações por meio de Adesão
à Ata de Registro de Preços, o termo de caracterização do objeto
a ser adquirido, bem como apresente as justificativas contendo o
diagnóstico da necessidade da aquisição e da adequação do ob-
jeto aos interesses da Administração, em obediência ao disposto
nos art. 14 e 15, § 7º, inciso II, da Lei nº 8.666/1993;
9.2.2. providencie pesquisa de preço com vistas a verificar a com-
patibilidade dos valores dos bens a serem adquiridos com os pre-
ços de mercado e a comprovar a vantagem para a Administração,
mesmo no caso de aproveitamento de Ata de Registro de Preços
de outro órgão da Administração Pública, em cumprimento ao
art. 15, § 1º, da Lei nº 8.666/1993;
(Relator: Marcos Bemquerer Costa; Data do Julgamento: 13/10/2010)

TCU – Acórdão nº 2.557/2010 – Segunda Câmara


1.5. Alertar ao [...] que:
1.5.4. abstenha-se de aderir a atas de registro de preços cujos obje-
tos possuam diferenças essenciais em relação às necessidades de-
monstradas por essa autarquia, a exemplo do ocorrido quando da
adesão à Ata de Registro de Preços do Pregão Eletrônico nº 22/2006,
do Ministério do Exército, por violar o disposto no § 1º do art. 54 da
Lei nº 8.666/1993, c/c o art. 8º do Decreto nº 3.931/2001;
(Relator: José Jorge; Data do Julgamento: 25/05/2010)

169
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

Lista de verificação (checklist) – Adesão a Sistema de Registro de


Preços (*) – Carona
Processo nº: ______________________________________

ATOS ADMINISTRATIVOS E SIM/


FOLHA OBS.
DOCUMENTOS A SEREM VERIFICADOS NÃO

1. Pretendendo a adesão à ata de registro


de preços instituída por órgão federal, há
verificação de que esta foi instituída na
vigência do Decreto nº 7.892/2013 e que
admite adesão?

2. Se o aderente é um órgão federal, há


verificação de que a ata a que ele pretende
aderir foi instituída por órgão ou entidade
federal?
3. Foi aberto processo administrativo
devidamente autuado, protocolado
e numerado para formalização da
contratação por adesão?
4. Consta a solicitação/requisição do
objeto, elaborada pelo agente ou setor
competente?
5. A autoridade competente justificou a
necessidade da contratação, demonstrando
seu alinhamento com o planejamento da
instituição?
6. Foi juntada cópia da ata de registro
de preços a que se pretende aderir para
verificação de sua validade e certificação
quanto ao objeto registrado?

170
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

ATOS ADMINISTRATIVOS E SIM/


FOLHA OBS.
DOCUMENTOS A SEREM VERIFICADOS NÃO

7. Existe justificativa demonstrando a


adequação do objeto e das condições
registradas em ata à demanda da
Administração?
8. Existe justificativa demonstrando a
vantajosidade da contratação por adesão
quando comparada a uma contratação por
licitação?
9. Foi demonstrada a vantajosidade do
procedimento com base em pesquisa de
preços de mercado realizada a partir de
critérios e técnica adequados?
10. Foi elaborado termo de referência para
consolidar as informações indispensáveis
para o adequado planejamento da
contratação por adesão (objeto e
procedimento)?
11. Consta a aprovação motivada do termo
de referência pela autoridade competente?
12. Foi realizada a necessária consulta
ao órgão gerenciador da ata de registro
de preços, informando os quantitativos
pretendidos, para fins de verificação da
possibilidade de adesão e de indicação do
fornecedor?

13. Consta dos autos a resposta afirmativa


do órgão gerenciador, de modo a indicar a
quantidade permitida para adesão?

171
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

ATOS ADMINISTRATIVOS E SIM/


FOLHA OBS.
DOCUMENTOS A SEREM VERIFICADOS NÃO

14. Foi realizada a necessária consulta


ao fornecedor, para indagá-lo acerca do
interesse de celebrar a contratação por
adesão, nos termos registrados em ata, de
acordo com a quantidade pretendida?
15. Consta dos autos a resposta afirmativa
do fornecedor?
16. Existe autorização do gestor para que
a aquisição ocorra pela adesão à ata de
registro de preços?
17. Foi verificada a possibilidade de celebrar
a contratação dentro do prazo de vigência
da ata, observado o limite máximo de
90 dias contados da data da autorização
expedida pelo órgão gerenciador?
18. Consta demonstração da existência de
dotação orçamentária para cobrir a despesa
com a contratação pretendida?

(*) Elaborada pela Equipe Técnica da Zênite, com base no modelo criado pelo
grupo de trabalho instituído pela Portaria AGU nº 1.161/2010.1

1
Disponível em: <http://www.agu.gov.br/page/content/detail/id_conteudo/165232>. Acesso em: 26 maio 2018.

172
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

DEFINIÇÃO DOS DOCUMENTOS DE HABILITAÇÃO

Vedações de ordem pessoal

Lei nº 14.133/2021 Lei nº 8.666/1993


Art. 14. Não poderão disputar licitação ou participar da
execução de contrato, direta ou indiretamente: Art. 9º Não poderá participar,
I – autor do anteprojeto, do projeto básico ou do projeto
executivo, pessoa física ou jurídica, quando a licitação direta ou indiretamente, da li-
versar sobre obra, serviços ou fornecimento de bens a ele
relacionados;
citação ou da execução de obra
II – empresa, isoladamente ou em consórcio, respon- ou serviço e do fornecimento de
sável pela elaboração do projeto básico ou do projeto
executivo, ou empresa da qual o autor do projeto seja bens a eles necessários:
dirigente, gerente, controlador, acionista ou detentor de
mais de 5% (cinco por cento) do capital com direito a I - o autor do projeto, básico ou
voto, responsável técnico ou subcontratado, quando a executivo, pessoa física ou jurídi-
licitação versar sobre obra, serviços ou fornecimento de
bens a ela necessários; ca;
III – pessoa física ou jurídica que se encontre, ao tempo
da licitação, impossibilitada de participar da licitação em II - empresa, isoladamente ou em
decorrência de sanção que lhe foi imposta;
consórcio, responsável pela elabo-
IV – aquele que mantenha vínculo de natureza técnica,
comercial, econômica, financeira, trabalhista ou civil com ração do projeto básico ou execu-
dirigente do órgão ou entidade contratante ou com agen-
te público que desempenhe função na licitação ou atue tivo ou da qual o autor do projeto
na fiscalização ou na gestão do contrato, ou que deles seja dirigente, gerente, acionista
seja cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, co-
lateral ou por afinidade, até o terceiro grau, devendo essa ou detentor de mais de 5% (cinco
proibição constar expressamente do edital de licitação;
por cento) do capital com direito
V – empresas controladoras, controladas ou coligadas,
nos termos da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, a voto ou controlador, responsável
concorrendo entre si;
VI – pessoa física ou jurídica que, nos 5 (cinco) anos técnico ou subcontratado;
anteriores à divulgação do edital, tenha sido condenada
judicialmente, com trânsito em julgado, por exploração
III - servidor ou dirigente de ór-
de trabalho infantil, por submissão de trabalhadores a gão ou entidade contratante ou
condições análogas às de escravo ou por contratação
de adolescentes nos casos vedados pela legislação responsável pela licitação.
trabalhista.

173
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

§ 1º O impedimento de que trata o inciso III do caput deste § 1º É permitida a participação


artigo será também aplicado ao licitante que atue em do autor do projeto ou da em-
substituição a outra pessoa, física ou jurídica, com o intuito
de burlar a efetividade da sanção a ela aplicada, inclusive presa a que se refere o inciso II
a sua controladora, controlada ou coligada, desde que de-
deste artigo, na licitação de obra
vidamente comprovado o ilícito ou a utilização fraudulenta
da personalidade jurídica do licitante. ou serviço, ou na execução, como
§ 2º A critério da Administração e exclusivamente a seu
serviço, o autor dos projetos e a empresa a que se referem consultor ou técnico, nas funções
os incisos I e II do caput deste artigo poderão participar no de fiscalização, supervisão ou
apoio das atividades de planejamento da contratação, de
execução da licitação ou de gestão do contrato, desde que gerenciamento, exclusivamente
sob supervisão exclusiva de agentes públicos do órgão ou
a serviço da Administração inte-
entidade.
§ 3º Equiparam-se aos autores do projeto as empresas ressada.
integrantes do mesmo grupo econômico.
§ 4º O disposto neste artigo não impede a licitação ou a § 2º O disposto neste artigo não
contratação de obra ou serviço que inclua como encargo
do contratado a elaboração do projeto básico e do projeto
impede a licitação ou contrata-
executivo, nas contratações integradas, e do projeto ção de obra ou serviço que inclua
executivo, nos demais regimes de execução.
§ 5º Em licitações e contratações realizadas no âmbito de a elaboração de projeto executi-
projetos e programas parcialmente financiados por agên-
vo como encargo do contratado
cia oficial de cooperação estrangeira ou por organismo
financeiro internacional com recursos do financiamento ou ou pelo preço previamente fixa-
da contrapartida nacional, não poderá participar pessoa
física ou jurídica que integre o rol de pessoas sancionadas
do pela Administração.
por essas entidades ou que seja declarada inidônea nos
termos desta Lei.
§ 3º Considera-se participação
indireta, para fins do disposto
neste artigo, a existência de qualquer vínculo de natureza técnica,
comercial, econômica, financeira ou trabalhista entre o autor do
projeto, pessoa física ou jurídica, e o licitante ou responsável pe-
los serviços, fornecimentos e obras, incluindo-se os fornecimen-
tos de bens e serviços a estes necessários.
§ 4º O disposto no parágrafo anterior aplica-se aos membros da
comissão de licitação.

174
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

Decreto nº 9.507/2018
Vedação de caráter geral
Art. 5º É vedada a contratação, por órgão ou entidade de que tra-
ta o art. 1º, de pessoa jurídica na qual haja administrador ou sócio
com poder de direção que tenham relação de parentesco com:
I - detentor de cargo em comissão ou função de confiança que
atue na área responsável pela demanda ou pela contratação; ou
II - autoridade hierarquicamente superior no âmbito de cada ór-
gão ou entidade.

175
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA – PARTE I

REQUISITOS E DOCUMENTOS DE HABILITAÇÃO

Lei nº 8.666/1993 Fiscal, social e


Art. 27. Para a habilitação nas licitações exigir-se-á dos Técnica trabalhista
interessados, exclusivamente, documentação relativa a:
I - habilitação jurídica;
II - qualificação técnica;
III - qualificação econômico-financeira;
IV - regularidade fiscal.
IV – regularidade fiscal e trabalhista; (Redação dada
Jurídica Econômico-financeira
pela Lei nº 12.440, de 2011) HABILITAÇÃO
V – cumprimento do disposto no inciso XXXIII do art.
7º da Constituição Federal. (Incluído pela Lei nº 9.854,
de 1999)

176
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

Lei nº 14.133/2021
Art. 62. A habilitação é a fase da licitação em que se verifica o
conjunto de informações e documentos necessários e suficientes
para demonstrar a capacidade do licitante de realizar o objeto da
licitação, dividindo-se em:
I – jurídica;
II – técnica;
III – fiscal, social e trabalhista;
IV – econômico-financeira.

Capacidade jurídica

Lei nº 14.133/2021
Art. 66. A habilitação jurídica visa a demonstrar a capacidade de o
licitante exercer direitos e assumir obrigações, e a documentação
a ser apresentada por ele limita-se à comprovação de existência
jurídica da pessoa e, quando cabível, de autorização para o exer-
cício da atividade a ser contratada.

177
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA – PARTE I

Capacidade técnica
QUALIFICAÇÃO TÉCNICA

TÉCNICO-PROFISSIONAL TÉCNICO-OPERACIONAL

Restrito às parcelas de maior


Responsável técnico, Certidões ou atestados relevância OU ao valor
devidamente registrado no significativo do objeto (= ou +
Conselho competente 4% do valor estimado)
Equipe técnica, instalações e Quantidades mínimas de até
aparelhamento 50% das parcelas
Prova de atendimento aos
Substituição por outro meio de
requisitos previstos em lei
prova (exceto para obras e
especial Registro ou inscrição na serviços de engenharia)
entidade profissional
Serviços contínuos – períodos
competente
sucessivos ou não de até 3 anos
Atestado de subcontratado
Declaração de conhecimentos
das condições locais

Prova de atendimento aos


requisitos previstos em lei
especial
178
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

Lei nº 14.133/2021
Art. 67. A documentação relativa à qualificação técnico-profissio-
nal e técnico-operacional será restrita a:
I – apresentação de profissional, devidamente registrado no con-
selho profissional competente, quando for o caso, detentor de
atestado de responsabilidade técnica por execução de obra ou
serviço de características semelhantes, para fins de contratação;
II – certidões ou atestados, regularmente emitidos pelo conselho
profissional competente, quando for o caso, que demonstrem ca-
pacidade operacional na execução de serviços similares de com-
plexidade tecnológica e operacional equivalente ou superior,
bem como documentos comprobatórios emitidos na forma do §
3º do art. 88 desta Lei;
III – indicação do pessoal técnico, das instalações e do aparelha-
mento adequados e disponíveis para a realização do objeto da
licitação, bem como da qualificação de cada membro da equipe
técnica que se responsabilizará pelos trabalhos;
IV – prova do atendimento de requisitos previstos em lei especial,
quando for o caso;
V – registro ou inscrição na entidade profissional competente,
quando for o caso;
VI – declaração de que o licitante tomou conhecimento de todas
as informações e das condições locais para o cumprimento das
obrigações objeto da licitação.
§ 1º A exigência de atestados será restrita às parcelas de maior
relevância ou valor significativo do objeto da licitação, assim con-

179
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

sideradas as que tenham valor individual igual ou superior a 4%


(quatro por cento) do valor total estimado da contratação.
§ 2º Observado o disposto no caput e no § 1º deste artigo, será
admitida a exigência de atestados com quantidades mínimas de
até 50% (cinquenta por cento) das parcelas de que trata o referi-
do parágrafo, vedadas limitações de tempo e de locais específicos
relativas aos atestados.
§ 3º Salvo na contratação de obras e serviços de engenharia, as
exigências a que se referem os incisos I e II do caput deste artigo, a
critério da Administração, poderão ser substituídas por outra pro-
va de que o profissional ou a empresa possui conhecimento técni-
co e experiência prática na execução de serviço de características
semelhantes, hipótese em que as provas alternativas aceitáveis
deverão ser previstas em regulamento.
§ 4º Serão aceitos atestados ou outros documentos hábeis emi-
tidos por entidades estrangeiras quando acompanhados de tra-
dução para o português, salvo se comprovada a inidoneidade da
entidade emissora.
§ 5º Em se tratando de serviços contínuos, o edital poderá exigir
certidão ou atestado que demonstre que o licitante tenha execu-
tado serviços similares ao objeto da licitação, em períodos suces-
sivos ou não, por um prazo mínimo, que não poderá ser superior
a 3 (três) anos.
§ 6º Os profissionais indicados pelo licitante na forma dos incisos
I e III do caput deste artigo deverão participar da obra ou serviço
objeto da licitação, e será admitida a sua substituição por profis-

180
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

sionais de experiência equivalente ou superior, desde que apro-


vada pela Administração.
§ 7º Sociedades empresárias estrangeiras atenderão à exigência
prevista no inciso V do caput deste artigo por meio da apresen-
tação, no momento da assinatura do contrato, da solicitação de
registro perante a entidade profissional competente no Brasil.
§ 8º Será admitida a exigência da relação dos compromissos assu-
midos pelo licitante que importem em diminuição da disponibili-
dade do pessoal técnico referido nos incisos I e III do caput deste
artigo.
§ 9º O edital poderá prever, para aspectos técnicos específicos,
que a qualificação técnica seja demonstrada por meio de atesta-
dos relativos a potencial subcontratado, limitado a 25% (vinte e
cinco por cento) do objeto a ser licitado, hipótese em que mais de
um licitante poderá apresentar atestado relativo ao mesmo po-
tencial subcontratado.
§ 10. Em caso de apresentação por licitante de atestado de de-
sempenho anterior emitido em favor de consórcio do qual tenha
feito parte, se o atestado ou o contrato de constituição do consór-
cio não identificar a atividade desempenhada por cada consor-
ciado individualmente, serão adotados os seguintes critérios na
avaliação de sua qualificação técnica:
I – caso o atestado tenha sido emitido em favor de consórcio ho-
mogêneo, as experiências atestadas deverão ser reconhecidas
para cada empresa consorciada na proporção quantitativa de sua
participação no consórcio, salvo nas licitações para contratação

181
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

de serviços técnicos especializados de natureza predominante-


mente intelectual, em que todas as experiências atestadas deve-
rão ser reconhecidas para cada uma das empresas consorciadas;
II – caso o atestado tenha sido emitido em favor de consórcio he-
terogêneo, as experiências atestadas deverão ser reconhecidas
para cada consorciado de acordo com os respectivos campos de
atuação, inclusive nas licitações para contratação de serviços téc-
nicos especializados de natureza predominantemente intelectu-
al.
§ 11. Na hipótese do § 10 deste artigo, para fins de comprova-
ção do percentual de participação do consorciado, caso este não
conste expressamente do atestado ou da certidão, deverá ser jun-
tada ao atestado ou à certidão cópia do instrumento de constitui-
ção do consórcio.
§ 12. Na documentação de que trata o inciso I do caput deste arti-
go, não serão admitidos atestados de responsabilidade técnica de
profissionais que, na forma de regulamento, tenham dado cau-
sa à aplicação das sanções previstas nos incisos III e IV do caput
do art. 156 desta Lei em decorrência de orientação proposta, de
prescrição técnica ou de qualquer ato profissional de sua respon-
sabilidade.

182
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

Capacidades fiscal e trabalhista

Lei nº 14.133/2021
Art. 68. As habilitações fiscal, social e trabalhista serão aferidas
mediante a verificação dos seguintes requisitos:
I – a inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou no Cadastro
Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ);
II – a inscrição no cadastro de contribuintes estadual e/ou munici-
pal, se houver, relativo ao domicílio ou sede do licitante, pertinen-
te ao seu ramo de atividade e compatível com o objeto contratual;
III – a regularidade perante a Fazenda federal, estadual e/ou mu-
nicipal do domicílio ou sede do licitante, ou outra equivalente, na
forma da lei;
IV – a regularidade relativa à Seguridade Social e ao FGTS, que
demonstre cumprimento dos encargos sociais instituídos por lei;
V – a regularidade perante a Justiça do Trabalho;
VI – o cumprimento do disposto no inciso XXXIII do art. 7º da
Constituição Federal.
§ 1º Os documentos referidos nos incisos do caput deste artigo
poderão ser substituídos ou supridos, no todo ou em parte, por
outros meios hábeis a comprovar a regularidade do licitante, in-
clusive por meio eletrônico.
§ 2º A comprovação de atendimento do disposto nos incisos III, IV
e V do caput deste artigo deverá ser feita na forma da legislação
específica.

183
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

Capacidade econômico-financeira

Lei nº 14.133/2021
Art. 69. A habilitação econômico-financeira visa a demonstrar a
aptidão econômica do licitante para cumprir as obrigações decor-
rentes do futuro contrato, devendo ser comprovada de forma ob-
jetiva, por coeficientes e índices econômicos previstos no edital,
devidamente justificados no processo licitatório, e será restrita à
apresentação da seguinte documentação:
I – balanço patrimonial, demonstração de resultado de exercício e de-
mais demonstrações contábeis dos 2 (dois) últimos exercícios sociais;
II – certidão negativa de feitos sobre falência expedida pelo distri-
buidor da sede do licitante.
§ 1º A critério da Administração, poderá ser exigida declaração, assi-
nada por profissional habilitado da área contábil, que ateste o aten-
dimento pelo licitante dos índices econômicos previstos no edital.
§ 2º Para o atendimento do disposto no caput deste artigo, é ve-
dada a exigência de valores mínimos de faturamento anterior e
de índices de rentabilidade ou lucratividade.
§ 3º É admitida a exigência da relação dos compromissos assu-
midos pelo licitante que importem em diminuição de sua capaci-
dade econômico-financeira, excluídas parcelas já executadas de
contratos firmados.
§ 4º A Administração, nas compras para entrega futura e na execu-
ção de obras e serviços, poderá estabelecer no edital a exigência

184
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

de capital mínimo ou de patrimônio líquido mínimo equivalente


a até 10% (dez por cento) do valor estimado da contratação.
§ 5º É vedada a exigência de índices e valores não usualmente ado-
tados para a avaliação de situação econômico-financeira suficiente
para o cumprimento das obrigações decorrentes da licitação.
§ 6º Os documentos referidos no inciso I do caput deste artigo
limitar-se-ão ao último exercício no caso de a pessoa jurídica ter
sido constituída há menos de 2 (dois) anos.

Lei nº 14.133/2021
Art. 65. As condições de habilitação serão definidas no edital.
§ 1º As empresas criadas no exercício financeiro da licitação de-
verão atender a todas as exigências da habilitação e ficarão auto-
rizadas a substituir os demonstrativos contábeis pelo balanço de
abertura.

185
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

REQUISITO DE PRÉ-HABILITAÇÃO

Lei nº 14.133/2021
Art. 58. Poderá ser exigida, no momento da apresentação da pro-
posta, a comprovação do recolhimento de quantia a título de ga-
rantia de proposta, como requisito de pré-habilitação.
§ 1º A garantia de proposta não poderá ser superior a 1% (um por
cento) do valor estimado para a contratação.
§ 2º A garantia de proposta será devolvida aos licitantes no prazo
de 10 (dez) dias úteis, contado da assinatura do contrato ou da
data em que for declarada fracassada a licitação.
§ 3º Implicará execução do valor integral da garantia de proposta
a recusa em assinar o contrato ou a não apresentação dos docu-
mentos para a contratação.
§ 4º A garantia de proposta poderá ser prestada nas modalidades
de que trata o § 1º do art. 96 desta Lei.

186
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

CONDIÇÕES ESPECIAIS PARA HABILITAÇÃO

Lei nº 14.133/2021
Art. 63. Na fase de habilitação das licitações serão observadas as
seguintes disposições:
I – poderá ser exigida dos licitantes a declaração de que atendem
aos requisitos de habilitação, e o declarante responderá pela ve-
racidade das informações prestadas, na forma da lei;
II – será exigida a apresentação dos documentos de habilitação
apenas pelo licitante vencedor, exceto quando a fase de habilita-
ção anteceder a de julgamento;
III – serão exigidos os documentos relativos à regularidade fiscal,
em qualquer caso, somente em momento posterior ao julgamen-
to das propostas, e apenas do licitante mais bem classificado;
IV – será exigida do licitante declaração de que cumpre as exi-
gências de reserva de cargos para pessoa com deficiência e para
reabilitado da Previdência Social, previstas em lei e em outras
normas específicas.
§ 1º Constará do edital de licitação cláusula que exija dos licitan-
tes, sob pena de desclassificação, declaração de que suas propos-
tas econômicas compreendem a integralidade dos custos para
atendimento dos direitos trabalhistas assegurados na Constitui-
ção Federal, nas leis trabalhistas, nas normas infralegais, nas con-
venções coletivas de trabalho e nos termos de ajustamento de
conduta vigentes na data de entrega das propostas.

187
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

§ 2º Quando a avaliação prévia do local de execução for impres-


cindível para o conhecimento pleno das condições e peculiarida-
des do objeto a ser contratado, o edital de licitação poderá prever,
sob pena de inabilitação, a necessidade de o licitante atestar que
conhece o local e as condições de realização da obra ou serviço,
assegurado a ele o direito de realização de vistoria prévia.
§ 3º Para os fins previstos no § 2º deste artigo, o edital de licitação
sempre deverá prever a possibilidade de substituição da vistoria
por declaração formal assinada pelo responsável técnico do lici-
tante acerca do conhecimento pleno das condições e peculiarida-
des da contratação.
§ 4º Para os fins previstos no § 2º deste artigo, se os licitantes op-
tarem por realizar vistoria prévia, a Administração deverá dispo-
nibilizar data e horário diferentes para os eventuais interessados.

188
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

CONTRATAÇÕES QUE DISPENSAM A FASE DE HABILITAÇÃO

Leilão

Entrega imediata
DISPENSA DA FASE e integral com
DE HABILITAÇÃO valor inferior a
R$ 12.500,00

Produto para
pesquisa e
Competência
desenvolvimento
discricionária
de até R$
300.000,00

189
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

Lei nº 14.133/2021
Art. 31. O leilão poderá ser cometido a leiloeiro oficial ou a servi-
dor designado pela autoridade competente da Administração, e
regulamento deverá dispor sobre seus procedimentos operacio-
nais.
[...]
§ 4º O leilão não exigirá registro cadastral prévio, não terá fase de
habilitação e deverá ser homologado assim que concluída a fase
de lances, superada a fase recursal e efetivado o pagamento pelo
licitante vencedor, na forma definida no edital.
[...]
Art. 70. A documentação referida neste Capítulo poderá ser:
[...]
III – dispensada, total ou parcialmente, nas contratações para en-
trega imediata, nas contratações em valores inferiores a 1/4 (um
quarto) do limite para dispensa de licitação para compras em
geral e nas contratações de produto para pesquisa e desenvolvi-
mento até o valor de R$ 300.000,00 (trezentos mil reais).

190
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA – PARTE I

CRITÉRIOS DE PREFERÊNCIA E APLICAÇÃO DO REGIME DA LEI COMPLEMENTAR Nº 123/2006 PARA


MICROEMPRESA E EMPRESA DE PEQUENO PORTE – NOVIDADES DA NOVA LEI

Benefícios da Lei Complementar nº 123/2006


Lei nº 14.133/2021
Art. 4º Aplicam-se às licitações e contratos disciplinados por esta Lei as Regularidade fiscal como
disposições constantes dos arts. 42 a 49 da Lei Complementar nº 123, de Arts. 42 e 43
condição para contratação
14 de dezembro de 2006.
§ 1º As disposições a que se refere o caput deste artigo não são aplicadas:
I – no caso de licitação para aquisição de bens ou contratação de serviços
em geral, ao item cujo valor estimado for superior à receita bruta máxima
Direito de preferência –
admitida para fins de enquadramento como empresa de pequeno porte; Arts. 44 e 45
II – no caso de contratação de obras e serviços de engenharia, às licitações Empate ficto
cujo valor estimado for superior à receita bruta máxima admitida para fins
de enquadramento como empresa de pequeno porte.
§ 2º A obtenção de benefícios a que se refere o caput deste artigo fica
limitada às microempresas e às empresas de pequeno porte que, no Cédula de crédito Art. 46
ano-calendário de realização da licitação, ainda não tenham celebrado microempresarial
contratos com a Administração Pública cujos valores somados extrapolem
a receita bruta máxima admitida para fins de enquadramento como em-
presa de pequeno porte, devendo o órgão ou entidade exigir do licitante
declaração de observância desse limite na licitação.
Licitações diferenciadas Arts. 47 a 49
§ 3º Nas contratações com prazo de vigência superior a 1 (um) ano, será
considerado o valor anual do contrato na aplicação dos limites previstos
nos §§ 1º e 2º deste artigo.

191
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA –


PARTE III

DEFINIÇÃO DE CONDIÇÕES ESPECÍFICAS PARA A EXECUÇÃO DO


CONTRATO

Definição do prazo de execução, do prazo de vigência e de prorrogação

IN nº 05/2017
Lei nº 14.133/2021 ANEXO IX – DA VIGÊNCIA E DA PRORROGA-
Novas regras sobre vigência
contratual, bem diferentes ÇÃO
daquelas previstas na Lei nº
8.666/1993. 1. A duração dos contratos ficará adstrita à vi-
Ver arts. 104 a 114.
gência dos respectivos créditos orçamentários,
podendo, quando for o caso, ser prorrogada
até o limite previsto no ato convocatório, observado o disposto
no art. 57 da Lei nº 8.666, de 1993.
[...]
3. Nas contratações de serviços continuados, o contratado não
tem direito subjetivo à prorrogação contratual que objetiva a
obtenção de preços e condições mais vantajosas para a Adminis-
tração, podendo ser prorrogados, a cada 12 (doze) meses, até o
limite de 60 (sessenta) meses, desde que a instrução processual
contemple:

192
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

a) estar formalmente demonstrado que a forma de prestação dos


serviços tem natureza continuada;
b) relatório que discorra sobre a execução do contrato, com infor-
mações de que os serviços tenham sido prestados regularmente;
c) justificativa e motivo, por escrito, de que a Administração man-
tém interesse na realização do serviço;
d) comprovação de que o valor do contrato permanece economi-
camente vantajoso para a Administração;
e) manifestação expressa da contratada informando o interesse
na prorrogação; e
f) comprovação de que o contratado mantém as condições ini-
ciais de habilitação.
4. A comprovação de que trata a alínea “d” do item 3 acima deve
ser precedida de análise entre os preços contratados e aqueles
praticados no mercado de modo a concluir que a continuidade
da contratação é mais vantajosa que a realização de uma nova
licitação, sem prejuízo de eventual negociação com a contratada
para adequação dos valores àqueles encontrados na pesquisa de
mercado.
5. A prorrogação de prazo deverá ser justificada por escrito e pre-
viamente autorizada pela autoridade competente do setor de li-
citações, devendo ser promovida mediante celebração de termo
aditivo, o qual deverá ser submetido à aprovação da consultoria
jurídica do órgão ou entidade contratante.
6. Em caráter excepcional, devidamente justificado e mediante
autorização da autoridade competente do setor de licitações, o

193
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

prazo de sessenta meses de que trata o item 3 deste Anexo pode-


rá ser prorrogado por até doze meses.
7. A vantajosidade econômica para prorrogação dos contratos
com mão de obra exclusiva estará assegurada, sendo dispensada
a realização de pesquisa de mercado, nas seguintes hipóteses:
a) quando o contrato contiver previsões de que os reajustes dos
itens envolvendo a folha de salários serão efetuados com base em
Acordo, Convenção, Dissídio Coletivo de Trabalho ou em decor-
rência de lei;
b) quando o contrato contiver previsões de que os reajustes dos
itens envolvendo insumos (exceto quanto a obrigações decorren-
tes de Acordo, Convenção, Dissídio Coletivo de Trabalho e de lei)
e materiais serão efetuados com base em índices oficiais, previa-
mente definidos no contrato, que guardem a maior correlação
possível com o segmento econômico em que estejam inseridos
tais insumos ou materiais ou, na falta de qualquer índice setorial,
o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA/IBGE); e
[...]
9. A Administração deverá realizar negociação contratual para a
redução e/ou eliminação dos custos fixos ou variáveis não reno-
váveis que já tenham sido amortizados ou pagos no primeiro ano
da contratação.

194
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

Garantia contratual

IN nº 05/2017
Lei nº 14.133/2021
ANEXO VII-F – MODELO DE MINUTA DE CON-
Novas regras sobre garantia
contratual, com inovações em TRATO
relação às disposições previstas
na Lei nº 8.666/1993. 3. Garantia de execução do contrato:
Vide arts. 96 a 102.
3.1. Exigência de garantia de execução do con-
trato, nos moldes do art. 56 da Lei nº 8.666, de
1993, com validade durante a execução do contrato e 90 (noven-
ta) dias após término da vigência contratual, devendo ser renova-
da a cada prorrogação, observados ainda os seguintes requisitos:
a) A contratada deverá apresentar, no prazo máximo de 10 (dez)
dias úteis, prorrogáveis por igual período, a critério do órgão con-
tratante, contado da assinatura do contrato, comprovante de
prestação de garantia, podendo optar por caução em dinheiro ou
títulos da dívida pública, seguro-garantia ou fiança bancária, sen-
do que, nos casos de contratação de serviços continuados com
dedicação exclusiva de mão de obra, o valor da garantia deverá
corresponder a 5% (cinco por cento) do valor total do contrato, li-
mitada ao equivalente a 2 (dois) meses do custo da folha de paga-
mento dos empregados da contratada que venham a participar
da execução dos serviços contratados;
b) A garantia, qualquer que seja a modalidade escolhida, assegu-
rará o pagamento de:

195
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

b.1. prejuízos advindos do não cumprimento do objeto do con-


trato;
b.2. prejuízos diretos causados à Administração decorrentes de
culpa ou dolo durante a execução do contrato;
b.3. multas moratórias e punitivas aplicadas pela Administração à
contratada; e
b.4. obrigações trabalhistas e previdenciárias de qualquer nature-
za, não adimplidas pela contratada, quando couber.
c) A modalidade seguro-garantia somente será aceita se contem-
plar todos os eventos indicados no alínea “b” do subitem 3.1 aci-
ma, observada a legislação que rege a matéria;
d) A garantia em dinheiro deverá ser efetuada na Caixa Econômi-
ca Federal em conta específica com correção monetária, em favor
do contratante;
e) A inobservância do prazo fixado para apresentação da garantia
acarretará a aplicação de multa de 0,07% (sete centésimos por
cento) do valor do contrato por dia de atraso, observado o máxi-
mo de 2% (dois por cento);
f) O atraso superior a 25 (vinte e cinco) dias autoriza a Adminis-
tração a promover a rescisão do contrato por descumprimento ou
cumprimento irregular de suas cláusulas, conforme dispõem os
incisos I e II do art. 78 da Lei nº 8.666, de 1993;
g) O garantidor não é parte para figurar em processo administra-
tivo instaurado pelo contratante com o objetivo de apurar prejuí-
zos e/ou aplicar sanções à contratada;

196
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

h) A garantia será considerada extinta:


h.1. com a devolução da apólice, carta-fiança ou autorização para
o levantamento de importâncias depositadas em dinheiro a título
de garantia, acompanhada de declaração da Administração, me-
diante termo circunstanciado, de que a contratada cumpriu todas
as cláusulas do contrato; e
h.2. com o término da vigência do contrato, observado o prazo
previsto no subitem 3.1 acima, que poderá, independentemente
da sua natureza, ser estendido em caso de ocorrência de sinistro;
i) O contratante executará a garantia na forma prevista na legisla-
ção que rege a matéria;
j) Deverá haver previsão expressa no contrato e seus aditivos de
que a garantia prevista no subitem 3.1 acima somente será libe-
rada mediante a comprovação de que a empresa pagou todas as
verbas rescisórias trabalhistas decorrentes da contratação, e que,
caso esse pagamento não ocorra até o fim do segundo mês após
o encerramento da vigência contratual, a garantia será utilizada
para o pagamento dessas verbas trabalhistas, conforme estabe-
lecido na alínea “c” do subitem 1.2 do Anexo VII-B, observada a
legislação que rege a matéria;
k) Disposição prevendo que nas contratações de serviços continu-
ados com fornecimento de mão de obra exclusiva, poderá ser es-
tabelecido, como condição para as eventuais repactuações, que o
contratado deverá complementar a garantia contratual anterior-
mente prestada, de modo que se mantenha a proporção de 5%
(cinco por cento) em relação ao valor contratado.

197
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA – PARTE I

Revisão, reajuste e repactuação


Lei nº 14.133/2021
E=R
Art. 25. O edital deverá conter o objeto da licitação
(art. 37, inc. XXI, da CR)
e as regras relativas à convocação, ao julgamento, à
habilitação, aos recursos e às penalidades da licitação, à
fiscalização e à gestão do contrato, à entrega do objeto e
ÁLEAS EXTRAORDINÁRIAS ÁLEAS ORDINÁRIAS
às condições de pagamento.
(...)
§ 7º Independentemente do prazo de duração do
contrato, será obrigatória a previsão no edital de índice Eventos imprevisíveis ou, se
previsíveis, de consequências
de reajustamento de preço, com data-base vinculada à Variação dos custos de
incalculáveis ou, ainda, por
produção provocada
data do orçamento estimado e com a possibilidade de força maior, caso fortuito ou
especialmente pelo
ser estabelecido mais de um índice específico ou setorial, fato do príncipe (art. 65, inc. I,
processo inflacionário (art.
alínea “d”, § 5º, da Lei nº
em conformidade com a realidade de mercado dos 3º da Lei nº 10.192/2001)
8.666/1993).
respectivos insumos.
§ 8º Nas licitações de serviços contínuos, observado o
interregno mínimo de 1 (um) ano, o critério de reajusta-
mento será por: Reequilíbrio
I – reajustamento em sentido estrito, quando não houver Revisão de preços Reajuste lato sensu
regime de dedicação exclusiva de mão de obra ou predo-
minância de mão de obra, mediante previsão de índices
específicos ou setoriais;
II – repactuação, quando houver regime de dedicação Repactuação
Reajuste
exclusiva de mão de obra ou predominância de mão de Índice financeiro Variação de preços
obra, mediante demonstração analítica da variação dos demonstrada
analiticamente
custos.

198
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

IN nº 05/2017
Art. 53. O ato convocatório e o contrato de serviço continuado
deverão indicar o critério de reajustamento de preços, que deverá
ser sob a forma de reajuste em sentido estrito, com a previsão de
índices específicos ou setoriais, ou por repactuação, pela demons-
tração analítica da variação dos componentes dos custos.
Art. 54. A repactuação de preços, como espécie de reajuste con-
tratual, deverá ser utilizada nas contratações de serviços continu-
ados com regime de dedicação exclusiva de mão de obra, desde
que seja observado o interregno mínimo de um ano das datas dos
orçamentos aos quais a proposta se referir.
[...]
Art. 61. O reajuste em sentido estrito, como espécie de reajuste
contratual, consiste na aplicação de índice de correção monetária
previsto no contrato, que deverá retratar a variação efetiva do custo
de produção, admitida a adoção de índices específicos ou setoriais.
§ 1º É admitida estipulação de reajuste em sentido estrito nos
contratos de prazo de duração igual ou superior a um ano, desde
que não haja regime de dedicação exclusiva de mão de obra.

199
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

Sanções administrativas

Lei nº 14.133/2021 IN nº 05/2017


Art. 156. Serão aplicadas ao
Art. 68. Identificada a infração ao contrato, in-
responsável pelas infrações
clusive quanto à inobservância do prazo fixa-
administrativas previstas nesta
Lei as seguintes sanções:
I – advertência; do para apresentação da garantia, o órgão ou
II – multa; entidade deverá providenciar a autuação de
III – impedimento de licitar e
contratar; procedimento administrativo específico para
IV – declaração de inidoneida-
aplicação de sanções à contratada e a conse-
de para licitar ou contratar.
quente rescisão contratual, se for o caso, de
acordo com as regras previstas no ato convocatório, na legislação
correlata e nas orientações estabelecidas em normativo interno
do órgão ou entidade, quando houver, podendo utilizar como re-
ferência os Cadernos de Logística disponibilizados pela Secreta-
ria de Gestão do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e
Gestão.

200
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

Diretrizes específicas para os contratos com dedicação exclusiva de


mão de obra

> Fiscalização administrativa – Acompanhamento do


cumprimento dos direitos trabalhistas dos empregados

IN nº 05/2017
Lei nº 14.133/2021
Art. 121. Somente o contratado será responsável Art. 40. O conjunto de atividades de
pelos encargos trabalhistas, previdenciários, fiscais
e comerciais resultantes da execução do contrato. que trata o artigo anterior compete
[...]
ao gestor da execução dos contratos,
§ 3º Nas contratações de serviços contínuos com
regime de dedicação exclusiva de mão de obra, para auxiliado pela fiscalização técnica,
assegurar o cumprimento de obrigações trabalhis-
tas pelo contratado, a Administração, mediante
administrativa, setorial e pelo públi-
disposição em edital ou em contrato, poderá, entre co usuário, conforme o caso, de acor-
outras medidas:
I – exigir caução, fiança bancária ou contratação do com as seguintes disposições:
de seguro-garantia com cobertura para verbas
rescisórias inadimplidas; I - Gestão da Execução do Contrato: é
II – condicionar o pagamento à comprovação de
a coordenação das atividades relacio-
quitação das obrigações trabalhistas vencidas
relativas ao contrato; nadas à fiscalização técnica, adminis-
III – efetuar o depósito de valores em conta
vinculada;
trativa, setorial e pelo público usuário,
IV – em caso de inadimplemento, efetuar bem como dos atos preparatórios à
diretamente o pagamento das verbas trabalhistas,
que serão deduzidas do pagamento devido ao instrução processual e ao encaminha-
contratado;
mento da documentação pertinente
V – estabelecer que os valores destinados a férias, a
décimo terceiro salário, a ausências legais e a verbas ao setor de contratos para formaliza-
rescisórias dos empregados do contratado que
participarem da execução dos serviços contratados
ção dos procedimentos quanto aos
serão pagos pelo contratante ao contratado somen- aspectos que envolvam a prorroga-
te na ocorrência do fato gerador.
§ 4º Os valores depositados na conta vinculada a ção, alteração, reequilíbrio, pagamen-
que se refere o inciso III do § 3º deste artigo são
to, eventual aplicação de sanções, ex-
absolutamente impenhoráveis.
tinção dos contratos, dentre outros;

201
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

ANEXO VIII - DA FISCALIZAÇÃO TÉCNICA E ADMINISTRATIVA


ANEXO VIII-A - DA FISCALIZAÇÃO TÉCNICA
1. A fiscalização técnica dos contratos deve avaliar constantemen-
te a execução do objeto e, se for o caso, poderá utilizar o Instru-
mento de Medição de Resultado (IMR), conforme modelo previs-
to no Anexo V-B, ou outro instrumento substituto para aferição da
qualidade da prestação do s serviços, devendo haver o redimen-
sionamento no pagamento com base nos indicadores estabeleci-
dos, sempre que a contratada:
a) não produzir os resultados, deixar de executar, ou não executar
com a qualidade mínima exigida as atividades contratadas; ou
b) deixar de utilizar materiais e recursos humanos exigidos para a
execução do serviço, ou utilizá-los com qualidade ou quantidade
inferior à demandada.
ANEXO VIII-B - DA FISCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA
1. A fiscalização administrativa, realizada nos contratos de pres-
tação de serviços com regime de dedicação exclusiva de mão de
obra, poderá ser efetivada com base em critérios estatísticos, le-
vando-se em consideração falhas que impactem o contrato como
um todo e não apenas erros e falhas eventuais no pagamento de
alguma vantagem a um determinado empregado.
[...]
9. Para efeito de recebimento provisório, ao final de cada período
mensal, o fiscal administrativo deverá verificar a efetiva realização
dos dispêndios concernentes aos salários e às obrigações trabalhis-
tas, previdenciárias e com o FGTS do mês anterior, dentre outros,
emitindo relatório que será encaminhado ao gestor do contrato.

202
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

> Retenção de pagamento por irregularidade fiscal

STJ – RMS nº 24.953/CE – Segunda Turma


Ementa
ADMINISTRATIVO – MANDADO DE SEGURANÇA – CONTRATO –
RESCISÃO – IRREGULARIDADE FISCAL – RETENÇÃO DE PAGAMEN-
TO.
1. É necessária a comprovação de regularidade fiscal do licitan-
te como requisito para sua habilitação, conforme preconizam os
arts. 27 e 29 da Lei nº 8.666/1993, exigência que encontra respal-
do no art. 195, § 3º, da CF.
2. A exigência de regularidade fiscal deve permanecer duran-
te toda a execução do contrato, a teor do art. 55, XIII, da Lei nº
8.666/1993, que dispõe ser “obrigação do contratado de manter,
durante toda a execução do contrato, em compatibilidade com as
obrigações por ele assumidas, todas as condições de habilitação
e qualificação exigidas na licitação”.
3. Desde que haja justa causa e oportunidade de defesa, pode a
Administração rescindir contrato firmado, ante o descumprimen-
to de cláusula contratual.
4. Não se verifica nenhuma ilegalidade no ato impugnado, por
ser legítima a exigência de que a contratada apresente certidões
comprobatórias de regularidade fiscal.
5. Pode a Administração rescindir o contrato em razão de descum-
primento de uma de suas cláusulas e ainda imputar penalidade

203
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

ao contratado descumpridor. Todavia a retenção do pagamento


devido, por não constar do rol do art. 87 da Lei nº 8.666/1993,
ofende o princípio da legalidade, insculpido na Carta Magna.
6. Recurso ordinário em mandado de segurança provido em par-
te.
(Relator: Castro Meira; Data do Julgamento: 04/03/2008)

TCU – Acórdão nº 964/2012 – Plenário


Acórdão
9.2. no mérito, responder à consulente que:
9.2.1. os órgãos e entidades da Administração Pública Federal de-
vem exigir, nos contratos de execução continuada ou parcelada,
a comprovação, por parte da contratada, da regularidade fiscal,
incluindo a seguridade social, sob pena de violação do disposto
no § 3º do art. 195 da Constituição Federal;
9.2.2. os órgãos e entidades da Administração Pública Federal de-
vem incluir, nos editais e contratos de execução continuada ou
parcelada, cláusula que estabeleça a obrigação do contratado
de manter, durante toda a execução do contrato, todas as condi-
ções de habilitação e qualificação exigidas na licitação, prevendo,
como sanções para o inadimplemento a essa cláusula, a rescisão
do contrato e a execução da garantia para ressarcimento dos va-
lores e indenizações devidos à Administração, além das penalida-
des já previstas em lei (arts. 55, inciso XIII, 78, inciso I, 80, inciso III,
e 87, da Lei nº 8.666/1993);

204
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

9.2.3. Verificada a irregular situação fiscal da contratada, incluin-


do a seguridade social, é vedada a retenção de pagamento por
serviço já executado, ou fornecimento já entregue, sob pena de
enriquecimento sem causa da Administração;
(Relator: Walton Alencar Rodrigues; Data do Julgamento: 25/04/2012)

> Retenção de pagamento por irregularidade trabalhista

Decreto nº 9.507/2018
Disposições contratuais obrigatórias
Art. 8º Os contratos de que trata este decreto conterão cláusulas
que:
[...]
V - prevejam, com vistas à garantia do cumprimento das obriga-
ções trabalhistas nas contratações de serviços continuados com
dedicação exclusiva de mão de obra:
a) que os valores destinados ao pagamento de férias, décimo ter-
ceiro salário, ausências legais e verbas rescisórias dos empregados
da contratada que participarem da execução dos serviços contra-
tados serão efetuados pela contratante à contratada somente na
ocorrência do fato gerador; ou
b) que os valores destinados ao pagamento das férias, décimo
terceiro salário e verbas rescisórias dos empregados da contra-
tada que participarem da execução dos serviços contratados se-
rão depositados pela contratante em conta vinculada específica,

205
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

aberta em nome da contratada, e com movimentação autorizada


pela contratante;
[...]
VII - prevejam a verificação pela contratante, do cumprimento das
obrigações trabalhistas, previdenciárias e para com o FGTS, em
relação aos empregados da contratada que participarem da exe-
cução dos serviços contratados, em especial, quanto:
a) ao pagamento de salários, adicionais, horas extras, repouso se-
manal remunerado e décimo terceiro salário;
b) à concessão de férias remuneradas e ao pagamento do respec-
tivo adicional;
c) à concessão do auxílio-transporte, auxílio-alimentação e auxí-
lio-saúde, quando for devido;
d) aos depósitos do FGTS; e
e) ao pagamento de obrigações trabalhistas e previdenciárias dos
empregados dispensados até a data da extinção do contrato.
[...]
§ 1º Na hipótese de não ser apresentada a documentação com-
probatória do cumprimento das obrigações trabalhistas, previ-
denciárias e para com o FGTS de que trata o inciso VII do caput
deste artigo, a contratante comunicará o fato à contratada e re-
terá o pagamento da fatura mensal, em valor proporcional ao
inadimplemento, até que a situação esteja regularizada.

206
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

IN nº 05/2017
Seção IV – Das Hipóteses de Retenção da Garantia e de Crédi-
tos da Contratada
Art. 64. Quando da rescisão dos contratos de serviços com regi-
me de dedicação exclusiva de mão de obra, o fiscal administrativo
deve verificar o pagamento pela contratada das verbas rescisórias
ou dos documentos que comprovem que os empregados serão
realocados em outra atividade de prestação de serviços, sem que
ocorra a interrupção do contrato de trabalho.
Art. 65. Até que a contratada comprove o disposto no artigo an-
terior, o órgão ou entidade contratante deverá reter:
I - a garantia contratual, conforme art. 56 da Lei nº 8.666, de 1993,
prestada com cobertura para os casos de descumprimento das
obrigações de natureza trabalhista e previdenciária pela contra-
tada, que será executada para reembolso dos prejuízos sofridos
pela Administração, nos termos da legislação que rege a matéria;
e
II - os valores das Notas fiscais ou Faturas correspondentes em va-
lor proporcional ao inadimplemento, até que a situação seja re-
gularizada.
Parágrafo único. Na hipótese prevista no inciso II do caput, não
havendo quitação das obrigações por parte da contratada no pra-
zo de quinze dias, a contratante poderá efetuar o pagamento das
obrigações diretamente aos empregados da contratada que te-
nham participado da execução dos serviços objeto do contrato.

207
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

STJ – REsp nº 1.241.862/RS – Segunda Turma


Ementa
ADMINISTRATIVO. CONTRATO ADMINISTRATIVO DE PRESTAÇÃO
DE SERVIÇO. ESTADO. RESPONSABILIDADE PELO PAGAMENTO DOS
ENCARGOS. IMPOSSIBILIDADE. ART. 71, §1º, DA LEI N. 8.666/1993.
CONSTITUCIONALIDADE. RETENÇÃO DE VERBAS DEVIDAS PELO
PARTICULAR. LEGITIMIDADE.
1. O STF, ao concluir, por maioria, pela constitucionalidade do art.
71, § 1º, da Lei 8.666/1993 na ACD 16/DF, entendeu que a mera
inadimplência do contratado não poderia transferir à Adminis-
tração Pública a responsabilidade pelo pagamento dos encargos,
mas reconheceu que isso não significaria que eventual omissão
da Administração Pública, na obrigação de fiscalizar as obriga-
ções do contratado, não viesse a gerar essa responsabilidade.
2. Nesse contexto, se a Administração pode arcar com as obriga-
ções trabalhistas tidas como não cumpridas quando incorre em
culpa in vigilando (mesmo que subsidiariamente, a fim de prote-
ger o
empregado, bem como não ferir os princípios da moralidade e da
vedação do enriquecimento sem causa), é legítimo pensar que
ela adote medidas acauteladoras do erário, retendo o pagamento
de verbas devidas a particular que, a priori, teria dado causa ao
sangramento de dinheiro público. Precedente.
3. Recurso especial provido.
(Relator: Mauro Campbell Marques; Data do Julgamento: 28/06/2011)

208
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

TCU – Informativo de Jurisprudência nº 271


1. É lícita a previsão contratual de retenção pela Administração
de pagamentos devidos à contratada em valores correspon-
dentes às obrigações trabalhistas e previdenciárias inadimpli-
das, incluindo salários, demais verbas trabalhistas e FGTS, rela-
tivas aos empregados dedicados à execução do contrato.
Representação formulada por licitantes noticiara supostas irre-
gularidades cometidas pela [...], no âmbito do Pregão Presencial
14/2013, destinado à contratação de empresa responsável pela
coleta seletiva, transporte e destinação final de resíduos. Entre as
falhas consideradas não elididas, a unidade técnica do TCU apon-
tou a ocorrência de “retenção de valores devidos à contratada, em
decorrência de propositura de ações trabalhistas” e propôs que
essa previsão fosse excluída do edital, por considerá-la incabível.
Embora também tenha se posicionado pela irregularidade espe-
cificamente dessa previsão, ponderou o relator que “não procede
o argumento de que a retenção de pagamentos devidos à contra-
tada é ilegal, por não constar do rol do art. 87 da Lei 8.666/1993.
A retenção de pagamentos não integra as hipóteses contidas no
referido preceito legal exatamente por não se caracterizar uma
sanção administrativa. A natureza da retenção é preventiva e
acautelatória. Destina-se a evitar que a inadimplência da contra-
tada com suas obrigações trabalhistas cause prejuízo ao erário.
Tanto não é sanção que, comprovados os pagamentos das obri-
gações trabalhistas, os valores retidos são imediatamente libera-
dos. Os valores retidos têm somente duas destinações possíveis:
pagamento à contratada, assim que comprovar que cumpriu suas

209
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

obrigações, ou pagamento aos seus empregados, caso as circuns-


tâncias assim recomendem”. Argumentou ainda o relator que “a
retenção integral dos pagamentos à contratada só é admissível
nas hipóteses de inadimplemento de obrigações trabalhistas com
valores superiores aos devidos pela Administração e de desco-
nhecimento do montante inadimplido” e salientou que “a reten-
ção integral não pode dar-se por prazo indeterminado, à exceção
da hipótese de inadimplemento em valores superiores aos devi-
dos à Administração, justamente para não caracterizar enrique-
cimento ilícito da Administração. Como regra, a medida deve ser
mantida por prazo suficiente para quantificação das obrigações
não adimplidas, após o que deverá ser convertida em retenção
parcial”. Nesse passo, entendeu o relator que convém “prever, no
instrumento convocatório e na minuta de contrato, retenção e
pagamento direto aos empregados, para que as prestadoras de
serviços continuados não possam alegar que desconheciam es-
sas faculdades ao elaborar suas propostas”. No entanto, no caso
específico dos autos, a cláusula questionada previa retenção dos
valores reclamados judicialmente pelos empregados, os quais,
segundo o relator, não apresentam necessariamente correspon-
dência com os efetivamente devidos pela empresa, costumando
ser bem mais elevados dos que os devidos, de sorte que a reten-
ção se mostraria desproporcional e onerosa. Diante dessas obser-
vações, acolheu o Plenário a proposta do relator de determinar à
[...] que republicasse o edital apenas após a adoção de algumas
medidas saneadoras, dentre as quais a exclusão da cláusula em
apreço. Na mesma assentada, o Tribunal recomendou à [...] que

210
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

adotasse os seguintes procedimentos, para se resguardar contra


dívidas trabalhistas da prestadora de serviços continuados com
dedicação exclusiva de mão de obra (subitem 9.3 do decisum):
a) prever nos contratos, de forma expressa: autorização para re-
tenção de pagamentos devidos em valores correspondentes às
obrigações trabalhistas inadimplidas pela contratada, incluindo
salários e demais verbas trabalhistas, previdência social e FGTS,
concernentes aos empregados dedicados à execução do contrato;
autorização para realização de pagamentos de salários e demais
verbas trabalhistas diretamente aos empregados da contratada,
bem assim das contribuições previdenciárias e do FGTS, quando
estes não forem adimplidos; aprovisionamento, em conta vincu-
lada, de valores relativos a férias, décimo terceiro e multa sobre o
FGTS, na forma prevista no art. 19-A, inciso I, da IN/SLTI/MP 2/08,
com redação dada pela IN/SLTI/MP 6/13; b) depositar os valores
retidos cautelarmente junto à Justiça do Trabalho, com o objetivo
de serem utilizados exclusivamente no pagamento dos salários e
das demais verbas trabalhistas, bem como das contribuições so-
ciais e FGTS, quando não for possível a realização desses paga-
mentos pela própria Administração, dentre outras razões, por fal-
ta da documentação pertinente, tais como folha de pagamento,
rescisões dos contratos e guias de recolhimento; c) fazer constar
dos contratos cláusula de garantia que assegure pagamento de:
prejuízos advindos do não cumprimento do contrato; multas pu-
nitivas aplicadas pela fiscalização à contratada; prejuízos diretos
causados à contratante decorrentes de culpa ou dolo durante a
execução do contrato; e obrigações previdenciárias e trabalhistas

211
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

não honradas pela contratada; d) caso sobrevenham, durante a


vigência contratual, ações trabalhistas promovidas por emprega-
dos dedicados ao ajuste, considerando o teor dos pleitos, inves-
tigar se há irregularidades no pagamento de verbas trabalhistas,
solicitando os documentos correspondentes (vide art. 34, § 5º,
inciso I, “c”, da IN/SLTI/MP 2, com redação dada pela IN/SLTI/MP
6); comprovada a inadimplência, reter pagamentos devidos em
valores correspondentes às obrigações trabalhistas inadimplidas.
Acórdão nº 3.301/2015 – Plenário, TC 033.728/2013-5, Rel. Min.
Walton Alencar Rodrigues, 09/12/2015.

212
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

REVISÃO DO MAPA DE RISCOS E SUA UTILIZAÇÃO COMO


IMPORTANTE MECANISMO DE GESTÃO CONTRATUAL

Quando o mapa de riscos deve ser atualizado e juntado aos autos do


processo de contratação? (art. 26, parágrafo único)

I II
Ao final da elaboração dos Ao final da elaboração do
estudos preliminares termo de referência ou
projeto básico

III IV

Após a fase de seleção do Após eventos relevantes, durante a


fornecedor gestão do contrato pelos servidores
responsáveis pela fiscalização

213
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

ESTRUTURA DO TERMO DE REFERÊNCIA E DO


EDITAL

ESTRUTURA E LÓGICA PROPOSTAS PARA A ORGANIZAÇÃO

Termo de referência

TERMO DE REFERÊNCIA

Documentos
ETP + Mapa de
riscos + do
planejamento

O termo de referência é o documento que formaliza levantamen-


tos, providências e decisões da fase de planejamento, com enfo-
que para a elaboração de orçamento de preço detalhado para a
futura contratação a partir da definição precisa da solução e das
demais obrigações que incidirão na execução do ajuste.

214
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

Conteúdo mínimo do TR

I II III IV
Declaração do Fundamentação da Descrição da Requisitos da
objeto contratação solução como um contratação
todo

V VI VII VIII
Modelo de execução Modelo de gestão Critérios de medição e Forma de seleção
do objeto do contrato pagamento do fornecedor

IX X XI
Critérios de seleção Estimativas detalhadas dos preços, Adequação
do fornecedor com ampla pesquisa de mercado orçamentária
nos termos da IN nº 73/2020

215
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA – PARTE I

Diretrizes gerais para a elaboração TR ou do projeto básico

BASES PARA A
ELABORAÇÃO DO

ESTUDOS
 TERMO DE REFERÊNCIA

DIRETRIZES
PRELIMINARES ESPECÍFICAS
GERENCIAMENTO
DE RISCOS

216
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA – PARTE I

SÃO VEDADAS

...
 ESPECIFICAÇÕES

EXCESSIVAS OU DEFASADAS OU COM
IRRELEVANTES PREÇOS SUPERIORES

Podem limitar, injustificadamente, a Defasadas tecnológica ou


competitividade ou direcionar ou metodologicamente ou com preços
favorecer a contratação de prestador QUE NÃO REPRESETEM A superiores aos de serviços com melhor
específico. REAL DEMANDA desempenho.

Não se admitem especificações que


deixem de agregar valor ao resultado
da contratação ou sejam superiores às
necessidades do órgão ou da entidade.

217
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

Diretrizes específicas para a elaboração do termo de referência

1 DECLARAÇÃO DO OBJETO
a) Descrição sucinta contendo: natureza do objeto; quantitativo;
prazo; e possibilidade de prorrogação.

2 FUNDAMENTAÇÃO DA CONTRATAÇÃO
a) Estudos preliminares: anexar ao TR, como regra.

3 DESCRIÇÃO DA SOLUÇÃO COMO UM TODO


a) Descrição sucinta contendo: natureza do objeto; quantitativo;
prazo; e possibilidade de prorrogação.

4 REQUISITOS DA CONTRATAÇÃO
a) Descrição dos requisitos da contratação do ETP, com eventuais
atualizações.

5 MODELO DE EXECUÇÃO DO OBJETO


a) Descrever a dinâmica do contrato.
b) Definir o método para quantificar o volume de serviços.
c) Definir o modelo de ordem de serviço, quando for o caso.
d) Definir a obrigação da transferência de conhecimento, tecnolo-
gia e técnicas empregadas, quando necessário.
e) Definir se haverá subcontratação ou consórcio.

6 E 7 MODELO DE GESTÃO DO CONTRATO


E CRITÉRIOS DE MEDIÇÃO E PAGAMENTO
a) Definir os atores que participarão da gestão do contrato.
b) Definir os mecanismos de comunicação.
c) Definir a alocação gradativa de pessoal e os pagamentos res-
pectivos, quando for o caso.
d) Definir a forma de aferição/medição do serviço para efeito de
pagamento (unidade de medida, produtividade), conforme o
caso.
e) Definir IMR, se for o caso.
f) Definir sanções, glosas e condições de rescisão.

218
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

8 FORMA E CRITÉRIOS DE SELEÇÃO DO FORNECEDOR


a) Definir a forma de seleção (licitação, inexigibilidade ou dispen-
sa).
b) Definir os critérios de habilitação.
c) Definir critérios técnicos mínimos.
d) Definir critérios pontuáveis, no caso de técnica e preço ou
melhor técnica.
d) Definir os critérios de aceitabilidade de preços, com fixação de
preços máximos.
e) Definir os critérios de julgamento das propostas, entre eles os
critérios de preferência e de desempate.

9 ESTIMATIVAS DETALHADAS DOS PREÇOS, COM AMPLA


PESQUISA DE MERCADO
a) Refinar, se for necessário, a pesquisa e estimativa de preços
realizada nos estudos preliminares.
b) No caso de serviços com regime de dedicação exclusiva de mão
de obra, elaborar planilha de custos e formação dos preços.

10 ADEQUAÇÃO ORÇAMENTÁRIA

a) Indicar a dotação orçamentária da contratação.

Edital de licitação

O edital define e vincula a Administração e os licitantes (e o futuro


contratado) aos termos e às condições que serão aplicados para
participação no procedimento licitatório, seleção da melhor pro-
posta e execução do contrato.

Regras de
Seleção do execução do
contratado EDITAL
contrato
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AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

PREÂMBULO Condições da Licitação

Objeto
Modalidade  Tipo  Regime  Itens ou Lotes
Condições de Participação
 Data  Hora  Sistema
 Vedações  Impedimentos  Restrições
 Impugnação e Pedido de Esclarecimentos
 Procedimentos para Apresentação de Propostas  Documentos
Julgamento das Propostas
 Requisitos Técnicos
 Objeto
- descrição marca modeloespecificações técnicas
 Fase de Lances
 Critérios de Aceitabilidade
 Preço
CORPO DO EDITAL - máximo  estimado
 Exame de Exequibilidade
- planilhas diligências deveres
 Regras de Saneamento
 Negociação
Habilitação
 Documentos  Requisitos
 Forma de Comprovação
 Regras de Saneamento
Declaração do Vencedor e Recursos
 Requisitos para Interposição
Adjudicação / Homologação
Anulação / Revogação
Informações Gerais
 Agentes
 Funcionamento da Administração Pública (Endereços  Horários)
 Contagem dos Prazos

ANEXOS  Meios para Intimação


 Obtenção de Cópias  Consultas
 Foro Competente
 Guia / Metodologia de Execução
 Guia / Metodologia de Fiscalização
 Acordo de Níveis de Serviços Condições do Contrato
 Ordem de Serviço
 Minuta do Contrato  Condições para Formalização
 Projeto Básico ou Termo de Referência  Prazos para Assinatura
 Planilha de Custos e Formação de Preços Estimados  Apresentação de Garantia
 Modelos  Atendimento de Condições Especiais
 Procuração Prazos de Vigência e de Prorrogação
 Declaração art. 27, inc. V Equação Econômico-financeira
 Declaração de Inexistência de Fato Impeditivo  Preço
 Declaração de Atendimento aos Requisitos de Habilitação  Pagamento
 Declaração de ME/EPP  Reajuste
 Planilha de Custos e Formação de Preços  Repactuação
 Proposta  Revisão
Rescisão Contratual
Sanções
Disposições Gerais

220
AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

EXAME E APROVAÇÃO DO EDITAL PELA ASSESSORIA JURÍDICA

Lei nº 8.666/1993
Art. 38. [...]
Parágrafo único. As minutas de editais de licitação, bem como as
dos contratos, acordos, convênios ou ajustes devem ser previa-
mente examinadas e aprovadas por assessoria jurídica da Admi-
nistração.

Lei nº 14.133/2021
Art. 53. Ao final da fase preparatória, o processo licitatório seguirá
para o órgão de assessoramento jurídico da Administração, que
realizará controle prévio de legalidade mediante análise jurídica
da contratação.
§ 1º Na elaboração do parecer jurídico, o órgão de assessoramen-
to jurídico da Administração deverá:
I – apreciar o processo licitatório conforme critérios objetivos pré-
vios de atribuição de prioridade;
II – redigir sua manifestação em linguagem simples e compreen-
sível e de forma clara e objetiva, com apreciação de todos os ele-
mentos indispensáveis à contratação e com exposição dos pres-
supostos de fato e de direito levados em consideração na análise
jurídica;
III – (VETADO)
[...]

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AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4 AULA 5 AULA 6 AULA 7

CONTEÚDO DO TERMO DE REFERÊNCIA

§ 4º Na forma deste artigo, o órgão de assessoramento jurídico da


Administração também realizará controle prévio de legalidade de
contratações diretas, acordos, termos de cooperação, convênios,
ajustes, adesões a atas de registro de preços, outros instrumentos
congêneres e de seus termos aditivos.
§ 5º É dispensável a análise jurídica nas hipóteses previamente
definidas em ato da autoridade jurídica máxima competente, que
deverá considerar o baixo valor, a baixa complexidade da contra-
tação, a entrega imediata do bem ou a utilização de minutas de
editais e instrumentos de contrato, convênio ou outros ajustes
previamente padronizados pelo órgão de assessoramento jurídi-
co.

TCU – Acórdão nº 265/2010 – Plenário


Acórdão
9.1.23. Faça constar do processo licitatório parecer conclusi-
vo da consultoria jurídica acerca das minutas dos editais, bem
como de contratos, etc. à luz do art. 38, parágrafo único, da Lei nº
8.666/1993.
(Relator: Raimundo Carreiro; Data do Julgamento: 24/02/2010)

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