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unesp UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA

Câmpus de Guaratinguetá
Departamento De Mecânica

LABORATÓRIO DE RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

o
NOME:Gabriel Moreira de Vasconcelos N : 171322886 TURMA: 431
o
NOME: Raphael dos Santos Monteiro N : 181320177 TURMA: 431
Prof. Anderson
O
EXPERIÊNCIA N 2
1. TÍTULO
DETERMINAÇÃO EXPERIMENTAL DAS TENSÕES PRINCIPAIS

2. OBJETIVOS

 Obter as deformações e tensões principais em um ponto de uma estrutura submetida a esforço


combinado de torção e flexão.
 Familiarização com rosetas de deformação.
 Comparar os valores experimentais com os valores teóricos.

3. INTRODUÇÃO

Quando não se conhece nada a respeito do estado de tensão em um elemento estrutural é


necessário medir as deformações em três direções a fim de caracterizar o estado de tensão neste ponto.
Seja, por exemplo, determinar as tensões principais em um ponto P de um elemento. Para tanto,
podemos colar três extensômetros em três direções A, B e C, que formam, respectivamente, ângulos A, B
e C com o eixo x, conforme mostrado na Figura 1. Sejam A, B e C as deformações medidas por estes
extensômetros. Estas deformações estão relacionadas com as deformações x, y e xy através das
expressões:

C
B
 A   x cos 2  A   y sen 2  A   xy sen  A cos  A
(1)
 B   x cos 2 B   y sen 2 B   xy sen B cos B
A

 C   x cos 2  C   y sen 2  C   xy sen  C cos  C


C
B

A

Figura 1 – Esquema de três


extensômetros.

As equações (1) constituem um sistema de três equações com três incógnitas. Resolvendo este
sistema, teremos as três componentes x, y e xy. Com estes valores, podemos determinar as deformações
principais e as direções principais, através de:

1 1  xy
 1,2  ( x   y )  ( x   y ) 2   2xy tg(2) 
2 2 x  y
(2)
onde  é o ângulo entre o eixo principal 1 e o eixo x.
As tensões principais podem ser computadas pela lei de Hooke generalizada:

E E (3)
1  ( 1  2 ) 2  ( 2  1 )
(1   2 ) (1   2 )

Na prática empregamos sensores constituídos de três extensômetros dispostos segundo três


direções pré-estabelecidas, isto é: A,B e C são pré-fixados. Estes elementos são denominados rosetas
de deformação. São comuns as rosetas: retangular (A = 0º, B = 45º e C = 90º)e delta (A = 0º, B = 120º
e C = 240º).

3.1 ROSETA RETANGULAR

A Fig. 2 mostra um esquema da roseta retangular. Substituindo os valores dos ângulos A, B e C
nas equações (1) obtém-se:

A  x
(4)
C 1
B  B  ( x   y   xy )
2
C  y
A
x
Figura 2 – Roseta Retangular.

Resolvendo este sistema de equações para x , y e xy obtém-se:

x  A  y  C  xy  2  B   A   C (5)

Substituindo estas expressões em (2) e (3), obtém-se as deformações e tensões principais:

1 1
1,2  ( A   C )  (  A   C ) 2  (2  B   A   C ) 2
2 2
2 B   A   C
tg(2)  (6)
 A  C
E  ( A   C ) 1 
1,2    ( A   C ) 2  (2  B   A   C ) 2 
2  (1  ) (1  ) 

É possível, também, determinar as quantidades acima através do círculo de Mohr.


3.1 ROSETA DELTA

A Fig. 3 mostra um esquema da roseta delta. Substituindo os valores dos ângulos A,B e C nas
equações (1) obtém-se:

A  x
(7)
1
 B  ( x  3  y  3  xy )
B 4
A 1
 C  ( x  3  y  3  xy )
C x 4

Figura 3 – Roseta Delta.

Resolvendo este sistema de equações para x , y e xy obtém-se:

1 2 3 (8)
x  A y  2 B   C    A   xy   C   B 
3 3

Substituindo estas expressões em (2) e (3), obtém-se as deformações e tensões principais:

1 2
 1,2  ( A   B   C )  (  A   B ) 2  (  B   C ) 2  ( C   A ) 2
3 3
3 ( C   B ) (9)
tg(2) 
2 A  (  B   C )
E  ( A   B   C ) 2 
1,2    ( A   B ) 2  ( B   C ) 2  ( C   A ) 2 
3 (1  ) (1  ) 
4. DETERMINAÇÃO EXPERIMENTAL

As deformações e tensões principais serão determinadas experimentalmente em um ponto de um


tubo sujeito a solicitação combinada de torção e flexão. A Fig. 4 mostra um desenho do tubo a ser
utilizado. As grandezas e parâmetros envolvidos estão mostrados abaixo, ao lado da figura. As tensões
serão determinadas no ponto indicado na figura, onde está colada uma roseta retangular. Para se medir
as deformações em cada uma das três direções A, B e C, será montado um circuito elétrico no esquema
de ¼ de ponte. Cada circuito é introduzido em um canal do condicionador de sinais QUANTUM da HBM
e as deformações são lidas diretamente através do software CATMAN, também da HBM. A carga será
aplicada na extremidade da barra, conforme mostrado na figura.

Dados:
dext = 64 mm t = 1.2 mm
L1 = 402 mm L2 = 400 mm
E = 200 GPa G = 76 GPa  = 0.3
R = 120  k = 2.0
V = 5 Volts Massa = 32,6 kg

Figura 4 – Esquema do tubo.

A foto mostrada na Figura 5 ilustra o tubo utilizado. A foto mostrada na Figura 6 mostra o detalhe da
roseta. Os ângulos formados pelos extensômetros, com relação ao eixo longitudinal do tubo, são: θA= -
68°, θB= -23°, θC=+22°.

C
x

B
A

Figura 5 – Sistema. Figura 6 – Detalhe da Roseta.

Com estes valores de ângulos e as deformações lidas no equipamento, aplicar nas equações
específicas da roseta retangular e obter as tensões e deformações experimentais. Através do canal virtual
introduzido no equipamento, é possível obter os valores experimentais diretamente.
O conjunto de massas que serão adicionadas à extremidade soma 32,6 kg, composto pelo suporte
e os discos como nas figuras 7 e 8.
Figura 7 – Conjunto de massas desmontado. Figura 8 – Conjunto de massas montado.

5. RESULTADOS EXPERIMENTAIS

Tabela I – Deformações medidas


P(kg) A (µm/m) B (µm/m) C (µm/m)
32,6 50,6 220,47 52,73

Tabela II – Tensões e deformações - Teóricas e experimentais.


Resultados Teóricos Resultados Experimentais
P (kg) 1 (µm/m) 2 (µm/m) 1 (MPa) 2(MPa) τmáx (MPa) 1 (µm/m) 2 (µm/m) 1 (MPa) 2 (MPa) τmáx (MPa)
32,6 -66,24 189,57 -7,22 42,42 24,82 -117,34 220,02 -11,28 40,62 25,98
Tensões e deformações principais diretas do equipamento: =>

6. RELATÓRIO: a) Apresentar o desenvolvimento para a obtenção das tensões teóricas mediante círculo
de Mohr, b) apresentar memória de cálculo para as deformações e tensões principais experimentais c)
comparar os resultados teóricos e experimentais obtidos e d) realizar uma análise crítica dos resultados.

7.RESULTADOS:
7.1.OBTENÇÂO DAS TENSOES TEORICAS PELO CICLO DE MOHR:

Para calcular as tensões principais e tensão de cisalhamento para o caso utilizado no experimento,
foram utilizadas as formulas teóricas que se encontram na figura 9, sendo que essas foram calculas com a
calculadora e conferidas através do Software MDsolids.
Os valores encontrados no software estão de acordo com os obtidos na calculadora sendo assim os
valores encontrados de tensões principais e tensão máxima de cisalhamento estão na figura 10,
respectivamente no retângulo vermelho e amarelo.
Figura 9 – Fórmulas utilizadas para o calculo do ciclo de Mohr.

Figura 10 – Software MDsolids utilizado para verificar os valores obtidos no ciclo de Mohr.

Similar ao processo realizado para calcular as tensões foi utilizado à mesma metodologia para se
calcular os valores teóricos das deformações para posteriormente se comparar aos valores experimentais.
Figura 11 – Fórmulas utilizadas para o calculo das deformações teóricas.

Figura 12 – Software MDsolids utilizado para verificar os valores obtidos de deformação.

7.2 CONCLUSÃO:

Selecionando uma linha do arquivo Excel obtido através dos valores obtidos na roseta, temos os
valores experimentais medidos pela roseta retangular.
Os valores de tensão teóricos e experimentais foram bem próximos sendo que a variação foi pouca.
Já os valores de deformação variaram bem mais sendo que ε1 a variação de 43,55% e a variação
de ε2 foi de 13,84%.
Uma possível explicação para as diferenças encontradas nos valores pode ser pela flutuação dos
valores lidos que ficam oscilando quando a massa é inserida no sistema.

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