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PROJETO DE MÁQUINAS II

Engenharia Mecânica – 8º período


Anápolis, GO - UniEVANGÉLICA

PROJETO DE UMA MÁQUINA DE TESTE DINÂMICO DE CAMO

Raphael Henrique Lopes Rosa


Centro Universitário de Anápolis - UniEVANGÉLICA. raphael-loppes@hotmail.com
Gabriel Farid Silva
Centro Universitário de Anápolis – UniEVANGÉLICA. farid_gabriel@hotmail.com
Kaio Assunção Oliveira Andrade
Centro Universitário de Anápolis – UniEVANGÉLICA. kaiogot07@gmail.com
Gino Bertollucci Colherinhas
Centro Universitário de Anápolis - UniEVANGÉLICA. gino.colherinhas@docente.unievangelica.edu.br

Resumo
“Quanto mais aumenta o nosso conhecimento, mais a nossa ignorância se evidencia. ”
John F. Kennedy

Precisa-se de uma máquina que permita a medição das características dinâmicas de camos. Essa
máquina deve ser dinamicamente silenciosa, ter deflexões mínimas e prover uma velocidade
rotacional praticamente constante, mas ajustável por causa das variações nas cargas de torque dos
camos. São fornecidos instrumentos para medir as forças dinâmicas e as acelerações do seguidor
de camo. A montagem do levantador de 1 in para testar camos pode ser projetada sob medida para
ajustar-se à máquina de teste. Os perfis do camo estão definidos. A velocidade rotacional deve ser
tão alta quanto possível, sem causar qualquer sobressalto no seguidor. Os camos devem ser fácil e
rapidamente substituíveis na máquina.
Os camos trabalharão em um banho de óleo que deve estar contido dentro da máquina.

Palavras-Chave: Máquina; Camo; Montagem; Velocidade Rotacional; Óleo.

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1. Introdução
Este trabalho consiste em 3 etapas fundamentais para o desenvolvimento de um projeto
de uma máquina de teste dinâmico de camo, que são representadas na tabela abaixo:
Tabela 1 - Descrição do Processo

ETAPAS DESCRIÇÃO
1 Descrição do Projeto Preliminar e Detalhamento do Projeto de Volante
2 Projeto de Mancais Hidrodinâmicos para Dispositivo de Teste de Camo
3 Otimização do Projeto da Mola de Extensão de Retorno do Estudo de Caso do Braço do Camo-Seguidor

Fonte: [Dos Autores]

2. Etapa 1: Descrição do Projeto Preliminar e Detalhamento do Projeto de Volante

O eixo do camo é afunilado para receber um cone no camo. Isso evita o uso de chavetas,
que podem introduzir vibração e ruído na reversão do torque. O camo será engastado axialmente ao
eixo para localização concêntrica. Um pino redondo para raios grandes tranca o camo ao cubo para
estabelecer a posição zero. Esse arranjo permite remoção e instalação rápida ao fazer a mudança
dos camos.
Um volante é fixado ao eixo do camo para prover modulação das oscilações de
velocidade durante variações de torque. O volante também serve como uma polia para uma correia
plana proveniente da polia menor do motor a fim de reduzir a velocidade do eixo de camo
adequadamente.
2.1. Desenvolvimento

Figura 1- Mecanismo de teste dinâmico de camo – um esquema geral de projeto

Fonte: [1]

 Testes Dinâmicos:

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Engloba todos os tipos de teste e níveis de testes de software. Executando o sistema para
ser testado, sendo um método tradicional inserindo uma entrada, executando o sistema e conferindo
uma saída. A análise estática e a dinâmica se complementam sendo as duas realizadas no sistema.
Além disso, são verificados itens como: o tempo de resposta, a performance da aplicação,
a capacidade do software se adaptar a diferentes ambientes, o comportamento funcional.
O volante é de 24 in de diâmetro e 1,88 in de espessura de aço sólido.
O momento de inércia da massa é I = 44 blob-in2. O coeficiente de flutuação, Cf, para
este volante foi encontrado por integração da função torque-tempo, pulso por pulso, para encontrar a
máxima energia de oscilação e sobre um ciclo.

Apesar do tamanho e do peso (220 lb) relativamente grandes deste volante, ele dá
apenas 75% de redução no torque de pico, porque sua velocidade angular é muito baixa. Volantes
precisam de alta velocidade ou massa muito alta para serem efetivos. O torque máximo com esse
volante é reduzido a 47 in-lb e o torque mínimo é agora –48 in-lb. O torque médio é imutável em 7 lb-
in. A forma da função de torque é a mesma que na Figura 2 com esses valores reduzidos de pico.

Figura 2- Torque no eixo do camo sem volante

Fonte: [1]

As Há inúmeras funções matemáticas usadas para definir o movimento do seguidor, e


essas estão em contínua fase de desenvolvimento.

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Algumas curvas conhecidas no estudo de camos são cicloidal, harmônica e polinomial,


além de suas respectivas variações.

Figura 3- Funções cicloidais usadas em simulações numéricas

Figura 4- Funções harmônicas usadas em simulações numéricas

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Figura 5- Funções polinomiais usadas em simulações numéricas

Precisa-se selecionar uma razão de velocidade para a correia de comando do motor ao


volante. Uma vez que o motor tem velocidade controlada no intervalo de operação de 0–1800 rpm,
podemos escolher um intervalo mais amplo para as velocidades operacionais do que aquelas
ditadas para o camo em questão, que necessita de 180 rpm.
Um intervalo de 0–400 rpm é razoável, desde que ponhamos um motor no meio desse
intervalo de velocidades para este camo e permitamos que outros camos sejam operados ou mais
rápida ou mais lentamente. O diâmetro da polia de comando é, então:

2.2. Conclusão
Muitos outros detalhes precisam ser considerados para chegar a um projeto acabado,
mas esses cálculos preliminares parecem indicar que o projeto proposto é viável.
O projeto de volante mais eficiente em termos de maximização do Im para uso mínimo de
material é aquele no qual a massa está concentrada no seu aro e seu cubo é suportado em
nervuras, como em uma roda de carruagem. Isso põe a maior parte da massa no maior raio possível
e minimiza o peso para um dado Im.

3. Etapa 2: Projeto de Mancais Hidrodinâmicos para Dispositivo de Teste de Camo

Mancais hidrodinâmicos no apoio de máquinas rotativas são amplamente utilizados


devido seus elevados níveis de confiabilidade e durabilidade (GLAVATSKIH; SPOHN, 2001).
Portanto, engenheiros envolvidos no desenvolvimento e projeto desse tipo de elemento devem estar
cientes das suas limitações e principais fenômenos que podem ocorrer nesses mancais.
Antes dos avanços computacionais na solução de problemas, tais como para a aplicação
de modelagem de mancais hidrodinâmicos, era uma forte tendência a utilização de rotores rígidos e
mancais flexíveis, para que assim as velocidades críticas do sistema sempre permanecessem
abaixo da velocidade de operação do conjunto rotativo (FRISWELL et al. 1998).
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No entanto, com a melhoria da capacidade de cálculo, os rotores passaram a operar em


faixas de rotação que estão entre velocidades críticas, sendo assim importante um correto estudo
dinâmico do rotor antes da instalação e operação.

Figura 6 - Componentes de um mancal hidrodinâmico

Fonte: [2]

O funcionamento desse tipo de mancal ocorre em 3 etapas (Figura 7): com o eixo do rotor
estático o mancal recebe o apoio direto do peso do rotor; em seguida, com o início da rotação, o
filme de óleo é forçado a se movimentar entre as superfícies do mancal e do eixo, tirando-o da
posição central e ainda deixando sobre uma condição incerta; por fim, ao se atingir a condição de
operação permanente, o eixo se posiciona em uma posição de equilíbrio (muitas das vezes
excêntrica em relação ao centro do mancal), onde o filme de óleo exerce uma força decorrente da
distribuição de pressão, sustentando assim o eixo do rotor na operação.

Figura 7 - Etapas do funcionamento de um mancal hidrodinâmico

Fonte: [3]

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O camo gera uma força dinâmica máxima de 110 lb a uma velocidade máxima de 180
rpm (3 rps), como definido no Estudo de Caso 10A. O volante pesa 220 lb e está localizado no meio
entre os dois mancais. A temperatura do volume de óleo está controlada a 200° F. O eixo do camo
tem 2 in de diâmetro e o projeto preliminar dos mancais permitiu até 2 in de comprimento.

Figura 8 - Mecanismo de teste dinâmico de camo – um esquema geral de projeto

Fonte: [1]

3.1. Desenvolvimento
Encontrar as forças de reação atuando em cada mancal a partir das forças aplicadas e
dimensões definidas na Figura 9. Somar os momentos em torno de R1 e pressuponha que as forças
para cima são positivas.

∑ 𝑀 = −110(−4,5) + [−220. (3,125)] + 6,25𝑅2

R2 = 30,8 lb

∑ 𝐹 = −110 – 220 + 30,8 + 𝑅1

R1 = 299,2 lb

Com isso, mancal em R1 absorve a maior parte da carga, portanto projetaremos para
essa força.
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Figura 9 - Seção transversal de um eixo de camo para o dispositivo de teste dinâmico de camo

Fonte: [1]

Um óleo ISO VG100 foi sugerido. A Figura 10 dá a viscosidade para esse óleo a 200°F de
cerca de 1,5 μreyns.

Figura 10 - Viscosidade absoluta contra a temperatura de óleos lubrificantes do petróleo em escalas de viscosidade ISO

Fonte: [Extraído da Norma AGMA 2001-B88]

Encontrando a pressão média ① no mancal para o comprimento suposto de 2 in e a folga


diametral ② no mancal para a razão de folga suposta.:

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Velocidade de superfície do eixo no mancal:

𝑈 = 𝜋𝑑𝑛′ = 𝜋(2)(3) ∴ 𝑈 = 18,85 𝑖𝑛/𝑠

Como a carga e a velocidade são conhecidas e as dimensões estão pressupostas, bem


como a viscosidade, a Equação ③ pode ser resolvida para o parâmetro adimensional Ke.

GO número de Ocvirk pode ser calculado a partir da Equação ④:

④ 𝑂𝑁 = 4𝜋𝐾𝑒  𝑂𝑁 = 4𝜋(1,323) ∴ 𝑂𝑁 = 16,6

O projeto do mancal é viável com base neste número aceitável de Ocvirk. A razão de
excentricidade pode ser encontrada pela Equação ⑤, que se ajusta melhor aos dados experimentais
que a equação teórica:
⑤ 𝜀 ≅ 0,21394 + 0,38517𝑙𝑜𝑔𝑂𝑁 − 0,0008(𝑂𝑁 − 60)
𝜀 ≅ 0,21394 + 0,38517 log (16,6) − 0,0008(16,6 − 60) ∴ 𝜀 = 0,719

A espessura mínima do filme é encontrada pela Equação ⑥:

⑥ ℎ𝑚𝑖𝑛 = 𝐶𝑟(1 − 𝜀)  ℎ𝑚𝑖𝑛 = 0,001(1 − 0,719) ∴ ℎ𝑚𝑖𝑛 = 0,000281 𝑖𝑛 (281 𝜇𝑖𝑛)

Esta é uma espessura de filme abundante para proteger até um mancal pobremente
acabado, o que não é o caso.

3.2. Conclusão
O estudo bem elaborado de um elemento de suporte, como o mancal hidrodinâmico, é
importante para a etapa de projeto e operação de máquinas rotativas, principalmente as de grande
porte encontradas em indústrias de segmento pesado.

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4. Etapa 3: Otimização do Projeto da Mola de Extensão de Retorno do Estudo de Caso do


Braço do Camo-Seguidor

O dimensionamento preliminar deste dispositivo é mostrado na Figura 11.


O braço do seguidor é carregado contra o camo por meio de uma mola de extensão com
ganchos em cada extremidade. Os cálculos efetuados no Estudo de Caso 10A (etapa 1) indicam que
uma constante de mola de 25 lb/in e uma pré-carga de 25 lb manterão a força do seguidor positiva
entre 13 e 110 lb na velocidade de projeto de 180 rpm. O comprimento da mola deve ser adequado
para que esta possa ser empacotada como mostrado na Figura 11, isto é, da mesma ordem de
magnitude que o diâmetro do camo, que é 8 in. O ponto de fixação da mola ao chão é ajustável.
4.1. Desenvolvimento
A constante de mola é 25 lb/in com uma pré-carga de 25 lb. A deflexão dinâmica da mola
é de 1,5 in. A mola deve operar em um banho de óleo cuja temperatura está abaixo de 250°F. Vida
infinita é requerida. Usando fio musical ASTM A228 e ganchos padronizados em cada extremidade.
Pressuponha um diâmetro inicial de fio de 0,177 in dentre os tamanhos disponíveis na
Tabela 14-2. Pressuponha um índice de mola C = 8 e calcule o diâmetro médio de espira, D.

Use o valor assumido de C para determinar um valor inicial de tensão nas espiras τ i a
partir da equação como sendo um valor médio entre as funções que margeiam o intervalo aceitável
de pré-cargas de mola.

Determine o fator de cisalhamento direto:

Substitua o valor de Ks obtido no passo 3 e use o valor de τi da equação obtido no passo


2 para τmax na Equação 14.8b para determinar o valor correspondente de força inicial de tração na
espira, Fi:

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Verifique se esse valor de força é menor que os 25 lbf de força aplicada mínima F min,
como é neste caso. Qualquer força menor que Fi na mola não a defletirá.

Figura 11 – Braço de camo-seguidor com mola de retorno helicoidal de extensão

Fonte: [1]

Determine a força máxima a partir da razão e deflexão dadas e use-as para determinar as
forças média e alternada com a equação:

Utilize o fator de cisalhamento direto, Ks, e valores previamente assumidos para


determinar a tensão mínima, τmin, e a tensão média, τm:

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Encontre o fator de W ahl, Kw, e use-o para calcular a tensão de cisalhamento alternada na
espira:

Encontre o limite de resistência à tração do material do fio musical e use-o para


determinar o limite de resistência ao cisalhamento e a resistência ao escoamento sob torção para o
corpo da espira, assumindo a não remoção de deformações permanentes:

Encontre o limite de duração do fio para molas não jateadas e converta-o para resistência
à fadiga sob carregamento:

O coeficiente de segurança à fadiga para espiras em torção é calculado usando a


equação abaixo:

Observe que é utilizada a tensão mínima devida à força Fmin neste cálculo, não a tensão
de enrolamento de espira.
As tensões nos ganchos de extremidade também precisam ser determinadas. As tensões
de flexão no ponto A do gancho na Figura 12 são encontradas a partir da equação abaixo:

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Figura 12 – Pontos de tensão máxima em uma


arruela elástica de mola Belleville

Converta a resistência à fadiga torcional em uma resistência de fadiga sob tração e utilize-
a juntamente com o limite de resistência à tração para determinar um coeficiente de segurança à
fadiga para o gancho em flexão:

Encontre as tensões torcionais no ponto B do gancho e o valor assumido de C2 = 5.

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O coeficiente de segurança à fadiga para o gancho em torção é calculado usando a


equação abaixo:

Dois desses fatores são aceitáveis. O coeficiente de segurança do gancho em flexão é


baixo.
Para obter a constante de mola especificada, o número de espiras ativas deve satisfazer
à equação abaixo:

Observe que arredondamos este valor para o valor 1/4 mais próximo, uma vez que a
tolerância de fabricação não pode alcançar precisão melhor. Isso torna o valor real de constante de
mola k = 24,8 lbf/in.
O número total de espiras no corpo e o comprimento do corpo da mola são:

O comprimento de um gancho padronizado é igual ao diâmetro interno da espira. O


comprimento livre é:

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A deflexão máxima e o comprimento de mola nessa deflexão são:

Esse comprimento está dentro do diâmetro máximo de camo sendo, portanto, aceitável.

A frequência natural dessa mola é determinada a partir da abaixo e é:

3720
A razão entre a frequência natural e a frequência forçante é: = 20,7, que é
180
suficientemente alta.

A especificação de projeto para esta mola A228 é então:

4.2. Conclusão
Este projeto é restrito, já que se prediz que o gancho deva falhar sob fadiga flexional
depois de cerca de um milhão de ciclos de operação. Se essa é uma vida muito curta, então um
novo ciclo de iteração deve ser promovido para se chegar a um resultado melhor. Aumentar o
diâmetro do fio para 0,192 in e o índice de mola para 8,5 aumentará todos os coeficientes de
segurança, sendo o do gancho sob flexão o menor deles, valendo 1,2.

5. Conclusão Final

O projeto de volante mais eficiente em termos de maximização do Im para uso mínimo de


material é aquele no qual a massa está concentrada no seu aro e seu cubo é suportado em
nervuras, como em uma roda de carruagem. Isso põe a maior parte da massa no maior raio possível
e minimiza o peso para um dado Im.
O estudo bem elaborado de um elemento de suporte, como o mancal hidrodinâmico, é
importante para a etapa de projeto e operação de máquinas rotativas, principalmente as de grande
porte encontradas em indústrias de segmento pesado.
As molas são muito utilizadas em máquinas de todos os tipos para prover compressão,
tração ou forças de torção, ou ainda armazenar energia potencial. O projeto de molas, seja ele
estático ou dinâmico, é inerentemente um exercício iterativo. Devem ser feitas hipóteses a respeito
dos valores de diversos parâmetros a fim de que os cálculos possam ser executados. Geralmente, o
resultado do primeiro cálculo é um projeto malsucedido, requerendo que sejam feitas mudanças nos
dados admitidos e que os dados sejam recalculados. Um computador é indispensável neste
processo.

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6. Referências

[1] NORTON, Robert L. Projeto de máquinas: Uma abordagem integrada, 4ª edição. Porto
Alegre: Bookman, 2004.
[2] Pump and Systems, http://www.pumpsandsystems.com/bearings/may-2016-combined-thrust-
journal-bearingassembly-reduces-cost-risk-large-pump-users.
[3] AMIT CHAUHAN AND RAKESH SEHGAL, Thermal Studies of Non-Circular Journal Bearing
Profiles: Offset-Halves and Elliptical. Performance Evaluation of Bearings.
[4] NIEMANN, G. Elementos de Maquinas. 2º Edição, Vol. 3. Edgard Blücher. 1971.
[5] COLLINS, J. A. Projeto mecânico de elementos de máquinas: uma perspectiva de
prevenção da falha. 2. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2019.
[6] BUDYNAS, R. G.., NISBETT, J. K. Elementos de Máquinas de Shigley. 10ª Ed. Porto
Alegre: AMGH. 2016.
[7] JUVINALL, R. C. Fundamentos do projeto de componentes de máquinas. 5. ed. Rio de
Janeiro: LTC, 2019.
[8] ASHBY, M. F. Seleção de materiais no projeto mecânico. 5. ed. Rio de Janeiro: Elsevier,
2019.
[9] MOTT, R. L. Elementos de Máquina em Projetos Mecânicos. 5ª ed. São Paulo: Pearson,2015.
[10] SHIGLEY, Joseph E. MISCHKE, C. R. BUDYNAS, R. G. Projeto de engenharia mecânica.
7ª ed. Porto Alegre, Bookman, 2005.
[11] NOVASKI, O. Introdução à Engenharia de Fabricação Mecânica. São Paulo: Edgard
Blucher Ltda, 2011.

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