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BROOKFIELD RENEWABLE ENERGY GROUP

SANTA ANA ENERGÉTICA S.A.

PEQUENA CENTRAL HIDRELÉTRICA SANTA ANA

RIO ENGANO

RELATÓRIO DE MONITORAMENTO DOS PROGRAMAS AMBIENTAIS

FASE DE OPERAÇÃO DA USINA


Fevereiro a Abril de 2014

Processo de Licenciamento FATMA Nº DIV-00900/CRF

Elaboração:

1
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental

Engenharia e Consultoria Ltda.


Licença Ambiental de Operação – LAO Nº 190/2009

RELATÓRIO DE MONITORAMENTO DOS PROGRAMAS AMBIENTAIS

FASE DE OPERAÇÃO DA USINA

FEVEREIRO A ABRIL DE 2014

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PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
SUMÁRIO
RELATÓRIO DE MONITORAMENTO DOS PROGRAMAS AMBIENTAIS................1

FASE DE OPERAÇÃO DA USINA..............................................................................1

1 APRESENTAÇÃO...............................................................................................22

1.1 Identificação do Empreendedor................................................................22

1.2 Identificação da Empresa Responsável pelos Estudos.........................23

2 CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO.................................................24

3 PROGRAMAS AMBIENTAIS..............................................................................25

3.1 Programa de Gestão Ambiental................................................................26


3.1.1 Introdução..............................................................................................26
3.1.2 Avaliação dos Programas Ambientais..................................................26

3.2 Programa de Educação Ambiental e Comunicação Social....................34


3.2.1 Introdução..............................................................................................34
3.2.2 Proposta de Atividade...........................................................................35

3.3 Programa de Monitoramento Hidrossedimentológico...........................37


3.3.1 Introdução..............................................................................................37
3.3.2 Rede Hidrossedimentométrica Operada...............................................37
3.3.3 Medições Realizadas............................................................................38
3.3.4 Análise dos Resultados.........................................................................48

3.4 Programa de Monitoramento Limnológico e de Qualidade da Água....69


3.4.1 Objetivos................................................................................................70
3.4.2 Metodologia...........................................................................................70
3.4.3 Resultados.............................................................................................72
3.4.4 Índice de Qualidade da Água – IQA......................................................80
3.4.5 Índice do Estado Trófico - IET...............................................................97
3.4.6 Índice de Qualidade de Água de Reservatórios – IQAR.....................100

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PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
3.5 Programa de Restauração de Áreas Degradadas, Recomposição da
Mata Ciliar e Monitoramento das Margens do Reservatório..........................106
3.5.1 Introdução............................................................................................106
3.5.2 Monitoramento Técnico Ambiental – Campanha V............................106
3.5.3 Considerações Finais..........................................................................147

3.6 Programa de Monitoramento da Fauna Terrestre e Ictiofauna............150


3.6.1 Fauna Terrestre...................................................................................150
3.6.2 Ictiofauna.............................................................................................276

3.7 Programa de Gestão dos Resíduos Sólidos..........................................332


3.7.1 Introdução............................................................................................332

3.8 Programa de Segurança de Barragem, Inspeção e Monitoramento e


Ações de Emergência.........................................................................................338
3.8.1 Introdução............................................................................................338
3.8.2 Objetivo................................................................................................338
3.8.3 Critérios Adotados na Inspeção/Monitoramento.................................338

4 REFERÊNCIAS.................................................................................................356

5 EQUIPE TÉCNICA.............................................................................................385

6 ANEXOS............................................................................................................386

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PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
LISTA DE FIGURAS

Figura 1: Tempo de enchimento da garrafa, com volume de 400 cm³, em


processo de amostragem de sedimentos em suspensão....................................43
Figura 2: Obtenção da descarga sólida não-medida a partir da velocidade
média do curso d’água.............................................................................................45
Figura 3: Obtenção da concentração relativa a partir da velocidade média e da
profundidade média do curso d’água.....................................................................46
Figura 4: Obtenção do fator de correção a partir da razão de eficiência...........47
Figura 5: Preservação da amostra..........................................................................72
Figura 6: Coleta de água...........................................................................................73
Figura 7: Coleta de água...........................................................................................73
Figura 8: Coleta de água...........................................................................................74
Figura 9: Localização da barragem e tomada d’água da PCH Santa Ana........107
Figura 10: Desenvolvimento de cobertura vegetal pioneira sobre o material
retirado do leito do Rio nas imediações da Barragem (ANTES)........................108
Figura 11: Local onde foi depositado o material retirado do leito do Rio nas
imediações da estrada de acesso à barragem (DEPOIS)...................................109
Figura 12: Local onde foi depositado o material retirado do leito do Rio (bota
fora), nas imediações da estrada de acesso à barragem...................................109
Figura 13: Operação de retirada de substrato do leito do Rio Engano, nas
imediações da tomada d’água...............................................................................110
Figura 14: Localização do Talude com sinais de erosão e desbarrancamento.
...................................................................................................................................110
Figura 15: Desenvolvimento de cobertura vegetal pioneira sobre o solo do
talude localizado nas imediações da tomada d’água (ANTES)..........................111
Figura 16: Operação de retirada de substrato do leito do Rio Engano, nas
imediações da tomada d’água (ao fundo)............................................................112
Figura 17: Presença de erosão em sulcos em alguns locais da estrada de
acesso ao canal de adução (ANTES)....................................................................113
Figura 18: Presença de erosão em sulcos em alguns locais da estrada de
acesso ao canal de adução (DEPOIS)...................................................................114
Figura 19: A presença da antiga tubulação do extravasor nas imediações da
estrada......................................................................................................................115
Figura 20: Localização do extravasor na PCH Santa Ana..................................115

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PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Figura 21: Dimensão da área degradada pelo desbarrancamento do talude do
extravasor, com destaque para o traçado do curso d’água em azul................116
Figura 22: Localização do antigo talude do extravasor após o seu
desbarrancamento (ANTES)..................................................................................117
Figura 23: Rastro de destruição ambiental provocado pelo deslocamento de
massa após o desmoronamento do talude (ANTES)..........................................117
Figura 24: Rastro de destruição ambiental provocado pelo deslocamento de
massa após o desmoronamento do talude em direção Rio do Engano (ANTES).
...................................................................................................................................118
Figura 25: Talude onde houve o desbarrancamento, em processo de
recuperação estrutural...........................................................................................118
Figura 26: Presença de agregados de rocha, solo e resíduos de plástico/lona
no leito do curso d’água do canal extravasor (ANTES)......................................119
Figura 27: Erosão da margem e alargamento do canal do curso d’água
(ANTES)....................................................................................................................120
Figura 28: Presença de agregados de rocha, solo e resíduos de plástico/lona
no leito do curso d’água do canal extravasor (DEPOIS)....................................120
Figura 29: Erosão da margem e alargamento do canal do curso d’água
(DEPOIS)...................................................................................................................121
Figura 30: Desenvolvimento de cobertura vegetal pioneira sobre o solo da área
degrada pelo deslizamento do talude do extravasor (ANTES)..........................121
Figura 31: Desenvolvimento de cobertura vegetal pioneira sobre o solo da área
degrada pelo deslizamento do talude do extravasor (DEPOIS).........................122
Figura 32: Desenvolvimento de cobertura vegetal pioneira sobre o solo da área
degrada pelo deslizamento do talude do extravasor ainda é bastante
prematuro, mas já começa a permitir a estabilização do solo contra os
processos erosivos.................................................................................................122
Figura 33: Talude do extravasor revestido com lona impermeável (ANTES)...123
Figura 34: Galeria de concreto armado que está sendo construída na base do
talude do extravasor (ANTES)...............................................................................124
Figura 35: Galeria de concreto armado que está sendo construída na base do
talude do extravasor (DEPOIS)..............................................................................124
Figura 36: Galeria de concreto armado que está sendo construída na base do
talude do extravasor, com destaque no muro ala (DEPOIS)..............................125
Figura 37: Canteiro de obras.................................................................................125
Figura 38: Canal de adução da PCH Santa Ana apresenta telas de isolamento.
...................................................................................................................................126
Figura 39: Muro de concreto construído na base do talude, localizado nas
imediações do canal de adução............................................................................127
Figura 40: As obras de reconformação dos taludes estão adiantadas............127

6
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Figura 41: A estrada de acesso à câmara de carga, localizada nas imediações
do Canal de adução da PCH Santa Ana................................................................128
Figura 42: Sistema de drenagem pluvial da estrada...........................................129
Figura 43: Canaletas de contenção da estrada estão parcialmente obstruídas.
...................................................................................................................................129
Figura 44: Ocorrência de buraco de infiltração na estrada de acesso à câmara
de carga (Buraco I - Campanha I – ANTES)..........................................................130
Figura 45: Ocorrência de buraco de infiltração na estrada de acesso à câmara
de carga (Buraco II - Campanha I - ANTES).........................................................130
Figura 46: Ocorrência de buraco de infiltração na estrada de acesso à câmara
de carga (Buraco I - Campanha IV)........................................................................131
Figura 47: Localização dos buracos de infiltração na estrada de acesso à
câmara de carga......................................................................................................132
Figura 48: Ocorrência de buraco de infiltração na estrada de acesso à câmara
de carga (Buraco I - Campanha V - DEPOIS)........................................................132
Figura 49: Estrada construída nas imediações da estrada de acesso à câmara
de carga (ANTES)....................................................................................................133
Figura 50: Estrada construída nas imediações da estrada de acesso à câmara
de carga (ANTES)....................................................................................................133
Figura 51: Estrada construída nas imediações da estrada de acesso à câmara
de carga (ANTES)....................................................................................................134
Figura 52: Estrada construída nas imediações da estrada de acesso à câmara
de carga, com destaque para a presença das bacias de
decantação/sedimentação (DEPOIS)....................................................................134
Figura 53: Presença de rachadura longitudinal na crista do talude..................135
Figura 54: Presença de rachadura longitudinal na crista do talude..................135
Figura 55: Processo de regeneração natural no talude degradado já iniciou. 136
Figura 56: Obras de reconformação do relevo e estabilização de talude,
localizado à montante do canal de adução e do extravasor (ANTES)..............137
Figura 57: Obras de reconformação do relevo e estabilização de talude,
localizado à montante do canal de adução e do extravasor (ANTES)..............137
Figura 58: Operações de reconformação do relevo e estabilização de talude
(ANTES)....................................................................................................................138
Figura 59: Operações de reconformação do relevo e estabilização de talude
(ANTES)....................................................................................................................138
Figura 60: Reconformação do relevo e estabilização de talude (ANTES)........138
Figura 61: Reconformação do relevo e estabilização de talude (ANTES)........138
Figura 62: Reconformação do relevo e estabilização de talude (ANTES)...............139
Figura 63: Reconformação do relevo e estabilização de talude (ANTES)........139

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PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Figura 64: Reconformação do relevo e estabilização de talude (DEPOIS).............139
Figura 65: Reconformação do relevo e estabilização de talude e rede de
drenagem (DEPOIS)................................................................................................139
Figura 66: Implantação de rede de drenagem (DEPOIS).........................................140
Figura 67: Implantação de rede de drenagem (DEPOIS)....................................140
Figura 68: Obras de reconformação do relevo e estabilização de talude estão
provocando o assoreamento de parte das canaletas de drenagem.................140
Figura 69: Ravinas de erosão na estrada de acesso aos taludes (ANTES)............141
Figura 70: Ravinas de erosão na estrada de acesso aos taludes (ANTES)......141
Figura 71: Ravinas de erosão na estrada de acesso aos taludes (DEPOIS)..........141
Figura 72: Ravinas de erosão na estrada de acesso aos taludes (DEPOIS)....141
Figura 73: Plantio de plantas de cobertura em talude corte através do
picoteamento do solo.............................................................................................142
Figura 74: Sementes de brachiaria hibrida peletizadas............................................142
Figura 75: Identificação das sementes utilizadas no plantio.............................142
Figura 76: Localização dos Bota Fora..................................................................144
Figura 77: Bota espera de aterro representado pelo Ponto 6 (ANTES)............145
Figura 78: Bota espera de aterro representado pelo Ponto 7, localizado em
Área de Preservação Permanente – APP, na margem esquerda do Rio Engano
(ANTES)....................................................................................................................145
Figura 79: Aterro removido do local no Ponto 6 (DEPOIS)................................145
Figura 80: Aterro removido do local no Ponto 7 (DEPOIS)................................145
Figura 81: Localização do novo local de Bota Fora............................................146
Figura 82: Localização do novo local de Bota Fora............................................146
Figura 83: Ocorrência de pequena voçoroca na base superior do bota fora...147
Figura 84: Ocorrência de pequena voçoroca na base superior do bota fora...147
Figura 85: Sulco erosivo no talude do bota fora.................................................147
Figura 86: Perdas de solo por erosão...................................................................147
Figura 87: Mudas de Pinus sp. encontradas nos taludes, em meio à cobertura
vegetal rasteira........................................................................................................149
Figura 88: Profissional durante o preparativo de iscas para as armadilhas
shermann e tomahawk............................................................................................155
Figura 89: Kits de armadilhas tomahawk e shermann instaladas nas áreas
estudadas.................................................................................................................155
Figura 90: Profissionais no processo de instalação e disposição das
armadilhas nas áreas estudadas...........................................................................156

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PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Figura 91: Armadilhas tomahawk instaladas e dispostas em ponto estratégico,
nas áreas estudadas...............................................................................................157
Figura 92: Armadilhas shermann e Tomahawk em pontos estratégicos nas
áreas estudadas......................................................................................................158
Figura 93: Instalação e disposição de Armadilhas.............................................159
Figura 94: Profissional durante o processo de instalação de um dos conjuntos
de redes de neblina nas áreas de estudos e tamanho da malha utilizada.......160
Figura 95: Processo detalhado de instalação, monitoramento e retirada das
aves presas às redes instaladas...........................................................................161
Figura 96: Profissionais no processo de instalação de um dos equipamentos
fotográficos utilizados na amostragem................................................................163
Figura 97: Imagem detalhada de um dos equipamentos utilizados..................163
Figura 98: Profissionais na busca por vestígios deixados pela fauna nos locais
de estudos................................................................................................................164
Figura 99: Profissional durante o período noturno realizando procura visual e
auditiva por anfíbios em sítios propícios para sua reprodução e ou
vocalização..............................................................................................................165
Figura 100: Profissional em transectos nas bordas do rio e imediações do
empreendimento, em período noturno em busca de espécies de anfíbios.....166
Figura 101: Profissional em pontos estratégicos na observação e percurso de
transectos com o objetivo de registros da avifauna local..................................167
Figura 102: Localização dos pontos de amostragem (transectos) da fauna
terrestre na PCH SANTA ANA, parte 1/2...............................................................171
Figura 103: Localização dos pontos de amostragem (transectos) da fauna
terrestre na PCH SANTA ANA, parte 2/2...............................................................172
Figura 104: Delimitação em imagem de satélite do transecto A - B..................173
Figura 105: Delimitação em imagem de satélite do transecto C - D..................174
Figura 106: Delimitação em imagem de satélite do transecto E - F..................175
Figura 107: Delimitação em imagem de satélite do transecto G - H..................176
Figura 108: Delimitação em imagem de satélite do transecto I - J....................177
Figura 109: Delimitação em imagem de satélite do transecto K - L..................178
Figura 110: Aspectos da vegetação nas imediações da bacia do rio Engano.179
Figura 111: Aspectos vegetacionais do rio Engano. Região da casa de força e
jusante......................................................................................................................180
Figura 112: Aspectos vegetacionais do rio Engano...........................................181
Figura 113: Aspectos vegetacionais nas margens do rio Engano....................182
Figura 114: Índice de Diversidade de Shannon – H’ ao longo das amostragens.. . .188
Figura 115: Índice da Equitabilidade de Pielou (E) ao longo das amostragens.......190

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PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Figura 116: Índice da Equitabilidade de Pielou (E) ao longo das amostragens.......190
Figura 117: Solo revolvido / escavado em pequenos pontos, características de
Nasua nasua (quati)................................................................................................197
Figura 118: Peixe parcialmente devorado por Lontra longicaudis (Lontra).....197
Figura 119: Exemplar de Hydrochaeris hydrochaeris (capivara)......................198
Figura 120: Exemplar de Cavia aperea (preá)......................................................198
Figura 121: Exemplar de Euryoryzomys russatus (rato)....................................199
Figura 122: – Exemplar de Philander frenatus (Cuíca-d’água)..........................199
Figura 123: Exemplar de Didelphis albiventris (Gambá-de-orelha-branca),
sendo libertado após captura................................................................................200
Figura 124: Mapa com indicação do número de espécies ameaçadas por
bioma........................................................................................................................201
Figura 125: Mapa por unidade federativa de espécies vulneráveis a extinção.
...................................................................................................................................202
Figura 126: Vista do local das instalações das redes mist nets 01 e 02. Fonte
Google Earth, 2011..................................................................................................208
Figura 127: Vista do local das instalações das redes mist nets 01 e 02. Fonte
Google Earth, 2011..................................................................................................209
Figura 128: Exemplar de Desmodus rotundus....................................................214
Figura 129: Exemplar de Carollia perspicillata....................................................214
Figura 130: Depósitos artificiais de água no entorno do empreendimento.....221
Figura 131: Depósitos artificiais de água no entorno do empreendimento.....222
Figura 132: Rio Engano e entornos, sendo alvo de buscas e escutas de
anfíbios.....................................................................................................................223
Figura 133: Exemplar de Rhinella abei (sapo cururuzinho)...............................225
Figura 134: Exemplar de Rhinella icterica (sapo cururu)...................................225
Figura 135: Exemplares de Leptodactylus latrans, (rã manteiga).....................226
Figura 136: Exemplar de Hypsiboas faber (sapo ferreiro)..................................226
Figura 137: Exemplar de Hypsiboas bischoffi (pererequinha)...........................227
Figura 138: Exemplar de Dendropsophus microps (pererequinha)..................227
Figura 139: Exemplar de Physalaemus gracilis (Rã-chorona)...........................228
Figura 140: Exemplar de Bothrops jararaca (Jararaca)......................................233
Figura 141: Exemplar de Salvator merianae (lagarto teiú).................................234
Figura 142: Índice de Diversidade de Shannon – H’ ao longo das amostragens.
...................................................................................................................................235
Figura 143: Índice da Equitabilidade de Pielou (E) ao longo das amostragens.
...................................................................................................................................237

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PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Figura 144: Índice da Riqueza de Margalef (R) ao longo das amostragens.....237
Figura 145: Vista do local das instalações das redes mist nets 01 e 02. Fonte
Google Earth, 2011..................................................................................................246
Figura 146: Vista do local das instalações das redes mist nets 01 e 02. Fonte
Google Earth, 2011..................................................................................................247
Figura 147: Índice de Diversidade de Shannon – H’ ao longo das amostragens.. . .261
Figura 148: Índice da Equitabilidade de Pielou (E) ao longo das amostragens.......262
Figura 149: Índice da Riqueza de Margalef (R) ao longo das amostragens............263
Figura 150: Exemplar de Tangara seledon (Saíra-sete-cores)...........................268
Figura 151: Exemplar de Stelgidopteryx ruficollis (Andorinha serradora).......268
Figura 152: Exemplar de Tyrannus savanna (Tesourinha).................................269
Figura 153: Exemplar de Tyrannus melancholicus (suiriri)...............................269
Figura 154: Exemplar de Myiodynastes maculatus (Bem-te-ví-rajado)............270
Figura 155: Exemplar de Amazonetta brasiliensis (marreca-pé-vermelho)......270
Figura 156: Exemplar de Phimosus infuscatus (Tapicuru-cara-pelada)...........271
Figura 157: Exemplar de Sporagra magellanica (Pintassilgo)...........................271
Figura 158: Exemplar de Jacana jacana (jaçanã)................................................272
Figura 159: Exemplar de Nystalus chacuru (joão-bobo)....................................272
Figura 160: Exemplar de Pyrocephalus rubinus (Príncipe)................................273
Figura 161: Exemplar de Tersina viridis (Saí-andorinha)...................................273
Figura 162: Exemplar de Sicalis flaveola (Canário-terra-verdadeiro)................274
Figura 163: Exemplar de Cyanocorax caeruleus (Gralha-azul)..........................274
Figura 164: Exemplar de Thalurania glaucopis (Beija-flor-frente-violeta)........275
Figura 165: Exemplar de Sporophila caerulescens (coleirinho)........................275
Figura 166: Exemplar de Zonotrichia capensis (Tico-tico).................................276
Figura 167: Regiões Hidrográficas de Santa Catarina........................................280
Figura 168: Regiões Hidrográficas de Santa Catarina e locação da bacia em
estudo.......................................................................................................................280
Figura 169: Municípios constituintes da Bacia do Rio Tijucas. Fonte: Comitê da
Bacia Hidrográfica do Rio Tijucas)........................................................................281
Figura 170: Localização dos pontos de amostragem da ictiofauna na PCH
SANTA ANA em imagem de satélite (Google Earth)...........................................283
Figura 171: Localização do ponto ICTIO-01 em imagem de satélite.................284
Figura 172: Registro fotográfico do ponto ICTIO-01...........................................285
Figura 173: Localização do ponto ICTIO-02 em imagem de satélite.......................286
Figura 174: Registro fotográfico do ponto ICTIO-02.................................................286

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PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Figura 175: Localização do ponto ICTIO-03 em imagem de satélite.......................287
Figura 176: Registro fotográfico do ponto ICTIO-03.................................................288
Figura 177: Localização do ponto ICTIO-04 em imagem de satélite.................289
Figura 178: Registro fotográfico do ponto ICTIO-04.................................................289
Figura 179: Profissional realizando a instalação do material de coleta...................292
Figura 180: Profissional realizando a instalação do material de coleta...........293
Figura 194: Profissional realizando a instalação do material de coleta...........293
Figura 182: Profissional realizando a revista de rede de espera.......................294
Figura 183: Profissional realizando a revista de rede de espera.......................294
Figura 184: Profissional realizando a instalação de espinhel............................295
Figura 185: Profissional realizando amostragem qualitativa com auxílio de
tarrafa.......................................................................................................................295
Figura 186: Profissional realizando amostragem qualitativa com auxílio de
tarrafa.......................................................................................................................296
Figura 187: Profissional realizando amostragem qualitativa com auxílio de
tarrafa.......................................................................................................................296
Figura 188: Registro fotográfico de Astyanax sp. 1, espécie que mais
contribuiu em número de exemplares coletados na amostragem (47,92%).. . .298
Figura 189: Registro fotográfico de Rhamdia quelen, espécie que mais
contribuiu em biomassa coletada na amostragem (53,26%).............................300
Figura 190: Vista geral do barramento e escada de peixes situada nas
proximidades de sua ombreira direita..................................................................326
Figura 191: Escada de peixes na PCH SANTA ANA............................................327
Figura 192: Detalhe da escada de peixes na PCH SANTA ANA.........................327
Figura 193: Material de obra estocado na área de coleta seletiva.....................334
Figura 194: Material de obra estocado na área de coleta seletiva.....................334
Figura 195: Material de obra estocado na área de coleta seletiva.....................335
Figura 196: Lixo ao longo do canal de adução....................................................335
Figura 197: Pedaços de lona plástica utilizada nas obras de contenção de
taludes......................................................................................................................336
Figura 198: Pedaços de lona plástica e garrafas pet..........................................336
Figura 199: Banheiros desativados na estrada de acesso à tomada d’água...337
Figura 200: Restos de obras do muro de proteção – ombreira direita da
barragem..................................................................................................................337
Figura 201: Recomposição do talude na margem esquerda do canal de adução.
...................................................................................................................................351
Figura 202: Infiltração na estrada que margeia o canal de adução...................352

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PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Figura 203: Placa indicativa de Aviso de Área de Risco....................................352
Figura 204: Vista da aproximação da câmara de carga......................................353
Figura 205: Placa de aviso junto à mureta da câmara de carga........................353
Figura 206: Vista do conduto forçado..................................................................354
Figura 207: Obras de desassoreamento na área de aproximação da...............354
Figura 208: Obras finais de recuperação do canal extravasor..........................355

LISTA DE TABELAS

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PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Tabela 1: Santa Ana Montante.................................................................................48
Tabela 2: Santa Ana Jusante...................................................................................48
Tabela 3: Resumo das Medições de Descarga Líquida........................................51
Tabela 4: Resumo das Medições de Descarga Líquida........................................51
Tabela 5: Resumo das Medições de Descarga Sólida..........................................54
Tabela 6: Resumo das Medições de Descarga Sólida..........................................54
Tabela 7: Resultados de Ensaios Sedimentométricos.........................................63
Tabela 8: Resultados de Ensaios Sedimentométricos.........................................64
Tabela 9: Análise Granulométrica – PCH Santa Ana Montante...........................65
Tabela 10: Análise Granulométrica – PCH Santa Ana Jusante............................67
Tabela 11: Pontos de Monitoramento.....................................................................71
Tabela 12: Parâmetros de Análise...........................................................................71
Tabela 13: Resultados março/2013.........................................................................75
Tabela 14: Resultados junho/2013..........................................................................76
Tabela 15: Resultados setembro/2013....................................................................77
Tabela 16: Resultados dezembro/2013...................................................................78
Tabela 17: Resultados março/2014.........................................................................79
Tabela 18: Nível de Qualidade da Água..................................................................86
Tabela 19: Cálculo para o Ponto 01 – março/2013 (montante reservatório da
PCH Santa Ana).........................................................................................................86
Tabela 20: Cálculo para o Ponto 01 – junho/2013 (montante reservatório da
PCH Santa Ana).........................................................................................................87
Tabela 21: Cálculo para o Ponto 01 – setembro/2013 (montante reservatório da
PCH Santa Ana).........................................................................................................87
Tabela 22: Cálculo para o Ponto 01 – dezembro/2013 (montante reservatório da
PCH Santa Ana).........................................................................................................88
Tabela 23: Cálculo para o Ponto 01 – março/2014 (montante reservatório da
PCH Santa Ana).........................................................................................................88
Tabela 24: Cálculo para o Ponto 02 – março/2013 (reservatório da PCH Santa
Ana).............................................................................................................................89
Tabela 25: Cálculo para o Ponto 02 – junho/2013 (reservatório da PCH Santa
Ana).............................................................................................................................89
Tabela 26: Cálculo para o Ponto 02 – setembro/2013 (reservatório da PCH
Santa Ana)..................................................................................................................90
Tabela 27: Cálculo para o Ponto 02 – dezembro/2013 (reservatório da PCH
Santa Ana)..................................................................................................................90

14
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Tabela 28: Cálculo para o Ponto 02 – março/2014 (reservatório da PCH Santa
Ana).............................................................................................................................91
Tabela 29: Cálculo para o Ponto 03 – março/2013 (trecho de vazão reduzida da
PCH Santa Ana).........................................................................................................91
Tabela 30: Cálculo para o Ponto 03 – junho/2013 (trecho de vazão reduzida da
PCH Santa Ana).........................................................................................................92
Tabela 31: Cálculo para o Ponto 03 – setembro/2013 (trecho de vazão reduzida
da PCH Santa Ana)....................................................................................................92
Tabela 32: Cálculo para o Ponto 03 – dezembro/2013 (trecho de vazão reduzida
da PCH Santa Ana)....................................................................................................93
Tabela 33: Cálculo para o Ponto 03 – março/2014 (trecho de vazão reduzida da
PCH Santa Ana).........................................................................................................93
Tabela 24: Cálculo para o Ponto 04 – março/2013 (jusante da casa de força da
PCH Santa Ana).........................................................................................................94
Tabela 35: Cálculo para o Ponto 04 – junho/2013 (jusante da casa de força da
PCH Santa Ana).........................................................................................................94
Tabela 36: Cálculo para o Ponto 04 – setembro/2013 (jusante da casa de força
da PCH Santa Ana)....................................................................................................95
Tabela 37: Cálculo para o Ponto 04 – dezembro/2013 (jusante da casa de força
da PCH Santa Ana)....................................................................................................95
Tabela 38: Cálculo para o Ponto 04 – março/2014 (jusante da casa de força da
PCH Santa Ana).........................................................................................................96
Tabela 39 – Classificação do Estado Trófico.........................................................98
Tabela 40 – Especificação de Cada Classe de Estado Trófico............................98
Tabela 41 – Índices de Estado Trófico – campanha de março/2013....................98
Tabela 42 – Índices de Estado Trófico – campanha de junho/2013.....................99
Tabela 43 – Índices de Estado Trófico – campanha de setembro/2013..............99
Tabela 44 – Índices de Estado Trófico – campanha de dezembro/2013...........100
Tabela 45 – Índices de Estado Trófico – campanha de março de 2014............100
Tabela 46 – Matriz de Classes do IQAR................................................................101
Tabela 47 – Classes do IQAR.................................................................................102
Tabela 48 – Resultado IQAR – campanha de março/2013..................................103
Tabela 49 – Resultado IQAR – campanha de junho/2013...................................103
Tabela 50 – Resultado IQAR – campanha de setembro/2013.............................103
Tabela 51 – Resultado IQAR – campanha de dezembro/2013............................104
Tabela 52 – Resultado IQAR – campanha de março/2014..................................104
Tabela 53: Metodologias de amostragem e obtenção de dados empregadas
para cada grupo taxonômico nos estudos...........................................................153

15
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Tabela 54: Datas das amostragens realizadas....................................................168
Tabela 55: Descrição dos transectos a serem utilizados no monitoramento da
fauna terrestre.........................................................................................................170
Tabela 56: Espécies de mamíferos registrados nas campanhas de amostragem
realizadas na área de influência direta da PCH Santa Ana................................187
Tabela 57: Resumo dos índices calculados referentes ao levantamento da
mastofauna..............................................................................................................191
Tabela 58: Relação de espécies de mamíferos não voadores ameaçados de
extinção encontrados na área do empreendimento de acordo com IUCN, 2011,
IBAMA / MMA, 2003 e listagens oficiais dos três estados do sul do país........204
Tabela 59: Características gerais dos pontos de estudo da quirópterofauna. 208
Tabela 60: Caracterisitcas das espécies registradas..........................................210
Tabela 61: Espécies registradas e números de capturas...................................210
Tabela 62: Espécies registradas por campanha de amostragem......................224
Tabela 63: Espécies registradas no empreendimento PCH Santa Ana............232
Tabela 64: Resumo dos índices calculados referentes ao levantamento da
anurofauna...............................................................................................................238
Tabela 65: Resumo dos índices calculados referentes ao levantamento da
fauna reptiliana........................................................................................................238
Tabela 66: Características gerais dos pontos de estudo da avifauna..............245
Tabela 67: Resultados obtidos nas amostragens realizadas no
empreendimento.....................................................................................................248
Tabela 68: Resumo dos índices calculados referentes ao levantamento da
avifauna....................................................................................................................263
Tabela 69: Espécies capturadas com a utilização de redes de neblina............264
Tabela 70: Relação de espécies de aves ameaçadas de extinção registradas no
empreendimento.....................................................................................................266
Tabela 71: Espécies migratórias de acordo com suas classificações
taxonômicas e tipo de migração realizada, registradas no estudo realizado.. 267
Tabela 72: Pontos de amostragem da ictiofauna................................................282
Tabela 73: Dados do número de exemplares coletados em março de 2014....297
Tabela 74: Dados da biomassa coletada em março de 2014.............................299
Tabela 75: Redes de espera utilizadas na amostragem quantitativa................301
Tabela 76: Índice de Similaridade de Jacard (J)..................................................304
Tabela 77: Classificação taxonômica das espécies coletadas..........................308
Tabela 78: Dados agrupados do monitoramento relativos ao número de
exemplares coletados.............................................................................................316

16
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Tabela 79: Dados agrupados do monitoramento relativos à biomassa coletada.
...................................................................................................................................318
Tabela 80: Distribuição das espécies em suas respectivas guildas tróficas...320
Tabela 81: Distribuição das espécies coletadas e as guildas reprodutivas
correspondentes.....................................................................................................321

Lista de Gráficos

Gráfico 1: PCH Santa Ana Jusante: Relação cota-descarga medida..................52

17
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Gráfico 2: PCH Santa Ana Jusante: Relação cota-descarga medida..................53
Gráfico 3: PCH Santa Ana Montante: Relação descarga líquida x descarga
sólida..........................................................................................................................55
Gráfico 4: PCH Santa Ana Jusante: Relação descarga líquida x descarga
sólida..........................................................................................................................56
Gráfico 5: Parâmetros e pesos do IQA...................................................................81
Gráfico 6: Curva de Coliformes Fecais...................................................................81
Gráfico 7: Curva de pH.............................................................................................82
Gráfico 8: Curva de DBO..........................................................................................82
Gráfico 9: Curva de Nitrogênio Total......................................................................83
Gráfico 10: Curva de Fósforo Total.........................................................................83
Gráfico 11: Curva de Variação da Temperatura.....................................................84
Gráfico 12: Curva de Turbidez.................................................................................84
Gráfico 13: Curva de Sólidos Totais.......................................................................85
Gráfico 14: Curva de Oxigênio Dissolvido.............................................................85
Gráfico 15: Parâmetros e Pesos do IQAR............................................................102
Gráfico 16: Formas metodológicas de registros da mastofauna local.............192
Gráfico 17: Quantidade de registros por classificação taxonômica.................193
Gráfico 18: Número de espécie amostradas para as diversas ordens de
mamíferos................................................................................................................194
Gráfico 19: Número de espécies amostradas para as diversas famílias de
mamíferos................................................................................................................195
Gráfico 20: Curva do coletor das espécies da mastofauna...............................196
Gráfico 21: Total de exemplares capturados e espécies registradas atraves de
capturas nas redes mist nets dispostas nos locais de estudos durante as
respectivas amostragens.......................................................................................212
Gráfico 22: Curva do coletor para a mastofauna voadora..................................213
Gráfico 23: Quantidade total de espécies registrados no empreendimento PCH
Santa Ana.................................................................................................................239
Gráfico 24: Curva do coletor para a herpetofauna..............................................240
Gráfico 25: Formas de contatos com as espécies nas amostragens...............241
Gráfico 26: Número total de famílias dos grupos que formam a herpetofauna.
...................................................................................................................................242
Gráfico 27: Total de aves registradas nos estudos realizados no
empreendimento PCH Santa Ana..........................................................................254
Gráfico 28: Curva do coletor na amostragem da avifauna.................................255

18
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Gráfico 29: Proporção de passeriformes e não-passeriformes da avifauna
registrada nas amostragens realizada no empreendimento..............................256
Gráfico 29: Forma de contato da avifauna...........................................................257
Gráfico 31: Gráfico da distribuição por habitat da avifauna registrada no
empreendimento.....................................................................................................259
Gráfico 32: Gráfico das Categorias Tróficas da avifauna registradas nas
amostragens no empreendimento........................................................................260
Gráfico 33: Número de espécies e exemplares capturados nas respectivas
campanhas de coleta..............................................................................................265
Gráfico 34: Distribuição dos exemplares coletados por espécie......................297
Gráfico 35: Distribuição percentual dos exemplares coletados por espécie...298
Gráfico 36: Distribuição da biomassa (g) coletada por espécie........................299
Gráfico 37: Distribuição percentual da biomassa coletada por espécie..........300
Gráfico 38: Variação do Nº de Espécies coletadas por ponto amostral...........303
Gráfico 39: Variação do Nº de Exemplares coletados por ponto amostral......305
Gráfico 40: Variação da biomassa (g) coletada por ponto amostral.................305
Gráfico 41: Variação do Índice de Diversidade de Shannon (H’) nos pontos
amostrais..................................................................................................................306
Gráfico 42: Variação da equidade / uniformidade nos pontos amostrais........307
Gráfico 43: Variação da curva do coletor da ictiofauna para a AID da PCH
SANTA ANA.............................................................................................................309
Gráfico 44: Distribuição numérica das espécies coletadas em suas respectivas
ordens.......................................................................................................................310
Gráfico 45: Distribuição percentual das espécies coletadas em suas
respectivas ordens..................................................................................................310
Gráfico 46: Distribuição numérica dos exemplares coletados em suas
respectivas ordens..................................................................................................311
Gráfico 47: Distribuição percentual dos exemplares coletados em suas
respectivas ordens..................................................................................................311
Gráfico 48: Distribuição da biomassa (g) coletada em suas respectivas ordens.
...................................................................................................................................312
Gráfico 49: Distribuição percentual da biomassa coletada em suas respectivas
ordens.......................................................................................................................312
Gráfico 50: Distribuição numérica das espécies coletadas em suas respectivas
famílias.....................................................................................................................313
Gráfico 51: Distribuição percentual das espécies coletadas em suas
respectivas famílias................................................................................................313
Gráfico 52: Distribuição numérica dos exemplares coletados em suas
respectivas famílias................................................................................................314

19
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Gráfico 53: Distribuição percentual dos exemplares coletados em suas
respectivas famílias................................................................................................314
Gráfico 54: Distribuição da biomassa (g) coletada em suas respectivas
famílias.....................................................................................................................315
Gráfico 55: Distribuição percentual da biomassa coletada em suas respectivas
famílias.....................................................................................................................315
Gráfico 56: Distribuição agrupada dos exemplares coletados por espécie ao
longo do monitoramento da ictiofauna na PCH SANTA ANA............................316
Gráfico 57: Distribuição agrupada dos exemplares coletados por espécie ao
longo do monitoramento da ictiofauna na PCH SANTA ANA............................317
Gráfico 58: Variação do nº total de exemplares coletados por campanha
amostral ao longo do monitoramento da ictiofauna na PCH SANTA ANA.......317
Gráfico 58: Distribuição agrupada da biomassa (g) coletada por espécie ao
longo do monitoramento da ictiofauna na PCH SANTA ANA............................318
Gráfico 60: Distribuição percentual agrupada da biomassa coletada por
espécie ao longo do monitoramento da ictiofauna na PCH SANTA ANA........319
Gráfico 61: Variação da biomassa coletada por campanha amostral ao longo
do monitoramento da ictiofauna na PCH SANTA ANA.......................................319
Gráfico 62: Distribuição das espécies coletadas por guilda trófica
correspondente.......................................................................................................320
Gráfico 63: Distribuição percentual das espécies coletadas por guilda trófica
correspondente.......................................................................................................321
Gráfico 64: Distribuição das espécies coletadas por guilda reprodutiva
correspondente.......................................................................................................322
Gráfico 65: Distribuição percentual das espécies coletadas por guilda
reprodutiva correspondente..................................................................................322

20
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
1 APRESENTAÇÃO

O Relatório de Monitoramento dos Programas Ambientais da PCH Santa Ana é um


documento exigido constante como condicionante na Licença Ambiental de
Operação – LAO Nº 190/2009. Neste relatório se descreve as atividades realizadas
no decorrer do trimestre fevereiro-março-abril/2014.

São apresentados diretamente neste relatório os resultados de cada programa


desenvolvido de acordo com a LAO supracitada que autoriza a operação da PCH
Santa Ana. Os programas desenvolvidos foram:

 Programa de Gestão Ambiental;

 Programa de Educação Ambiental Comunicação Social;

 Programa de Monitoramento das Condições Hidrossedimentológicas;

 Programa de Monitoramento Limnológico e de Qualidade da Água;

 Programa de Restauração das Áreas Degradadas, Recomposição da


Mata Ciliar e Monitoramento das Margens do Reservatório;

 Programa de Monitoramento da Fauna Terrestre e Ictiofauna;

 Programa de Gestão de Resíduos Sólidos;

 Programa de Segurança de Barragem, Inspeção e Monitoramento e Ações


de Emergência.

1.1 Identificação do Empreendedor

A PCH Santa Ana pertence à Santa Ana Energética S.A. que por sua vez é
controlada pela Brookfield Renewable Energy Group.

Dados de identificação:

21
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
SANTA ANA ENERGÉTICA S.A.
CNPJ/MF: 09.394.905/0002-49
Endereço: Estrada Geral Rio Engano S/N
Barra Clara
88460-000 – Angelina – SC
Tel.: (41) 3331 5487
Representante: Mateus Assunção Silveira
e-mail: mateus.silveira@brookfieldenergia.com

1.2 Identificação da Empresa Responsável pelos Estudos

A Gehidro Engenharia e Consultoria Ltda. é a empresa responsável pelo


desenvolvimento dos programas ambientais. Ela atua na área de consultoria e
gerenciamento ambiental e na implantação de programas ambientais. Nas
atividades desenvolvidas pela empresa destacam-se: a elaboração de estudos de
impacto ambiental (EIA/RIMA), estudo ambiental simplificado (EAS), projeto básico
ambiental (PBA), relatório detalhado de programas ambientais (RDPA). Além disso,
a empresa também executa serviços de topografia e sondagem.

Dados de identificação:
Gehidro Engenharia e Consultoria Ltda.
CNPJ/MF: 10.828.800/0001-59
Endereço: Rua Conselheiro Mafra, 758 – Sala 103.
Centro
88010-102 – Florianópolis – SC
Tel.: (48) 3225 1088
Representante do Projeto: Davi Souza Schweitzer
E-mail: gehidro@gehidro.com.br

2 CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO

22
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
A exploração da PCH Santa Ana é feita no rio Engano, sub-bacia 84, bacia
hidrográfica do Atlântico Sudeste, no município de Angelina, no Estado de Santa
Catarina, sendo as coordenadas geográficas de barramento 27º 29’ 54” S e 49º 02’
07” W. A PCH Santa Ana conta com duas unidades geradoras de 3.152 kW cada,
totalizando 6.304 kW de capacidade instalada.

O arranjo geral da PCH Santa Ana é composto por barragem/vertedouro, câmara de


carga, túnel adutor, canal de adução, conduto forçado, casa de força e canal de
fuga. A barragem em concreto é do tipo gravidade com altura máxima de 2,30
metros e comprimento (barragem/vertedouro) de 35,48 metros, estando a crista do
vertedouro na cota 303,00 metros. O sistema adutor é feito por um túnel com
comprimento de 2.960 metros o qual é finalizado na parte de jusante por um trecho
de canal em concreto de 20 metros e após um canal a céu aberto em terra de 560
metros de comprimento, finalizando com um conduto forçado. O reservatório
encontra-se na cota 303,00 metros e o N.A. de jusante está na cota 233,50 metros.

A casa de força é do tipo abrigado com 2 unidades geradoras do tipo Francis de eixo
horizontal. O reservatório fica inserido na calha do rio (fio d’água).

3 PROGRAMAS AMBIENTAIS

Os programas que compõem o Relatório de Monitoramento Ambiental da PCH


Santa Ana têm por objetivo em seu conjunto:

23
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
 Instituir a prática de monitoramento ambiental, com ênfase na qualidade das
águas e recursos naturais;

 Promover a conservação dos recursos naturais da região com ênfase na água


(controle da poluição) e nos recursos vivos (fauna e flora);

 Estimular uma ação integrada dos agentes públicos e privados envolvidos no


processo, direta ou indiretamente;

 Conscientizar a população da área de influência sobre a importância da


manutenção do equilíbrio ambiental para a melhoria da qualidade de vida;

 Promover o aproveitamento harmônico do reservatório e seu entorno.

3.1 Programa de Gestão Ambiental

3.1.1 Introdução

A gestão ambiental deverá ser um processo de tomada de decisões de forma a


repercutir positivamente sobre a variável ambiental do sistema. Nesse caso, a

24
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
tomada de decisão consiste na busca da opção que apresenta o melhor
desempenho, a melhor avaliação, ou ainda, a melhor aliança entre as expectativas
daquele que tem o poder de decidir e as suas disponibilidades em adotá-la.

Na gestão ambiental, o gerenciamento integrado é uma ferramenta importante para


a obtenção do uso racional da água e minimização de efluentes líquidos, emissões
atmosféricas, resíduos sólidos e de possíveis impactos que possam causar erosão e
assoreamento dos corpos hídricos mais próximos. Paralelamente, contribui de modo
significativo para o atendimento de exigências de clientes, consumidores e órgãos
reguladores.

Na gestão é feito um acompanhamento de todos os programas ambientais,


supervisionando seus cronogramas de serviço, avaliação da inter-relação destes
programas, relatando o desenvolvimento dos programas ao órgão ambiental.
Deverão ser propostas medidas cabíveis para tornar o mais eficiente possível a
execução de todos os programas implantados.

3.1.2 Avaliação dos Programas Ambientais

3.1.2.1 Programa de Educação Ambiental e Comunicação Social

De acordo com a proposta de Programa de Comunicação Social e Educação


Ambiental é prevista a entrega de cartilhas educativas sobre recursos hídricos e
meio ambiente. Entretanto, a proposta do programa visa à participação das crianças
da escola na comunidade de Garcia e para isso é preciso autorização da Secretaria
Municipal de Educação de da Direção Escolar que, neste momento, está em fase de
combinação de datas que não prejudique o calendário letivo.

3.1.2.2 Programa de Monitoramento Hidrossedimentológico

Este Programa acompanha a contribuição de sedimentos do reservatório mediante a


operação de uma rede hidrossedimentométrica. Para tal, foi implantada uma rede
através da implantação de uma estação a montante do reservatório fora da área de
influência do mesmo e outra estação a jusante do canal de fuga da usina, de tal

25
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
forma a se ter os aportes de sedimento ao reservatório bem como as quantidades
que saem pelo vertedouro e turbinas.

A campanha de medições realizada no mês de março de 2014 foi a que apresentou


os maiores valores de vazão bem como de descarga sólida total. O efeito climático
devido à chuva precipitada nos dois dias anteriores às medições foi responsável
pelo carreamento de sedimentos pelos canais existentes na bacia contribuinte.

3.1.2.3 Programa de Monitoramento Limnológico e de Qualidade da Água

Para a 5ª campanha foram obtidos valores ruins para todos os pontos de cálculo do
IQA, atrelado a grande quantidade de sedimentos, devido ao período chuvoso e ao
alto valor de coliformes encontrado.

O Resultado de IQAR para esta última campanha foi de moderadamente degradado,


principalmente devido à quantidade de nutrientes, aumento na DQO devido à maior
quantidade de matéria orgânica, sedimentos e coliformes. Espera-se que o valor
volte ao normal nas próximas campanhas, pois o período chuvoso interferiu nos
valores dos parâmetros. Mas isto serve de alerta para o mau uso e ocupação do
solo na bacia.

3.1.2.4 Programa de Restauração de Áreas Degradadas, Recomposição da


Mata Ciliar e Monitoramento das Margens do Reservatório

A Campanha V do monitoramento técnico ambiental da PCH Santa Ana os técnicos


da GEHIDRO realizaram o levantamento e atual situação das áreas da PCH
relatadas nas campanhas anteriores.

Barragem e tomada d’água: foi constatado que as operações de remoção de


substrato do leito do rio foram reiniciadas. A deposição do material retirado foi
realizada nas imediações da estrada de acesso.

Estrada de acesso ao canal de adução: Verificou-se que estão sendo realizadas


obras de ampliação e melhoria da rede de drenagem nas imediações da estrada de
acesso ao canal de adução. As obras que estão sendo implantadas no local tem o
objetivo de reduzir o escoamento superficial das águas da chuva sobre a estrada.

26
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Nas imediações da estrada de acesso ao canal de adução, foi identificada a
colocação da antiga tubulação do canal extravasor.

Extravasor: No momento da vistoria realizada na Campanha V, verificou-se que


estão sendo realizadas obras para a construção de uma galeria de concreto para o
escoamento das águas do extravasor. Verificou-se que o local ainda apresenta
sinais de degradação ambiental, com destaque para os processos erosivos das
margens e para o alargamento do canal do curso d’água. As obras de
reconformação do talude do extravasor estão sendo desenvolvidas em decorrência
do seu desmoronamento, ocorridas após as fortes chuvas do mês de março de
2013. Foi constatado que nas imediações do extravasor e do canal de adução, está
sendo construída uma pequena barragem para conter a ação das enxurradas,
preservando-se a integridade estrutural do talude do extravasor.

Canal de adução: O canal de adução apresenta sua estrutura íntegra, sem a


ocorrência de vazamentos ou desbarrancamentos. No momento da vistoria realizada
na Campanha IV, verificou-se que estão sendo realizadas obras de contenção e
reconformação dos taludes localizados nas imediações do canal de adução. No
momento da vistoria realizada na Campanha V, verificou-se que as obras da
construção da reconformação dos taludes estão adiantadas. Em alguns locais, já foi
efetuado o plantio de grama em leiva.

Estrada de acesso à câmara de carga: De maneira geral, as estradas se encontram


em bom estado de conservação onde, em alguns locais da estrada, as canaletas de
contenção estão parcialmente obstruídas por solo e areia. Os dois dos buracos de
infiltração na estrada foram fechados, porém um deles apresenta sinais de infiltração
novamente. Verificou-se ainda, que o talude localizado nas imediações da câmara
de carga, onde foram realizadas obras de recuperação da galeria apresenta sinais
de perdas de solo por erosão e a presença de uma rachadura longitudinal bem
acentuada na crista ou base superior do talude. A ocorrência de rachaduras na crista
do talude indica que há fortes indícios de que poderá ocorrer desbarrancamento no
local, para tanto a equipe de engenharia civil de Brookfield já está avaliando
medidas para o local.

27
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
De qualquer maneira, percebe-se que no local o processo de regeneração natural já
foi iniciado. No entanto, ainda é bastante prematuro.

Taludes nas imediações do canal de adução: De maneira geral, os taludes


presentes nas imediações da estrada de acesso à câmara de carga e do canal de
adução apresentam boa integridade, com cobertura vegetal de plantas herbáceas
arbustivas e arbóreas. No primeiro relatório, haviam sido identificados dois taludes
com problemas de desbarrancamento e voçorocas nas áreas que estão em
processo de recuperação ambiental. Na vistoria realizada na Campanha II, verificou-
se que os referidos taludes ainda não haviam sido recuperados, sendo a mesma
condição na Campanha III e Campanha IV. Na campanha V verificou-se que estão
sendo realizadas obras de reconformação de taludes e instalação de rede de
drenagem, destaca-se que algumas operações de reconformação do relevo e
estabilização do terreno estão promovendo o carreamento e acúmulo de solo em
algumas calhas de drenagem.

As ravinas encontradas nas campanhas anteriores no local aumentaram de


proporção, causando danos na rede de drenagem recentemente instalada. Outra
atividade que está sendo desenvolvida no local se refere à prática de plantio de
sementes de plantas de cobertura nos taludes de corte.

No momento da vistoria realizada na Campanha V, verificou-se que o aterro


localizado em área de bota espera foi removido do local.

3.1.2.5 Programa de Monitoramento da Fauna Terrestre e Ictiofauna

O programa realizado na área de influência direta da PCH visa inicialmente amostrar


fauna terrestre e ictiofauna ocorrente nos habitat locais, o que possibilitará o
acompanhamento de sua estrutura e dinâmica ao longo da operação do
empreendimento.

De acordo com os dados obtidos em campo foram identificados os seguintes


animais:

Mastofauna - Foram registradas 17 espécies de mamíferos não voadores e 4 de


mamíferos voadores, sendo que, de acordo com as listas dos animais ameaçados

28
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
de extinção expostas no capítulo do programa, não tivemos o registro de espécies
sob alguma forma de ameaça de extinção.

Herpetofauna - Durante o estudo realizado tivemos o registro de 19 espécies de


anfíbios e 9 espécies de répteis. Salienta-se que das espécies registradas na área
de influência direta do empreendimento, nenhuma das espécies de anfíbios
encontra-se ameaçada de extinção, visto que as mesmas são de comum ocorrência
em grande parte do estado catarinense, ocupando os mais diferentes micro habitat.
Para répteis apenas uma espécie está na lista do estado do Rio Grande do Sul
como “Em perigo”.

Avifauna - Na campanha de amostragem, foram registradas na ADA e AID no


momento, 108 espécies da avifauna. De acordo com as listagens, 3 espécies estão
sob algum de extinção na lista o estado gaúcho e nenhuma para o estado de Santa
Catarina.

Ictiofauna - Nesta 4ª campanha de amostragem realizada na área de estudo foram


coletadas um total de 05 espécies, totalizando 48 exemplares e uma biomassa de
1.280,10 g. A espécie de maior captura foi o Astyanax sp. 1 e Astyanax sp. 2
(Lambari), seguido por Rhamdia quelen (Jundiá), Oligosarcus hepsetus (Saicanga) e
por último o Pareiorhaphis splendens (Cascudo).

Com relação à distribuição da ictiofauna na área de estudo, observa-se que existe


implantada junto à base do pequeno barramento da PCH SANTA ANA uma escada
de peixe. Destaca-se que novamente durante a execução dos serviços de campo no
decorrer da presente amostragem (Março/2014), não observou-se a utilização de tal
obra de transposição por qualquer espécie que habita as águas do rio Engano no
local, a exemplo do constatado nas demais amostragens já realizadas, entretanto tal
fato deverá ser continuamente avaliado no decorrer das demais amostragens.

Outro importante fator é ser observado no decorrer das próximas campanhas


amostrais é a variação da curva do coletor, que possibilita dimensionar a eficiência
amostral e analisar se todas as espécies que compõem a ictiofauna local já foram
contempladas nas campanhas amostrais realizadas. Na presente amostragem
novamente não foram encontradas espécies consideradas como grandes

29
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
migradoras no local de estudo, entretanto a avaliação neste sentido terá
continuidade no decorrer dos próximos eventos amostrais.

Novamente, na presente expedição de coleta realizada na área de influência da


PCH SANTA ANA não foi coletada nenhuma espécie exótica ou espécies sob
qualquer categoria de ameaça (espécies constantes em listas oficiais).

3.1.2.6 Programa de Gestão dos Resíduos Sólidos

Para a elaboração deste Programa foi realizada uma vistoria nas instalações onde
há geração de resíduo sólido diariamente e verificou-se que existe na PCH Santa
Ana, como procedimento interno, a separação dos resíduos gerados.

Os resíduos gerados por funcionários são separados por tipo de material (resíduos
orgânicos, plástico, papel, metal, vidro e pilhas e baterias) e são encaminhados para
o serviço público de coleta municipal de Major Gercino/SC. Para operação da PCH
Santa Ana apenas três funcionários ficam diariamente na Usina. Outros funcionários
da Santa Ana Energética visitam esporadicamente a usina, logo a quantidade de
resíduos gerada é diminuta.

Os efluentes líquidos gerados nos banheiros e cozinha são destinados a um sistema


de tratamento simples composto de caixa de gordura, filtro, fossa séptica e
sumidouro.

Os resíduos gerados classe I, devido à manutenção e conserto das máquinas e


equipamentos, como recipientes de óleos/graxas, tintas, solventes, colas, entre
outros, são destinados ao aterro de resíduos Classe I da CETRIC, no município de
Chapecó/SC (LAO do aterro da CETRIC e declaração de recebimento em ANEXO).
Os demais resíduos gerados no processo de manutenção e conserto são enviados à
empresa fabricante para reutilização ou enviados a aterros industriais. Ressalta-se
que no período que compreende esta campanha, não foram gerados resíduos
classe I. O período de manutenção de máquinas e equipamentos de uma usina é de
2 semanas a cada 2 ou 3 anos, normalmente, sendo esperada apenas neste período
a geração de resíduos classe I.

30
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Entretanto, como a PCH Santa Ana está passando por obras para melhorias em
diversos trechos, alguns pontos estão ficando com restos das obras, porém a
orientação é que se defina com o engenheiro responsável um plano de
gerenciamentos desses resíduos para serem dispostos em pontos apropriados e
sinalizados.

3.1.2.7 Programa de Segurança de Barragem, Inspeção e Monitoramento das


Ações de Emergência
O Programa está sendo executado com base na metodologia proposta pela
Secretaria de Infraestrutura Hídrica do Ministério da Integração Nacional, sendo
feitas algumas complementações de forma a adequar ao complexo da PCH Santa
Ana.

Como medida de monitoramento para o Programa foi elaborado uma Ficha de


Cadastro da Usina, assim, com base no cadastramento e acompanhamento de
inspeções será possível um efetivo controle das atividades rotineiras de inspeção,
programar e registrar, adequadamente, os reparos ou reforços porventura
necessários durante sua vida útil.

Nesse campo foram inspecionadas todas as estruturas de forma regular, isto é,


percorrendo todos os elementos que compõem o circuito hidráulico da PCH, visando
observar a qualidade, funcionalidade e a aparência dos itens vistoriados. A PCH
Santa Ana foi vistoriada em condições normais de operação. A inspeção consistiu
numa avaliação com embasamento visual, buscando identificar qualquer tipo de
anomalia. São itens a melhorar:

 Reservatório – conforme já levantando nas campanhas anteriores, avaliar a


margem esquerda devido ao acúmulo de sedimentos e desmoronamento;

 Canal de adução – o canal de adução apresenta infiltração pela margem


direita, depósito de sedimento nas canaletas e erosão na estrada de acesso.

Atenta-se para esse programa seguir as orientações fornecidas pelos profissionais


responsáveis. As demais partes do arranjo que não foram citadas é porque não
apresentaram anomalias.

31
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
3.2 Programa de Educação Ambiental e Comunicação Social

3.2.1 Introdução

A implantação de aproveitamentos hidrelétricos altera o meio biótico, a situação


demográfica, as relações humanas, sociais, culturais, econômicas e políticas nas
regiões onde são inseridos. As ações dos empreendedores geram impactos que
devem ser minimizados e compensados. Assim sendo, a implantação de um
Programa de Educação Ambiental justifica-se pelo compromisso que esses mesmos
empreendedores assumem de prover condições para diminuir os efeitos dos
impactos negativos e potencializar os efeitos dos impactos positivos do
empreendimento e reordenamento das relações que forem alteradas, com ações de
informação e divulgação através de um Programa de Comunicação Social.

O Programa de Educação Ambiental e Comunicação Social visam promover a


disseminação de informações de maneira não formal, descentralizada e com caráter
multidisciplinar, a fim de se tornar um instrumento de disseminação da comunicação
entre toda a sociedade direta e indiretamente afetada, tanto do poder público, como
órgãos legisladores ambientais, órgãos públicos, escolas e universidades, população
afetada, e demais instituições que manifestam interesse na operação da PCH Santa
Ana.

As ações do Programa deverão ressaltar a importância dos aspectos ambientais, da


manutenção da biodiversidade e da qualidade de vida, de modo a tornar os
membros dos grupos de interesse em sujeitos ativos e colaboradores na
implantação dos programas e projetos ambientais da PCH Santa Ana. Deverão
ressaltar também a importância dos aspectos socioambientais, uma vez que o meio
ambiente não é só natureza física, levando-os a assumirem posturas críticas frente
ao meio ambiente global, no sentido de buscar o convívio harmônico entre a
natureza e entre os próprios grupos.

As atividades a serem desenvolvidas pelo programa incluem a informação sobre os


demais programas ambientais desenvolvidos, além do repasse de informações
sobre as questões ambientais, licenciamentos obtidos, operação da PCH e as
restrições ao uso da área de proteção permanente do entorno do reservatório (mata

32
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
ciliar) e informações referentes aos levantamentos biológicos e trabalhos de
salvamento de flora e fauna.

A conscientização ambiental da população da região diretamente afetada, num


caráter descentralizado e multidisciplinar, sobre a necessidade de um manejo
ambiental racional e seu papel nesse contexto, constitui uma estratégia eficiente
para conservação do meio ambiente.

3.2.2 Proposta de Atividade

De acordo com a proposta enviada para elaboração do Programa de Educação


Ambiental e Comunicação Social, onde suas ações devem ressaltar a importância
dos aspectos ambientais, da manutenção da biodiversidade e da qualidade de vida,
de modo a tornar os membros dos grupos de interesse em sujeitos ativos e
colaboradores dos programas e projetos ambientais da PCH Santa Ana, ressaltando
também a importância dos aspectos socioambientais.

Para a divulgação destes conceitos foi previsto a divulgação de cartilha de educação


ambiental para que haja uma melhor interação da comunidade local com a
preservação do ambiente, uma vez que é visível a degradação do rio Engano em
alguns pontos específicos da área de estudo.

3.2.2.1 Procedimento Metodológico

O processo de Comunicação Social e Educação Ambiental centralizado neste


programa tem caráter multidisciplinar, participativo, não formal e descentralizado,
promovendo a construção de conceitos de preservação e sustentabilidade ambiental
de acordo com a Lei Federal 9.795/99 (L.F. de Educação Ambiental).

O procedimento metodológico para a presente proposta visa trabalhar a imagem da


PCH Santa Ana na localidade de Garcia, no município de Angelina, através da
Escola de Educação Fundamental (E.E.F.) João Frederico Heck ou se for possível
realizar a atividade no salão paroquial da igreja católica na mesma localidade
supracitada.

33
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
A proposta é promover uma ação com as crianças da localidade, com a duração de
um dia, na forma de dinâmicas onde serão abordados os temas de preservação dos
recursos naturais, energia hidráulica. Informações específicas sobre a PCH Santa
Ana é atividade para ser elaborada na próxima cartilha proposta para esse
programa.

Todavia, para conseguirmos trabalhar com as crianças da comunidade de Garcia,


iremos aplicar as cartilhas e as atividades já propostas em relatórios anteriores no
período letivo, sendo assim, estamos aguardando o início das aulas em fevereiro
para fazermos a ação de educação ambiental.

O andamento do programa depende da liberação da Secretaria Municipal de


Educação e da Direção da Escola de Educação Fundamental João Frederico Heck,
que neste momento está na fase das tratativas.

34
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
3.3 Programa de Monitoramento Hidrossedimentológico

3.3.1 Introdução

Este programa apresenta os resultados dos serviços referentes ao programa de


hidrossedimentologia na fase de operação do reservatório da Pequena Central
Hidrelétrica Santa Ana, no rio Engano, em atenção às condicionantes da Licença
Ambiental de Operação.

Este serviço trata do acompanhamento da contribuição de sedimentos do


reservatório mediante a operação de duas estações hidrossedimentométricas. Esta
rede foi constituída com a implantação de uma estação a montante do reservatório
fora da área de influência do mesmo e outra estação a jusante do canal de fuga da
usina, de tal forma a se ter os aportes de sedimento ao reservatório bem como as
quantidades que saem pelo vertedouro e turbinas.

A operação das estações Santa Ana Montante e Santa Ana Jusante, assim
definidas, tem como objetivo a obtenção de dados básicos destinados a compor uma
série de longo período que permita retratar a evolução do processo de transporte de
material sólido carreado pelo rio Engano após a formação do reservatório da PCH
Santa Ana.

3.3.2 Rede Hidrossedimentométrica Operada

A rede hidrossedimentométrica definida para a operação e monitoramento visando o


acompanhamento da evolução do processo de transporte de material sólido
carreado ao reservatório da PCH Santa Ana está formada por duas estações, sendo
uma localizada a montante do reservatório e outra a jusante da casa de força da
usina, tendo as seguintes identificações:

Estação: PCH Santa Ana Montante


Rio: Engano
Latitude: 27º 30’ 00”
Longitude: 49º 02’ 08”

35
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
RN 1: 3,297
RN 2: 5.228

Estação: PCH Santa Ana Jusante


Rio: Engano
Latitude: 27º 29’ 18”
Longitude: 49º 00’ 06”
RN 1: 4,564
RN 2: 6,357

Cada estação é composta de:

 4 (quatro) lances de escalas limnimétricas em alumínio anodizado;

 2 referências de nível (RN) junto às réguas para segurança do nivelamento


das mesmas;

 Marcos PI/PF indicativos do início e fim da seção de medição.

3.3.3 Medições Realizadas

No período de abrangência deste relatório, cujos levantamentos de campo foram


realizados no dia 19 de março de 2014, foi realizada nas estações PCH Santa Ana
Montante e PCH Santa Ana Jusante, uma medição de descarga líquida e sólida.

Nas medições efetuadas nas estações de monitoramento de sedimento foram


coletadas amostras de água/sedimento para determinação de concentração.
Também foram coletadas amostras de sedimento do leito nestas estações, tendo
sido empregado amostrador tipo caçamba de escavação. As diversas sub-amostras
do material de fundo foram combinadas de forma a se constituir em amostra única,
sendo a granulometria analisada por peneiramento.

36
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
3.3.3.1 Medições de Vazão

Nas medições de descarga líquida foi empregado molinete hidrométrico de eixo


horizontal acoplado a lastro compatível com a velocidade da água e suspendido por
guincho hidrométrico com cabo coaxial conectado a caixa contadora automática.

A medição de descarga líquida foi realizada pelo processo detalhado de acordo com
as Normas e Recomendações Hidrológicas da ANEEL assim como o espaçamento
entre as verticais de medição.

As observações de velocidade em cada posição foram feitas num tempo mínimo de


50 segundos, considerando-se “velocidade nula” quando o intervalo entre dois
toques excedesse a 60 segundos.

O ponto de origem para as verticais de medição foi sempre o PI, localizado na


margem esquerda.

Dentre os vários processos de cálculo da descarga, todos baseados no mesmo


princípio, adotou-se o método da meia-seção. Neste método da meia-seção de
medição a molinete supõe-se que a amostra de velocidade em cada vertical
representa a velocidade média em uma área retangular parcial. A área se estende
lateralmente da metade da distância da próxima e, verticalmente, da superfície da
água ao fundo, isto é, a profundidade medida.

A seção transversal é definida pelas profundidades nas verticais 1, 2, 3, ...n. Em


cada vertical as velocidades são medidas pelo molinete para obter a média da
distribuição vertical da velocidade.

dn
di - 1
di - 2
di + 1
di
di - 1 PF
d3
d2
PI
d1 N.A MF
LI Li - 1 Ln - 2

MI 1 2 3 i-1 i i+1 n-2 n-1 n


p3 pi - 1 pi pi + 1 pn - 2 pn - 1
v3 vi - 1 vi vi + 1 vn - 2 vn - 1
pi - 1
p2 vi - 1
v2 pn - 2
p1 vn - 2
v1

Onde: Pi = Pi + 1 Ai = L i x Pi

Li = d i + 2 - d i Qi = A i x Vi

2 V =v
i i-1

37
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
A descarga parcial é calculada para qualquer seção transversal na posição x como:

Qx = Vx [(dx – dx-1)/2 + (dx+1-dx) /2]px = Vx [(dx+1 – dx-1)/2]px

Onde: qx = descarga através da seção parcial x;


Vx = velocidade média da vertical x;
dx = distância do ponto inicial à velocidade x;
d(x-1) = distância do ponto inicial à vertical precedente;
d(x+1) = distância do ponto inicial à próxima vertical;
px = profundidade da água na vertical x.

3.3.3.2 Medições de Descarga Sólida

A amostragem de sedimentos foi realizada com o objetivo de se obter amostra


representativa da seção transversal do curso d'água, com amostrador padronizado e
usando técnicas apropriadas.

Na operação das estações hidrossedimentométrica foi utilizado o método de


medição denominado IIL (igual incremento de largura), também conhecido pelas
letras EWI (equal width increment). Como o nome indica, a seção transversal é
dividida numa série de segmentos de igual largura para a obtenção de uma série de
sub-amostras. Sendo a velocidade de trânsito em cada vertical a mesma usada nas
outras verticais, essas sub-amostras serão, portanto, compostas de volumes
diferentes. Durante o processo de amostragem pelo método IIL é mantido um bocal
de mesmo diâmetro no amostrador durante toda a medição. O método exige que
todas as verticais sejam percorridas usando-se a mesma velocidade de trânsito.

A finalidade da amostragem é definir o tipo e a quantidade de material que é


transportado no momento da medição do transporte de sedimento.

A amostragem de sedimentos em suspensão pode ser feita por diversos métodos


considerados aceitáveis, dependendo do tipo de equipamento disponível.
Geralmente, a amostragem é feita pelo método de amostragem pontual ou por
integração vertical. Como o método de amostragem pontual é utilizado para
trabalhos específicos ou científicos, optou-se pelo método mais rotineiro, a da
integração vertical, que por sua vez, fornece uma amostra na seção com volume

38
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
proporcional à vazão na zona amostrada e suas sub-amostras são reunidas em
campo, para uma só análise de concentração.

Vale lembrar que toda medição de descarga sólida é precedida de uma medição de
descarga líquida, a qual fornece os dados básicos que orientam os procedimentos a
serem adotados no processo de amostragem.

Na operação das estações hidrossedimentométricas PCH Santa Ana Montante e


PCH Santa Ana Jusante está sendo empregado o método de amostragem por
integração vertical, sendo este o mais utilizado nas medições rotineiras e o que
permite uma melhor precisão nos resultados. Na amostragem por integração na
vertical ou em profundidade, o amostrador é conduzido a uma velocidade o mais
constante possível e próxima a um valor previamente calculado, tanto na descida
como subida, ao longo da vertical de amostragem. Para amostragem da mistura
água/sedimento estão sendo utilizados os amostradores US-DH-48 e US-DH-49.

Os amostrador utilizado usa bico calibrado, com diâmetros de 1/8”, 3/16” e ¼”. Cada
bico possui uma “razão de trânsito – RT”, ou velocidade de percurso ideal em função
da velocidade da corrente na vertical a ser amostrada. A razão de trânsito máxima –
Trmáx do amostrador é necessária para que o equipamento desça e suba, ao longo
da vertical, em posição adequada e que o bico receba a amostra na posição
horizontal. A razão de trânsito é calculada para cada diâmetro de bico como:

Rtmáx = 0,2 x Vm para o bico de 1/8”

Rtmáx = 0,4 x Vm para o bico 3/16” e ¼”

Onde:

Vm = velocidade média do fluxo na vertical (m/s)

É definido então, o tempo mínimo de amostragem (T min) para cada bico, dividindo-se
o dobro da profundidade amostrada (Pa) da vertical em questão, pela Rtmáx.

Tmin = (2 x Pa) / Rtmáx (para cada bico)

39
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Tmin é o tempo necessário para que uma boa amostragem naquelas condições de
velocidade e profundidade. Para a escolha do bico, no entanto, é necessário verificar
o tempo de enchimento da garrafa para cada bico naquela condição de velocidade.
O gráfico da Figura 1 fornece o tempo máximo (Tmáx) de amostragem em função da

1/8" 3/ 16" 1/4"


90

85
TEMPO DE ENCHIMENTO PARA GARRAFAS DE AMOSTRAGEM
80
AMOSTRADOR DE MATERIAL EM SUSPENSÃO
VOLUME = 400cc
75

70

65

60
NOTA:
Tempo de enchimento indica o tempo total de
55
submergência. É a operação tanto de descida
como da subida do amostrador.
50

45

tempo (s)
40

35

30

25

20

15

10

0
280 270 260 250 240 230 220 210 200 190 180 170 160 150 140 130 120 110 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0
velocidade (cm/s)

velocidade média na vertical e do bico utilizado.

Figura 1: Tempo de enchimento da garrafa, com volume de 400 cm³, em processo de


amostragem de sedimentos em suspensão.

3.3.3.3 Cálculo da Descarga Líquida

No cálculo da descarga líquida utilizou-se programa de computador baseado no


método da meia-seção. Nas Tabelas 3 e 4 são apresentados os resumos das
medições de vazão efetuadas. O cálculo das medições é apresentado no Anexo.

40
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
3.3.3.4 Cálculo da Descarga Sólida

O método utilizado para obtenção da descarga sólida total é o método simplificado


de Colby (1957).

O método simplificado de Colby usa basicamente três ábacos e dados de descarga


líquida, velocidade média, profundidade média, largura da seção e concentração
medida de sedimento em suspensão.

A descarga sólida total é calculada pelas seguintes expressões:

Qsm = 0,0864 x Q x C’s


Qst = Qsm + Qnm
Qnm = Qnm x K x L
Sendo:

Qst - descarga sólida total, em t/dia


Qsm - descarga sólida medida, em t/dia
Qnm - descarga sólida não-medida, em t/dia
Q - descarga líquida, em m³/s
C’s - concentração medida em mg/l
L - largura do rio, em m
K - fator de correção

O valor de Qnm corresponde à descarga de arrasto somada à descarga não


amostrada, sendo encontrado com auxílio de ábacos a partir da velocidade média
em m/s, da profundidade média em m, da concentração medida em mg/l e da
largura da seção em m.

Os ábacos estabelecidos por Colby foram obtidos de um desenvolvimento semi-


empírico, baseado em experiências sobre diversos processos de cálculos de
descarga sólida, principalmente no método modificado de Einstein. Estes ábacos
são apresentados nas Figuras 02 a 04. Nas Tabelas 5 e 6 são apresentados os
resumos das medições de descarga sólida e o cálculo é apresentado no Anexo.

41
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
300

200

is/m)

100
a (t/d

90
ad

80
proxim

70
lidaa

60
scargasó

50
=d
´nm e

40
q

30

20

10
9
8
7
6
5

1
0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1 2 3 4 5

v = velocidade média (m/s)

42
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Figura 2: Obtenção da descarga sólida não-medida a partir da velocidade média do curso
d’água.

3000

2000

/m

1000
is
a (t/d )

900
800
im
x d
a

700
aaro
p

600
as
rg ólid

500
=d
q́nm s
eca

400

300

200

100
90
80
70
60
50

40

30

20

10
0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.80.91 2 3 4 5

v = velocidade média (m/s)

43
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Figura 3: Obtenção da concentração relativa a partir da velocidade média e da profundidade

ee
od iê
fic c
nia

1
z
r =raã

0.9
0.8
s
Ć/C

0.7
0.6
0.5

0.4

0.3

0.2

0.1
0.09
0.08
0.07
0.06
0.05

0.04

0.03

0.02

0.01
0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.80.91 2 3 4 5

v = velocidade média (m/s)

média do curso d’água.

44
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Figura 4: Obtenção do fator de correção a partir da razão de eficiência.

3.3.4 Análise dos Resultados

Nesta fase de operação da PCH Santa Ana foram realizadas 6 medições de


descarga sólida em cada uma das estações de monitoramento
hidrossedimentológico, conforme apresentado na Tabela 1 e Tabela 2 abaixo.

Tabela 1: Santa Ana Montante


DESCARGA DESCARGA
MED. DATA COTA LÍQUIDA SÓLIDA TOTAL
(m) m³/s) (t/dia)
1 04/10/2012 0,59 4,72 4,06
2 11/03/2013 0,93 12,36 23,52
3 08/06/2013 0,62 5,21 8,17
4 14/09/2013 0,58 4,32 0,87
5 14/12/2013 0,49 2,81 1,26
6 19/03/2014 1,09 15,25 209,16

Tabela 2: Santa Ana Jusante


DESCARGA DESCARGA
MED. DATA COTA LÍQUIDA SÓLIDA TOTAL
(m) m³/s) (t/dia)
1 04/10/2012 1,68 4,27 4,47
2 11/03/2013 1,88 9,75 23,97
3 08/06/2013 1,71 4,85 8,36
4 14/09/2013 1,68 4,11 1,16
5 14/12/2013 1,63 3,25 1,27
6 19/03/2014 2,09 19,72 452,37

A campanha de medições realizada no mês de março foi a que apresentou os


maiores valores de vazão bem como de descarga sólida total. O efeito climático
devido à chuva precipitada nos dois dias anteriores às medições (Figura 5) foi
responsável pelo carreamento de sedimentos pelos canais existentes na bacia
contribuinte. Os índices de concentração de sedimento em suspensão de 14,0 mg/L

45
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
da estação de montante e 166,0 mg/L na estação de jusante foram determinantes na
determinação da descarga sólida total medida.

A partir do histórico de medições realizadas em ambas as estações de


monitoramento os valores de descarga líquida e sólida foram plotados em gráfico bi-
logarítmico devido à grande dispersão dos dados e a grande variação dos valores
entre mínimos e máximos. Observa-se nos Gráficos 3 e 4 do anexo deste programa
de monitoramento que há uma grande dispersão dos valores medidos de descarga
sólida. Este fato é devido aos vários fatores intervenientes na produção de
sedimentos na bacia contribuinte, tais como a natureza, quantidade e intensidade da
precipitação, a profundidade da seção monitorada, a largura da seção na hora da
medição, a velocidade do escoamento, a declividade do trecho, a temperatura da
água.

O fenômeno do transporte sólido é bastante aleatório e somente com a continuação


do monitoramento com medições em níveis diferenciados é que se poderá retratar
com mais precisão a questão sedimentológica junto à PCH Santa Ana.

46
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
ANEXOS DO MONITORAMENTO HIDROSSEDIMENTOMÉTRICO

47
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Tabela 3: Resumo das Medições de Descarga Líquida.
ESTAÇÃO: CÓDIGO ANEEL:

GEHIDRO PCH SANTA ANA MONTANTE 11111111


Engenharia e Consultoria RIO: ÁREA DE DRENAGEM:
ENGANO 0,00 km²
LARGURA VELOCIDADE PROFUNDIDADE RAIO PERÍMETRO
MEDIÇÃO COTA DESCARGA ÁREA
DATA DA SEÇÃO MÉDIA MÉDIA HIDRÁULICO MOLHADO
N° (m) (m³/s) (m²)
(m) (m/s) (m) (m) (m)
01 04/10/2012 0,59 4,723 31,80 36,00 0,148 0,88 0,86 36,87
02 11/03/2013 0,93 12,343 45,15 36,00 0,273 1,25 1,20 37,55
03 08/06/2013 0,62 5,210 33,00 36,00 0,158 0,92 0,88 37,61
04 14/09/2013 0,58 4,326 31,65 36,00 0,137 0,88 0,86 36,78
05 14/12/2013 0,49 2,813 28,65 36,00 0,098 0,80 0,78 36,78
06 19/03/2014 1,00 15,251 47,75 36,00 0,319 1,33 1,27 37,55

Tabela 4: Resumo das Medições de Descarga Líquida.


ESTAÇÃO: CÓDIGO ANEEL:

GEHIDRO PCH SANTA ANA JUSANTE 11111111


Engenharia e Consultoria RIO: ÁREA DE DRENAGEM:
ENGANO 0,00 km²
LARGURA VELOCIDADE PROFUNDIDADE RAIO PERÍMETRO
MEDIÇÃO COTA DESCARGA ÁREA
DATA DA SEÇÃO MÉDIA MÉDIA HIDRÁULICO MOLHADO
N° (m) (m³/s) (m²)
(m) (m/s) (m) (m) (m)
01 04/10/2012 1,68 4,274 19,80 20,00 0,216 0,99 0,97 20,42
02 11/03/2013 1,88 9,746 25,81 20,00 0,378 1,29 1,23 20,97
03 08/06/2013 1,71 4,850 20,60 20,00 0,235 1,03 1,00 20,57
04 14/09/2013 1,68 4,107 19,60 20,00 0,210 0,98 0,96 20,38
05 14/12/2013 1,63 3,246 18,40 20,00 0,176 0,92 0,90 20,35
06 19/03/2014 2,09 19,721 30,08 20,00 0,656 1,50 1,43 21,10

48

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental


SANTA ANA MONTANTE - RELAÇÃO COTA-DESCARGA MEDIDA

2,00
1,90
1,80
1,70
1,60
1,50
1,40
1,30
1,20
COTA (m)

1,10
1,00
0,90
0,80
0,70
0,60
0,50
0,40
0,30
0,20
0,10
0,00
0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 26 28 30 32 34 36 38 40 42 44 46 48 50
DESCARGA (m³/s)

Gráfico 1: PCH Santa Ana Jusante: Relação cota-descarga medida.

49
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
SANTA ANA JUSANTE - RELAÇÃO COTA-DESCARGA MEDIDA

3,00
2,90
2,80
2,70
2,60
2,50
2,40
2,30
2,20
COTA (m)

2,10
2,00
1,90
1,80
1,70
1,60
1,50
1,40
1,30
1,20
1,10
1,00
0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 26 28 30 32 34 36 38 40 42 44 46 48 50
DESCARGA (m³/s)

Gráfico 2: PCH Santa Ana Jusante: Relação cota-descarga medida.

50
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Tabela 5: Resumo das Medições de Descarga Sólida.
ESTAÇÃO: CÓDIGO ANEEL:

GEHIDRO PCH SANTA ANA MONTANTE 11111111


Engenharia e Consultoria RIO:
ENGANO
DESCARGA
CONCEN- SÓLIDA EM SÓLIDA DE SÓLIDA
MEDIÇÃO COTA LARGURA ÁREA PM VM LÍQUIDA
DATA TRAÇÃO SUSPENSÃO ARRASTO TOTAL
N° (m) (m) (m²) (m) (m/s) (m)
(mg/l) (tdia) (t/dia) (t/dia)
01 04/10/2012 0,59 36,00 31,80 0,88 0,148 6,40 4,72 2,61 1,45 4,06
02 11/03/2013 0,93 36,00 45,15 1,25 0,274 12,40 12,36 13,24 10,27 23,52
03 08/06/2013 0,62 36,00 33,00 0,92 0,158 12,80 5,21 5,76 2,41 8,17
04 14/09/2013 0,58 36,00 31,65 0,88 0,137 1,00 4,33 0,37 0,49 0,87
05 14/12/2013 0,49 36,00 28,65 0,80 0,098 3,60 2,81 0,87 0,39 1,26
06 19/03/2014 1,00 36,00 47,75 1,33 0,319 124,00 15,25 163,39 45,77 209,16
Tabela 6: Resumo das Medições de Descarga Sólida.
ESTAÇÃO: CÓDIGO ANEEL:

GEHIDRO PCH SANTA ANA JUSANTE 11111111


Engenharia e Consultoria RIO:
ENGANO
DESCARGA
MEDIÇÃO DATA COTA LARGURA ÁREA PM VM CONCEN- LÍQUIDA SÓLIDA EM SÓLIDA DE SÓLIDA
N° (m) (m) (m²) (m) (m/s) TRAÇÃO (m) SUSPENSÃO ARRASTO TOTAL
(mg/l) (tdia) (t/dia) (t/dia)
01 04/10/2012 1,68 20,00 19,80 0,99 0,216 6,40 4,27 2,36 2,11 4,47
02 11/03/2013 1,88 20,00 25,81 1,29 0,378 13,20 9,75 11,12 12,85 23,97
03 08/06/2013 1,71 20,00 20,60 1,03 0,235 11,60 4,85 4,86 3,50 8,36
04 14/09/2013 1,68 20,00 19,60 0,98 0,210 1,00 4,11 0,35 0,80 1,16
05 14/12/2013 1,63 20,00 18,40 0,92 0,176 2,00 3,25 0,56 0,71 1,27
06 19/03/2014 2,09 20,00 30,80 1,50 0,656 166,00 19,72 282,85 169,53 452,37

51

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental


RELAÇÃO PRELIMINAR DA DESCARGA LÍQUIDA X DESCARGA SÓLIDA EM SANTA ANA MONTANTE
1000

100
DESCARGA SÓLIDA (t/dia)

10

0
0 1 10 100
DESCARGA LÍQUIDA (m ³/s)

Gráfico 3: PCH Santa Ana Montante: Relação descarga líquida x descarga sólida.

52
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
RELAÇÃO DA DESCARGA LÍQUIDA X DESCARGA SÓLIDA EM PCH SANTA ANA JUSANTE
10000

1000
DESCARGA SÓLIDA (t/dia)

100

10

1
1 10 100 1000
DESCARGA LÍQUIDA (m³/s)

Gráfico 4: PCH Santa Ana Jusante: Relação descarga líquida x descarga sólida.

GEHIDRO

53
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Engenharia e Consultoria
Dados Gerais da Medição de Descarga

LOCAL DA MEDIÇÃO: PCH SANTA ANA MONTANTE CÓDIGO ANEEL:


11111111
NOME DO RIO: ENGANO

NÚMERO DA MEDIÇÃO: 06
DATA DA MEDIÇÃO: 19/03/2014
TIPO DA MEDIÇÃO: Cabo
NÚMERO DE VERTICAIS LEVANTADAS: 18

MÉTODO DE CÁLCULO USADO: Meia Seção

NÍVEL DO RIO DURANTE A MEDIÇÃO


INICIAL: 1,00 m HORA: 09:10
FINAL: 1,00 m HORA: 10:10

DISTÂNCIAS MEDIDAS
PI - MARGEM: 1,00 m
PF - MARGEM: 6,00 m
PI - PF: 43,00 m

DADOS E CARACTERÍSTICAS DO MOLINETE USADO NA MEDIÇÃO


NÚMERO DO MOLINETE: 14.639
NÚMERO DA HÉLICE: 4-141
LASTRO: 20 Kg
DISTÂNCIA LASTRO-MOLINETE: 20 cm

EQUAÇÃO TIPO: V = K1 * N + K2 ----> N = N° DE ROTAÇÕES/SEGUNDO

EQUAÇÃO 1: V = 0,2500 * N + 0,0100 ----> PARA N < 0,8300


EQUAÇÃO 2: V = 0,2700 * N + 0,0000

RESUMO DA MEDIÇÃO
NÍVEL MÉDIO DO RIO: 1,00 m
LARGURA DA SEÇÃO: 36,00 m
PROFUNDIDADE MÉDIA: 1,33 m
RAIO HIDRÁULICO: 1,27 m
PERÍMETRO MOLHADO: 37,55 m
VELOCIDADE MÉDIA: 0,319 m/s
ÁREA DA SEÇÃO: 47,75 m²
DESCARGA TOTAL: 15,251 m³/s

GEHIDRO

54
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Engenharia e Consultoria
Medição de Descarga Líquida

LOCAL DA MEDIÇÃO: PCH SANTA ANA MONTANTE CÓDIGO ANEEL:


11111111
NOME DO RIO: ENGANO

NÚMERO DA MEDIÇÃO: 06
DATA DA MEDIÇÃO: 19/03/2014
MÉTODO DE CÁLCULO USADO: Meia Seção

ÁREA DO VAZÃO NO
DISTÂNCIA LARGURA PROFUNDIDADE VELOCIDADE
VERTICAL SEGMENTO SEGMENTO
DO PI (m) (m) (m) MÉDIA (m/s)
(m²) (m³/s)
1 2,00 1,00 1,50 0,060 2,25 0,135
2 4,00 2,00 2,50 0,060 5,00 0,300
3 6,00 2,00 2,70 0,073 5,40 0,392
4 8,00 2,00 2,90 0,135 5,80 0,783
5 10,00 2,00 2,90 0,215 5,80 1,244
6 12,00 2,00 2,80 0,338 5,60 1,890
7 14,00 2,00 2,10 0,215 4,20 0,901
8 16,00 2,00 1,60 0,446 3,20 1,426
9 18,00 2,00 0,90 0,648 1,80 1,166
10 20,00 2,00 0,70 0,918 1,40 1,285
11 22,00 2,00 0,60 0,972 1,20 1,166
12 24,00 2,00 0,50 0,972 1,00 0,972
13 26,00 2,00 0,40 0,972 0,80 0,778
14 28,00 2,00 0,40 0,918 0,80 0,734
15 30,00 2,00 0,40 0,864 0,80 0,691
16 32,00 2,00 0,40 0,756 0,80 0,605
17 34,00 2,00 0,50 0,594 1,00 0,594
18 36,00 2,00 0,60 0,210 0,90 0,189
TOTAIS 35,00 47,75 15,251

GEHIDRO
Engenharia e Consultoria

55
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Dados Gerais da Medição de Descarga

LOCAL DA MEDIÇÃO: PCH SANTA ANA JUSANTE CÓDIGO ANEEL:


11111111
NOME DO RIO: ENGANO

NÚMERO DA MEDIÇÃO: 06
DATA DA MEDIÇÃO: 19/03/2014
TIPO DA MEDIÇÃO: Cabo
NÚMERO DE VERTICAIS LEVANTADAS: 19

MÉTODO DE CÁLCULO USADO: Meia Seção

NÍVEL DO RIO DURANTE A MEDIÇÃO


INICIAL: 2,09 m HORA: 10:50
FINAL: 2,09 m HORA: 11:05

DISTÂNCIAS MEDIDAS
PI - MARGEM: 5,50 m
PF - MARGEM: 2,50 m
PI - PF: 28,00 m

DADOS E CARACTERÍSTICAS DO MOLINETE USADO NA MEDIÇÃO


NÚMERO DO MOLINETE: 14.639
NÚMERO DA HÉLICE: 4-141
LASTRO: 20 Kg
DISTÂNCIA LASTRO-MOLINETE: 20 cm

EQUAÇÃO TIPO: V = K1 * N + K2 ----> N = N° DE ROTAÇÕES/SEGUNDO

EQUAÇÃO 1: V = 0,2500 * N + 0,0100 ----> PARA N < 0,8300


EQUAÇÃO 2: V = 0,2700 * N + 0,0000

RESUMO DA MEDIÇÃO
NÍVEL MÉDIO DO RIO: 2,09 m
LARGURA DA SEÇÃO: 20,00 m
PROFUNDIDADE MÉDIA: 1,50 m
RAIO HIDRÁULICO: 1,43 m
PERÍMETRO MOLHADO: 21,10 m
VELOCIDADE MÉDIA: 0,656 m/s
ÁREA DA SEÇÃO: 30,08 m²
DESCARGA TOTAL: 19,721 m³/s

GEHIDRO
Engenharia e Consultoria
Medição de Descarga Líquida

56
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
LOCAL DA MEDIÇÃO: PCH SANTA ANA JUSANTE CÓDIGO ANEEL:
11111111
NOME DO RIO: ENGANO

NÚMERO DA MEDIÇÃO: 06
DATA DA MEDIÇÃO: 19/03/2014
MÉTODO DE CÁLCULO USADO: Meia Seção

ÁREA DO VAZÃO NO
DISTÂNCIA LARGURA PROFUNDIDADE VELOCIDADE
VERTICAL SEGMENTO SEGMENTO
DO PI (m) (m) (m) MÉDIA (m/s)
(m²) (m³/s)
1 7,00 1,50 1,10 0,160 1,38 0,220
2 8,00 1,00 1,30 0,365 1,30 0,474
3 9,00 1,00 1,40 0,594 1,40 0,832
4 10,00 1,00 1,60 0,797 1,60 1,274
5 11,00 1,00 1,60 0,850 1,60 1,361
6 12,00 1,00 1,70 0,850 1,70 1,446
7 13,00 1,00 1,90 0,932 1,90 1,770
8 14,00 1,00 1,90 0,932 1,90 1,770
9 15,00 1,00 2,10 0,958 2,10 2,013
10 16,00 1,00 1,90 0,905 1,90 1,719
11 17,00 1,00 1,80 0,850 1,80 1,531
12 18,00 1,00 1,70 0,797 1,70 1,354
13 19,00 1,00 1,60 0,702 1,60 1,123
14 20,00 1,00 1,60 0,635 1,60 1,015
15 21,00 1,00 1,60 0,459 1,60 0,734
16 22,00 1,00 1,70 0,324 1,70 0,551
17 23,00 1,00 1,40 0,230 1,40 0,322
18 24,00 1,00 1,30 0,135 1,30 0,176
19 25,00 1,00 0,80 0,060 0,60 0,036
TOTAIS 19,50 30,08 19,721

GEHIDRO
Engenharia e Consultoria
Resultado do Cálculo de Descarga Sólida Total pelo Método de
Colby

57
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
 Estação de Medição

Nome: Código ANEEL:


PCH SANTA ANA MONTANTE 11111111
RIO:
ENGANO

 Dados da Medição

Data: Número: Área (m²):


19/03/2014 6 47,75
Cota (m): Vazão (m³/s): Velocidade (m/s):
1,00 15,25 0,3190
Largura (m): Profundidade (m): Concentração (mg/l):
36,00 1,33 124,00

 Resultados do Método

Concentração Relativa (mg/l): Descarga Sólida não Medida (t/dia):


67,74 45,77
Descarga Sólida Medida (t/dia): Descarga Sólida Total (t/dia):
163,39 209,16

GEHIDRO
Engenharia e Consultoria
Resultado do Cálculo de Descarga Sólida Total pelo Método de
Colby

58
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
 Estação de Medição

Nome: Código ANEEL:


PCH SANTA ANA JUSANTE 11111111
RIO:
ENGANO

 Dados da Medição

Data: Número: Área (m²):


19/03/2014 6 30,80
Cota (m): Vazão (m³/s): Velocidade (m/s):
2,09 19,72 0,6560
Largura (m): Profundidade (m): Concentração (mg/l):
20,00 1,50 166,00

 Resultados do Método

Concentração Relativa (mg/l): Descarga Sólida não Medida (t/dia):


285,29 169,53
Descarga Sólida Medida (t/dia): Descarga Sólida Total (t/dia):
282,85 452,37

59
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Tabela 7: Resultados de Ensaios Sedimentométricos.

Resultados de ensaios sedimentométricos


Cliente: Gehidro Engenharia e Consultoria Ltda. Responsável Técnico: Djan Porrua Rodrigues
Local: PCH Santa Ana
Rio: Engano
Estação: PCH Santa Ana Montante
data Volume Volume Conc. Análise granulométrica % < f (mm)
Medição coleta amostra mínimo total Tubo de remoção pela base ou pipetagem Peneiramento
(l) (l) (mg/l) 0,0039 0,0055 0,0078 0,0110 0,0156 0,0221 0,0312 0,0442 0,0625 0,125 0,25 0,5 1 2
1 04/10/2012 5,190 6,40
2 13/03/2013 4,210 12,40
3 08/06/2013 5,140 12,80
4 14/09/2013 5,170 1,00
5 14/12/2013 5,150 3,60
6 19/03/2014 5,200 124,00

60

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental


Tabela 8: Resultados de Ensaios Sedimentométricos.

Resultados de ensaios sedimentométricos


Cliente: Gehidro Engenharia e Consultoria Ltda. Responsável Técnico: Djan Porrua Rodrigues
Local: PCH Santa ana
Rio: Engano
Estação: PCH Santa ana Jusante
data Volume Volume Conc. Análise granulométrica % < f (mm)
Medição coleta amostra mínimo total Tubo de remoção pela base ou pipetagem Peneiramento
(l) (l) (mg/l) 0,0039 0,0055 0,0078 0,0110 0,0156 0,0221 0,0312 0,0442 0,0625 0,125 0,25 0,5 1 2
1 04/10/2013 5,140 6,40
2 13/03/2013 5,240 13,20
3 08/06/2013 5,200 11,60
4 14/09/2013 5,160 1,00
5 14/12/2013 5,220 2,00
6 19/03/2014 5,210 166,00

61

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental


Tabela 9: Análise Granulométrica – PCH Santa Ana Montante.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA


CAMPUS TRINDADE / FLORIANÓPOLIS

LABORATÓRIO DE ENGENHARIA CIVIL

Amostra: Santa Ana Jusante 6 Laboratorista: Gabriel P. N. Rosolem


Interessado: Gehidro Data: 19/03/2014
Responsável: Fernando Hermes Lehmkuhl

Teor de Umidade da Amostra Determinação da Amostra Total Seca


Cápsula Nº 53 67 272 Peso da Amostra Úmida ( g ): 421,7
Peso da Cápsula ( g ) 16,78 15,64 16,50 Peso da Amostra Retida na # 10 ( g ): 0,30
Cápsula + Solo Úmido ( g ) 52,6 46,12 50,95 Peso da Amostra Passante na # 10, Úmida ( g ): 421,4
Cápsula + Solo Seco ( g ) 51,96 45,59 50,35 Peso da Amostra Passante na # 10, Seca ( g ): 414,00
Peso de Água ( g ) 0,64 0,53 0,60 Peso de Água ( g ): 7,40
Solo Seco ( g ) 35,18 29,95 33,85 Peso da Amostra Total Seca ( g ): 414,30
Teor de Umidade 1,82% 1,77% 1,77%
Teor de umidade Médio 1,79% Mh ( Sedimentação ) ( g ): 123,1

Dados de Ensaio
PORCENTAGEM
Peso da Peneira + Material RETIDA PASSANTE
Peneira
Peneira Material Retido Fração Fração Fração Fração
Acumulada
Nº mm (g) (g) (g) Fina Grossa Fina Grossa
FRAÇÃO GROSSA

3" 76,2 0,00% 0,00% 100,00%


2" 50,8 0,00% 0,00% 100,00%
PENEIRAMENTO

1,5 38,1 0,00% 0,00% 100,00%


1" 25,4 0,00% 0,00% 100,00%
3/4" 19,1 0,00% 0,00% 100,00%
3/8" 9,5 0,00% 0,00% 100,00%
4 4,8 0,00% 0,00% 100,00%
10 2 0,00% 0,00% 100,00%
FRAÇÃO FINA

16 1,19 429,76 429,92 0,16 0,13% 0,13% 99,87% 99,87%


30 0,59 462 465,85 3,85 3,18% 3,32% 96,68% 96,68%
40 0,42 390,1 402,51 12,41 10,26% 13,58% 86,42% 86,42%
50 0,25 356 412,1 56,10 46,39% 59,96% 40,04% 40,04%
100 0,15 346,76 381,52 34,76 28,74% 88,71% 11,29% 11,29%
200 0,074 328,26 337,55 9,29 7,68% 96,39% 3,61% 3,61%

Sedimentação

Massa Específica dos Grãos de Solo ( g/cm³ ): 2,764 Densímetro Nº 1


Massa Específica do Meio Dispersor na Temperatura de Ensaio ( g/cm³ ): 1,003
Massa Específica do Solo na Temperatura do Ensaio ( g/cm³ ): Peso da Amostra Úmida ( Mh ) ( g ) 123,1
Volume da Suspensão ( cm³ ): 1000 Peso da Amostra Seca ( Ms ) ( g ) 120,94

n(Coeficiente de Viscosidade do Meio Dispersor na Temperatura de Ensaio ( g.s/cm² ): 8,72E-06

Dados de Ensaio
Altura de Correção do Altura de Densidade Diâmetro % Amostra

Data / Hora
Tempo Temperatura
Densidade
Queda + Queda + Correção µ dos Grãos com Diâ-
(s) ( °C ) Me-nisco Menis-co (cm) (cm) Temp. Def. (mm) metro < D
10:34:00 T Rr HR + Rm Rm HR Rc Rr - Rc D P
10:34:30 30 26 1,0072 17,23 0,00 17,23 1,0025 0,0047 0,0715 6,12%
10:35:00 60 26 1,0072 17,23 0,00 17,23 1,0025 0,0047 0,0506 6,12%
10:36:00 120 26 1,0072 17,23 0,00 17,23 1,0025 0,0047 0,0358 6,12%
10:38:00 240 26 1,0070 16,31 0,00 16,31 1,0025 0,0045 0,0246 5,85%
10:42:00 480 26 1,0070 16,31 0,00 16,31 1,0025 0,0045 0,0174 5,85%
10:00:00 900 26 1,0070 16,31 0,00 16,31 1,0025 0,0045 0,0127 5,85%
11:04:00 1800 26 1,0070 16,31 0,00 16,31 1,0025 0,0045 0,0090 5,85%
11:34:00 3600 26 1,0070 16,31 0,00 16,31 1,0025 0,0045 0,0064 5,85%
12:34:00 7200 26 1,0066 16,38 0,00 16,38 1,0025 0,0041 0,0045 5,33%
14:34:00 14400 26 1,0062 16,45 0,00 16,45 1,0025 0,0037 0,0032 4,81%
20:02:00 34080 26 1,0062 16,45 0,00 16,45 1,0025 0,0037 0,0021 4,81%
05:05:00 70200 26 1,0062 16,45 0,00 16,45 1,0025 0,0037 0,0014 4,81%
10:34:00 86400 26 1,0062 16,45 0,00 16,45 1,0025 0,0037 0,0013 4,81%

62
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
CAMPUS TRINDADE / FLORIANÓPOLIS

LABORATÓRIO DE ENGENHARIA CIVIL


Amostra: Santa Ana Montante 6 Laboratorista: Gabriel P. N. Rosolem
Interessado: Gehidro Data: 19/03/2014
Responsável: Fernando Hermes Lehmkuhl
GRÁFICO PORCENTAGEM PASSANTE X DIÂMETROS DOS GRÃOS

Porcentagem Passante (% )
Frações Distribuídas (%)
100% Argila 4,81%
Silte 1,30%
90% Areia Fina 5,18%
Areia Média 85,39%

80% Areia Grossa 3,32%


Pedregulho 0,00%
100,00%
70%
Dim.(NBR 06502-1995-Rochas e Solos)
Patículas (mm) Fração
60%
0,000 0,002 Argila
0,002 0,060 Silte
50% 0,060 0,200 Areia Fina
0,200 0,600 Areia Média
40% 0,600 2,000 Areia Grossa
2,000 60,000 Pedregulho
30%
Gráfico
Argila Silte
20%
0,002 0,0 0,060 0,0
0,002 100,0 0,060 100,0
10%
Areia Fina Areia média

Pedregulho
A reia M .

A reia G .
A reia F.
A rgila

0,200 0,0 0,600 0,0


Silte

0% 0,200 100,0 0,600 100,0


0,001 0,01 0,1 1 10 100 Areia Grossa Pedregulho
Diâmetro dos Grãos ( mm ) 2,000 0,0 60,000 0,0
2,000 100,0 60,000 100,0

63

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental


Tabela 10: Análise Granulométrica – PCH Santa Ana Jusante.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA


CAMPUS TRINDADE / FLORIANÓPOLIS

LABORATÓRIO DE ENGENHARIA CIVIL

Amostra: Santa Ana Jusante 6 Laboratorista: Gabriel P. N. Rosolem


Interessado: Gehidro Data: 19/03/2014
Responsável: Fernando Hermes Lehmkuhl

Teor de Umidade da Amostra Determinação da Amostra Total Seca


Cápsula Nº P7 C02 233 Peso da Amostra Úmida ( g ): 494,29
Peso da Cápsula ( g ) 13,51 14,21 15,57 Peso da Amostra Retida na # 10 ( g ): 186,47
Cápsula + Solo Úmido ( g ) 45,42 48,42 46,59 Peso da Amostra Passante na # 10, Úmida ( g ): 307,82
Cápsula + Solo Seco ( g ) 45,32 48,30 46,46 Peso da Amostra Passante na # 10, Seca ( g ): 306,71
Peso de Água ( g ) 0,10 0,12 0,13 Peso de Água ( g ): 1,11
Solo Seco ( g ) 31,81 34,09 30,89 Peso da Amostra Total Seca ( g ): 493,18
Teor de Umidade 0,31% 0,35% 0,42%
Teor de umidade Médio 0,36% Mh ( Sedimentação ) ( g ): 128,61

Dados de Ensaio
PORCENTAGEM
Peso da Peneira + Material RETIDA PASSANTE
Peneira
Peneira Material Retido Fração Fração Fração Fração
Acumulada
Nº mm (g) (g) (g) Fina Grossa Fina Grossa
FRAÇÃO GROSSA

3" 76,2 0,00% 0,00% 100,00%


2" 50,8 0,00% 0,00% 100,00%
PENEIRAMENTO

1,5 38,1 0,00% 0,00% 100,00%


1" 25,4 0,00% 0,00% 100,00%
3/4" 19,1 0,00% 0,00% 100,00%
3/8" 9,5 0,00% 0,00% 100,00%
4 4,8 602,14 612,68 10,54 2,14% 2,14% 97,86%
10 2 563,26 720,82 157,56 31,95% 34,09% 65,91%
FRAÇÃO FINA

16 1,19 429 491,49 62,49 48,76% 48,76% 51,24% 33,77%


30 0,59 462 511,9 49,90 38,94% 87,70% 12,30% 8,10%
40 0,42 390,12 400,08 9,96 7,77% 95,48% 4,52% 2,98%
50 0,3 356 360,6 4,60 3,59% 99,07% 0,93% 0,61%
100 0,15 346,76 347,46 0,70 0,55% 99,61% 0,39% 0,25%
200 0,074 328,26 328,55 0,29 0,23% 99,84% 0,16% 0,11%

Sedimentação

Massa Específica dos Grãos de Solo ( g/cm³ ): 2,764 Densímetro Nº 1


Massa Específica do Meio Dispersor na Temperatura de Ensaio ( g/cm³ ): 1,003
Massa Específica do Solo na Temperatura do Ensaio ( g/cm³ ): Peso da Amostra Úmida ( Mh ) ( g ) 128,61
Volume da Suspensão ( cm³ ): 1000 Peso da Amostra Seca ( Ms ) ( g ) 128,15

n(Coeficiente de Viscosidade do Meio Dispersor na Temperatura de Ensaio ( g.s/cm² ): 8,72E-06

Dados de Ensaio
Altura de Correção do Altura de Densidade Diâmetro % Amostra

Data / Hora
Tempo Temperatura
Densidade
Queda + Queda + Correção µ dos Grãos com Diâ-
(s) ( °C ) Me-nisco Menis-co (cm) (cm) Temp. Def. (mm) metro < D
10:34:00 T Rr HR + Rm Rm HR Rc Rr - Rc D P
10:34:30 30 25 1,0052 17,58 0,00 17,58 1,0027 0,0025 0,0723 2,02%
10:35:00 60 25 1,0052 17,58 0,00 17,58 1,0027 0,0025 0,0511 2,02%
10:36:00 120 25 1,0048 17,65 0,00 17,65 1,0027 0,0021 0,0362 1,70%
10:38:00 240 25 1,0048 16,69 0,00 16,69 1,0027 0,0021 0,0249 1,70%
10:42:00 480 25 1,0048 16,69 0,00 16,69 1,0027 0,0021 0,0176 1,70%
10:00:00 900 25 1,0048 16,69 0,00 16,69 1,0027 0,0021 0,0129 1,70%
11:04:00 1800 25 1,0048 16,69 0,00 16,69 1,0027 0,0021 0,0091 1,70%
11:34:00 3600 25 1,0048 16,69 0,00 16,69 1,0027 0,0021 0,0064 1,70%
12:34:00 7200 25 1,0048 16,69 0,00 16,69 1,0027 0,0021 0,0045 1,70%
14:34:00 14400 25 1,0048 16,69 0,00 16,69 1,0027 0,0021 0,0032 1,70%
20:02:00 34080 25 1,0042 16,80 0,00 16,80 1,0027 0,0015 0,0021 1,21%
23:28:00 46440 25 1,0042 16,80 0,00 16,80 1,0027 0,0015 0,0018 1,21%
10:34:00 86400 25 1,0042 16,80 0,00 16,80 1,0027 0,0015 0,0013 1,21%

64
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
CAMPUS TRINDADE / FLORIANÓPOLIS

LABORATÓRIO DE ENGENHARIA CIVIL


Amostra: Santa Ana Jusante 6 Laboratorista: Gabriel P. N. Rosolem
Interessado: Gehidro Data: 19/03/2014
Responsável: Fernando Hermes Lehmkuhl
GRÁFICO PORCENTAGEM PASSANTE X DIÂMETROS DOS GRÃOS
Frações Distribuídas (%)

Porcentagem Passante (% )
100% Argila 1,21%
Silte 0,81%
90% Areia Fina -1,77%
Areia Média 7,85%

80% Areia Grossa 57,81%


Pedregulho 34,09%
100,00%
70%
Dim.(NBR 06502-1995-Rochas e Solos)
Patículas (mm) Fração
60%
0,000 0,002 Argila
0,002 0,060 Silte
50% 0,060 0,200 Areia Fina
0,200 0,600 Areia Média
40% 0,600 2,000 Areia Grossa
2,000 60,000 Pedregulho
30%
Gráfico
Argila Silte
20%
0,002 0,0 0,060 0,0
0,002 100,0 0,060 100,0
10%
Areia Fina Areia média

Pedregulho
Areia M .

Areia G.
Areia F.

0,200 0,0 0,600 0,0


Argila

Silte

0% 0,200 100,0 0,600 100,0


0,001 0,01 0,1 1 10 100 Areia Grossa Pedregulho
Diâmetro dos Grãos ( mm ) 2,000 0,0 60,000 0,0
2,000 100,0 60,000 100,0

65

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental


3.4 Programa de Monitoramento Limnológico e de Qualidade da Água

A variação na qualidade da água e limnologia é um dos principais impactos


ambientais ocorridos na formação de um reservatório. É necessário um estudo de
caracterização da bacia contribuinte para que se possa gerenciar de forma
sustentável a qualidade da água do rio impactado.

A PCH Santa Ana encontra-se no início de operação, logo seu lago está no período
crítico, o qual corresponde basicamente aos dois primeiros anos de formação, onde
a variação de nutrientes, oxigênio, clorifila-a, entre outros parâmetros, é maior.

O processo de desenvolvimento humanístico e crescimento populacional do último


século acarretou em várias consequências danosas a saúde hídrica do mundo.
Estas consequências ocorreram através de intensivos desmatamentos sem
planejamento, com retirada das matas ciliares, as quais servem como um “filtro” para
os rios, retirada da vegetação de zonas de alta declividade, e ainda despejos
industriais, atividades agrícolas com uso inadequado de agrotóxicos, a suinocultura,
despejos domésticos, assoreamento, o processo de urbanização, entre outros.

Corroborando com os mais recentes estudos na área de engenharia ambiental e


com as Leis Federais implantadas no final do último século e início do século XXI,
principalmente a L.F. 9.433/97, o planejamento estratégico sustentável se faz a
melhor alternativa para estabelecer os meios que satisfaçam o adequado uso das
águas. Contudo, para execução deste planejamento, de forma a promover a saúde
ambiental, a caracterização da qualidade da água é peça fundamental.

O rio Engano, onde foi implantada a PCH Santa Ana, situa-se na bacia litorânea do
estado de Santa Catarina e pertence a classe 2 segundo a legislação estadual
(Portaria Nº 024/79). Neste relatório tem-se como objetivo caracterizar as águas da
bacia contribuinte em quatro pontos, a montante do reservatório, no reservatório, no
trecho de vazão reduzida e a jusante da casa de força.

Este relatório contempla os estudos de fevereiro a abril de 2014 para a PCH Santa
Ana.

66
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
3.4.1 Objetivos

Geral

Monitorar a qualidade de água e limnologia do rio Engano, na área de influência


direta, durante a fase de operação da PCH Santa Ana, no município de Angelina,
Santa Catarina.

Específicos

 Elaborar o planejamento do Programa;


 Delimitar os pontos de amostragem;
 Delimitar os parâmetros de qualidade da água;
 Executar a análise trimestral dos parâmetros de qualidade da água;
 Elaborar relatórios trimestrais, os quais serão anexos aos Relatórios de
Monitoramento Ambiental do presente empreendimento;
 Calcular o IQA (Índice de Qualidade da Água) e o IET (Índice do Estado
Trófico) nos pontos fora do reservatório e o IQA, IQAR (Índice de Qualidade
de Água para Reservatórios) e IET no reservatório;
 Caso necessário, rever o planejamento e propor mudanças para uma melhor
eficiência.

3.4.2 Metodologia

Pontos e Periodicidade

Foram selecionados 4 pontos de monitoramento, com periodicidade de coletas e


análises trimestrais, da qualidade da água do rio Engano na área de influência direta
da PCH Santa Ana. Os pontos podem ser visualizados no Mapa de Qualidade de
Água em anexo.

Tabela 11: Pontos de Monitoramento.


Coordenadas
Pontos Posição
S W

67
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Montante do
Ponto 01 27°29’56” 49°03’26”
Reservatório
Ponto 02 Reservatório 27°29,56 49°02’11”
Trecho de Vazão
Ponto 03 27°29’55” 49°01’59”
Reduzida
Jusante da Casa de
Ponto 04 27°29’17” 49°00’06”
Força

Parâmetros

Os parâmetros selecionados foram os descritos no RDPA e, consequentemente, na


LAI, aprovados pela FATMA.

Tabela 12: Parâmetros de Análise.

Parâmetros

Data Coleta Demanda Química de Oxigênio


Hora da Coleta Fitoplâncton
Data de Entrega no Laboratório Fósforo Total
Hora de Entrega no Laboratório Nitrato (N-NO3)
Coordenadas do Ponto de Coleta Nitrito (N-NO2)
Condições Climáticas Nitrogênio Amoniacal Total
Temperatura da Água Ortofosfato
Temperatura Ambiente Oxigênio Dissolvido
Altitude pH
Cianobactérias Sólido Suspenso Total
Clorofila-a Sólido Total Dissolvido a 104 °C
Coliformes Fecais Sólido Total Seco a 104 °C
Coliformes Totais Turbidez
Condutividade Eletrolítica Transparência
Demanda Bioquímica de Oxigênio Zooplâncton

Coletas e Análises

As coletas foram realizadas e acondicionas de acordo com a NBR 9898, sendo


encaminhadas ao laboratório em menos de 24 h e todas refrigeradas a 4º C, com
seus devidos conservantes químicos.

As amostras coletadas, devidamente acondicionadas, foram analisadas em dois


laboratórios, na empresa QMC Saneamento (CRQ, nº 3611), tendo como
responsável o profissional Djan Porrua de Freitas (CRQ/SC, nº 13400691). As

68
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
técnicas de análise das amostras compreenderam as descritas no livro “STANDART
METHODS FOR THE EXAMINATION OF WATER AND WASTEWATER” da AWWA
(1998) / 20ª Edição.

3.4.3 Resultados

Este relatório contempla as campanhas de 2013 e março de 2014. A seguir


encontram-se as fotos das coletas nos 4 pontos de monitoramento.

Ponto 01

Figura 5: Preservação da amostra.

Ponto 02

69
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Figura 6: Coleta de água.

Ponto 03

Figura 7: Coleta de água.

Ponto 04

70
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Figura 8: Coleta de água.

71
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Tabela 13: Resultados março/2013.
CONAMA 357/05 Unidade Res. Ponto 01 Ponto 02 Ponto 03 Ponto 04
Parâmetros Unidade CONAMA Trecho de Vazão
Rio Classe II 357 Montante do Reservatório Reservatório Jusante da Casa de Força
Reduzida
Data Coleta dd/mm/aaa - dd/mm/aaa 14/03/2013 14/03/2013 14/03/2013 14/03/2013
Hora da Coleta hh:mm - hh:mm 10:30 11:20 12:05 12:40
Data de Entrega no Laboratório dd/mm/aaa - dd/mm/aaa 14/03/2013 14/03/2013 14/03/2013 14/03/2013
Hora de Entrega no Laboratório hh:mm - hh:mm 16:30 16:30 16:30 16:30
S 27°29,56 / W
Coordenadas do Ponto de Coleta geográfica - geográfica S 27°29,56 / W 49°03,26 S 27°29,55 / W 49°01,59 S 27°29,17 / W 49°00,06
49°02,11
Condições Climáticas - - - Ensolarado Ensolarado Ensolarado Ensolarado
Temperatura da Água °C - °C 25,0 25,0 26,6 26,1
Temperatura Ambiente °C - °C 20,6 22,7 22,8 21,9
Altitude m m 300,0 300,0 300,0 300,0
Cianobactérias cel/L < 50000 cel/mL < 3,00 < 3,00 2450,00 350
Clorofila-a µg/L < 30,0 µg/L < 10,0 < 10,0 < 10,0 < 10,0
Coliformes Fecais NMP/100mL < 1000,00 NMP/100mL 1100,00 2200,00 2400,00 1300,00
Coliformes Totais NMP/100mL NMP/100mL 16000,00 16000,00 9200,00 9200,00
Condutividade Eletrolítica µS/cm µS/cm 38,60 38,50 38,20 38,90
Demanda Bioquímica de Oxigênio mg/L < 5,00 mg/L < 1,00 < 1,00 < 1,00 < 1,00
Demanda Química de Oxigênio mg/L mg/L < 50,00 < 50,00 < 50,00 < 50,00
Fitoplâncton cel/L cel/L 5950,00 2900,00 4150,00 3350,00
Fósforo Total mg/L < 0,050 mg/L 0,05 0,03 0,05 0,05
Nitrato (N-NO3) mg/L < 10,0 mg/L 0,30 0,30 0,30 0,29
Nitrito (N-NO2) mg/L < 1,0 mg/L < 0,01 < 0,01 < 0,01 < 0,01
Nitrogênio Amoniacal Total mg/L 3,7 mg/L < 0,12 < 0,12 < 0,12 < 0,12
Ortofosfato mg/L mg/L < 0,01 < 0,01 0,02 < 0,01
Oxigênio Dissolvido mg/L > 5,00 mg/L 7,94 8,23 7,28 7,23
pH - entre 6 e 9 - 6,30 6,20 6,30 6,40
Sólido Suspenso Total mg/L mg/L 33,30 14,40 16,00 18,00
Sólido Total Dissolvido a 104 °C mg/L < 500,00 mg/L 44,30 63,60 49,00 40,00
Sólido Total Seco a 104 °C mg/L mg/L 77,60 78,00 65,00 58,00
Turbidez NTU < 100,00 NTU 19,15 18,50 17,10 13,40
Transparência cm cm < 50,0 > 50,0 > 50,0 < 50,0
Zooplancton organismo/m³ organismo/m³ 4917,00 333,00 < 1,00 < 1,00
Tabela 14: Resultados junho/2013.
Parâmetros Unidade CONAMA Unidade Res. Ponto 01 Ponto 02 Ponto 03 Ponto 04

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 72


357/05
CONAMA 357
Rio Classe II Montante do Reservatório Reservatório Trecho de Vazão Reduzida Jusante da Casa de Força
Data Coleta dd/mm/aaa - dd/mm/aaa 08/06/2013 08/06/2013 08/06/2013 08/06/2013
Hora da Coleta hh:mm - hh:mm 11:40 12:20 12:40 14:10
Data de Entrega no Laboratório dd/mm/aaa - dd/mm/aaa 09/06/2013 09/06/2013 09/06/2013 09/06/2013
Hora de Entrega no Laboratório hh:mm - hh:mm 11:00 11:00 11:00 11:00
Coordenadas do Ponto de Coleta geográfica - geográfica S 27°29,56 / W 49°03,26 S 27°29,56 / W 49°02,11 S 27°29,55 / W 49°01,59 S 27°29,17 / W 49°00,06
Condições Climáticas - - - Ensolarado Ensolarado Ensolarado Ensolarado
Temperatura da Água °C - °C 14,0 14,0   15,0  14,4
Temperatura Ambiente °C - °C 19,0  19,8  19,0  22,0
Altitude m   m 300,0 300,0 300,0 300,0
Cianobactérias cel/L < 50000 cel/mL 1,85 ausente ausente ausente
Clorofila-a µg/L < 30,0 µg/L < 10,0 < 10,0 < 10,0 < 10,0
Coliformes Fecais NMP/100mL < 1000,00 NMP/100mL 790,00 790,00 490,00 490,00
Coliformes Totais NMP/100mL   NMP/100mL 2400,00 3500,00 5400,00 1300,00
Condutividade Eletrolítica µS/cm   µS/cm 42,30 41,10 41,20 41,50
Demanda Bioquímica de Oxigênio mg/L < 5,00 mg/L 1,7 1,5 < 1,00 < 1,00
Demanda Química de Oxigênio mg/L   mg/L < 50,00 < 50,00 < 50,00 < 50,00
Fitoplâncton cel/mL   cel/L   7,75    
Fósforo Total mg/L < 0,050 mg/L <0,01 <0,01 <0,01 0,01
Nitrato (N-NO3) mg/L < 10,0 mg/L 0,29 0,30 0,30 0,31
Nitrito (N-NO2) mg/L < 1,0 mg/L < 0,01 < 0,01 < 0,01 < 0,01
Nitrogênio Amoniacal Total mg/L 3,7 mg/L < 0,12 < 0,12 < 0,12 < 0,12
Ortofosfato mg/L   mg/L < 0,01 < 0,01 <0,01 < 0,01
Oxigênio Dissolvido mg/L > 5,00 mg/L  5,87 5,65   5,90  7,90
pH - entre 6 e 9 - 5,68 6,02 6,10 6,10
Sólido Suspenso Total mg/L   mg/L <1,0 <1,0 <1,0 15,60
Sólido Total Dissolvido a 104 °C mg/L < 500,00 mg/L 43,20 44,00 49,20 56,00
Sólido Total Seco a 104 °C mg/L   mg/L 43,20 44,00 49,20 71,60
Turbidez NTU < 100,00 NTU 4,80 5,04 9,36 35,28
Transparência cm   cm >50,0   >50,0   >50,0  >50,0  
Zooplancton organismo/m³   organismo/m³   100,00    
Tabela 15: Resultados setembro/2013.
CONAMA Unidade
357/05 Res. Ponto 01 Ponto 02 Ponto 03 Ponto 04
Parâmetros Unidade
CONAMA Montante do Trecho de Vazão Jusante da Casa de
Rio Classe II 357 Reservatório Reservatório Reduzida Força
Data Coleta dd/mm/aaa - dd/mm/aaa 14/09/2013 14/09/2013 14/09/2013 14/09/2013

73
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Hora da Coleta hh:mm - hh:mm 11:00 11:40 12:10 12:50
Data de Entrega no Laboratório dd/mm/aaa - dd/mm/aaa 16/09/2013 16/09/2013 16/09/2013 16/09/2013
Hora de Entrega no Laboratório hh:mm - hh:mm 11:00 11:00 11:00 11:00
S 27°29,56 / W
Coordenadas do Ponto de Coleta geográfica - geográfica S 27°29,56 / W 49°03,26 49°02,11 S 27°29,55 / W 49°01,59 S 27°29,17 / W 49°00,06
Condições Climáticas - - - Ensolarado Ensolarado Ensolarado Ensolarado
Temperatura da Água °C - °C 18,0 19,5 21,0 20,0
Temperatura Ambiente °C - °C 28,5 31,0 31,5 33,0
Altitude m   m 300,0 300,0 300,0 300,0
Cianobactérias cel/mL < 50000 cel/mL < 1,00 1,15 1,05 1,2
Clorofila-a µg/L < 30,0 µg/L < 10,0 < 10,0 < 10,0 < 10,0
Coliformes Fecais NMP/100mL < 1000,00 NMP/100mL ausente ausente ausente ausente
Coliformes Totais NMP/100mL   NMP/100mL 1700,00 3500,00 2400,00 1300,00
Condutividade Eletrolítica µS/cm   µS/cm 40,90 41,50 41,50 40,10
Demanda Bioquímica de
Oxigênio mg/L < 5,00 mg/L 2 < 1,00 < 1,00 < 1,00
Demanda Química de Oxigênio mg/L   mg/L < 40,7 < 40,7 < 40,7 < 40,7
Fitoplâncton cel/L   cel/L   27100,00    
Fósforo Total mg/L < 0,050 mg/L < 0,010 < 0,010 < 0,010 < 0,010
Nitrato (N-NO3) mg/L < 10,0 mg/L 0,22 0,21 0,21 0,22
Nitrito (N-NO2) mg/L < 1,0 mg/L < 0,10 < 0,10 < 0,10 < 0,10
Nitrogênio Amoniacal Total mg/L 3,7 mg/L 0,32 < 0,20 < 0,20 < 0,20
Ortofosfato mg/L   mg/L < 0,01 < 0,01 < 0,01 < 0,01
Oxigênio Dissolvido mg/L > 5,00 mg/L 7,00 6,95 6,85 5,04
pH - entre 6 e 9 - 6,45 6,58 6,51 6,43
Sólido Suspenso Total mg/L   mg/L < 1,0 < 1,0 < 1,0 < 1,0
Sólido Total Dissolvido a 104 °C mg/L < 500,00 mg/L 42,40 36,00 39,60 32,40
Sólido Total Seco a 104 °C mg/L   mg/L 42,40 36,80 39,60 32,40
Turbidez NTU < 100,00 NTU 4,54 3,44 4,54 2,74
Transparência cm   cm > 50,0 > 50,0 > 50,0 > 50,0
organismo/m organismo/m
Zooplancton ³   ³   Ausente    
Tabela 16: Resultados dezembro/2013.
CONAMA Unidade
357/05 Res. Ponto 01 Ponto 02 Ponto 03 Ponto 04
Parâmetros Unidade
CONAMA Montante do Trecho de Vazão Jusante da Casa de
Rio Classe II 357 Reservatório Reservatório Reduzida Força
Data Coleta dd/mm/aaa - dd/mm/aaa 14/12/2013 14/12/2013 14/12/2013 14/12/2013

74
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Hora da Coleta hh:mm - hh:mm 10:30 11:30 12:20 12:50
Data de Entrega no Laboratório dd/mm/aaa - dd/mm/aaa 16/12/2013 16/12/2013 16/12/2013 16/12/2013
Hora de Entrega no Laboratório hh:mm - hh:mm 09:20 09:20 09:20 09:20
Coordenadas do Ponto de Coleta geográfica - geográfica S 27°29,56 / W 49°03,26 S 27°29,56 / W 49°02,11 S 27°29,55 / W 49°01,59 S 27°29,17 / W 49°00,06
Condições Climáticas - - - Nublado Nublado Nublado Nublado
Temperatura da Água °C - °C 20,0 21,0 22,8 22,8
Temperatura Ambiente °C - °C 24,0 26,0 31,0 38,0
Altitude m   m 300,0 300,0 300 300,0
Cianobactérias cel/mL < 50000 cel/mL < 1,00 < 1,00 < 1,00 < 1,00
Clorofila-a µg/L < 30,0 µg/L 0,51 0,49 0,55 0,58
Coliformes Fecais NMP/100mL < 1000,00 NMP/100mL 220,00 330,00 490,00 490,00
Coliformes Totais NMP/100mL   NMP/100mL 2400,00 1300,00 790,00 1300,00
Condutividade Eletrolítica µS/cm   µS/cm 39,60 40,30 40,80 41,60
Demanda Bioquímica de
Oxigênio mg/L < 5,00 mg/L < 1,0 < 1,00 < 1,00 < 1,00
Demanda Química de Oxigênio mg/L   mg/L < 40,7 < 40,7 < 40,7 < 40,7
Fitoplâncton cel/L   cel/L   5700,00    
Fósforo Total mg/L < 0,050 mg/L < 0,010 < 0,010 < 0,010 < 0,010
Nitrato (N-NO3) mg/L < 10,0 mg/L 0,22 0,22 0,22 0,30
Nitrito (N-NO2) mg/L < 1,0 mg/L < 0,02 < 0,02 < 0,02 < 0,02
Nitrogênio Amoniacal Total mg/L 3,7 mg/L 0,12 < 0,04 0,10 < 0,04
Ortofosfato mg/L   mg/L < 0,35 < 0,35 < 0,35 < 0,35
Oxigênio Dissolvido mg/L > 5,00 mg/L 10,41 8,36 7,70 7,45
pH - entre 6 e 9 - 6,15 6,16 6,39 6,37
Sólido Suspenso Total mg/L   mg/L < 1,0 1,20 2,00 2,80
Sólido Total Dissolvido a 104 °C mg/L < 500,00 mg/L 44,00 40,00 63,00 55,00
Sólido Total Seco a 104 °C mg/L   mg/L 45,00 42,00 65,00 58,00
Turbidez NTU < 100,00 NTU 6,16 6,96 6,88 7,44
Transparência cm   cm > 50,0 > 50,0 > 50,0 > 50,0
organismo/m organismo/m
Zooplancton ³   ³   Ausente    
Tabela 17: Resultados março/2014.
CONAMA Unidade
357/05 Res. Ponto 01 Ponto 02 Ponto 03 Ponto 04
Parâmetros Unidade
CONAMA Montante do Trecho de Vazão Jusante da Casa de
Rio Classe II 357 Reservatório Reservatório Reduzida Força
Data Coleta dd/mm/aaa - dd/mm/aaa 19/03/2014 19/03/2014 19/03/2014 19/03/2014
Hora da Coleta hh:mm - hh:mm 09:45 11:00 11:45 12:50

75
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Data de Entrega no Laboratório dd/mm/aaa - dd/mm/aaa 19/03/2014 19/03/2014 19/03/2014 19/03/2014
Hora de Entrega no Laboratório hh:mm - hh:mm 15:30 15:30 15:30 15:30
S 27°29,56 / W
Coordenadas do Ponto de Coleta geográfica - geográfica S 27°29,56 / W 49°03,26 49°02,11 S 27°29,55 / W 49°01,59 S 27°29,17 / W 49°00,06
Condições Climáticas - - - Nublado Nublado Nublado Nublado
Temperatura da Água °C - °C 21,0 21,5 22,0 22,0
Temperatura Ambiente °C - °C 27,0 27,0 27,0 28,0
Altitude m   m 300,0 300,0 300 300,0
Cianobactérias cel/mL < 50000 cel/mL < 1,00 < 1,00 < 1,00 < 1,00
Clorofila-a µg/L < 30,0 µg/L 2,9 3,8 2,6 2,6
Coliformes Fecais NMP/100mL < 1000,00 NMP/100mL 16000,00 30000,00 21000,00 16000,00
Coliformes Totais NMP/100mL   NMP/100mL 21000,00 50000,00 50000,00 30000,00
Condutividade Eletrolítica µS/cm   µS/cm 33,90 33,30 33,60 33,30
Demanda Bioquímica de
Oxigênio mg/L < 5,00 mg/L <2,25 3 3 <2,25
Demanda Química de Oxigênio mg/L   mg/L 60 63 60 66
Fitoplâncton cel/L   cel/L   10500,00    
Fósforo Total mg/L < 0,050 mg/L 0,19 0,16 0,34 0,14
Nitrato (N-NO3) mg/L < 10,0 mg/L 0,66 0,79 0,81 0,84
Nitrito (N-NO2) mg/L < 1,0 mg/L < 0,02 < 0,02 < 0,02 < 0,02
Nitrogênio Amoniacal Total mg/L 3,7 mg/L 0,1 0,22 0,23 0,07
Ortofosfato mg/L   mg/L < 0,03 0,03 0,05 < 0,03
Oxigênio Dissolvido mg/L > 5,00 mg/L 8,12 8,16 7,44 8,04
pH - entre 6 e 9 - 6,16 6,36 6,45 6,17
Sólido Suspenso Total mg/L   mg/L 186,00 222,00 206,00 232,00
Sólido Total Dissolvido a 104 °C mg/L < 500,00 mg/L 56,80 45,00 55,00 50,00
Sólido Total Seco a 104 °C mg/L   mg/L 243,00 267,00 261,00 282,00
Turbidez NTU < 100,00 NTU 350,80 367,20 363,20 471,60
Transparência cm   cm 0,15 0,15 0,15 0,15
organismo/m organismo/m
Zooplancton ³   ³   Ausente    

76
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Pela análise dos resultados dos parâmetros, apenas um apresentou valores acima
do máximo permitido para um rio classe II na campanha de março de 2013:
coliformes fecais (termotolerantes). Na campanha de junho o pH, para o ponto 1,
ficou ligeiramente abaixo de 6,00. Nas demais campanhas nenhum parâmetro
esteve fora dos limites permitidos.

Na última campanha vários parâmetros ficaram fora dos padrões de qualidade da


água para um rio classe 2, porém deve-se ressaltar que estas alterações não estão
atreladas a formação do reservatório e sim ao uso e ocupação do solo na bacia. Os
parâmetros que ficaram acima dos limites foram: coliformes fecais e totais, fósforo
total e turbidez.

O aumento do fósforo está atrelado ao maior aporte de nutrientes, ocorrido pela


presença considerável de coliformes na água. Já o aumento nos sedimentos, que
acarretaram na variação de todos parâmetros a eles atrelados foram devidos as
medições serem realizadas logo após um período muito chuvoso, o que também
leva ao aumento nos nutrientes devido ao carreamento de matéria orgânica para o
leito do rio.

Ressalta-se que na região encontram-se várias residências que liberam o esgoto


diretamente ao rio e foi encontrado um chiqueiro na beira do rio no trecho de vazão
reduzida.

3.4.4 Índice de Qualidade da Água – IQA

Com intuito de desenvolver um indicador que, por meio dos resultados das análises
das características físicas, químicas e biológicas, pudesse fornecer ao público em
geral um balizador da qualidade das águas de um corpo hídrico, foi desenvolvido o
Índice de Qualidade da Água (IQA) (Brown et al, 1970).

Para tal, foram escolhidos nove principais parâmetros (%OD, Coliformes Fecais, pH,
DBO, Nitrogênio Total, Fósforo Total, Variação de Temperatura, Turbidez e Sólidos
Totais), os quais identificam simplificadamente o estado da qualidade da água de um
corpo hídrico. Os parâmetros e seus pesos encontram-se no gráfico a seguir:

Gráfico 5: Parâmetros e pesos do IQA.

77
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Parâmetros e Pesos para Determinação do IQA

18

16

14

12
IQA (%)

10
17
8 15
6 12
10 10 10 10
4 8 8

0
%OD

DBO
pH
Coli. Fecais

Nitrogênio Total

Fósforo Total

Sólidos Totais
Turbidez
Temperatura
Variação de
Parâmetros

Curvas para cálculo do IQA (Brown et al, 1974):

Gráfico 6: Curva de Coliformes Fecais.

Coliformes Fecais

100

90

80

70
60

50 qi
qi

40

30

20
10

0
1 10 100 1000 10000 100000
C.F. / 100ml

Gráfico 7: Curva de pH.

78
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
pH

100

90

80

70

60

50 qi
qi

40

30

20

10

0
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13
pH

Gráfico 8: Curva de DBO.

DBO

100

90

80

70

60

50 qi
qi

40

30

20

10

0
0 5 10 15 20 25 30 35
DBO (mg/l)

Gráfico 9: Curva de Nitrogênio Total.

79
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Nitrogênio Total

100
90
80
70
60
50 qi
qi

40
30
20
10
0
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100
Nitrogênio Total (m g/l)

Gráfico 10: Curva de Fósforo Total.

Fósforo Total

100

90
80

70
60

50 qi
qi

40

30
20

10
0
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Fósforo Total (mg/l)

Gráfico 11: Curva de Variação da Temperatura.

80
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Temperatura (afastamento da temperatura de equilíbrio)

100

90

80

70

60

50 qi
qi

40

30

20

10

0
-10 -5 0 5 10 15 20
Variação de temperatura (ºC)

Gráfico 12: Curva de Turbidez.

Turbidez

10 0

90

80

70

60
i 50 qi
q
40

30

20

10

0
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100

Turbidez (NTU)

Gráfico 13: Curva de Sólidos Totais.

81
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Sólidos Totais

100

90

80

70

60

50 qi
qi

40

30

20

10

0
0 100 200 300 400 500
ST (mg/l)

Gráfico 14: Curva de Oxigênio Dissolvido.

Oxigênio Dissolvido

100

90

80

70

60

50 qi
qi

40

30

20

10

0
0 20 40 60 80 100 120 140 160
% OD de saturação

82
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
O resultado obtido da equação do IQA está relacionado com a seguinte tabela de
classificação, variante de 0 a 100:

Tabela 18: Nível de Qualidade da Água.


Nível de Qualidade Faixa

Excelente 90 < IQA < ou = 100

Bom 70 < IQA < ou = 90

Médio 50 < IQA < ou = 70

Ruim 25 < IQA < ou = 50

Muito Ruim 0 < IQA < ou = 25

Para determinar o IQA, são utilizados os seguintes parâmetros, com seus


respectivos pesos, através do produtório:

9
Fórmula (1): IQA   qi
w i

i 0

Tabela 19: Cálculo para o Ponto 01 – março/2013 (montante reservatório da PCH Santa Ana).

Parâmetros do IQA Valores wi qi Resultado

%OD 91,09 0,17 93,80 2,16

CF 1100,00 0,15 19,88 1,57

PH 6,30 0,12 64,37 1,65

DBO 1,00 0,10 90,73 1,57

Nitrogênio Total 0,12 0,10 99,68 1,58

Fósforo Total 0,05 0,10 100,00 1,58

Variação da Temperatura 0,00 0,10 93,00 1,57

Turbidez 19,15 0,08 63,46 1,39

Sólidos Totais 77,60 0,08 86,27 1,43

TOTAL IQA 68,97

Tabela 20: Cálculo para o Ponto 01 – junho/2013 (montante reservatório da PCH Santa Ana).

83
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Parâmetros do IQA Valores wi qi Resultado

%OD 58,67 0,17 69,59 2,06

CF 790,00 0,15 22,22 1,59

PH 5,68 0,12 42,32 1,57

DBO 1,70 0,10 84,12 1,56

Nitrogênio Total 0,12 0,10 99,68 1,58

Fósforo Total 0,01 0,10 100,00 1,58

Variação da Temperatura 0,00 0,10 93,00 1,57

Turbidez 4,80 0,08 85,70 1,43

Sólidos Totais 43,20 0,08 86,60 1,43

TOTAL IQA 64,46

Tabela 21: Cálculo para o Ponto 01 – setembro/2013 (montante reservatório da PCH Santa
Ana).

Parâmetros do IQA Valores wi qi Resultado

%OD 76,21 0,17 83,07 2,12

CF 0,00 0,15 100,00 2,00

PH 6,45 0,12 70,65 1,67

DBO 2,00 0,10 81,43 1,55

Nitrogênio Total 0,54 0,10 95,32 1,58

Fósforo Total 0,01 0,10 100,00 1,58

Variação da Temperatura 0,00 0,10 93,00 1,57

Turbidez 4,54 0,08 86,30 1,43

Sólidos Totais 42,40 0,08 86,56 1,43

TOTAL IQA 87,88

Tabela 22: Cálculo para o Ponto 01 – dezembro/2013 (montante reservatório da PCH Santa
Ana).

84
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Parâmetros do IQA Valores wi qi Resultado

%OD 100,00 0,17 100,00 2,19

CF 220,00 0,15 32,65 1,69

PH 6,15 0,12 58,47 1,63

DBO < 1,00 0,10 90,73 1,57

Nitrogênio Total 0,12 0,10 97,37 1,58

Fósforo Total < 0,01 0,10 100,00 1,58

Variação da Temperatura 0,00 0,10 93,00 1,57

Turbidez 6,16 0,08 82,79 1,42

Sólidos Totais 45,00 0,08 86,67 1,43

TOTAL IQA 75,69

Tabela 23: Cálculo para o Ponto 01 – março/2014 (montante reservatório da PCH Santa Ana).

Parâmetros do IQA Valores wi qi Resultado

%OD 93,89 0,17 95,76 2,17

CF 16000,00 0,15 6,51 1,32

PH 6,16 0,12 58,85 1,63

DBO 2,25 0,10 79,24 1,55

Nitrogênio Total 0,76 0,10 93,10 1,57

Fósforo Total 0,19 0,10 98,94 1,58

Variação da Temperatura 0,00 0,10 93,00 1,57

Turbidez 350,80 0,08 0,01 0,69

Sólidos Totais 243,00 0,08 68,17 1,40

TOTAL IQA 27,61

Tabela 24: Cálculo para o Ponto 02 – março/2013 (reservatório da PCH Santa Ana).

Parâmetros do IQA Valores wi qi Resultado

85
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
%OD 98,33 0,17 98,82 2,18

CF 2200,00 0,15 15,44 1,51

PH 6,20 0,12 60,39 1,64

DBO 1,00 0,10 90,73 1,57

Nitrogênio Total 0,12 0,10 99,68 1,58

Fósforo Total 0,03 0,10 100,00 1,58

Variação da Temperatura 0,00 0,10 93,00 1,57

Turbidez 18,50 0,08 63,84 1,39

Sólidos Totais 78,00 0,08 86,25 1,43

TOTAL IQA 66,51

Tabela 25: Cálculo para o Ponto 02 – junho/2013 (reservatório da PCH Santa Ana).

Parâmetros do IQA Valores wi qi Resultado

%OD 56,47 0,17 67,82 2,05

CF 790,00 0,15 22,22 1,59

PH 6,02 0,12 53,65 1,61

DBO 1,50 0,10 85,97 1,56

Nitrogênio Total 0,12 0,10 99,68 1,58

Fósforo Total 0,01 0,10 100,00 1,58

Variação da Temperatura 0,00 0,10 93,00 1,57

Turbidez 5,04 0,08 85,16 1,43

Sólidos Totais 44,00 0,08 86,63 1,43

TOTAL IQA 66,14

Tabela 26: Cálculo para o Ponto 02 – setembro/2013 (reservatório da PCH Santa Ana).

Parâmetros do IQA Valores wi qi Resultado

%OD 78,01 0,17 84,40 2,13

86
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
CF 0,00 0,15 100,00 2,00

PH 6,58 0,12 76,40 1,68

DBO 1,00 0,10 90,73 1,57

Nitrogênio Total 0,21 0,10 98,73 1,58

Fósforo Total 0,01 0,10 100,00 1,58

Variação da Temperatura 0,00 0,10 93,00 1,57

Turbidez 3,44 0,08 89,00 1,43

Sólidos Totais 36,80 0,08 86,25 1,43

TOTAL IQA 90,43

Tabela 27: Cálculo para o Ponto 02 – dezembro/2013 (reservatório da PCH Santa Ana).

Parâmetros do IQA Valores wi qi Resultado

%OD 96,63 0,17 97,68 2,18

CF 330,00 0,15 29,12 1,66

PH 6,16 0,12 58,85 1,63

DBO < 1,00 0,10 90,73 1,57

Nitrogênio Total 0,26 0,10 98,21 1,58

Fósforo Total < 0,01 0,10 100,00 1,58

Variação da Temperatura 0,00 0,10 93,00 1,57

Turbidez 6,96 0,08 81,21 1,42

Sólidos Totais 42,00 0,08 86,55 1,43

TOTAL IQA 74,11

Tabela 28: Cálculo para o Ponto 02 – março/2014 (reservatório da PCH Santa Ana).

Parâmetros do IQA Valores wi qi Resultado

%OD 95,28 0,17 96,72 2,18

CF 30000,00 0,15 4,90 1,27

87
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
PH 6,36 0,12 66,84 1,66

DBO 3,00 0,10 72,99 1,54

Nitrogênio Total 1,01 0,10 90,63 1,57

Fósforo Total 0,16 0,10 99,26 1,58

Variação da Temperatura 0,00 0,10 93,00 1,57

Turbidez 367,20 0,08 0,01 0,69

Sólidos Totais 267,00 0,08 64,77 1,40

TOTAL IQA 26,52

Tabela 29: Cálculo para o Ponto 03 – março/2013 (trecho de vazão reduzida da PCH Santa Ana).

Parâmetros do IQA Valores wi qi Resultado

%OD 87,14 0,17 91,01 2,15

CF 2400,00 0,15 14,93 1,50

PH 6,30 0,12 64,37 1,65

DBO 1,00 0,10 90,73 1,57

Nitrogênio Total 0,12 0,10 99,68 1,58

Fósforo Total 0,05 0,10 100,00 1,58

Variação da Temperatura 0,00 0,10 93,00 1,57

Turbidez 17,10 0,08 65,97 1,40

Sólidos Totais 65,00 0,08 86,74 1,43

TOTAL IQA 65,96

Tabela 30: Cálculo para o Ponto 03 – junho/2013 (trecho de vazão reduzida da PCH Santa Ana).

Parâmetros do IQA Valores wi qi Resultado

%OD 60,28 0,17 70,87 2,06

CF 490,00 0,15 25,87 1,63

PH 6,10 0,12 56,58 1,62

88
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
DBO 1,00 0,10 90,73 1,57

Nitrogênio Total 0,12 0,10 99,68 1,58

Fósforo Total 0,01 0,10 100,00 1,58

Variação da Temperatura 0,00 0,10 93,00 1,57

Turbidez 9,36 0,08 76,95 1,42

Sólidos Totais 49,20 0,08 86,78 1,43

TOTAL IQA 68,43

Tabela 31: Cálculo para o Ponto 03 – setembro/2013 (trecho de vazão reduzida da PCH Santa
Ana).

Parâmetros do IQA Valores wi qi Resultado

%OD 79,21 0,17 85,28 2,13

CF 0,00 0,15 100,00 2,00

PH 6,51 0,12 73,27 1,67

DBO 1,00 0,10 90,73 1,57

Nitrogênio Total 0,22 0,10 98,62 1,58

Fósforo Total 0,01 0,10 100,00 1,58

Variação da Temperatura 0,00 0,10 93,00 1,57

Turbidez 4,54 0,08 86,30 1,43

Sólidos Totais 39,60 0,08 86,42 1,43

TOTAL IQA 89,92

Tabela 32: Cálculo para o Ponto 03 – dezembro/2013 (trecho de vazão reduzida da PCH Santa
Ana).

Parâmetros do IQA Valores wi qi Resultado

%OD 92,17 0,17 94,55 2,17

CF 490,00 0,15 25,87 1,63

PH 6,39 0,12 68,10 1,66

89
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
DBO < 1,00 0,10 90,73 1,57

Nitrogênio Total 0,30 0,10 97,79 1,58

Fósforo Total < 0,01 0,10 100,00 1,58

Variação da Temperatura 0,00 0,10 93,00 1,57

Turbidez 6,88 0,08 81,36 1,42

Sólidos Totais 65,00 0,08 86,74 1,43

TOTAL IQA 73,67

Tabela 33: Cálculo para o Ponto 03 – março/2014 (trecho de vazão reduzida da PCH Santa Ana).

Parâmetros do IQA Valores wi qi Resultado

%OD 87,71 0,17 91,41 2,15

CF 21000,00 0,15 5,74 1,30

PH 6,45 0,12 70,65 1,67

DBO 3,00 0,10 72,99 1,54

Nitrogênio Total 1,04 0,10 90,34 1,57

Fósforo Total 0,34 0,10 97,37 1,58

Variação da Temperatura 0,00 0,10 93,00 1,57

Turbidez 363,20 0,08 0,01 0,69

Sólidos Totais 261,00 0,08 65,63 1,40

TOTAL IQA 27,05

Tabela 34: Cálculo para o Ponto 04 – março/2013 (jusante da casa de força da PCH Santa Ana).

Parâmetros do IQA Valores wi qi Resultado

%OD 85,07 0,17 89,53 2,15

CF 1300,00 0,15 18,75 1,55

PH 6,40 0,12 68,52 1,66

DBO 1,00 0,10 90,73 1,57

90
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Nitrogênio Total 0,12 0,10 99,68 1,58

Fósforo Total 0,05 0,10 100,00 1,58

Variação da Temperatura 0,00 0,10 93,00 1,57

Turbidez 13,40 0,08 70,84 1,41

Sólidos Totais 58,00 0,08 86,84 1,43

TOTAL IQA 68,97

Tabela 35: Cálculo para o Ponto 04 – junho/2013 (jusante da casa de força da PCH Santa Ana).

Parâmetros do IQA Valores wi qi Resultado

%OD 79,66 0,17 85,61 2,13

CF 490,00 0,15 25,87 1,63

PH 6,10 0,12 56,58 1,62

DBO 1,00 0,10 90,73 1,57

Nitrogênio Total 0,12 0,10 99,68 1,58

Fósforo Total 0,01 0,10 100,00 1,58

Variação da Temperatura 0,00 0,10 93,00 1,57

Turbidez 35,28 0,08 49,22 1,37

Sólidos Totais 71,60 0,08 86,53 1,43

TOTAL IQA 68,17

Tabela 36: Cálculo para o Ponto 04 – setembro/2013 (jusante da casa de força da PCH Santa
Ana).

Parâmetros do IQA Valores wi qi Resultado

%OD 57,14 0,17 68,36 2,05

CF 0,00 0,15 100,00 2,00

PH 6,43 0,12 69,79 1,66

DBO 1,00 0,10 90,79 1,57

91
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
0,22 0,10 98,62 1,58
Nitrogênio Total

Fósforo Total 0,01 0,10 100,00 1,58

Variação da Temperatura 0,00 0,10 93,00 1,57

Turbidez 2,74 0,08 90,88 1,43

Sólidos Totais 32,40 0,08 85,91 1,43

TOTAL IQA 86,42

Tabela 37: Cálculo para o Ponto 04 – dezembro/2013 (jusante da casa de força da PCH Santa
Ana).

Parâmetros do IQA Valores wi qi Resultado

%OD 89,18 0,17 92,55 2,16

CF 490,00 0,15 25,87 1,63

PH 6,37 0,12 67,26 1,66

DBO < 1,00 0,10 90,73 1,57

Nitrogênio Total 0,34 0,10 97,37 1,58

Fósforo Total < 0,01 0,10 100,00 1,58

Variação da Temperatura 0,00 0,10 93,00 1,57

Turbidez 7,44 0,08 80,30 1,42

Sólidos Totais 58,00 0,08 86,84 1,43

TOTAL IQA 73,19

Tabela 38: Cálculo para o Ponto 04 – março/2014 (jusante da casa de força da PCH Santa Ana).

Parâmetros do IQA Valores wi qi Resultado

%OD 94,78 0,17 96,38 2,17

CF 16000,00 0,15 6,51 1,32

PH 6,17 0,12 59,23 1,63

DBO 2,25 0,10 79,24 1,55

Nitrogênio Total 0,91 0,10 91,61 1,57


0,14 0,10 99,47 1,58

92
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Fósforo Total

Variação da Temperatura 0,00 0,10 93,00 1,57

Turbidez 471,60 0,08 0,01 0,69

Sólidos Totais 282,00 0,08 62,59 1,39

TOTAL IQA 27,45

Todos os pontos das primeiras duas campanhas apresentaram IQA médio, devido
aos valores de Coliformes Fecais (Termotolerantes) estarem acima de 1000
NMP/100mL. Este problema seria de fácil resolução caso haja uma campanha, junto
a Prefeitura para conscientização da população e auxílio na implantação de um
sistema de tratamento de efluentes simples (caixa de gordura, filtro, fossa e
sumidouro) nas residências.

Nas duas campanhas de setembro e dezembro o IQA subiu para bom, sendo que os
valores para todos os pontos de Coliformes fecais foram nulos na campanha de
setembro e na de dezembro campanha inferiores ao máximo permitido para um rio
classe II.

Para esta última campanha foram obtidos valores ruins para todos os pontos de
cálculo do IQA, atrelado a grande quantidade de sedimentos, devido ao período
chuvoso e ao alto valor de coliformes encontrado.

3.4.5 Índice do Estado Trófico - IET

O Índice do Estado Trófico tem por finalidade classificar corpos d’água em diferentes
graus de trofia, ou seja, avalia a qualidade da água quanto ao enriquecimento por
nutrientes e seu efeito relacionado ao crescimento excessivo das algas ou ao
aumento da infestação de macrófitas aquáticas.

Das três variáveis citadas para o cálculo do Índice do Estado Trófico, foram
aplicadas apenas duas (assim como é feito pela CETESB nos rios e reservatórios de
São Paulo): clorofila-a e fósforo total, uma vez que os valores de transparência

93
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
muitas vezes não são representativos do estado de trofia (CETESB), pois esta pode
ser afetada pela elevada turbidez decorrente de material mineral em suspensão e
não apenas pela densidade de organismos planctônicos, além de muitas vezes não
se dispor desses dados.

Nesse índice, os resultados correspondentes ao fósforo, IET(P), devem ser


entendidos como uma medida do potencial de eutrofização, já que este nutriente
atua como o agente causador do processo. A avaliação correspondente à clorofila-a,
IET(CL), por sua vez, deve ser considerada como uma medida da resposta do corpo
hídrico ao agente causador, indicando de forma adequada o nível de crescimento de
algas que tem lugar em suas águas. Assim, o índice médio engloba, de forma
satisfatória, a causa e o efeito do processo. Deve-se ter em conta que num corpo
hídrico, em que o processo de eutrofização encontra-se plenamente estabelecido, o
estado trófico determinado pelo índice da clorofila-a certamente coincidirá com o
estado trófico determinado pelo índice do fósforo. Já nos corpos hídricos em que o
processo esteja limitado por fatores ambientais, como a temperatura da água ou a
baixa transparência, o índice relativo à clorofila-a irá refletir esse fato, classificando o
estado trófico em um nível inferior àquele determinado pelo índice do fósforo. Além
disso, caso sejam aplicados algicidas, a consequente diminuição das concentrações
de clorofila-a resultará em uma redução na classificação obtida a partir do seu
índice.

Tabela 39 – Classificação do Estado Trófico


Classificação do Estado Trófico Segundo o Índice de Carlson Modificado
Secchi – S (m)
Estado Trófico Critério P – Total (µg/m3) Clorofila-a (µg/m3)
(retirado)
Oligotrófico IET = 44 S = 1,6 P = 26,5 CL-A = 3,8
Mesotrófico 44 < IET = 54 1,6 < S = 0,8 26,5 < P = 53,0 3,8 < CL-A = 10,3
Eutrófico 54 < IET = 74 0,8 < S = 0,2 53,0 < P = 211,9 10,3 <CL-A = 76,1
Hipereutrófico IET > 74 S > 0,2 P > 211,9 CL-A > 76,1

Tabela 40 – Especificação de Cada Classe de Estado Trófico


Estado Trófico Especificação
Corpos de água limpos, de baixa produtividade, em que não ocorrem interferências indesejáveis
Oligotrófico
sobre os usos da água.

94
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Corpos de água com produtividade intermediária, com possíveis implicações sobre a qualidade
Mesotrófico
da água, mas em níveis aceitáveis, na maioria dos casos.
Corpos de água com alta produtividade em relação às condições naturais, de baixa
Eutrófico transparência, em geral afetados por atividades antrópicas, em que ocorrem alterações
indesejáveis de qualidade na água e interferências no seus usos múltiplos
Corpos de água afetados significadamente pelas elevadas concentrações de matéria orgânica e
nutrientes, com comprometimento acentuado em seus usos, podendo, inclusive, estarem
Hipereutrófico
associados a episódios de florações de algas e de mortandade de peixes e causar
conseqüências indesejáveis sobre as atividades pecuárias nas regiões ribeirinhas.

Tabela 41 – Índices de Estado Trófico – campanha de março/2013


Ponto de Médi IET IET (Cl-
Categorias
Coleta Parâmetros a (P) a) IET
Fósforo Oligotrófic Eutrófic Hipereutrófic
Total 50 52,8 o Mesotrófico o o
1 53,16 52,60
8 VERDADEIR
FALSO
Clorofila-a 9 O FALSO FALSO

Ponto de Médi IET IET (Cl-


Parâmetros IET Categorias
Coleta a (P) a)
Fósforo Oligotrófic Eutrófic Hipereutrófic
Total 30 49,2 o Mesotrófico o o
2 45,79 52,60
0 VERDADEIR
FALSO
Clorofila-a 9 O FALSO FALSO

Ponto de Médi IET IET (Cl-


Parâmetros IET Categorias
Coleta a (P) a)
Fósforo Oligotrófic Eutrófic Hipereutrófic
Total 50 52,8 o Mesotrófico o o
3 53,16 52,60
8 VERDADEIR
FALSO
Clorofila-a 9 O FALSO FALSO

Ponto de Médi IET IET (Cl-


Parâmetros IET Categorias
Coleta a (P) a)
Fósforo Oligotrófic Eutrófic Hipereutrófic
Total 50 52,8 o Mesotrófico o o
4 53,16 52,60
8 VERDADEIR
FALSO
Clorofila-a 9 O FALSO FALSO

95
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Tabela 42 – Índices de Estado Trófico – campanha de junho/2013
Ponto de Médi IET IET (Cl-
Parâmetros IET Categorias
Coleta a (P) a)
Fósforo Mesotrófic Eutrófic Hipereutrófic
10 Oligotrófico
Total 41,8 o o o
1 29,94 53,66
0 VERDADEIR
Clorofila-a 10 FALSO FALSO FALSO
O

Ponto de Médi IET IET (Cl-


Parâmetros IET Categorias
Coleta a (P) a)
Fósforo Mesotrófic Eutrófic Hipereutrófic
10 Oligotrófico
Total 41,8 o o o
2 29,94 53,66
0 VERDADEIR
Clorofila-a 10 FALSO FALSO FALSO
O

Ponto de Médi IET IET (Cl-


Parâmetros IET Categorias
Coleta a (P) a)
Fósforo Mesotrófic Eutrófic Hipereutrófic
10 Oligotrófico
Total 41,8 o o o
3 29,94 53,66
0 VERDADEIR
Clorofila-a 10 FALSO FALSO FALSO
O

Ponto de Médi IET IET (Cl-


Parâmetros IET Categorias
Coleta a (P) a)
Fósforo Mesotrófic Eutrófic Hipereutrófic
10 Oligotrófico
Total 41,8 o o o
4 29,94 53,66
0 VERDADEIR
Clorofila-a 10 FALSO FALSO FALSO
O

Tabela 43 – Índices de Estado Trófico – campanha de setembro/2013


Ponto de Médi IET IET (Cl-
Parâmetros IET Categorias
Coleta a (P) a)
Fósforo Mesotrófic Eutrófic Hipereutrófic
10 Oligotrófico
Total 41,8 o o o
1 29,94 53,66
0 VERDADEIR
Clorofila-a 10 FALSO FALSO FALSO
O

Ponto de Médi IET IET (Cl-


Parâmetros IET Categorias
Coleta a (P) a)
Fósforo Mesotrófic Eutrófic Hipereutrófic
10 Oligotrófico
Total 41,8 o o o
2 29,94 53,66
0 VERDADEIR
Clorofila-a 10 FALSO FALSO FALSO
O

Ponto de Médi IET IET (Cl-


Parâmetros IET Categorias
Coleta a (P) a)
Fósforo Mesotrófic Eutrófic Hipereutrófic
10 Oligotrófico
Total 41,8 o o o
3 29,94 53,66
0 VERDADEIR
Clorofila-a 10 FALSO FALSO FALSO
O

Ponto de Médi IET IET (Cl-


Parâmetros IET Categorias
Coleta a (P) a)
Fósforo Mesotrófic Eutrófic Hipereutrófic
10 Oligotrófico
Total 41,8 o o o
4 29,94 53,66
0 VERDADEIR
Clorofila-a 10 FALSO FALSO FALSO
O

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 96


Tabela 44 – Índices de Estado Trófico – campanha de dezembro/2013
Ponto de Médi IET IET (Cl-
Parâmetros IET Categorias
Coleta a (P) a)
Fósforo Mesotrófic Eutrófic Hipereutrófic
10 Oligotrófico
Total 26,8 o o o
1 29,94 23,82
8 VERDADEIR
Clorofila-a 0,51 FALSO FALSO FALSO
O

Ponto de Médi IET IET (Cl-


Parâmetros IET Categorias
Coleta a (P) a)
Fósforo Mesotrófic Eutrófic Hipereutrófic
10 Oligotrófico
Total 26,6 o o o
2 29,94 23,42
8 VERDADEIR
Clorofila-a 0,49 FALSO FALSO FALSO
O

Ponto de Médi IET IET (Cl-


Parâmetros IET Categorias
Coleta a (P) a)
Fósforo Mesotrófic Eutrófic Hipereutrófic
10 Oligotrófico
Total 27,2 o o o
3 29,94 24,57
6 VERDADEIR
Clorofila-a 0,55 FALSO FALSO FALSO
O

Ponto de Médi IET IET (Cl-


Parâmetros IET Categorias
Coleta a (P) a)
Fósforo Mesotrófic Eutrófic Hipereutrófic
10 Oligotrófico
Total 27,5 o o o
4 29,94 25,11
2 VERDADEIR
Clorofila-a 0,58 FALSO FALSO FALSO
O

Tabela 45 – Índices de Estado Trófico – campanha de março de 2014


Ponto de Médi IET IET (Cl-
Parâmetros IET Categorias
Coleta a (P) a)
Fósforo Mesotrófic Eutrófic Hipereutrófic
19 Oligotrófico
Total 40,2 o o o
1 39,20 41,24
2 VERDADEIR
Clorofila-a 2,9 FALSO FALSO FALSO
O

Ponto de Médi IET IET (Cl-


Parâmetros IET Categorias
Coleta a (P) a)
Fósforo Mesotrófic Eutrófic Hipereutrófic
16 Oligotrófico
Total 40,3 o o o
2 36,72 43,95
4 VERDADEIR
Clorofila-a 3,8 FALSO FALSO FALSO
O

Ponto de Médi IET IET (Cl-


Parâmetros IET Categorias
Coleta a (P) a)
Fósforo Mesotrófic Eutrófic Hipereutrófic
34 Oligotrófico
Total 43,8 o o o
3 47,60 40,15
7 VERDADEIR
Clorofila-a 2,6 FALSO FALSO FALSO
O

Ponto de Parâmetros Médi IET IET (Cl- IET Categorias

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 97


Coleta a (P) a)
Fósforo Mesotrófic Eutrófic Hipereutrófic
14 Oligotrófico
Total 37,4 o o o
4 34,80 40,15
7 VERDADEIR
Clorofila-a 2,6 FALSO FALSO FALSO
O

3.4.6 Índice de Qualidade de Água de Reservatórios – IQAR

Com objetivo de estabelecer diferentes classes dos reservatórios em relação ao


grau de degradação da qualidade de águas em reservatório no estado do Paraná,
o IAP (Instituto Ambiental do Paraná) desenvolveu uma matriz contendo intervalos
de classe dos parâmetros mais relevantes.

Todas variáveis foram submetidas à análise estatística multivariada para seleção


das mais relevantes para uma clara caracterização da qualidade da água dos
reservatórios. As variáveis selecionadas foram: déficit de oxigênio dissolvido,
fósforo total, nitrogênio inorgânico total, demanda química de oxigênio,
transparência, clorofila-a, tempo de residência, e profundidade média. Além destas
variáveis, a comunidade fitoplantônica (diversidade e floração de algas) foi incluída
na matriz devido a sua importância ecológica em ecossistemas lênticos, porém
este parâmetro recebeu um tratamento estatístico diferenciado.

A matriz desenvolvida apresenta seis classes de qualidade de água, as quais


foram estabelecidas a partir do cálculo dos percentis 10, 25, 50, 75 e 90 % de cada
uma das variáveis mais relevantes selecionadas.

Tabela 46 – Matriz de Classes do IQAR


Variáveis "i" Un. Classe I Classe II Classe III Classe IV Classe V Classe VI
Déficit de oxigênio % <= 5 5 a 20 20 a 35 35 a 50 50 a 70 >70
0,011 a 0,026 a 0,041 a 0,086 a
Fósforo Total mg/l <= 0,01 > 0,210
0,025 0,040 0,085 0,210
Nitrog. Inorg. Total mg/l <= 0,15 0,16a 0,25 0,26-0,60 0,61 a 2,00 2,01 a 5,00 > 5,00
clorofila-a mg/l <= 1,5 1,5 a 3,0 3,0 a 5,0 5,0 a 10,0 10,0 a 32,0 > 32,0
Disco de Secci m <= 3 3,00 a 2,30 2,30 a 1,20 1,20 a 0,6 0,60 a 0,3 < 0,3
DQO mg/l <= 3 3a6 6a9 9 a 15 15 a 30 > 30
Tempo de
dias <= 10 10 a 40 40 a 120 120 a 365 365 a 550 > 550
residência
Profundidade
m >=35 35 a 15 15 a 7 7a3 3a1 <1
Média

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 98


muito
média a média a reduzida, reduzida,
baixa, sem reduzida,
Fitoplâncton alta, sem alta, com com com
predom. de com
(diversidade) predom. de predom. de predom. de predom. de
espécies predom. de
espécies espécies espécies espécies
espécies

Fitoplâncton freqüente/
sem rara eventual frequente permanente
(floração) permanente

Para o cálculo do IQAR as variáveis selecionadas receberam pesos distintos de


acordo com o gráfico abaixo.

Gráfico 15: Parâmetros e Pesos do IQAR.

Parâmetros e Pesos do IQAR

18

16 17

14 15

12
12 12 12
10
Pesos(%) 10
8
8 8
6
6
4

0
Deficit de Oxig. (%)

Fósforo Total

Nitrog. Inorg. Total

Clorofila-a

Disco de Secchi

DQO

Fito (diver. e flor.)

Tempo de

Profundidade Média

Parâmetros

A classe de qualidade da água é calculada de acordo com a seguinte fórmula:

9
IQAR    wi * qi  / wi
i 1

Tabela 47 – Classes do IQAR


Classes Definição IQAR
Classe I não impactado a muito pouco degradado 1,0 - 1,5

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 99


Classe II pouco degradado 1,5 – 2,5
Classe III moderadamente degradado 2,5 – 3,5
Classe IV criticamente degradado a poluído 3,5 – 4,5
Classe V muito poluído 4,5 – 5,5
Classe VI extremamente poluído 5,5 – 6,0

Tabela 48 – Resultado IQAR – campanha de março/2013


Variáveis "i" Un. Valor Classe qi wi Total
Déficit de oxigênio % 1,67 I 1 0,17 0,17
Fósforo Total mg/l 0,03 III 3 0,12 0,36
Nitrog. Inorg. Total mg/l < 0,12 I 1 0,08 0,08
clorofila-a mg/l < 0,01 I 1 0,15 0,15
Disco de Secci m > 50,cm II 2 0,12 0,24
DQO mg/l < 50 III 3 0,12 0,36
Tempo de residência dias < 1 dia I 1 0,10 0,1
Profundidade Média m 1 V 5 0,06 0,3
Fitoplâncton (diversidade) média
III 3 0,08 0,24
Fitoplâncton (floração) sem
TOTAL 1,00 2,00

Tabela 49 – Resultado IQAR – campanha de junho/2013


Variáveis "i" Un. Valor Classe qi wi Total
Déficit de oxigênio % 43,53 IV 4 0,17 0,68
Fósforo Total mg/l 0,01 I 1 0,12 0,12
Nitrog. Inorg. Total mg/l < 0,12 I 1 0,08 0,08
clorofila-a mg/l < 0,01 I 1 0,15 0,15
Disco de Secci m > 50,cm II 2 0,12 0,24
DQO mg/l < 50 III 3 0,12 0,36
Tempo de residência dias < 1 dia I 1 0,10 0,1
Profundidade Média m 1 V 5 0,06 0,3
Fitoplâncton (diversidade) média
III 3I 0,08 0,24
Fitoplâncton (floração) sem
TOTAL 1,00 2,27

Tabela 50 – Resultado IQAR – campanha de setembro/2013


Variáveis "i" Un. Valor Classe qi wi Total
Déficit de oxigênio % 21,99 III 3 0,17 0,51
Fósforo Total mg/l 0,01 I 1 0,12 0,12
Nitrog. Inorg. Total mg/l < 0,12 I 1 0,08 0,08
clorofila-a mg/l < 0,01 I 1 0,15 0,15
Disco de Secci m > 50,cm II 2 0,12 0,24

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 100


DQO mg/l < 50 III 3 0,12 0,36
Tempo de residência dias < 1 dia I 1 0,10 0,1
Profundidade Média m 1 V 5 0,06 0,3
Fitoplâncton (diversidade) média
III 3 0,08 0,24
Fitoplâncton (floração) sem
TOTAL 1,00 2,10

Tabela 51 – Resultado IQAR – campanha de dezembro/2013


Variáveis "i" Un. Valor Classe qi wi Total
Déficit de oxigênio % 21,99 3,33 I 1 0,17
Fósforo Total mg/l 0,01 < 0,01 I 1 0,12
Nitrog. Inorg. Total mg/l < 0,12 < 0,12 I 1 0,08
clorofila-a mg/l < 0,01 < 1,5 I 1 0,15
Disco de Secci m > 50,cm > 50,cm II 2 0,12
DQO mg/l < 50 < 50 III 3 0,12
Tempo de residência dias < 1 dia < 1 dia I 1 0,10
Profundidade Média m 1 1 V 5 0,06
Fitoplâncton (diversidade) média média
III 3 0,08
Fitoplâncton (floração) sem sem

TOTAL 1,00

Para todas as campanhas anteriores é válido os seguintes argumentos:

Para os fitoplânctons não foram encontradas florações, porém há uma


predominância de espécie (fragilariaceae) com diversidade média de espécies.

Classe II - pouco degradado: Corpos de água com pequeno aporte de nutrientes


orgânicos e inorgânicos e matéria orgânica, pequena depleção de oxigênio
dissolvido, transparência das águas relativamente alta, baixa densidade de algas,
normalmente com pequeno tempo de residência das águas e/ou grande
profundidade média.

Tabela 52 – Resultado IQAR – campanha de março/2014


Variáveis "i" Un. Valor Classe qi wi Total
Déficit de oxigênio % 4,72 I 1 0,17 0,17
Fósforo Total mg/l 0,16 V 5 0,12 0,6
Nitrog. Inorg. Total mg/l 0,22 II 2 0,08 0,16
clorofila-a mg/l < 1,5 I 1 0,15 0,15
Disco de Secci m 0,15 VI 6 0,12 0,72
DQO mg/l 63 VI 6 0,12 0,72
Tempo de residência dias < 1 dia I 1 0,10 0,1
Profundidade Média m 1 V 5 0,06 0,3

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 101


Fitoplâncton (diversidade) média
III 3 0,08 0,24
Fitoplâncton (floração) sem
TOTAL 1,00 3,16

O Resultado para esta última campanha foi de moderadamente degradado,


principalmente devido à quantidade de nutrientes, aumento na DQO devido à maior
quantidade de matéria orgânica, sedimentos e coliformes. Espera-se que o valor
volte ao normal nas próximas campanhas, pois o período chuvoso interferiu nos
valores dos parâmetros. Mas isto serve de alerta para o mau uso e ocupação do
solo na bacia.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 102


3.5 Programa de Restauração de Áreas Degradadas, Recomposição da Mata
Ciliar e Monitoramento das Margens do Reservatório

3.5.1 Introdução

O programa de recomposição da mata ciliar, monitoramento das margens do


reservatório e o programa de restauração de áreas degradadas visam minimizar os
efeitos negativos da implantação do empreendimento.

O monitoramento ambiental está sendo elaborado através da realização de


campanhas de campo trimestrais objetivando o mapeamento e o monitoramento
dos pontos críticos encontrados no empreendimento, relacionado à avaliação do
desenvolvimento da vegetação implantada na recomposição da mata ciliar e da
ocorrência espontânea nas áreas de preservação permanente – APPs da área de
intervenção da PCH Santa Ana, bem como a avaliação técnica referente ao
acompanhamento do Programa de Restauração de Áreas Degradadas.

O levantamento de dados apurados a campo é fundamental para subsidiar a


elaboração de relatórios técnicos fotográficos relacionados ao monitoramento da
restauração das áreas degradadas, recomposição da mata ciliar e monitoramento
das margens do reservatório.

3.5.2 Monitoramento Técnico Ambiental – Campanha V

A Campanha I de monitoramento técnico ambiental da PCH Santa Ana foi iniciada


no mês de março de 2013, com a realização de duas saídas de campo nos dias 14
e 28. A realização de duas saídas de campo para a elaboração do primeiro
Relatório de Monitoramento do Programa de Restauração de Áreas Degradadas,
Recomposição da Mata Ciliar e Monitoramento das Margens do Reservatório da
PCH Santa Ana foi necessária em virtude do desbarrancamento do talude do
extravasor, ocorrido após a incidência de fortes chuvas nos dias 20 e 21 de março
de 2013.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 103


As Campanhas II, III e IV foram realizadas nos dias 08 de junho, 14 de setembro e
14 de dezembro de 2013, respectivamente.

A Campanha V, por sua vez, foi realizada no dia 19 de março de 2014. As áreas da
PCH onde o monitoramento foi realizado estão descritas abaixo:

 Barragem e tomada d’água;


 Estrada de acesso ao canal de adução;
 Extravasor;
 Obras no talude do extravasor;
 Canal de adução;
 Estrada de acesso à câmara de carga;
 Taludes localizados nas imediações do canal de adução;
 Deposição de aterro em área de bota fora.

3.5.2.1 Barragem e tomada d’água

A área da barragem da PCH Santa Ana está localizada à montante da casa de


força no Rio Engano. A tomada d’água por sua vez, está localizada na margem
esquerda (Norte) do Rio Engano, conforme a Figura 9.

FONTE: GoogleEarth & GPSTrackmaker


Figura 9: Localização da barragem e tomada d’água da PCH Santa Ana.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 104


Neste local, conforme o primeiro relatório de monitoramento foi constatado a
presença de material removido do leito do Rio. O material, composto basicamente
por rochas e areia, estava sendo armazenado nas imediações da estrada de
acesso à barragem (bota fora), localizada na margem esquerda (Norte) do Rio
Engano.

Na Campanha IV, verificou-se que o material depositado no local já apresentava


cobertura vegetal pioneira e/ou ruderal proveniente do processo de regeneração
natural (Figura 10).

Figura 10: Desenvolvimento de cobertura vegetal pioneira sobre o material retirado do leito
do Rio nas imediações da Barragem (ANTES).

No momento da vistoria realizada na campanha V, foi constatado que as


operações de remoção de substrato do leito do rio foram reiniciadas. A deposição
do material retirado foi realizada nas imediações da estrada, no mesmo local
descrito acima e em outros locais lindeiros à estrada de acesso à barragem,
conforme figuras a seguir.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 105


Figura 11: Local onde foi depositado o material retirado do leito do Rio nas imediações da
estrada de acesso à barragem (DEPOIS).

Figura 12: Local onde foi depositado o material retirado do leito do Rio (bota fora), nas
imediações da estrada de acesso à barragem.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 106


Figura 13: Operação de retirada de substrato do leito do Rio Engano, nas imediações da
tomada d’água.

Conforme o primeiro relatório de monitoramento, o talude localizado na margem


esquerda (Norte) do Rio do Engano, localizado nas imediações da tomada d’água,
apresentava sinais de desbarrancamento e perdas de solo por erosão, bem como
ausência de cobertura vegetal em grande parte da sua extensão, conforme a
Figura 20 [Ponto 1: (E) 693990,125 (N) 6956778,500 – UTM 22J SIRGAS2000 –].

FONTE: GoogleEarth & GPSTrackmaker


Figura 14: Localização do Talude com sinais de erosão e desbarrancamento.

Na Campanha IV, verificou-se que o solo do talude já apresenta cobertura vegetal


pioneira e/ou ruderal proveniente do processo de regeneração natural (Figura 15).

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 107


No momento da vistoria realizada na Campanha V, foi constatado que parte da
cobertura vegetal proveniente do processo de regeneração natural foi soterrada
pelas operações de retirada do substrato do leito do Rio Engano (Figura 16).

Figura 15: Desenvolvimento de cobertura vegetal pioneira sobre o solo do talude localizado
nas imediações da tomada d’água (ANTES).

Figura 16: Operação de retirada de substrato do leito do Rio Engano, nas imediações da
tomada d’água (ao fundo).

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 108


3.5.2.2 Estrada de acesso ao canal de adução

As estradas de acesso ao canal de adução são de chão batido com a presença de


cascalho e canaletas de drenagem de concreto. De maneira geral, as estradas de
acesso ao canal de adução se encontram em bom estado de conservação.

De acordo com os relatórios de monitoramento ambiental I e II, foi constatada a


ocorrência de erosão em sulcos em alguns trechos da estrada em decorrência do
escoamento superficial das águas da chuva (Figura 17).

Figura 17: Presença de erosão em sulcos em alguns locais da estrada de acesso ao canal de
adução (ANTES).

No momento da vistoria realizada na Campanha V, verificou-se que o local ainda


apresenta problemas relacionados com a formação de ravinas e sulcos em
decorrência do escoamento superficial da água da chuva sobre o leito da estrada
(Figura 18).

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 109


Figura 18: Presença de erosão em sulcos em alguns locais da estrada de acesso ao canal de
adução (DEPOIS).

Verificou-se ainda que estão sendo realizadas obras de ampliação e melhoria da


rede de drenagem nas imediações da estrada de acesso ao canal de adução. As
obras que estão sendo implantadas no local tem o objetivo de reduzir o
escoamento superficial das águas da chuva sobre a estrada.

Nas imediações da estrada de acesso ao canal de adução, foi identificada a


colocação da antiga tubulação do canal extravasor (Figura 19).

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 110


Figura 19: A presença da antiga tubulação do extravasor nas imediações da estrada.

3.5.2.3 Extravasor

O extravasor é uma canalização destinada a escoar eventuais excessos de água


dos reservatórios. O extravasor da PCH Santa Ana foi instalado sobre o leito de um
curso d’água que corta transversalmente o canal da adução da usina (Figura 20)
[Ponto 2: (E) 696424,525 (N) 6957514,715 – UTM 22J SIRGAS2000 –]

FONTE: GoogleEarth & GPSTrackmaker


Figura 20: Localização do extravasor na PCH Santa Ana.

De acordo com o primeiro relatório de monitoramento técnico ambiental da PCH


Santa Ana, o talude presente no extravasor do canal de adução desbarrancou em

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 111


decorrência das fortes chuvas ocorridas no mês de março de 2013. Naquele
momento, estimou-se que a área total de degradação ambiental seria de
aproximadamente 5.000,00 m² (Figura 21).

FONTE: GoogleEarth & GPSTrackmaker


Figura 21: Dimensão da área degradada pelo desbarrancamento do talude do extravasor,
com destaque para o traçado do curso d’água em azul.

Naquele momento, o desbarrancamento do talude provocou intensa degradação


ambiental nas margens do curso d’água desde as imediações do canal de adução
até a sua foz, no Rio Engano. O rastro de destruição deixado pelo deslocamento
de material está evidenciado nas Figuras a seguir.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 112


Figura 22: Localização do antigo talude do extravasor após o seu desbarrancamento
(ANTES).

Figura 23: Rastro de destruição ambiental provocado pelo deslocamento de massa após o
desmoronamento do talude (ANTES).

Figura 24: Rastro de destruição ambiental provocado pelo deslocamento de massa após o
desmoronamento do talude em direção Rio do Engano (ANTES).

No momento da vistoria realizada na Campanha V, verificou-se que estão sendo


realizadas obras para a construção de uma galeria de concreto para o escoamento
das águas do extravasor (Figura 25). As obras que estão sendo realizadas no
extravasor serão descritas no item 3.5.2.4, a seguir.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 113


Figura 25: Talude onde houve o desbarrancamento, em processo de recuperação estrutural.

Na Campanha IV, verificou-se que o leito do curso d’água localizado à jusante das
obras do extravasor ainda apresentava sinais de degradação ambiental, com
destaque para a presença de agregados de rocha, solo e pedaços de plástico
(entulhos) provenientes das obras de engenharia para a reestruturação do talude
que desbarrancou (Figura 26).

Constatou-se ainda, que as margens do curso d’água localizadas à jusante do


extravasor encontram-se bastante danificadas pela erosão provocada pelo
escoamento das águas (Figura 27), com destaque para o alargamento do canal.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 114


Figura 26: Presença de agregados de rocha, solo e resíduos de plástico/lona no leito do
curso d’água do canal extravasor (ANTES).

Figura 27: Erosão da margem e alargamento do canal do curso d’água (ANTES).

No momento da vistoria realizada na Campanha V, verificou-se que o local ainda


apresenta sinais de degradação ambiental, com destaque para os processos
erosivos das margens e para o alargamento do canal do curso d’água, aspectos
em decorrência da limpeza do canal (Figura 28 e Figura 29).

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 115


Figura 28: Presença de agregados de rocha, solo e resíduos de plástico/lona no leito do
curso d’água do canal extravasor (DEPOIS).

Figura 29: Erosão da margem e alargamento do canal do curso d’água (DEPOIS).

Na Campanha IV, verificou-se que o local onde ocorreu a degradação ambiental já


apresenta sinais de recuperação através da regeneração natural com a ocorrência
de espécies pioneiras de Jacaranda micrantha Cham. (Caroba), Cecropia
glaziovii Snethl. (Embaúba), Cupania vernalis Cambess. (Camboatá Vermelho),
entre outras (Figura 30).

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 116


Figura 30: Desenvolvimento de cobertura vegetal pioneira sobre o solo da área degrada pelo
deslizamento do talude do extravasor (ANTES).

No momento da vistoria realizada na Campanha V, verificou-se que o processo de


regeneração natural no local está evoluindo, com o desenvolvimento de espécies
ruderais e pioneiras (Figuras 31 e 32).

Figura 31: Desenvolvimento de cobertura vegetal pioneira sobre o solo da área degrada pelo
deslizamento do talude do extravasor (DEPOIS).

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 117


Figura 32: Desenvolvimento de cobertura vegetal pioneira sobre o solo da área degrada pelo
deslizamento do talude do extravasor ainda é bastante prematuro, mas já começa a permitir a
estabilização do solo contra os processos erosivos.

3.5.2.4 Obras no Talude do Extravasor

As obras de reconformação do talude do extravasor estão sendo desenvolvidas em


decorrência do seu desmoronamento, ocorrido após as fortes chuvas do mês de
março de 2013. Na Campanha IV, verificou-se que o mesmo encontra-se revestido
com lona impermeável (Figura 33). Com relação ao curso d’água presente nas
imediações do talude do extravasor, está sendo construída de uma galeria de
concreto armado (Figura 34).

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 118


Figura 33: Talude do extravasor revestido com lona impermeável (ANTES).

Figura 34: Galeria de concreto armado que está sendo construída na base do talude do
extravasor (ANTES).

No momento da vistoria realizada na Campanha V, verificou-se que as obras da


construção da galeria estão bem adiantadas. Foi constatado que nas imediações
do extravasor e do canal de adução, está sendo construída um muro ala para
direcionar e conter a ação das enxurradas, preservando-se a integridade estrutural
do talude do extravasor (Figuras 35 e 36).

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 119


Figura 35: Galeria de concreto armado que está sendo construída na base do talude do
extravasor (DEPOIS).

Figura 36: Galeria de concreto armado que está sendo construída na base do talude do
extravasor, com destaque no muro ala (DEPOIS).

O canteiro de obras instalado nas imediações do canal de adução e do extravasor,


foi ampliado para dar suporte à construção da galeria, com a estocagem de brita e
areia nas imediações da estrada de acesso ao canal de adução (Figura 37).

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 120


Figura 37: Canteiro de obras.

3.5.2.5 Canal de adução

Desde o início das atividades de monitoramento, no mês de março de 2013, o


canal de adução sempre apresentou uma estrutura íntegra, sem a ocorrência de
vazamentos ou desbarrancamentos. A presença da tela de aço galvanizado nas
margens do canal impede o acesso de pessoas e/ou fauna local ao canal de
adução (Figura 38).

Figura 38: Canal de adução da PCH Santa Ana apresenta telas de isolamento.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 121


Na Campanha IV, verificou-se que estão sendo realizadas obras de contenção e
reconformação dos taludes localizados nas imediações do canal de adução (Figura
39).

Figura 39: Muro de concreto construído na base do talude, localizado nas imediações do
canal de adução.

No momento da vistoria realizada na Campanha V, verificou-se que as obras da


construção da reconformação dos taludes estão adiantadas. Em alguns locais, já
foi efetuado o plantio de grama em leiva (Figura 40). As obras que estão sendo
realizadas nos taludes localizados nas imediações do canal de adução serão
descritas no item Taludes nas imediações do canal de adução.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 122


Figura 40: As obras de reconformação dos taludes estão adiantadas.

3.5.2.6 Estrada de acesso à câmara de carga

A estrada de acesso à câmara de carga está localizada paralelamente ao canal de


adução. A estrada é de chão batido, com a presença de canaletas de contenção
em concreto, conforme a Figura 41. De maneira geral, as estradas se encontram
em bom estado de conservação.

Figura 41: A estrada de acesso à câmara de carga, localizada nas imediações do Canal de
adução da PCH Santa Ana.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 123


O sistema de drenagem pluvial da estrada apresenta canaletas de contenção e
escadas de concreto (Figura 42) para facilitar o deslocamento das águas da chuva
sem comprometer a estabilidade do talude e o desenvolvimento de voçorocas.

Figura 42: Sistema de drenagem pluvial da estrada.

Em alguns locais da estrada, as canaletas de contenção estão parcialmente


obstruídas por solo e areia, conforme a Figura 43. Este fato pode comprometer a
eficiência do sistema de drenagem pluvial da estrada em eventos de precipitação
intensa.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 124


Figura 43: Canaletas de contenção da estrada estão parcialmente obstruídas.

De acordo com o primeiro relatório de monitoramento, na Campanha I, dois


buracos de infiltração de água da chuva na estrada de acesso à câmara de carga
haviam sido identificados, conforme as Figuras 44 e 45 a seguir.

Figura 44: Ocorrência de buraco de infiltração na estrada de acesso à câmara de carga


(Buraco I - Campanha I – ANTES).

Figura 45: Ocorrência de buraco de infiltração na estrada de acesso à câmara de carga


(Buraco II - Campanha I - ANTES).

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 125


Os técnicos da GEHIDRO identificaram na Campanha IV que os dois buracos de
infiltração foram tapados com solo e rochas. No entanto, um deles ainda apresenta
sinais de infiltração, conforme a Figura 46, abaixo.

Figura 46: Ocorrência de buraco de infiltração na estrada de acesso à câmara de carga


(Buraco I - Campanha IV).

Ocorre que os dois buracos de infiltração encontrados na estrada estão localizados


nos locais onde ocorreram as obras de reconformação da estrada e estabilização
do talude, conforme a Figura 47. Os buracos de infiltração foram identificados pelos
pontos 3 [Ponto 3: (E) 696626,455 (N) 6957599,407 – UTM 22J SIRGAS2000 –] e
4 [Ponto 4: (E) 696744,628 (N) 6957701,123– UTM 22J SIRGAS2000 –]. A
ocorrência dos buracos de infiltração na estrada denota a existência de falhas na
estruturara física do solo nas áreas que foram reconformadas.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 126


FONTE: GoogleEarth & GPSTrackmaker
Figura 47: Localização dos buracos de infiltração na estrada de acesso à câmara de carga.

No momento da vistoria realizada na Campanha V, verificou-se que um dos


buracos ainda apresenta sinais de infiltração, conforme a Figura 48 abaixo.

Figura 48: Ocorrência de buraco de infiltração na estrada de acesso à câmara de carga


(Buraco I - Campanha V - DEPOIS).

Na Campanha III, os técnicos da GEHIDRO identificaram que havia sido construída


uma estrada para fazer reparos na rede de drenagem transversal ao canal de
adução (Figuras 40 e 50).

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 127


Figura 49: Estrada construída nas imediações da estrada de acesso à câmara de carga
(ANTES).

Figura 50: Estrada construída nas imediações da estrada de acesso à câmara de carga
(ANTES).

No monitoramento IV, foi constatado que a estrada construída no local havia sido
ampliada até a estrada que dá acesso ao canal de adução, localizada na margem
esquerda do Rio Engano. Foi constatado também que o referido talude ainda não
havia sido revegetado (Figura 51).

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 128


Figura 51: Estrada construída nas imediações da estrada de acesso à câmara de carga
(ANTES).

No momento da vistoria realizada na Campanha V, verificou-se que no local foram


construídas duas bacias de sedimentação/decantação (Figura 52).

Figura 52: Estrada construída nas imediações da estrada de acesso à câmara de carga, com
destaque para a presença das bacias de decantação/sedimentação (DEPOIS).

Verificou-se ainda, que o talude localizado nas imediações da câmara de carga,


onde foram realizadas obras de recuperação da galeria apresenta sinais de perdas
de solo por erosão e a presença de uma rachadura longitudinal bem acentuada na
crista ou base superior do talude. A ocorrência de rachaduras na crista do talude

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 129


indica que há fortes indícios de que poderá ocorrer desbarrancamento no local.
(Figuras 53 e 54).

Figura 53: Presença de rachadura longitudinal na crista do talude.

Figura 54: Presença de rachadura longitudinal na crista do talude.

De qualquer maneira, percebe-se que no local o processo de regeneração natural


já foi iniciado. No entanto, ainda é bastante prematuro (Figura 55).

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 130


Figura 55: Processo de regeneração natural no talude degradado já iniciou.

3.5.2.7 Taludes localizados nas imediações do canal de adução

Na vistoria realizada na campanha de monitoramento técnico ambiental III, os


técnicos da GEHIDRO observaram algumas obras de reconformação do relevo e
estabilização de taludes (Figuras 56 e 57).

Figura 56: Obras de reconformação do relevo e estabilização de talude, localizado à


montante do canal de adução e do extravasor (ANTES).

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 131


Figura 57: Obras de reconformação do relevo e estabilização de talude, localizado à
montante do canal de adução e do extravasor (ANTES).

As obras de reconformação e reestruturação dos taludes localizados à montante e


à jusante do canal de adução são fundamentais para a manutenção da sua
integridade estrutural, uma vez que os processos de dinâmica superficial podem
instabilizar os taludes e encostas, com movimentos de massa, erosão e
desagregação superficial, podendo provocar escorregamentos e/ou movimentos de
encosta que podem comprometer a integridade do canal de adução.

No monitoramento IV, foi constatado que os taludes localizados nas imediações do


canal de adução ainda estão sendo remodelados. Da mesma maneira, as obras
nos taludes estão atreladas à ampliação e melhoria da rede de drenagem, visando
reduzir o escoamento superficial das águas da chuva sobre os taludes, estradas e
o canal de adução (Figuras 58 a 63).

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 132


Figura 58: Operações de reconformação do Figura 59: Operações de reconformação do
relevo e estabilização de talude (ANTES). relevo e estabilização de talude (ANTES).

Figura 60: Reconformação do relevo e Figura 61: Reconformação do relevo e


estabilização de talude (ANTES). estabilização de talude (ANTES).

Figura 62: Reconformação do relevo e Figura 63: Reconformação do relevo e


estabilização de talude (ANTES). estabilização de talude (ANTES).

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 133


No momento da vistoria realizada na Campanha V, verificou-se que ainda está
sendo realizadas obras de reconformação de taludes, instalação de rede de
drenagem (Figuras de 64 a 67). Destaca-se que no momento da intervenção no
local, os técnicos da GEHIDRO tiveram a oportunidade de percorrer todo o trecho
em obras na companhia do Eng. Roberto, da empresa MTM Mineração.

Figura 64: Reconformação do relevo e Figura 65: Reconformação do relevo e


estabilização de talude (DEPOIS). estabilização de talude e rede de drenagem
(DEPOIS).

Figura 66: Implantação de rede de Figura 67: Implantação de rede de


drenagem (DEPOIS). drenagem (DEPOIS).

Destaca-se que algumas operações de reconformação do relevo e estabilização do


terreno estão promovendo o carreamento e acúmulo de solo em algumas calhas de
drenagem (Figura 68).

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 134


Figura 68: Obras de reconformação do relevo e estabilização de talude estão provocando o
assoreamento de parte das canaletas de drenagem.

No monitoramento IV foi detectada também a ocorrência de pequenas ravinas de


erosão em alguns trechos da estrada, ocasionado pelo escoamento superficial das
águas da chuva (Figuras 69 e 70).

Figura 69: Ravinas de erosão na estrada de Figura 70: Ravinas de erosão na estrada de
acesso aos taludes (ANTES). acesso aos taludes (ANTES).

No momento da vistoria realizada na Campanha V, verificou-se que as ravinas


encontradas no local aumentaram de proporção, causando danos na rede de
drenagem recentemente instalada (Figuras 71e 72).

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 135


Figura 71: Ravinas de erosão na estrada de Figura 72: Ravinas de erosão na estrada de
acesso aos taludes (DEPOIS). acesso aos taludes (DEPOIS).

Outra atividade que está sendo desenvolvida no local se refere à prática de plantio
de sementes de plantas de cobertura nos taludes de corte. O plantio está sendo
executado com o auxílio de pequenas enxadas e cavadeiras, conforme a Figura
73, abaixo.

Figura 73: Plantio de plantas de cobertura em talude corte através do picoteamento do solo.

As sementes que foram adquiridas pela Santa Ana Energética para o plantio nos
taludes são híbridos de brachiaria, cultivar mulato II (Figuras 74 e 75). Segundo
informações do Eng. Roberto, a orientação técnica para a utilização da espécie foi
repassada por técnicos da EPAGRI.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 136


Figura 74: Sementes de brachiaria hibrida Figura 75: Identificação das sementes
peletizadas. utilizadas no plantio.

Destaca-se que a espécie Urochloa sp.(Brachiaria) está inserida na listagem das


espécies exóticas invasoras do Estado de Santa Catarina, de acordo com a
Resolução CONSEMA no 08/2012. Pressupõe-se que esta recomendação técnica
da EPAGRI, referente ao plantio de Brachiaria, esteja relacionada diretamente com
as características de rusticidade da espécie para colonizar áreas degradadas onde
a fertilidade e a concentração de matéria orgânica do solo são baixas.

Destaca-se ainda que no relatório de monitoramento da campanha II, os técnicos


da GEHIDRO sugeriram em atendimento especial à Resolução Consema n o
08/2012, que trata da listagem das espécies exóticas invasoras do Estado de
Santa Catarina, a qual aborda a espécie Urochloa sp.(Brachiaria) como invasora, a
utilização da gramínea da espécie Panicum maximum (Capim Tanzânia), ao invés
de se usar espécies do gênero Urochloa (Brachiaria). A espécie Panicum
maximum não está inserida na listagem das espécies exóticas invasoras do Estado
de Santa Catarina (Resolução Consema no 08/2012).

Concordamos que a recomendação de gramíneas nativas para este caso seria


bastante pertinente. No entanto, a disponibilidade de sementes comerciais é muito
restrita, fato que poderia comprometer o desenvolvimento do projeto.

Sugere-se então que o plantio seja realizado em consórcio com plantas de


cobertura da família leguminosa. A consorciação é uma prática que permite
associar numa mesma área o plantio de culturas diversas para aumentar o
rendimento, enriquecer a vida biológica do solo e protegê-lo contra a erosão.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 137


Podendo também ser considerada como uma técnica agrícola de conservação que
visa um melhor aproveitamento em longo prazo do solo, bem como o cultivo na
qual se utiliza mais de uma espécie de planta na mesma área e no mesmo período
de tempo (Peixoto et al, 2001).

As espécies recomendadas para o plantio em consórcio com a brachiaria são


Crotalaria Juncea e Centrosema pubescens. A recomendação das espécies foi
sugerida para a colonização de novas áreas porque grande parte dos taludes em
recuperação ambiental da PCH apresentam o consórcio de Brachiaria sp. e
Centrosema pubescens, onde o seu desenvolvimento está cumprindo o papel
ecológico de promover a cobertura do solo, evitando a propagação de voçorocas e
erosão laminar do solo.

3.5.2.8 Deposição de aterro em área de bota espera

Na vistoria realizada na campanha de monitoramento técnico ambiental III, os


técnicos da GEHIDRO observaram a deposição de aterro em 03 locais de bota
espera localizados nas imediações Área de Influência Direta – AID da PCH Santa
Ana. Os 03 locais foram identificados pelos pontos 5 [Ponto 5: (E) 696562,668 (N)
6957411,202 – UTM 22J SIRGAS2000 –] 6 [Ponto 6: (E) 696810,218 (N)
6957548,345 – UTM 22J SIRGAS2000 –] e 7 [Ponto 7: (E) 696783,739 (N)
6957488,915 – UTM 22J SIRGAS2000 –], conforme a Figura 76.

FONTE: GoogleEarth & GPSTrackmaker


Figura 76: Localização dos Bota Fora.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 138


Os locais de bota espera de aterro estão representados pelas Figuras 77 e 78
(Ponto 6).

Figura 77: Bota espera de aterro representado Figura 78: Bota espera de aterro representado
pelo Ponto 6 (ANTES). pelo Ponto 7, localizado em Área de
Preservação Permanente – APP, na margem
esquerda do Rio Engano (ANTES).

No momento da vistoria realizada na Campanha V, verificou-se que o aterro


localizado nos locais 6 e 7 foi removido do local (Figuras 79 e 80).

Figura 79: Aterro removido do local no Figura 80: Aterro removido do local no
Ponto 6 (DEPOIS). Ponto 7 (DEPOIS).

O aterro removido dos locais de bota espera, juntamente com o aterro proveniente
das operações de reconformação dos taludes localizados à montante do canal de
adução está sendo depositado na base do talude do canal de adução, com área

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 139


total aproximada de 5.000,00 m². O local foi identificado pelo ponto 8 [Ponto 8: (E)
696675,882 (N) 6957522,597 – UTM 22J SIRGAS2000 –], conforme a Figura 81.

FONTE: GoogleEarth & GPSTrackmaker


Figura 81: Localização do novo local de Bota Fora.

Destaca-se que no local foram encontrados alguns indícios de perdas de solo por
erosão hídrica. Ocorre que o solo/aterro depositado no local ainda não foi recoberto
por vegetação, o que proporciona o desenvolvimento de ravinas, sulcos erosivos e
até pequenas voçorocas (Figuras 82 a 86).

Figura 82: Localização do novo local de Bota Fora.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 140


Figura 83: Ocorrência de pequena Figura 84: Ocorrência de pequena
voçoroca na base superior do bota fora. voçoroca na base superior do bota fora.

Figura 85: Sulco erosivo no talude do bota Figura 86: Perdas de solo por erosão.
fora.

3.5.3 Considerações Finais

O acompanhamento do programa está relacionado à avaliação do desenvolvimento


da vegetação implantada na recomposição da mata ciliar e de ocorrência
espontânea nas áreas de preservação permanente – APPs da área de intervenção
da PCH Santa Ana, bem como a avaliação técnica referente ao acompanhamento
do Programa de Restauração de Áreas Degradadas.

As técnicas de recuperação indicadas deverão proporcionar a manutenção e a


melhoria das funções ecológicas do ambiente. Por isso, o monitoramento das
áreas recuperadas é um aspecto fundamental para a consolidação do plano de
recuperação proposto pelo projeto.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 141


O presente relatório também contempla a indicação de técnicas de recuperação
ambiental das áreas degradadas e estabilização dos taludes, com a indicação de
espécies vegetais para as áreas em recuperação, porém sem intervenções no
local, que deverão ser executadas pela empresa responsável pela recuperação.

As recomendações técnicas do presente relatório de monitoramento técnico


ambiental, referente à Campanha V, que serão descritas a seguir visão minimizar
os impactos ambientais causados pela operação das atividades desenvolvidas na
PCH Santa Ana:

1. Promover o adensamento populacional nas áreas em processo de


regeneração natural descritas no relatório, através do plantio de mudas de
espécies nativas (1 – Sobre o material retirado do leito do Rio Engano,
depositado nas imediações da área do barramento; 2 – Talude localizado na
margem esquerda do Rio Engano, nas imediações da tomada d’água; 3 –
Nas margens do curso d’ água localizado à jusante do canal de
adução/extravasor). Para tanto, recomenda-se o plantio de mudas das
espécies nativas de Jacaranda micrantha Cham. (Caroba), Cecropia
glaziovii Snethl. (Embaúba), Cupania vernalis Cambess. (Camboatá
Vermelho), Inga marginata Willd. (Ingazeiro), Psidium cattleyanum
(Araçazeiro), Trema micrantha (Grandiúva), Mimosa bimucronata (DC.)
Kuntze (Maricá), entre outras;

2. Promover a recuperação da estrada de acesso ao canal de adução e da


estrada de acesso ao conduto forçado, onde foi constatada a presença de
erosão;

3. Promover a desobstrução e limpeza das calhas coletoras da drenagem


pluvial das estradas;

4. Promover a retificação da estrada de acesso ao conduto forçado na área


onde foi identificada a presença de um buraco de infiltração;

5. Promover através de arranque manual as mudas de Pinus sp. encontradas


nos taludes localizados à montante e à jusante do canal de adução (Figura
87). A presença de indivíduos de Pinus sp. nos taludes pode ter sido
decorrente da dispersão (anemocórica) de sementes de algumas plantas
matrizes presentes nas imediações do terreno (reflorestamentos), reflexo do
grande poder de dispersão de sementes promovida pela espécie invasora
sobre áreas naturais abertas e aos estágios iniciais de regeneração;

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 142


Figura 87: Mudas de Pinus sp. encontradas nos taludes, em meio à cobertura vegetal
rasteira.

6. Promover a recuperação dos taludes nas imediações do canal de adução,


adotando-se duas tipologias de manejo e conservação do solo. A primeira,
para os taludes de corte, onde o solo preserva suas características físicas
de agregação, a sugestão está relacionada com o plantio de sementes de
plantas de cobertura com o auxílio de pequenas enxadas e cavadeiras;

7. Promover a elaboração de um Plano Ambiental de Recuperação de Área


Degradada – PRAD no local onde foi constatada a degradação ambiental
pelo desbarrancamento do talude do extravasor.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 143


3.6 Programa de Monitoramento da Fauna Terrestre e Ictiofauna

3.6.1 Fauna Terrestre

3.6.1.1 Introdução

Segundo o MMA (2006), o conceito de biodiversidade, ou diversidade biológica, foi


cunhado na década de 1980, no âmbito da biologia da conservação e rapidamente
transformou-se num conceito internacionalmente consagrado na luta pela
conservação da natureza.

A importância da biodiversidade pode ser vista no plano biológico, já que abrange a


base biótica da vida no planeta. No plano econômico a biodiversidade é alvo
privilegiado dos processos avançados de manipulação genética por meio de novas
biotecnologias na construção de medicamentos, alimentos e outros produtos de
consumo, (MMA, 2006).

De acordo com Santos (2006), o desenvolvimento de programas de conservação e


uso sustentado dos recursos biológicos, a única forma conhecida para desacelerar
a perda da biodiversidade global, exige uma ampliação urgente dos conhecimentos
nessa área.

Em virtude de tais dificuldades, Santos (2006) traz ainda que inventariar a fauna e
flora de uma determinada porção de um ecossistema é o primeiro passo para sua
conservação e uso racional. Sendo que sem um conhecimento mínimo sobre quais
organismos ocorrem neste local, e sobre quantas espécies podem ser encontradas
nele, é virtualmente impossível desenvolver qualquer projeto de preservação.

Segundo MMA (2008), como medida de valor da biodiversidade brasileira, no que


tange a fauna, soma-se hoje dentro do universo das espécies conhecidas pela
ciência, cerca de 530 espécies de mamíferos, 1.800 de aves, 680 de répteis, 800
de anfíbios e 3.000 de peixes; além de uma riqueza ainda não mensurada de
invertebrados, dado o elevado número de espécies estimado para o grupo.

Cabe salientar que este monitoramento / estudo está devidamente regulamentado


conforme Autorização de captura, coleta e transporte – AuA 040/2013 e Parecer
Técnico 5040/2013, expedidos em 20/05/2013 e com validade até maio de 2014.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 144


3.6.1.2 Objetivos do Programa de Monitoramento de Fauna Terrestre

3.6.1.2.1 Objetivos Gerais

O programa realizado na área de influência direta da PCH visa inicialmente


amostrar fauna terrestre ocorrente nos habitat locais, o que possibilitará o
acompanhamento de sua estrutura e dinâmica ao longo da operação do
empreendimento, permitindo comparações, prognósticos e a adoção de medidas
de manejo de cunho conservacionista.

3.6.1.2.2 Objetivos Específicos

 Identificar as espécies que compõe a fauna terrestre residente às margens


do rio Engano, na região de influência direta do empreendimento.

 Identificar a presença / ausência de espécies raras ou ameaçadas de


extinção.

 Identificar a presença de espécies endêmicas na região.

 Dar continuidade aos estudos realizados até o momento.

3.6.1.3 Justificativa

O presente programa de monitoramento justifica-se inicialmente como uma


obrigação legal do empreendedor. Como destaca Machado (1994), as
concessionárias de energia elétrica têm o dever de monitorar as águas e a fauna –
flora dos reservatórios. Monitorar no sentido de acompanhar e registrar as
alterações ambientais ocorridas, como também repassar os dados aos órgãos
ambientais e delas dar publicidade.

Agostinho & Gomes (1997), por sua vez, definem o monitoramento como
levantamentos conduzidos com o intuito de avaliar o grau de variabilidade de
fatores bióticos ou abióticos em relação a um modelo ou padrão conhecido ou
esperado. O monitoramento serve a objetivos tão diversos como o de avaliar a
eficácia de uma medida de manejo, identificar situações incorretas de uso da bacia
ou dos recursos naturais, detectar alterações incipientes resultantes de interações

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 145


complexas ou de natureza estocástica no ecossistema. O monitoramento é uma
atividade que deve seguir necessariamente às ações de manejo, seja pela sua
importância ecológica (pois toda ação de manejo, inclusive sua ausência, tem
impacto sobre o funcionamento de sistemas regulados), econômica (avaliação da
interface custo-benefício), e mesmo ética, quando de iniciativa do poder público
(critério na aplicação de recursos públicos). Os autores citam ainda que durante a
elaboração de um programa de monitoramento é essencial que se tenha claro o
seu propósito, procedimentos, métodos de análise e duração.

De acordo com CHEREM (2005), os estudos para avaliação de impactos


ambientais tornaram-se uma necessidade e uma exigência por parte dos órgãos
ambientais em virtude da grande alteração dos ambientes nativos promovidos pelo
homem. O referido autor cita ainda que embora muitos desses estudos sejam de
curta duração, a divulgação dos dados obtidos é de grande interesse para o
aumento do conhecimento sobre um determinado grupo biótico.

3.6.1.4 Descrição das Metodologias de Amostragem

A seguir é apresentada uma descrição detalhada das metodologias de obtenção de


dados faunísticos primários e secundários empregadas no estudo desenvolvido na
área de influência direta da PCH.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 146


Tabela 53: Metodologias de amostragem e obtenção de dados empregadas para cada grupo taxonômico nos estudos.
Grupos Taxonômicos
Natureza dos Dados Metodologia de Amostragem
Avifauna Mastofauna Herpetofauna
Captura em armadilhas Shermann e Tomahawk      
Registro através de armadilha fotográfica      
Captura em redes de neblina   1  
Obtenção de Dados Primários
Registro de animais mortos      
Registro de espécies através de vestígios      
Busca ativa com procura visual e auditiva      
Entrevista com moradores da ADA e AID      
Obtenção de Dados Secundários Levantamento bibliográfico de dados secundários      
Visita a museus e universidades locais e regionais      
* Refere-se à captura de quirópterofauna (mamíferos voadores).

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 147


3.6.1.5 Instituição Depositária de Material Científico
Captura em Armadilhas Shermann e Tomahawk

Nos pontos de amostragem foram instaladas cerca de cinco (05) ou mais


armadilhas do tipo Shermann (para captura de pequenos mamíferos) e cinco (05)
ou mais armadilhas do tipo Tomahawk (para captura de mamíferos de pequeno e
médio porte).

Tais armadilhas foram iscadas com frutas, cereais, creme de amendoim, e carne;
sendo armadas tanto sobre a serrapilheira da floresta como suspensas sobre os
exemplares arbóreos (em miniplataformas de madeira), com vistas à captura de
animais com hábitos escansoriais. Tais armadilhas foram armadas
preferencialmente em locais com indícios da presença de elementos faunísticos,
visando otimizar as capturas (ex: próximo à tocas, corredores de passagem da
fauna, etc.).

Nos estudos de monitoramento da fauna no empreendimento, não é realizado


triagem e ou marcação de animais / exemplares, neste caso, os mesmos após
serem capturados tanto em armadilhas shermann, tomahawk (no caso de
mamíferos; ocasionalmente répteis), são identificados in loco, fotografados,
realizados coleta de dados de biometria e soltos no local onde foram capturados,
ou seja, após a coleta de dados, opta-se pela área de soltura, exatamente onde o
exemplar foi capturado, evitando assim, deslocamentos, causando estresse ao
animal.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 148


Figura 88: Profissional durante o preparativo de iscas para as armadilhas shermann
e tomahawk.

Figura 89: Kits de armadilhas tomahawk e shermann instaladas nas áreas


estudadas.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 149


Figura 90: Profissionais no processo de instalação e disposição das armadilhas nas
áreas estudadas.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 150


Figura 91: Armadilhas tomahawk instaladas e dispostas em ponto estratégico, nas
áreas estudadas.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 151


Figura 92: Armadilhas shermann e Tomahawk em pontos estratégicos nas áreas
estudadas.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 152


Figura 93: Instalação e disposição de Armadilhas.

Captura em Redes de Neblina

No decorrer das amostragens foram utilizados 3 conjuntos compostos por 2 ou


mais redes de neblina (mist-nets) com as seguintes dimensões individuais: 12 m de
comprimento, 3 m de altura, e malha de 1,5 cm. Assim sendo, cada conjunto
resultará em 72 m² de malha exposta. As redes permaneceram por um período
mínimo de 24 h expostas em cada ponto de amostragem específico, objetivando a
captura da avifauna e quirópterofauna.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 153


Nos estudos de monitoramento da fauna no empreendimento, não é realizado
triagem e ou marcação de animais / exemplares, neste caso, os mesmos após
serem capturados tanto em armadilhas shermann, tomahawk (no caso de
mamíferos; ocasionalmente répteis), são identificados in loco, fotografados,
realizados coleta de dados de biometria e soltos no local onde foram capturados,
ou seja, após a coleta de dados, opta-se pela área de soltura, exatamente onde o
exemplar foi capturado, evitando assim, deslocamentos, causando estresse ao
animal.

Figura 94: Profissional durante o processo de instalação de um dos conjuntos de


redes de neblina nas áreas de estudos e tamanho da malha utilizada.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 154


Figura 95: Processo detalhado de instalação, monitoramento e retirada das aves
presas às redes instaladas.
Entrevistas com Moradores

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 155


Visando a obtenção de dados secundários sobre a composição faunística local
foram realizadas entrevistas com moradores residentes nas proximidades da área
do empreendimento. Os mesmos foram questionados com relação à avistamentos
de elementos faunísticos que os mesmo já presenciaram no local nos últimos anos,
procurando ainda avaliar através do conhecimento empírico (popular) a
composição faunística local, bem como as modificações ocorridas em sua
composição no decorrer do gradiente temporal. Tais dados foram trabalhados
cuidadosamente, visando apresentar informações reais e fidedignas, que
expressem a composição real da fauna local.

Salienta-se que somente foram consideradas espécies onde é possível a


identificação através desta metodologia, no caso de espécies em que havia mais
de uma espécie por gênero, optou-se pelo registro somente até este nível
taxonômico.

Levantamento Bibliográfico de Dados Secundários

Visando compor o referencial bibliográfico do presente estudo, bem como


proporcionar o levantamento de espécies componentes da fauna local através de
dados secundários foi realizada uma extensa pesquisa bibliográfica (livros, artigos,
trabalhos acadêmicos, etc.), acerca de conteúdos publicados sobre a composição
faunística da região do empreendimento.

Registro através de Armadilhas Fotográficas

Tendo em vista o registro de mamíferos, em especial de médio porte, foram


utilizadas armadilhas fotográficas modelo Tigrinus 6.0 D, no monitoramento. As
armadilhas fotográficas foram utilizadas alternadamente entre os pontos amostrais,
perfazendo um período mínimo de 24 h em cada ponto amostral por campanha.
Como atrativo visando atrair os animais para o raio de ação da câmera, foram
utilizadas iscas diversas (carne, frutas, essências, pasta de amendoim etc.).

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 156


Figura 96: Profissionais no processo de instalação de um dos equipamentos
fotográficos utilizados na amostragem.

Figura 97: Imagem detalhada de um dos equipamentos utilizados.

Registro de Animais Mortos

Todos os pontos amostrais foram percorridos em varredura na procura por animais


mortos. Também durante o deslocamento entre os diferentes pontos amostrais
será observada a ocorrência de animais mortos nas vias de acesso utilizadas.
Durante o atual estudo nenhum animal morto.

Registro de Espécies Através de Vestígios

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 157


Todos os pontos de amostragem da fauna foram percorridos em varredura, com
esquadrinhamento visual das áreas de serrapilheira e solo, de modo a possibilitar o
encontro de vestígios de elementos faunísticos nestes locais.

Todo material eventualmente encontrado (ex: penas, regúrgitos, excrementos,


restos alimentares, etc.) passam por registro fotográfico e são coletados e
acondicionados em recipientes apropriados para posterior análise em laboratório.

As pegadas encontradas foram fotografadas e tiveram seu molde em gesso


confeccionado no campo, para posterior identificação mediante utilização de guias
e bibliografias específicas.

O registro de espécies através de vestígios durante as campanhas amostrais dar-


se-á sempre em período diurno, sendo desenvolvido também em conjunto com a
etapa diurna do processo de busca ativa com procura visual.

Figura 98: Profissionais na busca por vestígios deixados pela fauna nos locais de
estudos.

Busca ativa com Procura Visual e Auditiva

Em todos os pontos de estudo, os técnicos responsáveis pelos distintos grupos


taxonômicos inclusos no presente estudo percorreram em varredura a área,
realizando o esquadrinhamento visual dos ambientes, em processo de busca ativa
por elementos faunísticos. Tal procura foi também direcionada a habitat
preferenciais, conforme cada grupo taxonômico considerado: amontoados de

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 158


pedras (répteis), locais alagadiços (anfíbios anuros), serrapilheira da floresta
(anfíbios e répteis), áreas de borda de mata com maior insolação (répteis), troncos
apodrecidos e ocos de árvore (mamíferos), tocas no solo (mamíferos), etc.

Durante a amostragem programada, os técnicos percorreram cada ponto amostral


em diferentes oportunidades no período diurno, crepuscular e noturno, de modo a
possibilitar a visualização de espécies com diferentes hábitos em termos de
biologia, comportamento de forrageamento/reprodução e distribuição nos habitat.

É válido salientar que a procura auditiva refere-se principalmente a anurofauna


(registrada comumente através de registros sonoros em período reprodutivo) e
avifauna (em especial para espécies de hábitos florestais, de difícil visualização).

Os cantos desconhecidos serão gravadas com gravador Coby CX-R 190, com
microfone direcional Yoga A320 e posteriormente comparados com cantos
disponíveis em guias.

Figura 99: Profissional durante o período noturno realizando procura visual e


auditiva por anfíbios em sítios propícios para sua reprodução e ou vocalização.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 159


Figura 100: Profissional em transectos nas bordas do rio e imediações do
empreendimento, em período noturno em busca de espécies de anfíbios.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 160


Figura 101: Profissional em pontos estratégicos na observação e percurso de
transectos com o objetivo de registros da avifauna local.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 161


3.6.1.6 Datas das Coletas de Dados

O período de realização para cada campanha amostral está estipulado em três


dias, observando-se o período sazonal ocorrente.

Tabela 54: Datas das amostragens realizadas.


Estudos Datas Sazonalidade
1º 05 a 07/06/2013 Inverno
2º 07 a 09/10/2013 Primavera
3º 11 a 13/10/2013 Verão
4º 19 a 21/03/2014 Outono

Horas de estudos estimadas na realização dos respectivos estudos:

Mastofauna

 Campanha de três dias;

 Considerando-se o período diurno estima-se em 8 horas/homem/dia,


totalizando 24 horas/homem/campanha.

Herpetofauna

 Campanha de três dias;

 Considerando-se o período noturno estima-se em 5


horas/homem/dia, totalizando 15 horas/homem/campanha.

Avifauna

 Campanha de três dias;

 Considerando-se o período das 07h00min as 10h00min (manhã) e


das 16h00min as 19h00min (tarde), visto a maior atividade por este
grupo nestes horários, estima-se em 6 horas/homem/dia, totalizando
18 horas/homem/campanha.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 162


Salienta-se que transectos e deslocamentos são realizados a noite com o intuito da
obtenção de registros de espécies e exemplares com hábitos noturnos, como
algumas aves, por exemplo, bem como a procura diurna por anfíbios também é
realizada em sítios propícios para seu afugentamento, como embaixo de pedras,
troncos, bromélias entre outros.

Instituição depositária de material científico

Espécimes componentes da fauna local que porventura venham a perecer durante


as ações de monitoramento serão encaminhados à UNOCHAPECÓ -
UNIVERSIDADE COMUNITÁRIA REGIONAL DE CHAPECÓ para utilização com
fins didáticos ou depósito em coleção científica.

3.6.1.7 Área de Estudo

Tendo em vista a realização do Monitoramento da Fauna Terrestre na PCH SANTA


ANA, foram delimitados 06 áreas fixas de amostragem (transectos), que
compreendem toda a ADA / AID do empreendimento.

As áreas definidas como de amostragem procuraram abranger a máxima gama de


ambientes encontrados localmente (áreas antropizadas / abertas, áreas cobertas
com vegetação nativa, reflorestamentos de pinus entre outros), além de atentar-se
para a necessidade de amostrar diferentes trechos mesmo dentro de uma única
formação vegetal (ex: borda de fragmento, interior do fragmento, áreas úmidas,
margem do rio, etc.).

A seguir, é apresentado um breve descritivo das áreas demarcadas que serão


utilizadas no levantamento / monitoramento da fauna terrestre na ADA / AID da
PCH.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 163


Tabela 55: Descrição dos transectos a serem utilizados no monitoramento da fauna
terrestre.
Localização Geográfica Extensão do
Transecto Pontos
Latitude Longitude Transecto
A S 27º 29' 54,98" W 49º 02' 09,56"
A-B 1.510 m
B S 27º 29' 50,16" W 49º 03' 02,05"
C S 27º 29' 53,48" W 49º 03' 01,95"
C-D 1.550 m
D S 27º 29' 58,54" W 49º 02' 08,16"
E S 27º 29' 58,00" W 49º 02' 04,93"
E-F 3.890 m
F S 27º 29' 25,32" W 49º 00' 14,39"
G S 27º 29' 18,29" W 49º 00' 25,10"
G-H 3.390 m
H S 27º 29' 55,14" W 49º 02' 05,07"
I S 27º 29' 19,86" W 49º 00' 15,26"
I-J 1.540 m
J S 27º 29' 11,58" W 48º 59' 23,17"
K S 27º 29' 15,53" W 48º 59' 24,64"
K-L 1.500 m
L S 27º 29' 22,31" W 49º 00' 11,61"

As figuras a seguir apresentam a localização geral da área de estudo em imagem


de satélite (Google Earth), possibilitando uma maior visualização das
fitofisionomias ocorrentes na área de estudo:

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 164


Figura 102: Localização dos pontos de amostragem (transectos) da fauna terrestre na PCH SANTA ANA, parte 1/2.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental

165
Figura 103: Localização dos pontos de amostragem (transectos) da fauna terrestre na PCH SANTA ANA, parte 2/2.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental

166
A seguir é apresentada uma breve descrição individual dos pontos de amostragem
(TRANSECTOS DE MONITORAMENTO) da fauna terrestre na PCH SANTA ANA:

TRANSECTO A - B

Situa-se na margem esquerda do barramento da PCH SANTA ANA, estendendo-se


por um percurso aproximado de 1.510 m à montante do eixo do barramento. A
vegetação nativa no local é predominante, mas também se observam áreas de
reflorestamento e pastagem em alguns pontos. A figura a seguir apresenta a
imagem de satélite (Google Earth) do transecto a ser percorrido com vistas ao
monitoramento faunístico:

Figura 104: Delimitação em imagem de satélite do transecto A - B.

TRANSECTO C - D

Situa-se na margem direita do barramento da PCH SANTA ANA, estendendo-se


por um percurso aproximado de 1.550 m à montante do eixo do barramento. A
vegetação nativa no local é escassa, inclusive nos ambientes ciliares, cedendo
espaço para ocupações antrópicas (moradias, estradas, etc.), e áreas de pastagem

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 167


e cultivo agrícola. A figura a seguir apresenta a imagem de satélite (Google Earth)
do transecto a ser percorrido com vistas ao monitoramento faunístico:

Figura 105: Delimitação em imagem de satélite do transecto C - D.

TRANSECTO E - F

Situa-se na margem direita do rio Engano, já no TVR - trecho de vazão reduzida da


PCH SANTA ANA, estendendo-se por um percurso aproximado de 3.890 m à
jusante do eixo do barramento, até as proximidades do local de implantação da
casa de força (na margem oposta). A vegetação nativa no local é escassa,
limitando-se a uma estreita faixa margeando o curso hídrico. A APP cedeu espaço
em muitos pontos para ocupações antrópicas (moradias, estradas, etc.), e áreas de
pastagem e cultivo agrícola. Ao seu final o transecto a ser percorrido procurou
abranger um dos poucos fragmentos remanescentes na margem direta do curso
hídrico. A figura a seguir apresenta a imagem de satélite (Google Earth) do
transecto a ser percorrido com vistas ao monitoramento faunístico:

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 168


Figura 106: Delimitação em imagem de satélite do transecto E - F.

TRANSECTO G - H

Situa-se na margem esquerda do rio Engano, já no TVR - trecho de vazão reduzida


da PCH SANTA ANA, estendendo-se por um percurso aproximado de 3.390 m à
jusante do eixo do barramento, até as proximidades do local de implantação da
casa de força, incluindo ainda a área do canteiro de obras onde se localiza o trecho
final do circuito adutor (canal de adução e condutos forçados), além do entorno da
casa de força. A vegetação nativa no local ocupa cerca de 60% do transecto,
sendo que o traçado restante é ocupado por áreas de pastagem e do antigo
canteiro de obras do empreendimento.

A figura a seguir apresenta a imagem de satélite (Google Earth) do transecto a ser


percorrido com vistas ao monitoramento faunístico:

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 169


Figura 107: Delimitação em imagem de satélite do transecto G - H.

TRANSECTO I - J

Situa-se na margem esquerda do rio Engano, estendendo-se desde o trecho


imediatamente à jusante do canal de restituição da água turbinada da PCH SANTA
ANA até a foz do rio Engano, em um percurso aproximado de 1.540 m.

Nas margens do rio a vegetação nativa é escassa, cedendo lugar a pastagens e


ocupações antrópicas, entretanto a área é limítrofe a um fragmento florestal
remanescente de grandes proporções.

A figura a seguir apresenta a imagem de satélite (Google Earth) do transecto a ser


percorrido com vistas ao monitoramento faunístico:

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 170


Figura 108: Delimitação em imagem de satélite do transecto I - J.

TRANSECTO K - L

Situa-se na margem direita do rio Engano, estendendo-se desde o trecho


imediatamente à jusante do canal de restituição da água turbinada da PCH SANTA
ANA até a foz do rio Engano, em um percurso aproximado de 1.500 m.

Nas margens do rio a vegetação nativa é escassa, cedendo lugar às pastagens e


ocupações antrópicas, entretanto a área é limítrofe a um fragmento florestal
remanescente.

A figura a seguir apresenta a imagem de satélite (Google Earth) do transecto a ser


percorrido com vistas ao monitoramento faunístico:

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 171


Figura 109: Delimitação em imagem de satélite do transecto K - L.

Aspectos vegetacionais dos locais estudados

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 172


Figura 110: Aspectos da vegetação nas imediações da bacia do rio Engano.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 173


Figura 111: Aspectos vegetacionais do rio Engano. Região da casa de força e
jusante.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 174


Figura 112: Aspectos vegetacionais do rio Engano.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 175


Figura 113: Aspectos vegetacionais nas margens do rio Engano.

3.6.1.8 Mastofauna

3.6.1.8.1 Mamíferos não Voadores

De acordo com CHEREM (2005), os estudos para avaliação de impactos


ambientais tornaram-se uma necessidade e uma exigência por parte dos órgãos

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 176


ambientais em virtude da grande alteração dos ambientes nativos promovidos pelo
homem. O referido autor cita ainda que embora muitos desses estudos sejam de
curta duração, a divulgação dos dados obtidos é de grande interesse para o
aumento do conhecimento sobre um determinado grupo biótico.

SABINO E PRADO (2000) comentam que o Brasil é atualmente o país com maior
diversidade de mamíferos do mundo. Sendo que do total de 524 espécies listadas
para o país (FONSECA et al., 1996), no estado de Santa Catarina ocorrem 169,
incluídas em 10 ordens e 33 famílias (CIMARDI, 1996). Tal fato atesta que
aproximadamente 32 % da mastofauna brasileira ocorrem em território catarinense
(FORTES, CELLA e PRIGOL, 2002).

Segundo GRAIPEL et al. (2006), a falta de conhecimento acerca da mastofauna


brasileira, aliada à drástica redução do bioma mata atlântica, têm despertado o
interesse da comunidade científica nos últimos anos, promovendo um acréscimo
significativo nas pesquisas nessa região (FONSECA e KIERULFF, 1989).

As florestas ribeirinhas (ripárias) são indiscutivelmente, as fisionomias que abrigam


a maior biodiversidade faunística – dos 67 gêneros, 58 ocorrem nessas florestas
(ALHO & MARTINS, 1995).

Segundo JORGE & PIVELLO, 2008, os carnívoros são os que mais geram preo-
cupações quanto à sua proteção, pois, em geral, são altamente territorialistas e
têm significativa área domiciliar. A preocupação cresce conforme aumenta o porte
do animal, uma vez que sua área domiciliar também é incrementada. Ocupam
desde as áreas abertas até as cobertas por florestas. Ainda segundo os mesmos
autores, os marsupiais, em sua maioria, são arborícolas, o que os leva a preferir as
fitofisionomias florestais, como as florestas ribeirinhas e as matas semidecíduas.

De acordo com REIS et al. (2005), animais e vegetais silvestres encontram-se em


vias de extinção, sendo que o número de espécies desaparecidas aumenta a cada
dia. As perdas, muitas vezes devastadoras, advêm principalmente da destruição
dos habitat.

Já COLE E WILSON (1996) traz que os mamíferos de todo o planeta estão


ameaçados por uma série de fatores. A destruição, fragmentação e degradação de

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 177


habitat, causadas principalmente pelo desmatamento, são ameaças extremamente
severas à sobrevivência dos mamíferos nas mais diversas partes do globo.

As comunidades biológicas podem ser preservadas através do estabelecimento de


áreas protegidas, implementação de medidas de conservação fora das áreas
protegidas, e restauração das comunidades biológicas em habitat degradados
(PRIMACK & RODRIGUES, 2001).

Tanto os pequenos mamíferos como os de médio e grande porte têm aspectos de


sua biologia e ecologia (hábitos, demografia, relações tróficas, interações na
comunidade) muito pouco conhecidos; os pequenos mamíferos têm, ainda, muitos
problemas quanto à sua taxonomia (VIVO 1998).

AVILA-PIRES (1999) citam que Santa Catarina é um dos estados brasileiros


menos conhecidos quanto à sua mastofauna.

Por sua vez, CHEREM et al. (2004) citam que a situação de desconhecimento de
nossa mastofauna deve-se a inexistência de estudos conclusivos, em especial para
mamíferos terrestres, sendo que sobre os quais os primeiros trabalhos foram
publicados à apenas 22 anos.

A maioria dos trabalhos publicados está restrita à região litorânea catarinense,


incluindo breves inventários em municípios (CHEREM e PEREZ, 1996;
WALLAUER et al, 2000) e ilhas (GRAIPEL et al., 1997, 2001) ou ainda estudos
sobre uma única espécie (BLACHER, 1992; MAZZOLLI, 1993; CHEREM et al.,
1996; SOLDATELI e BLACHER, 1996).

GRAIPEL et al. (2006) comentam que a maioria dos estudos sobre mamíferos em
Santa Catarina restringem-se a listas taxonômicas, eventualmente com
comentários relacionados às capturas. Por sua vez, parâmetros populacionais e
comunitários, quando considerados, são poucos abrangentes.

Os estudos mais abrangentes quanto ao número de ordens de mamíferos do


estado são os de AZEVEDO et al. (1982) e CIMARDI (1996). AZEVEDO et al.
(1982) relacionou as espécies presentes em coleções de museus do estado, já
CIMARDI (1996) apresentou uma grande quantidade de dados sobre a mastofauna
catarinense. Além desses dois trabalhos citados, temos o de ÁVILA-PIRES (1999),

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 178


que fez referência a relatos de antigos viajantes que passaram pelo nosso estado e
apresentou uma listagem de espécies descritas para nosso estado.

Os mamíferos silvestres dificilmente são vistos na natureza. Isso se deve,


principalmente, ao fato de terem hábitos discretos, largamente crepusculares e
noturnos (BECKER & DALPONTE, 1991).

3.6.1.8.1.1Metodologias Empregadas na Amostragem

A metodologia para o levantamento da mastofauna foi determinada com a


instalação nos pontos amostrais pré-determinados, de diversas armadilhas
fotográficas e de captura, também foram percorridos transectos lineares ao longo
de toda a extensão do lago, do trecho de vazão reduzida em ambas as margens,
tanto no período diurno quanto crepuscular e noturno, além de áreas adjacentes a
casa de força.

Também ocorreu a observação de animais mortos. Resumidamente, foram


determinadas obtenção de dados em duas fases, conforme segue abaixo.

Obtenção de Dados Primários

 Registro através de armadilha fotográfica;

 Instalação de armadilhas de captura (Shermann e Tomahawk);

 Registro de animais mortos;

 Registro de espécies através de vestígios;

 Busca auditiva com procura visual e auditiva.

Obtenção de Dados Secundários

 Entrevista com moradores locais e operários;

 Levantamento bibliográfico de dados.

3.6.1.8.1.2Resultados Obtidos e Discussão

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 179


Na campanha de amostragem da mastofauna realizada na área de influência direta
do empreendimento, foram registradas 17 espécies de mamíferos não voadores.
As espécies foram, registradas em diferentes oportunidades e pontos de estudo,
conforme é apresentado nas tabelas a seguir.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 180


Tabela 56: Espécies de mamíferos registrados nas campanhas de amostragem realizadas na área de influência direta da PCH Santa Ana.
Formas de registro
Ordem Família Espécies Vernáculo
1º estudo 2º estudo 3º estudo 4º estudo
Nasua nasua Quati V, E V, E V, E V,E
Procyonidae
Procyon cancrivorus Mão pelada V, E V, E E V,E
Carnivora Lontra longicaudis Lontra E RV, E E V,E
Mustelidae
Galictis cuja Furão E E RV E
Canidae Cerdocyon thous Graxaim V, E RV, V, E V, E V,E
Hydrochaeridae Hydrochaeris hydrochaeris Capivara V, E RV, V, E RV, V, E RV,E,V
Caviidae Cavia aperea Preá, periá RV, E E RV, E RV,E
Rodentia Dasyproctidae Dasyprocta azarae Cutia V, E E --- E
Akodon sp. Rato AT, AS --- --- AS
Cricetidae
Euryoryzomys russatus Rato AS AS, AT AT AS
Philander frenatus Cuíca d’água AT AS, AT AT RV,AT
Marsupialia Didelphidae Didelphis albiventris Gambá-orelha- bca V, E V, E V, E AT,RV,E
Didelphis aurita Gambá-orelha-preta AT, V, E --- E E
Dasypus novemcinctus Tatu galinha E V, E V, E V,E
Dasypodidae
Edentata Euphractus sexcinctus Tatu peludo V, E V, E E V,E
Myrmecophagidae Tamandua tetradactyla Tamanduá mirim E E --- E
Artiodactyla Cervidae Mazama sp. Veado E E V, E E
TOTAL DE ESPÉCIES REGISTRADAS POR ESTUDO 17 15 14 17
TOTAL DE ESPÉCIES REGISTRADAS 17
RV – Registro visual, avistamentos, E – Entrevistas, V – Vestígios, AF – Armadilha Fotográfica, AT – Armadilha Tomahawk, AS – Armadilha Shermann.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 181


Índices de Shannon – Wiener (H’), Equitabilidade Pielou (E) e Riqueza de
Margalef (R).

Índice de Diversidade de Shannon (H')

A utilização e aplicação de índices ecológicos em estudos de monitoramento


constitui-se em uma importante ferramenta de trabalho, ao passo que permitem
realizar comparações entre situações atuais e futuras, contribuindo na verificação
do status de conservação da biodiversidade local.

Aos dados obtidos na presente campanha de monitoramento aplicou-se o Índice de


Shannon – Wiener, dado pela fórmula abaixo, e calculado através software
DIVERS:

H’= ∑pi(loge pi)

Onde:

Pi: é a proporção da espécie em relação ao número total de espécimes


encontrados nos levantamentos realizados.

Figura 114: Índice de Diversidade de Shannon – H’ ao longo das amostragens.


Equitabilidade de Pielou (E)

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 182


Expressa a maneira pela qual o número de indivíduos está distribuído entre as
diferentes espécies, isto é, indica se as diferentes espécies possuem abundância
(número de indivíduos) semelhantes ou divergentes.

A equitabilidade é mais comumente expressada pelo Índice de Pielou:

H' observado
J' =
H' máximo

Onde:

 H’ observado: índice de diversidade observado para a amostra / ponto.

 H’ máximo: é a diversidade máxima possível que pode ser observada se


todas as espécies apresentarem igual abundância.

 H’ máximo = log S

 S = número total de espécies

A equitabilidade para a área de estudo no presente monitoramento deu-se através


da utilização do software DIVERS.

Figura 115: Índice da Equitabilidade de Pielou (E) ao longo das amostragens.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 183


Riqueza de Espécies – Margalef

A riqueza de espécies foi observada constando o índice de Margalef, 1958.

Figura 116: Índice da Equitabilidade de Pielou (E) ao longo das amostragens.

Resumo dos índices

A tabela a seguir, visa resumir os índices calculados referentes ao levantamento da


mastofauna.

Tabela 57: Resumo dos índices calculados referentes ao


levantamento da mastofauna.
Índices 1ª coleta 2ª coleta 3ª coleta 4ª coleta
Shannon – Wiener (H’) 1,19187 1.17553 1,17553 2,15690
Riqueza Margalef (R) 1.66813 1.92359 1,92359 3,41734
Equitabilidade (E) 0.74055 0.73040 0,73040 0,86800

3.6.1.8.1.3Representação Gráfica dos Resultados Obtidos

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 184


A seguir tem-se a representação gráfica dos dados obtidos durante o levantamento
faunístico realizado nas áreas de estudos da PCH Santa Ana.

Formas de registros

Das metodologias utilizadas para descrever a fauna da região de estudos, observa-


se as entrevistas sendo as mais eficazes em termos de números. Salienta-se que
se leva em conta somente as espécies passiveis de identificação por esta forma
metodológica.

Os vestígios são encontrados com certa frequência e de fácil identificação, assim


como os registros visuais, porém estes mais difíceis de ocorrerem.

Capturas, geralmente referem-se a pequenos mamíferos a médios, como gambás


e tem seletividade mais alta que as demais metodologias.

A seguir observa-se a representação gráfica das formas de registro da mastofauna


na região.

Gráfico 16: Formas metodológicas de registros da mastofauna local.

Registros por classificação taxonômica

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 185


De acordo com a quantidade de grupos taxonômicos registrados durante a quarta
amostragem, foram registradas 17 espécies de mamíferos, pertencentes a 11
famílias e inseridas em 05 ordens, conforme apresenta o gráfico a seguir.

Gráfico 17: Quantidade de registros por classificação taxonômica.

Diversidade de espécies amostradas dentro das ordens e famílias

As ordens mais expressivas foram Carnivora e Rodentia com 05 espécies,


seguidas pela Edentata e Marsupialia com 03 espécies e Artiodactyla com apenas
01 indivíduo.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 186


Gráfico 18: Número de espécie amostradas para as diversas ordens de mamíferos.

Quanto à distribuição das espécies dentro das suas respectivas famílias, o gráfico
a seguir ilustra essa distribuição das espécies amostradas de acordo com suas
respectivas famílias de mamíferos.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 187


Gráfico 19: Número de espécies amostradas para as diversas famílias de mamíferos.

Curva do Coletor

A curva do coletor visa apresentar o desempenho da amostragem ao longo dos


períodos de coleta, no que diz respeito à quantidade de espécies que vão sendo
registradas ao longo do tempo. A entrada de espécies novas no levantamento faz

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 188


com que a curva do coletor assuma um comportamento crescente, enquanto que a
cessação no número de espécies novas registradas faz com que a curva
permaneça estável horizontalmente.

Com relação ao gráfico a seguir, notamos uma estabilização quanto ao número de


espécies, que permanece estável desde o 3º dia de estudos (primeira amostragem)
até o momento, denotando que possivelmente, toda a mastofauna do local de
estudos tenha sido registrada, porém salienta-se que é possível o aparecimento /
registro de outras espécies que por ventura não tenham sido mencionadas nos
estudos realizados, alterando assim, a curva do coletor.

Gráfico 20: Curva do coletor das espécies da mastofauna.

3.6.1.8.1.4Registro Fotográfico

A seguir será apresentado o registro fotográfico de alguns exemplares da


mastofauna no atual estudo. A descrição individual de cada espécie pode ser vista
nos estudos anteriores a este.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 189


Figura 117: Solo revolvido / escavado em pequenos pontos, características de
Nasua nasua (quati).

Figura 118: Peixe parcialmente devorado por Lontra longicaudis (Lontra).

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 190


Figura 119: Exemplar de Hydrochaeris hydrochaeris (capivara).

Figura 120: Exemplar de Cavia aperea (preá).

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 191


Figura 121: Exemplar de Euryoryzomys russatus (rato).

Figura 122: – Exemplar de Philander frenatus (Cuíca-d’água).

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 192


Figura 123: Exemplar de Didelphis albiventris (Gambá-de-orelha-branca), sendo
libertado após captura.

3.6.1.8.1.5Espécies Ameaçadas de Extinção

De acordo com o IBAMA 2008, a exploração desordenada tem levado a fauna


brasileira a um processo de extinção de espécies intenso, seja pelo avanço da
fronteira agrícola, seja pela caça esportiva, de subsistência ou com fins
econômicos, como a venda de peles e animais vivos. Este processo vem
crescendo nas últimas duas décadas, à medida que a população cresce e os
índices de pobreza aumentam. O Brasil possui mais de 208 espécies na Lista
Oficial de animais ameaçados de extinção e dez novas espécies serão adicionadas
em breve.

A lista nacional das espécies da fauna brasileira ameaçadas de extinção é um


instrumento de conservação da biodiversidade do governo brasileiro, onde são
apontadas as espécies que, de alguma forma, estão ameaçadas quanto à sua
existência.

Em nível de Brasil, segundo o Ministério do Meio Ambiente, 2008, no Bioma Mata


Atlântica, há um total de 269 espécies ameaçadas de extinção.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 193


Figura 124: Mapa com indicação do número de espécies ameaçadas por bioma.

Já no que tange as espécies em nível de unidades federativas, vemos o estado


Santa Catarina com um total de 46 espécies de mamíferos com o status de
vulnerável a extinção.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 194


Figura 125: Mapa por unidade federativa de espécies vulneráveis a extinção.

A Lei de Fauna, Lei 5.197/67 proporcionou medidas de proteção e, com o advento


da Constituição Brasileira de 1988, o protecionismo à fauna ficou bastante
fortalecido tendo em vista o teor do seu Art. 225, assim descrito: "Proteger a fauna
e a flora, vedadas, na forma da Lei, as práticas que coloquem em risco sua função
ecológica, provoquem a extinção das espécies ou submetam os animais a
crueldade".

Esta Lei elimina a caça profissional e o comércio deliberado de espécies da fauna


brasileira. Por outro lado, faculta a prática da caça amadorista, considerada como
uma estratégia de manejo e, sobretudo estimula a construção de criadouros
destinados à criação de animais silvestres para fins econômicos e industriais.

Espécies ameaçadas de extinção encontradas localmente

Abaixo são divulgadas as espécies ameaçadas de extinção, de acordo com as


listagens oficiais divulgadas pelo IBAMA / MMA em 2003 (nacional) e pelos
respectivos estados do Sul do país, além da lista desenvolvida pela IUCN.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 195


De acordo com as listas citadas anteriormente, obtivemos o registro de cinco
espécies sob alguma forma de ameaça de extinção, sendo que para o estado de
Santa Catarina, nenhuma das espécies relacionadas encontra-se sob alguma
categoria de ameaça.

No que diz respeito à lista oficial do MMA, também não se tem nenhuma espécie
mencionada.

Já de acordo com a lista oficial do estado do Rio Grande do Sul, as cinco espécies
estão listadas sob alguma forma de ameaça.

Por sua vez, a lista da IUCN retrata todas as espécies enquadradas com as
categorias pouco preocupantes ou com dados insuficientes.

Todas as demais espécies citadas no estudo, não correm riscos de extinção de


acordo com as listas consultadas, sendo que algumas das espécies registradas no
local possuem ampla distribuição geográfica e grande valência ecológica, podendo
ser encontrados em locais com as mais diversas formações vegetais, inclusive
áreas degradadas.

A seguir tem-se a tabela das espécies ameaçadas de extinção encontradas nas


áreas de estudos do empreendimento e seu respectivo nível de ameaça segundo
as diferentes listagens.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 196


Tabela 58: Relação de espécies de mamíferos não voadores ameaçados de extinção encontrados na área do empreendimento de acordo com
IUCN, 2011, IBAMA / MMA, 2003 e listagens oficiais dos três estados do sul do país.
Ameaças
Ordem Família Espécies Vernáculo Campanhas
IBAMA SC PR RS IUCN
Procyonidae Nasua nasua Quati 1ª, 2ª, 3ª,4ª Vu LC
Carnivora
Mustelidae Lontra longicaudis Lontra 1ª, 2ª, 3ª,4ª Vu DD
Rodentia Dasyproctidae Dasyprocta azarae Cutia 1ª, 2ª,4ª Vu DD
Artiodactyla Cervidae Mazama sp* Veado 1ª, 2ª, 3ª,4ª DD Vu LC
Edentata Myrmecophagidae Tamandua tetradactyla Tamanduá-mirim 1ª, 2ª,4ª Vu LC
TOTAL DE ESPÉCIES AMEAÇADAS DE EXTINÇÃO EM SANTA CATARINA 0
TOTAL DE ESPÉCIES AMEAÇADAS DE EXTINÇÃO REGISTRADAS 5
Quanto ao status de ameaça:
Vu: Vulnerável, CR: Criticamente em Perigo, EN: Em Perigo, PE: Provavelmente Extinta, RE: Regionalmente Extinto, NT: Espécies quase
Ameaçadas, DD: Dados Insuficientes, – LC: menor preocupação.
NOTA
* possivelmente trata-se de Mazama gouazoubira a espécie registrada.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental

197
3.6.1.8.2 Mamíferos Voadores

Atualmente, a biodiversidade está ameaçada por um conjunto de causas que


podem levar a perda de várias espécies. As modificações propiciadas pela
crescente urbanização resultam geralmente em redução significativa da
diversidade original (ESBÉRARD, 2003).

Em relação aos morcegos, alguns remanescentes florestais ainda abrigam


diversas espécies, no entanto, a riqueza de espécies está fortemente associada
com o tamanho do fragmento (ESTRADA & COATES-ESTRADA, 2001).

A Ordem Quiróptera compreende o segundo maior grupo de mamíferos. De acordo


com as revisões mais recentes, ela é constituída por 1.120 espécies, com 202
gêneros pertencentes a 18 famílias, de duas subordens: Megaquiroptera, que
contém apenas a família Pteropodidae, e a subordem Microquiroptera, com as
famílias restantes (SIMMONS, 2005).

Nas Américas são conhecidas mais de 300 espécies, distribuídas em 10 das 17


famílias da subordem Microquiroptera, sendo Antrozoidae, Furipteridae,
Mormoopidae, Natalidae, Noctilionidae, Phyllostomidae e Thyropteridae endêmicas
do Novo Mundo e Emballonuridae, Molossidae e Vespertilionidae de ocorrência
também no Velho Mundo, Austrália e adjacências (REDFORD & EISENBERG,
1999).

Morcegos correspondem a uma ordem de mamíferos que, no Brasil está


representada por 140 espécies, algo entre 1/3 e 1/4 de todas as espécies de
mamíferos brasileiros. Por ser um grupo tão especioso, de taxonomia e distribuição
de espécies relativamente bem conhecida, morcegos se prestam muito bem a
análises a respeito das condições de conservação das áreas naturais (MARINHO-
FILHO, 1996).

Quirópteros são, em geral, animais de distribuições amplas associadas a sua


grande capacidade de deslocamento, o que resulta em níveis relativamente baixos
de endemismo, comparado com outros grupos de mamíferos e de outros animais
terrestres. Entretanto, é importante mencionar que o número aparentemente
pequeno de quatro espécies endêmicas da porção de Floresta Atlântica do sul e

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 198


sudeste do Brasil, representa 4/5 do total de espécies endêmicas de todo o bioma e
1
/4 de todas as espécies de morcegos endêmicas do Brasil (MARINHO-FILHO,
1996).

Sua notável diversidade de formas, adaptações morfológicas e hábitos alimentares,


permitem a utilização dos mais variados nichos, em complexa relação de
interdependência com o meio (FENTON et al. 1992; PEDRO et al. 1995).

À medida que partilham os recursos, em especial os alimentares, os quirópteros


influenciam a dinâmica dos ecossistemas naturais, agindo como dispersores de
sementes, polinizadores e reguladores de populações animais (VAN DER PIJL,
1957; GOODWIN & GREENHALL, 1961).

No Estado de Santa Catarina, a pesquisa com morcegos pode ser considerada


uma ciência jovem. Os poucos estudos sobre a composição e distribuição da fauna
de morcegos disponíveis estão restritos a região litorânea catarinense, revelando
que ainda existe muito a ser pesquisado nas demais regiões do Estado. Dentre os
trabalhos sistemáticos mais abrangentes relacionados a quirópteros no Estado,
destacam-se AZEVEDO et al. (1982), CIMARDI (1996) e CHEREM et al. (2004). O
último registra 60 espécies agrupadas em cinco famílias para o Estado.

Em decorrência da falta de estudos mais detalhados sobre a quirópterofauna da


região oeste do Estado, tornam-se escassas as informações sobre muitas espécies
de morcegos. Os estudos preliminares realizados na região oeste da Floresta
Atlântica (l.s.) do Estado de Santa Catarina, não apresentam conformidade
compatível com o número real das espécies estimadas para este conjunto
vegetacional característico, havendo divergências significativas entre o grande
número de espécies estimadas para esta formação, com as poucas informações
conhecidas regionalmente.

Diante da grande diversidade de espécies de morcegos e da escassez de estudos


em boa parte das regiões brasileiras, constata-se a necessidade urgente de suprir
esta deficiência, principalmente incentivando-se os estudos relativos à história
natural das espécies (PEDRO, 1998).

3.6.1.8.2.1Materiais e Métodos

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 199


Para a captura dos morcegos foram utilizadas redes de neblina (mist nets) de
tamanho (12 x 2,5 m) com malhas de nylon (cor preta) de 38 mm dispostas em
locais de possível passagem dos animais, como em estradas e próximos a árvores
frutíferas.

Quanto aos procedimentos de instalação das redes, essas, foram fixadas em varas
com auxílio de cordas. A abertura das redes ocorreu ao entardecer, sendo
revisadas em intervalos de 20 a 30 minutos, e fechadas após 3 horas de
exposição, devido a maior produtividade concentrar-se nas primeiras horas após o
pôr-do-sol, com a taxa de captura declinando de três a seis horas após (JONES et
al. 1996; MARINHO-FILHO & SAZIMA, 1989; PEDRO & TADDEI, 2002; AGUIAR &
MARINHO-FILHO, 2004).

Obtenção de Dados Primários

 Captura em redes mist nets (redes de neblina);

 Registro de animais mortos;

 Registro de espécies através de vestígios;

 Busca direta com procura visual e auditiva.

Obtenção de Dados Secundários

 Levantamento bibliográfico de dados.

Pontos de instalação das redes de neblina

A tabela abaixo indica os locais onde houve a instalação das redes de neblina para
captura de quirópteros.

Salienta-se que as redes serviram tanto para a captura de quirópteros quanto de


aves.

Tabela 59: Características gerais dos pontos de estudo da quirópterofauna.


Coordenadas geográficas
Ponto Localização Características
Latitude Longitude

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 200


Área aberta com presença de
fragmentos florestais em seu
Montante
RD-01 27°29'54.17"S 49° 3'20.47"O entorno; estradas de acesso;
reservatório
edificações diversas e a calha do
rio.
Borda de fragmento florestal em
RD-02 27°29'57.67"S 49° 2'21.87"O Reservatório estrada que dá acesso ao
barramento.
Borda de fragmento florestal e
da calha do rio. Presença de
RD-03 27°29'48.77"S 49° 1'4.19"O Vazão reduzida
estrada de acesso e edificações
diversas.
Borda de fragmento florestal e
Jusante casa de da calha do rio. Presença de
RD-04 27°29'18.68"S 49° 0'9.64"O
força estrada de acesso e edificações
diversas.

A figura a seguir representa os locais onde foram instaladas as redes de neblina.

Figura 126: Vista do local das instalações das redes mist nets 01 e 02. Fonte Google Earth,
2011.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 201


Figura 127: Vista do local das instalações das redes mist nets 01 e 02. Fonte Google Earth,
2011.

3.6.1.8.2.2Identificação dos Espécimes Coletados

A identificação das espécies foi seguida aos critérios de GOODWIN &


GREENHALL (1961), VIZOTTO & TADDEI (1973), GONZALES (1989), BREDT et
al. (2002), BARQUEZ et al. (1993) SIMMONS & VOSS (1998) e LIM &
ENGSTROM (2001). Para a identificação das espécies de Myotis Kaup, 1829, será
utilizado LAVAL (1973) e TADDEI et al. (1998) e RUI et al. (1999) para Artibeus
Leach, 1821. Para a família Molossidae segue GREGORIN & TADDEI (2002). O
ordenamento taxonômico adotado será o proposto por KOOPMAN (1993).

3.6.1.8.2.3Resultados Obtidos e Discussões

Nas campanhas de coleta realizadas na ADA e AID da PCH Santa Ana foram
capturadas e identificadas as seguintes espécies:

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 202


Tabela 60: Caracterisitcas das espécies registradas.

Família Espécie Nome comum Ambiente Dieta * Sociab. Abundância * Atividade


Desmodus rotundus Morcego-vampiro Ab, Fi, Fa Hematófago Grupos Comum Noite
Artibeus lituratus Morcego-fruteiro Ab, Fi, Fa Frugívoro Grupos Muito comum Noite
Phyllostomidae
Sturnira lilium Morcego-fruteiro Ab, Fi, Fa Frugívoro Grupos Muito comum Noite
Carollia Morcego Fi, Fa Frug / nectar Peq grupos Comum Noite
Al = áreas alagadas; Ab = áreas abertas; Fi = floresta em estágio inicial; Fa = floresta em estágio médio ou avançado.

* De acordo com Emmons, 1997.

Tabela 61: Espécies registradas e números de capturas.

Família Espécie Nome comum 1ª Est 2ª Est 3ª Est 4ª Est


Desmodus rotundus Morcego-vampiro E E, 2 E E
Artibeus lituratus Morcego-fruteiro 4 2 3 3
Phyllostomidae
Sturnira lilium Morcego-fruteiro 11 8 9 6
Carollia perspicillata Morcego -- 3 1 2
TOTAL DE EXEMPLARES CAPTURADOS POR ESTUDO 15 15 14 11
TOTAL DE ESPÉCIES REGISTRADAS POR ESTUDO 3 4 4 4
TOTAL DE ESPÉCIES REGISTRADAS 4

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental

203
A riqueza de espécies de morcegos, assim como, da grande maioria dos animais,
está associada com a média da área dos fragmentos florestais; e o número de
espécies declina progressivamente com a diminuição do tamanho da floresta. Ainda,
sabe-se que longe da poluição, com boa qualidade de água e grande disponibilidade
de recursos, a riqueza de espécies aumenta (ESTRADA & COATES-ESTRADA,
2001).

O uso das redes de neblina também deve de ser considerado como um fator seletivo
relevante, uma vez que, determinadas famílias de morcegos, como os Molossídeos,
utilizam o dossel da floresta para forrageamento, dificultado com este método
amostral, a captura de determinadas espécies.

Uma característica que influencia na captura de espécies de morcegos é a fase


lunar, pois segundo MORRINSON (1978), a intensidade luminosa do luar interfere
diretamente na atividade dos morcegos.

3.6.1.8.2.4Representação Gráfica

Número de indivíduos X números de espécies

O gráfico a seguir visa resumir quantitativamente os registros de quirópteros


coletados durante as campanhas amostrais.

A espécie que mais contribuiu para o número de exemplares em todas as


amostragens é Sturnira lilium, visto o fato de ser um quiróptero comum, adaptado a
ecossistemas alterados e urbanização, bem como a diversidade de alimentos
(frugívoro).

Durante a quarta amostragem 06 indivíduos desta espécie foram capturados, 03 da


espécie Artibeus lituratus e 02 da espécie Carollia perspicillata.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 204


Gráfico 21: Total de exemplares capturados e espécies registradas atraves de capturas nas
redes mist nets dispostas nos locais de estudos durante as respectivas amostragens.

Curva do coletor

A curva do coletor visa apresentar o desempenho da amostragem ao longo dos


períodos de coleta, no que diz respeito à quantidade de espécies que vão sendo
registradas ao longo do tempo. A entrada de espécies novas no levantamento faz
com que a curva do coletor assuma um comportamento crescente, enquanto que a
cessação no número de espécies novas registradas faz com que a curva permaneça
estável horizontalmente.

A curva parte nos primeiros dias do 1º estudo com 02 espécies, e estabiliza-se com
04 espécies registradas até o momento. A tendência da curva é continuar estável,
porém não descarta-se alterações com a inclusão de novas espécies que venham a
ser registradas em estudos futuros.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 205


Gráfico 22: Curva do coletor para a mastofauna voadora.

3.6.1.8.2.5Registros Fotográficos

A seguir será apresentado o registro fotográfico de alguns exemplares da


mastofauna voadora no atual estudo. A descrição individual de cada espécie pode
ser vista nos estudos anteriores a este.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 206


Figura 128: Exemplar de Desmodus rotundus.

Figura 129: Exemplar de Carollia perspicillata.

3.6.1.8.2.6Espécies Ameaçadas de Extinção

Dentre as espécies amostradas durante os levantamentos realizados ao longo da


Área de Influência Direta do empreendimento, não se registrou nenhuma espécie de
mamífero voador ameaçada de extinção.

3.6.1.9 Herpetofauna

O Brasil é o líder mundial em diversidade de anfíbios, com 765 espécies, a maioria


descrita nos últimos 40 anos. (SILVANO & SEGALLA, 2005).

Anfíbios e répteis formam um grupo bastante representativo em quase todas as


comunidades terrestres, sendo atualmente conhecidas cerca de 6.000 espécies de
anfíbios (FROST, 2006) e mais de 8.000 espécies de répteis (UETZ et al., 1995).
Mais de 80% da diversidade de espécies encontra-se na região tropical (POUGH et

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 207


al., 1998), mas seus ambientes de ocorrência vêm sendo destruídos rapidamente
por ações antrópicas.

Especialmente para os anfíbios, desde o início da década de 90 existe um aumento


no registro de declínios e extinções em populações de várias regiões do mundo a
cada ano (e.g. BLAUSTEIN & WAKE, 1990; HOULAHAN et al., 2000; KIESECKER
et al. 2001).

No Brasil, pouco se conhece a respeito das outras causas de declínio dos anfíbios
observadas mundialmente, como os efeitos dos pesticidas, doenças infecciosas,
mudanças climáticas, espécies invasoras ou comércio de animais silvestres,
(SILVANO & SEGALLA, 2005).

Entretanto, estes declínios estão geralmente associados a modificações dos


habitats, mas também à chuva ácida, aumento na radiação ultravioleta, poluentes
químicos (e.g., pesticidas), patógenos, introdução de espécies exóticas, alterações
climáticas em geral, além de flutuações naturais das populações (e.g., POUGH et
al., 1998; BLAUSTEIN et al., 2003).

Citando outro autor, a principal causa desses declínios é, seguramente, a destruição


dos habitats, mas as doenças infecciosas, como a causada pelo fungo quitrídeo, são
também significativas (YOUNG et al., 2004).

Os resultados da GAA demonstram que, como grupo, os anfíbios estão muito mais
ameaçados que as aves ou os mamíferos (STUART et al., 2004).

No Brasil, poucos casos de declínio de anfíbios foram publicados até o momento


(HEYER et al., 1988; WEYGOLDT, 1989; BERTOLUCI & HEYER, 1995; GUIX et al.,
1998; POMBAL & HADDAD, 1999; IZECKSOHN & CARVALHO e SILVA, 2001;
ETEROVICK et al., 2005), apesar de existirem relatos informais sobre muitas
espécies antes abundantes e que hoje são dificilmente encontradas.

O declínio de populações de anfíbios no Brasil é pobremente documentado e pouco


compreendido. Isto se deve, principalmente, à falta de conhecimento sobre a
biologia das espécies, falta de estudos de monitoramento em longo prazo,
associados à grande extensão territorial do país, diversidade de ambientes e alta
riqueza de espécies de anfíbios.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 208


A maior parte dos relatos de declínio provém da Mata Atlântica, um dos hotspots
mundiais de biodiversidade (MYERS et al., 2000).

Para algumas espécies de répteis, o desaparecimento ou diminuição de populações


também têm sido registrado em algumas áreas (SILVANO et al., 2003). De um modo
geral, a destruição, a fragmentação e a alteração de habitat vêm sendo apontadas
como as principais causas de declínios e extinções tanto de anfíbios quanto de
répteis.

O desenvolvimento urbano degrada e fragmenta habitat naturais, limitando a


dispersão e alterando as condições climáticas locais, além de favorecer as espécies
exóticas (KOENIG et al., 2002). Anfíbios são particularmente suscetíveis à
urbanização devido à necessidade de água em seu ciclo vital (JANSEN et al., 2001).
Para tanto, fazem-se necessários programas de monitoramento a longo prazo
(WILSON & MARET, 2002) e conhecimento do comportamento e ecologia das
populações de anuros (HODGKISON & HERO, 2001).

Pechmann et al. (1991) cita também que algumas populações de anfíbios podem
apresentar flutuações naturais, dificultando a percepção dos impactos antrópicos.

Devido a apresentarem baixa mobilidade, restrições fisiológicas e especificidade de


habitat, anfíbios e répteis se destacam como indicadores ambientais em estudos de
monitoramento de possíveis impactos gerados a partir de atividades antrópicas. Os
anfíbios, por apresentarem um complexo ciclo de vida (larvas utilizam habitats
diferentes dos adultos), pela grande diversidade de modos reprodutivos e por
possuem a pele altamente permeável (DUELLMANN & TRUEB, 1994).

No Brasil, tanto o conhecimento do status taxonômico quanto a história natural da


maioria das espécies de répteis e anfíbios é bastante fragmentário, sendo ainda
raros os estudos de longo prazo (BRASILEIRO, 2004) e muito comum a descrição
de novas espécies. No bioma da Floresta Atlântica, o conhecimento ainda não é
suficiente, mesmo em regiões mais estudadas, como o sudeste do Brasil.

No Estado de Santa Catarina, poucos estudos fortuitos foram realizados até o


momento, sendo a maioria de caráter exclusivamente taxonômico (e.g. GARCIA,
1996, GARCIA & VINCIPROVA, 1998; GARCIA et al., 2003).

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 209


3.6.1.9.1 Anfíbios

A Classe Amphibia inclui as cecílias (Ordem Gymnophiona), as salamandras (Ordem


Caudata) e os sapos, rãs e pererecas (Ordem Anura). Embora existam variações na
forma do corpo e nos órgãos de locomoção, pode-se dizer que a maioria dos
anfíbios atuais têm uma pequena variabilidade no padrão geral de organização do
corpo.

O nome anfíbio indica apropriadamente que a maioria das espécies vive


parcialmente na água, parcialmente na terra, constituindo-se no primeiro grupo de
cordados a viver fora da água. Entre as adaptações que permitiram a vida terrestre
incluem pulmões, pernas e órgãos dos sentidos que podem funcionar tanto na água
como no ar. Dos animais adaptados ao meio terrestre, os anfíbios são os mais
dependentes da água. Foram os primeiros a apresentar esqueleto forte e
musculatura capaz de sustentá-los fora d'água.

Sua pele é bastante fina e para evitar o ressecamento provocado pela exposição ao
sol, possui muitas glândulas mucosas. Estas liberam um muco que mantém a
superfície do corpo úmida e lisa, diminuindo o atrito entre a água e o corpo durante o
mergulho.

A epiderme também possui pouca quantidade de queratina, uma proteína básica


para a formação de escamas, placas córneas, unhas e garras. A ausência destas
estruturas os torna frágeis em relação à perda de água e também quanto à sua
defesa de predadores. Por isso, alguns anfíbios desenvolveram glândulas que
expelem veneno quando comprimidas.

A respiração dos anfíbios pode ocorrer através de brânquias e da pele (na fase
larval e aquática) e de pulmões quando adultos e terrestres.

São ectotérmicos, ou seja, a temperatura do corpo varia de acordo com a


temperatura do ambiente. Por isso, em épocas frias ou muito secas, muitas espécies
enterram-se sob o solo aí permanecendo até a época mais quente e chuvosa. Este
comportamento, em muitos locais do Brasil, deu origem à lenda de que os sapos
caem do céu, pois, com a umidade provocada pelas chuvas, os anfíbios saltam das
covas onde estavam em estado de dormência, para a atividade.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 210


Também dependem da água para se reproduzirem: a fecundação ocorre fora do
corpo da fêmea e o gameta masculino necessita do meio aquoso para se locomover
até o óvulo da fêmea. Esta dependência ocorre também porque os ovos não
possuem proteção contra a radiação solar e choques mecânicos. O desenvolvimento
da larva é indireto, ou seja, a larva após a eclosão do ovo passa por várias
transformações até atingir a forma adulta, como acontece com o girino.

A maioria das espécies de anfíbios apresenta hábitos alimentares insetívoros,


sendo, portanto, vertebrados controladores de pragas. Muitas espécies, sensíveis a
alterações ambientais (desmatamento, aumento de temperatura ou poluição) são
consideradas excelentes bioindicadores. A diminuição de certas populações tem
sido atribuída a alterações globais de clima e para certos biomas do Brasil, como a
Mata Atlântica, os declínios populacionais ou mesmo extinção de anfíbios têm sido
atribuídos ao desmatamento.

Algumas espécies, como a Perereca-de-folhagem (Phyllomedusa bicolor) e o


sapinho pingo-de-ouro (Brachycephalus ephipium) têm sido alvo de estudos
bioquímicos e farmacológicos, para isolamento de substâncias com possíveis usos
medicinais. Estes são apenas dois exemplos de uso potencial de anfíbios, que têm
despertado interesse científico e comercial internacional e gerado problemas de
"pirataria biológica" devido à falta de uma política clara sobre o uso da
biodiversidade do Brasil1.

3.6.1.9.1.1Materiais e Métodos

As atividades de campo foram realizadas na área de abrangência da PCH Santa


Ana onde inclui áreas representativas de mata nativa e em seus entornos áreas de
cultivo agrícola.

A procura foi realizada em sítios propícios à reprodução dos anuros (poças,


banhados, córregos e charcos), localizados no interior de mata nativa, em áreas
abertas e terrenos alagadiços.

Os pontos amostrais foram escolhidos ao longo dos percursos, consistindo em locais


como córregos e banhados, áreas mais úmidas, possíveis habitats para os anuros. E
1
Fonte: www.vivaterra.org.br

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 211


para os répteis locais mais abertos, com vegetação rasteira ou em trilhas na mata
fechada.

Foi empregada a metodologia de busca ativa com procura visual durante o período
noturno (principalmente, onde a maioria dos anfíbios tem seu período de maior
atividade) e diurno. Para o período noturno, além de lanternas para a procura direta,
foram utilizados gravadores de sons com microfone direcional, fazendo assim o
registro de sua vocalização e identificação posterior.

A busca ativa com procura visual é um método bastante versátil e generalista de


detecção e coleta de vertebrados em campo (CRUMP & SCOTT JR., 1994). A
detecção dos animais pode se dar não apenas por visualização direta, mas também
por evidências indiretas, tais como registros sonoros (procura auditiva) ou registros
de larvas (girinos), bastante utilizados na procura por anfíbios.

Foram utilizadas lanternas de cabeça e lanternas comuns, para melhor exploração


visual no período noturno e gravadores de sons. A identificação ocorreu no mesmo
local, sendo que as espécies que não foram possíveis de identificação, estes foram
coletados e levados a laboratório. As demais espécies foram fotografadas e soltas
no ambiente logo após.

A metodologia para identificação seguiu os critérios de HADDAD, 2008, CHEREM &


KAMMERS, 2008, MARQUES et al, 2001 e TOLEDO et al, 2007.

Obtenção de Dados Primários

 Registro de animais mortos;

 Registro de espécies através de vestígios;

 Busca auditiva com procura visual e auditiva.

Obtenção de Dados Secundários

 Entrevista com moradores;

 Levantamento bibliográfico de dados.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 212


Pontos específicos de observação e procura de anfíbios

Com vistas à investigação da anurofauna foram observados pontos onde havia a


possibilidade de ocorrência de anfíbios, tais como:

 Depósitos de águas naturais e artificiais;

 Riachos;

 Valas contendo águas localizadas em bordas de mata;

 Bordas de estradas com áreas umedecidas em bordas de matas e riachos;

 Bordas de mata;

 Margem do reservatório / rio;

 Banhados na área de influência direta;

 Poças formadas no trecho de vazão reduzida.

Caracterização fotográfica dos principais locais estudados

A seguir, apresenta-se um breve relatório fotográfico de alguns dos principais locais


amostrados ilustrando as características mais marcantes de cada área.

Além de tais pontos, locais onde havia a possibilidade de ser habitat / sítios
reprodutivos de anfíbios, tais como áreas úmidas localizadas no entorno do
reservatório, sob troncos podres, pedras, bordas do lago, etc., foram vistoriadas a
fim de quantificar e qualificar os dados obtidos no estudo.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 213


Figura 130: Depósitos artificiais de água no entorno do empreendimento.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 214


Figura 131: Depósitos artificiais de água no entorno do empreendimento.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 215


Figura 132: Rio Engano e entornos, sendo alvo de buscas e escutas de anfíbios.

3.6.1.9.1.2 Resultados Obtidos

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 216


Durante os estudos realizados no empreendimento da PCH Santa Ana, até o
momento, 19 espécies de anfíbios foram registradas.

A tabela a seguir apresenta as espécies registradas.


Tabela 62: Espécies registradas por campanha de amostragem.

Família Espécie Nome Comum 1º Camp. 2ª Camp. 3ª Camp. 4ª Camp

--- V V RV
Rhinella abei Sapo cururuzinho
Bufonidae
V, RV V, RV, E RV, V, E RV,V,E
Rhinella ictérica Sapo cururu
V V V ---
Adenomera nana Rãzinha piadeira
Leptodactylidae Leptodactylus fuscus --- V V RV,V

V, RV RV, V RV, V RV,V
Leptodactylus latrans Rã manteiga
V, RV, E V, RV, E RV, V, E RV,V,E
Hypsiboas faber Sapo Ferreiro
Hypsiboas RV,V
--- V RV, V
albopunctatus Perereca cabrinha
Perereca de RV,V
--- V RV, V
Hypsiboas bischoffi bischoffi
Dendropsophus RV,V
--- RV, V RV, V
microps Pererequinha
Hylidae Dendropsophus RV,V
V, RV RV, V RV, V
minutus Pererequinha-brejo
V V V ---
Scinax alter Perereca do litoral
V V V ---
Scinax catharinae Perereca
--- V RV, V RV,V
Scinax berthae Perereca
V, RV RV, V RV, V RV,V
Scinax fuscovarius Perereca
Microhylidae V V RV, V RV,V
Elachistocleis ovalis Sapo guarda
--- V V RV,V
Physalaemus nanus Rãzinha-do-folhiço
Leiuperidae V RV, V RV, V RV,V
Physalaemus cuvieri Rã cachorro
V V RV, V RV,V
Physalaemus gracilis Rã chorona
Lithobates RV,V,E
Ranidae V, E RV, V, E RV, V, E
catesbeianus Rã-touro
12 19 19 16
TOTAL DE ESPÉCIES REGISTRADAS POR AMOSTRAGEM
TOTAL DE ESPÉCIES REGISTRADAS NO ESTUDO 19
RV – Registro visual, avistamentos e ou fotográficos; E – entrevista; V – vocalização.

3.6.1.9.1.3Registro Fotográfico

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 217


A seguir será apresentado o registro fotográfico de alguns exemplares da
anurofauna no atual estudo. A descrição individual de cada espécie pode ser vista
nos estudos anteriores a este.

Figura 133: Exemplar de Rhinella abei (sapo cururuzinho).

Figura 134: Exemplar de Rhinella icterica (sapo cururu).

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 218


Figura 135: Exemplares de Leptodactylus latrans, (rã manteiga).

Figura 136: Exemplar de Hypsiboas faber (sapo ferreiro).

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 219


Figura 137: Exemplar de Hypsiboas bischoffi (pererequinha).

Figura 138: Exemplar de Dendropsophus microps (pererequinha).

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 220


Figura 139: Exemplar de Physalaemus gracilis (Rã-chorona).

3.6.1.9.1.4Espécies ameaçadas de Extinção

As políticas de conservação brasileiras incluem importantes instrumentos legais


como as listas de espécies ameaçadas e a seleção de áreas prioritárias para a
conservação em todos os biomas brasileiros. Apesar de existir pouca informação
sobre distribuição geográfica, história natural e ecologia da grande maioria das
espécies já conhecidas, inúmeros estudos regionais importantes, visando à
conservação dos anfíbios, estão sendo realizados.

O MMA - Ministério do Meio Ambiente e o IBAMA - Instituto Brasileiro do Meio


Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis divulgaram a nova Lista de Espécies
da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção. A nova "lista vermelha", com quase
400 animais, foi elaborada em parceria com Fundação Biodiversitas, Sociedade
Brasileira de Zoologia, organizações não-governamentais - Conservation
Internacional e Terra Brasilis e instituições de ensino superior.

De acordo com a Secretaria de Biodiversidade e Florestas do MMA, a lista da  fauna


ameaçada é um instrumento de conservação da biodiversidade para o governo
brasileiro, onde são apontadas as espécies que, de alguma forma, têm  sua
existência em risco.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 221


Segundo levantamento da CI-Brasil - Conservation International do Brasil, a maior
parte das espécies brasileiras ameaçadas de extinção, presentes da lista divulgada
pelo Ministério do Meio Ambiente, habitam a Mata Atlântica. Do total de 265
espécies de vertebrados ameaçados, 185 ocorrem nesse bioma (69,8%), sendo 100
(37,7%) deles endêmicos, ou seja, só ocorrem ali.

Espécies ameaçadas de extinção encontradas localmente

Neste estudo, levou-se em consideração cinco listagens oficiais descritas uma para
cada um dos três estados do sul do país, uma nacional descrita pelo MMA e outra
mundial, descrita pela IUCN Red List.

Salienta-se que das espécies registradas na área de influência direta do


empreendimento, nenhuma destas, encontra-se ameaçada de extinção, visto que as
mesmas são de comum ocorrência em grande parte do estado catarinense,
ocupando os mais diferentes micro habitat.

3.6.1.9.2 Répteis

Segundo Pough et al (2003) o agrupamento de serpentes, lagartos e anfisbenas


(Squamata), jacarés e crocodilos (Crocodylia) e quelônios (Testudines) dentro de
répteis consiste numa estrutura taxonômica artificial. No entanto, Cherem &
Kammers (2008) citam que similaridades estruturais e ecológicas entre seus
componentes, como a pele recoberta por escama e a ectotermia, fazem com que
estes grupos de animais sejam abordados em conjunto, como no caso dos estudos
de monitoramento de fauna.

Ainda segundo Pough et al (2003) atualmente são conhecidas cerca de 7.150


espécies de répteis no mundo, sendo que, dentro dos répteis escamados, são
conhecidas mais de 4.000 espécies de lagartos, 2.700 de serpentes, e 140 de
anfisbenas. São conhecidas ainda 260 espécies de quelônios, 22 de crocodilianos, e
2 de tuatara.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 222


No Brasil, de acordo com (SBH, 2005) são conhecidas 641 espécies de répteis,
número que pode ser consideravelmente acrescido com revisões de ordem
taxonômica e realização de estudos em áreas pouco exploradas.

Para a região sul do Brasil há estudos recentes sobre a diversidade da fauna de


répteis, principalmente sobre serpentes, sendo que entre eles podemos citar: Morato
(1995), Cechin (1999), Di-Bernardo (1999), e Lema (2002). Entretanto, segundo
Cherem & Kammers (2008) os padrões de diversidade do grupo na região ainda são
pouco compreendidos, tanto em nível de localidades quanto em nível de formações
vegetais.

3.6.1.9.2.1Materiais e Métodos

Com vistas à realização da amostragem da fauna de répteis das áreas de influência


direta do empreendimento, foram utilizadas diferentes metodologias, o que
enriquece os dados e explicita a realidade local.

As metodologias utilizadas na amostragem foram:

Obtenção de Dados Primários

 Captura através de armadilhas tomahawk;

 Registro através de armadilha fotográfica;

 Registro de animais mortos;

 Registro de espécies através de vestígios;

 Busca auditiva com procura visual.

Obtenção de Dados Secundários

 Entrevista com moradores;

 Levantamento bibliográfico de dados.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 223


O levantamento bibliográfico deu-se através de consulta à literatura científica e
técnica sobre os répteis com ocorrência para a região de estudos.

Algumas entrevistas foram realizadas, durante a primeira e quarta amostragens,


com moradores na área da inserção do empreendimento em uma abordagem com
vistas a avaliar o conhecimento local sobre o grupo dos répteis. Muitas vezes
algumas espécies são bem conhecidas pela população, em função de suas
características peculiares, entretanto devido a semelhanças morfológicas entre
exemplares de determinadas espécies, os dados obtidos nas entrevistas foram
avaliados criteriosamente. Nos casos em que as espécies puderam ser confirmadas
por meio de entrevistas na primeira coleta, estes dados foram para o registro de
espécies de répteis que ocorrem na região.

Com relação à metodologia de busca ativa com procura visual, a mesma foi aplicada
durante todo o período do dia (matutino, vespertino e noturno). A busca ativa com
procura visual é um método bastante versátil e generalista de detecção e coleta de
vertebrados em campo (CRUMP & SCOTT JR., 1994).

A maior parte dos registros de répteis dá-se no período diurno, momento em que os
espécimes estão termoregulando a temperatura de seus corpos, ou mesmo em
atividade de forrageamento.

No decorrer das atividades de campo foram desenvolvidos transectos lineares nos


pontos de amostragem da fauna pré-definidos e também procura aleatória dentro
desses ambientes. Os ambientes estudados foram esquadrinhados visualmente e a
procura direcionada para possíveis refúgios como buracos, embaixo de troncos, em
áreas pedregosas e também áreas alagadiças.

Além disso, os trechos utilizados no deslocamento entre os diferentes pontos de


amostragem foram percorridos de automóvel em baixa velocidade (30 Km/h) de
modo a registrar os possíveis animais atropelados ou que encontravam-se cruzando
a via.

De acordo com SAZIMA & HADDAD (1992) o encontro de répteis muitas vezes é
fortuito durante as atividades de campo e as atividades planejadas nem sempre dão
resultado proporcional ao esforço dispendido.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 224


A identificação dos espécimes foi realizada e/ou registrada com auxílio de
bibliografia especializada, seguindo-se MARQUES et al, 2001; DEIQUES et al, 2007;
BORGES, 2001 e SBH, 2011.

3.6.1.9.2.2 Resultados Obtidos

A tabela a seguir apresenta os dados obtidos no decorrer do estudo realizado na


área de influência direta da PCH Santa Ana, onde foram registradas 9 diferentes
espécies, pertencentes a 6 Famílias de répteis.

Tabela 63: Espécies registradas no empreendimento PCH Santa Ana.

Família Espécie Nome comum 1ª Camp. 2ª Camp. 3ª Camp. 4ª Camp

Spilotes pullatus Caninana E E RV, E E


Colubridae Philodryas sp Cobra-cipó E RV, E E E
Liophis sp Cobra d’água E RV, E E E
Bothrops jararacussu Jararacuçu E E E E
Viperidae
Bothrops jararaca Jararaca E E RV, E RV,E
Polychridae Enyalius iheringii Camaleão E E E E
Elapidae Micrurus sp Coral verdadeira E E E E
Teiidae Salvator merianae Teiú E RV, V, E RV, V, E RV,E
Hemidactylus RV
Gekkonidae RV, E RV, E RV
mabouia Lagartixa
TOTAL DE ESPÉCIES REGISTRADAS POR ESTUDO 9 9 9 9
TOTAL DE ESPÉCIES REGISTRADAS 9
E – entrevistas, RV – registro visual, avistamentos, V – vestígios.

NOTA:

Durante a presente amostragem, foram entrevistados diversos moradores da área


de influência, sobre répteis que vivem nos arredores do empreendimento. Para tais
entrevistas, utilizaram-se bibliografias especializadas onde houve a mostra de
espécies de possível ocorrência, sendo que foram ouvidas tais pessoas e estas
relataram as características mais marcantes de cada espécie, por exemplo, locais e
períodos em que eram encontradas, cores das escamas, comprimento, espessura,
forma na qual foi encontrada (enrolada, achatada, pendurada etc.), forma da cabeça
(se triangular ou não), espessura da cauda, se já houve algum acidente ofídico com

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 225


algum conhecido ou com a própria pessoa, como foi procedido com o ferimento,
entre outras.

Para as espécies onde havia mais de uma espécie no gênero ou mais de uma
espécie de ocorrência na região, optou-se pelo registro apenas em nível de gênero.

Salienta-se que somente foram registradas as espécies passíveis de interpretação


através de entrevistas e de possível ocorrência na região.

3.6.1.9.2.3Registro Fotográfico

A seguir será apresentado o registro fotográfico de alguns exemplares da


herpetofauna - répteis no atual estudo. A descrição individual de cada espécie pode
ser vista nos estudos anteriores a este.

Figura 140: Exemplar de Bothrops jararaca (Jararaca).

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 226


Figura 141: Exemplar de Salvator merianae (lagarto teiú).

3.6.1.9.2.4Espécies Ameaçadas de Extinção

De acordo com cinco listagens de espécies ameaçadas de extinção, elaboradas


pelos três estados do sul do país, pelo MMA/IBAMA e IUCN Red List Categories and
Criteria, apenas o viperídeo Bothrops jararacussu (jararacuçu), encontra-se
relacionado à lista do estado gaúcho, na categoria ‘Em perigo’. De acordo com a
IUCN, 2011, esta mesma espécie tem o status de ‘Não Preocupante’. Já para o
estado catarinense, não é relacionada à lista.

3.6.1.9.2.5Representação dos Resultados Obtidos com a Herpetofauna

Índices de Shannon – Wiener (H’), Equitabilidade Pielou (E) e Riqueza de Margalef


(R).

Para a análise da composição da herpetofauna, em sua estrutura e diversidade,


foram estimados índices de diversidades, que são comumente utilizados nesse tipo
de censo biológico. Calculando-se o índice de Shannon – Wiener, a Equitabilidade
de Pielou e a Riqueza de Margalef, através do software DIVERS, baseado em Krebs
(1989).

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 227


Índice de Diversidade de Shannon (H')

A utilização e aplicação de índices ecológicos em estudos de monitoramento


constitui-se em uma importante ferramenta de trabalho, ao passo que permitem
realizar comparações entre situações atuais e futuras, contribuindo na verificação do
status de conservação da biodiversidade local.

Aos dados obtidos na presente campanha de monitoramento aplicou-se o Índice de


Shannon – Wiener, dado pela fórmula abaixo, e calculado através software DIVERS:

H’= ∑pi(loge pi)

Onde:

Pi: é a proporção da espécie em relação ao número total de espécimes encontrados


nos levantamentos realizados.

Figura 142: Índice de Diversidade de Shannon – H’ ao longo das amostragens.

Equitabilidade de Pielou (E)

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 228


Expressa a maneira pela qual o número de indivíduos está distribuído entre as
diferentes espécies, isto é, indica se as diferentes espécies possuem abundância
(número de indivíduos) semelhantes ou divergentes.

A equitabilidade é mais comumente expressada pelo Índice de Pielou:

H'
J' = observado
H' máximo

Onde:

 H’observado: índice de diversidade observado para a amostra / ponto.

 H’máximo: é a diversidade máxima possível que pode ser observada se todas


as espécies apresentarem igual abundância.

 H’máximo = log S

 S = número total de espécies

A equitabilidade para a área de estudo no presente monitoramento deu-se através


da utilização do software DIVERS.

Figura 143: Índice da Equitabilidade de Pielou (E) ao longo das amostragens.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 229


Riqueza de Espécies – Margalef

A riqueza de espécies foi observada constando o índice de Margalef, 1958.

Figura 144: Índice da Riqueza de Margalef (R) ao longo das amostragens.

Resumo dos índices

A tabela a seguir, visa resumir os índices calculados referentes ao levantamento da


herpetofauna.

Tabela 64: Resumo dos índices calculados referentes ao levantamento da anurofauna.


Índices 1ª coleta 2ª coleta 3ª coleta 4ª coleta
Shannon – Wiener (H’) 1,87433 2,00571 2,25751 2,46399
Riqueza Margalef (R) 1,38128 1,37926 2,37330 3,94046
Equitabilidade (E) 0,96321 0,96454 0,88014 0,88870

Tabela 65: Resumo dos índices calculados referentes ao levantamento da fauna reptiliana.
Índices 1ª coleta 2ª coleta 3ª coleta 4ª coleta
Shannon – Wiener (H’) --- 0,96027 0,98219 0,70899
Riqueza Margalef (R) --- 1,10781 1,30298 1,44270
Equitabilidade (E) --- 0,69269 0,70850 0,64435
NOTA: como houve somente registro visual de uma espécie no primeiro estudo, não são
possíveis os cálculos destes índices.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 230


Quantidade de espécies registradas

No que refere-se a quantidade de espécies deste importante grupo taxonômico, é


notório as épocas quentes do ano sendo mais expressivas em termos de número de
exemplares encontrados, bem como de espécies. O que é levado em conta pelos
pesquisadores que realizaram o presente estudo na época de outono.

Devido aos indivíduos da herpetofauna terem como característica maior


movimentação em meses mais quentes; o que mais contribui com os registros –
principalmente no caso dos répteis – são as entrevistas, onde não há a necessidade
de avistamentos diretos com exemplares. Durante o quarto estudo, registramos 16
espécies de anfíbios e 09 espécies de répteis, como observamos na tabela abaixo.

Gráfico 23: Quantidade total de espécies registrados no empreendimento PCH Santa Ana.

Curva do Coletor

A curva do coletor visa apresentar o desempenho da amostragem ao longo dos


períodos de coleta, no que diz respeito à quantidade de espécies que vão sendo
registradas ao longo do tempo. A entrada de espécies novas no levantamento faz
com que a curva do coletor assuma um comportamento crescente, enquanto que a
cessação no número de espécies novas registradas faz com que a curva permaneça
estável horizontalmente.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 231


O gráfico a seguir apresenta o desempenho da curva do coletor ao longo do
processo amostral, para os dois grupos da herpetofauna.

Gráfico 24: Curva do coletor para a herpetofauna.

Formas de contato

Durante o estudo realizado, os profissionais utilizaram-se de várias metodologias


para que registros com indivíduos componentes da herpetofauna fossem realizados.
Uma das maneiras de registro foi o método de Entrevistas, o qual não depende de
sazonalidade e intempéries. Os Registros Visuais são muito importantes para a
qualidade do estudo, porém os mesmos são pouco frequentes e dependem da
sazonalidade e da ocasião do encontro com exemplares, principalmente répteis.

Já as Vocalizações servem para a anurofauna e se tornam um método eficaz de


registro de espécies, porém tal metodologia é mais eficaz em épocas quentes do
ano, onde os anfíbios entram em seus períodos reprodutivos.

O gráfico a seguir apresenta as formas de registro da herpetofauna no estudo


realizado.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 232


Gráfico 25: Formas de contatos com as espécies nas amostragens.

Distribuição amostral por família

Quanto ao número de Famílias registradas no estudo realizado nas áreas estudadas


no empreendimento, onde consideram-se os dois grupos no gráfico a seguir, tem-se
um total de seis famílias para cada grupo de estudos (répteis e anfíbios), em ambas
as amostragens.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 233


Gráfico 26: Número total de famílias dos grupos que formam a herpetofauna.

3.6.1.9.2.6Considerações Finais

Estudos amostrais da herpetofauna, mais precisamente da anurofauna dependem


de uma série de fatores, entre eles o caráter de sazonalidade, visto que a maioria
das espécies possuem períodos específicos do ano, no qual fazem a vocalização na
procura por parceiros sexuais, sendo assim, portanto, um fator favorável aos
registros e encontros com as espécies.

No que tange a répteis especialmente a ofídios, o encontro é muito esporádico,


dificultando os registros visuais.

Um maior esforço amostral e a utilização de diferentes metodologias


complementares devem continuar a ser utilizadas, bem como um esforço amostral
intensivo em áreas ainda não exploradas, especialmente aquelas com menor grau
de interferência antrópica e áreas onde a vegetação está em estado inicial de
recuperação (capoeiras e capoeirões).

Estas medidas auxiliarão no conhecimento da distribuição geográfica das espécies


dentro da área de influência direta.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 234


A continuação dos estudos de campo e estudos em longo prazo, possivelmente
incrementará ainda mais a riqueza de espécies registradas, tal processo será
monitorado por meio da curva do coletor traçada para os grupos da herpetofauna.

3.6.1.10 Avifauna

Segundo CBRO (2009), o Brasil possui 1.822 espécies de aves, representando


cerca de 55% das espécies ocorrentes no continente americano, sendo que este
número vem crescendo nos últimos tempos.

Stoltz et al. (1996) comentam que para a Floresta Atlântica, um dos biomas com o
maior número de endemismos do planeta, é conhecido cerca de 690 espécies de
aves. Destas, aproximadamente 200 são endêmicas e cerca de 150 encontram-se
sob alguma categoria de ameaça devida, em especial, à destruição de habitats.

Para Amorim & Piacentini (2006), o território catarinense ainda é um campo fértil
para pesquisas promissoras no âmbito do estudo sobre os registros e a distribuição
da avifauna. Rosário (1996) descreveu em seu estudo a existência de 596 espécies
de aves para o estado de Santa Catarina. Cherem & Kammers (2008) trazem que o
status de conhecimento atual das aves em Santa Catarina pode ser considerado
como satisfatório, sendo que entre os trabalhos desenvolvidos destacam-se os de
Sick (1981), Rosário (1996), Naka & Rodrigues (2000), e Amorim & Piacentini
(2006).

Por serem bastante sensíveis às interferências antrópicas, as aves são


consideradas excelentes bioindicadoras, conforme abordagens apresentadas em
Saethersdal et al. (1993), Gaston (1996), Sick (1997) e Reyers et al. (1999). A
ausência de representantes destes grupos e a baixa riqueza de espécies podem
caracterizar um ambiente deficiente e o consequente comprometimento da
sustentabilidade necessária à sobrevivência de outros grupos zoológicos tão ou
menos exigentes quanto às aves.

O conhecimento das exigências ecológicas de muitas famílias, gêneros e espécies


de aves pode ser suficiente em diversas situações para indicar condições ambientais
às quais são sensíveis (GONZAGA, 1982); portanto, alterações da vegetação

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 235


implicam que o ambiente natural pode tornar-se impróprio para abrigar aves que
exijam condições específicas para sobreviver.

Tendo em vista que o local do empreendimento possui papel importante na


biodiversidade, o estudo e a preservação da área pós-obras, é de suma importância
para conservação das espécies vegetais bem como as espécies das aves
relacionadas e interligadas a este ambiente.

3.6.1.10.1 Área de Estudo e Metodologia

A área amostral é composta por fragmentos de mata as margens dos canteiros de


obra, áreas abertas, o próprio canteiro de obras na ADA e AID do empreendimento.

Todos os pontos amostrais e transectos buscam percorrer as áreas diretamente


atingidas pelo empreendimento, principalmente as margens de pequenos afluentes
do citado rio. Esse procedimento se justifica, pois há pequenas diferenças da
composição da avifauna, devido principalmente ao tamanho dos fragmentos e suas
riquezas específicas. Somado a isso, as áreas amostradas foram atingidas de
maneiras distintas pelo estudo.

As observações realizadas para o levantamento da avifauna foram diárias,


ocorrendo durante as três primeiras (07:00 h – 10:00 h) e as três últimas (16:00 h –
19:00 h) horas do dia, aproximadamente, desta forma, tem-se 6 horas/dia/homem,
totalizando 18 horas por estudo.

A nomenclatura das espécies de aves e a distribuição por habitat seguem FRISCH


(2005), SICK (1997) e SIGRIST (2007) e CBRO (2011).

Para o registro dos contatos visuais foram utilizados binóculos LOOK (7 x 50 mm) e
câmeras digitais Nikon 60 D e Cânon 315 S.

Para as vocalizações, para as quais as espécies não puderam ser prontamente


reconhecidas, foram gravadas para posterior identificação (gravador Coby com
microfone Yoga unidirecional com condensador elétrico).

Por se tratar de um empreendimento de pequeno porte, optou-se por considerar


toda a área da usina como locais de estudo, ou seja, a área de influência direta.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 236


As metodologias de amostragem da avifauna (aves) empregadas serão as
seguintes:

Obtenção de Dados Primários

 Captura em redes mist nets;

 Registro de animais mortos;

 Registro de espécies através de vestígios;

 Busca auditiva com procura visual e auditiva.

Obtenção de Dados Secundários

 Entrevista com moradores locais;

 Levantamento bibliográfico de dados.

Pontos de instalação das redes de neblina

A tabela abaixo indica os locais onde houve a instalação das redes de neblina para
captura de aves.

Salienta-se que as redes serviram tanto para a captura de quirópteros quanto de


aves.

Tabela 66: Características gerais dos pontos de estudo da avifauna.


Coordenadas geográficas
Ponto Localização Características
Latitude Longitude
Área aberta com presença de
fragmentos florestais em seu
Montante
RD-01 27°29'54.17"S 49° 3'20.47"O entorno; estradas de acesso;
reservatório
edificações diversas e a calha do
rio.
Borda de fragmento florestal em
RD-02 27°29'57.67"S 49° 2'21.87"O Reservatório estrada que dá acesso ao
barramento.
Borda de fragmento florestal e da
RD-03 27°29'48.77"S 49° 1'4.19"O Vazão reduzida calha do rio. Presença de estrada
de acesso e edificações diversas.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 237


Coordenadas geográficas
Ponto Localização Características
Latitude Longitude
Borda de fragmento florestal e da
Jusante casa de
RD-04 27°29'18.68"S 49° 0'9.64"O calha do rio. Presença de estrada
força
de acesso e edificações diversas.

A figura a seguir representa os locais onde foram instaladas as redes de neblina.

Figura 145: Vista do local das instalações das redes mist nets 01 e 02. Fonte Google Earth,
2011.

Figura 146: Vista do local das instalações das redes mist nets 01 e 02. Fonte Google Earth,
2011.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 238


3.6.1.10.2 Resultados e Discussão

Durante a quarta campanha de amostragem, foram registradas na ADA e AID 108


espécies conforme apresenta a tabela a seguir, totalizando assim 110 espécies
diferentes registradas ate o momento.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 239


Tabela 67: Resultados obtidos nas amostragens realizadas no empreendimento.
1º 2º 3º 4º
Ordens e Famílias Nome científico Nome Comum HAB END GUI
Est Est Est Est
CICONIIFORMES
Phalacrocoracidae
Phalacrocorax brasilianus Biguá Br R PIS V/A V V V
Ardeidae
Bubulcus íbis Garça-vaqueira Aa R INS V V V V
Syrigma sibilatrix Maria-faceira Aa R CAR V V V V
Egretta thula Garça-branca Au R PIS V V V V
Butorides striata Socozinho Br R PIS V V V V
Threskiornithidae
Phimosus infuscatus Tapicuru-cara-pelada Aa R ONI V --- V V
Theristicus caudatus Curicaca Aa R ONI V/A V/A V/A V/A
Cathartidae
Cathartes aura Urubu-de-cabeça-vermelha Aa R DET V V V ---
Coragyps atratus Urubu-de-cabeça-preta Aa R DET V V V V
ANSERIFORMES
Anatidae
Amazonetta brasiliensis Pé-vermelho Au R ONI --- V V V
Dendrocygna viduata Irerê Aa R ONI V V V V
FALCONIFORMES
Accipitridae
Elanoides forficatus Gavião-tesoura Fb V/N CAR --- V V V
Rupornis magnirostris Gavião-carijó Fb R CAR V V V V
Falconidae
Falco sparverius Quiri-quiri Aa R CAR V V V V
Milvago chimango Chimango Aa R CAR V --- V V
Milvago chimachima Carrapateiro Aa R CAR V/A V/A V/A V/A
Caracara plancus Caracará Aa R CAR V/A V V V/A
CRACIFORMES
Cracidae
Ortalis squamata Aracuã pintado F R FRU V V V/A V/A
Penelope obscura Jacú (Jacuaçú) F R FRU A V/A A A

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental

240
1º 2º 3º 4º
Ordens e Famílias Nome científico Nome Comum HAB END GUI
Est Est Est Est
GRUIFORMES
Rallidae
Aramides saracura Saracura do brejo F R ONI A A V A
Gallinula chloropus Frango d’água Au R ONI V/A V A A
Pardirallus sanguinolentus Saracura do banhado Au R ONI A V/A V/A V/A
CHARADRIIFORMES
Jacanidae
Jacana jacana Jaçanã Au R ONI V V V/A V/A
Charadriidae
Vanellus chilensis Quero-quero Aa R ONI V/A V/A V/A V/A
COLUMBIFORMES
Columbidae
Zenaida auriculata Pomba de bando Aa R GRA V/A V/A V/A V
Patagioenas picazuro Pombão, carijó F R GRA V V V V
Columba livia Pomba de casa Aa R ONI V/A V V/A V/A
Columbina talpacoti Rolinha-roxa Aa R GRA V/A V/A V V
Leptotila rufaxilla Juruti gemedeira F R GRA V/A CAP A A
Leptotila verreauxi Juriti-pupu F R FRU A A V/A A
PSITTACIFORMES
Psittacidae
Brotogeris tirica Periquito F R FRU V/A V V V
Aratinga leucophthalma Periquitão-maracanã F R FRU V V A V
Pyrrhura frontalis Tiriba-de-testa-vermelha F R FRU A A V/A V/A
CUCULIFORMES
Cuculidae
Crotophaga ani Anú-preto Aa R INS V/A V/A V V
Guira guira Anú-branco Aa R INS V/A V/A V/A V/A
Piaya cayana Alma-de-gato Fb R INS V V V V
STRIGIFORMES
Tytonidae
Tyto alba Coruja-de-igreja Aa R CAR V V V V
Strigidae

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 241


1º 2º 3º 4º
Ordens e Famílias Nome científico Nome Comum HAB END GUI
Est Est Est Est
Glaucidium brasilianum Caburé Aa R CAR V --- V V
Megascops sanctaecatarinae Corujinha do sul F R CAR V V V V
Athene cunicularia Coruja-buraqueira Aa R CAR V V V V
CAPRIMULGIFORMES
Caprimulgidae
Hydropsalis albicollis Bacurau Aa R ONI V V V V
GALBULIFORMES
Bucconidae
Nystalus chacuru João-bobo Fb R ONI V V V V
TROGONIFORMES
Trogonidae
Trogon surrucura Surucuá-variado F R FRU A V V/A V/A
APODIFORMES
Trochilidae
Stephanoxis lalandi Beija-flor-de-topete Fb R NEC --- CAP V V
Thalurania glaucopis Beija-flor-fte-violeta F R NEC V V CAP CAP
Amazilia versicolor Beija-flor-banda branca F R NEC CAP V V V
Leucochloris albicollis Beija-flor-de-garganta-branca Aa R NEC V V V V
CORACIFORMES
Alcedinidae
Chloroceryle americana Martim-pescador-pequeno Br R PIS V/A --- V V
Chloroceryle amazona Martim-pescador-verde Br R PIS V/A V/A V/A V/A
Megaceryle torquata Martim-pescador-grande Br R PIS V/A V V V
PICIFORMES
Ramphastidae
Ramphastos dicolorus Tucano bico verde F R ONI A V V/A V/A
Picidae
Veniliornis spilogaster Picapauzinho-verde-carijó F R INS V V V V
Colaptes melanochloros Pica-pau-verde-barrado F R INS V/A V V V
Colaptes campestris Pica-pau-do-campo Aa R INS V/A V/A V/A V/A
PASSERIFORMES

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 242


1º 2º 3º 4º
Ordens e Famílias Nome científico Nome Comum HAB END GUI
Est Est Est Est
Thamnophilidae
Thamnophilus caerulescens Choca-da-mata F R INS V V V V
Conopophagidae
Conopophaga lineata Chupa-dente F R INS V/A --- V/A ---
Furnariidae
Synallaxis ruficapilla Pichororé Aa R INS V V V V
Furnarius rufus João-de-barro Aa R INS CAP CAP CAP CAP
Dendrocolaptidae
Xiphorhynchus fuscus Arapaçu rajado F R INS --- V V V
Lepidocolaptes squamatus Arapaçú-escamado F R, E INS V V CAP CAP
Tyrannidae
Tyrannus savana Tesourinha Aa R ONI --- V V V
Satrapa icterophrys Suiriri-pequeno F R ONI V V V V
Camptostoma obsoletum Risadinha Fb R ONI V V V V
Myiodynastes maculatus Bem-te-vi-rajado Fb R INS V V V V
Colonia colonus Viuvinha F R INS V V V V
Tyrannus melancholicus Suiriri Aa R INS CAP V CAP V
Pitangus sulphuratus Bem-te-ví Aa R ONI V/A V/A V/A V/A
Pyrocephalus rubinus Príncipe Aa R ONI --- --- --- V
Hirundinidae
Stelgidopteryx ruficollis Andorinha-serradora Aa R INS --- V CAP CAP
Progne chalybea Andorinha-domestica-grande Aa R INS --- V V V
Progne tapera Andorinha do campo Aa R INS --- V V V
Tachycineta leucorrhoa Andorinha-de-sobre-bco Aa R INS V V V V
Pygochelidon cyanoleuca Andorinha-pequena-de-casa Aa R INS V V V V
Corvidae
Cyanocorax caeruleus Gralha azul F R GRA A V/A A V/A
Cyanocorax chrysops Gralha-picaça Aa R INS V/A V/A V/A A
Tyrannoidea
Platyrinchus mystaceus Patinho F R INS V V V V
Troglodytidae
Troglodytes musculus Corruíra Aa R INS CAP CAP CAP CAP

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 243


1º 2º 3º 4º
Ordens e Famílias Nome científico Nome Comum HAB END GUI
Est Est Est Est
Rhynchocyclidae
Phylloscartes ventralis Borboletinha-do-mato F R INS V V V V
Vireonidae
Vireo olivaceus Juruviara F R INS A A CAP V
Turdidae
Turdus subalaris Sabiá-ferreiro F R FRU A A V/A V/A
Turdus albicollis Sabiá coleira Fb R FRU V/A CAP V/A V/A
Turdus amaurochalinus Sabiá-poca F R FRU V V CAP CAP
Turdus rufiventris Sabiá-laranjeira Fb R FRU CAP CAP V/A V/A
Platycichla flavipes Sabiá-una Fb R FRU --- --- --- V
Mimidae
Mimus saturninus Sabiá-do-campo Aa R ONI V/A V/A V/A V
Parulidae
Geothlypis aequinoctialis Pia-cobra F R INS V V V V
Basileuterus leucoblepharus Pula-pula-assoviador F R INS CAP V V V
Basileuterus culicivorus Pula-pula F R INS CAP CAP V/A CAP
Steophaga pitiayumi Mariquita F R INS -- --- --- V
Thraupidae
Stephanophorus diadematus Sanhaçu frade F R GRA --- V V V
Tersina viridis Sai-andorinha F R FRU V CAP V V
Tachyphonus coronatus Tiê-preto F R INS CAP V V V
Tangara seledon Saíra sete cores F R FRU V V V CAP
Pipraeidea melanonota Saíra-viúva F R FRU V V V V
Saltator similis Trinca-ferro-verdadeiro Fb R GRA A V A V
Tangara sayaca Sanhaço-cinzento F R ONI CAP CAP V V
Lanio cucullatus Tico-tico-rei Aa R GRA V --- CAP V
Emberizidae
Volatinia jacarina Tiziu Aa R GRA --- V
A V
Poospiza lateralis Quete Fb R GRA V ---
V V
Sporophila caerulescens Coleirinho F R GRA V CAP CAP
V
CAP
Zonotrichia capensis Tico-tico Aa R ONI CAP CAP CAP

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 244


1º 2º 3º 4º
Ordens e Famílias Nome científico Nome Comum HAB END GUI
Est Est Est Est
Sicalis flaveola Canário-da-terra-verdadeiro Aa R GRA CAP CAP CAP V
Icteridae
Gnorimopsar chopi Chopim Aa R ONI V/A CAP V CAP
Cacicus haemorrhous Guaxe F R ONI A V/A A A
Molothrus bonariensis Vira-bosta Aa R ONI V/A V V V
Pseudoleistes guirahuro Chopim-do-brejo Fb R ONI V V V V
Cardinalidae
Cyanoloxia brissonii Azulão F R GRA A V A V
Cyanoloxia glaucocaerulea Azulinho Fb R GRA V V V V
Fringillidae
Sporagra magellanica Pintassilgo Aa R GRA V V/A V V/A
Passeridae
Passer domesticus Pardal Aa R ONI V/A V/A V/A V
TOTAL DE ESPÉCIES REGISTRADAS POR ESTUDO 97 100 107 108
TOTAL DE ESPÉCIES REGISTRADAS ATÉ O MOMENTO 110

V: Visual; A: Auditivo; V/A: Visual e auditivo; CAP: capturas --- HAB: Hábitat; F: Florestal; Fb: Borda de floresta; Au: Áreas úmidas; Br: Beira de rio; Aa: Áreas antrópicas ---
GUIL: Guildas Tróficas; ONI: Onívoro; CAR: Carnívoro; FRU: Frugívoro; GRA: Granívoro; INS: Insetívoro; NEC: Nectarívoro, PIS: Piscívoro, DET: Detritívoro --- END:
endemismo; R: espécie residente; E: espécie endêmica, V/N: Visitante do hemisfério norte; V/S: Visitante do hemisfério sul --- VERNÁCULO: Nome comum.
NOTAS: Foram consideradas as principais guildas tróficas e os principais hábitat’s, entretanto, algumas espécies podem vir a alimentar-se de outros alimentos ou frequentar
outros hábitat’s que não estejam inclusos nesta tabela.

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 245


3.6.1.10.3 Representatividade por Campanha Amostral

Durante os estudos realizados no empreendimento PCH Santa Ana, a equipe obteve


êxito nas campanhas da avifauna sendo muito representativos os registros
efetuados. Durante o primeiro estudo 97 espécies foram registradas, 100 espécies
no segundo, 107 no terceiro e 108 no quarto estudo. Os gráficos abaixo demonstram
em número os registros efetuados.

Número de espécies registradas

Durante o quarto levantamentos efetuado na AID da PCH Santa Ana obteve-se o


registro de 108 diferentes espécies de aves; sendo que 03 espécies que ainda não
haviam sido registradas.

Gráfico 27: Total de aves registradas nos estudos realizados no empreendimento PCH Santa
Ana.

Curva do coletor

246
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
A curva do coletor indica de forma sucinta o número de espécies registradas na área
de estudo, onde demonstra uma curva no qual estabilizará a partir do momento em
que a amostragem da avifauna for contemplada.

O gráfico a seguir, apresenta as espécies registradas nos estudos realizados até o


momento onde notamos a elevação da curva do 1º até o 12º dia (quarto estudo),
registrando um total de 110 espécies diferentes. Durante o quarto estudo 03
espécies diferentes foram registradas; Pyrocephalus rubinus (Príncipe), Platycichla
flavipes (Sabiá-una) e Steophaga pitiayumi (mariquita).

Gráfico 28: Curva do coletor na amostragem da avifauna.

Representatividade por grupo

Os registros realizados das aves no quarto estudo realizado foram separados em


duas categorias Passeriformes (uma ordem) e Não Passeriformes (todas as demais
ordens).

Temos como resultado da pesquisa realizada na PCH Santa Ana o resultado de


51% referente aos registros da Ordem dos Passeriformes, enquanto que todas as
outras ordens juntas perfizeram um percentual de 49%. Isto se deve a grande

247
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
variedade de espécies da Ordem dos Passeriformes, incluindo mais da metade de
todas as espécies de aves.

Gráfico 29: Proporção de passeriformes e não-passeriformes da avifauna registrada nas


amostragens realizada no empreendimento.

Formas de contato

Referindo-se as diferentes formas de contato e ou registro da avifauna local, as


mesmas foram separadas de quatro formas / metodologias, ou seja: Visual, visual /
auditiva, auditiva e capturas.

Durante o quarto estudo, utilizando as metodologias já apresentadas, tivemos o


registro de 108 espécies de aves (podemos ver alguns desses registros no item
registros fotográficos), algumas delas muito comuns para a região como o
Ramphastos dicolorus (Tucano-bico-verde).

Os contatos visuais foram a forma de registro pela qual obtivemos o maior número
de registros, com um percentual de 64,8%. Uma das espécies registradas através
dessa metodologia é o Tersina viridis (Saí-andorinha).

Outra forma de registro utilizada pela equipe foi a forma Visual/Auditiva, combinando
dois métodos para facilitar o registro, quando possível a utilização do mesmo. Um

248
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
dos registros efetuados foi do exemplar da espécie Pyrrhura frontalis (Tiriba-testa-
vermelha).

Através da vocalização das aves, pode-se efetuar o registro de espécies que de


outra maneira seria muito difícil pelas mesmas possuírem grande poder de se
camuflarem na vegetação. O método Auditivo obteve um percentual de 6,5%;
através dele foram registradas espécies tais como o Cyanocorax chrysops (Gralha-
picaça).

Finalizando os registros, a metodologia através de capturas é outra forma muito


importante de registro das aves. Com essa finalidade foram instaladas conjunto de
redes mist nets. Através desse método tivemos um percentual total de 10,2% de
aves capturadas, como o exemplar de Tanagara seledon (Saíra-sete-cores). Abaixo
podemos ver os resultados representados através de gráficos.

Gráfico 30: Forma de contato da avifauna.

Distribuição por habitats

249
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Em relação ao habitat de registro da avifauna, foram separadas em cinco áreas
distintas, sendo na atual amostragem:

 As aves dependentes ou que preferem áreas florestadas, (F) tiveram um


percentual estipulado em 37% do total das registradas.

 As aves ocupantes de áreas abertas e ou antropizada (Aa), tiveram um


percentual estipulado em 40,7% do total das registradas.

 As aves ocupantes de bordas de matas (Fb) tiveram um percentual estipulado


em 13% do total das registradas.

 As aves ocupantes de rios e suas bordas (Br) tiveram um percentual


estipulado em 4,6% do total das registradas.

 As aves ocupantes de áreas alagadiças, úmidas / banhados (Au), tiveram um


percentual estipulado em 4,6% do total das registradas.

Salienta-se que o agrupamento é artificial, ou seja, apresenta-se o hábitat


preferencial das espécies, sendo que uma espécie que habita áreas florestadas,
pode em determinado momento utilizar bordas de mata ou ser vista em áreas
abertas.

250
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Gráfico 31: Gráfico da distribuição por habitat da avifauna registrada no empreendimento.

Guildas tróficas

Neste quesito, dividimos a avifauna em seis categorias, conforme apresenta o


gráfico a seguir.

Perante o exposto, temos na amostragem, as aves insetívoras sendo a maioria, isto


em função da disponibilidade de alimentos na região o ano todo, perfazendo 26,8%,
o qual indica ser este o recurso mais abundante em vários outros ambientes
explorados pela avifauna no local de estudos. Reforça-se assim o elo de cadeia
alimentar: flora, insetos, aves insetívoras.

Por sua vez, os onívoros, representam 24,1%, seguidos por frugívoros e granívoros
e com 14,6% e 13,9% respectivamente; os carnívoros com 10%. Espécies
piscívoras, nectarívoras e detritívoras, representaram um menor percentual, ou seja,
5,8%; 3,9% e 1%, respectivamente.

Gráfico 32: Gráfico das Categorias Tróficas da avifauna registradas nas amostragens no
empreendimento.

251
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
O equilíbrio favorece a manutenção da cadeia. Desta forma, este estudo parece
corroborar a ideia de que se os atuais níveis de perturbações ambientais continuam
haver uma tendência cada vez maior das aves onívoras e possivelmente das
insetívoras menos especializadas aumentarem sua representatividade, sucedendo o
contrário no caso dos frugívoros e insetívoros mais especializados, o que já vem
ocorrendo de certa forma, em vegetações secundárias e em ilhas de vegetação
nativa (WILLIS 1979, SILVA 1992), cada vez mais comuns no sul brasileiro, e que
pode ser observado no presente estudo.

Índices de Shannon – Wiener (H’), Equitabilidade Pielou (E) e Riqueza de Margalef


(R).

Para a análise da composição da avifauna, em sua estrutura e diversidade, foram


estimados índices de diversidades, que são comumente utilizados nesse tipo de
censo biológico. Calculando-se o índice de Shannon – Wiener, a Equitabilidade de
Pielou e a Riqueza de Margalef, através do software DIVERS, baseado em Krebs
(1989).

Índice de Diversidade de Shannon (H')

A utilização e aplicação de índices ecológicos em estudos de monitoramento


constituem-se em uma importante ferramenta de trabalho, ao passo que permitem
realizar comparações entre situações atuais e futuras, contribuindo na verificação do
status de conservação da biodiversidade local.

Aos dados obtidos na presente campanha de monitoramento aplicou-se o Índice de


Shannon – Wiener, dado pela fórmula abaixo, e calculado através software DIVERS:

H’= ∑pi(loge pi)

Onde:

252
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Pi: é a proporção da espécie em relação ao número total de espécimes encontrados
nos levantamentos realizados.

Figura 147: Índice de Diversidade de Shannon – H’ ao longo das amostragens.

Equitabilidade de Pielou (E)

Expressa a maneira pela qual o número de indivíduos está distribuído entre as


diferentes espécies, isto é, indica se as diferentes espécies possuem abundância
(número de indivíduos) semelhantes ou divergentes.

A equitabilidade é mais comumente expressada pelo Índice de Pielou:

H'
J' = observado
H' máximo
Onde:

 H’observado: índice de diversidade observado para a amostra / ponto.

 H’máximo: é a diversidade máxima possível que pode ser observada se todas


as espécies apresentarem igual abundância.

 H’máximo = log S

253
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
 S = número total de espécies

A equitabilidade para a área de estudo no presente monitoramento deu-se através


da utilização do software DIVERS.

Figura 148: Índice da Equitabilidade de Pielou (E) ao longo das amostragens.

Riqueza de Espécies – Margalef

A riqueza de espécies foi observada constando o índice de Margalef, 1958.

Figura 149: Índice da Riqueza de Margalef (R) ao longo das amostragens.

Resumo dos índices

254
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
A tabela a seguir, visa resumir os índices calculados referentes ao levantamento da
Avifauna.

Tabela 68: Resumo dos índices calculados


referentes ao levantamento da avifauna.
Índices 1º estudo 2º estudo 3ª coleta 4ª coleta
Shannon – Wiener (H’) 3,86948 4,04538 4,15189 4,21358
Riqueza Margalef (R) 14,68380 15,37535 14,58975 14,98564
Equitabilidade (E) 0,87331 0,88834 0,90157 0,93374

3.6.1.10.4 Espécies Capturadas no Empreendimento

A tabela a seguir retrata as espécies em que foram capturadas nas redes de neblina
disponibilizadas no empreendimento.

Para as capturas das aves as redes de neblina foram dispostas em locais de


possível passagem das aves, como em estradas, bordas de mata, dentro de
fragmentos florestais e próximos a árvores frutíferas, cobrindo uma área de 72 m² de
rede, para cada conjunto de 2 redes.

Tabela 69: Espécies capturadas com a utilização de redes de neblina.

Ordem Família Espécies Vernáculo 1º Est 2º Est 3º Est 4º Est

Thalurania glaucopis Beija-flor-topete --- --- 1 ---


Amazilia versicolor Beija-flor-banda-bca 1 --- --- ---
Apodiformes Trochilidae
Sthephanoxis lalandi Beija-flor-de-topete --- 1 --- ---
Thalurania glaucopis Beija-flor-de-topete --- --- --- 1
Columbiformes Columbidae Leptotila rufaxilla Juriti gemedeira --- 2 --- ---
Furnariidae Furnarius rufus João-de-barro 3 5 3 3
Dendrocolaptidae Lepidocolaptes squamatus Arapaçu-escamado --- --- 1 2
Tyrannidae Tyrannus melancholicus Suiriri 2 --- 2 ---
Hirundinidae Stelgidopteryx ruficollis Andorinha-serradora --- --- 2 1
Troglodytidae Troglodytes musculus Corruíra 4 3 4 3
Vireonidae Vireo olivaceus Juruviara --- --- 1 ---
Passeriformes

Turdus albicollis Sábia coleira --- 2 --- ---


Turdidae Turdus amaurochalinus Sabiá-poca --- --- 2 2
Turdus rufiventris Sabiá-laranjeira 2 3 --- ---
Basileuterus ---
Pula-pula-assoviador 1 -- ---
Parulidae leucoblepharus
Basileuterus culicivorus Pula-pula 4 2 --- 2
Tachyphonus coronatus Tiê-preto 3 --- --- ---
Thraupidae ---
Tangara sayaca Sanhaçu-cinzento 1 2 ---
Tersina veridis Sai-andorinha --- 3 --- ---

255
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Ordem Família Espécies Vernáculo 1º Est 2º Est 3º Est 4º Est

Lanio cucullatus Tico-tico-rei --- --- 2 ---


Tangara seledon Saíra-sete-cores --- --- --- 1
Sporophila caerulescens Coleirinho --- --- 3 2
Emberizidae Zonotrichia capensis Tico-tico 5 3 8 3
Sicalis flaveola Canários-da-terra 5 4 4 ---
Icteridae Gnorimopsar chopi Chopim --- 2 --- 2
TOTAL DE EXEMPLARES CAPTURADOS POR ESTUDO 31 32 33 22
TOTAL DE ESPÉCIES REGISTRADAS POR ESTUDO 11 12 12 11

Representatividade amostral

O gráfico a seguir, em relação à tabela anterior, representa o número de exemplares


e espécies capturadas.

Gráfico 33: Número de espécies e exemplares capturados nas respectivas campanhas de


coleta.

256
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
3.6.1.10.5 Espécies Ameaçadas de Extinção Encontradas no Levantamento

Cinco são as listagens oficiais de espécies ameaçadas de extinção, sendo


desenvolvida uma para cada estado do sul do país, uma nacional pelo Ministério do
Meio Ambiente – IBAMA e uma mundial pela IUCN Red List Categories and Criteria. 

De acordo com as listagens, são listadas três espécies na tabela a seguir, sendo
que para o estado catarinense, nenhuma se encontra sob algum grau de ameaça,
nem pela lista do respectivo estado, como citada pelo MMA. Por sua vez, a IUCN
retrata que todas as espécies mencionadas estão em uma categoria pouco
preocupante (LC).

As demais espécies citadas no estudo, não correm riscos de extinção ou encontra-


se em risco eminente, sendo que as espécies registradas para o local possuem
ampla distribuição geográfica e grande valência ecológica, podendo ser encontrados
em locais com as mais diversas formações vegetais, inclusive áreas degradadas.

Tabela 70: Relação de espécies de aves ameaçadas de extinção registradas no


empreendimento.
Ordem Família Espécies Vernáculo MMA SC Pr RS IUCN
Falconiformes Falconidae Milvago chimango Chimango DD LC
Thraupidae Tangara seledon Saíra sete cores Vu LC
Passeriformes
Tyrannidae Colonia colonus Viuvinha Vu LC
TOTAL DE ESPÉCIES AMEAÇADAS DE EXTINÇÃO EM SC 0
TOTAL DE ESPÉCIES AMEAÇADAS DE EXTINÇÃO REGISTRADAS 3
VU: Vulnerável - CR: Criticamente em Perigo - EN: Em Perigo - PE: Provavelmente Extinta - RE: Regionalmente
Extinto - NT: Espécies quase Ameaçadas - DD: Dados Insuficientes – LC: menor preocupação.

3.6.1.10.6 Espécies Migratórias

O termo migração é mais frequentemente utilizado para os movimentos direcionais


em massa de um grande número de indivíduos de uma determinada espécie de uma
localidade para a outra (Begon et al., 1990).

A migração geralmente ocorre pela oferta de alimento sazonalmente disponível


(Sick, 1997).

Para Cordeiro et al. (1996), a conservação de aves migratórias está diretamente


relacionada à identificação de sítios de alimentação, repouso e reprodução, e que a

257
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
perda dos sítios de invernada pode acarretar na diminuição e até mesmo a extinção
local de alguma espécie ou população.

A seguir, é apresentado uma listagem das espécies de aves migradoras registradas


nas áreas de estudo da PCH Santa Ana. A listagem apresentada a seguir é baseada
nos critérios e ordem taxonômica proposta pelo CBRO (Comitê Brasileiro de
Registros Ornitológicos) e endossada pela SOB (Sociedade Brasileira de
Ornitologia), e adotada pelo CEMAVE em março/2005.

A classificação das espécies migratórias também foi feita por meio de pesquisas em
bibliografia especializada, sendo: Belton (2004); Sigrist (2009); Marterer (1996);
Bege e Marterer (1991); Nunes e Tomas (2008).

As espécies encontradas e citadas por Belton, 2004; deslocam-se dentro do país e


visitam a região sul em épocas quentes, sendo que algumas podem ser encontradas
em períodos frios, ou seja, nem todas as espécies fazem a migração anual.

Tabela 71: Espécies migratórias de acordo com suas classificações taxonômicas e tipo de
migração realizada, registradas no estudo realizado.
Tipo de Migração
Ordem Família Espécies Vernáculo
CEMAVE 2005 BELTON 2004
Falconiformes Accipitridae Elanoides forficatus Gavião-tesoura V/N V/N
Tachycineta leucorrhoa Andorinha-sobre-branco ---
Pygochelidon
Andorinha-pequena-casa ---
cyanoleuca
Hirundinidae Visitantes
Passeriformes Stelgidopteryx ruficollis Andorinha-serradora ---
regionais
Progne chalybea Andorinha-grande ---
Progne tapera Andorinha-do-campo ---
Tyrannidae Tyrannus savana Tesourinha ---
V/N = Espécie visitante do hemisfério norte; V/S = Espécie visitante do hemisfério sul.

3.6.1.10.7 Espécies Endêmicas

De acordo com os dados do CBRO – Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos


(2011), das espécies de aves registradas para a área de influência direta e área
diretamente afetada, temos apenas o passeriforme Lepidocolaptes squamatus,
como residente e endêmico para o Brasil.

258
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
As demais espécies registradas nos estudos, de acordo com o CBRO, 2011, são
residentes.

Por sua vez, de acordo com Belton, 2004, Frisch, 2005 e Sigrist, 2007, das espécies
de aves registradas nas campanhas de estudos na AID e ADA da PCH, não há
nenhuma considerada endêmica unicamente para a região do empreendimento.

3.6.1.10.8 Registros Fotográficos

As novas espécies encontradas na área de monitoramento são:

 Pyrocephalus rubinus

 Platycichla flavipes

 Steophaga pitiayumi
Abaixo são apresentados alguns registros fotográficos das espécies registradas na
área de estudo.

Figura 150: Exemplar de Tangara seledon (Saíra-sete-cores).

259
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Figura 151: Exemplar de Stelgidopteryx ruficollis (Andorinha serradora).

260
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Figura 152: Exemplar de Tyrannus savanna (Tesourinha).

Figura 153: Exemplar de Tyrannus melancholicus (suiriri).

261
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Figura 154: Exemplar de Myiodynastes maculatus (Bem-te-ví-rajado).

Figura 155: Exemplar de Amazonetta brasiliensis (marreca-pé-vermelho).

262
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Figura 156: Exemplar de Phimosus infuscatus (Tapicuru-cara-pelada).

Figura 157: Exemplar de Sporagra magellanica (Pintassilgo).

263
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Figura 158: Exemplar de Jacana jacana (jaçanã).

Figura 159: Exemplar de Nystalus chacuru (joão-bobo).

264
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Figura 160: Exemplar de Pyrocephalus rubinus (Príncipe).

Figura 161: Exemplar de Tersina viridis (Saí-andorinha).

265
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Figura 162: Exemplar de Sicalis flaveola (Canário-terra-verdadeiro).

Figura 163: Exemplar de Cyanocorax caeruleus (Gralha-azul).

266
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Figura 164: Exemplar de Thalurania glaucopis (Beija-flor-frente-violeta).

Figura 165: Exemplar de Sporophila caerulescens (coleirinho).

267
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Figura 166: Exemplar de Zonotrichia capensis (Tico-tico).

3.6.2 Ictiofauna

3.6.2.1 Introdução

Segundo Pough et al. (1999), sessenta e nove por cento da superfície terrestre está
coberta por água doce ou salgada, sendo a maior parte dessa água formadora dos
grandes corpos oceânicos, e a menor porção dela (cerca de 0,01%) formadora dos
sistemas fluviais e lacustres existentes no planeta.

Pough et al. (1999), ainda coloca que as águas límnicas são de uma riqueza
biológica extraordinária, sendo os rios e lagos habitat complexos com histórias
relativamente curtas na escala tempo geológico, mas com tempo de existência
suficientemente longo para que os processos evolutivos ocorram em tais drenagens
isoladas.

A água doce comporta um total surpreendentemente alto, cerca de 8.500 espécies


(mais de 40%), a maioria nos vastos sistemas de rios e lagos tropicais (Cohen apud
Lowe – McConnell, 1999).

De acordo com Vari & Malabarba (1998) a fauna de peixes de água doce da
América do Sul é uma das mais diversificadas e complexas, existindo inúmeras
lacunas no seu conhecimento biológico.

268
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
A grande extensão territorial de suas bacias hidrográficas, aliada à idade geológica
da região, propiciou um grande processo de irradiação evolutiva, baseada numa
grande diversidade de habitat e nichos ecológicos (Bohlke et al, 1978).

Apesar das estimativas quanto ao número de espécies existentes em ambientes de


água doce, apenas cerca de 2.400 já foram descritas (Lowe – McConnell, 1999) o
que serve para ilustrar a carência de conhecimento a respeito da nossa ictiofauna.

A demanda de energia elétrica em nosso país, acelerada tanto pelo


desenvolvimento econômico como por acréscimos populacionais, bem como a
opção por fontes hidrológicas para a sua produção vem resultando na construção de
um grande número de reservatórios, com consequentes alterações nos cursos
hídricos existentes. O estado de Santa Catarina vem destacando-se como um dos
que mais apresenta projetos para aproveitamentos hidroenergéticos, sendo que nas
bacias dos rios Uruguai, Chapecó, Tijucas, Irani e Iguaçu existem inúmeras plantas
já em execução e outras ainda em fase de projeto – planejamento.

O rio Engano além de sofrer com a carência de conhecimento acerca de sua


ictiofauna é vitimado cada vez mais por atividades humanas potencialmente
geradoras de desequilíbrios ambientais. O despejo de agrotóxicos, a elevada carga
de poluentes despejada, a destruição da mata ciliar, o uso incorreto do solo e
práticas agrícolas inadequadas, a introdução de espécies exóticas na bacia, acabam
por enquadrar-se como sendo fatores altamente impactantes no que diz respeito à
ictiofauna. Tais fatores, de certo modo, são determinantes de vulnerabilidade às
espécies de peixe que aí ocorrem devido à perda de habitats, exposição a
substâncias químicas nocivas, escassez de alimento, e intensa “predação” – pelo
homem.

Marques e Barbosa (2002) citam que um dos problemas enfrentados pela


humanidade neste novo século é a conciliação entre desenvolvimento e
conservação de recursos naturais, dos quais se destacam os recursos hídricos, cuja
importância se deve aos inúmeros bens e serviços que proporcionam, desde o
fornecimento de água para beber irrigar, gerar energia, meio de transporte até como
fonte de prazer estético e de lazer.

269
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Os referidos autores comentam ainda que a integridade física, química e biológica
dos corpos d’água tem sido continuamente ameaçada e, em alguns casos
destruídos. O conhecimento da situação original de tais ambientes, antes de
qualquer perturbação, não está disponível na maioria das vezes, e os estudos atuais
são quase sempre conduzidos em sistemas sujeitos a algum grau de modificação.

Araújo (1996) trás que o conhecimento dos peixes de água doce do Brasil ainda é
incipiente, apesar de possuirmos um dos maiores conjuntos de bacias hidrográficas
do mundo e com maior diversidade de espécies. Cada bacia possui sua própria
fauna, com maior ou menor número de espécies semelhantes devido a fatores
ecológicos, zoogeográficos, históricos ou mesmo pela influência do homem através
de programas de repovoamento ou introdução de novas espécies.

A exemplo do que ocorre com a maioria dos rios brasileiros, a ictiofauna dos rios que
compõem a bacia do rio Tijucas não é bem conhecida, sendo que os trabalhos
desenvolvidos na bacia atém-se unicamente aos licenciamentos ambientais de
empreendimentos hidrelétricos, inexistindo trabalhos científicos publicados até o
momento. É válido salientar que a maioria dos estudos teve início com finalidades
técnicas, visando à obtenção de dados que subsidiassem a implantação e operação
de empreendimentos hidrelétricos.

O monitoramento da ictiofauna na área de influência direta da PCH Santa Ana é de


caráter fundamental para a compreensão dos possíveis impactos decorrentes do
processo de implantação e operação do empreendimento, bem como para
possibilitar a formulação de medidas mitigadoras capazes de atenuar os impactos
negativos e assegurar a manutenção e conservação da biodiversidade aquática local
em patamares sustentáveis. A execução do presente Programa de Monitoramento e
Manejo da Ictiofauna visa ainda atender as condicionantes do processo de
licenciamento ambiental do empreendimento, expressas em sua Licença Ambiental
de Operação - LAO.

3.6.2.2 Objetivos do Programa

Entre os objetivos da realização do presente Programa de Monitoramento da


Ictiofauna citam-se:

270
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
 Análise e avaliação da estrutura e dinâmica da comunidade de peixes na área
de influência da PCH Santa Ana;

 Avaliações qualitativas e quantitativas acerca da ictiofauna nativa e exótica,


relacionando sua presença nos ambientes amostrados e a importância destes
no ciclo de vida das populações de peixes.

3.6.2.3 Descrição da Área de Estudo

A rede hidrográfica catarinense tem na Serra Geral o seu principal divisor de águas,
que forma dois sistemas de drenagem independentes: o sistema integrado da
Vertente do interior, compreendendo 11 bacias hidrográficas que integram a Bacia
Paraná-Uruguai, e o Sistema da Vertente Atlântica, formado por um conjunto de 12
bacias isoladas, que fluem para leste, desaguando no Oceano Atlântico.

O empreendimento em questão está situado na Bacia do Rio Tijucas. Esta bacia


está inserida na Região Hidrográfica 8 – Litoral Centro, pertencente ao sistema da
Vertente Atlântica e são composta pelas bacias dos rios Cubatão do Sul, Tijucas,
Madre e Biguaçu, sendo uma das regiões mais urbanizadas e povoadas de Santa
Catarina.

271
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Figura 167: Regiões Hidrográficas de Santa Catarina.

Figura 168: Regiões Hidrográficas de Santa Catarina e locação da bacia em estudo.

O relevo é fortemente-ondulado e montanhoso, com áreas planas próximo ao litoral.


Os principais usos referem-se ao consumo urbano, industrial e irrigação, no entanto

272
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
sua qualidade se vê prejudicada sobremaneira pelo aporte de efluentes domésticos,
hospitalares e industriais (esgoto domiciliar), agrotóxicos e resíduos (Santa Catarina,
1997).

A bacia hidrográfica do rio Tijucas apresenta uma área de drenagem de 2.420 km² e
uma densidade de drenagem de 1,68 km/km². Seus principais rios são: Tijucas, Alto
Braço, Boa Esperança, Engano, Bonito, Garcia, Oliveira e Moura (Santa Catarina,
1997). A figura a seguir apresenta os municípios que compõem a bacia do Rio
Tijucas:

Figura 169: Municípios constituintes da Bacia do Rio Tijucas. Fonte: Comitê da Bacia
Hidrográfica do Rio Tijucas).

O presente estudo desenvolveu-se no rio Engano, um dos principais afluentes


formadores do rio Tijucas.

273
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
3.6.2.4 Delimitação dos Pontos de Amostragem

Tendo em vista o monitoramento da ictiofauna na ADA / AID da PCH SANTA ANA


foram definidos um total de 04 pontos de amostragem que abrangem toda a área de
influência do empreendimento ao longo do curso do Rio Engano.

A definição dos pontos de amostragem procurou abranger toda a gama de


mesoambientes aquáticos encontrados localmente, de modo a privilegiar
qualitativamente as amostras obtidas no monitoramento, refletindo a real
composição ictiofaunística local.

A tabela e figuras a seguir apresentam a locação dos pontos de amostragem da


ictiofauna que serão utilizados na PCH SANTA ANA:

Tabela 72: Pontos de amostragem da ictiofauna.


Ponto Coordenadas Geográficas
Amostral Latitude Longitude Localização
ICTIO-01 S 27º 29' 16,41" W 48º 59' 49,34" Jusante da casa de força e canal de restituição da água turbinada
ICTIO-02 S 27º 29' 48,66" W 49º 01' 07,40" TVR - trecho de vazão reduzida
ICTIO-03 S 27º 29' 57,85" W 49º 02' 12,42" Montante do Barramento - reservatório
ICTIO-04 S 27º 29' 55,52" W 49º 03' 11,36" Montante do empreendimento

274
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Figura 170: Localização dos pontos de amostragem da ictiofauna na PCH SANTA ANA em imagem de satélite (Google Earth).

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental

275
A seguir é apresentada uma breve descrição dos pontos de monitoramento da
ictiofauna na PCH SANTA ANA:

ICTIO-01

O ponto de amostragem ICTIO-01 situa-se à jusante do ponto de restituição da água


turbinada pela PCH SANTA ANA, ou seja, onde a vazão do rio Engano já se
encontra normalizada. A vegetação ciliar é conservada na margem direita, com a
presença de um fragmento florestal, adjacente a uma estrada que cruza a APP. Por
sua vez, a vegetação na margem esquerda do curso hídrico resume-se a
exemplares arbóreos esparsos, circundados por área de pastagem. A figura a seguir
apresenta a localização do ponto de amostragem em imagem de satélite:

Figura 171: Localização do ponto ICTIO-01 em imagem de satélite.

276
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Figura 172: Registro fotográfico do ponto ICTIO-01.

ICTIO-02

O ponto de amostragem ICTIO-02 situa-se no TVR - trecho de vazão reduzida da


PCH SANTA ANA, ou seja, onde a vazão do rio Engano já se encontra restringe-se
à vazão sanitária-ecológica liberada no barramento, somada à vazão de pequenos
afluentes no trecho, e á vazão vertente sobre a soleira do barramento em períodos
de maior intensidade pluviométrica. A vegetação ciliar é conservada na margem
esquerda do curso hídrico, onde se observa a ocorrência de um fragmento florestal
remanescente de grandes proporções. Por sua vez, a vegetação na margem direita
do curso hídrico a vegetação ciliar restringe-se a uma estreita faixa marginal,
circundada por áreas de pastagem e ocupações antrópicas, além de uma estrada
dentro dos limites da APP. A figura a seguir apresenta a localização do ponto de
amostragem em imagem de satélite:

277
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Figura 173: Localização do ponto ICTIO-02 em imagem de satélite.

Figura 174: Registro fotográfico do ponto ICTIO-02.

ICTIO-03

O ponto de amostragem ICTIO-03 situa-se imediatamente à montante do eixo do


barramento da PCH SANTA ANA, ou seja, na área do "reservatório", que no caso
deste empreendimento praticamente restringe-se à calha natural do rio Engano.

278
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
A vegetação ciliar na margem esquerda encontra-se em recuperação, visto tratar-se
de área do antigo canteiro de obras, sendo tal área limitada por um remanescente
florestal conservado de grandes proporções. Por sua vez, na margem direita do rio
Engano a vegetação ciliar praticamente inexiste, sendo a APP composta por área de
pastagem e ocupações antrópicas, incluindo uma estrada. A figura a seguir
apresenta a localização do ponto de amostragem em imagem de satélite:

Figura 175: Localização do ponto ICTIO-03 em imagem de satélite.

Figura 176: Registro fotográfico do ponto ICTIO-03.

279
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
ICTIO-04

O ponto de amostragem ICTIO-04 situa-se à montante do empreendimento, em área


sem nenhuma influência do pequeno reservatório formado dentro da calha natural
do rio Engano. Trata-se de um ponto "branco", ou seja, sem interferências da
operação da PCH SANTA ANA.

A vegetação ciliar na margem esquerda apresenta uma estreita faixa de mata nativa
arbórea conservada, aliada às áreas em processo de recuperação e de cultivo
agrícola. Por sua vez, na margem direita do rio Engano a vegetação ciliar
praticamente inexiste, sendo a APP composta por área de pastagem e ocupações
antrópicas, incluindo uma estrada. A figura a seguir apresenta a localização do ponto
de amostragem em imagem de satélite:

Figura 177: Localização do ponto ICTIO-04 em imagem de satélite.

280
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Figura 178: Registro fotográfico do ponto ICTIO-04.

3.6.2.5 Metodologia de Amostragem

Tendo em vista a execução do monitoramento da Ictiofauna na ADA / AID da PCH


SANTA ANA foram utilizadas as seguintes metodologias e artes de pesca:

Captura de espécimes com redes de espera

Para cada ponto de amostragem foram utilizadas baterias de redes contendo:

 (02) redes de espera Malha 1,5 cm com 30 m de comprimento x 1,5 m de


altura, totalizando 90 m² de malha exposta;

 (01) rede de espera Malha 3,0 cm com 50 m de comprimento x 1,5 m de


altura, totalizando 75 m² de malha exposta;

 (01) rede1 de espera Malha 5,0 cm com 50 m de comprimento x 1,5 m de


altura, totalizando 75 m² de malha exposta;

 (01) rede de espera Malha 8,0 cm - 50 m de comprimento x 1,5 m de altura,


totalizando 75 m² de malha exposta.

281
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
As redes de espera foram armadas nos diferentes pontos de amostragem,
permanecendo armadas por 24 horas expostas, e sendo revisadas a cada 8 horas
para registro e remoção dos exemplares coletados. As malhadeiras (redes de
espera) foram dispostas paralelamente à margem em trechos lóticos, e de maneira
perpendicular à margem em trechos lênticos. As redes foram mantidas à superfície
por flutuadores, e por chumbadas ou pesos mantidas esticadas verticalmente.

Captura de espécimes com espinhel

Em cada ponto de amostragem foi armado 01 espinhel contendo 50 anzóis,


dispostos ao longo de um cordel de nylon à distância de 1,5 metro entre cada anzol.

Os espinhéis foram armados nos diferentes pontos de amostragem, permanecendo


armados por 24 horas, e sendo revisados a cada 8 horas para registro dos
exemplares capturados e procedimentos de troca de iscas.

O espinhel foi armado em todos os pontos amostrais nas margens, sendo esticado
em direção ao outro lado do rio, e mantido preso ao fundo por chumbadas.

Salienta-se que a utilização desta metodologia visou apenas contribuir


qualitativamente com a amostragem, sendo que os dados obtidos através da
utilização desta arte de pesca não são utilizados nos cômputos quantitativos.

Captura de espécimes com tarrafa

No decorrer das amostragens foi ainda utilizada tarrafa com malha 1,5 cm. No
decorrer da amostragem foi padronizado um total de 20 lances de tarrafa por ponto
amostral. É válido salientar que a aplicação desta metodologia visou também
apenas contribuir qualitativamente na amostragem, visto que algumas espécies não
capturadas por outra arte de pesca podem vir a ser capturadas mediante utilização
de tarrafa, de modo a enriquecer os dados qualitativos da amostragem em termos
de registro de espécies para a área de estudo.

Procedimentos Desenvolvidos em Campo

282
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Em todo os pontos de amostragem foi utilizada a mesma bateria de redes e espinhel
(esforço de pesca constante), pois, segundo Krebs (1989) é indispensável que a
amostragem seja padronizada para que se possam realizar comparações, bem
como a caracterização da comunidade de peixes presente nos diferentes locais.

Como os petrechos de coleta foram revisados a cada 8 (oito) horas, destaca-se que
não fora registrada mortalidade de espécimes no decorrer dos procedimentos
amostrais, sendo os exemplares imediatamente soltos no rio após identificação
taxonômica e biometria. Tal processo de soltura visa evitar sacrifícios
desnecessários e contribuir para a manutenção da diversidade genética das
populações locais.

O material bibliográfico utilizado na identificação dos exemplares foi Britski et al


(1984), Britski et al. (1999), Kullander & Lucena (1992), Malabarba et al. (1990),
Cardoso & Silva (2004), Reis & Cardoso (2001), Menezes (1987), e Malabarba &
Cardoso (1999). Todos os exemplares capturados tiveram seu peso e comprimento
mensurados.

As figuras a seguir apresentam o registro fotográfico dos procedimentos amostrais


desenvolvidos na PCH SANTA ANA em março de 2014:

Figura 179: Profissional realizando a instalação do material de coleta.

283
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Figura 180: Profissional realizando a instalação do material de coleta.

Figura 181: Profissional realizando a instalação do material de coleta.

284
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Figura 182: Profissional realizando a revista de rede de espera.

Figura 183: Profissional realizando a revista de rede de espera.

285
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Figura 184: Profissional realizando a instalação de espinhel.

Figura 185: Profissional realizando amostragem qualitativa com auxílio de tarrafa.

286
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Figura 186: Profissional realizando amostragem qualitativa com auxílio de tarrafa.

Figura 187: Profissional realizando amostragem qualitativa com auxílio de tarrafa.

3.6.2.6 Resultados Obtidos na Amostragem

O presente relatório apresenta os resultados obtidos na campanha de amostragem


de Março de 2014 na PCH SANTA ANA, desenvolvida entre os dias 20 e
21/03/2014, abrangendo o período sazonal de outono (final do verão).

Nesta 4ª campanha de amostragem realizada na área de estudo foram coletadas um


total de 05 espécies, totalizando 48 exemplares e uma biomassa de 1.280,10 g.

287
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
As tabelas a seguir apresentam os dados obtidos na amostragem realizada em
Março de 2014, com relação ao número de espécies, exemplares e biomassa
coletada:

Tabela 73: Dados do número de exemplares coletados em março de 2014.


Nome Exemplares Coletados Frequência
Espécie Comum ICTIO-01 ICTIO-02 ICTIO-03 ICTIO-04 TOTAL Percentual (%)
Astyanax sp. 1 Lambari 2 4 15 2 23 47,92
Astyanax sp. 2 Lambari 3 5 7   15 31,25
Rhamdia quelen Jundiá   2 2   4 8,33
Oligosarcus hepsetus Saicanga 1   1 2 4 8,33
Pareiorhaphis splendens Cascudo 1     1 2 4,17
Total de Exemplares Coletados: 7 11 25 5 48 100%

Distribuição dos Exemplares Coletados por Espécie

25
23
Nº de Exemplares Coletados

20

15
15

10

5 4 4
2

0
Astyanax sp. 1 Astyanax sp. 2 Rhamdia Oligosarcus Pareiorhaphis
quelen hepsetus splendens
Espécies

Gráfico 34: Distribuição dos exemplares coletados por espécie.

288
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Distribuição Percentual (% ) dos Exemplares
Coletados por Espécie

60
47,92
Frequência Percentual (%)

50

40
31,25
30

20
8,33 8,33
10 4,17

0
Astyanax sp. 1 Astyanax sp. 2 Rhamdia Oligosarcus Pareiorhaphis
quelen hepsetus splendens
Espécies

Gráfico 35: Distribuição percentual dos exemplares coletados por espécie.

Figura 188: Registro fotográfico de Astyanax sp. 1, espécie que mais contribuiu em número de
exemplares coletados na amostragem (47,92%).

289
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
A tabela a seguir por sua vez, apresenta os resultados obtidos na presente
campanha de amostragem em termos de biomassa:

Tabela 74: Dados da biomassa coletada em março de 2014.


Nome Biomassa Coletada (g) Frequência
Espécie Comum ICTIO-01 ICTIO-02 ICTIO-03 ICTIO-04 TOTAL Percentual (%)
Rhamdia quelen Jundiá   254,2 427,5   681,7 53,26
Astyanax sp. 1 Lambari 20,1 39,7 147,5 19,8 227,1 17,74
Oligosarcus hepsetus Saicanga 49,5   30,9 80,5 160,9 12,57
Astyanax sp. 2 Lambari 28,8 48,1 67,3   144,2 11,26
Pareiorhaphis splendens Cascudo 27,3     38,9 66,2 5,17
Total de Biomassa Coletada (g): 125,7 342 673,2 139,2 1.280,10 100%

Distribuição da Biomassa (g) Coletada por Espécie

Pareiorhaphis
66,2
splendens

Astyanax sp. 2 144,2


Espécies

Oligosarcus
160,9
hepsetus

Astyanax sp. 1 227,1

Rhamdia quelen 681,7

0 100 200 300 400 500 600 700 800


Biomassa Coletada (g)

Gráfico 36: Distribuição da biomassa (g) coletada por espécie.

290
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Distribuição Percentual (% ) da Biomassa
Coletada por Espécie

Pareiorhaphis
5,17
splendens

Astyanax sp. 2 11,26


Espécies

Oligosarcus
12,57
hepsetus

Astyanax sp. 1 17,74

Rhamdia quelen 53,26

0 10 20 30 40 50 60
Frequência Percentual (%)

Gráfico 37: Distribuição percentual da biomassa coletada por espécie.

Figura 189: Registro fotográfico de Rhamdia quelen, espécie que mais contribuiu em biomassa
coletada na amostragem (53,26%).

Cálculo da Captura por Unidade de Esforço (CPUE)

291
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Para a área de estudo, foi calculada ainda a Captura por Unidade de Esforço –
CPUE em termos de número de exemplares e biomassa.

O conjunto de redes utilizado nas amostragens realizadas nos diferentes pontos


amostrais de forma padronizada é apresentado a seguir:

Tabela 75: Redes de espera utilizadas na amostragem quantitativa.


M² de Malha Nº de Redes Metragem (m²)
Malha da Rede Comprimento Altura
Exposta Utilizadas Total Exposta
1,5 cm 30,0 m 1,5 m 45 m² 2 90 m²
3,0 cm 50 1,5 m 75 m² 1 75 m²
5,0 cm 50,0 m 1,5 m 75 m² 1 75 m²
8,0 cm 50,0 m 1,5 m 75 m² 1 75 m²
Total de redes e malha exposta por ponto amostral: 5 315 m²

Considerando um total de 04 pontos amostrais, o total de malha de redes de espera


expostas na amostragem é de 1.260 m².

A arte de pesca mais efetiva em termos de número de espécies capturadas


novamente foram as redes de espera de diferentes malhagens, sendo que através
deste apetrecho todas as espécies registradas no presente estudo foram coletadas.
Salienta-se que os dados apresentados nas planilhas referem-se apenas às
capturas em redes de espera (dados quantitativos).

Por sua vez, o espinhel foi responsável pela captura de apenas 01 espécie até o
momento, sendo ela: Rhamdia quelen, com 01 exemplar no ponto ICTIO-03 na 1ª
campanha, e 02 exemplares, sendo 01 no ICTIO-01 e 01 no ICTIO-04 nesta 3ª
campanha. Na campanha de amostragem realizada em Outubro de 2013 e Março de
2014 tal arte de pesca não apresentou êxito nas capturas.

As capturas realizadas mediante utilização de tarrafa na 1ª amostragem resultaram


na captura de 02 espécies, sendo elas: Astyanax sp. 1 (01 exemplar no ponto
ICTIO-01, 02 exemplares no Ponto ICTIO-02, e 02 exemplares no ponto ICTIO-04),
e Geophagus brasiliensis (01 exemplar no ponto ICTIO-02). Por sua vez, na 2ª
campanha de Outubro de 2013, 01 exemplar de Oligosarcus hepsetus foi coletado
no ponto ICTIO-01, e 06 exemplares de Astyanax sp. 1 foram coletados, sendo 01
no ponto ICTIO-01, 01 no ICTIO-02, e 04 no ICTIO-03. Já nesta 3ª campanha de
amostragem, realizada em Dezembro de 2013, foram coletados 03 Astyanax sp. 1
(02 no ICTIO-01 e 01 no ICTIO-02), 01 Astyanax sp. 02 (ICTIO-03), e 02

292
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Oligosarcus hepsetus (01 no ICTIO-02 e 01 NO ICTIO-04). Por fim, nesta 4ª
campanha, a utilização de tarrafa resultou na captura de apenas 03 Astyanax sp. 1
(01 no ICTIO-01 e 02 no ICTIO-03), e 02 Astyanax sp. 02 (no ponto ICTIO-02).

Considerando-se apenas as capturas em redes de espera e aplicando-se o cálculo


da Captura por Unidade de Esforço - CPUE, obtiveram-se os seguintes resultados
para o presente período amostral:

Número de Exemplares

CPUEn = N / (m² x h)

N: nº total de espécimes coletados

m²: área total das redes de espera expostas

h: tempo de exposição das redes de espera

CPUEn = 48 / 1.260 x 24 = 0,001587 exemplares capturados por m² de rede a cada


hora.

OBS: Considerando o conjunto de redes utilizado na AID da PCH SANTA ANA, a


taxa de captura é equivalente a 1,99 espécimes / hora.

Biomassa

CPUEn = B / (m² x h)

B: biomassa total coletada (g)

m²: área total das redes de espera expostas

h: tempo de exposição das redes de espera

CPUEb = 1.280,10/ 1.260 x 24 = 0,04233 gramas de biomassa capturada por m² de


rede a cada hora.

OBS: Considerando o conjunto de redes utilizadas na AID da PCH SANTA ANA, a


taxa de captura é equivalente a 53,33 gramas de biomassa / hora.

293
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Resultados por Ponto Amostral

Com relação à distribuição das espécies coletadas por ponto amostral, observa-se
que nesta 4ª amostragem um maior número de espécies fora coletado nos pontos de
amostragem ICTIO-01 e ICTIO-03, conforme podemos visualizar na figura a seguir.

Variação do Nº de Espécies Coletadas


nos Pontos Amostrais

4,5
4 4
4
Nº de Espécies Coletadas

3,5
3 3
3
2,5
2
1,5
1
0,5
0
ICTIO-01 ICTIO-02 ICTIO-03 ICTIO-04
Pontos de Amostragem

Gráfico 38: Variação do Nº de Espécies coletadas por ponto amostral.

Na presente campanha de amostragem, apenas o lambari Astyanax sp. 1 foi


coletado em todos os pontos de amostragem.

De posse dos dados obtidos individualmente para cada ponto amostral, e tendo em
vista analisar a similaridade da composição ictiofaunística nos pontos amostrais,
procedeu-se o cálculo do Índice de Jaccard para a área de estudo, através da
fórmula:

Onde:
J=C/A+B–C
J = Índice de Similaridade

C = Nº de espécies comuns entre A e B

294
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
A = Nº de espécies coletadas no ponto A

B = Nº de espécies coletadas no ponto B

Os resultados encontrados apresentam-se dispostos na tabela a seguir:

Tabela 76: Índice de Similaridade de Jacard (J)

ÍNDICE DE SIMILARIDADE DE JACCARD

ICTIO-01 ICTIO-02 ICTIO-03 ICTIO-04


ICTIO-01   40,00% 60,00% 75,00%
ICTIO-02 40,00%   75,00% 20,00%
ICTIO-03 60,00% 75,00%   40,00%
ICTIO-04 75,00% 20,00% 40,00%  

Conforme podemos observar na tabela apresentada, os pontos que apresentaram


uma maior similaridade ictiofaunística foram os pontos ICTIO-01 e ICTIO-04 e
também os pontos ICTIO-02 e ICTIO-03.

Com relação ao número de exemplares coletados por ponto de amostragem,


verificamos maiores índices de captura no ponto de amostragem ICTIO-03,
conforme visualizamos na figura a seguir:

Variação do Nº de Exemplares Coletados


nos Pontos Amostrais

30
Nº de Exemplares Coletados

25 25

20

15

10 11
7
5
5
0
ICTIO-01 ICTIO-02 ICTIO-03 ICTIO-04
Pontos de Amostragem

Gráfico 39: Variação do Nº de Exemplares coletados por ponto amostral.

295
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Já com relação às capturas em termos de biomassa, observamos maiores índices
no ponto ICTIO-03, conforme podemos observar no gráfico apresentada a seguir:

Variação da Biomassa (g) Coletada


nos Pontos Amostrais

800
700
673,2
Biomassa Coletada (g)

600
500
400
342
300
200
125,7
100 139,2
0
ICTIO-01 ICTIO-02 ICTIO-03 ICTIO-04
Pontos de Amostragem

Gráfico 40: Variação da biomassa (g) coletada por ponto amostral.

Para a análise da composição ictiofaunística, em sua estrutura e diversidade nos


diferentes pontos de amostragem foram estimados índices de diversidades, que são
comumente utilizados nesse tipo de censo biológico.

Calculando-se o índice de Shannon – Wiener, cuja fórmula é H’= ∑pi(loge pi), através
do software DIVERS, baseado em Krebs (1989), fora estimada a diversidade de
espécies para os diferentes pontos de amostragem, obtendo assim informações
sobre a estrutura das taxocenoses e permitindo ainda uma avaliação futura sobre os
impactos ocasionados por alterações ambientais na ictiofauna local. O gráfico a
seguir apresenta a variação do Índice de Diversidade de Shannon (H’) nos diferentes
pontos amostrais:

296
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Variação do Índice de Diversidade de Shannon (H')
nos Pontos Amostrais

1,2

1
1,00743 0,93677
0,8 0,92415
Valor de H'

0,80659
0,6

0,4

0,2

0
ICTIO-01 ICTIO-02 ICTIO-03 ICTIO-04
Pontos de Amostragem

Gráfico 41: Variação do Índice de Diversidade de Shannon (H’) nos pontos amostrais.

Ainda tratando-se sobre índices ecológicos, a equidade / uniformidade, que


representa a participação de cada espécie na comunidade foi estimado pelo índice
de Pielou (Magurran, 1988), cuja fórmula é J´= H’/Hmáx, onde Hmáx = log e(S). Os
resultados para o cálculo da equidade / uniformidade na amostra obtida na AID da
PCH Santa Ana é apresentada no gráfico a seguir:

Variação da Equitabilidade de Pielou (J') nos


Pontos Amostrais

0,9 0,85268
0,8
0,7 0,66664 0,73419
0,72671
0,6
Valor de J'

0,5
0,4
0,3
0,2
0,1
0
ICTIO-01 ICTIO-02 ICTIO-03 ICTIO-04
Pontos de Amostragem

297
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Gráfico 42: Variação da equidade / uniformidade nos pontos amostrais.

3.6.2.7 Resultados Agrupados do Monitoramento

Classificação Taxonômica e Curva do Coletor

Até a presente data foi registradas para a AID da PCH SANTA ANA um total de 07
espécies, as quais são apresentadas na tabela a seguir, de acordo com sua
classificação taxonômica:

Tabela 77: Classificação taxonômica das espécies coletadas.


CLASSIFICAÇÃO TAXONÔMICA DAS ESPÉCIES
COLETADAS
CHARACIFORMES
Characidae
Asyanax sp. 1
Asyanax sp. 2
Oligosarcus hepsetus
SILURIFORMES
Heptapteridae
Rhamdia quelen Quoy & Gaimard, 1824
Loricariidae
Hypostomus commersonii Vallencienes, 1836
Pareiorhaphis splendens (Bizerril, 1995)
PERCIFORMES
Cichlidae
Geophagus brasiliensis (Quoy & Gaimard, 1824)

Observando-se os resultados obtidos no decorrer destas 04 campanhas de


monitoramento realizadas na AID da PCH SANTA ANA observa-se que a curva do

298
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
coletor mostrou-se ascendente, com o registro de 01 nova espécie para a área de
estudo a cada evento amostral até a 3ª campanha, sendo que, porém nesta 4ª
amostragem nenhuma nova espécie fora registrada, conforme podemos observar na
figura a seguir:

CURVA DO COLETOR

8
7 7
Nº Total de Espécies Registradas

7
6
6
5
5

0
jun/13 jul/13 ago/13 set/13 out/13 nov/13 dez/13 jan/14 fev/14 mar/14

Campanhas Amostrais

Gráfico 43: Variação da curva do coletor da ictiofauna para a AID da PCH SANTA ANA.

Resultados por Ordem Taxonômica

Com relação ao número de espécies coletadas, as ordens mais representativas


foram os Characiformes (42,86%) e Siluriformes (42,86%), seguidos pelos
Perciformes (14,28%). As figuras a seguir apresentam a distribuição numérica e
percentual das espécies coletadas na presente amostragem em suas respectivas
ordens.

299
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Distribuição das Espécies Coletadas por Ordem

Characiformes Siluriformes Perciformes

Gráfico 44: Distribuição numérica das espécies coletadas em suas respectivas ordens.

Distribuição Percentual (% ) das Espécies


Coletadas por Ordem

14,28%

42,86%

42,86%

Characiformes Siluriformes Perciformes

Gráfico 45: Distribuição percentual das espécies coletadas em suas respectivas ordens.

Já com relação ao número de exemplares coletados, as ordens mais representativas


foram: Characiformes (81,50%), seguida pelos Siluriformes (14,45%), e Perciformes
(4,05%). As figuras a seguir apresentam a distribuição numérica e percentual dos
exemplares coletados na presente amostragem em suas respectivas ordens.

300
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Distribuição dos Exemplares Coletados por Ordem

7
25

141

Characiformes Siluriformes Perciformes

Gráfico 46: Distribuição numérica dos exemplares coletados em suas respectivas ordens.

Distribuição Percentual (% ) dos Exemplares


Coletados por Ordem

14,45% 4,05%

81,50%

Characiformes Siluriformes Perciformes

Gráfico 47: Distribuição percentual dos exemplares coletados em suas respectivas ordens.

Por sua vez, com relação à biomassa coletada, as ordens mais representativas
foram: Siluriformes (49,00%), seguidos pelos Characiformes (43,49%), e
Perciformes (7,51%). As figuras a seguir apresentam a distribuição numérica e
percentual da biomassa coletada na presente amostragem em suas respectivas
ordens.

301
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Distribuição da Biomassa (g) Coletada por Ordem

331,6

2.163,10
1.919,40

Siluriformes Characiformes Perciformes

Gráfico 48: Distribuição da biomassa (g) coletada em suas respectivas ordens.

Distribuição Percentual (% ) da Biomassa


Coletada por Ordem

7,51%

49,00%
43,49%

Siluriformes Characiformes Perciformes

Gráfico 49: Distribuição percentual da biomassa coletada em suas respectivas ordens.

Resultados por Famílias Taxonômicas

Com relação à distribuição das espécies coletadas em suas respectivas famílias a


distribuição foi a seguinte: Characidae (42,86%), Loricariidae (28,58%), Cichlidae
(14,28%), e Heptapteridae (14,28%). Os gráficos a seguir apresentam a distribuição
numérica e percentual das espécies coletadas na presente amostragem em suas
respectivas famílias.

302
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Distribuição das Espécies Coletadas por Família

1 3

Characidae Loricariidae Cichlidae Heptapteridae

Gráfico 50: Distribuição numérica das espécies coletadas em suas respectivas famílias.

Distribuição Percentual (% ) das Espécies


Coletadas por Família

14,28%
14,28% 42,86%

28,58%

Characidae Loricariidae Cichlidae Heptapteridae

Gráfico 51: Distribuição percentual das espécies coletadas em suas respectivas famílias.

Já com relação ao número de exemplares coletados, a distribuição por família foi a


seguinte: Characidae (81,50%), seguida por Heptapteridae (7,51%), Loricariidae
(6,94%), e Cichlidae (4,05%). As figuras a seguir apresentam a distribuição numérica
e percentual dos exemplares coletados na presente amostragem em suas
respectivas famílias.

303
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Distribuição dos Exemplares Coletados por Família

13 7
12

141

Characidae Loricariidae Heptapteridae Cichlidae

Gráfico 52: Distribuição numérica dos exemplares coletados em suas respectivas famílias.

Distribuição Percentual (% ) dos Exemplares


Coletados por Família

6,94% 4,05%
7,51%

81,50%

Characidae Heptapteridae Loricariidae Cichlidae

Gráfico 53: Distribuição percentual dos exemplares coletados em suas respectivas famílias.

Por sua vez, com relação a biomassa coletada a distribuição por família foi a
seguinte: Characidae (43,49%), Heptapteridae (37,71%), Loricariidae (11,29%), e
Cichlidae (7,51%). As figuras a seguir apresentam a distribuição numérica e
percentual da biomassa coletada na presente amostragem em suas respectivas
famílias.

304
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Distribuição da Biomassa (g) Coletada por Família

331,6
498,4
1.919,40

1.664,70

Characidae Heptapteridae Loricariidae Cichlidae

Gráfico 54: Distribuição da biomassa (g) coletada em suas respectivas famílias.

Distribuição Percentual (% ) da Biomassa


Coletada por Família

7,51%
11,29%
43,49%

37,71%

Characidae Heptapteridae Loricariidae Cichlidae

Gráfico 55: Distribuição percentual da biomassa coletada em suas respectivas famílias.

Dados Agrupados (Nº de exemplares)

A tabela a seguir apresenta os dados agrupados obtidos até o presente momento no


monitoramento da ictiofauna no que diz respeito ao número de exemplares
coletados na AID da PCH SANTA ANA:

Tabela 78: Dados agrupados do monitoramento relativos ao número de exemplares coletados.

305
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
DADOS AGRUPADOS - Nº DE EXEMPLARES COLETADOS

Campanhas de Amostragem Frequência


Nome Percentual
Espécie Comum jun/13 out/13 dez/13 mar/14 TOTAL (%)
Astyanax sp. 1 Lambari 28 12 19 23 82 47,4
Astyanax sp. 2 Lambari 12 8 8 15 43 24,86
Oligosarcus hepsetus Saicanga   5 7 4 16 9,25
Rhamdia quelen Jundiá 2   7 4 13 7,51
Pareiorhaphis splendens Cascudo 4 3 2 2 11 6,36
Geophagus brasiliensis Cará 3 4     7 4,05
Hypostomus commersonii Cascudo     1   1 0,57
Total de Exemplares Coletados: 49 32 44 48 173 100%

Distribuição dos exemplares Coletados por Espécies


DADOS AGRUPADOS

90 82
Nº de Exemplares Coletados

80
70
60
50 43
40
30
20 16 13 11
7
10 1
0

us
n s
si
s ii
.1 .2 et el
e en n on
sp sp s u d
ilie
s
x x p q le
n er
na na he di
a sp as m
a a s is br m
ty ty cu am s co
As As ar Rh aph gu us
os rh a
lig io ph t om
O are eo os
P G p
Hy
Espécies

Gráfico 56: Distribuição agrupada dos exemplares coletados por espécie ao longo do
monitoramento da ictiofauna na PCH SANTA ANA.

306
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Distribuição Percentual (% ) dos Exemplares Coletados por
Espécie - DADOS AGRUPADOS

Hypostomus commersonii 0,57

Geophagus brasiliensis 4,05

Pareiorhaphis splendens 6,36


Espécies

Rhamdia quelen 7,51

Oligosarcus hepsetus 9,25

Astyanax sp. 2 24,86

Astyanax sp. 1 47,4

0 10 20 30 40 50
Frequência Percentual (%)

Gráfico 57: Distribuição agrupada dos exemplares coletados por espécie ao longo do
monitoramento da ictiofauna na PCH SANTA ANA.

Variação do Nº de Exemplares Coletados nas Amostragens

60
Nº de Exemplares Coletados

50
49 44 48
40
32
30

20

10

0
jun/13 jul/13 ago/13 set/13 out/13 nov/13 dez/13 jan/14 fev/14 mar/14
Campanhas Amostrais

Gráfico 58: Variação do nº total de exemplares coletados por campanha amostral ao longo do
monitoramento da ictiofauna na PCH SANTA ANA.

Dados Agrupados (Biomassa)

307
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
A tabela a seguir apresenta os dados agrupados obtidos até o presente momento no
monitoramento da ictiofauna no que diz respeito à biomassa (g) coletada na AID da
PCH SANTA ANA:

Tabela 79: Dados agrupados do monitoramento relativos à biomassa coletada.

DADOS AGRUPADOS - BIOMASSA COLETADA


Campanhas de Amostragem Frequência
Nome Percentual
Espécie Comum jun/13 out/13 dez/13 mar/14 TOTAL (%)
Rhamdia quelen Jundiá 119,1   863,9 681,7 1.664,70 37,71
Astyanax sp. 1 Lambari 264,2 117,3 183,4 227,1 792 17,94
Oligosarcus hepsetus Saicanga   227,1 340,1 160,9 728,1 16,5
Pareiorhaphis splendens Cascudo 161,7 102,5 95,9 66,2 426,3 9,66
Astyanax sp. 2 Lambari 100,1 80 75 144,2 399,3 9,05
Geophagus brasiliensis Cará 170,6 161     331,6 7,51
Hypostomus commersonii Cascudo     72,1   72,1 1,63
Total de Biomassa Coletada: 815,7 687,9 1.630,40 1.280,10 4.414,10 100%

Distribuição da Biomassa (g) Coletada por Espécie


DADOS AGRUPADOS

Hypostomus commersonii 72,1

Geophagus brasiliensis 331,6

Astyanax sp. 2 399,3


Espécies

Pareiorhaphis splendens 426,3

Oligosarcus hepsetus 728,1

Astyanax sp. 1 792

Rhamdia quelen 1.664,70

0,00 500,00 1.000,00 1.500,00 2.000,00


Biomassa Coletada (g)

Gráfico 59: Distribuição agrupada da biomassa (g) coletada por espécie ao longo do
monitoramento da ictiofauna na PCH SANTA ANA.

308
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Distribuição Percentual (% ) da Biomassa Coletada por Espécie
DADOS AGRUPADOS

Hypostomus commersonii 1,63

Geophagus brasiliensis 7,51

Astyanax sp. 2 9,05


Espécies

Pareiorhaphis splendens 9,66

Oligosarcus hepsetus 16,5

Astyanax sp. 1 17,94

Rhamdia quelen 37,71

0 5 10 15 20 25 30 35 40
Frequência Percentual (%)

Gráfico 60: Distribuição percentual agrupada da biomassa coletada por espécie ao longo do
monitoramento da ictiofauna na PCH SANTA ANA.

Variação da Biomassa (g) Coletada nas Amostragens

1800
1.630,40
1600
Biomassa Coletada (g)

1400 1.280,10
1200
1000
815,7
800
687,9
600
400
200
0
jun/13 jul/13 ago/13 set/13 out/13 nov/13 dez/13 jan/14 fev/14 mar/14
Campanhas Amostrais

Gráfico 61: Variação da biomassa coletada por campanha amostral ao longo do


monitoramento da ictiofauna na PCH SANTA ANA.

3.6.2.8 Classificação Trófica das Espécies Registradas

Com relação à distribuição das espécies em suas respectivas guildas tróficas, pode-
se dizer que em todos os ambientes as espécies variaram no que tange a questão
de sua posição na cadeia trófica. Tivemos a presença de espécies que exploram a

309
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
mais diversa gama de recursos alimentares que o ambiente disponibiliza,
especializadas nas mais diversas formas de forrageamento.

A seguir é apresentada a distribuição das espécies coletadas em suas respectivas


guildas tróficas, de acordo com artigos científicos publicados relacionados com os
hábitos alimentares, bem como de observações realizadas no conteúdo estomacal
de alguns exemplares coletados:

Tabela 80: Distribuição das espécies em suas respectivas guildas tróficas.

CLASSIFICAÇÃO TRÓFICA
Espécie Nome Comum Guilda Trófica
Astyanax sp.1 Lambari Onívora
Astyanax sp.2 Lambari Onívora
Geophagus brasiliensis Cará Bentófaga
Hypostomus commersonii Cascudo Detritívora
Oligosarcus hepsetus Saicanga Piscívora
Pareiorhaphis splendens Cascudo Detritívora
Rhamdia quelen Jundiá Onívora

CLASSIFICAÇÃO TRÓFICA DAS ESPÉCIES


COLETADAS

3
3
Nº de Espécies Coletadas

2,5

2
2
1,5

1
1 1
0,5

0
Onívoras Detritívoras Piscívoras Bentófagas
Guildas Tróficas

Gráfico 62: Distribuição das espécies coletadas por guilda trófica correspondente.

310
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Distribuição Percentual (% ) das Espécies Coletadas por
Guildas Tróficas

Bentófagas 14,28%
Guildas Tróficas

Piscívoras 14,28%

Detritívoras 28,58%

Onívoras 42,86%

0,00% 10,00% 20,00% 30,00% 40,00% 50,00%


Frequência Percentual (%)

Gráfico 63: Distribuição percentual das espécies coletadas por guilda trófica correspondente.

3.6.2.9 Classificação Reprodutiva das Espécies Registradas

Por sua vez, com relação às guildas reprodutivas a que pertencem, as espécies
também variaram, sendo que houve um predomínio daquelas espécies que
apresentam curtas migrações em seu processo reprodutivo. A seguir é apresentada
a distribuição das espécies coletadas distribuídas em suas respectivas guildas
reprodutivas:

Tabela 81: Distribuição das espécies coletadas e as guildas reprodutivas correspondentes.

CLASSIFICAÇÃO REPRODUTIVA
Espécie Nome Comum Guilda Reprodutiva
Astyanax sp.1 Lambari Migração Curta
Astyanax sp.2 Lambari Migração Curta
Geophagus brasiliensis Cará Cuidado Parental
Hypostomus commersonii Cascudo ND
Oligosarcus hepsetus Saicanga Migração Curta
Pareiorhaphis splendens Cascudo ND
Rhamdia quelen Jundiá Migração Curta
ND = não definido ou não estudado pela bibliografia conhecida.

311
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
CLASSIFICAÇÃO REPRODUTIVA DAS
ESPÉCIES COLETADAS

4
4
3,5
Nº de Espécies Coletadas

2,5
2
2
1,5
1
1
0,5
0
Migração Curta ND Cuidado Parental
Guildas Reprodutivas

Gráfico 64: Distribuição das espécies coletadas por guilda reprodutiva correspondente.

Distribuição Percentual (% ) das Espécies Coletadas


por Guilda Reprodutiva

Cuidado Parental 14,28%


Guildas Reprodutivas

ND 28,58%

Migração Curta 57,14%

0,00% 10,00% 20,00% 30,00% 40,00% 50,00% 60,00%


Frequência Percentual (%)

Gráfico 65: Distribuição percentual das espécies coletadas por guilda reprodutiva
correspondente.

312
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
3.6.2.10 Cálculo de Índices Ecológicos

A utilização e aplicação de índices ecológicos em estudos de monitoramento


ictiofaunístico constitui-se em uma importante ferramenta de trabalho, ao passo que
permitem realizar comparações entre situações atuais e futuras, contribuindo na
verificação do status de conservação da biodiversidade local.

Aos dados obtidos na presente campanha de monitoramento aplicou-se o Índice de


Shannon – Wiener, dado pela fórmula abaixo, e calculado através software DIVERS:

H’= ∑pi(loge pi)

Onde:

 Pi: é a proporção da espécie em relação ao número total de espécimes


encontrados nos levantamentos realizados.

Considerando-se os (04) quatro pontos amostrais agrupados, ou seja, a área de


influência da PCH SANTA ANA no rio Engano, através do índice de Shannon –
Wiener foi encontrada para a presente campanha de amostragem (4ª) uma
diversidade de H' = 1,21840. O índice de diversidade de Shannon calculado para os
dados agrupados das 04 campanhas resultou em H'=1,43081.

Por sua vez, o Índice de Equitabilidade de Pielou (J') expressa a maneira pela qual o
número de indivíduos está distribuído entre as diferentes espécies, isto é, indica se
as diferentes espécies possuem abundância (número de indivíduos) semelhantes ou
divergentes.

A equitabilidade é mais comumente expressada pelo Índice de Pielou:

H' observado
J' =
H' máximo

Onde:

313
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
 H’observado: índice de diversidade observado para a amostra / ponto.

 H’máximo: é a diversidade máxima possível que pode ser observada se todas


as espécies apresentarem igual abundância.

 H’máximo = log S

 S = número total de espécies

A equitabilidade para a área de estudo no presente monitoramento ictiofaunístico


deu-se através da utilização do software DIVERS.

Considerando-se os 04 (quatro) pontos amostrais agrupados, ou seja, a área de


influência da PCH SANTA ANA no rio Engano, através do índice de Pielou (1975,
1977) foi encontrada para a presente campanha de amostragem (4ª) uma
equitabilidade / equidade de J'= 0,75704.

Por sua vez, considerando de forma agrupada os resultados obtidos no decorrer das
04 campanhas de monitoramento da ictiofauna já desenvolvidas na AID da PCH
SANTA ANA, o cálculo da equitabilidade de Pielou resultou em E=0,73529.

3.6.2.11 Discussão dos Resultados do Monitoramento

Segundo Malabarba e Reis (1987), a América do Sul apresenta a fauna de peixes de


água doce mais rica do mundo, sendo que nela encontramos uma diversidade
enorme de formas e adaptações não igualada por nenhuma outra região. Porém, em
contraste a isso, a fauna de peixes de água doce da América do Sul é uma das
menos conhecidas do mundo, estimando-se que 30 a 40% das espécies ainda não
estão descritas (Bohlke et al., 1978). Malabarba e Reis (1987) citam que essa
situação de desconhecimento é determinada por vários fatores, entre eles a grande
diversidade de espécies existentes, a falta de coletas em diversas regiões pelo
elevado custo ou difícil acesso, e o pequeno número de pesquisadores que tem se
dedicado ao estudo taxonômico dos peixes. Corroborando esse fato, Lowe-McConell
(1999) coloca que o estudo da ictiofauna em uma área tão vasta, remota, e pouco
explorada, torna-se uma tarefa desalentadora, dificultada ainda mais pela presença
de muitas espécies (várias das quais idênticas entre si) o que torna sua identificação
muito difícil.

314
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Ainda, Lowe-McConnell (1999) cita que a maioria das espécies componente da
ictiofauna neotropical pertence às ordens Characiformes e Siluriformes. Em estudo
realizado por Castro & Casatti (1997) em um pequeno riacho da bacia superior do rio
Paraná, as ordens predominantes foram Characiformes (42%) e Siluriformes (42%);
Cella (2003) em pesquisa realizada no rio Ouro (afluente do rio Chapecó) encontrou
como ordens mais representativas os Characiformes (55%) e Siluriformes (35%);
Baucke (2004) em inventário realizado no rio Chapecó entre os municípios de
Coronel Freitas e Quilombo – SC teve como ordens mais representativas os
Siluriformes com 45,95% e os Characiformes com 29,73%. Já no presente estudo
ictiofaunístico realizado na área de influência direta da PCH SANTA ANA os
Siluriformes e Characiformes também vêm predominando, com uma menor
participação dos Perciformes.

Na área de estudo dois fatores ecológicos determinam a distribuição das espécies,


sendo elas a vazão (velocidade da água) e a profundidade. Esta interação entre o
predomínio de espécies de pequeno porte com a grande velocidade da correnteza
no trecho implicam em pequena área de uso efetivo dos habitat por grande parte das
espécies. Desta forma, as áreas de remanso e poço são mais utilizadas pelas
espécies do que as de corredeira, onde a força de arrasto provocada pela
correnteza requer maior capacidade de natação ou mesmo de fixar-se ao substrato.

Para Lowe-McConnell (1999), em comunidades de rios a composição de espécies


esta sempre mudando com o tempo e o volume d’água. Sendo assim, uma
comunidade residente pode ser aumentada por peixes imigrantes, que se juntam
aos residentes por algum tempo para se alimentar ou reproduzir ou apenas passam
pela comunidade. Das 07 espécies registradas para a área de estudo, apenas 03
delas estiveram presentes em todas as amostragens, sendo elas os lambaris
Astyanax sp 01 e Astyanax sp. 02 e o cascudo Pareiorhaphis splendens.

Com relação à distribuição da ictiofauna na área de estudo, observa-se que existe


implantada junto à base do pequeno barramento da PCH SANTA ANA uma escada
de peixe. Destaca-se que novamente durante a execução dos serviços de campo no
decorrer da presente amostragem (Março/2014), não se observou a utilização de tal
obra de transposição por qualquer espécie que habita as águas do rio Engano no

315
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
local, a exemplo do constatado nas demais amostragens já realizadas, entretanto tal
fato deverá ser continuamente avaliado no decorrer das demais amostragens.

As figuras a seguir apresentam o registro fotográfico da escada de peixe implantada


no local:

Figura 190: Vista geral do barramento e escada de peixes situada nas proximidades de sua
ombreira direita.

Figura 191: Escada de peixes na PCH SANTA ANA.

316
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Figura 192: Detalhe da escada de peixes na PCH SANTA ANA.

BIZERRIL (2003) cita que muitas bacias locais da região leste exibem ictiofauna
similar, o que sugere baixa especiação. O autor comenta ainda que o panorama
evolutivo da região leste é dominado por processos de extinção, visto que se trata
de uma região antiga com baixa especiação, alta instabilidade ambiental (eventos
catastróficos), e reduzidos níveis populacionais das diferentes espécies.

BIZERRIL (2003) cita que esta condição gera um quadro curioso no qual, ao
contrário do que se verifica em bacias em que ocorrem espécies de maior porte,
reduções de vazões, desde que mantidas as condições de funcionalidade do
ambiente fluvial, atuam como eventos magnificadores de biodiversidade e não como
um impacto negativo, visto permitirem a exploração mais efetiva dos recursos
espaciais pelos taxa.

Em estudo realizado por Baucke (2004) no rio Chapecó houve grande


dissimilaridade nas capturas em função da distribuição sazonal das espécies. Smith
et al. (1997) já citam a sazonalidade, juntamente com a diversidade de habitat e os
aspectos hidrológicos e geomorfológicos, como sendo aspectos que influenciam
grandemente a biota nos rios.

Goulding et al. (1988), cita que existe dominância em uma comunidade de peixes
onde a abundância relativa das duas espécies mais abundantes juntas ultrapassem
40%. Considerando apenas os dados obtidos nas 04 primeiras amostragens,

317
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
observa-se que as duas espécies mais abundantes correspondem até o momento a
72,26% do total de exemplares coletados, o que pode denotar uma dominância na
comunidade ictiofaunística local por Astyanax sp. 1 e Astyanax sp. 2, porém tal fato
deve ser melhor avaliado no decorrer das próximas campanhas de amostragem.

Outro importante fator é ser observado no decorrer das próximas campanhas


amostrais é a variação da curva do coletor, que possibilita dimensionar a eficiência
amostral e analisar se todas as espécies que compõem a ictiofauna local já foram
contempladas nas campanhas amostrais realizadas.

Na presente amostragem novamente não foram encontradas espécies consideradas


como grandes migradoras no local de estudo, entretanto a avaliação neste sentido
terá continuidade no decorrer dos próximos eventos amostrais.

Os índices de diversidade encontrados para a área de influência direta da PCH


SANTA ANA foram relativamente baixos se comparados a outros estudos realizados
em bacias do interior catarinense. Para o cálculo de diversidades foi utilizado o
índice de Shannon – Wiener que segundo Odum (1988) atribui um peso maior às
espécies raras e também é relativamente independente da amostra. Margalef (1995)
indicou que a diversidade nas comunidades naturais, medidas com o índice
Shannon – Wiener nunca excede 5,0; ao mesmo tempo em que Goulding et al.
(1988) considerou altos valores do índice que excediam 3,0. Goulding et al. (1988)
citam que a relação entre dominância, uniformidade e diversidade, não é simples,
sendo possível obter valor alto de diversidade em comunidades com alta
dominância.

Segundo Odum (1988), a diversidade máxima teórica não se encontra em lugar


algum na matéria na natureza, pois todas as espécies são igualmente importantes e
sempre algumas são mais raras do que outras. O mesmo autor coloca ainda que a
diversidade tende a ser reduzida em comunidades que sofrem estresse, o que pode
ser o caso da comunidade amostrada devido às ações antropogênicas na bacia.

A respeito das danosas conseqüências que as ações antrópicas causam nos


ecossistemas aquáticos, Araújo (1998) cita que as atividades antrópicas têm
exercido uma profunda, influencia negativa nos peixes de água doce dos menores
córregos aos grandes rios; sendo que alguns, desses efeitos negativos são devido

318
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
aos poluentes, enquanto outros estão associados às mudanças na hidrologia da
bacia, modificações no hábitat e alterações das fontes de energia, das quais
depende a biota aquática.

Tendo em vista que as áreas ripárias apresentam importantes funções hidrológicas e


limnológicas para a integridade abiótica do sistema, como por exemplo, contenção
de ribanceiras, controle de fluxo e vazão do rio, formação de microclima de hábitat,
entre outros citados por Carvalho (1993); além de fornecer proteção estrutural à
comunidade de peixes, fornecer abrigo e sombra, manter a qualidade da água, filtrar
substâncias que chegam ao rio formar matéria orgânica e substrato de fixação de
algas e perifiton; torna-se de caráter imprescindível a realização de projetos que
visem à recomposição e preservação das matas ripárias na bacia do rio Engano, o
que virá a contribuir em muito para a manutenção e melhoria da qualidade da água
além de favorecer espécies de peixe que se beneficiam da alimentação alóctone
provinda das matas ciliares.

O rio Engano na área de estudo apresenta largura maior do que a cobertura do


dossel das matas ciliares, o que favorece a produção primária em muitos trechos,
que por sua vez dá subsídios à comunidade zooplânctonica e bentônica, utilizadas
por muitas espécies de peixes em seu forrageamento. Com base na análise das
guildas tróficas das espécies coletadas observamos uma comunidade de peixes com
poucas especializações alimentares, sendo que grande parte das espécies consome
itens autóctones do ambiente fluvial, e mesmo algumas espécies que consomem
itens alóctones são generalistas, ou seja, não havendo uma marcante dependência
das espécies de peixes pelos produtos exportados pelas formações ciliares (frutos,
insetos, etc.).

Smith et al. (1997), comentam que as perturbações provocadas por atividades


antropogênicas produzem alterações nas características físicas – químicas da água
e modificam as características biológicas dos sistemas aquáticos, resultando na
diminuição do número de indivíduos e espécies da fauna nativa e tendo como
conseqüência à redução da abundância e diversidade das espécies de peixes.
Sendo assim deve ser considerada a hipótese de adoção de um biomonitoramento
constante no local durante as diferentes fases do empreendimento.

319
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Novamente, na presente expedição de coleta realizada na área de influência da
PCH SANTA ANA não foi coletada nenhuma espécie exótica, entretanto é
imprescindível um acompanhamento da ocorrência de espécies exóticas em nossos
ecossistemas naturais. A carência de informações básicas e de tecnologias
disponível para a implementação desses objetivos com espécies nativas levou os
órgão oficiais optarem por exóticas. Deste modo, as bacias de drenagem de nosso
estado receberam uma grande quantidade de peixes provindos de outras bacias, sul
– americanas ou não, pertencentes a varias espécies, quer seja por programas de
peixamento, ou por acidentes em tanques de piscicultura da região. Apesar de que
tais espécies introduzidas tenham um importante papel econômico no
desenvolvimento da piscicultura, a falta de informações a respeito de tais ações
impossibilita dimensionar o impacto ambiental causado por tais introduções na
ictiofauna nativa.

Da mesma forma, na área de influência direta da PCH SANTA ANA não foram
coletadas espécies sob qualquer categoria de ameaça (espécies constantes em
listas oficiais).

Cita-se ainda que na área de influência da PCH SANTA ANA inexiste a prática de
pesca com fins comerciais (pesca profissional), sendo que a única atividade de
pesca registrada no local é a desenvolvida com fins de lazer e recreação. Conversas
informais com moradores que residem nas proximidades do empreendimento
auxiliaram na definição de inexistência de atividade pesqueira profissional na área
de estudo.

A partir dos dados a serem obtidos ao longo das campanhas de monitoramento a


respeito da estrutura e composição da comunidade de peixe da região de influência
da PCH SANTA ANA será possibilitada a formulação de planos de conservação e
manejo adequados à biota existente na área de influência do empreendimento, caso
verifique-se tecnicamente tal necessidade.

320
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
3.7 Programa de Gestão dos Resíduos Sólidos

3.7.1 Introdução

A Lei nº 12.305/10, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS),


contém instrumentos importantes para permitir o enfrentamento dos principais
problemas ambientais, sociais e econômicos decorrentes do manejo inadequado dos
resíduos sólidos.

Prevê a prevenção e a redução na geração de resíduos, tendo como proposta a


prática de hábitos de consumo sustentável e um conjunto de instrumentos para
propiciar o aumento da reciclagem e da reutilização dos resíduos sólidos e a
destinação ambientalmente adequada dos rejeitos.

Institui a responsabilidade compartilhada dos geradores de resíduos: dos


fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, o cidadão e titulares de
serviços de manejo dos resíduos sólidos urbanos na Logística Reversa dos resíduos
e embalagens pós-consumo e pós-consumo.

Cria metas importantes que irão contribuir para a eliminação dos lixões e institui
instrumentos de planejamento nos níveis nacional, estadual, microrregional,
intermunicipal e metropolitano e municipal; além de impor que os particulares
elaborem seus Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos.

321
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Na fase de operação de uma PCH são gerados poucos resíduos. Os principais
resíduos gerados são oriundos da ocupação de funcionários (operadores da Usina),
como resíduos de alimentos e banheiros, e pela manutenção e conserto das
máquinas e equipamentos.

No caso da PCH Santa Ana, os resíduos gerados por funcionários são separados
por tipo de material (resíduos orgânicos, plástico, papel, metal, vidro e pilhas e
baterias) e são encaminhados para o serviço público de coleta municipal de Major
Gercino/SC. Para operação da PCH Santa Ana apenas três funcionários ficam
diariamente na Usina. Outros funcionários da Santa Ana Energética visitam
esporadicamente a usina, logo a quantidade de resíduos gerada é diminuta.

Os efluentes líquidos gerados nos banheiros e cozinha são destinados a um sistema


de tratamento simples composto de caixa de gordura, filtro, fossa séptica e
sumidouro.

Os resíduos gerados classe I, devido a manutenção e conserto das máquinas e


equipamentos, como recipientes de óleos/graxas, tintas, solventes, colas, entre
outros, são destinados ao aterro de resíduos Classe I da CETRIC, no município de
Chapecó/SC. Os demais resíduos gerados no processo de manutenção e conserto
são enviados à empresa fabricante para reutilização ou enviados a aterros
industriais. Ressalta-se que no período que compreende esta campanha, de janeiro
a março de 2014, não foram gerados resíduos classe I.

Em anexo apresentado o Formulário de Entrega de Resíduos Sólidos Orgânicos e


Recicláveis ao Centro de Triagem e Compostagem de Resíduos Sólidos Urbanos da
Prefeitura Municipal de Major Gercino que recebe da PCH Santa Ana.

A seguir encontram-se fotos dos acondicionamentos de resíduos e avisos da PCH


Santa Ana. Alguns restos de entulhos encontram-se na área de influência direta e já
foram solicitados ajustes dos mesmos pela equipe, as fotos encontram-se no final do
relatório de Resíduos.

322
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Figura 193: Material de obra estocado na área de coleta seletiva

Figura 194: Material de obra estocado na área de coleta seletiva

323
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Figura 195: Material de obra estocado na área de coleta seletiva

Figura 196: Lixo ao longo do canal de adução

324
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Figura 197: Pedaços de lona plástica utilizada nas obras de contenção de taludes

Figura 198: Pedaços de lona plástica e garrafas pet

325
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Figura 199: Banheiros desativados na estrada de acesso à tomada d’água

Figura 200: Restos de obras do muro de proteção – ombreira direita da barragem

326
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
3.8 Programa de Segurança de Barragem, Inspeção e Monitoramento e Ações
de Emergência

3.8.1 Introdução

Os complexos hidrelétricos são geralmente obras associadas a um elevado


potencial de risco devido a possibilidades de ruptura de partes integrantes, com
consequência catastrófica para as próprias estruturas, para o meio ambiente com
implicações na fauna e flora, perdas econômicas e principalmente a possibilidade de
perdas de vidas humanas. A avaliação da segurança das estruturas que compõem o
complexo hidrelétrico como um todo, poderá apontar, com a antecedência ou
urgência requerida, a necessidade de recuperar ou reformar partes que representem
ameaças. A inspeção regular de segurança deve ser realizada com a periodicidade
estabelecida de acordo com a classificação de risco e dano potencial das estruturas.

3.8.2 Objetivo

Este programa de monitoramento tem como objetivo a avaliação de segurança das


estruturas civis de forma a determinar as condições relativas à segurança estrutural
e operacional da Usina, identificando possíveis problemas e recomendando tanto
reparos corretivos, restrições operacionais e/ou modificações, quando das análises e
estudos, para determinar as soluções dos problemas, caso existam.

3.8.3 Critérios Adotados na Inspeção/Monitoramento

Como sistemática de inspeção de segurança e acompanhamento optou-se pela


metodologia proposta pela Secretaria de Infraestrutura Hídrica do Ministério da
Integração Nacional, sendo feitas algumas complementações de forma a adequar ao
complexo da PCH Santa Ana. Esta metodologia trata da inspeção de todas as
unidades que compõem a PCH, onde as anomalias encontradas são constatadas,
registradas e qualificadas. Assim, as informações obtidas em campo permitirão uma
avaliação de segurança do empreendimento, possibilitando a definição e a
priorização de medidas eficientes na prevenção de acidentes.

327
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
As inspeções e avaliação devem ser feitas para avaliar e analisar as características
hidráulicas, hidrológicas, a estabilidade estrutural e a adequabilidade operacional
das diversas instalações da obra. Estas avaliações são realizadas, observando-se
as seguintes classificações e orientações, de acordo com o nível de complexidade e
gravidade da situação enfrentada, de acordo com o Manual da Secretaria de
Infraestrutura Hídrica:

 Inspeções rotineiras: são aquelas executadas pelas equipes locais de


operação e manutenção, como parte regular de suas atividades. A frequência
dessas inspeções deve ser semanal ou mensal. Não geram relatórios
específicos, mas apenas comunicações de eventuais anomalias detectadas.

 Inspeções formais: são aquelas que devem ser executadas por equipes
técnicas do proprietário, responsáveis pelo gerenciamento do
empreendimento, ou por seus representantes. A frequência dessas inspeções
deve ser semestral ou anual. Normalmente são realizadas obedecendo a uma
lista previamente definida de itens (check-list) que cubram todas as partes,
estruturas, equipamentos e aspectos do funcionamento da barragem. Delas
resultam relatórios contendo as observações de campo e as recomendações
pertinentes.

 Inspeções especiais: são aquelas executadas por especialistas da área


relativa a algum problema detectado em uma inspeção rotineira ou formal.
Sua realização requer o estudo prévio do projeto e de toda a documentação
disponível. Não existe uma frequência para sua realização e ocorrem sempre
que um problema exija a participação de um especialista para seu diagnóstico
e solução. Delas deve resultar um relatório específico capaz de orientar de
forma conclusiva e encaminhamento da solução.

 Inspeções de emergência: são aquelas executadas por especialistas das


diversas áreas relativas à emergência em curso, além de membros da equipe
técnica e operacional do proprietário. Devem estar presentes pessoas com
autoridade suficiente para tomar as decisões que venham se tornar
necessárias no caso da situação se agravar e medidas drásticas tenham que

328
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
ser adotadas. Acontecem em resposta a uma emergência e obviamente não
existe uma frequência para sua realização.

No preenchimento das fichas de inspeção foi adotado o sistema de legendas,


indicado a seguir, cujo significado é detalhado abaixo.

SITUAÇÃO MAGNITUDE NÍVEL DE PERIGO (NP)


NA Este item Não é Aplicável I Insignificante 0 Nenhum
NE Anomalia Não Existente P Pequena 1 Atenção
PV Anomalia constatada pela Primeira Vez M Média 2 Alerta
DS Anomalia Desapareceu G Grande 3 Emergência
DI Anomalia Diminuiu
PC Anomalia Permaneceu Constante
AU Anomalia Aumentou
NI Este item N ão foi Inspecionado (justificar)

SITUAÇÃO: A primeira parte da tabela se refere à situação do empreendimento em


relação ao item que esteja sendo examinado, ou seja:

NA – Este item Não é Aplicável: O item examinado não é pertinente ao


empreendimento cujo item esteja sendo inspecionado.

NE – Anomalia Não Existente: Quando não existe nenhuma anomalia em relação


ao item que esteja sendo examinado.

PV – Anomalia constatada pela Primeira Vez: Quando da visita ao


empreendimento, aquela anomalia for constatada pela primeira vez, não havendo
indicação de sua ocorrência nas inspeções anteriores.

DS – Anomalia Desapareceu: Quando em uma inspeção, uma determinada


anomalia verificada na inspeção anterior, não mais esteja ocorrendo.

DI – Anomalia Diminuiu: Quando em uma inspeção, uma determinada anomalia


apresentou-se com menor intensidade ou dimensão, em relação ao constatado na
inspeção anterior.

329
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
PC – Anomalia Permaneceu Constante: Quando em uma inspeção, uma
determinada anomalia apresente-se com igual intensidade ou a mesma dimensão,
em relação ao constatado na inspeção anterior.

AU – Anomalia Aumentou: Quando em uma inspeção, uma determinada anomalia


apresente-se com maior intensidade, ou dimensão, em relação ao constatado na
inspeção anterior.

NI – Este item Não foi Inspecionado: Quando um determinado aspecto do


empreendimento deveria ser examinado e por motivos alheios à pessoa que esteja
inspecionando a inspeção não foi realizada. Neste caso, na parte reservada para
comentários, deverá haver uma justificativa para a não realização da inspeção.

MAGNITUDE: A definição de magnitude da anomalia procura tornar menos subjetiva


à avaliação da dimensão do problema ou da falha encontrada:

I – Insignificante: Anomalia que pode simplesmente ser mantida sob observação


pela Administração Local.

P – Pequena: Quando a anomalia pode ser resolvida pela própria Administração


Local.

M – Média: Anomalia que só pode ser resolvida pela Administração local com apoio
da Administração Regional.

G – Grande: Anomalia que só pode ser resolvida pela Administração Regional como
apoio da Administração Central.

NÍVEL DE PERIGO: Com esta informação procura-se quantificar o nível de perigo


causado pela anomalia e indicar a presteza com que esta anomalia deva ser
corrigida.

0 – Nenhum: Não compromete a segurança, mas pode ser entendida como descaso
e má conservação.

1 – Atenção: Não compromete a segurança em curto prazo, mas deve ser


controlada e monitorada ao longo do tempo.

330
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
2 – Alerta: Risco à segurança, devendo ser tomadas providências para a eliminação
do problema.

3 – Emergência: Risco iminente, situação fora de controle.

A partir da visita de reconhecimento nas diversas estruturas que compõem a PCH


Santa Ana, foi elaborado o Cadastro Técnico mediante a elaboração da Ficha de
Cadastro da Usina, definindo-se os requisitos possíveis de modo que se estabeleça
o mais conveniente sistema de base de dados ao longo do tempo. Assim, com base
no cadastramento e acompanhamento de inspeções é possível um efetivo controle
das atividades rotineiras de inspeção, programar e registrar, adequadamente, os
reparos ou reforços porventura necessários durante sua vida útil.

O cadastro deverá ser centralizado no próprio local da PCH e deverá ser mantido
em arquivos bem organizados e de fácil acesso. Assim, é imprescindível, para uma
boa manutenção, que o cadastro contenha, pelo menos, os seguintes elementos:

 Projetos arquitetônicos, estrutural, de fundação, de instalações, etc.;

 Intervenções técnicas já realizadas;

 Registro da vistoria cadastral do recebimento da obra;

 Registro de vistorias de rotina porventura já realizadas;

 Documentação fotográfica.

De uma maneira geral, a inspeção periódica é elemento indispensável na


metodologia da manutenção preventiva. Quando bem executada, é instrumento
essencial para a garantia de durabilidade da construção, sendo sua finalidade a de
registrar danos e anomalias e de avaliar a importância que os mesmos possam ter
do ponto de vista do comportamento e da segurança estrutural das obras civis.

A inspeção periódica é o procedimento mínimo a ser levado a cabo para todas as


estruturas e consiste na consciente programação de uma série de observações de
caráter expedito que, ao serem relatadas em formulários adequados particularidade
da obra e ao ambiente envolvente, permitirão, quando for o caso, a tomada imediata
das providências necessárias.

331
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Na sequência são apresentadas as planilhas que compõem o Cadastro Técnico da
PCH Santa Ana.

332
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
PCH SANTA ANA - CADASTRO TÉCNICO - FICHA DE INSPEÇÃO

A. DADOS GERAIS DO EMPREENDIMENTO


Nome da Usina: PCH Santa Ana Pot (MW): 6,30
Titular do Empreendimento: Santa Ana Energética Ltda.
Contato: bianca.barros@brookfieldenergia.com Tel.: (41) 3331 5590
Endereço: Estrada Geral Rio Engano s/n - Bairro Barra Clara - 88460-000 - Angelina - SC
Rio: Engano Bacia: 8 (Tijucas) Sub-bacia: 84
Município da barragem: Angelina Município da casa de força: Angelina
Coordenadas geográficas da barragem: 27º 29' 54" S e 49º 02' 07" W
Coordenadas geográficas da casa de força: 27º 29' 26" S e 49º 00' 16" W
Tipo de barragem: concreto Comprimento: 35,48 m
Altura da barragem: 2,30 m Área do reservatório: 0,0 km² (fio d'água)
N.A. normal de montante: 303,0 m N.A. normal de jusante: 233,50

B. INFRAESTRUTURA OPERACIONAL
Localização/anomalia Situação Magnitude NP
1 Falta documentação sobre a barragem NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
2 Falta de material para manutenção NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
3 Falta de treinamento do pessoal NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
4 Precariedade de acesso de veículos NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
5 Falta de sistema de comunicação eficiente NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
6 Falta ou deficiência de cercas de proteção NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
7 Falta ou deficiência nas placas de aviso NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
8 Falta de instrumentação dos equipamentos hidromecâncios NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G

C. BARRAGEM - PARAMENTO DE MONTANTE


Localização/anomalia Situação Magnitude NP
1 Presença de vegetação NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
2 Erosão nos encontros das ombreiras NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
3 Ocorrência de fissura no concreto NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
4 Ferragem no concreto exposta NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
5 Deterioração da superfície do concreto NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
6 Junta de dilatação danificadas NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G

D. BARRAGEM - CRISTA
Localização/anomalia Situação Magnitude NP
1 Movimenteos diferenciais entre blocos NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
2 Ocorrência de fissura no concreto NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
3 Ferragem no concreto exposta NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
4 Deterioração da superfície do concreto NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
5 Junta de dilatação danificadas NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
6 Sinais de corrosão nos parapeitos (guarda-corpo) NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
7 Sianis de corrosão nas armaduras NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G

E. BARRAGEM - PARAMENTO DE JUSANTE


Localização/anomalia Situação Magnitude NP
1 Sinais de movimento na extrutura NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
2 Ocorrência de fissura no concreto NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
3 Ferragem no concreto exposta NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
4 Deterioração da superfície do concreto NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
5 Junta de dilatação danificadas NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
6 Sinais de de percolação ou áreas úmidas NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
7 Carreamento de material na água dos drenos NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
8 Vazão nos drenos de controle NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G

PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental 333


F. ESTRUTURA VERTENTE
Localização/anomalia Situação Magnitude NP
1 Rachaduras ou trincas no concreto NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
2 Ferragem no concreto exposta NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
3 Deterioração da superfície do concreto NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
4 Descalçamento da estrutura NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
5 Junta de dilatação danificadas NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
6 Sinais de deslocamentos das estruturas NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
7 Sinais de percolação ou áreas úmidas NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
8 Carreamento de material na água dos drenos NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
9 Vazão nos drenos de controle NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
10 Rachadura nos muros laterais NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
11 Erosão nos muros laterais NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
12 Deterioração da superfície do concreto dos muros NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
13 Ocorrência de buracos na soleira NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
14 Presença de entulho na bacia de dissipação NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
15 Presença de vegetação na bacia de dissipação NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
16 Erosão na base (área de restituição) NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G

G. TOMADA D'ÁGUA - ACIONAMENTO


Localização/anomalia Situação Magnitude NP
1 Falta de guarda corpo no acesso NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
2 Deterioração do guarda corpo no acesso NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
3 Deterioração da tampa de acesso ao abrigo NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
4 Deterioração da tubulação de aeração e "by-pass" NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
5 Deterioração da instalação de c ontrole (lpedestal) NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G

H. TOMADA D'ÁGUA - BOCA DE ENTRADA E "STOP-LOG"


Localização/anomalia Situação Magnitude NP
1 Assoreamento NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G 1
2 Obstrução e entulhos NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
3 Ferragem exposta NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
4 Deterioração na superfície do concreto NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
5 Falta de grade de proteção NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
6 Defeitos na grade NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
7 Peças fixas (corrosão, amassamento, pintura) NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
8 Estrutura do "stop-log" (idem) NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
9 Defeito no acionamenteo do "stop-log" NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
10 Defeito no ponto de içamento NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G

I. RESERVATÓRIO
Localização/anomalia Situação Magnitude NP
1 Réguas danificadas ou faltando NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
2 Construções em áreas de proteção NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
3 Poluição por esgoto, lixo, etc. NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
4 Indícios de má qualidade da água NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
5 Erosões NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
6 Assoreamento NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G 1
7 Desmoronamento das margens NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G 1
8 Existência de vegetação aquática excessiva NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
9 Desmatamento na área de proteção NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
10 Animais pastando NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
11 Presença de animais e/ou peixes mortos NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
12 Proteção ao redor NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G 1

J. ESCADA DE PEIXES
Localização/anomalia Situação Magnitude NP
1 Fissuras nas estruturas dos muros NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
2 Armadura exposta ou sinais de corrosão NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
3 Deterioração da superfície de concreto NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
4 Desalinhamento dos blocos NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
5 Desalinhamento das guias das comportas NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G

334
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
K. REGIÃO A JUSANTE DA BARRAGEM
Localização/anomalia Situação Magnitude NP
1 Sinais de movimento na rocha de fundação NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
2 Desintegração/decomposição da rocha NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
3 Piping nas juntas rochosas NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
4 Construções irregulares próximas ao leito do rio NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
5 Fuga d'água NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
6 Árvores e arbustos na faixa de 10 m do pé da barragem NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
7 Erosão nos encontros das ombreiras NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
8 Buracos próximo às ombreiras NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
9 Desmatamento na área de proteção NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
10 Presença de animais e/ou peixes mortos NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G

L. CANAL DE ADUÇÃO
Localização/anomalia Situação Magnitude NP
1 Alimentação do canal (comporta) NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
2 Proteção mecânica (geomembrana) NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
3 Descarregador de fundo NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
4 Proteção dos taludes NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G 1
5 Assoreamento NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G

M. TUBULAÇÃO FORÇADA
Localização/anomalia Situação Magnitude NP
1 Corrosão e vazamentos na tubulação NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
2 Ruídos estranhos NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
3 Defeitos nos dispositivos de controle NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
4 Trincas ou surgências de água no concreto NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
5 Precariedade de acesso (árvores e arbustos) NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
6 Vazamentos nos dispositivos de controle NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
7 Construções irregulares a jusante NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
8 Válvulas de alívio NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
9 Defeitos nos blocos de ancoragem NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
10 Defeitos nos berços de apoio NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G

N. CASA DE FORÇA - PISO DA SALA DE MÁQUINAS E ÁREA DE MONTAGEM


Localização/anomalia Situação Magnitude NP
1 Fissuras no concreto NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
2 Armadura exposta NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
3 Deterioração da superefície do concreto NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
4 Sinais de movimentação da estrutura de concreto NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
5 Deformação de estruturas e tampas metálicas NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
6 Movimentqação de estruturas e tampas metálicas NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
7 Desalinhamento de corrimões e estuturas NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
8 Corrosão de estruturas NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
9 Deterioração da superfícies de revestimentos NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
10 Sinais de percolação ou áreas úmidas NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G

O. CASA DE FORÇA - PAREDES E ÁREA DE MONTAGEM


Localização/anomalia Situação Magnitude NP
1 Fissuras no concreto NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
2 Armadura exposta NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
3 Deterioração da superfície do concreto NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
4 Sinais de percolação ou áreas úmidas NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
5 Defeitos nas juntas de contração NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
6 Sinais de deformação ou deslocamento da estrutura NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
7 Deformações ou desalinhamento das vigas do pórtico NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G

335
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
P. CASA DE FORÇA - COBERTURA E ÁREA DE MONTAGEM
Localização/anomalia Situação Magnitude NP
1 Fissuras no concreto NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
2 Armadura exposta NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
3 Deterioração da superfície do concreto NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
4 Infiltração de água pela corbertura NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
5 Obstrução de calhas e condutores NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
6 Impermeabilização danificada NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G

Q. CASA DE FORÇA - GALERIAS - ELÉTRICA, MECÂNICA, ACESSO AO TUBO DE SUCÇÃO ANELAR


Localização/anomalia Situação Magnitude NP
1 Deterioração da superfície do concreto NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
2 Surlgências de água no concreto NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
3 Armadura exposta NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
4 Fissuras no concreto NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
5 Falta de manutenção NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
6 Falta de iluminação NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
7 Defeito nas instalações elétricas NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
8 Falta de ventilação/exaustão NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
9 Sinais de corrosão em eqipamentos mecânicos NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
10 Incidência de carbonatação em equipamentos eletromecân. NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
11 Presença de lixo, entulho NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
12 Sinais de percolação ou áreas úmidas NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G

R - CASA DE FORÇA - GALERIAS DE DRENAGEM E INJEÇÃO


Localização/anomalia Situação Magnitude NP
1 Indicação de movimentos NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
2 Deterioração da superfície do concreto NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
3 Surgências de água no concreto NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
4 Armadura exposta NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
5 Fissuras no concreto NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
6 Deterioração do portão de acesso NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
7 Drenos obstruídos NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
8 Precariedade de acesso à galeria NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
9 Falta de manutenção NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
10 Falta de iluminação NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
11 Defeito nas instalações elétricas NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
12 Falta de ventilação/exaustão NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
13 Presença de lixo, entulho NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
14 Sinais de percolação ou áreas úmidas NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
15 Carreamento de material nas águas dos drenos NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
16 Vazão nos drenos de controle NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
17 Vazão elevada nos drenos de alívio NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G

S. CASA DE FORÇA - TUBO DE SUCÇÃO


Localização/anomalia Situação Magnitude NP
1 Fissuras na estrutura NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
2 Armadura exposta NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
3 Deterioração da superfície de concreto NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
4 Desalinhamento das guias comportas NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
5 Corrosão das guias NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
6 Deformação das guias NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
7 Defeitos nos concretos secundários das guias NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
8 Desalinhamento dos trilhos do guindaste NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
9 Corrosão de chumbdores e trilhos do guindaste NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G

336
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
T - CASA DE FORÇA - INSTRUMENTAÇÃO
Localização/anomalia Situação Magnitude NP
1 Acesso precário aos instrumentos NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
2 Falta de sinalização NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
3 Piezômemtros entupidos ou defeituosos NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
4 Manômemtros com sinais de corrosão NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
5 Marcos de referência danificados NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
6 Tampas de proteção danificadas ou corroidas NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
7 Água incidindo sobre medidores NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
8 Extensores de hastes com surgência de água NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
9 Medidores de vazão defeituosos NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
10 Ausência de placa medidora de vazão NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
11 Corrosão da placa medidora de vazão NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
12 Falta de escala de leitura do medidor de vazão NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
13 Assoreamento da câmara de medição NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
14 Outros instrumentos danificados NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
15 Falta de instrumentação NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
16 Falta de registros de leituras dos instrumentos NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
17 Limpeza deficiente dos instrumentos NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
18 Vazão elevada nos drenos de alívio NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G

U. CASA DE FORÇA - TUBO DE SUCÇÃO


Localização/anomalia Situação Magnitude NP
1 Taludes íngremes NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
2 Assoreamentos NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
3 Falta de proteção de margens NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
4 Desmoronamento de margens NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
5 Erosões de margens NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
6 Desalinhamento de taludes ou muros NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
7 Construções irregulares NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
8 Existência de detritos NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
9 Proteção de talude danificada NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G

V. PÁTIOS
Localização/anomalia Situação Magnitude NP
1 Sinais de desmoronamento de taludes de cortes NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
2 Sinais de desmoronamento de taludes de aterros NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
3 Falta de drenagem ou ineficiência do sistema NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
4 Má conservação de canteiros e jardins NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
5 Má conservação de vias internas NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
6 Má conservação do sistema de iluminação externa NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
7 Falta de manutenção da ETA e ETE NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
8 Áreas úmidas/encharcadas ou alagadas NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
9 Surgênciass de água NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G

X. SUBESTAÇÃO - ACABAMENTOS E PAISAGISMO


Localização/anomalia Situação Magnitude NP
1 Árvores e arbustos - necessidade de podas NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
2 Piso sem manutenção NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
3 Defeito nos alambrados NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
4 Defeitos na pavimentação dos acessos NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
5 Defeitos na pavimentação interna NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
6 Falta ou defeito de sinalização de advertência NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G
7 Falta ou defeito na iluminação da subestação NA NE PV DS DI PC AU NI I P M G

337
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
No dia 19 de março de 2014 foram inspecionadas todas as estruturas de forma
regular, isto é, percorrendo todos os elementos que compõem o circuito hidráulico
da PCH, visando observar a qualidade, funcionalidade e a aparência dos itens
vistoriados. A PCH Santa Ana foi vistoriada em condições normais de operação. A
inspeção consistiu numa avaliação com embasamento visual, buscando identificar
qualquer tipo de anomalia.

 Reservatório
- A margem esquerda do reservatório apresenta desmoronamento nas
proximidades da tomada d’água;
- É perceptível o acúmulo de sedimentos (assoreamento) pelo lado da
margem esquerda, próximo da tomada d’água;

 Barragem/Vertedouro
- As margens de aproximação estão em perfeitas condições, não
apresentando erosões superficiais ou qualquer sinal de instabilidade;
- O paramento a jusante da barragem/vertedouro não apresenta fissuras ou
trincas, com desagregação da superfície expostas;
- O talude de corte adjacente à barragem na margem direita não apresenta
deformação nem sinal de instabilidade;
- Inexistência de danos aparentes;
- As ombreiras não apresentam sinais de anormalidades;
- Não há sinais de percolação de água nos taludes e fundação;
- Não há indícios de movimentação da estrutura;
- Não há indícios de sub-pressão atuando na fundação do barramento.

 Canal de Adução/Câmara de Carga


- O Canal de Adução está cercado com telas metálicas de proteção;
- Acesso ao longo do canal, na margem direita, apresenta processo de
infiltração;
- Canaletas de drenagem apresentam depósitos de sedimento;

338
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
- Alguns trechos ao longo da estrada que margeia o canal de adução
apresentam erosão;
- A câmara de carga apresenta uma placa indicativa no trecho final do canal
de adução;
- A câmara de carga apresenta uma grade metálica para impedir a entrada de
galhos e/ou animais no sistema de produção de energia.

 Tubulação Forçada
- Não apresenta aparentemente sinais de anomalias;
- Não há vazamentos e nem sinal de deformação e/ou amassamento;
- A tubulação apresenta bom estado de manutenção e conservação.

 Blocos de Ancoragem/Berços Intermediários


- A totalidade dos blocos não apresenta sinais de anomalias;
- O terreno adjacente apresenta-se estável e com boa proteção vegetal;
- Não há indícios de anomalias estruturais;
- Os berços não apresentam sinais de anomalias;
- O terreno adjacente apresenta-se estável e com boa proteção vegetal.

 Acesso às Estruturas
- O acesso à casa de máquinas apresenta-se em boas condições de
conservação;
- As estruturas são facilmente acessadas;
- As estradas próximas à PCH estão sendo mantidas em bom estado de uso.

 Casa de Máquinas
- As paredes externas apresentam-se em boas condições de manutenção;
- As paredes internas não apresentam sinais de anomalia;
- O piso apresenta-se em boas condições de uso e manutenção;
- As vigas e pilares não apresentam sinais de anomalias;
- O Canal de fuga não apresenta sinais de anomalias;
- A cobertura da casa de máquinas não apresenta sinais de anomalias;
- As esquadrias apresentam-se em boas condições;

339
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
- os taludes que envolvem a casa de máquinas apresentam boas condições
de estabilidade e revestimento vegetal;
- As instalações físicas apresentam boas condições de uso e manutenção.

Atualmente as estruturas da PCH Santa Ana apresentam boas condições quanto a


função estrutural com desempenho satisfatório, não apresentando qualquer
anomalia que impeça a operação da PCH. Há a necessidade de que seja mantido
na usina um cadastro do projeto tipo “as built” para facilitar qualquer análise futura
das estruturas, bem como a análise das estruturas quanto à ocorrência de cheias.
Deverão ser registradas as ocorrências em fichas próprias, com o objetivo de formar
uma base histórica da PCH, buscando fatos e acontecimentos já ocorridos e
registrando-os para a formação de banco de dados (data book).

Figura 201: Recomposição do talude na margem esquerda do canal de adução.

340
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Figura 202: Infiltração na estrada que margeia o canal de adução.

Figura 203: Placa indicativa de Aviso de Área de Risco.

341
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Figura 204: Vista da aproximação da câmara de carga.

Figura 205: Placa de aviso junto à mureta da câmara de carga.

342
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Figura 206: Vista do conduto forçado.

Figura 207: Obras de desassoreamento na área de aproximação da


tomada d’água.

343
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Figura 208: Obras finais de recuperação do canal extravasor.

344
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
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5 EQUIPE TÉCNICA

Nome do Registro no Cadastro Técnico


Profissão
Profissional Conselho de Federal - IBAMA

373
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
Classe

Davi de Souza
Geógrafo CREA/SC 076026-4 665296
Schweitzer

Andreza Abdalla Geógrafa CREA/SC 081762-7 5210788

Eng. Sanitarista e
Rodrigo Kern CREA/SC 079175-9 1296319
Ambiental

Fernando Hermes
Eng. Agrônomo CREA/SC 078496-7 3340126
Lehmkuhl

Leandro Reinhold
Biólogo CRBio 45278/03-D 662084
Baucke

Marcos Rodrigo de
Biólogo CRBio 45236/03-D 1544791
Marco

Gladis Blanger
Bióloga CRBio 43294/03-D 5173257
Canello

Participou da equipe:

Milto Kich dos Santos, técnico de Hidrometria.

Diego Ricardo Bressan, Engenheiro Florestal, auxiliar de campo.

Paulo Roberto Sinigoski, Biólogo, auxiliar de campo.

6 ANEXOS

 Anotação de Responsabilidade Técnica – ART;


 Cópia da Licença Ambiental de Operação – LAO nº 190/2009;
 Laudo de Qualidade de Água e Cadeia de Custódia;

374
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental
 Cópia da Licença Ambiental de Operação – LAO do Aterro Sanitário da
CETRIC/Chapecó;
 Formulário de Entrega de Resíduos Orgânicos e Recicláveis;
 Certificado de Destinação Final dos Resíduos Industriais;
 Mapa de Qualidade de Água.

375
PCH Santa Ana – Relatório de Monitoramento Ambiental

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