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UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAPÁ

PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO


COORDENADORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO

DISCIPLINA: ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM

PROFESSOR: CAROLINA ALMEIDA

REVISÃO AVALIAÇÃO 1
TEORIAS DE ADMINISTRAÇÃO

As principais teorias da administração se fizeram na junção de diversos campos de estudo.


Reuniram, dessa forma, os mais variados preceitos que foram se modificando e se atualizando ao
longo do tempo.
Segundo Katz, o sucesso do administrador depende mais do seu desempenho e da maneira
como lida com pessoas e situações do que de seus traços particulares de personalidade. Depende
daquilo que ele consegue fazer e não daquilo que ele é. Esse desempenho é o resultado de certas
habilidades que o administrador possui e utiliza. Uma habilidade é a capacidade de transformar
conhecimento em ação e que resulta em um desempenho desejado. Para Katz, existem três tipos de
habilidades importantes para o desempenho administrativo bem-sucedido: as habilidades técnicas,
humanas e conceituais
Administração científica
Havia ainda princípios como a divisão do trabalho e o ajustamento dos cargos e tarefas,
sempre em busca de um aprimoramento na execução das tarefas. Consequentemente, a máxima
eficiência da organização era buscada a todo custo.
Entretanto, o modelo de Taylor, além de considerar o homem desprovido de sua face social,
tratou a organização como fosse um sistema meramente fechado, ou seja, que não sofria
interferências de seu meio externo. Essas foram algumas das principais críticas do seu modelo de
gestão.
Teoria clássica da administração
Originada na mesma época da Administração científica, a Teoria clássica, desenvolvida por
Henri Fayol, também procurava melhorar a eficiência da organização. O líder deve ser capaz de
provocar mudanças, a principal delas deve se fazer com que a sua equipe não se sinta controlada o
tempo todo, e ele deve deixar para traz a antiga função da administração que era rígida e
controladora com os subordinados, e aqui deve ocorrer outra mudança onde os “antigos subordina
dos devem passar a ser colaboradores apoiando e dando uma contribuição positiva na execução de
tarefas”teoria comportamental.
A abordagem comportamental - também chamada behaviorista (em função do behaviorismo
na psicologia) - marca a mais forte influência das ciências do comportamento na teoria
administrativa e a busca de novas soluções democráticas, hu manas e flexíveis para os problemas
organizacionais. Enquanto o estruturalismo foi influenciado pela sociologia - e mais especificamente
pela sociologia organizacional- a abordagem comporta mental recebe forte influência das ciências
comportamentais - e, mais especificamente da psicologia organizacional.

Liderança Em Enfermagem
A liderança surgiu da administração, os termos e variáveis que envolvem o seu entendimento
acompanham um processo dinâmico em sua evolução histórica. O termo líder está em uso desde o
século XIV, mas foi o termo liderança que ficou conhecido na língua inglesa na primeira metade do
século XIX. Embora o emprego do termo liderança seja relativamente jovem, seu significado traz
vários sentidos, cada teoria de administração, bem como os modelos de liderança, apresenta
diferentes variáveis que historicamente caracterizam as teorias, a liderança e o líder.
Nessa perspectiva, para abordar o conteúdo liderança em enfermagem tem como o objetivo
principal, discutir a influência dos estilos de liderança no trabalho em equipe e na prática de
enfermagem. Os estudiosos Lewin (1951) e White e Lippitt (1960) avançaram isolando os estilos
comuns de liderança que receberam a denominação de autoritário, demo crático e laissez-faire.
Chiavenato (2005) relaciona os estilos de liderança com o comportamento do líder e liderados no
processo de trabalho
Estilo de Liderança Autocrática
Beneficia a centralização do poder, estimulando um comportamento dependente e submisso
dos membros do grupo de trabalho, com presença de sentimentos de tensão e frustração. Por outro
lado, as ações do grupo são claramente definidas, previsíveis passando aos membros do grupo uma
sensação de segurança. A produtividade costuma ser alta, no entanto a criatividade, automotivação, e
a autonomia sejam baixas. (MARQUIS; HUSTON, 2010).
Estilo de Liderança Democrática
Para Kron e Gray (1998), a liderança democrática retrata o trabalho em conjun to, onde todos
são informados, sobre os propósitos da organização e do processo que está sendo desenvolvido, bem
como qual seu papel dentro desse contexto. Os líderes democráticos trabalham com as pessoas não
pelo domínio, mas pela sugestão, persuasão e pelo ensino. Com um líder democrático existe uma
produção em menor escala, porém com melhor qualidade, quando comparado com os outros estilos
de liderança, autocrática ou Laissez-faire (MARQUIS; HUSTON, 2010; MCEWEN; WILLS, 2009)
Uma apresentação mais progressista da liderança é a participativa, na qual todo o pessoal
sinta que tem importantes contribuições. Em conjunto com o líder, defi nem objetivos e planejam a
forma de atingi-los, propiciando maior satisfação, uma vez que tomam parte na administração do seu
fazer (KRON; GRAY, 1998).
Estilo de Liderança Laissez-faire
O líder Laissez-faire caracteriza-se pela ênfase no grupo, ausência de controle, oferece pouca
ou nenhuma orientação, usa a comunicação de forma verticalizada entre os membros e dispersa por
todo o grupo a tomada de decisão (MARQUIS; HUSTON, 2010). Quando uma pessoa é designada
como líder e não desempenha a liderança ou se a faz é de maneira mínima, as pessoas rapidamente
perderão o senso de iniciativa e o senso de realização. O líder sendo permissivo, com pouco ou sem
controle, o trabalho em pouco tempo se demonstrará desorganizado, as pessoas não sabem nem se
importam com aquilo que devem fazer (KRON; GRAY, 1998). Entretanto, quando todos os
membros estão altamente motivados e auto direcionados, esse tipo de liderança pode acarretar em
muita criatividade e produtividade (MARQUIS; HUSTON, 2010)
LIDERANÇA LIDERANÇA LIDERANÇA LIBERAL
AUTOCRÁTICA DEMOCRÁTICA
TOMADA DE Apenas o líder decide e As diretrizes são debatidas Total liberdade para
DECISÕES fixa as diretrizes, sem e decididas pelo grupo que tomada de decisões
qualquer participação do é estimulado e assistido grupais ou individuais,
grupo pelo líder. com participação mínima
do líder.
PROGRAMAÇÃO DOS O líder determina O próprio grupo esboça A participação do líder no
TRABALHOS providências para a providências e técnicas debate é limitada,
execução das tarefas, uma para garantir o alvo com o apresentando apenas
por vez, na medida em que aconselhamento técnico do alternativas ao grupo,
são necessárias e de modo líder. As tarefas ganham esclarecendo que poderia
imprevisível para o grupo novos contornos com os fornecer informações
debates desde que solicitadas.
DIVISÃO DO O líder determina qual a A divisão das tarefas fica a Tanto a divisão das tarefas
TRABALHO tarefa que cada um deverá critério do grupo e cada como a escolha dos
executar e qual seu membro tem liberdade de colegas ficam por conta do
companheiro de trabalho. escolher seus próprios grupo, absoluta falta do
colegas. líder
PARTICIPAÇÃO O líder é pessoal e O líder procura ser um O líder não faz nenhuma
dominador, nos elogios e membro normal do grupo. tentativa de avaliar ou
nas críticas ao trabalho de É objetivo e estimula com regular o curso das coisas.
cada um. fatos, elogios ou crítica Faz apenas comentários
quando perguntado
REVISÃO AVALIAÇÃO 1
TEORIAS DE ADMINISTRAÇÃO
As principais teorias da administração se fizeram na junção de diversos campos de
estudo.

Reuniram, dessa forma, os mais variados preceitos que foram se modificando e se


atualizando ao longo do tempo.

Segundo Katz, 3 o sucesso do administrador depende mais do seu desempenho e da maneira como lida com pessoas e
situações do que de seus traços particulares de personalidade. Depende daquilo que ele consegue fazer e não daquilo que
ele é. Esse desempenho é o resultado de certas habilidades que o administrador possui e utiliza. Uma habilidade é a
capacidade de transformar conhecimento em ação e que resulta em um desempenho desejado. Para Katz, existem três
tipos de habilidades importantes para o desempenho administrativo bem-sucedido: as habilidades técnicas, humanas e
conceituais

Administração científica

Havia ainda princípios como a divisão do trabalho e o ajustamento dos cargos e


tarefas, sempre em busca de um aprimoramento na execução das tarefas.

Consequentemente, a máxima eficiência da organização era buscada a todo custo.

Entretanto, o modelo de Taylor, além de considerar o homem desprovido de sua


face social, tratou a organização como fosse um sistema meramente fechado, ou
seja, que não sofria interferências de seu meio externo.

Essas foram algumas das principais críticas do seu modelo de gestão.

Teoria clássica da administração


Originada na mesma época da Administração científica, a Teoria clássica,
desenvolvida por Henri Fayol, também procurava melhorar a eficiência da
organização.
O líder deve ser capaz de provocar mudanças, a principal delas deve se
fazer com que a sua equipe não se sinta controlada o tempo todo, e ele deve
deixar para traz a antiga função da administração que era rígida e controladora com
os subordinados, e aqui deve ocorrer outra mudança onde os “antigos subordinados devem passar a ser
colaboradores apoiando e dando uma contribuição positiva
na execução de tarefas”
teoria comportamental
A abordagem comportamental - também chamada behaviorista (em função do behaviorismo na psicologia) - marca a
mais forte influência das ciências do comportamento na teoria administrativa e a busca de novas soluções democráticas,
humanas e flexíveis para os problemas organizacionais. Enquanto o estruturalismo foi influenciado pela sociologia - e
mais especificamente pela sociologia organizacional- a abordagem comportamental recebe forte influência das ciências
comportamentais - e, mais especificamente da psicologia organizacional.

liderança em enfermagem
A liderança surgiu da administração, os termos e variáveis que envolvem o seu entendimento
acompanham um processo dinâmico em sua evolução histórica. O termo líder está em uso desde o
século XIV, mas foi o termo liderança que ficou conhecido na língua inglesa na primeira metade do
século XIX. Embora o emprego do termo liderança seja relativamente jovem, seu significado traz
vários sentidos, cada teoria de administração, bem como os modelos de liderança, apresenta
diferentes variáveis que historicamente caracterizam as teorias, a liderança e o líder. Nessa
perspectiva, para abordar o conteúdo liderança em enfermagem tem como o objetivo principal,
discutir a influência dos estilos de liderança no trabalho em equipe e na prática de enfermagem. Os
estudiosos Lewin (1951) e White e Lippitt (1960) avançaram isolando os estilos comuns de
liderança que receberam a denominação de autoritário, democrático e laissez-faire. Chiavenato
(2005) relaciona os estilos de liderança com o comportamento do líder e liderados no processo de
trabalho
Estilo de Liderança Autocrática
Beneficia a centralização do poder, estimulando um comportamento dependente e submisso dos
membros do grupo de trabalho, com presença de sentimentos de tensão e frustração. Por outro lado,
as ações do grupo são claramente definidas, previsíveis passando aos membros do grupo uma
sensação de segurança. A produtividade costuma ser alta, no entanto a criatividade, automotivação, e
a autonomia sejam baixas. (MARQUIS; HUSTON, 2010).
Estilo de Liderança Democrática
Para Kron e Gray (1998), a liderança democrática retrata o trabalho em conjunto, onde todos são
informados, sobre os propósitos da organização e do processo que está sendo desenvolvido, bem
como qual seu papel dentro desse contexto. Os líderes democráticos trabalham com as pessoas não
pelo domínio, mas pela sugestão, persuasão e pelo ensino. Com um líder democrático existe uma
produção em menor escala, porém com melhor qualidade, quando comparado com os outros estilos
de liderança, autocrática ou Laissez-faire (MARQUIS; HUSTON, 2010; MCEWEN; WILLS, 2009)
Uma apresentação mais progressista da liderança é a participativa, na qual todo o pessoal sinta que
tem importantes contribuições. Em conjunto com o líder, definem objetivos e planejam a forma de
atingi-los, propiciando maior satisfação, uma vez que tomam parte na administração do seu fazer
(KRON; GRAY, 1998)
Estilo de Liderança Laissez-faire
O líder Laissez-faire caracteriza-se pela ênfase no grupo, ausência de controle, oferece pouca ou
nenhuma orientação, usa a comunicação de forma verticalizada entre os membros e dispersa por todo
o grupo a tomada de decisão (MARQUIS; HUSTON, 2010). Quando uma pessoa é designada como
líder e não desempenha a liderança ou se a faz é de maneira mínima, as pessoas rapidamente
perderão o senso de iniciativa e o senso de realização. O líder sendo permissivo, com pouco ou sem
controle, o trabalho em pouco tempo se demonstrará desorganizado, as pessoas não sabem nem se
importam com aquilo que devem fazer (KRON; GRAY, 1998). Entretanto, quando todos os
membros estão altamente motivados e auto direcionados, esse tipo de liderança pode acarretar em
muita criatividade e produtividade (MARQUIS; HUSTON, 2010)
Estilos de Liderança e Particularidades com a Área da Saúde
A primeira diferenciação é a situacional, onde o líder mantém um bom relacionamento
interpessoal com sua equipe, porém influenciado pelo “comportamento de tarefa”, onde a
complexidade de uma tarefa vai exigir maior ou menor presença do líder, e mostrando assim a sua
capacidade de lidar com diversos níveis de dificuldade. Essa liderança exige uma postura não
somente de prontidão do líder, mas principalmente de ouvir seus subordinados, e juntos elaborar
soluções e discutir o tempo necessário para essas resoluções (WEHBE, 2005).
A liderança visionária é um tipo de liderança recentemente identificado, e que é mais
utilizado em empresas que em uma perspectiva de lucros e melhorias de pessoas num futuro,
próximo ou não. É aplicada através da apresentação de resultados mais efetivos, em empresas
multinacionais, com grande número de funcionários, onde o líder, além de acumular outras funções
que não somente a de líder, não está muito presente para uma comunicação clara e direta com seus
colaboradores (STRAPASSON, 2008).
A liderança gerencial lida com obtenção de resultados a curto ou imediato prazo, tendo de
ser renovada e restabelecida frequentemente, até porque os subordinados/equipe deste tipo de líder
tem a presença da liderança imposta pelo Líder em atividades rotineiras, porém aleatoriamente, em
curtos períodos (ROWE, 2002).
A liderança estratégica, lida com um líder característico que tem um alto poder de persuasão
e de influenciar outras pessoas, de forma positiva e voluntária, a fim de obter resultados a longo
prazo, mas sempre evitando alterações bruscas nos lucros ou na rotina de trabalho de uma
organização (ROWE, 2002).
A liderança transformacional é justamente focada para área da saúde. Tem como
característica primordial a motivação e a comunicação individual do subordinado, afim deste
entender a sua importância e que enxergue o líder como um ser de extrema confiança dentro do seu
ambiente de trabalho.
O líder transformacional atua em equipe e estimula sua equipe a enfrentar as dificuldades
juntos, exatamente como um líder de enfermagem, que tende mostrar para seus subordinados que a
assistência prestada ao paciente pode ser melhor desenvolvida se existe uma confiança e otimismo
frente a sua equipe (STRAPASSON, 2008).
A liderança transacional se utiliza da negociação, manipulação e promessa de recompensas
para tentar induzir as pessoas sob seu comando. Na liderança transacional, existe uma troca (seja
política, econômica, psicológica) entre o líder e o seguidor, enquanto ambos acreditarem que isso irá
beneficiá-los. É uma transação, pura e simples.

Modelos assistenciais
Modelos Hegemônicos
Este modelo privilegia as demandas espontâneas da população com atendimento médico
unicamente. Tem como características principais: individualismo, saúde/doença da mercadoria, a
história da prática médica, medicalização dos problemas, privilégio da medicina curativa, estímulo
ao consumismo médico.

Modelo Sanitarista
Essencialmente constituído de campanhas de saúde, programas especiais e vigilâncias. Tem
como principais exemplos de sua atividade: vacinação, controle de epidemias e erradicação de
endemias. O modelo sanitarista tem os seguintes aspectos: remete a ideia de campanha e programa,
ilustra a saúde pública centrada no biomédico, fortalece a influência americana, desenvolve
programas especiais, incorpora ações de vigilância sanitária e epidemiológica.

Modelo Médico Assistencial Privatista


Esse modelo é centrado também na demanda espontânea, porém baseado em procedimentos e
serviços especializados e na clínica. Ainda é o mais prestigiado na sociedade. O seu perfil principal é
demanda aberta. O objetivo é a doença ou o doente, seu agente é o médico, complementado pelos
paramédicos. Os meios de trabalho são as tecnologias médicas e as formas de organização são as
redes de serviços, com destaque para hospitais. Esteve presente na assistência filantrópica e na
medicina liberal.

Modelo da Atenção Gerenciada


O presente modelo está fundamentado a partir da análise de custo – benefício e custo –,
efetividade e na medicina baseada em evidências. Tem como principais áreas a epidemiologia
clínica, a informática e a bioestatística. Como principais aspectos temos a retomada do aspecto
saúde/doença como mercadoria, o biologismo e a subordinação do consumidor. O principal
diferencial desse modelo é que há uma racionalização de procedimentos e serviços especializados
indo em direção oposta ao modelo médico assistencial privatista

Propostas Alternativas
Prevaleceram as propostas que enfatizavam a racionalização, o uso das tecnologias na
atenção médica e o gerenciamento eficiente. A principal foi a atenção primária à saúde ou medicina
comunitária. A maior parte dessas propostas é com o objetivo de atender às demandas da população
e promover a integralidade da atenção.

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