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QUESTIONÁRIO

Aluna: Maria Gabriela Lima Damasceno

Matrícula: 1815090022

1) Qual a importância da escolha do modelo de propagação ou predição para o


planejamento celular?
R: A precisão do modelo de propagação utilizado no processo de planejamento celular,
é essencial para a construção de um projeto eficiente, tanto do ponto de vista da
qualidade do sistema como em relação ao aspecto de custos de implantação. É bastante
comum, na prática, selecionar um modelo de cálculo para o pré-projeto mas, antes da
execução do projeto definitivo, realizar medidas de campo em um grande número de
pontos da região a ser coberta e ajustar os parâmetros, também chamados de
coeficientes, do método de cálculo escolhido, para que fosse possível minimizar o erro
de predição.

2) Comente sobre os ASPECTOS DA PROPAGAÇÃO no planejamento celular?


R: Na propagação de ondas em um ambiente rádio móvel, além das perdas de percurso
comuns a outras formas de propagação, os sinais transmitidos sofrem perdas associadas
ao relevo do terreno, causando um desvanecimento lento no nível do sinal, denominado
de efeito de sombreamento; e ao efeito do espalhamento do sinal nas redondezas do
receptor móvel onde ocorrem atenuações rápidas, provocadas pelo fenômeno
denominado multipercurso. Assim é possível classificar a influência do terreno sobre o
sinal rádio móvel:
● Obstrução: Obstáculos como montanhas, prédios, árvores ou a própria superfície
terrestre podem bloquear parcialmente o feixe causando a atenuação por
obstrução.
● Reflexão: Regiões aproximadamente planas como mares, lagos e planícies
podem refletir o feixe de ondas com oposição de fase em relação ao sinal direto,
causando a atenuação por interferência.
● Difração: Gumes como o cume de montanhas, canto prédios, ou a própria
cunhada podem desviar parcialmente o feixe causando a difração do sinal.
3) Descreva os seguintes modelos de propagação ou predição:

● Modelo de Okumura
R: Publicado em 1968, como resultado das pesquisas feitas por Okumura e seus
colaboradores, tem medições que tiveram como parâmetros a frequência de operação,
altura das antenas da Estação Base e a do Terminal Móvel, distância do enlace, e o tipo
de área coberta pelo sistema. A área de cobertura do sistema é classificada de acordo
com os obstáculos encontrados no trajeto de propagação em:
1. Urbana: definida pela grande concentração de obstáculos como edifícios e
árvores de grande porte.
2. Suburbana: definida pela presença não muito concentrada de casas e árvores.
3. Área aberta ou rural: definida pelo espaço aberto, onde não há obstáculos como
prédios e árvores de grande porte.

● Modelo de Okumura-Hata
R: Visando facilitar o uso do método de Okumura, Hata desenvolveu equações
matemáticas empíricas que descrevem com restrições, as informações contidas nos
gráficos obtidos por Okumura, uma vez que permitem a predição da atenuação média do
sinal apenas em terrenos quase planos, isto é, não levam em consideração as ondulações
do terreno. Esse modelo apresenta a perda média em propagação de área urbana como
uma fórmula padrão e fornece equações de correção para aplicações em outras
situações.

● Modelo de LEE
R: Para obtenção desse modelo são necessárias quatro etapas: a descrição de algumas
condições de contorno, a criação de uma condição dita padrão, a definição dos fatores
de ajuste para outras condições distintas do padrão, obtenção de um modelo
Área-a-Área e finalmente uma expressão para um modelo Ponto-a-Ponto. A partir de
experimentos, Lee verificou que a taxa de atenuação do nível de sinal em função da
distância (dB/década), varia conforme o tipo de terreno, ou elemento morfológico. O
modelo de Lee pode ser definido como um modelo ponto-a-ponto que efetua a previsão
da média do nível de sinal recebido em um ambiente de comunicação móvel, além de
permitir que sejam efetuadas medidas reais coletadas em campo. Predizer níveis de sinal
em pontos mais próximos da ERB que a distância de 20h1, no qual h1 é a altura da
antena da ERB, usando o modelo do Lee, pode não trazer resultados satisfatórios. Um
dos motivos apontados para justificar esse efeito é que não se pode empregar o ganho
nominal da antena de transmissão da ERB na expressão de predição para distâncias
pequenas.

● Modelo de Cost 231 Walfisch-Ikegami


R: Desenvolvido pelo projeto COST 231, este modelo combina de uma forma integrada
os modelos de Walfisch-Bertoni e o de Ikegami para a difração. Além disso, este
modelo também combina alguns fatores empíricos de correção, sendo que o mesmo
pode ser aplicado tanto em células grandes quanto em microcélulas, em terrenos planos
ou urbanos, apesar do desempenho do modelo ser pobre quando utilizado em
microcélulas. Nessa situação as previsões são menores, ou seja, quando a altura da
antena de transmissão está abaixo da altura dos edifícios.

● Hata- Cost 231

R: É um modelo empírico obtido da extensão do modelo de Hata para a banda de


frequência 1500 ≤ f ≤ 2000 MHz pela análise das curvas de propagação de Okumura
na banda superior de frequências. Suas aplicações são restritas a macrocélulas, nas quais
a antena de transmissão é instalada a alguns metros acima do topo dos edifícios
adjacentes à rádio base. Esse modelo, assim como os métodos originais, não pode ter
seus métodos aplicados a microcélulas, ou seja, a estações rádio base que tenham antes
na mesma altura ou abaixo da altura média dos edifícios.

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