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A Terra é o terceiro planeta do sistema solar e o único conhecido que apresenta

condições que permitem a existência de vida inteligente.

Com um diâmetro de 12.756 km (pouco maior que o de Vênus) a Terra leva 365,256
dias para dar um giro completo em torno do sol (movimento de translação ou período
orbital) e 23,9345 horas para dar um giro completo em torno de si mesmo (movimento
de rotação).

A inclinação do eixo da Terra, de cerca de 23,45° , faz com que os raios solares atinjam
sua superfície de forma irregular formando as chamadas calotas polares nos extremos
do planeta terra.

Tal qual Mercúrio, a Terra possui um campo magnético originado pelo seu núcleo
metálico semi fundido. Após estudos sobre a natureza do campo magnético terrestre
descobriu-se que sua intensidade diminui cerca e 0,05% ao ano e que, em alguns
períodos da existência da terra ele já chegou mesmo a ser anulado ou até, invertido, com
o pólo norte virando o pólo sul e vice-versa.

O núcleo da Terra, na verdade se divide em núcleo interno e externo, sendo que o


primeiro é composto por uma liga de ferro e níquel no estado sólido e tem um raio de
aproximadamente 1.370km a uma temperatura de no mínimo 3.500 K. O segundo,
núcleo externo, possui a mesma composição porém em estado líquido e tem cerca de
2.100 km. Entre ambos existe uma camada de transição, mas esta é inferior a 100 km.
Sobre o núcleo há o que chamamos de manto terrestre, uma camada de que ocupa 80%
do volume da terra, ou 2.900 km de espessura. E, por último, há a crosta terrestre com
uma espessura média de 5 km e composição básica de rochas, alumínio, ferro e
magnésio.

A atmosfera terrestre, assim como a de Vênus e Marte, é do tipo secundária, ou seja,


não é originada da nebulosa que deu origem ao sistema solar. Ela teria surgido através
dos gases liberados pelas erupções vulcânicas do planeta primitivo.

A Terra ao contrário dos outros planetas é activa. Graças aos


vulcões, e tremores de terra, "regenera" a sua superfície que assim, está
em permanente mudança. É o único planeta que possui água no estado líquido.
O ar é rico em nitrogénio e oxigénio. Esta atmosfera ajuda a filtrar algumas
radiações mais nocivas do que o Sol e protege também a superfície da Terra
da colisão de meteoritos.

A combinação duma superfície permanente em mudança, os oceanos e a


atmosfera protectora proporcionam o desenvolvimento de vida.

Alguns cientistas prevêem um desequilíbrio da Terra, devido ao aumento da


população. A destruição sistemática das florestas, assim como a exploração
desenfreada de combustíveis têm como consequência a formação de
quantidades enormes de dióxio de carbono na atmosfera. O dióxio de
carbono permite a entrada do calor do Sol na atmosfera terrestre, mas
impede que este volte a sair, logo a temperatura poderá aumentar
consideravelmente.

Só com o lançamento dos primeiros satélites, nos finais da década de 50, é


que o homem pôde observar imagens do seu planeta vistas do espaço. A
abundância de água no estado líquido faz da Terra um planeta único no
sistema solar, tendo a aparência de uma esfera azul brilhante. Mais de 2/3
do planeta está coberto de água.

A Terra gira constantemente à volta do seu eixo com um movimento


semelhante ao de um pião que dá voltas sobre si mesmo, no sentido
contrário ao movimento dos ponteiros do relógio. Este movimento chama-se
movimento de rotação. A Terra demora 24 horas, ou seja um dia, a dar uma
volta sobre si mesma. Rodando a uma velocidade de 1500 Km/h.

A rotação da Terra origina a sucessão dos dias e das noites. Como a Terra é
uma esfera, os raios de Sol não podem iluminar toda a superfície terrestre
ao mesmo tempo. Na parte da Terra que está iluminada, isto é, onde chega a
luz do Sol é dia e na parte oposta é noite.

A Terra, como todos os planetas do sistema solar, gira em volta do Sol. A


este movimento chama-se translação. A Terra demora cerca de 365 dias, ou
seja, um ano a dar a volta completa ao Sol. Durante o movimento de
translação da Terra, ao longo do ano, sucedem-se quatro estações:
Primavera, Verão, Outono e Inverno.

Marte , visto da Terra, assemelha-se a uma gota de sangue no céu


estrelado. Os antigos babilónios, gregos e os romanos deram-lhe o nome de
Deus da guerra.

Marte é um planeta pequeno, tendo metade do tamanho da Terra, tendo


igualmente algumas semelhanças com ela. Pois, tal como a Terra, Marte tem
um dia de 24 horas, calotas polares e uma atmosfera. Como tal, não
surpreende o facto de Marte ter sido sempre o local eleito pela nossa
imaginação para a existência de extraterrestres. No entanto, parece não
haver possibilidade de vida cem Marte.

Marte tem duas pequenas Luas, sendo elas Fobos e Deimos.


O clima desse planeta é o mais parecido com a Terra. No verão de Marte que a
temperatura chega perto de 20o e no inverno pode chegar a -140o C. Mesmo usando
um telescópio médio é possível observar em Marte a presença de calotas polares
formadas de gelo seco (gás carbônico congelado). Além disso, desde o século
passado os astrônomos já haviam observado a presença de estações do ano no
planeta. Acredita-se que em Marte exista água congelada próximo dos pólos e
abaixo da superfície. Na década de 70, duas sondas (Viking I e Viking II) desceram
em Marte com o objetivo de procurar vida na forma de bactérias, fungos ou algo
parecido, mas nada que pudesse comprovar a existência desses organismos foi
encontrado. Missões complementares à Marte deram prosseguimento até 1996 com
a Mars Global Surveyor (MGS) para um mapeamento mais preciso da superfície
marciana a ser completado pela sonda até 31 de janeiro de 2000. A MGS faz parte
de um programa de dez anos de duração da exploração de Marte. O início da
exploração com sondas começou em 1960 com vários fracassos e somente a
Mariner 4 em 1965 consegue enviar as 21 primeiras imagens de Marte.

Histórico
Sem dúvida nenhuma é o planeta que mais deu origem a superstições e contos de
fadas. Sua cor avermelhada deu origem ao seu nome, Marte: Deus da Guerra É
observado desde os primórdios da astronomia moderna. Foi o planeta mais
estudado na antiguidade, e isso possibilitou Johannes Keppler (1571-1630), através
das observações de Tycho Brahe (1546-1601) descobrir as leis que regem os
movimentos planetários.
Galileu Galilei (1564-1642), quando observou Marte em 1610 não soube afirmar se
via as fases do planeta ou se o planeta não era perfeitamente redondo. Depois dele
alguns outros puderam identificar algumas manchas em sua superfície e em 1.666
Jean Dominique Cassini (1625-1712) concluiu que o período de rotação do planeta
é 24h 40 min e observou a presença de calotas polares. Mais tarde observou-se a
presença de uma camada atmosférica espessa o suficiente para abrigar vida. As
manchas escuras observadas sugeriram a presença de oceânos e vegetação. Porém
é a partir de 1870 que começa a grande polêmica sobre a existência de vida no
planeta vermelho.
Dispondo de um bom telescópio refrator para a época, Giovanni Schiaparelli
(1835-1910) faz uma nova cartografia de Marte, a qual gerou muitas polêmicas e
especulações sobre a existência de vida em Marte. Em seus mapas Schiaparelli
destaca a apresença de diversas estruturas lineares que ele denominou de canais.
Essa denominação provocou muita divergência entre os pesquisadores da época.
Uns afirmavam ser estruturas naturais e outros afirmavam ser estruturas
artificiais, construídas pelos habitantes marcianos. A segunda hipótese prevaleceu
por algum tempo, principalmente nos países de língua inglesa, provocado por um
erro de tradução da palavra canali (usada por Schiaparelli) por canals que
significa canais artificiais. Edward Pickering (1846-1919) observou que no
cruzamento de dois ou mais canais haviam estruturas circulares bem extensas e
que foi interpretada como oásis nos desertos marcianos. Os canais seriam redes
hidráulicas em todo o planeta que sustentava a pouca agricultura para a
sobrevivência dos marcianos que podiam ser uma civilização decadente.
No final do século XIX Asaph Hall (1829-1907), que descobriu os pequenos
satélites do planeta (Phobos e Deimos), George Hale (1868-1938) e Edward
Barnard (1857-1923) afirmaram que as ligações lineares entre manchas no planeta,
era apenas ilusão de óptica. Com o tempo isso foi provado, colocando-se no lugar a
hipótese de que o relato de canais são na verdade estrias irregulares, manchas e
zonas de reflexão pouco uniforme.

As conclusões a respeito desse planeta tomaram novos rumos com o envio da sonda
Mariner 4 (em 1965), que forneceu dados muito mais precisos sobre sua atmosfera
e superfície. Ela foi a primeira missão de sucesso ao planeta vermelho. O processo
de exploração espacial seguiu até 2000 com a Mars Global Surveyor.

Observação
As condições de observação mais favoráveis são aquelas em que a distância Terra -
Marte é a menor possível. Isso se dá quando a Terra está no afélio e Marte no
periélio e ambos na mesma direção e sentido em relação ao Sol. Esse tipo de
coincidência ocorre num ciclo de aproximadamente dezessete anos, onde a
distância entre eles é cerca de 60 milhões de Km. Como Galileu observou em sua
época, Marte realmente apresenta uma pequena fase, ou seja os observadores
terrestres podem notar uma parte não iluminada do planeta em determinadas
condições, porém a fase nunca se completa pois ele está numa óbita mais externa
que a da Terra (nunca há fase nova ou de quadratura).

Superfície
Em 1971 a sonda Mariner 9 foi colocada em órbita do planeta, com a função de
fazer mapas detalhados de sua superfície, que foi toda mapeada através de fotos, e
estas mostravam detalhes de até um quilômetro, sendo que cerca de 1% dessa
superfície foi fotografada com detalhes de 100 metros.
O local onde Schiaparelli pensou ser iluminado artificialmente, por ser o ponto de
maior brilho encontrado em suas observações, foi detectado a presença de um
vulcão com 24 km de altura e com uma cratera com 500 km de diâmetro (Monte
Olimpo). Foi visto como o ponto mais iluminado porque sua cratera tem um poder
de reflexão bem maior do que as regiões vizinhas. Pouco mais longe outros três
vulcões com mais de 20 km de altitude foram encontrados e nas proximidades
desses vulcões foi observado um canyon com mais de 5.000 km de extensão e
profundidade de cerca de dois quilômetros e alguns pontos onde sua largura
ultrapassa os 400 km (Vale Marianers). Além disso existe um número elevado de
crateras de impacto. A existência de vales que parecem leitos de rios secos podem
ter sido os canais observados por Shiaparelli.
Depois do final da grande polêmica onde muita coisa caiu em descrédito, voltou-se
a acreditar que exista água no planeta e em quantidades muito maiores do que as
previstas.
Legando a grande possibilidade de vida em Marte (na forma microscópica) é que
em 1975 foram lançadas as Sondas Viking 1 e 2, cada uma formada por um
satélite, que deveria orbitar em torno do planeta e uma segunda parte que deveria
pousar na superfície marciana, com o objetivo de fazer algumas experiências no
solo e na atmosfera, além do reconhecimento visual. A experiências em solo não
forneceram nenhum resultado conclusivo sobre a existência de vida bacteriana em
Marte.

Sua superfície é composta principalmente de óxidos de ferro, o que dá a cor


característica do planeta (Ocre-Alaranjado).

Calotas Polares: Mostram variações muito nítidas e periódicas. No inverno de um


hemisféro a camada de gelo torna-se bastante extensa podendo atingir o meio do
caminho entre o polo e o equador. Com o auxilio dos radiômetros infravermelhos
das sondas Mariner concluiu-se que a temperatura da superfície da calota é de (-
132oC) ou seja, a temperatura de condensação do CO2, isto quer dizer que os polos
são recobertos por CO2 sólido, ou seja, neve carbônica.

Atmosfera
Bem menos espessa que a nossa, é constituida principalmente de anidrido
carbônico (50%) e vapor d'agua, sendo que a quantidade de oxigênio corresponde
a um milésimo da quantidade existente na Terra. Sabe-se que há uma interação
entre os elementos do solo e da atmosfera. Apesar da baixa densidade e pouca
pressão atmosférica (equivalente à pressão atmosférica da Terra a 30 km de
altitude), registrou-se em Marte vendavais que cobriam todo a superfície do
planeta de poeira, com ventos de até 240 km/h.

O Clima: Esse é único planeta além da Terra que podemos falar sobre clima. Os
pesquisadores que se dedicaram à constante observação de Marte puderam
distinguir estações climáticas semelhantes às terrestres. Porém devemos considerar
que o ano marciano é quase o dobro do ano terrestre e os dias de Marte são de 24h
36min portanto as estações lá tem em média o dobro dos dias das estações
terretres.

Podemos comparar o clima equatorial de Marte com uma montanha muito alta em
dia claro e seco. O calor durante o dia é pouco amenizado pelas nuvens e neblina.
E à noite é rápida a irradiação do calor absorvido durante o dia, para o espaço
fazendo muito frio. A amplitude térmica do dia para a noite e de uma estação para
outra são muito grandes.

Satélites de Marte
Fobos: O mais próximo do planeta, tem diâmetro equatorial bem maior que o
diâmetro polar (26,8 x 22, 4 x 18, 4 km). Seu período de translação ao redor do
planeta é de 7h 40min, sendo o único satélite do sistema solar com período de
translação menor do que a rotação do seu planeta. Isso se deve à grande
proximidade do centro do planeta 9 400 km.

Deimos: O mais afastado (23 500 km do centro), tem período de translação de 30h
17min. Suas dimensões (15 x 12,2 x 10,4 km) são cerca de metade das de Fobos.
Ambos os satélites possuem uma forma bem irregular assemelhando-se a uma
batata com dimensões em torno de 22,5 km para Fobos e de 12,5 km para Deimos.

TERRA

Até onde se sabe o planeta em que vivemos é o único do nosso sistema solar em
condições de abrigar vida da forma como a conhecemos. A Terra está à uma
distância adequada do Sol, tem uma atmosfera rica em oxigênio e possui grandes
quantidades de água. É o primeiro planeta, a partir do Sol, que tem um satélite
natural, a Lua.

A princípio, é dispensável dar explicações sobre a Terra, pois é o planeta do


Sistema Solar que mais conhecemos, mas por isso mesmo, ela serve como base para
compararmos com os dados obtidos de outros planetas. Isso perrmite o estudo
comparado dos planetas, ou formalmente, a Planetologia. Devido o maior
conhecimento em relação aos outros planetas, faremos referências somente a dados
pouco conhecidos sobre nosso planeta, tais como: campo magnético, atmosfera e
estrutura interna do planeta.

Campo Magnético
O campo magnético terrestre é de origem interna e bem semelhante ao produzido
por uma barra imantada, colocada no centro terrestre. O eixo desse campo tem
uma inclinação de onze graus com o eixo de rotação terrestre. Nas altas
temperaturas do interior da Terra não existem magnetos permanentes, e por isso,
só as correntes elétricas, podem constituir uma fonte para o campo magnético
global.

A intensidade desse campo vem diminuindo em cerca de 0,05% ao ano e, nesse


rítmo, o campo estará anulado antes do ano 4.000. Durante a solidificação de
certas rochas elas são magnetizadas segundo a intensidade e direção do campo
existentes. Com isso fez-se o estudo do magnetismo fóssil de rochas antigas e a
partir daí descobriu-se que o campo se anulou diversas vezes por períodos de até
alguns milhares de anos e até inverteu sua direção, ficando o polo sul sendo o polo
norte e vice-versa.

Existem hoje cronologias bem detalhadas, que narram as sucessões das inversões
do campo magnético.

Idade da Terra
Os cálculos para determinação da Idade da Terra são feitos através de rochas
radioativas, encontradas na crosta. De uma amostra de rocha contendo traços de
elementos radioativos que se solidificou em certa época, basta conhecer as meias-
vidas desses elementos para saber o intervalo de tempo decorrido. A amostra não
pode ter sido contaminada com amostras estranhas de elementos radioativos.
As mais antigas encontradas até hoje datam de 3,8 bilhões de anos, encontradas na
Groenlândia. Isso implica que a Terra se formou antes disso, pois nessa época a
Terra já havia se solidificado. De análises de meteoritos, foi concluído que datam
de 4,5 a 4,6 bilhões de anos. Acredita-se ser a época em que se formaram os
primeiros corpos sólidos do sistema solar

Estrutura Geológica
Até hoje não se conseguiu informações diretas sobre o que há no interior terrestre,
pois a perfuração mais profunda, conseguida na década de 80 na então URSS, não
chega a 13 km. É uma distância ínfima, em relação ao raio terrestre, que nem se
quer atravessa a crosta. Os estudos sobre o interior terrestre são feitos de formas
indiretas, pesquisando-se principalmente os abalos sísmicos (terremotos), que
chegam a 300.000 por ano, dos quais não mais do que 100 são perceptíveis no
mundo todo e pelas rochas trazidas pelas erupções vulcânicas. Mas foi pelo estudo
da propagação das ondas sísmicas é que se concluiu quase todo o estudo estrutura
geológica existente hoje. .

Crosta: Pode ser crosta continental e oceânica. A crosta oceânica com expessura
média de cinco quilômetros, é composta principalmente de rochas basálticas e
ricas em silício, alumínio, ferro e magnésio. A continental com uma espessura que
varia de 20 a 65 km, rica em granito e pobre em sílicio na parte superior, é
separada pela descontinuidade de Conrad da parte inferior, que contém rochas
ricas em silício.

A densidade na crosta é de 2,8 g/cm3 em média, chega a 3,3 no manto superior e


aumenta com a profundidade até 5,7 g/cm3 antes da transição manto-núcleo, onde
passa bruscamente a 9,7 g/cm3 , até chegar a 15 g/cm3 o centro da Terra. Lá a
pressão é de 3,6 milhões de atmosferas e a temperatura é estimada em torno de
3500 K, no mínimo.
Forma: É um elipsóide de revolução com achatamento de 1/300 do raio equatorial.
Essa forma é uma aproximação bastante boa, porém na realidade a forma é bem
mais complexa, devido a ação de várias forças: a gravidade e a força centrípeta,
(devido a rotação) é que dão a forma de elipsóide e as outras forças que são bem
menores provocam um desvio mínimo dessa forma.

Mantos: Tanto a crosta continental como a oceânica são separadas do manto pela
descontinuidade de Mohorovic. O manto ocupa 80% do volume terrestre e é
divídido em manto superior (com 1000 km de espessura) e o inferior (com 1900 km
de espessura), totalizando 2900 km de espessura total.

Núcleo Externo: Com 2100 km de espessura é formado por uma liga líquida de
ferro e níquel.

Núcleo Interno: com raio de 1370 km, é de composição idêntica ao núcleo externo,
porém em estado sólido. A sua existência não é totalmente comprovada, mas é uma
teoria bem aceita na comunidade científica, principalmente por aqueles que
estudam as origens do campo magnético da Terra e se baseiam na existência do
núcleo metálico dessa forma, para explicarem suas teorias. Existe uma camada de
transição entre os núcleo externos e internos que não chega a 100 km.

Atmosfera
Na troposfera (nome da camada atmosférica nos dez primeiros quilômetros a
partir da superfície terrestre), é onde ocorrem os principais fenômenos
meteorológicos e abriga 75% da massa total da atmosfera. A temperatura nesta
camada cai com a altitude em cerca de 6,5oC por quilômetro

A tropopausa é a zona limite de transição entre a troposfera e a estratosfera, que é


a segunda camada atmosférica. Nessa camada há uma queda de temperatura com
a altitude, mas esse quadro se inverte, ou seja a temperatura se estabiliza e depois
passa a aumentar chegando a assumir valores de superfície, com máximos de 0oC.
Isso se deve às reações químicas envolvendo moléculas de Oxigênio (O2), átomos de
Oxigênio (O) e radiação ultravioleta (UV) ao fomar a camada de Ozônio (O3), um
filtro atmosférico, o qual barra a passagem da radiação ultravioleta. A reação
química O2 + O -> O3 + CALOR (aquecimento dessa região) e a reação química
O3 + UV -> O2 + O.

Após a estratopausa, outra zona limite de transição está a mesosfera, onde a


temperatura volta cair bruscamente até (-80oC a cerca de 80 km de altitude). A
partir daí a atmosfera restante não tem influência nos fenômenos meteorológicos.
A camada superior (ionosfera), é carregada eletricamente devido a incidência
elevada dos raios solares, e que por isso reflete ondas de rádio (como foi citada, na
parte anterior, a respeito das explosões solares). Nessa região onde as pressões são
baixissimas e o ar bem rarefeito, é difícil determinar o limite da atmosfera. Ainda
assim distinguiu-se outra camada a termosfera, a acima dela ainda temos a
exosfera, na qual estão os satélites artificiais que sofre um decréssimo no raio de
sua órbita devido aos choques com as partículas desses gases, e pouco a pouco
tendem a cair sobre a Terra.

Origem da Atmosfera
A atmosfera de Vênus, Terra e Marte tem origem secundária, ou seja, não se
formaram da nebulosa primitiva que deu origem ao sistema solar. Acredita-se que
tenha se formado a partir dos gases que emanaram dos vulcões após o planeta já
ter se formado. Essa atmosfera substituiu a anterior existente, que provavelmente
foi resquícios da nebulosa planetária e constituida principalmente de hidrogênio e
hélio e traços de metano, vapor d'água, amoníaco, nitrogênio e os gases nobres.

Essa atmosfera secundária que teve origem vulcânica, deve ter se formado nos
primeiros 500 milhões de anos após a formação da Terra, numa fase de intensas
atividades vulcânicas, e com a composição inicial sendo CO ou anidrido carbônico.
Ainda hoje os vulcões emitem anidrido carbônico e em suas erupções grandes
quantidades de CO2 e vapor d'agua.