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INSTITUTO SUPERIOR DE CIÊNCIAS E EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS DE EDUCAÇÃO

CURSO DE LICENCIATURA EM ENSINO DE GEOGRAFIA

O PERFIL E DESAFIOS DA EDUCAÇÃO CONTEMPORÂNEA

Maria Tinga Guilamba

Maxixe, Agosto de 2021


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INSTITUTO SUPERIOR DE CIÊNCIAS E EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS DE EDUCAÇÃO

CURSO DE LICENCIATURA EM ENSINO DE GEOGRAFIA

O PERFIL E DESAFIOS DA EDUCAÇÃO CONTEMPORÂNEA

Trabalho do Campo submetido a


coordenação do curso de
licenciatura em ensino de
Geografia do ISCED

O/a Tutor/(a):

Maria Tinga Guilamba Código: 41210300

Maxixe, Agosto de 2021


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Índice
Página
1.Introdução .................................................................................................................................... 1

1.1.Objectivos ................................................................................................................................. 1

1.2.Metodologia .............................................................................................................................. 1

2.0.Pedagogo ................................................................................................................................... 2

2.1.Áreas de actuação do pedagogo ................................................................................................ 2

2.1.1.Pedagogia Hospitalar ............................................................................................................. 2

2.1.2.Educação Especial ................................................................................................................. 2

2.1.3.Pedagogia Empresarial........................................................................................................... 3

2.1.4.Educação de Jovens e Adultos ............................................................................................... 3

2.2.Perfil do pedagogo .................................................................................................................... 3

2.3.Desafios do pedagogo face a educação contemporânea ........................................................... 4

3.Conclusão..................................................................................................................................... 7

4.Referências bibliográficas ............................................................................................................ 8


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1.Introdução
O conceito de educação contemporânea enfrenta mudanças cada vez mais profundas, uma vez
que acompanha as demandas do mercado profissional, a realidade social e as transformações do
mundo. E a velocidade com que essas mudanças acontecem é reflexo dos avanços tecnológicos,
que, nos últimos tempos, vêm gerando uma revolução em todos os sectores e também no
segmento educacional.

Os desafios da educação na actualidade constituem um tema que pode ser abordado por diversas
vertentes. Assim o pedagogo é colocado diversos desafios olhando para cenário actual da
educação.

É nesta perspectiva que o presente trabalho debruçar acerca do perfil e desafios da educação
contemporânea. Em termos de estrutura o trabalho está organizado da seguinte forma:
introdução, objectivos, metodologia, desenvolvimento, conclusão e referências bibliográficas.

1.1.Objectivos
Geral

 Compreender o perfil e desafios da educação contemporânea

Específicos

 Descrever o perfil do pedagogo;


 Explicar áreas de actuação do pedagogo;
 Caracterizar os desafios da educação contemporânea

1.2.Metodologia
Para a materialização do trabalho valeu-se do método bibliográfico que consistiu na consulta de
obras que versão sobre a temática, análise de informações consultadas tendo culminado com a
compilação e produção do trabalho.
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2.0.Pedagogo
De acordo com TARDIF (2007, p.43), o pedagogo é o profissional responsável por actuar na
formação de estudantes, ensinando ou desenvolvendo formas de facilitar o processo de
aprendizagem. Dessa forma, o mais comum é que os pedagogos trabalhem em ambientes
escolares, seja como professor, seja como responsável por funções relacionadas à gestão da
instituição de ensino.

Porém, a área de actuação para quem se forma em Pedagogia vai muito além da sala de aula. A
verdade é que cada vez mais sectores necessitam do trabalho de quem tem a educação como seu
principal objecto de estudo.

2.1.Áreas de actuação do pedagogo

2.1.1.Pedagogia Hospitalar

A Pedagogia Hospitalar é um dos ramos dessa profissão em que é possível trabalhar fora da sala
de aula (SILVA, 2007, p.43). Com a possibilidade de actuar tanto no sector público quanto no
privado, essa área tem como objectivo garantir o acesso à educação para crianças e adolescentes
hospitalizados, principalmente em situações em que o aprendizado está comprometido.

Entretanto, o que faz um pedagogo nesses casos? Ele conecta a criança, o hospital e a escola,
adaptando as actividades escolares que devem ser realizadas no local onde o estudante passa pelo
tratamento.

Orientar a criança após o período de hospitalização também é uma responsabilidade desse


profissional, já que é importante fazer com que o aluno consiga acompanhar a turma ao retornar
à sua rotina.

2.1.2.Educação Especial
Cada aluno é único: tem seu nível de dificuldade, tem habilidades únicas e aprende em um ritmo
diferente de qualquer outro estudante. Desse modo, existem também aqueles perfis com
necessidades especiais (SAVIANI, 2007, p.43). São indivíduos que precisam de adaptações que
permitam seu aprendizado de forma eficiente, além do suporte necessário para a realização de
suas actividades.
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Por esse motivo, a Educação Especial é a área certa para quem pensa em promover o ensino
especializado e adequado a quem apresenta necessidades diferentes da maioria da população.

2.1.3.Pedagogia Empresarial
A Pedagogia Empresarial, por exemplo, busca garantir que os colaboradores de uma organização
consigam absorver as informações necessárias para desempenhar suas funções da melhor forma
possível. Isso pode ocorrer por meio de treinamentos que envolvam técnicas pedagógicas
(TARDIF, 2007, p.43).

Nessa área, o pedagogo vai utilizar metodologias específicas e técnicas de aprendizagem


aplicadas às competências que os funcionários precisam ter, como criatividade, concentração,
trabalho em equipa, boa comunicação e produtividade.

2.1.4.Educação de Jovens e Adultos

Embora sua profissão seja comummente associada a trabalhos com crianças e adolescentes, o
pedagogo também é essencial na formação daqueles indivíduos que, por inúmeros motivos, não
conseguiram finalizar a educação básica no tempo regular.

Participar desse processo é devolver às pessoas a vontade de aprender, permitindo que elas
tenham acesso a melhores oportunidades para trabalhar e construir uma carreira.

2.2.Perfil do pedagogo

O pedagogo vem sendo cada vez mais requisitado em segmentos tradicionais e emergentes,
ampliando muito a sua área de actuação e níveis de especialização. Este novo cenário do
mercado moderno exige um profissional cada vez mais qualificado e preparados para actuar em
um segmentos bem variados (TARDIF, 2007, p.54).

Desta maneira, o precisa ser capaz de se adaptar ao contexto que se faça necessário, para que
seja possível desenvolver o melhor trabalho possível, em prol da realidade social e
organizacional que venha actuar.

Ainda que não trabalhe em escolas, o pedagogo sempre será responsável por ensinar conceitos,
valores e auxiliar em processos relacionados a todas as formas de aprendizado. Portanto, ele deve
ser capaz de lidar com diferentes públicos, independentemente de factores como a idade.
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Aliás, tão importante quanto ensinar é gostar de aprender! Inclusive, existem livros que precisam
fazer parte da rotina de todo estudante de Pedagogia, já que é preciso ler e estudar
constantemente. Assim, é possível se manter actualizado em relação às técnicas de aprendizagem
que existem.

SILVA (2007, p.43), explica que outro aspecto que deve ser considerado ao pensar em ser
pedagogo é o carácter social da profissão, pois a educação tem impacto directo sobre todos os
factores existentes na sociedade. Logo, é importante saber que levar o conhecimento para outras
pessoas envolve a responsabilidade social de actuar directamente na formação humana.

Além disso, os pedagogos também precisam ter uma boa capacidade de comunicação algo que
pode parecer difícil no primeiro momento, mas que é possível desenvolver ao longo da faculdade
de Pedagogia. Independentemente da área de actuação, a necessidade de ter contacto com outras
pessoas será constante.

2.3.Desafios do pedagogo face a educação contemporânea

De acordo com SILVA (2007, p.43), um dos motivos preocupantes em relação à função de
pedagogo de forma geral, e com certeza um dos seus maiores desafios, diz respeito ao conflito de
identidade, haja vista que o próprio profissional, muitas vezes, tem uma visão equivocada de
quais são suas atribuições.

É aconselhável que o Pedagogo tenha clareza da sua função para não se acomodar em “apagar
incêndios”, pois muitas vezes acaba não exercendo sua principal actividade, que consiste em
apoiar o professor na melhoria do processo ensino aprendizagem.

Segundo TARDIF (2007, p.43), devido a essa falta de apoio, aparecem factores como frustração
e desmotivação ao pedagogo. Para essa autora há uma modificação na maneira como a sociedade
passou a tratar o pedagogo, parecendo não existir mais um acolhimento a este profissional.

Entendemos que um dos caminhos para uma educação de qualidade pode ser a valorização dos
profissionais. Por isso, é necessário que o discurso deixe de ser somente em palavras e torne-se
eminentemente real, pois os pedagogos que desempenham com responsabilidade sua função, de
fato tornam-se “profissionais de referência” na escola.
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Não são poucas as vezes em que o pedagogo é requisitado para ajudar na resolução de
problemas. Estas situações, entretanto, devem ser filtradas pelo próprio pedagogo, para que as
questões indisciplinares, por exemplo, não se sobreponham às demais atribuições pedagógicas.

Sintetizando a actuação do pedagogo, LIBÂNEO (2004, p. 31) afirma que todo professor deveria
ser pedagogo no sentido extenso do termo, organizando a sua prática de acordo com
conhecimentos pedagógicos. No entanto, segundo a autora, nem todo pedagogo tem que
necessariamente ser professor. “Essa é uma questão muito complexa; mas tenho a convicção de
que, sem os pedagogos na escola, esta fica sem condições de organizar o espaço pedagógico
escolar”.

A rotina da escola é algo bem dinâmico e acontece em ritmo frenético em todos os aspectos:
pedagógico, administrativo, rotatividade de pessoas, enfim, não existe uma diminuição do fluxo
de demandas no dia-a-dia. Pelo contrário, do início ao final do ano lectivo, há prazos que devem
ser cumpridos, projectos que têm de ser desenvolvidos, cronogramas de provas e trabalhos,
reuniões diversas a serem organizadas, professores que precisam ser acompanhados, questões
peculiares aos alunos que também exigem atenção e disponibilidade, sem falar de várias outras
acções.

O desânimo do aluno e, consequentemente, a sua desistência pode ser ocasionada pela ausência
de aulas bem planejadas de forma que se tornem significativas e atraentes ao discente. Assim,
cabe ao pedagogo mais esta responsabilidade, e porque não dizer, este desafio.

Assim, o Pedagogo tem a possibilidade de implementar através da função por ele desempenhada,
o carácter humanizador da educação, sua responsabilidade transcende a busca pela permanência
do aluno, e vai ao encontro também do acesso, já que o pedagogo desempenha a função de gestor
da escola.

Portanto, um outro grande desafio do pedagogo é buscar estabelecer um ambiente onde os


professores consigam desenvolver suas actividades, primando para que a aprendizagem ocorra de
forma prazerosa. Sabe-se que não é algo fácil, comum e simples em meio a tantas tarefas que já
cabem a este profissional. No entanto, acredita-se que o que acaba de ser mencionado não pode
ser visto como um desafio inatingível, visto que muitas experiências ocorridas no interior da
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escola comprovam o quanto a satisfação possibilita a melhor fruição do aprender, bem como de
tudo na vida que é feito com prazer.

LIBÂNEO (1994, p.43) fala da importância que tem o prazer para a aprendizagem. Para ela é
importante que o prazer em aprender tenha o sentido de prazer olímpico, aquele em que se ganha
de algo, neste caso, do problema, dos desafios diante das dificuldades em aprender. Este deve ser
o objectivo da escola que é conseguir proporcionar à criança o prazer em aprender.

Para tanto, o pedagogo deve subsidiar o professor com informações e reflexões que o levem a
conscientizar-se da importância do ensinar através de práticas prazerosas. Talvez seja este o
caminho para buscar uma organização na educação brasileira. Para LIBANÊO (2004, p.54), a
Pedagogia no Brasil passa por um grande mal-estar. Para a autora, a escola não tem conseguido
produzir as aprendizagens previstas. Os docentes têm dificuldade para ensinar, as leis não são
claras, os currículos também não são definidos e a sociedade como um todo fica em dúvida ao
para que estudar.

Em meio às tarefas que realiza, o pedagogo também lida com outros entraves. Alguns
professores têm extrema dificuldade para cumprir os prazos e as solicitações feitas pelo
pedagogo. Não entendem que este profissional não trabalha sozinho e, muitas vezes, para
finalizar algo, como por exemplo, relatórios e análise de diários, necessita que o professor tenha
feito a parte que lhe foi designada. Com isso, há o atraso, ou a não realização de algum trabalho
estabelecido ao pedagogo em um prazo para a conclusão.

Só há perda de tempo em se parar a engrenagem quando todas as atenções e tempo estiverem


voltados para o que há de mais precioso na escola que é o processo ensino e aprendizagem. Não
aquele meramente transmissor de conhecimentos, mas o processo pautado no diálogo e na
valorização da cultura do aluno, em que o sujeito vai paulatinamente adquirindo capacidade para
ouvir, falar e argumentar.
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3.Conclusão
O pedagogo, na actualidade, é chamado a trabalhar em diversos campos da sociedade, definidos
como espaços escolares e não-escolares. Nesse contexto, contempla-se que, para além dos
espaços escolares como escolas de educação infantil e escolas que oferecem educação básica, o
pedagogo igualmente está sendo convidado a actuar em outras instituições sociais como
empresas, sindicatos e hospitais, ou seja, estabelecimentos em que práticas educativas também
podem ser desenvolvidas.

Hoje, é preciso pensar, a todo o momento, que o profissional que se forma e que irá trabalhar em
uma sociedade de mudanças rápidas esteja preparado para entender a educação como um
fenómeno plurifacetado, portanto, é preciso abordar as questões referentes ao campo de estudo
da Pedagogia, à identidade profissional e ao sistema de formação de pedagogos ainda no curso.

O efeito acelerado da globalização e as exigências das constantes mudanças exigem que o ensino
e a disseminação do conhecimento sejam mais rápidos, e o pedagogo, como o profissional ligado
a essa prática, tem que estar atento e entender-se elo, pois é também um sujeito, participante e
inserido nesse contexto.
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4.Referências bibliográficas
LIBÂNEO, José Carlos (1993). O acto pedagógico em questão: O que é preciso saber. Revista
Interacção.

LIBANÊO, José Carlos (2004). O campo do conhecimento pedagógico e a identidade


profissional do Pedagogo. ed. São Paulo: Cortez.

SAVIANI, Dermeval (2007). Pedagogia: o espaço da Educação na Universidade. Cadernos de


Pesquisa.

SILVA, Laura Andréa de Souza Prado (2007). O Pedagogo em Espaços não Escolares. In: XI
Encontro Latino Americano de Iniciação Científica e VII Encontro Latino Americano de
PósGraduação – Universidade do Vale do Paraíba. Universidade Camilo Castelo Branco. São
Paulo, SP.

TARDIF, Maurice (2007). O Trabalho Docente: Elementos para uma teoria da docência como
profissão de interacções humanas. 3. Ed. Petrópolis, RJ: Vozes.

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