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ANO 2

Nº 11

D E Z E M B R O DE 2 0 0 8
www.esec-se-guarda.rcts.pt
e-mail: jornalolhar@gmail.com

A mensagem de Natal…
EDITORIAL

Um outro olhar é um convite que fazemos … um desafio na aventura


do conhecimento , uma proposta de renovados horizontes, de novas pers-
pectivas, na oferta de múltiplos caminhos que se apresentam como espa-
ços privilegiados de reflexão.
Esperamos que todos os que nos acompanham e foram estabelecendo
plataformas vivas de diálogo se possam aperceber de que o jornal é uma
actividade alicerçada em toda a comunidade educativa, empenhada em
equacionar e reflectir sobre todas as vivências, através de um percurso que
se constrói num saber de partilha e de respeito.
Mais um ano, avançando num itinerário de empenhamento constante,
de incentivo de colaboração partilhada por todos, propomos atingir o
objectivo inicial:
- aprender a conhecer através de uma aprendizagem plenamente inse-
rida nas áreas do progresso científico e tecnológico .
- aprender a fazer criando um terreno favorável entre conhecimentos e
aptidões, aprendizagens e competências, na necessidade urgente de res-
ponder à pluralidade de fontes de informação.
- aprender a conviver em cidadania num quadro alargado de diversida-
des, contingências e vulnerabilidade.
Nesta concepção alargada pretendemos dar continuidade ao diálogo
humano em toda a comunidade educativa no sentido duma “educação dia-
lógica ” para que, como seres comunicativos, sejamos capazes de agir na
transformação da realidade envolvente.
É em nome desta esperança que continuamos a acreditar neste projecto
- o nosso jornal.

Professora Carla Tavares

500€ em tempo de crise


Os nossos Melhores
alunos do ano lectivo
2007/2008, receberam
a quantia de 500€.
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EM DEBATE

A Busca de Padre António Vieira


valores humanos; a praia era o mun-
do, uma vez que, quando morreu, o
Padre António Vieira pertencia a
todo o lado.
Individualmente, todos devemos
encontrar a razão porque acredita-
mos no conceito de dignidade
humana. Logo a seguir, haveremos
de desvendar o «onde» - o sítio
onde os valores humanos se escon-
dem – e o «como» - a maneira que
vamos usar para os trazer à superfí-
cie.
O Padre António Vieira tentou o
«onde» no Brasil, como missionário
das tribos indígenas, e experimen-
tou o «como» pregando argumentos
que o justificassem e acordassem as
pessoas para a realidade.
Aqueles que continuaram a sua
missão alcançando bons resultados
tiveram meios semelhantes. Pode-se
com isto concluir que a guerra – um
«como» alternativo – nunca nos
oferece verdadeiros topázios, dado
que a forma como os encontramos é
contraditória, e um argumento não
se deve contradizer.
No entanto, o sonho de António
Vieira e de seus mestres e seguido-
res permanece por concretizar. Os
progressos do mundo actual con-
frontam-se com as novas situações
que uma diferente altura histórica
nos oferece. Por conseguinte, há
Procurar topázios numa praia que Portugal era suficientemente diferentes «ondes» e «comos», já
poderia não ser um grande proble- sabedor para edificar o Quinto que somos diferentes pessoas, e
ma, se ao menos soubéssemos onde Império, porque os portugueses devíamos reflectir como tal, assim
e como os procurar. Alguns de nós entenderiam o «porquê», e averi- como os antigos fizeram.
não descobriram o «onde» e o guariam o «onde» e o «como». Procurar topázios numa praia
«como», mas descobriram o Este pregador difundiu o poderia não ser um grande proble-
«porquê». «porquê» da luta pelos direitos ma, se ao menos soubéssemos onde
O Padre António Vieira soube humanos através dos seus discursos, e como os procurar.
sempre os seus motivos: é por isso levantando dúvidas acerca da manei-
que o chamavam de «visionário» e ra como se regia o nosso mundo e Ana Isabel Varelas nº1 ,11ºC
«humanista». Ele era um defensor mostrando que coisas simples
fervoroso da dignidade humana e do podiam ser dignas, apesar de tudo.
respeito pelos outros. Acreditava Os topázios que procurava eram os
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EM DEBATE

“ Os Imbecis ”

“O contrário de ser moralmente O imbecil é aquele que precisa de modo que haja certas coisas que nos
imbecil é ter-se consciência. um bastão ou de uma bengala para repugne espontaneamente fazer( por
Mas a consciência não é uma andar. exemplo temos “nojo” de mentir
coisa que nos saia num sorteio Segundo ele, há imbecis de diversas como temos em geral de mijar na
ou nos caia do céu. (… ) ” formas: o que acredita que não quer terrina da sopa que vamos comer a
nada; o que diz que para ele é tudo seguir…)
Fernando Savater , igual; o que vive uma sesta perma- d) Renunciarmos a procurar argu-
Ética para um Jovem nente; o que acredita que quer tudo: mentos que dissimulem o facto de
ir-se embora e ficar; dançar e estar sermos livres e portanto razoavel-
sentado; o que não sabe o que quer mente responsáveis pelas consequên-
Todos nós temos ideias e saberes. A nem se dá ao trabalho de o averiguar; cias dos nossos actos.”
verdade é que muito frequentemente imita os quereres dos seus vizinhos ou É necessário que se opere o trânsito
não pensamos sobre eles. Ter ideias e contraria-os porque sim; o que sabe do demasiado óbvio, do banal, da
pensar não são a mesma coisa. que quer e o que quer e, mais ou imbecilidade para a construção de
A reflexão implica tomar posição, menos, sabe porque é que o quer, uma atitude reflexiva na formação de
capacidade de problematização, de mas quer pouco com medo ou sem problemas e na tomada de posições
análise, de síntese, de organização e força. deliberadas e esclarecidas o mais pos-
sistematização. É a consciência de ter consciência sível num caminho de responsabiliza-
Uma coisa são as ideias que susten- que nos vai distanciar da imbecilida- ção e aprendizagem. É urgente um
tamos como sendo aquilo que pensa- de. jogo de crescimento numa tentativa
mos e outra são as ideias amadureci- Citando Fernando Savater funda- constante de fundamentação com base
das através de um pensamento aber- mentalmente nos seguintes aspectos: num espírito de coerência e de enqua-
to, livre e criador. Um pensamento “ a) Saber que nem tudo vem a dar ao dramento racional dos actos humanos
que se pretende esclarecido e argu- mesmo porque queremos realmente e decisões que levem o homem a pro-
mentado; de um pensamento que viver e, além disso, viver bem, huma- blematizar através da dúvida e insatis-
resulta da maturidade intelectual; de namente bem. fação a sua existência. É o enriqueci-
um pensamento que implica necessa- b) Estarmos dispostos a prestar aten- mento que deste processo pode
riamente um trabalho de profunda ção para vermos se aquilo que faze- resultar que se chama “elevação inte-
reflexão. mos corresponde ou não ao que deve- lectual ”.
Fernado Savater diz que a única ras queremos.
obrigação que temos na vida é a de c) À base de prática, irmos desenvol- Professora Lina Couto
não sermos imbecis. vendo o bom gosto moral, de tal
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EM DEBATE

Rota Ibérica 2008 – o Meu Testemunho


Levantar âncoras! tando ainda mais a nossa curiosidade fim e o desgosto da despedida já se
O barco vai partir. Todos se preo- perante o que nos esperava. fazia sentir. Mas foi nessa última
cupam em chegar a tempo, fazendo Assim se passou a primeira sema- noite que todos sentimos o verda-
os últimos preparativos para esta na, entre conversas e novos relacio- deiro espírito de um Rutibérico. Foi
grande viagem que nos levará a namentos, que ainda não cobriam nesse momento que os 3500 km
conhecer novos mundos. De fora, as por completo o sentimento da sau- percorridos pareciam pouco. Foi
famílias acenam, disfarçando a sau- dade. No entanto, tudo viria a nesse momento que subimos mais
dade que já sentem, o receio de ver mudar, e durante as duas semanas alto, mais alto que os 2210m da Ser-
os seus rebentos sair do ninho acon- restantes deixaria de haver distin- ra de Urbión. A fronteira entre
chegado das suas casas, e partir para ções entre nações, apenas a vontade espanhóis e portugueses, entre
longe, durante três semanas que de que o tempo passasse lentamen- monitores e roteiros, não existia
parecerão não ter fim. Os jovens te, e a viagem não terminasse tão mais. A união era mais forte, inque-
viajantes espreitam pelas janelas, e depressa. brável. Agora, é tempo de desem-
partilham o mesmo sentimento de Foi com este pensamento que barcar, passar a vez. Sim, porque em
separação, sentimento esse que viria todos seguimos viagem na nossa 2009, outros voltarão a viver as
a diminuir de dia para dia. embarcação de 150 tripulantes, e mesmas experiências, os mesmos
Agora que o barco partiu, é tempo vivemos momentos que jamais ire- sentimentos, neste mesmo barco, a
de pensar na viagem. Os primeiros mos esquecer. Navegámos por luga- que chamamos Rota Ibérica… É por
passos no contacto com os outros, res fascinantes, sobre as águas dos isso que não dizemos adeus, mas
quase todos desconhecidos, começa- rios ibéricos. Rios, como o Douro e antes… um até já.
vam então naquelas primeiras horas, o Tejo, que provam não haver dife-
rumo a Salamanca. Os que já tinham renças entre os países da península
vivido a experiência, no ano ante- Ibérica. Rios que assinalam a união Cláudia Vaz, nº 6 ,11ºF
rior, surpreendiam-nos com as gran- entre Portugal e Espanha.
des aventuras que narravam, alimen- Foi em Mérida que chegámos ao
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EM DEBATE

Plano Tecnológico da Educação, os computadores


do E-Escolas e coisas afins...
sem conteúdo.
A Pirâmide de Maslow pode
explicar toda a lógica da minha
argumentação. Primeiro as neces-
sidades básicas depois o acessório
que automatiza e coloca rapidez
nos processos.
Espero que este PTE se lembre
que existe muita instalação eléc-
trica deficitária, muitas salas
degradadas, muito frio/calor nos
ambientes e muita falta de confor-
to nas várias zonas de lazer.
Não estou a querer ser pessimis-
ta mas sim realista! Sou um Pro-
fessor do grupo de Informática
Este Plano Tecnológico da Edu- Alunos possuidores de hardware (não de TIC) como muitos dizem
cação (PTE) foi publicitado pelo adquiridos através do programa e- e não trabalho sem tecnologia,
nosso governo para uma moderni- escolas ficamos maravilhados com mas penso que isso ainda me dá
zação tecnológica das escolas e das a “contribuição”, pena que uma mais o direito de dizer que distri-
pessoas, até aqui nada a objectar. simples configuração no software buir tecnologia só porque o mun-
Agora vamos lá ver… os leve a gastar tempo e dinheiro do funciona assim não chega, aliás
Toda esta envolvência tecnoló- em casas da especialidade. não pode ser. O algoritmo é o
gica que hoje se fala no país e nas O conhecimento tem de se princípio, esse princípio só apare-
escolas pode ser positiva quando sobrepor sempre à tecnologia e à ce com formadores na área, o ser
conjugada com uma formação e automatização. A formação na autodidacta não chega para uma
uma estruturação dos conteúdos à escola tem de ser estruturada de sociedade onde a produtividade e
altura, coisa que parece não estar forma a dar “ferramentas”de o rigor têm de marcar presença.
a acontecer! raciocínio e não apenas tecnologia Para acabar, só espero que os
O desaparecimento de dis- aos “trambolhões” sem conteúdos nossos sábios analisem os resulta-
ciplinas de informática no e sem rigor científico. dos de todas as medidas tomadas e
ensino secundário só porque Países do leste europeu onde as tirem conclusões acertadas,
na mente de quem decide são dificuldades financeiras são enor- baseando-se na realidade do TER-
secundárias não abona em nada o mes vencem mais cedo ou mais RENO e não em inquéritos
conjugar deste tipo de Plano com tarde através da sua escolaridade, insípidos e inodoros.
os objectivos a que se propõe. O formação e capacidade de raciocí- Mais informação sobre o PTE :
facto da formação dos docentes nio estruturado. http://www.escola.gov.pt/
ser uma formação “não gratuita”, Quero com isto mostrar que a objectivos.asp
coisa ilógica num país que cuida casa deve ser construída pelos ali-
da sua educação, força a existência cerces e não pelo telhado. Con-
de uma iliteracia digital entre pro- ceitos teóricos são muitas vezes
fessores e alunos. música para os nossos ouvidos, Professor Pedro Fagulha
Quando vemos Professores e pena que seja uma música efémera
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POR CÁ

500€ em tempo de crise


Os nossos Melhores Alunos do ano lectivo
2007/2008, receberam a quantia de 500€. A alu-
na Ana Catarina Viseu, do 12º ano e o Márcio do
terceiro ano do curso profissional foram " os
maiores" (leia-se melhores),pelo que lhes foi atri-
buído o prémio de mérito. Todos estamos felizes
por eles. Os factos e os sorrisos falam por si.

Professora Dolores Carreira

Os Primeiros e únicos CERTIFICADOS


PROFISSIONAIS

Entregues no dia do DIPLOMA, os primeiros


certificados profissionais emitidos a nível nacional,
obtidos pelos nossos alunos no ano de 2006/2007.
A demora verificou-se pelo facto dos mesmos não
existirem na Imprensa Nacional, pois nunca
tinham sido necessários antes. A Escola e principal-
mente os professores desta turma, estão muito
orgulhosos do trabalho desenvolvido por todos.

Parabéns Escola da Sé.


Professora Dolores Carreira
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POR CÁ

Turma 9ºB participa no concurso SEGURANET


Utilização Segura da Internet
O tema da segurança na Inter- comércio e outras empresas que tério da Educação. Estão inscri-
net é cada vez mais pertinente utilizem transacções financeiras, tas duas equipas da turma 9ºB
no contexto social em que nos muitas informações pessoais são que já responderam ao primeiro
movemos. A quantidade de tare- disponibilizadas na Internet de desafio. Os participantes inscri-
fas que podemos realizar através forma desprotegida, podendo tos estão apresentados a seguir,
da Internet possibilita que os causar graves danos pessoais e embora muitas das actividades
nossos dados pessoais estejam morais a quem as disponibiliza. serão alargadas a toda a turma e
mais expostos, embora a maioria Isto acontece porque, nem sem- serão desenvolvidas no âmbito
das empresas com quem contac- pre quem está do outro lado a na disciplina de TIC – Tecnolo-
tamos disponham de sistemas de comunicar connosco é quem nós gias de Informação e Comunica-
segurança de dados muito fiáveis pensamos e ao fornecer dados ção.
e testados mundialmente, que como morada, telefone, hábitos Resta desejar boa sorte às equi-
envolvem a criptografia de de vida e mesmo códigos pes- pas e que estas actividades desen-
dados. A criptografia é um pro- soais, os pode utilizar de forma volvam nos alunos um espírito
cesso informático que permite menos correcta, podendo preju- crítico e alerta relativamente à
que os dados que são enviados de dicar quem os fornece. utilização segura da Internet.
um computador para outro Neste sentido, e como forma Navegações seguras para
“naveguem” na rede de forma de servir de alerta para todas todos!
segura, ao serem modificados de estas questões e outras associa-
tal forma que tornam difíceis de das, a turma do 9ºB irá participar Para mais informações, visite o
entender e descodificar se forem durante este ano lectivo num site http://www.seguranet.pt/
“apanhados” neste processo de conjunto de actividades associa-
transferência. das à Segurança na Internet A professora de Informática
Cristina Vicente
Além destes sistemas quase desenvolvidas no site SEGURA-
sempre associados a bancos, NET, que é apoiado pelo Minis-

Equipa 9ºB Equipa Smart-team


Professor: Cristina Vicente Professor: Cristina Vicente

Nº Elementos: 5 Nº Elementos: 4

Nome Capitão Equipa: Ana Soraia Silva Nome Capitão Equipa: Ricardo Santos

Elementos da equipa Elementos da equipa

Ana Pissarra Edite Rabaço

Carlos Brito Igor Pissarra

Marta Matos Pedro Araújo

Sara Barroso Rita Caramelo

Sara Mota
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POR CÁ

À Descoberta da Biblioteca Escolar


A actividade de “Bibliopaper”, destinada às tur-
mas de 8º ano de escolaridade, decorreu na
semana de 17 a 31 de Outubro, no âmbito do
Dia Nacional das Bibliotecas Escolares, dia 27 de TURMA EQUIPA CLASSIFICAÇÃO TEMPO
Outubro. FERNANDO PESSOA
Esta actividade baseou-se na realização de uma 8ºD 43 min
- Cláudia Correia, nº3 34,5 pontos
prova constituída por 14 questões e subdivididas - Inês Martins, nº5
- João Missa, nº6
em alíneas o que perfaziam um total de 36 pon-
JOICE
tos.
No caso de empate foi tido em conta o tempo 8ºB - André Silva, nº4
- Mariana Santos, nº16
33 pontos
43 min

de duração da prova. A entrega de prémios teve - Noélia Costa, nº 18

lugar no dia 30 de Outubro, no átrio junto à HERMANOS


Biblioteca. Cada aluno, das equipas vencedoras, 8ºA - Bruno Macedo, nº10 48 min
33 pontos
recebeu o livro “A História Universal Compara- - Carlos Alberto, nº11
- Pedro Figueiredo, nº14
da”. Todos os alunos participantes receberam
uma capa contendo o diploma de participação e PISTACHOS

uma pequena surpresa. 8ºC - Ana Rita Ferreira, nº 1


31 pontos 45 min
- Inês Martins, nº 5
- Vera Pereira, nº17
Professora Bernardete Barata

8ºA 8ºB

8ºC 8ºD
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POR CÁ

Dia Nacional da Língua Gestual Portuguesa


15 De Novembro de 2008
resolve comprá-lo. Quando estende o dinheiro repara
que o rapaz estava sem luvas -apesar do frio de -5º C.
- Porque é que não usa luvas? -pergunta.

- Para poder segurar o lápis.


Conversaram um pouco sobre Praga. O rapaz resolve
desenhar o rosto da mulher do viajante, sem cobrar
nada. Enquanto espera que o desenho fique pronto, o
viajante percebe que algo de estranho acontecera; con-
versara quase cinco minutos com o rapaz, sem que um
soubesse a língua do outro.
Foram apenas gestos, risos, expressões faciais, mas a
vontade de partilhar alguma coisa fez com que entras-
sem no mundo da linguagem sem palavras.”
“No inverno de 1981, o viajante caminha com a sua
mulher pelas ruas de Praga, quando vê um rapaz a dese- Maktub, Paulo Coelho
nhar os prédios à sua volta. Gosta de um dos desenhos e

Carta dos Direitos da Pessoa Surda


Federação Portuguesa das Associações de Surdos
Artigo 1.º Artigo 5.º tuição da República Portuguesa e
(Língua Gestual) pela presente Carta dos Direitos da
(Educação)
Pessoa Surda.
Toda a Pessoa Surda tem o direito
Toda a Pessoa Surda tem o direito à
de utilizar livremente a Língua Ges- A Comunidade Surda tem o direito
igualdade de oportunidades com a
tual, em privado e em público. a criar e de gerir os seus próprios
Pessoa Ouvinte no acesso à educa-
estabelecimentos de ensino e forma-
ção a todos os níveis desta, bem
Nenhuma pessoa Surda pode ser ção.
como a uma Educação normal e ple-
privada do uso da sua Língua Ges-
na.
tual.
Artigo 9.º
A Educação deve prosseguir o pleno
Toda a Pessoa Surda tem o direito (Serviços de Interpretação)
desenvolvimento da personalidade
de aprender a Língua Gestual Portu-
surda, promovendo o conhecimento
guesa e de receber formação nesta Toda a Pessoa Surda tem direito ao
da cultura, história e língua da
Língua. serviço gratuito de intérpretes de
Comunidade Surda.
Língua Gestual.
Com vista a facilitar a comunicação
A Educação deve assegurar uma ver-
através da Língua Gestual, o Estado Os poderes públicos devem criar
dadeira formação do Cidadão, tal
apoia o ensino da mesma criança e condições para um efectivo funcio-
como esta se encontra definida na
adultos ouvintes utilizando professo- namento de serviços de intérpretes
Declaração Universal dos Direitos
res surdos com formação específica. de Língua Gestual gratuitos para as
do Homem, na Convenção Europeia
dos Direitos Humanos, na Consti- Pessoas Surdas que de tal tenham
necessidade.
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POR CÁ

Onde está a diferença?


que sei que te vão ajudar. E assim é bom animais. Todos assistiram muito atentos.
para ti e para os teus colegas. Vais ver No final, a professora pediu que os alu-
que se vão dar bem. E dá- lhe dois beiji- nos contassem a vida de cada animal.
nhos. Ângelo ofereceu-se logo. Levanta-se,
Ângelo faz um gesto qualquer com as coloca-se à frente da turma e começa a
mãos. A sua mãe diz que ele está a dizer fazer os gestos dos animais. Imitava-os
obrigado. A professora sorri e virando-se como ninguém e o mais impressionante
para o resto dos pais e alunos afirma: é que os amigos compreendiam-no. Eles
- O Ângelo é surdo. sabiam quando ele estava a fazer de
Os pais das outras crianças ficam admi- macaco, leão, girafa, elefante... A pro-
radas e as crianças ficam sem saber muito fessora Beatriz sem se aperceber tinha
bem o que é um surdo. Mas Beatriz já é mostrado aos amigos de Ângelo que falar
uma professora experiente. Apercebeu- com as mãos é só uma forma diferente
se logo que as crianças não perceberam de comunicar e que se nós quisermos
bem o que ela acabara de dizer mas, conseguimos perceber.
antes de começar a explicar, um menino A partir desse dia toda a sua turma no
mais reguilita diz um pouco mais alto recreio se reunia para ver o Ângelo con-
para a mãe: tar histórias. Era o máximo. Todos con-
Era o seu primeiro dia de aulas e, - Mas ele tem os dois ouvidos. tavam as suas histórias. Eram histórias de
como é habitual, os pais dos meninos e - Pois tem – diz a professora. - Sabem, cowboys, de astronautas, de heróis, de
meninas acompanham os seus filhotes até um surdo tem os dois ouvidos como príncipes e princesas. A professora Bea-
à sua nova escola. qualquer pessoa só que não funcionam. É triz ao ver todo este companheirismo
Estão todos um pouco nervosos e como vocês terem um rádio a tocar mas pensou:
curiosos por saberem quem vai ser a se baixarem muito o som não conseguem - Está na hora de eu e os meus meninos
professora, os colegas, como é que é o ouvir. É o que se passa nos ouvidos do aprendermos Língua Gestual. Já estamos
recreio para as novas brincadeiras..... Ângelo. Ele não consegue ouvir a músi- cativados. Agora é só querer.
O menino de quem vou falar pode ca, nem nada. Se vocês quiserem podem De um dia para o outro as paredes da
dizer-se que é igual a tantos outros que aumentar o volume de som da rádio e o escola ficaram forradas com o abecedário
entravam agora para a sua nova escoli- Ângelo não. Perceberam? em Língua Gestual, os números, as
nha. Tem seis anos, uma cabeça com Todos abanam a cabeça a dizer que cores. Só faltava o dinheiro para uma
dois olhos, um nariz, uma boca, dois sim mas olhavam curiosos para Ângelo. formadora de Língua Gestual para lhes
ouvidos, dois braços, duas MÃOS, duas A professora Beatriz tentou de forma ensinar muitos mais gestos. Mas enquan-
pernas, dois pés. Chegou à escola com a simples explicar o que é a surdez por- to isso, Ângelo aprendia os gestos que a
mãe que já lhe tinha explicado o que se que, mesmo ela sabia que depois de tan- professora de Língua Gestual lhe ensina-
ia passar. Primeiro foram conhecer a sala tos anos de profissão tinha pela frente va fora da sua escola. Depois mostrava
onde iam começar aprender a ler e a um grande desafio. Pelo menos estava aos amigos. A professora Beatriz aponta-
escrever. Todos estavam ansiosos para receptiva e empenhada. Estava no bom va num caderno todos os gestos e quan-
começar a pegar nos seus livros de histó- caminho. do tinham dúvidas iam lá ver. Claro que
rias para lerem aos pais, e até para faze- Os primeiros meses de convívio entre não ia ser o suficiente, mas por agora
rem as suas próprias histórias. Ângelo e os seus colegas foram difíceis. estava a ter sucesso.
A professora Beatriz saudou todos com Os colegas falavam, ele não. Quando Ângelo mostrou a sua diferença aos
um grande sorriso. Depois de falar do queria dizer alguma coisa tinha de usar as amigos e estes perceberam que ele tinha
que eles iam aprender foi entregando os mãos ou então, como fazia no início, uma diferença que respeitam porque
novos livros aos seus alunos e perguntan- ficava sozinho a desenhar pois os seus Ângelo afinal era mais igual que dife-
do os seus nomes. Todos respondiam e amigos não o compreendiam. Às vezes , rente. Todos brincavam, partilhavam,
davam dois beijinhos à professora. Para o os colegas chamavam-no mas ele não falavam. Todos choravam, faziam asnei-
fim ficou o menino da nossa história. A ouvia. ras. Estavam todos juntos e sorriam. E
professora aproxima-se dele, senta-se à Pouco a pouco todos aprendiam a fazer era maravilhoso ver os seus sorrisos!
sua frente pois sabia que assim ele iria contas, a escrever, a ler… Mas faltava
compreender melhor o que ela estava a alguma coisa... Algo que unisse Ângelo
dizer e começou: aos seus colegas. Intérprete Joana Silva
- Olá Ângelo! Aqui tens os teus livros. Certo dia, a professora lembrou-se de
Este ano tive o cuidado de escolher levar para a escola um filme que
livros que tivessem muitas imagens por- demonstrava a vida selvagem de diversos
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POR CÁ

De dentro, por dentro…


fazer uma visita à livraria Dom San- Pintura Cofarbel (2000)
…pontos, linhas, traços em aponta- cho I nos próximos dias. -Prémio Aquisição Escola Sec. de
mentos mais expressivos, onde, por Penacova (1999)
vezes, a tinta escorre quase escre- Distinções : -2º Prémio de Pintura Concurso
vendo, alternando, alterando os Prémio Nacional Pintores
anteriores registos num jogo propo- -2º Prémio Pintura Abel Manta (1992)
sitado de camadas sobrepostas, como (2008)
máscaras irrepetíveis de tons diver- -1º Prémio I Bienal de Ansião Colecções particulares
sos. A dicotomia mundo exterior/ (2008)
mundo interior acentua-se, discute e -3º Prémio Pintura Abel Manta Xenax/Museu Municipal Dr. Santos
atreve-se no palco/suporte em bran- (2007) Rocha/Câmara Albufeira/Câmara
co. -Menção Honrosa no Prémio de Penacova/Escola Secundária Pena-
Pintura Thomaz de Mello cova/Ordem dos Farmacêuticos/
…em valores de diferentes lumino- (2007) Instituto Politécnico de Leiria/Casa
sidades o entrelaçar encaminha para -3º Prémio de pintura no 1º Concur- Cultura-Coimbra/Instituto Medico
um criar de espaços espaciais, espe- so de Pintura da Galeria Santa de Coimbra/Museu Abel Manta /
ciais ou não, onde nem só a repre- Clara (2005) Israel/Bélgica/Macau/Espanha/
sentação interessa. -Menção Honrosa na II Bienal de Escola Jeanne D´Arc–Nancy–
Mafra (2005) França/Escola Portuguesa de Dili–
…por fim, estas metamorfoses não -Menção Honrosa II Bienal Pré- Timor Leste/Inglaterra/Prémio
serão mais do que um estado de mio Joaquim Afonso Madeira Amadeo Sousa Cardoso/BAVIERA
alma??? (2005) SEC. XXI/Vespeira/Júlio Resende
-3º Prémio de Cerâmica no Concur-
Assim se queres conhecer um boca- so-Artes Plásticas do IPL (2001)
dinho do meu trabalho, deixo-te os -Menção Honrosa no Concurso Professor José Fonte
meus parcos prémios recebidos até Artes Plásticas do IPL (2001)
ao momento e convido-te, ainda, a -Menção Honrosa no Prémio de

PRÉMIO I BIENAL de Ansião 08 TITULO The side where I am


TITULO Not in my house TÉCNICA Mista sobre tela
TÉCNICA Mista sobre tela ANO 2008
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POR CÁ

Banda Desenhada Japonesa

Comecei a desenhar Manga há eu tinha começado a procurar – as Assisti à primeira convenção de


cerca de três anos e meio atrás. CLAMP. Foi a ler o Manga Tsu- Animanga em 2006 no Anime
Tudo começou com uma pesquisa basa Reservoir Chronicles que Weekend Aveiro, onde comprei
de imagens na internet. Na altura comecei a desenhar olhando para pela primeira vez volumes de
estava a passar na televisão uma as ilustrações delas, assim como a Manga (costumo fazer o down-
série chamada Cardcaptor Sakura e própria BD japonesa. Habituei-me load deles na internet traduzidos
eu gostava tanto do estilo que fui tanto ao Manga que certas vezes para inglês), vi cosplay e filmes
procurar no computador imagens. me engano na direcção da leitura em auditório. Existem muitas
Acabei por descobrir imensas em e acabo por começar a ler da outras, infelizmente longe demais
fansites, fiz o download dos filmes direita para a esquerda. Ler Man- da Guarda.
da série e comecei primeiro a ga, ver anime e ouvir j-rock e j- Apesar de querer seguir a car-
interessar-me por web design. Foi pop faz parte agora do meu quoti- reira de designer multimédia,
isso que me levou a encontrar diano (e também do meu irmão). gostaria imenso de poder seguir
sites de artistas amadores que Acabei mesmo por aprender a ler animação 2D ou trabalhar para a
desenhavam BD no estilo Manga em japonês e compreender algu- Tokyopop (editora de Manga nos
e, consequentemente, me levou mas palavras que uso frequente- EUA, Reino Unido, Alemanha e
até à comunidade da DeviantArt, mente na brincadeira . Japão) como Mangaka.
da qual faço parte desde Novem- O contacto com artistas amado- Faço updates usualmente na
bro de 2005. A primeira artista res e profissionais proporcionou-- DeviantArt, mas mantenho outras
que conheci foi Kata D., no me a possibilidade de ser autodi- contas na SheezyArt e um webco-
comicgenesis.com, autora de dacta. Quando me apercebi que mic no Smackjeeves.
Altar Girl. tinha talento decidi seguir Artes
Durante as minhas pesquisas de em vez de Ciências. Por mais Leila Gonçalves,nº15, 12ºF
imagens acabei por encontrar uma cérebro que tivesse para algo
série das mesmas autoras da qual científico, não me era apelativo.
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Área de Projecto

A Energia Hidráulica
turbinas hidráulicas ou moinhos de A construção de centrais hidroe-
água, em energia eléctrica é feita léctricas geralmente exige a forma-
através de barragens. ção de grandes reservatórios de
É necessário que haja um grande água, o que provoca profundas alte-
fluxo de água para que a energia rações nos ecossistemas, dependen-
seja gerada de forma contínua no do do tipo de relevo e da região
tempo, e para isso são construídas onde se encontra o empreendimen-
barragens. to. As centrais hidroeléctricas
As barragens são lagos artificiais, podem também ocasionar o alaga-
A energia hidráulica faz parte dos construídos num rio, permitindo a mento de terras e o deslocamento
recursos alternativos aos combustí- geração contínua e constante de de populações ribeirinhas. No
veis fósseis (petróleo e carvão), por energia. entanto, não polui o meio ambiente
constituir uma forma de energia As turbinas hidráulicas são e tem baixíssimo custo de produ-
inesgotável à escala da vida huma- conectadas a um gerador eléctrico, ção.
na. É obtida a partir da energia o qual é ligado à rede de energia.
potencial duma massa de água, e Contudo, também podem ser usa-
manifesta-se nos fluxos de água. das para geração de energia em Beatriz Nunes Gonçalves,nº8
A conversão desta energia na for- pequena escala, para as comunida- Maria Inês Gonçalves, nº 19
ma de energia mecânica, através de des isoladas. 9ºC

As energias renováveis - Energia hidroeléctrica


energia renovável, que consiste na siderada uma importante infra-
produção da electricidade através estrutura para o abastecimento de
do movimento da água de rios e água e produção de energia. A bar-
correntes de água doce. ragem, que utiliza as águas do rio
Para produzir electricidade, a água Mondego, foi também feita com o
das chuvas e dos rios acumula-se intuito de ser um pólo de atracção
em diques ou barragens. turística. O projecto de construção
Existem diques que não param o foi feito em 1988 e a barragem foi
curso natural da água, porém, obri- inaugurada em 1993.
gam-na a passar pelas turbinas, Em Portugal, a energia hidroe-
fazendo girar as pás que deste léctrica é a energia renovável com
modo produzem electricidade. maior utilização. No entanto, as
As energias renováveis são aque- As barragens são uma forma de transformações do terreno associa-
las que são obtidas de fontes natu- reter a água (reservatório de ener- das à construção de barragens nem
rais capazes de se regenerar, e por- gia potencial) para depois ser con- sempre são bem-vindas pelas popu-
tanto virtualmente inesgotáveis duzida por canos até chegar à turbi- lações e a sua integração ambiental
(têm a capacidade de renovar com na. A energia eléctrica forma-se a poderá influenciar a fauna e a flora
maior rapidez do que são utiliza- partir do movimento da turbina, da região.
das). que a transmite ao gerador e segui-
As energias renováveis mais utili- damente é transportada por linhas
zadas são: a energia solar; a energia de alta tensão com quatro conduto- Edite Rabaço ,nº7
eólica; a energia das ondas; a bio- res. Marta Matos, nº12
massa; a energia geotérmica e a Na região da Guarda, a Barra- 9ºB
energia hidroeléctrica. gem do Caldeirão é um exemplo
A energia hidroeléctrica é uma de uma central hidroeléctrica con-
14

Área de Projecto

Melhorar o Planeta

Através de um painel que Através de um painel solar, a de difícil acesso.


capta as radiações solares, energia solar é utilizada para o Em Portugal não existe o pro-
hoje, é possível utilizar a aquecimento da água, energia blema de não haver muitas horas
energia solar para diversos eléctrica e energia mecânica. de sol, muito pelo contrário,
fins. A instalação destes painéis Portugal é o país europeu com
Após um processo simples depende de diversos factores maior número de horas de Sol.
de instalação qualquer um como o tipo de telhado onde vai De acordo com os resultados
pode “poupar” o ambiente ser instalado o painel e a altura do último inquérito realizado
utilizando a energia solar. do edifício em questão. O tama- pelo Observatório para o Solar
Todos sabemos que o petróleo, nho da instalação também depen- Térmico, com vista a determinar
fonte de energia mais utilizada, de de duas condições: o habitual a área instalada no nosso país em
vai desaparecer um dia. Por esta consumo de energia desse edifí- 2004, foi possível apurar a insta-
razão temos de começar a utilizar cio e da zona climática em que se lação de 16 088 m2 de colectores
energias alternativas, estas nunca encontra. solares.
se esgotam, podem ser utilizadas De dia para dia existem mais
pelo homem continuamente e vantagens em utilizar a energia Ana Luísa Vieira Oliveira, nº2
estão sempre em renovação. solar. O preço desta está a baixar Ana Rita Pires Martins, nº4
Existem várias energias renová- cada vez mais, não polui o 9ºC
veis e entre elas encontra-se a ambiente durante o seu uso e é
energia solar. excelente em lugares remotos ou
15

THE ENGLISH PAGES...

How to solve a water crisis


tion for this summer crisis?
Carvalho Silva -As you know the
problems we have, are related to an
excessive use of water by people and
by factories. To help diminuish the
use of water we’re focused on en-
couraging water conservation, and
teaching children as well as their
parents to have good saving habits.
Santa Ana Lopes - Oh great
(irony)!! And do you think that’s
going to solve our problems?
Marques Mini- How is that going
to work? Our crisis is serious and
that is not going to change anything.
Besides people can’t just stop using
water, everyone needs it.
Carvalho Silva - I did not say that.
But we think that education and in-
Our city is called Waldport and it that this one is the best we have and formation are a good way to start.
has 50000 habitants. We are from it’s a long term solution that will But what do you propose instead?
the state of California and the closest not only end our crisis but it will Marques Mini - We cannot tell
city we have is Seal Rock. Our town have the capacity to supply water to people that they have to solve the
is experiencing a developing phase, other cities. On the other hand we problem! This is a problem that af-
new industries are being created will have economic rewards with fects the citizens but it has to be
here and the population is growing. salt sale. solved by the city council. I think
Most citizens work in factories and Françisco Loiçã- Sorry for inter- we should buy water from another
have low incomes. The city is grow- rupting you but I have to say that town. San Marine has enough water
ing with prosperity but we have a what you just said seems like sun- for both cities. This alternative is
major problem with the lack of wa- shine and puppies but the real fact is much easier and more reliable.
ter. The present Lord Mayor was that desalination plants are expen- Françisco Loiçã - After all these
elected last year and one of his sive and they’re not very efficient. years I still get astonished with your
promises was to solve the city water How will the city council get the ideas, commissioner Marques Mini.
problems. The Lord Mayor is now money to spend on such a big pro- How can you say that we should not
reunited with some commissioners ject? So, do you really believe that encourage people to spend less wa-
of other factions to discuss his pro- salt sale will give any benefit on ter???? Climate changes are getting
ject to end up with the water crisis economy and will help this city to more and more concerning; we have
in Waldport. grow up technologically? to save our resources!!! But I have
Carvalho Silva- As I said before, to agree when you say we have to
Everyone – Hello the technology is made in the U.S buy water from another city, it’s the
Carvalho Silva – I declare the and the government will partially only reliable way we have to supply
start of this meeting. The city coun- finance this project as a way of en- the city this summer. But we can
cil proposes the use of a desalination couraging new developments in the only face it as a provisory solution
plant to put an end to the lack of area of the renewable energies. because that implies spending a lot
water that we are beginning to have Santa Ana Lopes- I think that it is of money and it makes us dependent
all summers. The technology used a great idea, but it takes time, and on the other cities. And by the way
in the plant was developed in our the summer is only three months things are going on, I don’t know if
country and it is innovative and from now, and if the rain doesn’t cities like San Marine for example
more efficient than others. After we come we will have serious problems won’t start to have water crisis too.
analyze all the possibilities we think before August. What is your solu-
16

THE ENGLISH PAGES...

How to solve a water crisis


Santa Ana Lopes – Yeah, I totally mental impact and it’s windy, that supply the city, and all the electric-
agree!! Buying water is not a good will allow us to install eolic towers, ity it requires to function is pro-
solution at long term. But it is ex- so the electricity provided to the duced by wind towers installed near
tremely needed right now. Our wa- desalination plant will be carbon the plant. This is a model city be-
ter tanks are getting dry faster than free. cause it is dealing very well with
we want. We must take action. Santa Ana Lopes – Yes I agree climate changes, mainly with water
Carvalho Silva - That measure is a with you. But a desalination plant is crisis.
huge financial effort for us because not enough, we need to find new
we have to spend money in the crea- water supplies such as digs or drill
tion of structures like pipelines to new wells so that we can have new
bring the water and they will only sources of water before next sum- Pedro Afonso, nº 23
last one or two years. But we’re mer. This alternative is very reliable Rafael Figueiredo, nº24
ready to do it if necessary, we al- and it is not very expensive. Rodrigo Amador, nº 25
ready have a partnership with a Franlisco Loiça – A dig or drill is Sérgio Teixeira, nº 26
neighbour town in case we need to absolutely the best idea to our lovely 11ºA
buy water. citizens because what they need is
Marques Mini – You’re a joke. the best and the best is what I pro-
You do not want to spend any pose to offer them. The lack of wa-
money to buy water to supply our ter is terrifying our population, we
population when they are starting to need to find new sources urgently
need it, since the summer is about and I demand the city council to
to start but you want to build a de- start digs and drills.
salination plant that will be ready in Carvalho Silva – Yes, thank you.
about 3 years and will cost much My council will consider all your
more money. opinions and we will take action in a
Francisco Loiça – Three years is short period of time.
just too much. Can’t this great
Mayor find a better solution, I ask? Conclusion. The water is one of the
Santa Ana Lopes - In spite of be- most important resources we have.
ing a renewable energy supporter, As everyone knows drinking water
I’m concerned about building that is running out as the polluted water
desalination plant, I know that it is expanding, so measures must be
usually takes four or five years to taken. We must protect the water
build one. Isn’t that too much time? and the environment. Let’s check if
With the growing population, the this city has been behaving well.
growing amount of factories and the Six months later the mayor opted to
aggravation of droughts, 5 years may firstly buy water to supply the popu-
be too much time. And what about lation with drinking water. Secondly
the energy supply of the plant? new wells were created that fur-
Doesn’t it consume lots of electric- nished the population with water
ity? that summer. The population was
Carvalho Silva - The construction very pleased and even started to
will start this year and it is predicted save water in almost everything they
that it ends by the year 2011, so it could.
will only take 2 years to build. We Three years later the Lord Mayor
have already made several studies was re-elected, the desalination
and we found the place to build it. plant is fully operational and it is a
It’s the place with less environ- great success. It has the capacity to
17

THE ENGLISH PAGES...

How to solve a water crisis in 10 steps


Water crisis is affecting the whole world. We have created and developed an innovative method
Our community isn´t an exception, so as President I that converts sea water into fresh water at low-cost.
have hired a group of experts on water, from the prestig-
ious, rangers of water academy, that has come together and 7.Install sensors in the streets that can detect pipe prob-
decided to present a project named: “How to solve a wa- lems warn when there is a lack of water, and avoid non-
ter crisis in 10 steps”. After their presentation I will paid consumption. Sometimes the pipes have holes be-
make my evaluation and approve or not the project. cause of water´s high pressure, and with this new sys-
tem, those fails could be easily and quickly detected.
How to handle a water crisis.
1.Attribute a quote of water per month, for each house- 8.Encourage people to collect water from the rain and
hold, according to the number of people in the house. use it in domestic chores, exs.: car washing, flush, and
People would have to learn how to use and manage the watering their gardens.
amount of water that they have at their disposal.
9.Collect water directly from its natural sources, the
2.Ban private swimming pools, because having it evolves mountains, instead of letting the water get mixed with
the waste of lots of water. the river, where it gets much more polluted. So, we
could avoid water treatments.
3.Adopt new systems in private bathrooms that limit the
amount of water flushed. 10.Finally, we have to mobilize as many people as possi-
ble. Saving water begins with you and it´s up to you to
4.Forbid watering gardens with water from municipal help salving a water crisis. Preservation is better than
water sources. cure.

5.Make more campaigns to convince people that this is a


very serious problem, and teach them how to handle and Ana Carolina, nº1
manage the water restriction. André Pereira, nº2
Bernardo Santos, nº3
6.Invest in desalination technology, as we live by the sea, Carlos Henriques, nº4
we can use salt water and turn it into drinking water. Ariana Almeida, nº 28
11ºA
18

Área de Projecto 12ºE

Um lugar de “Excelência”
Recebido o testemunho, o relicá-
rio de convicções, o saber que se
podia conseguir, limitaram-se a mul-
tiplicar a voz, a presença nas terras
recônditas, frias (de temperatura)
mas calorosas no empenho.
Começaram numa noite fria de
Abril, do ano 2000, com uma apre-
sentação pública, para um Auditório
Municipal lotado, na companhia da
Doutora Helena Serra, o que seria o
primeiro de muitos encontros. Logo
ali saiu a primeira coordenação do
Pólo da Guarda.
A Associação pretende dar o seu
contributo divulgando o tema da
Sobredotação, falando sobre solu-
ções já encontradas, criando laços
entre todos os seus membros, de
“O primeiro dever da inteligência Assim sendo a sobredotação assen- forma a que os jovens e crianças com
é desconfiar dela mesma.” ta sobretudo nas características do capacidades e talentos superiores se
(Einstein) desempenho que as pessoas manifes- sintam menos sós, menos diferentes
tam, na interacção que estabelecem e mais realizados.
Excelência, capacidades de exce- com os outros, com os conceitos, Assim, esforça-se por garantir que
lência é o que têm de especial estas com os objectos. as crianças e jovens cumprirão o seu
crianças. Para compreendermos melhor este projecto de realização pessoal em
Nós somos um grupo de sete jovens, tema fizemos uma visita a uma asso- prol do desenvolvimento de todos
que a partir da área curricular não ciação existente na nossa cidade, a nós e do País.
disciplinar de Área de Projecto, Associação Portuguesa das crianças Como ainda recentemente afir-
entre outros temas, estamos a tratar sobredotadas (A.P.C.S.). Com esta mou o Prof. Anselmo Borges
de um tema muito especial e por visita compreendemos o quão (professor de Filosofia na Universi-
isso de bastante interesse, a sobredo- importante pode ser esta associação dade de Coimbra), “talvez o primei-
tação. para estas crianças. E por isto mes- ro de todos os desejos acalentados
Existem indicadores para determi- mo, quisemos saber como surgiu pelo homem e o motor da existência
nar se uma certa pessoa tem estas este pólo da A.P.C.S. na Guarda. é o “desejo de reconhecimento” (Ch.
capacidades de excelência ou não. Esta associação começou com um Pépin), com a sua individualidade,
Usualmente, mas erradamente, pen- convite da Doutora Helena Serra, as suas potencialidades, é certo, mas
sa-se que para determinar isto basta Presidente da A.P.C.S., pois um respeitando-as, e reconhecendo-lhes
obter resultados acima da média nos jovem com estas capacidades de o direito de as desenvolver segundo
testes de excelência. Mas isto está excelência residente na Guarda des- as suas próprias capacidades”.
errado, hoje em dia já sabemos que locava-se semanalmente ao Porto só O Pólo desenvolve actividades de
o QI (Quociente de Inteligência) para ir à A.P.C.S., então supondo enriquecimento destinadas a crianças
não é factor suficiente, pois não que este não devesse ser o único e jovens com capacidades de exce-
mede o potencial desempenho dos jovem com capacidades superiores lência e talentos superiores, e aos
indivíduos em áreas consideradas na Guarda e na região, porque não seus ‘amigos de peito’, pois é
relevantes como a criatividade, a dar respostas a estes e outros jovens? importante favorecer a interacção
persistência, a concentração no A solução estava já ali, ao alcance de social com os pares em característi-
desempenho de uma tarefa. uma mão: abrir um pólo na Guarda. cas, para melhor se desenvolverem e
19

Área de Projecto 12ºE

Um lugar de “Excelência”
aceitarem-se a si próprios e auxiliar objectivos já foram alcançados, mas
no desenvolvimento da sua maturi- muitos ainda estão por alcançar.
dade emocional. Tenta responder A falta de fundos, muitas vezes, é
aos interesses e necessidades dos seus um obstáculo à concretização do
associados, através de diversificados sonho destes jovens. Talvez lhe
projectos: robótica, informática, devêssemos dar mais atenção, e lutar
expressão corporal e dança (este ano mais para que estes consigam o seu
lectivo), para além de ateliers dife- objectivo.
renciados com uma periodicidade Para mais informações sobre a asso-
diferente. ciação e temática da sobredotação
É também uma grande preocupa- consultem:
ção proporcionar-lhes actividades em http://www.apcsguarda.pt.yu
que estão presentes os pais, forma de http://hads-ess.blogspot.com
valorizar a relação familiar. É essen-
cial, os pais (tal como os Educado-
Ana Carolina, nº2
res / Professores) estarem atentos ao sionou foi a forma como estes jovens
Ana Ferreira, nº3
desenvolvimento da Criança/Jovem, aproveitam as suas capacidades de Ana Topete, nº4
estabelecer com eles uma relação de excelência, nomeadamente, a robóti- Fábio Rebelo, nº10
proximidade (conivência), fazer do ca, da qual se realizam concursos João Cruz, nº11
diálogo uma rotina, responder à sua tanto a nível nacional, como a nível Luís Cardoso, nº15
grande curiosidade, incentivar a ori- mundial, já tendo ganho estes jovens Ricardo Gonçalves, nº22
ginalidade. O que mais nos impres- um concurso a nível nacional. Alguns 12ºE

Sou sobredotada e depois?!


Olá, o meu nome é Ângela e fre- quer interesse pois não tinham como aprendendo a lidar comigo e eu com
quento o 12ºano na Escola Secundá- meta resolver um problema, atingir eles.
ria da Sé. um objectivo. Hoje em dia, para os colegas da
Aparentemente sou uma rapariga Na escola, a relação que mantinha minha turma até é bastante conve-
normal e igual a todas as outras. com os professores e colegas não era niente que eu tenha capacidades aci-
Contudo, há cerca de doze anos foi- fácil. Apesar de não ter nenhuma ma da média visto que lhes consigo
me detectado, através de testes espe- doença contagiosa a proximidade explicar a matéria e tirar dúvidas.
cializados que o meu Q.I era elevado entre nós não era fácil. Com o Até hoje aprendi que por ser
comparado com outras crianças da decorrer dos anos, os professores sobredotada, não sou diferente mas
minha idade. foram-se habituando à minha manei- sim que posso contribuir com um
No início a ideia de ser diferente ra de ser visto que, como era muito olhar atento no mundo colocando
aterrorizou-me… curiosa exigia bastante deles. As questões que mais ninguém coloca-
Em contrapartida, este diagnóstico minhas dúvidas eram muitas e era ria.
surgiu como uma explicação a deter- nas alturas em que não obtia uma ( A personagem da história é de fic-
minados comportamentos que me resposta satisfatória que me sentia ção. )
colocavam numa situação diferente diferente das outras crianças. Por
da das outras crianças. outro lado, o convívio com os cole- João Fonseca
Aos seis anos de idade, eu já era gas não se mostrou tão fácil. Eles Liliana Lopes
uma criança bastante curiosa e atenta rotulavam-me constantemente de Miguel Prata
ao mundo em geral. “Chica esperta” e eu achava-os igno- Rafael Silva
As típicas brincadeiras com bone- rantes e sem interesse. Contudo, ao 12ºE
cas não despertavam em mim qual- longo dos anos, os outros foram
20

VISITAS DE ESTUDO

Saída de Campo à Quinta da Lageosa e Belmonte


mos no antigo lagar, que agora
está em ruínas, pela futura casa
de turismo rural até chegarmos
aos estábulos, onde nos tece-
ram algumas noções acerca do
gado bovino, nomeadamente os
seus hábitos alimentares, a for-
ma como é feita a ordenha...
Ao fim da manhã despedimo-
nos da Quinta e dirigimo-nos à
Escola EB 2/3 Pedro Alvares
Cabral – Belmonte, onde almo-
çámos.
Na parte da tarde visitámos o
Museu Judaico de Belmonte.
Um guia explicou-nos várias
tradições e rituais dos Judeus,
bem como os utensílios que
usam. Vimos ainda um painel
com os nomes dos judeus mor-
tos em Portugal durante a
No dia 30 de Outubro deste logia e de Português. No âmbi- Inquisição e no fim da visita
ano as turmas B, C e E do to da Biologia visitámos a Esco- provámos Pão Ázimo.
11ºano da nossa escola desloca- la Profissional Agrícola da Este dia foi espectacular a
ram-se à Quinta da Lageosa e Quinta da Lageosa e no âmbito todos os níveis! Aprendemos
ao Museu Judaico, em Belmon- de Português o museu Judaico. coisas novas, convivemos muito
te. Na Quinta fomos muito bem uns com os outros e provámos
Saímos da Guarda às 8:30h e recebidos pelos elementos da uma verdadeira amizade que
regressámos por volta das direcção e pelo engenheiro ficará para sempre. Estas rela-
16:30h, embora a chegada esti- Agostinho Ferreira que nos fez ções afectivas estabeleceram-se
vesse prevista para as 17:30h. uma breve exposição acerca da não só entre alunos, mas tam-
A turma E ia toda junta num Propagação de Plantas. bém com os professores.
autocarro, juntamente com as Depois da palestra continuá-
acompanhantes: Dra. Eugénia mos a visita pela quinta. Visitá-
Costa (professora de Biologia) mos uma Casa-museu, onde Inês Figueiredo Cruz, nº9
e Dra. Ascensão Marques estavam expostos variadíssimos 11ºE
(professora de Físico-química). objectos antigos, usados pelo
Esta saída de campo esteve povo.
inserida nos conteúdos progra- Terminada essa visita segui-
máticos das disciplinas de Bio- mos pela quinta fora. Estive-
21

VISITAS DE ESTUDO

Festival de Banda Desenhada


No dia 3 de Novembro, no âmbito Dentro do fórum todos os alunos artístico bastante elevado. Consegui-
da disciplina de A. Projecto, o nosso se comportaram devidamente e mos- mos observar nelas um pouco do que
grupo realizou uma viagem de estu- temos realizado desde o secundário,
do ao Festival de Banda Desenhada a nível das disciplinas de Desenho e
que decorreu na cidade da Amadora Oficina de Artes (12º), chamando a
- Brandoa. nossa atenção para o traço, a man-
A partida da Guarda foi às 7h da cha, a aguarela, o pontilhismo, técni-
manhã com 50 alunos de artes (12º e cas estas já utilizadas por muitos dos
11º) e 5 professores (incluindo uma alunos participantes.
tradutora) a bordo. A viagem reali- A postura dos alunos foi bastante
zou-se da melhor forma. Antes da positiva e cooperante. Em resumo
chegada foram entregues uns panfle- podemos afirmar que a visita de estu-
tos acerca do festival, elaborados traram interesse por todas as obras do foi um sucesso.
pelos alunos organizadores. A visita de arte expostas. A exposição era
no fórum Luís de Camões iniciou-se extensa, de modo que foi difícil Sofia Gralha, nº16
por volta das 11h e terminou às 13 observar, ao pormenor, todas a Daniela Ribeiro, nº7
horas. obras. Todas elas tinham um teor 12º F

O Museu Judaico de Belmonte


No dia 31 de Outubro de 2008, a damente do interior do museu. A o preconceito mundial, que levou ao
turma C do 11ºano realizou uma partir daqui, a atenção dos funcioná- seu encontro crimes horrendos,
visita de estudo no âmbito das disci- rios deixou um pouco a desejar. E atentados e o Holocausto. Mesmo
plinas de Biologia e Português. A pensar que vimos o filme duas vezes, assim, ainda persistem, o que prova
partida deu-se por volta das nove enquanto esperávamos a nossa vez! o seu empenho e a sua tenacidade.
horas da manhã, com rumo à Escola É de opinião geral que esta visita A crença judaica não deixa de ser
Agrícola da Lageosa. guiada não correspondeu às nossas similar à cristã, na medida em que
A manhã foi reservada para o estu- expectativas iniciais. Os grupos eram têm um passado em comum. As
do de multiplicação vegetativa, bem extensos. O guia, sempre fiel à sua semelhanças descobertas entre elas
como para a exploração e identifica- notável pronúncia judaica e ao volu- remetem-nos para a expressão bem
ção de diversas espécies vegetais e me baixo da sua voz, acompanhou- conhecida «Todos iguais, todos dife-
animais, portanto, temas relaciona- nos até à sala ao lado, onde se desta- rentes». Se as nossas religiões são
dos com os conteúdos programáticos cava uma diagonal preenchida com parecidas, porque haveriam os cris-
da disciplina de Biologia. candelabros reluzentes. Este senhor tãos de ter mais direitos que os
De seguida, foi-se à Escola Pedro esclareceu-nos quanto a vários por- judeus? Esta será uma das lições que
Álvares Cabral, em Belmonte. Dado menores da crença judaica e o que confrontam o nosso tema em Portu-
às horas, e conforme o plano previa- era cada objecto em particular: moe- guês: a luta pela dignidade para todos
mente elaborado, seguiu-se o almoço das, escrituras, os tais candelabros os homens.
na referida escola. A comida não foi mencionados. Era, digamos, uma Acrescentando aos contributos a
muito apreciada pelos alunos, no sala cheia de coisas banais que, na nível intelectual, o museu judaico
entanto, a fome e a fadiga venceram perspectiva de um estudioso, um toca também o nosso lado sensível e
muitas opiniões. judeu, tinham um maior significado. humano, ajudando-nos a melhorar
Por volta das 14h30min, retomá- Ficámos a conhecer melhor os hábi- como cidadãos.
mos a nossa visita de estudo e segui- tos diários deste povo, os seus ali-
mos para o Museu Judaico de Bel- mentos, vestimentas e tradições. Ana Isabel Varelas ,nº1
monte. Quando chegámos ao museu Relembrámos os seus sofrimentos. Diana Silva,nº9
fomos encaminhados a um auditório Para além de trabalhadores e inteli- 11ºC
onde vimos um filme composto por gentes, os judeus sempre foram um
fotografias relativas à cidade, nomea- povo lutador que sofreu muito com
22

VISITAS DE ESTUDO

Visita à Fundação de Serralves


A visita de estudo iniciou-se por tipos de vão, unidas entre si por uma (artista português) “ uma pá de jar-
volta das 7h15m, nela participaram ampla galeria em forma de U. dim ”; mais à frente uma espécie de
os alunos de Artes do 10º ano, das O factor determinante na escolha espelhos e por último uma cabine
turmas H e I, e os professores Sandra da localização do Museu dentro do toda envidraçada, onde os artista se
Borges, Arminda Carvalho, Helena Parque de Serralves, foi o fácil acesso “refugiam” para uma observação mais
Reis e Isabel Valente. do público e a existência de floresta- profunda da Natureza.
O dia 7 de Dezembro de 2008 foi ção, evitando assim o abate de árvo- De seguida, o monitor levou-nos
sem dúvida um dia diferente, um dia res do Parque. para o jardim da casa principal, no
de convívio entre professores e alu- Os espaços do Museu, desenhados qual parámos e esboçámos aquele
nos que permitiu aliviar um pouco do com uma combinação única de ilumi- magnífico e grandioso jardim, mas
stress dos testes e da rotina das aulas nação natural e artificial, destinam-se não ficámos por ali, com plasticina
e serviu também para aprofundarmos a albergar múltiplas exposições. Os fizemos uma mini-escultura a pedido
conhecimentos. arranjos paisagísticos envolventes do do nosso monitor, fotografámo-la e
Ouvimos música, cantámos, lemos Museu reflectem também a sua con- inserimo-la no esboço já iniciado.
para passar o tempo, tirámos fotogra- temporaneidade, integrando-se har- Depois apanhámos o autocarro de
fias, etc. moniosamente no Parque. volta à nossa cidade da Guarda.
Chegámos ao destino por volta das Com todas as magnificas obras que Chegámos por volta das 19h30m,
10h20m, começámos então em busca observámos durante toda a manhã, contentes e com a certeza de que
da “aventura”. Tomámos conheci- algumas delas da autoria de Juan visitar o Museu de Serralves (Porto)
mento das origens do Museu de Ser- Muñoz, chegou a hora do almoço. foi uma maneira da Arte, da História
ralves através de panfletos que reco- Fomos até ao Norte Shopping onde e da Cultura ganharem vida e expres-
lhemos ao longo da visita. O projecto almoçámos e fizemos algumas com- são, porque deixaram de ser noções
foi concebido pelo arquitecto Álvaro pras, mas o tempo foi escasso e pou- abstractas que se memorizam sem
Siza Vieira e permitiu uma grande co mais fizemos. serem compreendidas. Ao visionár-
flexibilidade de espaços, necessária Voltámos à Fundação de Serralves, mos como evoluíram as formas e os
para a maioria das obras de arte cria- onde fomos visitar, por sua vez, os modos de expressão, ganhámos uma
das. verdejantes jardins do Museu. No maior consciência da importância de
A área de exposições está dividida passeio pelo o jardim tivemos opor- todos os actos do Homem.
em várias salas, com diferentes carac- tunidade de apreciarmos algumas
terísticas de escala, proporção, luz e obras, das quais uma de Pedro Morais Sofia Costa, nº16,10ºI
23

REFLEXÃO

Mãe, minha Mãe


Hoje sei que afinal tinha abismo do nada. Ah,
razão de ser aquela minha como é certo ter desapa-
intranquilidade. O cancro recido com eles, e para
da mágoa que consumia sempre, a esperança de
minha mãe, que lhe inva- mãos dadas com os sorri-
dia a alma, extravasava o sos das velhas fotografias!
corpo, mesmo esforçando Para que lugares esconsos
-se ao máximo por lutar se teria refugiado toda a
contra ele. Era uma luta sua alegria de viver?
de titãs em que quem saía Nunca cheguei a saber
a perder era naturalmente que sonhos consumiram
ela. Aquela sombra des- minha mãe. Entretido nas
viava-se apenas para dei- minhas brincadeiras de
xar passar um breve sorri- criança, arrumei todas as
so, depressa lho toldava minhas suspeitas com os
de novo! Já não era o sor- meus brinquedos. Por lá
riso que encontrava nos ficaram esquecidas. Só no
álbuns de fotografias que dia em que ela desapare-
me deliciava a desfolhar. ceu, desatei a correr, o
Aí encontrava eu o sorriso mais depressa que podia, à
largo e franco repleto de procura nas velhas arcas,
não sei que sonhos ocul- perdidas por entre os
tos. Mas eram muitos cer- objectos que deram colo-
tamente! Naqueles sorri- rido à minha infância, de
Aquele grito estridente, Lembro-me vagamente, sos cabiam todas as suas alguma coisa que me desse
que soçobrou pelo ar e se como se o tempo que dis- esperanças, todas as suas paz.
dirigiu aos meus ouvidos, ta entre o passado e o pre- ilusões, toda a determina- Durante longas horas,
soou-me de forma estra- sente fosse nevoeiro, do ção que sempre lhe conhe- horas infindáveis, fixei o
nha no depósito das rosto de minha mãe. A luz ci! rosto calmo e sereno de
minhas memórias. Desviei dos primeiros raios de sol Às vezes fecho os olhos minha mãe, agora inex-
o olhar à procura da fonte parecia tornar aquele ros- e procuro ouvir as suas pressivo. Finalmente, ven-
daquele som que fez estre- to ainda mais belo. Olhos gargalhadas que abarca- cera o veneno que se lhe
mecer todo o meu ser. bem negros, cheios da vam o universo. E ria, ria espalhou pelo corpo, lhe
Jorrou lá de dentro não ternura escondida dos até as lágrimas jorrarem triturou a alma e lhe cei-
sei que mal-estar que me olhos de todas as mães, qual lava de vulcão, ful- fou a vida. Finalmente
deixou perturbado. mas também tristes, mui- gente, vermelha, laranja... descansava dessa luta
Vi então uma mulher, to tristes. Por vezes ousa- lava de um cromatismo inglória e lenta a que eu
fisicamente frágil, de por- va dizer-lhe o que me ia delirante. Abro os olhos, tinha assistido sem me
te digno, passo lento, na alma. e agora só vejo lava solidi- lembrar que poderia ter
como quem carrega den- - Não sejas tonto! Teria ficada, cinzenta, preta, lutado a seu lado.
tro de si o peso do mun- eu alguma razão para estar fuligem acumulada. Nada É nesta criança que vai
do. E, no entanto, deslo- triste quando te tenho a ti mais. de mão dada com a mãe,
cava-se com toda a natura- junto a mim? - Respondia- Acredito, hoje, que que procuro a redenção da
lidade com uma criança me com um sorriso e uma algures num recanto da minha dor. Olho-a na
pela mão. Fiquei-me, voz doce. sua vida vira todos os seus esperança que nunca seja o
assim, a olhar... a reme- Calava-me e depositava sonhos estatelarem-se no adulto que hoje sou.
xer em velhas recorda- naquele rosto o beijo mais chão. Viu-os, impotente,
ções... Caminhei pelos sincero que tinha para dar. desfazerem-se em cacos, Outubro de 2008
estreitos e exíguos cami- Apesar disso, algo dentro em pedacinhos, transfor-
nhos que me levam à de mim não tinha ficado maram-se em pó e final- Luís Cravina
minha infância... muito tranquilo. Passava. mente desaparecerem no
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APRENDER A ESCREVER

A Carta
Guarda, 9 de Novembro de 2008 Guarda, 10 de Novembro de 2008
Querida Amiga:
Exmo Sr. Presidente dos Estados Unidos da América,
Já dois anos se passaram desde que decidiste ir-te embora. Barack Obama :
Tudo mudou desde então: a cidade, as pessoas, os espaços…
tudo mudou! Desde esse trágico dia que por mera cobardia Eu sou uma jovem estudante, que vive em Portugal, mais
tu decidiste ir-te embora, optaste pela fuga em vez de enca- precisamente na cidade da Guarda. É uma cidade de monta-
rar os problemas. Não te culpo pela decisão que tomaste, nha, localizada no interior do país, sendo conhecida como a
mas a partir do momento que nos abandonaste nada conti- mais alta. Mas, estou a escrever-lhe, não para falar de mim
nuou como dantes! As coisas aqui deram uma volta de cento ou da minha cidade mas para lhe dar os parabéns pela sua
e oitenta graus. Para começar deixa-me dizer-te que aconte- vitória nas recentes eleições presidenciais dos Estados Uni-
ceu o que mais temias, a separação dos teus pais. Desde que dos da América e pedir-lhe uma atenção especial sobre a
foste para a Alemanha viver com os teus tios, que eles se cul- grave situação em que o Mundo se encontra nos dias de
pam mutuamente pelo que te aconteceu. hoje e talvez dar-lhe algumas ideias para a tentar resolver ou
Todos os dias vou a tua casa ver como estão as coisas com o minorar a situação.
teu pai. Não estão bem, como podes imaginar, todos sofre- Como é do vosso conhecimento os mais graves aconteci-
ram com a tua partida. Ainda na semana passada, quando bati mentos que, actualmente, têm afectado o Mundo são: a
à porta, ele foi abrir-ma com os olhos lavados em lágrimas, guerra e a crise económica. Começo por lhe falar sobre a
embora tentando esconder, mas eu percebi a sua dor profun- guerra entre os diferentes países, entre as diferentes reli-
da. Não dizem os poetas que os olhos são o espelho da alma! giões. Sobre este assunto não há muito para dizer. Para ser
Todas as noites quando me deito tenho medo de adormecer, sincera, desde que tive conhecimento destes confrontos,
pois tu invades os meus sonhos, os meus pesadelos com coi- nunca cheguei a perceber qual o motivo para existir tanto
sas que não quero para a minha realidade. Digo que estou ódio. Eu penso que para diminuir a guerra é preciso haver
bem quando não estou! Fazes-me tanta falta! Ainda hoje me solidariedade entre todos os povos designadamente entre os
questiono o porquê da tua ida…, porque decidiste abandonar mais poderosos como é o caso daquele que Vossa Excelên-
-nos? O valor da nossa amizade era tão mais forte do que esse cia vai presidir.
fútil sentimento que te tira o sorriso e a vontade de viver. Também a crise económica, que neste momento está a
Não achas que valeria a pena lutar? Não só pela nossa amiza- afectar o Mundo, acarreta cada vez mais pobreza, pessoas
de, mas também pela tua família e por todos aqueles que te que ficam sem emprego, logo ficam sem dinheiro para
amam, mas principalmente, pelos teus pais que todos os dias pagar os empréstimos, o que leva ao desalojamento e ao
se perguntam onde falharam. Em nada, respondo eu, pois agravamento da fome, sem ajudas e numa situação impró-
cada um faz as suas escolhas! pria para a dignidade humana.
Tens um longo caminho à tua frente e para o trilhar tens Pedia-lhe, assim, que contrariamente aos seus antecesso-
que tomar grandes decisões na tua vida, ganhar ou perder? Só res, prestasse mais atenção aos problemas humanitários,
tu podes decidir! E como diz Fernando Pessoa “Quem quer contribuindo deste modo para uma maior justiça social.
passar além do Bojador tem que passar além da dor.” Não é Não querendo maçar mais, despeço-me atenciosamente,
apenas a tua felicidade que controlas, mas a de todos aqueles mantendo-me atenta ao vosso desempenho.
que te amam.
Espero um dia poder voltar a ver o brilho do teu sorriso e a
tua vontade de viver, aquele olhar lutador capaz de vencer
qualquer tempestade, o mesmo que se perdeu consumido
pela tristeza.
Amiga, nunca te esqueças que “pelo sonho é que vamos” ou
“Sempre que o homem sonha o mundo pula e avança como
bola colorida nas mãos de uma criança.”

Muitos beijinhos da tua sempre Amiga

Andreia

Andreia Marta nº 4, 10ºF

Nota: Estas cartas informais surgiram no âmbito da disciplina de Português a propósito do texto autobiográfico.
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POESIA

AULA NARCÍSICA
Um dia ele chegou
O seu olhar era fatal
E a sua estupidez não era normal

Enquanto a sua epopeia ele contava


Mais e mais a turma bocejava

Em viagem andei
Apenas para comer parei

OLHAR Como cheguei, não sei


Mas muito caminhei

Olhar, Algum tempo passado


Ver o já passou, Apenas um restava acordado
Sonhar o que irá acontecer Mas, pelo ar que mostrava
Crescer, Estava bem cansado
Aprender,
Todos queremos. Cheguei ao deserto
Indiferença, não! Já nada desperto
Vivemos com o coração. Encontrei um lagarto
Alegre, o Amanhã chegará, Comi-o, no espeto
Esperemo-lo!
Ao acabar esta parte,
Setembro de 2008 Espantado ficou
Pois ninguém para além dele
Isabel Duarte Estava desperto a ouvir

Novembro de 2008

POESIA Luís Botas, 11º E

Poesia para quê ?


Com a vida cresce,
Enriquece,
Alivia,
Acompanha,
Ensina,
Faz pensar,
Encantar,
Aquecer.
É o sol.
Palavras que caminham,
Adiante do Tempo.

4 de Outubro de 2008

Isabel Duarte
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DESPORTO

Futebol de Sete
A nossa Equipa é formada por melhor.
meninas com idades compreendidas Ao nível do treino, fazemos um
entre os 10 e os 17 anos de idade. trabalho adequado em termos indivi-
Do Estrelas da Guarda são sempre duais e colectivo (técnico/táctico),
chamadas atletas para a Selecção com algumas circulações de bola,
Distrital, que depois disputam o transições de defesa/ataque e ata-
“Torneio Inter-associações” em Lis- que/defesa, movimentação por sec-
boa no Estádio do Jamor. tores, organização ofensiva e defen-
Este ano tivemos uma menina que siva e tendo sempre como finalidade
representou Portugal através da o jogo.
Selecção Nacional Feminina Sub-19, O Estrelas da Guarda dá preferên-
O Estrelas da Guarda tem Equipa que é a Daniela Alves, e disputou cia ao sistema táctico de 2 x 3 x 1,
Feminina a participar no Campeona- um mini torneio de apuramento pois é uma variante mais próxima
to Distrital de Juniores Feminino, para o Campeonato da Europa. A do futebol de onze e que as atletas
que é organizado pela Associação de Daniela Alves conseguiu já a 3ª assimilam com muita facilidade.
Futebol da Guarda, sendo este Cam- Internacionalização e tem apenas 16 Para finalizar, queria dizer que
peonato uma prova oficial e disputa- anos. É neste momento a jogadora temos um grupo de meninas onde
do a duas voltas. mais importante da nossa equipa e há um bom ambiente, interessadas,
Treinamos 2 vezes por semana, no da Selecção da Guarda. dedicadas, dão sempre o máximo e
Estádio Municipal da Guarda e O Futebol Feminino tem tido são muito responsáveis.
temos jogos todos os Sábados as 11 grande evolução, mas é pena que São fantásticas…
horas. Fazemos alguns jogos de pre- não surjam mais equipas para termos Andreia Silva, nº2,
paração e participamos em alguns um Campeonato mais longo, o que 12ºD
torneios não oficiais. em termos competitivos seria muito

O Problema da Nossa Selecção


O problema mais gritante da passando de um 4-3-3 (que não tem rais tão ofensivos, seria preciso um
Selecção Nacional Portuguesa é a dado os melhores resultados) para médio com grandes capacidades
clara falta de eficácia na hora de um 4-4-2 em losango (que permiti- defensivas, e aqui entra a polémica
marcar golos. Os avançados de que ria um melhor aproveitamento dos convocação de Paulo Assunção.
a nossa selecção dispõe não se mos- bons médios da selecção, sem no Polémicas à parte, tem-se que lhe
tram capazes de marcar a diferença entanto desaproveitar os extremos reconhecer qualidades mais que sufi-
com os seus golos, aliás marcam-na de qualidade que temos, apenas cientes para desempenhar esse papel
pela falta deles. teriam que jogar um pouco mais que pode ser fundamental na nossa
A primeira coisa que salta à vista atrás). Esta táctica permitiria a selecção e que já pertenceu a gran-
ao analisar os últimos jogos é que Nuno Gomes ter um companheiro des jogadores como Oceano, Paulo
Hugo Almeida não justifica a aposta de ataque com que pudesse tabelar Sousa ou Costinha.
de Queirós na sua titularidade. (aproveitando-se uma das suas maio- Para concluir, proponho o seguin-
Nuno Gomes seria a aposta mais res qualidades). te onze para Portugal: Quim;
válida para a posição de ponta-de- No entanto, para que houvesse Bosingwa, Pepe, R. Carvalho, J.
lança, por duas razões óbvias, é o sucesso com esta táctica, seria Ribeiro; P. Assunção; J. Moutinho,
mais experiente e está em boa for- necessário dois laterais com grande Simão; Deco; N. Gomes, C. Ronal-
ma. Mas o facto é que Nuno Gomes capacidade de flanqueamento, já do (dando uso aos dotes goleadores
não é matador, não tem um grande tendo Bosingwa, talvez para a lateral que tem demonstrado).
instinto de golo. -esquerda, fosse interessante a inclu-
Assim sendo, uma provável solu- são de Jorge Ribeiro (jogador em Mário Santos,nº19,
ção é mudar a táctica da selecção, boa forma). Mas havendo dois late- 12ºC
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BRINCANDO COM …
A MATEMÁTICA

Cantinho da Matemática
Quantos pontos negros consegues ver? As linhas verticais são paralelas ?

Problema da semana:
Na floresta, o lobo dorme quando a coruja está acor-
dada e está acordado quando a coruja dorme. O lobo
dorme tanto numa semana quanto a coruja dorme num
dia. Quantas horas dorme cada um destes animais
por dia?

Sudoku
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BRINCANDO COM …
A FÍSICO-QUÍMICA

CIÊNCIA DIVERTIDA
A Fonte Fábrica de bombons
Material Material:

1 garrafa de água transparente e resistente. Bacia pequena


1 palhinha. Fio
Plasticina. Lápis
Colher
Açúcar
Água quente

Procedimento: Procedimento:

1. Enche 2/3 da garrafa com água e coloca a palhi- 1. Enche a bacia com água quente e dissolve várias
nha dentro da garrafa. colheres de açúcar na água.
2. Põe plasticina no gargalo da garrafa, à volta da 2. Prende um fio ao lápis. Apoia o lápis nas bordas da
palhinha, de modo a que não deixe passar ar. bacia e mergulha a extremidade livre do fio na
3. Puxa a água pela palhinha. Se a plasticina estiver bacia.
bem colocada, não o conseguirás. 3. Deixa a preparação toda a noite assim.
4. Sopra para dentro da garrafa através da palhinha
durante o tempo que conseguires. Quando não
conseguires mais, afasta-te!

Resultado: Resultado:

Vai surgir um repuxo de água! Durante a noite formam-se cristais de açúcar.


Agora podes comer um bombom!

PORQUÊ?
Consulta o site http://www.cienciadivertida.pt/
planeta_ciencia/editar/experiencias/exp03.swf
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RELIGIÃO E VALORES

CRISTO SOFREU, MORREU MAS RESSUSCITOU AO


TERCEIRO DIA

Pode parecer contraditório que rum”), da autoria de um tal Filócalo, Os cristãos do século IV eram par-
para dissertar sobre as origens do e composto provavelmente no ano ticularmente sensíveis a este simbo-
Natal, tenhamos de começar pela de 354. Depois de ter indicado em lismo. Por isso, a Igreja não teve
premissa da Fé cristã, uma vez que é 25 de Dezembro no calendário civil receio em adoptar o dia do Natalis
a partir desta que tudo surge (Festas o Natalis Invicti, (o nascimento do Sol Solis Invicti para festejar o nascimen-
Litúrgicas, Vigílias, Devoções…). invencível), anuncia à cabeça da to, a Aparição de Cristo, a luz que as
Os primeiros Cristãos, isto é, os Depositio martyrum: - VIII Kal. Ianua- trevas não puderam vencer – et tene-
que celebravam a Fé em Cristo Res- rii natus Christus in Bethleem Iudae. brae eam non comprehenderunt -.
suscitado nos tempos seguintes à Contemporânea da construção da Procedendo assim, a Igreja reagia
Ascensão só conheciam uma festa: o basílica constantiniana de S. Pedro, a eficazmente contra uma corrente
dia de Cristo, o Senhor, ou seja, a festa do Natal deve ter-se localizado que ameaçava arrastar os fiéis para
Páscoa anual e a Páscoa semanal primitivamente no Vaticano, dirigin- práticas pagãs. Para imunizar os cris-
(Domingo). Só no século IV é que do agora para Cristo as homenagens tãos contra a força de atracção destas
surgiu a solenidade da vinda do que o povo romano estava habituado festas pagãs, a Igreja de Roma con-
Senhor ao meio dos homens. Tratava a prestar na mesma colina às divinda- trapôs a festa do nascimento de Cris-
-se menos de comemorar um aniver- des do oriente. to na mesma data. Ao culto do sol
sário em sentido estrito do que com- A escolha da data e do lugar impôs- invictus celebrado no solstício, a 25
bater as festas pagãs do solstício de se sobretudo em razão do simbolis- de Dezembro, opôs uma solenidade
Inverno, celebradas em Roma a 25 mo da luz. O 25 de Dezembro era litúrgica em que exprimia a sua fé no
de Dezembro e no Egipto a 6 de no mundo pagão a festa do Natalis Único Redentor.
Janeiro. Solis Invicti, a festa do sol que renasce
Pode considerar-se como dado vitorioso sobre as trevas. Também “Em verdade vos digo: quem não
seguro e definitivo que a festa do para os cristãos o simbolismo da luz receber o Reino de Deus como uma
nascimento de Cristo já era celebra- e do sol era familiar porque radicava criança, não entrará nele.” Evangelho
da na liturgia da cidade de Roma, a na própria Bíblia. Cristo é o verda- de Lucas 18, 17.
25 de Dezembro de 336. É o que se deiro “sol de justiça” livro de Mala-
deduz das listas de um calendário, o quias 3, 20, a verdadeira “luz que Um Santo Natal
Cronógrafo, que contém as datas da ilumina todo o homem”, “a luz do
morte dos bispos de Roma mundo” Evangelho de João 1,9; Padre Ricardo Fonseca
(“Depositio episcoporum”) e dos 8,12, “o esplendor da glória de
mártires romanos (“Depositio marty- Deus” carta aos Hebreus 1,3.
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É NATAL!...

O Natal: Origens e Tradições

Os três Reis Magos As prendas têm uma simbologia, nesse ano, festejou o Natal na flo-
pois o ouro era somente oferecido a resta de Greccio, levando consigo
Após o nascimento de Jesus, Reis, perfazendo a sua nobreza; o animais como, bois, vacas, burros,
segundo o Evangelho de São incenso, representa a divindade e a de forma a retratar o que tinha
Mateus, surgem os Reis Magos pro- mirra, simboliza Jesus como acontecido nessa noite aos seus
venientes do Oriente, que o visita- Homem e o sofrimento que iria ter cidadãos, expandindo o interesse
ram em Belém guiados por uma ao longo da sua vida. das pessoas por retratar o Natal.
estrela. Sendo países tradicionalmente No século XV, com o culminar
Esta denominação de «Mago», católicos, Espanha e Itália são os de um grande interesse pela data,
tem conotação de sapiência entre os países que maior importância e sim- criaram o presépio como hoje o
Orientais ou designa ainda astrólo- bolismo atribuem a esta tradição. conhecemos, deixando para trás as
gos, deduzindo-se inicialmente que As crianças espanholas e italianas pinturas das igrejas. O presépio tem
seriam Astrólogos eruditos. Isto celebram o Natal como todas as como principal característica, a
pensa-se por se contar que terão outras mas têm de esperar pelo dia mobilidade:todas as peças podem
avistado uma estrela que os terá de Reis, 6 de Janeiro, para receber mover-se e serem vistas de vários
guiado até onde Jesus nasceu. Terão as tão desejadas prendas. ângulos, dando liberdade para indi-
chegado até Cristo a 6 de Janeiro, vidualmente recriar o seu próprio
data em que actualmente se come- presépio.
História do Presépio No século seguinte surge o pri-
mora o «Dia de Reis».
Após o Evangelho terão sido atri- meiro particular a tê-lo em casa, na
buídos os nomes dos «Reis»; Bal- O presépio é hoje em dia um propriedade da Duquesa de Amalfi.
tasar, representante da raça africa- dos grandes símbolos religiosos, A partir do século XVIII, a tradição
na; Belchior, representante da que retrata o Natal e o nascimento insere-se em toda a Península Ibéri-
raça europeia e Gaspar que repre- de Jesus. Há quem refira que o ca alastrando-se por toda a Europa.
sentava a raça asiática, representan- presépio provém do século tercei- Actualmente é um costume de inú-
do todas as raças conhecidas até à ro, onde peregrinações eram feitas meras culturas que marca o Natal,
data, simbolizando a homenagem à gruta onde Jesus nasceu. existindo presépios para todos os
de todos os Homens da Terra a Representações artísticas surgi- gostos, desde miniaturas a persona-
Jesus. ram no século a seguir como pintu- gens em tamanho real, e muitas
Pelo número de prendas deduziu- ras, frescos entre outros, mas a data vezes uma representação humana
se quantos seriam, pois ofereceram de 1223 é para muitos o início desta do acontecimento.
três presentes, ouro (Belchior), tradição. São Francisco de Assis
incenso (Gaspar) e mirra (Baltasar). será então o autor do presépio, pois
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É NATAL!...

O Natal: Origens e Tradições


decorado com bolas coloridas e luzes Por volta de 1610 surgiram as primei-
«psicadélicas», com um anjo ou uma ras fitas para as árvores de Natal. Feitas
estrela bem no alto. de prata, prensadas em máquinas espe-
Mas de onde vem esta tradição? ciais para ficarem finas e maleáveis,
Já existiam na Roma Antiga, árvores foram usadas com este material até mea-
decoradas com pequenas peças de metal, dos dos séc. XX, altura em que foram
durante a época da Saturnalia, o festival substituídas pelas de plástico.
de Inverno em honra de Saturno, deus da Algures por volta de 1846, foi atribuí-
agricultura. Muitos acreditam aliás, que do ao Principe Alberto, marido da
o 25 de Dezembro foi «escolhido» para a Rainha Vitória de Inglaterra, o crédito
data do nascimento de Jesus, apoderando por ter levado para o Castelo de Wind-
-se dos costumes pagãos. sor a primeira árvore de Natal decorada.
Na Idade Média, no dia 24 de Dezem- Contudo, alguns historiadores relatam
bro de cada ano, era costume decorar que a Rainha Charlotte, avó de Victória,
uma árvore com maçãs à qual chamavam havia reportado lembranças da existência
de «Árvore do Paraíso», numa clara alu- de uma árvore de Natal nos aposentos da
A Árvore de Natal são a Adão e Eva. As árvores mais Rainha em Windsor, por volta de 1800.
Já todos estamos habituados a que, por modernas, surgiram em meados do sécu- A popularidade da Rainha Victória fez
volta de Dezembro, surjam por toda a lo XVI, na região da Alsácia (Salsburgo, com que, ao sair uma foto da família
parte as decorações de Natal. Talvez Alemanha). As árvores eram compradas real junto a uma árvore
seja este ambiente que nos lembra que em mercados e levadas para casa mas de Natal decorada, no Illustrated Lon-
temos de decorar a Árvore de Natal expostas ainda sem quaisquer ornamen- don News, depressa pegasse junto dos
que temos na arrecadação a ganhar pó, tos decorativos. É exactamente dessa seus súbditos e se espalhasse não só pela
há quase um ano. Seja como for, quase região alemã que provém o registo mais ilha, mas também pelas colónias ameri-
todos os portugueses colocam na sua sala antigo de uma árvore de Natal decorada. canas.
um pinheiro ou abeto, - artificial claro, O registo pertence a um diário de 1605,
porque os verdadeiros são proibidos - onde a árvore aparece adornada com Pesquisa realizada por
rosas de papel, maçãs e doces. Marco Bandeirinha, nº12 , 9ºB

VALORES DO NATAL
O Natal representa o nascimento de biose entre o ser humano e o Divino. um dia de descanso, etc.
Cristo, bem como a simplicidade com Portanto, para que se celebre, de uma É triste ver e ouvir que o Natal está
que nasceu no estábulo, daí que seja tra- forma actualizada, o grande aconteci- desvalorizado, o que interessa é as pren-
dição, descrita por São Mateus, fazer-se mento da plena e total união entre as das, as árvores de natal, as luzinhas…
o presépio. duas naturezas, é bom que todas as famí- não é que isto não seja importante, tem
Para o cristão, é dos momentos mais lias estejam juntas, e juntas no amor de é que lhe ser dado o devido valor simbó-
importantes do ano litúrgico, pois foi Jesus. lico.
através do nascimento de Cristo que teve A caridade, a humildade e a simplicida- Muitas vezes depois do Natal, as pes-
início o Mistério Pascal, com o qual de são também valores que vêm do nas- soas perguntam umas às outras como foi
começou o cristianismo e nós fomos cimento de Cristo e que devem ser pos- o Natal, e a maior parte das pessoas diz:
salvos. tos em prática. Assim, o Homem não passou-se; mais um; pró ano há mais.
“Eu vim ao mundo como luz, para que todo pode confundir-se como super-homem, Esperemos que num futuro próximo,
o que crê em mim não fique nas trevas. Se não é por vestir melhor, ter muitos bens se possível ainda este ano, vivamos o
alguém ouve as minhas palavras e não as materiais que se torna mais importante Natal de uma forma mais a “sério”, prati-
cumpre, não sou Eu que o julgo, pois não vim que o outro, pelo contrário, por vezes cando o mais importante.
para condenar o mundo, mas sim para o sal- torna-se ainda mais pequeno.
var” (Jo 12, 46-47), por isso é bom Actualmente, na nossa sociedade, o Um Santo Natal para todos.
recordar todos os anos o seu nascimento. Natal está muito paganizado. As pessoas
A Festa do Natal é também uma festa não se interessam tanto pelos valores Andreia Silva
da família, pois na Família de Nazaré, a cristãos, do nascimento de Cristo, da Daniela Brigas
família ganha novo sentido, uma vez que família, da humildade… mas mais das Emanuel Carreira
na primeira se manifesta a grande sim- prendas, do ser um dia feriado, do ser Bruno Lopes
Rafael Barros
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CRONICANDO

Uma outra verdade inconveniente…


Como é que se consegue ser tão tradi- corremos o risco de ouvir uma resposta Cristo. Impressionante, não é? Eu tam-
cional ao ponto de não se ligar ao essen- do género: “Porque é tradição!”. bém pergunto: porquê? Mas tenho noção
cial? Uma das coisas que me faz confusão é, de que é uma interrogação retórica, já
Estamos na véspera de Natal e nem a também, o facto de uma grande parte toda a gente sabe a resposta: «Porque é
propósito! Um desabafo sobre aquilo tradição, porque fica bem, porque é um
que antecede e que acompanha uma épo- dia diferente, porque há que se mostrar a
ca que, ao que parece, é tão especial para fatiota nova, porque parece bem!»
quase toda a gente! Mas será assim tão Eu não tenho nada a ver com o que
especial devido ao verdadeiro significado este género de pessoas fazem ou deixam
do Natal? Pois é! Afinal para que serve de fazer, mas uma coisa é certa, e disto
tanta propaganda antes do dia 25 de tenho eu a firme certeza: se cada um de
Dezembro? É que um mês antes nós desse mais valor à essência dos fac-
«rebenta» sempre uma verdadeira bom- tos, se nos libertássemos do que é habi-
ba de publicidade: de brinquedos, de tual, de pensamentos e acções feitas
chocolates, de telemóveis, enfim, uma pelos outros, isto é, se fossemos origi-
lista interminável de coisas! Mas em tudo nais e se cortássemos a tradição quando
isto, eu só vejo hipocrisia, ainda nem se não acreditamos na sua verdadeira razão
quer ouvi nem vi o nome “Jesus” neste de ser, seríamos mais felizes.
negro enfeite natalício! Como é possível, Desejo que todos os que estão a ler
certas e determinadas pessoas, servirem- esta crónica tenham um feliz Natal, com
se de um acontecimento como “o nasci- tudo de bom, sem me esquecer de lhes
mento de Jesus”, estando sempre a desejar muitos presentinhos e sem me
milhas do seu verdadeiro significado, esquecer de dizer que fico à espera de
para fins lucrativos? Uma questão cuja que se lembrem, nesta época natalícia,
resposta não consigo entender… da grande razão de ser de tudo o que se
É também na véspera Natalícia que nos passa à sua volta que remete para a pala-
deparamos sempre com perguntas acerca vra “NATAL”!
da dádiva e da oferta de presentes mas, dos cristãos católicos praticantes (pelo
na realidade, são poucos os que sabem menos é o que dizem ser!) só colocarem Adriana Vaz, nº1, 10ºC
porque se dão e porque se recebem pre- os seus ricos pezinhos na Igreja no dia
sentes no Natal, se lhes perguntarmos em que se celebra o nascimento de Jesus

O nosso quotidiano
Vivemos num mundo cinzento, onde a de, esperança, bem estar, paz, prazer, parece que cada um quer atropelar o
violência gera violência e onde a imagem fossem uma realidade e não se tornassem próximo para atingir um lugar na ribalta.
é o ponto principal para nos guiar nesta apenas numa miragem cada vez mais Porque criticamos os outros quando em
sociedade. O onde, o estereótipo é a distante. nós temos a certeza que aquilo que nos
base para uma pessoa se sentir importan- Enquanto escrevo, ganho noção daqui- incorpora, ou seja, aquilo que somos, é
te e integrada num grupo de persona- lo que me envolve e me rodeia e quanto tanto ou pior que a crítica que lança-
gens, onde o materialismo se torna prio- mais me interrogo mais dúvidas me sur- mos?!
ridade a cada dia que passa e deixamo- gem. Esta sociedade funciona como uma E como é que nós podemos considerar
nos levar por hábitos mundanos. «máquina» e de tanto tentar atingir a o auge do mundo, sendo nós indivíduos
Pessoalmente não acredito no paraíso perfeição, cai bruscamente no abismo da o descalabro do mesmo…?! O quoti-
para os «bons» e no inferno para os irracionalidade, onde o meio em que diano é simplesmente uma definição
«maus». vivemos se torna uma selva urbana. Pode para as respostas que não pudemos
Se assim fosse, porque não nasceríamos dizer-se que tentamos ser superiores a encontrar.
todos com vontade de praticar o bem, todos os que nos rodeiam demonstrando
sem nas nossas mentes existir o ódio e o egoísmo e repugnância. Tiago Oliveira, 10º K
mundo fosse simplesmente um lugar de Cada dia é mais uma corrida, que
confraternização onde a amizade, lealda- todos temos de percorrer, mas nesta
33

It´s Christmas Time...

Christmas
How many days till Christmas?
It's mighty hard to tell.
Take off a link every night
When the Sandman casts his spell,
And Christmas Eve will be here
By the time you reach the bell.

Santa Claus Crossword


1 2

4 5 6 7 8

9 10

11

12

13

14 15 16

Across

1. What Santa gives to naughty kids. 17

4. What Santa wears on his feet.


6. Good. 18

8. The color of Santa's suit.


9. Santa's animals.
Down
10. Santa's last name.
11. Santa's laugh.
2. What Santa checks. 9. The place where Santa parks his sleigh.
12. Santa's helper
3. Where Santa's elves make the toys. 10. What Santa eats and drinks.
13. What children hang on the fire-
5. The place where children sit and tell 13. Santa's car.
place.
Santa about their Christmas wishes. 15. Bad.
14. What Santa gives to people.
6. Where Santa lives. 16. You ________ not cry.
17. The place where Santa enters your
house. 7. Something on Santa's face.
18. Happy
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It´s Christmas Time...

Jingle Bells Christmas Word Search


Dashing through the snow Find These Words
In a one horse open sleigh
O'er the fields we go bells
Laughing all the way candy cane
Bells on bob tails ring card
Making spirits bright carol
What fun it is to laugh and sing cookies and milk
A sleighing song tonight December
decoration
Oh, jingle bells, jingle bells frost
Jingle all the way holly
Oh, what fun it is to ride hot chocolate
In a one horse open sleigh Icicle
Jingle bells, jingle bells North Pole
Jingle all the way present
Oh, what fun it is to ride reindeer
In a one horse open sleigh Rudolph
Santa
A day or two ago Scrooge
I thought I'd take a ride sleigh
And soon Miss Fanny Bright snowflake
Was seated by my side snowman
The horse was lean and lank star
Misfortune seemed his lot stocking
We got into a drifted bank tree
And then we got upsot

Oh, jingle bells, jingle bells


Jingle all the way
Oh, what fun it is to ride
In a one horse open sleigh
Jingle bells, jingle bells
Jingle all the way
Oh, what fun it is to ride
In a one horse open sleigh yeah

Jingle bells, jingle bells


Jingle all the way
Oh, what fun it is to ride
In a one horse open sleigh
Jingle bells, jingle bells
Jingle all the way
Oh, what fun it is to ride
In a one horse open sleigh
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LA PAGE DU FRANÇAIS...

Noël
À partir de minuit, le 25 décembre, les chrétiens célèbrent Noël. C'est l'anniversaire de la naissance de Jésus,
né, dit-on, dans une crèche à Bethléem. Après la messe de minuit, on se réunit en famille, avec des amis, pour
partager le repas du réveillon de Noël et s'échanger des cadeaux. Les non-croyants ne vont pas à la messe, ils
attendent le matin du 25 décembre pour découvrir si le Père Noël est passé.

Mots Croisés
1 2 3

5 6

10 11

13
12
"Petit Papa Noël"
14
C'est la belle nuit de Noël
La neige étend son manteau blanc
15 16 17
Et les yeux levés vers le ciel
18
À genoux, les petits enfants
Avant de fermer les paupières
Font une dernière prière.
19 20
Petit papa Noël
C t d ith E li C d li d
Quand tu descendras du ciel
Horizontalement Avec des jouets par milliers
N'oublie pas mon petit soulier.
6. Objets destinés à amuser les enfants. Mais avant de partir
7. Tornade, Danseur, Cupidon, Tonnerre sont des ... Il faudra bien te couvrir
9. On l'allume pour décorer la table. Dehors tu vas avoir si froid
10. Celle du Père-Noël contient des cadeaux. C'est un peu à cause de moi.
14. On les trouve sous le sapin le matin de Noël.
16. Le dernier mois de l'année. Il me tarde tant que le jour se lève
18. Celles de Noël sont attendues par les enfants. Pour voir si tu m'as apporté
19. C'est tout blanc, tout léger, mais très froid. Tous les beaux joujoux que je vois en rêve
20. Le 24 décembre est la ...... de Noël. Et que je t'ai commandés.

Petit papa Noël


Verticalement Quand tu descendras du ciel
Avec des jouets par milliers
1. Repas fait au milieu de la nuit de Noël. N'oublie pas mon petit soulier.
2. C'est par là que le Père-Noël descend dans la maison.
3. Les chrétiens fêtent sa naissance le jour de Noël. Et quand tu seras sur ton beau nuage
4. Ce mot vient du latin natalis qui veut dire jour de naissance. Viens d'abord sur notre maison
5. Etable miniature que les gens installent parfois au pied du sapin. Je n'ai pas été tous les jours très sage
8. Décoration parfois clignotante. Mais j'en demande pardon.
9. Celle du Père-Noël est blanche.
11. Moyen de transport du Père-Noël. Petit papa Noël
12. Dans le ciel ou au sommet du sapin. Quand tu descendras du ciel
13. Elles sont de toutes les couleurs sur le sapin. Avec des jouets par milliers
15. C'est l'arbre de Noël. N'oublie pas mon petit soulier.
17. Dessert ou morceau de bois. Petit papa Noël
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ÚLTIMA

Como cultivar a (in)comunicação?


Todos os seres humanos sentem
necessidade de comunicar. Mais… mui-
tos sentem um enorme prazer ao fazê-
lo! Um debate de ideias, uma conversa
amena, possibilidade de aprender, elo
de união, deleite. E, inesperadamente,
mera tagarelice, ruído, turbulência,
fronteiras.
Como enfrentar o desafio de uma
melhor comunicação? Simples e fácil:
- Encare a perspectiva dos outros a par-
tir da sua percepção pessoal.
- Seleccione apenas os argumentos que
fundamentem as suas convicções.
- Use rótulos para distinguir as fontes –
credíveis e não credíveis – são verdadei-
ras pérolas de eficácia. Não pense nou-
tras possibilidades.
- Não inicie uma conversa fornecendo o mente. raiva, não tente dialogar, aconchegue o
significado preciso de um termo sobre o - Não se mace a adequar a mensagem ao civismo no bolso mais fundo e lembre-
qual vai explanar pois, além de ser exi- auditório e ao contexto. Enalteça-se: se que dois olhos lançando chispas ou
gente para si, é enfadonho para o inter- use um vocabulário erudito, rebuscado, virar, de modo violento, as costas ao
locutor. Ao invés, cultive a ambiguida- pouco desgastado pelo vulgo. Assim, interlocutor, pode ser deveras eloquen-
de, abra as possibilidades de cruzamen- enquanto degusta o prazer dos cultos, te!
tos de ideias. Se cada um falar para si pode observar as células cinzentas dos Não cultive a dúvida, todas as práticas
mesmo é uma oportunidade excelente mais lentos a patinar entre possibilidades referidas e afins sobreviveram desde os
de voltar à primeira forma de egocen- significativas. É gourmet! É colheita nossos ancestrais. Logo, têm a certifica-
trismo. A conversa torna-se acalorada, especial! ção do tempo…“esse grande escultor”.
acesa, … a criança que já fomos afinal - Se for assaltado pela preguiça, dê-se ao
ainda existe! Que ideias novas aprendi? luxo de não falar. Por que razão ser
Não aprendi nenhuma. Que importa! escravo da gramática ou ser seu inimigo? Professora Ana Pinho
Pairam tantas por aí. Agarre de imediato Exercite o silêncio, os músculos…
a da maioria e recoste-se confortavel- Então, se a situação for de revolta ou

FICHA TÉCNICA:
Publicação Mensal
Direcção: Conselho Executivo da Escola Secundária C/3º CEB da Sé-Guarda
Coordenadora: Carla Tavares
Redacção: Fátima Amaral e Lina Couto
Revisão: Cristina Reinas
Logótipo: Maurício Vieira
Colaboradores:
Professores - Adélia Simão, Ana Pinho, Cristina Vicente, Dolores Carreira, Emília Barbeira, Judite Quaresma, Lina Couto, Padre Ricardo Fonseca, Pedro
Fagulha, Rui Coelho
Alunos - Ana Isabel Varelas, Andreia Filipa Silva, Cláudia Simão Vaz
Familiares: Maria Isabel Carvalho Duarte
Participantes:
Professores - Bernardete Barata, José Fonte, Lurdes Silva, Intérprete Joana Silva
Alunos - Leila Gonçalves, Mariana Valente, Beatriz Nunes Gonçalves, Maria Inês Gonçalves, Edite Rabaço, Marta Matos, Ana Luísa Oliveira, Ana Rita
Martins, Pedro Afonso, Rafael Figueiredo, Rodrigo Amador, Sérgio Teixeira, Ana Carolina, André Pereira, Bernardo Santos, Carlos Henriques, Ariana
Almeida, Ana Carolina, Ana Ferreira, Ana Topete, Fábio Rebelo, João Cruz, Luís Cardoso, Ricardo Gonçalves, João Fonseca, Liliana Lopes, Miguel Prata,
Rafael Silva, Inês Figueiredo, Sofia Gralha, Daniela Ribeiro, Diana Silva, Sofia Costa, Luís Cravina, Andreia Marta ,Luís Botas, Mário Santos, Marco Bandei-
rinha, Daniela Brigas, Emanuel Carreira, Bruno Lopes, Rafael Barros, Adriana Vaz, Tiago Oliveira
Tiragem: 300 exemplares
Impressão: Escola Secundária C/3º CEB da Sé– Guarda

Podem enviar todos os artigos e trabalhos para o e-mail: jornalolhar@gmail.com