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Modelagem e simulação do regime térmico-operativo

de transformadores de potência –
sistema de apoio à decisão1
Jorge Luiz Ferreira2
Alberto Tamagna3

Resumo

Este artigo descreve o estudo para a obtenção de modelos individualizados


do regime térmico-operativo de transformadores de potência, a partir de gran-
dezas normalmente medidas pelos sistemas online de monitoramento destes
equipamentos. Esse sistema possibilita a simulação das condições de traba-
lho quando os equipamentos forem submetidos a sobrecargas contingenciais.
Esta técnica pode ser uma importante ferramenta para apoio à decisão e
gerenciamento de sistemas elétricos de potência, na medida em que uma
estimativa confiável das temperaturas de operação, sob as mais diversas con-
dições de carregamento e temperatura ambiente, deve contribuir decisiva-
mente para o estabelecimento de regimes que permitam desempenho eficaz e
seguro da operação das subestações. A construção do simulador e modelador
foi realizada com o software MATLAB versão 6.5, utilizando modelagem
por regressão linear a múltiplas variáveis, tendo como grandezas de observa-
ção a potência aparente, a temperatura do ambiente externo e a temperatura
crítica do fluido isolante-refrigerante ou a temperatura crítica do enrolamento.
O modelo apresenta resultados confiáveis para um processo de decisão.
Palavras-chave: Transformadores. Sistemas supervisores. Modelagem térmica.

Abstract

This article describes a study for obtaining individualized models of the thermal-
operative regime of power transformers from figures usually measured by the online
monitoring systems of these devices. This system allows the simulation of work
conditions when the equipment is subjected to contingent overloads. This technique
may be an important support tool for decision making and management of power
electrical systems insofar as a trustworthy estimative of the operational temperatures
under diverse conditions of load and environmental temperature should decisively
contribute towards the establishment of regimes that allow effective and safe
operation of substations. MATLAB version 6.5 was used to build the model-maker
and simulator using multiple linear regression modeling using as observational
figures the apparent power, the external environment temperature, and the critical
temperature of the isolating-refrigerating fluid or the critical wiring temperature.
The model presented trustworthy results for the decision making process.
Keywords: Transformers. Supervisory systems. Thermal modeling.

1
Resumo da tese defendida junto ao Programa De Pós-graduação em Engenharia Mecânica – Promec – da Universidade Federal do Rio Grande do Sul –
UFRGS, em 07/08/2009.
2
Doutor em Engenharia Mecânica PROMEC-UFRGS. Engenheiro Mecânico, Professor da Fundação Liberato e da UERGS. E-mail: jorgeferreira@guesteng.com.br
3
Doutor em Engenharia Mecânica, Engenheiro Civil Professor do Programa de Pós-graduação em Engenharia Mecânica – PROMEC – da Universidade Federal
do Rio Grande do Sul – UFRGS e-mail: albertotamagna@mecanica.ufrgs.br
Artigo recebido em 09/12/2009 e aceito em 04/05/2010
Ferreira, J.L., Tamagna, A.

1 Introdução operação e a influência na curva de compro-


metimento da “vida útil” destes equipamentos.
Os transformadores de potência são equi- De uma forma sintética, este artigo apre-
pamentos de alto custo e importância estraté- senta um resumo dos resultados obtidos com
gica em sistemas de transmissão e distribuição os 13 experimentos realizados na elaboração
de energia elétrica. São responsáveis pelo su- da tese e descreve mais detalhadamente, com
primento de energia nos níveis de tensão dese- gráficos, tabelas e simulação, os resultados e
jados para grandes conjuntos de consumido- observações em um deles.
res. As dificuldades técnicas de substituição, a
lentidão no transporte, os elevados custos e a
pouca disponibilidade de reservas técnicas são 2 Revisão bibliográfica
fatores que, em caso de avaria, provocam imen- Relativamente à modelagem das trocas tér-
sos transtornos às concessionárias e aos con- micas dos transformadores de potência, sinte-
sumidores. Além de prejuízos econômicos, as tizando a revisão bibliográfica do texto origi-
longas interrupções de fornecimento causadas nal, é possível afirmar que diversas pesquisas
pelas avarias de equipamentos deste porte pro- recentes buscam revisar e aprimorar a
movem desgastes na confiabilidade do sistema Metodologia IEEE C57.91 (1995) cujo objeti-
e da concessionária perante os consumidores. vo principal é possibilitar um maior fator de
Frequentemente, por necessidades carregamento no equipamento sem compro-
operacionais de manutenção ou indisponibili- meter a vida útil. Voltadas a subsidiar os proje-
dades temporárias, os operadores de sistemas tos de equipamentos e seus limites térmicos de
de energia elétrica necessitam transferir grandes operação, estas pesquisas preocupam-se exclu-
blocos de carga elétrica entre transformadores sivamente com o fluxo térmico interno (por
de potência. Na maioria dos casos, essas trans- condução e convecção) do sistema “núcleo +
ferências podem originar pequenas ou grandes enrolamentos + fluido”. Objetivam, ainda, uma
sobrecargas que comprometem a expectativa melhor avaliação do comportamento da tem-
de “vida útil” dos equipamentos, assim como peratura crítica ou Hot Spot a partir das medi-
colocam os mesmos em estresse momentâneo, ções da temperatura do óleo e da imagem tér-
aumentando bruscamente a temperatura de tra- mica. As publicações referenciadas que abor-
balho e, consequentemente, possibilitando ris- dam esta linha de pesquisa são: Lesieutre;
cos de uma pane imediata. Hagman e Kirtley Jr. (1997), Álvares; Samesima
A proposta deste projeto foi experimen- e Delaiba (1999), Ohis e Czaszejko (2002),
tar e verificar a possibilidade de estabelecimento Radakovic; Cardillo e Feser (2002), Radakovic;
de modelos matemáticos que possam simular Cardillo; Feser e Schäfer (2002), Radakovic;
o regime térmico-operativo de transformado- Cardillo e Feser (2003), Radakovic e Feser
res de potência. A partir dos dados coletados (2003), Eckholz; Knorr; Schäfer; Feser e
em 13 equipamentos operando em situações Cardillo (2004), Pradhan e Ramu (2004),
normais, desenvolveu-se um algoritmo Jardini; Brittes; Magrini; Bini e Yasuoka (2005),
computacional em MATLAB 6.5 para simular Silva (2005), Susan (2005), Tylavsky; Xiaolin
o comportamento térmico do óleo ou da ima- e McCula (2005), Pan; Chen; Yun; Wang e Sun
gem térmica, comparando-o com os resulta- (2006), Vilaithong; Tenbohlen e Stirl (2006),
dos medidos nas mesmas condições. Aragão; Almeida; Nottingham; Braga; Amora
O objetivo primordial deste estudo foi pro- e Fontenele (2007) e Takami e Mahmoudi
var que é possível e confiável a construção de (2009).
modelos individualizados para o regime térmi- Apresentando aspectos relativos à implan-
co-operativo dos transformadores de potência tação e ao funcionamento dos sistemas super-
a partir de dados obtidos nos sistemas de su- visores das grandezas elétricas e térmicas pre-
pervisão on line, os quais poderão constituir sentes nos transformadores de potência quando
sistemas que permitam apoiar decisões sobre a em operação, também podem ser agrupados

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da revisão bibliográfica efetuada os trabalhos mar-se que quanto maior a potência transfor-
de: Cardillo e Feser (2004), Marino; Poza; Otero mada, e consequentemente maior corrente elé-
e Machado (2005), Ely; Biasoli; Lambert-Tor- trica, maior a potência dissipada na forma de
res e Moraes (2006), Firouzifar e Mahmoudi perdas térmicas.
(2007), Silva (2007) e Andrade; Coelho; Relativamente às perdas no ferro e no
Fröhlich; Pires; Moreira e Guimarães (2008). cobre e seus respectivos comportamentos nas
A pesquisa bibliográfica não encontrou diversas condições de carregamento do trans-
nenhum trabalho que avalie o comportamento formador, cabe citar os resultados do experi-
térmico dos transformadores de potência rela- mento de Kosow (2005) que, observando os
tivamente às suas trocas térmicas com o meio resultados da medição e comparação das per-
externo num regime operativo cíclico (diário) das em um transformador de 500 kVA, consta-
e sujeito às variações climáticas intensas e cons- tou que nas condições de baixo carregamento
tantes, além de outros fatores não previstos no a influência das perdas no ferro nas perdas to-
projeto, tal como a presença de outras fontes tais é alta. Nas condições de carregamento ele-
de calor próximas (outros transformadores ou vadas cresce a influência das perdas no cobre
equipamentos presentes nas subestações). sobre o resultado obtido para as perdas totais.
Tampouco foi observado qualquer estudo que Além das perdas no ferro, que se com-
utilizasse os dados dos sistemas supervisores portam como valores quase constantes, é pos-
para subsidiar os processos de decisão para o sível concluir que um aumento de potência
regime térmico-operativo futuro dos equipa- transformada reflete-se imediatamente no au-
mentos. mento da temperatura do fluído refrigerante e
nos fluxos convectivos internos (parte ativa,
3 Conceitos gerais sobre regime térmi- fluído, invólucro e radiadores) e externos (in-
co nos transformadores de potência vólucro, radiadores e ambiente externo).
Em equipamentos de grande porte, com
Os transformadores de potência são cons- a finalidade de ampliar as trocas térmicas com
tituídos dos seguintes componentes principais: o meio externo e possibilitar a operação nas
- núcleo de ferro magnético: temperaturas previstas na norma de projeto e
- enrolamentos primário e secundário (em al- operação os projetistas empregam recursos
guns casos são acrescidos de um enrolamento como estágios de ventilação forçada nos radi-
terciário e de outro de tensão de serviço); adores, convecção forçada por bombeamento
- fluído refrigerante e isolante; do fluído e trocadores de calor externos com
- invólucro (caixa, tanque ou carcaça) e radia- fluídos refrigerados.
dores; Sendo assim, a NBR 5416 (ASSOCIA-
- comutador a vazio ou sob carga; ÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS,
- instrumentação e acessórios de interligação, 1997) classifica os equipamentos em dois gru-
proteção, sinalização e controle. pos: aqueles com limites operativos de 55o C
Quando em operação, a passagem da cor- acima da temperatura ambiente e que não po-
rente elétrica alternada pelos enrolamentos pro- dem exceder a 65o C no ponto mais quente do
voca as chamadas “perdas no ferro” (por enrolamento (Hot Spot); e aqueles que podem
histerese magnética e por correntes parasitas) e operar com 65o C, ou, no máximo, 80o C no
“perdas no cobre ou no enrolamento”, decor- ponto mais quente. É relevante considerar que
rentes do “efeito ou Lei de Joule” (James os materiais e fluídos isolantes empregados
Prescott Joule, 1818-1889). As perdas tradu- nestes equipamentos começam a deteriorar-se
zem-se em dissipação de potência e aqueci- com o aumento da temperatura, chegando a limi-
mento na chamada “parte ativa” do equipamen- tes de acelerada degradação na faixa dos 105o C,
to (núcleo magnético e enrolamentos) numa e riscos de inflamação na faixa dos 115o C. Como
relação que, de forma simplificada, pode afir- fator de projeto, é usual estipular-se que as tem-

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peraturas do fluído isolante acima de 75o C in- em princípio, a mesma regra para admitir ou
fluirão na diminuição da “vida útil” do equipa- limitar sobrecargas não pode ser aplicada em
mento e na redução dos intervalos entre manu- equipamentos operando no inverno e no ve-
tenções preventivas e preditivas recomendadas rão, ou em regimes temporários e permanen-
(MILASCH, 1984). tes, ou ainda em regiões e regimes de carga
Na maioria dos casos, as concessionárias diferenciados.
de energia elétrica, assim como as empresas
que possuem subestações de grande porte para 4 Análise e validação do modelo para
abastecimento próprio, estabelecem padrões de simulação do regime térmico-operativo
operação que permitem sobrecarregar os equi-
pamentos em percentuais aplicáveis à respec- Com a finalidade de simular a temperatu-
tiva potência nominal. Determinam o acom- ra de operação dos transformadores de potên-
panhamento instrumental da temperatura de tra- cia, o objetivo desta fase do experimento con-
balho como forma de controle do comprome- sistiu em obter uma equação que modelasse a
timento da vida útil e dos prazos de manuten- troca térmica entre o calor “gerado” interna-
ção. Tal técnica, quando aplicada de forma mente no transformador (perdas no ferro e per-
indiscriminada, sem considerar a “história” da das no cobre) e seu meio fluídico de refrigera-
operacionalidade de cada equipamento, pode ção (óleo) e entre este e o ambiente externo.
representar, em alguns casos, situações de ex- Conforme apresentado na figura 1, o flu-
tremo conservadorismo por não utilizar o equi- xo estabelecido previu como grandezas inici-
pamento no seu melhor potencial operativo, ou ais a temperatura do ambiente externo ao trans-
de risco excessivo para a segurança, expondo formador, a temperatura do fluido e a potência
o equipamento a avarias e reduzindo sua vida aparente (carga).
útil. Foram estabelecidas como premissas ini-
De outra forma, os métodos de carrega- ciais:
mento por aplicação genérica de sobrecargas - a carga e o calor gerado pelas perdas têm
percentuais, até então muito utilizados pelas uma dependência do ambiente externo, sendo
concessionárias, podem ser contestados. É pos- o regime de carga próprio do grupamento de
sível afirmar que uma alta sobrecarga de curta consumidores, com alguma influência da tem-
duração, quando a temperatura ambiente ex- peratura e das condições climáticas do ambi-
terna é baixa, pode ser menos danosa ao equi- ente num maior ou menor carregamento do
pamento que uma sobrecarga baixa, com lon- equipamento. Na realidade, é comum consi-
ga duração, principalmente em regime climáti- derar-se que a elevação da temperatura exter-
co externo de temperaturas elevadas. Ou seja, na demanda mais energia e carga;

Figura 1: Esquema dos fluxos térmicos entre o transformador e o ambiente externo

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- a temperatura do fluído é dependente da car- representa um “plano de um sistema tridimen-


ga e das perdas, não ocorrendo o fluxo inver- sional de coordenadas ou plano de regressão”.
so, em que a temperatura do fluído elevaria a Portanto, para determinar os coeficientes A, B e
carga (ou as perdas); C, a partir do método dos mínimos quadrados,
- há uma interdependência entre a temperatura utiliza-se o seguinte equacionamento geral e as
do fluido e as condições do ambiente externo. respectivas equações de desmembramento:
Ela é mais forte, crítica e presente no fluxo de
trocas térmicas do sentido fluido para o ambi-
ente externo, onde a temperatura do fluido é ∑ y = nA + B∑ x 1 + C ∑ x2 (4.2)
maior que a temperatura externa. E mais fraca,
menos presente e tecnicamente não importan- ∑ x y = A∑ x
1 1 + B ∑ x12 + C ∑ x1 x 2 (4.3)
te, quando ocorre a condição inversa, em que
a temperatura do ambiente externo é maior que
a temperatura do fluido. ∑x 2 y = A∑ x 2 + B ∑ x1 x 2 + C ∑ x 22 (4.4)
É importante ressaltar também dois fato-
res ou duas premissas: A solução do sistema de equações cujas
- o sistema de trocas térmicas entre parte ativa, incógnitas são os coeficientes A, B e C pode
fluido e ambiente externo já foi estabelecido ser obtida por dois processos:
quando do projeto do equipamento. a) processo da “eliminação gaussiana” com
Portanto são fatores que não podem ser matriz 3 x 3 e vetor coluna 3 x 1 ou por subtra-
alterados; ção duas a duas;
- para o ambiente externo será considerado b) processo da substituição, isolando-se A em
somente o fator temperatura. 4.12, B em 4.13 e calculando-se C.
Alguns fatores não mensuráveis ou de Usando o processo de substituição, Silva
difícil mensuração têm influência no regime e Silva (1999) propõem resolver um sistema
de trocas térmicas, mas é possível supor que de equações para regressão linear múltipla a
os dados de temperatura externa recebidos já duas variáveis independentes, utilizando-se de
contemplem todas as circunstâncias em que
subcoeficientes parciais S, que representam
eles possam influir. Tais fatores podem ser: a
partes agrupadas dos termos componentes das
incidência da radiação solar direta e difusa; a
intensidade e direção da ventilação natural; a equações resultantes da substituição, confor-
chuva e a umidade relativa do ar; poeiras e su- me relacionado na sequência:
jeiras no sistema “tanque + radiadores”; falhas
no sistema de refrigeração forçada; cor da pin- S y1 = ∑ yx1 −
∑ y.∑ x 1
(4.5)
tura do equipamento, entre outros. n
A equação geral do modelo é:
S y 2 = ∑ yx 2 −
∑ y.∑ x 2
(4.6)
y = A + B.x1 + C.x 2 (4.1) n
Sendo: (∑ x ) 2

=∑x − 2 1
S11 1 (4.7)
y temperatura do óleo (variável dependente) [o C] n
x1 carga (variável independente) [MVA ou V.A.106]
(∑ x ) 2

S 22 = ∑ x −
2 2
x2 temperatura do ambiente externo (variável inde- 2 (4.8)
pendente) [o C]
n
A, B, C, coeficientes estimadores
S12 = ∑ x1 x 2 −
∑ x .∑ x 1 2
(4.9)
n
Conforme Silva e Silva (1999) e Spiegel;
Schiller e Srinivasan (2004), o equacionamento (∑ y ) 2

S yy = ∑ y − 2
(4.10)
para modelagem da regressão linear múltipla n

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o sistema de medição e aquisição de dados


Substituindo-se os coeficientes parciais Sij confiável e que os dados adquiridos e utiliza-
em 4.2, 4.3 e 4.4, obtém-se: dos na modelagem são adequadamente preci-
S y1 .S 22 − S y 2 .S12 sos para o objeto em desenvolvimento.
B= (4.11) f) Considerou-se que as diferenças entre os
S11 .S 22 − S122
valores medidos e simulados poderiam tam-
S y 2 .S11 − S y1 .S12 bém decorrer de fatores não controlados e não
C= (4.12) avaliados pelo modelo, mas que influenciam
S11 .S 22 − S122
as trocas térmicas, conforme aqueles listados
A=
∑ y − B∑ x 1 − C ∑ x2
(4.13)
na figura 1.
n Foram propostas as seguintes hipóteses e
questões:
B.S y1 + C.S y 2
R2 = (4.14) 1 – Um modelo matemático do regime térmi-
S yy co-operativo, desenvolvido com base no mé-
(4.15) todo da regressão linear múltipla a duas variá-
R = R2
veis independentes (carga e temperatura ambi-
Onde: ente externa) e uma variável dependente (tem-
peratura do fluído isolante-refrigerante) a par-
R2 coeficiente de explicação (4.16)
tir de uma base de dados representativa das
R coeficiente de correlação (4.17) condições operativas de determinados perío-
O desenvolvimento do modelo aplicativo dos de tempo, pode ser aplicado a qualquer
para simulação do regime térmico-operativo equipamento de transformação?
teve as seguintes premissas: 2 – O modelo obtido para cada transformador
a) Ao longo de sua vida operativa, por necessi- pode apresentar resultados que permitam apoiar
dade técnica ou manutenção, muitos equipa- decisões de regimes de carregamento e condi-
mentos são movimentados para subestações que ções de operação com níveis de confiabilidade
operam em localidades com condições climáti- aceitáveis?
cas médias diversificadas, havendo alteração no 3 – A aplicação do modelo para simular a tem-
regime de troca de calor com o meio externo. peratura do fluído ou a temperatura crítica do
b) Em regiões com diversidade climática enrolamento em um mesmo equipamento, com
diversificada, como as de clima temperado e a mesma base de dados, apresenta os mesmos
com estações climáticas bem definidas, é pos- níveis de confiabilidade?
sível ter um modelo para as condições de ope- 4 – A aplicação de modelos obtidos para um
ração em temperaturas médias baixas (inver- equipamento, usando bases de dados diferen-
no), outro para condições de temperaturas mé- ciadas, pode apresentar bons níveis de confia-
dias altas (verão) e, possivelmente, outro para bilidade na simulação?
condições intermediárias de operação (outono O gráfico 1 apresenta a comparação en-
e primavera). tre a temperatura do óleo medida e a simulada
c) Considerou-se como única fonte o calor ge- pelo aplicativo desenvolvido no MatLab 6.5,
rado internamente ou dissipado de forma referente ao transformador TR1, da Subestação
convectiva no fluido, aquele decorrente das Scharlau (São Leopoldo-RS), com dados em
perdas no núcleo e nos enrolamentos. intervalos de 15 minutos do período de 01 a
d) Na medida em que os dados provenientes 31 de março de 2004. O quadro 1 apresenta os
dos sistemas supervisores das subestações são resultados obtidos com esta modelagem e um
usados pelas concessionárias para controle e resumo estatístico das diferenças entre os valo-
acompanhamento da operação, considerou-se res medidos e simulados pelo experimento.

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Gráfico 1: Gráfico comparativo da temperatura do óleo medida e simulada em função da carga e da temperatura
do ambiente externo (SE Scharlau/TR1, mar/2004, dadods com intervalo de 15 minutos)

Subestação/Transformador Scharlau/TR1 - São Leopoldo


Potência nominal (MVA) 36/48/60
Tensão (kV) 138 - 22
Período de aquisição dos dados 01 a 31/03/2004
Intervalo de aquisição dos dados (minutos) 15
Equação de modelagem temp.oleo=21,0173+0,2663carga+0,8145tamb
Coeficiente de explicação 0,8831 ou 88,31%
Coeficiente de correlação 0,9397 ou 93,97 %
Valores Limites dos Dados
Temp Amb. Temp Oleo. Temp Óleo.
Limites Carga (MVA)
Ext (oC) Medida (oC) Simulada (oC)
Máximo 50,08 36,47 66,19 63,61
Mínimo 15,61 15,52 40,13 39,86
Médio 33,34 24,65 50,13 50,13
Diferenças entre temperauras do óleo medida - simulada
quantidade de registros tipo média (oC) desvio padrão (oC)
1413 negativo 1,3913 0,9713
1533 positivo 1,2824 0,9728
Diferenças entre temperauras do óleo medida - simulada (valores absolutos)
Média da diferença (oC) 1,3347
Desvio padrão (oC) 0,9734
Diferenças em oC
dados % acumulado %
(valores absolutos)
até 1 1302 44,20% 1302 44,20%
até 2 898 30,48% 2200 74,68%
até 3 562 19,08% 2762 93,75%
até 4 163 5,53% 2925 99,29%
até 5 19 0,64% 2944 99,93%
maior que 5 2 0,07% 2946 100,00%
Total de dados 2946 100,00% 2946 100,00%
Enquadramento Média
dados % acumulado %
Absoluta + Desvio Padrão
até a Média Abs. 1691 57,40% 1691 57,40%
até a Média Abs. + 1,96 DP 1145 38,87% 2836 96,27%
até a Média Abs. + 2,58 DP 82 2,78% 2918 99,05%
maior que a Média Abs. + 2,58 DP 28 0,95% 2946 100,00%
Total de dados 2946 100,00% 2946 100,00%
Probabilidade dos resultados da simulação
Intervalo dos resultados medidos - simulados valores ± (oC) percentual
no intervalo da média das diferenças 1,33 57,40%
no Intervalo de Confiança de 95% (média diferenças+1,96 DP) 3,24 96,27%
no Intervalo de Confiança de 99% (média diferenças+2,58 DP) 3,85 99,05%
Quadro 1. Dados comparativos entre as temperaturas do óleo medidas e simuladas pelo modelo aplicado no transformador
da SE Scharlau, março/2004

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Ferreira, J.L., Tamagna, A.

Observa-se que para a simulação aplica- diferença de ± 3,24o C (Intervalo de Confiança


da ao transformador TR1 da SE Scharlau (po- de 95%).
tência nominal de 36/48/60 MVA), com medi- Conforme apresentado no quadro 2, a ro-
ções de 01 a 10/03/2004 (gráfico 2 e quadro 1), tina foi aplicada em bases de dados referentes
período de verão caracterizado por altas tem- a 13 circunstâncias diferenciadas, onde, para
peraturas ambientes (média 24,6o C e máxima cada equipamento e subestação, consta o perío-
36,5o C) e forte demanda (máxima de 50,1 MVA do, o número de dias, a quantidade e o interva-
e média de 33,3 MVA), o Coeficiente de Cor- lo entre os dados; o coeficiente de correlação
relação obtido foi de 93,97%, a diferença mé- obtido; a diferença absoluta média entre os
dia entre os valores medidos e simulados foi valores medidos e simulados; o desvio padrão
de ± 1,33o C, compreendendo 57,4% dos re- e o enquadramento dos dados nos padrões do
sultados. Observando-se ainda que 96,27% dos intervalo de confiança de 99% (média ± 2,58
resultados simulados situaram-se na faixa de desvio padrão).

Ensaios utilizando a Temperatura do Óleo


o o
Subestação Mês Dias Dados Intervalo (min) Correlação Dif. Abs. Média C Desv. Padrão C Int. Conf. 99%
1 Scharlau-SL março 31 2946 15 93,97% 1,33 0,97 99,05%
2 São Leopoldo junho 10 864 15 84,70% 1,00 1,03 96,30%
3 São Leopoldo setembro 30 2707 15 80,15% 1,55 1,35 96,93%
4 São Leopoldo outubro 31 2784 15 84,33% 1,58 1,53 96,84%
5 São Leopoldo novembro 30 2880 15 85,57% 2,33 1,89 97,19%
6 São Leopoldo dezembro 14 1344 15 93,47% 1,76 1,21 99,18%
7 Campo Bom - TR2 março 31 2976 15 93,13% 1,66 1,31 98,05%
8 Campo Bom - TR2 julho 31 2954 15 88,21% 1,98 1,70 97,60%
Ensaios utilizando a Temperatura da Imagem Térmica
o o
Subestação Mês Dias Dados Intervalo (min) Correlação Dif. Abs. Média C Desv. Padrão C Int. Conf. 99%
9 São Leopoldo dezembro 13 1248 15 96,23% 1,99 1,32 99,12%
10 São Leopoldo novembro 30 2869 15 92,61% 2,49 1,98 97,53%
11 Campo Bom - TR2 março 31 2976 15 96,24% 1,61 1,28 97,98%
12 Campo Bom - TR2 julho 30 2953 15 89,78% 2,07 1,93 96,27%
13 Nova Petrópolis - TR2 junho 10 923 15 91,67% 1,30 0,97 98,59%
Quadro 2. Quadro resumo dos ensaios realizados em subestações

Após os experimentos foi possível cons- SE São Leopoldo (setembro/2005) e SE Cam-


tatar que: po Bom/TR2 (julho/2006). Estas bases de da-
- cinco experimentos com dados de verão (mar/ dos foram escolhidas por serem, respectivamen-
dez), períodos com altas temperaturas ambiente e te, os experimentos que apresentaram melhor,
alto carregamento, obtendo-se coeficiente de cor- intermediário e pior desempenho do coefici-
relação entre 93,13% e 96,24% (média 94,6%); ente de correlação nas simulações anteriores.
- quatro experimentos com dados de inverno Para obter os coeficientes com a rotina simul.m,
(jun/jul), período com baixas a médias tempe- a modelagem utilizou a primeira metade dos
raturas ambiente e médio carregamento, ob- dados, referentes à primeira quinzena de cada
tendo-se coeficiente de correlação entre 84,7% base de dados. A segunda metade dos dados
e 91,67% (média 88,6%); (carga e temperatura ambiente) foi aplicada na
- quatro experimentos na primavera (set/out/ rotina simulmet.m para comparação com o os
nov), com temperaturas ambiente muito variá- dados medidos da temperatura do óleo.
veis, carregamento médio para alto, obtendo- Os dados da temperatura medida do óleo
se coeficiente de correlação entre 80,15% e apresentados nos resultados não foram usados na
92,61% (média 85,7%). modelagem, somente para a confecção do gráfi-
Continuando os procedimentos para va- co comparativo e da avaliação das diferenças.
lidação da modelagem, foram realizados mais O gráfico 2 e o quadro 3 apresentam os
três experimentos utilizando as mesmas bases resultados obtidos nesta validação aplicada a
de dados das SE Scharlau/TR1 (março/2004), SE Scharlau/TR1.

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Modelagem e simulação do regime...

Gráfico 2: Gráfico comparativo da temperatura do óleo medida e simulada em função da carga e da temperatura do ambiente
externo, obtido pela equação de modelagem com outra base de dados
(SE Scharlau/TR1, segunda quinzena de mar/2004, dados com intervalo de 15 minutos)

Subestação/Transformador Scharlau/TR1 - 01 a 31/03/2004


Resultados obtidos com a rotina simul.m Resultados obtidos com a rotina simulmet.m
aplicado na primeira metade dos dados para a segunda metade dos dados
Equação de modelagem temp.óleo=22,1665+0,27397carga+0,76944tamb temp.óleo=22,1665+0,27397carga+0,76944tamb
o
Média da diferença ( C) 1,334 1,3202
o
Desvio padrão ( C) 1,016 0,99414
o
Diferenças em C
dados % acumulado % dados % acumulado %
(valores absolutos)
até 1 657 44,60% 657 44,60% 679 46,10% 679 46,10%
até 2 459 31,16% 1116 75,76% 424 28,78% 1103 74,88%
até 3 242 16,43% 1358 92,19% 260 17,65% 1363 92,53%
até 4 96 6,52% 1454 98,71% 99 6,72% 1462 99,25%
até 5 17 1,15% 1471 99,86% 10 0,68% 1472 99,93%
maior que 5 2 0,14% 1473 100,00% 1 0,07% 1473 100,00%
Total de dados 1473 100,00% 1473 100,00% 1473 100,00% 1473 100,00%
Enquadramento Média
dados % acumulado % dados % acumulado %
Absoluta + Desvio Padrão
até a Média Abs. 857 58,18% 857 58,18% 842 57,16% 842 57,16%
até a Média Abs. + 1,96 DP 545 37,00% 1402 95,18% 576 39,10% 1418 96,27%
até a Média Abs. + 2,58 DP 49 3,33% 1451 98,51% 43 2,92% 1461 99,19%
maior que a Média Abs. + 2,58 DP 22 1,49% 1473 100,00% 12 0,81% 1473 100,00%
Total de dados 1473 100,00% 1473 100,00% 1473 100,00% 1473 100,00%
Probabilidade dos resultados da simulação
Intervalo dos resultados medidos - simulados valores ± (oC) percentual valores ± (oC) percentual
no intervalo da média das diferenças 1,33 58,18% 1,32 57,16%
no Intervalo de Confiança de 95% (média diferenças+1,96 DP) 3,33 95,18% 3,27 96,27%
no Intervalo de Confiança de 99% (média diferenças+2,58 DP) 3,96 98,51% 3,89 99,19%
Quadro 3. Dados comparativos da simulação com bases de dados diferentes

melhor resultado, correspondente ao teste da


5 Conclusão
SE Scharlau/TR1 com dados de março de 2004,
Para a simulação da temperatura do óleo, é: Coeficiente de Correlação de 93,97%; dife-
os dados disponíveis permitiram aplicar testes rença média em valores absolutos entre a tem-
de validação nas SE São Leopoldo (junho, se- peratura medida e simulada de 1,33o C, com-
tembro, outubro, novembro e dezembro), SE preendendo 57,4% dos resultados; o total de
Campo Bom/TR2 (março e julho) e na SE 96,3% dos resultados estavam enquadrados no
Scharlau/TR1 (março). intervalo de diferenças de ± 3,24 o C,
Considerando todos os ensaios e os correspondendo ao Intervalo de Confiança de
parâmetros que podem indicar uma melhor ou 95% (média + 1,96 desvio padrão).
pior aproximação entre os resultados medidos O resultado considerado mais afastado
e simulados da grandeza em observação (tem- correspondeu ao ensaio na SE São Leopoldo,
peratura do óleo), é possível afirmar que o com dados do mês de setembro de 2005, o

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Ferreira, J.L., Tamagna, A.

qual apresentou os seguintes dados: Coefici- método dos mínimos quadrados pode ser apli-
ente de Correlação de 80,15%; diferença mé- cada, de forma generalizada, para modelar o
dia em valores absolutos entre a temperatura regime térmico-operativo de transformadores
medida e simulada de 1,55o C, compreenden- de potência com base na temperatura exterior,
do 61,3% dos resultados; o total de 95,0% dos na carga e na temperatura do óleo, ou da ima-
resultados estavam enquadrados no intervalo gem térmica. É imprescindível que a base de
de diferenças de ± 4,2o C, correspondendo ao dados seja expressiva e confiável e que os
Intervalo de Confiança de 95%. modelos sejam construídos para situações es-
Para os ensaios aplicados com a rotina pecíficas de condições climáticas e de carrega-
simulit.m, relativos à simulação da temperatu- mento.
ra da imagem térmica, os dados disponíveis - os resultados das simulações e os respectivos
permitiram testar os seguintes equipamentos: modelos desenvolvidos podem dar suporte às
SE São Leopoldo (novembro e dezembro), SE decisões que envolvam o estabelecimento de
Campo Bom/TR2 (março e julho) e SE Nova condições térmicas e operativas dos equipa-
Petrópolis/TR2 (junho). mentos, respeitados os níveis de correlação
Considerando os ensaios com melhor e entre o real e o simulado, considerando os li-
pior aproximação entre os valores medidos e mites estatísticos de erros e diferenças.
simulados da temperatura da imagem térmica, Por fim, com os experimentos de valida-
é possível concluir que o melhor resultado foi ção realizados e descritos, relativos a três equi-
o apresentado pelo ensaio na SE Campo Bom/ pamentos com coeficientes de correlação dife-
TR2, correspondente a março de 2006, obten- renciados, é possível concluir que a
do-se: Coeficiente de Correlação de 92,6%; metodologia e as rotinas propostas são efica-
diferença média em valores absolutos entre a zes e confiáveis na sua finalidade de simular
temperatura medida e simulada de 1,61o C, com- parâmetros térmico-operativos, respondendo
preendendo 59,1% dos resultados; o total de 95% afirmativamente a hipótese 4. Tal circunstân-
dos resultados estavam enquadrados no interva- cia é relevante principalmente nas condições
lo de diferenças de ± 4,12o C, correspondendo ao de altas temperaturas ambientes e de níveis de
Intervalo de Confiança de 95%. carregamento próximo aos limites da potência
O resultado mais afastado também ocor- nominal. Condições estas que são as mais
reu com o ensaio no equipamento da SE Cam- exigidas e presentes num processo decisório
po Bom/TR2, porém com os dados referentes contingencial de gerenciamento de cargas.
ao mês de julho de 2006, cuja síntese é: Coefi-
ciente de Correlação de 89,8%; diferença mé- 6 Referências bibliográficas
dia em valores absolutos entre a temperatura
medida e simulada de 2,07o C, compreenden- ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS
do 61,5% dos resultados; o total de 95,2% dos TÉCNICAS. NBR 5416: Aplicação de cargas
resultados estavam enquadrados no intervalo em transformadores de potência: procedimen-
de diferenças de ± 5,86o C, correspondendo ao tos. Rio de Janeiro: ABNT, 1997. 91 p.
Intervalo de Confiança de 95%.
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mente, a qualidade e pouca margem de dife-
ÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉ-
rença dos resultados obtidos com as simula-
TRICA, 15, 1999, Foz do Iguaçu, PR. Anais...
ções e o valor real medido, é possível respon-
Foz do Iguaçu, 1999.
der as hipóteses 1, 2 e 3 da seguinte forma:
- a rotina de construção de modelos matemáti- ANDRADE, F. F.; COELHO, J.; FRÖHLICH,
cos de regressão linear múltipla com base no A. A. M.; PIRES, R. P.; MOREIRA, W. S. C.;

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