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ESTADO DA PARAÍBA

SECRETARIA DA EDUCAÇÃO E CULTURA

E. E. E. F. NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO

PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO – PPP

CAMPINA GRANDE – PB

2020
DOCUMENTO NORTEADOR OFICIAL DO PROJETO POLÍTICO-
PEDAGÓGICO DA E.E.E.F. NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO

“O projeto não é uma simples representação


do futuro, do amanhã, do possível, de uma
ideia, é o futuro a fazer, um amanhã a
concretizar, um possível a transformar em
real, uma ideia a transformar em ato”.

Barbier
E E. E. F. NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO
RUA NILO PEÇANHA, 250
BAIRRO PRATA
CAMPINA GRANDE - PB
Utb 1301300

DIREÇÃO
RITA DE CÁSSIA MARTINS

COORDENADOR DO NOVO MAIS EDUCAÇÃO


ZILDA PAULINO
RELAÇÃO NOMINAL – PROFISSIONAIS DA INSTITUIÇÃO DE ENSINO

CARGA
Nº NOME DO SERVIDOR FUNÇÃO HORÁRIA MATRÍCUL
A
RITA DE CÁSSIA MARTINS
01 DIRETORA 40h 144.749-1

COORDENADOR 93.562-0
ZILDA GONÇALVES PAULINO DE SOUZA
02 A MAIS 20h
EDUCAÇÃO

184.468-7
SILVIA KÁTIA JERÔNIMO
03 SECRETÁRIA 30h

175.289-8
MÁRCIA KAROLINA DE LIMA VIEIRA AUX.
04 40h
SECRETARIA

RAFAEL BORBA CARDOSO AUX.


05 40h 175.698-2
SECRETARIA
JOÃO DE PAIVA SILVA
06 AUX. BIBLIOTECA 40h 178.510-9

ADRIELLY MEDEIROS MARTINS APOIO À


07 40h 175.981-7
INFORMÁTICA
FLÁVIO LÚCIO FERNANDES DE OLIVEIRA
08 PORTEIRO 40h 134.188-0

EDVALDO DE ARAÚJO SILVA


09 PORTEIRO 40h -

FRAMPTON PEREIRA
10 INSPETOR 40h -

JOSÉ DA CRUZ
11 VIGILANTE 40h -

JOSÉ MARCOS DE OLIVIERA


12 VIGILANTE 40h -

MARIA DO CARMO BRITO AUX. SERVIÇO


13 40h -
GERAIS
MARIA DO SOCORRO CADETE AUX. SERVIÇO
14 40h -
GERAIS
MARIA DO SOCORRO SALES DE OLIVEIRA AUX. SERVIÇO
15 40h -
GERAIS
PATRICIANE SILVA SANTOS
16 MERENDEIRA 40h -

DIELMA NARAH DE SOUSA PEIXOTO AUX. SERVIÇO


17 40h -
GERAIS
ERIKA TATIANA DA COSTA ANDRADE
18 INSPETORA 40h -

MARIA EDILEUZA JORGE DA SILVA


19 MERENDEIRA 40h -

INALDA BEZERRA N. DE CASTRO AUX. SERVIÇO


20 40h -
GERAIS
RELAÇÃO NOMINAL – PROFISSIONAIS DA INSTITUIÇÃO DE ENSINO

CARGA
Nº NOME DO SERVIDOR FUNÇÃO HORÁRI MATRÍCUL
A A
21 ALLISON LUNA MATIAS PROFESSOR 21h 176.958-8

22 ANA LAURA VIEIRA RIBEIRO PROFESSOR 20h 144.938-9

23 ANTÔNIO FRANCISCO MUNIZ DE MEDEIROS PROFESSOR 20h 129.252-8

24 BOANERGES DE QUEIROZ ALVES JÚNIOR PROFESSOR 12h 144.393-3

25 CARLA GIBSON DE FREITAS PROFESSOR 20h 176.764-0

26 CRISTINA DOS SANTOS SILVA PROFESSOR 17h 613.554-4

27 DILANE FERREIRA RAMOS PROFESSOR 20h 178.586-9

28 EDILENE DE FÁTIMA SOUSA MAIA PROFESSOR 20h 87.483-3

29 EMERSON NICKSON DOS SANTOS SILVA PROFESSOR 24h 178.548-6

30 FERNANDA SOARES DE OLIVEIRA PROFESSOR 20h 84.758-5

31 FLÁVIA COSTA MEIRA PROFESSOR 24h 175.225-1

32 FLORINDA TEODÓSIO DE MEDEIROS PROFESSOR 25h 163.873-4

33 GILMA CATÃO DE SOUSA PROFESSOR 21h 144.913-3

34 GIOVANE NEVES DO NASCIMENTO PROFESSOR 21h 177.897-8

35 HALLEY CHAVES DA SILVA PROFESSOR 20h 165.749-6

36 IVÂNIA LÚCIA RIBEIRO DE SOUZA PROFESSOR 24h 157.129-0

37 JESSICA CAMELO DE LIMA PROFESSOR 09h 188.451-4

38 KALINE DANTAS DUARTE PROFESSOR 24h 175.460-2

39 LEVINA ISABEL FERREIRA DE FARIAS PROFESSOR 21h 83.958-2

40 LÚCIO FLÁVIO LEITE BRITTO PROFESSOR 24h 176.261-3

41 MARIA DAS GRAÇAS BARROS PROFESSOR 24h 935.778

42 MARIA DAS GRAÇAS DE LIMA PROFESSOR 21h 145.241-0

43 MARIA MORGANNA DA SILVA CASTRO PROFESSOR 24h 172.485-1

44 MARIA SIMONE MEDEIROS ARAÚJO DA SILVA PROFESSOR 20h 144.932-0

45 MATUSALÉM MELO CORDEIRO PROFESSOR 20h 144.739-4

46 POLIANA DE BRITO MORAIS PROFESSOR 24h 177.626-6

47 REJANIRA ALVES GERTRUDES PROFESSOR 21h 175.667-2

48 RIVANILDO GARCIA DA SILVA PROFESSOR 24h 172.906-3

49 RÔMULO DA COSTA ARAÚJO PROFESSOR 20h 144.361-5

50 SANDRA CLÉIA DE SOUSA GOMES PROFESSOR 24h 141.179-9

51 SORAYA MARTINS CAMELO PROFESSOR 24h 172.915-2

52 VANUSA DA SILVA SANTOS PROFESSOR 24h 172.363-4

53 VANIA LIGIA PESSOA PROFESSOR 24h 163.752-5


APRESENTAÇÃO

O presente documento tem como objetivo explicar a proposta política pedagógica


da Escola Estadual de Ensino Fundamental Nossa Senhora do Rosário. Tal proposta
representa a síntese do pensamento administrativo-pedagógico institucional e retrata a
trajetória que vem sendo percorrida pela comunidade escolar na consolidação do desejo
de uma educação de qualidade nos Anos Finais do Ensino Fundamental.

O referido projeto tem um caráter propositivo, pois, define concepções e


princípios coerentes com a legislação vigente e com o Plano Nacional de Educação,
devendo ser o balizador da Educação Básica na Instituição, bem como da relação entre os
seus diferentes níveis de ensino.

Busca-se expressar a ousadia de inovar com um jeito diferente de ser escola,


redimensionando o tempo e o espaço escolar, voltando para a sociedade do conhecimento
e não da informação, como uma proposta humanista. Será um Projeto Político Pedagógico
(PPP) que apontará para a superação da cultura tradicionalmente assumida de simples
transmissão de conhecimento, avançando no sentido de pesquisa e da construção de novos
saberes a partir do convívio e das interrelações das áreas do conhecimento e destas com
a realidade.

O Projeto Político Pedagógico (PPP) define o caminho de uma escola, pois,


conforme Vasconcellos (2002) “O projeto não pode ser uma camisa de força para a escola
e para o professor e sim de vê dar a base de tranqüilidade, as condições para administra o
cotidiano e, assim, inclusive, liberar espaço para a criatividade”.

Dessa forma, entende-se que os pressupostos e metas aqui descritas representarão


um compromisso ético e a identidade da Escola Estadual de Ensino Fundamental Nossa
Senhora do Rosário, de todos os sujeitos que dela fazem parte e constroem cotidianamente
a sua história.
NOSSA MISSÃO

Assegurar um ensino de qualidade, garantindo o acesso e a permanência dos alunos


na escola e incentivá-los a estudar adquirindo um embasamento teórico-prático que
favoreça o seu sucesso nos anos subsequentes.

Construir um espaço de socialização dos conhecimentos historicamente


desenvolvidos, garantindo um ensino de qualidade, acessível a todos e que assegure as
condições de permanência dos alunos na escola, bem como, incentivando-os a construção
de saberes técnico-práticos que favoreça o seu sucesso nos anos subsequentes, bem como,
em suas experiências cotidianas para além dos muros da escola.

VISÃO DE FUTURO

 A escola tem como pretensão maior levar para o seu público ensino de qualidade, inclusão social
baseados em preceitos éticos, direitos humanos, convivência social e pacífica;
 Promover entre os alunos uma integração de cultura e troca de conhecimentos;
 Prestar serviços à comunidade através de projetos desenvolvidos;
 Promover e incentivar os professores a trabalharem de forma interdisciplinar;
 Combater à evasão, repetência, propiciando ao aluno a promoção de uma escola aberta, democrática,
legítima em direitos, deveres e objetivos, através da formação de um leitor competente e consciente,
politicamente ativo, comprometido com a melhoria da sociedade no geral.
SUMÁRIO

1– DIAGNÓSTICO ESCOLAR ......................................................................................................1


1.1 Histórico Escolar .........................................................................................................................1
1.2 - Espaço Físico ............................................................................................................................1
1.3 - Equipe administrativa ................................................................................................................2
1.4 - Equipe Técnica Pedagógica ......................................................................................................2
1.5 – Equipe Docente por Área de Conhecimento ............................................................................2
1.6 - Distribuição dos Discentes por Turno .......................................................................................2
1.7 - Dados de aprovação/reprovação/evasão de 2018 ......................................................................3
1.8 Desempenho dos discentes em avaliações externas IDEB/IDEPB ..............................................3
2. ORGANIZAÇÃO E AÇÃO DA ESCOLA.................................................................................4
2.1 Ensino Fundamental Anos Finais ..................................................................................................... 4
2.2 Interdisciplinaridade .....................................................................................................................5
2.3 Organização dos Componentes Curriculares ................................................................................5
2.4 Avaliação .....................................................................................................................................6
2.4.1 Avaliação Institucional ..............................................................................................................6
2.4.2 Avaliação do Processo Ensino-Aprendizagem ..........................................................................6
3. PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO (PPP) .......................................................................7
4- JUSTIFICATIVA .........................................................................................................................8
4.1 - Objetivo Geral ............................................................................................................................9
4.2 - Objetivos Específicos ................................................................................................................9
5. METAS .......................................................................................................................................10
6. OPERACIONALIZAÇÃO ........................................................................................................10
7. ATIVIDADES PARA EXECUÇÃO E ACOMPANHAMENTO ..........................................12
8. REFERÊNCIAS .........................................................................................................................14
1– DIAGNÓSTICO ESCOLAR

1.1 Histórico Escolar


A Escola Estadual do Ensino Fundamental Nossa Senhora do Rosário, à Rua Nilo
Peçanha, nº 250, bairro da Prata, em Campina Grande – PB foi criada por iniciativa do
governo do estado durante a gestão do então Governador Sr. José Américo de Almeida,
gestão do pároco Cristóvão Ribeiro da Fonseca, através da Lei nº. 700 de 14/12/54
pertence a 3ª Gerência Regional de Ensino, da Secretaria Estadual de Educação e visa
atender alunos do ensino fundamental do 6º ao 9º ano do fundamental II.

É considerada uma instituição pública, com autonomia didática, técnica, que tem
como finalidade proporcionar ao educando uma formação possível de enfrentar os
desafios da vida em sociedade, desenvolvendo suas potencialidades através da vivência
de atividades científicas, tecnológicas, culturais e sociais, que lhe possibilite o exercício
da livre cidadania, com consciência crítica capaz de exercer seu papel de agente
transformador da sociedade.

De sua fundação até o presente ano a escola apresentou inúmeros administradores,


dos quais: 1º Diretor: Cristóvão Ribeiro da Fonseca, e a atual gestão é formada por:
Professora Rita de Cássia Martins (Diretora Geral).

1.2 - Espaço Físico

 Diretoria;
 Secretaria;
 Sala de professores;
 12 salas de aulas;
 Cozinha;
 06 sanitários comuns;
 01 sanitário com acessibilidade;
 Biblioteca;
 Sala de estudo;
 Sala de oficinas do Mais Educação;
 Laboratório de informática;
 Sala de AEE;
 Refeitório.

1
1.3 - Equipe administrativa
É representada no momento pelas docentes com formação acadêmica de nível
superior, Professoras Rita de Cássia Martins (Diretora Geral) que dá suporte aos turnos
manhã e tarde, auxiliando e planejando com a participação dos envolvidos no âmbito
escolar, utilizando-se de concepções e ferramentas administrativas e pedagógicas,
visando alcançar os objetivos e metas, vale acrescentar que a escola tem autorização
para funcionar os três turnos.

1.4 - Equipe Técnica Pedagógica


Composta pela pedagoga Zilda Paulino como coordenadora do projeto NOVO
MAIS EDUCAÇÃO. Desempenhando a função de ouvir, dialogar e dá orientações aos
alunos, pais/responsáveis, além de orientar os professores em suas práticas pedagógicas.

1.5 – Equipe Docente por Área de Conhecimento


É composta por 34 docentes, sendo 95% do quadro efetivo do estado.

1.6 - Distribuição dos Discentes por Turno


A escola conta com 623 discentes assim distribuídos:

TURNOS
MANHÃ QT. TARDE QT.
6º ANO A 24 6º ANO D 24
6º ANO B 24 6º ANO E 20
6º ANO C 25 6º ANO F 22
TURMAS

7º ANO A 31 7º ANO D 28
7º ANO B 31 7º ANO E 27
7º ANO C 25 7º ANO F 20
8º ANO A 22 8º ANO D 25
8º ANO B 25 8º ANO E 26
8º ANO C 25 8º ANO F 31
9º ANO A 30 9º ANO D 25
9º ANO B 35 9º ANO E 26
9º ANO C 33 9º ANO F 20
TOTAL 330 294

PROFESSORES 33
FUNCIONÁRIOS 20
TOTAL 53

2
1.7 - Dados de aprovação/reprovação/evasão de 2018

 Taxa de evasão 3%
 Índice de Aprovação 89%

1.8 Desempenho dos discentes em avaliações externas IDEB/IDEPB

IDEB

3
2. ORGANIZAÇÃO E AÇÃO DA ESCOLA

2.1 Ensino Fundamental Anos Finais


A escola prevê a oferta à comunidade do Ensino Fundamental Anos Finais,
conforme legislação vigente.

Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN), nº.9394/96,


segundo o artigo 26:

Os currículos do Ensino Fundamental e Médio devem ter uma base nacional


comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e estabelecimento
escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas características regionais e
locais da sociedade, da cultura, da economia e da clientela.

A proposta pedagógica da Educação Básica da Escola prevê uma articulação no


desenvolvimento do currículo, sobrepondo-se às práticas políticas, administrativas,
econômicas e pedagógicas levando em consideração, “que o aluno traz uma abordagem
cultural, [...] não aprende só no tempo de aula, nem só através do professor, há um
movimento autógeno de busca de atribuição de sentido para o mundo em que vive”
(VASCONCELLOS, 2002). Nessa perspectiva de currículo e conteúdo cultural cabe aos
educadores e educadoras estabelecer um plano de ação, que vise à construção de uma
cultura escolar em bases críticas e participativas junto aos sujeitos do processo, ficando
evidente a necessidade de um trabalho docente letivo na busca da aprendizagem
significativa de todos.

Além disso, entende-se que a participação dos pais, na formação de seus filhos
em parceria com a escola, seja de fundamental importância para a constituição de um
comprometimento com o processo de aprendizagem.

As diretrizes expressas na proposta pedagógica a ser executada visa construir um


conhecimento escolar socialmente elaborado. Isso se dará por meio de um currículo
capaz de consolidar, à medida que também aprofunda os conhecimentos construídos,
prepara os educandos para o efetivo exercício da cidadania.

A proposta pedagógica desenvolvida na Escola visa à construção da cidadania e


da autonomia moral e intelectual, tendo como princípios norteadores:

 Leitura da realidade: considera os sujeitos como as suas histórias e


vivências, respeitando os diferentes conhecimentos dos alunos,
proporcionando experiências educativas que resgatem o prazer e a busca
pelo conhecimento.
 Resgate de valores e da identidade: construção de sujeitos históricos
competentes, críticos, éticos e participativos capazes de transformarem a
realidade social e política numa relação de respeito com o outro e com a
natureza.
 Construção do conhecimento e participação coletiva: está
fundamentada a partir do que o sujeito já conhece, do que está disponível
na cultura, sendo marcada pela relação dos sujeitos, valorizando o contexto
de erro e da dúvida no qual o desafio do professor é ser articulador para
que o processo da construção do conhecimento se efetive de maneira
dialógica.

4
2.2 Interdisciplinaridade
A Escola procura desenvolver inúmeras atividades, acreditando na concepção
de que é um espaço de aprendizagens significativas em que o aluno é protagonista. Tal
postura promove uma maior integração das disciplinas e dos projetos, enriquecendo-
os a partir dos diferentes olhares.

A interdisplinaridade nasce e aprimora-se nos meios escolares, nos quais as


propostas de trabalho contemplam as diferentes áreas do conhecimento sob um
enfoque integrado, dessa forma busca-se resgatar as relações de sentido entre o
conhecimento e a práxis social.

2.3 Organização dos Componentes Curriculares


A Escola atende à legislação vigente no que diz respeito à organização
curricular, construída por uma base nacional e estadual (Matemática, Português,
Inglês, Ciências, Artes, Ensino Religioso, Geografia, História, Educação Sócio
Emocional e Educação Física), atendendo dessa forma às exigências da comunidade
escolar local, como pode ser observado nas matrizes a seguir:

5
2.4 Avaliação

2.4.1 - Avaliação Institucional


A avaliação Institucional na Escola Estadual de Ensino Fundamental Nossa
Senhora do Rosário objetiva uma constante reflexão, considerando os valores
expressos na filosofia da Escola e as reais aspirações e necessidades da comunidade
em que está inserida, interferindo qualitativamente no desenvolvimento do processo
pedagógico, da gestão e nas relações em todas as dimensões do fazer escolar.

2.4.2 - Avaliação do Processo Ensino-Aprendizagem


A avaliação do ensino-aprendizagem está voltada tanto para o processo de
ensino, como para o processo de construção de conhecimento, possibilitando o
redimensionamento do planejamento e da pratica pedagógica. Nesse sentido, os
critérios de uma avaliação devem ser discutidos com os alunos, oportunizando a
reflexão e propondo abordagens e intervenções diferenciadas.

De acordo com os PCN´s, “a avaliação informa ao professor o que foi


aprendido pelo estudante; informa ao estudante quais são seus avanços, dificuldades
e possibilidades; encaminha o professor para a reflexão sobre a eficácia de sua
prática educativa e, desse modo, orienta o ajuste de sua intervenção pedagógica
para que o estudante aprenda.”.

De acordo com Estebam (2001), no processo de avaliação ao professor caberá


o papel de acompanhar todo o processo de avaliação, coletando dados, informações
sobre os alunos e, cuidadosamente, registrando suas necessidades e possibilidades. O
processo de ensino torna-se um desafio para o professor, que deverá estar atento à
investigação das questões que merecem maior investimento pedagógico e,
consequentemente, às alterações nos encaminhamentos didáticos.

Coerentes com essa concepção de avaliação, os professores passam a


conhecer melhor o retrato sociocultural do aluno, suas percepções ante as atividades
da escola, seus sentimentos e expectativas.

Assim, é através da avaliação que podemos perceber a necessidade de


mudança da prática pedagógica, pois a avaliação é uma das dimensões do processo
ensino-aprendizagem, se bem feita, pode ajudar a localizar os problemas e com isto
fazer com que a aprendizagem seja melhor. Contudo, a avaliação por si só, não altera
a qualidade de aprendizagem. É essencial que o professor realize diferentes
atividades como forma de retomar os conteúdos, a fim de oportunizar a aprendizagem
dos alunos antes de propor novas estratégias de avaliação.

6
3. PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO (PPP)

De acordo com Gadotti (2001), a palavra projeto vem do verbo projetar, lançar-
se para frente, dando sempre a ideia de movimento, de mudança. A sua origem
etimológica, como explica Veiga (2001), vem confirmar essa forma de entender o
termo projeto que “vem do latim projectu, particípio passado do verbo projecere, que
significa lançar para adiante”.
Segundo Veiga (2001) e Baffi (2009) todo projeto supõe ruptura com o
presente e promessas para o futuro. Projetar significa tentar quebrar um estado
confortável para arriscar-se, atravessar um período de instabilidade e buscar uma
estabilidade em função da promessa que cada projeto contém de estado melhor do que
o presente. Um projeto educativo pode ser tomado como promessa frente
determinadas rupturas. As promessas tornam visíveis os campos de ação possível,
comprometendo seus atores e autores.
A LDB, em seu artigo 12, inciso I, determina que “os estabelecimentos de
ensino, respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino, tendo a
incumbência de elaborar e executar sua proposta pedagógica”, deixando explícita a
ideia de que a escola não pode prescindir da reflexão sobre sua intencionalidade
educativa. Assim sendo, o Projeto Político Pedagógico passou a ser objeto prioritário
de estudo e de muita discussão.
Para André (2001) o Projeto Político Pedagógico não é somente uma carta de
intenções, nem apenas uma exigência de ordem administrativa, pois deve “expressar
a reflexão e o trabalho realizados em conjunto por todos os profissionais da escola, no
sentido de atender as diretrizes do sistema nacional de Educação, bem como as
necessidades locais e específicas da clientela da escola”; ele é” a concretização da
identidade da escola e do oferecimento de garantias para um ensino de qualidade”.
Segundo Libâneo (2001), o Projeto Político Pedagógico “deve ser compreendido
como instrumento e processo de organização da escola”, tendo em conta as
características do instituto e do instituinte.
Para Veiga (1998), o Projeto Político Pedagógico não é um conjunto de
planos e projetos de professores, nem somente um documento que trata das diretrizes
pedagógicas da instituição educativa, mas um produto específico que reflete a
realidade da escola situada num contexto mais amplo que a influencia e que pode ser
por ela influenciado.
O Projeto Político Pedagógico segundo André (2001) e Veiga (1998)
apresenta duas dimensões: a política e a pedagógica. Ele “é político no sentido de
compromisso de formação do cidadão para um tipo de sociedade” e “é pedagógico
porque possibilita a efetivação da intencionalidade (VEIGA, 1998). Assim sendo, “a

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dimensão política se cumpre na medida em que ela se realiza enquanto pratica
especificamente pedagógica”.
Para a mesma autora a concepção de um Projeto Político Pedagógico deve
apresentar características tais como:
 Ser processo participativo de decisões;
 Preocupar-se em instaurar uma forma de organização de trabalho pedagógico
que desvele os conflitos e as contradições;
 Explicitar princípios baseados na autonomia da escola, na solidariedade entre
os agentes educativos e no estímulo à participação de todos no projeto comum
e coletivo;
 Explicitar princípios baseados na autonomia da escola, na solidariedade entre
os agentes educativos e no estímulo à participação de todos no projeto comum
e coletivo;
 Conter opções explícitas na direção de superar problemas no decorrer do
trabalho educativo voltado para uma realidade específica;
 Expor o compromisso com a formação do cidadão.
A execução de um Projeto Político Pedagógico de qualidade deve, segundo a
mesma autora:
 Nascer da própria realidade, tendo como suporte a explicitação das causas
dos problemas e das situações nas quais tais problemas aparecem;
 Ser uma ação articulada de todos os envolvidos com a realidade da escola;
 Ser construído continuamente, pois como produto, é também processo.

4- JUSTIFICATIVA

Educar é colaborar para que professores e alunos nas escolas transformem


suas vidas em processos permanentes de aprendizagem. É ajudar os alunos na
construção da sua identidade, do seu caminho pessoal e profissional, do seu projeto
de vida, no desenvolvimento das habilidades de compreensão, emoção e comunicação
que lhes permitam encontrar seus espaços pessoais, sociais e profissionais e tornar-se
cidadãos realizados e produtivos.
Aprende-se melhor e mais rápido se houver interesses pelo assunto que se está
estudando. Motivando, um indivíduo possui uma atitude ativa e empenhada no
processo de aprendizagem e, por isso, aprende melhor. A relação entre a
aprendizagem e a motivação dinâmica é frequente o homem interessar-se por um
assunto, empenhar-se quando começa a aprender. A motivação pode ocorrer durante
o processo de aprendizagem.
Em virtude do avanço da tecnologia é necessário que na escola sejam
elaborados projetos que envolvam gestores, técnicos, docentes, discentes e família
para juntos trabalharem de forma contínua e dinâmica de modo a contribuir com o
avanço do processo ensino-aprendizagem.

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O PPP é uma construção coletiva na qual acompanha a dinamincidade da
vida, por isso passa por constante transformação. Trata-se de um documento que
evidencia os valores da cultura, bem como o percurso que pretende seguir em busca
de atingir a intencionalidade educativa (EDLER, 2004).
Assim acredita-se que este documento organiza as ações pedagógicas, tendo
em vista a prática reflexiva constante, necessária para uma educação de qualidade,
inovadora e para todos.

4.1 - Objetivo Geral


Promover uma educação de qualidade comprometida com o desenvolvimento do
ser humano, dotado de valores éticos, políticos, sociais e culturais expressos na
multiplicidade étnico-racial, de gênero e de orientação sexual, na busca da construção
de uma sociedade mais justa, solidária e inclusiva.

4.2 - Objetivos Específicos


 Desenvolver ações educativas de promoção, prevenção e atenção à saúde, que
levem a reflexão acerca de possíveis soluções de problemas identificados na
comunidade escolar e proporcionem a mudança de hábitos e a melhoria do
rendimento escolar e diminuição dos níveis de evasão e repetência dos
estudantes.
 Proporcionar a busca da identidade da escola para que os sujeitos envolvidos
possam interferir no contexto sociopolítico;
 Rever objetivos, conteúdos, encaminhamento de atividades e forma de avaliar;
 Realizar periodicamente planejamentos para subsidiar o trabalho em sala de
aula;
 Utilizar metodologias adequadas para a execução das atividades planejadas;
 Subsidiar discussão de temas educacionais com professores e demais
segmentos da escola;
 Desenvolver uma cultura política de valorização das diferenças étnicas,
sociais, de gênero e orientação sexual pautadas no respeito étnico dos
agrupamentos humanos.
 Contribuir de forma relevante para a formação continuada de professores,
visando à melhoria do desempenho didático pedagógico e consequentemente
do processo ensino-aprendizagem;
 Acompanhar sistematicamente alunos com dificuldades específicas
(relacionamento-interpessoal, disciplina e aprendizagem);
 Propiciar atividades que diminuam o índice de evasão e reprovação;
 Dinamizar ações do conselho escolar;

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 Organizar ações na escola que possam envolver os pais no processo ensino
aprendizagem;
 Interagir com as autoridades administrativas estaduais no sentido de melhorar
as instalações físicas da escola;
 Contribuir com a inclusão digital e tecnológica como instrumento do
desenvolvimento, facilitando as relações interpessoais, seja no campo
profissional ou pessoal.
 Trabalhar interdisciplinarmente os descritores da matriz de referência de
Língua Portuguesa e Matemática propostos pelo Sistema Estadual de
Avaliação de Educação da Paraíba (Avaliando IDEPB);
 Proporcionar o desenvolvimento das habilidades e competências de leitura,
escrita e resolução de problemas possibilite o alcance das metas no IDEPB
projetadas para a escola;
 Promover a articulação de saberes, a participação de estudantes, famílias,
comunidade escolar e sociedade em geral na construção do conhecimento;

5. METAS

 Realizar mensalmente reuniões com os docentes e com técnicos para planejar


atividades relacionadas ao processo ensino-aprendizagem e ao PPP;
 Organizar um sistema contínuo de acompanhamento e de avaliação dos
educandos com baixo rendimento escolar nos componentes críticos:
matemática e português, através oficinas de Acompanhamento Pedagógico,
com ênfase nas duas disciplinas mencionadas, pelo Programa Mais Educação;
 Verificar a aplicabilidade, na prática cotidiana dos profissionais docentes, das
propostas elaboradas no PPP;
 Aumentar o índice de aprovação em toda a escola;
 Reduzir a evasão escolar;
 Envolver os pais/responsáveis no relacionamento interpessoal, disciplina e
aprendizagem dos alunos;
 Aplicar práticas sócio-educativas de valorização as diversidades culturais por
meio de palestras, mobilizações, apresentações e ciclos de debate.

6. OPERACIONALIZAÇÃO

 Da Gestão
o Incentivar a criação de projetos inovadores de formação e pesquisa;
o Investir na construção e na reorganização dos espaços e tempos da
escola, contribuindo para o processo ensino-aprendizagem;
o Promover a articulação e inter-relação dos diferentes níveis de ensino
da escola;
o Investir na integração escola-família;
11

10
o Inovar através de propostas pedagógicas diferenciadas;
o Investir na formação permanente dos docentes.

 Da Educação Básica

o Investir na reestruturação curricular, visando atender as demandas


especificadas, na formação dos sujeitos assistidos;
o Oferecer espaços qualificados de formação para os alunos envolvidos
no processo ensino-aprendizagem, visando ao princípio expresso no
PPP, que pretende construir sujeitos dispostos a aprender;
o Integrar, de forma participativa, as representações dos segmentos que
compõem (gestores, docentes, discentes, técnicos, funcionários e
família), com vistas a ressignificar a organização institucional, em sua
dimensão cultural, social, política e pedagógica;
o Desenvolver projetos vinculados ao PPP da escola.

7. ATIVIDADES PARA EXECUÇÃO E ACOMPANHAMENTO

 Realizar bimestralmente reunião com docentes e técnicos para planejar


atividades que serão desenvolvidas no processo ensino-aprendizagem e no
PPP;
 Desenvolver projeto interdisciplinar envolvendo os dois turnos;
 Proporcionar aos alunos atividades de campo para ampliar os conteúdos,
desenvolvidos em sala de aula;
 Desenvolver projetos com jogos matemáticos e também de leitura e escrita;
 Promover palestras de conscientização e valorização das diferenças,
históricas e filosoficamente embasadas no saber científico;
 Elaborar e desenvolver projetos que incentive o protagonismo juvenil.
 Promover qualificação para o trabalho/geração de renda e formação educativa
complementar, com o Programa Mais Educação e toda a comunidade escolar;
 Organizar as ações realizadas na escola e publicar nas redes sociais para
informar e atrair a comunidade escolar;
 Inserir as Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) no cotidiano das
atividades escolares;
 Suscitar reflexões sobre o contexto histórico-cultural do nosso país
relacionado á saúde, bem como todas suas implicações para a conjuntura atual,
contribuindo para a formação interdisciplinar e social do aluno;
 Estabelecer parcerias com as instituições de ensino superior, como UFCG,
UEPB, etc., desenvolvendo atividades que visem a melhoria no ensino, como
o PIBID;
 Realizar reuniões e trabalhos em salas de aula para promover a
conscientização de que o patrimônio público é um bem comum e deve ser

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preservado.
 Estudar questões relacionadas á saúde, saneamento básico e infraestrutura dos
afros descendentes no território brasileiro.
 Promover à conscientização através de campanhas de promoção a saúde e
combate ao uso indiscriminado dos recursos naturais do meio ambiente;
 Promover a articulação de saberes, a participação de estudantes, famílias,
comunidade escolar e sociedade em geral na construção do conhecimento;
 Sensibilizar a comunidade escolar para a formação de uma consciência cidadã;
 Contribuir para a reflexão sobre a ética e a cultura democrática na
contemporaneidade;
 Capacitar os alunos e a comunidade escolar para apreensão da universalidade
inerente a todo ser humano em meio à diversidade cultural, à indivisibilidade,
inviolabilidade e à interdependência dos direitos civis, políticos, econômicos
e culturais;
 Fortalecer o reconhecimento dos diferentes grupos sociais e culturais, a partir
do diálogo intercultural;
 Realizar avaliação diagnóstica anual;

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8. REFERÊNCIAS

ANDRE, M. E. D. O projeto pedagógico como suporte para novas formas de


avaliação IN: CASTRO, A. D.; CARVALHO, A. M. P. de Ensinar a Ensinar. São
Paulo, 2001.

BAFFI, M. A. T. Projeto Pedagógico: um estudo introdutório. Pedagogia em foco,


Petrópolis, 2002. Disponível em: http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/gppp03.htm.

BOUTINET, J. Antropologia do projeto. 5 ed. Porto Alegre: Artmed, 2002.

BRASIL, Ministério de Educação e Cultura. Lei nº9394 de 20 de dezembro de 1996.


Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira. MEC: Brasília. 30p.

CARNEIRO, M. A. LDB Fácil: Leitura crítica – compreensiva: Artigo a artigo.


Petrópolis. Rio de Janeiro: Vozes, 1998.

ELDER, C. R. Educação inclusiva: com os pingos nos “is”. Porto Alegre:


Meditação 2004.

ESTEBAN, M. T. (Org.) A avaliação no cotidiano escolar. In: Avaliação: uma


prática em busca de novo sentido. 3 ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2001. p. 7-28.

FAZENDA, I. C. A Interdisciplinaridade: um projeto em parceria. São Paulo:


Loyola 1991.

GADOTTI, M. Um legado de Esperança. São Paulo: Cortez, 2001. LIBÂNIO,

J. C. Organização e Gestão Escolar. Goiânia: Alternativa,2001.


Miskolci, Richard. Normalidade, Desvio, Diferenças In: Teoria & Pesquisa. São
Carlos: PPGCS, 2005.
. (editor) Marcas da Diferença no Ensino Escolar. São Carlos: EdUFSCar,
2010.
. A teoria Queer e Sociologia: o desafio de uma analítica da normalização
In: Sociologias. Porto Alegre: PPGS-UFRGS, 2009. n. 21.

VASCONCELOS, C. dos S. Coordenação de Trabalho Pedagógico: do projeto


político-pedagógico ao cotidiano da sala de aula. São Paulo: Libertard, 2002.

VEIGA, I. P. A. Escola: espaço do projeto político-pedagógico. 4ed. Campinas


Papirus, 1998.

VEIGA, I. P. A. Projeto Político-pedagógico da escola: uma construção possível. 23


ed. Campinas: Papirus, 2001.
Campina Grande-PB,.

Rita de Cássia Martins


Gestora

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