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Michelly Cristhina Conceição da Silva

Rafael Cardoso Silva

Ronaldo Pereira Bezerra

“Capacidades Físicas na escola: análise das capacidades físicas dos alunos de 7 a 10 anos
da EMEIF João Antônio Rodrigues”

Assis

2013
Michelly Cristhina Conceição da Silva

Rafael Cardoso Silva

Ronaldo Pereira Bezerra

“Capacidades Físicas na escola: análise das capacidades físicas dos alunos de 7 a 10 anos
da EMEIF João Antônio Rodrigues.”

Trabalho de Conclusão de Curso de Educação


Física apresentado ao Instituto Educacional de
Assis, como parte dos requisitos para a obtenção
do titulo de licenciado em Educação Física.

Orientador: Prof.Ms.
Donizete C. X. de Oliveira

Assis

2013
Michelly Cristhina Conceição da Silva

Rafael Cardoso Silva

Ronaldo Pereira Bezerra

“Capacidades Físicas na escola: análise das capacidades físicas dos alunos de 7 a 10 anos, do
ensino fundamental ciclo I, da EMEIF João Antônio Rodrigues.”

BANCA EXAMINADORA

_______________________
Nome - Instituição

_______________________
Nome - Instituição

_______________________
Nome - Instituição

Assis: ___/___/___
DEDICATÓRIA

Gostaria de dedicar este trabalho primeiramente a Deus, pois foi Ele que me deu a vida, e
quando muitas vezes, sentindo-me desacreditada e perdida nos meus objetivos e ideais, me
mostrou sempre o melhor caminho a seguir.

Aos meus queridos pais Adenilson e Cleonice, que me trouxeram com todo o amor e carinho
a este mundo, dedicaram, cuidaram e sempre me incentivaram a não desistir dos meus ideais,
agradeço ainda pelas palavras de incentivos e pelo apoio nas minhas decisões, onde só
queriam-me ver realizado e feliz na formação que escolhi para minha vida.

A minha Irma Ellen Caroliny, que sempre me aguentou desabafando das provas e
lamentações que eu vivia reclamando que não sabia nada.

Aos amigos de sala, em especial meus companheiros de estudo Rafael Cardoso Silva e
Ronaldo Pereira Bezerra, obrigado pela dedicação e paciência ao longo do nosso trabalho, aos
demais familiares, namorado, professores (as) e todos aqueles (as) que cruzaram em minha
vida, participando de alguma forma na construção e realização deste tão desejado sonho.

Obrigada a todos.

MichellyCristhina Conceição da Silva.

Dedico este presente trabalho primeiramente aos meus pais, pois, sempre me deram apoio
nesses quatro anos de muita luta. Dedico também à Bruna Diana, que me ajudou em certa
parte relacionado ao estudo e que também é minha namorada. Dedico também aos meus
amigos que contribuíram e torceram pela elaboração deste trabalho. E por último, dedico a
todos os professores que tive durante o curso de Educação Física, que não mediram esforços
para que eu seja um bom profissional da área da saúde.

Rafael Cardoso Silva.

Dedico esta monografia aos meus pais que me deram e me dão muito apoio nos momentos
difíceis, onde nunca mediram esforços para me ajudar, a minha namorada que apesar de
estressante sempre esteve ao meu lado, aos meus amigos pelos dias e momentos
inesquecíveis, aos meus professores que me ensinaram que por mais que achamos que o nosso
conhecimento já está bem profundo, temos sempre que renovar nosso saber, e claro, ao Deus
Jeová, o maior mestre, que me orienta, refugia e me da força.

Ronaldo Pereira Bezerra.


AGRADECIMENTOS

Primeiramente à Deus que nos deu a vida, pois sem Ele nós não poderíamos conquistar nossos
objetivos.

Ao Professor Mestre Donizete C. X. de Oliveira por nos guiar com seu conhecimento
seguro e prático.

Às Professoras Maria Eulália Baleoti e Daniela SperaGalli que enriqueceram este trabalho.

À Escola de Educação Física de Assis pelo financiamento de nossos estudos.

Aos nossos amigos e familiares pelo incentivo.


SILVA, Michelly Conceição da; SILVA, Rafael Cardoso; BEZERRA, Ronaldo Pereira.
Capacidades Físicas na escola: análise das capacidades físicas dos alunos de 7 a 10anos,
do ensino fundamental ciclo I, da EMEIF João Antônio Rodrigues. 2013.35f. TCC
(Graduação em Educação Física)-IEDA, Assis, 2013.

RESUMO
Atividade física tem um papel importante na melhoria da capacidade funcional e prevenção de
doenças. Observar o desempenho de crianças torna-se uma ferramenta interessante para
construir e instruir atividades que auxiliam os mesmos a partir de suas dificuldades. O
presente estudo teve como objetivo realizar um levantamento envolvendo variáveis de
composição corporal, força, flexibilidade, velocidade e agilidade, em crianças da cidade de
Iepê - SP. A amostra foi constituída por crianças (N=210) de ambos os sexos, na faixa etária
entre 07 e 10 anos de idade. Para análise dos dados, foram comparados os valores, utilizando
como referência às tabelas normativas sugeridas pelo Projeto Esporte Brasil (PROESP-BR).
Os resultados apresentados indicam que na variável da composição corporal a maioria dos
alunos se encontra em níveis de normalidade, obtidos pelo IMC, e não apresentaram risco
para obesidade. Quanto às capacidades físicas em linhas gerais, obtiveram um nível de
classificação, entre FRACO e RAZOÁVEL, para a capacidade força e velocidade
apresentando uma situação insatisfatória, e na capacidade de flexibilidade, por sua vez, grande
parte dos alunos estudados se classificaram em nível satisfatório e a capacidade agilidade
ficou equilibrada entre os resultados FRACO, RAZOÁVEL, BOM, MUITO BOM E
EXCELENCIA. Discutimos a importância da disciplina de educação física como promotora
dessas capacidades e que há forte evidencias de que cabe aos Educadores Físicos inseridos
nessa realidade, diligenciar e preparar parte de suas programações para incentivar os alunos
através de oportunidades favoráveis de aprimoramento, que desenvolvam suas capacidades
físicas e motoras, não só durante as aulas de educação física, mas também, fora do âmbito
escolar nas suas atividades de vida diárias. De acordo com os resultados, concluímos que a
partir da finalização dos mesmos e do seu conhecimento pelos avaliados e seus professores já
se criou uma atenção para melhoria de hábitos, evidenciando a importância da avaliação.

Palavras chaves: crianças; capacidades físicas; âmbito escolar.


SUMÁRIO

1- INTRODUÇÃO..............................................................................8
2- Capitulo Teórico.............................................................................10
2.1 Composição corporal e obesidade............................................10
2.2 Capacidades Físicas..................................................................10
2.2.1 Agilidade........................................................................11
2.2.2 Coordenação...................................................................11
2.2.3 Equilíbrio........................................................................12
2.2.4 Força...............................................................................12
2.2.5 Flexibilidade....................................................................13
2.2.6 Velocidade......................................................................13
2.3 Capacidades Físicas relacionadas ao ambiente escolar.............14
4 – OBJETIVO.....................................................................................16
5 – JUSTIFICATIVA...........................................................................17
6 – METODOLOGIA...........................................................................18
7 – RESULTADOS..............................................................................21
8 – DISCUSSÃO..................................................................................23
9 – CONCLUSÃO................................................................................25
10 – REFERÊNCIAS.............................................................................26
11 – ANEXOS........................................................................................31
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1. INTRODUÇÃO

Capacidades Físicas são todas as qualidades físicas motoras passíveis de treinamento,


onde tratamos desempenho físico como o agrupamento das capacidades. Segundo o professor
Edson Nascimento essas qualidades físicas são classificadas em força, velocidade, agilidade,
resistência, coordenação, flexibilidade e equilíbrio, que dependem exclusivamente do sistema
musculoesquelético. Para Barbanti(1979) força vem a ser definida como a capacidade ou
habilidade de ir além, de superar uma resistência externa, suportá-la por meio de uma força
muscular. Weineck (1999) diz que velocidade é a relação entre o espaço percorrido e o tempo
de percurso, gerando movimentos rápidos no menor tempo possível. Antonio (2012) relata
que agilidade é a capacidade de executar movimentos o mais rápido possível, com mudanças
de direção. Tubino (1984), diz que resistência é a qualidade que representa a capacidade do
organismo em produzir energia através das vias aeróbias ou anaeróbias, possibilitando a
pratica de exercícios de media ou longa duração. Guedes (2000) cita que coordenação é a
capacidade de associar os movimentos do corpo de forma eficiente, empregando diferentes
modalidades sensoriais. Flexibilidade para Elliott,BinMaster, J (2000) é determinada pela
intensidade e amplitude do movimento, empregada em uma ou diversas articulações. Tais
capacidades agregam a aptidão física de cada pessoa, tornando-as capazes para manifestarem
conforme a sua necessidade. É interessante ressaltar o interesse de diversos profissionais da
área da saúde em relação aos resultados das aptidões físicas, tema muito abordado, pois,
através destes as prescrições tornam-se mais eficazes para a melhoria e bem estar da
população. A escola por ser uma entidade que transmite saberes e comportamentos, pode
incorporar atividades que incluam o desenvolvimento de aptidões físicas em suas aulas de
educação física, principalmente relacionada à saúde. Segundo OLIVEIRA e ARRUDA (2000)
aptidão física se torna fundamental para indicar o nível de saúde individual ou coletiva das
pessoas. Esses autores relatam que especialistas da área tem uma preocupação voltada ao
desempenho físico das crianças, pois, neste período da vida a fase é mais crítica em relação
aos aspectos motores, no que implica um acompanhamento nos índices de desempenho físico,
visto que a atividade física preenche um papel respeitável na prevenção, conservação e
melhoria da capacidade funcional e bem estar. Para MAGILL (2000) as capacidades físicas
revelam-se por meio das habilidades motoras, que incorporam três classes de movimento:
locomoção, manipulação e equilíbrio. E que tais avaliações permitem ao professor identificar
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a causa das dificuldades encontradas no desempenho de uma habilidade, que são atos motores
que surgem dos movimentos da vida diária, expressa num grau de qualidade de coordenação.
Da mesma forma Safrit (1995) acrescenta, concluindo que a saúde descrita é validada através
dessas avaliações.
A infância de modo geral passa por diversas etapas de crescimento e maturação, onde
sua evolução é constante até a adolescência, que por sua vez, sofre certas dificuldades com
relação ao rápido crescimento e ganho de peso neste período, diz Gallahue (2OO1). Partindo
deste princípio, por meio de fortes evidências, Guedes (2002) confirma que adultos obesos
têm procedência desde a infância, onde os hábitos adquiridos nesse período delongam-se para
a vida adulta, podendo elevar o nível de doenças por falta de atividades físicas e maus hábitos
adquiridos. O sedentarismo é um grande problema na atualidade, atingindo diretamente a
adolescência. Assim, possíveis modificações nos programas de Educação Física Escolar,
podem ajudar a combater futuras gerações sedentárias, sabendo que, na maioria das escolas os
adolescentes não recebem informações suficientes sobre a correlação de aptidão física e da
saúde. Deste modo ações educativas planejadas adequadamente e ajustadas no período de
escolarização, de acordo com programas avaliativos, podem promover uma melhoria na
aptidão física, levando os alunos a terem uma expectativa de estilo de vida mais saudável,
levando tais hábitos para a vida adulta.
Deste modo, o objetivo do presente estudo é averiguar as capacidades físicas em
crianças de ambos os sexos com idades de sete aos dez anos, no âmbito escolar, com o intuito
de verificar o desempenho dessas capacidades, determinando o estado de atividade física
atual, identificando as dificuldades da comunidade estudada, podendo assim, futuramente,
servir como base para prescrição de atividades que supram e auxiliem os mesmos para
aquisição de hábitos saudáveis e melhor qualidade de vida durante a escolarização e quando
adultos.
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2. Capítulo Teórico

2.1 Composição corporal e obesidade.

Segundo PETROSKI (1999) a composição corporal é a quantificação dos principais


componentes do corpo humano e suas variações na distribuição anatômica de componentes da
massa corporal, podendo ser adiposa, muscular e óssea.
Os componentes da composição corporal podem ser influenciados por alguns fatores
como: sexo, idade, momento, tempo de maturação e surto de crescimento.
Segundo HEYWARD e STOLARCZYK (2000) a composição corporal influencia no
crescimento e desenvolvimento de crianças, onde verificando um nível de gordura corporal
elevado, o indivíduo corre o risco de ter doenças relacionadas à obesidade e uma diminuição
da expectativa de vida.
Segundo GUEDES (1994), a obesidade está diretamente relacionada ao excesso de
gordura corporal, que pode sofrer influencias dos fatores endógenos, que são os relacionados
a genética humana e os fatores exógenos, que estão relacionados ao ambiente externo em que
o ser humano convive.
A composição corporal está diretamente relacionada à obesidade, sendo que as
distribuições da massa de gordura corporal estão diretamente associadas aos padrões de IMC
(Índice de Massa Corpórea).
Segundo MATSUDO (2003) a atividade física possui um papel de grande importância
na prevenção da obesidade, devido ao fato de prevenir o sedentarismo, que é um grande
aliado a obesidade e a pratica de atividades físicas regulares são responsáveis pelo aumento da
massa magra e massa óssea e também a prevenção de doenças.

2.2 Capacidades Físicas

De acordo com ANTONIO (2012) as capacidades físicas são definidas como todo
atributo físico treinável num organismo humano. Em outras palavras, são todas as qualidades
físicas motoras passíveis de treinamento, comumente classificadas em diversos tipos. Muitas
vezes, deficiências em algumas capacidades físicas podem levar uma pessoa a vivenciar
dificuldades para participar de certas manifestações da Cultura de Movimento. Através das
capacidades físicas há possibilidade de executarem as ações motoras, desde as mais simples
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às mais complexas (andar, correr, saltar, nadar, etc.). O fato de ser mais veloz, mais flexível,
ou mais forte tem uma origem hereditária, transmissível de pais para filhos, mas também tem
a ver com a forma como vamos desenvolvendo, treinando as referidas capacidades ao longo
dos anos.

Destacaremos as seguintes capacidades físicas analisadas no trabalho: agilidade,


coordenação, equilíbrio, força, flexibilidade e velocidade.

2.2.1 Agilidade
ANTONIO (2012) diz que, a agilidade é a capacidade de executar movimentos o mais
rápido possível com mudanças de direção, concordando também com TUBINO & MOREIRA
(2003) que cita que a agilidade é a qualidade física que permite uma pessoa de mudar sua
trajetória de um ponto a outro no menor tempo possível.
Na opinião de TUBINO (1979), muitos consideram a agilidade como sinônima de
velocidade de troca de direção, mas para ele, velocidade de troca de direção não chega a ser
uma valência física e sim um sinônimo de agilidade.

2.2.2 Coordenação
A coordenação motora é à base do movimento homogêneo e eficiente, que exige uma
extensa organização do sistema nervoso, com utilização dos músculos certos, no tempo certo
e intensidade correta, sem gastos energéticos. (RAUCHBACH, 1990, in DIAS& DUARTE,
2005: pg.3). Segundo BARBANTI (1979), às vezes podemos encontrar o termo coordenação
neuromuscular devido a esta capacidade física estar ligada ao sistema nervoso central e a
musculatura esquelética exigida em certos movimentos.
Segundo HOLLMANN APUD SILVA, 1998 in DIAS& DUARTE (2005), a
coordenação psicomotora ou neuromuscular se faz presente e é necessária em todos os
movimentos das pessoas, variando apenas no grau de solicitação. Quanto melhor for a
qualidade da coordenação, tanto mais fácil e precisamente será realizado o movimento. A
realização do movimento torna-se mais flexível e econômica, de modo que decresce o
consumo energético e, conseqüentemente, a capacidade máxima de oxigênio cresce em
relação a uma determinada solicitação muscular, baixando, simultaneamente, o nível de
fadiga.
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2.2.3 Equilíbrio
Segundo TUBINO (1979), o equilíbrio é uma combinação de ações musculares, com o
propósito de sustentar o corpo sobre uma base, ou seja, é a capacidade de assumir e sustentar
o corpo contra a lei da gravidade. O equilíbrio possui ainda três divisões, que são: equilíbrio
dinâmico, equilíbrio estático e equilíbrio recuperado. O equilíbrio dinâmico é o tipo de
equilíbrio adquirido durante um movimento. O equilíbrio estático é obtido em uma
determinada posição, ou seja, parado. De acordo com FERNANDES (1981), o equilíbrio
recuperado é, na maioria das vezes, logo após a execução do equilíbrio dinâmico, pois, é uma
conseqüência do corpo recuperar o equilíbrio, após estar no ar ou numa posição qualquer.
(FERNANDES, 1981: pg.74)

2.2.4 Força
A força é a capacidade do corpo humano de esforçar-se. Este esforço é completado por
meio da força muscular aplicada, controlada pela vontade do indivíduo e direcionada para
conseguir atingir alguma meta determinada. (JACK, 1987: pg.16).
A escola americana conceitua a força como uma capacidade de exercer tensão
muscular contra uma resistência, envolvendo fatores mecânicos e fisiológicos, os quais
determinam a força em algum movimento particular. (BARBANTI, 1979: pg.118, 119)
BARBANTI (1979) divide a força em dois tipos: força dinâmica e força estática.
Força dinâmica é quando existe um encurtamento das fibras musculares, provocando
uma aproximação ou afastamento dos segmentos ou partes musculares próximas, portanto, há
movimento. Esse tipo de trabalho é chamado de isotônico (iso=igual, tono=tônus), isso quer
dizer que não há mudança no tônus muscular.
FERNANDES (1981) diz que, a força estática não provoca nenhum encurtamento dos
músculos, ou seja, não há movimento. Mas, como há uma força exercida contra uma
resistência, há tensão muscular, e, por haver um tipo de força, mas não ocorrendo nenhum
movimento, esta força também é chamada de força isométrica.
Alguns autores PLATONOV (2004) et al in BORIN et al (2007), dividem as
capacidades em diferentes tipos, como a força, podendo se manifestar de três formas: I)
resistência de força, que é a capacidade de resistir à fadiga em condições onde a utilização da
força é mais demorada, sendo identificada pelo volume do estimulo; II) força rápida, força
explosiva (potência) ou velocidade de força, sendo a capacidade do sistema neuromuscular de
produzir o máximo de força no menor tempo possível e; III) força máxima, representa a maior
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força disponível que o sistema neuromuscular pode mobilizar por meio de uma única
contração máxima voluntária.

2.2.5 Flexibilidade
A flexibilidade é definida como a amplitude de movimentos possível em uma
articulação ou em um conjunto de articulações. É específica de cada articulação e influenciada
por fatores estruturais como: músculos, tecido conectivo, pele, tendões, ossos, cápsulas e
ligamentos. (GUISELINI, 2006: pg.53).

Como nas demais qualidades a mobilidade também sente falta de uma terminologia
comum. Vários autores dão-lhe diferentes nomes e significados. GROSSER a
denomina de mobilidade articular em virtude de sua principal ação sobre as
articulações, embora nunca esteja separada da elasticidade dos músculos, dos
ligamentos, cápsulas, etc. Autores americanos usam a nomenclatura flexibilidade
referindo-se como uma mobilidade corporal, quer dizer, a soma das mobilidades de
várias articulações. (BARBANTI, 1979: pg.198)

FERNANDES (1981) divide a flexibilidade em dois tipos: flexibilidade extensiva e


flexibilidade dinâmica. A flexibilidade extensiva é a habilidade de estender seu corpo, ou seus
membros, o mais longe possível, em várias direções. A flexibilidade dinâmica enfatiza mais a
repetição das flexões rápidas, ou seja, é a habilidade de exercer flexão e extensão, onde a
extensão do movimento pode ser longa ou curta.

2.2.6 Velocidade
A velocidade é a qualidade física particular do músculo e das coordenações
neuromusculares, que permite a execução de uma sucessão rápida de gestos que em seu
encadeamento, constituem uma só e mesma ação, de uma intensidade máxima e de uma
duração breve ou muito breve. (FAUCONNIER, 1978 in TUBINO & MOREIRA, 2003:
pg.184). Simplificando, BARBANTI (1979) diz que a velocidade é uma característica
neuromuscular, que está presente em todas as situações nos vários esportes. Popularmente,
diz-se que a velocidade é uma capacidade de realizar um movimento o mais rápido possível.
TUBINO (1979) in FERNANDES (1981) fala que a velocidade é dividida em
velocidade de reação, velocidade de deslocamento e velocidade dos membros.
TUBINO (1984) in VIANNA (2013), também diz que o tempo de reação, também
chamado de velocidade de reação, é a velocidade com a qual uma pessoa responde a um
estímulo. A velocidade de reação diz respeito a todas as formas de movimento já que ela é a
capacidade de reagir a um estímulo, um reflexo, no menor tempo possível. É uma qualidade
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física muito importante para velocistas de um modo geral (e também para atletas do atletismo
e natação, para goleiros, lutadores, jogadores de vôlei, etc.).
Outro exemplo de velocidade segundo TUBINO (1979) é a velocidade de
deslocamento, que é a capacidade máxima de um indivíduo deslocar-se de um ponto para
outro, sendo importantíssimo nos esportes onde há um uso excessivo de corridas, como
Atletismo.
TUBINO (1979) novamente diz que o terceiro tipo de velocidade, a velocidade de
movimento dos membros, é como o próprio nome já diz, este tipo de velocidade representa a
habilidade de mover os braços e as pernas o mais rápido possível.

3. Capacidades Físicas relacionadas ao ambiente escolar


De acordo com FARIAS et al (2009), a prática de atividades físicas regular e a
manutenção de níveis adequados de aptidão física têm sido reconhecidas por seus efeitos
positivos à saúde, sendo possível relacionar a prevenção de doenças cardiovasculares,
obesidade, diabetes, osteoporose, entre outras, com a importância dada a essas praticas
durante a fase escolar. Os componentes da aptidão física correlacionados à saúde procuram
abrigar atributos biológicos que possam oferecer alguma proteção ao aparecimento e ao
desenvolvimento de distúrbios orgânicos induzidos por comprometimento da condição
funcional; destacando entre eles, a capacidade cardiorrespiratória, força/resistência muscular e
flexibilidade. Com aumento do sedentarismo e diminuição dos níveis de atividade física em
crianças e adolescentes na fase escolar, a aptidão física se converteu em motivo de grande
interesse para os profissionais na área de saúde. GRECO &BENDA in PELOZIN (2009)
dizem que, as atividades físicas infantis têm sido consideravelmente reduzidas pela nossa
sociedade, que encontra-se mais preocupada com a segurança física e patrimonial, assim
como pelas instituições educativas, que têm aumentado cada vez mais a carga horária das
disciplinas teóricas, diminuindo, conseqüentemente, o tempo destinado às práticas esportivo-
motoras.
Segundo SILVA e MALINA; STRONG; TELEMA et al in BORTONI &
BOJIKIAN(2007), a atividade física tem sido cada vez mais indicada para a melhoria de
saúde e de qualidade de vida e apresenta bons efeitos nos níveis de saúde de crianças e
adolescentes. Tratando-se desse tipo de público, a atividade física pode propiciar
desenvolvimento da massa magra, reduzindo o depósito de gordura, modificando assim os
parâmetros da composição corporal. Além disso, quando praticada na adolescência com
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intensidade regular, apresenta uma correspondente redução dos níveis de risco relacionados
aos fatores de cardíacos, que prossegue até a idade adulta. O exercício físico proporciona
forças mecânicas de compressão, estimulando assim a deposição de minerais e a ação
osteoblástica, aumentando o diâmetro dos ossos e sua densidade. Mas também, alguns autores
(MAFFULLI et al; GUEDES et al in BORTONI & BOJIKIAN, 2007), falam que existem
evidências de que o treinamento físico em excesso tem efeito adverso sobre o crescimento,
podendo levar a lesões por repetições de um mesmo movimento por dias, semanas e anos. No
sexo feminino o treinamento físico intenso pode atrasar a menarca ou tornar o ciclo menstrual
irregular, e até mesmo gerar amenorréia. Isso pode ocorrer dependendo da modalidade, da
atividade ou do tipo de treinamento. Alguns atletas de esportes competitivos apresentam baixo
percentual de gordura, e essa falta de reserva adiposa leva a um baixo nível de leptina, não
permitindo que o eixo hipotálamo-hipófise-gônadas seja ativado, induzindo assim um atraso
no crescimento e no pico de estirão do crescimento. Um quadro oposto acontece no sexo
masculino, que com a participação de atividades físicas intensas, poderá levar à antecipação
da puberdade, favorecendo a participação em diversos esportes.
Podemos analisar através das citações de alguns autores, que as atividades físicas para
crianças nas escolas são benéficas, ajudando a melhorar suas capacidades físicas mais comuns
e desenvolvendo suas capacidades físicas ainda inexploradas. Porém, este êxito só será
alcançado através de uma boa orientação de um profissional de Educação Física, evitando
complicações, aqui já mencionadas, em um futuro próximo.
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OBJETIVO

O presente estudo tem como objetivo analisar o IMC (Índice de Massa Corpórea) e as
capacidades físicas, de agilidade, força, flexibilidade e velocidade, dos alunos de 7 a 10 anos
de idade, da escola municipal de Iepê João Antônio Rodrigues, verificar o grau de
desempenho de cada aluno, de acordo com os parâmetros do Projeto Esporte Brasil
(PROESP), e que os resultados obtidos, oriente alunos, pais e professores dos mesmos, a
buscar um melhor desenvolvimento corporal, que proporcione uma melhora na qualidade de
vida momentaneamente e futuramente, e em decorrência ajude a sociedade ter hábitos
saudáveis.
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JUSTIFICATIVA

A escola tem grande influência na vida de uma criança e é neste ambiente que ela
começa o processo de desenvolvimento motor, a atividade física é um fator muito importante
para este desenvolvimento, além de auxiliar na prevenção de muitas doenças. Observando que
a escola pode transmitir saberes e comportamentos necessários para vida de uma criança,
acreditamos que é de relevante importância verificar o desempenho dos alunos através da
avaliação das capacidades físicas, com testes de força, flexibilidade, velocidade, agilidade e
também verificar seu IMC (Índice de Massa Corpórea) acreditamos também que estas
avaliações, poderam auxiliar na elaboração de estratégias pedagógicas. Após este estudo
então, espera-se que se torne mais viável e possível aos profissionais de educação física
introduzir no projeto pedagógico escolar programas de incentivos que aprimorem as
capacidades físicas e motoras dos alunos, melhorando o desempenho motor destas crianças
durante as aulas de educação física, proporcionando a elas uma melhor qualidade de vida no
momento e futuramente quando adulto.
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METODOLOGIA

1. Orientações sobre o desenvolvimento do trabalho.


Consistiu em colóquios com o orientador do trabalho para direcionamento das atividades
desenvolvidas.
2. Pesquisas bibliográficas.
Consistiu em pesquisas em livros, revistas e sites para a sustentação teórica do trabalho.
3. Trabalho de campo
Participaram do estudo 211 crianças de ambos os sexos entre as idades de sete e dez anos,
estudantes na EMEIF (Escola Municipal de Ensino Fundamental) João Antônio Rodrigues,
Iepê/SP. O presente estudo foi aprovado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisas -
CONEP. Os procedimentos respeitaram as normas estabelecidas pelo Conselho Nacional da
Saúde (Resolução 196/96) envolvendo pesquisas com seres humanos, sendo parte de um
projeto maior aprovado pelo comitê de ética da cidade de São Paulo conforme anexo I, sendo
que as avaliações já estavam previstas dentro do projeto pedagógico da disciplina de
Educação física e foram realizadas sob acompanhamento das professoras responsáveis pelas
salas avaliadas.
Os testes foram aplicados na quadra poliesportiva da EMEIF (Escola Municipal de
Ensino Infantil Fundamental) no período da manha das 07h20min as12h00min, tarde das
13h00min as17h30min. Após um breve aquecimento, os testes foram aplicados de forma
sequencial, partindo por inicio a aferição corporal peso (kg) e altura (m), para a definição do
IMC (Índice de Massa Corpórea), posteriormente foram aplicados os testes de capacidades
físicas na seguinte ordem: Teste de força (salto horizontal), teste de flexibilidade (sentar e
alcançar), velocidade (corrida de 20 metros) e por fim teste de agilidade (teste do quadrado).
Os testes e os resultados foram obtidos e comparados de acordo com as prescrições e tabelas
normativas de critérios de referencia, sugeridos pelo Projeto Esporte Brasil (PROESP-BR,
2009), (Anexo I, II, III, IV, V).

Testes:
 Massa corporal e altura:
Foi utilizada uma balança (Filizola) possuindo estadiômetrointegrado com precisão de 0,1
cm e com capacidade para 180 Kg e precisão de 0,1 Kg, onde as crianças permaneciam
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em pé de frente para o avaliador, descalças, com o uniforme escolar (bermuda e camisa de


manga curta), até o termino da mensuração. Posteriormente em posse dos dados, era
classificado o IMC (Índice de Massa Corpórea) calculado através da divisão da massa
corporal (peso em Kg) pela estatura (altura em metros) elevada ao quadrado, (IMC = Peso
(Kg)/ Altura (metros)²).

 Teste de força: Salto Horizontal:


Com uma trena e uma linha traçada ao solo, a trena foi fixada ao solo,
perpendicularmente à linha, ficando o ponto zero sobre a mesma. O aluno colocava-se
atrás da linha, com os pés paralelos, ligeiramente afastados, joelhos semiflexionados,
tronco ligeiramente projetado à frente. Ao sinal o aluno saltava a maior distância
possível. Foram realizadas duas tentativas, registrando-se o melhor resultado. A
distancia do salto foi registrada em centímetros, com uma casa decimal, a partir da
linha traçada no solo até o calcanhar mais próximo desta.

 Teste de flexibilidade: Saltar e alcançar sem banco de wells


O teste foi realizado com a criança sentada no solo, com as pernas estendidas a frente
do corpo, com os pés separados a trinta centímetros (30 cm) de distância um do outro,
mãos sobrepostas. Os calcanhares, descalços, foram posicionados atrás de uma linha
fixada no solo a 38,1 cm do ponto zero da trena. Esta marcação foi determinada com
uma trena (Classic Tools, Brasil) fixada ao solo que ficava posicionada entre as pernas
da criança. Com as pontas dos dedos das mãos, a criança tocava a trena o mais distante
possível, sem alterar a posição das pernas. Durante o teste, o avaliador à frente da
criança segurava seus joelhos. O desempenho no teste foi à maior distância alcançada,
após duas tentativas, pela ponta dos dedos da criança ao longo do comprimento da
trena, contada a partir do ponto zero.

 Teste de velocidade:
Com a posse de um cronômetro (Casio, Brasil). Foi demarcada uma pista de 20 metros
com três linhas paralelas no solo da seguinte forma: a primeira (linha de partida); a
segunda, distante 20m da primeira (linha de cronometragem) e a terceira linha,
marcada a um metro da segunda (linha de chegada). A terceira linha serve como
referência de chegada para o aluno na tentativa de evitar que ele inicie a desaceleração
20

antes de cruzar a linha de cronometragem. Dois cones para a sinalização da primeira e


terceira linhas.
O avaliado partia da posição de pé, com um pé avançado à frente imediatamente atrás
da primeira linha e sendo informado que deverá cruzar a terceira linha o mais rápido
possível. Ao sinal do avaliador, o avaliado se deslocava o mais rápido possível, em
direção à linha de chegada. O cronômetro era acionado no momento em que o
avaliado deva o primeiro passo (tocar ao solo), ultrapassando a linha de partida. O
cronometro só era parado quando o aluno cruzava a segunda linha (20 metros). O
tempo de percurso era registrado em segundos e centésimos de segundos.

 Teste de agilidade:
Foi utilizado um cronômetro, e desenhado um quadrado em solo com 4m de lado,
onde 4 cones de 50 cm de altura formavam suas bases. O aluno partirá da posição de
pé, com um pé avançado à frente imediatamente atrás da linha de partida. Ao sinal do
avaliador, o aluno se deslocava até o próximo cone em direção diagonal. Na
sequência, corre em direção ao cone à sua esquerda e depois se desloca para o cone em
diagonal (atravessa o quadrado em diagonal). Finalmente, corre em direção ao último
cone, que corresponde ao ponto de partida. O aluno deverá tocar com uma das mãos
cada um dos cones que demarcam o percurso. O cronômetro deverá ser acionado pelo
avaliador no momento em que o avaliado realizar o primeiro passo tocando com o pé o
interior do quadrado. Serão realizadas duas tentativas, sendo registrado o melhor
tempo de execução. O tempo de percurso era registrado em segundos e centésimos de
segundos.

4. Elaboração de relatórios.
Consistiu nas anotações e produções de textos, relatando tudo o que foi feito no decorrer do
trabalho.
5. Confecção do trabalho final.
Consistiu na organização do material produzido para a montagem da monografia.
21

RESULTADOS

Os resultados obtidos nas avaliações de composição corporal (TABELA I) e capacidades


físicas (TABELA II, III) serão apresentados sem distinção de sexo, com o objetivo de indicar
as classificações de acordo com as tabelas provisórias proposta pelo Projeto Esporte Brasil
(PROESP, 2009).
A tabela I mostra a distribuição da composição corporal, aonde podemos observar que grande
parte esta dentro da normalidade, de acordo com o IMC (Índice de Massa Corpórea).
Considerando que os valores abaixo do ponto de corte são considerados dentro da
normalidade, onde aqueles que estão acima fazem parte do grupo de risco, conforme tabela
relativa da PROESP (anexo I).
Os resultados obtidos nas avaliações de desempenho dos testes de capacidades físicas
mostram que, quanto à força, os alunos tiveram sua maior porcentagem de desempenho
classificados no nível FRACO (TABELA II). Tratando-se de velocidade, os resultados
obtidos demonstram que grande parte dos alunos apresentaram seu desempenho classificados
entre FRACO e RAZOÁVEL, e menos da metade se classificam entre BOM e MUITO BOM
(TABELA II). Quanto à agilidade os resultados se mostraram equilibrados, havendo a
classificação entre FRACO, RAZOÁVEL, BOM, MUITO BOM, com diferenças mínimas
(TABELA II). Quanto à flexibilidade apenas a minoria se classificaram FORA DA
NORMALIDADE (tabela III). Considerando os valores a partir do ponto de corte. (Anexo II)

Tabela I
Distribuição da composição corporal
Alunos estudados
N° %
Normalidade 149 70,95
Risco 61 29,05
Total 210 100
*Valores numéricos e percentuais da amostra, classificados de acordo com a tabela proposta
pelo PROESP-BR em relação aptidão física.
22

Tabela II
Desempenho das capacidades físicas
Variáveis Fraco Razoável Bom Muito bom Excelencia
N N N N N
% % % % %
153 24 22 11 0
Força 72,85 11,43 10,48 5,24 0
94 40 33 36 7
Velocidade 44,76 19,05 15,71 17,14 3,33
45 52 55 56 2
Agilidade 21,43 24,76 26,19 26,67 0,95
* Valores numéricos e percentuais da amostra, classificados de acordo com a tabela proposta
pelo PROESP-BR em relação aptidão física.

Tabela III
Desempenho de flexibilidade
N° %
Normalidade 170 80,95
Fora da normalidade 40 19,05
Total 210 100
* Valores numéricos e percentuais da amostra, classificados de acordo com a tabela proposta
pelo PROESP-BR em relação aptidão física.
23

Discussão

A avaliação da composição corporal segundo Robergs & Roberts (2002), geralmente


se realiza para determinar e monitorar a saúde e o estado de condicionamento físico de um
indivíduo. O IMC (Índice de Massa Corpórea) avaliado neste trabalho teve intenção, além de
apontar, as crianças com sobrepeso ou obesidade, a quantidade de crianças que ficarão
expostas ao risco de desenvolver doenças decorrentes da obesidade como, doenças do
coração, diabetes, hipertensão, câncer entre outros problemas. De acordo com os dados
obtidos na avaliação de composição corporal, na qual foi feita a aferição pelo IMC (Índice de
Massa Corpórea), a grande maioria dos alunos, 70,95%, esteve classificado dentro da
normalidade. Porém, os professores precisam estar atentos com estes alunos evitando que não
entrem no grupo de risco, e também para aqueles que estão fora da normalidade, criando
estratégias pedagógicas que façam com que entrem no grupo de normalidade, sendo
orientados e trabalhados afim de que tenham uma boa qualidade de vida.

Quanto às capacidades físicas, a flexibilidade se mostrou satisfatória com 80,95% dos


alunos dentro da normalidade, sendo este um dado importante, pois a flexibilidade é
considerada um componente essencial relacionado a saúde e ao desempenho, podendo ser
melhorada com sua prática. Segundo Rassilan & Guerra (2006), a flexibilidade se apresenta
como a única capacidade física que atinge o auge na infância, podendo piorar caso não seja
devidamente trabalhada. Concordam ainda Araújo & Dantas in Badaro, Silva & Beche
(2007), que a flexibilidade é necessária para a perfeita execução de atividades físicas,
minimizando assim o risco de provocar lesões, ressaltando que ela é necessária e essencial
para o desenvolvimento de atividades da vida diária, proporcionando ao individuo maior
liberdade e movimentos mais harmônicos.
Os principais resultados discutidos neste estudo foram os obtidos nos testes de força e
velocidade, eles evidenciaram que a maioria dos alunos, estava abaixo dos níveis ideais.
Apesar de a agilidade se mostrar em níveis ideais, pois, 53,81% ficou entre BOM, MUITO
BOM E EXCELENCIA, essa amostra se encontrou próximo dos resultados insatisfatórios,
que foram 46,19%, classificando-se entre FRACO E RAZOÁVEL (TABELAII). Nas
capacidades força e velocidade devemos ter certa atenção, pois a maioria dos alunos
analisados foi classificada abaixo dos índices desejados, sendo que na capacidade força
84,28% dos alunos ficaram entre FRACO e RAZOÁVEL, e na capacidade velocidade
63,81% também obtiveram essa classificação(TABELA II). Um dos meios para que possamos
alavancar estes alunos a níveis ideais, quanto a força, segundo Tolledo (2010), é treinando
24

enquanto criança, podendo assim trazer inúmeros benefícios. Sobre estes benefícios, Kraemer
e Fleck in Tolledo (2010), concluíram que o risco de lesão pelo treinamento de força e
resistência é muito baixo, podendo inclusive oferecer alguma proteção contra as lesões,
fortalecendo os músculos que cruzam uma articulação. Do mesmo modo, a média nos testes
de velocidade também não obteve níveis satisfatórios, apontando 63,81% dos avaliados entre
FRACO e RAZOÁVEL (TABELA II). Segundo Matsudoet al in Lucca& Guerra (2006),
embora a velocidade seja uma aptidão relacionada à prática esportiva, é importante salientar
que esta capacidade se faz necessária, para a vida diária de pessoas comuns. Embora não
sejam atletas, necessitam, eventualmente, de respostas motoras rápidas a ações inesperadas. A
velocidade de reação é importante na realização das urgências do dia-a-dia, propiciando uma
resposta corporal adequada para situações de emergência como a perda súbita de equilíbrio.
Embora o teste de agilidade tenha sido positivo, a margem de alunos com níveis
insatisfatórios foi alta, 46,19%, o que é um risco. Agilidade segundo Osness et al (1990, P. 4)
envolve uma atividade total do corpo, com movimentos distintos. Para alcançar um bom nível
de agilidade, é necessário trabalhar outras capacidades físicas como força, flexibilidade e
velocidade (Barbanti, 1997, p. 51-53; Rocha, 1995, p. 107). Gallahue (2003), afirma que a
agilidade melhora com o passar do tempo e com o amadurecimento, dependendo do nível de
desenvolvimento e de experiências vividas pelo indivíduo. Dessa forma, a Educação Física
em especifico é uma disciplina indispensável e responsável para o amadurecimento e
desempenho de tais capacidades, sendo de responsabilidade do professor de Educação Física
trabalhar e desenvolver de forma a atender as necessidades de cada aluno, respeitando a
individualidade de cada um, aprimorando suas capacidades físicas e motoras, não só durante
as aulas, mas incentivando os alunos a procurarem alguma atividade física fora do âmbito
escolar, para que o processo de desenvolvimento continue sempre prosseguindo com sucesso.
25

CONCLUSÃO

De acordo com os objetivos do nosso estudo, análises e discussões dos resultados


obtidos, podemos concluir que, dentre os aspectos avaliados em nosso trabalho, o IMC
(Índice de Massa Corpórea) e o teste de flexibilidade apresentaram resultados dentro da faixa
de normalidade, quanto aos resultados das capacidades de força e velocidade os resultados
ficaram entre RAZOÁVEL e FRACO, e por fim o teste de agilidade mostra resultados
equilibrados, exibindo as classificações entre FRACO, RAZOÁVEL, BOM, MUITO BOM.
Todos os resultados obtidos estão em conformidade com a tabela da PROESP (2006).
Trabalhos futuros podem evidenciar a concomitância entre IMC fora da normalidade e
capacidades avaliadas classificadas como RAZOÁVEL e FRACO, e ainda buscar relação
destes dados através dos resultados obtidos.
26

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30

 WEINECK J. Treinamento ideal. 9 ed. São Paulo: Manole, 1999.


31

ANEXOS

Tabelas utilizadas para descrição dos resultados, de acordo com:

I - Índice de Massa Corporal (IMC)

Consideram-se valores abaixo dos pontos de corte como parâmetros de normalidade. Os


valores superiores aos pontos de corte configuram-se como indicadores de risco à presença de
níveis elevados de colesterol e pressão arterial, além da provável ocorrência de obesidade.

II - Teste de flexibilidade (sentar-e-alcançar sem Banco de Wells)

Consideram-se os valores abaixo dos pontos de corte como indicadores de risco à ocorrência
de desvios posturais e queixa de dores nas costas. Os valores acima dos pontos de corte são
considerados com níveis desejados de ApRS.
32

III - Força explosiva de membros inferiores (salto em distância)


33

IV - Teste de Agilidade (teste do quadrado)


34

V - Teste de Velocidade (corrida de 20m)

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