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BONSAI

Arte e Natureza
RAÍZES E SEU USO EM ESTILOS
Eusebio Chellini Riera
Venezuela
.
.
Raízes Aéreas (NE-KUKI)
As raízes aéreas são as que nascem de
troncos e ramos que, por se tratar de
nascerem de tecido adulto, chamam-se
também de adventícias. (Fig. Nº. 1). Estas
raízes não devem ser consideradas como
um estilo de Bonsai, senão parte de
outros.

Embora haja outras, a família dos Fícus é


na que mais facilmente vemos este Figura N° 1
crescimento. Também há muitas plantas
que nos mostram o “dorso” de suas velhas
raízes na superfície e que também, por
lhes considerar superficiais, que nascem
do tronco principal, são desenvolvidas
adventícias.

Este tipo de raízes se faz de grande


importância na arte do bonsai porque são
as que nos ajudam a dar essa impressão de
velhice que é necessária para conseguir
que as plantas jovens que trabalhamos
Figura N° 2
tenham mais personalidade em menor
tempo. Esta é uma das razões porque que
sempre buscamos as raízes mais fortes
antes de desenhar uma planta em seu
recipiente de viveiro. (Figs. Nº.2 e Nº.3).
Raízes superficiais (NEBARI).

Toda pessoa que se considera um bom Figura N° 3


bonsaísta, deve observar a natureza e
notará que a mesma espécie se comporta
de formas diferentes segundo o clima e
seu hábitat. Os Fícus, que em clima de
cidade dificilmente desenvolvem raízes
aéreas, em climas próximos ao mar, ou de
muita umidade, desenvolvem essas raízes
com uma grande facilidade. Aqui
indicaremos como se podem desenvolver,
treinar e dirigir essas raízes se não tiverem

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já ancoradas e em desenvolvimento ou
adultas por colheita.
A árvore será semeada em um pote que
seja maior que o tamanho de sua copa
(Fig. Nº.4) para permitir o crescimento
vertical das raízes aéreas por nascer.
Para raízes superficiais, colocaremos
pedacinhos de cortiça ou cascas de
árvore, chegando ao duramem, onde
criamos necessário e algo por debaixo
do nível do colo.
Aplicaremos hormônio enraizador e
cobriremos novamente com terra,
subindo seu nível se for necessário (Fig.
Nº.5). Figura N° 4
Se possível colocará o pote dentro de
outro recipiente que possa contê-lo e o
que em seu fundo? Colocam-se pedras,
ladrilhos ou outro, para manter um nível
de água de uns 3 a 5 cm de
profundidade, sem que tenha contato
com a terra da árvore. Se este segundo
recipiente for muito alto podem ser
feitos buracos de drenagem na altura
necessária para que a água não passe
desse nível com a rega (Fig. Nº.4).

Faz-se uma capa cilíndrica, que pode ser


de malha ou bolsa plástica cinza ou Figura N° 5
preta, bloqueando a entrada do sol a
todo o conjunto, da borda superior do
recipiente inferior até tocar as folhas
mais baixas da copa. Colocar-se-á tudo
em lugar bastante sombreado e se
adubará pouco, sem poda em nenhum
momento para que a crescente copa peça
mais e mais raízes aos ramos baixos. Figura N° 6
Recomendamos a rega por uma colher
cheia de Sal de Figueira por litro de
água em forma de chuva cada 30 dias.
Não recomendamos o uso de vitamina B
quelatada porque ajudaria no
desenvolvimento das raízes cobertas
pelo substrato e poderia fazer
desnecessária uma maior quantidade de
raízes aéreas. Onde se encontram
pedacinhos de cortiça debaixo do colo,
haverão nascido raízes que se deixaram
desenvolver em seu próprio meio (Fig.
Nº.6).

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Em uns meses, dependendo da espécie,
de seu hábitat e de sua relação, já
começam a nascer as raízes aéreas.
Quando estas têm uns 15 cm de
comprimento, ou já estão perto do solo,
retira-se a malha e, com extremo cuidado
correm as nascentes raizinhas por um ou
mais canudinhos ancorando estes no
ponto da superfície do solo em que se
deseja que se fixem as raizinhas.
Talvez se tenha mais fácil este processo
se se cortam os canudinhos a todo seu Figura N°7
comprimento ou parte de um extremo .
para pegar a ponta e ajudar conduzindo-a .
um pouco, isto facilita a introduzir uma .
ponta do seguinte canudinho se este for
necessário, e assim até ancorar uns 2 cm
no substrato. Enquanto se colocam ou
igualam os canudinhos se deve cuidar
muito bem para não causar danos à raiz
no ponto de nascimento. Se o ponto se
romper, siga com o processo que as
probabilidades são de que retorne e
continue seu crescimento.

Quanto mais canudinhos sejam


necessários usar, significa que funcionou
bem o que fizemos.
Por ser a verticalidade a direção mais
lógica, necessita-se que o recipiente Figura N°8
tenha o tamanho suficiente para receber
as raízes, o qual se deve prever desde um
princípio como já temos dito. Os
canudinhos se retiram contando-os aos
longo, com cuidado de não cortar a raiz.
O inconveniente de fazer isto desde o
princípio se deve a que, a cada
movimento descuidado, as raizinhas
saem dos canudinhos podendo se romper
(Fig. Nº.8).
É neste momento no que se desenvolvem
as raízes que podem haver nascido juntas
sobre si mesmas ou sobre ramos ou
troncos e se dirigem e/ou eliminam as
que se desejem, ainda que se deve tratar
de conservar a maioria. Evitam-se as
curvas fortes na parte superior de cada
raiz; se isto não se pode fazer, pegue a

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curva ao ramo e, ao comprido, estas se
soldarão dissimulando a curva.

A árvore deve voltar a ser como estava para seu


treinamento, coberto, em sombra e com os
canudinhos bem fixos à superfície e a seu
extremo superior.

Se nasceram raízes suficientes pegadas ao


tronco, o qual poderia conseguir fazendo
alguns pequenos cortes ou linhas nele,
conseguiremos um efeito de engrossamento e
envelhecimento do mesmo que é muito
positivo, mas não imediato. A isso também se
pode chegar puyando o tronco e o cobrindo
com terra. É possível pensar que uma planta
obtida assim pode ser considerada Estilo Raízes
em Tronco (Figs. Nº.9 e Nº.10).
Figura N° 9
Se não tivermos um recipiente que for
suficientemente grande para colocar o pote da
árvore, podemos rodear esse pote com
recipientes cheios de água e será rodeado, o
conjunto, da mesma maneira, com plástico
preto ou malha, chegando também até as
primeiras folhas da folhagem.

Nos seguintes estilos que trataremos não


somente não se pode negar a possibilidade de
raízes aéreas, porém que, algumas delas, em
efeito o são, inclusive estando apoiadas, sendo
também adventícias. Figura N° 10

Raízes em Tronco (NEAGARI)

Árvores que crescem em quebradas ou


barrancos podem muito facilmente perder a
terra que cobre suas raízes expondo estas ao
meio ambiente, trocando sua suave textura de Figura N° 11
raiz protegida por uma textura áspera com
grãos parecidos ou iguais aos de seu próprio
tronco (Fig. Nº.11).

Estas raízes se convertem então no sustento


exterior da planta as fazendo ás vezes de seu
tronco. Aqui nasce o Estilo Neagari ou Raízes

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em Tronco, passando o colo da planta a
converter-se no colo aéreo.
Este processo não é fácil, porque as raízes
devem está o suficientemente maduras para que
possa sustentar a árvore e que possa resistir a
novos embates da natureza sem cair prostrado
ou sobre um de seus lados.

O Bonsai, hoje é um estilo de pouco atrativo,


ou melhor, em desuso, e isto pode acontecer
por ser um estilo que, se não é recolhido na
natureza, se faz longa e tediosa sua criação. A
planta deve ser treinada em um recipiente
estreito e muito profundo, redondo ou Figura N° 12
quadrado, e ao passo que se podem ir
eliminando sessões superiores sem causar
danos ao restante (Figs. Nº.12 e Nº.13). A terra
deve ter grande porcentagem de areia grossa e
as raízes crescerão buscando a maior umidade
que estará no fundo. O não cruzamento de
raízes será melhor com os troncos do Estilo
Redondo e não com o estrito Estilo Bosque,
quer dizer, um permitirá que outro cruze, e
estes não são esteticamente negativos.

Estes recipientes terão que ser embutidos em si


mesmo, por suas características especiais em
madeira, plástico ou até da mesma malha Figura N° 13
plástica usando sua própria imaginação e
engenho.

Se for redondo, poderá unir vários aros


apertados, um em cima do outro,
suficientemente grandes para que passe pela
parte superior da planta, sustentados com teipes
enquanto se embutem; logo depois de chegar
com terra, colocam-se 3 ou 4 ripas separadas a
distâncias pareadas para cercar-los apertando
os aros (Figs. Nº.14 e Nº.15). Ao fundo pode
colar a malha que sustentará as pedrinhas de Figura N° 14
drenagem e, se baixarmos as pontas das tipas,
estas servirão de pés, que também poderão
cravar-se a outro recipiente que se ocuparia de
sua sustentação e drenagem.

Figura N° 15

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No momento adequado se começará a tirar os
aros um por um retirando-os por cima.

Se for quadrado, pode-se embutir em madeira


com quatro ripas quadradas aos que se fixaram
com pregos ou parafusos, tiras de madeira
apertadas, que logo poderá ser retirada a
medida que se queira. A drenagem se pode
também embutir com ripas que sustentarão a
necessária malha de drenagem. Como em todo
recipiente de Bonsai, é recomendado que tenha
pernas para não criar umidade demais no
fundo, que poderia ser uma fonte de insetos e
doenças. Tem a vantagem de se poder usar em
uma planta maior por não ter que deslizar por
cima para retirar (Figs. Nº. 16 e Nº.17). Se se
tratará de uma planta muito pequena, poderá
usar potes de Cascata que não será necessário
quebrar.

Usando árvores de boas raízes como os Fícus,


as Coníferas, Serisas, Schifleras e outras de
similar crescimento radicular, a árvore será Figura N° 16
plantada estendendo de forma vertical e com .
muito cuidado as raízes presentes. Aos dois .
meses de plantada se poderá começar a usar .
adubos que melhor beneficiem às raízes por seu
conteúdo de fósforo e potássio, ainda que o uso
de nitrogênio também traga benefício indireto
das raízes por acelerar o crescimento da árvore
e sua produção de folhas, que pedirão mais e
melhores raízes. O adubo cuidadoso, mas
freqüente, acelerará o processo. Pode incluir-se
aqui a vitamina B quelatada.

Tendo em conta que todo Bonsai em


treinamento tem seu desenvolvimento
dependente dos elementos externos que o
rodeiam e que podem influir nele, como eles:
sol, vento, recipiente, substrato, rega,
drenagem, inseticidas, fertilizantes, e até o
caráter do bonsaísta que o treina, deve-se Figura N° 17
esperar não menos de seis meses antes de
começar a descobrir a parte superior das raízes;
isto se tem eliminando a parte mais alta do
recipiente, logo que houver escavado
levemente um pouco para assegurar-se de que
já seja tempo para começar a expor as raízes ao
meio ambiente e começar sua arborização.

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Se preferir começar o processo com raízes já
vigorosas, estas poderão ser cercadas para
dirigi-las na direção que se deseje, mas com o
cuidado de deixar o arame bem frouxo para
não arriscar uma marca durante seu
crescimento enquanto estão cobertas de terra.
No caso de que o Neagari seja por coleta, já
com raízes expostas, estas poderão ser
cercadas com algo frouxo e levadas à posição
desejada; neste caso as raízes serão mais
irregulares que se fizermos nós mesmos todo
o processo, pelo que se poderão dobrar raízes
na forma mais caprichosa que aumentam o
interesse e a beleza deste estilo.

Pela experiência e estética as raízes não


deverão ter um número menor de três, sempre
ímpares mantendo as linhas artísticas e
milenares do Bonsai, sendo preferível um
maior número de raízes pivotantes definidas e
se usarão as raízes adventícias que nascem
perto do colo permitindo o crescimento de
raizinhas somente para sua ajuda no
engrossamento das raízes que ficarão ao final.
As raizinhas ou pêlos absorventes estarão no
substrato no recipiente de Bonsai escolhido
desde onde dará o sustento e sustentarão a Figura N° 18
Árvore Bonsai.

A longitude das raízes poderiam ter como


base 1 vez a 2 ½ vezes a altura da árvore
desde seu colo natural ao seu ápice. Não há
regras para o estilo para a parte superior do
Neagari, (Fig. Nº.18), mas é recomendável
que se usem o Aparaguado, a Semi-cascata ou
a Cascata ou algum estilo que dê melhor
liberdade mas que não seja Bunjin por que
craria um choque de 2 estilos fortemente
definidos em cujo caso privaria o estilo de
maior peso estético como o é o Bunjin,
deixando de ser Neagari para ser Nunjin
Neagari. Sua frente será aquela onde se
combina melhor a vista das raívez com o
desenho superior.

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Raízes Retorcidas

Estas plantas se tratam como no estilo raízes


em Tronco, com a diferença de que necessitam
raízes muito mais adultas para obter um melhor
resultado, embora o treinamento siga sendo
longo e cheio de paciência.

Estas raízes se contorceram sobre si mesmas de


maneira exagerada e não uniforme para
conquistar um resultado de grande impacto
que, com o tempo, não existirá diferença entre
o tronco inicial e as raízes, convertendo-se em
colo o contato das raízes com a superfície do
solo (Fig. Nº.19).

Para este estilo, também de bem pouco uso e


aceitação por sua dificuldade e por sentir que é
danoso à planta, se começa, em geral com
estilos mais livres em sua “coroa” para evitar Figura N° 19
conflito com a força que representam as raízes
retorcidas. Sua frente será escolhida
respeitando as regras do desenho como
balanço, proporção e volume, embora como em
todo Bonsai, se terão cuidado de seus outros
lados. O recipiente mais adequado para este
estilo é o de semi-cascata.

Sua forma de treinamento será a


mesma usada para o Estilo Tronco
Retorcido (BANKAN) com a única
diferença que neste se faz o
treinamento no tronco e nas raízes.
Chegando a condições extremas,
poderia dizer que é possível, mas não
conhecemos isto, os dois estilos em
uma só planta ou Estilo Tronco e
Raízes Retorcidas, o qual chocaria Figura N° 20
ainda mais, pelo dano que se faz, com
a conhecida atitude de respeito e amor
pela natureza que deve ter todo
bonsaísta (Fig. Nº.20).

No treinamento deste estilo se usam


arames grossos que se colocam muito
apertados com o fim explícito de
retorcer mais fácil e deixar cravar para

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que fiquem marcas profundas.
Arrancar-se-á o arame para cercar
novamente, na mesma direção, onde
não está marcado e repetir uma e outra
vez o processo até chegar ao resultado
que se deseja.

Raízes sobre Rocha


(SEKIJOJU)

As rochas sãs muito apreciadas pelas


velhas civilizações orientais onde
montanhas rochosas, rochas de todos
os tamanhos, riachos rochosos com
seus temas mais apreciados artística e
filosoficamente até chegar ao Suiseki,
Arte Contemplativa de Pedras e
Rochas. Este apreço tem raízes muito
longas no tempo, formando parte de
uma das artes mais longínquas do
homem moderno, como o é a Arte da
Jardinagem e que não se conhece seu
início com exatidão.

Este apreço e respeito levam ao estilo Raízes


sobre Rocha que representa árvores agarradas
firmemente a rochas por suas raízes
descobertas, alimentando-se somente pelas
raizinhas que se desenvolvem abaixo da
superfície nas pontas das raízes (Fig. Nº21).
No Bonsai, embora o consideremos algo
difícil na natureza, podem se usar várias
Árvores sobre a mesma pedra (Fig. Nº22).
Figura N° 21
Estas raízes que se agarram abraçando a rocha
.
ou rochas se fazem mais firmes com o tempo
.
e, praticamente, convertem-se em troncos por
sua textura e fortaleza. Diferenciam-se das do
estilo Raízes em Tronco e Raízes Retorcidas
porque estás não têm uma pedra entre elas
que, pela escala no Bonsai, convertem-se em
rocha.

Sua extensão será como no estilo Raízes no


Tronco: 1 vez a altura da árvore de seu colo
até seu ápice até 2 ½ vezes a mesma,

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agregando às margens permitidas pela
natureza a margem que pode pedir pela
situação da planta sobre a rocha, as fendas,
rachaduras e protuberâncias da mesma rocha.
Não devem mostrar simetria e, no seu
caminho ao substrato, deverá seguir todas as
saliências e reentrâncias da superfície da
rocha para dar essa impressão de permanência
tão necessária no bom Bonsai. A pedra deve
ser de consistência dura para que a enorme
pressão exercida pelas raízes não a destrua,
com textura preferivelmente áspera e nunca
será de uma brancura que resista a pintura que Figura N° 22
lhe dará o meio ambiente e a rega freqüente.

Pensamos que deve ser impossível, ou pelo


menos muito pouco provável, que possamos
obter este estilo pelo recolhimento, mas,
apesar do tempo e a paciência necessária, é
bem fácil treinar-lo como Bonsai, usando
plantas de grande desenvolvimento radicular
como os Fícus, as Coníferas, Serisas,
Schifleras e outros que sejam também aptos
para se treinar como Bonsai. Também neste
estilo se eliminará a raiz pivotante.

O primeiro erro e o mais comum que se comete


é iniciar o treinamento com uma pedra muito
pequena para o crescimento da árvore. Quando
buscamos o resultado não encontraremos a
pedra porque as raízes desapareceram com ela
em seu crescimento (Fig. Nº23). Não se
exagera usando uma grande pedra, pois, no pior
dos casos, deixaremos crescer mais a planta do
que pensávamos em nossos planos iniciais.

O segundo erro é usar uma pedra branca que


nos incomodará a vista no futuro, ou muito lisa
Figura N° 23
ou arredondada. A pedra deve ter movimento,
presença e personalidade sem chegar a ser um
Suiseki. No entanto, há casos especiais em que
a pedra pode ser um Suiseki quando ambas
artes se combinam sem dominar uma a outra
como com uma pedra que tenha um aspecto
parecido a um cachorro ou uma ovelha que irá
ao lado de uma grande árvore que a cubra e ao
mesmo tempo estará fazendo uso de uma
grande área que lhe sobrava ao Suiseki e lhe
fazia perder sua qualidade. As rochas altas se
adaptam ao estilo semi-cascata e cascata.

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Para proceder, além do mais a planta, a pedra e
o recipiente adequado, necessitar-se-á um ou
mais do seguinte: pavio ou similar, gaze ou
similar, envolto plástico transparente, arame
grosso e fino, bahareque, malha plástica,
engrapadora, terra de Bonsai, varetas ou pedras
arredondadas, lama orgânica, teipe largo e o
que sua imaginação lhe indique para chegar ao
fim buscado.

O lodo orgânico se prepara com 50% de Musgo


Esfagnáceo ou de Nascimento, 25% de adubo
orgânico puro e 25% de areia muito grossa.
Esta mescla se amassa muito bem com água
não excessiva, extraindo todo o ar que tenha o
musgo. Converte-se em grande alimento para a
planta, protege muito bem as raízes e drena
convenientemente, mas pode se usar simples
bahareque rodeado de terra de Bonsai.
Quanto mais grossas as raízes, maior a rocha,
pela qual devemos iniciar com uma rocha com
assimetria, de textura bem áspera, de
consistência dura e mais que suficiente altura
ou amplitude para que tenhamos área suficiente
para o crescimento das raízes (Fig. Nº24).

São vários os métodos para obter este estilo,


mais que você possa imaginar:

Um é começar com uma planta que já tenha


raízes compridas com as que se rodearão
verticalmente a pedra, colocando a árvore no Figura N° 24
local adequado para cobrir com uma fina capa
de logo orgânico o que também pode fazer sem
ele e substituí-lo, ou não, com terra de Bonsai,
envolvendo tudo com um envoltório plástico
transparente, das que se colam a si mesmas, ou
gaze dobrada que é facilmente manipulável e,
além disso, biodegradável, deixando o resto de
raízes dependuradas. Semeia-se em uma
recipiente com boa drenagem que permita
cobrir de terra até o colo ou que permita fazer
um tubo de malha plástica que, fazendo às
vezes de recipiente, se encherá de terra até a
linha do colo para deixar chegar as raízes que Figura N° 25
ficam soltas a uns centímetros do fundo onde se
estenderão pelo recipiente protegidas pela terra
de Bonsai com as que terminarão de chegar
(Figs. Nº25 e Nº26). Possíveis caídas serão

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evitadas antes de sua fixação com firmeza pelas
mesmas raízes, com o recipiente de malha e/ou
bahareque.

A terra que cobre até o colo não permite que o


sol reaqueça demais o plástico e dará escuridão.
O lodo orgânico ajudará ao engrossamento
alimentando as raizinhas que estiverem em sua
zona. Nem o plástico nem a gaze permitem que
raízes e raizinhas cresçam para os lados, mas
sim para baixo pelo geotropismo.
Figura N° 26
Sua flexibilidade permitirá o
engrossamento das raízes maiores e
ajudará que as raízes sigam protuberâncias
e fendas.

Se for necessário se colocará uma vareta


arredondada ou uma pedra pequena sobre Figura N° 27
a raiz ou raízes que se desejem que se .
curvem dentro de alguma fenda em seu .
caminho ao recipiente (Fig. Nº27). .
Qualquer das raízes poderá ser aramada, .
deixando margem para seu crescimento. .
.
Revisa-se o crescimento das raízes do .
fundo e, se considerar que já estão .
suficientemente enraizadas, retira-se a
terra que rodeia a pedra, tira-se o plástico
e se deixa o que está aderido às raízes e
raizinhas que irão caindo com a erosão da
rega. No caso da gaze, é possível que ela
mesma caia junto com a terra. Feito isso,
pode-se corrigir defeitos, retirar os arames
ou apertar um pouco mais as raízes contra
a pedra. Ao ficarem no mau tempo as
raízes se arborizam.
Figura N° 28
Outra maneira de que, em nossa opinião
por ser mais técnica, obtem-se melhores
resultados é começar com uma planta que
já assuma fortes raízes. Esta planta fica
sobre o lugar adequado na pedra,
envolvendo-a com as raízes, tendo
cuidado que a parte de baixo do colo faça
contato com a mesma. Já neste momento
se terá decidido a frente do conjunto
combinando rocha com árvore (Fig.
Nº28).

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Previamente as raízes que necessitam têm
de ser aramadas, sem apertar para
permitir-lhes uma margem de
crescimento. Enquanto se sustentam tudo
conta a pedra, amarram-se todas com
pavio, inventando-as para que sigam as
saliências e reentrâncias; amarram-se tudo
com pavio que se pode usar na quantidade
que se deseje porque a umidade o aflora e
o decompõe.

Tapa-se tudo com lodo orgânico e


envolve-se com gaze ou similar que, a sua
vez, amarra-se com pavio para sustentá-la.

Coloca-se a pedra com sua árvore sobre a


terra de seu recipiente definitivo e como
se deseja ver no futuro, respeitando a
frente da árvore e da pedra. Estendem-se,
abaixo da terra, as raízes que podem estar
por debaixo do nível inferior da rocha. Se
for necessário, se pode equilibrar a pedra Figura N° 29
com bahareque. Faz-se uma parede de
malha formando um recipiente estreito
que rodeará a pedra e descansará sobre a
superfície da terra seguindo até o colo da
planta. Esta malha pode colar-se a si
mesma e logo enteiparse para sustentar
melhor o peso da terra de Bonsai com que
se encherá (Fig. Nº 29).

Da mesma maneira se trabalha com uma


pedra de forma vertical (Fig. Nº30).
Aos seis meses mais ou menos, e ao estar
seguros de um bom desenvolvimento
radicular abaixo da superfície da terra do
recipiente, começam-se a cortar tiras
longitudinais estreitas da malha sem Figura N° 30
retirar terra que irá desaparecendo pela
erosão da rega.

Deste momento começará a arborização


das raízes que serão expostas ao meio
ambiente. Estes cortes se farão cada dois
ou três meses dependendo do resultado
dos cortes anteriores. Se considerarmos
que nos precipitamos em descobrir as
raízes, podemos cobri-las com um pano Figura N° 31
grosso que vestirá as raízes e se sustentará
com pavio. Este pano deve manter-se

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úmido até terminar o processo (Fig.
Nº31).

Não devemos podar a copa para que a


árvore peça mais e melhores raízes. Deve-
se adubar pouco e com freqüência com
adubos que melhorem as raízes como o
fósforo e o potássio.

Recomendamos a rega em forma de


chuva de 1 colher de Sal de Figueira
(Epsom) em um litro de água todos
os meses.

Como é lógico os repoteos futuros se


farão protegendo a composição e
podando raízes no recipiente que a
sustenta, ao mesmo tempo que se faz
poda de copa e redesenha se for
Figura N° 32
necessário.

Podemos usar outro método para


criar este estilo e consiste em
amarrar pelo colo várias plantas,
pequenas e medianas que se
colocaram sobre a pedra desejando
crescer suas raízes protegidas como
anteriormente foi explicado.
Também pode semear estacas em
resquícios de pedras ajudadas com Figura N° 33
malha para completar o recipiente, e
deixar crescer as raízes que saem por
debaixo da malha que irão se
arborizando a medida que se
desenvolvem. A estaca inicial
seguirá alimentando pelos pelinhos
que ficam no substrato da rachadura
(Fig. Nº32 e Nº33).

A colocação da planta sobre a pedra Figura N° 34


deve ser escolhida com muito
cuidado, porque depois que as raízes
tomam a pedra para si, é
praticamente impossível desfazer a
composição. As raízes se agarram de
tal maneira que lhes poderiam fazer
muitos danos para separá-las.

Não necessariamente no estilo


Raízes sobre Rocha, estas abraçam

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somente uma rocha. Podem ser
usadas várias pedras que alojarão
comente uma planta ou várias pedras
com várias plantas desenvolvendo
suas raízes sobre elas (Fig. Nº34).

Assim se criam paisagens que


podem superar os tamanhos
medianos e não existem limites que
nos detenham, exceto pelo aumento
do peso de cada pedra que se
deposita anualmente à composição.
Se tivéssemos os conhecimento e a capacidade
para fazer pedras artificiais, isso também
podia ser superado.

Existem também algumas plantas que podem


desenvolver-se em água como as Schifleras
que são treinadas mais ou menos iguais, com a
diferença que o que leva perto ou no nível do
colo é a água mesmo, que irá se reduzindo
com o maior desenvolvimento das raízes para
que não continuem nascendo raizinhas onde já
existem raízes adultas. Estas composições se
colocam sobre Suiban ou bandejas sem
buracos de drenagem, seguindo os mesmos
parâmetros no sentido de escolher a frente e
sua colocação sobre seu recipiente.

Raízes sobre Tronco (KANJOJU)

Quando temos um toco ou pedaços grandes de


madeira de deriva que não nos sirvam para
entalhar ou outra coisa, podemos aproveitá-los
junto a plantas de grandes raízes que podem Figura N° 35
não ter uma boa qualidade como Bonsai (Fig.
Nº35).

Procedemos de forma parecida ao estilo


Raízes sobre Rocha, colocando as planas em
intervalos entre os ramos ou abrindo espaço
com ferramentas adequadas até obter um
recipiente que pode sustentá-las ajudando com
malha plástica que se sustentará com arame ou
teipe para encher com terra de Bonsai. Estas
plantas deverão ancorar com bahareque ou
outro para evitar seu movimento.

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As árvores assim semeadas começarão a
crescer no substrato contido e suas raízes
sairão por debaixo da malha ou pelos lados e,
inclusive, por cima das bordas do tronco base.
Por seu desenvolvimento natural irão
“caminhando” buscando o substrato inferior
no recipiente, comportando-se como fazem na
natureza e de onde tem recebido seu nome
comum de Mata-paus. Ao chegar estas raízes
ao substrato inferior, desenvolverão as
raizinhas que começarão a alimentá-las de
imediato.

Para fazer o processo um pouco mais rápido,


recomenda-se o uso de mais de um mata-pau.
As raízes cobrirão o tronco e, ao longo, este
poderia desaparecer. Não importa que a
madeira do tronco usado seja reta, porque o
que se está fazendo é deixar a natureza seguir
seu curso como o vemos muito
frequentemente (Fig. Nº36). Este estilo tem a
vantagem de que se usa material dele que, às
vezes, não tem serventia.

As raízes crescerão a seu prazer até chegar ao


recipiente definitivo, onde desenvolverão
pelinhos absorventes que foram aparados,
refrescando-os, quando for necessário o
repoteo. A copa será deixada crescer para que
a planta peça mais raízes. No entanto, deve-se
Figura N° 36
ter cuidado de não perder o desenho possível
para o futuro estético do conjunto.

No início, o tronco a ser usado pode ancorar


fabricando-lhe uma base de concreto que
servirá para maior comodidade do trabalho,
mas pelo forte crescimento das raízes dos
mata-paus, por exemplo, estas poderiam
levantar essa base que não teria nada de
estético, pelo que recomendamos outro tipo
de âncora.

Para sua frente, poda, repoteo e fertilizações


seguirão as mesmas indicações que se fazem
para o estilo Raízes sobre Rocha.

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Aderido à Rocha (ISHIZUKE)

Uma pedra convertida em rocha pela


escala do Bonsai, que luzca forte, sólida,
áspera, assimétrica e de cores mais
obscuras, pode ser a base para obter uma
charmosa paisagem com plantas
pequeninas que podem ser Bonsai ou
não, ou combinação de Bonsai com pré-
Bonsai em seus diferentes estilos menos
nos estilos erguidos (Fig. Nº37).

Esta pedra ao converter-se no estilo


Aderido à Rocha se colocará, a maioria
das vezes, sobre um suiban com água e
menos provavelmente sobre um
recipiente com areia ou terra onde serão
semeadas algumas gramíneas. Sua base
deve ser suficientemente plana para
manter seu equilíbrio, mas, nos casos
extremos, poderia acertar ajudando com
pedras menores ou pregar ao recipiente.
Figura N° 37
Poderá parecer uma montanha rochosa
com barrancos e escarpados à que se
aderem às plantas por suas raízes
vivendo em fendas, gretas, barrancos,
planícies ocas e outras, acompanhadas
muitas vezes por musgos, liquens e
outras gramíneas que complementam
um ambiente de umidade que não
impede que a composição também possa
ser árida. As plantas devem ser pequenas
para que seu tamanho não diminua a
espetacular montanha. Figura N° 38

Pode-se apresentar somente uma árvore,


mas pensamos que é esteticamente
preferível, que se use mais de um,
sempre conformando a composição com
números ímpares com exceção do dois
(Fig. Nº38).
A principal diferença entre este estilo e o
Raízes sobre Rocha é que as raízes do
Aderido à Rocha permanecem no lugar
onde a planta está aderida e não devem
sair deste entorno, por isso seu nome.

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Podem ser usadas também várias rochas,
sempre em números ímpares, exceto o
dois. Simulando promontórios, morros
ou ilhas. Os recipientes deverão ser o
suficientemente grandes para apresentar
os vazios necessários (Fig. Nº39).

Devido aos diferentes lugares onde se Figura N° 39


acentaram as plantas poderiam usar
todos os estilos de Bonsai, mas evitando
o Formal Erguido. Por causas naturais,
os inclinados serão os que mais se usam.
Sempre haverá uma ou mais paredes da
pedra rodeando as árvores, incidindo em
seu crescimento e impedindo que algum
ramo cresça até elas o que faz
praticamente impossível usar os estilos
Formal e Informal Erguidos. Por causas
naturais, os inclinados serão os mais
usados. Sempre haverá uma ou mais
paredes da pedra rodeando as árvores,
incidindo em seu crescimento e
impedindo que algum ramo cresça até
elas, o que faz praticamente impossível
de usar os estilos Formal e Informal
Erguidos. E se plantaram uma árvore
sobre a rocha, o que não deve se fazer
porque o ápice do conjunto deverá ser a
mesma rocha? Nunca poderia ser
erguido porque é o lugar onde mais se
sente a força do vento na natureza, o que
nenhum transporte pelo vento suportaria.

Devemos deixar ver o charme da pedra


escolhida, no entanto temos que evitar a
tentação de semear nas cavidades e/ou
saliências que podem dar personalidade
e caráter à rocha, mas que também
poderiam nos facilitar a semeadura das
árvores com uma melhor aderência. Há
técnicas que fazem isso que
explicaremos mais adiante, mas a
melhor técnica sempre será a que nos
indique nosso engenho.

Como as raízes terão pouco espaço, é


preferível ter o conjunto abaixo do sol
suave e onde estiver protegido do vento.

Recomenda-se o uso de árvores de

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crescimento lento e sistema radicular
pequeno para que as raízes não saiam de
sua cavidade, seja esta natural ou
artificial, porque o suposto hábitat onde
se encontram não permite a saída de
raízes por não ter aonde ir, molestariam
outras plantas e romperiam o equilíbrio
ambiental e estético.
Nada de lo dicho quiere decir que siempre se
hará uso de plantas de las mismas especies y
solo plantas pre-Bonsai, si no que, al contrario,
pueden combinarse todo tipo de plantas y
estilos, menos los dos ya nombrados, como se
corresponde a un ecosistema donde todas se
mantienen en perfecto equilibrio. Se debe tener
cuidado de no confundir con Microambiente.

Para comenzar nuestro Estilo Adherido a Roca,


debemos tener una o más plantas, siempre en
número impar, exceptuando el dos, más bien
pequeñas y de diferentes tamaños, taladro con
una mecha fina, pequeños plomos como balines
o trocitos de alambre de cobre grueso, alambre
de cobre delgado, martillo, punzón o clavo
grande con punta roma o similar, tubito de
goma o plástico, bahareque o lodo orgánico,
piedritas de drenaje, musgo y/o similares, tierra
de Bonsai, gasa y otros.

Se escoge con detenimiento donde irán


colocadas nuestra planta o plantas, respetando
la personalidad de la piedra y escogiendo,
como en todo Bonsai, cual será su frente. Con Figura N° 40
el taladro, abrimos agujeros pequeños y poco
profundos donde introducimos las dos puntas
de un pedacito de alambre preparado (Fig.
N°40) o un trozo largo, que se anclarán
clavando un trozo de plomo o de alambre
grueso de cobre con el punzón, esto lo
repetiremos las veces que consideremos
necesario alrededor de donde deseamos que las
raíces queden adheridas.
Obtendremos como resultado el tener un
círculo o semicírculo de aritos de alambre por
los que pasaremos el alambre delgado.

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Si fuere necesario se completará el
recipiente con malla que se sostendrá
con alambre a los aros y, a su vez, se
protegerá con bahareque. (Fig. N°41)
Los puntos de los aros deberán taparse
con bahareque y musgo al terminar el
trabajo, por esto deben hacerse
cercanos a las raíces a sostener.

Si la cavidad hecha o que se usa de la


piedra tiene cierta profundidad, se
usará un poco de piedritas de drenaje y Figura N° 41
tierra de Bonsai antes de anclar las
raíces cubiertas, preferiblemente, con
lodo orgánico que se cubre con musgo
o similar, dejando siempre algún
espacio por donde pueda entrar el agua
de riego. Mientras pega el musgo, éste
puede sostenerse con trocitos de
alambre doblados en formas de U
clavados contra el bahareque. (Fig.
N°42)

Existe la posibilidad de poder trabajar


un poco la piedra para obtener Figura N° 42
cavidades apropiadas, aunque la
mayoría serán muy duras y otras
pueden desmoronarse. También puede
haber huecos o túneles que lleguen al
fondo de la piedra lo que nos obligara
a evitar que las raíces salgan por ellos.
La piedra nunca será blanca, pero si lo
fuere y su textura fuera áspera ella
tomará la pátina que produce el hábitat
y el riego frecuente. Es posible
también completar un recipiente con
cemento que luego se camuflará y
mimetizará.

Pegando varias piedras juntas o Figura N° 43


Ensamblaje de Piedras, lograremos
inmejorables rocas para el Estilo
Adherido a Roca. Esta técnica necesita
trato aparte. (Fig. N°43)

Otra forma de anclaje para el alambre


o los aros es dejando caer sobre la
punta o puntas un poco de bicarbonato
y, con cuidado de no mover, dejar caer
unas gotas de las llamadas Pega Loca

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que producirá, inmediatamente, una
materia dura que sostendrá el alambre
con gran fortaleza. Esto permite anclar
en sitios muy lisos o en piedras muy
duras que impedirían la entrada de la
mecha.
Este método nos fue dado a conocer por
primera vez por el Maestro de Puerto Rico y
gran amigo Pedro J. Morales. (Fig. N°44)

El repoteo no debe hacerse muy a menudo y


debe hacerse por planta que muestre
necesitarlo, siempre manteniendo el pequeño
tamaño de ellas para respetar la majestuosidad
de la montaña y el riego debe hacerse de
Figura N° 44
manera de evitar, lo mejor posible, la erosión
que siempre produce.
Hemos querido tocar solo todos los estilos que tienen una relación principal
con sus raíces para ejecutar su diseño. Sin embargo, es de hacer notar que
solo faltarían los estilos Sobre Roca que no es otra cosa que usar una roca
plana o combinación de ellas, como recipiente de cualquier estilo que no
tenga las peculiaridades de los estilos tratados aquí y el Saikei o Paisaje con
Rocas que, a pesar de ser el estilo mas reciente en el Arte del Bonsai ha
tomado gran importancia. Para completar también todos los estilos que
tienen relación con rocas, podríamos agregar a este grupo las técnicas del
Ensamblaje de Rocas.

No lo completamos así, porque, tanto el Saikei como el Ensamblaje de


Rocas. se merecen un trato aparte dentro de su importancia, reglas,
técnicas y condiciones de diseño artístico.

Eusebio Chellini Riera


Enero 2.002

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