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Etnias Indígenas no Brasil

Me. Lélio Loureiro da Silva


Grande Diversidade
• Etnias “isoladas” e com contatos seculares.
• Censo 2010:
a. Aponta que declaram como indígenas 896.917
pessoas mas, estima-se que existam hoje cerca de
1,3 milhão de indígenas no Brasil.
b. Aponta para 305 etnias diferentes com 274 línguas
indígenas faladas.
c. Desse total, 57,7% das pessoas vivem em áreas
indígenas oficialmente reconhecidas.
• FUNAI: entorno 50 etnias sem contato oficial.
Troncos e Famílias Linguísticas
Línguas Isoladas
• Parecem não ter parentesco com outras línguas ou
famílias:
• Aikaná (RO)
• Arikapú (RO)
• Jaboti (RO)
• Kanoê (RO)
• Koazá (RO)
• Máku (RR)
• Irántxe ou Mynky (MT)
• Trumái (MT)
• Tikúna (AM)
As Etnias Indígenas no MS
• Segunda Maior População do Brasil: censo 2010 cerca
de 77.025 habitantes.

• Poucas Etnias e Contatos Seculares.

• A Guerra do Paraguai.

• Oficialmente Reconhecidos: Guató, Kadiwéu, Terena,


Ofaié, Guarani, Kinikinawa e Atikum.

• Não Oficialmente Reconhecidos: Kamba.


Os Guató
• Conhecidos como pantaneiros ou canoeiros.
• Tronco Macro-jê – Família e Língua Guató.
• Primeiros Contatos em 1826 expedição Langsdorff.
• População aproximada de 300 pessoas.
• Atualmente Ilha de Ínsua ou Bela Vista.
• Até 1980 grupo em extinção com apenas 14 membros.
• A Constituição Federal 1988: ressurgimento de vários
membros em Corumbá.
Os Kadiwéu
• Sub grupo Mbayá-Guaikuru: povo guerreiro e
dominador.
• Família Linguística Guaikuru: único falante no Brasil.
• Território tradicional: o Chaco paraguaio.
• Primeiros Contatos no Século XVII.
• Guerra do Paraguai: aliados valorosos.
• Em 1872: doação de Terras por D. Pedro II, a primeira
e a maior área indígena reconhecida oficialmente no
Brasil com 538 mil/há com 2.000 pessoas atualmente.
• Marca Cultural: o geometrismo e a cerâmica.
Os Terena
• Família Aruák Meridional: Língua Terena.
• Território de ocupação entre Miranda e Sidrolândia, em
várias Reservas Indígenas e áreas de ocupação.
• Segunda maior população do MS com
aproximadamente 30.000 indivíduos.
• Significativo contingente de desaldeados, com duas
aldeias urbanas..
• Ocupam várias áreas de outras etnias: imposição do
órgão governamental.
Os Ofayé
• Também conhecidos por Ofayé – Xavante.
• Tronco Macro-Jê: Família e Língua Ofayé.
• Primeiros contatos sec. XVII: bandeirantes paulistas.
• Território tradicional margem direita do Rio Paraná:
entre os rios Sucuriú e Ivinhema até a Serra de
Maracaju.
• Povo nômade e arredio.
• Considerado extinto por várias décadas. População
atual estimada em torno de 150 indivíduos
Os Guarani: Kaiowa e Ñandeva

• Tronco Tupi – Família Tupi-Guarani – Língua Guarani.


• Maior população indígena do MS: aproximadamente 45
mil entre aldeados e desaldeados.
• Os Ñandeva autodenominam-se Guarani.
• Território tradicional: sul de MS entre as bacias do rios
Miranda e Aquidauana até rio Paraná, sentido norte-
sul. Extensão leste-oeste atinge 100km em ambos os
lados da Serra de Amambai
Os Kinikinawa

• Também conhecidos por Kinikinau.


• 1845 – primeiros contatos com não índio.
• Território tradicional: bacia do rio Paraguai.
• Povo agricultor com grandes lavouras e praticavam
comércio com não-índios: farinha de mandioca, milho.
• Considerado extinto por várias décadas e na
atualidade estima-se em 600 pessoas.
• Atualmente dispersos em aldeias Terena e Kadiwéu.
• Proximidade cultural e linguística Aruak.
Os Atikum
• Origem: Serra do Umã, no sertão de Pernambuco.
• Início dos anos 40: procuraram o SPI, dando início ao
processo de seu reconhecimento oficial como grupo
indígena.
• São falantes apenas do português.
• Saíram da Serra do Umã em fluxos migratórios
distintos, entre fins da década de 1970 e início dos
anos 1980.
• Radicados em Nioaque com cerca de 200 pessoas.

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