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Prova direito do trabalho

O que considera empregado?


 Empregada é qualquer pessoa física que presta serviços de forma permanente
(ou por tempo determinado, mas não eventual) a empregador, de forma
subordinada, individual e mediante remuneração. 

Empregador por equiparação?

O conceito de empregador está inserido no caput do artigo 2º da Consolidação das Leis do


Trabalho (CLT), que assim determina:
Art. 2º - Considera-se empregador a empresa, individual ou
coletiva, que, assumindo os riscos da atividade econômica,
admite, assalaria e dirige a prestação pessoal de serviço.
Logo em seguida, o parágrafo 1º do artigo 2º, assim leciona:
§ 1º - Equiparam-se ao empregador, para os efeitos exclusivos
da relação de emprego, os profissionais liberais, as
instituições de beneficência, as associações recreativas ou
outras instituições sem fins lucrativos, que admitirem
trabalhadores como empregados.
Assim, para que seja considerado empregador à luz da legislação, há de se considerar três
aspectos, não importando ser pessoa física ou jurídica: a) Ser empregador, individual ou
coletivo; b) Assumir os riscos da atividade econômica; c) Admitir, assalariar e dirigir a
prestação pessoal de serviços.
Princípios do direito do trabalho
1. O princípio da proteção ao
trabalhador – Responsável pela proteção da parte mais fraca da relação
de trabalho, o trabalhador.
2. O princípio in dúbio pro operário – Na
dúvida, se deve aplicar a regra trabalhista que mais beneficiar o
trabalhador.
3. O princípio da norma mais favorável –
A interpretação das normas do direito do trabalho sempre será em favor do
empregado e as vantagens que já tiverem sido conquistadas pelo
empregado não mais podem ser modificadas para pior.
4. O princípio da irrenunciabilidade dos
direitos – Os direitos do trabalhador são irrenunciáveis, ou seja, ele não
pode abrir mão de direitos que são seus de acordo com as leis trabalhistas.
Não se admite que o trabalhador renuncie a direitos trabalhistas. Se
ocorrer, não terá validade alguma esse ato. A renúncia a qualquer direito
trabalhista é nula, e serão nulos de pleno direito os atos praticados com o
objetivo de desvirtuar, impedir ou fraudar a aplicação dos preceitos do
direito do trabalho.
5. O princípio de que toda tentativa de
fraudar o direito do trabalho será nula – A justiça trabalhista não
admite fraude e não reconhece os atos praticados que estejam em
desacordo com o direito do trabalho. É como se esses atos simulados não
houvessem existido.
6. Princípio da continuidade da relação
de emprego – O contrato de trabalho terá validade por tempo
indeterminado. O ônus de provar o término do contrato de trabalho é do
empregador, pois o princípio da continuidade da relação de emprego
constitui presunção favorável ao empregado.
7. Princípio da intangibilidade salarial –
É proibido ao empregador efetuar descontos no salário do empregado. Este
princípio visa proteger o salário do trabalhador, é o princípio da
irredutibilidade do salário.
8. O princípio da primazia da realidade –
Vale a realidade dos fatos e não o que tiver sido escrito, ou seja, mais vale o
que o empregado conseguir provar na justiça do trabalho, e as testemunhas
são uma parte importante desse processo perante a justiça trabalhista, do
que os documentos apresentados pelo empregador .

As normas que regem microempresas e empresas de


pequeno porte?

A Lei Complementar 123/2006 estabelece normas gerais relativas ao tratamento


diferenciado e favorecido a ser dispensado às microempresas e empresas de pequeno
porte no âmbito dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios.
É também chamada de “Lei Complementar do Estatuto Nacional da Microempresa e da
Empresa de Pequeno Porte” (LCMEPP).
Substituiu, integralmente, a partir de 01.07.2007, as normas do Simples Federal (Lei
9.317/1996), vigente desde 1997, e o Estatuto da Microempresa e da Empresa de
Pequeno Porte (Lei 9.841/1999).
Consideram-se microempresa ou empresas de pequeno porte, a sociedade empresária, a
sociedade simples e o empresário a que se refere o art. 966 da Lei 10.406, de 10 de
janeiro de 2002 (Código Civil Brasileiro), devidamente registrados no registro de
empresas mercantis ou no Registro Civil de Pessoas Jurídicas, conforme o caso, desde
que:
Trabalhadores Rurais e Urbanos
Considera-se empregado urbano toda a pessoa física que prestar serviços de natureza não
eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante salário. Além dessas
características que definem a figura do empregado, deve ser acrescida a pessoalidade,
consistente na impossibilidade do empregado se fazer substituir por outro trabalhador, pois o
contrato de trabalho é personalíssimo (artigos 2º e 3º da CLT).
Os direitos do empregado rural estão previstos na Lei nº 5.889/73 (regulamentada pelo Decreto
nº 73.626/74), com as alterações previstas no artigo 7º da Constituição Federal, que equiparou
o trabalho rural ao urbano, ampliando, assim, os direitos deste empregado – o que significa
dizer que ambos possuem direitos iguais, incluindo o FGTS.
Contudo, muito embora a Constituição Federal vigente assegure ao trabalhador rural os
mesmos direitos assegurados ao trabalhador urbano, aplica-se ao rural os preceitos traçados na
Lei 5.889/73 e o Decreto nº 73.626/74, no que se refere às peculiaridades de sua atividade, ou
seja:
 Aviso prévio: para o trabalhador rural, no período respectivo de 30 dias, é assegurado o direito
de folga de 1 dia por semana para busca de nova colocação, enquanto o trabalhador urbano
pode optar pela redução de 2 horas da jornada diária, ou descanso durante 7 dias no decorrer
de 30 dias de aviso prévio (artigo 488 da CLT); b.   Salário utilidade (ou in natura): nos termos
da legislação aplicável aos rurais, as utilidades alimentação e habitação não são consideradas
como salário in natura (Lei nº 5.889/73, artigo 9º, parágrafo 5º).c.    Horário noturno: para o
trabalhador rural da pecuária, considera-se noturno o trabalho realizado no período das 20 às 4
horas, e para os agrícolas, das 21 às 5 horas. O adicional noturno é de 25% e a duração da
hora noturna é de 60 minutos (Lei nº 5.889/73, artigo 7º).
Por trabalhador rural se compreendem as várias modalidades de trabalhadores do campo,
tanto da agricultura como da pecuária, sob diversas formas contratuais: regime de emprego, de
parceria, eventual, entre outras. A única modalidade regida pela Lei n. 5.889/73, pela
Consolidação das Leis do Trabalho e pelas demais normas de proteção do empregado é a de
regime de emprego. As demais são regidas pelo Código Civil e pelo Estatuto da Terra
A diferença entre o empregado urbano e rural é que este trabalha no campo e o
primeiro, no perímetro da cidade considerado urbano
Caracteriza-se o empregado rural, como pessoa física, que exerce atividade não
eventual, pessoal, onerosa, de forma subordinada, em imóvel rural ou prédio
rústico, cujo empregador seja rurícola.
Deste modo, considerara-se empregado rural toda pessoa física que, em
propriedade rural ou prédio rústico, presta serviços de natureza não eventual a
empregador rural, sob a dependência deste e mediante salário.

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