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Do registro e fiscalização profissional

Art. 55. Os profissionais habilitados na forma estabelecida nesta lei só poderão exercer a
profissão após o registro no Conselho Regional, sob cuja jurisdição se achar o local de sua
atividade.

Art. 56. Aos profissionais registrados de acordo com esta lei será fornecida carteira profissional,
conforme modelo, adotado pelo Conselho Federal, contendo o número do registro, a natureza
do título, especializações e todos os elementos necessários à sua identificação.
§ 1º A expedição da carteira a que se refere o presente artigo fica sujeita à taxa que for
arbitrada pelo Conselho Federal.
§ 2º A carteira profissional, para os efeitos desta lei, substituirá o diploma, valerá como
documento de identidade e terá fé pública.
§ 3º Para emissão da carteira profissional os Conselhos Regionais deverão exigir do
interessado a prova de habilitação profissional e de identidade, bem como outros elementos
julgados convenientes, de acordo com instruções baixadas pelo Conselho Federal.

Art. 57. Os diplomados por escolas ou faculdades de engenharia, arquitetura ou agronomia,


oficiais ou reconhecidas, cujos diplomas não tenham sido registrados, mas estejam em
processamento na repartição federal competente, poderão exercer as respectivas profissões
mediante registro provisório no Conselho Regional.

Art. 58. Se o profissional, firma ou organização, registrado em qualquer Conselho Regional,


exercer atividade em outra Região, ficará obrigado a visar, nela, o seu registro.

Das penalidades

Art. 71. As penalidades aplicáveis por infração da presente lei são as seguintes, de acordo com
a gravidade da falta:
a) advertência reservada;
b) censura pública;
c) multa;
d) suspensão temporária do exercício profissional;
e) cancelamento definitivo do registro.

Parágrafo único. As penalidades para cada grupo profissional serão impostas pelas respectivas
Câmaras Especializadas ou, na falta destas, pelos Conselhos Regionais.

Art. 72. As penas de advertência reservada e de censura pública são aplicáveis aos profissionais
que deixarem de cumprir disposições do Código de Ética, tendo em vista a gravidade da falta e
os casos de reincidência, a critério das respectivas Câmaras Especializas.

Art. 75. O cancelamento do registro será efetuado por má conduta pública e escândalos
praticados pelo profissional ou sua condenação definitiva por crime considerado infamante.
Art. 76. As pessoas não habilitadas que exercerem as profissões reguladas nesta lei,
independentemente da multa estabelecida, estão sujeitas às penalidades previstas na Lei de
Contravenções Penais.

DL 3688 - exercício irregular de profissão

Art. 79. O profissional punido por falta de registro não poderá obter a carteira profissional, sem
antes efetuar o pagamento das multas em que houver incorrido

XXVIII – são assegurados, nos termos da lei: a) a proteção às participações individuais em obras
coletivas e à reprodução da imagem e voz humanas, inclusive nas atividades desportivas; b) o
direito de fiscalização do aproveitamento econômico das obras que criarem ou de que
participarem aos criadores, aos intérpretes e às respectivas representações sindicais e
associações;

XXIX – a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio temporário para sua
utilização, bem como proteção às criações industriais, à propriedade das marcas, aos nomes de
empresas e a outros signos distintivos, tendo em vista o interesse social e o desenvolvimento
tecnológico e econômico do País;

Os dispositivos constitucionais referentes aos direitos autorais são regulados pela Lei n.º 9.610,
de 19 de fevereiro de 1998.
Projeto. Assim na terminologia das construções, designa o traçado ou a planta ideada para que,
fundada nela, se promova a construção ou a edificação. Projeto. No sentido jurídico, entende-se,
sempre, a proposta escrita a respeito de um intento ou desígnio, que se pretende tornar efetivo.

Art. 7.º da lei de direitos autorais: São obras intelectuais protegidas as criações do espírito,
expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte, tangível ou intangível, conhecido
ou que se invente no futuro, tais como:

X – Os projetos, esboços e obras plásticas concernentes à geografia, Engenharia, topografia,


Arquitetura, paisagismo, cenografia e ciência.

O mesmo artigo protege igualmente: XII – os programas de computador;


§ 1.º Os programas de computador são objeto de legislação específica, observadas as
disposições desta lei que lhe sejam aplicáveis;
§ 3.º no domínio das ciências, a proteção recairá sobre a forma literária ou artística não
abrangendo o seu conteúdo científico ou técnico, sem prejuízo dos direitos que protegem os
demais campos da propriedade intelectual.

Art. 8.º trata do que não é protegido pela Lei dos Direitos Autorais: Art. 8.º Não são objeto de
proteção como direitos autorais de que trata esta lei:
I – As ideias, procedimentos normativos, sistemas, métodos, projetos ou conceitos
matemáticos; II – os esquemas, planos ou regras para realizar atos mentais, jogos ou negócios;
VII – o aproveitamento industrial ou comercial das ideias contidas nas obras.
A Lei n.º 9.610 refere-se igualmente aos direitos morais do autor, definindo como tal “o de
reivindicar, a qualquer tempo, a autoria da obra”; “o de ter seu nome, pseudônimo ou sinal
convencional indicado ou anunciado, como sendo o do autor, na utilização de sua obra”; “o de
conservar a obra inédita”; “o de assegurar a integridade”, entre outros.

Os projetos urbanísticos, de Arquitetura, topográficos, paisagísticos, de Engenharia, efetivados


ou não, são obras intelectuais, são criação do espírito, comportando, portanto, uma essência
criativa e por isso mesmo configurando um ato de criação (se original), exteriorizado, com traço,
ou toque, individual, ato esse podendo ser fixado em qualquer suporte (corpus mechanicum).
Quanto à formalidade do registro, é facultativo no ordenamento jurídico brasileiro.
Destarte, tais projetos possuem um corpus mysticum, criação do engenho e arte do espírito
humano. São, portanto, protegidos pela Lei dos Direitos Autorais, independente de registro (art.
18), sendo este facultativo, porém é de bom alvitre que se faça.
Como estatuto art. 17 da Lei n.º 5.988/1973, mantido na lei atual, a obra intelectual na área de
Engenharia, Arquitetura e Agronomia poderá ser registrada no CONFEA.

São direitos morais:


I – O de reivindicar, a qualquer tempo, a autoria da obra;
II – O de ter seu nome, pseudônimo ou sinal convencional indicado ou anunciado, como sendo o
do autor, na utilização de sua obra;
III – o de conservar a obra inédita;
IV – O de assegurar a integridade da obra, opondo-se a quaisquer modificações ou à prática de
atos que, de qualquer forma, possam prejudicá-la ou atingi-lo, como autor, em sua reputação ou
honra;
V – O de modificar a obra, antes ou depois de utilizada;
VII – o de ter acesso a exemplar único e raro da obra, quando se encontre legitimamente em
poder de outrem, para o fim de, por meio de processo fotográfico ou assemelhado, ou
audiovisual, preservar sua memória, de forma que cause o menor inconveniente possível a seu
detentor, que, em todo caso, será indenizado de qualquer dano ou prejuízo que lhe seja causado.

São direitos patrimoniais:


I – A reprodução parcial ou integral;
II – A edição;
III – a adaptação, o arranjo musical e quaisquer outras transformações;
IV – A tradução para qualquer idioma;
V – A inclusão em fonograma ou produção audiovisual;
VI – A distribuição, quando não intrínseca ao contrato firmado pelo autor com terceiros para uso
ou exploração da obra;
VII – a distribuição para oferta de obras ou produções mediante cabo, fibra ótica, satélite, ondas
ou qualquer outro sistema que permita ao usuário realizar a seleção da obra ou produção para
percebê-la em um tempo e lugar previamente determinados por quem formula a demanda, e nos
casos em que o acesso às obras ou produções se faça por qualquer sistema que importe em
pagamento pelo usuário
VIII – a utilização, direta ou indireta, da obra literária, artística ou científica, mediante:
a) representação, recitação ou declamação;
b) execução musical;
c) emprego de alto-falante ou de sistemas análogos;
d) radiodifusão sonora ou televisiva;
e) captação de transmissão de radiodifusão em locais de frequência coletiva;
f) sonorização ambiental;
g) a exibição audiovisual, cinematográfica ou por processo assemelhado;
h) emprego de satélites artificiais;
i) emprego de sistemas óticos, fios telefônicos ou não, cabos de qualquer tipo e meios
de comunicação similares que venham a ser adotados;
j) exposição de obras de artes plásticas e figurativas;

IX – A inclusão em base de dados, o armazenamento em computador, a microfilmagem e as


demais formas de arquivamento do gênero;
X – Quaisquer outras modalidades de utilização existentes ou que venham a ser inventadas.

Anuidades de Pessoa Física em 2021 Profissional de nível superior


R$ 577,11 Profissional de nível médio – R$ 288,55

Os valores variam de acordo com a faixa em que se enquadram, considerando capital social das
empresas:

Quanto se tem mais de 4 anos de formado, segundo o CREA:


6 horas por dia - 6,600,00
8 horas por dia - 9350,00

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