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GEORGE B. THOMAS

VOLUME 2

-
PEARSON
Addison
Wcslcy
Slto com m~tet1al do
apolo pare PfOfesaorea
oestudentu
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CALCULO
GEORGE B. THOMAS
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CALCULO
GEORGE B. THOMAS
1 1• E DI Ç À O

VOLUME 2

Maurice D. Weir
NAVAL J'OSTGRA t>UA'I'ESCI IOOL

Joel Hass
UNIVURSITY O P CAI..IfOR.NIA~ DAVIS

Frank R. Giordano
NAVAL ))OSTGR.ADVATE SCI IOOL

Tradução
Luciana do Amaral Teixeira
leUa Maria Vasconcellos Figueiredo
IXSTlTUTO DE ~1ATtMÁT'I CA I! E$TATISTtCA Oi\ UNl\lfl-RSIPAPii nt$ÃO l'AUI..O

Revisão técnic.a
Claudio Hirofume Asano
INSTITUTO Ot ~.ATf.MÁTICA J; l~nTI$TICA OA UN I\'USIIMIU$1>1! SÃO PAUI.O

- PEARSON
Addison
Wesley
--
São Paulo
Orasil Argtmina Colômbia Costa Rica Chile E.~Jl-l"lllho Gual~maln México r>cnl Porto Rico Ve-nezuela
@ 2009 by Pcarson Education do Brasil

Tr.aduçào :tutorit:td."\ à J):tnir da ediç:'io origin:tl Cln inglês Tholnas' Cakulus- Early TrJnsc;endenrals.
11th cd., publicada pda Pcanon Edt•cation l1tc .. sob o sdo Addison \Vcs.lcr.
Todos os direitos reservados. Nenhuma. p:tne dé$t:'l public:tç5o poderá ser reproduzid-a ou tr.uumitidô'l de qu'o"llquer modo
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Oircmr cdit,,âl11: Roger Trimer


Ccrcl/lc editorial: Sabrina C:•iro
Suptn,iwr dt pmdu(ào <"flimrit~l: Marcelo Françozo
Ediwr: Henrique Zanardi de S:í
l'rq}(lra(M: Maria AJicr <b CostJ
f<c1'i:<iio: C:mnem S. da Costa e Maria Aiko Nishijima
CtiJhl; Rafael Mauo (sobre o projeto origin:l1 de C Benjamin Me11cUOwitz)
Projt•M.ttr,Ui(l': ERJ COIHJ)OSÍ\;ão Editorial c Artes Gráficas Ltd~t .
Ditrgrdma(iic,: Globalrc.>c Artes CrMicas Ltda.

Dados Internacionais de Catalogação na l'ublicação (CIP)


(Càmarn 8r;"tsileira do l.ivro. S J), Brasil)

Wtir, Maurice O.
Cálculo (George ll. TbomasJr.). volume 11 / Mõturl'e 1). \rVclr. Jocl Hnss. J!rank R.
Giord:Hh> : lrad,tç~o Ludana do Amai":''I 'H~i xei~.l.eil:t MMi3 V;.~,sconcellos f.igueitedo;
revisão técni<:.a Cláudio l'lirofu mc Asa no. - São l'nulo: Addison Wcslc)'• 2009.

Titulo o riginal; Cauculus.


li . cd. amtrit-ana.
ISBN 976-85-88639-36-2

1. Cálculo I, Has.s. Jod. 11. Giotd.,no, Frô\t\k R•. li I. A sano. C láudio Hirofurnc. IV,
Título.

08·07461 CDD·SIS
fndiccs par-a c-atálogo sistemõ'\tico:
1. Cálculo: M:uemática 515

2008
Direitos rxdusivos para a língua ponugu~o.-sa cedidos
à P<'at'$0n Educaôon do lkJsil Ltd3.,
uma empresa do ga·upo Pcarson Education.
Av. Enmuto Marchetti. l-435
CEP: 05038-00 I - L1pa- S.'io Paulo - SI'
Te!.: (li) 2178-ll686- Fax: (li) 2178-86ll8
e-m'lil: vcnd~u@p~rsoncd.com
snow ~

Sumário

Seções cônicas e coordenadas polares 1


I 0. 1 Seções cônic.~s c equações quadráticas ..................................................... !
I 0.2 Classificando seções cônicas pela excentricidade ................................. 13
I 0.3 Equações quadráticas c rotações.............................................................. 18
10.4 Cônicas e equações paramétricas; a cidóide.......................................... 2S
10.5 Coordenadas polarcs ................................................................................. 30
10.6 Desenhando gráficos crn coordenadas polarcs ...................................... 35
10.7 Áreas em coordenadas polares................................ ................................. 41
10.8 Seções cônicas em coordenadas polares .................................................48
Que-slôtl: de rcvi$:1().•,,,_,,,.........................................~........ · ~····· ·· ···......................,,,_,,,,,,,,,_,... SS
E.'(crddos pr:hicos ---·······-·····--··M
.................................-..-.....................-....-.......................... SS
E.x<:rcldos ~dldon:.is .................................................................................................................... SS
F~crckios a\'ançados ····················-··························- ·········-······················-··-·········-········..... 6l
J>rojctos de <~plic;açio de 1~-<floJog:ia .................,_.,.,_,,,•.~•.- ..~... -...........- ..~· ··..··~--.......... ,_ 62

Seqüências e séries infinitas 63


11.1 Scqliências ................................................................................................ 64
11.2 Séries in6nitas .......................................................................................... 78
11.3 Teste da integral ....................................................................................... 89
11.4 Testes de comparação .............................................................................. 94
11.5 Testes da mzão e da raiz ............................................ .............................. 98
11.6 Séries alternadas~ convergência absoluta e condicio nal ................... 104
11.7 Séries de potências .......... ....................................................................... III
11.8 Séries de Taylor e de Maclaurin ........................................................... 122
11.9 Convergência de séries de Taylor; estimativas de erro ..................... 128
11.1 O Aplicações das séries de potências ...................................................... 138
11.11 Séries de Fourier .................................................................................... 148
snow
VI Cálculo

Ques1ões de revisão•.....•..•.........•..........•......................... -.......- ...........•.................•.•..........•.... I 54


lt'\:~rCídOf> pr.itkó$ .......~......................................~.......................~......,,,_, ................................ ISS

F.."<CI'(ídos adicionais ...... ···········-··· ......•........•.•..........•.•. -·······-···········--····················- ·········· I 53


lh:ercidc>$ a\•ançados .............." .........................-....................................................... -........... 162
J>t(ljetos de aplk.a(.:\o dt 1ccnologia ... ................................................................................... 163

Vetores e a geometria do espaço 164


12.1 Sistema de coordenadas tridirnensional .............................................. 164
12.2 Vetores .................................................. .................................................... 169
12.3 Produto escalar ........................................................................................ 180
12.4 Produto vctoriai ....................................................................................... J91
12.5 Retas c p lanos no espaço ...... .................................................................. 198
12.6 C ilindros e superfícies quádricas .......................................................... 209
Quç$tÕe$ de rcvi$áO.......,. .......,_, ............................................................................................... 220
Exercidos pr.i.ticós ·······- ·········-···········-··..·········-·········-·······-······················-···········--········ 220
Exercici<>s ad icio•lais ......-........................................................................................................ 223
E.xcrddos 3V:'I11(.tdos ....... . ... . .. ... ..... . ......... .. ... . .. ..... .. ...... .. . .. ... .. ....... . ... .. ..... .. . .. ... ...... ... . ..... ... .. . . 226
l,rojetO$ t.leaplic.ação t.lt t<'<nolosia .... ·-·····--"···········-········..............-.........-..................... 227

Funções vetoriais e movimento no espaço 228


13.1 Funções vetoriais ..................................................................................... 228
13.2 Modelando o movimento de projéteis .................................................. 242
13.3 Comprimento de arco e vetor tangente unitário T ............................. 253
13.4 A c urvatura e o vetor normal unitário para curvas planas ................ 258
13.5 Torção c o vetor unitário binormal 8 ............ ........................................ 264
13.6 Movimento planetário e satélites ................................ ...........................271
Quc$1ÕC'$ de r4.'vi!oio..................................................................................................................280
Exercicios pr.ili<:os .......~................................................- .•- ......................- ..................- ........ 280
Exerckios ad i<ionais ................. ~.............................................................................................. 233
E.xcrci<ios awt.nçadO$ ................................................................................................................ 285
Projelos de aplicaçlo de lccnologi;a ....................................................................................... 286

Derivadas parciais 287


14.1 Funções de várias variáveis................................................................... 287
14.2 Limites e continuidade em d imensões maiores ................................. 298
14.3 Derivadas parciais.................................................................................. 307
14.4 Regradacadeia ...................................................................................... 319
14.5 Derivadas direcionais c vetor gradicntc .............................................. 328
14.6 Planos tangentes c d ifercnciais ............................................................. 338
14.7 Valores extre mos e pontos de sela ....................................................... 350
14.8 Multiplicadores de Lagrange ................................................................ 361
14.9 Derivadas parciais com variáveis condicionadas .............................. 372
14.10 Fórmula de Taylor para duas variáveis ...............................................377
snow
SumArio VIl

Que-stô<'s de m ·i$lo...................................................................................................~.............. 38l


ExtrdCÍ(.)$ JXÔiiCó$ .........,,,,,.,,,,,,,..,.........................................,,.,,,,............................................ 332
~trcicíos <'tdicionaill ......................................................,,,_,, ....................................................... 386

Excrcicios"''llnçados................•.......................................".. ···········- ······················-···-···········338


p-r()j(tO$ de "J>Iicatlo de t~<nolo,gi:a ........................................................................................ 390

Integrais múltiplas 391


15.1 Integrais duplas ........................................................................................ 391
15.2 Arcas) momentos e centros de massa ....................................................405
15.3 Integrais d uplas na forma polar .............................................................416
15.4 Integrais triplas em coordenadas cartesianas ...................................... .422
15.5 Massas e momentos em trc!s d imensões ...............................................433
15.6 Integrais triplas em coordenadas cilíndricas e esféricas .................... .438
15.7 Substituições em integrais míaltiplas .................................................... .452
Ques-tões de C\"\•i.são ....•- .....~................................................. _,,..............•......•.....•...•.•._,,,.......... 46 1
Exercícios práticos······-············································- ·····- ··-·········- ···········-···,.··················-··461
Exercfclos adidooais.................................................~...........................................................~ 464
Extrcfclos::t\';I;(I;Ça~los .......................................................................................~.........- ........... <166
l:trojcte»; de aplica-ção de t« nologia ~....................-................................. ___.,..........-........._ 467

Integração em campos vetoriais 468


16.1 Integrais d e Linha ..................................................................................... 468
16.2 Campos vetoriais, trabalho, circulação e fluxo ................................... .474
16.3 Ind ependência do caminho, funções po tenciais e
can1pos conservativos ............................................................................. 485
16.4 O teorema de Greco no plano ................................................................494
16.5 Áreas e integrais d e superflcie ................................................................ 507
16.6 Superfícies parametrizadas .................................................................... 517
16.7 Teorema de Stokes ...................................................... ............. ............... 526
16.8 Teorema da divergência c uma teoria unificada ..................................$35
Que-st{l(.s de revl$ào .....- ....................~.......................................................................- ............. S46
Exerc.iclos ,wátitos.............- .......................................................... ~......................................... 54i
E.xcrcicios -adidon.1.is ... _,,,,,.,_,,,. .....................,.............................................,_,,......................... SSO
~e rc!clos av;~;oçad os· .........-..................................................................................................... SS2

l,rojctos de aplica-ção dr h."Cno1ogiõl ....................................................................................... SS3

Apêndice A 554
A. IIndução matemática .............................................................. .................. 554
A.2 Provas dos teoremas dos limites ............................................................. SSi
A.3 Limites que aparecem freqüentemente .................................................. 560
A.4 Teoria dos números reais ......................................................................... $6 1
A.S Números complexos ................................................................................. 565
A.6 A prop riedade distributiva para produtos vetoriais ............................ 565
snow
VIII Cálculo

A.7 O teorema das dtriv-Jdas mistas e o teorema do incremento ............ 566


A.S A área da projeção de um paralelogramo em um plano .................... .571
A.9 Álgebra blísica, geometria e fórmulas trigonométricas ...................... 572

Apêndice B 577
8.1 Números reais c a reta rcal.. ..................................................................... 577
8.2 Retas. círculos e parábolas ........................................................................ 583
8.3 ('unções trigonométricas ......................................................................... 593

Respostas selecionadas 601

Índice remissivo 633

Breve tabela de integrais 642


Prefácio

Ao preparnr a décima primeira edição de Cdlwlo, buS<amos captar o estilo


c os pontos fortes das edições anteriores. Nosso objetivo era recuperar as me-
lhores características das clássicas edições da obra e, ao mesmo tempo, ouvlr
cuidadosamente as sugestões de nossos int'mtcros usuários e revisores. Com
esses padrões elevados em mente, reelaboramos os exercícios e esclarecemos
alguns tópicos difíceis. Nas palavras de George "fhomas, "'tentamos escrever
o livro da maneira mais clara e precisa possível': Além disso, reestmturamos o
conteúdo, para que se tornasse mais lógico c adequado ao currkulo univer·
sicário padrão. A experiência nos ensinou muitas coisas que nos ajudaram a
criar um livro útil e atraente para os estudantes.
Esta edição foi estruturada de maneira que a maioria das funções tranS·
cendentes é apresentada no Capítulo I, Volume I. Essas funções são esmiu-
çados ao longo dos demais capítulos na forma de exemplos e exercícios. Essa
abordagem dá aos alunos a oportunidade de trnbalhar com funções trans-
cendentes e) ao mesmo tempo, com as polinomiais e racionais, à medida que
esludam limites. derivadas c integrais.
Ao terminar este livro. os alunos estarão familiarizados com a lingua-
gem matemática - o su6dente para aplicar os conceitos de cálculo em
inúmeros problemas da ciência e da engenharia. Estarão, também. bem
preparados para cursos de equações diferenciais. ~ilgcbra linear ou cálculo
ava•lçado.

Inovações da décima primeira edição

EXERCÍCIOS Exercícios c exemplos desempenham papel crucial no


aprendizado de ccllculo. Nesta nova edição, incluímos muitos dos exercícios
que constavam de e.dições anteriores - e que constituíam um de seus gran·
dcs trunfos. Ao final de cada seção, organizamos e agrupamos os exercícios
por tópicos, progredindo de problemas de cálculo até problemas teóricos
e aplicados. Essa estrutura permite aos alunos ganhar desenvoltura no uso
dos métodos de cálcu1o, bem como aprofundar seu entendimento sobre suas
aplicações e estrutura matemática correspondente.
X Cálculo

l:.xc.rcicios avaçados:
A edição brasileira inclui, ao final de cada capítulo, a Seção "Exercícios
avançados". a qual contempla uma série de questões que além de tOr·
narem a obra ainda mais de-safiadora. oferecem aos alunos mais uma
oportunidade de aprimorarem sua compreensão das teorias e aplica·
ções abordadas no capitulo. O conteúdo dessas seções foram desenvol-
vidos pelas professoras Helena Maria Ávila de Castro e Sônia Regina
Leite Garcia, e suas respostas estão disponíveis no Companion VVcbsite
do ~'oro (www.aw.corn/thomas_br)- exclusivamente paro professores.

RIGOR O nível de rigor, quando comparado ao das edições anteriores, é


mais consistente -ao longo de toda a obra. Oferecemos explicações formais
e informais, deixando clara a diferença entre as duas, e incluhnos definições
precisas e provas acessíveis aos estudantes. O livro é organizado de modo que
o conteúdo possa ser visto informalmente, dando ao professor certo grau de
Oexibilidade. Por exemplo. embora não provemos que uma função contínua
em um intervalo limitado e fechado possua um máximo, enunciamos esse
teorema cuidadosamente e o utilizamos para provar vários resultados subse-
qüentes. Além disso, o capitulo sobre limites foi substancialmente reorgani·
zado, dando-se atenção bcrn maior à clareza e à precisão. Como nas edições
anteriores, o conceito de limite ainda é impulsionado pela importante idéia de
obter o coeficiente angular da reta tangente à curva em determinado ponto.

CONTEÚDO Durante a preparação desta edição, prestamos muita atenção às


sug~tões e comentãrios de leitores das edições
anteriores e de nossos revisores.
Isso resultou em extensas revisões e mudanças em vários capítulos.
Funções O Capítulo I, no Volume I, discute o conceito de função,
assim como sua aplicação em operações e transformações. As funções
exponenciais são apresentadas alge-bricamente. e os logaritmos. como
suas inversas. As funções trigonométricas inversas são apresentadas
rapidamente. Funções lineares c as seis funções trigonométricas bãsicas
são discutidas no Apêndice B. O logaritmo natural, definido como uma
integral, e a função exponencial como sua inversa são, depois, explana·
dos no Capítulo 7, com base em nossa abordagem algcbrica inicial.
Limites O Capítulo 2 inclui definições épsilon deha> provas de mui·
4

tos teoremas, limites ao infinito e limites infinitos (t sua relação com


as assíntotas de um gráfico).
Derivadas Nos capítulos 3 e 4, apre.sentamos a derivada e suas im·
portantes aplicações. A derivada da função exponencial é feita junto
com a das funções polinomiais e racionais, permitindo seu uso imedia·
to com todas essas funções. Derivadas de funções inversas, de logarit-
mos e das funções trigonométricas inversas aparecem algumas seções
depois. O Capítulo 4 encerra o assunto com o conceito de primitiva,
preparando o terreno para a integração.
Integração Depois de discutir vários exemplos de somas finitas., in·
troduzimos, no Capítulo 5, a intcgrnl definida no contexto tradicional
da área sob uma curva. Após discutir o teorema fundamental do cálcu-
lO:, traçamos wna ponte entre derivadas e primitivas para apresentar a
Prefácio XI

integral indefinida, assim como a regra de substituição para integração.


O tradicional capítulo sobre aplicações das integrais definidas vem a
seguir.
Técnicas de integração As principais técnicas de integração, inclu-
sive a numérica, são apresentadas no Capítulo 8. Antes disso, está a
abordagem formal das funções transcendentes. na qual definimos o
logarinno natural como uma integral e a função exponencial como sua
inver.sa.
Equações diferenciais A maior parte do conteúdo sobre resolução de
equações diferenciajs básicas está agora organi1.ada em um único capí-
tulo, o 9, ainda no Volume 1. e.ssa organi1,.ação dá maior flexibilidade ao
professor na abordagem desses tópicos.
Seções cônicas A pedido de inúmeros leitores, o Capítulo 10, já nes-
te volume, sobre seções cônicas, foi inteiramente recuperado. Esse ca·
pitulo completa o material sobre equações paramétricas, fornecendo
parametrizaçõcs de parábolas, hipérboles e ciclóides.
Séries No Capítulo 11, recuperamos a explicação mais completa dos
testes de convergência para séries. Incluímos. tarnbém, uma breve se-
ção apresentando a série de Fourier no fim do capítulo.
Vetores Para evitar repetição das idéias algébricas e geométricas bá·
sicas, combinamos a discussão sobre vetores bi e tridimensionais em
um íanico capitulo, o 12. Segue-se a essa explanação um capítulo sobre
funções com valores vetoriais no p1ano e no espaço.
Os números reais Preparamos um novo e conciso apêndice sobre a
teoria dos números reais aplicada ao cálculo.

PROJETO GRÁFICO l'crccbemos que figuras e ilustrações são um com-


ponente crítico para o aprendizado do cálculo, por is..~o passamos a ver com
outros olhos a parte gráfica do livro. Ao revisar as figuras preexistentes e criar
novas, buscamos aurnentar a clareza com que ilustram os conceitos a elas as·
sociados. Isso fica especialmente evidente no caso dos gráficos tridimcnsio·
nais, ern que conseguimos indicar melhor a profundidade, a sobreposição de
camadas e a rotação (veja as figuras a seguir).

FIGURA 12.47 O cilindro hiper-


bólico 1- i' = 1 é formado por rc·
tas paralelas ao eixo xeque passam y )'

pela hipérbole 1- z' = 1 no plano


yz. As seções transversais do cilin·
dro em planos perpendiculares ao
eixo x são hipérboles congmcntcs à s-::çôcstmnsvcrsais
hipérbole geradora. pcrpcndicul:\re$ ao eixo.\'
snow
XII Cálculo

'
Stç;Jo u-.tns,·ersal eliptlca '
no plano z - zo /c
\ I
, "'"' 1

I
I
I
I
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y I y
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A elipse ' I I
xl z1
-(1 1 + -,z • I
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AeliJ>S("- + - = I
bl
•'
cl
'
·j<: I

HGURA 12.48 O elipsóide no pl:m


. o yz
noplanoxz

Características preservadas

PROJETOS E REVISõES NO FIM DOS CAI'iTULOS Além dos problc·


mas apresentados no fim das seções, cada caphulo se encerra com questões de
revisão, exercícios pnllicos, abrangendo todo o conteúdo abordado e uma série
de exercidos adicionais, que incluem problemas que sintetizam vários tópicos.
A maioria dos apítulos também inclui sugestões de projetos que podem ser
desenvolvidos pelos alunos, individualmente ou em grupo. Esses projetos exi·
gemo uso de computador e material extra, que-e-stá disponível (em inglês) no
Companion Websitc do livro (www.aw.com/thomas_br).

QUESTÕES DISCURSIVAS Ao longo de todo o livro, questões discursi·


vas pedem aos alunos que explorem e expliquem uma série de conceitos c
aplicações de cálculo. Além disso, no fim de cada capítulo consta uma lista
de questõe-s para os alunos revisarem e rtsumirem o que aprenderam. Multas
delas são um bom exercício de redação.

RESI'OSTAS São apresentadas. quando apropriado, as respostas selecio-


nadas dos exercícios de nltmcro ímpar do final das seções e dos cxerdcios
práticos c adicionais.

CORREÇÃO MATEMÁTICA Como nas edições anteriores, tomamos o


cuidado de afirmar apenas o que é verdadeira c matematicamente correto.
Todas as definições, teoremas, corolários e provas foram re\ristos em termos
de clareza e correção matemática.

REDAÇÃO E APliCAÇOF.S Como sempre, este livro apresenta fácilleilu·


ra, com linguagem simplificada. c é matematicamente rico. Cada novo tópico
parte de exemplos claros e fáceis de entender, sendo, em seguida, reforçado
snow
Prefácio XIII

por sua aplicação em problemas do mundo real, que interessam de imedja..


to aos estudantes. Uma inovação da obra é a aplicação do cálculo à ciência e à
engenharia. Nas últimas edições, esses problemas aplicados foram atualizados,
aprimorados c tiveram seu número continuamente ampliado.

TE.CNOLOGL\ Em um curso que adota este livro, a tecnologia pode ser


incorporada ao gosto do professor. Todas as seç&s uazem exerdcios que exi-
gem o uso de tecnologia, que são apontados por um quando adequados n
ao uso de uma calculadora ou de um computador. Para os exercícios constan·
tcs da Seção "Usando o computador': um sistema de álgebra por computador
(SAC, como o Maplc ou o Mathematica) é necessário. Embora continuemos a
dar apoio ao uso da tecnologia, diminuímos sua vjsibilidadc dentro dos capí-
tulos que vieram da décima edição.

Material adicional
No Compan.ion Website deste livro (www.aw.com/thomas_br), professo-
Companion
res e estudantes têm acesso a diversos materiais adicionais que facilitam tanto
Wcbsitc
a exposição das aulas como o processo de aprendizagem.

Para o professor
Mauual de soluções (em inglês): mate-rial que contém soluções para a maio~
ria dos exercfcios do livro.
Apresentação em PowerPoint: material que contém as principais ilustrações
do livro e estão disponíveis em português.
&tt.s t~mtttrhris Slio tlt mo•'Xdllsil'O<Ios profí':SSOT'I:$c:Stio fm'tlrgMos por s.!t~bn. Parn ter ttet.SW a rl~.s,
t)$ profr~<S('N't·~ qutntlowm o li\.-rotle:.·~m (nfmrem nmrnrocom wn l'qlrt'$t.'1tUmitl\'tlr$()" ou dht•rauu:me
ron1 a l~tJJ'f.OtJ Edttetrllon ,fel BrmíL

Para o aluno
Biografias lli.st6rica.s: informações históricas e ensaios relacionados à materná·
tíca. (!cones na lateral do livro indicam os te.xtos a serem consultados no site.)
Exercícios adicionais: exercícios de múltipla escolha que são corrigidos
automaticamente. Quando necessário, os professores podem receber as res·
postas por e-mail.
Equações diferenciais de segunda ordem: apêndice sobre este tema e de-scn·
volvido pelo professor Marivaldo P. Matos, com o qual os alunos podem apro·
fundar e complementar seus estudos.

Outros recursos
í\4amwí$ de tect~ologia: módulos para o uso com o Mathematka e com o
Maple, em inglês, foram cuidadosamente planejados para ajudar os alm1os a
de-setwolver sua intuição geométrica e aprofundar sua compreensão dos con ..
ceitos e métodos estudados. Baseados em aplicações reais, eles ajudaon o aluno
a visualizar o cálculo e descobrir sua importância no cotidiano. necessário o e
uso do Mathcmatic:-• ou do Maple para acessar esses módulos.
XIV Cálculo

Agradecimentos
Gostaríamos de expressar nosso agradecimento às pessoas que fizeram
inúmeras contribuições valiosas para esta edição em todas as etapas de seu
desenvolvimento:

Editor« d~ desenvolvimento jack Mcal)'· Au.stin Collcge


Elko Blodt ~ichard Merccr. Wrisht Statc Uni\·crsity
David Olehon Victor Niitor. l>ennsylvnnia Statc Uniwnity
Frank Pur<cU Michael O'Ltary, Towron Univtrsitr
Re,•isc>rC"S de dlcuiO$ Bogdan Oporowski.l.ouisiana S4ate Uni\'CtSÍI)'
WlUi3l'n Ardis Erik Plahtt. AgrlcuJturnl Universit)' o(Nol'\\'3)'
Knr11<:~ttch« Troy Rlgss., Union Unívcrsll)'
Oougl3s U. Meadt Ftrdhund Riv~rJ, ~n Jose St:ate Vniversity
Robert i'icrcc Mohammcd Salcem. &ln jose Statc Univcr.sity
Frank Purcdl Paul Sceburgcr. Moni'OC' Communil)' Collcge
Maric Vani~ko 'J'aliana Shubin. S:tn fosc Stlltc Uni\'ersity
'Thomas Weglcitncr .r\ lc::c Smith. Univc:rsit)•ófWisconsin·Eau Clairc
SuptrvisorC".S Dooald Solomon, Unh·crsity of Wisconsin.. ~·lilv.-auk«
Harry Allcn. OlrWSt(l /e Unht!rsity Chia Chi Tung, Minnewta St~h: Unin:rsity
Rt~cc;a Goldin. G~~ Maum Univtrsíty Wllli.am I~ va,, Alstine, Aiken ·r('dl lli~l Collegt
ChrlilOpher Hdl. Gcorg!u lmritute<ifT«hMiogy lktbby Whutrs. Piusburg St:ue Unh-etsít)'
Domink Naughton, Purdue Vniwrsity 01.'1\niS WMm.1.1\. UnlversUy ofM.a$.$3ChU$('ttJ;at Bo.stcm
Maria Tcrrell. ümrr/1 Utlit't'Nity Partldpantcsd(: pesquisas
Cli!Tord Wcil. MiciJi,b'flll Stat~ Utriwrsity Omar J\dawi, Pdrklmul Coltcgtt
Rt'\'isorcs Siham Alfrect Rarittm V.dlty Cmmmmily Colhoge
Robcrl Andfflcn, Vnivmity of Wi.sc-onsin-Eau O:tirc Donn;a f, 6ai.lcy, •tmmrm Swte Ullh-eNíly
Chatf~ Mhlcy. Villanova Univcrsily lbjcsh K. Batll i\~JJ. Midlllc 7Cmrc:-JS<'é: Státt Univcrtity
Oavid J~hlllitll . Cl!ifonli;~ Pol}1«httiCStõltc Unh'<J'$Íiy Robcrt C. Bl'igh.;un. UJ!h'('rJityofC<"trnl Plorirltr
Eli?.abcth B:uor. Unh'ctSity ofNonh 'rcxas 'rhor»as A . C1t1~C\":l lç, VrrldoJltl Stnte UJJiY('rslty
William Roglcy. Orcgon St:atc Vnivcuh)' L«<n:lrd Ch.:~stkofd:.y, Vuiwr#ty oj GCQt'gill
KaddQur Bc.luktab.v; CaUfomia Unh"'::lityol'J\-n•)S)'k':ln!a Rk ha.rd Onll)1~lpiC', Mbm~cr l'\'t!$t (Ã)mmullityô-'f«luJiml Collq;c
lkbonah Brandon. Carncgie ~dlon Uni\-ersity W.Uord Da,•is. Colh·~'t ofSlm Mateo
Mark Bridger, Nottheastern Uni~rsi l)' Wili-Mallhis Dunn 111. Mollt,'.,IQmcry C..ollt'ge
Sean Clcary, City Colk-gc ofNtw York G~rge F. feis:sncr, SUNl' C".oll~t· at ('.orllmul
Edwa.rd Crouy. Unh~rsity O( P<'nnsylw.nia. Bruno llarris. Brow" U11h'trsity
Mark D.wid.son. IA'Iuisbna Slatc Unh·trSit)' Celeste lltmand('t. Ri(ll/liml Collcoge
Rich<\rd Oavin. Uni\•ersity oll.6oisville Wei·Mi•ll-luang. U·lliJ,rlr Unil't!níry
El.illS Decb.1. U•)h'tl'$ityo0'1ooston. OowntOh'n C3mpij$ Hetberc E. Ka.sube-.llrmlley u,.;vt:rslty
Anne Dougherl}'· Vniver$ily ofColorado f~ fred('rick W. 1\(:ene. Par.mlem1 City Coll~
Tim Flood. Pit~.&butg Slatc Univcuit)' Mkhael Kcnt. Borot~h ofMaulurwm Ccmmumity CoUcge
Robett Gardner, f.:lst Tcnnesscc S.atc Uni\·crsit)' Ruben I.C~inc, Cornmmtily ~cy',lfkdti'.IIJ(.owrty, l:li'"d'.irmpus
John Gil~rl. Uni\~rsil)' of1Cxóls a.l Austin john Martin) Sauta Rosa /ulliorCoU~
lan Glad'"ell. Southcrn Mcthodi$1 Unh"<'rslty Michad ScoH McCicndon, Ut~iw.•rsil)' of~ntml Okla.ltolnn
Mark li;misch , CaMn Colleg.: Odng.Tsuan Pan. ]\'ortl•t·ru IIJ;,rois Ur~h"CNily
Zahid Hasan, Oili(omia Statc Unh-cl1ity. San Btma.rdino F.nuna Prt\'i<'IIO. Bosttm u,iWNity
Jo W. Ht."ath, Auburn UnivtN:ÍI)' S.S. Rllvindra.n, Ullh'<!rtilyofAlllb<mm
Kt1l I folladay. Unf..·eNity o(New Ork-Jn1: D~n R01hc. ;\lpe,(t Comrmmlty Coll~
Hugh 110\\~Jr\i$. Wl'lkt I~Ot('SI Univel'$il)' John T. S;'tccom-arl, Seum l/ali U" hfflity
0 h'<l)'llC Jcnnings. Unio•l Vni\'er$it}' M<lOSQUt Samimi, IViustcm..Stll~m Sldlc UtJh·ers.fly
M:t.Uhin.s Kawnski. Ari~ona S.:atc Uni\-crsil)' Ncd W. SchiiJow. Lrlrigl1Cttrbo~r Comm.w1ity Coll~
UiU Kincaid, Wilmington Collrgc \\~R. Schrnnk, Jhl~l!t!liml Callege•
Mark M. Ma.x·wcll. Robcrt Morris Uni\·crs.ity Mark R. Woodard. P1mnm1 U11iwrsity
snow

Seções cônicas e
coordenadas polares

RESUMO Neste capítulo, definimos geometricamente parábolas. elip-


ses e hipérboles e deduzimos suas equações-padrão. Essas curvas são chama-
das seções cônkas ou cônicas e modelam as trajetórias descritas por planetas,
satélites e outros corpos cujos movimentos são regidos por forças que satisfa-
zem a lei do inverso do quadrado. No Capítulo 13) veremos que) uma vez. que
saibamos que a trajetória do movimento de um corpo é descrita por uma cô-
nica, temos imediatamente inforrnações sobre sua velocidade e sobre a força
que o move. Com o auxílio de coordenadas polares, pode-se descrever melhor
os movimentos planetários. portanto, também investigaremos cunras, deriva-
das e integrais nesse novo sistema de coordenadas.

Seções cônicas e equações quadráticas


No Capitulo I, Volume I, definimos um círculo como o conjunto dos
pontos em um plano cuja distância a um ponto fixo, que é o centro, é sem ..
pre uma constante, que é o raio do círculo. Se o centro é (h. k) c o raio é n,
a equação-padrão do círculo é(.< - 11)2 + (y - k) 2 = n'. Esse é um exemplo de
uma das seções cônicas. que são as curvas formadas cortando wn cone duplo
por um plano (Figura I0.1 ); daí o nome seção cônicn.
Descrevemos agora parábolas. elipses e hipérboles como gráficos de equa·
ções quadráticas no plano coordenado.

Parábolas
Definições Parábola, focn, diretriz
Um conjunto que consiste em todos os pontos cqüidistantes de um ponto
fixo e de uma reta fixa no plano é uma parábola. O ponto fixo é o foco da
parábola. A reta fixa é a diretriz.

Se o foco F está sobre a diretriz L, a parábola é u01a reta que passa por F e
é perpendicular a L. Consideramos esse como um caso degenerado e assumi·
mos, de agora em diante, que o ponto F não está na reta L.
A parábola tem sua equação mais simples quando o foco es1á tm um dosei·
xos coordenados c a diretriz é paralela ao outro eixo. Por exemplo, suponha que o
foco seja o pontof(O. p) no eixo y positivo e adiretriz,a retay = -p(Figura 10.2).
2 C~lculo

Círculo: J>larlo ptrpendicular Elips~-: plano oblíquo ao P..uáhola: plano pa.raldo a Hiptrbole: pbno corra
ao tlxo do cone eixo do cone uma gcratriz do cone as duM nl~l:tdcs do «me
(a)

l)onto: plano passa Uma úni<a ~la: plano


a}>(nas pclovértkc: do cont tangtntc ao CQI'IC
lb\
FIGURA 10.1 As seções cônicas padrão (a) s.'\o as curvas em que um plano corta um cone duplo. As hipérboles vem em duas
partes, chamadas mmos. O ponto c as retas obtidos passando o plano pelo vértice do cone são as seções cônicas degeueradns.

Na notação da figura, um ponto P(x, y) está na parábola se c somente se PF =


PQ. Da fórmula da distância)

PF = V(x- 0)2 + (y- p)2 = V x2 + (y - p)'


PQ = Y(x- x)2 + (y- (-p))Z = V(y + p)'
xl = 4py
Quando igualamos essas expressões, elevamos ao quadrado e simplifica·
Fo<o 1~0. p) mos, obtemos
O vbticc t'$1.1
no meio do cam.inho
~~~~~-----+X
y =--
x' ou x2 = 4py rorm.-.·p:.dr.\o. (1)
c•urc a dírtlriz co Coco. p 4p
Diretriz: y • - p Q(x, -p)
Essas equações revelam a simetria da parábola em relação ao eixo y. Cha·
FIGURA 10.2 A forma-padrão da mamos o eixo y de eixo da parábola (apelido para ·-'eixo de simetria..).
parãbola x' = 4py, p > O. O ponto em que a parábola cru>.a seu eixo é o vértice. O vértice da pará·
bola;,?= 4py "tá na origem (Figura 10.2). O número positivo pé o compri·
mento focal da parábola.
Capitulo 10 Seções cônicas e coordenadas polares 3

y Se a pa.rábola se abre para baixo, com foco em (O, -p) e sua diretriz é a reta
y = p, então a Equação (I) fica
Diretrix: y = p x1
y = --
4p
e x2 = -4py

(Figura 10.3). Obtemos equações análogas para parábolas que se abrem para
a direita ou para a esquerda (figura 10.4 e Tabela 10. 1).

TABELA 10.1 Forma-padrão para parábolas com vértices na origem (p > O)


FIGURA 10.3 A parábola
i'= - 4py,p >o. Equação Foco Dirttriz Eixo At>.:rlura

.-.> =41'Y (O,p) y= - p cixoy par-J cima


.\2 =· -'lp)' (O, -p) y=p dxoy pa.r.a baixo
I =: <lpx (p. 0) ,'(c -p dxox para ó'l \Hrcila
l= - 4px (- p. O) x=p cixox para a csqucrd:t

y
Diretriz. Diretriz.
x • -p )~ a 4px 1• -<tpx x=p

Vértice
-----'..:0.:.:-+:'-+1--+ X

(a) (b)

FIGURA 10.4 (a) A pan\bola/ = 4px. (b) A parábola/= -4px.

EXEMPLO 1 Determine o foco c a diretriz da parábola y' = 10.<

SOLUÇAO Determinamos o valor de p na equação-padrão I= 4px:

4p = 10, porta.nto p = '1 = t


Determinamos. então, o foco c a diretriz para esse valor de p:

Foco: (p,O) = (t.o)


Diretriz: x = -p ou
4 Cálculo

As fórmulas para translações horizontal e vertical, na ~ç.io l.3, Volume I,


podem ser aplicadas às equações na Tabela 10.1, para fornecer equações para
uma grande variedade de parábolas em outras localizações (veja os exercícios
39. 40 c 45-48).

Elipses
Definições F.lipsc, foco<
Uma elipse é o conjunto dos pontos do plano cujas distâncias a dois
I' IGURA 10.5 Uma manciradedcsenhar pontos fi.xos do plano têm soma constante. Os dois pontos fi.xos são os
uma elipse usa duas tachiJ>has e um laço de focos da elipse.
barbante para dirigir o lápis.
A maneira mais rápida de construir uma elipse usa a definição. Coloque
um laço de-barbante em torno de duas tachinhas f 1 c Fz, puxe o barbante es-
ticado com a ponta P de um lápis c mova o l;lpis em torno das tachinhas para
traçar uma curva fechada (Figura 10.5). A curva é uma elipse, pois a soma
PF1 + PF'l• sendo o comprimento do barbante menos a distância entre as ta-
chinhas, permanece constante. Os focos da elipse estão em F1 c F,.

Definições Eixo focal, centro, vértices


Vértice Wrlicc A reta determinada pelos focos de uma elipse é o eixo focal da elipse.
O ponto sobre o eixo que está na metade do caminho entre os focos é o
centro. Os pontos em que a elipse corta o eixo focal são os vértices da
elipse (Figura 10.6).
l'IGURA 10.6 Pontos sobre o eixo focal
de uma elipse. ~os focos s.iof,(-c,O) c F,(c, O) (Figura 10.7) e a soma PF, + PF, é denotada
por 2a, então as coordenadas de um ponto P na elipse satisfazem a equação

Y(x + c)' + y' + Y(x- c)' + y' = 2a


Para simplificar essa equação, movemos o segundo radical para o Indo
direito, elevamos ao quadrado, isolamos o radical que ainda permanece c ele·
vamos ao quadrado novamente. obtendo
.\'l y2
-; +1 1 (2)
a· a - c2=
Como PF, + PF1 é maior que o comprimento de F1F1 (desigualdade
triangular para o triângulo PF1f 2), o número 2a é maior que 2c. Assim,
a > c e o n{unero a'- c' na Equação (2) é positivo.
Os passos algébricos que levaram à Equação (2) podem ser invertidos para

--- --
P(x,y) mostrar que todos os pontos P, cujas coordenadas satisfazem uma equação
dessa forma com O < a < c, também satisfazem a equação PF, + PF, = 2a.
Port<mto, um ponto P está sobre a elipse se e somente se suas coordenadas
satisfazem a Equação (2).
Se
b = Ya 2 - c2 (3)
FIGU RA 10.7 A elipse definida pela então 111 - c'= b' c a Equação (2) adquire a forma
equação PP, + PF2 = 2a é o gráfico da
equação (x1 /a1 ) + (y'tb2 ) = I. onde X?. yl
-nl + -b2 -- (4)
a1 - C= b1.
Capitulo 10 Seçõescõnicas e coordenadas polares 5

A Equação (4) revela que essa elipse é simétrica em relação à origem e aos
dois eixos coordenados. Ela está dentro do retângulo delimitado pelas retas
x =:ta e y = :tb. Ela corta os eixos nos pontos (~a, O) e (0, ±b). As tangentes
nesses pontos são perpendiculares aos eixos. pois

()bl.i,l~ d~
hluJç.in (.1)
por dcr;\'açào imptí,ita.

é zero se.<= Oc tende a infinito quando y tende a zero.


O eixo maior (ou principal) da elipse na Equaç.'lo (4) é o segmento de reta de
comprimento 2a que une os pontos (:!:a, O). O eixo menor (ou secundário) é o
segmento de reta de comprimento 2b unindo os pontos (O, :!:b). O número
a é o eixo semimaior e o número b é o eixo sernimenor. O número c determina·
do pela Equação (3) como

é a scmidistância focal da elipse.

EXEMPLO 2 Eixo m;lior horizont<ll


Wrti<:(' A elipse
(4.0)
(5)

(Figura 10.8) tem


Eixo semimaior: a = v'16 = 4, E<'o semi menor: b = V9 = 3
Semidistância focal :c= V 16 - 9 = Vi
FIGURA 10.8 Uma elipse Focos: (:!:c, O) = ( :!:0, O)
com seu ei.xo maior horizontal Vértices: ( :!:a , O)= (:!:4, O)
(Exemplo 2). Centro: (O, O)

EXEMPLO 3 Eixo maior \Wtical


A elipse

I~O<ó ...._
(O. V'?) (6)

obtida trocando x e y na Equação (5) tem seu eixo maior vertica_l em vez de
horizontal (Figura I0.9). Com a' ainda igual a 16 c b' = 9, temos
Eixo semimaior: a = v'i6 = 4, Eixo semi menor: b = V9 = 3
Semidistância focal: c = V16 - 9 = Y7
Focos: (O, :!:c) = (O, :!: v'7)
Vértices: (O, :!:a) = (0, :!:4)
FIGURA 10.9 Uma elipse
com seu eixo maior vertical Centro: (0, O)
(Exemplo 3).
Não há razão para confusão na análise das equações (5) c (6). Simples-
mente, determinamos os pontos de ínterscção nos eixos coordenados; sabe·
mos então qual é o eixo maior, porque ele é o mais longo dos dois eixos. O
centro está sempre na origem e os focos e vértices estão sobre o eixo maior.
6 Cálculo

Equações na forma-padrão par-;,t clipscs CCJHradas na origem


2 y"1.
Forossobreocixox: x1 + 2 = (a> b)
a b
Semídistância focal: c = V a2 - b2
f-ocos: (:!: C, 0)
Vértices: (:!:a, O)

+ r1 =
2 '
Foros sobre o eixo y: !Ç_ (a >b)
b' a
Semi distância focal:c = V a' - b2
Focos: (O, :!:c)
Vértices: (O, :ta)
Em cada um dos casos, a é o eixo se-mimaio r e b é o eixo semimenor.

Hipérboles

Definições Hipérbole, focos


Uma hipérbole é o conjunto dos pontos do plano cujas distâncias a dois
pontos fiXOS do plano têm uma diferença constante. Os dois pontos faxos
são os fooos da hipérbole.
x =... a

Se os focos são F,(-c, O) e F2(c, O) (l'igura 10.10) e a diferença constante é


2a, então um ponto (x, y) está na hipérbole se, c somente se,

(7)

Para simplificar essa equação, movemos o segundo radical para o lado direito,
elevamos ao quadrado. isolamos o radical que ainda permanece, elevamos ao
quadrado novamente e obtemos
f iGURA 10.10 As hipérboles têm dois
ramos. Para pontos no ramo do lado direito
(8)
mostrado aqui, PF1 - PF, = 2a. Para pontos
no ramo do lado esquerdo. PF, - PF1 = 2a.
Fazemos e-ntão b = Yc1 - a i.
Até agora, essa equação se parece com a de uma elipse. Mas. desta vez,
n! - c'- é negativo, já que 2a, sendo a diférença entre dois lados do triângulo PF1 F2~
é menor que 2c. o terceiro lado.
Os passos algébricos que levam à Equação (8) podem ser invertidos para
mostrar que todo ponto P, cujas coordenadas satisfazem uma equação dessa
forma com O < a < c, também sa1isfaz a Equação (7). Portanto, um ponto P
está na hipérbole se, c somente se, suas coordenadas satisfazem a Equação (8).
Se denotarmos por b a raiz quadrada positiva de c' - 112,

b= Vc 2 - a' (9)

então a' - c' = - b' c a Equação (8) adquire a forma mais compacta
x•
';;> -
yl
b' = I (10)
Capitulo 10 Seçõescõnicas e coordenadas polares 7

As diferenças entre a Equação (10) c a equação para uma elipse estão no


sinal negativo e na nova relação
c 2 = a 2 + b1 1>-tt Equaç-jo(9)

Assim como a e-lipse, a hipérbole é simétrica em relação à origem e-aos


eixos coordenados. Ela cruza o eixo x nos pontos (:!:a, O). As tangentes nesses
pontos são verticais porque
dy b 2x
dX = a2y

e tende a infinito quando y tenM a zero. A hipérbole não tem pontos de in·
terscção com o eixo y; na verdade, nenhuma parte da curva está entre as retas
x=aex= - a.

Definições Eixo focal. centro, "'érticcs


A reta determinada pelos focos da hipérbole é o eixo focal. O ponto
que est.á na metade do caminho entre os focos é o centro da hipérbole.
Os pontos de interseção da hipérbole com o eixo focal são os vértices
(Figura 10.11).

fiGURA 10.11 Pontos sobre o


eixo focal de uma hipérbole. Assíntotas de hipérboles e gráficos
Quando resolvemos y na Equação (10), obtemos

y' = b'(;: -1)


-a'x')
ou, extraindo as raízes quadradas,

y= ±%x)I- ::
Conforme x~:!:<», o fator YJ - a'lx' se aproxima de L c o fator :!: (1>/a)xé
dominant~. Assim as retas

são as duas assíntotas da hipérbole definida pela Equação (10). As assôntotas


fornecem uma orientação de que precisamos para desenhar hipérboles ra·
pidamcntc. O modo mais rtlpido de determinar as equações das assíntotas é
substituir o I na Equação (10) por Oe resolver y na nova equação:
yl
bl=O-+y =

I por O --
8 Cálculo

Equações na forma-padrão 1,nn1 hipérboles cenlra.dns na origem


2 y'
Focos sobre o eixo x: .Z... - - 2 = I Forossobre o eixo y:
a' b
Scmidistância f<><:al: c = V.~'"
a'' -+-:b;-
2
Semidistância fO<:al:
F<><:os: (±c, O) Focos: (O, ±c)
Vértices: (± n, O) Vértices: (O, ± a)
y'
Assintotas: Assíntotas: -:;- -

Observe a diferença nas equações das assíntotas (b!a na primcln\ e nlb na segunda).

EXEMJ>LO 4 Focos sohrc o cixox


A equação

x2 yz
yc V2\ • -;;- - s = (11)

é a Equação (lO) com a'= 4 e b' = 5 (Figura 10.12). Temos


Semidistância focal: c = Va2 + ~ = ~=3
Focos: (±c, O)= (±3, O), Vértices: (±a, O) = (±2, O)
Centro: (0, O)

:L
2 i
Assintotas: 4 - -5 -- O ou

FIGURA I 0. 12 A hipérbole do
EXEMPLO 5 r:ocos sobre o eixo J'
Exemplo 4 e suas assíntotas.
A hipérbole

obtida trocando.< e y na Equação (li), tem seus vértices sobre o eixo y em


r vez do eixox (Figura 10.13). Com a' = 4 e b' =5, temos
Semidistância focal: c = Va 2 + b2 = V4 + 5 = 3
Focos: (O, ± c) = (0, ± 3), Vértíces: (0, ± a)= (O, ± 2)

Centro: (O, O)
y' 2
Assíntotas: 4 - :L-
5 - o ou y=

Propriedades reflexivas
FIGURA 10. 13 A hipérbole do As aplicações principais de parábolas envolvem o uso delas como reOcto·
Exemplo 5 e suas assíJltotas. res de Juz e ondas de rádio. Os raios que se originam do foco de uma parábola
são refletidos para fora dela paralelamente ao eixo da parábola (Figura 10.14
e Exercício 90). Além disso, o tempo que qualquer raio leva do foco até uma
reta paralela à diretriz da parábola (portanto, pe.r pendicular ao seu eixo) é o
mesmo para cada um dos raios. Essas propriedades são usadas por refletores
de holofotes e faróis c por antenas de radiodifusão de microondas.
Capitulo 1O Seçõescõnicas e coordenadas polares 9

A luz $ai par;t)damentc


aociJto

FIGURA IO. LS Um espelho elíp·


tico (aqui mostrado de perfil) reOe·
te luz de um foco para o outro.

FIGURA 10.14 Refletores parabólicos podem gerar um feixe de luz parale·


lo ao eixo a partir de uma fonte no foco; ou eles podem rece-ber raios paralelos ao
eixo e concentrá·los no foco.

Quando uma elipse gira em torno de seu eixo maior. gera uma superfície
(a superfície é chamada elipsóide}; se o interior for prateado para produzir um
espelho. a lu?. a partir de um f<Xo será reOetida no outro fO<o (Figura 10.15).
Os elipsóides reOetcm o som da mesma maneira, e essa propriedade é usada
para construir galerias de sussurros, salas nas quais uma pessoa que está em
um foco pode ouvir um sussurro dos outros focos. (O Hali de Esculturas no
prédio do Capitólio dos Estados Unidos é uma galeria de sussurros.)
A luz dirigida a um dos focos de um espelho hiperbólico é reOetida na
PuábQla direç.'lo do outro foco. Essa propriedade de hipérboles é combinada com as
Espclho prirOOrio propriedades reflexivas de parábolas e elipses pa•·a projetar alguns telescópios
FIGURA 10.16 Desenho esquemático de modernos. Na Figura 10.16, a luz da estrela chega a um espelho parabólico
um telescópio refletor. primário c é refletida na direção de seu fO<o Fp. Ela é então refletida por unt
pequeno espelho hiperbólico, cujo foco é F11 : Fp, em direção ao segundo fO<o
da hipérbole, F• : F11• Como esses f<Xos são também de uma elipse, a luz é
rcOetida pelo espelho el!ptico para o segundo foco da elipse para ser vista por
um observador.

Exercícios 10.1
Identificando gráficos
3. 4.
Combine as parábolas nos exercícios l-4 com as seguintes
equações:
X: = 2y. K = -6y. I = 8x~ I = -4x
Determine então o foco e a diretriz da parábola.
I. y 2. )' Nos exercícios 5- 8 combine cada cônica com uma das se·
guintes equações:
xl y~
,
-;r+g= I, -~·+y'= l

x2 y:
-y'4 - x' =J' -;r - 9 = J
10 Cálculo

Detennine então os focos e os vértices das seções cônicas. Se 29. y' - x' = 8 30.y' - x '=4
a cônica for uma hipérbole, estabeleça também suas assíntotas. 3L 8Jl- 2y' = 16 32. y'-3x'=3
5. y 6. 33. sy' - 2x' = 16 34. 64x' - 36/ = 2.304
Nos exercícios 35-38 são dados os focos, os vértíces e as·
síntotas de hipérboles centradas na origem do plano xy. Em
cada caso, determine a equação da hipérbole na forma·padrão
a partir da informação dada.
35. Focos: (O, :!: v'2) 36. Focos: ( :!: 2, O)
Assíntotas: y = :tx Assíntotas: y = :!: ~x
7. y 8. 37. Vértices: (:!:3, 0) 38. Vérhces: (O, :!:2)
Assíntotas:y= :!:ix Assíntotas: y = :t !x
3 2

Transladando seções cônicas


39. A parábola r'= 8x é transladada de 2 unidades para
Parábolas baixo e I unidade para a direita para gerar a parábola
(y + 2)1 = 8(x - I).
Nos exerdcios 9-16 são dadas equações de pan\bolas. De-
termine o foco e a diretriz de cada parábola. Esboce cada uma (a) Determine o vértice, o foco c a diretriz da nova parábola.
das parábolas. Inclua o foco c a diretriz. em seu desenho. (b) Esboce a parábola, usando os dados obtidos no item (a).
9. y' = 12x 10. x' =6y 11. x' = - 8y 40. A parábola r= -4y é transladada de I unidade para a
12. y' = -2x 13. y = 4x 2
14. y = -8x2 esquerda c de 3 unidades para cima para gerar a parábola
15. X= -3/ 16. X = 2/ (x + 1) 2 = -4(y - 3).

(a) Determine o vé_rtice, o foco e a djretriz da nova parábola.


Elipses
(b) Esboce a parábo.la, usando os dados obtidos no item (n}.
Nos exercícios 17-24 são dadas equações de elipses. Colo-
41. A e~pse (x'/16) + (y'/9) = 1 é transladada de 4 unidades
que cada equação na forma-padrão. Esboce então cada uma
para a direita e de 3 unidades para cima para gerar a elipse
das elipses. lnclua os focos em seu desenho.
17. 16x' + 25/ = 400 18. 7Jl + I6y' = 112 (x - 4) 2 (y - 3)2
19. 2f + y' = 2 20. 2f + y' = 4 16 + 9 = I
21. 3x' + 2y2 = 6 22. 9x' + IOy' = 90 (a) Determine os focos, o vértice e o centro da nova elipse.
23. 6JC + 9y2 = 54 24. l69JC + 2Sy2 = 4.225
(b) Esboa: a nova elipse, usanduosdadosobtidos no item (a).
Nos exercícios 25- 26 são dados os focos e os vértices de
elipses centradas na origem do plano xy. Em cada caso, deter· 42. A elipse (r/9) + (Ji'/25) =I é transladada de 3 unidades para
mine a equação da elipse na forma·padrão a partir da infor· a esquerda e de 2 unidades para baixo para gerar a elipse
mação dada. 2
(x + 3) (y + 2) 2
25. Focos: (:!:V2, O) 26. Focos: (O, :!:4) 9 + 25 = I
Vértices: (:!:2, O) Vértices: (0, :!:5) (a) Determine os focos. o vértice e o centro da nova elipse.
(b) Esboce a nova c~pse. usando os dados obtidos no item (a).
Hipérboles 43. A hipérbole (.<'116)- (y'/9) = I é transladada de 2 unida-
Nos exercícios 27-34 são dadas equações de hipérboles. des pam a direita para gerar a hipérbole
Coloque cada equação na fonna-padrão e detennine as assíntotas (x - 2)
2
/
da hipérbole. Esboce então a hipérbole. Inclua as assinto· 16 - 9 = I
tas e os focos em seu desenho. (a) Determine o centro. os focos, o vértice e as assíntotas da
2 2 nova hipérbole.
27.x - /= l 28. 9x - 16/ = 144
Capitulo 10 Seções cônicas e coordenadas polares 11

(b) Esboce a nova hipérbole, usando os dados obtidos no 64. 4,-l + y' + Sx - 2y = -L
item (a). 65. x' - y 2 - 2x + 4y = 4 66. x 2 - y' + 4x - 6y = 6
44. A hipérbole (y'/4) - (x'/5) = Lé transladada de 2 unida- 67. 2x1 - y' + 6y 3 = 68. y'- 4x2 + 16x 24 =
des para baixo para gerar a hipérbole
(y + 2)' x' Desigualdades
4 - 5 = 1
(a) Determine o centro, os focos, o vértice e as assíntotas da Esboce as regiões do plano xy cujas coordenadas satisfazem
a desigualdade ou par de desigualdades nos exercícios 69- 74.
nova hipérbole.
(b) Esboce a nova hipérbole usando os dados obtidos no 69. 9x2 + 16y' s 144
70. x' + y' « 1 c 4x' + y' s 4
item (a).
Nos exercícios 45-48 são dadas eq'"'ções de parábolas e é dito
7J. x' + 4y' <!: 4 c 4x2 + 9y' S36
72. (x' + y'- 4)(x' + 9y'- 9) s o
em quantas unidades para cima ou para baixo c para a direita ou l
74. 1x· - y 1 s L
~
73. 4y· - x · « 4
' 't

para a esquerda cada par.íbola é trans_ladada. Dete-rmine a equa·


ç:lo da nova parábola c determine o novo vértice, foco c diretriz.
45. I = IJx, para a esquerda 2, para baixo 3 Teoria e exemplos
46. I =-12x, para a direita 4, para cima 3
75. Fórmula de Arquimedes para o volume de um sólido
47. x' = Sy, para a direita L, para baixo 7
parabóUco A região delimitada pela parábola y = (4hllf)x'
48. .<' = 6y, para a esquerda 3. para baixo 2 e a reta y = 11 é girada em torno do eixo y para gerar o só·
Nos exercícios 49- 52 são dadas equações de elipses c é dito lido exibido aqui. Mostre que o volume do sólido é igual
de quantas unidades para cima ou para bai~o c para a direita ou a 3/2 do volume do cone correspondente.
para a esquerda cada eUpse é transladada. Determine a equação
da nova elipse e determine os novos vértices, focos c centro.

49. 6x' -t 9r' =- 1) para a esquerda 2. para balxo I

x' + y2 = 1, para a d irei ta 3, para cima 4


50. 2
-
~I· 3x' + 2y' = I, para a direita 2, para cima 3
,? y'
52.
16
+
25
= 1, para a esquerda 4, para baixo 5

Nos exercícios 53-56 são dadas equações de hipérboles c


é dito em quantas unidades para cima ou para baixo e para
a direita ou para a esquerda cada hipérbole é transladada.
Determine a equação da nova hipérbole c estipule os novos
vértices, focos. assíntotas e centro. 76. Cabos de suspensão de pontes formam parábolas
x2 )'2
O cabo de suspensão da ponte exibida aqui sustenta uma
53. 4 - 5 = L, para a direita 2, para cima 2 carga de IV libras por pé horizontal. Pode ser demons-
trado que se H é a tensão horizontal do cabo na origem,
xz 2
54. T6 - 91 a l, para a esquerda 2, para baixo 1 então a curva do cabo satisfaz a equação
dy IV
55. y' - ,? = 1, para a esquerda 1, para baixo 1 dx = Hx
56. 3l - :c, = L, para a direita L, para cima 3 Mostre que o cabo é suspenso na forma de uma pará-
Determine o centro. focos, vértices c ra.io, conforme ade- bola resoh•endo essa equação diferencial com a condição
quado, das seções cônicas dos exerdcios 57- 68. inícial que y = Oquando.< = O.
57. x ' + 4x + y' = 12

1 -~
58. 2x' + 2y ' - 28x + 12y + L14 = O
59. x' + 2x + 4y- 3 = O 60. y' - 4y- 8x- L2 = O
61 . x' + Sy' + 4.< = I 62. 9.,• + 6y' + 36y = O
I X
63. x' + 2, ' - 2x - 4y = - L o
12 Cálculo

7?. Determine uma equação para o círculo que contém os 89. As ondas circulares na fotografia foram feitas tocando a
pontos (1, O), (O, I) e (2, 2). superfície de um tanque de ondas, primeiro em A e de-
78. Determine uma equação para o circulo que contém os pois e1n B. Conforme as ondas se ~xpandem, seus pontos
pontos (2, 3), (3. 2) e (- 4, 3). de interseção aparentam descrever uma hipérbole. Isso
acontece realmente? Para descobrir, podemos modelar as
79. Determine uma equação para o círculo com centro no ondas como círculos centrados em A e em B.
ponto (- 2. I) equcpassapeloponto (1, 3). O ponto(l,l;2,8)
está dentro, fora ou sobre o circulo?
80. Determine equações das retas tangentes ao clm~o (x - 2)' +
(y - I)' = 5 nos pontos em que o círculo corta os eixos
coordenados. (Sugestão: Use derivação implícita.)
SI. Se retas são desenhadas paralelamente aos ei.xos coordena·
dos por wn ponto P sobre a paníbola I= kx, k > O, a pari·
bola divide a região retangular delimitada por essas retas e
os eixos coordenados em duas rcgjões menores. A e 8 .
(") Se as duas regiões giram em torno do eixo y, mostre que No instante t, o ponto P está a rit) un.idades de i\ c a r8(t)
elas geram sólidoscujosvolumeslêrn ra7.ão 4:1. unidades de B. Como os raios dos círculos crescem a uma
(b) Qual é a razão entre os '"'lumes dos sóUdos gerndos pela taxa constante, a ta.xa à qual as ondas estão se movendo é
revolução das regiões em torno do eixo x? dr, drs
y dt = dt
Conclua dessa equação que r,- r8 é constante de modo que
P tem de estar em uma hipérbole cujos tOcos são A e 8.

~or-----------~-- ••
82. Mostre que as tangentes à curva I= 4px partindo de qual-
quer ponto da reta y = -p são perpendiculares.
83. Determine as dimensões do retângulo, com lados pa-
ralelos aos eixos coordenados, de maior área que pode
ser inscrito na elipse x> + 4y' = 4. Qual é a área do
retângulo?
84. Determine o volume do sólido gerado pela revolução
da região delimitada pela elipse 9x' + 41 = 36 em torno de
(a) eixo x, (b) eixo y.
85. A região •triangular" no primeiro quadrante, delimitada 90. A propriedade reflexiva de parábolas A figura aqui
pelo eixox, pela retax = 4 e pela hipérbole 9.<' - 41 = 36 mostro um ponto típico P(x.. y.,) sobre a parábola
é girada em torno do eixo x para gero r um sólido. Deter- I = 4px. A reta /.,é tangente à parábola em P. O foco da
mine o volume do sólido. parábola está em F(p, O). O raio /.,' ostcndido a partir de P
86. A região delimitada à esquerda pelo eixo y, à direita pela para a direita é paralelo ao eLxox. Vamos mostrnr que a luz
hipérbole x> -I= I e superior c inferiormente pelas re- que sai de F e vai até Pé refletida ao longo de C provando
tas y = :!:::3, é girada em torno do eixo y para gerar um que f3 é igual a a. Estabeleça essa igualdade verificando os
sólído. Determine o volume do sólido. passos a seguir:
87. Determine o centróide da região que é delimitada in· (a) Mostre que tg/3 = 2p!y0•
feriormentc pelo eixo x e superiormente pela elipse
(b) Mostre que tg</> = yr/(:<0 - p).
<rl9> + (y'/16) = 1.
(c) Use a identidade
88. A curva y = W+l. O :s x :s vÍ que cparte do romo
superior da hipérbole I - r = I é girada em torno do tgt/> - tg{3
eixo x paro gerar uma superfície. Determine a área da tga = I + tg 4> tg {3
superfície. para mostrar que a = 2ply..
snow
Capitulo 10 SeçõescOnicas e coordenadas polares 13

Como a c {3 silo ambos agudos c tg a = tg {3 então a = {3. 92. Construção de uma hipérbole Os diagramas a seguir
y apareceram (sem legenda) no artigo de Ernest J. Eckert,
...Constructions without word.s': Mathematics NlagazitJe;
v. 66, n. 2, abr. 1993, p. 113. Expüque as construçoo de-
tem>inando as coordenadas do ponto P.
, ,

l • 'lpx

91. Como o astrônomo Kcpler usou um barbante para dese-


nhar parábolas O método de Keplcr para desenhar pará- :;,~----i;D:;:("o")__•
-0 ,X
I. IJ( I, O)
bolas (com fcrr.uncntas mrus modernas) precisa de um bar-
(a) (b)
bante do comprimento de uma rég\ta Te de uma mesa cuja
93. A largura de uma par.lbola no foco Mostre que o nú-
borda possa servir como diretm da parábola. Prenda uma
ponta do barbante em um ponto onde v<X:ê quer que seja o
r
mero 4p é a largura da parábola = 4py, (p > O) no foco
mostrando que y 2 p corta a parábola em pontos que es-
foco e a outra ponta na ponta superior da régua T. Então, se-
tão afastados de 4p unidades.
gurando com um lápis o barbante esticado contra a régua T,
desli1.c a régua T ao longo da borda da mesa. Conforme a ré- 94. As assíntotas de (x'Ja>J- (y'Jb, ) = I Mostre que a dis-
gua T se move, o lápis vai desenhar uma parábola. Por quê? tância vertico:\1 entre a reta y ::: (b/a)x e a metade supe·
,, rior do ramo direito de y = (bla) Vx 1 - a1 da hipérbole
(x'Ja' ) - (jJb' ) = !tende a Omostrando que

lim
x~
(%x- %w- .r)=% lim (x - W- a')= o
x-~

Resultados análogos valem para as outras porçoos da


hipérbole e as retas y = :!: (bla)x.
Oirctri~

Classificando seções cônicas pela excentricidade


Vamos agora mostrar como associar a cada seção cônica um número cha·
mado excentricidade da seção cônica. A excentricidade revela o tipo da côni-
ca (circulo, elipse, parábola ou hipérbole) e, no caso de elipses e hipérboles,
descreve as proporções gerais da seção cônica.

Excentricidade
Embora a semidistância focal c não apareça na equa~ão
xl y2
-2 +-2 = I (a> b)
a b
da elipse, podemos ainda determinar c pela equação c = Va2 - b1• Se li-
xarmos a. e c variar no intervalo O:s c :s a, a forma das elipses resultantes vão
variar (Figura 10.17). Elas são circulos se c = O(de modo que a = b) c se acha-
tam conforme c cresce. Se c= n. o foco e os vértices se sobrepõem e a elipse se
degenera em um segmento de reta.
Usamos a razão de c por a para descrever as várias formas que a elipse pode
ter. Chamamos essa razão de excentricidade da elipse.
14 Cálculo

t=O c =O

F,

H GUUA 10.17 A elipse muda de um círculo a um segmento de reta con-


forme c cresce de Oaté a.
TABELA10.2 Excentricidades
de órbitas planetárias Definição Excentricidade de uma elipse
Mcrct'trio 0.21 Sa.wrno 0.06 A excentricidade da elipse (:àa' )+ C/lb') = I (a > b) é
\'~nus 0.01 Ur.ano 0.05
TNt:t 0.02 NtiUOQ 0.01
Marte 0.09 Plutão 0.25
Os planetas no sistema solar giram em torno do Sol em órbitas (aproxima-
Jt'IJ)itcr o.os damcnlc) eliplicas com o Sol em um dos focos. A maioria das órbitas é quase
circular, como pode ser visto por suas excentricidades na Tabela 10.2. Plutão
tem uma órbita rawavclmente excêntrica com e= 0,25, assim como Mete lírio.
com e= 0,21. Outros clemenros do sistema solar rêm órbiras que são aré mais
excênlricas. icaro, um asleróidc com cerca de 1 milha de largura que dá uma
Compan ion volta em torno do Sol a cada 409 dias da Terra. possui uma excentlicidade
Wcbsite orbilal de 0,83 (Figura 10.18).
ningrnfiól histC•ricJ•
F.Xf.MPI,O I Comera llalley
Edmund Hallcy A órbila do comera Hallcy é uma elipse de 36,18 unidades astronô-
(l65<í·li42) micas de comprimcnlo por 9,12 unidades astronômicas de largura. (Uma
unidade astronômica [VAI é 149.597.870 km, o ei.<o semimaior da órbita
da Terra.) Sua excentricidade é
V(36,t812l' - (9, 1212) 2
e= = ( 1/2)(36,18 )

V( 18,09)1 - (4,56) 2 _
= 18,09 • 7
- 09

Enquanto uma parábola tem um foco e uma diretriz. cada elip~ possui
dois focos c duas diretrizes. Essas são as retas perpendiculares ao eixo maior
a dislâncias de !:ale do cenrro. A parábola rem a propriedade que
PF = I·PD (1)
para todo ponto Psobre c)a, onde F é o foco c D é o ponlo mais próximo de P
sobre a dircrriz. Para uma elipse, pode ser demonslrado que as equações que
subsritucm a Equação (I) são
PF2 =e ·PD2 (2)
Aqui, e é a cxccnlricidadc. Pé um ponto sobre a elipse, F, c F1 são os focos c
FIGU RA 10. 18 A órbita do asteróide !caro
0 1 c D, são os ponlossobrc as diretri7.<s mais próximos de P (Figura 10.19).
é altamente excêntrica. A órbita da Terra é Nas duas equações (2) a diretriz e o foco 1êm de corresponder, islo é, se
quase tão circular que seus focos estão dentro usarmos a distância de P a F1• também devemos usar a distância de P àdiretriz
do Sol. no lado correspondcnlc da elipse. A diretriz x = -ale corrcspondc a F1( -c, 0)
c a diretriz x =ale corrcspondc a F1(c. O).
• P<.lta Stlber rn31.s-sobre ;).$ Jigurn hl$tórin1s e o dcsen· A excentricidade de uma hipérbole também é e= ela, apenas que. ne,sse caso.
volvirnento dos principais elementos e tópicO$ do c é igual a Ya 2 + b 2 em vez de Va2 - b 2• Ao conlrário da cxccnlriGidade
clkulo, visite "''~w..Q.w.com/thomas_br de uma cUpse. a excentricidade de uma hipérbole é semp(c maior que I.
Capitulo 1O Seçõescõnicas e coordenadas polares 15

r
Oirctrb I
X=-~ -.
0il"("ltb.2
~- Q
Definjção Excentricidade de uma hipérbole
A excentricidade da hipél'bole (x'/a2) - <!tif) =I é

e=%= Va•a+ b'


o, Tanto para a elipse como para a hipérbole, a excentricidade é a razão da
distância entre os focos pela distância entre os vértices (pois ela = 2c/2a).

distância entre os focos


FIGURA !0.19 Osfocoseasdirerrius Excentricidade -
distância entre os vértices
da elipse (x'ta') + <ltb') = I. A diretriz
I corresponde ao foco F1 e a diretriz 2
correspondc ao foco F,. Em uma elipse. a distância entre os focos é menor que entre os vértices c a
razão é menor que I. Em uma hipérbole. ao contrário, são os focos que estão
mais distantes um do outro do que os vértices e a rax..io é maior que I.

EXEMPLO 2 Dctenninando os vérlices de uma elipse:


Localize os vértices de uma elipse de excentricidade 0,8 cujos focos são
os pontos (0, :!:7).
SOLUÇÃO Como e= ela. os vértices são os pontos (O, :!:a) onde

a = ec = 7
0,8 = 8,75

ou (0, :!:8,75).

EXU•Il'LO 3 Excentricidade de uma hipérbok


Determine a excentricidade da hipérbole 9x' - I6y' = 144.
SOLUÇÃO Dividimos os dois lados da equação da hipérbole por
144 para colocá-la na forma-padrão, obtendo
Di«uiz- I r O irctr~2

X=-~ X= ~

-- J~x.r)
Dl
c ='~~a'+ b' = v'i6+9 =S, de
,.,."' I
,
I
I Com a' = 16 e I>'= 9, determinamos
I
I modo que
I

a 5
e= - = -
c 4

Como para a elipse, podc·sc Jnostrar que as retas x = ±t~le agem como
diretrizes da hipérbole e que
FIGURA 10.20 Osfocoscasdirctrizesda
PF 1 =e •PD1 e (3)
hipérbole (x'/n 2) - (y'/b2) = I. Seja qual for
o lugar em que o ponto P se encontra na hi· Aqui Pé um ponto na hipérbole, F, c F, são os focos e 0 1 e 0 2 são os pon-
pérbole, PF1 = e· P0 1e PF2 = e· PO,. tossobre as diretrizes, mais próximos de P (Figura 10.20).
Para completar a ilustração, definimos a excentricidade da panlbola por
e= I. As equações ( I) e (3) têm, então, a mtsma fo rma PF = e · PD.
16 Cálculo

Definição Excentricidade de uma parábola


A excentricidade de uma parábola é e= I.

A equação "foco-diretriz" PF = e • PD une a parábola, a elipse e a hipér·


bole no seguinte sentido. Suponha que a distância PF de um ponto P a um
ponto fixo F(o foco) seja um múhiplo constante de sua distância até uma reta
fixa (a diretriz). Isto é, suponha

PF = e · PD (4)

onde e é a constante de proporcionalidade. Então a trajetória descrita por Pé


(a) uma parábola se e= I,
(h) uma elipse de excentricidade e se e< I c
(c) uma hipérbole de excentricidade e se e> I.
Não há coordenadas na Equação (4) e quando tentamos traduzi·la na
fonna de coordenadas, ela se troduz de maneiras diferentes, dependendo do
tamanho de e. Pelo rnenos. isso é o que acontece em coordenadas cartesianas.
Entretanto, em coordenadas polares. como veremos na Seção J0.8. a equação
PF = e • PD se traduz em uma única equação independentemente do valor
de e, uma equação tão simples que foi a equação escolhida pelos astrônomos
e cientistas espaciais há mais de 300 anos.
Dados o foco e a diretriz correspondentes de uma hipérbole centrada na ori·
gcm c com os focos no eixo x, podemos us.1r as dimensões exibidas na Figura 10.20
pa.rn dctcm1i.nar e. Sabendo e, podemos dcdu1Jr uma equação cartesiana para a
hipérl>o.leapartirdaequaçãoPF = e· PD,como nopróximoexemplo. De modo
amüogo, podemos determinar equações de elipses centradas na origem com focos
no eixo x, usando as dime.nsõcs c~bidas na Figura 10.19.

Eli.'EM PLO 4 Equação cartesiana de uma hipérbole


Determine uma equação cartesiana para a hipérbole centrada na ori·
gcm com um foco em (3, O) c a reta x = I como a diretriz correspondente.

SOtUÇÃO Primeiro, usamos as dimensões exibidas na Figura 10.20


para determinar a excentricidade da hipérbole. O foco é
(c, O) = (3, 0), de modo que c= 3
A diretriz é a reta

X= e=• I, dcmodoquc tl=C

Quando combinada com a equação e =ela que define a excentricidade,


esses resultados fornecem

c 3
e----
- a -C' de modo que e e= v'3
Capitulo 10 SeçõescOnicas e coordenadas polares 17

r Conhecendo e, podemos agora deduzir a equação que queremos da


equação PF = e · PD. Na notação da Figura 10.21. temos

PF = e·PD
V(x- 3)' + (y- O>' = Yl lx- l i
x1 - 6x + 9 + y 2 = 3(x' - 2x + I)

2x2 - y' = 6
xl yl
3 - 6 = I

FIGURA 10.21 A hipérbole e


a diretriz no Exemplo 4.

Exercícios 10.2
Elipses 20. Determine uma equação da elipse de excentricidade 2/3
que tem por diretriz a reta x = 9 c o ponto (4, O) como o
Nos exercícios 1-8, estabeleça a excentricidade da elipse. Dc- foco correspondente.
tcnninc, então, os focos e as <lirctrizt.:-s da elipse c dcscnh~a.
2 1. Para que valores de a, beca elipse
I. l6x2 + 25y2 = 400 2. 7x' + l6y' = 112
4~~ + y +ax+ by+ c = O
3. 2x2 + y 2 = 2 4. 2x2 + y 1 = 4
é tangente ao cixox na origem c passa pelo ponto(-!, 2)1
5. 3x1 + 2y' = 6 6. 9x2 + IOy' = 90
Qual é a excentricidade dessa elipse?
7. 6x2 + 9y2 = 54 8. 169x'2 + 2Sy' = 4.225
22. A propriedade rcOexiva de elipses Uma elipse gira em
Os exercícios 9-12 fornecem os focos ou vértices c as c.,. torno de seu eixo maior para gerar um clipsóic.fe. A superfí.
centricidadcs dc elipses com centro na origem do plano xy. Em cic interna do elip-sóide é prateada para fazer um espelho.
cada caso, determine a equação da elipse na fonna·padrão. Mostre que qualquer raio que emana de um foco será re-
9. Focos: (0, :!:3) 1o. Focos: ( ±8. 0) fletido no outro foco. Ondas sonoras também seguem es·
Exctnt ricidadc: 0,5 Excentricidade: 0,2 sas trajetórias e essa propriedade é usada na construção
11. Vértices: (0, :!:70) 12. Vértices: (:!: 10. 0) de ...galerias de sussurros'~ (Sugestão: Coloque a elipse na
Excentricidade: 0.1 Excentricidade: 0,24 posição·padri\o no plano xy e mostre que as retas de um
ponto P da elipse aos dois focos formam ângulos con-
Os exercícios 13- 16 fornecem os focos c as diretrizes cor-
gruentes com a tangente da elipse em P.)
respondentes de elipses centradas na origem do pJano xy. Em
cada caso, use as dimensões na Figun1 10.19 para estabelecer
a excentricidade da elipse. Determine, então, a equação da
Hipérboles
elipse na forma-padrão. Nos cxerdcios 23-30, determine a excentricidade da hi-
pérbole. Determine então os focos e as diretrizes da hipérbole
13. Foco: (Vs, O) 14. Foco: (4, O}
e desenhe-a.
Diretriz: x = 1;
. . 9
D tretnz: x c:: Vs 23. x' - y' = l 24. 9x2 - 16y' = 144
2 2
15. Foco: (-4. O) 16. l'oco: (- VÍ. O) 2S. y -x =8 26. y 2 - x 2 = 4
Diretriz: x= - 16 Diretriz: x = - 2VÍ 27. 8x' - 2y2 = 16 28. y' - 3x 2 = 3
17. Desenhe uma elipse de excentricidade 4/5. Explique o 29. 8y' - 2x' = 16 30. 64x2 - 36y2 = 2.304
seu procedimento. Os exercícios 31- 34 fornecem os focos ou vért:ices e as excen·
18. Desenhe a órbita de Plutão (excentricidade 0,95) em es- tricid.•des de hipérboles com centro na origem do plano xy. fun
cala. Explique o seu procedimento. cada caso. determine a equação da hipérbole na fonna-padrão.
19. As extremidades dos eixos maior e menor de uma elipse 31. Excentricidade: 3 32. Excentricidade: 2
são (1. 1), (3, 4), (1, 7) e (- l, 4). Esboce a elipse, dê a sua Vértices: (O, :!: I) Vértices: ( :!:2, O)
equação na forma ~padrão e determine seus focos. excen- 33. Excentricidade: 3 34. Excentricidade: l,ZS
tricidade c diretrizes. Focos: (:!:3, O) Focos: (O, :!: 5)
18 Cálculo

Os exercícios 35-38 fornecem os focos e as diretrizes cor· y


rcsp<>ndcntcs de hipérboles centradas na origem do plano xy. P(x.y)..._ '
Em cada caso, estabeleça a excentricidade da hipérbole. De·
termine, então, a equação da hipérbole na forma-padrão.
35. Foco: (4, O) 36. Foco: (VÍÕ, O)
Diretriz: x = 2 Diretriz: x = Vi
37. Foco: (- 2. O) 38. Foco: (- 6, O)
. .
DlfClTIZ: X =- 2I Diretriz: x = -2 42. Uma clipse c uma hipérbole com focos coincidentes
39. A hipérbole de excentricidade 3/2 tem um foco em Mostre que uma elipse c uma hipérbole que têm os mes-
(I, -3). A diretriz correspondente é a reta y = 2. Determine mos focos A e B~ como na figura a seguir. se cruzam em
ângulos retos em seus pontos de interseção. (Sugestão: Um
uma equação da hipérbole.
raio de luz que parte do foco A c que encontra a hipérbole
40. O efeito da excentricidade na forma da hipérbole O que
no ponto P seria refletido pela hipérbole como se viesse
acontece com o gráfico da hipérbole quando a cxcen·
diretamente de 8 (Exerdcio 41 ). O mesmo raio seria refle.
tricid3de -aumenta? Para descobrir. reescreva a equação
tido pela elipse para passar por B (Exercício 22}.)
(.~ta')- (y'tb') = I em termos de a c e, em vez de a e b.
Desenhe a hipérbole para vários valores de e c descreva o
que você descobriu.
41. A propriedade refle.xiva de hipérboles Prove que
qualquer raio de luz que incide diretarnente em um foco
de um espelho hiperbólico. como na figura a seguir, é re·
Retido na direção do outro foco. (Sugestão: Mostre que a
tangente à hipérbole em Pé bissetriz do ãngulo formado
pelos segmentos PF, e PF,.)

Equações quadráticas e rotações


Nesta seção) examinamos o gráfico de uma equação
A.~ + Bxy + Cy' + Dx+Ey+ F=O (1)
em que A. B e C não são todos nulos. e mostramos que ela é quase sempre
urna seção cônica. As exceções são os casos nos quais não há gráfico ou o gnl·
fico consiste em duas retas paralelas. ~convenção chamar todos os gráficos da
Equação (I), curvos ou não. de curvas quadráticas.

O termo misto
' Voe< deve ter observado que o termo Bxy não aparece nas equações de se·
çõcs cônicas na Seção 10.1. Isso aconteceu porque os eixos das seções cônicas
são paralelos (na verdade, coincidentes) com os eixos coordenados.
Para ver o que acontece quando o paralelismo é ausente. vamos e,scre-
vcr a equação de uma hipérbole com 11 = 3 e focos em F1(-3, -3) c F2(3, 3) (Figum
10.22). A equação IPF, - PF,I = 2atorna·se JPF, - PF,I = 2(3) = 6 e
Y(x + 3)2 + (y + 3) 2 - V(x - 3)2 + (y - 3)1 = :!:6
Quando transpomos um radicaJ, elevamos ao quadrado. isolamos o radical
que ainda permanece e ek•varnos ao quadrado novamente c a equaç.io se reduz a
2xy=9 (2)
I'IGURA 10.22 O eixo focnl da hípérbo· um caso da Equação (I) no qual o termo misto está presente. As assíntotas da
le 2xy =9 forma um ângulo de /4 radianos hipérbole da Equação (2) são os eixos x c y, e o eixo focal forma um ângulo
com o eixo x positivo. de 'TT/4 radianos com o eixo x positivo.
Capitulo 10 Seçõescõnicas e coordenadas polares 19

Como oC$Se exemplo, o termo misto está presente na Equação (I) somen-
te quando os ei.,os das cônicas são inclinados.
l'(x. )') = {,<',)") Para eliminar o termo em xy da equação de uma cônica, giramos os eixos
coordenados paro eliminar a "inclinação» nos eixos da cônica. As equações
das rotações que usamos são deduzidas do seguinte modo. Na notação da Fi-
gura 10.23, que mostra uma rotação de um ángulo a no sentido anti·horário
em torno da origem,
x= OM = OPcos (O+ a)= OPcos O cosa- OPsen Osen a

y= MP= OPsen (O+ a)= OPcos O sen a+ OP senO cosa (3)


FIGURA 10.23 Uma rotação de
Como
ângulo a em torno da origem no
sentido anti-horário. OPcosO= OM' =x'

OPsen O= M'P= y'

a Equação (3) se reduz ao seguinte.

Equações para rotaçõdi do~ eixos coordenados


.Y = x'cosa - y' sen a
(~)
y;;x'sen a + y'cosa

EXEMPLO I Determinando uma C<luação de uma hipérbole


Os eixos x e y são rodados em torno da origem de um ângulo de -r./4
radianos. Determine uma equação para a hipérbole 2xy = 9 nas novas
coordenadas.
SOLUÇÃO Como cos -r./4 = sen -r./4 = 1/V:i, substituímos

x' - y' x' + y'


x= y= VÍ
v2'
das equações (4) na equação 2xy = 9 e obtemos

z( :;{)( ;;{) = 9

x'' - y'' = 9

Veja a figura 10.24.


Quando aplicamos as equações (4) à equação quadrática (1), obtemos
uma nova equação quadrática
FIGURA 10.24 A hipérbole do Exemplo I
(x' e y' são as coordenadas). A'x'' + B'x'y' + C'y'' + D'.<' + E'y' +F'= O (5)
20 Cálculo

Os novos e velhos coeficientes es1ão relacionados pelas equações


A'= A cos~ a+ Bcos a scn a+ Csen1 a
B' = 8 cos 2a + (C - A) sen 2a
C' = A sen'a -8senàcosa + Ccos' a (6)
D'= D cosa+ Esen a
E' = - Dscn à+ E coso-
F'= F
Essas equações mostram, entre outras coisas, que, quando começamos com
uma equação de uma curva na qual o lermo misto está presente (8 ., O), po·
demos detcnninar um ângulo de rotação o- que produz uma equação na qual
nenhum termo misto aparece (B' = O). Para determinar a , fazemos B' =O na
segtutda equação em (6) e resolvemos a equação resultante
8 cos 2a +(C - A) scn 2a =O,

para determinar a. Na prática> isso significa determinar a de uma das duas


equações a seguir

Ângulo de rotação
A- C 8
cotg2a = - - ou tg2a = -A-- C (7)
8

EJ(EMPI.O 2 Del<rminando o ângulo de rolaçào


Os eixos coordenados têm de ser rodados de um ângulo à para produ-
2
v'J zir uma equação da curva
+ V3 xy + y 2 - 10 = O
2x2
sem o termo misto. Determine a c a nova equação. Identifique a curva.

FIGURA 10.25 Este triângulo SOJ.UÇÃO A equação 2x1 + V3 xy + y 2 - 10 = O lem A = 2,


identifica 2 = cotg' 1( 11V3) como /3 B = V3 e C = I. Substituímos esses valores na Equação (7) para deter-
(txemplo 2). minara:
A-C 2 -1 I
cotg2a = - 8- = = v'3 v'3
)'

i , .r. ,
lx·+v~.<y +y-- 10=0
Do triângulo retângulo da Figura 10.25, vemos que uma csc-Qiha ade·
quada do ângulo é 2" = r./3, de modo que tomamos a= -.r/6. Substituindo
v'iõ i. a= w/6, A = 2, B = V3,
C = 1, D =E= O e F = - tO nas equações (6),
obtemos
i2' , I
A' = B' = 0, C = 2' D' = E' = O, F' = - lO

A Equação (5) fornece então

tx' ty''-
2
+ 10 =O, ou

A curva é uma elipse com focos no novo eixo y' (Figura 10.26).
FIGURA 10.26 AseçãocônicadoExemplo2.
Capítulo 1O Seções cônicas e coordenadas polares 21

Gráficos possíveis de equações quadráticas


Retornamos agora aos gráficos das equações quadráticas gerais.
Como os eixos podem ser sempre rodados para eliminar o termo misto~
então não há perda de generalidade em supor que isso foi feito e nossa equa-
ção tem a forma
Ax' + Cy' + Dx+ Ey + F=O (8)
A Equação (8) representa
(a) um circulo se A= C"' O(casos especiais: o gráfico é um ponto ou não há
gráfico);
(b) uma parábola se a Equação (8) e quadrática em uma variável e línear na
outra;
(c) uma elipse se A e C são ambos positivos ou ambos negativos (casos espe-
ciais: círculo, um único ponto ou não há gráfico);
(d) uma hipérbole se A e C têm sinais opostos (casos esp<..:iais: um par de retas
concorrentes);
(c) uma reta se A c C são nulos e pelo menos um entre De E é diferente de
zero;
(f) uma ou duas retas se o lado esquerdo da Equação (8) puder ser decompos-
to como um produto de dois f.'ltoreslineares.

Veja a Tabela 10.3 para exemplos.

T ABELA 10.3 Exemplosdccurvasquadráticas Ax2 + Bxy+ Cy 2 + Dx + Ey+ F= O


A B c D E F Equação Observação
Circulo -4 x' + y 2 = 4 A=C; F < O
Parábola -9 y' = 9x Quadrática em y,
linear em x
Elipse 4 9 -36 4x2 + 9y 2 = 36 A. C têm mesmos
sinais, A #- C; F < O
Hipérbole -I -I x' - y' = A, C têm sinais
opostos
Uma reta (ainda x 2 =O eixoy
uma seção cônica)
Duas retas - I -1 xy + x - y - 1 = O Patora-se em
concorrentes (ainda (x- l)(y + 1) =O,
uma seção cônica) de modo que
X= I, y = -I
Retas paralelas -3 2 x2 - 3x + 2 = O Fatora-se em
(não é uma seção (x- l)(x- 2) =O,
cônica) de modo que
X::: 1, X= 2
2 2
Ponto x + y =O A origem
Nenhum gráfico x2 = -I Nenhum gráfico

O teste do discriminante
Não precisamos elirninar o termo em xy da equação
Ax' + Bxy + Cy' + Dx + Ey + F = O (9)
22 Cálculo

para dizer que tipo de seção cônica a equação representa. Se é essa a única
informação que queremos. podemos aplicar, em vez disso. o teste a seguir.
Como vimos, se 8 ;tO. então rodando os eixos coordenados de um ângulo
"que satisfaz a equação

A- C
cotg2<> = - - (lO)
8
mudará a Equação (9) para a forma equivalente
A'.<'' + C)'' + D'x' + E'y' +F'= O (11)

que não tem o termo misto.


Agora, o gráfico da Equação (li) é uma (verdadeira ou degenerada)
(a} pnrdboln se A ' ou C'= O; isto é, A 'C'= O;
(b} elipse se A· e C' têm o mesmo sinal; isto é, se A 'C' > O;
(c) l•ipérbole se A' e C' têm sinais opostos; isto é, se A 'C' < O.
Pode ser verificado que as equações (6) implicam que para toda rotação
de eixos
B' - 4AC = 8' 1 - 4,1 'C' (12)

Isso significa que a quantidade B' - 4AC é invariante por uma rotação.
Mas quando rodamos de um ângulo" dado pela f!<juação (lO), 8' torna-se
nulo e
81 - 4AC =- 4A'C'
Como a curva é uma parábola se A 'C'= O, uma elipse se A 'C' > Oe uma
hipérbole se A 'C' < O, a curva tem de ser uma parábola se B' - 4AC =O, uma elipse
se B' - 4AC < Oc urna hipérbole se 81 - 4AC > O. O número 8' - 4ACé cha·
mado o discriminante da Equação (9).

O te.\ te do discrilninantc
Entendendo que casos degenerados ocasionais podem ocorrer, a curva
quadrática Ax' + 8xy + Cr
+ Dx + Ey +F= oé
(a) uma parábola se B'- 4AC = O,
(b) uma elipse se B' - 4AC < O,
(c) uma hipéri>ole se B'- 4AC > O.

EXEMPLO 3 Aplicamlo o teste do discriminante


(a) 3x' - 6xy + 3y' + 2x - 7 = Orepresenta urna parábola, porque
B2 - 4AC = (-6)2 - 4·3·3 = 36 - 36 = 0
(b} x' + xy +r- I= 0 representa uma elipse, pois
B' - 4AC = (1)1 - 4·1·1 = - 3 < O
(c) xy - f - 5y + I =O representa uma hipérbole, uma vez que
2
8 - 4AC = (1) 1 - 4(0)(- 1} = I > O
capitulo 1O Seções cônicas e coordenadas polares 23

Usando a tecnologia: como calculadoras usam


rotações para calcular senos e cossenos
fOR:\ OE ESCALA Algumas calculadoras usam rotações para calcular senos c cossenos de
ângulos arbitrários. O procedimento é algo como vamos descrever:
A calculadorn tem armazenado
I. mais ou menos uns 10 ângulos, digamos
a,= arcsen(I0-1) , a,= arc-Sen(I0-1),
o ( I, O) e
2. vinte n(uneros, os senos e cossenos dos ãngulosa 1, a 1, ..., a 1o-
FIGURA 10.27 Paracalcularoscnoe
o cosseno de um ângulo 9 entre Oe 2r., Para calcular o seno e o cosseno de um ângulo arbitrário O, entramos
a calculadora roda o ponto (I, O) para O (em radianos) na calculadora. A calculadora subtrai ou soma múltiplos
um local adequado no circulo unitário de 2r. a Opara substituir Opor um ângulo entre Oc 2r. que tem o mesmo
e mostra as coordenadas resultantes. seno e o mesmo cosseno que O(continuamos a chamar o ângulo de 0). A
calculadora "escreve" O como uma soma de múltiplos de tt1 (quanto for
possiveL sem exceder) mais múltiplos de"' (novamente, quanto possível)
c assim por dianteJ até a 10. Isso fornece
0 s=' 1111(\'1 + nlzll'l + ...+ m1fP10•
A calculadora então roda o ponto (t. O) de 1111 cópias de a, (de a 1, m,
vezes sucessivamente. mais m~ cópias deazc assim por diante, terminando
com m 10 cópias dea 10 (Figura 10.27). As coordenadas da posição final de
(I, O) no círculo unitário s.t\o os valores que a calculadora fornece para
(cosO, senO).

Exercícios 10.3
Usando o discriminante Rodando os eixos coordenados
Use o discriminante & - 4ACpara decidir se as equações nos Nos exercícios 17-26, rode os eixos coordenados para
exercícios 1- 16 representam parábolas, elipses ou hipérboles. mudar a equação dada para uma equação sem termo misto
(xy). Identifique então o gráfico da equação. (As novas equa·
J. x'-3xy+y'-x=O çõcs vão varin.r com o tamanho e a direção da rotação que
2. 3x'- 18xy + 27y2 - Sx + 7y = - 4 você usar.)
3. 3x'- 7xy + v'í1r
=1 17. xy = 2 18. x 1 + xy + y 1 = I
4. 2x'- vlSxy+2y'+x+y =O
19. 3x1 + 2V:Íxy+ >"-
8x + sv3y =o
S. x' + 2xy + y' + 2.< - y + 2 = O
20. x' - V:Í xy + 2y1 = I 21. x' - 2xy + y' = 2
6. 2x' - y' + 4xy- 2x + 3y = 6
22. 3.<' - 2'v3xy + y' = I
7. x' + 4xy + 4y' - 3x = 6
23. Vix' + 2 \Í2xy+ Viy'- 8x + 8y =O
8. x' + i + 3x - 2y = lO
24. xy- y - x + I = O
9. xy + y' - 3x = 5
25. 3x' + 2xy + 3y' = 19
lO. 3.<' + 6xy + 3y2 - 4.< + Sy = 12 26. 3x' + 4 v3 xy - y' = 7
11. 3.<1 - 5.<y+2y' -7x- 14y= -1
27. Determine o seno e o cosseno do ângulo. no primeiro
12. l<' - 4,9xy + 3y1 - 4.< = 7
quadrante, do qual os eixos coordenados têm de ser
13. x' - 3xy + 3y' + 6y = 7 rodados para eliminar o termo misto da equação
14. 25x' + 21xy + 4y' - 350x =O
15. 6x' + 3xy + 2y' + 17y + 2 = O l4.<2 + 16xy + 2y- IOx + 26.370y- 17 = O.
16. 3x' + 12xy+ 12y2 + 435x - 9y + 72 =O Não faça a rota<;<io.
24 Cálculo

28. Determine o seno e o cosseno do ângulo, no segundo 38. Determine a excentricidade da hipérbole xy = 2.
quadrante, do qual os eixos coordenados têm de ser
39. Pode alguma coisa ser dita sobre o gráfico da equação
rodados para elhninar o termo misto da equação
Ax' + Bxy + Cy + Dx + Ey + F= Ose AC < O? justifique
4x'- 4xy+ y'- 8Vsx- 16Ysy= O sua resposta.
Não faça a rotaç<iO. 40. Cônieas degeneradas Alguma cônica degenerada
O As cônicas nos exercícios 17-26 foram escolhidas por te- Ax' + Bxy + Cy' + Dx + Ey + F= Otem todas as seguintes
rem ângulos de rotação .. bons" no scnlido em que uma vez propriedades?
conhecida a cotg 2a ou a tg 2a poderemos identificar 20t e {a) t simétrica em relação à origem.
dctcr•ninar sen a c cosa a pa(tir de trlângulos familiares.
(b) Passa pelo ponto (1, O).
Nos exercícios 29-34, use uma calculadora para deter-
minar o ângulo a do qual os eixos coordenados devem ser (c) t tangente à rctay= I noponto(-2, 1).
rodados para mudar a equação para urna equação quadrática Justifique a sua resposta.
sem termo misto. Determine então sen a e cos à' até duas
casas decimais e use as equações (6) para determinar os coe~ 41. Mostre que a equação x!- +I= tl rnuda para x'2 + y' 2 = a2
ficicntes da nova equação até a primeira casa decimal rnais para toda escolha do ângulo de rotação a.
próxima. Em cada caso, diga se a seção cõnica é uma elipse, 42. Mostre que a rotação de eixos de um ângulo de Tr/4
uma hipérbole ou uma parábola. radianos cHminará o tem10 xy sempre que A = C na
29. x' - xy + 3y' + x- y - 3 = O Equação (I).
30. 2x 2 + xy- 3f + 3x - 7 = O 43. (a) Decida se a equação
31. .<2 - 4xy+4y'- s =O
x' + 4xy + 4y' + 6x + L2y + 9 =O
32. 2x1 - 12xy + ISy' - 49 = O
33. 3.t2 + Sxy + 2y' - 8y - I = O representa uma elipse, uma parábola ou uma 1\ipérbole.
34. 2x' + 7xy + 9y' + 20x- 86 = O (b) Mostre que o gráfico da equação do item (a) é a reta
2y=-x-3.
Teoria e exemplos 44. (a) Decida se a seção cônica de equação
35. Que efeito uma rotação de 90° em torno da origem tem 9x2 +6xy+y' - L2x - 4y+4=0
nas equações das seguintes seçõts cônicas? Dê a nova
representa uma elipse, uma parábola ou uma hipérbole.
equação em cada caso.
(a) A elipse (~/ti}+ (//1>1) = I (a> b) (b) Mostre que o gráfico da equação do item (a) é a reta

(b) A hipérbole (x'!a'}- (j!b2) = I y= -3x+ 2.


(c) O círculo :,1 +I= a' 45. (a) Que tipo de seçãocõnkaéacurvaxy+ 2x- y= O?
(d) Aretay=m.t (c) Aretay=mx+b (h) Isole o y na equação xy + 2x- y = O e esboce a curva
corno o gráfico de uma função racíonal de x.
36. Que efeito uma rotação de 180° em torno da origem tem
nas equações das seguintes seções cônicas? Dê a nova (c) Determine as equações das retas paralelas à reta y = - 2x
equação em cada caso. que são normais à curva. Adicione essas retas ao seu
(a) A elipse (x'!a'} + (j!b') = I (a > b) desenho.
(b) A hipérbole (x'la') = (/lb') = L 46. Prove ou encontre contra·exemplos para as seguintes
(c) O círculo~+ f =a' afirmações sobre o gr-.tfico de ;lx' + B>y + Cy + D.< + Ey +
(d) Aretay=mx (c) Aretay=mx+b F=O.

3i. A hipérbolexy =a A hipérbole xy= Lé uma das mui· (a) Se AC >O então o gráfico é uma elipse.
tas hipérboles da forma .ty =a que aparece em ciências e (b) Se AC > Oentão o gráfico é uma hipérbole.
matemática. (c) Se AC < Oentão o gráfico é lm>a hipérbole.
(a) Rode os eixos coordenados de urn ângulo de 45° para
mudar a equação xy ::- I para u1na equação sem o termo 47. Uma fórmula interessante para elipse Quando 82 -
4AC é negativo, a equação
xy. Qual é a nova equação?
(b) Faça o mesmo para a equação xy =a. A~ + Bxy + Cy' =I
snow
Capitulo 10 SeçõescOnicas e coordenadas polares 25

representa uma elipse. Se os semi-eLxos da elipse são a e b, Use as cquações (6) para mostrar que os números (a) A+ C
então sua área é 'ITnl> (uma fórmula-padrão). Mostre que a c (b) D' + E:' também são invariantes no sentido em que
área também é dada pela fórmula 2'1T/Y 4AC- B' . (Sugestão: A '+ C'= A + C e D'' + E'' = D' + E'
Rode os eixos coordenados parn eliminar o termo em xy e
aplique a Equação (12) à nova equação.) Podemos usar essas igualdades para checar se não come·
temos erros num6ricos quando rodamos os eixos.
48. Outros invariantes Descrevemos o fato de B'' - 4A 'C'
ser igual a B' - 4AC após uma rotação em torno da ori· 49. Uma demonstração de que B''- 4A 'C'= B'- 4AC Use
gem dizendo que o discriminante de uma equação qua- as equações (6) para mostrar que B'' - 4A 'C' = 8' - 4AC
drática é um iuvaritmte da equação. para toda rotação de eixos em torno da origem.

Cônicas e equações paramétricas; a ciclóide


Curvas no plano cartesiano definidas por equações paramétricas e o cálculo
de suas derivadas foram apcesentados na Seção ~.5, Volume I. Lá, estudamos
parametri1.açõcs de retas, círculos c elipses. Nesta seção. discutimos parametri-
zações de pa~.lbolas, hipérboles, ciclóides, braquistócronas e tautócronas.

Parábolas e h ipérboles
Na Seção 3.5, Volun>e I, usamos a parametrização
X = Yt, y = I, I >0
para descrever o movimento de uma partícula que se rnove ao longo do ramo
direito da parábola y =:1-. No exemplo a seguir, obtemos uma parametrização
de uma parábola inteira, não apenas do ramo direito.
EXEMPLO 1 Uma padbola inteira
A posição P(x, y) de uma partícula que se move no plano xy é dada
pelas equações paramétricas e pelo intervalo de variação do parámctro
X = t, y : f, -CO < I < oe
y Identifique a trajetória da partícula e descreva o seu movimento.

y•? SOLUÇÃO Identificamos a trajetória eliminando r. com as equações


x = I e y = 1', obteodo
j [>(r,t 2) r W =x>
As coordenados da posiç.'lo da partícula satisfazem a equaç.'lo y =r, de
modo que a partícula se move ao longo dessa curva.
Ao contrário do Exemplo li da Seção 3.5, Volume I, a partícula agora per·
corre a parábola inteira. Conforme 1 cresce de-«> a oo, a partícula desce desde
o lado esquerdo, passa pela origem e sobe para o lado direito (Figura 10.28).
FIGURA 10.28 A trajetória definida
por x = 1, y = 1' . -"' < 1 < oo é a parábola Como o Exemplo 1 ilustra, qualquer curva y = j{x) tem uma parame·
y = :1- inteira (Exemplo 1). trização .< = I, y =f{ I). Isso é tão simples que, em geral. não usamos, mas o
ponto de vista é útil às vezes.

EXEMPLO 2 Uma parametriz.1çiio do ramo direito da hipérbole


.<' -1 = I
Descreva o movimento da partícula cuja posição P(x, y) no instante I
é dada por

x = scc t. y = tg r, - :!!, < I < :!!,


2 2
snow
26 Cálculo

SOLUÇÃO Determinamos a equação cartesiana para as coorde·


nadas de P eliminando t das equações
sec I =x, tg I =y
Combinamos isso com a identidade sec' 1- tg' 1 = J, o que implica que
X' -1=1
Como as coordenadas (x, y) da partícula satisfuzem a equação i' - I = 1,
o movimento ocorre em algum lugar da hipérbole. Conforme 1 varia
entre - -;r/ 2 e 'TT/2, x = scc t continua positiva e y ;:; tg I varia entre - ~e x,
de modo que Pdescreve todo o ramo direito da hipérbole. A partícula vem
saindo da metade inferior do ramo conforme 1-> o·, atinge o ponto (I, O)
em t = Oe move·· se dentro do primeiro quadrante conforme t cresce em
direção a 7T/2 (Figura 10.29).
fiGURAJ0.29 Asequaçõesx = secl,
y = tg 1 c o intervalo -/2 < L < 12 des·
crevem o ramo direito da hipérbole i' Ciclóides
-I = 1 (EXemplo 2). O problema de um relógio com pêndulo, cujo pêndulo oscila em um arco
circular é que a freqüência da oscilação depende da amplitude da oscilação.
Quanto mais larga a oscilação, mais tempo o péndulo leva para retornar ao
Companion centro (sua posição mais baixa).
Website
Isso não aconteceria se fosse possível fazel' o pêndulo oscilar em uma ci-
Hiogr;,1fio. hii>tutica
clóide. Em 1673, Christi.aan Huygens projetou um relógio com péndulo cujo
Christiaarl Huygcns pêndulo oscila em uma ciclóide, uma curva que definiremos no Exemplo 3.
( t629·1695) Ele pendurou o pêndulo em um fio fino re-Strito por anteparos que o ti?.Cram
descrever a ciclóide, conforme ele oscilava a partir do centro (Figura 10.30).

Anteparo
da cielóidç EXEMPLO 3 Paramctriz.ando uma cidóí d~
Uma roda de raio a rola ao longo de uma li_nha reta. Determine equa-
ções paramétricas para a trajetória traça.da por um ponto P na roda. A
trajetória é chamada uma ciclóide.
• Ciclóide , SOLUÇAO Fazemos o eixo x coincidir com a reta, marcamos o pon-
• o • o o o

to P na roda, começamos com o ponto P na origem e rolamos a roda para


1'IGURA 10.30 No relógio de
a direita. Como parâmetro, usamos o ângulo I do qual a roda gira, medido
pêndulo de Huygens, o pêndulo
em radianos. A Figura I0.31 mostra a roda um pouco mais tarde, quando
oscila em uma ciclóide, de modo
sua base está a at unidades da origem. O centro da roda C está em (ai, a}
que a freqüência é independente
c as coordenadas de P são
da amplitude.
x = a/ + a cosO, y = a + a sen O
Para expressar Oem tennos de 1, observamos, pela figura, que t +O =
3 7T/2, de modo que
y
P(_x, y) = (at + 11 cosO. a + a $Cn 0)
...----...\ Isso faz que
3
cosO = cos ( ; - 1) = -sent, senO= sen ( T
37T
- t) =-cosi
As equações que procuramos são
x =at-a sen t, y ; a- a cos t
Elas, geralmente, são escritas com o a fatorado:
FIGURA 10.31 A posição P(x, y) na x = 11(1- sen 1), y =a( I -cosI) (1)
roda rolada de um ângulo 1(Exemplo 3). A Figura 10.32 mostra o primeiro arco da ciclóide e parte do seguinte.
capitulo 10 Seções cônicas e coordenadas polares 27

Braquistócronas e taulócronas
Quando viramos a Figura 10.32 de cabeça para baixo. as equações (l) ain-
da se aplic:.'m c a curva resultante (Figura I 0.33) tem duas propriedades in-
teressantes. A primeira relaciona a origem O c o ponto 8 na parte mais baixa
do primeiro arco. Entre todas as curvas lisas juntando esses dois pontos,
a ciclóide é a curva ao longo da qual uma bolinha sem atrito, sujeita apenas à
força de gravidade, deslir.arà de O até 8 mais rapidamente. Essa p•·opriedade
y faz da ciclóide uma braquist6crona, ou a curva de tempo mais curto entre
esses dois pontos. A segunda propriedade é que se você colocar a bolinha em
qualquer lugar da curva em direção a 8 , ela sempre levará o mesmo tempo
para chegar até 8. Essa propriedade faz da ciclóide uma tautócrona, ou a
curva de mesmo tempo para o e n.
Existem outras braquistócronas de O até 8 ou a ciclóide é a única? Pode-
mos formulai:' essa questão matemática do seguinte modo. No início. a energia
fiGURA IO.n Aciclóidex = a(t - senl), cinética da bolinha é zero, pois sua velocidade é zero. O trabalho reali7.ado pela
y =a(l - cos 1) para t ;;. O. força da gravidade para mover a bolinha de (0, O) para qualquer outro ponto
(x, y) no plano é mgy, e tem de ser igual à variação de energia cinética. Jsto é,
mgy = l mv 2 - l m(0) 2
2 2

Portanto, a velocidade da bolinha quando ela atinge (.<, y) tem de ser

v= Y2iY
o
" 2• .,. 211'tt
X
Isto é,
•Ú é :l tlifcrl'nt:bl Jt• comprimento tk ar' o
ds . ~
dt = V2gy ao longo d.l trajelóri:. ,1.\ bolinha.
" Ou
2"
8(•"· 2" ) V 1 + (dyldx)2 d.<
r dt= ~=
Y2iY
o tempo r, que a bolinha leva pal"a deslizar ao longo de uma trajetória
FIGURA 10.33 Para estudar o mo· particular y = j{x) de O até B(mr, 2a) é
vimento ao longo de uma ciclóide de X • Q#
I + (dyldx)'
cabeça para baixo sob a influência
da gravidade, viramos a Hgura 10.32 de
cabeça para baixo. Isso faz que o eixo y
TJ= 1 x•O 2gy dx (2)

Que curvas y = j{x) minimizam o valor da integral?


aponte na direç.io da força da gravida- À primeira vista, pode-riamos pensar que o segmento de reta que une O
de c as coordenadas y sejam posiUvas. c B daria o menor tempo, mas talvez não. Pode haver alguma vantagem se a
As equações e intervalo de parâmetro bolinha cair verticalrnente no início para adquirir velocidade mais depressa.
para a ciclóide são ainda Com uma \•clocidade mais alta. a bolinha poderia. mesmo percorrendo uma
x = a(t - senl), trajetória maior. ainda assim atingir B antes. De fato, essa é a idéia correta. A
y = a( I - cos 1), I i:: O solução, de um mmo da matemática conhecido por cálculo de vt"lações. é que
A seta indica a direção de crescirnento a ciclóide originada de O até 8 é o tinico braquistócrono entre O c 8.
de/. Enquanto a solução de problema braquistócrono está além de nosso al-
cance agora, podemos ainda mostrar que a ciclóide é uma tautócrona. Para a
ciclóide. a Equação (2) fica na forma
snow
28 Cálculo

....
~dx' + dy'
Tdd6idc =
l •• 2gy
,.. a 1(2 - 2 cos 1)
Oa~ c~1uaçõcs (I).
d,x . 11(1 - (()), 1)<11.
=
1 =O 2ga( I - COS 1)
dl dr-= u ~<'n 1rlt c
y u 11'(1- ro~ ll

Portanto, a quantidade de tempo que uma bolinha sem atrito leva para
desli1.ar na ciclóide até o ponto 8 tendo sido liberada do repouso no ponto O
br Vaig.
Suponha que em vez de liberar a bolinha no ponto O. liberamos em al-
gum ponto mais abaL\:0, em um ponto (xo.. y0 ) correspondente ao parâmetro
10 > O. Então a velocidade da bolinha em um ponto posterior (x, y) da ciclóide é

v = Y2g ( y - y 0 ) = Vzgn (cos 10 - cos t) y n(l-cosJ)

Assim, o tempo nece-ssário para a bolinha des1i1.ar de (x0• y0) até B é

1• fi'1.•
2
T= n (2- 2 cos 1) dt = -g ,, ,'::::'
.cos:-1-i
-'-"'o"-:s:ê:l,-;
, 2ga (cos 10 - cos 1) lo cosI dt

=ji[ 2sen1 (112)


--~~~~~~~~~~ dt
(2cos2 (t,Y2)- l)- (2cos2 (1/2)- l)
~r sen(l/2) dl
= yiJ~ Ycos2(10/2) - cos2(1/2)
G_ t
=• - 2 du cos (1/2)
FIGURA 10.34 Bolinhas liberadas
=ygJ,.,. Va 1 - 112 f(,...
- 1 (/u • s.t·n (112) di
t = c~(t/l)
simultanerunente de O. A e Catingirão
B no mesmo instante.
= 2
vgG. [-scn· •f]'"• l= l o

~[ _, cos (1/2) ] "


= \ jg -sen cos ( to/2) ,.

= 2.jf (- sen· •o + sen- 1) =


1
11fi
Esse é exatamente o tempo que a bolinha leva para deslízar de O até 8.
Ela leva a mesma quantidade de tempo para atingir 8 de qualquer lugar que ela
parta. Bolinhos partindo simultaneamente de O, ti e C na Figum 10.34, por
exemplo, atingirão B no mesmo instante. Essa é a raz,;i.o de o relógio de pên-
dulo de l·luygens ser independente da amplitude da oscilação.

Exercícios 10.4

Equações paramétricas para seções cônicas no plano xy. Identifique a trajetória da partícula determinan·
do uma equação cartesiana para ela. (Os gráficos \•ào variar
Nos exercícios 1- 12, são dadas equações paramétricas e com a equação usada.) Indique a parte do gráfico descrita pela
intervalos de parâmetro para o movimento de uma partícula partícula e a direção do movimento.
snow
úpitulo 10 Seções cônicas e coordenadas polares 29

I. x = cos 1, y = scn f, O s 1 s 7T
2. x =sen (21r( J - t)~ y =cos (2,-(1 - t)~ O s 1 sI
3. x = 4cost, y = 5sent; O :St :s,-
4. x=4sent, y=5cost; 0SIS21T
5. x= t, y= v'i; t ao
6. X= scc 2 I - I, )' =tgf; - 1r/2 <I < 7T/2
7. x = -sect, y = tg I; -'Tr/2 < t < 7rl2 x
8. x=cossecl, y=cotgt; O < t <w
9. X= 4 y = ~; 0 SI S 2 16. Trocóides Uma roda de raio a rola ao longo de uma
10. X= 12, y = ~ I 2:0 reta horizontal sem deslizar. Determine equações para-
11. x = -cosh t, y = scnh t; - «> < 1 <<>< métricas para a curva descrita pelo ponto P em um raio da
12. x = 2 senh 4 y =2 cosh t; -"' < 1 <"' roda a b unidades de seu centro. Como parâmetro, use o
ângulo Odo qual a roda vira A curva 1: chamada trocóide,
que é uma ciclóide quando b = a.
13. Hipocidóides Quando um circulo rola dentro de outro cír-
culo fixo. um ponto P qualquer no circulo que rola descreve
umalripociclóide. Seja.~+ I= ti o circulo fixo. esuponhaque Distância usando equações paramétr icas
o raio do circulo rolante seja b c a posição inicial do ponto P
seja A(a, O). Determine as equações paramétricas da hipoci- 17. Dctennine o ponto sobre a parábola x =I, y = 12, - oo < 1 < "'•
clóide usando como parâmetro do ângulo O, a partir do eixo mais próximo do ponto (2, 1/2). (Sugestão: Minimize o
x positivo até a reta que une os c~ntros dos círrulos. Em par· quadrado da distância em função de t.)
ticular, se b = a/4, como na figura a seguir, mostre que a 18. Determine o ponto da elipse x = 2 cos t, y = sen t. O s t s
hipociclóide é a astróidc 2-rr mais próximo do ponto (3/4, O). (Sugestão: Minimi>.c
x= a cos3 0, y= a scn3 0 o quadrado da distância em função de t.)

)'

O Explorações com ferramentas gráficas


Se você possui uma ferramenta gráfica que esboça gráfi-
cos de equações paramétricas, desenhe as seguintes equações
nos intervalos dados.
19. Elipse x=4cost, y=2sent, nointervalo
(a) O s t :s 2w (b) O:SI :S,.
14. Mais sobre hipociclóides A figura a seguir mostra um (c) - 7r/2 s I :S w/2
círculo de raio a tangente intcrnament~ a um círculo de
raio 2a. O ponto P, exibido como o ponto de tangência 20. Ran>ode hipérbole x = scc 1(entre como 1/cos (t)),y= tg 1
(entre como sen (1)/cos (f)), no intervalo
na 6gul'a, está no círculo menor. Que trajetória o ponto
P descreve conforme o círculo menor rola no redor do (a) -1.5 sI s 1,5 (b) -0,5 :SI :S 0,5
interior do circulo maior?
(c) -0,1 sts O,I

21. Parábola x=2f+3, y=t' - 1, -2:St:S2.


22. Ciclóide x = I - sen f, y = I - cos t, no intervalo
(a) O:s I :s 21T (b) os t s 47r
(c) - w :S 1 S 37T

15. Conforme o ponto N se move ao longo da reta y =a na fi- 23. Uma curva interessante (uma dcltóide)
gura a seguir, P se move de modo que OP = MN. Detemlinc x = 2 cos t + cos 21. y;::; 2 sen t - sen 21; Os t :S 211
equações paramétricas para as coordenadas de Pcomo fun-
ção do ângulo 1quea reta ON forma com o eixo y positivo. O que acontece quando você substitui 2 por -2 nas equa-
ções para x e y? Desenhe as novas equações e descubra.
snow
30 Cálculo

24. Uma curva ainda mais interessante (c) Hipolrocóidc


x = 3 cos 1 + cos 31, y = 3 scn 1 - sen 3t; O s 1 s 2r. x = cos 1 + 5cos 31,y=6cos 1- Ssen 31;0 s 1 s 21T
O que acontece quando você substitui 3 por -3 nas equa-
26. Mais curvas bon.itas
ções para .<e y? Desenhe as novas equações e descubra.
(a) x = 6cosl + 5cos 31,y= 6sen 1- Ssen 3~0 s t s 2,.
25. Três curvas bonitas
(a) Epiciclóide (b) x = 6cos 21 + 5 cos61.y= 6scn 21 -5 sen 61;0 s 1 s r.
x = 9 cos 1 + cos 91, y = 9 scn 1- scn 91; Os 1 s 21r (c) x= 6cos 1+ 5cos31,y=6sen 21-5 sen 31;0 s 1 s 2r.
(b) Hipociclóide
(d) x = 6 cos21 + Scos 6t,y= 6sen41- 5 sen 61; Os 1 s r.
x = 8cosl+2cos41, y = 8senl-2sen41; 0:SI:S2.,.

Coordenadas polares
Nesta seção~ estudamos as coordenadas polares e sua relação com coordena·
das cartesiant1S. Enquanto um ponto no plano tem apenas um par de coordenadas
cartesianas, ele tem infinitos pares de coordenadas polares. Isso tem conseqüên-
cias interessantes no esboço de gráficos, como veremos na próxima seção.

Definição de coordenadas polares


FIGURA 10.35 Para definir coordenadas
Para definir coordenadas polares, fixamos primeiro uma origem O (cha-
polares no plan~ começamos com uma ori·
mada pólo) e uma semi-reta orientada (denominada eixo polar) a partir de O
gem~ chamada pólo, e uma scmi·reta orien·
(Figura 10.35). Então, cada ponto P pode ser locali1.ado associando a ele um
tada, o eixo polar.
par de coordenadas polares (r, 0) no qual r é a distância orientada de O a P e
Oé o ângulo orientado a partir do eixo polar até OP.

Coordenada!; polares
P(r,O)

/""-
f)j)f.lnd" orh.:nt•da d\· Angulu Ofi~'lll.1do do e1:w
o,,. poiJ.r .1t1: UI'

Como em trigonometria, O é positivo quando medido no sentido anti-


horário e negativo quando medido no senlido horário. O ângulo associado
a dado ponlo não é único. Por exemplo, o ponto a 2 unidades da origem, na
mxopolar
scmi·rcta O; 7'1'16 tem coordenadas polares r; 2, (} = r./6, mas também tem
o-o coordenadas r= 2, O= - 1111!6 (Figura 10.36). Há ocasiões em que desejamos
pcnnitir que r seja negativo. Essa é a razão de usarmos a distância orientada
FIGURA 10.36 As coordenadas po- na definição de P(r, 0). O ponto P(2, 1'1T/6) pode ser alcançado rodando 7r./6
lares não são (micas. radianos no sentido anti-horário a partir do raio inicial e indo 2 unidades em
(rente (Figura t0.37). Ele também pode ser alcançado rodando w/6 radianos
no sentido anti-horário e vo/ta11do 2 unidades. Então o ponto tem também as
coordenadas polares r = - 2, O= r./6.
Cilpítulo 10 Seçõescõnícas e coordenadas polares 31

7rr/ 6

0 =0 }(

FIGURA 10.37 Coordenadas polares


podem ter valores negativos de r.

EXEt-.lPLO 1 Determinando coordenadas polares


Determine todas as coordenadas polares do ponto P(2, r./6).
SOLUÇÃO Esboçamos o eixo polar do sistema de coordenadas, de-
senhamos a scmi· reta a partir da origem que forma um ângulo de 7r/6
radianos com o raio inicial e marcamos o ponto (2, 7T/6)(Figura 10.38).
Determinamos então os ângulos para os outros pares de coordenadas po-
lares para o ponto P nos quais r = 2 ou r= - 2.

( 2• i)=(-2, _ s; )
= (-2
. 7;)
f!((;",

l'IGURA 10.38 O ponto P(2, 7T/6) tem infinitos pares de coordenadas


polares (Exemplo 1).

Para r= 2, a lista completa de ãngulos é (J

7T 71 +2 71 +4 71 +6
Ó' 6 - '"· 6 - ""· 6 - Tr,

Para r = - 2, os ângulos são


5'11 s.,. S7T
- -6 +
- 27T• - -6 -+ 47T • - -6 -+ 67T•

Os pares correspondentes de coordenadas polares de P são então

1J =o. :t:l, :t 2, ...


r• a c

Sr. )
(- 2, - 6 + 2mr , u =o,:!:], ±2, ...

Quando 11 = O. as fórmulas fomecem (2, w/6) e (- 2. - Sr./6). Quando 11 = 1,


elas fornecem (2, 13w/6) c (-2, 77T/6), c assim por diante.

Equações e gráficos polares


PICURA 10.39 A equação polar para um
circulo é r= 11. Se mantivermos r fixo em um valor constante r = a "" Ot o ponto P(r, 0)
estar.\ a laI unidades da origem O. Conforme Ova.ria em qualquer intervalo de
32 Cálculo

y comprimento 21r, o ponto P então descreve um círculo de raio 1•1 centrado


l S r S"2,0 S 9 :52
" na origem O (Figura 10.39).
Quando manternos Ofixo em um valor constante O= 00 e fazemos r variar
entre-«> c«>, o ponto P(r, 0) traça a reta que passa pela origem e forma um
X
G 2 ângulo de medida 00 com o eLxo polar.
(a)
r Equação Gráfico
'
'9' ":j•
c
2 r= a Círculo de raio I•Icentrado em O.
!! - 3 ~ r !:i 2
·I Reta que contém O e que forma ângulo 00 com o eixo polar.
X

EXEMPLO 2 Determinando equações polares para gráficos


'' (b)
r (a) r= 1e r = -I são equações para o círculo de raio 1centrado em O.
/ '
' (b) O = 1rl6, O =7r./6 c O =- Sr./6 são equações da reta da Figura
' 10.38.
, .' '
' "4 X
As equações da forma r= a cO= 00 podem ser combinadas para definir
9 • "4• o regiões, segmentos e scmi·retas .
'"o
(<) EXEMI'l.O 3 Identificando gráfico•
!:!!
}
)'
Desenhe os conjuntos de pontos cujas coordenadas polares satisfazem
s, as condições a seguir.
6

X
(a) l :Sr:S2 c o sos;
(b) -3 :Sr:S2 e o=-r.4
1T
(d) (c) rSO e o= 4
FIGURA 10.40 Os gráficos de desigualdades
(d) 2.,. s os S7T (sem restrição em r)
típicas em r e O(Exemplo 3). 3 6

SOI.UÇÃO Os gráficos estão exibidos na Figura I0.40.


}'

Relacionando coordenadas polares e cartesianas


Raio O=~
Quando usamos coordenadas polares c cartesianas em um plano, colo~
camos as duas origens juntas e fatemos o eixo polar coincidir com o eixo :c
positivo. A semi·reta O::: '71'/2, r> O. fica sendo então o eixo ypositivo {Figura
10.41). Os dois sistemas de coordenadas estão, portanto, relacionados pelas
equações a scgt1ir.

Equações relacionando coordenadas polares c cartesianas

x e rcosO, y=rsenO, :C +f =r
FIGURA 10.41 A maneira usual de relacionar
As duas primeiras equações determinam as coordenadas cartesianas x e
coordenadas polares e cartesianas.
y quando são dadas as coordenadas polares r c O. Por outro lado, quando
x c y são dadas, a terceira equação fornece duas escolhas possíveis de r (um
valor positivo e um negativo). Para cada seleção, existe um único O E (0, 21f)
Cilpítulo 10 Seções cônicas e coordenadas polares 33

satisfazendo as duas primeiras equações. cada uma fornecendo então uma


representação em coordenadas polares do ponto cartesiano (x, y). As outras repre-
sentações do ponto em coordenadas polares podem ser obtidas a partir dessas
duas como no Exemplo L.

EXJ:Ml'LO 4 Equações equí\'<llentes


Equação polar Equação cartC!Slana equh·alt'nte
rc;o$Q="2 x• 2
,.;cos0stn0 • 4 xy :H
1 1
rlc~ 0-?scn 0 c l xl-l=-1
r : I +2rco'O y - 3r - 4x - l : 0
r=-1 - cosO x• +/+2lff+ 2x' +2xf-I • O

Algumas curvas são mais tratáveis em coordenadas polare~ outras não.

y EXE.t\1 PLO 5 Con\'ertendo coordenadas cartesiana.c; a polares


:'<l + (y - 3)2 - 9
ou Determine uma equação polar do circulo x' + (y - 3)1 = 9 (l'igura
1G.42).

SOLUÇÃO
x'+1- 6x +9=9 "-'<p•n<l• (y 3}'
xl+f-6x=O 0 "}$('~1lCd~

r'- 6rsen O= O .'\ll'~ -r

r= O ou r-6sen0 = O
I'IGURA 10.42 O círculo no Exemplo S. r= sen O Indu i ;1$ tlu<.h l''l\5ibilill.tdc'
Discutiremos mais sobre equações polares de cônicas na Seção 10.8.

EXEMPLO 6 Convertendo coordenadas polares a cartesianas


Substitua as equações polares a seguir por equações cartesianas equi-
valentes e identifique os gráficos correspondentes.
(a) rcosO = -4
(b) r' = 4rcos O
4
(c) r=2cos0- senO
SOLUÇÃO Usamos as substituições.<= rcos O,y= rsen O,.<'+ 1 = ?-.
(a) rcos Q = -4
A equação cartesiana : r cos O= -4
x=-4
O gráfico: Reta vertical que passa por x = -4 no eixo x.

(b) r'=4rcos0
A equação cartesiana: r'= 4r cos O
x' + y' =4x
.<'-4X+1=0
xl - 4x+4+/=4 COO'J'I..·I;mdvo~uJdr.Wo.
(:c- 2)' + 1 =4
O gráfico: Círculo, raio 2, centro (h, k) = (2, O)
34 C~lculo

4
(c) r= 2cos0- senO
A equação cartesiana: r(2 cosO - sen O) = 4
2rcos O- rsen () = 4
2x- y= 4
y=2x-4
O gráfico: Reta, coeficiente angular m = 2, interseção com o eixo y
em h= -4

Exercícios 10.5
Pares de coordenadas polares Desenhando gráficos de equações e
1. Quais J"'rCs de coordenadas polares representam o mesmo inequações
ponto? Desenhe os conjuntos dos pontos cujas coordenadas polares
(a) (3, O) (b) (-3,0) (c) (2, 2n/3) satisfiv.em as equações e inequações no< exercícios 7-22.
(d) (2, 77T/3) (c) ( -3, 77) (f) (2, 7T/3)
7. r= 2 8. OS r S2
(g) {- 3, 27T) (h) (-2, - 7T/3)
9. r C. 1 10. I S r S 2
2. Quais P"res de coordenadas polares representam o mesmo I I. O S (! s ?T/6, r C. O 12. O = 2r./3, r s- 2
ponto? 13. O= ?T/3, - 1 Sr S3 14. O= ii'IT/4, r<= -1
(a) (-2, 7T/3) (b) {2, -7T/3) (c) (r, O) 15. f)= ?T/2, r ;;: O 16. O = 'TT/2, r s O
{d) (r, O+ r.) (c) (-r.O) (f) (2, -27T/3) 17. O s O s '"• r = I 18. O s O s 1T, r = -I
(g) (-r, O+ 77) (h) (-2, 21T/3) 19. 77/4 SQ S317/4, 0 S r S I
20. -'TT/4 SO S7T/4, -I Sr SI
3. Represente graficamente cada um dos seguintes pontos 21. -77/2 sO S7T/2, I S r S2
(dados em coordenadas polares). Depois, determine todas 22. O s O s 'IT/2, I s 1rj s 2
as coordenadas polares de cada ponto.
(a) (2, 7T/2) (b) (2, O)
Equações polares para equações
(c) (-2,r./2) (d) (-2,0)
cartesianas
4. Represente graficamente cada um dos seguintes pontos SubsLítua as equações polares nos exercícíos 23-48 pela
{dados em coordenadas polares). Depois, determine todas equação cartesjana equivalente. Depois descreva ou identi·
as coordenadas polares de cada ponto. fique o gráfico.
(a) (3,17/4) (b) (-3,17/4) 23. rcosO = 2 24. r senO= -I
(c) (3, -'IT/4) (d) (-3, -77/4) 25. rscnO =O 26. rco'll = O
27. r= 4 cossccll 28. r= -3,ec0
Coordenadas polares para coordenadas 29. rcos O+ rscn O== I 30. rscn O = r cosO
31. r 2 = I 32. r 2 = 4t·scn O
cartesianas
5
.lJ. ,. • senil - 2eos0 3-t r 2 scn 20 o 2
S. Determine as coordenadas cartesianas dos pontos do
Exercício I. 35. r = cotg Ocossec O 36. r= 4tgllsccll
37. r = cosse<:: Oer 0059 38. rs.enO = In r+ In cosO
6. Determine as coordenadas cartesianas dos seguintes pontos
39. r 2 + 2r 2 cosilscnll = I 40. cos'V = scn 2 11
(dados em coordenadas polares).
-11. r2 = - 4roos.O 42. r 2 = - 6rscn0
(a) { VÍ. 'IT/4) (b) {I, O) 43. r= 8scn0 44. r= 3 cosll
(c) (O, 7T/2) (d) (- v2, r./4) 45. r= 2cos0 + 2sen0 46. r= 2cos0- senO
(c) ( -3, 51T/6) (f) (5,tg' 1(4/3))
(g) (- t,7?T) (h) (2 \13, 2?T/3) -17. rSCrl(O+ ~) e 2 48. rsene;- o)= 5
snow
capitulo 10 Seções cônicas e coordenadas polares 35

Equações cartesianas para equações polares Teoria e exemplos


Substitua as equações cartesianas nos cxcrdcios 49-62 63. Determine todas as coordenadas polares da origem.
pela equação polar equivalente.
49. X =7 50. y =I 5 1. X y= 64. Retas verticais e horizontais
52. X - y =3 53. xl + yl =4 54. xl - y' = I (a) Mostre que toda reta \<ertical do plano xy tem uma equa·
.<'- r'
55. 9 + 4 = I 56. xy = 2 ção polar da ronna r= a s.:cO.
:.1. y 1 = 4x 58. x2 + xy + y 2 =I (b) Determine a equação polar análoga para retas horizon·
59. .<2 + (y - 2)2 =4 60. ~r - SJZ+ y 2 =25 tais do plano xy.
61. (.<- 3)2 + (y + 1)2 = 4 62. (.r + 2)2 + (y - 5)2 = 16

Desenhando gráficos em coordenadas polares


Esta seção des.:reve técnicas para desenhar gráficos de equações em coor·
denadas polares.

Simetria
A Figura 10.43 ilustra os testes de simetria padrão em coordenadas polar<S.
y (r, r. - 0)

ou(-~70)
Y
/ (r.O)
Y

(r, - 0)
- --:?l"-- - - x
o / 0 .\'

óu (-r.-:; - 0) ( - r, 0) ou (r. O + r.)

FIGURA I0.43 Três testes de simetria em coordenadas polares.

Testes de simetria para gráficos polares


I. Simetria em relaçtio ao eiw x: Se o ponto (r, 0) C$tâ no gráfico. então o
ponto (r, - 0) ou (- r, 1T - O) também pertence ao gráfico (Figura L0.43a).
2. Simetria em relação ao eixo y: Se o ponto (r, 0) está no gráfico,
então o ponto (r, 1T - 11) ou (- r, - 11) também pertence ao grá·
fico (Figura 10.43b).
3. Simetria em relação à origem: Se o ponto (r, 0) está no gráfico. então o
ponto (-r, 0) ou (r, O+ 11') também pertence ao gráfico (Figura 10.43c).

Coeficiente angular
O coeficiente angular da curva polar r= j{O) é dado por dyldx e não por
,,. ~ df/dO. Para ver por que, pense no gráfico de f como o gráfico das equa-
ções paramétricas
x = rcos O ~ j{O) cosO , y = r senO ~ j{O) senO
36 Cálculo

Sefé umafunçãodcOderivávcl,cnrnoxe ytambémsão, equandodx/dO ,. O,


podemos calcular dyld.< usando a fórmula paramétrica
dy dyldO
dx = dxl dO s~'ll.;iO 3.S, Volume I, tqu;lçlo (2) COil\ l .::; o
d
dQ (f(O) · senO)
=
:/o (f( O) · cosO)
df
dõscnO + f(O) cosO
=
:::;cosO - / (O)scnl)

Coeficiente angular da curva r =f(IJ)

dy I
dx 1,, 0) =
f~ O) sen () + f (()) cosO
f {O)cosO- !(O) senO
desde que dx/d() ,. Oem (r, O).
o rQ I- CóS O

o o Se a curva r= f(O) passa pela origem em O= 00 , entãoJ(00} =o. c a equação


"j t do coeficiente angular fornece
"2
à
3
I
J
2
dy
-
I =
f~óo) sen Oo
dx (o. o,) f~Oo) cos Oo
=lgOo
2
" (a) Se o gráfico de r =f(O) passa pela origem no valor O= 00 , então o coefi-
ciente angular da curva nesse ponto é tg Oo-- A razão de dizermos "'coeficiente
y
angular em (0, 00 t e não apenas "coeficiente angular na origem" é que a curva
polar pode passar na origem (ou em qualquer ponto) mais de uma vez, com
coeficientes angulares diferentes em valores diferentes de O. Entretanto, não é
isso que ocorre em nosso primeiro exemplo.

EXEMI'LO I Um<~ cardiói<lc

Desenhe a curva r = I - cos O.


(b)
SOLUÇÃO A curva é simétrica em relação ao eixo x. pois,
{r, O) está no gráfico ~ r = I - cosO
~ r = I - cos (-0) "''O="'' (-i!)
~ (r, -11) está no gráfico
Conforme Ocresce de Oa r., cosO decresce de I até -I , c r= L-cosO
cresce desde o va1or mínimo O ao valor máx.imo 2. Quando O varia de 1r
a 21T, cosO cresce de - I a I e r decresce de 2 até O novamente. A curva
começa a se repetir quando O= 211, porque o cosseno tem período 21T.
A curva parte da origem com coeficiente angular tg(O} = Oe rctorna à
origem com tg(2?T) = O.
Fazemos uma tabela de valore.s de O= Oa O= r.. marcamos os pontos
e desenha.mos uma curva lisa que passa por e1es e com tangente horizon·
tal na origem; refletimos a curva em relação ao eixo x e completamos o
(<} gráfico (Figura 10.44). A curva é chamada cardi6ide porque tem a forma
de um coração. Formas de cardióides aparecem nos cames, dispositivos de
fiGURA 10.44 Os passos para desenhar
máquinas que dirigem o assentamento uniforme de linhas em bobinas e
a cardióide r = I - cos {Exemplo I). A seta
carretéis, e no padrão de sinal de certas antenas de rádio.
indica a direção de crescimento de .
SDQW
Capitulo 10 Seçõescõnicas e coordenadas polares 37

EXEMPLO 2 Desenhe a curva r : 4 cos 11


SOLUÇÃO A equação r' = 4 cos O requer cos O 2: O, de modo que
obtemos todo o gráfico fazendo Ovariar entre -7f/2 c 7T/2. A curva é simé-
trica em relação ao eixo x, pois
(r, 0) está no gráfico :> r' = 4 cosO
:} r' =4 cos (- 0) CO$. (I = CO"lo ( - l/)

:> (r, -0) está no gráfico

A curva também é simétrica em relação à origem, pois


:> r' = 4 cos Q
(r, 0) está no gráfico
:> (- r) 1 = 4 cosO
:> (- r, O) está no gráfico

Juntas, essas duas simetrias implicam a simetria em relação ao eixo y.


A curva passa pela origem quando O = -7T/2 e Trl2. Ela tem uma tan-
gente vertical nas duas vezes, pois tg Otende a infinito.
Para cada valor de Ono interva1o entre - 7T/2 e wl2, a fórmula
r = 4 cos o fornece dois valores de r.
r= :!:2~
Fazemos uma tabela de vaJores, marcamos os pontos correspondentes
c usamos a informação a respeito da simetria e tangentes para nos guiar
p<tra conectar os pontos formando uma curva lisa (Figurn I0.45).

y
I o ('C)$ Q r = : 2Ycã<õ l r1 =•l cos 0
o I :!::l
v,
=i T - ±1.9
... !r
- 4
. ;r
-}
I
v'i
I
2
- !: 1,?

=: 1,4
X

/ I
+ 1!
- 2 o o Lawdcr =-2V cos0, Ll.tç<> de r .. zV CC)$ o.
(a) . .i :S o :s ~ ..!! :S o ~ '!r
2 2
(b)

FIGURA I0.45 O gráfico de r' =4 oos O. As setas indiC3Jn a direção de


crescimento de O. Os valores de r na tabda estão am:dondados (Exemplo 2).

Uma técnica para desenhar gráficos


Um modo de desenhar o gráfico de uma equação polar r =f{O) é fuzer uma
tübela de ''lllores (r, 0), depois marcar os pontos correspondentes c conectá-los
na ordem de crescimento de O. Isso pode funcionar bem se for marcado
um nó mero suficiente de pontos para revelar todos os laços e reentrâncias
do gráfico. Outro método de desenhar o g>áfico, que é geralmente mais rápido
e confiável. é
1. primeiro esboçar o gráfico de r = j{O) no plano cartesiano r() ,
2. usar então o gráfico cartesiano como uma "tabela" para guiar o esboço do
gráfico em coordenadas polares.
snow
38 Cálculo

Esse método é melhor do que simplesmente marcar pontos, pois o pri-


meiro gráfico cartesiano, mesmo quando desenhado apressadamente. mostra
em um relance onde r é positivo, negativo, onde não está definido c também
onde r é crescente c decrescente. Aqui está um cxcmpJo.

EXEMPLO 3 ümalemniscata
Desenhe a curva
r 1 = sen 20

SOLUÇÃO Começamos esboçando o gráfico de r' (e não r) como


uma função de O no plano cartesiano r 10. Veja a Figura l0.46a. Passamos
deste para o gráfico de r = :!: Vsen 20 no plano rO (Figura J0.46b), e
então desenhamos o grâfico polar (Figura 10.46c). O gráfico da Figura
10.46b "cobre" o gráfico polar final da Figura I0.46c duas vezes. Podcdn-
mos ter lidado com apenas um dos laços, com as duas metades superiores
(3) • ' ou com as duas metades inferiores. Não há, entretanto, prejuízo em resol-
ver o problema como fizemos. Na verdade. aprendemos um pouco mais
sobre o comportamento da função desse modo.
2r.

o ":; Determinando interseções de gráficos polares


· I O fato de podermos representar um ponto de diversas maneiras em coor·
denadas polares faz que seja necessârio tomar um cuidado extra para decidir
I Não cx.i.sttm raius quadradas quando um ponto está no gráfico de uma equnç3o polar e em determinar os
J de nl1mCrO$ ncgoUh'O$
pontos em que gráficos polares se interceptam. O problema é que o ponto de
(b) r interseção pode satisfazer a equação de uma curva com coordenadas polares
r= +V'scn20
que são diferentes daquelas com as quais ele satisfaz a equação de outra curva.
Portanto, resolver as equações das duas curvas ao mesmo tempo pode não
identificar todos os pontos de interseção. Um modo seguro para identificar
todos os pontos de interseção é desenhar os gráficos das equações.

EXEMPI.O 4 Coordenadas polures enganosas


t = -Vs(n20 Mostre que o ponto (2, 'lr/2) está na curva r= 2 cos 20.

(c)
SOLUÇAO Pode parecer que o ponto (2, 'lr/2) não pertence à curva,
pois substituindo suas coordenadas na equação, obtemos

, zc $C1l 20 2 = 2cos2(;) = 2cos1r = -2

que não é uma igualdade ve(dadeim. A magnitude está correta, mas o si·
nal está errado. Isso sugere que procuremos um par de coordenadas para
o mesmo ponto, mas com r negativo, por exemplo (· 2, - (1r/2)). Quando
substituímos esse ponto na equação r ~ 2 cos 20, vemos que

- 2=2cos2(- ;) =2( - 1)= - 2


I'IGURA 10.46 Para esboçar o gráfico de
r = j{O) no plano rOem (b), primeiro esboça- e a equação é satisfeita. O ponto (2, 1r/2) ostá rcabncntc na cun"<l.
mos o gráfico de ? = sen 20 no phmo ?o em
(a) e então ignoramos os valores de O para os
quais sen 20 é negath•o. Os raios do esboço EXEMPLO 5 Pontos de ú>te•·scçáo enganosos
em (b) cobrem alemniscata em (c) duas vezes Determine os pontos de interseção das curvas
(Exemplo 3). r: =4cos0 c r= l-cosO
Capitulo 10 Seçõescõnicas e coordenadas polares 39

Companion SOLUÇAO Em coordenadas cartesianas, podemos sempre determinar


Websitc onde duas curvas se cruzam resolvendo suas cqua~ões simultaneamente. Em
Uiogr.:tlia hiJõtóriw coordenadas polares a história é diferente. Resolução simultânea pode revc..
lar alguns pontos de interscç.'\o, mas não todos. Nesse exemplo, a resolução
Johanncs Kepler simultânea rc,·ela somente dois dos quatro pontos de interseção. Os outros
(1$71-1630)
são determinados esboçando o grá6co. (Veja também o Exercício 49.)
Se substituirmos cos u = r 1 /4 na equação r= I - cos (),obtemos
,

r=l-cosO=I- 4

4r = 4 - r 2
r2 + 4r - 4 = O
r=-2:t2v'í
O valor r = - 2 + 2 V2 tem um valor absoluto muito grande
para pertencer a alguma das curvas. Os valores de O correspondentes a
r= -2 + z v'í são
O= cos" 1( 1- r) l>t r= 1 - <Of- (1
= cos· ' ( l- (2 V2 - 2)) Conjunlo r a: 2 \ 2 - 2

= cos·' (3- z'v'í)


= :t:soo
ldentificarnosentãodoispontosdeintcrseção:(r, O) = (2\12- 2, :=so•).
Quando esboçamos os gráficos das equações r'= 4 cosO e r = 1 - cosO
juntas (Figura 10.47), como podemos fazer agora, juntando os gráficos das
Figuras 10.44 e 10.45, vemos que essas curvas também se interceptam
no ponto (2, 11) e na origem. Porque esses valores de r não fo11un revelados na
resoluç.'\o simultânea? A resposta é que os pontos (O, O) e (2, 11') não estão
nas duas curvas "simultaneamente': Eles não são atingidos no mesmo valor
de O. Na curva r = I - cosO, o ponto (2, 11) é atingido quando O= 1T. Na
curva r 1 = 4 cosO, ele é atingido quando O= O, em que ele não é identificado
pelas coordenadas (2, r.), que não satisfazem a equação, mas pelas coorde-
nadas (-2:. O), que satisfazem. Analogamente, a cardióide atinge a origem
quando O= O, mas a curva r'= 4 cosO atinge a origem quando O= 1112.
y

r = l - cosO

c
--~----~--~~--~---+--x
(2, r.) • (· 2. O)

FIGURA 10.47 Os quatro pontos de interseção das curvas r= 1 - cosO


e r'= 4 cosO (Exemplo 5). Somente A c B foram determinados por meio
da resolução simultânea. Os outros dois foram descobertos pelo desenho.
snow
40 C~lculo

Usando a tecnologia: desenhando gráficos de cur-


vas polares parametricamcnte
Para curvas polares complícadas. podemos, talvez, precísar usar uma
calculadora ou um computador para desenhar a curva. Caso não seja pos·
sível inserir as equações polares diretamente na ferramenta gráfica, pode-
mos converter r= j{O) na forma paramétrica usando as equações

x = rcos O= /(0) cosO, y =r senO= /(O) senO


Usamos então essa ferramenta para desenhar a curva no plano carte·
siano xy. Pode ser necessário usar o parâmetro I em vez deu na ferramenta
gráfica.

Exercícios 10.6

Simetrias e gráficos polares depois de desenhar as li maçons no .Exercício 21. Equações de


limaçons térn a forma r = a :!:: b cosO ou r = a :!:: b senO. Há
Identifique as simetrias nas curvas nos exerclcios 1- 12. quatro formas básicas.
Depois) esboce as curvas.
21. Limaçons com um laço interno
L r= I + cosO
3. r = l-senO
2. r = 2 - 2cos0
4. r = I +senO
(a) r = 4+ cosO (b) r = 4+ senO
S. r = 2 + senO 6. r = 1 + 2 senO 22. Cardióides
7. r = sen (0/2) 8. r= cos (012) (a) r = 1 - cosO (b) r = -1 +senO
1
9.r =cos0 10. r '= scn O 23. Limaçons com reentrâncias
1
11 . r = -scn O 12. r'= -cosO
(:o) r = ~ + cosO (h) r= ~ -senO
Desenhe as lcmniscatas nos exercícios 13- 16. Que sime·
trias essas curvas têm? 24. Limaçons ovais

13. r 1 =4cos20 14. r'= 4sen 20 (a) r = 2 +cosO (b) r = -2+ senO

15. r 2 = -sen 20 16. r' = - cos 20


Esboçando desigualdades polares
Coeficientes angulares e curvas polares
25. Esboce as regiões definidas pelas desigualdades - 1 s; r s; 2
Determine os coeficientes angulares das curvas nos excr· e - 11/2 s; Os; ?T/2.
dcios 17- 20 nos pontos dados. Esboce as curvas com suas
26. Esboce as regiões definidas pelas desigualdades Os r s 2 secO
tangentes ncsse,s pontos.
o
c -7r/4 s; s; 'TT/4.
17. Cardióidc r = -1 + cos O; O= ±r./2
Nos exercícios 27-28, esboce a região definida pela desi-
18. Cardióide r = - 1 +senO; O= 0,1T
gualdade.
19. Rosácea de quatro pétalas r= scn 20; O= ±?T/4, ±31T/4
20. Rosácea de quatro pétalas r = cos 20; O = O, ±'rr/2, 1T 27. O s; r s 2-2 cosO 28. OS r' S cosO

Li maçons Interseções
29. Mostre que o ponto (2, 31T/4) está na curva r = 2 sen 20.
Desenhe as llmaçons nos cxerddos 21-24. Lünaçon é uma
palavra francesa antiga para '-caracol': Você entcnder.á o nome 30. Mostre que {l/2, 31T/2) está na curva r= - scn (0/3).
capitulo 1O Seções cônicas e coordenadas polares 41

Determine os pontos de intersecção dos pares de curvas (a) r= O (b) r= -0


nos Exercícios 31-38. (c) Uma espimllogarltmittl: r = 11"10
3 1. r= I +cosO, r= I - cosO (d) Uma espiral hiperbólica: r= 810
32. r = I + sen O, r = I - sen O (e) Uma espiral eqiiilátem: r =:!: 10/Vo
33. r=2sen0, r=2sen20 (Use COnl$ diferentes para cada um dos dois ramos.)
3~. r=cos0, r= l - cosO
35. r= \IÍ, r 2 = 4sen0
36. r' = \IÍ senO, r' = Vz cosO Teoria e exemplos
37. r= l, r2 = 2sen20
49. (Coutiuuaçdo do Exemplo 5.) A resolução simultânea das
38. r' = Vz cos 20, r' = Vz sen 20
equações
O Determine os pontos de interseção dos pares de curvas
nos exercidos 39- 42. r 2 = 4cos0 (1)

39. r' = sen20, r' = cos20 r= l - cosO (2)


o
40. r = I + cos 2• r = I - scn 2
o no texto não revelou os pontos (0, O) c (2, 1r) nos quais os
gráficos se interceptam.
41. r=l, r=2sen20 42. r= I, r' = 2sen20
(a) Poderíamos ter determinado o ponto (2, 1r) pela
substituição de (r, O) na Equação (I) pelo equivalente
O Explorações com ferramentas gráficas (- r, O+ 1r) e assim obter

43. Quais das curvas a seguir têm o mesmo gráfico que r = r1 = 4 cosO
l - cosO? (-r) 2 = 4 cos (0 + 11') (3)
(a) r= -I- cosO (b) r= I +cosO
r' = - 4 cosO
Confirme sua resposta com cálculos algébricos. Resolva as equações (2) c (3) simultaneamente para mos-
44. Quais das curvas a seguir tCrn o mesmo gráfico que trar que (2, w) é uma solução comum. (Isso não revela
r = cos 201 que os gráficos se inten:cptam em (O, O).)
(a) r = -sen (20 + 'Tr/2) (b} r= -cos (012) (b)A origem é ainda um caso especial. (Ela em geral o é.)
Confirme sua resposta com cálculos algébricos. Aqui está um mO<lodc lidar com ela: Faça r= Onas equa-
45. Uma rosa com uma rosa DcscJ>he o gn\fico da equa- ções (I) e (2) e resolva cada equação para um valor cor-
ção r = I - 2 sen 30. respondente de O. Como (0, O) é a origem para qunlquer
46. A nefróide de Freeth Desenhe o gráfico da ndróide de O, isso mostrará que as duas curvas passam pela origern,
Freeth: embora p:lta valores diferentes de O.
r= I + 2sen~ 50. Se uma curva tem duas das simetrias listadas no início
da seção, pode alguma coisa ser dita a respeito da terceira
47. Rosáceas Desenhe as rosáceas r= cosmO param= 1/3) simetria? justifique a sua resposta.
2,3c7.
51. Determine a largura máxima da pétala da rosácea de qua-
48. Espirais As coordenadas polares são perfeitas para defi- tro pétalas r = cos 20, que está ao longo do eixo x.
nir espirais.
52. Determine a ahura máxima acima do eixo x da cardióidc
Desenhe as espirais a seguir. r= 2(1+ cosO).

Áreas em coordenadas polares


Esta seção mostra como calcular áreas de regiões planas, comprimentos
de curvas e áreas de superficies de revolução em coordenadas polares.
42 Cálculo

Área no plano
A região OTS na Figura 10.48 é delimitada pelas semi-retas O= "' c O= {3
e a curva r = Jt.O). Apro~mamos a região por t1 setores circulares na forma de
um leque, que não se sobrepõem c relativos a uma partição P do ángulo TOS.
O setor típico tem raio r,= f(O,) c ângulo central de tlO, radianos. Sua área é
tl0i21r vezes a área do círculo de raio r., ou

A área da região OTS é aproximadamente

Se fé contínua, as aproximações melhoram conforme a norma da partição


OPII_.O. e obternos a seguinte fórmula para a ârca da região:
FIGURA 10.48 Para deduzir a fórmula A = lim L," -2I (/{0,)) 2 tlO,
para calcular a área da região OTS, aproxima- I PI-+0 k=l
mos a região por setores circulares na forma
de um leque. = tt {J(o))' dO

y Á rca da região entre a origem e a curva r = ft.IJ), a :S: 8 S (J

1'1
P(r. 0)
A=
1" 2r dO2

Esta é a integral da diferencial de área (Fígura 10.49)

~~~--~~~----+X
o
dA = t 2
r dO = t (!(0)) 2
dO

f iGURA 10.49 A diferencial de


área di\ para a curva r c /().
EXEMPLO 1 Calculando ãrca
Calcule a área da região do plano delimitada pela cardióidc r=
2(1 + cos 0).

SOLUÇÃO Desenhamos a cardióide (Figura 10.5()) e determinamos


o raio OP que percorre a região apenas urna vez conforme Ovai de Oa 2?T.
A ~-írta é enlão

Jl#
1
•·•~ I 2 I
-r d0 = - · 4(1 + cos0) 2 d0
0•0 2 o 2
2-:r ,
FIGURA 10.50 A cardióidc do
=
! 0
2( l + 2 cos O + cos· O) dO
Exemplo I.
= J:· (2 + 4cos0 + 21 + ~0520)do
2•
= (3 + 4 cosO + cos 20) dO
/ 0

= 30 + 4 sen e + se~ 20]'~


[ o = 67r - o= 611"
Capitulo 10 Seçõescõnicas e coordenadas polares 43

Eli."F.MPI.O 2 Calculando área


)'

Calcule a área da região de dentro do laço menor do limaçon


r = 2cos0+ 1
SOLUÇÃO Após esboçarmos a curva (Figura 10.51). observamos
que o laço menor é traçado pelo ponto (r, O) conforme Ovaria de O= 2TT/3
a O = 4TT/3. Como a curva é simétrica em relação ao eixo .< (a equação
permanece inalterada quando substituímos Opor - 0), podemos calcular a
área da metade sombreada do laço interno integrando O= 2TTI3 a 7r = "'· A
área que procuramos é duas vezes a i_ntegral resultante:

I'JGURA l 0.51 O limaçon do Exemplo 2.


Limaçon é uma antiga palavra francesa para
caracol.
Como

r2 = (2 cosO + I ) 2 = 4 cos' O + 4 cos O +

r = 4· 1 + cos 2 0 +4c-o s0+ 1


2
= 2 + 2 cos 20 + 4 cos 0 + I
= 3 + 2 cos 20 + 4 cos o
temos

A= 1=
l~/3
(3 + 2 cos 20 + 4 cos O) dO

= [30 + sen20 + 4seno]" 211/)

FIGURA 10.52 A área da região sombre- = {3r.) - (21T- ~ + 4. ~)


ada é calculada subtraindo a área da reg.ião
entre r, e a origem da área da região entre r,
=r.-
n2/3
e a origem.
Para determinar a área de uma região como a da Figura 10.52, que está
entre duas curvas polares r,= r,(O) e r 2 =r,(O) de O= na O= J,l, subtrnímos a
integral de (1!2)r,'d0 da integral de ( l/2)r,' dO. Isso leva à fórmula a seguir.

Y l.lmitc ~upoe rior


Área da região O S r 1{9) S r S r 2 (9), a S 9s fl
o=-~12
I r:• I
A= ra
!1 rl dO - r =r
~
!2 r.' dO ~
!2 (rl - r12) dO (1)

EXEMPLO 3 Calculando a área entre cu n-as polares


Calcule a área da região que está entre o círculo r = I e a cardióide
r = 1 - cos0.

FIGURA 10.53 A região e os limites de SOLUÇAO Esboçamos a região para determinar suas fronteiras e
integração do Exemplo 3. determinar os limites de integrnção (Figurn 10.53). A curva externa é r2 = 1,
a cun•a interna é r, = 1 - cosO c Ovaria de -1T/2 a r./2. Da Equação ( 1), a
área é
44 C~lculo

I
A = j •ll

-r:/2
2 (rz2 -
2
r 1 ) dO

• 12 I
=
1
2
0
2 (r,' - r 11 ) dO Simc1ri.,

=
1•" 0
(I - (1 - 2cos0 + cos'O))dO

= 1"" (2cos0- cos 2 0)d0 = ~~"(2cos0-


12
O - -sen20]
= [ 2 sen O- 2 - " = 2 - ;
4 0

Comprimento de uma curva polar


Podemos obter uma fórmula em coordenada.< polares para calcular o
comprimento de uma curva r = JtO). « s O s (3, paramctrir....1.ndo a curva por
x = rcos ()=f(O) cos O, y =r scn O= j(O) senO, a :5 Os {3 (2)
A fórmula paramétrica para comprimento, Equação (I) da S.,ção 6.3, Vo-
lume I, fornece o comprimento como

L= ;..: (dx)' (dy)'


dO+dOdO

Essa equação fica

L= •
1 11
r
2
+ dO(d')2dO

quando substituímos x e y usando as equações (2) (Exercício 33).

Comprimento de uma curva polar


Se r= j(O) tem a primeira derivada contínua em as Os {3 e se o ponto
P(r, 0) percorre a curva r= j(O) exatamente uma vez quando Ovaria de
a até {3, o comprimento da curva é

L = t ,--~____,

r
2
+ (~~)' dO (3)

EXEMI'LO 4 Calculando o comprimento da cardióide


Calcule o cornprimento da cardióide r :; I - cosO.

SOLUÇ,'\0 Esboçamos a cardióide para determinar os limites de inte-


gração (Figura 10.54). O ponto l'(r. 0) percorre a curva uma vez no sentido
anti-horário conforme Ovai de Oa 2,-,logo, são esses os valores de a e (J.
Com
tir
FIGURA 10.54 Calculando o compri- r= I - cosO, -dO --senO
mento da cardióide (Exemplo 4). temos que
capitulo 10 Seções cônicas e coordenadas polares 45

dr)2 - ( I - cos 0)2 + (scn o?


, z + ( dO -

1 '')4sen 2 ~d0
2

= .t•+n~~dO
=
1'" 2sen -11 d0
2

[
= -4cos 2 o]'• =4+4=8
0

Área de u ma superfície de revolução


Para deduzir fórmulas em coordenadas polares para a área de uma super-
lide de revolução, parametrizamosa curva r = j(O), a S OS {3 pelas equações (2)
c aplicamos a fórmula para área de superficies para curvas parametriudas da
Seção 6.5, Volume I.

Área de uma superfície de revolução de uma cun•a polu


Se r= j{O) tem a primeira derivada continua em a s O s: {3 e se o ponto
P(r, 6) percorre a curva r= j(O) exatamente uma ve~ quando Ovaria de a até
{J, então as áreas das superHcies de revolução geradas pela rotação da curva
em torno dos eixos x cy são dadas pelas seguintes fórmulas:
I. Rotação em torno do eixo x (y a O):

(a)
S= t 2'1Trsen0 r' + (~~r dO (4)

2. Rotação em torno do eixo y (x a O):

S = 1JJ2Trrcos0 r
2
+(~~r dO (5)

EXEMPLO 5 Calculando a área de uma superficic


Calcule a área da superficie gerada pela rotação do laço direito da lem·
niscata r' = cos 20 em torno do eixo y.

SOLUÇÃO Esboçamos o laço para determinar os limites de integra·


ção (Figura JO.SSa). O ponto P(r, 0) percorre a curva uma v~, no sentido
(b) anti-horário quando Ovaí de .JJT/4 a w/4, de modo que esses são os valores
que tomamos para a e /3.
FIGURA 10.55 A metade direita da Calculamos o integrando da fórmula para a área, dada pela Equaç-Jo (5),
lemniscata (a) é gixada em torno do eixo em estágios. Primeiro,
y para gerar a superficie (b) cuja área é r---;-""'
calculada 110 Exemplo S. 21Trcos O r
1
+ (~~
)' = 2Tr cosO r' + (r~~)' (6)
snow
46 C~lculo

A ~ui r, r'= cos 20, de modo que


dr
2r;w • -2sen20

dr
r dQ • -sen20

t~~ )' ~ 2
sen 20
Por fim. r• • (r')' = cor
20, de modo que a raíz quadrada no lado
direito da Equaç3o (6) se simplifica para

r• + (r ~~) = Vcos 20 + sen 20 =


1
1 2

}untando tudo, temos

•N
=
l .,. 2,. coso ·(I) dO

~ ]·"
= 2,. senO
-w/-1

Exercícios 10.7
Áreas interiores a curvas polares 12. Regiãointerioraoórcu!Q r • 3n eosOeexterioràcardióide
r = a(l +cosO),a > O
Determine as áreas das regiões nos cxcrckios 1-6. 13. Região interioraoón:ulo r = - 2eos Oe exterior ao círculo r= I
1. Interior do limaçon OV'Jl r = 4 + 2 cosO 14. (a) Rc'gião interior ao laço externo do limaçon r= 2cos0 +I
2. Interior da cardióide r = a( I + cos 0), a > O (Veja a Figura 10.51.)
3 . Interior de uma pétala da rosácea de quatro pétalas (b) Região interior ao laço externo e fora do laço interno
r •cos20 do limaçon r= 2cos O+I
4. Interior dalemniscata r'= 2a2 cos 20, a>O 15. Região interioraoárcu!Q r • 6eadma da reta r= 3cossec O
S. Interior de um laço da lemniscata r'= 4 sen 20 16. Região interior à lemniscata r' • 6cos 28àdireitada reta
6. Interior da rosácea de seis pétalas r' = 2 sen 3/J r • (3/2) secO
17. (u) Determine a área da região sombreada da figura a se·
Áreas delimitadas por curvas polares guir.
Determine as áreas das regiões nos cxc•·cícios 7- 16.
Y t • lgO
7. Região comum aos círculos r • 2 cosO e r= 2 senO
""2" < () < "2
8. Região comum aos drGulos r a: l e r ;;; 2 sen O
9. Rq;jão oomum ao árculo r = 2 e à cardióide r= 2( I - cos {f)
10. Regi.'locomumàscardiói<br=2(1 +C0$0)er=2(1-cosd)
11. Região interior à lcmniscata r 2 • 6 cos 20 c exterior ao
círculo r = V3
Capitulo 10 SeçõescOnicas e coordenadas polares 47

(b) Parece que o gráfico de r = tg O. -7T/2 < O< 7T/2 poderia


~r assintótico às rctasx= I e.~= -I. t ''erdade? justifi·
que sua resposta. L= • i 'I/(dx)'
p
dO + dO
(dy)' dO
18. Aárea da região que está dentro da curva cardióide r = cos O+I
e fora do círculo r= cosO não é em

211'" ((cos 0+ 1}'- cos' OI dO= r.


(dr)'
0 L= . p r'+i dO dO
Por que não? Qual é a área? justifique sua resposta.
34. Valor médio Se fé continua, o valor médio da coorde-
nada polar r sobre a curva r= j(O), a :s O:s (3, em relaç.'io
Comprimento de curvas polares a Oé dado pela fórmula
Determine os compri1nentos das curvas nos exercícios
19-27. r,. 1ft
= {3 _I a • f( O) dO
19. A espiral r= O
', O ,;,o ,;, Vs
Use essa fórmula para determinar o valor médio r em
20. A espiral r= e•tVi. O :s O:s .,
relação a O, sobre as curvas a seguir (a > O).
21. A cardióide r = I+ cosO (a) A cardióidc r= a( I -cosO)
22. A curva r = n sen1 (012), O:S O:S 7T, n > O (b) O círculo r = a
23. O segmento parabóUco r= 6/( I + cos 0), O:s O:s 7T/2 (c) O círculo r= n oos O. -77/2 s Os 7T/2
24. O segmento parabólico r = 2/( I - cos 0), 7T/2 :s O:s 7T 35. r= j{O) contra r= 2j(O) Pode alguma coisa ser dita sobre
25 . A curva r= cos'(0/3), O :s O:s rr/4 a relação entre os comprimentos das curvas r;::; j(O), a s
O :s {3 c r= 2j(O). « :s O :s f3? Justifique a sua resposta.
26. Acurvar= VI +sen 20, O sO :s 1rVi
36. r= f( O) contra r= 2}{0) As curvas r= f(O),« S O S {3 e
27. A curva r= VI + cos 20, O :s O :s 1rVi r= 2j(O), « :s O:s {J foram rodadas em torno do eixo x para
2ft. Comprimentos de c-írculos Como é usual, diante de gerar superficies. Pode algwna coisa ser dita sobre a relaç.'lo
uma nova fórmula) é uma boa idéia testá·la em objetos entre suas áreJS? justifique as.., resposta.
familiares para ter a certeza de que ela fornece resultados
consistentes com a experiência do passado. Use a fór-
mula de comprimento da Equação (3) para calcular os
comprimentos dos seguintes cfrculos (a > O):
Centróides de regiões na forma de um leque
(a) r= n (b) r= n cosO (c) r=n senO Assim como o centróide de um triângulo é localizado em
cada medJana a dois terços do caminho entre o vértice e a
Área de superfícies base oposta, o braço de alavanca para o momento em relação
ao eixo x da região triangular fina da figura a seguir é aproxi·
Determine as áreas das superfícies geradas pela revolução madamente (2/3)r sen O. Analogameote, o braço de alavanca
das curvas nos exercícios 29- 32 em torno do eixo indicado. para o momento em relação ao eixo y é aproximadamente
29. r= Vcos20, O s o :S r./4, eixoy (2/3)r cosO. Essas aproximações melhoram conforme 60->0
e levam às seguintes fórmulas para as coordenadas do ccn·
30. r= Vie•". O so Sr./2, eixox
tróide da região AOB:
31 . r2 = cos 20, eixox
32. r = 2n cosO. n >O, eixo y Ce.nlróidt·
r B
l 3
O• fl
Teoria e exemplos Aproximad3.mcnte t cosO
'\ P(,, o)

.'\prox'lm3d<tmente ~r$tn O
33. O comprimento da cu(Va r = fl.O), « s O s {3 Adrni·
tindo que as derivadas necessárias são contínuas, mostre
que as subslituições
.~=f(O) cosO, y =f( O) sen 0
(equações (2) no texto) transformam
ti
snow
48 Cálculo

37. Detcmlinc o centróide da região delimilada pela cardióidc


j~rcosO·!r'dO ~j r' cosi) dO r= n(l + cos 0).
X= =
J!r'dO jr'dO 38. Determine o centróide da região semicircular Os r s a.
o :S os 'jj,

jjrscnO·!r' dO = ~j r' senOdO


Y=
j!r'dO jr'dO
com limites de inrcgração O= «e O= {J em rodas as integrais.

Seções cônicas em coordenadas polares


y As coordenadas polares são importantes em astronomia c em cngcnharía
astronáutica. já que planetas. satélites, luas e cometas se movem descrevendo
aproximadamente elipses, parábolas c hipérboles c essas curvas podem ser
expressas por uma única e relativamente simples equação polar. Desenvolve..
mos essa equação aqui.

Retas
Suponha que a perpendicular à reta L que contém a origem encontre a
reta L no ponto P0(r0• 00), com r0 2: O (Figura 10.56). Se P(r, 0) é outro ponto
sobre a reta L. cnrão os pontos P, P0 c O são vértices de um triângulo retângulo
do qual podemos obter a relação
FIGURA 10.56 Podemos obter uma equa-
ção polar para a reta L obtendo a relação r0 = rcos (0 - 00 ).
r0 =r cos (O - 00) do triângulo retângulo OPof'.
A «(unção polar padrão para retas
Se o ponto P0(r0 , 00 ) é o pé da perpendicular a partir da origem até a reta L
c r0 2: Oentão uma equação para a reta L é
rcos (O - 0.,)= r0 (1)

EXIlM I' LO I Convertendo a equação polar de uma reta para • for-


FIG URA 10.57 A equação polar padrão m3 cartesian:.l
dess.a reta se converte à equação cartesiana Use a identidade cos (A - 8) =cosA cos B + sen A sen B para determi·
x + v'3y = 4 (Exemplo I). nar a equação cartesiana da reta da Figura 10.57.

SOLUÇAO
y
rcos(e- ;) = 2
r(cos8cos; + scn8sen ; ) = 2

I
2rcosO +
\f3
2rscnO =2
FIGURA 10.58 Podemos obter a equaç.io
I \13
2x + -2-y = 2
polar de um drculo aplicando a lei dos cosse-
nos ao triângulo OP0P. x+Yly=4
capitulo 10 Seções cônicas e coordenadas polares 49

Círculos
Para detcnninar uma equação polar de um circulo de raio a centrado em
um ponto P0(r0, 00 ), consideramos P(r, 0) um ponto do círculo c ap~camos a
lei dos cossenos ao triângulo OP0P (Figura 10.58). Esta (orne<:c
a'+ '•' +?- 2r, rcos (0- o,)
Se o círculo passa pela origem) então r0 =a C-essa equação se simplifica a

a' =a' + r 2 - 2nrcos(O- Oo)


r 2 = 2nr cos (O - Oo)
r= 2ncos(O- Oo)
Quando o centro do círculo está no eixox positivo, 00 = Oe obtemos mais
uma simplificação
r = 2n cosO
(veja a Figura 10.59a).
Quando o centro do circulo está no eixo y positivo, O= r./2, cos(O- r./2) =
sen Oc a equação r= 2n cos (0 - 00 ) fica
r~ 2n scn O
(veja a Figura 10.59b).

(3) (b)

FIGURA 10.59 Equação polar de um círculo de ralo a, que contém a ori-


gem e com centro (a) no eixo x positi\ro e (b) no eixo y positi.vo.

f.quações de círcttlos que contêm ao•·igcm e centrados no eixos xou y nega livos
podem ser obtidas substituindo r por -r nas equaç~ anteriores (Figura 10.60).

(3) (b)

FIGURA 10.60 Equação polar de um círculo de raio a, que contém a ori-


gem e com centro (a) no ci.<o x negativo c (b) no eixo y negativo.
50 Cálculo

EXEMPL02 Círculos que contl'm a origem

Raio Cenlro (coordtnadas polarts) Equaç3o polar


3 (3.0) r:: 6 cosO
2 (2. r./2) r ::; 4stn6
1/2 (-112.0) r =-cosQ

H. r./2) r= -lscnO

Elipses, parábolas e hipérboles


Para determinar equações para elipses, parábolas e hipérboles, colocamos
Dire!rlz
o foco na origem e a diretriz correspondente à direita da origem ao longo da
reta \'et'tic<ll x ; k (Figura 10.61 ). Isso faz que

PF;r
e
rcos O PD ; k- FB ; k- r cosO

A equação foco-diretriz da cônica, PF ; e- PD, fica então

r; e(k- rcos 0)
FIGURA 10.61 Se a seção cônica
forcolocada na posição com seu foco da qual podemos isolar r para obter
centrado na origem e uma diretriz
perpendicular ao eixo polar c à direita
da orige-m , podemos determinar sua Equação polnr 1)ara uma cônica d~ excentricidade e
equação polar a parlir da equação ke (2)
foco-diretriz da cônica. r=l+ecosO
onde x; k > Oé a diretriz vertical.

Essa equação representa uma elipse se O< e< 1. uma parábola se e= 1 e


urna hipérbole se e> I. Isto é, elipses, parábolas c hipérboles todas têm ames-
ma equação básica em termos da excentricidade e da locali7Álção da diretriz.

EXEMI' L03 Equações polares de algumas <ônicas

I elipse k
e= 2' r= 2 +cosO

e= I: parábola r= I + kcosO

e= 2: hipérbole r= I + 2k
2 coso

Você pode ver as variações da Equação (2) dependendo da localização da


diretriz. Quando a diretriz está na reta x = - k, à esquerda da origem (a origem
ainda é um foco), substituimos a Equação (2) por

kt
r = l-ecosO
Capitulo 10 Seções cônicas e coordenadas polares 51

O denominador tem um sinal de (-)em vct de ( +). Se a diretriz for uma


das retas y = k O\t y = - k, as equações envolvem senos em vez de cossenos,
como é exibido na Figura 10.62.

r= ke kc
1 + eC0$0 r= ;-
1 ....-:.>:(<):::,•o

-+~+,_Foc=•.::••:.•.::'-";g+c'~

L)irctritx • -k
(•) (b)

r= kt! r= k.:
l + c:senO l - esc-nO
y

\ Í77·'~'"
(c)
~ty=-k (d)

FIGURA 10.62 Equações para seções cônicas com excentricidade e> O, mas
com diretrize,s em Jocali?.ações diferentes. Os gráficos aqui exibidos mostram
uma parábola. portanto e= I.

EXEMPLO 4 Equação polar de uma hipérbole

Determine uma equação da hipérbole com excentricidade 3/2 e dire·


t.rizx=2.

SOLUÇÃO Usamos a Equaç.'io (2) com k = 2 e e= 3/2:

2(3/2)
r= -~~:.._-o ou r- 6
I + (3/2) cosO -2+3cos0

EXEMI'LO 5 Determinando a diretnz

Determine a diretriz da parábola

r
25
= -;-;;-7"';:;;---:-;;
lO + lO coso

SOLUÇÃO Dividimos o numerador e o denominador por 10 para


colocar a equação na forma·padrão:

5/2
r= -;-1-+
-:-c-os
~ O

Esta é a equaç.'io

ke
r=l+ecosO
com k = 5/2 e e= J. A equação da diretriz é x = 5/2.
snow
52 C~lculo

Dirdriz. Do diagrama da elipse na Figura 10.63, vemos que k está relacionado com
a excentricidade e e com o eixo scmimaior" atmvés da equação

k= -ca - ea
Dessa equação, temos que ke =a( I - e'). A substituição de ke na Equação (2)
por a( I - e') fornece a equação polar padrão de uma elipse.

Equação polar de uma elipse de cxccnlricidadc e c semi-eixo maior a


I'IGURA I 0.63 Em uma elipse com eixo a( J - e 2)
semi maior a, a dJstância do foco à diretriz é r = l+ecos O (3)
k = (a/e) - en, de modo que ke = a( I - e').
Observe que quando e= O, a Equação {3) fica r= a, que reprc.;enta um circulo.
A F.quaçào (3) é o ponto inicial para calcular órbitas planetárias.

EXEM I' LO 6 A órbita do Plutão


Determine urna equação polar para urna elipse cujo eixo scmimaior é
39,44 UA (unidades astronômicas) e excentricidade 0,25. Esse é o tama-
nho aproximado da órbila de Plutão em torno do Sol.

Posiçãod('
SOWÇÃO Usamos a Equação (3) com a = 39,44 e e = 0,25 para
Posição dc-
Afl'lio Periélio
determinar
(49,3 UA (29.;3 UA 39,44(1 - (0,25)2) 147,9
do Sol) do Sol) r = = "'4-+:..:..:.c"o'-s"'
o
I + 0,25 cos 11
Em seu ponto mais próximo do Sol (periélio) onde O= O, Plutão está a

r = 147•9 = 29 58 UA
4 + I '
li= 39,44
do Sol. Em seu ponto mais distante do Sol (afélio) onde 9 =1r, Plutão está a do
r = 147•9 = 49,3 UA
l'JGURA l0.64 A órbita de Plutão 4- I
(Exemplo 6). Sol (Figura 10.64).

Exercícios 10.8
Retas
Dctennine equações polares e cartesianas pa.ra as retas 3. 4.
nos excrdcios 1-4. r r
I. 2.
)'
Capitulo 10 Seçõescõnicas e coordenadas polares 53

Esboce as retas nos exercícios 5-8 e determine suas equa· retriz correspondente a esse foco. Determine a equação polar
çõcs cartesianas. da seção cônica.
29. c= I, x = 2 30. e= I, y = 2
s. rcos(o- f)= Vi 6. rcos(e +~)=I 31. e = 5, y = -6 32. e = 2, x = 4
2
7. rcos(o- ; ) =3 8. rcos(o + ~) = 2 33. e = 1/2, X = I
35. e = 1/5, y = -LO
3<L e = 1/4, x = -2
3(>. e = 1/3, y = 6
Determine a equação polar da forma r cos (0 - 00 ) = r0
para cada uma das ret<IS nos exercícios 9-12. Parábolas e elipses
9. Yíx+ Víy= 6 10. v3x- y = 1 Esboce as parábolas c elipses nos exercidos 37-44. Inclua
11. y = -5 12. X= -4 a diretriz que corresponde ao foco na origem. Rotule os vérti·
ccs. com coordenadas polares adequadas. Rotule também os
Círculos centros das elipses.
Determine as equações dos círculos nos cxerddos 13-16. I
37· r = I + cosO r- 6
38. -2+cos6
I~ 1~
25 4
39· r= 10- 5cos0 40· r=2-2cos0
y y
400 12
42. r= 3+3sen0
Raio = 4 ~I. r= 16 + 8sen9
8 4
43· r= 2- 2sen0 44. r= 2 - sen (}

Desenhando regiões dadas por


desigualdades
15. 16.
y y
Esboce as regiões definidas pelas desigualdades nos cxer-
Raio a t ddos45 e46.
-15. O :S r :S 2 cosO 46. -3 cosO :S r :S O

D Explorações com ferramentas gráficas


Desenhe as seções cônicas e retas nos exercícios 47- 56.
Esboce os círculos nos exercícios 17-20. Dé as coordena- 47. r= 3sec(O- tt/3) 48. r = 4 sec(O + 11/6)
das polares de seus centros e identifique seus raios. ·19. r= 4senll 50. r= -2cos0
SI. r = 8/(4 + cos 11) 52. r= 8/(4 +senO)
17. r= 4 cosi! 13. r= 6sen0
53. r= 11(1- senO) 54. r= 1/(1 +cosO)
19. r= -2 cosi! 20. r= -8sen8
55. r= li( I + 2sen0) 56. r= 11(1 +2cosll)
Determine as equações polares dos círculos nos exercícios
21 - 28. Esboce cada círculo n.o plano coordenado e rotule-os
com suas equações polares c cartesianas. Teoria e exemplos
21. (x - 6) +I = 36
1
22. (x + 2)' + y = 4 2
57. Periélio e afélio Um planeta dá uma volta em torno do
23. x' + (y - 5) 2 = 25 24. x' + (y + 7) 2 = 49
Sol em uma órbita elíptica C\ljo eixo sernimaior tem com-
25. x'+1x+y'=O 26. x' - 16x + y' =O
primento a. (Veja a figura a seguir.)
27.x' +y' +y=O 28. x' +i -1r = o (a) Mostre que r= a( I - e) quando o planeta está mais pró·
ximodoSol e que r= a( I + e)quandooplanctaestámais
Seções cônicas por excentricidades e distante do Sol.
d iretrizes (b) Use os dados da tabela do Exercício 58 para determinara
Nos exercícios 29-36 são dadas as excentricidades das se- maior e a menor distância de cada planeta do nosso siste-
ções cônicas com um foco na orlgem. juntamente com a di· ma solar ao Sol.
snow
54 Cálculo

A(tlio t:ltriélio tro. Qual deve ser distância de uma tachinha até a OU·
(nmi:s dist:antc trapara usar o método ilustrado na figura I0.5 (Seção
do Sol)
10.1) c de..,nhar uma clip'"' de excentricidade 0,2? A

\r. elipse resultante se assemelha à órbita de Mercúrio.


64. Cometa Halley (Veja a Seção 10.2, Exemplo 1.)
(a} Escreva uma equação para a órbita do cometa Halley em
um sistema de coordenadas no qual o Sol está na origem
58. Órbitas planetárias No Exemplo 6, determinamos e o outro foco está no eixo x negativo, em uma escala em
uma equação polar para a órbita de Plutão. Use os dados unidades astronômicas.
da tabela a seguir para determinar equações polares para (b) Qual é a menor distância do cometa ao Sol em unidades
as órbitas dt outros planetas. astronômicas? Eem quilômetros?
Planeta Eixo senti ~ Excentricidade (c) Qual é a maior distância do cometa ao Sol em unidades
maior (unidades astronômicas? E em quilômetros?
astronômicas)
Nos exercícios 65- 68, determine uma equação polar para
Mercúrio 0,3871 0,2056 a cun'3 dada. Em cada caso, esboce uma curva típica.
V~nus 0,7233 0,0068
65. x' + y' - 2ay =O 66. y' = 4ax + 4a2
Terra 1,000 0,0167
Marte 1,524 0,0934 67. xcos a + ysen a = p (aep constantes)
Júpiter 5,203 0,0484 68. (x' + y')' + 2ax(x' + y') - a'y' = O
Saturno 9,539 0,0543
Urano 19,18 0,0460 USANDO O COMPUTADOR
Netuno 30,06 0,0082
Plutão 39,44 0,2481 69. Use um SAC para esboçar a equação polar
r_ kc
59. (a) Determineequaçõesrnrtcsianasparaascurvasr= 4sen O - I + c cosO
e r = V'3 secO.
para vârios valores de k, e, -r. s O :s r.. Responda às
(b) Esboce as curvas juntas e marque seus pontos de inter· seguintes perguntas.
seção nos sistemas de coordenadas cartesiano c polar.
(a) lbme k = -2. Descreva o que acontece com os desenhos
60. Repita o Exercido 59 para r = 8 cosO e r = 2 scc O. confonnevocêtomaecomo3/4, I c 5/4. Repita parak= 2.
61. Determine uma equação polar para a parábola com foco (b) Tome k =-I. Descreva o que acontece com os dese·
em (0, O) c diretriz r cosO = 4. nhosconforme você toma ecomo 7/6, 5/4,4/3,3/2, 2,
3, 5, lO e 20. Repita para e= 1/2, 1/3, 1/4, 1/10 c 1120.
62. Dcterrnine uma equação polar para a parábola com foco
em (O, O) c diretriz rcos (0 -7T/2) = 2. (c) Mantenha agora e > Oftxo c dcscrc'"' o que ocorre cOn·
formevocêtomakcomo-1, -2, -3,-4e-5. Tcnhacertc·
63. (a) A fórmula do engenheiro espacial para a excentri·
za de olhar os grálicos de parábolas, elipses e hipérboles.
cidade A fórmula do engenheiro espacial para a
excentricidade de uma órbita elíptica é 70. Use um SAC para esboçar a elipse polar
Tnu.'l: - Tmm a(l - e' )
e=
r~ + fmm r= l +ecosO
onde r é a distância do veiculo espacial ao foco de
atraç.~o da elipse ao longo da qual ele viaja. Por que a
para vários valores de a > Oe O < e < I, - 1r s O:S 7T.
fórmula está correta? (a) Tome e= 9110. Descreva o que acontece com os dese-
(b) Desenhando elipses com um barbante Você tem nhos conforme você faz a = I, 3/2, 2, 3, 5 c IO. Repita
com e= 1/4.
um barbante com um nó em cada ponta que pode ser
pregado em uma lousa. O barbante tem uma distância (b) Tome a = 2. Descreva o que acontece conforme você faz
de lO polegadas do centro de um nó ao centro do ou· e= 9/10,8/10, 7/10,..., 1/10, l/20e 1/50.
snow
Capitulo 10 Seçóescônicas e coordenadas polares 55

Questões de revisão
I. O que é uma parábola? Quais são as equações cartesianas 9. Quais são algumas pararnetri1..ações típicas de seções cô·
para parábolas cujos vérticés éStão na origem e cujos focos nicas?
estão nos eixos coordenados? Como você pode determinar
IO. O que é uma ciclóide? Quais são as equações paramétricas
o foco c a diretriz de tal parábola a partir de sua equação?
típicas para ciclóides? Quais são as propriedades fisicas res-
2. O que é uma elipse? Quais são as equações cartesianas ponsáveis pela importância das ciclóides?
para elipsc,s centradas na origem e cujos focos estão em
11. O que são coordenadas polares? Quais são as equações
um dos eixos coordenados? Corno você pode determi-
que relacionam coordenadas polares c cartesianas? Por
nar os focos, vértices e diretrizes de tal elipse a partir de
que você pode querer mudar de um sistema de coorde·
sua equação?
nadas para outro?
3. O que é uma hipérbole? Quais são as equações cartesia·
mts para hipérboles centradas na origem e cujos focos 12. Que conseqüências a falta de unicidade das coordenadas
estão em um dos eixos coordenados? Como você pode
polares têm para o esboço de gráficos? Dê um exemplo.
determinar os focos, vértice-s e diretrizes de tal hipérbole 13. Como você desenha equações dadas em coordenadas
a partir de sua equação? polares? Inclua em sua discussão simetria, coeficiente
4. O que é a excentricidade de uma seção cônica? Como angular, cornportamento na origem e o uso de gráficos
você pode classificar seções cônicas pela excentricidade? carte-sianos. Dê exemplos.
Como a forma de uma elipse está relacionada com sua 14. Como você determina a área da região O s r 1(0) s r s
excentricidade? r2(0), a :s O:s fJ em coordenadas polares? Dê exemplos.
S. Explique a equação 1'1' = e · PD. 15. Sob que condições vocé pode determinar o cornprirnen-
6. O que é uma curva quadrática no plano xy? Dê exemplos to de uma curva r = /(0), a s O s /3 em coordenadas
de curvas quadráticas degeneradas e não·dcgeneradas. polares no plano? Dê urn exemplo de urn cálculo típico.
1. Como você determina um sistema de coordenadas car· 16. Sob que condições você pode determinar a área da su·
tesianas no qual a nova equação de uma seção cônica no perficie gerada pela revoluçãodacun'a r =f( O), a :s O:s /3
plano não apresenta o termo em xy? Dê um exemplo. em torno do eixo x? E do eixo y? DI! exemplos.
8. Como você pode dizer que tipo de gráfico esperar a par- 17. Quais são as equações-padrão de retas e seções cônicas
tir de uma equaç.io quadrática em x e y? em coordenadas polares? Dê exemplos.

Exercícios práticos
Construindo gráficos de seções cônicas Transladando seções cônicas
Esboce as parábolas nos exercícios 1- 4. Inclua o foco e a Os exercícios 9- 14 fornecem equações para seções cô-
diretriz em cada esboço. nicas e dizem de quantas unidades para cima ou para baixo
c à direita ou à esquerda é para cada curva ser transladada.
I. x' = - 4y 2..<' = 2y
Determine uma equação para a nova seção cônica (' deter·
3. y' = 3.< 4. r' = - (813)x mine os novos focos. vértices. centros c assíntotas. conforme
Determine as excentricidades das elipses e hipérboléS nos seja adequado. Quando a curva for uma parábola, detenni·
exercícios 5-8. Esboce cada seção cônica.lndua no seu dese· ne também a nova diretriz.
nho focos, vértices e assíntotas (quando adequado). 9. x' =- 12y, à direita 2, para cima 3

S. 16x2 + 7y 1 = 112 6. x2 + 2y 1 = 4 10. I =lOx, à esquerda 1/2, para baixo I


7. 3x' - y' = 3 8. 5y 1 - 4x' = 20 l y'
11. ~ + 25 = I, à esquerda 3, para baixo 5
56 Cálculo

x: yl . . . . Gráficos no plano polar


12. +
169 144
=I, adoreotaS,paracoma 12
Esboce as regiões definidas pelas desigualdades em coor·
13. ~ - ~ = I, à direi! a 2, para cima 2 v'i. dcnadas polares nos exercícios 37 e 38.
, ,
14. ~ - ~~ = 1, à esquerda 10, para baLxo 3 37. O :5 r:S 6cos0 38. -4 senO :5 r:S O
Combine cada gráfico nos exercidos 39-46 com suas
Identificando seções cônicas equações (a}-(1}. Há mais equações do que gráficos, portanto
algumas equações não têm gráfico corrcspondenle.
Identifique as S<'Çôes cônicas nos exercícios I5-22 e detem1ine
os focos, ,~<rtices, centros e assíntotas (se apropriado). Quando a (a) r = cos20 (b) r cosO = I
curva for uma parábola, determine hun~m a sua diretriz.. (c) r= I 6 (d) r= sen20
2 2 2cos0
15. .< - 4.< - 4y' =O 16. 4.< - y' + 4y = 8
(e} r= O (f) r' = cos20
17. y'- 2y+ 16x= -49 18. i'- 2x+ 8y= - 17
(g) r = I +cosO (h) r= I -senO
19. 9.<' + 16y' +54.<- 64y= -1
20. 2Sx' + 9y'- 100x+ 54y = 44 2 (j} r' = scn 20
(i) r = 1 - cos0
21. .r
+ y'- 2x- 2y =o 22. x' + y' + 4x + 2y = I
(k) r= -senO (I) r= 2cos0 + I
Usando o discriminante 39. Ros.-lceadequatropétalas 40. Espiral
Que seções cônicas ou casos degenerados as equações nos exer~ y y
cicios 23-28 representam? justifique a sua resposta em cada caso.
23. x' + xy + y2 + x + y + I = O
24. x' + 4xy + 4y 2 + x + y + I = O
25. x 2 + 3xy + 2y' + x + y + I = O
26. x' + 2xy - 2y' + x + y + 1 = O
27. x' - 2xy + y' = O 28. x' - 3xy + 4y' = O 41. Limaçon 42. Lenmiscata
Girando seções cônicas y

Identifique a seção cõnica nos exerdcios 29-32. Então gire


os eixos coordenados para determinar uma nova equação parn
a seção cônica sem o termo misto. (As novas equações vão va-
riar dependendo do tamanho e a direção da rotaç.:i.o usada.)

29. 2x2 + xy + 2y'- 15 =O 30. 3x 2+ 2xy + 3y2 = 19


43. Circulo 44. Cardióide
31. x' + 2\13 xy- y' + 4 = O 32. x' - 3xy + y' = 5
y
Identificando equações paramétricas
no plano
Nos exercícios 33-36 dê as equações paramétricas e os
intervalos de parâmetro para o movimento da partícula no
plano .<y. Identifique a trajetória da partícula determinando
as equações cartesianas que ela satisfuz. Desenhe o gráfico da 45. Parábola 46. Lemniscata
equação cartesiana e indique a direÇc1.o do movimento e o tre·
cho percorrido pela partícula.
33. X= ( 1/2) tg I, y =(1/2) sec I; - 1T/2 < I < r./2

34. X= -2 COSI. y=2scn I; 0 :S I :5 r.


35. x= -cOSI, y=cos2 1; 0 :5 I :5 7T
36. x=4 cosI, y=9sen I; O:5 I :5 21T
capitulo 1O Seções cônicas e coordenadas polares 57

Interseções de gráficos no plano polar 73. c = 2, r cosO = 2 74. e= i, r cosO = -4


75. e= 1/2, r senO = 2 76. e= 1/3, rsen O= - 6
Determine os pontos de interseção das curvas dadas pelas
equações em coordenadas polares nos exercicios 47-54. Área, comprimento e área de superfície
47. r=senO, r = l + senO 48. r = cos0,r = l-cos0 no plano polar
49. r= I + cos 0, r = I - cosO Determine as áreas das regiões do plano coordenado po·
lar descritas nos exercidos 77-80.
50. r= I + scn O, r= I - sen O
77. Delimitada pelo limaçon r = 2 - cosO.
SI. r = l+senO, r=-I + SCnO 78. Delimitada por uma pétala da rosácea de três folhas
52. r= I + cos 11. r = - I + cosO r = sen30.
79. Ocntroda"figuraoito"r= I +cos20cforadocírculor = I.
53. r = secO, r = 2 scn O 54. r=-2cossec0,r =-4cos0
80. Dentro da cardióide r = 2( I + scn 0) e fora do círculo
Equações polares para equações r = 2scn0.
cartesianas Determine os comprimentos das curvas dadas pelas cqua·
ções polares nos exercícios 81-84.
Esboce as retas nos exercícios 55-60. Determine também
81. r= -I +cosO
a equação carte.sjana de cada reta.
82. r= 2 senO+ 2cos0, O :s O :s rr/2
55. rcos(o + j) = 2 v'3 56. rcos(o - ~) = Yj 83. r = 8 sen' (9/3), O :s O :s rr/4
57. r= 2sec9 58. r= - 'l/2sec(J 84. r= Vt + cos20, -rr/2 :s O :s r./2
59. r= - (3/2)cossec0 60. r= (3\Í3)cossec0 Determine as áreas das superficies geradas pela revolução
das curvas em coordenadas polares nos exercidos 85 e 86 em
Determine as equações cartesianas dos círculos nos exer.. torno dos eixos indicados.
cicios 61-64. Esboce cada círculo no plano coordenado e
85. r= Vcos20, Os O s 'lT/4, eL•ox
rotule·o com as duas equações, cartesiana c polar.
86. r 2 = sen 20, eixo y
61 . r= - 4 sen O 62. r = 3vl3 senO
63. r = 2v'i cosO 64. r = -6cos0
Teoria e exemplos
87. Determine o volume do sólido gerado pela revolução
Equações polares para equações da região delimitada pela elipse 9,:. + 4y' = 36 em tomo do
cartesianas (a) eixo x, (I>) eixo y.
88. A região "triangular" no primeiro quadrante, delimitada
Determine as equações polares pa.ra os cí.rculos nos exer· pelo eixo x, pela reta x = 4 e pela hipérbole 9x' - 4y' = 36
cicios 65-68. Esboce alda círculo no plano coordenado e é girada em torno do eixo.< para gerar um sólido. Deter·
rotule·o com as duas equações. cartesiana c polar. mine o volume do sólido.
65. x' + y' + Sy = O 66. x' + y' - 2y = o 89. Um tanque de ondas é feito entortando uma faixa de lata
67. x' + y' - 3x = O 68. x' + y' + 4x = O em torno do perímetro de uma elipse para ser a parede
do tanque c soldando um fundo plano nela. Um pouco
Seções cônicas em coordenadas polares de água é colocado no tanque e você derruba uma pedra
nele, diretamente no foco da elipse. As ondas se irradiam
Esboce as seções cõnialS cujas equações polares são dadas
pela água na direção da borda do tanque e a partir daí se
nos exercícios 69-72. Dê as coordenadas polares dos vértices
reOetem; alguns segundos mais tarde uma gota de água
e no caso das elipses determine também os centros.
espirra para cima no segundo foco. Por quê?
2 8
69· r=l+cos0 /O. r=2+cos0 90. LORAN Um sinal de rádio foi enviado simultanea·
mente por duas torres A c B, distantes uma da outra
6 = 12
]1. r = I - 2 cos O 72 r centenas de milhas no litoral norte da Califórnia. Um
· 3 + scn 8
navio recebeu o sinal da torre A 1400 microsscgundos
Nos exercidos 73-76 são dada$ as excentricidades das se· antes de receber o sinal de 8. Admitindo que os sinais
ções cônicas con'l um foco na origem do sistema de coorde- mo"imentaram·se a uma taxa de 980 pé-s/micros..~egun·
nadas polares do plano e com a diretriz correspondente a esse dos, o que pode ser dito da localizaçao do navio em re·
foco. Determine a equação polar de cada côn.ica. !ação às duas tones?
snow
58 Cálculo

9 t. Sobre um plano nivelado, no mesmo instante, vO<:ê pode (b) Aplique agora o crit'ério da Seção I 0.3 para mostrar que
ouvir o som de um rifle e da bala atingindo o alvo. O que e= O.,. círculo
pode ser dito sobre a sua localiz:aç.1o em relação ao riOe e O <e < l =>elipse
ao alvo? e = l => parábola
92. Espirais de Arquimedes O gráfico de uma equação da e > l => hipérbole
forma r = aO, em que a é uma constante não nula, é cha- 94. A órbita de um satélilc Um s"télitecstá em uma órbita
mado espiral de Arquimedes. l-lá alguma coisa especial a que passa sobre os Pólos Norte e Sul da Terra. Quando
respeito das larguras entre as voltas sucessivas de uma está sobre o Pólo Sul, ele está no ponto mais alto da ór-
dessas espirais? bita, 1.000 milhas acima da superfície da Terra. Sobre o
93. (a) Mostre que as equações x = r cosO e y =r sen Otrans- Pólo Norte, ele está no ponto mais baixo da órbita, a 300
fOrmam a equação polar milhas da superflcie da Terra.
(a) Admitido que a órbita do satélite é uma elipse com um
k foco no centro da Terra, determine a sua excentricida-
r = 71_+:-'e"'c-o-s "'
O
de. (Tome o diâmetro da Terra como 8.000 milhas.)
na equaÇ<1.o cartesiana (b) Usando os eixos N011e-Sul da Terra como o eixo x c o
centro da Terra como a origem, detennine uma equação
(1-e')x' + y' + 2kex-K = O polar da órbita.

Exercícios adicionais
Determinando seções cônicas 9. (a) Mostre que a reta
blxx 1 + rt2yy1 - n2b2 = O
L Determine uma equação para a parábola com foco (4, O)
e diretriz x = 3. Esboce a parábola juntamente com seu é tangente à elipse b'x' + a'y'- a'b' = Ono ponto (x1, y1)
vértice, foco e diretriz. da elipse.
2. Determine o vértice, (()('o e diretriz da parábola (b) Mostre que a reta
x' - 6x - 12y+9 = 0 /fx"t1 - a2yy1- a2/} = O

3. Determine uma equação para a curva descrita pelo ponto é tangente à hipérbole b'x' - a'y' - a'b' = O no ponto
P(x, y) se a distância de P ao vértice da parábola x' = 4y é (x1,y1) da hipérbole.
duas vezes a distância de P ao foco. Identifique a curva.
lO. Mostre que a reta tangente à seção cônica
4. Um segmento de reta de comprimento a + b vai do eixo x A.~ + Bxy + Cy' + Dx + liy + F= O
ao eixo y. O ponto P sobre o segmento está a a unidades
de uma extremidade e a b unidades da outra. Mostre que no ponto (x1, y1) da cônica tem uma equação que pode
P descreve uma elipse conforme as extremidades do seg- ser escrita na forma
mento deslizam ao longo dos eixos.
Axx,+ 8 (
x,y +
2
xy,) + Cyy,
, + D (x- +2- x 1)

5. Os vértices de uma elipse de excentricidade 0,5 estão nos


pontos (0, :!:2). Onde estão locali1.ados os focos? +e f ~ Y•) + F o =
6. Determine uma equação para a elipse de excentricidade
2/3 sabendo que a reta x = 2 é uma diretriz. e o ponto Equações e desigualdades
(4, O) é o foco correspondente.
Quais pontos do plano xy satisfazem as equações c de-
7. Um foco de uma hipérbole locali>.a-sc no ponto (O, -7) c sigualdades nos exercícios 11 - 18? Desenhe uma figura para
a diretriz correspondente é a reta y = -l. Determine uma cada exercício.
equação para essa hipérbole se a excentricidade for (a) 11. (x'- y' - l)(x' + y' - 25)(x2 + 4y' - 4) =O
2, (b) S. 12. (x + y)(x2 + y' - I ) = O
S. Determine uma equação para a hipérbole com focos 13. (x2/9) + (y' l 16) s l
(0, -2) c (O, 2) que passa pelo ponto (12. 7). 14. (x 2/9) - (y 2! 16) s I
SDQW
úpttulo 10 Seções cônicas e coordenadas polares 59

15. (9x' + 4y' - 36)(4x' + 9y' - 16) :s O polar, juntamente com a diretriz correspondente a esse foco.
16. (9x' + 4/ - 36)(4.<1 + 9y' - 16) >o Determine uma equação polar de cada s~ão cônica.
17. x' - (y' - 9)' = O 25. e= 2, rcos O= 2 26. e= I, rcos0 = -4
x' + xy + y' < 3
18.
27. •= 1/2, rsen0 = 2 28. e = l/3. rsen0 =-6
Equações paramétricas e ciclóides
Teoria e exemplos
19. Epiciclóides Quando wn círct~o rola externamente ao
longo de outro círculo fixo, um ponto P no círct~o que rola 29. Uma corda, com um anel em uma das extremidades, é
colocada em volta de dois pinos que estão em uma reta
descreve uma epicic/6Me. como exibido aqui. Suponha que o
horizontal. Após a extremidade livre passar por dentro
centro do círculo fixo seja a origem O e que ele tem raio a. do anel, é preso a ela um peso, para fazer que a corda
r fique esticada. Se a corda deslizar livremente sobre os pi-
nos e através do anel, o peso desc.erá tão longe quanto
possível. Admita que o comprimento da corda seja no
mínimo quatro vezes maior que a distância entre os pi-
nos e que a configuração da corda seja simétrica em rela-
ção à reta da parte vertical da corda.
(a) Determine o ângulo A formado pela parte inferior do
laço na figura a seguir.
Seja b o raio do círculo que rola e suponha que a posição
(b) Mostre que para cada posição lixa do anel na corda as
inicial do ponto P seja A(n, O). Determine as equações
localizações possíveis do anel no espaço descrevem uma
paramétricas da cpicidóide usando como parâmetro o elipse com focos nos pinos.
ângulo Oa partir do eixo x positivo até a reta que une os
(c) Justifique a hipótese original de simetria combinando o
centros dos dois drculos.
resultado do item (b) com a hipótese de que a corda
20. (:o) Determine o centróide da região delimitada pelo ei.,o c o peso terão uma posição de repouso com energia
x e pelo arco da ciclóide potencial mínima.

x = n(t - sen 1), y = n(l - cos 1); Os 1 s 21T


(b) De-tém1ine os primeiros momentos em rdação aos eixos
coordenados da curva
X = (2/3)/!Jl. y =2'/t; 0 S I S VJ
Coordenadas polares
21. (n) Determine uma equação em coordenadas polares
para a curva
x= t?' cos 1, y =e'sen t; - «= < t < QO
30. Duas estações de radar localizam-se a 20 km uma da ou·
(b) Determine o comprimento da curva de 1 = Oa 1 = 2'11. tro ao longo de uma reta leste·ocste. Um avião que ''Oa
baixo viaja de oeste para leste a uma velocidade de ....,
22. Determine o comprimento da curva r = 2 senJ (0/3),
km/s. Em I= O, um sinal é enviado da estação a (- 10, O),é
O s Q s 37T, no plano de coordenadas polares. refletido pelo avião e é recebido em (I O, O) em um instan-
23. Determine a área da superfície gerada pela revolução da te 30/c segundos mais tarde (c é a velocidade do sinal).
região no primeiro quadrante delimitada pela cardióide Quando t = IOIIJo. outro sinal é enviado da estação em
r = I +cosO em torno do eixo x. (Sugesttio: Use as identi- (- lO, O), é refletido pelo avião e mais uma vez é recebido
dades I +cosO= 2 cos' (0/2) e senO= 2 sen (0/2} cos (0/2) 'JO/c segundos mais tarde pela outra estação. Determine
para simplificar a integral.) a posição do avião quando ele reflete o segundo sinal sob
a hipótese de que ...., é muito menor que c.
24. Esboce as regiões delimitadas pelas curvas r =211 coi (012)
e r= 2a scn' (0/2), n > Ono plano coordenado polar c de- 3 I. Urn cometa move-se descrevendo uma órbita parabóU-
t·crmine a área da região do plano que elas têm em comum. ca com o Sol no foco. Quando o cometa cst,\ a 4 X IO'
mjlhas do Sol~ a reta que vai do cometa ao Sol forma um
Nos exercícios 25-28 são fornecidas as excentricidades das ângulo de 60" com o eixo da órbita, conforme exibido na
seções cônicas com um foco na origem do plano coordenado figura a seguir. Quão próximo ao Sol o planeta chega?
60 Cálculo

seguir). O canto inferior externo do outro painel, deno·


tado por Q, desliza sobre uma trilha reta, exibida na fi.
gura como um trecho do eixo x. Admita que conforme Q
se move de um ládo para outro, a parte inferior da porta
raspa um tapete grosso. Que curva a porta vai descrever
na super([cie do tapete?
y

32. Determine os pontos sobre a parábola x = 2(, y = t',-"" <


I < oo, mais próximos do ponto (O, 3).
33. Determine a excentricidade da elipse x' + xy +f= 1 até
o centésimo mais próximo.
34. Determine a excentricidade da hipérbole xy = I.
35. f a cun'll Vx + vY = 1 parte de alguma seção cônica?
Caso seja, de que tipo de seção cônica? Caso não seja, por O ângulo fonnado pelo vetor radial e a reta
que não é?
36. Mostre que a curva 2xy- Vi y + 2 = Oé uma hipérho·
tangente a uma curva em coordenadas polares
le. Determine o centro da hipérbole, os vértices, os focos, Em coordenadas cartesianas, quando queremos discutir a
os ei.xos c as assíntotas. direção de uma curva em um ponto. usamos o ângulo tJ>, medido
37. Determine uma equação polar para no sentido anti~horário. a partir do eixo x positivo até a reta
(a) a parábola com foco na origem c vértice em (a, ,.14); tangente. Em coordenadas polares, é mais conveniente calcula.r
(b) a elipse com focos na origem e em (2, O) e um vértice em o ângulo t/J do vetor mdialaté a reta tangente (veja a figura a
(4, O); seguir). O ângulo</> pode ser calculado a partir da relação
(c) a hipérbole com um foco na origem, centro em (2,1T/2) c (1)
vértice em (I, "'r/2).
38. Uma reta que contém a origem vai interceptar a cJipse que vem da aplicaç.ão do teorema do ângulo externo ao triân·
r= 3/(2 + cosO) em dois pontos, P1 e P2• Seja d1 a distán· guio da figura a seguir.
y
cia entre P1 c a origem e d2 a distância entre P2 e a origem.
Calcule (l/d1) + ( 1/d,).
39. Gerando uma cardióide com círculos Cardióides são
epiciclóidcs especiais (Exercício 18). Mostre que, quando
um círculo de raio a é rolado em outro circulo de raio
a no plano coordenado polar, como na figura a seguir,
o ponto de contato original vai descrever uma cardiói~
de. (Sugest<io: Comece mostrando que os ângulos OBC c o
PAD têm a mesma medida 0.)
Suponha que a equação da curva é dada na forma r= j{O),
Circulo que rola
ondef é uma função derivável de O. Então
x=rcosO e y=rsenO (2)
são funções deriváveis de Ocom
dx dr
dO= -r senO+ cosO dO
dy dr (3)
iiõ = rcos O+ senOiiõ
Circulo fixo Como, de (I), tem-se que ifJ = </> - O
tg</>-tgO
tg 1/1 = tg (</> - O) = I + tg </> tg O
40. Porta de um armário Uma porta de armário consiste Além disso,
em dois painéis de um pé de largura cada \lm, unidos dy dyldO
por uma dobradiça no ponto P. O canto externo inferior tg </> = dx = tfx/dO
de um dos painéis se apóia em um pivô O (veja a figura a pois tg </>é o coeficiente angular da curva em P. Também,
capitulo 1O Seções cônicas e coordenadas polares 61

tangentes no ponto de interseção que se localiza no pri-


tgO = ~ meiro quadrante.
Logo,
dy/dO y 47. Determine os pontos de interseção das parábolas
dy dx
dxldO- x xdõ- YdiJ r- I r- 3
tg Y' = ...;;;.;.;.y;.:.d'y"" O = dx
td"' (4} - I - cosO c - I +cosO
dy
1
+ x dx/dO xdq+>'do e os ângulos entre suas tangente-s nesses pontos.
O numerador da última expressão na Equação (4) é deter- 48. Determine os pontos sobre a cardióide r= a(l +cosO)
minado a partir das equações (2) e (3) como em que a reta tangente é (a) horizontal, (b) vertical
dy dx , 49. Mostre que as parábolas r= a/(1 + cos 0) e r= b/(1- cos 0)
x dO - Y dO = r· são ortogonais em cada ponto de interseção (ab" O).
Analogamente. o denominador é 50. Determine o ângulo no qual a cardióide r= a(l - cos 0)
dx dy dr
cruza a semi~ reta O= "Tr/2.
xdo+Ydo=rdO 51 . Determine o ângulo entre a reta r = 3 secO e a cardióidc
Quando os substituímos na Equação (4}, obtemos r= 4(1 +cosO), em um ponto de sua interseção.
r 52. Dctennine o coeficiente angular da reta tangente à curva
tg ifi = dr/d8 (5) r =a tg (012) no ponto O= 1rl2.
Esta é a equação que utilizamos para determinar ~'como 53. Determine o ângulo no qual as parábolas r = 11(1 -cosO)
uma função de O. c r= 1/( 1 - sen 0) se interceptam no primeiro quadrontc.
41. Mostre, referindo-se a uma figura, que o ângulo 13 entre as 54. A equação r 2 = 2 cossec 2() representa uma curva em coor~
tangentes a duas curvas em um ponto de interseção pode dcnadas polares.
ser dctenninado pela fórmuJa (a) Esboce a curva.
13- tgt/J,-tgif,, (b}Determine uma equação cartesiana equivalente para a
tg - I +tgif,, tgt/1, (6} curva.
Em que situação as curvas se encontram forrnando um (c) Determine o ângulo no qual a curva intercepta a semi-
ângulo reto? reta O= '17/4.
42. Determine os valores de tg 1/1 para a curva r= sen• (0/4}. 55. Suponha que o ângulo 1/1 entre o vetor radial e a reta tan·
43. Dctcmlineoânguloentreovetor radial da curva r =2a sen 30 gente à curva r:::: /(0) tem valor constante igual a a.
c sua tangente quando O= 1r/6 (a) Mostre que a área delimitada pela curva e pelas semi-
O 44. (a) De.scnhc a espiral hiperbólica rO = l. O que parece retasO =O, cO = O,éproporcionala r,'- r,',ondc (r,, O,)
acontecer com t/J conforme a espiral dá voltas em torno e (r,, O,) são as coordenadas polares das extremidades do
da origem? arco de curva entre essas semi· retas. Determine o f.1tor
(b)Confirme anaHticamcnte o que vocé determinou no de proporcionalidade.
item (a). (b)Mostre que o comprimento de a.rco da curva do item
45. Os círculos r = v3 cos Oe r = sen Ose interceptam no (a) é proporcional a r, - r, c determine a constante
ponto (\1312, Tr/3). Mostre que suas tangentes são per- de proporcionalidade.
pendiculares nesse ponto. 56. Seja P o ponto da hipérbole r' sen 20 = 2n'. Mostre que o
46. Esboce a cardióide r =a( l + cos 0) c o círculo r =3a cos O triángulo fom1ado por OP, pela reta tangente em P e pelo
no me.smo diagrama e determine o ângulo entre suas eixo polar é isósceles.

y
Exercícios avançados I'

I. Urna barra rígida de comprimento r + s tem cxtremida· 8 s


dcs il e P. O ponto 8 sobre a barra dista r de A e s de P.
O ponto A permanece sobre o ei.'Co x~ podendo se mover
sobre ele. c o ponto 8 permanece sobre o eixo y. podendo
A
se mover sob(e ele. Mostre que o ponto P de,screve uma ---4-=----1------->-.v
elipse. Determine seus semi-eixos, focos e excentricidade.
62 Cálculo

2. Dados cinco pontos P; =(x; , r;), j = I, 2, 3, 4, S de uma 9. A segunda lei de Kepler afirma que, quando um planeta
cônica, para encontrar uma equação Ax' + Bxy + C/ + orbita em uma elipse em voha de uma estrela que está
Dx + Ey + F= Odessa cônica. basta tomar em um de seus focos F, a área delimitada pelo arco de
x' xy y 2 x y I elipse percorrido em dado intervalo de tempo e pelas
xi X1Y1 yf x, )'1 semi-retas com origem em F que passam pelos extremos
det
xj Xz)'l yj X2 Yl
=O
desse arco não depende da extremidade inicjal do arco
xi X3Y~ Y~ X) Y> corlSidcrado. Se um planeta percorre a elipse~+ y 2 = I
x~ x.1y~ yJ x,. y,. no sentido anti·horário. com a estrela ocupando o foco no
X~ XsYs Y~ Xs Ys semi-eixo.< < O, e gasta um tempo Tpara ir de A = (2, O)
(a) Demonstre a afimla~lo anterior. até B = (0, I), qual será o período da órbita do planeta?
(b) Ache a equação da cônica que passa por (O, l), (l, l), LO. Uma sala elfptica, corno na figura, internamente tem a
(0,-1), {l/2,112),(0, 0}. parte da parede que está em y 2: Oespelhada, e o restante é
3. Uma elipse de equação 6x' + Bxy + 4/ + F= Oestá ins- opaco. Uma parede divisória, opaca, foi construída sobre
crita no retângulo (-2, 21 X [-I, II e tangencia os quatro o eixo menor da elipse (de C até D na figura), deixando
lados deste. Se um dos pontos de tangência for (a, I) e aberto um espaço ligando os dois ambientes. Um laser
outro, (2, b), quais são os valores de a e de b? Quais são encontra-se na posição do foco F da elipse. Qual região
os valores possh•cis de B? da sala pode ser atingida pelo laser?
4. Considere a hipérbole de equação f -x 2
= I. Encontre a 11. Use coordenadas polares para calcular a área da região
elípse de centro {I, O) com eixos paralelos aos eixos coorde-
nados, que passa pela origem c tangcncia essa hipérl>ole.
Para uma funçãof definida no plano xy a valores em R, cha-
limitada pelas retas y =
hipérbole xy = I.

do plano xy que se encontra no primeiro quadrante e é
f.y = c pelo gráfico da

ma-se curva de nível def ao subconjunto do plano fonnado pelos


pontos nos quais j{x, y) = c, em que c é uma constante real.
S. Mostre que se c > O, a curva de nível j{x, y) = c de
j{x, y) = 3x' + Sxy + 4y' é uma elipse. O que ocorre
quando c = O? E quando c < O? c
6. A curva de nível j{x, y) = O da função j{x, y} = (x' + A I' [I
.......................................... ······>x
4y' - l)(x' - 3y+4) é uma cônica? Contém uma cônica?
Qual(is)? Esboce essa curva de nível.
7. Determine, em função de b, que tipo de cônica é a curva
de nível j{x, y) = Ode j{.<, y) = 3x' + bxy + 4/- I.
D
8. Represente no plano xy os seguintes conjuntos descritos
12. Resolva a equação dada em coordenadas polares por
em coordenadas polares:
~!6 = r cos 8 e represente no plano xy a curva solução que
{a) r' = 2 +r scn O (b) 4r'cos'O - r sen Q+ I = 0 satizfaz r(O) = I .
(c) x = rcosO, y = 2r senO, I s rs 2

Projetos de aplicação de tecnologia


MÓDULO MATHEMATICA/~W'LE
Rastreamento por radar de um objeto em movime11to
Parte 1: Converter de coordenadas polares para coordenadas cartesianas.
MÓDULO MATI-IEMATIC;VMAI'LE
Equações paramétricas e polares de uma patinação sincronizada
Parte I: Visuali•.ar posição, velocidade e aceleração para analisar o movimento definido por equações paramétricas.
Parte 11: Determinar e analisar as equações do movimento de um patinador desc.revendo uma curva polar.
Seqüências e séries infinitas

RESUMO Embora todos saibam como somar dois ou mais números, a


soma infinita de números não é uma operaç-ão triviaL Neste capítulo, estudare-
mos essa operação, que é o tema principal da teoria das séries infinitas. Algumas
ve?.es uma soma infinita de temlos resulta em um número, como em
I I l I
-+-+-+-+ .. ·=1
2 4 8 16
Conforme mostra a figura a seguir, essa soma é representada geonletrica-
mentc pelas áreas indicadas no quadrado unitário ··infinitamente dividido ao
meio''. Somando· se a área dos retângulos menores é possível descobrir a área
do quadrado unitário que eles ocupam. Quanto mais termos forem somados.
mais perto chegaremos do valor total.

1/8 ~1/16
112

1/4

Outras ve1.cs é impossível chegar ao resultado de uma soma infinitn, como em

1+2+3+4+5+ ...
A adição dos primeiros termos vai aumentando à medida que somamos
os termos seguintes e o rcsult<~do desse procedimento acaba sendo maior que
qualquer constante predefinida.
Com algumas séries infinilas. como as séries harmônicas. por exemplo,
1 1 1 1 1
1 + - + - + - + - + - + ...
2 3 4 5 6
não fica tão claro se é possível chegar a um resultado. Não há como saber se
chegamos cada vez mais perto do resultado à medida que somamos mais ter-
mos ou se estamos em um processo de somatório infinito.
Conforme desenvolvemos urna teoria sobre seqüências e séries infinitas, uma
aplicação importante nos fomece um método de representar uma função derivá·
vcl}tx) como o somatório infinito de potências de x. Com esse método. aprofun-
damos nosso conhecimento sobre como avaUar. diferenciar e integrar polinômios
a uma classe de funções muito mais geral que a dos polinômios. Investigamos
também um método para representar uma função como a soma ínfinüa de fun-
ções seno e cosseno - uma ferro menta poderosa no estudo de funções.
64 Cálculo
snow

Seqüências
Uma seqüência é uma lista de números
Companion
Websitc
Ensaio histófi("t.>
em determinada ordem. Cada '' representa um número denominado termo
da scqliência. Na scqiiência
Seqüências c séri1."S
2, 4, 6. 8. lO, 12, ...• 211, .. .
por exemplo, o primeiro termo a 1 = 2, o segundo termo tt2 = 4 c o n-é-simo
termo a,.:::; 2tr. O inteiro né dcnon1inado indiccdca11 e i_ndicacm que posição
da lista r-J ocorre. Podemos considerar a seqüência

como uma função que associa I a a 1, 2 a a't 3 a a), e, de maneira ma.is geral,
associa o inteiro positivo n ao n~ésimo termo a,'" Esse pensamento nos remete
à definição de seqü~ncia.

Definição Seqüência infinita


Uma seqüência infioíradc números é uma função cujo domb>io é o conjun-
to dos inteiros positivos.

A função associada à seqiiência


2, 4, 6, 8, lO, 12, •. ., 2u, ...

atribui la a,= 2, 2 a a,= 4 e assim por diante. O comportamento geral dessa


função é descrito pela fórmula
a = 2n
"
Podemos também fazer com que o domínio seja o conjwtto dos inteirOs
maiores que um número n0 dado, e permitimos que seqüências deste tipo
também possam existir.
A seqiiéncia

12, 14, 16, 18, 20, 22, ...


é descrita pela fórmula a,= lO + 211. ~possível também descrcvc!·la por meio
de uma fórmula mais simples: b, = 2rr, na qual o índice " começa em 6 e
vai aumentando. Para chegar il fórmula mais simples, atribubnos qualquer
inteiro ao primeiro índice da seqiiência. Na seqüência anterior, ta"J começa
com a1, e nquanto a seqüência {bJ começa com b,. A ordem é importante. A
seqüência I, 2, 3, 4. . . não é igual à scqiiência 2, I, 3, 4 . . .
As seqüências podem ser descritas por meio de regras que especifiquem
seus termos, tais como

ai, = \!';;
b = (-t )•••l
" tJ
1
c.. =- ,-,-
lt -

d,=(-l)n+l
Capitulo 11 Seqüências e séries infinitas 65

ou por meio da listagem de seus termos:


{a,} = { VÍ, v'i, \13, ... , \0., ... }
{b,} {I.- t.t.- t....,(-1)"+' },,. .. }
=

{c,}= {o·i·t·f·t•···•";,
1
····}
{d,} = {1.-1,1,-l,l,-1, ... ,( -1 )"+', ... }

Algumas vezes, escrevemos também


{a,} = {\0.}:=,
A Figura 11.1 aprcrenta duas maneiras de reprerentar graficamente as se-
qüênc-ias. A primeira marca os pontos iniciais de a,, a2, ll3, •. . , n" ... no eixo
real. O segundo método apresenta o gráfico da função que dcfu1e a seqüência.
A função é definida somente sobre inteiros e o gráfico é formado por alguns
pontos no plano xy localizados em (I, a1), (2, a,), ..., (11, a.), ...

"• Diverge
3
"• lll nJ (I•"s
o 2
2

• •
a,=Vn n
o 2 3 4 ;

__.__ __,,2
(fJ
"•
"• Con''~'ltt ~ra O

o
nn=nI J •
2
I
3
t !
4

s I''
"• Converge para O

J
n,_ tt,
"' "• o "• •
t
.
I .'> I 11
ti =(- l)"t-t! •
"
FIGURA 11.1 As seqüências podem ser representadas por pontos
marcados no próprio eixo ou por pontos no plano sobre o qual o cL<o
horizontal li é o índice do termo e o eixo vertical "• é o seu valor.

Convergência e divergência
Algumas vezes, os números na seqü~ncia se aproximam de um valor úni-
co à medida que o índice n aumenta. I! o que acontece na seqüência

{··t·t·t·····*····}
cujos termos se aproximam de Oconforme 11 aumenta. c na seqüência

{0 ·i·t·f·t····· 1
- },,. ·}

na qual os termos se aproximam de 1. Por outro lado, seqüências do tipo

{ VÍ, Vi. \13..... v;,,. .. }


66 Cálculo

possuem termosqut ficam maiores que qualquer outro número à medida que
n aumenta; e seqüências como

{1,-1,1 , -I, I, -1, ... ,(-1)"' 1, ... }

I. - E /. I.+ E oscilam cnlre I e - IJ e nunca convergem a um único valor. A definição a


1
( I I 1 I
o l I\ seguir apresenta a definiçiio para uma seqüência que converge para um valor·
" ·'' (1,.
lim_ite. Ela nos diz. que, se avançamos o suficiente na seqüência e fazemos que
o índice n seja maior que qualquer valor N, a diferença entre a" e o limite da
seqüência se torna menor que qualquer n(tmcro predefinido~ > O.
1 - - - - - - - - - - - -1. +.
I. - - - -- - - ----·(11.11")- !.- . - - -
r-----------~~---- L -f
• Definições Con\'crgência, divergência, limite
• J
A seqüência {a oonvecgc para o Jlúmcro L s.: para todo número positi\'O E
• • existe um lnteiro N tal que paro todo 11
-:+--'-~~---"-"'--''----->"
O 2 3 N n > N => la,- LI< E
"
Se esse número L não existe. dizemos que !a,} divccgc.
FIGURA I L2 Se y = L é uma Se {a11} converge para L, escrevemos lim,-.~a,. = L, ou simplesmente
assíntota horizontal da seqüência de a, ~L. e chamamos L de limite da seqüilncia (Figura 11.2).
pontos {(11, a,)), então a. -> L. Nesta
figura. todos os a,. depois de aN estão Essa de6niçiio é bastante parecida com a que define o limite da fw1ção j{x)
próx.imos ao menor de e. à medida que x tende a >< (lim_ j{x) na Seção 2.4, Volume I). Exploraremos
essa conexão para explorar limites de seqüências.

F.XEM PLO I Aplicando a definição


Companion
Website Mostre que
Bio~plia hhtt~tica
(a) lim
, ...»
h= O (l>) lim k = k (para toda constante k)
~~--~
Nicolc Orcsme
(c. 1320- 1382) SOLUÇÃO
(a) Seja e > Odado. Devemos mostrar que existe um inteiro N tal que
para todo n,
II > N
Essa implicaçiio é verdadeira se (1!11) < E ou 11 > 1/E. Se N for
um inteiro ma_ior que liE, a implicação será verdadeira para todo
11 > N. Isso prova que lim_ . ( 1!11) = O.
(b) Seja E > Odado. Devemos mostrar que existe um inteiro N tal que
para todo n,
11 > N => lk- kl < E
Como k- k = O, podemos usar qualquer inteiro positivo para N
e a implicação será verdadeira. Isso prova que lim_ ,.. k = k para
toda constante k.

EXEMPLO 2 Uma scqüéncia divergente


Mostre que a seqliência {I , - 1, I, - I_, 1, - lp . ., (- 1)"' 1, •••} diverge.
SOLUÇÃO Suponha que a seqüolncia convirja para algum número
L. Selecionando e = 1/2 na definição do limite, todos os termos a.. da se·
qüência com índice 11 maior que N devem estar a menos de e = 1/2 de L.
Capitulo 11 Seqüências e séries infinitas 67

Como o nl1mero Laparece repetidas vet.es na seqüência. temos que ele está
a uma distância de menos de e ~ 1/2 de L. Portanto, (L- I( < 1/2 ou, de ma-
nei_ra equivalente, 1/2 < L < 3/2. De maneira análoga, o nUmero - I aparece
repetidas vezes na seqüência com um índice arbitrariamente alto. Devemos.,
então, considerar que (L- (-1)( < 1/2 ou, de maneira equivalente, -1/2 <
L < - 3/2. Mas o número L não pode estar ao mesmo tempo nos intervalos
(1/2, 3/2) e (-3/2, -1/2) porque eles não se sobrepõem. Assim sendo, o limi-
te L não cx_iste e a seqüência diverge.
Observe que o mesmo argumento é válido para qualquer número po-
sitivo f menor que I, não somente para 1/2.

A seqüência I vf,';} lambém diverge, mas por uma ra?...io diferente. Confor..
me tJ aumenta, os seus termos ficam maiores que qualquer nllmero predefini-
do. Descrevemos o comportamento dcs:sa seqüência da seguinte maneira:
tim
fl -t>:»
v,;=«>
Quando escrevemos que o limile da função é o infinito~ não estamos di·
zendo que as diferenças entre os termos a.. e QO; diminuem à medida que "
aumenta. Tampouco estamos afirmando que existe algum infinito numérico
do qual a seqüência se aproxima. Estamos simplesmente fazendo uso de uma
"n
notação que traduza a idéia de que pode finalmente alcançar um número
maior que qualquer outro predefinido à medida que u aumenta.

Definição Divergência par.a o infinito


A seqüência la.} diverge para o infinito se para todo número positivo M
exjste um inteiro N tal que para todo 11 maior que N, 1111 > M. Se essa condi·
ção for verdadeira, temos que
ou

Analogamente, se para todo número m existe um inteiro N tal que para todo
11> N temos a11 < m, dizemos que fa) diverge para o menos infinito e
escrevemos que
ou a11 ~ -oo

Mas não é somente para o infinito ou para o menos infinito que uma se·
qüência pode divergir. Vimos isso no Exemplo 2 e também temos a mesma
situação nas seqüências li, - 2, 3, - 4, 5, - 6, 7, -8, ...) e 11. O, 2, O, 3, O, ... ).

Calculando limites de seqüências


Se precisássemos sempre utilizar a definição formal do limite de uma se-
qüência. por anelo de E e N, o cálculo dos lilnites das seqüências seria uma
tarefa descomunal. felizmente, podemos derivar alguns exemplos básicos e
utiliz.-\.Jos para analisar de maneira mais rápida os limites de muitas outras
seqüências desde que consigamo$ compreender de que maneira elas são com-
binadas e comparadas. Como seqil~ncias são funções cujo domínio está res-
trito aos inteiros positivos~ você não ficará surpreso e1n saber que os teoremas
para limites de funções apresentados no Capítulo 2, Volume I, também tém
suas versões para seqüências.
68 Cálculo

Teorema 1
Sejam {a.J e {h.} seqiiêncíasde números reais e sejam A e 8 números reais.
As regras aseguirsãoverdadcirasse Um_" a"= A e lim,....- bit = B.
L Regra da soma: Jim,-~ (a, + bn) = A + B
2. Regra da difenlllça: lim,_,. (a. - h.) = A - 8
3. Regm do produto: lim,....., (a.· h,) = A- 8
4. Regra da multiplicação por COriStaute: lim,_.» (k ·h.) = k · 8 (para
todo número k)
, a,a A
S. Regm do quocieute: hm,~-:~o-.o bn = 8 se B~ O

A prova é semelhante à do Teorema I da Seção 2.2, Volume I, e, portanto,


não será apresentada.

EXEMPl,O 3 Aplicando o Teorema I


Combinando o Teorema I con> os resultados do limite no Exemplo I,
temos
(a ) lim (-
n_,)t
l)= _ 1 . lim l = _ 1 . O = O
" n-~ 1J
Rcgn da muhlpn"ç~o por
rml~t;uu~ ~ E-.:cn,rJn 111.

(b) lim ("


11-y.c..
~ 1) = lim (1-ft) = I I....,X.
11~
lim 1-lim,,_xo
+, = 1-lkgc.1
O= I
J.a ~iifcrença
<L·u•mp·lltlll.
(c) lim ~1 = 5 • lim l.
11
lim l = 5 ·O ·O = O ltcgr-.1 Ju J'roJuh~.
n-•'» u n-t» u-'lo)t "

(d)

Tenha cuidado ao aplicar o Teorema 1. Ele não di7') por exemplo, que
cada uma das seqüências la.Jelh.l terá um limite se a soma de ambas {a. +
h.) tiver um limite. As seqüências fa.J = 11, 2, 3, . . . } e Ih) = 1- 1, - 2, - 3, ...}
divergem, mas o somatório destas {a. + h.) = (O, O, O, •..} claramente con-
verge para O.
Uma das conseqüências do Teorema I é que todo múltiplo não-nulo de
uma seqüência divergente la) também diverge. Suponha, em ve• disso, que
{ca.J convirja para algum número c,. O. Então, tomando k o l/c na regra da
multiplicação por constante no Teorema l, vemos que a seqüência

{t ·ca,} = (a,}
converge. Assim) {ca..J não pode convergir a menos que {a) também convir·
ja. Se{a.} não convergir, então lca.} não convergirá.
O pl'óximo tco_rema foi obtido a partir do teorema do confronto ap.rcsen·
tado na Seção 2.2, Volume I. Será pedido que você o prove no Exercício 95.

Teorema 2 Teorema do confronto para scqiiéndas


Sejam la.}, Ih.} e 1<.} seqüências de números reais. Se a. :s h. :s c. for ver-
dadeira para todo n além de algum índice N e,. lim_ a. = lim...,.. '• = C.
então lim,...._ b,. =L também.
Capítulo 11 Seqüências e séries infinilas 69

Uma conseqüência imediata do Teorema 2é que~ se lb,.l s c, C C11 .....,. O, en-


tão b,. -+ Oporque - c":S b,. s c... Usaremos e,ssc fato no próxhno exemplo.

EXEM I'LO 4 Aplicando o teorema do confron1o


Como l/t1--> O, sabemos que

1 I
(a) ~~ o
COSII
11 porque - ii .s - ..- s ;;

(b) ..!._,o 1 1
porque O :S , :S ;;
2" 2

(c) (-l )"fr ... O porque - fr :S ( - I)" fr :S fr

A aplicaç..i.o dos teoremas 1 e 2 é ampliada por um teorema que a.firma


que, se aplicarmos uma função contínua a uma seqüência convergente, pro-
duziremos uma seqüência convergente. Enunciamos o teorema sem prova
(Exercício 96).
y
y= 2x Teorema 3 O teorema da (unção continua para seqüências
2 (1, 1) Seja {a.J uma seqüência de números reais. Se a,.-> L e sejfor uma função
continua em L e definida para todo a,., entãoj(a) --> j(L).

EXEMPLO 5 Aplicando o Teorema 3


Mostre queV( " + 1 )/t~-->1.
SOLUÇÃO Sabemos que (11 + I )/11--> I. Tomandoj(x) = Vx c L = 1
noTeorcma3, tcmos V(11 + 1)111--> Vi = 1 .

-+---+-----<>----+.< .EXEML'LO 6 A scqii~ncia (2'''}


o I I
3 2 A seqüéncia {1/11} converge para O. Tomando a,= 1/11, j(x) = 2' e L = O
FIGURA I 1.3 Quando 11--> "'· no Teorema 3, vemos que 2"' = j(l/11)--> j(L) = 2° = I. A seqüência (2' 1• }
1/11--> Oe 211' = 2° (Exemplo 6). converge para I (Figura 11.3).

Usando a regra de L'Hôpital


O próximo teorema nos pcm>ile usar a regra de L'Hõpital para encontrar o li-
mite de algumas seqüéncias. Ele formaliza a relação entre Hm,...,. a,. e lim~x).

Teorema4
Suponha que j(x) seja uma funç.'io definida para lodo x 2: 110 e que {a.} seja
uma seqüência de números reais tal que a" = j{u) para IJ ~ n0• Então,
lim f (x) = L => lim a. = L
.1'-':IG X-f':Y.

PROVA Suponha que lim~•• /(x) = L. Então, para cada número positi-
vo e existe um número ;Wtal que para todo x,
x>M
SDQW
70 Cálculo

Seja Num inteiro maior queM e maior ou igual a n0. Então,


11 >N a,= j(n) e la.- LI = if(11) - Li < •

EXEMPLO 7 Aplicando a regra de t:Hópital


Mostre que

SOLUÇÃO A função (In x)lx é definida para todo x 2: I c coincide


corn a seqüência dada ern inteiros positivos. Portanto, pelo Teorema 4,
lim__ (In u)/11 será igual a lim,._~ (In x)/x se esse último existir. Uma sim~
pies aplicação da regra de J.:Hôpital mostra que

. ln.<
Iom -
n --+x X
.
= x-~
Iom -
l/x
I
= -oI = O
Concluímos que lim·-~ (In n} /11 = O.

Quando usamos a regra de L'Hôpital para encontrar o limite de uma se·


qiiênda, freqüentemente tratamos 11 como uma variável real contínua e dire-
tamente derivável em relação a 7J. Isso evita que reescrevamos a fórmula para
a.,. como fizemos no Exemplo 7.

EXEMPLO 8 Aplicando a regra de Cllôpital


Encontre
2"
, lim
_x -Sn

SOJ.UÇÁO Pela regra de t:Hópital (derivando em relação a n),

. 2" . 2"·1n2
Iom - = lun "'--..;;.::.-"
,l~X> 511 ri~~ 5
=00

EXEMPLO 9 Aplicando a regra <Ir T:llópital para determinar a


convcrgCncin
A seqüência cujo n·ésimo termo é

a- ( -
11 +-')"
" - 11 - I
converge? Em caso afirmativ~ encontre lirn .....» alt.
SOI.lJÇÂO O limite nos leva à forma indeterminada 1$. Poderemos
aplicar a regra de T:Hôpital se primeiro mudarmos essa forma para "' ·O
tomando o logaritmo natural de n,:

lna =In ( -
" +-') "
" n- I

= ( 11+1)
11111 - -
" - I
Capitulo 11 5eqüênciase séries infinitas 71

Então,
lim In tt,1 = li1n 11ln (" + 11~
lf~:rl 11-+0C. 11 - )

Int!• +- 1I)
\n
= lim --':-,-....:.- o
"'""~":o 1/ti • o
2
- 2/(n - 1)
= lim --'---:--'-
- I/n2

Como In a"'.-. 2 e j(x) = eX é continua, o Teorema 4 nos diz que


a ;;;;; el"' 11· - el

A seqüência {a,I converge para e'.

Limites que aparecem com freqüência

O pl'óximo teorema apresenta limites que aparecem com freqüência.

TeoremaS
As seis seqüências a seguir convergem para os limites listados:
Notação fatorial
A notação r1! (",.fatorial") representa o pro- I. lirn
11-t1t>
h!!
1J
=O
duto I - 2 - 3 ···"de inteiros de I a "· Note que
(n + I)! "' (n +I)· n! Então.4! "' I· 2· 3-4 "' 2. ...,.,. -.:f,; = I
..lirn
24 e 5! = I · 2 · 3 · 4 · 5 = 5 · 4! "' 120. 11
Definimos O! como I. Os fatoriais crescenl 3.
...., x = I
..lirn " (x > O)
ainda mais rapidamente q_ uc as exponenciais, 4. lim x'•;;;;. O (lxl < I )
~~~~
como a tabela a seguir sugere.
S. lim
,._ (I + T,} " = ex (todox)

x•
6. lirn 1n. =O (todo x)
~~-.~

Nas fórmulas 3 - 6, o valor de x se mantém fi.,o enquanto n ~ ""·

I'ROVA O primeiro limite é o do Exemplo 7. Os dois seguintes podem


e" (arredondado) fi!
" ser provados tomando-se os logaritmos e aplicando-se o Teorema 4 (exerci-
I 3 1 cios 93 e 94). As demais provas podem ser encontradas no Apêndice A.3.
5 148 120
lO 22.026 3.628.800
EXF.MPI.O lO Aplicando o Teorema 5
20 4,9 X 108 2.4 X 10 13
In (u2) 2 In 11
(a) - ,-,-= - 11 - ~2·0 =O
(b) '(1;;1 = n2"' = ( u 11")2 ~ ( 1) 2 = fórmula 2

(c) \'Y3,; = 3 11"(11 11" ) ~ I· I = I


l'<•rmul:t 3 com :r • 3
1.' Fórmula 2
72 Cálculo

{d) Hr. . o FMmui.J 4 comx = - (1/l )

{<) (" ;. 2)" = (I -2)"


, + - -+e-2

Seqüências definidas recursivamente


Até aqui, nas seqüências que temos estudado, cada a" foi calculado dire·
tamcntc a partir do valor de u. As seqüências, contudo. s.ão, com freqiiência,
definidas recursivamente, dando

I. O{s) valor{cs) do termo iniciais c


2. Uma regra, chamada fórmula recursiva, para calcular qualquer termo
posterior a partir de termos que o precedem.

EXEMPLO J 1 ScqUtncias construídas recursivamente


(a) As sentenças a1 = I e a,. c a"~'+ I definem a seqüência I, 2, 3, .. .
n, .. . de inteiros positivos. Com a, = I, temos n2 = a,+ I = 2, a,=
az+ l = 3 e assim por diante.
(b) As sentenças a 1 : : 1 e a"= 11 • an· l definem a seqüência de fatoriais
I, 2, 6, 24 •... , n!, ... Com tt 1 = I, temos a2 = 2 · at = 2, a,=
3 · a2 = 6, a<4 = 4 · a,. = 24 e assim por diante.
(c) As sentenças a 1 = J. n2 = I c aot~l = n11+ n,.. 1 definem a St.~üt:ncia de
números de Fibonacci I, I, 2, 3, 5, ... Com n, = I c n, = I, temos
a,= I+ I = 2,n, =2+ I= 3,a, =3+2 = Seassimpordiante.
{d) Como podemos ver na aplicação do método de Newton, as afir·
mações x~ = I e X11 + t = x,1 - ((senx" - Xn2)/(cos X,1 - 2x11))
definem uma seqüência que converge para uma solução da equa-
ção sen (x) - .<' = O.

Seqüências crescentes limitadas


Os termos. de uma seqüência podem ser limitados. às vezes aumentando
e às vezes dimiJ>uindo. Um tipo especial de seqüência é aquele no qual cada
termo é~ pelo menos, tão grande quanto seu antecedente.

Definição Seqüência c-rescente


Uma seqüência {n,l com a propriedade de que n, :S n,., para todo" é d>a·
mada seqüência crescente.

EXE~tPLO 12 s~qüêllcias CfCS(('Jlt<.•s

{;o) A seqüência I, 2. 3, ... , "· .. . de números naturais

{b) A seque
... . 123 t1
nem 2• 3•4• ... , 7r"+"l• ...
(c) A seqüência constante {3}
Capitulo 11 Seqüências e séries infinitas 73

Existem dois tipos de seqüências crescentes: aquelas nas quais os tennos au-
mentam mais que qualquer limitante finito e aquelas nas quais isso não ocorre.

Definição Limitada, limitante s.upcrior. menor limitante .superior


Uma seqüência {a,} é limitada superiormente se existe um niomcro M
tal que a~ :S M para todo n. O número M é um limitante superior para
{a). SeM é um limitante superior para {aJ, mas nenhum número me-
nor queM é um limitante superior para {a"}, então, M é o menor limi·
tante superior para {a.}.

EXEMPLO 13 Aplicando a definição M seqüéncia limitada


y (a) A seqüência 1. 2, 3, ... , ti~ ... não tem limitante superior.
.. - . 2'
( b) A sequencm I 3'
2 4•
3 .... ;;-:;--(•
11
... H muta
. d a supenonnente
.
Ml------__.:.y=M
______ porM = I.
Nenhu1n número menor que I é limitante superior para a seqüência;
y• L
portanto, I é o menor limitante superior (Exercicio 113).
• • • (3•••, ,
L
• ($,a,)

(1, 111) •
• Uma seqüência crescente limitada superiormente sempre tem um Limitan-
X
te superior. Esta é a propriedade de completude discutida no Apêndice A.4.
o } 8
2
" 5 6 7 Provaremos que se L é o menor limitante superior, então a seqüência con·
vcrge para L.
HGURA 11.4 Se os tem1os de uma
Imagine que tracemos os pontos (I, a 1), (2, a), . .. , (n, n"), ... no planoxy.
seqüência crescente possuem um limitante
SeM é um limitante superior da scqü~ncia, todos esses pontos estarão sobre
superior M, eles têm um limite L s M.
ou abaixo da reta y = M (figura 11.4), já que ela é a reta mais baixa. Nenhum
dos pontos (11, n") está acima de y = L. mas alguns certamente estarão acima
de qualquer reta infe.rior y = L- E, se € for um número positivo. A seqüência
converge para L porque
(a) a, s L para todos os valores de 11 e
(b) dadoqualqucrE > O, existe pelo menos um inteiro N parao qual a" > L- E.
O fato de {a,} ser crescente também nos diz. que
a ~a > L- e para todo 11 ?: N
' '
Assim, todos os números a~~ acima do N·ésimo número estão próxjmos de
L a menos de e. t exatamente essa a condição para que L seja o limite da se·
qüência {a. }.
As características das seqüências crescentes estão resumidas no próximo
teorema. Um resultado semelhante também é verdadeiro para seqüência de·
crescentes (Exercício 107).

Teorema 6 Teorema da seqiiência crescente


Um seqüência crescente de números reais converge se, e somente se. é limi·
tada superiormente. Se uma seqüência crescente converge, ela o faz para o
seu menor limitante superior.

O Teorema 6 implica que 11ma seqüência crescente converge quando pos-


sui um limitante superior. Caso contrário, ela diverge para o infinito.
74 Cálculo
snow

Exercícios 11.1
Encontrando termos de uma seqüência 11+ ( -1 )"
23. a. = 2 + (0,1)" 24. a, = "
C1da um dos exercícios 1- 6 dá uma fónnula para o tJ..ési.mo
+~
211
26. a. =
termo",. de uma seqüência {a.}. Encontre os valores de a 1, l - 3 11
a:,aJca,..
I - Sn'
27. a. = ,,. + Str' ~·
..a. a, -- 11+3
I - n
= - -,-
I 11 2 + Su + 6
I. alf

2. a"= 1
"· ., _n' -2n+l
(- l )"' '
3· a.= 2 4. a.= 2 + (- I)"
2;7. tl, - tJ 1 30. a,.= 701 -- "'
4n 2
11 - I

5. alf= ,. ,
2
2.11
6. a"=
r- 1
-r 31. a,= I+ (- l)" 32. a, = (- 1)" (1 - f.)
Cada um dos exercícios 7-12 dá o primeiro ou os dois
primeiros terrnos de uma seqüência, bem como 01na fórmula (!!...:U)
2u (l - ! ) 34. a, = (2 - i·) (3 + ; .)
11
de recursão para os termos seguintes. Esc.reva os dez termos
iniciais de cada seqüência. - (- 1)"''
3~. a. =2 11 - I 36. a, = {__
\ 21 )"
7. a, = 1, a4,.J = a~ + ( 1/2")
8. a 1 = 1, a,..1 = rr"l ( n + l )
9. a,= 2, a"+t = (- 1)1..1 a,J2
37. a, = ~ l
38. a.= (0,9)"
1O. a. = - 2, fl~t..r = na,l(n + 1)
IJ. a, = a2 = 1, a"·•2 = a/f,, + a"
39. a. =sen(f +},) 40. a. = mr cos(tm)
12. a, = 2, a1 = - 1, a,,.2 = a~~,, la., scn n
4l. n, = - 11 -
Encontrando fórmulas para seqüências
Nos exercícios 13-22, encontre uma fóm1ula para o 11-ésimo
termo da seqüência. ln (n + I) In 11
45. a. = .r 46. a,= -
Nômcr<-S I <:em\ ()S VIl 1n 2n
13. A seqüência 1,-1, t,- 1, 1•.. . ~inals altcrna<lo\.
Nt.imcros I com QS 48. a, = (0,03) 11•
14. A seqüência -I, l, -I. I, -I. . .. $\l);lb ,lJCCtJr.ld()(,
47. a" = 811"
.... . ( , - >( , 9, - 16, 25 , ... Qu.Wr.oJMdO~Ullt.:lf'"J'<Kiti•
15. A scquencaa

.. . I l I 1
\'I))CI>m '~~inJis ~ll.tmádo.;...

Jh·dproro~ dm 4~1u.lraJo)
49. a.= (l+n7)" 50. a, = (1 - frr
16. A sequênc1a 1, - 4• 9• - 16•2s• ... d_oi !ntdros posuwos com
$tnôll' .tlh:rnadm:, 51. a. =~ 52. niJ = vfJ
Qu.u)r,.ulv:.dn' irucifm,
17. A seqüência O, 3, 8, 15, 24, .. . ro~itt\'()> tmn\h 1. 3 )""
53. a01 = ( ;;
18. A seqii~ncia -3, -2, -I, O, I, .. . lntdro.s comcç.mdo ~:om .. 3.

19. A seqüência I, S. 9, 13, 17, .. . 55. 11, = .!!!!! 56. a,. = hw - ln (n + l)


n""
20. A seqüência 2, 6, lO, 14, 18, .. . Um p;ll'l>im.umparnlo
57. a, = ~ 58. a. = ~
21. A seqüência 1.0. 1,0, l, ...
22. A seqüência O l 1 2 2 3 3 4•... C:ad.l lntdro positl\·o r<rc· 59. a, = ";, (Sugestão; Compare com 1/u.)
' • ' • ' ' ' tldn um;, \'cJ. 11
( -4)' ,!
60. n, = - -,- 61. " " = -10.-•
Encontrando limites "·
-,',) 110••)
Quais das seqüências {a..J nos exercícios 23- 84 conver· 63. a. = (
gcm e quais divcrgern? Encontre o limite de cada seqüência
convc.rgent·c . 65. a. = ~:: : 0.
Capitulo 11 Seqüências e séries infinitas 75

66. a"=
~~~s 61. 1111 = ~2nx+ J .r. ' x>O
37. Método de Newton As seqüências a seguir vêm da fór-
mula recursiva para o método de Newton.

~ - ,.~r
3"·6" !(x.)
68. nu= 69. n, = r" ·nl X 1t+J = X" - J lxn)
(10/1 I )' 71. aJJ c: tgh u
70 11
As seqüências convergem? Em caso afirmativo, para qual
· " = (9110)' + ( 11/12)'
~~~ I valor? Em cada caso, comece identificando a funçãof que
12. a, = st.nh (In 11) 73. a, = ~ se.n ;;
gera a seqüência.
14. a, (1 - cosB 15. lln = rg~ 1 11

er
= 11
(a) Xo = I ,

76. « n:: ~~g-1 11 77. a. = 3 + y'27.


I (b) Xo = I, ....,
~· - tg X"-
...., ...... '
l
11 sec- .\ft
(In 11)""' x0 = I, = xjl- 1
= ..,:Y,(! + , (c)

.- - -
78. a, i9. fln ;: 11
(In 11)5
80 . • - v;; 81. aN = , - ~ 88. (a) Suponha que j{x) seja deriv.h·el para todo x em (0, I] e
que./(0) = O. Defina a seq(iência {a,) pela regra •. = nj(l/11).
82. 11, = - ~ - ~ Mostre que lim_ ,. a,= /'(0).
vu2 - I - vul + u
Use o resuliado do item (a) para encontrar os limites das
83. n~~ =
1. ( " 1
"J, x d.~ 84. lln =
1 ' 1
xP dx. p > I
seqüências {a.) a seguir.

(b) • • = 11 tg"' }, (c) a,= 11(e11' - 1)


Teoria e exemplos
85. O primeiro termo de uma seqüência é x 1 = t. Cada um
(d) " • = 11 In ~ + fr)
dos termos seguunes é a soma de todos os seus antece-
89. Terna.~ pitagóricas Uma terna de inteiros positivos a, b
dentes:
e t é chamada terna pitagórica se az +tr =Co. Seja a um
x,. . , = x, + x2 + ... + x,. inteiro posilivo ímpar c sejam

= l~J
Esçreva os primeiros termos até que seja capaz de
b c =
deduz.i r uma fórmula geral para x,. que seja verdadeira
para 11 c. 2.
86. Uma seqüência de números racionais é dc.scrila a seguir: respectivamente. o maior inteiro contido c o maior intei-
ro contendo tr n. (O piso inteiro e o teto inteiro de a 2 /2.)
I 3 7 17 a a + 2/1
T· z· s·12· ··· · ;;- "'ã"'+'b· ···
Aqui os numeradores formam uma seqüência, os deno-
minadores formam uma segunda seqliência e suas razões
formam uma terceira seqüência. Sejam x,. e y,. respecti-
vamente, o numerador e o denominador da 11-ésima fra-
ção r"= x.J yç.
(a) Provequex 11 - 2y/ =-I, x/- 2y:1 = + 1e, mais gene·
ricamente, que se a2 - 2b2 = - J ou +I, então
(a+ 2b) 2 - 2(n + b)' =+ I ou -I (a) Mostre que a'+ b' = c'. (Sugestão: Considere que
respec.tivamente. a = 21f + I e expresse b e c em termos de n.)

(b) As frações r11 = xJyn se aproximam de um limite à (b) Por cálculo direto ou utilizando a figura, encontre
medida que n aumenta. Qual é esse limite? (Sugestiio:
Use o item (a) para mostrar que r,'- 2 = :t(l/y, )' e
que r.não é menor que li).
76 Cálculo

90. A raiz 11 ~ ésima de n! 107. Seqüências decrescentes Uma seqüência de números


{n. } na qual a.. ~ (In• I para todo u e chamada seqüência
(a) Mostre que Hm._.,.,. (2u7r)lt'U~:~) = l e, portanto. us.ando
dec.....:entc. Uma seqüência {n.J é lintitada inferiormente
a aproximação de Stirling (Capítulo 8, Volume I, Exer-
se existe um número M tal queM s n"para todo 11. O
cício adicional 50, item (a)), que número J\1 é um limitante i.nferior para a seqüência. A
fX1rtir do Teorema 6, prove que uma seqüência decrescente
~ .IID ~ para valores g.rnndes de n.
limitada inferiormente converge c que uma seqüência de·
O (b) Testeaaproximaçãonoitem (a) para 11 = 40, 50, 60, .. ., crescente que não é límitada inferiormente diverge.
até onde sua calculadora permitir. (Continunçtio do Exercício 107) Utilizando a conclusão
do Exercício 107, determine quais das seqüéncias nos exercí-
91. (a) Presumindo que lim,..,. ( I/11' ) = Ose dor qualquer cios 108- 112 convergem e quais divergem.
constante positiva, mostre que
o n+1 l09 _ I + \12,;
lo" "· =- ,-, - ·•· - .VIl r
. lnu O
Im>- , =
n-t» ti

se c for qualquer constante positiva.


I - 4"
110. • • = ~ 111. ··= 4"tl + 3"
4"

l12. a 1 = l , n,.,. = 2a..- 3


(b) Provequelim...,. (1/11') • Ose c forqualquerconstante
positiva. (Sugestão: Se e = 0,001 c c = 0,04, de quanto 113. A seqüência {n/(11 + l)J tem menor limitante superior
deve ser N para assegurar que l lltf - OI < e se 11 > N?) igual a I Mostre que seM é um número menor que I,
então os termos de {nl(n + I)} podem acabar excedendo
92. O teorema da seqüência intercalada Prove o teo_rema o valor de M. Portanto. se M < I existe um inteiro N tal
da seqüêncía intercalada para seqüências: se tnnto !•.) que ttf(n + I) > M para todo 11 > N. Como ttf(tt + I) < I
quanto {b,l convergem para L. então a scqiiência para todo n, isso prova que 1 é o menor limitante supe·
rior para {u/ (u + 1)}.
114. Unicidade dos menores limitantes superiores Prove
converge para L. que se M1e M1 são os menores limitantes superiores para
93. Prove que lirn,_~~ % = 1. a seqüência {a,.L então M 1 o M :. Sendo assim, uma se·
qüêncía não pode ter doislimitar~tes superiores diferentes.
94. Prove que lim,_. x 11• = I, (x > 0).
t 15. t verdade que uma seqüência fa...) de números positivos
95. Prove o Teorema 2. 96. Prove o Teorema 3. limitada superiormente deve convergir? Justifique sua
Nos exercícios 97-100, determine se a seqüência é cres- resposta.
cente c se possui um limitante superior. 116. Prove que, se fa..} é uma seqüência convergente, então
para cada número positivo E corrcsponde \lln inteiro N
_ 311 + I (211 + 3)!
97· a.., - u + l 93. •• = (11 + I)! tal que para todo me 11
2"311
99. a, =- - ,
2 I
100. a.., = 2 - Tr - ., 111 >N e 11 >N '=> 1•.- a,i< <.
11. 2
!li. Unicidade de lintitcs Prove que limites de seqüências
Quais das seqüências nos exercícios 101 - 106 convergem? são (tnicos. Ou seja. n1ostre que. se L1 e L2 forem núrne·
Quais divergem? Justifique as suas respostas. ros tais que a,1 ~ L 1e a.,~ L1• então L1 = L::
118. Limites e subseqüências Se os termos de uma se·
I I qüência aparecem em outra seqüência na ordem dada.
101. a., = I - n 102. a.,;;. u - n
chamamos a primeira seqüência de subseqüênda da
2" - I 2" - I segunda. Prove que, se duas subseqüências de uma se·
103. a., = ~ 104. flu = ~
qüência {n,.} possuem limites diferente,s L 1 ~ L: , então
I 05. n. = ((- I )• + I) (" ;, I) l•.l divergirá.
119. Para uma seqüência {•.). os termos de índices pares são
106. O primeiro termo de uma scqüencia é x, = eos (1 ). Os denotados como a:, e os termos de indices impares, como
termos seguintes são x1 .:;::; x1 ou cos (2). o que for maior; n lht' Prove que, se au 4 L e a:J..t ~L. então a"__. L.

ex,= x, ou cos (3). o que for maior (mais à direita). Em geral, 120. Prove que uma seqüência fn,.} converge para Ose e somente
.t t = max {x<~~, cos (n + I)J se a seqüência de valores absolutos {ln, IJ converge para O.
11 1
Capitulo 11 Seqüências e séries infinitas 77

D Usando a calculadora para explorações horas de traballio para produzir carrocerias para veícu·
los médios. Presumindo que os japoneses continuem a
de limites
gastar 3 t horas por veículo, quantos anos mais a Ford
Nos exercícios I2 I- I24,tcntc encontrar, com oauxílio de uma levará para alcançá-los? Adote duas maneiras:
calculadora, um valor de N que tornará a desigualdade verdadei- {a ) Encontre o primeiro termo da seqüência {S,l que é
ra para todo 11 > N. Preswnil1do que a desigualdade seja aquela
menor ou igual a 3,5.
da definição formal do limite de uma seqüência, qual seqüência
está sendo considerada em cada caso e qual é seu limite? O (b) Esboce o gráficodej{x) = 7,25(0,94)'c use o coman-
do Trace para deterrnina.r onde o gráfico cruza a reta
121. 1"'\YO,S - ti < •o·> 122. I~ - •I < 10· >
123. (0,9)" < 10"' 124. 2"/11! < 10"1 y = 3,5.

125. Seqüências geradas pelo método de Newton O método


de Ne"1on, aplicado a uma função derivável j{x), começa
f USANDO O COMPUTADOR
com um Vâlor inicial x0 e constrói a partir daí uma seqüên· Use um sistema de álgebra por computador (SAC) para seguir
cia de números {xJ que, sob condições favoráveis, converge os passos indicados para as seqiiências dos exercícios 129- 140.
para um zero def A fórmula recursiva para a seqüência é
f (x,) (a) Calcule e então represente graficamente os 25 primeiros
Xn+l = X 4 - f'(x,.) termos da seqüência. A seqüência parece ser limitada su-
perior ou inferiormente? Parcc<: convergir ou divergir? Se
(a) Mostre que uma fórmula recursiva paraj{x) = x'- a,
ela convergir, qual será o limite L?
n > O. pode ser escrita como xN, 1 = (x,. + n/x)/2.
(b} Se a seqüência convergir, encontre um inteiro N tal que
(b) Começando com x0 = I e a = 3, calcule termos su·
la., - LI s 0,01 para" co N. Quão longe na seqüência você de-
ce.ssivos da seqüência até que o resultado no visor
ve chegar para que os tennos estejam a menos de 0,0001 de L?
começar a repetir. Que número está sendo aproxima~
do? Explique.
l29. a,=~
126. (Colltim.açt!o do Exerclcio 125.) Repita o item {b) do
I
Exercício 125 com a = 2 no lugar de a = 3. 131. a 1 = I, =a,~~ + s~

127. Uma delinição recursiva de 71/2 Se voe~ começar com 132. a, = I, =a. + (- 2)'
x, ;:;; I edefini r os termos subseqüentes de fx,.l pela regra
x,. = x,..1 + cos xJI••' gerará uma seqüência que converge 133. n" = scn n 134. n" = 11 s<:n TII
rapidamente para 71/2. (a) Tente isso. (b) Use a figura a lnn
1'5 -~
~ . n_,- tJ 136. n, = 11
seguir para explicar por que a convergência é tão rápida.
y
137. a. = (0,9999)" us. "· = 12345611"
139. a,= 18"
11.

141 . Juros compostos, depósitos e retiradas Se você inves·


ti r uma quantia de dinheiro i\0 a uma taxa de juros anual
fixa r composta m vezes por ano e se uma quantia COllS-
tante b for adidonad.' à conta ao final de cada período de
128. De acordo com um artigo publicado em 15 de dezembro composição (ou retirada da conta se b < O), então a quan-
de 1992 no Wall Strcet Joumn/, a Ford Motor Company tia que você terá após " + I períodos de composição será
agora usa cerca de 7 { horas de trabalho para produzir
a carroceria de um veículo médio, menos do que as J5
horas estimadas em 1980. Os japoneses precisam apenas
A,., = ~ + f,-~A. + b {I)

!
de cerca de 3 horas.
(" ) Se A0 = 1.000, r= 0,02015, m = 12 e b = 50, calcule
A melhora da Ford desde 1980 representa uma redução e represenlc graficamente os cem primeiros pontos
média de 6% por ano. Caso essa taxa se mantenha e con- (11, A,). Quanto dinheiro haverá na sua conta após
siderando o ano de l992. a Ford levará 1t anos para usar cinco anos? {A.} converge? {A,) é limitada?
s, = 7,25(0,94)' (b) Rcpit<t o item (a) com A0 = 5.000. r = 0,0589, m =
l2eb = -50.
78 Cálculo

(c) Se você investir 5.000 dólares em um fundo que paga (d) Em seguida, explore o comportamento para valores
4,5% por ano, composto trilnestralmcnte, e se não fizer de ou < r próximos aos extremos de e<~da um dos in-
outros investimentos nesse fundo. aproximadamente tervalos 3,45 < r < 3,54 e 3,54 < r< 3,55. Represente
quantos anos levará para você ter 20.000 dólares? E se graficamente os 200 primeiros termos das seqüências.
o fundo render 6,25%? Descreva com as próprias palavras o comportamento
(d) t possível mostrar que para qualquer k co Oa seqüên- observado nos seus gráficos para e<~da intervalo. Entre
cia definida recursivamente pela Equação (l) satísfaz quantos valores a scqliência parece oscilar para cada
a relação intervalo? Os valores r = 3,45 e r = 3,54 (arredonda-
dos para duas e<~sas decimais) também são chamados
_ ~I + mr)' (Ao + rmb) - -;:-
At-\1 mb (2) valores de biful'(llção porque o comportamento da se-
qüência muda quando r passa por esses valores.

Para os valores das constantes A0 , r, me b dados no item (e) A situação se torna ainda mais interessante. Na ver-
{!o), confirme essa afirmação comparando os valores dos dade, existe uma seqüência crescente de valores de
50 primeiros termos de ambas as seqüências. Então. mos-- bifurcação 3 < 3,45 < 3,54 < . .. < c.. < c"ti ... tais
tre por substituição direta que os termos na Equação (2) que para c., < r < c,, 1, a seqü4!ncia logística fa,J aca-
satisfazem a fórmula recursiva (I). ba oscilando regularmente ao redor dos valores 2•\
142. Equação de diferenças logística A relação recursiva chamado 2"·cido atrator. Além disso. a seqüência de
bifurcação {c) é limitada superiormente por 3~57 (as-
sim ela converge). Se você escolher wn valor de r< 3,57,
é chamada equação de difere11ças logística e, quando o va- observará um 2'-cido de algum tipo. Escolha r = 3,5695
lor inicial a. é dado, a equação define a seqiié11cia loglstictl
c represente graficamente 300 pontos.
fa,J. Neste exercício, escolheremos a0 no intervalo O< a0 <
I, digamo"'• = 0,3. (0 Vc;amos o que acontece quando r > 3,57. Escolha r =
(a) Escolha r = 3/4. c~lcule e represente graficamente os 3,65 e e<~lcule e represente graficamente os 300 primei-
pontos (n . a") para os cem primeiros termos da se· ros termos de {aJ Observe como os tem1os variam de
qüência. Esta parece corwergir? Qual você acha que é o rnrulCird imprevisível c caótica Você não pode predizer o
limite? O limite parece depender da sua escolha de "•? valor de n.-u a partir de tennos anteriores.
(b) Escolha diversos valores de r no intervalo I < r < 3 (g) Para r= 3,65, escolha dois valores iniciais de a. que es-
e repila o procedimento do item (a). Certifique-se de tejam próxímos, digarnos a. = 0,3 e "• = 0,30 I. Calcule
ter escolhido alguns pontos próximos aos extremos e represente grafie<~mentc os 300 primeiros valores das
do intervalo. Descreva o comportamento das seqliên· seqüência~ que cada valor inicial determina. Compa·

das que você observa nos seus gráficos. re os comportamentos observados nos seus gráficos.
(c} Agora, examirl(: o comportamento da seqüência para valo· Quão longe você vai até que os termos corresponden-
resderpróximosaosextremosdointervalo3 < r< 3,45.0 tes das suas duas seqüências pareç.c·un se distanciar en-
valor de transição r = 3 é chamado valor de bifurcação, tre si? Repita a exploração para r = 3,75. Voei: pode ver
e o novo comporl.amento da seqüência no intervalo é como os gráficos parecem dirercntes dependendo da
denominado 2-ciclo atrator. Explique por que isso des- sua escolha de a.? Dizemos que a seqüência logístie<~ é
creve razoovelmente esse comportamento. seoslvel à condição inicial a•.

Séries infinitas
Uma seqüência iufiuita é a soma de uma seqüência infinita de números
Capitulo 11 Seqüências e séries infinitas 79

O objetivo desta seção é compreender o significado de tal soma infinita c


desenvolver métodos para calculá-las. Corno há um número infinito de ter-
mos a serem somados em seqüências infinitas, não podemos simplesmente
somar repetidamente para ver o que acontece. Em vez disso, observamos
a que resultado chegamos com a soma dos 11 pritnciros termos da seqüência c
paramos. A soma dos n primeiros termos de

é um número comum e pode ser obtido por meio do processo normal de


adição. Ele é denominado n-ésima soma pardal. A medida que ti aumenta,
€speramos que a soma parcial se aproxime cada vez mais de um valor-limite
da mesma maneira que os valores de uma seqüência se aproximam de um
Umite, conforme discutimos na Seção 11.1.
Para atribuirmos significado, por exemplo, para uma expressão do típo

I I I I
I + - + - + - + - + ...
2 4 8 16

soma1nos os termos um a um a partir do inkio e buscamos um pad_rão para


como a soma pardal cresce.

Expressão
$Ugerida para
Soma parcial soma pàrci~al VaJor

Primeira: St : I 2- I I
)
Segunda: sl = I +! 2-!
2 2 2
T~rGdl".t.: sl =I +J.+!
2 4
2- !
•I
z4

+ !. + ! + ... + _ 1_ 2 - _ I_ 2"" - I
tN~~irna: s. =I 2 •I 2n·l 2"*' 2-:'1
Realmente existe um padrão. A soma parcial forma uma seqüência cujo
u-ésirno te-rmo é
S11 = 2- 2_ ,!_
... .

Essa seqilência converge para 2 porque lim~-%- (1/2•) =O. Di1.emos:

' ' .mfi mta


"a soma d a ser1e . 1 + -l + -l + · ·· + -I- + .·. e" •guaI a 2".
2 4 2n- l
A soma de qualquer número finito de termos nessa série é igual a 2? Não. Podemos
realmente adicionar um número infinito de termos um a um? Não. Contudo,
podemos ainda definir sua soma como o limite da seqüência de somas par-
ciais quando n -.. oo, nesse caso 2 (Figura 11.5). Nosso conhecimento de se·
qü~ncias e limites permite que nos libertemos das limitações das somas finitas
para definir esse conceito i1ltciramcnte novo.
I ~

o 1/2 118 2
FJGURA I 1.5 Quando os comprünentos t, 'fi, 'j•. '/3 ....• são adicionados
um a umJ a soma se aproxima de-2.
80 Cálculo

Companion
Definição Séries infinitas, rJ·êsimo termo, sorna parda]. soma
Websitc
Dada uma seqüência de números {a6 }) uma expressão da forma
Biogr.:tfiJ hi..1órh:3
aI +al +a) +···+a+·
11 ..
Blaisc Pascal
( 1623- 1662) é uma série infinita. O número a. é o " -ésimo termo da série. A seqíiência
{aJ definida por
s, = a1
s2 = a1 + az

Sn = Ot + a1 + ··· + a, =
...L" a,.

é a seqüência de somas parciais da série na qual o números, é a n·ésima


soma parcial Se a seqiiência de somas parciais convergir para um limite
L, dizemos que a série converge e que sua soma é L. Nesse caso, também
escrevemos
a1 + a2 + ··· + nn + ··· = I:" <J,. = L
n=l
Se a seqiiência de somas parciais da série não converge, dizemos que a série
diverge.

Quando começamos a estudar dada série n1 + a 2 + ··· + a,+ .... talvez não
saibamos se ela converge ou diverge. Em ambos os casos, é conveniente usar
a notação sigma para escrever a série como

CnM nc.naç-.\4) U1iJ

,
L"
.. a., ou qu.:~ndo ~· ~O ill)-ltct•nd~:
o somatt\rio d~: 1:t ~-

Série geométrica
Séries geométricas são séries da forma
a + ar + nr 2 + ... + nr n-l +

onde a e r são números reais fi.xos e a ~ O. A série também pode ser escrita
~

como ! ..,=0 ar". A razão r pode ser positiva. corno em

... + (2!)""'+ ...


ou negativa, como em

I I ( I)""'
l - 3 +9- ··· + - 3 +

Se r = 1, a tJ·ésima soma parcial da série geométrica é

s, = a+ a( l ) +a( I)' + ···+ a( l )"" 1 = na


Capitulo 11 Seqüências e séries infinitas 81

c a série diverge porque ~m.- s. =±"', dependendo do sinal de a. Se r= - I,


a série diverge porque a 11-ésima soma parchll oscila entre o e O. Se lrJ " I,
podemos determinar a convergência ou a divergência da série da seguinte
maneira:

s,. = a + ar + ctr2 + ... + ar"*' 1


Mulhp1iquc $, por r_
rs 11 =ar+ ar 2 + ··· + ar"' .. 1 +ar'' Subtr.ti.<a rJ., ~I c s•• A
Sn - Nn = a - ar" m:uor~-<1 tio' termo~ ~
dJtçili'l ~ C.1l~C\'J.ld.l .
s,(l- r)= a(l - r") r:atorc.

a(l - r") PoJ,~JI)<>.' n.·sul\'cr s.


(r ;& I) se r " 1.
J - r '

Se Iri < I, então r"-+ Oquando 11-+ co (conforme vimos na Seção 11.1) c
s,-> a/(! - r). Se lrJ > I, então lr<l-> <» e a série diverge.

Se lrl < I, a série geométrica a + ar + ar' + ... + ar•·• + .. . converge


para a/( I - r):

Iri < I
SelrJ 2!: I , a série diverge.

)á determinamos quando uma série converge ou diverge e para qual valor.


Como veremos nas próximas scx;ões, geralmente podemos determinar que
uma série converge sem saber o valor para o qual ela converge. A fórmula
a/(1 - r) para a soma das séries geométricas somente se aplica quando o índice
da soma começa com Ir= 1 ll'!. expressão r:= I nr"~ (ou cotn o índice
1 lt =o
se escrevemos a série como L m•O nrn).

EXEMPLO 1 0 índice se inicia c0n111 = I

A série geométrica com a = l/9 e r= 1/3 é


1
~ 1/9 1
I
9 + 27
I
+
I
8t + ... = f. 9 I (I )"-
3 = - (1/3) = 6

EXEMPLO 2 0 índice se inicia com11 =O

A série

., (-1)"5 5 5 5
I --.-
... o
4
= 5- - +- - - + ...
4 16 64
é uma série geométrica com a = 5 e r= -1/4. Ela converge para
a 5
~= I + (114) = 4

EXEMPLO 3 Uma bola qukando


Você joga uma bola de urna altura de a metrQ<; sobre uma supcrficie plana.
O.da vez que a bola atinge a supcrficie depois de cnir de uma distância h, ela re-
bate a uma distância rir. onde ré positi\~ mas menor que I. Encontre a distância
vertical total percorrida pela bola quicando para cima e para baixo (Figura 11.6).
82 Cálculo

a SOLUÇÃO A distância total é


Zar I + r
s = a + 2ar + 2ar2 + 2ar). + ::::a +- - =a - -
1- r 1 - r
E5-la soma c 2ftr.( 1- r)

Se a = 6 m c r = 2/3, por exemplo, a distância ê


'"
I + (2/3) (5/3)
(1 ,.-J - - -
s = 6 1 _ ( 2/ 3) = 6 i/3 = 30m
,,, -- EXEMPLO 4 Dizima periódica
Expresse a dizima periódica 5, 232323 .. . como a razão de dois inteiros.

SOLUÇÃO
(a) 23 23 23
5,232323•.. = 5 + 100 + ( LOO)' + ( 100)' +
d = I.
r= 1/WU

~o
c
o
"
"
..
C>
.. r'\.",.
oo
Infelizmente, fórmulas como esta para a soma de uma série geométrica con-
vergente são raras e. de modo geral, temos de nos contentar com uma esti·
o ., mativa da soma de uma série (falaremos mais sobre isso posteriormente). O
ç C>
"' próximo exemplo, contudo, é outro caso no qual podemos encontrar a soma
.. .." exata .

•.,
.. EXEMPtO 5 Uma série não geométrica. mas tdcscópica

Encontre a soma da série ~


,l=l
(
1
n 11 + I )
(b)

FIGURA 11.6 (a) O Exemplo 3 mostra SOtUÇÃO Procuramos um padrão na seqüência de somas parciais
como usar uma série geométrica para que possa levar a uma fórmula para st' A chave são frações parciais. A ob..
c:ucular a distância vertical total percorrida scrvação nos permite escrever a sorna parcial como
por uma bola quicando quando a altura
I l
de cada rebatida é diminuída pelo fator r. 11(11 + l ) = ii - -;;-;-)
(b) Uma fotogmfia estroboscópica de uma
bola qwcando.

i 11(11~ I ) = ~1 (t - 11~ I)
Sk
.
= (L .!.) + (L .!.) + (L .!.) + ... + (L
I 2 2 3 3 4 k
_ I
k +l
)

A remoç-.io dos parênteses e o cancelamento dos termos de sinais opos-


tos reduzem a soma para
Capitulo 11 Seqüências e séries infinitas 83

Agora. vcmosquesk ~I quandok~'X. A série convcrg~. e sua soma é 1:


"" I
,;, 11(11 + I) = l

Séries d ivergentes
Uma das razões que pode fazer que uma série não convirja é o fato de seus
termos não ficarem pequenos.

EXEMPLO 6 Somas parciais ultl'ap;;lssam qu\llqucr m.'1mcro


(a) A série
~
2
_t 11 = I + 4 + 9 + ··· + n 2 + ···
11=1

diverge porque as sornas parciais crescem além de qualquer nú·


mero L. Depois de 11 = l, a soma parcial •, = I + 4 + 9 + ... + 11' é
maior que 111•
(I>) A série

n + I
+-,-,-+

diverge porque as somas parciais acabam ultrapassando qualquer


número anteriormente definido. Cada um dos termos é maior que
l e. portanto. a soma de u termos é maior que"·

Teste do n-ésimo termo para divergência


Observe que lim.,_.._
____a" deverá ser ifttml

a zero se a série "t" x a convergir. Para
-"r1o l 11
saber por que. fuçaS representar a soma da série e s.. = n1 + n2 + ... + n,. represen-
tar a n·ésirna soma parcial. Quando ué grande, tantos" como s... , estão perto de
S, assim a diferença delas, 11,, está próxima de zero. Mais formalmente,
l~c:r;rJ d..l difcrc:nç-.1
n =s - • -+S - S=O p~r<l M:'lu\"n(i"'-~·
" " ""'
Isso estabelece o seguinte teorema:
Atenção Teorema 7
O Teorema 7 não diz que I :aJ
a,.
~
converge se a.. ~ O. t possível uma Se ! a, converge, então a -tO.
s~rie divergir quando a"~ O. n=l "

O Teorema 7 nos leva a um teste para a detecção do tipo de divergência


que ocorreu no Exemplo 6.

Teste do 11-ésinlO termo para divcrgt:ncia

" a. diverge se lim a. não ex.istc ou é diferente de zero.


L
n• l .11-t'%'
84 Cálculo

EXEMPLO 7 Aplicando o t<sto do ll·<'simo termo


~

(a) L 11
2
diverge porque 112 .... oo
11=1
«- u + I . I
(b) L - - d1verge porque!!...±...__ 1
n• l n n -t
(c) L (_1)•o+ diverge porque lim, .,, (-I)"' não existe
I
n=l
~ -tr -n 1
(d) ,~, 211
+ 5 diverge porque lim,_~ 211
+ 5 =- 2 ,. O

liXEM I> LO 8 n, -+ O, mas a série diverge

A série
I I
+-+- + -1 + -+-+-+
1 I 1
+
1
2~1
1
+ 2" + ... + 2" +
1
2 2 4 4 4 4
ltrrmos 2" 11:nno~
diverge porque seus tcnnos estão agrupados em blocos que somam I e, por
isso. as somas parciais aumentam sem limitações. Entretanto. os termos da
série fonnam uma seqüência que converge para O. O Exemplo I da Seção
11.3 mostra que a série hamtõnica também se comporta dessa maneira.

Combinando séries
Sempre que tivermos duas séries convergentes. poderemos adicioná-las
termo a termo, subtraí· las termo a termo ou multiplicá· las por constantes
para obter novas séries convergentes.

1eorema8
Se Ln11 = i\ eL bn= B forem séries convergente.s, então
L Regra dn soma: L(a, + h,) = L11, + Lb, = A+ B
2. Regra dadiferellça:L(a, - b.) = La, -Lb, = A- 8
3. Regra da mllltiplicação por consla11te: Lka. = k La. = kA (para todo
número k).

PROVA As três regras para séries seguem·se das rcgros análogas para se·
qiiclncias no Teorema I, S.:Ção 11.1. Para provar a regra da soma para séries, faça
A.,= a 1 + a: + ... + a", 8,.= b1 + b: + ··· + b"
Então, as somas parciais de I: (a,+ b.) são
s. = (a,+ h1) +(a,+ h,)+ ... + (a,+ b,)
= (a 1 + ... +a.)+ (b, + ... + b,)
=A +B
. "
Como A,. -+ A e 8M-+ B, temos s,.-+ A + 8 pela regra da soma para se ..
qüências. A prova da regra da diferença é similar.
Para provar a regra da multiplicação por constante para séries, observe
que as somas parciais Lka,. formam a seqüência
sa = ka I + kat + ... + ka1t = k(aI + a2 + ... + a11) = kA"
a qual converge para kA pela regra da multiplicação por constante para
seqüências.
Capítulo 11 Seqüências e séries infinitas 85

Como corolários do Teorema 8, temos que:


I. Quando multiplicamos uma série divergente por uma constante dife·
rente de zero, obtemos uma série também divergente.
2. S., :Etr. converge c :Eb, diverge, então tanto :E(a,. + b) como :E(a.- b.)
divergem.
Nós omitimos as provas.
CUIDADO Lembre-se de que L(a. + b,) pode convergir quando
tanto ~n.. quanto Lb,. divergem. Por exemplo. La,. = l + I + 1 + . .. e
Lb, = (-1) + (-1} + (-1) + •. . divergem, enquanto E(n. + b) = O+ O+ O+ .. .
converge para O.

EXEMPL09 Calcult a soma das seguintes séries

" 1 ,. I
= L
ll• l
2""' - ,.,
L 6""'
St-r.c goom("trÍ(il com a = I
= 1 - {1/2) - {116) c r • 112. 1/6

=2 -~
=s-4
" 4 ~
(h) ... - - 4 '<' -
,f:.o 2" - ,f=o 2''

=4
=8
c_~ 1/2))
Adicionando ou retirando termos
Podemos sempre adicionar um número finito de termos a uma série ou
retirar um nUmero finito de termos sem alterar a convergência ou a divergên-
cia da série. embora no caso da convergência isso geralmente mude a soma. Se
.L;::;I tln converge, então L;aklln converge para qualquer k > 1 e
~ ~

L a,
,.. = at + t1 2 + ... + ak-t + L a,.
.,.k
~ ~

Inversamente, se Ln=k"nconverge para qua1quer k > 1. então L n=t tl11


converge. Dessa maneira.
86 Cálculo

~ I
L« -snI ) -
L -;; = ( n=l
Jl=·l 5

Companion Reindexação
Wcbsitc Uma VC"l que preservemos a ordem de seus termos. podemos reindcxar
8it)gr;~Ji.a hi~tôrica qualquer série sem alterar sua convcrgéncia. Para aumentar o valor inicial do
índice em h unidades, substitua o n na fórmula para a,, por 11 - h:
Rid1ard Dedekind ~ ~

(1831-1916) I:
t~ •l
a,, = r,
11• I+J1
a"-h = a, + az + a3 + ···

Para diminuir o valor inicial do índice em IJ unidades. substitua o 11 na


fónnula para a" por 11 +h:
« «
L a,. = L a,+h = a, + az + a3 + ...
~··· tl• l ...h
Isso funciona co•no um deslocamento horizontal Vimos isso acontecer
quando iniciamos uma série geométrica com o índice ti =O. em vez do índice
'' = 1. mas podemos usar quoJquer outro valor inicial como índice. Geral·
mente damos preferência às indexações que levarn a expressões simples.

llXEMI'LO lO Reindexondo uma série gcométriça


Podemos escrever a dric geométrica
~

..
,.L
I
2""' =

como

k 2,_I
~
5 , ou até mesmo
w

....L. . 2
I
,. ..,

As somas parciais permanecem as mesmas, não importando qual in-


dexação escolhamos.

Exercícios 11.2
Encontrando as 11-ésimas somas parciais s -~- + -~-+-~- + - ··+ I +···
' 2·3 3·4 4·5 (n+l)(n+2)
Nos exercícios 1-61 encontre uma fórmula para a n·ésima
soma parcial de cada série e use-a para encontrar a soma da
6· n5 + n5 + n5 + ·· · + ,<, 5+ n + · ··
série se ela convergir.

Séries com termos geométricos


1 2+1.+1.+.l.+···+...L+···
. 3 9 27 3'" '
Nos excrcicios 7-1 1l, escreva os primeiros termos de cada
2 ..2...+ _ 9_ + _ 9_ +· ··+ - 9- + ... série para mostrar como a série começa. Então, calcule sua
. 100 1001 100' 100"
soma.
3 I - .l + .l - .l + ... + (-1)•· 1_1_ + ...
· 2 4 8 2•·•
'" (-1)' " I
4. I - 2 + 4- 8 + .. . + (-1)"" '2'" 1 + ... 7. L 4"
,,.o 8. L 4"
,...,
Capítulo 11 Seqüências e séries infinitas 87

• 7 ~ 5 tennos de x e encontre os valores de x para os quais a desi·


9. L 4" 10. L (- 1)' 4,. gualdadc é válida e a série converge .
••• •••
li. k~(5 + I)2" 3' 12. ];.
• (5 I) 2' - 3' 42. i (-l)'x'"
1t:O

~ (I
13. L
•·•
(-1)")
+-v-2" 14. k. (2'-v
+1) 44 . L~ -( -1)'
n• O 2
( I
3 + Stn.t
)"

Nos exercícios 45- 50, encontre os valores de x para os quais


Séries telescópicas a série geométrica dada converge. Encontre também a soma
Use frações parciais para eocontrar a soltla de cada série das séries (como uma função de x) para esses valores de x.
nos exercícios 15-22.

I S. _f;, 7
(4:-11-"-"
4
3)~(4:-,-
, +~I)
• 6 45. L•
•••
2"x 11
46. i (-l)' x"'"
16. ];, 7. l >""<2'"",,- +~
(2:-11- -:i I) •••
17 i 4011 i
18 211+ I

47. L (-l)'(x + I)'
•••
43. L~ - 2
•••
( I)'' (x - 3)'
.••• (211- 1)1(211 + 1)1 . , . , nl(n + 1)l
49. f scrtx 50. " (In.<)'
L
~ (I
19. ,{;, v;, - v;;+!
I) 20. :;," (I2"' - 2"(•")
I) ~t=O ~t=O

Dízimas periódicas
21 i ( I - I )
• , ,1 ln(11 + 2) ln(11 + I) Exprc,sse cada um dos números nos exercícios 51- 58

22. i: (tg"' (, ) - tg" (11 + 1))


1 como a razão de dois inteiros.
••• 51. 0,23 = 0.23 23 23 ...
Convergência ou divergência 52. O,ffi = 0,234 234 234...
53. 0,7 = 0,7777 ...
Quais séries nos exercícios 23-40 convergem e quais di·
54. O,(/ = O,dddd... , onde d é um dígito
vergem? Justifique as suas respostas. Se uma série convergir,
55. 0,06 = 0,06666 ...
calcule sua soma.
56. 1,414 = 1.414 414 414...
23 •L ( -Vi
. •••
I )' 24. i (Vi)•
•••
57. 1,24123 = 1,24 123 123 123.. .
58. 3,1 42857= 3,142857 142857.. .
• 3 ~

25. L <-1)'",
2
26. L(- ll" '"
lt•l ••• Teoria e exemplos
21.
~

L cos ,..,,. 2.8. f C0$~171'


, .o 5
••• 59. No Exercícios. as séries também podem ser escritas como
* ~ I
29. L .-•• 30. L In;; • I • I
~t=O ~t=l ,?;, (11 + l)(11 + 2) e .~. (11 + 3)(11 + 4)
• 2 • I
31. L- ~o· 32. L • · lxl>I Escreva-a como uma soma começando em (a) u :; - 2,
••• ". o x
• 2
33. L --y;-
1 11 -

34. . ( I)'
L
•••
I - ii
(b) 11 = O, (c) " = 5.

··• 60. No Exercício 6) as séries podem ser escritas como


"" n!
3s. L - ~ 00"" ~ 5 " 5
••0 . v L ...,:t.,....,.
••• 11(11 + I)
c ,?;. (11 + 1)(11 + 2)
37. i In( +11 1)
11: 1 IJ
38 i •In(-"
. "= 2tJ + I
) Escreva·a como uma soma começando em (a) , :; - 1,
(b) 11 = 3, (c) 11 = 20.
39. i (fr)" 61. Componha uma série infinita de termos diferentes de zero
•••
cuja soma; seja
(a) I (b) -3 (c) O
Séries geométricas
62. (Co11tirwaçtlo do f.xerclcío 61.) Vo<:.ê é capaz de fazer uma
Em cada uma das séries geométricas nos exercícios 41 - 44,
série infinita de termos diferentes de zero que convirja
escreva seus primeiros termos para encontrar a c r c calcule a
para qualquer número que quiser? Explique.
soma das séries. A seguir, expresse a desigualdade lrf < I em
88 Cálculo

63. Mostre que !.(a)b.) pode divergir mesmo quando !.a, e 76. A figura a seguir mostra as primeiras I rê-s fileiras e parte
!b~r convergem e nenhum b. se iguala a O. da quarta de uma seqüência de fileiras de semicírculos.
64. Encontre séries geométricas A = La,. e 8 = L-b"que .ilus· Há 2"scm.icírculos na tH!-sima fileira, cada urn com raio
112". Encontre a soma das áreas de todos os scmicirculos.
trem que :E a. h, pode convergir sem que seja igual a AB.
65. Mostre que l:(a.fb.) pode convergir para algum nó mero
diferente de A/8 mesmo que A = :!:a,., 8 = l:b," O e
nenhum h, seja iguala zero.
66. Se !.a, converge e a,> Opara todo"· pode-se dizer algo
a respeito de :!:(1/a.)? justifique a sua resposta.
67. O que acontece se você acrescentar um número finito de ter·
mos a uma série divergente ou retirar um número finito de
termos de uma série divergente? justifique a sua resposta.
68. Se :!:a, converge e :!:b, diverge, pode-se dizer algo sobre o so·
77. Curva do Ocx:o de neve de Helga von Koch A curva do Ooco
matório termo a tem10 L(a. + b)? Justifique a sua resposta.
de neve de Hclga '"'n Koch é uma curva de comprimento
69. Crie uma série geométrlca La,.,.·• que convirja para o nú· infinito que engloba uma região de área finita. Para entender
mero 5 se a raZ<io disso. imagine que a curva é gerada a partir de um
(a) a = 2 (b) a= 13/2 triângulo eqüilátero cujos lados têm comprimento igual a I.

70. Encontre o valor de b para o qual (a) Encontre o comprimento L. da 11-ésima curva C,.. e
mostre que Jim"_ L" = oe.
l +c " +elb+e;~, + ... =9
(b) Encontre a área A. da região circundada por C, e cal-
71. Para quais valores de r a série infinita
cule lim,._.x J\,..

1\
converge? Encontre a soma da série quando ela converge.
;\
72. Mostre que o erro (L - s.J obtido substituindo-se uma
série geométrica convergente por uma das suas sornas
parciais s, é ar"/ (I - r).
L
Çun•.AJ
\
)'v,< Cuml
,.....
73. Uma bola é largada de uma altura de 4 m. Cada vez que
~~
ela atinge o solo depois de ter caldo de uma altura de h
metros. é rebatida a uma altura de 0,75h m. Calcule a dis-
tância vertical total que a bola percorre para cima e para
baixo.
74. (Co11timwçào do Exercício 73.) Calcule o número total de
~)
·v- ('
v
Curv.t3
5 >
·'V~
w~
...,r v-
Cun·;14

segundos que a bola do Exercício 73 fica pulando. (Suges- 78. A figura a seguir fornece uma prova informal de que
tão: A fórmulas= 4,91' fornece t = W4,9. .E:.,(lln') é menor que 2. Explique o que está acon-
tecendo. (Foute: "Convergence with pictures~ de P. J.
75. A figura a seguir mostra os primeiros cinco quadrados Rippon, America11 Mathemalical Monrhly, v. 93, n. 6,
de uma seqliência. O quadrado externo tem área de 4m2.
1986, p. 476-478.)
Cada um dos outros quadrados é obtido ligando-se os
pontos médios dos lados do quadrado anterior. Calcule a
'
soma das áreas de todos os quadrados. ''.,
I
31 ~
I
I I 6l ...
-";-
I
-'--
51
il

I
I
~
I
1
2 4
snow
Capitulo 11 Seqüências e séries infinitas 89

Teste da integral
Dada uma série La,., temos duas perguntas:
1. A série converge?
2. Se ela converge, qual é sua som•?
A maior parte do restante do capitulo se volta para a primeira pergunta,
que é respondida nesta seção por meio de uma conexão com a convcrg~ncia
da integraJ imprópria .h~ f(x) dx. Entretanto) como questão prática, a se·
gunda pergunta tarnbém é importante e retornaremos a ela mais tarde.
Nesta e nas próximas duas seções, estudaremos séries que não possuem
termos negativos. A razão para essa restrição é que as somas parciais dessas
séries formam seqüências crescentes; e seqüências crescentes limitadas supe-
riormente sempre convergem (Teorema 6, Seção L1.1). Para mostrar que uma
série sem terrnos negativos converge, preds.-amos simplesmente mostrar que
suas somas pardais são limitadas superiormente.
Em um primeiro instante. pode parecer um retrocesso que essa abordagem
estabeleça o fato da convcrgéncia sem produzir a soma da série em questão. Cer-
tamente seria meU1or calcu]aJmOS as somas das séries diretamente a partir de fór·
mulas para suas somas parciais. Mas. na maioria dos casos, essas fórmulas não
estão disponíveis c, na sua ausência~ prccis.c'lmos recorrer a um processo de duas
etapas: primeiro. estabelecemos a convergência e. depois, aproximamos. a soma.

Somas parciais crescentes


" 1 n11 é uma série infinita com a, ê:: Opara todo 11. Então,
Imagine que I:,-=
cada uma das somas pardais é maior ou igual que seu predecessor porque
s". 1 = s" +a":
s, s sl s s, s ... s s, ::s: s.-.1 ::s: .••
Como as somas parciais formam uma seqüência crescente, o teorema da
seqüência crescente (Teorema 6, Seção 11.1) nos diz que a série convergira se
e somente se as somas pardais forem limitadas superiormente.

Con>lário do Teorema 6
Uma série L "
n• l a, de temlos não negativos converge se e somente se suas
somas parciais são limitadas superiormente.

EXEMPLO I A <éric harmônica


Companion
Websitc As séries
Biogratia histórica L~ nI = 1 + 2I + 3I + ··· + nI + ···
•••
Nicole Oresme é chamada série harmôrüca. A série harmônica é divergente, mas isso não
(1320- 1382)
segue o teste do n·ésimo termo. O n-ésimo termo 1/, tende a uro. mas,
ainda assitn~ a série diverge. Isso ocorre porque não há limitarlte superior
para as suas sornas pardais. Para compreender a razão disso, agrupe os
termos da série da segttjnte maneira:

I + t + (t + ~) + (t +i+ t + k) + (t + I~ + ... + I~) + ...


90 Cálculo

A soma dos dois primeiros termos é 1,5. A soma dos dois termos se-
guintes é 1/3 + 1/4, que é maior que 1/4 + 1/4 = 1/2. A soma dos quatro
próximos termos é 1/5 + 1/ 6 + 1/7 + 1/8, que é maior que 1/8 + 1/8 + 1/8 +
1/8 = 112. A soma dos oito termos seguintes 119 + 111 O + 1/11 + 1112 +
1/13 + 1/14 + 1/15 + 1/16, que é maior que 8/16 = 112. A soma dos pró-
ximos dezesseis termos é maior que 16/32 = 1/2 e assim por diante. De
maneira geral, a soma dos 2"termos terminados em 1/2"'' é maior do que
2"/2'111 = 1/2.. A seqüência de somas parciaisnão é limitada superiormente.
Se" = 21, a soma parcial s. é maior que k/2. A série harmônica diverge.

O teste da integral
Apresentamos o teste da integral com uma série rcladonada à série har·
mônica. mas cujo n·ésimo termo é l/n2 em ve-t.dc 1/n.

EXEMPLO 2 A séne a seguir converge?

(1./( 1)) ~ I I I I I
~I lf2 = I + 4 + 9 + 16 + .. . + , 2 + ...
Cnifico de j(x) = J, ~

·' SOLUÇÃO Determinamos a convergência de L.,=1 ( 1/111) pela com-


paração com (
J;~ I/x2) dx. Para efetuarmos a comparaçã~ pensamos nos
termos da série como valores da t\onção J(x) = llx' c interpretamos esses
valores como as áreas de retângulos sob a curva y = 1/x'.
Como a Figura 11.7 mostra,

s = 1.+1. + 1. + + 1.
" 11 22 31 Hl

fiGURA 11.7 A soma das áreas =/(I) + /(2) + /(3) + ... + /(11)

f "x·-, dx
dos retftnguJos <~b<~ixo do gráfico de I
< /(I) +
j(x) = llx' é menor que a área abaixo 1
do gráfico (Exemplo 2).
I
1
~
< L + -:; dx Como n.a ~çio 8.8. 1:.."-tmplo 3,
1 x·
j~· fii.A.l)tb. • I
< 1+1 =2

Então, as somas parciais de r:..


1/112 são limitadas superiormente (por 2)
e a série converge. Sabe-se que a soma da série é igual a 'Ti'/6 ,. 1,64493.
(Veja o Excrclcio 16 na Seção 11.11.)

Teorema 9 O teste d;o integral


Atenção
Seja {a.l uma seqilênda de termos positivos. Suponha que"· = j(11), onde/
A série e a integral não precisam ter o
é uma função de x conlínua. positiva edccresccnte para Lodo x C: N (N é um
mesmo valor no caso convergente. Como
vimos no E.'emplo 2, r:.,
(IIn') = 'Ti'/6,
inteiro positíYO). Então, tanto a série
convergem ou tanto urna quanto a outra divergem.
r:. .
v a. quanto a integral j,~ J(x) dx

enquanto j,~ (1/x') d.< = I.

l'ROVA Estabelecemos o teste parao caso deN = I. A prova para ocaso


de N geral é similar.
Começamos com a premissa de que f seja uma função decrescente com
j{11) = a, para todo 11. Isso nos leva a observar que os retângulos na Figura
l l .Sa. os quais têm área a 1• a:• . ..• a11, englobam coletivamente uma área maior
Capitulo 11 Seqüências e séries infinitas 91

r do que aquela sob a curva y =j{x) de x = La x = 11 + I. Isto é,


11+1

1 /(x) dx
1
:S 11 1 + a2 + .. · + a,.

Na figura I I .8b, os retângulos foram virados para a esquerda em vez de


a
~--~~~----~~~~-X para a direita. Se por um momento desconsideramos o primeiro retângulo,
o 2 l ll 11 + l
de área a 1, vemos que
(a)
r

Se incluímos a1, temos

Combinando esses resultados, temos


(b)

FIGURA 11.8 Sob as condições do teste


J. n+l
f(x) tlx s a 1 + "' + ... + a,. s t1 1 + f." /(x) dx
da integral, tanto a série 1::.
1 a" quanto a
1

integral J:~- /(x) tlx convergem ou tanto uma


Essas desigualdades são verdadeiras para todo 11 c se mantém verdadeiras
quanto a outra divergem.
à medida que n ~ x.
Se J.~ f,{x) dx é finita, o lado direito da desigualdade mostra <)UC :E a, é
finita. Se J. f(x) dx é infinita, o lado esquerdo da desigualdade mostra que
l:a" é infinita. Conseqiientemente, a série e a integral são ambas finitas ou
ambas infinitas.

EXEMPLO 3 As p-sérics
Mostre que a p-série

~
LP
n=-1 "
I I I
= -IP + 2P + 3P +
I
+ -I + ,,
(sendo p uma constante real) converge se p > I e diverge se p :$ I.
SOLUÇÃO Se p > I. então j{x) = 1/# é uma função decrescente
positiva de x. Como

!.~-p dx = f"
I X
1
1
x 'P tlx = lim
b-+»>
[ p+-
x - p+ I
1
]"
1

= -I- I'un ( - I- - I )
I - p p... ~ bp-1 b' ' - ~ ~ qu.lndo b - • ~
J'(lf\lll( I' - I ::> O.
=- 1- (0-1)= - 1 -
1 -p p-1

a série converge pelo teste da integral. Ressaltamos que a soma da p-séric


11âo é 1/(p- I). A série converge, mas não sabemos para que valor.
Sep< I, então 1 -p>Oc

!. ~ j_dx =_I_ lim ( b 1'P - I ) = "'


1 xP I - p b_.JXI

Pelo teste da integral. a série diverge.


snow
92 Cálculo

Se p = l, temos a série harmônica (divergente)


+ l + l + ... + l + ...
1
2 3 "
Temos convergência para p > I, mas divergência para todos os outros
valores de p.

A p-série com p = Lé a série harmônica (Exemplo L). O teste da p-série


mostro que a série harmônica é divergente por um triz; se aumentamos p para
1,000000001, por exemplo, a série converge!
A lentidão com a qual as somas parciais da série harmônica se aproxi-
mam do infinito é rnuito impressionante. Scriarn necessários, por exemplo,
178.482.30 I termos da série harmônica para mover a soma parcial além de
20. Várias semanas sc·riam necess..í.rias para calcular uma soma com tantos
tcnnos na calculadora. (Veja também o E.xerdcio 33b.)

EXEMPLO 4 Uma série con\'Crgento


A série

converge pelo teste da integral. A função j(x) = 1/(x' + I) é positiva, con-


tínua c decre-scente para x ~ I e
1 dx = lim [ arctg x]~
1
® - , - -
1 x- + 1 tJ-~o~·

= lim (arctg b - arctg li


b--
?T ?T 'ti
=2-4=4
Novamente, ressaltamos que 'TT/4 não é a soma da série. A série conver..
gc, mas rtão sabemos o valor de sua sorna.

A convergência da soma no Exemplo 4 também pode ser vista por meio


da comparação com a série l: 1/111 • Os testes de comparação são estudados na
próxima seção.

Exercícios 11.3
Determinando a convergência ou a «
s•
10. f, In " ~ 2'
li. ~ - 12. ~ -
divergência nlV, n • l 3,. ltllll 4/J + 3

13. ~
» » • 2'
Quais das séries nos exercícios 1- 30 convergem equaisdiver· ,.. 0
....=1....
u+l
14.
~-
211 ·- -t
15. ~ -
+

.( ·r
lt• l lt õOO I " I
gcrn? Justifique suas respostas. (Quando estiver checando suas ~ ~ v;;
respostas, lembre·se de que pode existir mais de uma maneira de 16. ~ I ~ -
I) 17. n•l 18. ~ l+jj
determinar a convergência ou a divergência de uma série-.) ~tal v;;( v;, + lun •••
~ »
I
~ I ~

3. i _,_ 19
' .{;, (In 2)'
20. ~ -~-
2. ~ • •• (In 3)"
~ -10'
, .1
I. ,.. 1 + l
••• ••• tt
I ( lln) »
22. ~

.j., ~ -
n:l
1
11
5
+
S. i .2._
... v;;
21.
n• J (In n)VJnl u -
I
... , 11( I + ln211)
~ I ~ -8 ~ I ~ I
1. x;, - 8" 8. ~ ,
•••
23. ~
•••
nsen;; 24. ~ ntg;;
•••
SD$ W
Capitulo 11 ~üênclas e séries Infinitas 93

25. r" - -. ..
••a l+e·•
" 2
26. :;,1+•'
39. p-série logarítmica
Mostre que

..... ... ,..


(a)
• 8tg . ,, " -'-'-
v. 1: , 28. 1:
.... , t + I J,( "' >1lndxx)' (sendo p umacon>!Jnte positiva )
29. L
•••
sech11 30.
...1:" scch'"
converge se e somente se p > I.
Teoria e exemplos (b) Que implicações o fato do item (o) tem sobre a con·
vcrgência da série
l'nrn quais valores de a as séries nos exercfcios 3 I e 32
convergem (se é que isso acontece)?

3 i, (, z2- ! 4)
1. 11 J2. i (, ~ I- 2
11 : I) Justifique a sua resposta.
33. (a) Esbocr gráficos como os das figuras 11.7 e 11.8 para 40. (Continuação do Exercício 39.) Use o r<sultado do E.~erd·
mostrnr que as somas parciais das séries harmônicas cio 39 para determinar quais das s~ries a seguir convergem
satisf.tum as desigualdades e quais di,..,rgem. Justifique a sua resposta em cada caso.

!.
~• I I I
ln(n + I)= ;:dx SI + 2 + ··· + n "'
(a) L -I-
••>n(lnn)
(b) E I ,., u(lnn)'•'
SI+
1
'1
1 ;;dx=l+huo (c) f. t
,.,n ln (rr')
(d ) E- -
1
tt(ln
ul tr)J
O (b) Ainda que saibamos que ela diverge. não existe evi·
déncia empirica para a divergência da série harmônl· 41 . Constante de Euler Gnlflcoscomoaquclcs na Figura 11.8
ca. As somas parciais simplesmente aumentam muito sugerem que. quando u aumenta. existe pouca mudança
lentamente. Para compreender o que estamos dizen · na diferença entre a soma
do. imagine que tenha começado com s1 = I no dia I I
em que o universo foi criado, há 13 bilhões de unos, e 1+ 2+ .. ·+ n
~\dicionou um novo termo a cada segundo. Conslde-
rnndo·se que um ano tem 365 dias, aproximadamen· e a integral
te quanto seria a somas. hoje em ~ia?
34. Existe algum valor de X para O qual L,,0( 1/(....,) COilV<r·
)nu =
1 x Jx
I
"1

ge? Justifique a sua resposta. Para explorar essa idéia, siga os passos indicados.
35. !herdade que se r:..
a, <! uma série di'"rgente de <Wm•·
ros posithoos também existe uma série dr...,rgente L,.1 b,
(a) Tomando jf.x) = 1/x na pro,,. do Teorema 9, mostre
que
de números positi\'OS com b, < a, para todo valor de 11?
Existe uma "imenor.. série di\'crgentt de números positivos! ln(n + i) :SI + t + ... + ~1 :S I + lnn
Justifique sua resposta.
36. (Co111111uaçrlo do Exerdcio 35.) Existe uma "mnior" série ou
convergente de números positivos? Explique. I I
O < ln(n + I) - lnn :S I + 2 + ... + ii- lnn :S I
37. Tes te da condensação de Cauchy O teste da condenso·
ção de Cauchy diz: Stja {a.} uma seqüência decrescente Portanto. a seqüência
(a.~ a,.. 1 para todo n) de termos positivos ~e converge
I I
para O. Então. La. . converge se. e somente se, L 2"'a1 .con· a, = I + 2 + ... + r; - lnn
~rge. Por<xcmplo. ~(lbo) diverge porque L2' · (112' ) =
é limitada inferior c superiormente.
L I diverge. Mostre por que esse teste funciona.
(b) Mostre que
38. U~ O te$1C da condensação de Cauchy do Exercicio 37
< [~' ;:dx
para mostrar que
-I - I = ln (ll + I ) - ln11
n+ 1 •
(a) " L- I - diverge;
. . n 1nrr
2
e use esse resultado para mostrar que a seqü~ncia (a,l
(b) " L ;,;I converge se p > I e dh·erge se p :s I no item (a) é decrescente .
•••
94 Cálculo

Como uma seqüência de<:rtsccnte limirada inferionnen· especiais como 7T e e, nenhuma outra expressão com uma lei
te converge (Exercício 107 da Seção 11.1). os números "· de formulação simples jamais foi encontrada para 'Y·
definidos no item (a) convergem:
42. Use o teste da integral para mostrar que
I
I I
+'i + .. ·+;;-lnii-+'Y .
:E e""'
.
O número -y. cujo valor é 0,5772 . ... é chamado tOII$1nllte •••
de Euler. Diferentemente do que ocorre com outros mímeros converge.

Testes de comparação
Vimos como determinar a convergência de séries geométricas. p·séries.
e de algumas outras séries. Podemos testar a convergência de muitas outras
sé.rie.s por meio da comparação de seus termos com os termos de uma série
que já se sabe convergente.

Teorema 10 Teste da comparação


Seja :!:11, uma série com tem1os não-negativos.
Com panion (;•) La>~ converge seexiste uma série convergente :Ec.. com a" s c11 parn
Website todo 11 > N, para algum inteiro N.
Biogra.li-a histórica
(b) La,. diverge se existe uma série divergente de termos não-negativos
Alberto da Saxônia :Ed. com"· "= d. para todo 11 > N. para algum inteiro N.
(13t6-L390)
PROVA No item (a), as somas parciais de >:a,. são limitadas superior·
mente por
~

M = "' + " l + "' + " N + L c.


,l• N+I

Portanto. elas formam urna seqüência crescente com um limite L s M.


No item (b). as somas parciais de :En. não são limitadas superiormente. Se
fossem> as somas parciais para 'i:.d" seriam limitadas por

JvJ" = d, + ti, + '"• + dN + "'


:E a,
n• N+I
e Ld11 convergiria em vez de divergir.

EXEMPLO I Aplicando o teste de comparoç:io


(a} A série
~ 5
1~1 511 -
diverge porque seu u-ésimo termo

.,,-11=-S_-.,- = - -I , > iiI


11-5
é maior que o tJ*ésimo termo da série harmônica divergente.
Capitulo 11 Seqüências e séries infinitas 95

(b) A série

I I I
+ -l! + -2! + -3! +···

converge porque todos os seus termos são positivos e menores ou


iguais aos termos correspondentes de

~ l I 1
l + :t -;; =l + l + - +2+ ···
n •O 2 2 2
A série geométrica à esquerda converge e temos

~ 1 I
+ ,~0 2" = l + I - (1/2) = 3
O ,.fato de 3 ser o limitante superior das somas parciais de
L11 =o ( 1/tl!) não significa que a série converge para 3. Como vere-
mos na Seção 11 .9, a série converge para e.
(c) A série
2 I I I I I
5 + - + - +1 + + + ··· + + ... ...
3 1 z + Vi 4 v·~
+ ·Vi s +
z• + v;;
converge. Para isso, ignoramos os três primeiros termos e com-
paramos os termos restantes com aqueles da série geométrica
convergente r :.o( l/2"). o termo 1/(2" + da seqüência v;;)
truncada é menor do que o termo correspondente l/2" da série
geométrica. Vemos que, termo a termo, ternos a comparação

+ 1 + I + I + ... < l +l +l +l +
2+VJ 4+ \12 S+ VJ - 2 4 8
Assim. a série truncada c a série original convergem por conta da
aplicação do teste de comparação.

O teste de comparação no limite


Passaremos agora ao teste de comparação. que é particularmente útll para
série.s nas quais n"é uma função racional deu.

Teorema I 1 Tc,;te de comparação no limite


Suponha que a. > Oe b, > O para todo " ;,: N (sendo N um inteiro
positivo).
I. Se lim ba. =c > O. cntãoambos~a,e~b.convergemoudívergem.
n-~o~ n

2. Se lim ba, = O, e ~h. converge, então l:a, converge.


n~:e n

3. Se lim ba, = oo, e l':b diverge, então ~a diverge.


n~oo n " "
96 Cálculo

PROVA Provaremos a parte (I). As partes (2) e (3) foram deixadas para
o Exercício 37. Como c/2 >O, existe um inteiro N tal que para todo 11
IXfinfçolo do limite com
n > N =>
I I
ab.. - c < f
2
~• d2. I. • <:e a~, $Ub$tuufdo
poroJtibr:

Então, para '' > N.

- -2c < -b,.


a"
-c< -2c

.f. < a, < Jc


2 b,. 2

Se X.b, converge, então X.(3c/2lb. converge e r. a. converge pelo teste de com-


pa.raçào direta. Se X.b, diverge, então !.(c/2)b, diverge e !.a, diverge pelo teste
de comparação direta.

F.XEM PLO 2 Usando o teste de comparação no limite


Quais das séries a seguir convergem? Equais divergem?

3 5 7 9
(a) 4 + 9 + 16 + 25 +

I I I I "'
(b) 1+3 + 7 +15+ ... = ,L. -.--
1 2 - I

I + 2 ln2 + 3 ln3 + 4 ln4 ~


I + nlnn
(c)
9
+ 14 + 21 + ... =L 2
tl=2 11 + 5

SOLUÇÃO

(a) Seja a,= (211 + l)/(11' + 211 +I). Para 11 grande, esperamos que a, se
comporte como 2n/n 2 = 2/tr, já que os termos principais dominam
para 11 grande; assim tomamos b, = l/11. Como

!a, diverge pela Parte I do teste de comparação no limite. Podería-


mos também ter tomado b,. = 2/u, mas 1/n é mais simples.
Capitulo 11 Seqüências e séries infinitas 97

(b) Seja a,= 1/(2' - 1). Para 11 grande, cspernmos que a. se comporte
como 1/ 2"; assim tomamos b" = 1/2"". Como
~ ~ I
:E b, = :E 2
., converge
rl• l "•I

e
a _ 2"
lim b" = lim
"~" , "~" 2" - I
1
= lim
"~" I - (112""
=I

:E a, converge pela Parte I do teste de comparação no limite.


(c) Seja a,= (I + t1 ln t1)/(t1' + 5). Para n grande, esperamos que a, se
comporte como (t~ln 11)ft1' =(In t~)ftl que é maior que lft1 para t1 2:
3; assim tornamos b,. = l/tJ. Como

=<»

ta, diverge pela Parte 3 do teste de comparação no limite.

~ !!!..!•
EXEMPL03 ;: ,rv1 converge?
1

SOLUÇÃO Como In t1 cresce mais lentamente que rr' para qualquer


constante positiva c (Seção 11.1, Exercido 91 ). deveríamos e-sperar ter
11
lnn<" -
- I
, uz = -ti S/4
"
11')11

para ti suficientemente grande. De fato, tomando a,.= (In n)/r11fl e b" =


lfrr"', ternos

1/tr
;;: lim
,,_.,. (1/4)11_, ,
4
= 11lim - - =O
~?0 11 1/4

Como tb, = t (1f t~~') (uma p-série com p > 1) corwerge, ta, conver-
ge pelo item 2 do teste de comparação no limite.
98 Cálculo

Exercícios 11.4
Determinando convergência ou divergência 39. Suponha que a,> Oc b, > Opara n 2: N (sendo Num
inteiro). Selim~, (nj b, ) = "' e l:n, converge, pode-se
Quais das séries nos exercidos 1- 36 convergem c quais dizer algo sobre l: b_? Justifique a sua resposta.
divergem? Justifique as suas respostas.
40. Prove que se E a., é uma série convergente de termos não
~ I negativos, então L a,: conve(ge.
l. L . r
,,. , 2vu + .v•r"
2. L"
n •l "+
3
.VIl
r
.x. I + cosn
4 . •~, ri' S.
f~
3" - 1
n=l
~
6 . "-
n=l
!!...±..!
n2 V
• r
11
f USANDO O COMPUTADOR
7i(- ")"
. •t=l 3tt +1
~
9· };, In (In n)
I 41. Não se sabe ainda se a série
" I
~ I " (lnn)' ~~ tr'scn2 n
10. r --
,,.2(In"
), 12. r -,-
,.. , tr
converge ou diverge. Use um SAC para explorar o com·
13. i
11 • 2
I
V, In 11
portamcnto da série seguindo os passos indicados:
{a) Defina a seqüência de somas parciais
r"
16. .,. , <I + lnn),
I
:E• , I ,
t•=~~=•
19. i I " sen- n
lfiii;! JJ w - : 1
O que acontece quando você tenta encontrar o limite

22. i "+ 2"


de s, quando k->"'? Seu SAC encontra uma resposta
2 na forma fechada para esse limite?
"'"I t~ 2"
~ I {h) Represente graficamente os cem primeiros pontos (k, s,)
25 L sen;;
lfll l para a seqüência de somas parciais. Eles pareeem
27 i IOn + I 28. f 5n' - 3n convergir? Qual seria sua estimativa do limite?
· .,. , '~" + l)(n + 2) 2)(n + 5) 2
• • • 11 ( 11 -
2
(c} Em seguida, represente graficamente os 200 primei·
29. i .!C.!!. 3 1. i cot~n
sec-• n ~

••=t n 11

30. ~. -;;;:;- n=l ti"
ros pontos (k, s,). Discuta o comportamento com suas

,., , vu 34- f ~
palavras.
32. i tgh n 33. f .~r
. .., rr Jr N O) (d) Represente graficamente os 400 primeiros pontos
~ I " (k, s,). O que acontece quando k = 355?Calculeo nú·
35
· L 1+2+3+···+n
••• 36. ]:,1+22 +32 +···+1,
mero 355/113. Explique a partir de seus cálculos o
que ac<>ntecc quando k = 355. Para quais valores de
Teoria e exemplos k você acha que esse comportamento poderá ocorrer
37. Com rclaç.'\o ao teste de comparação no limite, prove (a) novamente?
da Parte 2 e (b) da Parte 3.
Você encontrará uma discussão inte(essante sobre
38. Se 1::.,
a, é uma série convergente de termos não nega· essa série no Capítulo 72 de Ma zes for tire mi11d, de
tivos, pode-se dizer algo sobre r:.,
(n./n)? Explique. Clifford A. Pickover, Nova York: St. Martin's Press, 1992.

Testes da razão e da raiz


O teste da razão mede a taxa de crescimento (ou decrescimento) de uma série
.
examinando-se a ra7..cio a,. ,la . Para uma série geométrica !ati', essa ra:\:a é uma
constante ({ar"')/( ar•) = r) e a série converge se e somente se sua raz.1o for me-
nor que I em valor absoluto. O teste da razão é uma regra poderosa que estende
esse resultado. Nós o provamos a seguir por meio do teste de comparaç.'\o.
Capitulo 11 Seqüências e séries infinitas 99

Teorema 12 O teste da rnzá<>


Seja La,. uma série com termos posjtivos e suponha que
.
I 1m
a,.,...
a-= p
n -+.;r; n

Então,
(a) a séri.e ccnve11:e se p < I,
(b) a série diW'l:f se p > I ou p for infinito,
(c) o teste é incqnc/udellle se p = 1.

PROVA
(a) p < I. Seja rum nllmerocntrepe I. Então, o número E = r- pé positivo.
Como

a.,, ta. deve estar a menos de E de p quando 11 é grande o suficiente, diga·


mos para todo 11 ~ N. Em particular,
tln+&
-a- < P +E= r, quandon 2: N .

Ou seja,
aN+I < raN,
2
n.\'+1 < rnN+I < r aN
3
a NH < raN+2 < r aN

Essas desigualdades mostram que os termos da nossa série, depois do


tJ·ésimo termo, se aproxirnam de zero mais rapidamente do que os termos
em uma série geométrica com razão r < 1. Mais precisamente, considere a
série !c,., onde c,.= n.. J><'\l'C\ n = 1, 2, ...• N e cN.a =- m.,~ '.-:.1 = r1n~,.... , c,,., 111 =
r'-'aí•:, ... Agora a.. s c,. para todo 11.

"
L'"= a1 +a!+ + liN-1 + aN + ra lv + r 2 aN + ...
lt• l

= a, + 112 + +tiN-I + aN( l + r + r!+ '") ,

A série geométrica I + r+ r +· · converge porque lrl < I, então :!:c. converge.


Como tl11 s c... !n,. também converge.

(b) I < p S "'·A partir de algum índice M,

~>
a,. I c n,, f < a,\f+ 1 < n.\t+Z < ···
Os termos da série não se aproximam de zero quando , se aproxima do
infinito, c a série diverge pelo tc,ste do u·ésimo termo.
100 Cálculo

(c) p ~ I. As duas séries


~ I
c L -,
,., ,-
mostram que algum outro teste para convergência deve ser usado quando
p = I.

a•• , l/(11 + I)
11
a;;- = -''--1-,-/1-,--'- = _11_+_1 -> l

Em ambos os casos, p = I, mas a primeira série diverge, enquanto a se-


gunda converge.
O teste da ra~o frcqucntcmcnlc é cficat quando os termos de uma série
contém tàtoriais de expressões que envolvem u ou expressões elevadas a uma
poténda que envolva u.

EXEMPLO I Aplicando o teste da razão


Investigue a convergência das séries a seguir.

2'1 + 5 ;. (211)!
(a)
')(I
L- -., - (b) ,... - , -, (c} L" ...!!.:.!.'.:..
4'' I 1
... , (211}!
••0 3 . , tl.ll.

SOLUÇAO
(a) Para a série L:.o(2" + 5)/3"

dn+l = (2""1 1 + 5)/3~+1


"• (2" + S)/3"
= .! , 2'1+1
3
+ 5
2" + 5
=! ,
3
(2 +
I
+ 5 , 2-nJ .!. .1 = 1
S · 2-•j -> 3 I 3
A série converge porque p = 2/3 é menor que 1. Isso mlo significa que
a soma da série seja igual a 2/3. Na verdade,

n=O
2" 5 (2)"+L -3"5-- I - l(2/3) + l - 5(113) = T21
L~ -3
L» -3"+- -- n=O »
n=O

(211)! - ( 211 + 2)!


(b) Sea =- - entaoa = e
N n!n! • '" 1 (11 + l )!(n + l )!
"••• 11!11!(211 + 2)(211 + 1)(2n)!
a;- = (11 + 1)!(11 + 1)!(211)!

(211 + 2)(211 + I ) 411 + 2


- - -> 4
- (11 + I )(11 + I ) - n + I
A série diverge porque p = 4 é maior que I.
(c) Se a,= 4' 11 111 1/(2n)!, então

<In +I 4',.1(11 + I )!(11 + l )! (211)!


a;;- = (211 + 2)(211 + I )(211)! ' 4"11!n!
4(11 + 1)(11 + I) 2(11 + I )
= (2n + 2)(211 + I) = 211 + I __. I
Capitulo 11 Seqüências e séries infinitas 101

Como o limite é p = I, não podemos decidir a partir do teste da ratão


se a série converge. Quando notarnos que a~,tt/a" = (2n + 2)/(2n + 1), con·
duímos quen,,1 é sempre maior que n, porque (2n + 2)/(2n + I) é sempre
maior que I. Portanto, todos os termos são maior~s ou iguais a n1 = 2 e o
n·ésimo termo não se aproxima de zero quando u-+ .co. A série diverge.

O teste da raiz
Os testes de convergência vistos até agora para !aN funcionam melhor
quando a fórmula para a" é relativamente simples. Mas considere os exem-
plos a seguir.

tr/2'1, n ímpar
EXEMI'l.O 2 S<!ja n, { 112... "par l:rt, converge?

SOI.UÇÃO E$crevemos diversos termos da série:


~ 1131517
r~·~+ , + , +~+ , + , + , +
... , 2 2 2 2 2 2 2
I I 3 I 5 I 7
= 2 + 4 + 8 + 16 + 32 + 64 + 128 +

Está claro que esta não é uma seqüência geornétriC'...t. O n-ésimo termo
se aproxima de zero à medida que " ~ :», então não sabcn'los se a série
diverge. O teste da integral não parece muito promissor. O teste da raiz
nos dá

2111' npar

[ n + I
nimpar
2 •

À medida que n ~ oo, a raiz se alterna entre grande e pequena e não


possui limite.
O teste que vai nos dizer se a série converge é o teste da raiz.

Tcore1na J 3 O teste da roi>.


Seja La/f uma série com a/f ~ Opara 11 ~ N e suponha que
. ... r-
I un va" =p.
n oo+ oc
Então
(a) asériCCOIIVeJllesep < I,
(b) a série dive'ie se p > 1 ou sep é ínliruta
(c) o teste é inC011d11dente se p = I.

PROVA
(a) p < I. &lecione um ( > O pc')l!.eno o suficiente para que p +E < I.
Como~ --4 p 1 os termos \Yn, acabam se aproximando de p a me~
nos de E. Em outras palavras, existe um índice M ~ N tal que

-x:r.;: < p + quando IJ i2: M.


102 Cálculo

Portanto, também é verdade que


a. < (p + <)' para 11 a M
Agora, r;.,, (p + <)~ uma série geométrica com razão (p + <) < I,
converge. Por comparaçãO. !==Af On converge; Oque nos leva a condui.rque
~ ~

! a" = n, + · ·· + aM-J + ! nlt


n=l n=M

converge.

(b) I < p s "'· Para todos os índices além de algum inteiro M, temos
x.V;,: > 1. de modo que n,. > 1 para n > M. Os termos da série não
convergem para O. A série diverge pelo teste n-ésimo termo.
(c) p = I. As séries 1::.,
( l/11) e 1::.,
( l/11 2) mostram que o teste não é
conclusivo quando p = 1. A primeira série diverge c a segunda conver-
ge. mas ern ambos os casos~ -t 1.

EXEMPlO 3 Aplicando o tcSIC Ja raiz

Quais das séries a seguir convergem e. quais divergem?

{a}
..
~ ,2
L ,2., {bl
'.(. 2"
L 2
~~~· "
(c) L"' ( -I -)"
"=1 1 + 7l

SOLUÇÃO

O(' ,z .,r;;; = xy;;i = ( \Y,';)> -> l < 1


(a) L
rl &l 2
., converge porque
\j? ~ 2 2
~ 211 , 11~ 2 2
(b) L2
no l ll
d1vcrge porque ,f~
'111
= (•"r)
~nl
--+ -1 > I

(c) L~ ( -1-+I -ll )" converge porque


n=-1
"( - ') "
l+n -' - ->0 < I
- l+n

EXEMl'LO 2 Rcvisitado

n ímpar
npar. :E a,.. converge?

SOlUÇÃO Aplicando o teste da raiZ, descobrimos que

%. = { \Y,;n. 11par
• 112, nimpar
Por1anto,

Como~~ I (Seção ll.l. Teorema 5), temos lim,._.'XI ~ = 112


pelo teorema do confronto. O limite é menor que 1. então a série converge
pelo teste da raiz.
Capitulo 11 Seqüências e séries infinitas 103

Exercícios 11.5
Determinando convergência ou ~
32. a1 = 5, a,.., 11
= 2 a,
divergência
I +lnn
33. a1 = I, a,.u = 11 a,
Quais séries nos exercícios 1-26 convergem e quais di- I n + lnn
vergem? justifique as sua$ respostas. (Quando estiver verifi- 34. a1 = Í' a.nl "' , + 10 ff,
cando as suas respostas, lembre-se de que existe mais de uma 3- I a,.+, =~
!). a, = 3•
maneira de determinar a convergência ou a divergência de
uma série.) I
36. a, = Í' anti = (a.) ..'
" "v'i _ 2-"'n!l~
I. L - 2. 37· a, - (211)!
•••
,. rn
3. L" .. !.- ' 4• ];, to• 38· a, = 11!(11
(3n)!
••• + I )!(11 + 2)!
«- n'o
s. •••
L to• 6. i••• (" ;, 2)' Quais séries nos exercícios 39-44 convergem e quais di-
7
·
" 2+(-1)'
1:.
1,25" S.
i (-2)"
":::t :Jn
vergem? Justifique as suas respostas.

9. L~
•• •
(t-;;3)' 10. L" ( I)"
,.. ,
I- -
3u 39.
.. (11!)'
L < '>' 40.
" (n!)"
L --;:;-
, .,, nv' 1
""'' n
11. i
,. ..,
In;•
lt
; (In 11)"
12. lf=l
,{, -,,.- 41.
~
L-
n"
11
...., 211"

" (I I)
u. lfLCI ;;-...,
1J
" (I I)"
14. ];, Tt - ,,.
" I ·3 • ... ·(211- I)
L,
43. .... 4"2' u.'

15. i ~,''
•••
1 ;, 11ln11
16. ,{, 2'
•••
44

"
,!;,
1·3 .... ·(211 - I)
[2 -4- .. · · (2n)J(3" + I)
; (11 + 1)(11 + 2)
17, .t., I 1s. L" ·-·(11')
lf <;l "· •••
" (11 + 3)! ,. 112"(11 + 1)!
20. L Teoria e exemplos
19. L 3'.11.'3'
,. ..,
""'' 3.n.,
i 11!
li. ••• (211 + 1)!
22. i 11;
~t=l
45. Nem o teste da razão nem o teste da raiz ajudam muito
" quando lidamos com p~séries. Experimente-os em
" 11 " 11 ~ I
23. •L• , -1llll
< >" 24. ];, {lnll)'olll L-
, ., , P
25 L" 11. In 11 1 "
L -. 3"
· ,.. , n(u + 2)! 26. ,., ~~~
e mostre que nenhum dos dois nos dá informações so-
bre a convergência da série.
~
Quais séries rle: l a, definidas pela.c; fórmulas nosexerc.ícios 46. Mostre que nem o t'cste da razão nem o tcstc da raiz for-
27-38 convergem e quais divergem? justifique sua resposta. necem informações a respeito da convergência de
,.. I
I + senn a,
27. dt;:; 2, a,.., ;
11 L, -(lnn)•
••
(p constante)
I + tg• l ti
28. a1 = I, n,.1 = 11 llw
1112" se u ê um número priJno
29. a1 = 'j'•
I a.,, - ---a
3n - I
- 211 + 5 .. 47. Sejaa, = { .:
112 caso contrário.
11
30. a,= 3, a,*' = n+l(f"
2
31. a1 = 2, a,,., = nn"
La, converge? justiJique a sua resposta.
104 Cálculo
snow

Séries alternadas, convergência absoluta e condicional


Uma série na qual os termos são alternadamente positivos e negativos é
uma série alternada. Aqui estão tr~s exemplos:
(- 1)""
1 - !+l_!+l_
2 3 4 5 ···+ 11 + ... (!)
1 I I (- 1)"4
-2 + I --
2 +--
4 -8 + + 2n + .. . (2)

- 2 + 3 - 4 + 5 - 6 + + (-1)'*"''" + .. . (3)
A série (I), chamada série harmônica alternada, converge, como vere-
mos em breve. A série (2), urna série geométrica com razão r = -1/2, conver-
ge para - 2/( I+ ( 1/2)) = - 4/3. A série (3) diverge porque o 11-ésimo termo não
se aproxima de zero.
Provamos a convergência da série harmônica alternada aplicando o teste
a seguir.

Teorema 14 O tc•tc da <érie alternada (teorema de Lcibniz)


A série
~

k (-
,,., l)'*+l Un :: UI - Zll + U3 - U.a + ··•

convergirá se todas as três condições a seguir forem satisfeitas:


I. Os "• forem todos positivos.
2. u" i:=: u"~'~ para todo n ~ N, para alg1.am N inteiro.
3. u'*~o.

PROVA Se 11 é um inteiro par, digamos 11 = 2m, então a soma dos 11


primeiros termos~
s2'" = (r11 - 112) + (u,- u4 ) + ·· · + (u2• • 1 - u1)
= u I - (u2- 3
11) - (u<1 - u)
,. - ... - (u lM• 2-2um•l ) - u 2M

A primeira igualdade mostra que s'llft é a soma de m termos não negativos,


uma vez que cada termo entre parênte-ses é positivo ou zero. Conseqüente~
mente, s,.,,,;;, s,. e a seqüência !s,.l é crescente. A segunda ígualdadc mostra
que slt!l: s u1• Como {s2,..J é crescente e limitada superiormente, tem um limite:
lim
tlf4)Ç
Slm = L (4)

Se tJ é um inteiro ímpar, digamos tJ = 2m+ 1, então a soma dos" primei·


ros termos é s2,.., 1 = s2,. + u2, 111 • Como u"' ~O,

, li_!10
m rll m.,.l =O

e, como m _., ~,
(5)

Combinando os resultados das equações (4) e (5), temos lim s, = L


, ....;~Co
(Seção 11 . 1, Exercfcio 119).
Capitulo 11 Seqüências e séries infinitas 105

EXEMPLO I t\ série ham16nica alternada

r.(-!)""*=
,1 ..1
I _l +L l + ...
2 3 4
satisfaz os três requisitos do Teorema 14 com N = Le, portanto. converge.

+ u,
- u, A representação gráfica das somas parciais (figura 11.9) nos mostra como
+u, uma série alten1ada converge para o seu limite L quando as três condições do
1+---- u,- Teorema 14 são satisfeitas com N = l. (0 Exercício 63 pede que você repre-
sente o caso de N > 1.) Iniciando na origem do eixo x, assinalamos a distância
positiva s1 = u 1• Para encontrar o ponto correspondente a s:= u1 - u:, recua·
o mos uma distância correspondente a 112 • Corno u2 s u1, não recuamos além da
$" l.
'• '• origem. Continuamos nesse mesmo processo. de recuar ou avançar enquanto
FIGURA 11.1 As somas parciais de os sinais da série exigirem. Mas para n ~ N. cada passo à frente ou cada recuo
uma série alternada que satisfazem as é mais curto que o passo anterior (ou pelo menos do mesmo comprimento
hipóteses do Teorema 14 paro N = I dele), porque u",1s u11• Como o tH~simo termo se aproxima de zero à medida
cercam o limite desde o início. que n aumenta, a largura do passo que damos para a frente ou para trás vai
ficando cada vez menor. Oscilamos em torno do limite L e a amplitude dessa
oscilação se aproxima de zero. O limite L está entre quaisquer duas somas
sucessivas S11 e S1111 e. portanto. difere de s,. por um valor menor que u111, 1•
Como
I!.- s.l < "··• para tt ~ N
podemos fazer estimativas úteis sobre as somas de séries altenadas conver·
gentes.

Teorema 15 O t<.-orcma da estimativa de séries alternadas


Se a série alternada L "naJ ( - 1)'.. 1 u 11 satisfaz as três condições do Teo·
rema 14, então, para n 2: N,

s,. = u1 - r12 + ... + (- ll·u•u,.


se aproxima da soma L da série com um erro cujo valor absoluto é menor
que u,n 1, que é o valor numérico do primeiro termo não utUizado. Além
disso. o resto possui o mesmo sinal que o primeiro termo não utilizado.

Deixamos a verificação do si na1do resto para o Exercício 53.

EXEMPLO 2 Testaremos o Teorema 15 em uma sCric cuja soma


conheccrnos:
r.
n=O
(-1)"1. = 1- l + l_l+_l__j_ + _t_ __1_ :+ _1__ ...
2" 2 4 8 16 32 64 128 : 256
O teorema no& diz que se truncarmos a série depois do oitavo termo,
descartaremos um total que é positivo e menor que 1/256. A soma dos oito
primeiros termos é 0,6640625. A soma da série é
I 1 2
I - (- L/2) = 3/2 = J
A diferença, (213)- 0,6640625 = 0,0026041666.•. , é positiva e menor
que (1/256) = 0,00390625.
106 Cálculo

Convergências absoluta e condicional

Definição Convcrg~ncia absoluta


Uma série !n, converge absolutamente (é absolutamente convergente) se
a série de valores absolutos correspondente, ! Jn. J, converge.

A série geométrica

converge absolutamente porque a série de valores absolutos correspondente

I I I
+-+-+- +
2 4 8

converge. A série harmônica alternada não converge absolutamente. A série


de valores absolutos correspondente é a série harmônica (divergente).

Definição Convcq;ência condicional


Uma série que com•erge, mas não converge absolutamente, converge con-
dicionalmente.

A série harmônica alternada converge condicionalmente.


A convergência absoluta é importante por dois motivos. Primtil'O~ temos
bons testes parn a convergência de séries de termos positivos. Segundo, se
uma série converge absolutamente, então ela converge. Este é o assunto do
próximo teorema.

Teorema 16 Teste da convergência absoluta


" ~
Se 1; Jn.jconverge, então L a,. converge
,., re•l

PROVA Para cada"·

-ln,l :S n, S Jn,J, assim Os n, + ln,J :S 2Jn, l

Se r:.,l~,,., converge. então r;., 21a,l converge e, pelo teste de cornparaçto~


a série não negativa L:;., (n,. '!; J<~.,l) converge. A igualdade a,= (n. + Jn. J) - In,!
agora nos deixa expressar ~"~ 1 an como a diferença de duas séries conver·
gentes:

L" (n,.
" w
+ Jn,~ - Ja•l) = L (n,. + Jn.,J) - L i<'·~
11=1 11=1 t~=l

Portanto, I==t lln converge.


Capitulo 11 Seqüências e séries infinitas 107

CU IDADO Podemos reescrever o Teorema 16 de modo a dizer que


toda série absolutamente convergente vã convergir. Entretanto, a afirmação
contrária não é verdadeira: muitas séries convergentes não convergem abso-
lutamente (como a série harmônica alternada no Exemplo I).

EXEMPLO 3 Aplicando o teste da convergência absoluta


I I
(a) Parn L,. (-I)"+1 -:;
•• , ,-
= I - -
4
+ -9I - -16
I .
+ ... , a séne de valo·
res absolutos correspondente é a série convergente
i J, =
,, •• ,-
I +l +l +
4 9
j_
16
+ ...

A série original é convergente porque converge absolutamente.


;. sen 11 scn I sen 2 sen 3
(b) Para"- - 1- = - - + - - + - - + ..·, a série de valores
11 ,.1 11 I 4 9
absolutos correspondente é

L~ lsen
- ,11-
1
=1scn1
- -1+1sen21
--+
"""I n· I 4
que converge por comparnçào com r;.,
( l/11 2) porque (scn 11( s
1 para todo tt. A série original convcl'gc absolutamente; portanto, é
convergente.

EXEMPLO 4 p-sérks alternadas


Se pé uma constante positiva, a seqüência {I in''} é uma seqüência de·
crescente com limite zero. Por essa razão. a p-séric alternada

p >o
converge.
Se p > I, a série converge absolutamente. Se O< p s I, a série conver-
ge condicionalmente.

Convergência condicional: - -I- + -I- - -I- +


Vi' v3 v4
Convergência absoluta: - - I + - 311
I I
- - 311 +
2!Jl 3 4

Séries rearranjadas

Teorema J7 O teorema do rearranjo prtra séries absolutamente


convcrgcnte~~t
.,
Se L•=I a,. converge absolutrunente c b,. b,. .. ., b.,. ... é qualquer rearranjo
da seqüência {a,}, então :Eb. converge absolutamente e

L" b, = "
La•
1t•l n•l

(Para um resumo da prova, veja o Exercício 60.)


108 Cálculo

EXE:O.IPLO 5 Aplican<IO o teorema do rcarranjo


Como vimos no Exemplo 3, a série
1- l4 + l9 - ...!..
16
+ ... + ( - 1)',.., ...!..
,.~
+
converge absolutamente. Um possível rcarranjo dos termos da série
pode começar com um termo positivo, vindo em seguida dois termos
ne-gativos, três tel'mos positivos, quatro termos negativos e assim por
diante: depois de k termos de um sinal. tomamos k + l termos de sinal
oposto. Os primeiros dez termos de uma série desse tipo são:
1111111 I I
I - 4 - (6 + 9 + 25 + 49 - 36 - 64 - 100 - 144 + ...
O teorema do rcarranjo diz que ambas as séries convergem parn o
mesmo valor. Nesse exemplo, se tivéssemos começado pela segunda série.
provavelmente ficaríamos contentes em trocá.Ja pela primeira, se soubés·
scmos que poderíamos fazê· lo. Podemos fazer ainda melhor: a soma de
qualquer uma das duas séries é igual a
,. I ,. I
~1 (2n- 1) 2
-:E -
••• ( 211) 2
(Veja o Exercício 61.)

Se rcarranjarmos infinitos termos de urna série condicionalmente conver·


gente, poderemos obter resultados muito diferentes da soma da série original.
EXEMPLO 6 Rc~rranjando a série h~rmõnic~ altcmada

A série harmônica alternada


I I I I I I l I I I I
T-2+3-4+-s-6+7-8+9-Jõ+IT-
pode ser rearranjada para divergir ou para ali.ngir qualquer soma prcde·
terminada.
(a) Rearm11ja11doL:., (- l )n+ 1/11 paradive'8ir. AsériedetermosE(l/(211 - l)J
diverge para +><>.e a série de termos (-l/211) diverge para -». Não impor-
ta qu;lo longe na seqütncia de termos de ordem ímpar comecemos. sem·
pre poderemos adicionar termos positivos suficientes para obtermos uma
soma arbitrariamente grande. Similarmente com os termos negativos, não
importa quão longe comecemos. poderemos adicionar tennos de ordem
par consecutivos para obter uma soma negativa arbitrariamente grande em
valor absoluto. Se dC$cjásscmos fazer isso, poderíamos começar adicionan·
do termos de ol:dem ímpar até obtermos, digamos, uma soma maior que
+3, e depois prosseguir com termos consecutivos negativos suficientes par-~
obter um novo total menor que -4. Poderíamos então adicionar termos
pos_itivos suficientes parn obter um total maior que +5 c seguir com termos
negativos coosectllivos não utüi·zados para obter um novo total menor que
-6 e assim por diante. Dessa maneira, poderíamos fazer que as oscilações
fossem arbitrariamente grandes em qualquer uma das direções.
(b) Rearra11jando r.;., ( - 1)"+1/n para 'onvergir para I. Outra possibili·
dade é focali1.ar um limite em particular. Suponha que tentemos obter
somas que convirjam para 1. Comecemos com o primeiro termo. 1/1. e
então subtraímos 112. Em seguida adicionamos 1/3 c 115. o que leva o
total de volta para I ou mais. Então adicionamos termos negativos con·
secutivos até que o total seja menor que 1. Continuamos desta maneira:
quando a soma for menor que J, adicionamos termos positivos até que
o total seja I ou n1ais; então subtrahnos termos (adjcionamos termos
Capitulo 11 Seqüências e séries infinitas 109

negativos) até que o total seja novamente menor que I. Esse processo
pode continuar indefinidamente. Como tanto os termos de ordem par
quanto os de ordem ímpar da série original se aproximam de zero quando
n ~ :Q, também se aproxima de zero a quantidade na qual nossas sornas
parciais exc:edem 1 ou ficam abaixo desse valor. Dessa maneira, a nova
série convel'ge para J. A série rearranjada começa assim:

O tipo de comportamento ilustrado pela série no Exemplo 6 ê tlpico do


que pode acontecer com qualquer série condicionalmente convergente. As-
sim sendo~ de,~cmos sempre somar os termos de uma série condicionaln1cnte
convergente na ordem em que são dados.
Desenvolvemos vários tipos de testes para convergência e divergência de
séries. Em resumo,

1. Teste do n-éslmo termo: A menos que a, --> O, a série diverge.


2. Séries geométricas: Lar• converge se I~ < 1; caso contrário, diverge.
3. p-séries: L I in' converge se p > 1; caso contrário, diverge.
4. Séries com tenn.os não negativos: Experimente o teste da integral, o
teste da rnziio ou o teste da raiz. Tente comparar a uma série conhecida
por meio do teste de comparação.
S. Série com alguns tennos negativos: Ll•.l converge? Caso afirmativo, Ln.
também converge; já que a convergência absoluta imp~c:a a convergência.
6. Séries alternadas: La. converge se a série satisfuz as trés condições do
teste da série alternada.

Exercícios 11.6
Detenninando a convergência ou a divergência
Quais das séries alternadas nos exercícios l- lO <:onvcr·
geme quais divergem? justifique suas respostas.

1. i <- 1)"'-'; 2. i (- 1)"' -k


11.
..L<", -1)'" (O, I)' 12.
..i ,<-1)"' <o;:>·
f
ll=l n n:l 11 13. f <-1)"_~
ttal Vtl
14. (- 1)"
l + v;;
3. i (- 1)'•' (.!!.)"
,. .., 10
~
n=.l
10''
4. L (- !)'"' !o
11 15. L" (- I)"' -tr,- '-'+ -l 16.
IIC I

i (-1)"' 2·~
,. ~ 1 "•1
s. i (- ! )••• - 1-
6.
..i,( ~,''
- 1)"'
1
f ( -l )' Sé~ll
lf D 2 lnn 11. r" <-1)
,.. .
+
-3
• 1
11
18.
"•1 n·
8. ..i ,<- l)'ln(l +f.) 19. f (-1)'•' L:!:..!!
,.. , 5+ 11
1-
20. ..f ,<-J>·-ln (n')
10. i (- 1)"' 3 v;;-:;-i " ( - 2)"'
•• , ~ + 1 21 . f {-1)"' 1 ~ li r
"•' tr
22. U 1 1J + s·
Convergência absoluta
Quais das sé ries nos exercícios 11 - 44 convergem abso-
23.
..r",( -l)'n1(2/3)' 24.
...i < -1 )"'( ~)
Jutamente, quais convergem e quais divergem? Justifique as
suas respostas.
26. f ( -J )•+I _tr ln! _u
". 2
snow
110 Cálculo

21. " -ll"-11-


L<
"·• ll+l
28. L(-I)" InliIn
J,. 1 n - n
52. O limite L de uma série alternada que satisfaz as condi-
O çõcs do Teorema 14 está entre os valores de quaisquer
"'(-100)" duas somas parciais consecutivas. Isso nos sugere o uso
29. .~. ~~ 3o. L" <-st• da média
"''
31. '<'
" - :-!(--
'
.f:. 11 + 211 +
:
1 . .)
! ._
"·•
_
32. i (-I)' (Inlnwli,)•
Jl• l
s, +
2
Sn-t l
= s, + Í) ( - I )"+' a11+1

~ fQ!!l1r 34. k~~


33. •"- •r
,.. tf v 1f
,, para estimar L. Calcule
••• s., +l . ..L
" ( -1)"(11 + I)" " (- 1)"'1 (11!) 2 2 21
Ll
3s. tt• (2,.l" L1 (2 n.l'
36. 11•
como uma aproximação da soma da série harmõnica al-
37. i ( -I )" 2<:li~!"·"
....
38. lf•l
"'
L <-ll"<2ti + I)'.
(11!)' 3'
ternada. A soma exata é In 2 = 0,6931 ...

39. L(- I)11( y;;:j:"i- Vn)


•••
40. i<-ll'(VII' + 11-11)
•••
53. O sinal do resto de uma série alten>adaquesatisf~ascon­
dições do Teorema 14 Prove a afirmação do Teorema 15
de que sempre que uma série alternada que satisfaça as con-
dições do Teorema 14 se aproximar de uma das .suas somas
., parciais, então o resto (soma dos tem>os não usados) tem
43. L (-I)' sech11 o mesrno sinal que o primeiro termo não usado. (Sugt!$/âO:
""'
·~ Agrupe os termos do resto em pares consecutivos.)
44. L ( -I )" csch11
••• 54. Mostre que a soma dos 2u primeiros termos da série
I I I I I I I I I
Estimativa do erro 1 -z+z-3+3-4+4-s+s-6+ ...
Nos exercidos 45-48. C·Stimc a magnitud~ do erro en- é a mesma que a so1na dos n primeiros tcnnos da série
volvido ao se usar a soma dos quatro primeiros termos para I I I I I
aproximar a soma da série inteira. 1·2 + 2·3 + 3 ·4 + 4 ·5 + 5·6 + ...

45. I. c-•r•f.
,.,
Essas séries convergem? Qual é a soma dos primeiros
2u + I termos da primeira série? Se a série converge, qual
46. i (-1)"' 1- 1
-
é sua soma?
or• l 1()11
ss. Mostre que. se L;., an diverge, então r:.1 (anl diverge.
47. i (- I)"'' (O,~ I)" Como \'o.'rcmas n.t St-ç.!o 11.7, 3 soma
or:l
<In ( 1,01). 56. Mostre que, se r.;., a. converge absolutamente, então

4.8. I ~ I= i(-l)''t•,
•••
o <t < I
li, a~ si, Ja,J
O Aproxime as somas nos cxcrdcios 49 c 50 com um erro
menor que 5 X IO#e.. 57. Mostre que se tanto I :. , a"quanto I~= 1 bn convergem

49. "=O
~
L <-•>·<211>'·
I Como \•c.•n:mfu n;1 Sc.;lo 11.9.
J ~ma i co$ I, o cos~.._no dt' J
absolutamente, isso também acontece com
(a) L"' (a. + b,) (b)
..
L (a,- b,)

5o. ,.L.. o<-1>"•
11.
I
radiano.
c~omo \'-:r... tnl•) n.1 Scojl<• ll .9.
.'l somai::.e-1. (c)
..
•••
L ka., (para qualquer valor de k)
•••
•••

Teoria e exemplos 58. MoSire com exemplo que r.;.,


a. b, pode divergir mes·
mo que tanto "'" .,,. b convlrJam.
k,. a"quanto ~ ,., ... 1
1
. lt
o

51. (a) A série 59. No E.xemplo 6, suponha que o objelivo seja arranjar os
I I I I I I I I O termos para obter urna nova série que convirja para - 1/2.
3 - 2 + 9 - 4 + 27 - 8 + ... + 3' - 2' + .. o
Comtce o novo arranjo com o primeiro termo negativo.
não satisfaz uma das condições do Teorema 14. Qual o qual é - 1/2. Sempre que você tiver uma soma que seja
delas? menor ou igual a - 1/2, comece a introduzir termos pOSi·
(b) Encontre a soma da série no item (a). tivos. tornados na ordem. até que o novo total seja maior
snow
Capitulo 11 Seqüêndase séries infinitas 111

do que -112. Então adicione termos negativos até o to~ (b) Use os resultados do item (a) para mostrar da mesma
~
tal ser menor ou igual a -1/2 novamente. Continue esse maneira que, se !,..1 jaJ~ converge e
processo até suas sornas parciais estarem acima do alvo
peJo menos três vezes c termine aí ou abaixo disso. Se s,. o. se a, 2: O
for uma soma dos primeiros n termos da sua nova série,
c,. o {a,. se a, <O,
marque os pontos (11, s.) para ilustrar como as somas es- "' 1
então L,. C11 COnverge.
tão se comportando.
Em outras palavras, se uma série converge absolutamen~
60. Rcsu.mo da prov-• do teorema do rcarranjo (Teorema 17) te, seus termos positivos formarn uma série convergente
(;t) Seja E um número real positivo. seja 1. ::; c L:•.""' e seus termos negativos rambém. Além disso,
., "
seja St = r:.,
a,. Mostre que, para algum fndice N,
~
:[n,.= :[b, +:[c,
..... 11111 111=1
t para algum índice N~ 2:: N 1,
porque b, = (a,+ la,j)/2 e c,= (a, -la,ll/2.
r. -.\'• ja.j < 2e
~
• js.<, - LI < 2
e
62. O que está errado aqui?
Multiplique ambos os lados da série harmônica alternada
Com.o todos os termos a 1, a 2, ••• , a , .zaparecem em aJgum
lugar da seqüência {h..}, existe um índice N~ 2:: N: tal que) S=l
scn::Ns,então(!k. 1 h.t}- sNJénomáximoumasoma
dos termos a,.com m C?:: N.- Portanto, se n c: N!,

por 2 para obter


25=2.._
- 1+ ..
Í l 2 ... 1 ~
J - 2+J - J +7 - l+i - J+n - i +···
(b) o argumento no ilem (a) mostra., que, se r:•. a,. Reúna termos com o mesmo denominador. como as setas
converge absolutamente, então rll=l h.. converge e
., ., indicam~ para chegar a
r ..., b" = L •.•• a,.. Agoramostreque,comor,••• (a.,l
~

~ ..
converge, .E,., 1 jb..j converge para .E,,.1 (<q. 2S=I-2+3-4+J-i+
I I I I I ...

61. Desdobrando séries absolutamente convergentes A série do lado direito da e<JUação é aquela com a qual
começamos. Portanto, 2S = Se, dividindo por S, obtemos
" , Ja.~ converge c
(a) Mostre que, se .E,.. 2 = I. (Fotrtc: "Ricmann's Rearrangement Thcorem", de
Stewart Galanor, Matltematics Teaclter, 1987, v. 80, n. 8,
se a" =::: O p. 675-681.}
b,. -- {···
o. se n,. <0
~ 63. Desenhe uma figura similar à Figura 11.9 para ilustrar a
então !,..1 h. converge.
convergênciadasérienoTeorema 14 quandoN > I.

Séries de potências
Agora que podemos testar a convergência de séries infinitas, podemos es..
tudar os polinômios infinitos mencionados no início do capítulo. Chamamos
esses polinômios de séries de potências porque eles são definidos como séries
infinitas de potências de alguma variável- no nosso caso. x. Assim como os
polinômios, séries de pot~ncias podem ser somadas, subtraldas, multiplicadas,
diferenciadas e integradas, de forma a rcsuhar em novas séries de potência.
112 Cálculo

Séries de potências e convergência


Começamos com a definição formal.

Definição Série de.! potêndos, ccnlro, coeficientes


Uma série de potências centrada em x = Oé uma série da forma
" c,1X 11 =co + c,x + c2x 2 + ··· + Cnx" + ···
}: (1)
n•O
Uma série de potências centrdda em x = a é uma série da forma

"
" c. (.<- a) = co
~ + c1 (x-a) + c2 (x- a) 2 + ···
(2)
11""0 + c,l ( x-a )" + ...
na qual o centro a e os coeficientes c~, c 1, c2, .. •, c~ .. . são constantes.

A Equação ( 1) é um caso especial obtido tomando-se n = Ona Equação (2).

EXEMI'LO I lima $érie gcomO:trica


Tomando-se todos os coeficientes como l na Equação (I) nos faz che-
gar à sêrie de potências geométrica
.,
l:, x" = l + x + x 2 + ··· + x" + ···
n•O

Esta é a série geo1nétrica com primeiro termo igual a 1 e razão x. Ela


converge para 1/( I - x) para fxl < I. Expressamos isso escrevendo

-I- = I +;c+)."' + ···+x"+ -l < x < l (3)


I - X

Até aqui, usamos a Equação (3) como uma fórmula para a soma da série
à direita. Agora, mudamos de foco: pensamos nas somas parciais da série à
direita como polinômios P,.(x) que aproximam a função à esquerda. Para
valores de x próximos a O, precisamos tomar somente aJguns termos da sé·
rie para conseguir uma boa aproximação. Conforme movemos em direção
a x = 1 ou - 1, precisamos tomar mais termos. A Figura 11.10 apresenta os
gráficos de j(x) = 11(1 - x) e os polinómios aproximadores Y. = l',(x) para
11 = O, I, 2 e S. A função j(x) = 11(1 - x) não é contínua nos intervalos con-
tendo x = l, onde há uma assíntota vertical. A aproximação não se aplica
quando x 2: I.

llXEMPLO 2 Uma série geométrica


A série de potências

I
I - ~x - 2) I ( I)"
+ 4(x - 2)! + ··· + - 2 (x - 2)" + (4)

combina com a Equação (2) com a = 2, c, = I, c,= -1/2, c,= 114, ...,
c. = (-112)' . Esta é uma série geométrica com primeiro termo I e raz.io
X- 2
r = - - - . A série converge para
2
Capitulo 11 Seqüências e séries infinitas 113

l
y=l -x

:t
s
•1

J
2

~~~----~r---------~
_, o ·
FIGURA 11.10 Os gráficos de Jtx) = I!( I - x) e
quatro de seus polinômios aproximadores (Exemplo I).

2
lx ; 1 < I ou O < x < 4. A soma é

_ , _ = --'--, 2
l- r 2=x
+ _x __
2

assim
2 (x - 2) (x - 2)2
-x= 1- 2 + 4

+ -2( I)" (x - 2)" + ..., O<x < 4


FIGURA 11.11 Os g.ráficos de}tx) = 2/x e A série (4) gera aproximações polinomiais úteis de.ftx) = 2/xpara va·
suas trê-s primeiras aproximações polinomiais !ores de x próximos de 2:
(E.xemplo 2).
Po(x) = I

P 1(x) = I - t (x - 2) = 2 - f
P 2(x) = I - 2I (x - 2) + 4 3x +
I(x - 2)'• = 3 - T 4x'
e assim por diante (Figuro 11.11).

EXtMPLO 3 Teste cJa convergência utilil..ando o te-ste da razão


Para quais valores de x as sétics de potências a seguir convcrgent?

~ xn xlx3
(a) L (- I)"-' "ii' = x - T + 3 - ...
11=1
oo ,lll"' I X) XS
(bl L( -I)"_,x =x - -3+ -s ·
n=l 211 - I
-x: x" x2 x3
(c) L-
n .. o u!
= I + x + '-'· + -3 , +

(d) " 11!x" =


L + x + 2!.<2 + 3!x3 +
11•0
114 Cálculo

SOlUÇAO Aplique o teste da ra>.ão à série :l:Ju,J, onde "• é o 11-ésimo


te.rmo da série em questão.

(a) I "~:· I ~ 11 : I M... M


A série converge absolutamente para Jxl < I. Ela diverge se lxl > I
porque o rH~simo termo não converge para zero. Ern x = I, obtemos
a série harmônica alternada I - J/2 + l/3 - l/4 + ..., a qual converge.
.Em x = - 1, obtemos - J - J/2 - l/3 - 1/4 - ..., o oposto da série har-
mônica; ela diverge. A série (a) converge para - J < x s Le diverge
em qualquer outro lugar.
--~----~~----~-+ X
-1 o

(b)

A série converge absolutamente para x' < I. Ela diverge para x' > I
porque o n-ésimo termo não converge para zero. Em x = l, a série
torna-se l - l/3 + 1/5 - l/7 + ..., a qual converge pelo teorema da
série alternada. Ela também converge em x = - 1 porque é novamente
uma série alternada que satisfaz as condições de convergência. O va-
lor em x ~ - 1 é o oposto do valor em x = I. A série (b) converge para
-I :S x :S I e diverge em qualquer outro lugar.
--~----~~----~-+X
-1 o

~I = I{IJx"+I)!
I""•' I
(c) +l 11!
'xn xJ 1 -+O para todo x.
= ,,l+
A série converge absolutamente para todo x.
~--------~-------.x
o

l II I
1
(d )
u,.
"•
1 = {11 + I )!x'"
t1!x" = (11 + I)Jxj -+ x amenosquex = O.
A série diverge para todos os valores de x, exceto x =O.
--------~---------+X
o

O Exemplo 3 ílustra como costumamos testar a convergência de uma série


de potências e os resultados po..~síveis.

Teorema 18 Teorema da con,•ergCnda para série~ de polênda~


~

Scasériedepotclndas L a.. x" = a0 + a1 x + a,xz + ·-·convergir para


,1 ...0

x =c"' O, então ela convergirá absolutamente para todo x com lxl < JcJ. Se a
série divergir para x = d, então ela divergirá para todo x com Jxl > JdJ.

PROVA Suponha que 1:;.


0 a,c" converge. Então,lim~,. a,c- = O. Por
conseguinte, existe um inteiro N tal que l•,c"l < I para todo" i!: N. Ou seja,
I
I•~ < 1<1" para" "" N. (S)
SDQW
Capitulo 11 Seqüências e séries infinitas 115

Agora tome qualquer x tal que JxJ< Jcl e considere


Jn,J+ Ja,xJ + ... + ln.v_1X'' -•J+ Jn.vX' I + Ja,,, ,x"''l + ....
Existe somente um número fmito de termos que antecedem Ja.vX' I e a
soma desses termos é finita. Começando de (a;\.x-"1 em diante, os termos s.'io
menores que

xiN lxiN+o lxl"+2


lê + c + c +··· (6)

por conta de desigualdade (5). A série (6) é geométrica com razão r = Jx!cJ,
que é menor que I, já queJxJ < JcJ. Assim sendo, a série (6) converge e, por-
tanto. a série original converge absolutamente. Isso prova a primeira metade
do teorema.
A segunda metade do teorema segue da primeira. ~ a série diverge em
x = d e converge em um valor x0 com J.<0J > JdJ, podemos tomar c = x0 na
primeira metade do teorema e concluir que a série converge absolutamente
em d. A série, entretanto. não pode convergir absolutamente e divergir ao
mesmo tempo. Diante disso, se da divergir em d, divergirá também para todo
x com Jxl > JdJ.

Para simplificar a notação, o Teorema 18 trata da convergência de séries


da fonna l:a,..<". Para séries da forma l:a.(x- n)', podemos substituir x-a por
x' e aplicar os resultados à série !a, (x')'.

O raio da convergência para séries de potências


O teorema que acabamos de provar e os exemplos que estudamos nos
levam a concluir que uma série de potências í.c,(x - a)• se comporta de uma
dentre três maneiras possíveis. Ela pode convergir somente em x = n. conver-
gir em todos os pontos ou convergir em algum intervalo de raio R centcado
em x = n. Provamos isso no corolário do Teorema 18.

Corolário do Teorema 18
A convergência de séries !c. (x- a}' é descrita por uma das três possibi-
lidades a seguir:
I . Existe um número positivo R tal <jue a série diverge para xcom Jx- ai > R,
mas converge absolutamente para x com Jx- aJ < R. A série pode ou
não convergirem umadasextremidadesx =a - R ex= a+ R.
2. A série converge absolutamente para todo x (R = oo}.
3. A série converge emx =a e diverge em todososoutrospontos (R= 0).

PROVA Primeiro, assumimos que a = O, para que a série de potências


esteja centrada em O. Se a sél'ie conve_rgir em toda parte, estamos no Caso 2. Se
ela convergir somente em x = O, estamos no Caso 3. Em outras situações, existe
um número d diferente de zero tal que !c,d' diverge. O conjuntoS de valores
de x para o qual a série ú,X' converge não é um conjunto vazio: já que contém
Oe também uon número posítivo p. Pelo Teorema 18, a série diverge para todo
x com Jxl > JdJ, então Jxl s
Jdl pao:a todo x E S, c Sé um conjunto limitado. Pela
propriedade da completude de números reais (veja o Apéndice A.4}, um con-
junto limitado que não seja vazio possui menor limitante superior R. (0 me·
no r limitante superior é o menor númtro com a propriedade de que os elementos
116 Cálculo

x e S satisfazem x s R.) Se lxl > R 2: p. cntâo x e S c, então, a série I:c.,.<" diver-


ge. Se lxl < R, então lxl não é um limitante superior paraS (porque é menor que
o m<nor limitante superior) e, portanto, existe um número b e S tal que b > 1·<1·
Como b e S. a série I:c,b' cotwcrge e então a série ! c,lxl' converge pelo
Teorema 18. Isso prova o corolário para séries de potências centrada.~ em a = O.
Para uma série de potências centrada em a "# o. definimos x' = (x-a) e
repetimos o argumento corn x'. Como x'= Oquando x = a, um intervalo de
convergência de raio R para ú ,.(x')" centrado em x' = Oé o mesmo intervalo
de convergência de raio R para !c,{x- a)• centrado em x = a. Isso estabelece
o corolário para o caso geral.
R é denominado o raio da convergência da série de potências e o intcr-
va.lo de raio R centrado em .Y = a é chamado intervalo de convctgê.ncia. O
intervalo de convergência pôde ser aberto. fechado ou meio aberto. depen ..
dendo da série em particular. Nos pontos x com lx - ai < R. a série converge
absolutamente. Se a série converge para todos os valores de x, diz-emos que
seu raio de convergência é infinito. Se ela converge somente em x = a, dize-
mos que seu raio de convergência é 1.ero.

Como t~tar a convergÇnda de uma série de potências


I. Use o teste dn mzão (ou o teste da raiz para o n·ésimo temzo) paraerzcon·
trar o ínlervalo onde n $érie- converge absolutameule. Geralmente. esse
intervalo é aberto.
lx-ai < R ou a-R<x< a+ R
2. Se o intervalo de convergê.tzcitl absoluta for finlto. teste a convergência ou
a divergência em cada extn:midade, como nos exemplos 3(a) e (b). Use o
teste de comparação. o teste da integral ou o teste da série alternada.
3. Se o intervalo de convergência absoluta for a - R < x < a + R. a série
diverge paro lx - ai > R (ela nem mesmo converge condicionalmente),
pois o tr-ésimo termo não se aproxima de zero para esses valores de x.

Derivação termo a termo


Um teorema de cálc11lo avançado diz q11e uma série de potências pode ser de-
rivada termo a tenno em cada ponto interior de seu intervalo de convergência.

Teorema 19 O tem·em;.\ da derivaç..1.o termo a termo


Se I:c.(x - a)• converge para a - R < x< a+ R para algum R> O. isso define
11ma f11nção f

f(x) =
..
L c.(x - a)", a-R<x<a+R
n• O
"Jàl funçãof tem derivadas de todas as ordens dentro do Intervalo de con-
vergência. As derivadas podem ser obtidas por meio da derivação da série
origina1 termo a tenno:
"
f'(x) = L"c.,(x - at·•
n•l

f"(x) = l")t{ll - I )c,~x - a)"·'.


noZ
e assim por ditmte. Cada uma dessas séries derivadas converge em todo
ponto interior do intemllo de convergência da série original.
Capitulo 11 Seqüências e séries infinitas 117

EXEMPLO 4 Aplicando a derivação lermo a lermo


Encontre as séries paraf(x) er(x) se
1
f(x) = - - = I + x + x1 + x 1 + x' + ··· + x" + ···
1-x

-l<x<l

SOLUÇÃO
1
ftx) = , = I + 2x + 3x1 + 4x' + · ·· + nx""1 + ·· ·
(I - x)·

"
= Lnx"· 1
, -I <X< I
nel

f"(x) = 2 > = 2 + 6x + 12x·' + ··· + n(n - l)x" -l + ···


(1 -X )
~

= L. n(n - 1)x""2, - 1 <X< 1


n=Z

CUfDADO A derivação termo a termo pode não funcioncU' para outros


tipos de série. Por exemplo, a série trigonomél'ric.a,

f sen <;r!x)
n•l n

converge para todo :c. Mas se derivarmos termo a tcnno. chegamos à série

L n!cos ~n!x)
n•l 11

que diverge para todo x. Esta não é uma série de potências1 já que não é a
soma das potências positivas inteiras de x.

Integração termo a termo


De acordo com outro teorema de cálculo avançado. uma série de potências
pode ser integrada termo a termo dentro do seu intervalo de convergência.

Teorema 20 Teorema da intcgraç;.\o termo a termo


Suponha que
~

f(x) = L.c.,(x - a)"


n=O

convirja para a - R< x < a + R (R > O). Então,


~ (x - a)n+t
L.c.
na() n+ I
converge para a- R < x < a+ R e

Jf(x) dx = +C

paraa - R < x < a+R.


SDQW
118 Cálculo

EXEMPLO 5 Uma série para tg 1 x, - I s x s 1


Identifique a funç.ão

xl ~s
/(x) = x - -
•3
+ '-
5
- ···, -1 S X S J

SOLUÇÃO Derivamos a sêrie original termo a termo c obtemos


-I <X< I
Esta é uma série geométrica com primeiro termo J e ra1.ão -x?, assim

I 1
f(x) = I - ( - xl) = 1 + xl

Agora podemos integrar f(.<) = 11(1 + x') para obter

f f1x) dx = J-.!!L_
J+
= t•-
x2 o
1
x +C

A série paraj(x) é zero quandox =O, assim C= O. Por essa razão,

xl x5 x7
/(X) =X- S + S - '7 + "' = tg-l X, -1 <X< I (7)

Na Seção 11.10, veremos que a série também converge para tg· 1 x em


X= ± I.

Observe que a série original no ExemploS converge em ambas as extremida-


des do intervalo original de convergência, mas o Teorema 20 pode garantir a
convergência da série diferenciada apenas no interior do intervalo.

EXEMPLO 6 Umaséric para In (I t x). - I < x s I

A série

1 2 1
-
I +- I = I - I + 1 - 1 + ···

converge no intervalo aberto -I < t < I. Conseqüentemente,

ln ( l + x) = lo - - tlt =
x
1+1
I
1 - -
ll
2
+ -13
3
- -t'4 + ·.. o r T~o.'O!Clllól !O

-1< X < I

1àmbém se pode mostrar que a série converge em x = I para o mime-


ro In 2, mas isso não é garantido pelo teorema.

Usando a tecnologia: o estudo das séries


As séries são, em vários aspectos, análogas às integrais. Comparado à
quantidade de funções integráveis, o número de funções com antiderivadas
explícitas em termos de funçõe,s elementares é pequeno. O mesmo acontece
Capítulo 11 Seqüências e séries infinitas 119

com o número de séries de potências em x que concordam com funções ele-


mentares explícitas em intervalos de x; que é pequeno comparado ao número
de séries de potências que convergem em algum intervalo de x. Os aplicativos
gráficos podem ajudar no estudo dessas séries tanto quanto os r<..:ursos numé-
ricos de integração ajudam no estudo de integrais definidas. A possibilidade
de estudar séries de potências para valores específicos de x está presente na
maioria dos Sistemas de Álgebra por Computador (SAC).
Se uma série convergir rápido o suficiente, a exploração pelo SAC pode
nos dar uma idéia da soma. No cálculo das primeiras somas parciais da série
:E;., (1/(2k-I)J (Seção 11.4, Exemplo 2b) por exemplo, o Maple retornas. =
1,6066 95152 para 31 :S 11 :S 200. Isso sugere que a somada série é 1,6066 95152
para 10 dígitos. Na verdade,

.x I $ l «> I
:E -,-. -
.t-2()1 2 - I
= l: -2,...
h201
,_,... 2--.!,(_1_/2..,.,_..,.,)-l < :E -2,-.
, (-
k•ZOI
,

= :., < 1,25 X 10"60


2

O resto depois de 200 termos é negligenciável.


Entretanto, as explorações feitas via SAC ou calculadora não nos ajudam
muito se a série converge ou diverge muito lentamente e podem acabar
sendo totalmente equivocadas. Tente, por exemplo, calcular as somas parciais
da série :E:., [11(10 10 k)]. Os termos são muito pequenos s<: comparados aos
númetos com os quais costumamos trabalhar, e suas somas parciais, mesmo
para centenas de ola meros.. são minl•sculas. Podemos ser levados a acreditar
que a série converge. A série de fato diverge, como podemos ver escrevendo-a
como (111010) :E;., (1/k), uma constante multiplicada pela série harmônica.
Veremos melhor como interpretar os re.sultados numéricos depois de cs·
tudarmos estimativas de erro na Seção 11.9.

Multiplicação de séries de potências


Ainda de acordo com outro teorema do cálculo avançado) sérles de po·
tênc:ias absolutamente convergentes podem ser multiplicadas da maneira pela
qual multiplicamos polinômios. Omitimos a prova.

Teorema 2 1 O teorema da multipJicação de séries de poténcias

SeA(x) = L;~~.oa,,x" eB(x) = :E;=ob,,x" converge absolutamente para


lx1 <R, e
c, = aobn + a,b,, ... + azb, ...2 + ... + a, .. ,b, + a,.bo = L" atb,,..~:
•• o
então L;. oc.x" converge absolutamente para A(x) B(x) para lxl < R:

(,L
•• o
a,.x") ·(i b.,x") = i; c.x"
tr• O n• O

f,x,El>LPLO 7 Multiplique a série geométrico


X I
:Ex" =
n~o
I + x + x ' + .. · + .t" + .. · = - -,
I - X
para l·'i < I

por ela mesma para obter uma série de potências para 1/(1 - x)1, para f<l < I.
120 Cálculo

SOJ.UÇÁO Sejam

A(x ) =
..
:E a.x'' = ... = 11(1 - x)

B(x) =
..
...o
:E b•.r" = ... = 11(1 - x)

e
'""
c, = oob,, + a1 bn- 1 + ··· + a~,:b,,_ J: + ··· + a,ho
,, +I tcm'IO.."'

= + 1+ .. ·+ =n+l
'' • I unidades

Então, pelo teorema da multiplicação de séries,


..
A(x) · B(x) = ~ c.x• = ~ (n + l)x"
..
..0 ..0
= I + 2x + 3x2 + 4x-' + ... + (n + I )x" + ...
é a série para 11(1 - x)'. A série toda converge absolutamente para lxl< I.
O Exemplo 4 dá a mesma resposta porque

J,(, ~ x) =(I~ .<) 2

Exercícios 11.7
" rr(x + 3)"
Intervalos de convergência 17. ~ 5" i: (
18. ... 4' I ~x"+ I)
Nos exercícios 1- 32, (a) determine o raio e o intervalo de
convcrgéncia da série. Para quais valores de x a série converge 19. ~ -r
" v;;x" ..
20. ~ \Yt~2x + 5)'
w->
.. ..
(b) absolutamente e (c) condicionalmente?
L.. ( + •)" oc
22. ~(In n)x"
.....
I. ~x· 2. ~ (x+ S)"
....
" (3x- 2)'
21.
..
>P>

23. ~ lt".r"
I TI x"
>P>
..
24. ~ rr!(x - 4)"
3. ~ ( -1 )'(4x+ t)• 4. ~ •r- I
11
""'
"""
" (x- 2)' ~·
»
_ "' ( - t)" 1(x+2)" " - 2)''(rr + J)(x - I)'
:El
25. no; 2" 26. L(
5.
~ 6. ~ (2x)"
.... 1f

.. to•
rrK' " ( -l)'(x + 2)'
:E
'""
P~·guc: aslnf\>rmaçób ~brç
7.
~ iiTI 8. " -x•-,
.. r
/1

27. :E 1/(•:(ln 11)1) no l~xcrddo 39

!1. ~--
x• 10. E(x- I)' "'' rr(ln n)· d3 Scc;lu ll.3.
~~:=1 1rVn31t ~· v;; J>q;U(' ;a~ ltl(()tii1.1\Õ«."' ~lbrc:
"(-t )'x" 3"x'' 28. ~ 1._ L 1/(u In tJ) nn Excn:-idu 38
~~~ nlnu
QQ
12 :E -
11.
~ n' .,.o tJ! Ja Sc(ltl l l.).
~ x1 n+ l .. (2x + 3)'••• " (3x + !)'" '
13.
~ --;;r 14.
~ 30. -~1 2tr + 2
.. x• i:
n!
(-1)",\A
~ (x + 11')" ~ (x- Vi)'"'
15.
~ v;;;-:+3 16.
""' V rr' + 3 31. ._
IP I
• r
V IJ
32. ~
.... 2'
Capitulo 11 Seqüências e séries infinitas 121

Nos ex-ercícios 33- 38, determine o intervalo de conver- 43. A série


gência da série c, dentro desse intervalo. a sorna da série como x, 2x5 17.t7 62x9
uma função de x.
tgx =X+ T + lS + 315 + 2.835 + ...

T- (x- 1) "
2
"' (x + 1) 2"
converge para tg x parn - 71/2 < x < 71/2.
33. ...
-o 411
34.
~ 9" (a) Encontre os cinco primeiros termos da série para
.,
35. f (\Íx-
....
2
1). 36. L (In x)"
In Jsec xJ. !'ara quais valores de xa série deve convergir?
(b) Encontre os cinco primeiros termos da série para
""'
37. f (x' + t)" 33. ~e;~)· scc' x. Para quais valores de x essa série deve convergir?
~· 3 (c) Conlira seu resultado no item (b) elevando ao qua-
drado a série dada para sec x no Exercício 44.
Teoria e exemplos 44. A série para

39. Para quais valores de x a série secx = I


x'
+-r+ 24x
5 .1
+no·'
61 • 277 •
+ s:õ64X' + ...
converge para sec x para - ·1r/2 < x < 71'12.
l
I - -(x- l
3) + -(x- 3) 2 + ... + ( - -l )"(x- 3)" + ...
2 4 2 (a) Encontre os cinco primeiros termos de uma série de
pot~ncias para a (unção In Jsec x + tg xJ. Para quais
converge? Qual é sua soma? Qua.l série você obtém se
derivar a série dada ternlo a tenno? Para quais valores de valores de x a série deve convergir?
x a nova série converge? Qual é sua soma? (h) Encontre os quatro primeiros termos de uma série
para sec x tg x. Para quais valores de x a série deve
40. Se você integrar termo a termo a série do E.•ercício 39.
convergir?
qual nova série você obtém? Parn quais valores de x a
nova série converge e que outro nome há para sua soma? (c) Confira o seu resultado no item (b) multiplicando a sé-
rie para sec x pela série dada para tg x no E.xerdcio 43.
41. A série
xl x.s x1 x9 x11 45. A u1úddade da série de potências convergente
SCI\X = X - 3! + 5! - 7! + 9! - JiT + ... (a) Mostre que, se duas séries de potências r:..
a. x• c
converge para sen x para todo x.
r:.o b,.x"são convergentes c iguais para todos os valores
de x em um intervaloabe·rto (-c, c), então n,. = b., para
(a) Encontre os seis primeiros termos de uma série para
todo"· (Suge.tdo: Seja l(x) =!~,. a,x'' =r:"'b,x'.
cos x. Para quais valores de x a série deve convergi r?
Derive termo a termo para mostrar que tanto a.,
(b) Substituindo x por 2x na série para sen x, encontre quanto b, s.'io iguais a.f"1(0)/(u!).)
uma série que convirja para scn 2x para todo x.
(b) Mostre que se !:O
11,x• =o para todo .< em um in-
(c) Usando o resultado do item (a) e a multiplicação de tervalo aberto (-c, c), então alt = Opara todo n.
séries, calcule os seis primeiros termos de uma série
para 2 scn :c cos x. Compare sua resposta com a res· 46. A soma da série L: ..o(u2/2") Para encontrar a soma
posta do item (b). dessa série, expresse 11(1 -x) como uma série geométrica,
derive ambos os lados da equação resultante em relação a
42. A série
x, multiplique ambos os lados do resultado por x, deri\•e no-
vamente, multiplique por.< novamente e faç" x igual a 1/2.
O que você obtém' (Foute: Carta de David E. Dobbs ao edi-
converge para e' para todo x. tor, llliuois i\1athematics Teacher, v. 33, n. 4, 1982. p. 27.)
(a} Encontre uma série para (dldx )e'. Você obtém a sé- Jl7. Convergência nas extremidades Mostre com exem-
rie para e'? Explique a sua resposta. plos que a converg~ncia de uma série de potências na
(b) Encontre uma série para f e' dx. Você obtém a série extremidade de seu intervalo de convergência pode ser
para e'? Explique a sua resposta. condicional ou absoluta.
(c) Substitua x por -x na série para e' para encontrar
•18. Componha uma série de potências cujo intervalo de con·
uma série que convirja para e·• para todo x. Então,
multiplique a série para~ e e·• para encontrar os seis vergência seja
primeiros tcm1os de uma série para e·• · ff. (:o)(-3, 3) (b) (- 2, O) (c) (1, 5)
122 Cálculo
snow

Séries de Taylor e de Maclaurin


Esta seção mostra como funções infinitamente deriváveis geram séries de
potências chamadas séries de Taylor. Em muitos ct~sos, essas séries podem
fomeccr aproximações polinomiais úteis das funções geradoras.

Representações das séries


O Teorema 19 nos diz que, dentro de seu intervalo de convergência, a
soma de uma série de potências é uma função contínua com derivadas de
todas as ordens. Mas e quanto ao oposto? Se uma função j{x) tiver derivadas
de todas as ordens ern um intervalo 1. ela poderá ser expressa como uma sé-
rie de potências em 1? Se puder. quais serão seus coeficientes?
Podemos responder à última questão prontamente se consideramos que
j(x) é a soma de uma série de potências
~

/(.<) =
..r a,.(.<- a)"
~

= a0 + a 1(.<- a) + a 2(.<- a)' + ... + 11,(.<- a)" + ...


com um raio de convergência positivo. Repetindo a derivação termo a termo
dentro do intervalo de convergência I. obtemos

f(x) = a1 + 2a 2(x- a)+ 3a3(,,- a)' + ... + na,.(.<- a)•-• + ...


/"(x) = I • 2a2 + 2 · 3a 3(x - a) + 3 · 4a,(x - a)2 + ...
f'"(x) = I · 2 · 3a 3 + 2 · 3 · 4a,(.< - a) + 3 · 4 · Sas(x - a)' + ...

com a n-ésitna derivada, para todo 11, sendo


f"''(x)= n!a, +uma soma de termos com (x-a) como um fator.
Como essas equações são válidas em x = n, temos
/'(a) =
/"(a) =
!'"(a) =
e, em geral,
J<•>(a) = n!a,

., revelam um padrão nos coeficientes de qualquer série de


Essas fórmulas
potências LneO a,Jx - a)" que convirja para os valores de f em I (dizemos,
"representa f em l"). Se existir essa série (ainda uma que-stão em aberto). en-
tão haverá somente uma série desse tipo e seu u~ésimo coeficiente será

Se/tiver uma representação em série, então a série deverá ser


/"(a)
/(.<) = / (a) + f'(a)(x- a ) + 2! (.<- a)2
/•l(a)
+ ··· + -,- , -(x - a)"+ ··· (1)
Capítulo 11 Seqüências e séries infinitas 123

Contudo, se começarmos com uma função arbitrária que é infinitamente


dcrivávcl em um intervalo I centrado em x -= n c a usarmos para gerar a série
na Equação ( l ), sení que a série então convergirá para j(x) para cada x no in ..
tcrior de 1? A resposta é talvez; para algumas funções, isso ocorrerá, mas para
outras funções não. como veren1os.

Companion Séries de Taylor e de Maclaurin


Websitc
RtOgratia his16rica Definições Séries d e Taylor e d e Maclaurin
Seja f uma função com derivadas de todas as ordens em algum intervalo
Brook Taylor
(16S5- 173l) contendo a como um ponto interior. Então, a série de Taylor gerada porf
Colin Madaurin emx = aé
(1698-1746}
f.;,~ k
f l'l(a)
! (x - a)' = f(a) + f '(a)(x - a)+
f'( a)
2 !("'- a)'

f l"l(a)
+ ... + - - (x - a)"+ ...
n!
A série de Maclaurin gerada porf é
~ f l' 1<o>
- x
• r<o>
=f(O) + f( O)x + - 2, x 2 ! 1"1(o)
+ ... + - -
Y - k-, 1 - x" +
A · . n.
a série de Taylor gerada porf e m x = O.

A série de Madaurin gerada por f costuma ser simplesmente chamada


série de Taylor de f

EXEMPLO I Encontrando urna scric de Taylor


Encontre a série de Taylor gerada por j{x) = 1/x em a = 2. Se a série
converge para 1/x, onde isso ocorre?
SOLUÇÃO Precisamos encontrar j{2), /(2), r(2),... Deri"ando,
obtemos

f(x) = x - ' /(2) = r' = t


f'(x) = - x- 2 /'(2) =- ~
2

J<"l(2) (- I)"
-~~-,- = 2"+ 1
124 Cálculo

A série de Taylor é
/"(2) tt•>(2)
/(2) + /'(2)(.r - 2) + - , (x - 2)2 + ··· + - -(x- 2)" + ···
2. /1,1

1 (x - 2) (.r - 2)1 , (x - 2)"


= - - 2
+ 3
- ... + (-I)' + ...
2 2 2 2"·'
Estaéumasériegeométricacom primeirotenno 1/2e ra1.ãor ==- (x- 2)/2.
Ela converge absolutamente para lx- 21 < 2, e sua soma é
1/2 I I
I + (x - 2)/2 = 2 + (x - 2} = x

Nesse exemplo, a série de Taylor gerada por j(x) = 1/x em a = 2 con·


vcrgc para 1/x para lx- 21 < 2 ou O< x < 4.

Polinômios de Taylor
A Unearização de uma função derivável f em um ponto a é o polinômio
de grau um dado por
l',(x) = j(a) + f(a)(x- a)

Na Seção 3.8, Volume I, usamos essa lineariza~ão para aproximar j(x) em


V11lores de xpróximos de a. &:f tiver derivadas de maior ordem em a, então ela
também terá aproxirnações polinomiais de ordem mais alta. uma para cada deri·
vada disponível. Esses polinômios são chamados de polinômios de Taylor def.

Definição Polinômio de Taylor de ordem 11


&jaf wna função com derivadas de ordem k para k = 1, 2•. .. , Nem algum
intervalo contendo a como um ponto interior. Então, para qualquer inteiro
n de Oa N, o polinômio de Taylor de ordem 11 gerado por f em x = a é o
polinômio
f"( a)
P.(x ) = f( a) + f'(a)(x - a ) + 2!' (x - a)2 + ···
(k)( } f tn!(a)
+ f- - a (x - a)k+ ···+ - - (x-a)"
k' nl

Fahllnos de um polinômio de Taylor de ordem "em vez de grau " porque


f• 1(a) pode ser zero. Os dois primeiros polinômios de Taylor dej(x) = cos x
em x = o. por exemplo, são 1'0 (x) = 1 e P,(x) = I. O polinômio de primeira
ordem tem grau zero. c não um.
Assim como a (jnearizaçàodef em x = a fornece a melhor a.prox.imação liJlear
def ao redor de a, os po~nõmios de Taylor de maior ordem forne<:emas melhores
aproximações polinomiais dos seus respectivos graus. (Veja o E.'<ercicio 32.)

EXEMPLO 2 Encontrando polinômios de Taylor paca e'


Encontre a série de Taylor e os polinômios de Taylor gerados por
j(x) =e' em x =O.
snow
Capitulo 11 Seqll~ncias e séries infinitas 125

sou;çAo Como
' ftx) • e', f(x) =e', • • • I f'''(x) = t',

ccmos
,AO) a t' = I, f(O) = I, .... f'•1(0) = I, ...
A série de Taylor gerada por f em x = Oé
rco>
/(0) + f(O)x + - - x 1 + ··· + - - x' + ···
J'•'co>
2! n!

x' x•
=l+x+ -2 +···+ -n! +···

= r"
.t-0
x"
k'.
Pela definição, essa também é a série de Maclaurin para e'. Na Seção 11 .9,
--~--~--~~--~---+X veremos que a série converge para tt paro todo x.
- 0,5 o o.s 1.0
O polinômio de Taylor de ordem 11 em x • Oé
fiGURA 11.12 O gr;llico dcftx) = e'
c sws polinômios de Taylor _.2 x•
PJ.x) = +x+ -2 + ··· + -n!
P,(x) • I +x
P,(x) = I + x + (x'/2!) Veja a Figura 11.1 2.
P,(x) = I + x + (x'/2!) + (x'/ 3!)
Note a proximidade dos gráficos perto do
centro x = O(Exemplo 2). EXEM 1'1.0 3 rncontrando polini>mios de Ta) lor para COH
Encontre a série c os poUoômios de Taylor gerados por j(.<) • cos x
emx = O.
SOI.UÇÁO O cosseno e suas deriwdas são
f(x) = cosx, f(x) = -sen x
f(x) = -cos x f "'(x) = scn x

f"''(x) = (- I )' cos x fl"'"1(x) = (-I)'' ' sen x


Em x = O. os cossenos são I c os senos, O. assim
f"' ' '(O) = (-!)' , f ll" '' (O) = O
A série do Taylor gerada por f em Oé

rco> , rco>
/(O) + f(O)x + -2!-x- + -3!-x' + ··· + ----x' + ···
t ·•co>
n!
xl x<4 x ln
= I + 0 · X -2!- + 0 · xl + -4! + ··· + (- ! )" - - + ···
(211)!
" ( - 1)1x"
= k (2k)!
Pela definição. essa também é a série de Maclaurln parn cos x. Na Seção
11.9, veremos que a série converge para cos x parn todo x.
Como f""· 11(0) = O, os polinômios de Taylor de ordem 2n c 211 + I
são idênticos:
x1 x4 x1•
P1,~x) = P1, .1(x) = I - 2! + 4! - ··· + (-I )" ( 211)!
126 Cálculo

A Figura 11.13 mostra quão bem esses polinômios apro.,imam fix) =


cos x perto x = O. Apenas as partes à direita do gráfico são dadas, pois os
gráficos são simétricos em relação ao eixo y.

FIGURA I L 13 Os polinômios
,J (- l).txlt
P,.(x) = k (2k)!
convergem para cos x quando tr --> <», Podemos deduzir o
comportamento arbitrariarnente distante de cos x conhecendo
somente os valores do cosseno e suas derivadas em x = O
(Exemplo 3).

EXEMPLO 4 Vma funçilof cuja série de Taylor converge para todo


x. mas convergt parõ\j(x) apenas em x ;; O
Pode-se mostrar (embora não facilmente) que
x=O
" .. o
A (Figuro 11.14) tem derivadas de todas as ordens em x = O e que
JW(O) = O para todo tr, Conseqüentemente, a série de Taylor gerada por
Jemx = Oé
/"(O) /">(o)
/(O) + /'(0).< + - ,- x' + '" + - -
, - .<" + ···
2• 11.

=0+0 ·x+O +···+0 ·x"+ ·x1


=0+0+···+0+···
A série converge paro todo x (sua soma é O), mas converge para fix)
apenas em x ~ O.

~--L-~--L~~-4~-~-~-~x
· ·• - .1 -2 _, o 2 .l 4
FIGURA I 1.14 O gráfico da extensão contínua de
y = e·""' é tão plano na origem que todas as suas derivadas
nesse ponto são zero (Exemplo 4).
Capitulo 11 Seqüências e séries infinitas 127

Duas qutslôes ainda permanecem:


1. Para quais va1ores de x podemos normah11ente esperar que uma série de
Taylor convirja para sua função geradora?
2. Com que precisão o polinômio de Taylor de uma função se aproxima da
função em dado intervalo?
As respostas serão dadas pelo teorema de Taylor na próxima seção.

Exercícios 11.8
Encontrando polinômios de Taylor 26. j(x) = xl (l - x), a = O

Nos exercícios 1-8, encontre os pollnômios de Taylor de 27. /(.<) =e', li = 2


ordens O, I, 2 e 3 gerados porf em a. 28. f(x) = 2', a = I
I. j(x) =In>; a = I 2. f(x) = ln (l + x), a =O
3. / (x) = 1/x. a = 2 4. f (x ) = ll(x + 2), a =O
Teoria e exemplos
5. f (x ) = scnx. a = 11/4 6. f(x) = cosx, a = 1114
7. / (x) = Yx, a = 4 8. f (x) = V x + 4. n=O 29. Use a série de laylor gerada por e' em x = a para mostrar que

e' = e" [I+ (.v - a) + (.r ;! a)' + ··· ]


Encontrando séries de Taylor em x =O
30. (Continuação do Exercício 29.) Encontre a série de Taylor
(séries de Maclaurin)
gerada por e' em x = I . Compare sua resposta com a
Encontre a série de Maclaurin para as funções nos exer- fónnula do Exerclcio 29.
cícios 9- 20.
31. Imagine que/(x) possui derivadas de ordem" em x = a.
Mostre que o polinômio de Taylor de ordem 11 e suas pri-
I
12.
I
....-:x meiras 11 derivadas têm os mesmos valorc,s que f e suas
li. I +X
primeiras n derivadas em x = a.
X
13. sen3x 14. sen2
32. Dentre todos os polinômios de grau s "• o polinômio
IS. 7 eos ( - .\ ) 16. 5 COS 1TX de Taylor de ordem 11 dá a melhor aproximação Supo-
e'f + e·• ex - e"'• nha que/(x) seja derivável em um intervalo centrado em
17. coshx = 2
18. scnlu =
2 x = a equeg(x) = b0 + b,(x - a)+ .. . + b, (x - a)" seja
19. x' - 2.r' - Sx + 4 20. (x + 1) 2 um polinômio de grnu " com coeficientes constantes
b0 , • • • , b,. Seja E(x) = /(x)- g(x). Mostre que, se impuser-
Encontrando séries de Taylor mos para g as condições
(a) E(a) = O ()cttt• d \·~J'W "~:h1\;J~ lut· :r\:toc:m .\" = (t..
Nos cxcrcfcios 21-28, encontre a série de Taylor gerada
. E(x) Ornoê-dc)prtti\'d qua.ndo
porfemx = n.
c~~"'l)..lrl~Jo ~(, - e~)".
(b) x~a
hm (x - n
1,. = O
21. /(x) = x'- 2x + 4, a = 2 então
22. /(.<) = 2x' + :f+ 3x- 8, n = I j(a ) ,
g (x) = !(a ) + /(a)(x - a ) + 2 ! ( x - a )-+
23. /(x) = x' +x' + l,a = -2
j l•l(a )
24. /(x) = 3x' - x' + 2x' + .<' - 2, " = - 1 + - - (x-a )"
u!
25. /(x) = I!X', a = I Portanto, o polinômio de Taylor P, (x) é o unico polinô·
mio degrau menor ou igual a ncujoerroézcrocmx = n
c desprezível quando comparado com (x - a)".
snow
128 Cálculo

Aproximações quadráticas (;o) a lincarização (polinômio de Taylor de ordem I) em x =O;


(b) a aproximação quadrática de f em x c O.
O polinômio de Taylor de ordem 2 gerado por uma fun- 33. /(.<) = In (cos.<) 34. j (x ) = e""'
ção j(x) duas ' 'ezes derivável em x = a é chamada aproxima- 35. /(.<) = 11 ~ 36. j(x) = co;;h .r
ção quadrática dtf em x = a. Nos exercícios 33- 38, encontre 37. /{.<) = senx

Convergência de séries de Taylor; estimativas de erro


Nesta seç.io, trataremos das duas questões que ficaram sem resposta na
Seção 11.8:
I. Quando uma série de Taylor converge para sua função geradora?

2. Com que precisão um polinômio de Taylor de uma função se aproxima da


função em dado intervalo?

Teorema de Taylor
Respondemos a essas duas questõe.s com o próximo teorema.

Teorema 22 1corema de T;oylor


Se f e suas primeiras 11 derivadasf, f", . ..,f"l são continuas no intervalo
fechado entre a e b, e.f"l for derivável no intervalo aberto entre a e b, então
existe wn número c entre a c b tal que
r<a>
f (b) = /(a) + f (a)(b- a ) + 2 ! (b- a)2 + ...
A>il(a) c•+ ll(c)
+ r_ __ (b - n)" + 1 (b- n)•• •
11! (n + l)!

O teorema de Taylor é uma generalização do teorema do valor médio (.Exerci-


cio 39). Há uma prova para o teorerna de Taylor no final deste capítulo.
Quando aplicamos o teorema de Taylor, normalmente desejamos manter o
valor de a fixo e tratar b conlo uma variável independente. A fónnula de Taylor
é mais fácil de ser empregada em situações como estas se trocarmos b por x. A
seguir apresentamos uma versão do teorema com essas modificações.

Fórmula de Tayl<>r
Sef tem dcri\oadas de todas as ordens em um intervalo aberto I contendo a,
então, para cada inteiro positivo n e para cada x em I
r ( a)
f(x) = / (a} + f( a)(x - a) + 2! (x - a)2 + ...

/ ("l(a)
+ -11!- (x - a)" + R,(x) (I)

onde
f• +t>(c)
R (x) = (x - a )"+l para algum c entre a ex. (Z)
" (n+l )!
Capitulo 11 Seqüências e séries infinitas 129

Quando enunciamos o teorema de Taylor dessa forma. ele nos diz que
para cada .'C e I.
j(x) = P,(x) + R. (x)
A função R,(x) é determinada pela derivadaf'"'Odeordem (11 +I) em um
ponto c que depende tanto de n quanto de x, c que está em algum ponto entre
eles. Para qualquer valor de 11 que quisermos. a equação nos fornece tanto
urna aproximação polinomial def daquela ordem quanto uma fórmula para o
erro envolvido na utílização daquela aproximação sobre o intervalo /.
A Equação (I) é denominada fórmula de Taylor. A função R,(x) é cha·
mada resto de ordem 11 ou termo do erro para a aproximação de f por P.(x)
sobre/. Se R.(x) ..... Oquando 11 ..... oo para todo x e /,dizemos que a série de
Taylor gerada por/em x =a converge para/em 1, e escrevemos
~ Jl'1(a) .
/(x) = ,~ k ! (x- n)'

Ê sempre possfvcl cslimar o valor de R, sem saber o ' -alor de c, conforme


ilustra o exemplo a seguir.

EXEIIH'LO I A série de ·.:,)·lor paro r' re\'ista


Mostre que a série de Taylor gerada por J!.x) = e' em x = Oconverge
paraj{x) para todo valor real de x.
SOLUÇÃO A função tem derivadas de todas as ordens no intervalo
I =(-"'· oc). As equaç<i<ls (I) e (2) comj(x) =e' e a= O resultam en1

x1 x" l)olinómm tio F.xem~~lo 2.


ex = I + x + 2! + .. · + iif + R.,(.<) S<Çlo li .8.

R,(x) ; e' x"+l para a.lgum c entre Oc x.


(t1 + I)!
Como e' é uma função crescente de x. tf está entre t! = 1 e eT. Quando
x é negativo, c também é e tf < I. Quando x é zero, e' ; I c R,(x) ; O.
Quando x é positivo, c também é c tf < e'. Assim,
lxJ"+I
IR.,(x)l :S quandox s O,
(11 + 1)1
e
r"+ I
IR.,(x)l <e" . quandox >O.
(n + I)!

Por fim, como

~m
x"•' =O para todox, Sl·,;m li, I
"~1(. (11 + I )!

·--
lim R11(x) = O, e a série converge para eTpara todo x. Assim,

~x' xz xk
e• = L. - = I +x+
. -2! +··· + -k! +··· (3)
i'=() k!
130 Cálculo

Estimando o resto
Freqüentemente é possível estimar o resto R,.(x) como fizemos no Exemplo 1.
Esse método de cstimaliva é tão conveniente que o consideramos um teorema
para referência r,ltura.

Teorema 23 '!Co rema c.ht estimõ~Liv<t: do rcs1o


Se existe uma constante positiva M tal que lf•••l (r) I:S M para todo t entre
a ex, inclusive, então o resto R,(x) no teorema de Taylor satisfará a desi·
gualdade

lx-ai"+'
IR.(x)l :s M ( IJ + I)'•

Se essas condições forem válidas para todo 11 e todas as outras condições do


teorema de Taylor forem satisfeitas porf, cnlllo a série convergjnl parafix).

Agora estamos preparados para analisar a1guns exemplos de como o tco·


rema da estimativa do resto e o teorema de Taylor podem ser usados juntos
para decidir questões de convergência. Como vocc verá, eles também podem
ser usados para determinar a precisão com a qual uma função é aproximada
por um dos seus polinômios de Taylor.

EXEMPl-O 2 A $érie de Taylor para sen x ex ; O


Mostre que a série de Taylor para sen x em x =O converge para todo x.
SOJ.UÇÃO A função e suas derivadas são
J(x) = sen x f (x ) = COS X

r (x) = -sen x r(x) = - cos x

portanto

A série tem apenas termos de ordem ímpar c, para n = 2k + I, o teo-


rema de Taylor dá
x' x' (-1 )•x>4>+t
senx = x - - + - - ... + + R1k,.1(x)
3! 5! (2k + I )!
Todas as derivadas de scn x t~·m valores absolutos menores ou iguais
a L. assim podemos aplicar o teorema da estimativa do resto com M = I
para obter
IXI2k+2
IRu,.,(x)l :s I· (2k + 2)!
Como (lxl"'''/(2k+ 2)!) - t Oquando k - t "' para qualquer que seja o
valor de x, R,.,,(x) _,O e a série de Maclaurin para sen x converge para
sen x para todo x. Assim,
® (-l)t x2k+t x' x' x'
senx = ~ ( Zk + I)! = x- 3! + 5!- 7! + ... (4)
Capitulo 11 Seqüências e séries infinitas 131

EXEI'>LPLO 3 A sérk de Taylor para cos x em.< = Orevista


Mostre que a série de Taylor para cos x em x = Oconverge para cos x
para todo valor de x.
SOLUÇÃO Adicionamos o resto ao polinômio de Taylor para cos x
no (Exemplo 3 da Seção 1!.8) para obter a fórmula de Taylor para
cos x com n = 2k:
....
··· + (-1)' - - + R21{x)
(2k)!

Como as derivadas do cosseno t~m valor absoluto menor ou igual a I,


o teorema da estimativa do resto com M = 1 dá

Jxf '"
JR,.{x)J s J. (2k + I)!

Para cada valor de x, R,.--'> Oquando k--+ eo . Portanto, a série converge


para cos x para todo valor de x. AssiJn,

(5)

EXEMPLO 4 Encomrando uma série de Ta)•lor por substituição


Encontre a série de Taylor para cos 2x em x = 0.
SOLUÇÃO Podemos encontrar a série de Taylor para cos 2x pela
substituição de 2x por x na série de Taylor para cos .r.
" {-1)'(2x)2k (2x)2 (2x)' (2x)6
cos 2.< =
k (2k)!
1- 2! + --;j~ - 6! +·· ·

r~wçãd (5)
com 2x no
lu1oootrJcx.
~ 2 2k 2:k
= k~ (- I)' (2:)!
A Equação (5) é válida para -"' < x < "'• implicando que é válida para
_.., < 2x < oc, assim a série re<:ém-criadaconvcrgc para todox. O Excrdcio45
explica por que a série é, na verdade, a série de Taylor para cos 2x.

EXEMPLO 5 Encontrando uma série delàylor por multiplicação


Encontre a série de Taylor para.< sen x em x = O.
SOLUÇÃO Podemos encontrar a série de Taylor para .< sen x pela
multiplicação da série de Taylor de sen x (Equação (4)) por x:

xscnx -- x ( x - -x~ x' x'


3! + -5! - -?! + ···
)

x" ."(6 xs
= xl - 3! + 5! - ?! + ...
A nova série converge para todo x porque a série para sen x converge para
todo x. O Exercício 45 cxpUc:a por que a série é a série de Taylor parax scn x.
SDQW
132 Cálculo

Erro de truncamento
A série de Taylor para et em x = Oconverge para e' para todo x, mas ainda
precisamos decidir quantos termos usar paro apro.'<imar e' de dado grau de
precisão. Obtemos essa informação do teorema da estimativa do resto.

EXE!\tllLO 6 Calculando o nún1croccom um erro mcnorqu..: lo~·

SOLUÇÃO Podemos usar o resultado do Exemplo I com x ~ I para


escrever
I I
e= 1 + I +F+ ··· +;;r+ R,.( I)

com

R.(l) =c' (11 I


+ I )!
par.tnlgumt·cntrcOc: 1.

Para o propósito deste exemplo, consideramos que sabemos que e< 3.


ConseqüentementeJ esta anos certos de que
I 3
(n + I)! < R,.( l ) < (n + I)!

porque I <e'< 3 para O < c< I.


Pela experimentação. descobrimos que 1/9! > 10"', ao passo que 3/10! <
Jo-•. Desse modo, devemos tomar (n + 1) como no rnJnimo 10 ou u como
no mínimo 9. Com um erro menor que 10'""',

+ ;, .. 2,718282

EXEMPLO 7 Para quais valores de x podemos substituir scn x por


x- (.<'/3!) com um erro <Jue não ultrapasse 3 x I O '1

SOLUÇÃO Aqui podemos tirar vantagem do fato de a série de


Taylor para sen x ser uma série alternada para todo valor de x diferente
de zero. De acordo com o teorema da estimativa das séries alternadas
(Seção 11.6), o erro no truncamento

xl ! x!>
senx = x - 3T ; + 5i -
depois de (x'/3!) não é maior que

1~:1 = ~~~~~
Portanto, o erro será menor ou igtoal a 3 x I o·•se

1x1' < 3 X lO -• ou 1x1 < V'360 X 10.... ~ O,SI 4 ;-\rrcllondadop:.r.l


120 mcnt)~ por ~gurant;.l

O teorema da estimativa de séric,s alternadas nos diz algo que o teore ..


ma da estimativa do rtsto não di7...: que a estimativa x- (.xl/3!) para sen x é
uma subcstimativa qua.ndo x é positivo porque então x'/120 é positivo.
Capitulo 11 Seqüências e séries infinitas 133

A Figuro 11.15 mostra o gráfico de sen x, juntamente com os gráficos de


alguns de seus poünórn.ios aproximadores de Taylor. O gráfico de P,(x) =
x - (x'/3!) é quase indistinguível do gráfico da cur\'a seno quando -I :S x :S I.
y

FIGURA 11.15 Os polinômios


n (-1)•xll'*l
p,_,,(x) : k (2k + I)!
convergem paro sen x quando"~ oo, Obser\'C quão próximo P3(x) chega
da cur"a seno paro x < I (Exemplo 7).

Você pode estar se perguntando como a estimativa dada pelo teorema


da estimativa do resto se compara ao que acabamos de obter com o teore~
ma de estimativa de séries alternadas. Se escrevemos

senx = x- x' +
3! R3

então o teorema da estimativa do erro nos dá

JxJ' fxJ'
JR,J s I , 4! = 24
que não é tão bom. Masscrcconhccemosquex- (A'/3!) = O+x+Ox' -(x'/3!) +
Ox' é o polinômio de Taylor tanto de ordem 4 quanto de ordem 3, então

senx = x-
x' + O + R.
3!
e o teorema da estimativa do resto com iW = Lnos dá

Foi isso que conseguimos com a teoria das estimativas das séries a1ternadas.

Combinando séries de Taylor


Na inlerscção dos seus in tenra]os de convergência, as séries de Taylor po·
dcm ser somadas, subtraídas e multiplicadas por constantes c potências de x,
e os resultados são novamente séries de Taylor. A série de Taylor parojlx) +
g(x) é a soma da série de Taylor para j(x) c a série de Taylor para g(x) porque
a ll·c!sima derivada de f+ g é j i,>J + ff'1 e assim por diante. Podemos obter a
série de Taylor para (I + cos 2x)/2 adicionando I à série de Taylor paracos 2xe
di,;dindo os resultados combinados por 2, e a série de Taylor para sen x + cos x
é a soma termo a termo da série de Taylor para sen .'(ecos x.
134 Cálculo

Identidade de Euler
Como vocc! deve se lembrar) um mímero con~.E_!exo é um núme(O na for·
ma a + bi, onde a e b s..io números reais e i = v.::-T. Se substituirmos X = iO
(0 real) na série de Taylor para e' c ulilizarmos as relações

jS :::j"i=i

e assim por diante, para simplificar o resultado, temos:


;o ;'O' ;'o'
e'o = I + I! + 2! + 3! + 4! + 5! + 6! +
;•IY' ;'o' ;6/f

= (1 - ~ + ~; - ~ + ···) + ;(o- ~ + ~; - ...)


=cosO+ isenO
Isso não prova que e" = cos O + i sen O, já que ainda não definimos o que
significa elevar e a uma potência imaginária. O que acab"tmos
.. de ver nos diz como
definir e" de forma a manler a consislclncia com as ou Iras coisas que já sabemos.

Definição
Para qualquer número real O, e"= cos Q + i scn O. (6)

A Equaç.'lo (6), chamada idenlidade de Euler, nos pcrmilc definir ~""


como~ · e111 para qualquer nluncro complexo a + bi. Uma das conscqliências
da idenlidadc dessa equação é

Quando escrita na forma e'"+ I = O. essa equação combina cinco das mais
importantes constantes da matemática.

Uma prova do teorema de Taylor


Provamos o 1eorema de Taylor assumindo que a < b. A prova para a > b
é quase a mesma.
O polinômio de Taylor
f"( a)
P,.(x) = /(11) + f'(ll)(x- a) + 2'!" (x- 11)2 +

c suas n primeiras dcdvadas combjnam com a função f e suas 11 primeiras


derivadas em x = 11. Não ahcmmos csS.t'\ combinação se acrescentarmos outro
lermo na forma K(x- a)"', onde K é qualquer conslanle; já que 1an1o esse ler·
mo quanto suas 11 deriv-adas inic.iais são iguais a Oem x = a. A nova função
</>,.(x) = P,(x) + K(x - a)"'
e suas 11 derivadas iniciais ainda concordam corn f e suas primeiras n deriva-
das emx =a.
Agor'd, escolhemos o valor especifico de K que tàza curvay = <f>,(x) com-
binar com a curva original y = j(x) em x = b. Simbolizando,

K = ,;..;
f(...;.
b)_- _P..;;c.
.,(.,.:-
b)
j(b) = P.,(b) + K(b - a) ..1 ou (7)
(b - a)"•'
Capítulo 11 Seqüências e séries infinitas 135

Com K definido pela Equação (7), a função


F(x) = j(x) - </>,(x)
mede a diferença entre a função original f e a função aproximadora <1>. para
cada x em (a, b].
Agora, usamos o teorema de Rolle (Seção 4.2, Volume I). Primeiro, como
F( a) = F(b) = Oe ambas F e F' são contínuas em (a, b], sabemos que
F'(c1) = O para algum c, em (a, b)
Em seguida, como F'(a) = F'(c,) = Oe tanto F' quanto F" são contínuas
em (a, c,]. sabemos que
F"(c,) = O para algum c, em (a, c,)
O Teorema de Rolle, aplicado sucessivamente a F' e F"', ..., f"'"41) implica
a existência de
c, em (a, c,) tal que F"'(c,) =O
c, em (a, c,) tal que f<'1(c,) =O

c, tal que J"'l(c.J = O


Por fim, corno P"' é contínua em (rt, c,J e derivávcl em (a, c,), e P•1(a) =
P"'(c,) = O, o teorema de Rolle implica que existe um nt'1mcro '"·• em (a. c) tal que
J"'•ll(c,.,l =O (8)
Se derivannos F(x) = j(x)- P. (x)- K(x- a)"' um total de 11 + I vczcs. obtemo.
P''''(x) = f'" ''(x) - O- (11 + I)!K (9)
juntas, as equações (8) e (9) nos dão
j <••'>(c) •
K = (li + )! para algum numero c = c,,, em (a, b) (lO)
1

As equações (7) e (lO) nos dão

j (b) = P (b) +
! <•••>(c)
(b - a)'" 1
• (11 + 1)!
Com isso. concluímos a prova.

Exercícios 11.9
Séries de Taylor por substitl1ição Mais séries de Taylor
Use substituição (como no Exemplo 4) para encontrar a Encontre as séries de Taylor em x = Opara as funções dos
série de Taylor em x = Odas funções nos exerdcios 1-6. exercícios 7-18.
x2
8. .t' 2 SCll .\' 9. T - I + cos.<
1. c"''" 3. 5 sen(-.r)
.\'3
4. scn ( T
"-') 5. cos y;-:;:-j 6. cos (x"'rv'i) IO. scnx - x + 3! 11 . .t'COS 'f1.'C 12. x' cos (x2)
136 Cálculo

13. cos' x (Sugesl<lo: cos' x =(I + cos2x)/2.) 30. (a) Use a série de Taylor para cos x e o teorema da esti·
mativa de séries alternadas para mostrar que
14. sen' x 15. _x'2x 16. x ln( I + 2x)
1 ! _ x2 < I - COSX <! .. O
2 24 x' 2' X
2
17. ( 1 - x)' 18. ( 1 - xJ' (Esta é a desigualdade do Exercício 52, Seção 2.2,
Volume 1.)
Estimativas de erros (b) Faça o gráfico dej(x) = (I- cos x)lx' juntamente
O com o das funções y = ( 1/2} - (x'/24) c y = 112 para
19. Aproximadamente, para quais valores de x você pode - 9 s x s 9. Comente a relação entre os dois gráficos.
substindr sen x por x - (.~ /6) com um erro cuja magnitude
não seja superior a 5 x 10_.? Justifique a sua resposta.
Encontrando e identificando séries de
20. Se cos x for substituído por I - (x'/2) c lxl < 0,5, qual esti-
mativa poderá ser feita do erro> I - (x'/2} tende a ser muito Maclaurin
grande ou muito pequeno? justifique a sua resposta. Lembre-se de que série de Madaurin é simplesmente ou-
21. Quão precisa é a aproximação sen x = xquando lxl < lO"' ? tro nome para a série de Taylor em x = O. Cada uma das séries
nos exercícios 31-34 representa o valor da série de Maclaurin
Para quais desses valores de x ocorrerá de x < sen x?
da função j(x) em algum ponto. Qual é a função e qual é o
22. A cstin>ativa ~ = 1 + (.<12) é usada quando x é ponto? Qual é a soma da série?
pequeno. Estime o erro quando lxl < 0,0 I. - (0,1)' (0,1)' - ... (-1}'(0,1)....1 •••
31 . (o' l) 3! + 5! + (2k + I)! +
23. A aproximação e<= I +x + (x'12)éusadaquandoxépc·
queno. Use o teorema da estimativa do resto para estimar .,.., 7r" (-l}'(w)"
o erro qua.ndo lxl < O, I. 32. I - - 2 - - + - - - - ··· + + ···
4 • 2! 4' . 4! 4" . (2k!)
24. ( Colllinuaçtio do éxerdcio 23.) Quando x < O, a sé- 7r 7rl 'TrS (-1 ) t .,-lM
33. - - - - + - - - ... + + ...
rie para e' é uma série alternada. Use o teorema da es~ 3 3' · 3 35 • 5 3z.t' 1(2k + I)
timativn de séries alternadas para estimar o erro que 7T l 1T J 7Tk
resulta da substítuição de e' por I + x + (.>:'/2) quando 3·1. 11-2+ 3 -··· +( -lj>· ' t + ···
- 0,1 < x < O. Compare a sua estimativa com a que você 35. Multiplique a série de Madaurin para i' c scn x junto
obteve no Exercício 23. para encontrar os cinco primeiros termos de Maclaurin
25. Estime o erro na aproximação senh x ~ x + (x'/3!) quan- diferentes de zero para ~ sen x.
do lxl < 0,5. (Sugesltlo: Use R.,. não R,.) 36. Multiplique a série de Maclaurin para e' e cos x junto
26. Quando O:s h :s 0,01, mostre que e' pode ser substituído para encontrar os cinco primeiros termos de Madaurin
por I + h com um erro cuja magnitude não ultrapassa diferentes de zero para eT: cos x.
0,6% de iz. Use e"''= 1,01. 37. Use a identidade sen' x = (I - cos 2.<)12 para obter a
27. Para quais valores positivos de x voei pode substituir série de Maclaurin para sen 2 x. Então) der·ive a série para
In (I + x) por x com um erro que não ultrapasse I% do chegar à série de Maclaurin para 2 scn x cos x. Verifique
valor de .t? se esta é a série para sen 2x.

28. Você planeja estimar w/4 pela determinação da série de 38. (Couliuuação do Exercício 37.) Use a identidade cos' x =
Maclaurin para tg- x em x = 1. Use o teorema da estima·
1 cos 2x + senl x para obter a série de poténcias para cos2 x.
tiva de séries alternadas para determinar quantos termos
da série voei tem de adicionar para ter certeza de que a
estimativa tem precisão de duas casas decimais.
Teoria e exemplos
39. Teorema de Taylor c teorema do valor médio Explique
29. (a) Use a série de Taylor para sen x c o teorema da esti-
como o teorema do valor médio (Seção 4.2, Teorema 4) é
mativa de séries alternadas para mostrar que
um caso especial do teorema de ·r."lylor.
1- ~ <se;x < l, x ,. O -10. Linearlzações nos pontos de inflexão Mostre que, se o
(b) Faça o gráfico de j(x) = (sen x)lx juntamente com o gráfico de uma função ft.x) duas vezes derivável tem um
O das funções y = I - (x'/6) e y =I para -5 s x s 5. ponto de inflexão em x = a, então a lineariza~io de f em
Comente a relação entre os dois gráficos. x = a também é a aproximação quadrática def em x = a.
Capitulo 11 Seqüências e séries infinitas 137

Isso explica por que retas tangentes se ajustam tão Mm próprias séries de Taylor geradas pelas funções que elas
nos pontos de inflexão. representam.
41 . O (segundo) teste da derivada segunda Use a equação 46. Séries de Taylor para funções pares e funções ímpares
f'(c, ) (Continuação do Exerclcio 45 da Seçtlo 11.7.) Suponha
f(x) = /(a) + f (a)(x - a) + - - (x - a)'
2 que j{x) r:.o~,x" convirja para todo X em Ulll intervalo
para provar o teste a seg·uir. aberto (-c, c).
(a) Mostre que, se f é par, então a 1 = a,= a,= ... = O;
Seja f uma fun~'\o com derivadas primeira c segunda
contínuas c suponha qucf(a) = O. Então, isto é, a série paraf em x =O contém somente potên·
cias pares de x.
(-a} f tem um máximo local em a sej :S Oem um inter·
(b) Mostre que, se f é ímpar, então a0 = a, = a, = ... O;
valo cujo interior contém a;
isto é, a série paraf em x = Ocontêm somente potên-
(b) f tem um mínimo local em a se r 2: oem um inter· cias írnpares de x.
valo cujo interior contém a.
47. Polinômios de Taylor de funções periódicas
f (x) = f (a) + f (a)(x - a) + -f'(o,)
2
'
- (x - a)·
(a) Mostre que toda função periódica continua./(x), - oo <
42. Uma aproximação cúbica Use a fórmula de Taylor x <OI; , é de magnitude limitada provando que existe
com a = O e u = 3 para encontrar a aproximação cú· uma constante positiva M tal que l!lxll s M para
bica padrão de /(x) = 1/{1 - x) em x = O. Dê um li· todox.
mitante superior para o erro na aproximação quando (h) Mostre que o gráfico de todo polinômio de Taylor
lxl s O, I. de grau positivo gerado por /(x) = cos x se afasta do
43. (a) Use a fórmula de Taylor com 11 = 2 para encontrar a gráfico de cos x à medida que lxl aumenta. Você
aproximação quadrática de /(x) = ( I + x)' em x = O pode ver isso na Figura 11.13. Os polinômios de
(k é constante). Taylor de scn x se comportam de maneira similar
(Figura 11.15).
(b) Se k = 3. para aproximadamente quais valores de x
no intervalo lO. li o erro da aproximação quadrática D· (a) Faça o gráfico das curvas y = (113) - (x')/5 c y =
será menor que 1/100? (x- tg·' x)lx' juntamente com o da reta y = 1/3.

44. Aperfeiçoando aproximações para 1T (b) Use uma série de Madaurin para explicar o que você
vê. Qual é
(a) Seja Puma aproximação de TT precisa até 11 casas de·
, X- tg · I X 'l
cimais. Mostre que P + sen P dá uma aproximação Inn -·' .
correta até 311 casas decimais. (Sugesttlo: Considere -· X'
que P = r. + x .)
O (b) Tente fazer isso com uma calculadora. Identidade de Euler
45. A série de Maclaurin gerada por j(x) = :E:••a.x"
é 4!1. Use a Equação (6) para escrever as potências dec a seguir
L:dl a,.~ Urna função definida pela $érie de potên· na forma a+ bi.
cias r:..o
a, X' com raio de convergência c > o possui (a) e•• (b) e'•"
uma série de Taylor que converge para a função em to~
50. Use a Equação (6) para mostrar que
dos os pontos de (-c, c). Mostre que isso é verdade de·
monstrando que a série de Taylor gerada pela função cif + e ~if e1e _ c ·iD
j(x) = r:..o
a.,x" é a própria série r:co
a,.x". cosO= 2 e senO= Zi
Uma conseqüência imediata disso é que séries COJllO
51 . Defina as equações do Exercício 50 por meio da combi·
x senx = .~ - ;; + ~ - ~ + ·· nação da série formal de Taylor para e'' e e·•.
52. Mostre que
(a) cosh iO = cosO (b) senh iO =i senO
.~e' = x' + x' + ~ + ~ + · · · 53. Multiplicando a série de Taylor para e' e sen x, encontre
obtidas pela multiplicação de séries de Taylor por po· os termos de.ssas sêries até r . Essa é a parte imaginária
têndas de x. assim como séries obtidas pela integração da série para
e derivação de séries de potências convergentes, são as cT: , e'l = e-(1.. /)x
138 Cálculo

Use essa informação para verificar sua resposta. Para quais (a) Para quais valores de x a função pode ser substituída
valores de .ta série para e' scn x deveria convcrgi.r? por aproximação com um erro menol' que l o...z?

54. Quando n c b são reais, definimos e'-·~~ com a equação (b) Qual é o erro máx.imo que poderemos esperar se
trocarmos a função por aproxin>ação no intervalo
tf.' ' •>x = é" · !!!h = .,.~ (cos bx + i sen bx) especificado?
Derive o lado direito da equação para mostrar que Usando um SAC, execute os seguintes passos para ajudar
nas respostas dos itens (a) e (b) paraas funções e os intervalos
.!L.e Cn + ib).r = (tr + ib)e(tJ +ICo)x nos exerdcios 57- 62.
dx
Passo 1: Faça o gráfico da função no intervalo especificado.
Assim, a já conhecida regra (d!dx )e'> = ke" será verda- !'asso 2: Encontre os polinômios de Taylor P,(x), P,(x} e P,(x}
deira tanto para k complexo quanto para k real. emx = O.
55. Use a definição de d" para mostrar que para quaisquer Passo 3: Calcule a derivadaf("'' (c) de ordem (" + I) associada
ao resto para cada polinômio de Taylor. Faça o gráfico da
números reais o. o, e ol.
dcri,•ada como uma função de c no intervalo especificado c
(:.) e;••e"' = e«•··•,>, (b) r" = I/e;• estime seu máximo valor absoluto M.
56. Dois números complexos n + ih c c + id são iguais se c !'asso 4: Calcule o resto R. (x) para cad.• polinôn1io. Usando
somente se a -= c e b = d. Com base nisso, determine o Nf estimado no passo 3 no lub'<l.r de f''11 n(c), represente
graficamente R"(x) no intervalo especificado. Então estime os
je 4 ( cosbxdx c j e'"scnbxtlx
valores de .<que respondem à questão (a).
a partir de !'asso 5: Compare seu erro estimado com o erro real c,(x) =
(
f .)
e d+-• • dx = ll - ib ej'~ ,~
....~-...
..
+C IJ\x) - P.(.<)l representando graficamente E,(x) no intervalo
nl + bl especificado. Isso ajudará a responder à que,stão (b).
onde C = C1 + iC1 é uma constante de integração complexa. Passo 6: Faça os gráficos da f11nção c de suas três aproxima-
ções de Taylor juntos. Discuta os gráficos em relação às infor-
maç&s obtidas nos passos 4 e 5.
USANDO O COMPUTADOR 57. f (x) = ~'
l+x
1.<1 :S *
Aproximações lineares, quadráticas e
cúbicas
58. / (x) = ( I+ x)"", -t S .< S 2

59. f (x} = -x,. lxl s 2


A fórmula de Taylor com 11 = I c n = O fornece a lincari- X + I
zação de uma função em x = O. Com u = 2 e n = 3. obtemos 60. f(x) = (cosx)(sen2x), lxl :S 2
as aproximações quadráticas e cúbicas padr.\o. Nesses exercí- 61 . f (x) = e"' cos2.\; lxl s I
cios, exploraremos os erros associados corn e.ssas aproxima· 62. / (x) = e•" scn2<, lxl s 2
çõcs. Procuramos por respostas para duas perguntas:

Aplicações das séries de potências


Esta seção apresenta a série binomial para estimativ:;t de pot~ncias c raízes
c mostra como as séries podem ser cventuahn.entc utilizadas para aproximar
a solução de um problema de valor inicial. para avaliar integrais nâo-elemen·
tares e limites que levam a formas indeterminadas. Apresentamos uma deri-
vação completa das séries de Taylor para tg~ 1 x e concluímos com uma tabela
de rcfCrênda das séries mais freqüentes.
Séries binomiais para potências e raízes
A série de Taylor gerada porj{x) = (I + x)•, quando m é constante, é

m(m - I ) 2 ~~~~~~ - l )(m - 2) $


L + mx + 2! ,'( + 3! X + · ··

11~111- l )(m - 2) .. . (m - k + 1) • (1)


+ k! .<+· ...
Capítulo 11 Seqüências e séries infinitas 139

Essa série, chamada série binomial. converge absolutamente para lxl < I.
Para derivarmos a série, primeiro listamos a função c suas derivadas:
j{x) : (I+ x)~

f(x) : m(l + x)"'"'


f'(x) : 111(111- 1)(1 + x)• ·•
j(x) : 111(111- l )(111- 2)( I+ x)~->

fl''(x) ; 111(111 - 1)(111 - 2) ··· (111 - k + 1)(1 + x)~·•


Então as determinamos em x = Oc subsHtuimos esses vaJores na fórmula
da série de Taylor para obter a série binomial (1).
Se m é um inteiro maior ou igual a zero, a série p<íra depois de (m +I)
termos, porque os coeficientes a partir de k = m + 1 são zero.
Se m não é um inteiro positivo ou zero. a série é infinita e converge para
lxl < I. Para saber por que, considere 111 o termo envolvendo x". Então aplique
o teste da ro7.•i. o para convergência absoluta p..'lra ver que

1 "~:' 1 =I;; txj-.. lxl àmedidaquek-. oo.


Nossa dedução da fórmula para a série binomial mostra apenas que ela é
gerada por (I + x)m e converge para 1-'1 < I. A dedução não mostra que a série
converge para (I + x)"'. Ela o faz, mas vamos presusnir isso sern prova.

Série binomial
Para - I < x < 1,

(I + x)"' = I + L
4
k• l
('k") x'
onde definimos

("') =
1 t14
"') _ m(m - I)
(2 - 2!
e
m(m- l )(m- 2) · ·· (m- k + 1)
k! parak <o 3

EXEMl' LO 1 Usando a sco·ic binomiru


Sem= - I.

(-1)2 -- -1(-2! 2) -
- 1'
e
- 1) - 1( - 2)( - 3) . .. (- 1 - k + 1) k (k!) k
( k = k' = (- 1) -k, =( - 1)
. .
Com esses valores para os coeficientes c substituindo x por -x, a fór-
mula da série binomial fornece a conhecida série geométrica
~

(1 + x)" ' = + :E ( -1 )'x '


k=l

= - x + .< 2 - x' + ·· · + (- l)'x' + ·· ·


140 Cálculo

EXF.MPLO 2 Usando a séri~ binominol


Pela ~ão 3.10, Volume I, Exemplo I, sabemos que ví+"X -
+ (x/2) para lxl pequeno. Com m = 1/2, a série binomial dá aproxima-
ções quadráticas e de maior ordem. juntamente com estimativas de erro
obtidas corno teorema da estimativa de série-s alternadas:

(I + x) 112 = I
X
+2+
(t)(-t), G)(-t)(-n ~
2! X + 3! X

+ (t)(-t)tt)(-i) 4
4! X +

A substituição de.< dá ainda outras aproximações. Por exemplo,


2 1
ví'="7 .. I -
x
2 - 8x' para lx'l pequeno

'ljr.-I
' - x '" I - 2l.< - Sx' I'' .
I para XI pequeno, ISto é, lxl grande.

Soluções na forma de séries para equações d iferen-


ciais e problemas de valor inicial
Quando não conseguimos encontrar uma expressão relativamente sim·
pies para a solução de um problema de valor inicial ou equação diferencial,
tentamos obter informações sobre a solução de outras maneiras. Uma delas
é tentar encontrar uma representação de séries de potências para a solução.
Se conseguimos, temos imediatamente uma fonte de aproximações polino·
miais- da solução. que pode ser tudo de que realmente precisamos. O primei·
ro exemplo (Exemplo 3) trata de uma equação difcrencial línear de primeira
ordem que poderia ser resolvida com os métodos da Seção 9.2, Volume L O
exemplo mostra como, sem saber disso, podemos resolver a equação com sé-
ries de potências. O segundo exemplo (Exemplo 4) trata de uma equação que
não pode ser resolvida analiticamente com os métodos anteriores.

EXf.Ml'LO 3 Solução na forma de série para um problema de valor


inicial
Resolva o problema de valor inicial
y-y=x, y(O) = I

SOLUÇAO !'resumimos que exista uma solução da forma


(2}
Nosso objetivo é encontrar vaJores para os coeficientes a... que façam
que a série e sua derivada pri.mcirn
y• = llt + 2tlzX + 3a3x1 + ··· + 11li11 X n-1 + ... (3}
SDQW
Capítulo 11 Seqüências e séries infinitas 141

satisfaçam a equação diferencial dada e a condição inicial. A série 1- y é


a diferença entre as séries naHquações (I) e (2):
y' - y = (a 1 - a 0 ) + (2a 2 - a 1 )x + (3a, - a2 )x1 +
,._,
+ {IJa11 - lln- I )X + ''' · (4)
Se y satisfaz a equação/- y = x, a série na Equação (4) dc,·e ser igualax. Uma
vez que as representações de séries de potências s.~o únic.:1S (E.xcrdcio 45 na
Seção 11.7), oscoeficientes na Equação (4) devem satisfazer as equações
a 1 - a0 =O
2a1 - a1 = 1
3a, - a,= O

alt -alt• l =O C.:odidc:ntc.s de-.\11 1


Também podemos verificar, pela Equação (2), que y = a0 quando x = O, de


modo que a0 = 1(sendo esta a condtção inicial). Juntando tudo is~ temos

•• = I. a, = -l +2- a, =-I +2- I =22


liJ =
a, = 372
3
2 2
= 3!, ... , -~-1.
a,e- ,, - n.t' ···

Fazendo a substituição por esses valores de coeficientes na equação


para y (Equação (2)), lemos
xl x-3 x"
Y = I +x+2· -2! +2· '-
3!
+ .. · +2· - +
n!

= + x + 2 (x'2! + x'3! + · ·· + x" + · ··)


n!

= I + x + 2(<-' - I - x) = 2c·• - I - x
A solução do problema de valor inicial é y = 2e'- I - x.
Verificando, temos que
y(O) = U' - l -O = 2 - I = I
e
y'- y = (2c' - I) - (2e'- I - x) = X

~XF.MPLO 4 Resolvendo uma equação difcrCJ\cial


Encontre uma solução na forma de série de potências para
;" +X'y= o (5)
SOLUÇÃO Consideramos que existe uma solução na forma
y=a +ax+n.J2 ... + ax"+ ··· (6)
o ' ~ "
c descobrimos quais devem ser os coeficientes nk para fazer que a sêric e
sua derivada segunda
y• = 2a, + 3 · 2a)x + ... + n(11- l)anxn-z + ... (7)
142 Cálculo

satisfaçam a Equação (5). A série para x'y é x' multiplicada pelo lado di·
reito da Equação (6):
• = "ri'"
.ry - · + n1x' + <rr..A + ··· + <l,;"~JO +l + ··· (8)

A série para y" + :i'y é a soma das séries nas equações (7) c (8):
y• + x 1y = 2a2 + 6a, x + (12a, + a0 )x1 + (20as + a 1)x'
+ .. · + (11(11 - I )a, + a,_,)x"-' + ···. (9)

Observe que o coeficiente de X'"' na Equação (8) é a,_.. Se y e sua de·


rivada segunda y" satisfazem a Equação (5), os coeficientes das potências
individuais de x no lado direito da Equação (9) devem ser todos zero:
2a, = O, 6a, =0, 12a4 + a, = O, 20a, + a,= O (10)
c para todo 11 2: 4,
"(11 - 1) a"+ a11 --4 =O (11)

Podemos verificar pela Equação (6) que


a,= y(O), a,= f(O)
Em outras palavras.. os dois primeiros coeficientes da série são os valores
de y c f em x = O. As cq11açõcs (lO) c a fórmula recursiva na Equação ( I L)
nos permitem dcte.rminnr todos os outros coeficientes em termos de a0 c n1•
As duas primeiras das equações de (I O) dão

a,= O
A Equação (l i ) mostra que, se a"... = O. então a, = O; assim concluí·
mos que
a6 = 0, a1 = 0, a 10 = 0, a 11 = 0
e, sempre que ti = 4k + 2 ou 4k + 3, a, é zero. Pa.ra os outros coeficientes,
temos
- a, __.
11(11- I )
de modo que
-a4 ao
a8 -- - --
8·7 - 3·4·7·8
- as - ao
• n = ~ = 3·4·7·8·11·12
e

-a9 - a.
•u =~= 4·5·8·9·12·13
A resposta é mais bem expressa como a soma de duas séries separadas,
uma multiplicada por n0 e a outra por at:

Y = ao (I - L 3· 4
+ ~
3 · 4·7 · 8
- x"
3·4·7·8 ·11 ·12
+ ...)

X$ X~ XI') )
+ <IJ ( X - M + 4 • 5 · 8 · 9 - 4 • 5 • 8 ' 9 ' 12' 13 + ...
Ambas as séries convergem absolutamente para todo x, como é visto
principalmente com o teste da razão.
Capítulo 11 Seqüências e séries infinitas 143

Calculando integrais não-elementares


As séries de Taylor podem ser usadas para expressar integrais não-ele·
mcntarcs em termos de séries. Integrais como f sen x' dx aparecem no estudo
da difração da luz.

EXEMPLO 5 Expresse f scn .,~ rlx como uma série de potências


SOLUÇÃO A partir da série para sen x obtemos

Portanto,

f senx2 dx = C + 3x' -

EXEMPLO 6 Estimando uma intc'gral definida


Calcule fo sen x ! dx com um erro menor que 0,00 l.
1

SOJ.UÇÃO A partir da integral iJ1definida do Exemplo 5,

1
1
, I I I I I
senx·dx=3 - 7·3! + 11·5! - 15·7! + 19·9! -
0

A série se a.lterna c, por testes, dcscobrimM que

I
IN! .. 0,00076

é o primeiro termo numericamente inferior a 0.001. A soma dos dois ter·


mos antecedentes nos dá

l 1

senx' dx "'t- 4~ "' 0,310


Com mais dois termos podemos estimar

1 1
scn x' dx "' 0,310268
com um erro menor que I0-4. Com somente mais um termo além desses,
temos

1
1
senx1 dx "'3I - 42
I I
+ il2õ - _
I I
+ _ _ "' 0,310268303
75 600 6 894 720

com um erro de aproxilnadamente 1,08 x tO...t. Garantir essa precisão com


a fórmulo de erro para a regra trapezoidol exigiria que cerca de 8.000 su-
bintervalos fossem utilizados.

Arco tangentes
No Exemplo 5 da Seção 11.7, encontramos uma série para tg"1 x pela de·
rivação e chegamos a
.!!... tg- 1 x = - -1- 1 = I - x l + x·• - x6 + · ··
dx I +x
144 Cálculo

Pela integração, obtivemos


xl .Ys x1
tg-1 X = X- 3 +5 - 7 +
Contudo, não provamos o teorema da integração termo a termo do qual
depende essa conclusão. Agora. derivaremos a série novamente integrando
ambos os lados da fórmula finita
1 ( I)"'"' I2""
- -- = 1 - 12 + 14 - 16 + ... + (- 1)"1 2" + - (12)
1 + t2 1 + 12
na qual o último termo surge da adição dos termos restantes como uma série
geométrica cujo primeiro termo é a-= (- ll"' 1 ~" · 1 e raio r= - 1:. Integrando
ambos os lados da Equação (12) de I= Oai = x nos dá
- x3 xs x' xln+l
tg I X= X - 3 + 5 -7 + ... + (-I)" 2n + I + R.,(x)

onde

R.,(x) =
i x (- 1)•+I 12•+2

O denominador do integrando é maior ou igual 1; portanto,


I + I2
dl

R,(.<) s
i•
x
12" +2
X 2rl+3
dl = ,...--.,...-.,.
211 + 3
Se Jxj :S I, o lado direito dessa desigualdade se aproxima de zero à medida que
n--> ""·Assim sendo,lim_. R. (x) =O se Jxl s I e

~ (-l)"x2"'"'
tg-l X = I. -'..,.:.!..-':'-.,...-, X S l
'*•O 2u + l •

X :S 1 (13)

Tomamos esse caminho, em vez de encontrar diretamente a série de Taylor,


porque as fórmulas para derivadas de ordem mais alta de t!f 1 x são in tratáveis.
Quando igualamos x a 1 na Equação ( 13), chegamos à fórmula de Lcibniz:
-rr I 1 1 1 (- 1)"
-= 1- - + - - - + - -···+ +···
4 3 5 7 9 2n + I
Como a série converge muito lentamente, ela não é usada na aproximação de
1r a com muitas casas dccimajs. A série para tg"'1 x converge muito mais rap.ida·
mente quando xcstá próx.imo de t..ero. Por essa ra71io, as pessoas que usam a séri.c
para tg"' x paro calcular.,. empregam diversas identidades trigonométricas.
Por exemplo, se

a = tg- 1 l2 c fJ = tg-•l
3

tga + tg{J ! +!
tg (a + {J) = 1- tga tg{J = - - = = tg;
1- k
c
2!.
4 -
- a+ fJ = tg-•l2 + 1g-d.3
Agora a Equação (13) pode ser usada com x = 1/2 paracalculartjf1 (112) e
com x = 1/3 para se chegar a t!f' (1/3). A soma desses resultados multiplicada
por 4 nos dá -rr.
SDQW
Capítulo 11 Seqüências e séries infinitas 145

Calculando formas indeterminadas


Algumas vezes, podemos calcular limites de formas indeterminadas ex·
prcssando as funções envolvidas como séries de Taylor.

EXEMPLO 7 Limit('s usando séries de potências


Calcule

lim ...1!!L
X->l ;'(- J

SOLUÇÃO Representamos In x como uma série de Taylor de potên-


cias de x - I. Podemos conseguir isso calculando diretamente a série de
Taylor gerada por In x em x = 1. ou substituindox por x- I na série para
In (I + x) no Exemplo 6 da Seç-lo 11.7. As duas formas nos farão chegar a
In x = (x - I) - t (x - I ) 2 + · ··
que nos permite concluir que
1 1
lim "-'1 = lim (1 - -2 (.<- I) + ···) =
x~ l X- x~l

EXEMPLO 8 Limites usando séries de potcn<ias


Calcule
1im senx- tgx
x-fO .~3

SOLUÇÃO As sêries de Taylor para sen x e tg x, em tennos de x', são


X-J xs x3 2x5
scnx = x - 3! + 5! - tgx=x+3+15+···

Portanto,

x= - x; - ~ - ··· = x' (- t- ~ 1
senx- tg - · ··)

c
2
lim scnx - tgx
x->0 x3
. ( 1
= -<-+0 x
lun - - - - -
2 8 ···)
I
=-2
Se aplicamos séries para calcular lim~,.(( 1/sen x) - ( 1/x)), não apenas
encontramos o limite com sucesso. mas também descobrimos uma fór-
mula de aproximação para coscc x.

EXEMI'LO 9 Fórmula de aproximação para coscc .<

Encontre lim ( -
x-.0
1
- -
senx l)
X
146 Cálculo

SOJ.UÇÃO

I I x - senx
X - (x - 3! + 5!
XJ XS - ···)

senx
X= xsenx = x. (x _ ~: + ·;: _ ··)

,, (.!.. _x' + ···)


. 3! 5!
1 x' + ...
3! - 5!
= --':------!- = x ::..:....---'7----
x' (1 - ~; + · -) I - ~>
Portanto,

);:l (~ .. - } ) • !~ (· ~ ~:: ) .•
A partir do quociente à direita, percebemos que se lxl é pequeno, então
I
;;;; -X - x· 3!::
I I
6x ou cosecx ~-
I
X
+ -6X

TABELA 11.1 Séries de Taylor freqüentes

~
_ 1_ = lxl <
1-x + x + x 2 + ·· · + xn + · · · = L x". 1
n•O
1 ~
-- =
1+ x - x + x2 - ••• + ( - x)" + ··· = nL• O(-t )''x", lxl < 1

x2 x" .,.. x"


+ X + -2'. + ... ~ I•
+ 111. + ... :::: naO U,
lxl <""
X) XS xl"+l <':!& (-l)"x 2'''*' 1
si o x = x - 3! + 5! - ... + (-1 )'' (2tl + 1)! + ... = ,f:o (211 + t )!. lxl < ""
x2 xl" ~ (-l)"x2'1
2!
x·'
cosx = 1 - - + - - ... + <-1) " - - + ... =
4! (2n)! n•O (2n) ! '
r lxl < co
x 2 x"J. x"
ln ( 1 + x) = x- T + 3- ··· + (- l}"-'n + ··· = -1 <x:S1

lxl < 1

_ >..J XS x 1 ''+l
tg I X :::: X - ) + 5 - ... + (-I )11 2n + 1 + . .. = lxl s I

Séries binomiais
11~111- l)x2 m(m - l)(m - 2)x' m(m- l)(m- 2) ··· ( m - k + l)x"
( I + x)"' = I + mx + -'-::-:---'- + -'---:,:----'-- + ·· · + k! +
2 1 31

onde.
= I + t, (';)x•, lxl < I

(m) _ ("')
I - m, 2 -
_11~111-2! 1)

("') _
k -
11~111- I ) ... (m- k + 1)
k! )
111
>
para k - 3.
Observaftlo: Para escrever a série binomial de maneira compacta. é comum definir ( como 1 e tomar X'= 1(1ncs·
0
mo no caso normalmente excluído onde x =O); o que nos dá ( 1 + x )"' = L~o (';')x•. Se 111 é um iuleiro positivo, a série
termina em )(li e o resultado converge para todo x.
Capitulo 11 Seqüências e séries infinitas 147

Exercícios 11.10
Série binomial
Encontre os quatro prirneiros termos da série binom.ial
35.
f.
• (l
o.o

I
r.--;
v I+ x 4
dx 36.
1
0
0.Z'
~dx

para as funções nos exercícios l-10. D Use séries para aproximar os valores das integrais nos
t. ( I + x) 112 2. ( I + x)'" 3. (1 - x)"'" excrdcios 37-40 com um erro menor do que 10...

4. (I - 2x)
1
" 37. 1•·• se~ x dx 38. 1~' e·" dx
7. (I + x')" 112
39. 1 •·• Vi""+'7 dx 40. [ 1 -;os x dx
( I)'"
I + X ( x2)'"
9. 10. 1-

Encontre a série binomial para as funções nos exercícios


41. Estime o erro secos t' é aproximado por L -
i1ltegral / 0' cos t 2 tlt.
~+ r.
·
na

1
11-14. •12. Estime o erro se cos Vt é aproximado por I - - +
t' I) (I VÍ 2
11. (I + x)' 12. (I+,~)' ! - 6I na integral Jo cos t dt .
4
13. (l - 2x) 1 14. (I - ~)' Nos exercícios 43-46, encontre um polinômio que apro·
xima(á F(x) ao longo do intervalo dado com um erro (nenor
que w·•.
Problemas de valor inicial
Encontre soluções na forma de séries para os problemas 43. F(x) ~1 ' scn t' d~ (0, li
de valor inicial nos exercícios 15-32.
44. F(x) = f.'r•e-~ d4 (O, I)
IS. y+y=O, y(O)= I I6. y- 2y = O, y(O) = I .o

17.y-y= I, y(O) =O 18. y + y = I, y(O) = 2 45. F(x) = J.'ts·•td4 (a) (0;0,5] (b) (O. I ]

19. f - y = x, y(O) = 0
2l. y - xy = 0, y(O) =I
20. f+ y = 2x, y(O) = -1
22. y - x'y =O, y(O) = 1
46. F(x) ~.
!.' ln(l + 1)
1 d4 (a) (O; 0,5( (b) (0, I(

23. (I - x) y' - y = O, y(O) = 2 Formas indeterminadas


24 . (1 +x')y' + 2xy =O, y(O) = 3 Use séries para calcular os-limites nos exercícios 47- 56.
25. y• - y = O, y'(O) = I c y(O) = O e'- (I + x)
47. lim ,
26. y" + y = O, y'(O) = Oe y(O) = I x-o x-
1 _- ..;c.:..
.:.. os:_l_;-_:.:
(t..;.
' /::.:.
2) senO- O + (0' 16)
27.y" + y = x, y'(O) = 1 e y(O) = 2 lim -
<19. ,~ ,.. 50. ~ O'
28.y"- y = x, y'(O) = 2 ey(O) = -1 - tg•l
51. lim Y y 52. lim tg· • )' - sen y
29. y• - y = -.<, y'(2) = - 2 e y(2) = o )'->0 y' ,_, y'cos y
30. y" - x'y = O. y'(O) = bey(O) = a 53. lim xl(e""" -I) 1
5-I. lím (x + l)sen - -
....- x-o~ X+ 1
31. y" + x'y = .<, y'(O) = b ey(O) = a . In ( I + xl) . xl - 4
55. x-o
1ll)l 1- cosx 56. ,1111\
_,, ln(x- I)
32. y" - 2y' + y = O, j(O) = I e y(O) = O

Aproximações e integrais não-elementares Teoria e exemplos


Nos exercícios 33-36, use séries ptua estimar o valor das inlc- 57. Substitua x por -x na série de '1\tylor para In (I + x) para
gtais com um erro menor que JO·•. (A seção de respostas apresenta obter uma série para In ( 1 - x). Então a subt1·aia da série
o valor das integrais an'Cdondado para cb1co casas decimais.) de 'làylor para In ( L+ x) para mos1 ror que para lxl < I,

= 2 ( x + -X~
1 1 e·• -
0> I l+ X
33. scn x' dx 34.
a>
, dx In - -
I - X 3
+ -X!
5
+ ··· )
0 o •
148 Cálculo

58. Quantos tennos da série de Taylor para In (I + x) você deve 66. Use a série de Taylor para I/( I - x') para obter urna série
adicionar para ter certeza de que está calculando In (I, I) para 2xl( I - x')'.
com um erro menor que I o·3? Justifique a sua resposta. 67. Estimando Pi O matemático ingJt,g Wallis descobriu a
59. De acordo com o teorema da estimativa de séries alterna· O fórmula
das. quantos termos da série de Maclaurin para tg- 1 1 você 1T 2 . 4 . 4 . 6 . 6 . 8 ... .
teria de adicionar para ter certeza de que encontrou 7T/4 4 = 3 . 3 . 5 . 5 . 7 . 7 ... .
com um erro menor que lO"'? justifique a sua resposta. A partir dela. encontre o valor de 1r com duas casas decimais.
60. Mostre que a série de Taylor para fl,x) = tg- 1 x diverge 68. Construa uma tabela de logaritmos naturais In n para n =
para lxl > I. I, 2. 3• .. ., 10 usando a fónnula do E:\':crdcio 57, mas, para
economizar o trabalho de ter de calcular muitos logarit-
61. Estimando Pi Cerca de quantos termos da série de mos por série, aproveite as relações In 4 = 2 In 2, In 6 =
O Taylor para tlf' x você precisaria usar para calcular cada In 2 +In 3, In 8 = 31n 2, In 9 = 21n3e In lO = ln2 +In S.
termo do lado direito da equação No Exercicio 57, comece utilizando os seguintes valores
1r = 48tg · ' is + i
32 tg· • 7 - 20tg · '
2~9
para x:
I I I J...
com um erro menor que I 0·6 ? Em contrapartida, a con- 3' s· 9· 13
vergência de L:. ,(lln2 ) para 'lf/6 ê tão lenta que nem 69. Séricparasen· 'x lntegreasériebinomialpara(l- x')•'n
50 termos conseguirão nos dar a precisão de duas casas. para mostrar que para lxl < I ,
62. Integre os I rês primeiros termos di(crcntes de zero da série
de Taylor para tg I de O a x para obter os três primeiros
sen·• x = x + I
•• ,
· .::S...,·=-
.:1..,·,.:3:....,.
2 • 4 • 6 .... X (2n)
"-"~(=.2n:::-,-,..l:.!..
) x>"''
2n + I
termos diferentes de zero da série de Taylor para In sce x. 70. Série para tg"' x par.. lxl > I Derive a série
(>3. (a) Use a série binomial e o fato de que
tg·l X= !!. - ! + _I_ - _I_ + "' X > I
...!Lselfl ;'( : (l - x lrl/2
2X3x'Sx''
tlx I I I
tg . , X= - '1T
- - - + - 3 - - 5 + "'• X<- 1,
para gerar os quatro primeiros termos diferentes de 2 x 3x 5x
zero da série de Taylor para sen· ' x. Qual é o raio por meio da integração da série
de convergência?
_I_ = 1. . I = 1. - 1. + 1. - 1. + ...
(b) Série para cos·' x Use o resultado do item (a) para I + 12 12 I + ( 111 2) 12 1'1 16 18
encontrar os cinco primeiros termos nào·nuJos da No primeiro caso, faça de ...: a «:- e no segundo caso. de
série de Taylor para cos·• x. -oo ax.

64. (a) Série para senh·' x Encontre os quatro primeiros 71. O valor de I :., tg· >(21n 2)

tem1os diferentes de zero para a série de Taylor para (a) Use a formula para tangente da diferença entre dois
ângulos para mostrar que
scnh· 1 x =
l x
~
át

(b) Use os três primeiros termos da série do item (a)


tg (tg·• (n + l) - tg· • (n - t)) = ~
11"

O par:a csti.mar scnh~ 1 0,25. Forneça um limhantc su· (I>) Mostre que
perior para a magnitude da estimativa do erro. 2
IN tg-' 2 = tg•' (N+ I) + tg-'N- -
'1r

• =1 tr 4
65. Calcule a série de Taylor para 11( I + .<)' a partir da série
para - 11(1 + x). (c) Encontre o valor de l::0,1 tg· • 11"2,

Séries de Fourier
Por meio de polinômi~ vimos como uma série de Taylor pode ser uti·
lizada para aproximar uma função f Os polinômios de Taylor fazem f che-
gar bem próxima de um ponto particular x = a, mas o erro na aproximação
Capitulo 11 Seqüências e séries infinitas 149

Companion pode ser grnnde em pontos muito distantes. Existe outro método que sempre
Websitc gera boas aproximações em intervalos largos e que sempre funciona com as
Siogrnfm hisl6rh::3 funções descontínuas das quais os polinômios de Taylor não dão conta. Cria·
do por )oseph Fourier, esse método aproxima funções por meio da soma de
Jcan-Oaplistc Joseph funções seno c cosseno. Ele serve muito bem à anáüsc de funções perió<ticas,
r-ouricr
(1768-1830) como sinais de rádio e corrente alternada, na solução de problemas de trans·
fcrência de ca_
lor e ern muitos outros problemas da ciência e da engenharia.
Imagine que desejamos aproximar uma função f no intervalo (O, 2-rr-J de
uma sorna de funções seno e cosseno,

f,,(.Y) = n0 + (n 1 cosx+ b1senx) + (a2 cos2x+ b2scn2x) +


+ (ancosnx + bnsenux)
ou. em notaç.ão sigrna,

f,,(x) = n0 " (n.cos kx + bkscn kx)


+ .E (I)
hl
Gostaríamos de escolher valores para as constantes a0 , tt1• n!, .. ·""e b,. b2 •
. . ., b. que façam deJ.(x) a "melhor aproximação posslvel' para j(x). A noção
de '1mclhor possível'' é definida a seguir:
1. J.(x) c j(x) resultam no mesmo valor quando integradas de Oa 21>'.
2. f.(x) cos kxej(x) cos kx resultam no mesmo valor quando integradas de O
a 21l' (k = I, ... , 11).
3. f.(x) sen kxej(x) sen kx resultam no mesmo valor quando integrndas de O
a 211 (k = I, .... 11).
De maneira geral, impomos 211 + I condições a f,:

1 0
!<üx) d.< = 1'"
0
f(x) dx

1 0
b J,,(x) cos kx dx = 1'"
0
f(x) cos kx dx, k = I, .. . , n

1,. 0
J.,(x)scnkxdx = 1'"
0
f(x)senkxdx, k = t• ...• 1J

t possível selecionar a~ a,. a:• ... ""c b1, b2, ••• b" de modo a satisfazer todas
essas condições por meio do seguinte processo: Integre ambos os lados da
Equação (I) de Oa 21>' parn obter

1'' f,,(x) dx = 21Ta0


já que a intcgrnl ao longo de [O, 211) de cos kx é igual a zero quando k c: I, as-
sim como a integral de scn kx. Somente o termo constante a0 contribui para a
integral f. ao longo de [O, 2r.). Um cálculo semcU>ante se aplica a cada um dos
outros termos. Se multiplicarmos ambos os lados da Equação ( 1) por cos x
e integrarmos de Oa 27T, obteremos

1'" J,,(x) cos x dx = 11n1

Isso se deve ao fato de


}.""" cos px cos px dx = ,.
c

1 0
2• cos px cos qx dx = 1'0
0
cos px sen mx dx = 1'"
0
scn px sen qx dx = O
150 Cálculo

sempre que p. q em forem inteirose p não for igual a q (exercícios 9-13). Se


muhiplicarmos a Equaçào (I) por sen .<e integrarmos de Oa 2,-, obtemos
2•

1 0
/.,(.<) scn .< dx = r.b 1

Procedendo de maneira semelhante com

c:os 2x, scn 2x, ..., cos nx., sen nx

obtemos somente um termo diferente de zero de cada vet... aquele com seno
ou cosseno ao quadrado. Em resumo,

k = 1, ...• 1l

k = l , ... , n

Escolhemos f. de maneira que as integrais à esquerda se mantenham as mes·


mas quandof. for substituída porf e então podermos usar essas equações para
..• a .. e b , b , .•. b, a partir de f
encontrara<~, a 1, a 1, 1 1

no = 2"' 12"
I o /(.<) d.< (2)

nk = '12•
;;r
0
f(x) cos h d.<, k = 1• ... , 11 (3)

bt =;;r'11o 0
/(.<)senhdx, k= l, ... ,tl (4)

A única condiç.ão necessária para que se encontrem esses coeficientes é que a


integral anterior exista. Se considerarmos n ~o: e empregarmos essas regras
para obter os coeficientes de uma série infinita, então a soma resultante será
chamada série de Fourier paraj{x).

no + f (n, cos kx + b,sen kx) (5)


kzl

EXllMI'LO I Encontrando umo expansão Cnl scric de Fourier


As séries de Fourier podem ser usadas para representar algumas fun·
çõcs que não podem ser representadas pelas séries de Taylor, por exemplo,
a funçào degrau mostrada na Figura 11.16(a).
1 seO sxs'"
f (x) = { '
2, SC11 < X S 21T
Capitulo 11 Seqüências e séries infinitas 151

r r

• • • • •

--:+----'------::''---·•
O '" lw
(a) (b)

I'IGURA 11.16 (a) A função degrau


f(x) : t r. <X S 2'7r
(b) O gráfico da série de Fourier para fé p<:riódico c tem valor 3/2 em cada ponto de
descontinuidade (Exemplo I).

Os coeficientes da série de Fourier p.ua f são calculados utilizando as


equações (2), (3) e (4).

ao = - I 1'~f(x) dx
2r. o

= - I (ln 1dx+ 1 ' n2d.<) = -3


2" o • 2

ak I [ ' • f(x) cos kx dx


= -.;
•O

ht =-.; lib 0
f(x)senkx dx

= ~(i' senkxdx + 1 'n2senkxdx)

= ~( [- co~kxJ: + [- 2co:kxr)
cos krr - 1 (-ljk-
= k1r = k1r

Portanto.
3
ao = 2· a, = a, = ... = o
e
2 2 2
b, = - -.;. b, = O, b3 = - 3,.. b, = O, bs = - 5 ,. b, = O, ...
A série de Fourier é

L 1. (scnx + sen3x + sen Sx + ...)


2 r. 3 s
152 Cálculo

Observe que em x = w, onde a função salta de I para 2, todos os termos


seno desaparecem, deLxando 3/2 como valor da série. Este não é o valor de
f em w,já que./{w) = I. Asérie de Fourier também se soma a 3/2 em x = O
ex = 21'f. Na verdade, todos os termos na série de Fourier são periódicos,
de período 21T, e o valor da série em x + 2r. é o mesmo que o seu valor
em x. A série que obtivemos representa a função periódica representada
graficamente na Figura ll .l6(b), com dominio sobre toda a reta real e um
padrão que se repete a cada intervalo de tamanho 2w. A função salta dos-
continuamente em x = u1r, n = o. t i, ± 2, ... e. nesses pontos. tern valor
3/2, que é o valor médio dos limites laterais de cada lado. A convergência
da série de Fourier de f é apresentada na Figura 11.17.

y )' y

l l

1.5 1,5

X >X X
o l" o r. l ... o r. 2.-
"'<•> (b) (c)

y y

zr " " f 2 f

I.S

I v v
'· 1.5 f,

o~--~--~--~--7-+
7T 211
x
o~--~--~--~--~X
'it 21T
(d) (c)

I, o s x s r.
l'JGURA l i .17 As funções de aproximação de Fourier f.,f,,f,.f. ef., da função f(x) = { 2, " < x s 2,. no Exemplo I.

Convergência de séries de Fourier


As séries de Taylor são calculadas a partir do valor de uma função c suas
derivadas em determinado ponto x -= (f, e não conseguem refletir o compor·
lamento de uma função descontinua como a função f do Exemplo I, O que
nos permite usar a série de Fourier para representar tais funções é que ela de-
pende da exis-tência de certas lt-rtegmis; enquanto a série de Taylor depende de
derivadas de uma função próximas a determinado ponto. Uma função pode
ser "áspera··. até mesmo descontínua, e, ainda assim, ser integrável.
Capitulo 11 Seqüências e séries infinitas 153

Os coeficientes utili1..ados na construção de séries de- Fouri~r são cxatamcn ..


te aqueles que devem ser escolhidos para minimizar a integral do quadrado
do erro no processo de aproximação de f de f.. Ou seja,

[ •~ l.f(x) -
•O
J.,(x)J' dx

é tninimizada quando escolhemos n0 , a1, ttz, ... n,. e b1, bt> ... b,. da forma que
fizemos. Enquanto as séries de Taylor são útejs na aproximação de uma fun·
ção e suas derivadas de um ponto. as séries de Fourier minimizam um erro
que esteja distribuído ao longo de um intenralo.
Apresentamos sem prova um resultado referente à convergência de séries
de Fou_rier. Uma função é contínua por parte-s em um intervalo 1se tiver um
número finito de de-scontinuidades em seu intervalo e se essas descontinuida·
des possuírem limites laterais de ambos os lados. (Veja o Capitulo 5, Volume l,
exercícios adicionais 11 - 18.)

Teorema24
Sejaj\'x) uma função tal que f e f' são contínuas por partes no intervalo
(O, 21rj. Então, fé igual à sua série de Fourier em todos os pontos de conti-
nuidade. Em um ponto c onde um salto de descontinuidade ocorre emf. a
série de Fourier converge para
!(c• ) +
J(c )
2
onde fie•) e}te ) denotam os limites à direita e à esquerda def em c, respec-
tivamente.

Exercícios 11.11
Encontrando séries de Fourier Teoria e exemplos
Nos exercícios 1- 8. encontre as séries de Fourier das fun· Nos exercícios 9- 13, encontre os resultados considerando
çõcs nos intervalos especificados. Esboce cada função.
,.
que p c q são inteiros positivos.
I. f(x) =I 0 S x S 2?T
9.
1 0
cos px dx = O para todo p
2. f(x) = {'·

3. f(x) =
-1,
{X.x -
O:S x s .,.
?T < x :S 2?T
Os x s
10. 1'• scn px dx = O para todo p

[· • •• cospxcosqxdx='
{o
1T
217, 1T < x :S2?T sep if'q
11.
4 . f(x) = {-""· O S x :S .,.
w, sep=q
O, < x :S 27r
'ir (Srrge;çtão: cosA cos 8 = ( 112) [cos (1\ + 8) + cos (A - 8)J.)
5. f(x) = e" O s x :s 2?T
ex, OSx S 1r 12. 1 '"sen p.< sen qx dx = { •
o '7T,
0
se p q
sep=q
*
6 · /(x) = { O, 1T < x :s 211'
(Sugestão: sen A sen B = (112) (cos (A - 8) - cos (A + B)J.)
1 . f(.<) = {cosx.
O,
2,
O :s x :s '1f
?T
0:Sx:S1T
< x S21f 13. 1'' scn px cos q.< dx = para todo p e q
8. f(x) = { _x, 11' < x :s 211' (Suge>ttlo: sen A cos B = ( 1/2) [sen (A + 8) + sen (A - 8)J.)
154 C~lculo
snow
14. Séries de Fourier de somas de funçõet Se tanto Jtx) (b) Emboraf(x) = I. mostre que a série obtida por de·
quanto g(x) satisfar.em as condições do Teorema 24, a sé- rivação termo a termo da série de Fourier no item
rie de Fourier de f+ g em (O, 211') é a soma das séries de (a) diverge.
Fourier de f c g no intervalo? juSlifique a sua rcspoSla.
16. Use o Teorema 24 paracncontrarovalorda série de Fourier

15. Derivação termo a termo 6 =
determinada no Exercido 4 e mostre que !!' r••I rr1_
~
,.
(a) Use o Teorema 24 para verificar que a série de Fourier
para Jtx) a x no Exercido 3 converge para j(x) para
O< x < 2,.,

Questões de revisão
1. O que é uma scqü~ncia infinita? O que significa a conver- 14. O que é o teste da integral? Qual é o raciocínio que ele
gência dessa scqüench•? E a divergc!ncia? Dol exemplos. contém? Oê um exemplo de sua aplicação.
2. O que é uma seqüência crescente? Em quais circunstân· 15. Quando uma p-série converge? E quando diverge? Como
das esse tipo de seqüência tem um limite? Exemplifique. você sabe? Oê exemplos de p-sérits convergentes e di ver·
3. Quais teoremas estão disponíveis para calcular limites de gentes.
seqüêncíos? Dê exemplos. 16. O que são os testes de comparoção e de comparação no
limite? Qual é o raciocínio que esses testes contêm? Dê
4. Qual teorema às vezes nos pcr1nitc USltr u regra de
exemplos da aplicação dos dois.
I:Hôpital para calcular o limite ele uma S«liiência? Dê
um exemplo. 17. O que são os testes da razão e da raiz? Eles sempre fornc·
cem as informações de que voe~ precisa para determinar
S. Quais são os seis límites de Se<)Üêndas que provavelmente
a convergência ou a divergência? Dê exemplos.
aparecerão quando você trabalhaJ' com seqüências c séries?
6. O que é uma série infinita? O que significa a convergên· 18. O que é uma série alternada? Qual teorema está disponi·
\'el para determinar a convergência de tal série?
cia dessa série! E a divergência? De! exemplos.
7. O que é uma série geométrica? Quando esse tipo de série 19. Como você pode estimar o erro en"olvido na aproximação
convcrgt? Quando diverge? Quando ela coJwerge. qual é da soma de wna série alternada com uma das somas par-
a sua soma? Exemplifique. ciais da série? Qual é o raciocínio por trás da estimativa!
20. O que é com·trgência absolura? E convcrglncia condi-
8. Além de séries geométricas, que outra série con\'ergente
~divergente \'od conhece?
cional? Como as duas estão relacionadas!

9. O que é o teste do 11-ésimo termo para dl\·ergência? Qual 21 . O que •'OCé sabe sobre rcarranjo d<termos d< uma scqü~n­
é a idéia por trás d<ssc teste?
cia absolutamente convergente? Ede uma série condicio-
nalmente convergente? Dê exemplos.
10. O que pode ser dito sobre somas c diferenças termo a
termo de séries con\'ergent<s? E sobre multipliaçio por 22. O que é uma série de potências? Como \'Od: testa a con-
constames de séries convergentes e divergentes? vergcncia de uma série de potcncias? Quais são os possf·
veis resultados?
11. O que acontece se \'OC~ adiciona um número finito de ter-
mos a uma série convergente? E a uma strie divergente?
23. Quais são os fatos básicos sobro:
O que acontece se voe~ retira um número finito de termos (a) diferenc.iação termo a termo de sóri<s de potências?
de uma série convergente? E de uma série divergente? (b) integração termo a termo de séries de poténcias!
(c) multiplicação de séries de potências? Dé exemplos.
12. Como se reindexn uma série? Por que você pode querer
fazer isso? 24. O que é a série de Taylor gerada por uma funçãoftx) em
um ponto x = a? De qual informação vocé precisa sobre
13. Sob quais circunSlâncias umn série Infinita de termos
f p;.lra construir a série? O~ um exemplo.
não negativos convergirá? E sob qu~\iS circunstâncias di·
vcrgirá? Por que estudar séries de termos nõo negativos? 25. O que é uma série de Maclaurin?
Capitulo 1t Seqüências e séries infinitas 155

26. Uma série de Taylor sempre converge para sua função 31. Como eventualmente é possível utili'"" séries de potên·
gemdora? Explique. das para estimar os valores de integrais definidas não-
27. O que s;lo polinômios de Taylor? Qual é a aplicação dcks? clcmenlares?

28. Qual é a fórmula de Taylor? O que ela diz sobre os erros 32. QuaissãoassériesdeTaylorpara 1/(1-x),l/(1 +.<),<''.
envolvidos no uso dos polinômios de Taylor para apro- scn x, cos x, In (I + x), ln ((a + x)l(l - x)) e tg· ' x? Como
ximar funções? Em particular, o que a fórmula de Taylor você estima os erros envolvidos na substituição dessas
diz sobre o erro em uma Hncarização? E em uma aproxi- séries por suas somas parciais?
mação quadrática? 33. O que é uma série de Fourier? Como você calcula os
29. O que é a série bil>omial? Em que intervalo essa série coeficientes de Fourier a 6' a 1• al , .. . e b1, b1, ..• para uma
converge? Como ela é usada? função j{x) definida no intervalo (O, 27T]?
30. Como eventualmente é possível utilizar séries de potên- 34. Enuncie o teorema sobre convergência da série de Fourier
cias para resolver problemas de valor inicial? paraj(x) quandof ef são contínuas por partes em (O, 2r.J.

Exercícios práticos
Seqüências convergentes ou divergentes Séries convergentes ou divergentes
Quais das seqliêndas cujo tJ·ésimo termo aparece nos Quais das séries nos exercícios 25-40 convergem absolu~
exercícíos 1-18 convergem e quais divergem? Encontre o li- tamente. quais convergem condicionalmente e quais diver·
mite de cada seqüênc.ia convergente. gem? Justifique as suas respostas.
I - (- I }' • -5 • (-1)'
1. aJ, = 1 + - 11 -
(- I )"
2. n.= .r 25. f - 1- 26. L -;;- 21. L - -
,.,., .y;;
VIl "'"'' "V;; "'"'
I - 2" • I •. (~-:.!..1)"-.- • I
3. au =--p- 4. a,. = I + (0,9)" 2s. L-, 29. L.,....
••• ln(11 + I) Jo. n•2 L 11 <lnuJ'·
" •' 2u
-
;,. atJ = 117T
senT 6. a..l = sen u1T 31. f. In;•
,
,. ..,
32 fhw
• ,., ln(ln11)
7. n., = In~•') &. a,.= ln (2t~ + I) • (-I)" • ( -1)' 311'
33- L ~ H. L ~,.:...;.;.:...
"=' 2
11 11 +I ot: l 11 + t
9 • tlu =
r1+lnn
, lO. a,.= ln (211; + I)
• (, -;_1:;..)".!:(•:.._•'_:_+;_I:!..)
1
36. L ...,2P~, + 11 - )
,.. ,
11. a~= (n;, 5)" t2. a~~= (l+nI)'' 37.
• ( -3)'
L-,-
,.,.,
Ir.

13. "· =$r 14. ai,= Tr (3)"' 39. lC I 40. f I


,., Vt~n + I)(ti + 2) llv;;r-:-t
a, = 'li'z, + 1 or:J
15. n., = •~2' •- I)
1
16.
(11 + I)! (-4)"
l7. aJ, =
11.1
18. aiJ =-,-
"· Séries de potências
Nos exercícios 41-50, (a} encontre o raio c o intervalo de con-
Séries convergentes vergência da série. Então, identifique os valores de x para os quais
Encontre as somas das séries nos exercícios 19-24. a série converge (h) absolutamente e {c) condicionalmente.
• (x- 1) 2•·>
19 t I
• ••, (211 - 3)(211 - 1) 20.

~~
-2
11(11 + I) 41. L
• (x + 4)"
,., ·'"
lu 42. L
u• l
(2fi -
I)'·

2
t.
«

~~
9
(311 - 1)(3n + 2)
22. f -8
.,., (411- 3)(411 + I)
-13.
~ (- 1}'' 1(3x - t)•
L
~r=l
,
tr
44
'
\'o (11 + I)(2< + I)''
~ (211 + 1)2"

..f , v;;
• 3
2.1. L(- 1)"--;;
n=l 4
45. f -':
11=1 11
46. X'
156 Cálculo

,. (n + l)A.2" ..1
47.
...
L 3' 48.
~
L
19.0
(- l)'(x- I)'•+•
2, + I
Integrais não elementares
Use séries para aproximar os valores das integrais nos
49. f (cosech 11~<" 50. f (cotgh 11)x' exercícios 77-80 com um erro menor do que 10·•. (A s~ão
••• ••• de respostas apresenta o valor das integrais arredondado para
10 casas decimais.)
Séries de Maclaurin
., sen(x')
1
112
Cada uma das séries nos exercícios 51-56 é o valor da série 77. r" dx i8.
J. x dx
de Taylor em x = Ode uma funçãoj{x) em determinado ponto.
Qual função e em qual ponto? Qual é a soma da série? - 11/l ~
J9.
0

o
x dx 80.
1
0
1/~t ~
•r
vx
dx
51. I-~+ i
6
- · ··+ (-I)'~"+ · · ·
Formas indeterminadas
2 4 8
52. J - lS + 8J - ... + (-I)" - I ti3"
2'
+ .. . Nos exercícios 81- 86:
1'f) 11 s " 11 :"''" 1 (a) Use séries de potências para determinar o limite.
53 · 11 - 3! + 5! - ... + ( -I) (2n + I)! + ...
(b) Então use um gráfico para provar seus cálculos.
11':: 1T'l
54. I - 972[ + 8j"':4f - · ·· + (- I)" ,,( ll)! +
11'~~~ o
3 2 . 7senx
81. I l.m ., 82. lime• - • ·• - 20
(ln2)' (ln2)' x-o e~ - 1 o-o O- senO
55. I + ln2 + - - + ... + - - + ...

1 1
2! t i!

1
83 lim (
· r-o 2 - 2 cos t
1
- j_)
tl
. (scn 11)111 - cos 11
84. lun
11~ 0
.,
Ir
56 - - - - - +- - - ...
. v3 9v'3 45vJ 85. lim 1 - co~z 86. üm y
-o cos y - cosh y
'
•-• ln(l- z) + senz 1
+ (-I)"- ' I + ...
(211- I)(Y.J)üo-1 87. Use uma repre.sentação na forma de série de sen 3x para
Encontre a série de Taylor em x := O para as funções nos encontrar valores de r e s para os quais
exercícios 57-64. lim (sen3x + L + s) = O
I I x~o \ x> xl
57. I _ 2.< 58. ______,
I +r 88. (a) Mostre que a aproximação cosec x ~ 1/x + x/6
2.< na Seção 11.10, Exemplo 9, leva à aproximação
59. sen 1t'X 60. sen 3
sen x " 6x/(6 + x').
61. cos(x'") 62. cosv'$; (b) Compare as pre<:isões das aproximações sen x " x
63. et•»1)
64. · ·" c sen x = 6x/(6 + .>4 ) comparando os gráficos de
./{x) = sen x- x cg(x) = sen x- (6x/(6 + x')). Des·
Séries de Taylor creva o que você encontrou.

Nos exercícios 65- 68, encontre os quatro primeiros termos


Teoria e exemplos
diferentes de t.ero da série de Taylor gerada por f em x = n.
89. (a) Mostre que a série
65. f(x) = V3+'?
em x = - I
66. f(.t) = 11(1 - x) em x = 2 L• ( sen- I - sen- I+ )
67. t(x) = 1/(x +I) em x = 3
,. . 2, 2ti 1
68. f(x) = 1/x em x = n > O converge.
(b) &lime o erro envolvido no uso da soma de senos alé
Problemas de valor inicial O 11 = 20 para aproxjmar a soma da série. A aproxima·
ção é muito grande ou muito pequena? Justifique a
Use séries de potências para resolver os problemas de Vll· sua resposta.
lo r inicial nos exercidos 69- 76.
69. y' + y = O, )'(O) = - I10. y' -r = o, )'(o) = -3
90. (a) Mostre que a série
n• l
1
IJ
i 1
(tg -2 - tg -211 + 1) converge.

71. y' +2y =O, )(O) = 3 72. y' + y = I, J(O) = O (b) Estime o erro ao usar a soma de langentes até
73. y' - y = 3x, >(0) = -I 74. y' + y = x, ){0) = 0 O - tg( 1/41) para aproximar a soma da série. A aproxi·
mação é muito grande ou muito pequena? justifique
75. y' - y = x, >(0) = I 76. y' - y = -x, J(O) = 2
sua resposta.
Capitulo 11 Seqüências e séries infinitas 157

91. Encontre o raio de convergência da série Mostre que a série


~ 2. 5 . 8 .... . (311- I)
L
~ 1< 1 2 . 4 . 6 ..... ( 211)
x•

92. Encontre o raio de convcrg~ocia da série diverge.


~ 3 • 5 X 7 · ... · (211 + I)
I.
• •I 4 · 9 X 14 • ··· · (511 - I)
cX -
tJ• I03. Use o resultado do Exercício 102 para mostrar que
93. Encontre uma fórmula para a u-ésirna sorna parcial da I+ t -"In'-n
.to:l
série L~., h1 (I - ( lf n')) c use-a para determinar a con-
vergência ou a divergência da série. diverge.
94. Calcule I.;.,( lf(k 1 - I ) ) encontrando os limites quando I04. &•ponha ~ue você deseje obter uma rápida estimativa do
u-+ ~ da u-ésima sonla parcial da série. valor de Jo x2e• dx. Existem várias maneiras de faclCr isso.
95. (a) Encontre o intervalo de convergência da série (a) Use a regra do trapézio com " = 2 para eslima.r
1- x' + ...
.!.x• + -180
I +6
Jo' x'e' dx.
)'=
(b) Escreva os três primeiros termos não-nulos da séri.e
+ 1 . 4 • 7 • .. . . (311 - 2) .r'" + ... de Taylor em x =O para ,:e' para obter o quarto p<>·
(3n)! linômio de Taylor P(x) para -"e'. Use .fo' P(x) tlx para
obter outra estimativa para }~ x1e• dx.
1
(b) Mostre que a função definida pela série satisfaz uma
equação diferencial da forma
(c) A derivada segunda de j(x) = ~·e' é positiva para
cfly
dx' ~ x"y + b
todo x > O. Explique por que isso permite que você
conclua que a estimativa da regra do trapézio obtida
e encontre os valores das constantes a e b. no item (a} é muito grande. (Sugestão: O que a se-
96. (;•) Encontre a série de Maclaurin para a função -"1 (I + x). gunda derivada diz sobre o gráfico da função? Como
(b) A série converge em x = I? E.xplique. isso se relaciona à aproximação trapezoidal da área
abaixo do gráfico?)
97. Se L:•• an c L;., bn são séries convergentes de núme-
(d) Todas as dcri"adas de f(x) = x'e' são positivas para
ros não negativos, pode-se dizer algo sobre a. b•.? :E:., x > O. Explique por que isso permite que você
justifique sua resposta.
conclua que todas as aproximações polinomiais de
98. Se I:;~. aiJ c L:., b,. são séries divergentes de núme- Taylor paraj(x) parax em [0, I) são muito pequenas.
ros não negativos, pode-se dizer algo sobre aub,,? L:., (Sugestlio:j(x) = P,(x) + R, (x).)
justifique sua resposta. (c) Use a integração por partes para calcular J~' x'e• dx.
99. Prove que a seqüência {x. l e a série :E;., (x.., - x.) ou
convcrgém ambas ou divergem ambas.
Séries de Fourier
100. Prove que :E~., (a, /( I + a.)) converge se a > O para
~~
todo , e .L.-m•l a,. converge.
' Encontre as série.s de Fourier para as funções nos exerci·
dos I05- I08. Esboce cada função.
IOI. ( Co11timwção do Exercício 27, Seção 4. 7, Volume I) Se você
o 0:Sx :S 17
fe z o Exercício 27 da Seção 4.7, viu que, na prática, o mé- I 05. f (.<) = { 1', 11 < x ::211
todo de Newton parava distante demais da rai~ dej(x) =
X. 0 S x S 1T
(x- 1)'10 para dar uma estimativa útil de seu valor. x = 1. 106. f (x) = { I, 1r <xS 2'7T
Prove que-, ainda assim, para qualquer valor inicial x0 ;t 1,
71' - X. 0 .S X S 1T
a seqüência x0 • x,, x1, • •.• x,.•. .. de aproximações geradas 107. f (x) = { x- 211, 11 < x :S 2?T
pelo método de Newton acaba convergindo para I.
108. / (x) = 1scnx1, O :Sx :S27r
102. Suponha que a1• al , n3, . •. • 1111 sejam números positivos
que satisfaçam as condições a seguir:
i. a1 2: a-: 2: a, ... ;
ii. a série a~ + a4 + a• + a1õ + ... diverge.
158 Cálculo

Exercícios adicionais

Convergência ou divergência l6. Encontre a soma da série infinita


2372372
Quais das séries L:, 1O, definidas pelas fórmulas nOS CXerCÍ· I + 10 + ~ + 101 + lO' + lo' + to' + 101
cios 1- 4 comrergem e quais divergem? Justifique as suas respostas.
" 1 ,. (tg" 1 n)'
+...L +.:L +·--
lo' to•
I. L( ( I')
n=t 3n - 2)"t 1 -
2. L ,
n•rl W + 1 17. Determine
3. L" (-l)'tanhn
...
~
4. ,...
log,(n!)
.2 n'· L ., 1"''
-1- dx
,~~.o " I+ x 2
Quais das sér:ies L==1 a"definidas pelas fórmulas nos exerci· 18. Encontre todos os valores de x para os quais
cios 5-8 con,crgcm e quais divergem? justifique suas respostas.
ll(tl + 1)
i
••• (11 + I )(2x + I)"
11x"
5. a1 = 1, a ••, = (n + 2 )(n + 3) "•
converge absolutamente.
(Sugestão: Escreva vários termos! veja quais fatores can·
ceiam e então generalize.) 19. Generalizando a constante de Euler A figura a seguir
ti apresenta o gráfico de uma função f decrescente. positiva
6. a 1 = 112 = 7, a.,., = (n _ l)(n + I) a, se t1;;, 2 c duas vezes derivá\•cl cuja derivada &egunda é positiva

7. n 1 =az= 1, a,...1 = 1 1a, sen ~2 em (O, «>). Para cada 11, o número A. ~ a área da região lu-
nar entre a curva e o segmento de reta que une os pontos
8. nJ, = 113" se n é impar trn= n/3n se: 11 é par (11,}(11)) e (11 + l,j(n + 1)).
(a) Use o gráfico para mostrar que
Escolhendo centros para a série de Taylor !~., A., < (1/2)(/(1) - /(2)).
{b) Em seguida. mostre a existência de
A fórmula de Taylor

f(x) =f (a) + f'(a)(x - r(a)


a) + ""2! (x - a)' +
lim ~ "
'*-"')0 [ f':J
f (k) - -I {1(1) + /(n)) -
2 1' ]
I
f (x)dx

J C•l(a) J l.. •l(c) {c) Por fim, mostre a existência de


+ - tr.,- (x - a)' + (n + 1)1. (x - a)"' 1
lim [ i; f(k) -
~~ ~'» t• l
J.
I
' f(x) dx]
expressa o valor def em x em termos de valores def c suas deriva- Se j(x) = l/x, o limite na parte (c) é a constante de Euler
das em x = a. Por essa razão, em cálculos nwnéricos predsamos (Exercício 41, Seção 11.3). (Fonte: "Convergcncc with pictu·
que 11 seja um ponto em que conheçamos os valores def e suas de- res'', de P. J. Rippon, Amcricmr Aifathcmatical JWont!Jly. v. 93,
rivadas. Precisamos também que a esteja suficientemente próximo n. 6, 1986, p. 476-478.)
dos \<alores def que desejamos calcular para que (x-a)"'' seja tão y
pequeno que possamos desprezar o resto.
Nos exerdcios 9-14, qual série de Taylor você cscoll>cria
para representar a função próximo do valor de x dado? (Pode
existir mais de uma boa resposta.) Escreva os quatro primei·
ros termos não-nulos da série que você escolher. A,
9. cos x próximo de x = 1 I o. scn ·'próximo de x = 6,3
,,,..;-,
I

11. e' próximo de x = 0,4 12. In x próximo de x = 1,3 I

Jll):
1
13. cosxpróximodex= 69 14. tg·•xpróximodc x = 2 1
1
I
I
Teoria e exemplos I
I y = Jlx)
I
15. ScjaJl> a c b constantes com O < a < b. A seqüência 1
I
I( a"+ b11)11~~"1 converge? Se converge. qual é seu limite? X
o 2 J 4 5
Capitulo 11 Seqüências e séries infinitas 159

20. Este exercício se refere ao triângulo eqüilátero '(de cabe· 27. Teste de Raabe (ou Gauss) O teSie a seguir, o qual
ça para cima" com lados de comprimento 2b na figura apresentaremos sem prova. é uma extensão do teste da
a seguir. Triângulos eqüilêiteros "de cabeça para baixo" razão. 1Cste de Raabe: Se 1::.,
u,. é uma série de constan·
são retirados do triângulo original como a seqüência de tes positi\ras e existem constantes C, K e N tais que
desenhos sugere. A soma das áreas removidas do triân-
"• C / (rr)
gulo original forma uma série infinita. -- ~1+ - + -­ (1)
u, +J - " lll
(a) Encontre essa série infinita.
onde l/{u)l < K para u ~ Nt então L:.Ju" converge se
(b) Encontre a sorna dessa série infinita e, assim, a área
C > I c diverge se C s I.
total removida do triângu.lo original. Mostre que os resultados do teste de Raabe estão de
(c) Todos os pontos do triângulo original foram remo- acordo com o que você sabe sobre as séries (llt•') r:..
vidos? E.xplique. er:= I (1/n).
28. (Continuação do Suponha que os termos
Exercício 27.)
de r:.."· sejam definidos recursivamente pelas fórmulas
2b
(2n - 1)2
111
= l, " ••• = (2n)(2n + I) 11 "
2b Aplique o teste de Raabe para determinar se a série con-
verge.
21. (a) O valor de
D 29. Considere que L:. . ,a"converge, a.. :F I, e a.. > O para
(1 - cos ,(a/11))•ta const3nte,
·-" lim

parece depender do valor de n? Se parece, como


todo 11.
(a) Mostre que
(b) !==• a. ! ( I -
r;.l a Nl converge.
a. ) converge? Explique.
depende>
(b) O valor de 30. (Contirll<afriodoExen:lcio 29.) Se :E.7.,a. converge e se I >
. ( I - cos (a/11}) •, a c b constantes, b * O, o,> Opara todo n, mostre que r :., In ( I - a, ) converge.
hm (Sugl!$tdO: Primeiro mostre que lln (I - n,)l s a.f(I - n).)
n -+?O b11
parece depender do valor de b? Se parece, como 31 . Teorema de Nicole Oresnte Prove o teorema de Nicole
depende? Orcsmcque
(c) Use o cálculo para confirmar suas respostas nos itens
I +! · 2 +! · 3 + ... + _!!_ + ... = 4
(a) c (b). 2 4 2__,
22. Mostre que, se L~. 1 a11 converge. então (Sugeslilo: Derive ambos os lados da equação 1/ (1- x) =

f (I + scn (a.)) ' •+ L:..x".


n• l 2 32. (a) Mostre que
con\•erge.
f n(n + 1) = 2x'
23. Encontre um valor para a constante b que fará que o raio ••• x" (x- I )'
de convergência da série de potências para lxl > I derivando a identídade
b'lx"
u• l lnn
r-
O!;>
.
~
rx,.,
. .,
=- xl
-
) -X
seja igual a 5. duas vezes, multiplicando o resultado por x e então
24. Como você sabe que as funções sen x, In x e tr não são substituindo x por 1/x.
polinômios? justifique a sua resposta. (b) Use o item (a) para encontrar a solução real maior
25. Encontre o valor de a para o qual o lim ite que I da equação
I
. sen(nx) - senx -x X= f 11(11 + I)
~ x3 ""• x"
é finito e calcule esse limite. 33. Uma estimativa r.ípida de 1'112 Se você fez o Exercício
26. Encontre o valor de n e b para os quais 127, da Seção 11.11. viu que a seqüência gerada quando
iniciamos com x0 = 1 e aplicamos a fórmula de recur-
, cos (ax) - b
um .> = -1 são X11 • 1 = x, + cos X11 converge rapidamente para 71'/2.
...... 2x-
160 Cálculo

Para explicar a velocidade da convergência, considere €fi = k (k = I, 2, 3, . ..). Suponha também que p, 2: O e
( -;r/2) - x,. (Observe o gráfico a seguir.) Msim sendo, I.;.,P• ~ 1. O valor esperado de X, denotado por E(X),
é o número L; ., 1 kph cont:.tnto que a série convirja. Em
E~~-t-t = 21T - X, - COSX11
cada um dos casos a seguir, mostre que I.;.,
P• = Ie en-

~ ~- cos(~- •.)
contre E(X) se este existir. (Suges/ão: Veja o Exercício 35.)
(a) P> ~ 2"' (b)
s•-•
P• = ,
=~-sen(, 6
I I I
P> = K(k + I) = k - k + I
~ ;, (•.)' - J, (•.)' + ... (c)

Use esla igualdade para mostrar que 37. Dosagem segura e eficaz A concentração no sangue
I resultante da dose única de um medicamento normalrnen·
o < . ... < 6(•.)' te diminui com o tempo à medida que ele é eliminado
y pelo corpo. Portanto, as doses predsam ser repetidas
periodicamente para impedir que a concentração fique
abaixo de algum nível em particular. Um modelo para o
efeito de repetidas doses dá a concentração residua.l ime-
diatamente antes da dose de ordem (11 + I) como
~~ = Coew.t~ + Coe-lktt + ··· + Coe· 'JI:t.J
onde C0 = a mudança na concentração provocada por
uma única dose (miligramas por mililitros), k = a co11s·
tar-Jte de elimiuação (h~') e t0 = tempo entre as doses
34. Se 4~.. 1 a" é uma série convergente de termos po- (horos). Veja a figura a seguir.
sitivos, pode·se dizer algo sobre a convergência de
I.;'.,In ( I + a.)? justifique a sua resposta. c
35. Controle de qualidade C1 • C0 + c;,e· 4 t.l

(a ) Derive a série C2

-. - 1- =l+x+r+ .. ·+x" + ...


1- x
paca obter uma série para 11(1 - x)'.
(b) )ogando·se dois dados de uma velo, a probabilidade
de se obter 7 é p = 116. Se você joga•· os dados repc· 'f~mpo (h)
tidamcntc, a probabilidade de que um 7 apareça pela
primeira,.._.. na 11·ésima jogada é <t' p, onde q= I - p = (a) Escreva R.. na forma fechada c.omo uma única fração
5/6. O número esperado de jogadas até que um 7 c encontre R= lirn,........, R11•
apareça é L.,~=r np"- 1q. Encontre a soma dessa série (b) C'lculeR,e R10 JXU"a C0 =I mglrnl,k =O, I h·' cl0 = !Oh.
(c) Como um engenheiro aplicando controle estatís- Até que ponto a estimativa de R tomando R,.é boa?
tico em uma operação industria1. você inspecio- (c) Se k = 0,01 h· • e 10 = lO h. encontre o menor" tal
na itens tomados ao acaso da linha de montagem. que R, > (112)R.
Você classifica cada item da amostra como "bom'' ou
(Fonte: Pmcribing safe and e/Jeclive dosage, de B. Hore-
"ruim': Se a probabilidade de um item ser bom for p licke S. Koont. Lcxington, MA: Comap, Inc., 1979.)
c de um item ser ruim for q = 1 - p, a probabilidade
de que o primeiro item ruim encontrodo seja o 38. Tempo entre doses de medicamentos (Contimtação
n-ésimo inspecionado será p"'-1q. O n\amcro médio do Exerclcio 37.) Se um medicamento é conhecido como
inspecionado incluindo o primeiro item ruim en· ineficaz. abaixo de uma concentração C,_ e nocivo acima
controdo é I.;'.,,.p•·•q. Calcule essa soma, considc· de alguma concentração C11 mais alta, precisam·sc en-
cando que O < p < I. contrar valores de C0 e t0 que produzam uma concentra-
ção que seja segura (não acima de Cu)• mas eficaz (não
36. Valor esperado Suponha que uma variável aleatória X
abaixo de C.). Veja a figura a seguir.
possa assumir os valores 1, 2, 3, . .. , com probabilidades
p,, p1, p,, .. ., onde p, é a probabilidade de X ser igual a R = C, e C0 + R = CH
Capitulo 11 Seqüênciase séries infinitas 161

I, 2, 3, ..., temos que f,(x) = In .<,f,(x) = In (In x) c


assim por diante. Se f.!a) > I, então
T -- . d
e.
_! ___ 1--------- --- ---
1 Nivçl eficaz m:l.is baixo
1 f a(x)j,(x) .../.l_x)(f,.,(x))P
converge se p > I e diverge se p :s I.
:+-'o-+J 41. (a ) Prove o seguinte teo.ema: Se lc.l é uma seqüência
o 1\:mpo de números tal que cada SOO\íl /_, = I Ct é limi- r:=
Assim, C0 = C" - C,. Quando esses valores são substi-
tada, então a série r;..,
c,ln converge e é igual a
tuidos na equação para R obtida no item {") do Exercicio r :.,1.,t<"<"+ 1)).
3i, a equação resultante fica simplificada como Descrição da prova:Substitua C 1 por 11 e c,, por t"- tll - t
para ,., -> 2. Se s1.,. 1 = "-'t=l
'("'2n•l CJ:/k , mostre que

"'= ii1 1nc,c"


Para alcançar um nível eficaz rapidamente, pode-se minis- s 2. ,1 =la (1- !) + (!- ~) lz

trar uma dose alta que produzirá uma concentração de C11 I L ) 1,,,.
miligramas por mililitro. Isso pode ser seguido a cada10 ho- + ... + 12• ( 211 - 211 + I + 211 + I
ras por uma dose que aumenta a concentração em 2
tk
=:E" +--
1111•1
C, = C11 - C, miligramas por mililitro. ••• k(k + I } 2t~ + I
(a) Verifique a equação anterior para 10. Como )11) < M para alguma constante M, a série
(b) Se k = 0,05 h·•e a concentração segura mais alia for .. I,
e vezes a concentração c.tic.az mais bai:~a, encontre o l:, k(k + I)
periodo entre as doses que assegurará concentrações converge absolutamente e s!"• ' tem um limite quan·
seguras e eficazes. do ,, ~ :w;. Por fim. se s!n = 1 c,Jk . então stot•• ti:
(c) Dados C11 = 2 mgtml, C,= 0,5 mglmlc k = O,Q2 h·', - s:" = ' :,. /(2u + I) se aproxima de zero à medida
determine um esquema para se ministrar o medica- que"-+ "" porque )c,,.,l = )1,,. 1 - t,.l <2M. Assim
mento. sendo, a seqüência de somas parciais da série L cjk
(d ) Suponha que k = 0,2 h·•e que a menor concentração converge e seu limite é t,/(k(k + 1)). E;.,
eficaz seja 0,03 mglml. Uma única dose que produz (b) Mostre como o teorema em questão se aplica à série
uma concentração de O, I mglml é ministrada. Por harmônica alternada
quanto tempo o medicamento permanecerá eficaz? I I I I I
l- 2 + 3-4 + 5 - 6+"·
39. Diz-se que o produto infinito
(c) Mostre que a série
n (I +a.) =(I+ a,)(l + a,)(l +a,) ...
~

••• I I I I I I
l -2-3+4+5-6-7+"·
converge se a série
converge. (Depois do primeiro termo~ começam a
~

:E In ( I +a.) aparecer dois sinais negativos. dois sinais positivos.


n=l dois negativos, dois positivos e assim por diante.)
obtida tomando-se o logaritrno natural do produto, tam ..
1::=• [(-l)"- 1x"]/11 para In (I + x)
bém converge. Prove que o produto converge se a > -I
~ .
para todo n e se !,. 1 la•I converge. (Sugestão: Mostre que
42. A convergência de
quando - i < x s 1
(a ) Mostre pela dh1são longa ou qualquer outro modo que
)a.I
)In (I. +a,)) :S I - la•) :S 21a•l I ( -1)" .. 1t"+1
T+f = I - t + t' - 11 + ... + (- I )"I" + I +I
quando )a,l < 1/2.)
(b) Por meio da integração da equação da parte (a) com
40. Se p for uma constante, mostre que a série
relação a I de Oa x, mostre que
I+ L
.,,
I
t~·lnt~·lln(lnti))P In(! + x) = x- 2 + 3 - 4 + ...
x' x> x''
(a} converge se p >I, (b) diverge se p s I. Em geral, se X'HI
f.(x) = x,f.,.(x) = In lf.(x)) e 11 toma os valores de + (-I)",; + I + R.,,,
snow
162 Cálculo

onde (d ) Se -I < x < O, mostre que


R,.,=(- l )u1
l x t"'
-
~ - dt
+ t IR..,,I :s l ....r:_
x
0 1 -1x1
1- dt - (11 + 2)(1 -
lXI"''
lxl)
(c) Se x 2: O, mostre que
(Sugestão: Se x < I s O, ent;\o li + 112: l -lxl e
IJ\a+lI :s
D