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ABNT/ONS-34

ABNT NBR 17505-5


FEV 2013

Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis - Parte 5:


Operações

APRESENTAÇÃO
1) Este 1º Projeto de Revisão foi elaborado pela Comissão de Estudo de Distribuição e
Armazenamento de Combustíveis (CE-34:000.04) do Organismo de Normalização Setorial de
Petróleo, Gás e Biocombustíveis, do (ABNT/ONS-34), nas reuniões de:

23/04/2008 03/06/2008 01/07/2008

04/08/2008 01/09/2009 05/05/2009

03/03/2009 01/07/2009 04/08/2009

01/09/2009 07/10/2009 04/11/2009

02/12/2009 09/02/2010 10/02/2010

02/03/2010 03/03/2010 06/03/2010

05/05/2010 08/06/2010 09/06/2010

07/07/2010 03/08/2010 04/08/2010

31/08/2010 01/09/2010 05/10/2010

31/11/2010 30/11/2010 01/12/2010

11/01/2011 12/01/2011 15/02/2011

16/02/2011 15/03/2011 6/03/2011

05/04/2011 06/04/2011 03/05/2011

04/05/2011 31/05/2011 01/06/2011

05/07/2011 06/07/2011 03/08/2011

04/08/2011 13/09/2011 04/10/2011

05/10/2011 08/11/2011 09/11/2011

29/11/2011 30/11/2011 07/02/2012

08/02/2012 20/03/2012 28/11/2012

29/11/2012 05/12/2012 -----

NÃO TEM VALOR NORMATIVO


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2) Este 1º Projeto de Revisão é previsto para cancelar e substituir a edição anterior


(ABNT NBR 17505:2006), quando aprovado, sendo que nesse ínterim a referida norma
continua em vigor;

3) Baseadona NFPA 30:2012

4) Não tem valor normativo;

5) Aqueles que tiverem conhecimento de qualquer direito de patente devem apresentar esta
informação em seus comentários, com documentação comprobatória;

6) Este Projeto de Norma será diagramado conforme as regras de editoração da ABNT


quando de sua publicação como Norma Brasileira.

7) Tomaram parte na elaboração deste Projeto:

Participante Representante

ABTL Nivaldo Mateus


ABTLP Paulo de Tarso M. Gomes
ALGORÍTIMO Carlos Alberto Etzel
ANP Jader Conde Rocha
ANP Rubens Cerqueira Freitas
ANP Vinicius T. Tomé
ARINOS Francisco Sales
ARQUITETO Pablo Cazares
ASSOCIQUIM Gloria Benazzi
ASSOCIQUIM Fernandes J. Santos
ASSOCIQUIM Eduardo Barrella
BANDEIRANTE Oscar Abreu
BANDEIRANTE Vanessa Flores
BRASKEM Débora Brito dos Santos
BRENNTAG Ana Elisa Sakiama
CB PMSP Sidney Turato
CB PMSP Alexandre Riquena
CB PMSP Alexandre Vieira
CB PMSP Armando Vitoriano Verona
CB PMSP Marcos Poloniato
CB PMSP Silas Sendin

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CB PMSP Silmar da Silva Sendin


CB SC Alexandre Vieira
COREMAL Márcia Barbosa
COSAN/RAIZEN Gustavo Koeler
COSAN/RAIZEN Paulo Sergio Maia
COSMOQUÍMICA Camila Martins
CHRISTOFARO ENG. Pedro Martins
ECOFLEX Lenilson Silva
ENGENHEIRO CIVIL José J. Rodrigues da Silva
EXXON MOBIL Claudio J. Cardoso
FEAM Eduardo Luiz de A. Bacelar
FGS BRASIL Ricardo Collela
FIRE DOS Albert Ramcke
IFBQ Ricardo Filadoro
INAFLEX Ibrahim Orra
IPIRANGA Gabriel Oliveira
IPIRANGA Miguel Barros
IPIRANGA Fernando Miranda
JOHN ZINK Alexandre A. Brantis
KIDDE Wilson E. Santo
LUFT Ademar Pilecco
LUFT Eva Moraes
MBM Jaime Ribeiro Ferreira
M. CASSAB Alessandra Cordaro
M. CASSAB Cláudio Barbosa
M. CASSAB Ricardo Gutierrez
MAKENI Igor Lotti
MAKENI Cesar Barlem
METALSINTER Carlos Gomes
METALSINTER Luiz F. Allgaver
MSR Andrea Rander
OPW Nivaldo Alves

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OXIQUIM Fernandes Santos


PETROBRÁS Eduardo G. Gomes
PETROBRÁS Homero C. Aboud
PETROBRÁS DISTRIBUIDORA Elcio Blanco
PETROBRÁS DISTRIBUIDORA Marcos Canale
PETROBRÁS DISTRIBUIDORA Pedro Jorge Ormonde
RAIZEN Fábio Andrade
SERCONTEC Fernandes Santos
SINDICOM Márcia Siqueira
SINDICOM Altair E. de Vasconcellos
SINDRREFINO Gilmar Pessoa
SINDRREFINO Walter Françolin
SINDRREFINO José Alberto R.Santos
SINDIGAS Alexandre B. Serra
SINDTRR Maurício Prado Alves
STOLT HAVEN Cláudio Araujo
TAZ ENGENHARIA Zuriel A. Oliveira Jr.
UCHOA AMBIENTAL Marco Uchoa
UL Edson Ribeiro
ULTRACARGO Liliane Seripieri
ULTRACARGO Ricardo Carrer
VETOR Diogo Rossot
VETOR Silvia Costa
V&V Nicola Visconte

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Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis - Parte 5:


Operações
Storage of flammable and combustible liquids - Part 5: Operations

Prefácio

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização. As Normas


Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos
de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE), são
elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas
fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).

Os Documentos Técnicos ABNT são elaborados conforme as regras da Diretiva ABNT, Parte 2.

A ABNT NBR 17505, sob o título geral “Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis”, tem
previsão de conter as seguintes partes:

- Parte 1: Disposições gerais;

- Parte 2: Armazenamento em tanques, em vasos e em recipientes portáteis com capacidade superior a


3 000 L;

- Parte 3: Sistemas de tubulações;

- Parte 4: Armazenamento em recipientes e em tanques portáteis;

- Parte 5: Operações;

- Parte 6: Requisitos para instalações e equipamentos elétricos;

- Parte 7: Proteção contra incêndio para parques de armazenamento com tanques estacionários.

O Escopo desta Norma Brasileira em inglês é o seguinte:

O Escopo desta Norma Brasileira em inglês é o seguinte:

Scope
The Part of ABNT NBR 17505 shall apply to the following:

a) facilities where the processing of liquids is the principal activity, except as covered elsewhere in this
part of the Standard;

b) provisions of this Part of the ABNT NBR 17505 shall not prohibit the use of movable tanks for the
dispensing of flammable or combustible liquids into fuel tanks of motorized equipment outside on
premises not accessible to the public, where such use has the approval of the authority having
jurisdiction;

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c) facilities where liquids are handled, dispensed, transferred, or used including in the processing areas;

d) to the handling and use of flammable and combustible liquids in specific operations as: recirculating
heat transfer systems; vapor recovery and vapor processing systems; solvent distillation units where the
vapor source operates at pressures from vacuum up to and including a gauge pressure of 6,9 kPa, or
where there is a potential for vapor mixtures in the flammable range;

e) operations involving the loading or unloading of tank cars and tank vehicles;

f) to all wharves, as defined in 3.17 and 3.80 of ABNT NBR 17505-1:2013;

g) to the hazards associated with processing and handling of liquids. This part of ABNT NBR 17505 shall
also apply when specifically referenced by another Part of this Standard;

h) to the management methodology used to identify, evaluate, and control the hazards involved in the
processing and handling of flammable and combustible liquids. These hazards include, but are not
limited to, preparation, separation, purification, and change of state, energy content, or composition;

i) to the management methodology used to identify, evaluate, and control the security hazards, involved
in the processing and handling of flammable and combustible liquids. These hazards include, but are not
limited to, vulnerability to terrorist or other malicious attacks;

j) the objective of controlling a static electricity hazard is to provide a means whereby charges, separated
by whatever cause, can recombine harmlessly before discharges can occur;

k) to the safeguarding of tanks or containers operating at nominal atmospheric pressure that contain or
have contained flammable or combustible liquids or other hazardous substances and related vapors or
residues.

This Part of ABNT NBR 17505 shall not apply to following:

a) to process streams used as a means of heat transfer or to any heat transfer system of 250 L or less;

b) marine and automotive systems that comply in accordance with specific Brazilian Standards;

c) to research, testing, or experimental processes, to distillation processes carried out in petroleum


refineries, chemicals plants, or distilleries, or to distillation equipment used in dry cleaning operations;

d) marine and automotive service stations;

f) wharves that handle liquefied petroleum gas;

e) marinas;

g) to tank vehicles or tank cars; tanks, bunkers, or compartments on ships or barges or in a shipyard;
gas plant equipment or gas distribution systems for natural or manufactured gas; or compressed or
liquefied gas cylinders;

h) to hot tapping;

i) to the entry of a tank or container that contains an inert atmosphere.

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Introdução
A aplicação desta Norma não dispensa o atendimento a Legislação Nacional aplicável.

1 Escopo
1.1 Esta Parte da ABNT NBR 17505 aplica-se a:

a) locais onde operações de processamento de líquidos inflamáveis e combustíveis sejam a


principal atividade, exceto quando cobertas por outra Seção específica desta parte da
ABNT NBR 17505;

b) provisões desta parte da ABNT NBR 17505 que não proíbem o uso de tanques portáteis e IBC
para o abastecimento de líquidos inflamáveis ou combustíveis em tanques de equipamentos
motorizados em locais não acessíveis ao publico, onde tal uso seja aceitável pelas autoridades
competentes;

c) locais onde os líquidos inflamáveis e combustíveis são manuseados, envasados, transferidos ou


utilizados, inclusive nas áreas de processo;

d) manuseio e utilização de líquidos inflamáveis e combustíveis em operações específicas como:


sistema de transferência de calor; sistemas de recuperação e processamento de vapores de produtos,
onde as fontes de vapores operam a uma pressão desde o vácuo até a pressão manométrica de 6,9
kPa ou onde houver um risco potencial de formação de misturas de vapores inflamáveis e unidades de
destilação de solventes;

e) operações que envolvam o carregamento ou descarregamento de vagões-tanque e caminhões-


tanque e áreas das instalações onde tais operações são realizadas;

f) todos os tipos de operações no caís ou píer, cujo objetivo principal seja a transferência de
grandes volumes de líquidos inflamáveis e combustíveis a granel, conforme definido na
ABNT NBR 17505-1:2013, 3.17 e 3.80;

g) riscos associados ao armazenamento, processamento, manuseio e utilização de líquidos, e


também quando forem especificamente referenciados por qualquer Seção desta Parte da
ABNT NBR 17505;

h) gerenciamento utilizado para identificar, avaliar e controlar os riscos envolvidos no


processamento e manuseio de líquidos inflamáveis e combustíveis. Estes riscos incluem, mas não se
limitam a preparação, separação, purificação e mudança de estado, de energia contida ou composição
(ver 6.2);

i) gerenciamento usado para identificar, avaliar e controlar a segurança patrimonial dos riscos
envolvidos no processamento e manuseio de líquidos inflamáveis e combustíveis. Estes riscos incluem,
mas não são limitados a, vulnerabilidade a atos terroristas ou outros ataques maliciosos;

j) controle dos riscos da eletricidade estática e a prover um meio pelo qual as cargas elétricas,
separadas por qualquer que seja a causa, possam ser recombinadas adequadamente antes que
ocorram descargas;

k) resguardar as operações em tanques ou recipientes, na pressão atmosférica, que contenham ou


tenham contido líquidos inflamáveis ou combustíveis ou outras substâncias perigosas, seus vapores ou

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seus resíduos.

1.2 Esta Parte da ABNT NBR 17505 não se aplica a:

a) instalação de processo ou a qualquer sistema com capacidade igual ou inferior a 250 L;

b) sistemas e postos de abastecimento marítimo e automotivo, que devem atender às normas


brasileiras específicas;

c) pesquisa e ensaios ou processos experimentais; processos de destilação efetuados em


refinarias de petróleo, em plantas químicas ou em destilarias; ou equipamentos de destilação utilizados
em limpeza a seco;

d) postos (revendedor ou abastecimento) marítimos/fluviais;

e) caís ou píer que manuseiem gases liquefeitos de petróleo;

f) marinas;

g) caminhões-tanque, vagões-tanque, navios-tanque ou compartimentos de navios ou barcaças,


equipamentos em plantas de gás ou sistemas de distribuição de gás para gás natural ou manufaturado
ou cilindros de gás comprimido ou liquefeito;

h) trepanação a quente;

i) entrada em um tanque ou recipiente que contenha uma atmosfera inerte.

2 Referências normativas
Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação deste documento. Para
referências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se
as edições mais recentes do referido documento (incluindo emendas).

ABNT NBR 9077, Saídas de emergência em edifícios

ABNT NBR 10897, Proteção contra incêndio por chuveiro automático

ABNT NBR 12693, Sistemas de proteção por extintores de incêndio

ABNT NBR 17505-1, Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis - Parte 1: Disposições


gerais

ABNT NBR 17505-2, Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis - Parte 2: Armazenamento


em tanque e em vasos

ABNT NBR 17505-3, Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis - Parte 3: Sistemas de


tubulações

ABNT NBR 17505-4, Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis - Parte 4: Armazenamento


em recipientes e em tanques portáveis

ABNT NBR 17505-5, Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis - Parte 5: Operações

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ABNT NBR 17505-6, Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis - Parte 6: Instalações e


equipamentos elétricos

ABNT NBR 17505-7, Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis - Parte 7: Proteção contra
incêndio para parques de armazenamento com tanques estacionários

API 2016, Cleaning tanks use for gasoline or similar low-flash products

API 2017, First-aid training guide

API RP 2003, Protection against ignitions arising out of static, lightning, and stray currents

API STD 2015, Safe entry and cleaning of petroleum storage tanks

NFPA 11, Standard for low, medium and high expansion foam

NFPA 12, Standard on carbon dioxide extinguishing systems

NFPA 12A, Standard on halon 1301 fire extinguishing systems

NFPA 13, Standard for the installation of sprinkler systems

NFPA 14, Standard for the installation of standpipe and hose systems

NFPA 17, Standard for dry chemical extinguishing systems

NFPA 25, Standard for the inspection, testing and maintenance of water based fire protection systems

NFPA 31, Standard for the installation of oil-burning equipment

NFPA 51B, Standard for fire prevention during welding, cutting, and other hot work

NFPA 68, Standard on explosion protection by deflagration venting

NFPA 69, Standard on explosion prevention systems

NFPA 77, Recommended practice on static electricity

NFPA 85, Boiler and combustion systems hazard code

NFPA 91, Standard for exhaust systems for air conveying of vapors, gases, mists, and noncombustible
particulate solids

NFPA 99, Health care facilities code

NFPA 307, Standard for the construction and fire protection of marine terminals and wharves

NFPA 2001, Standard on clean agent fire extinguishing systems

UL 2208, Solvent distillation units

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3 Termos e definições
Para os efeitos desta Parte da ABNT NBR 17505, aplicam-se os termos e definições da
ABNT NBR 17505-1 e os seguintes.

3.1
degasagem
processo de coleta, oxidação ou tratamento de vapores e gases expelidos a partir de um tanque ou
vaso para prevenir ou reduzir a quantidade de componentes voláteis orgânicos lançados na atmosfera
durante operações que liberem vapores e gases

3.2
espaço adjacente
espaços em todas as direções a partir de um equipamento, incluindo pontos de contato, internos ou
externos, como plataformas, poços, tetos flutuantes, áreas de contenção secundária, espaços
intersticiais, porões, suportes, topos de tanques e anteparos sobre tetos flutuantes

3.3
espaço confinado
para os efeitos de entrada, limpeza ou reparo de qualquer tanque que atenda aos três seguintes
requisitos:
a) ter dimensões e configurações suficientes, de forma que uma pessoa possa entrar e
desempenhar um determinado trabalho

b) ter limitações ou meios restritos para entrada ou saída

c) não ter sido projetado ou destinado a ser permanentemente ocupado

3.4
espaço não confinado
para os efeitos de entrada, limpeza ou reparo de tanques, um espaço que previamente era considerado
confinado, mas não atende mais aos requisitos para um espaço confinado estabelecido em 3.3 ou que
requeira uma permissão de trabalho para espaço confinado, como um tanque com uma grande abertura
lateral

3.5
indicador de oxigênio (oxímetro)
instrumento capaz de detectar, medir e monitorar as concentrações de oxigênio em uma atmosfera

3.6
indicador de vapores combustíveis (explosímetro)
instrumento que colhe amostras no ar e indica a presença de vapores ou gases inflamáveis

3.7
materiais, gases ou vapores tóxicos
aqueles cujas propriedades contenham uma capacidade inerente para produzir danos ao sistema
biológico, dependendo da exposição, concentração, método e área de absorção

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3.8
permissão requerida para trabalho em espaço confinado
para os efeitos de entrada, limpeza ou reparo de tanques, o tanque tem que atender aos três requisitos
definidos para espaço confinado (ver 3.3) e ter também uma ou mais das quatro características
seguintes:

a) conter ou ter contido potencialmente um produto perigoso

b) conter um material com potencial para sufocar um trabalhador situado no interior do tanque

c) ter uma configuração interna tal que o trabalhador possa ficar asfixiado ou retido nas paredes ou
em internos do tanque

d) conter qualquer outro risco sério à saúde ou segurança

3.9
(*) pessoa qualificada
pessoa que, pela posse de conhecimento comprovado, com certificado, com treinamento e experiência,
tenha habilidade para lidar com problemas relativos a uma matéria, um trabalho ou um projeto

3.10
purga
para os efeitos de entrada, limpeza ou reparo em tanques, é o processo de retirada de vapores ou
gases de um espaço fechado ou confinado

3.11
toxicidade
grau em que uma substância cause danos aos humanos

3.12
trabalho
atividades desenvolvidas em tanques e em recipientes de acordo com esta Seção, incluindo, mas não
se limitando a, segurança, reparo, trabalho a quente, limpeza, mudança de serviço, manutenção,
inspeção e transporte

3.13
trabalho a quente
qualquer trabalho onde haja uma fonte de ignição, incluindo chamas abertas, cortes, soldagem,
faiscamento de equipamentos elétricos, esmerilhamento, polimento, furação, raspagem, serragem ou
outras operações que criem faíscas ou superfícies metálicas quentes por fricção ou impacto

3.14
trepanação (hot tapping)
técnica de soldagem e furação em tanques ou recipientes em serviço que contenham líquidos
inflamáveis, combustíveis ou outros produtos perigosos

3.15
vigia de serviço
trabalhador capacitado que permaneça postado externamente a um ou mais espaços confinados, que
monitore a entrada autorizada e desempenhe as seguintes tarefas:

a) permanecer externamente ao espaço confinado durante toda a operação até que seja

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substituído por outro vigia de serviço

b) ser responsável pelo resgate e providenciar todos os recursos necessários rapidamente, de


forma a atender e dar assistência à fuga aos trabalhadores para sair dos riscos existentes no espaço
confinado

c) não autorizar a entrada de brigadistas, a não ser que esteja de acordo com os procedimentos
escritos de resgate

4 Instalações de processamento
4.1 Requisitos gerais

4.1.1 As operações de processamento de líquidos inflamáveise combustíveis devem ser localizadas e


operadas de forma que, em caso de incêndio ou explosão, não constituam risco à vida, ao meio
ambiente,à propriedade de terceiros ou a edificações e instalações importantes localizadas na mesma
planta.

4.1.2 Requisitos específicosdependem de riscos inerentes a uma determinada operação, incluindo as


propriedades dos líquidos que devem ser processados a temperaturas e pressões de operação e
capacidade de controlar qualquer vazamento de líquido ou vapor e incidentes de incêndio que possam
ocorrer.

4.1.3 O conjunto de alguns fatores envolvidos deve ser baseado em boas práticas de engenharia e
gerenciamento, para se estabelecerem requisitos adequados de projeto e operações.

4.1.4 As instalações de processo devem estar de acordo com os requisitos aplicáveis para operações
específicas contidas nas Seções 5 a 8.

4.1.5 Instalações de processo devem estar de acordo com os requisitos aplicáveis aos procedimentos
e práticas de prevenção contra incêndio e explosão e gerenciamento de risco, conforme Seção9.

4.1.6 O processamento e manuseio de líquidos de classe II e de classe IIIA, aquecidos a temperaturas


iguais ou superiores aos seus pontos de fulgor, devem seguir os requisitos para líquidos de classe I, a
menos que uma avaliação de engenharia, conduzida de acordo com a Seção 9, justifique o atendimento
aos requisitos para alguma outra classe de líquido.

4.1.7 Quando através de um processo se aquece um líquido à temperatura igual ou superior ao seu
ponto de fulgor, deve-se proceder conforme a seguir:

a) o vaso de processo deve permanecer fechado no interior da sala na qual esteja situado e
ventilado para o exterior da edificação;

b) se o vaso necessitar ser aberto para adicionar ingredientes, a ventilação da sala deve atender
aos requisitos de 4.7 e o controle de aquecimento do processo deve estar interligado com a ventilação,
de forma que o processo de aquecimento seja interrompido, se a ventilação falhar ou for desligada;

c) o vaso de processo deve ser equipado com um dispositivo de controle de temperatura para
limitar o aquecimento excessivo do líquido e a subsequente liberação de vapores;

d) se um meio de transferência de calor for utilizado para aquecer o líquido e o fluido de


transferência de calor puder aquecer o líquido até seu ponto de ebulição, nos casos de falha do

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processo ou do controle de temperatura no aquecimento, deve ser previsto um controle redundante do


excesso da temperatura.

4.1.8 Para as restrições ao emprego desta Parte da ABNT NBR 17505, ver 1.1.1.

4.1.9 As disposições desta Parte da ABNT NBR 17505 não se aplicam às edificações, equipamentos,
estruturas ou instalações já existentes ou aprovadas para a construção ou instalação antes da data da
publicação desta Parte da ABNT NBR 17505. Contudo, as reformas que alterem as características do
projeto e/ou equipamentos, e as ampliações de instalações, iniciadas a partir da data da publicação
desta Parte da ABNT NBR 17505, devem atender às suas disposições. Nestes casos, devem ser
evidenciadas as normas vigentes, na época do fato, para as edificações, equipamentos, estruturas ou
instalações já existentes ou aprovadas.

4.2 Localização de vasos e equipamentos de processo

4.2.1 Os vasos e os equipamentos de processamento de líquidos devem ser localizados de acordo


com os requisitos mencionados em 4.2.2 a 4.2.7.

4.2.2 Os vasos e os equipamentosde processamento e as edificações contendo vasos ou tanques


devem ser locados de tal forma que um incêndio envolvendo os equipamentos não constitua exposição
perigosa para as outras atividades ou ocupações.

4.2.3 A distância mínima de um vaso ou tanque de processamento ao limite da propriedade, desde


que na área adjacente haja ou possa haver construção, inclusive no lado oposto da via pública, do lado
mais próximo de uma via de circulação interna ou a uma edificação importante situada na mesma
propriedade, deve atender ao seguinte:

a) estar de acordo com a Tabela A.1;

b) ser determinada a partir de uma avaliação adequada de engenharia do processo, seguida de


uma aplicação correta de um projeto de proteção contra incêndios, inclusive alarmes sonoros e uma
adequada aplicação dos princípios de engenharia de processo.

4.2.4 Onde vasos ou equipamentos de processo estiverem localizados no interior da edificação


industrial, que tenha uma parede faceando com a divisa da propriedade, desde que na área adjacente
haja ou possa haver construção, inclusive no lado oposto da via pública ou próxima de outra edificação
importante na mesma propriedade, os tanques ou vasos devem situar-se a uma distância mínima de
7,5 m e a parede deve ter uma resistência ao fogo de, no mínimo, 2 h. Qualquer distância maior que a
estabelecida na Tabela A.1 é liberada. Se a parede exterior for uma parede cega que tenha uma
resistência ao fogo de no mínimo 4 h, todas as distâncias requeridas pela Tabela A.1 podem ser
desconsideradas.

4.2.5 Todas as distâncias constantes na Tabela A.1 devem ser duplicadas onde não houver proteção
contra exposição.

4.2.6 (*) Outros equipamentos de processamento de líquidos, como bombas, fornos, filtros, trocadores
de calor etc., não podem ser localizados a menos de 7,5 m dos limites de propriedade, desde que na
área adjacente haja ou possa haver construção, inclusive no lado oposto da via pública ou de edificação
importante mais próxima dentro da mesma propriedade e que não seja parte integrante do processo.
Este requisito de espaçamento deve ser liberado se as exposições forem protegidas conforme
estabelecido na Tabela A.1.

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4.2.7 Equipamento de processamento para o manuseio de líquidos instáveis deve ser separado de
outros equipamentos ou instalações que usem ou manuseiem líquidos por uma das seguintes
alternativas:

a) um espaçamento livre de 7,5 m;

b) por uma parede com resistência ao fogo de no mínimo 2 h e que apresente uma resistência à
explosão de acordo com uma avaliação de risco.

4.3 Acessos

Cada unidade de processo ou edificação que contenha equipamentos de processamento de líquidos


deve ter acesso pelo menos por um lado, para permitir o combate e o controle de incêndios.

4.4 Requisitos de construção

4.4.1 As edificações ou estruturas que abriguem operações com líquidos inflamáveis e combustíveis
devem ser construídas de forma consistente com as operações que ali forem conduzidas e com as
classes dos líquidos manuseados. A construção de edificações ou estruturas de processo nas quais
forem manuseados líquidos deve atender aos requisitos da Tabela A.2.

4.4.2 Onde não houver proteção contra exposição, as distancias indicadas na Tabela A.2 devem ser
duplicadas.

4.4.3 Para edificações ou estruturas que não tenham proteções por chuveiros automáticos, as
distâncias de separação indicadas na Tabela A.2 devem ser determinadas por uma avaliação de
engenharia, mas não podem ser inferiores às distâncias indicadas na Tabela A.1.

4.4.4 Edificações ou estruturas utilizadas unicamente para abrigar equipamentos para mistura,
dosagem ou envasamento de líquidos de classe IIIB, em temperaturas abaixo de seus pontos de fulgor,
podem ser liberadas para serem construídas com materiais combustíveis, desde que aprovadas pela
Corporação de Bombeiros local.

4.4.5 Edificações ou estruturas utilizadas para processar ou manusear líquidos onde as quantidades
de líquidos não excedam 1 400 L de líquidos de classe I e de classe II e 2 800 L de líquidos de
classe IIIA podem ser construídas por materiais combustíveis, sujeitas à aprovação pela Corporação de
Bombeiros local.

4.4.6 Edificações ou estruturas utilizadas para abrigar equipamentos para processamento ou


manuseio de líquidos, que forem protegidas por chuveiros automáticos ou por um sistema de proteção
contra incêndio equivalente, podem ser liberadas para serem construídas com materiais combustíveis,
desde que aprovados pela Corporação de Bombeiros local.

4.4.7 (*) As estruturas das edificações e os apoios dos vasos e equipamentos de processamento,
capazes de liberar quantidades apreciáveis de líquidos, que eventualmente possam resultar em um
incêndio de considerável intensidade e duração, causando danos substanciais à propriedade, devem
ser protegidos por um ou mais dos requisitos a seguir:

a) drenagem para um local seguro, evitando o acúmulo de líquidos sob vasos, equipamentos ou ao
redor de suportes de mola;

b) construção resistente ao fogo;

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c) revestimentos resistentes ao fogo;

d) sistemas de chuveirosautomáticos de água, projetados e instalados de acordo com a


ABNT NBR 10897;

e) outros recursos técnicos aprovados pela Corporação de Bombeiros Local.

4.4.8 Os líquidos de classe I não podem ser manuseados ou utilizados em porões.

4.4.8.1 Se os líquidos de classe I forem manuseados ou utilizados, na superfície, dentro de edificações


com porões ou com poços fechados, para onde os vapores inflamáveis possam deslocar-se, as áreas
subterrâneas devem ser projetadas com ventilação mecânica, adequada à área classificada, para evitar
acúmulo de vapores inflamáveis.

4.4.8.2 Devem ser previstos meios para evitar que os líquidos vazados escoem para os porões.

4.4.9 (*) Deve ser provida ventilação para eliminar fumaça e calor, para facilitar o acesso ao combate
ao incêndio.

4.4.10 (*) As áreas devem ter saídas convenientemente localizadas, para evitar que as pessoas fiquem
retidas em casos de incêndio.

As saídas não podem estar expostas aos sistemas de drenagem, conforme descrito em 4.6.

4.4.11 As rotas de saídas devem ser projetadas conforme ABNT NBR 9077.

4.4.12 As passagens e corredores devem ser mantidos livres para facilitar a movimentação de pessoas
e dos equipamentos de combate a incêndio.

4.4.13 Áreas internas, onde líquidos de classe IA ou líquidos instáveis forem manuseados, devem ser
projetadas de forma a resistir à chama direta, liberação de gases de combustão e pressões resultantes
de uma deflagração, de forma a proteger edificações importantes e áreas ocupadas, através da adoção
de uma construção com danos minimizados, pela aplicação de Norma Brasileira ou, na inexistência
desta, da NFPA 68.

4.4.13.1 O projeto de construção com danos minimizados deve estar de acordo com normas
reconhecidas e ser aprovado pela Corporação dos Bombeiros local.

4.4.13.2 Se forem manuseados líquidos instáveis, devem ser aplicados métodos de engenharia de
construção para limitar os danos advindos de uma explosão (deflagração ou detonação, dependendo
das características do líquido).

4.5 Sistemas elétricos

A instalação de equipamentos elétricos, eletrônicos, de instrumentação, automação e telecomunicações


e todo o sistema de cabos devem atender aos requisitos da ABNT NBR 17505-6.

4.6 Contenções, drenagem e controle de vazamentos

4.6.1 (*) O sistema de drenagem de emergência deve ser projetado para escoamento direto do líquido
inflamável ou combustível vazado e da água de combate a incêndio para um local seguro.

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4.6.2 Sistemas de drenagem de emergência, se conectados a esgoto público ou descartados em


galerias pluviais, devem dispor de caixa de contenção ou separadora.

4.6.3 Um dispositivo deve ser adequadamente projetado e operado para prevenir o descarte direto de
líquidos em galerias pluviais, esgoto público ou propriedades adjacentes.

4.7 Ventilação

4.7.1 As áreas de processamento fechadas, onde forem manuseados ou utilizados líquidos de


classe I, de classe II ou de classe III, aquecidos a temperaturas iguais ou acima dos seus pontos de
fulgor, devem ser ventiladas a uma taxa suficiente para manter a concentração de vapores dentro da
área, abaixo de 25 % do limite inferior de inflamabilidade ou explosividade.

O atendimento aos requisitos de 4.7.2 a 4.7.10 deve ser considerado como conformidade com os
requisitos de 4.7.

4.7.2 (*) Os critérios de ventilação devem ser confirmados por um dos seguintes requisitos:

a) cálculos baseados nas emissões de fuga previstas (Ver a NFPA 30:2012, Apêndice F, que
apresenta um método para este cálculo);

b) amostragem da concentração real de vapor sob condições normais de operação. A amostragem


deve ser efetuada em um raio de 1,5 m de cada fonte potencial de vapor, estendendo-se em direção ao
fundo e ao topo da área que abriga os equipamentos de processamento. A concentração de vapor
utilizada para determinar a taxa de ventilação exigida deve ser a da concentração mais alta, medida
durante o procedimento de amostragem.

4.7.3 Quando a taxa de ventilação estiver acima de 0,3 m3/min/m2 de área de piso, deve ser entendido
como de acordo com o estabelecido em 4.7.1.

4.7.4 A ventilação deve ser feita por meios naturais ou mecânicos.

4.7.5 A descarga da ventilação de exaustão deve ser feita para um local seguro, fora da edificação,
sem recirculação do ar de exaustão.

4.7.6 A recirculação do ar de exaustão é permitida somente quando for monitorada continuamente,


utilizando um sistema seguro, projetado para fazer soar automaticamente um alarme, parar a
recirculação e prover exaustão total para o exterior, na eventualidade de que a mistura vapor-ar esteja a
uma concentração acima de 25 % do limite inferior de inflamabilidade.

4.7.7 (*) Deve ser feita provisão para introdução de ar de reposição, de tal forma prover a completa
ventilação da área, evitando a formação de bolsões de ar.

4.7.8 A ventilação deve ser planejada para incluir todas as áreas dos andares ou dos poços onde
exista a possibilidade de acumulação de vapores inflamáveis.

4.7.9 Também pode ser necessário fazer uma ventilação local ou em um ponto determinado, para
evitar um incêndio específico ou riscos à saúde. Tal ventilação, quando provida, pode corresponder a
até 75% da ventilação necessária.

4.7.10 Postos de envase e/ou fracionamento, centrífugas abertas, filtros de placas, filtros-prensa e
filtros a vácuo abertos e outros equipamentos que estejam situados a uma distância igual ou inferior a

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1,5 m de equipamentos que liberem misturas inflamáveis de líquidos de classe I, instalados dentro de
edificações, os equipamentos da ventilação destas edificações devem ser projetados de forma a limitar
a mistura inflamável de vapor-ar, sob condições normais de operação, a níveis abaixo do limite inferior
de inflamabilidade ou explosividade.

4.8 (*) Equipamentos e vasos de processos

Os equipamentos e os vasos de processos devem ser projetados e instalados de forma a prevenir um


vazamento não intencional de líquidos e vapores, para minimizar a quantidade de vazamento, na
eventualidade de uma liberação acidental.

4.9 Gerenciamento de operações de risco

4.9.1 Esta subseção deve ser aplicada à metodologia de gerenciamento utilizada para identificar,
avaliar e controlar os riscos envolvidos no processamento e manuseio de líquidos inflamáveis e
combustíveis. Estes riscos incluem, mas não se limitam a, preparação, separação, purificação e
mudança de estado, energia contida ou composição.

4.9.2 Operações envolvendo líquidos inflamáveis e combustíveis devem ser revistas pra assegurar
que os riscos resultantes de incêndio e explosão, devido a falhas na contenção dos líquidos, estejam
previstas em planos de ação de emergência correspondentes.

Exceção 1 Operações onde os líquidos sejam utilizados somente como consumo local.

Exceção 2 Operações onde líquidos de classe II e classe III sejam armazenados em tanques
atmosféricos ou sejam transferidos a temperaturas inferiores aos seus pontos de fulgor.

Exceção 3 Ocupações mercantis, de exploração de petróleo cru, de perfuração de petróleo e de


serviços em poços de petróleo e em locais remotos e normalmente desocupados.

4.9.3 A extensão da prevenção e controle de incêndios que deve ser prevista deve ser determinada
por meio de uma avaliação de engenharia das operações e da aplicação de princípios de proteção
contra incêndios e de engenharia de processos. A avaliação deve incluir, mas não se limitar a, o
seguinte:

a) análise dos riscos de incêndio e explosão da operação;

b) análise dos alívios de emergência dos vasos de processo, levando-se em consideração as


propriedades dos materiais utilizados e as medidas adotadas para proteção e controle de incêndios;

c) análise dos requisitos aplicáveis ao projeto da instalação contidos em 4.1 e 4.2;

d) análise dos requisitos aplicáveis contidos nas Seções 5, 6, 7 e 8;

e) análise das condições locais das instalações para as propriedades adjacentes e destas para as
instalações, principalmente quanto a inundações, terremotos e vendavais;

f) análise da capacidade de resposta dos serviços locais de atendimento a emergências


(Corporação de Bombeiros, Defesa Civil etc.);

4.9.4 Um plano de ação de emergência escrito, que seja consistente com o pessoal e equipamentos
disponíveis, deve ser estabelecido para responder pelas emergências oriundas de incêndios. O plano

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deve incluir o seguinte:

a) procedimentos a serem seguidos nos casos de incêndio ou de vazamentos de líquidos ou


vapores, como o acionamento de alarme, notificação à Corporação de Bombeiros, evacuação do
pessoal e o controle e a extinção dos incêndios;

b) procedimentos e organograma para orientar as atividades destes procedimentos;

c) nomeação e treinamento do pessoal para executar as tarefas assinaladas, que devem ser
revistas no momento da nomeação inicial, como responsabilidades ou alterações nas ações de resposta
e quando ocorrerem previsão de alterações das tarefas;

d) procedimentos para manutenção do seguinte:

1) equipamentos e sistemas de proteção contra incêndio;

2) sistemas de drenagem e contenção;

3) equipamentos e sistemas de ventilação.

e) procedimentos para parada ou isolamento de equipamentos para reduzir, controlar ou paralisar


vazamento de líquidos ou vapores, incluindo a nomeação do pessoal responsável para manter funções
críticas da planta ou para parada da planta de processo e partida segura, seguindo isolamento e
parada;

f) medidas alternativas para segurança dos ocupantes.

4.9.5 A revisão do gerenciamento dos riscos de incêndio desenvolvido de acordo com 4.9.2 deve ser
repetida sempre que o risco de ocorrência de um incêndio ou de uma explosão mudar
significativamente. As condições que podem requerer a repetição da revisão incluem, mas não se
limitam ao seguinte:

a) quando ocorrerem mudanças nos materiais em processo;

b) quando ocorrerem mudanças nos equipamentos de processo;

c) quando ocorrerem mudanças no controle do processo;

d) quando ocorrerem mudanças nos procedimentos operacionais ou nas responsabilidades


operacionais.

5 Envase, manuseio, transferência e uso de líquidos inflamáveis e combustíveis


5.1 Requisitos gerais

O processamento e o manuseio de líquidos de classe II e de classe III aquecidos em temperaturas


iguais ou acima de seus pontos de fulgor devem seguir os requisitos para líquidos de classe I, a menos
que uma avaliação de engenharia, conduzida de acordo com a Seção 9, justifique o atendimento aos
requisitos para alguma outra classe de líquido.

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5.2 Envase, manuseio, transferência e uso de líquidos inflamáveis e combustíveis

5.2.1 Líquidos de classe I devem ser armazenados em tanques ou recipientes fechados, quando não
estiverem em uso. Líquidos de classe II e classe III devem ser armazenados em tanques ou recipientes
fechados, quando não estiverem em uso e quando suas temperaturas estiverem iguais ou acima dos
seus pontos de fulgor.

5.2.2 Onde os líquidos forem utilizados ou manuseados, devem-se providenciar medidas adequadas
para, prontamente e de forma segura, mitigar ou eliminar vazamentos ou derrames.

5.2.3 Os líquidos de classe I não podem ser manuseados fora de sistemas fechados, onde houver
chama aberta ou outras fontes de ignição dentro das áreas classificadas de acordo com a
ABNT NBR 17505-6.

5.2.4 A transferência de líquidos inflamáveis e combustíveis entre vasos, recipientes, tanques e


sistemas de tubulações, por meio de pressurização com ar ou gás inerte, só deve ser permitida quando
forem cumpridas todas as seguintes condições:

a) os vasos, os recipientes, os tanques e os sistemas de tubulação devem ser projetados para tal
transferência pressurizada e devem resistir às pressões de operação previstas;

b) dispor de sistemas de controle de segurança e de operação, incluindo dispositivos de alívio de


pressão, que previnam sobrepressões em qualquer parte do sistema;

c) somente deve ser utilizado gás inerte na transferência de líquido de classe I. Também para
transferência de líquidos de classe II e classe III aquecidos acima dos seus pontos de fulgor somente
deve ser utilizado gás inerte.

5.2.5 Bombas de deslocamento positivo devem dispor de alívios de pressão que descarreguem de
volta para o tanque, para a sucção da bomba ou para outro local adequado ou devem ser fornecidas
com intertravamentos que evitem sobrepressões.

5.2.6 As tubulações, as válvulas e os acessórios devem atender aos requisitos da


ABNT NBR 17505-3.

5.2.7 Conexões flexíveis certificadas devem ser utilizadas em locais onde ocorrerem vibrações.
Mangotes certificados devem ser utilizados em operações de transferências.

5.2.8 (*) O armazenamento temporário de líquidos inflamáveis e combustíveis em recipientes, em


recipientes intermediários para graneis (IBC) e em tanques portáteis, é limitado ao seguinte:

a) recipientes, em recipientes intermediários para granéis (IBC) e tanques portáteis que estejam em
operação;

b) recipientes, em recipientes intermediários para granéis (IBC) e tanques portáteis envasados


durante um único turno;

c) recipientes, em recipientes intermediários para granéis (IBC) e tanques portáteis necessários


para suprir o processo durante o período de 24 h;

d) recipientes, em recipientes intermediários para graneis (IBC) e tanques portáteis, armazenados


de acordo com a ABNT NBR 17505-4:2013, Seção 4.

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5.2.9 Líquidos inflamáveis e combustíveis de classe I, classe II ou de classe IIIA, esvaziados e


armazenados temporariamente em uma área de processo, não podem ser reenvasados nesta área.

Exceção 1 Recipientes intermediários para granéis (IBC) e tanques portáteis que atendam aos
requisitos da ABNT NBR 17505-4:2013, Seção 4.

Exceção 2 Produtos intermediários que sejam fabricados na área de processo podem ser envasados
na mesma área.

5.3 Operações eventuais

5.3.1 (*) Esta subseção aplica-se às áreas onde o manuseio, a utilização e o armazenamento de
líquidos inflamáveis e combustíveis sejam apenas uma atividade limitada, dentro da classificação
específica da instalação.

5.3.2 Os líquidos de classe I ou de classe II e os líquidos de classe III aquecidos a uma temperatura
igual ou superior ao seu ponto de fulgor, quando drenados ou transferidos para vasos, recipientes ou
tanques portáteis, devem obedecer às seguintes condições:

a) recipientes originais de transporte com capacidade de até 20 L;

b) recipientes de segurança;

c) através de um sistema fechado de tubulação;

d) tanques portáteis ou recipientes, com dispositivo de proteção antissifonamento, que retire o


líquido por um bocal no topo do tanque ou do recipiente;

e) por gravidade, através de uma válvula com autofechamento ou um dispositivo de fecho


automático.

5.3.2.1 Se na operação de transferência for utilizada uma mangueira, esta deve ser equipada com uma
válvula de autofechamento, sem dispositivo que mantenha a válvula aberta, além da válvula de bloqueio
da saída da mangueira. Somente mangueiras certificadas devem ser utilizadas.

5.3.2.2 Devem ser previstos meios para reduzir a geração de eletricidade estática e que atendam aos
requisitos em 9.2.4.

5.3.2.3 Onde forem utilizadas bombas para a transferência de líquido inflamável e combustível, devem
ser previstos meios para interromper a transferência, no caso de um vazamento do produto ou de um
incêndio.

5.3.3 Todo o armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis deve atender 5.3.4 e 5.3.5 e
estar de acordo com a ABNT NBR 17505-4:2013, Seção 4.

5.3.4 A quantidade de líquidos localizados fora das áreas identificadas como de armazenamento
(gabinetes de armazenamento, outras áreas internas de armazenamento de líquidos, depósitos,
armazéns gerais ou outras áreas específicas de processamento, que estejam a uma distância tal que
resista a no mínimo 2 h de fogo na área principal), deve atender aos requisitos a seguir.

A soma total dos volumes envolvidos em todas as operações eventuais em cada área sujeita a fogo não
pode exceder os seguintes limites:

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a) (*) a quantidade necessária para atender às operações eventuais por um período continuo de
24 h; ou

b) A soma agregada do seguinte:

1) 100 L de líquidos de classe IA, em recipientes;

2) 460 L de líquidos de classe IB, classe IC, classe II ou classe III, em recipientes;

3) 6 000 L de qualquer combinação, conforme a seguir:

- líquidos de classe IB, classe IC, classe II ou classe IIIA em tanques metálicos portáteis
ou recipientes intermediários para granel metálicos, cada um não excedendo 3 000 L;

- líquidos de classe II ou classe IIIA em recipientes intermediários para granel não


metálicos, cada um não excedendo 3 000 L;

c) 20 tanques portáteis, ou recipientes intermediários para granel, cada um com até 3 000 L, de
líquidos de classe IIIB.

5.3.5 Nos casos em que forem necessários volumes maiores de líquidos, acima dos limites
estipulados em 5.3.4, o armazenamento deve ser feito em tanques que atendam a todos os requisitos
aplicáveis da ABNT NBR 17505-2, Seção 4 e a da ABNT NBR 17505-3.

5.3.6 As áreas onde forem transferidos líquidos de um tanque ou recipiente para outro recipiente
devem atender ao seguinte:

a) ter um isolamento de outras operações que possam representar uma fonte de ignição, por uma
distância segura ou por uma construção resistente ao fogo;

b) ter drenagens ou outros meios para controlar os derramamentos;

c) (*) ter ventilação natural ou mecânica que atenda aos requisitos de 4.7.

5.4 Ventilação para áreas de envase

Nas áreas de armazenamento onde se faça envase, deve existir em um sistema de ventilação de
exaustão natural ou mecânica. A ventilação mecânica deve ser sempre utilizada em áreas onde se faça
envase de líquidos de classe I.

5.4.1 A tomada do ar de exaustão deve ser efetuada em um ponto próximo de uma parede de um dos
lados da sala e em uma altura de 300 mm do piso. A sala deve dispor de um ou mais pontos de
reposição de ar na parede oposta à saída da exaustão, em uma altura de 300 mm acima do piso.

5.4.2 A localização das aberturas para entrada e saída do ar de exaustão deve ser tal que promova
sua movimentação em toda a área do piso, para prevenir a acumulação de vapores inflamáveis.

5.4.3 (*) O ar de exaustão da sala deve ser descarregado para um local seguro no exterior da
edificação.

A recirculação do ar de exaustão é permitida apenas quando monitorada continuamente, utilizando um


sistema à prova de falhas projetado para soar automaticamente um alarme, para parar a recirculação e

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promover a completa exaustão para fora do ambiente, no caso em que forem detectadas misturas
vapor-ar que atinjam concentrações maiores que 25 % do limite de inflamabilidade.

5.4.4 Se forem utilizados dutos, estes não podem ser utilizados para qualquer outro propósito e devem
atender à Norma Brasileira aplicável, se existente, ou à NFPA 91.

5.4.4.1 Se o ar de reposição de um sistema mecânico for tomado do interior de uma edificação, a


abertura da captação deve ser equipada com uma porta ou um damper corta-fogo, conforme Norma
Brasileira aplicável, se existente, ou NFPA 91.

5.4.4.2 Para os sistemas naturais, o ar de reposição deve ser fornecido da parte externa da edificação.

5.4.5 Os sistemas de ventilação mecânica devem ser dimensionados para um mínimo de


0,3 m³/min/m² de área de piso, mas não inferior a 4 m³/min.

Os sistemas de ventilação mecânica para áreas de envase devem ser equipados com uma chave de
fluxo ou outro método igualmente confiável que interligue um alarme sonoro audível, sempre que houver
falha do sistema de ventilação.

6 Operações específicas
6.1 Sistemas de transferência de calor

6.1.1 (*) Requisitos gerais

Um aquecedor ou vaporizador utilizado para aquecer um fluido de transferência de calor, que esteja
localizado no interior de uma edificação, deve atender a todos os requisitos aplicáveis da Seção 4.

6.1.2 (*) Projeto do sistema

6.1.2.1 (*) Devem ser previstas drenagens em pontos estratégicos de um sistema de transferência de
calor. Os drenos devem ser direcionados para um local seguro que seja capaz de acumular o volume
total do sistema ou o volume de parte do sistema que possa ser isolado.

6.1.2.2 (*) Onde o tanque de expansão de um sistema de transferência de calor estiver localizado acima
do nível do piso e tiver a capacidade maior que 1 000 L, ele deve ser provido de uma linha de dreno do
ponto baixo, que permita a drenagem do tanque de expansão para um tanque de drenagem, situado em
um nível inferior. A válvula da tubulação de dreno deve ser operada a partir de um local seguro.

6.1.2.3 Um sistema de transferência de calor não pode ser utilizado para fornecer aquecimento direto à
edificação.

6.1.2.4 Todos os bocais para dispositivos de alívio de pressão devem ser canalizados para um local
seguro.

6.1.3 (*) Controles e intertravamentos de queimadores de combustível

Aquecedores ou vaporizadores que queimem óleo ou gás devem ser projetados e instalados de acordo
com os requisitos aplicáveis das Normas Brasileiras ou, na inexistência destas, da NFPA 31 ou NFPA
85, como aplicável. Aquecedores ou vaporizadores que queimem serragem em suspensão devem ser
projetados e instalados de acordo com os requisitos aplicáveis das Normas Brasileiras ou, na
inexistência destas, da NFPA 85.

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6.1.4 Tubulações

6.1.4.1 (*) As tubulações devem atender a todos os requisitos aplicáveis da ABNT NBR 17505-3.

6.1.4.2 Todas as conexões de tubulações devem ser soldadas.

6.1.4.2.1 Conexões roscadas e seladas por solda podem ser aceitas para tubulações de até 50 mm de
diâmetro.

6.1.4.2.2 Podem ser aceitas juntas mecânicas aplicadas em bombas, em válvulas e em conexões de
equipamentos.

6.1.4.3 Tubulações existentes onde é necessário trocar o isolamento e as tubulações novas devem ser
isoladas termicamente utilizando-se isolante adequado não absorvente e dotado de revestimento para
proteção mecânica da tubulação.

6.1.4.3.1 Onde as junções de tubulações forem soldadas e onde não houver outros pontos no sistema
sujeitos a vazamentos, como válvulas ou bombas, outros tipos de isolamento podem ser aceitáveis.

6.1.4.3.2 Tubulações dotadas de flanges soldados, ou flanges vazados selados, devem ser revestidas
com material não absorvente para prevenir a migração do vazamento para um revestimento adjacente
ou ser dotado de um sistema de isolamento não absorvente, quando situadas em áreas passíveis de
vazamentos, onde possam ser formadas poças.Otrecho da tubulação partindo deuma poça para outra
poça deve ser considerado um sistema fechado e outros tipos de isolamentos são permitidos.Os
trechos sujeitos a vazamentos, onde a poça possa ser formada, devem ser revestidos com material não
absorvente ou ser dotados de um sistema de isolamento não absorvente.

6.1.4.3.3 Onde forem necessários acessos sobre isolamentos removíveis ou reutilizáveis, os acessos
devem ser fabricados de material isolante, flexível ou rígido, o qual deve ser encapsulado de forma a
prover um sistema de isolamento não absorvente, a fim de prevenir a absorção de vazamentos.

6.1.5 Proteção contra incêndios

6.1.5.1 (*) Deve ser prevista proteção por chuveiros automáticos que atenda aos requisitos da Norma
Brasileira aplicável ou, na inexistência desta, da NFPA 13, para ambientes de alto risco e para áreas de
edificações que contenham um aquecedor ou vaporizador de um sistema de transferência de calor.

6.1.5.2 É permitido ser utilizado um sistema alternativo de proteção contra incêndio, se aprovado pela
Corporação de Bombeiros local. Tal sistema alternativo deve ser projetado e instalado de acordo com
Norma Brasileira aplicável e com as recomendações do fabricante do sistema selecionado.

6.1.6 Operações

6.1.6.1 (*) As operações envolvendo sistemas de fluido de transferência de calor e seus equipamentos
devem ser revistas para assegurar que os riscos de incêndio e explosão resultantes de vazamentos do
fluido ou falhas do sistema estejam previstos nos “Planos de ação e emergência de prevenção de
incêndio”.

6.1.6.2 Os operadores dos sistemas de transferência de calor devem ser treinados quanto aos riscos de
má operação, de vazamentos do sistema e para reconhecer condições de falhas que possam conduzir
a situações perigosas.

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6.1.6.3 Os intertravamentos de segurança devem ser inspecionados, calibrados e ensaiados


anualmente ou em outros intervalos estabelecidos, de acordo com normas apropriadas, para determinar
se eles permanecem em condições adequadas de operação.

6.2 Sistemas de recuperação e processamento de vapores de produtos

6.2.1 Proteção contra vácuo e sobrepressão

Tanques e equipamentos devem ter respiros independentes para as condições de vácuo e


sobrepressão, que podem ocorrer devido ao mau funcionamento dos sistemas de recuperação e
processamento de vapor.

NOTA Os respiros normais para os tanques devem estar de acordo com a ABNT NBR 17505-2:2013, 4.2.3.

6.2.2 Localização dos respiros

6.2.2.1 Os respiros dos sistemas de processamento de vapores devem ter no mínimo 3,7 m de altura
em relação ao nível do piso de referência, com saídas localizadas e dirigidas de forma que haja uma
dispersão dos vapores, de modo que seja alcançado um nível de concentração abaixo do limite inferior
de inflamabilidade em qualquer local que possa conter uma fonte de ignição.

6.2.2.2 As saídas dos respiros devem ser localizadas de tal forma que os vapores não sejam
descarregados em reentrâncias ou outras obstruções, e devem situar-se no mínimo a 1,5 m das
aberturas das edificações e no mínimo a 4,5 m de qualquer tomada de ar de ventilação motorizada.

6.2.3 Sistema coletor de vapor

6.2.3.1 A tubulação de coleta de vapor do sistema de recuperação deve ser projetada para prevenir a
condensação do líquido.

6.2.3.2 Os sistemas de recuperação e processamento de vapor que não forem projetados para
manusear condensados devem ser providos de meios para eliminar qualquer líquido ou condensado
arrastado para o sistema coletor de vapor.

6.2.4 Monitoramentodo nível de líquido

6.2.4.1 (*) O vaso de condensação utilizado no sistema de recuperação de vapor deve ter meios para
verificar o nível de líquido e um sensor de nível alto que ative um alarme sonoro e visual.

6.2.4.2 Para instalações desassistidas, o sensor de nível alto de líquido deve alarmar e intertravar de
forma a paralisar a transferência do líquido para o vaso e paralisar o sistema de recuperação e
processamento de vapor.

6.2.5 Proteção contra transbordamento

6.2.5.1 Os tanques de armazenamento servidos por sistemas de recuperação de vapor devem ser
equipados com proteção contra transbordamento de acordo com a ABNT NBR 17505-2:2013, 4.5.1.

6.2.5.2 A proteção contra transbordamento de caminhões-tanque deve ser de acordo com os requisitos
aplicáveis de 7.7.1.

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6.2.6 Fontes de ignição

6.2.6.1 Liberação de vapor

Todos os bocais de tanques ou equipamentos que tenham o propósito de recuperação de vapor devem
ser protegidos contra possíveis liberações de vapor, de acordo com a ABNT NBR 17505-2:2013, 7.7.1.8
e 6.5.7.

6.2.6.2 (*) Classificação de área elétrica

A classificação de área elétrica deve ser de acordo com a ABNT NBR 17505-6.

6.2.6.3 (*) Eletricidade estática

Os equipamentos do sistema de recuperação e processamento de vapor devem ser protegidos de


acordo com 9.2.4 e Seção 10.

6.2.6.4 (*) Ignição espontânea

Os equipamentos devem ser projetados ou deve haver procedimentos escritos estabelecendo e


implementando normas para prevenir ignição onde exista potencial para ignição espontânea.

6.2.6.5 Calor de fricção ou centelhamento originado de equipamentos mecânicos

Equipamentos mecânicos utilizados para movimentar vapores que estejam na faixa de inflamabilidade
devem ser projetados para prevenir centelhamento ou outras fontes de ignição nas condições normais e
de mau funcionamento dos equipamentos.

6.2.6.6 (*) Propagação de chamas

Onde exista razoável potencial para ignição de uma mistura de vapor na faixa de inflamabilidade, deve
ser prevista uma retenção da propagação de chamas no sistema de coleta de vapor. Os meios
escolhidos devem prevenir a propagação das chamas sob as condições com as quais estes sejam
utilizados.

6.2.6.7 Proteção contra explosão

Se houver proteção contra explosão, esta deve ser de acordo com a Norma Brasileira aplicável ou, na
inexistência desta, com a NFPA 69.

6.2.7 Sistemas de parada de emergência

Sistemas de parada de emergência devem ser projetados para interromper a operação em uma
situação segura na eventualidade de falha de energia elétrica, falha no sistema pneumático ou mau
funcionamento do equipamento.

6.3 Unidade de destilação de solventes

6.3.1 Equipamentos

Unidades de destilação de solventes devem ser projetadas de acordo com Norma Brasileira aplicável
ou, na inexistência desta, com a UL 2208.

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6.3.2 Solventes

As unidades de destilação de solventes só devem ser utilizadas para destilar líquidos para os quais elas
foram projetadas e que estejam previstas nas instruções do fabricante.

Líquidos instáveis ou reativos ou outros materiais que não constem nas instruções do fabricante não
podem ser processados nas unidades de processamento de líquidos.

6.3.3 Localização

6.3.3.1 As unidades de destilação de solventes devem ser localizadas e operadas em locais


recomendados pelas instruções do fabricante.

6.3.3.2 Unidades de destilação de solventes não podem ser instaladas em porões.

6.3.3.3 Unidades de destilação de solventes devem ser localizadas longe de fontes potenciais de
ignição.

6.3.4 Armazenamento de líquidos

Líquidos destilados e líquidos de classe I, classe II e classe IIIA, aguardando destilação, devem ser
armazenados de acordo com a ABNT NBR 17505.

7 Instalações para carga e descarga de graneis de caminhões-tanque e vagões-


tanque
7.1 Requisitos gerais

7.1.1 Ligação, aterramento e correntes fugitivas

7.1.1.1 Não são requeridas interligações às malhas de aterramento para controle de eletricidade
estática nas seguintes condições:

a) onde os vagões-tanque e caminhões-tanque são carregados exclusivamente com produtos que


não possuam propriedades cumulativas de eletricidade estática, como asfaltos (incluindo-se as aparas
de asfalto), a maioria dos óleos crus e óleos residuais;

b) onde não forem manuseados líquidos de classe I nas instalações de carregamento e onde
vagões-tanque e caminhões-tanque forem carregados exclusivamente com líquidos de classe II e de
classe III em temperaturas abaixo de seus pontos de fulgor.

7.1.1.2 (*) Instalações de carregamento e descarregamento onde forem carregados líquidos em vagões-
tanque com domo aberto devem ser interligadas à malha de aterramento para protegê-las contra os
riscos de eletricidade estática.

7.1.1.2.1 As malhas de aterramento consistem em uma rede de cabos metálicos que estejam
conectados elétrica e permanentemente ao arranjo de tubulação de enchimento ou a alguma parte da
estrutura metálica que tenha algum contato elétrico com o arranjo de tubulação de enchimento.

7.1.1.2.2 Deve haver um conector ou dispositivo equivalente (jacaré) na extremidade livre do cabo de
aterramento para interligar o tanque do vagão ou do caminhão à malha de aterramento.

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7.1.1.2.3 Todas as partes do arranjo de tubulação de enchimento, incluindo, mas não se limitando a,
coletor de gotículas, estrutura e tubulação, deve formar um conjunto condutivo eletricamente contínuo
que esteja ligado diretamente à terra através da estrutura ou por meio de um cabo condutivo.

7.1.1.3 Instalações de carregamento e descarregamento que forem utilizadas para transferir líquidos de
vagões-tanque, através de domos abertos, devem ser protegidas contra correntes fugitivas pela
interligação permanente do tubo de enchimento no mínimo a um dos trilhos e à estrutura metálica.

7.1.1.3.1 Todas as tubulações que passem pela área devem ser permanentemente interligadas, em
conjunto, à malha de aterramento.

7.1.1.3.2 Em áreas onde houver reconhecidamente a existência de uma grande incidência de


correntes fugitivas, todas as tubulações que atravessem a área devem dispor de seções de isolamento
para isolá-las eletricamente das tubulações da instalação.

NOTA Estas precauções não são requeridas onde forem manuseados somente líquidos de classe II ou de classe
III, com temperaturas abaixo de seus pontos de fulgor, e onde não exista probabilidade de que vagões-tanque
contenham vapores de líquidos de classe I oriundos de carregamentos anteriores.

7.2 Localização de instalações de carregamento e descarregamento

7.2.1 As plataformas para carregamento e descarregamento de vagões-tanque e caminhões-tanque


devem ser localizadas distantes dos tanques de superfície, dos armazéns, de outras edificações ou dos
limites das propriedades adjacentes onde haja ou possa haver construções, a uma distância mínima de
7,5 m para líquidos de classe I e para líquidos de classe II e de classe III manuseados com
temperaturas iguais ou superiores de seus pontos de fulgor, medida a partir do ponto de carga e
descarga ou da conexão de transferência mais próxima.

No caso de carregamento e descarregamento de equipamentos manuseando líquidos de classe II e de


classe III, com temperaturas abaixo de seus pontos de fulgor, a distância mínima deve se de 4,5 m,
medida a partir do ponto de carga e descarga ou da conexão de transferência mais próxima.

7.2.2 (*) Estas distâncias podem ser reduzidas, se houver proteções da vizinhança adequadas contra
exposições, a critério da Corporação de Bombeiros local.

7.2.3 As edificações destinadas ao parque de bombas (casa de bombas) e os abrigos de operadores


(casa dos operadores) são considerados parte da instalação, não necessitando cumprir as distâncias
estabelecidas em 7.2.1 e 7.2.2.

7.3 Estruturas cobertas

Uma instalação de carregamento ou descarregamento com cobertura ou com um toldo que não limite a
dispersão de calor ou de vapores inflamáveis e que permita o acesso e o controle do combate a
incêndio deve ser tratada como instalação descoberta.

7.4 Sistemas elétricos

A instalação de equipamentos elétricos, eletrônicos, de instrumentação, automação e telecomunicações


e todo o sistema de cabos devem atender aos requisitos da ABNT NBR 17505-6.

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7.5 (*) Contenção, drenagem e controle de derramamento

As instalações de carregamento e descarregamento devem ser providas de um sistema de drenagem


ou de outros meios adequados para conter derramamentos.

7.6 Equipamentos

7.6.1 Os equipamentos como tubulações, bombas e medidores utilizadospara a transferência de


líquidos de classe I entre tanques de armazenamento e os braços de carregamento da instalação de
carga e descarga não podem ser utilizadospara a transferência de líquidos de classe II ou classe III, a
não ser que seja atendida uma das seguintes condições:

a) esta disposição não se aplica a misturas de líquidos miscíveis com água, quando a classe da
mistura for determinada pela concentração do líquido na água;

b) esta disposição não se aplica aos casos em que o equipamento for limpo ou descontaminado
entre cada transferência.

7.6.2 As bombas com acionamento remoto, localizadas em tanques subterrâneos, devem ter um
dispositivo aprovado de detecção de vazamentos, que indique quando o sistema não estiver
perfeitamente estanque.

Este dispositivo deve ser verificado e ensaiado, pelo menos anualmente, de acordo com as
especificações do fabricante do sistema, para garantir a instalação e a operações corretas.

7.7 Requisitos operacionais

7.7.1 Carregamento e descarregamento de caminhões-tanque

7.7.1.1 Os líquidos somente devem ser carregados nos tanques dos caminhões cujo material de
construção seja compatível com as características químicas do líquido. Além disso, os líquidos devem
ser quimicamente compatíveis com o líquido transportado anteriormente, exceto nos casos em que o
tanque de carga tenha sido convenientemente limpo ou descontaminado.

7.7.1.2 Antes de carregar os caminhões-tanque através do domo superior aberto (boca de


carregamento), um aterramento adequado deve ser feito do caminhão-tanque ou tanque de carga,
antes da abertura do domo, e deve permanecer conectado até o término do carregamento, do
fechamento e da lacração das tampas situadas no topo do tanque, atendendo a todas as condições
estabelecidas em 7.1.1.

7.7.1.3 Quando estiverem sendo transferidos líquidos de classe I, a qualquer temperatura, ou líquidos
de classe II ou de classe III, a temperaturas iguais ou superiores aos seus pontos de fulgor, os motores
dos caminhões-tanque, os motores de bombas auxiliares ou portáteis devem permanecer desligados
durante a conexão e desconexão dos mangotes.

7.7.1.4 Se o carregamento e o descarregamento forem feitos sem exigir o uso do motor do caminhão-
tanque, este deve permanecer desligado durante toda a operação de transferência envolvendo líquidos
de classe I e classe II.

7.7.1.5 (*) No carregamento feito através de domos superiores abertos em caminhões-tanque que
contenham misturas vapor-ar em uma faixa considerada inflamável, ou nos casos em que o líquido que
estiver sendo transferido possa formar tais misturas, deve ser utilizada uma tubulação de carga que se

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situe no máximo a 15 cm do fundo do tanque. Esta precaução é desnecessária quando forem


transferidos líquidos que não acumulem cargas eletrostáticas.

7.7.1.6 Quando um caminhão-tanque for carregado pelo topo (sistema top loading) com líquidos de
classe I ou classe II, sem um sistema de controle de vapor, as válvulas utilizadas para o controle final do
fluxo devem ser do tipo de autofechamento e devem ser mantidas manualmente abertas, exceto quando
forem previstos meios automáticos para interromper o fluxo quando o veículo estiver completamente
carregado.

7.7.1.6.1 Os sistemas de desligamento automático devem ser providos de uma válvula de corte
manual, localizada a uma distância segura do bocal de carregamento, para interromper o fluxo caso
ocorra uma falha do sistema automático.

7.7.1.6.2 Quando houver o carregamento de um caminhão-tanque pelo topo, com controle de vapor, o
controle de fluxo de vazão deve estar de acordocom 7.7.1.8 e 7.7.1.9.

7.7.1.7 Quando um caminhão-tanque for carregado pelo fundo (sistema bottom loading), deve ser
previsto um dispositivo que permita o ajuste de um volume predeterminado de líquido e um controle
secundário automático para a interrupção de fluxo, para evitar o transbordamento.

7.7.1.7.1 Os componentes de conexão entre a plataforma de carregamento e o veículo-tanque,


necessários para operar o controle secundário, devem ser funcionalmente compatíveis.

7.7.1.7.2 A conexão entre o mangote ou a tubulação de carregamento de líquidos e o bocal de carga


do caminhão-tanque deve ser um acoplamento de desconexão a seco.

7.7.1.8 Quando for feito um carregamento pelo fundo de um veículo-tanque que seja equipado com
controle de vapor, mas quando o controle de vapor não estiver sendo utilizado, o tanque de carga deve
ser aliviado para a atmosfera por meio de um dispositivo com altura não inferior ao topo do tanque de
carga do veículo para prevenir a pressurização deste.

Conexões para o sistema de controle de vapor devem ser projetadas para prevenir o escape de vapor
para a atmosfera quando o sistema não estiver conectado ao tanque de carga.

7.7.1.9 Quando o carregamento for feito pelo fundo, devem ser aplicadas taxas reduzidas de vazão (até
o bocal de enchimento ficar submerso), podendo ser utilizados defletores ou outros dispositivos para
evitar o respingamento e minimizar a turbulência.

7.7.1.10 Os objetos metálicos ou condutores, como fitas de medição, frascos de amostras e


termômetros, não podem ser baixados ou ficar pendurados no interior do compartimento do tanque
enquanto este estiver sendo carregado, ou imediatamente após cessar o bombeamento, para permitir a
estabilização da carga.

7.7.1.11 Visando minimizar os riscos oriundos da eletricidade estática nas operações de carregamento
e descarregamento, deve-se verificar a velocidade adequada, para as classes dos fluidos nestas
operações e, se necessário, adotar acessórios (defletores, válvulas de restrição de fluxo etc.) que
minimizem o impacto do fluido nas paredes dos tanques.

7.7.1.12 Os materiais de fabricação dos mangotes utilizados na transferência devem ser compatíveis
com os líquidos que estiverem sendo manuseados.

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7.7.2 Carregamento e descarregamento de vagões-tanque

7.7.2.1 Os líquidos só devem ser carregados em vagões-tanque cujos materiais de construção sejam
compatíveis com as características químicas do líquido. O líquido que for carregado também deve ser
quimicamente compatível com o líquido que tiver sido transportado anteriormente, a não ser que o
tanque tenha sido convenientemente limpo ou descontaminado.

7.7.2.2 (*) Quando o carregamento de um vagão-tanque que contenha misturas de vapor-ar em uma
faixa considerada inflamável for feito pelo topo com os domos abertos (bocas de carregamento) ou
quando o líquido de enchimento puder formar tais misturas, o carregamento deve ser feito através de
um tubo de carga que se situe no máximo a 15 cm do fundo do tanque, a não ser que o líquido não
tenha característica de acumulação de cargas eletrostáticas.

7.7.2.3 Quando o carregamento for feito pelo fundo (bottom loading), devem ser aplicadas taxas
reduzidas de vazão (até que o bocal de enchimento fique submerso), podendo ser utilizados defletores
ou outros dispositivos para evitar o respingamento e minimizar a turbulência.

7.7.2.4 Os objetos metálicos ou condutores, como fitas de medição, frascos de amostras e termômetros,
não podem ser baixados ou ficar pendurados no interior do compartimento do tanque enquanto este
estiver sendo carregado, ou imediatamente após cessar o bombeamento, para permitir a estabilização
da carga.

7.7.2.5 Visando minimizar os riscos oriundos da eletricidade estática nas operações de carregamento e
descarregamento, deve-se verificar a velocidade adequada, para as classes dos fluidos nestas
operações e, se necessário, devem ser adotados acessórios (defletores, válvulas de restrição de fluxo
etc.) que minimizem o impacto do fluido nas paredes dos tanques.

7.7.2.6 Os materiais de fabricação dos mangotes utilizados na transferência devem ser compatíveis
com os líquidos que estiverem sendo manuseados.

7.7.3 (*) Carregamentos alternados

Para evitar os riscos decorrentes de mudanças de líquidos com diferentes pontos de fulgor, nenhum
vagão-tanque ou caminhão-tanque cujo conteúdo anterior tenha sido um líquido de classe I deve ser
carregado com líquidos de classe II ou classe III, exceto quando forem tomadas as devidas precauções
(lavados, descontaminados e desgaseificados).

8 Operações no cais ou píer


8.1 Requisitos gerais

8.1.1 O cais ou píer de grande porte e que opere com transferências de grandes volumes de líquidos
e outras mercadorias em geral devem seguir os requisitos dos regulamentos técnicos pertinentes, das
Normas Brasileiras e, na ausência destas, da NFPA 307.

8.1.2 O manuseio eventual de cargas de líquidos embalados e o carregamento e descarregamento de


cargas gerais, como suprimentos de navios, durante a transferência de líquidos, devem ser realizados
somente quando aprovados por um supervisor do caís ou píer e pelo oficial sênior da embarcação.

8.1.3 O caís ou píer onde cargas líquidas a granel são transferidas de ou para navios-tanque deve
estar a uma distância mínima de 30 m de uma ponte sobre um curso d’água navegável ou da entrada
de um túnel rodoviário ou ferroviário sob um curso d’água navegável.

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8.1.4 As extremidades da tubulação fixa de carga e descarga devem estar no mínimo 60 m de


distância de qualquer ponte ou entrada de um túnel.

8.1.5 A subestrutura e o piso do caís ou píer devem ser projetados especificamente para o uso
pretendido.

8.1.6 O piso pode ser de qualquer material, desde que combine a capacidade desejada com a
flexibilidade, resistência ao choque, durabilidade, força e resistência ao fogo.

8.1.7 A aplicação de madeira pesada na construção do piso do caís ou píer pode ser aceita.

8.1.8 Os tanques utilizados exclusivamente para água de lastro ou líquidos de classe II e classe III
podem ser instalados em um caís ou píer desde que projetado para resistir à massa dos tanques e seus
conteúdos.

8.1.9 As bombas de carregamento com capacidade para desenvolver pressões que possam superar a
pressão máxima de trabalho dos mangotes ou dos braços de carregamento devem ser providas de by
pass, válvulas de alívio ou outros recursos para proteger a instalação de carregamento contra excesso
de pressão.

Os dispositivos de alívio devem ser ensaiados pelo menos anualmente, para determinar se funcionam
satisfatoriamente na pressão ajustada.
8.1.10 Todos os mangotes e acoplamentos de pressão devem ser inspecionados dentro de intervalos
recomendados pelos fabricantes, de acordo com os seus serviços.

8.1.10.1 Os mangotes e os acoplamentos devem ser ensaiados com o mangote estendido, utilizando-se
a pressão máxima de operação.

8.1.10.2 Qualquer mangote que apresente deterioração de material, sinais de vazamento, fragilidade na
carcaça ou nas conexões deve ser retirado de serviço, reparado ou descartado.

8.1.10.3 Os materiais de fabricação dos mangotes utilizados na transferência devem ser compatíveis
com os líquidos que estiverem sendo manuseados.

8.1.11 Tubulações, válvulas e acessórios devem atender aos requisitos da ABNT NBR 17505-3, além
dos seguintes requisitos:

a) a flexibilidade da tubulação deve ser assegurada por um leiaute, localização apropriada e


arranjos de suportes de tubulação, dispostos de tal forma que o movimento da estrutura do caís ou píer,
resultante da ação das ondas, correntes, marés ou da amarração das embarcações, não transmita às
tubulações e aos mangotes uma tensão excessiva;

b) não podem ser permitidas juntas de tubulações que dependam das características de fricção de
materiais combustíveis ou de ranhuras abertas nas extremidades dos tubos para dar continuidade
mecânica à tubulação;

c) o uso de juntas giratórias deve ser permitido para tubulações às quais são conectados mangotes
e para sistemas de transferência com juntas giratórias articuladas, desde que o projeto seja tal que a
resistência mecânica da junta não seja prejudicada, se o material de vedação não resistir, como, por
exemplo, por exposição ao fogo;

d) cada tubulação movimentando líquidos de classe I ou de classe II para o caís ou píer deve ser

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provida de uma válvula de bloqueio de fácil acesso, localizada em terra, próxima ao caís ou píer e fora
de qualquer área de contenção (circundada por diques). Onde houver mais do que uma linha, as
válvulas devem ser identificadas como referentes à respectiva linha e devem ser agrupadas em um só
local;

e) devem ser previstos meios para permitir acesso fácil às válvulas da linha de carregamento,
localizadas abaixo do piso do caís ou píer.

8.1.12 Tubulações do caís ou píer onde são manuseados líquidos de classe I ou de classe II a qualquer
temperatura, ou de classe III, a temperaturas iguais ou superiores aos seus pontos de fulgor, devem ser
ligadas e aterradas.

8.1.12.1 Quando houver correntes fugitivas excessivas, devem ser instalados flanges ou juntas
isolantes.

8.1.12.2 As conexões de fixação e o cabo terra de todas as tubulações devem ser localizados do lado
do caís ou píer onde estejam os flanges isolantes, quando utilizados, e devem ter um acesso fácil à
inspeção.

8.1.12.3 É proibido o aterramento entre o caís ou píer e a embarcação (ver Nota).

NOTA Esta proibição consta nas recomendações da International maritime organization (IMO) e International
safety guide for oil tankers and terminals (ISGOTT).

8.1.13 As conexões de mangotes ou de tubulações com juntas articuladas, utilizadas para a


transferência de cargas, devem ser capazes de suportar o efeito combinado de mudança de correnteza
e de maré. Os mangotes devem ter apoios para evitar torções e danos causados por atrito.

8.1.14 As amarrações devem ser mantidas ajustadas para evitar que o balanço da embarcação possa
causar tensão no sistema de transferência de cargas.

8.1.15 Deve-se tomar cuidado para que o material colocado no caís ou píer não possa obstruir o
acesso ao equipamento de combate a incêndio, ou às válvulas de controle de uma tubulação
importante.

8.1.16 Onde um caís ou píer permita o tráfego de veículos, uma via de acesso deve sempre ser
mantida desobstruída do caís ou píer à terra, permitindo o acesso permanente dos equipamentos de
combate a incêndio.

8.1.17 O carregamento e o descarregamento só devem ser iniciados após o supervisor do caís ou píer
e a pessoa encarregada do navio-tanque confirmarem que a embarcação está corretamente atracada e
que todas as conexões foram adequadamente efetuadas.

8.1.18 Nenhum trabalho mecânico pode ser feito no caís ou píer durante a transferência de carga,
exceto nos casos em que for concedida uma autorização especial baseada na vistoria da área, na
avaliação dos métodos empregados e na adoção das medidas necessárias para o procedimento.

8.1.19 Durante a transferência de líquidos deve ser feito um controle das fontes de ignição.

8.1.20 Os trabalhos mecânicos, inclusive o tráfego de veículos, as soldas, o esmerilhamento e outros


trabalhos a quente, não podem ser feitos durante a transferência de carga, exceto quando autorizados
pelo supervisor do caís ou píer e pelo oficial sênior do navio.

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8.1.21 Fumar no caís ou píer é proibido durante todo o tempo em que durar a operação de
transferência de líquido.

8.1.22 Para terminais marítimos manuseando líquidos inflamáveis e líquidos combustíveis a


temperaturas iguais ou superiores os seus pontos de fulgor, a Figura A.1 deve ser utilizada para
determinar a extensão das áreas classificadas, com o propósito de instalação de equipamentos
elétricos.

8.1.23 Onde existir a possibilidade de uma atmosfera inflamável no compartimento de carga do navio,
os sistemas de transferência de carga devem ser projetados para limitar a velocidade do líquido a
1,0 m/s até que o bocal de entrada do compartimento esteja suficientemente submerso para evitar
respingos.

8.1.24 Os filtros, as bombas, as telas de arame e outros dispositivos que possam produzir cargas de
eletricidade estática devido à turbulência devem ser localizados de tal maneira que permitam um tempo
mínimo de 30 s, para dissipação das cargas elétricas antes de iniciar o descarregamento do líquido para
o compartimento do navio.

8.1.25 (*) Um coletor dos vazamentos deve ser previsto em torno de áreas com tubulações em
manifold, para prevenir o deslocamento de líquido para outras áreas do caís ou píer, ou mesmo sob o
caís ou píer.

8.1.26 Todas as linhas de drenagem saindo do caís ou píer devem ser providas com selos hidráulicos.

8.1.27 Onde necessário, o caís ou píer deve ter um sistema de isolamento e interrupção da operação
de carregamento no caso de uma falha no mangote, no braço de carga ou nas válvulas do manifold.
Este sistema deve estar de acordo com todos os requisitos numerados a seguir: se o sistema de
proteção fechar uma válvula de um sistema alimentado por gravidade ou por bombeio, deve-se tomar
cuidado para garantir que a linha seja protegida de qualquer surto de pressão resultante (golpe de
ariete);

Os sistemas de emergência para a interrupção da operação devem ter a possibilidade de serem


acionados automática ou manualmente.

Os dispositivos acionados manualmente devem ser bem identificados e acessíveis durante uma
emergência.

8.1.28 (*) Os equipamentos de proteção contra incêndio e de resposta a emergências para o caís ou
píer devem ser especificados considerando os produtos manuseados, a capacidade de resposta a
emergências, as dimensões, a localização, a frequência de uso e as exposições adjacentes.

8.1.28.1 Onde for disponível rede de água para combate a incêndio, a rede pode permanecer cheia ou
vazia. Em todos os casos,as válvulas de bloqueio e a válvula do hidrante de recalque devem ser
previstas conexão tipopíer/cais com a terra.

8.1.28.2 Onde houver uma rede de água para combate a incêndio no píer/cais, para atender o berço de
atracação e o manifold, devem ser previstos também hidrantes e canhões monitores de forma que o
combate a incêndio possa ser executado de duas posições distintas.

8.1.28.3 As bombas de água, mangueiras, rede de combate a incêndio, sistemas de espuma eoutros
equipamentos de extinção de incêndio devem ser mantidos e ensaiados de acordo com
ABNT NBR 17505-7.

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8.1.28.4 Onde não for exigida rede de água para combate a incêndio, devem ser previstos, no mínimo,
dois extintores de pó químico seco de 40 B:C. Os extintores devem ficar localizados em um raio máximo
de 15 m da bomba ou da área do manifold, e devem ser facilmente acessíveis durante as situações de
emergência.

9 Gestão da prevenção e do controle de incêndio


9.1 Análise de risco

9.1.1 Geral

Operações envolvendo líquidos inflamáveis e combustíveis devem ser analisadas e desenvolvidas para
assegurar que os riscos de incêndio e explosão estejam previstos nos planos de ação de emergência
de controle e prevenção de incêndio.

NOTA 1 Não considerar operações onde os líquidos sejam utilizados nas unidades apenas como combustível para
consumo local.

NOTA 2 Não considerar operações onde líquidos de classe II e classe III sejam armazenados em tanques
atmosféricos ou transferidos a temperaturas inferiores aos seus pontos de fulgor.

NOTA 3 Não considerar ocupações mercantis de exploração, perfuração e de serviços com petróleo cru e em
instalações normalmente desassistidas, situadas em locais remotos.

9.1.1.1 (*) A extensão da prevenção e controle de incêndio que está prevista deve ser determinada em
consulta às autoridades ou por meio de uma avaliação de engenharia da operação envolvida e da
aplicação dos princípios de combate a incêndio e de engenharia de processo. Esta avaliação deve
incluir, mas não se limitar ao seguinte:

a) análise dos riscos de incêndio e explosão da operação;

b) análise dos alívios de emergência dos vasos de processo, levando em consideração as


propriedades dos materiais utilizados e as medidas adotadas para proteção e controle de incêndio;

c) análise dos requisitos aplicáveis ao projeto da instalação mencionadas nas Seções 4, 5, 6, 7 e 8;

d) análise dos requisitos aplicáveis ao uso, manuseio e transferência dos líquidos conforme
descritos nas Seções 4, 5, 6, 7 e 8;

e) análise das condições locais dasinstalações para as propriedades adjacentes e destas para as
instalações, principalmente quanto a inundações, terremotos e vendavais;

f) análise da capacidade de resposta dos serviços locais de atendimento à emergência


(Corporação de Bombeiros, Plano de Ações Mútua-PAM e Defesa Civil etc.).

9.1.1.2 (*) Armazenamento, processamento, manuseio e utilização de líquidos de classe II e de classe


III aquecidos a temperaturas iguais ou superiores a seus pontos de fulgor devem seguir os requisitos
estabelecidos para os líquidos de classe I, a não ser que uma avaliação de engenharia desenvolvida de
acordo com a Seção 9 justifique seguir os requisitos para qualquer outra classe de líquido.

9.1.2 Gerenciamento de mudanças

Análise de risco deve ser refeita se os riscos envolvidos em incêndio ou explosão mudarem

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significativamente. As condições que podem requerer revisão da análise de risco incluem, mas não se
limitam às seguintes:

a) quando ocorrerem mudanças nos materiais de processo;

b) quando ocorrerem mudanças nos equipamentos de processo;

c) quando ocorrerem mudanças no controle de processo;

d) quando ocorrerem mudanças nos procedimentos e responsabilidades operacionais .

9.2 Controle de fontes de ignição

9.2.1 Geral

Devem ser tomadas precauções para prevenir a ignição de vapores inflamáveis por fontes como as
seguintes:

a) chamas abertas;

b) descargas atmosféricas;

c) superfícies quentes;

d) calor irradiante;

e) cigarros e similares acesos;

f) corte e solda;

g) ignição espontânea;

h) (*) calor de fricção ou faíscas;

i) eletricidade estática;

j) faíscas elétricas;

k) correntes parasitas;

l) fornos, chaminés e equipamentos de aquecimento (fornalhas);

m) telefones celulares e máquinas fotográficas.

9.2.2 Cigarros e similares acesos

Fumar só deve ser permitido em áreas previamente designadas e apropriadamente identificadas.

9.2.3 Trabalho à quente (ver NFPA 51B)

9.2.3.1 A soldagem, o corte e outras operações similares que produzam faíscas não podem ser
permitidos em áreas onde haja líquidos inflamáveis e combustíveis, até que seja emitida uma permissão
de trabalho, por escrito, autorizando este tipo de trabalho.
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9.2.3.2 A permissão de trabalho deve ser emitida por um profissional qualificado, após fazer uma
inspeção adequada da área, para assegurar-se de que foram tomadas as precauções corretas e que
estas serão seguidas até o término do trabalho a quente.

9.2.4 (*) Eletricidade estática

Ver Seção 10.

9.2.5 Sistemas elétricos

A instalação de equipamentos elétricos, eletrônicos, de instrumentação, automação e telecomunicações


e todo o sistema de cabos devem atender aos requisitos da ABNT NBR 17505-6.

9.3 Sistemas de detecção e alarme

9.3.1 (*) Deve existir nas instalações um meio garantido de comunicação imediata de incêndio ou
emergências ao PAM e/ou à Corporação de Bombeiros local.

9.3.2 As áreas, incluindo edificações, onde exista um potencial de vazamentos de líquidos inflamáveis,
devem ser monitoradas de forma adequada. Os seguintes métodos podem ser utilizados:

a) observação pessoal;

b) equipamentos de monitoração de processo que indiquem a ocorrência de vazamentos;

c) instalação de detectores de gás para monitoramento contínuo das áreas desassistidas.

9.4 Sistemas de proteção contra incêndio e extinção de fogo

9.4.1 (*) A subseção 9.4 cobre os métodos e sistemas de controle comumente reconhecidos,
utilizados para evitar ou minimizar perdas, por fogo ou explosão, de instalações de processamento de
líquidos. A aplicação de um ou da combinação de sistemas e métodos, assim como o uso de materiais
resistentes ao fogo, devem ser determinados de acordo com 1.1 h) e 9.1.

9.4.2 Uma fonte confiável de suprimento de água ou de outro agente de controle de incêndio deve
estar disponível em pressão e quantidade, a fim de atender às demandas indicadas para os riscos
específicos de operações de processamento, armazenamento e exposição.

9.4.3 (*) São proibidas conexões permanentes entre qualquer sistema de processo e o sistema de
combate a incêndio, a fim de prevenir a contaminação da água de incêndio pelos fluidos de processo.

9.4.4 Onde requerido na Seção 9, devem ser previstos hidrantes com ou sem canhões monitores, de
acordo com a ABNT NBR 17505-7.

9.4.5 (*) Onde a necessidade indicar, devido aos riscos de manuseio e armazenamento de líquidos ou
quanto à exposição, conforme estabelecido em 9.1, deve ser prevista uma proteção fixa.

9.4.6 Onde tiver sido previsto, o sistema de combate a incêndio deve ser projetado, instalado e
mantido de acordo comas Normas Brasileiras aplicáveis ou, na inexistência destas, com as NFPA 11,
NFPA 12, NFPA 12A, NFPA 13, NFPA 15, NFPA 16, NFPA 17 e NFPA 2001.

9.4.7 Onde requerido na Seção 9, redes de incêndio e sistemas de mangueiras devem ser instalados

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de acordo com a Norma Brasileira aplicável ou e em caso de inexistência, com a NFPA 14 ou um


sistema de conexão de mangueiras a partir de um sistema aprovado de aspersores ou chuveiros
automáticos, utilizando as prescrições da Norma Brasileira aplicável ou, na inexistência desta, da NFPA
13.

9.4.8 (*) Extintores de incêndio portáteis devem ser fornecidos para as instalações, em quantidades,
tamanhos e tipos que possam tornar-se necessários em operações e armazenamento com riscos
especiais. Consultar a ABNT NBR 12693, que fornece informações quanto à adequabilidade dos
diversos tipos de extintores.

9.4.9 Onde a necessidade indicar, devem ser providenciados suprimento de concentrado de espuma e
equipamentos móveis de lançamento de líquido gerador de espuma (LGE).

9.5 Planejamento e treinamento para emergência

9.5.1 Um plano de ação de emergência (PAE), escrito e consistente com os equipamentos e pessoal
disponíveis, deve ser estabelecido para atender a incêndios ou outras emergências. Este plano deve
incluir o seguinte:

a) procedimentos a serem seguidos em caso de incêndios ou de vazamentos de líquidos ou


vapores, como acionamento de alarme sonoro, acionamento do Corporação de Bombeiros, evacuação
do pessoal e controle, combate e extinção de incêndios;

b) planejamento dos exercícios de combate a incêndios, com periodicidade preestabelecida;

c) planejamento, registro e treinamento de pessoas indicadas para desempenhar as tarefas de


segurança contra incêndios (Brigada de Incêndio) inclusive a revisão quanto à delegação inicial, as
responsabilidades específicas ou mudanças nas ações de resposta e, se possível, antecipação nas
mudanças das tarefas;

d) procedimentos para manutenção e operação: (1) dos equipamentos e sistemas de proteção


contra incêndios, (2) sistemas de drenagem e contenção e (3) sistemas e equipamentos de ventilação e
dispersão;

e) procedimentos para o desligamento ou isolamento de equipamentos, visando à redução ou a


eliminação de vazamentos de líquidos ou vapores, incluindo a designação de pessoal responsável pela
manutenção de funções críticas da planta ou pela parada de plantas de processo e pela partida segura
após isolamento ou parada;

f) adoção de medidas alternativas para garantir a segurança do pessoal.

9.5.2 O pessoal responsável pelo uso e operação dos equipamentos de proteção contra incêndio deve
ser treinado no uso de tais equipamentos. Treinamentos de atualização (reciclagem) devem ser
realizados pelo menos anualmente.

9.5.3 O planejamento de medidas efetivas para o controle de incêndios deve ser coordenado com a
Corporação de Bombeiros local.

9.5.4 Devem ser estabelecidos procedimentos para prever a parada segura das operações sob
condições de emergência e para a partida segura da instalação após o término das
emergências.Devem ser previstos procedimentos para treinamentos, utilização e desativação de
alarmes, interligações e controles. Devem também ser estabelecidos procedimentos e previsões para a

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inspeção e ensaios de alarmes, interligações e controles.

9.5.5 Os procedimentos de emergência devem estar rapidamente disponíveis na área de operações e


devem ser regularmente atualizados conforme indicado em 9.1.2.

Onde existir a possibilidade de locais ficarem sem atendimento durante um considerável período de
tempo, pelo menos um resumo do plano de emergência deve ser colocado à disposição e localizado em
pontos estratégicos, facilmente acessíveis pelos membros da brigada.

9.6 Inspeção e manutenção

9.6.1 Todos os equipamentos do sistema de combate a incêndio devem ter uma manutenção correta,
além de serem realizadas inspeções periódicas e ensaios obrigatórios, de acordo com as
recomendações dos fabricantes. Os sistemas de proteção com base em água devem ser
inspecionados, ensaiados e mantidos de acordo Norma Brasileira aplicável ou, na inexistência, com a
NFPA 25.

9.6.2 As práticas de manutenção e operação devem ser estabelecidas e implementadas para


controlar vazamentos e prevenir derrames de líquidos inflamáveis e combustíveis.

9.6.3 Os materiais inservíveis (estopas, pigs, madeiras etc.) que sejam combustíveis e os resíduos
(borras etc.) das áreas de operação devem ser mantidos em nível mínimo e armazenados em
recipientes metálicos fechados, retirados diariamente e estocados em local adequado, de onde devem
ser descartados.

9.6.4 As áreas adjacentes em volta das instalações onde forem armazenados, manuseados ou
utilizados líquidos inflamáveis ou combustíveis devem ser mantidas limpas de mato, lixo ou outros
materiais combustíveis desnecessários.

9.6.5 As passagens determinadas e destinadas à circulação do pessoal devem ser mantidas livres de
obstruções para permitir uma evacuação ordenada e um acesso livre para as atividades de combate a
incêndio.

9.7 Gerenciamento de segurança patrimonial

9.7.1 Geral

A metodologia utilizada deve incorporar um sistema baseado nos riscos à segurança patrimonial da
planta e deve ter os seguintes objetivos:

a) identificação e avaliação dos riscos à segurança patrimonial;

b) avaliação do desempenho da segurança patrimonial das instalações;

c) avaliação da proteção aos empregados, à localidade propriamente dita, às comunidades


vizinhas e ao meio ambiente.

9.7.2 Requisitos específicos

9.7.2.1 Operações envolvendo líquidos inflamáveis e combustíveis devem ser revistas periodicamente a
fim de assegurar que as vulnerabilidades identificadas, durante uma análise de vulnerabilidade à
segurança patrimonial, baseada no programa de segurança das instalações, com vistas à adequação
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dos planos de ação de emergência e de treinamentos.

9.7.2.2 O balanço das técnicas físicas, eletrônicas e pessoais utilizadas para responder a análise de
vulnerabilidades à segurança patrimonial, deve ser determinado por meio de uma avaliação de
engenharia das operações e da aplicação de bons princípios de segurança. A avaliação deve incluir,
mas não se limitar ao seguinte:

a) avaliação de toda a instalação;

b) avaliação das vulnerabilidades;

c) avaliação das ameaças e consequências;

d) avaliação dos fatores físicos e atratividades;

e) identificação dos fatores de mitigação;

f) condução das avaliações de segurança patrimonial ou da análise das falhas.

9.7.2.3 Um plano de ação de emergência escrito que seja consistente com o pessoal e os
equipamentos disponíveis deve ser estabelecido para responder aos incêndios, à segurança patrimonial
e às emergências identificadas. Este plano deve incluir o seguinte:

a) procedimentos a serem seguidos, como acionamento de alarmes, notificação às autoridades


apropriadas, evacuação do pessoal e controle e extinção de incêndios;

b) procedimentos e tabulação para desenvolvimento de treinamentos destes procedimentos;

c) registro e treinamento do pessoal para executar as tarefas designadas;

d) manutenção dos equipamentos de proteção e resposta;

e) procedimentos para paradas ou para isolar equipamentos para reduzir os vazamentos de


líquidos;

f) medidas alternativas para a segurança dos ocupantes.

9.7.2.4 Tarefas específicas do pessoal devem ser revistas na definição inicial, assim como quando
houver alterações nas responsabilidades ou nas ações de resposta e quando houver previsão de
alterações nas tarefas.

9.7.2.5 A revisão do gerenciamento de segurança patrimonial conduzida de acordo com 9.7 deve ser
repetida sob as seguintes condições:

a) para a revisão inicial de todos os novos ativos e instalações relevantes;

b) quando ocorrerem alterações substanciais nas ameaças ou no processo;

c) após um incidente significativo de segurança patrimonial;

d) nas revalidações periódicas da análise de vulnerabilidades à segurança patrimonial.

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10 Eletricidade estática no manuseio de líquidos inflamáveis e combustíveis


10.1 Controle dos riscos da eletricidade estática

10.1.1 Geral

Os riscos de ignição a partir da eletricidade estática podem ser controlados pelos seguintes métodos:

a) removendo a mistura inflamável da área onde a eletricidade estática possa causar uma descarga
a partir de uma ignição;

b) reduzindo a geração de cargas elétricas e a acumulação de cargas elétricas, ou ambas, por


meio de modificações de processo ou do produto;

c) neutralizando as cargas elétricas, cujos métodos primários podem ser aterramento por
condutores isolados e pela ionização do ar.

10.1.2 Controle de misturas inflamáveis em equipamentos

10.1.2.1 Geral

A despeito de esforços para prevenir a acumulação de cargas de eletricidade estática através de bons
projetos, muitas operações que envolvem o manuseio de materiais não condutivos ou equipamentos
não condutivos não conduzem por si só as soluções de engenharia. Isto torna desejável ou essencial,
dependendo da natureza dos materiais envolvidos para fornecer outras medidas, como uma das
seguintes:

a) inertização do equipamento;

b) ventilação do equipamento ou da área na qual o equipamento esteja localizado;

c) realocação do equipamento para uma área segura.

10.1.2.2 Inertização

10.1.2.2.1 Onde estiver contida uma mistura inflamável, como em um vaso de processo, a atmosfera
pode ser tornada deficiente em oxigênio pela introdução de gás inerte (por exemplo: nitrogênio) em
quantidade suficiente para tornar a mistura não inflamável. Esta técnica é conhecida como inertização.

10.1.2.2.2 Onde as operações são normalmente conduzidas em uma atmosfera contendo uma mistura
acima do limite superior de inflamabilidade (LSI), pode ser prático introduzir um gás inerte somente
durante aqueles períodos quando as misturas atravessarem suas faixas de inflamabilidade. A Norma
Brasileira aplicável ou, na inexistência desta, a NFPA 69 contém os requisitos para os sistemas de
inertização.

10.1.2.3 Ventilação

A ventilação mecânica pode ser utilizada para diluir a concentração de um material combustível para um
ponto bem abaixo do limite inferior de inflamabilidade e explosividade (LIE), no caso de um gás ou
vapor, ou abaixo de sua concentração mínima de inflamabilidade e explosividade, no caso de poeiras.
Usualmente, isto significa a redução pela diluição para uma concentração em um ponto igual ou abaixo
de 25 % do limite inferior. Outro meio pode ser o direcionamento apropriado da movimentação do ar

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para prevenir a aproximação do material de uma área de operação onde existam riscos incontroláveis
de eletricidade estática.

10.1.2.4 Realocação

Onde equipamentos que possam acumular uma carga de eletricidade estática forem
desnecessariamente localizados em uma área perigosa, pode ser possível realocá-los em um local
seguro onde os meios para controlar os riscos sejam mais confiáveis.

10.1.3 Controle da geração de cargas de eletricidade estática

Cargas elétricas podem ser geradas quando alguns materiais são colocados em contato com fluxos de
líquidos inflamáveis ou combustíveis. Procedimentos de redução de velocidades e de vazões reduzem
as taxas de geração de energia elétrica. Estas cargas elétricas ocorrem onde são movimentados
líquidos inflamáveis ou combustíveis com partes e estruturas em material plástico, filmes e telas de
isolamento, líquidos e materiais particulados. Se o material escoar em uma taxa suficientemente baixa,
normalmente pode não acumular um nível perigoso de carga elétricaem excesso. Isto significa que o
controle de eletricidade estática pode não ser viável devido aos requisitos do processo.

10.1.4 Dissipação de cargas

10.1.4.1 Ligação e aterramento

A ligação é utilizada para minimizar a diferença de potencial entre objetos condutivos, mesmo onde o
sistema resultante não esteja aterrado. O aterramento, por outro lado, equaliza a diferença de potencial
entre o objeto e a terra. Exemplos de ligação e de aterramento encontram-se ilustrados na Figura A.2.

10.1.4.1.1 Um objeto condutivo pode ser aterrado pela ligação a uma malha de aterramento ou pela
ligação a outro objeto condutivo que já esteja conectado a terra. Alguns objetos são inerentemente
ligados ou inerentemente aterrados por causa de seu contato com a terra. Exemplos de objetos
inerentemente aterrados são tubulações metálicas subterrâneas e grandes tanques metálicos de
armazenamento instalados sobre o solo.

10.1.4.1.2 A resistência total entre um objeto aterrado e o solo é a soma das resistências individuais do
cabo terra, seus conectores, outros materiais condutivos ao longo da malha de aterramento e a
resistência do eletrodo de aterramento (isto é, barra de aterramento). A maioria da resistência em uma
conexão de terra existe entre o eletrodo de aterramento e o solo. A resistência da terra é
completamente variável, porque depende da área de contato, da resistividade do solo e da quantidade
de umidade no solo.

10.1.4.1.3 Para prevenir o acúmulo de eletricidade estática em equipamentos condutivos, a resistência


total do sistema de aterramento ao solo deve ser suficiente para dissipar as cargas que estejam
presentes. Uma resistência de 106 Ώ ou menos é considerada adequada.

Se um sistema de ligação e aterramento seja inteiramente metálico, a resistência de um aterramento


contínuo tipicamente é menor que 10 Ώ. Tais sistemas incluem aqueles que têm múltiplos componentes.
Maior resistência usualmente indica que o componente metálico não tem continuidade, geralmente por
causa de conexões frouxas ou de corrosão. Um sistema de aterramento que seja aceitável para
circuitos de força ou de proteção contra descargas atmosféricas é mais do que adequado para um
sistema de aterramento para eletricidade estática.

10.1.4.1.4 Onde cabos metálicos forem utilizados como condutores, a dimensão mínima do cabo de

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ligação e de aterramento é definida pela resistência mecânica e não pela sua capacidade de escoar
correntes elétricas. Arames trançados ou retorcidos devem ser utilizados como arames de ligação,
quando for previsto que serão conectados e desconectados frequentemente.

10.1.4.1.5 Condutores de aterramento podem ser isolados (por exemplo: cabos jaquetados ou
revestidos por plástico) ou não isolados (por exemplo: condutores nus). Condutores não isolados devem
ser utilizados porque os defeitos são mais facilmente detectados.

10.1.4.1.6 Conexões permanentes de ligação ou de aterramento podem ser feitas por fusão ou
soldagem. Conexões temporárias podem ser feitas utilizando parafusos, grampos de pressão ou outros
grampos especiais. Grampos do tipo de pressão devem ter pressão suficiente para penetrar em
qualquer camada de revestimento, poeiras ou ferrugem, para assegurar o contato com o metal-base.

10.1.4.1.7 Os trabalhadores devem estar aterrados somente através de uma resistência que limite a
corrente a terra em menos que 3 mA para uma faixa de tensão medida na área. Este método, referido
como aterramento leve, é utilizado para prevenir lesões originadas em choques elétricos a partir de
fiação elétrica ou correntes parasitas.

10.2 Controle de carga estática no pessoal

O corpo humano é um condutor elétrico e pode acumular uma carga eletrostática se isolado da terra. A
carga eletrostática pode ser gerada pelo contato e separação do calçado com o piso pela indução ou
pela participação em várias operações de fabricação. Onde existirem misturas inflamáveis, existe o
potencial para provocar uma ignição a partir do corpo humano carregado eletrostaticamente, e podem
ser necessários meios para prevenir acumulação de cargas de eletricidade estática no corpo humano.

10.2.1 Prevenção de acumulação de cargas eletrostáticas

Passos para prevenir a acumulação de cargas eletrostáticas incluem a utilização do seguinte:

a) pisos e calçados condutivos;

b) dispositivos de aterramento do pessoal;

c) roupas antiestáticas e condutivas.

10.2.2 Pisos e calçados condutivos

10.2.2.1 Pisos condutivos ou antiestéticos podem suprir a dissipação efetiva da eletricidade estática do
pessoal. Os materiais podem ser sólidos ou podem ser pinturas que sejam selecionadas com base nas
características de desgaste, resistência química e na área de piso que necessita ser coberta. Pequenas
áreas podem atender ao requisito com a instalação de uma chapa metálica aterrada. A resistência típica
para aterrar sistemas de pisos deve ser no máximo 108 Ώ. A acumulação de sujeira, graxas e outros
materiais de alta resistividade podem comprometer a condutividade do piso.

10.2.2.2 (*) Calçados que dissipem eletricidade estática utilizados em conjunto com pisos condutivos
fornecem um meio para controlar e dissipar cargas de eletricidade estática do corpo humano. A
resistência para terra através destes calçados e dos pisos condutivos deve ser entre 106 Ώ e 109 Ώ.
Para materiais com energia de ignição muito baixa, a resistência para terra através de calçados e de
pisos deve ser menor que 106 Ώ. A resistência pode ser medida com medidores de condutividade de
calçados existentes no mercado.

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10.2.2.3 A resistência dos calçados pode ser aumentada com a acumulação de sujeira, a utilização de
solas ortopédicas e áreas reduzidas de contato. A condutividade de calçados pode ser ensaiada
periodicamente para confirmar sua funcionalidade.

10.2.2.4 Calçados condutivos são projetados para ter uma resistência ao aterramento através destes e
do piso com no máximo 106 Ώ. Eles são tipicamente utilizados onde materiais de baixa energia de
ignição, como explosivos e propelentes, são manuseados. Calçados condutivos não podem ser
utilizados onde exista risco de eletrocução por cabos elétricos.

10.2.3 Dispositivos de aterramento do pessoal

10.2.3.1 Na impossibilidade de utilização de calçados dissipativos de eletricidade estática, para o


aterramento adequado do pessoal, dispositivos suplementares devem ser utilizados. Tais dispositivos
incluem pulseiras, saltos e biqueiras aterrados e galochas condutivas.

10.2.3.2 Dispositivos suplementares devem ser selecionados de forma que a acumulação perigosa de
eletricidade estática seja prevenida ao mesmo tempo em que o risco de eletrocução não seja
aumentado. Na maioria dassituações práticas, o aterramento do pessoal é alcançado pela garantia de
que a resistência da pele à terra seja de aproximadamente 108 Ώ ou menos. A necessidade para
proteger contra a eletrocução via um dispositivo de aterramento, impõe uma resistência mínima da pele
à terra de 106 Ώ. Com base no contato da pele e no contato com o piso, especialmente durante
atividades onde toda a sola do calçado não esteja em contato com o piso (por exemplo, ajoelhado), a
eficácia pode ser comprometida. Dispositivos de aterramento devem ter resistência mínima de 106 Ώ
para proteção contra choques elétricos.

10.2.3.3 O tipo mais simples de dispositivo comercial é um bracelete para aterramento com um resistor
interno normalmente fornecendo uma resistência à terra de cerca de 110 Ώ para proteção contra
choques elétricos. Pulseiras deste tipo têm a maior utilidade em locais confinados dotados de ventilação
e em outros locais onde as limitações na mobilidade do operador possam ser toleradas. Sistemas de
pulseiras quebradiças podem ser necessários onde saídas de emergência seja uma necessidade. Uma
campânula pode ser equipada com dois cabos espiralados de aterramento com acessórios de punho
que podem ser removidos rapidamente em situações de emergência e deixados para usuários
individuais.

10.2.3.4 A continuidade de aterramento deve ser verificada periodicamente de acordo com os limites
especificados pelo fabricante, utilizando-se um voltímetro, volt-ohmímetro ou um analisador comercial.

10.2.4 Roupas antiestéticas ou condutivas

10.2.4.1 Embora a seda e a maioria das fibras sintéticas sejam excelentes isolantes e as roupas de
baixo feitas com estes materiais demonstrem características estáticas, não existe uma evidência
conclusiva para indicar que vestimentas como as roupas de baixo constituam em um risco. Entretanto, a
remoção de roupas externas é particularmente perigosa em áreas de trabalho, como em salas de
operação de hospitais, instalações de fabricação de explosivos, ocupações similares e onde existam
roupas contaminadas por líquidos inflamáveis. Roupas externas utilizadas em tais áreas devem ser
adequadas às áreas de trabalho e devem ser antiestéticas.

A Norma Brasileira aplicável ou, na inexistência desta, a NFPA 99, fornece informações sobre métodos
de ensaio para avaliação do desempenho antiestético de roupas em geral.

10.2.4.2 Embora a possibilidade de ignição por uma pessoa aterrada, vestida com qualquer tipo de
roupa, seja usualmente muito baixa, o carregamento elétrico de pessoas (por exemplo: onde o pessoal

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esteja descendo de uma empilhadeira) é significativamente aumentado pela vestimenta que tenha alta
resistividade.

10.2.4.3 (*) Em atmosferas enriquecidas com oxigênio, como aquelas que podem existir em plantas de
produção de oxigênio, os vapores dos gases resfriados permeiam as vestimentas dos empregados
aumentando sua combustibilidade. Uma carga eletrostática que se acumule nos empregados pode
repentinamente descarregar e provocar uma ignição nas roupas.

10.2.5 Luvas

Luvas devem ser antiestáticas ou condutivas com a mesma resistividade prescrita para os calçados.
Luvas devem ser ensaiadas em conjunto com os calçados.

10.2.6 Limpeza ou secagem de roupas

10.2.6.1 Produtos sintéticos utilizados na lavagem ou secagem de roupas podem desenvolver cargas
eletrostáticas suficientes para produzir descargas capazes de inflamar vapores de solventes. Líquidos
inflamáveis e combustíveis utilizados em temperaturas acima de seus pontos de fulgor, em locais de
lavagens e secagens sintéticas de roupas, aumentam o risco de incêndio. Tipicamente, a geração de
cargas elétricas aumenta com a velocidade e vigor da ação de limpeza. O material que esteja sendo
lavado ou secado, se não condutivo, também pode acumular uma carga elétrica importante.

10.2.6.2 Algodão ou tecido sintético tratado por um composto antiestético deve ser utilizado se a
geração de carga estática necessitar ser controlada, especialmente se solventes inflamáveis estiverem
sendo utilizados para limpeza ou secagem. Solventes condutivos devem ser utilizados. Os métodos de
ensaios para determinação das propriedades de geração eletrostáticas podem ser encontrados na
Norma Brasileira aplicável ou, na inexistência desta, na NFPA 99.

10.2.7 Manutenção e ensaios

Todas as provisões para controlar a eletricidade estática do pessoal devem ser mantidas e ensaiadas
para permanecerem efetivas. Procedimentos e recomendações para manutenção preventiva para
roupas, calçados e piso podem ser encontrados na Norma Brasileira aplicável, ou na inexistência desta,
na NFPA 99.

10.2.8 Desconforto e lesões

Choques estáticos podem resultar em desconforto e, sob algumas circunstâncias, em lesões. Enquanto
que as descargas propriamente ditas não são perigosas aos humanos, elas podem causar uma reação
involuntária que resulte em quedas ou em dificuldades na operação de máquinas. Se a acumulação de
cargas elétricas não puder ser evitada e nenhum gás ou vapor estiver presente, devem ser feitas
considerações para os vários métodos pelos quais contatos com partes metálicas possam ser
eliminados. Estes métodos incluem a utilização de corrimãos não metálicos, maçanetas isoladas e
outras proteções não condutivas.

10.3 Avaliação e controle dos riscos de eletricidade estática no manuseio de líquidos


inflamáveis e combustíveis

Esta subseção aborda a avaliação e o controle dos riscos da eletricidade estática envolvidos com o
armazenamento, o manuseio e a utilização de líquidos inflamáveis e combustíveis, seus vapores e
névoas. Enquanto focalizado nos líquidos inflamáveis e combustíveis, os princípios desta subseção
também se aplicam aos líquidos e aos vapores não combustíveis (por exemplo: vapor úmido) onde seu

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armazenamento, utilização e manuseio possam causar um risco de ignição por eletricidade estática.
Esta subseçãose inicia com a abordagem das características de combustão dos líquidos de seus
vapores e névoas, seguida por uma abordagem da geração e dissipação de cargas nos líquidos. É dada
ênfase ao processo envolvendo o seguinte:

a) escoamento em tubulações, mangueiras e tubulações de pequeno diâmetro (tubing);

b) operação em tanques de armazenamento;

c) carregamento e descarregamento de veículos-tanque;

d) carregamento e descarregamento de caminhões a vácuo;

e) carregamento e descarregamento de vagões-tanque;

f) carregamento e descarregamento de navios-tanque e barcaças-tanque;

g) operação em vasos de processo;

h) medição e amostragem;

i) limpeza de tanques;

j) carregamento e descarregamento de tanques portáteis e recipientes;

k) limpeza a vácuo.

10.4 Características de combustão de líquidos, vapores e névoas

As seguintes propriedades de combustão de líquidos necessitam ser conhecidas para apropriadamente


avaliar os riscos de ignição por eletricidade estática:

a) ponto de fulgor;

b) limite de inflamabilidade e pressão de vapor;

c) energia de ignição;

d) concentração de oxigênio e outros oxidantes;

10.4.1 Ponto de fulgor

10.4.1.1 (*) Ponto de fulgor é a temperatura mínima na qual um líquido libera vapor suficiente para
formar uma mistura com o ar sujeita à ignição próxima à superfície do líquido. Ponto de fulgor é
determinado usando uma variedade de procedimentos e de aparelhos de ensaios. A seleção dos
procedimentos e de aparelhos às vezes depende de outras características físicas do líquido.

10.4.1.2 Se o ponto de fulgor de um líquido for igual ou inferior a de uma temperatura ambiente típica, é
provável que o líquido fique sob um vapor sujeito a uma ignição. Quanto mais baixo for o ponto de
fulgor, maior a pressão de vapor e mais facilmente existirá vapor para iniciar uma ignição. Por causa da
variabilidade dos métodos de ensaios de ponto de fulgor, o ponto de fulgor adotado para um
determinado líquido deve ser o mais próximo da temperatura mais baixa na qual a ignição pode ocorrer
para aquele líquido. Assim, uma avaliação dos riscos de ignição deve ser efetuada em uma faixa
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variando de 4 ºC a 9 ºC abaixo do ponto de fulgor adotado.

10.4.1.3 Em adição às condições descritas em 10.4.1.2, os seguintes efeitos também podem gerar
vapores sujeitos à ignição:

a) liberação de vapores inflamáveis a partir de sólidos ou de líquidos de baixa volatilidade;

b) processamento a pressões abaixo da atmosférica;

c) não homogeneidade de vapores sobre líquidos;

d) névoas, gotículas ou espumas sobre a superfície de um líquido.

10.4.2 (*) Limites de inflamabilidade/explosividade e pressão de vapor

Vapores ou gases no ar são inflamáveis somente entre certas concentrações – o limite inferior de
inflamabilidade/explosividade (LIE) e o limite superior de inflamabilidade/explosividade (LSE). As
concentrações entre estes limites se constituem na faixa de inflamabilidade/explosividade. Abaixo do
LIE, os vapores são tão pobres que não queimam; acima do LSE os vapores são muito ricos para
queimar. Ambos se estiverem sob pressões maiores (sob pressões superiores à atmosférica) e a
temperaturas maiores, têm a faixa de inflamabilidade ampliada de um hidrocarboneto típico.

10.4.3 Energia de ignição

A energia necessária para promover a ignição de uma mistura vapor-ar varia com a concentração. Para
a maioria dos materiais, o valor mais baixo da energia de ignição ocorre em uma concentração próxima
do ponto médio entre o LIE e o LSE. O valor mais baixo é referido como a energia mínima de ignição
(EMI). Algumas EMI constam da Figura A.3 que ilustra uma típica relação entre a energia de ignição e
as concentrações.

10.4.4 (*) Concentração de oxigênio

A combustibilidade é normalmente determinada para o ar atmosférico, que contém 21 % de oxigênio.


Com uma atmosfera enriquecida por oxigênio, a faixa de inflamabilidade/explosividade se expande; isto
é, o LIE diminui e o LSE aumenta. Se a concentração de oxigênio for suficientemente reduzida por
inertização, resulta em uma concentração de oxigênio abaixo da qual não é possível qualquer ignição. A
concentração é referida como limite de concentração de oxigênio (LCO). Por meio de uma inertização
eficaz alcançando um nível abaixo do LCO, o risco de uma ignição pode ser eliminado, como é
explanado em Norma Brasileira aplicável ou, na inexistência desta, na NFPA 69. Outros oxidantes, se
presentes na mistura, podem ser referenciados similarmente. Ensaios de laboratórios podem ser
requeridos para avaliar os riscos.

10.5 Geração e dissipação de cargas em líquidos

10.5.1 Geração de cargas

A geração de cargas ocorre onde os líquidos escoam através de tubulações, de mangotes e de filtros,
onde ocorre turbulência durante as operações de transferência ou onde os líquidos são misturados ou
agitados. Quanto maiores forem as áreas de interface entre o líquido e a superfície, e quanto mais alta
for a velocidade do fluxo, maiores serão as taxas de geração de carga. As cargas se tornam misturadas
com o líquido e são transportadas até os vasos de recepção, onde elas podem se acumular. As cargas
são frequentemente caracterizadas pela sua densidade de carga a granel e seu escoamento como uma

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corrente parasita para o vaso. Ver Figura A.4a).

10.5.2 Dissipação da carga

Carga elétrica estática em um líquido contido em um recipiente aterrado dissipará a uma taxa que
depende da condutividade do líquido.

10.5.2.1 Para líquidos com condutitvidade de 1 pS/m ou mais, a dissipação da carga ocorre por redução
exponencial ou ôhmica, como descrito para materiais semicondutivos na Norma Brasileira aplicável ou,
na inexistência desta, na NFPA 77 (ver a ABNT NBR 17505-1:20133,100). Para líquidos com
condutividade menores que 1 pS/m, a dissipação ocorre mais rapidamente do que previsto pelo modelo
de redução, decaindo exponencialmente.

10.5.2.2 De acordo com o relacionamento Bustin (ver NFPA 77, Anexo E) onde são carregados líquidos
com baixa viscosidade (menores que 30 x 10-6m2/s), o escoamento ocorre por redução, decaindo de
forma hiperbólica. Entretanto, para alguns destes líquidos, a redução exponencial constante proporciona
uma estimativa conservadora para o tempo de escoamento.

10.5.3 Fatores que afetam a acumulação de cargas em um líquido

10.5.3.1 (*) Em sistemas aterrados, a condutividade da fase líquida tem o maior efeito na acumulação
de cargas no líquido ou nos materiais em suspensão. Um líquido é considerado não condutivo
(acumulador de cargas) se sua condutividade for inferior a 50 pS/m, assumindo-se uma constante
dielétrica de 2. O importante é que a redução da carga em um líquido ocorra de modo rápido o
suficiente para anular os riscos de ignição. A condutividade aceitável para qualquer aplicação particular
pode ser maior ou menor, dependendo da vazão e das condições de processo.

10.5.3.2 Líquidos condutivos, definidos como tendo condutividades maiores que 104 pS/m, não causam
risco por acumulação de carga de eletricidade estática em um hidrocarboneto típico, em um
processamento químico e em operações de manuseio. Neste caso, líquidos com condutividades de 50
pS/m até 104 pS/m são considerados semicondutores.

10.5.3.3 As características de acumulação de cargas de muitos líquidos industriais, particularmente


hidrocarbonetos não polares, são o resultado de traços de contaminantes nos líquidos, às vezes em
concentrações menores que 1 ppm. Assim, líquidos industriais podem tornar-se mais ou menos
condutivos em várias magnitudes, dependendo das concentrações de contaminantes que se originam
de processos, armazenamentos e práticas de manuseio.

10.5.3.4 Líquido condutivo que, a primeira vista, aparenta ser seguro pode representar um risco
significativo se não estiver aterrado, por estar contido em um recipiente isolado eletricamente ou
vaporizado (névoa). Onde isolado, essencialmente todas as cargas no líquido condutivo podem ser
liberadas na forma de uma faísca. Onde suspenso como uma névoa, um campo significativo de
eletricidade estática pode resultar em uma descarga.

10.5.3.5 Na indústria do petróleo, para o carregamento de tanques e para operações de distribuição


envolvendo derivados de petróleo, os líquidos enquadrados na categoria de semicondutores são
manuseados como sendo líquidos condutivos. O uso de tais procedimentos é possível porque os
regulamentos proíbem o uso de mangotes e tanques de materiais plásticos não condutivos, misturas
multifases e filtros de fim de linha.

10.5.3.6 Em geral, em operações químicas, líquidos semicondutivos representam uma categoria distinta
na qual a tendência de acumulação de cargas varia enormemente com as operações e com a

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condutividade dos líquidos. Estas operações podem envolver misturas multifases, revestimentos não
condutivos de tanques e microfiltros, todos estes promovendo a acumulação de cargas nos
equipamentos.

10.6 Escoamento em tubulações, em mangotes e em tubulações de pequeno diâmetro


(tubing)

10.6.1 Sistemas de tubulações metálicas

10.6.1.1 Todas as partes de um sistema de tubulações contínuas totalmente metálicas devem ter uma
resistência ao aterramento que não exceda 10 Ώ. Uma resistência significativamente alta pode indicar
contato elétrico fraco, embora este dependa do sistema como um todo. Para acoplamentos flangeados,
não pode ser aplicada nenhuma pintura nas faces dos flanges nem qualquer revestimento plástico,
normalmente utilizado em porcas e parafusos para garantir a estanqueidade após a aplicação do
apropriado torque. Cabos de ligação e arruelas-estrela não são usualmente necessários nos flanges.
Arruelas estrela podem igualmente interferir com o aperto apropriado. A continuidade elétrica do
aterramento deve ser confirmada após a montagem e verificada periodicamente.

10.6.1.2 Cabos de ligação podem ser necessários ao redor de juntas flexíveis, giratórias ou deslizantes.
Ensaios e experiências têm demonstrado que a resistência nestas juntas é normalmente inferior a 10 Ώ,
que é baixa o suficiente para prevenir a acumulação de cargas estáticas. Entretanto, as especificações
dos fabricantes devem ser checadas ou as juntas devem ser inspecionadas, porque algumas são
fabricadas com superfícies isoladas. Onde forem pintados, os flanges deslizantes, utilizando gaxetas
não condutivas, podem causar perda de continuidade no sistema de aterramento. A perda de
continuidade pode ser remediada pela utilização de uma gaxeta condutiva, como gaxetas flexíveis
preenchidas por grafite ou gaxetas espiraladas, ou pela instalação de um cabo de ligação através das
juntas.

10.6.1.3 Ligações e aterramentos não podem ser comprometidos em seções de tubulações que devam
ser isoladas. Por exemplo, flanges de isolamento podem ter sido instalados para evitar arcos voltaicos
oriundos de correntes parasitas ou a partir de sistemas de proteção catódica, que são supridos por um
sistema de aterramento separado.

10.6.1.4 A Figura A.4 a) e a Figura A.4 b) fornecem um guia sobre a carga estimada no escoamento de
um líquido não condutivo através de uma tubulação regular.

10.6.2 (*) Tubulações não condutivas e tubulações revestidas

Superfícies não condutivas afetam as taxas de geração de cargas e a dissipação das cargas durante o
escoamentoatravés de tubulações. A taxa de geração de cargas é similar em tubulações condutivas ou
não condutivas, enquanto que a taxa de perda de carga pode ser significativamente mais lenta em
tubulações não condutivas. Para carregamento, de líquidos não condutivos, o isolamento da parede da
tubulação pode resultar em uma acumulação de carga de polaridade oposta na superfície externa do
isolamento ou do tubo. A acumulação de carga pode, eventualmente, redundar em falha elétrica e em
corrosão alveolar (pontual) tanto no revestimento ou, no caso de tubulações não condutivas, de toda a
parede do tubo (perda de espessura)

10.6.3 (*) Mangotes flexíveis e tubulações de pequeno diâmetro (tubings)

Mangotes e tubulações flexíveis são disponíveis em metais, em metais revestidos, em plásticos não
condutivos, em borrachas reforçadas, em plásticos e tipos compostos.

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10.6.3.1 Onde forem utilizados mangotes ou tubulações de pequeno diâmetro (tubing) estes devem ser
não condutivos, por causa das condições do processo. Os riscos da geração de cargas de eletricidade
estática devem ser inteiramente investigados.

10.6.3.2 Como uma condição mínima, todos os acoplamentos condutivos (por exemplo: extremidades
dos acessórios) e seus componentes devem ser ligados e aterrados.

10.6.3.3 Se forem utilizados mangotes imediatamente após filtros, em um serviço com líquido não
condutivo, estes devem ser metálicos ou de outro material condutivo. Revestimentos semicondutivos
podem ser necessários para prevenir a acumulação de cargas e os danos causados por corrosão
alveolar (pontual) nos mangotes.

10.6.3.4 Mangotes condutivos devem ser eletricamente contínuos, e a continuidade deve ser
periodicamente verificada.

10.6.4 Tubos de enchimento

Tubos de enchimento devem ser condutivos e ligados ao sistema de enchimento.

10.6.4.1 Tubos de enchimento devem estender-se até o fundo do vaso e podem ser equipados com a
extremidade chanfrada a 45º ou devem dispor de um “tê” para direcionar o fluxo horizontalmente
próximo do fundo do recipiente que estiver sendo carregado.

10.6.4.2 O projeto deve prevenir o escoamento turbulento durante o estágio inicial do enchimento. Um
“início lento” pode ser necessário, de forma que a velocidade de entrada seja mantida inferior a 1 m/s
até que a saída do tubo esteja coberta por no mínimo uma camada correspondente a dois diâmetros do
tubo.

10.6.5 Filtração

10.6.5.1 Microfiltros

10.6.5.1.1 Microfiltros usualmente têm os orifícios de passagem menores que 150 µm. Estes
microfiltros, devido à sua grande área de contato, geram uma turbulênciamuito grande provocando
correntes emlíquidos não condutivos. As correntes geradas frequentemente são maiores que aquelas
existentes no fluxo dentro da tubulação de entrada nos microfiltros em duas ordens de grandeza, e a
densidade adicionada de carga no líquido pode exceder 2 000 µC/m3.

10.6.5.1.2 Para prevenir o acúmulo de cargas elétricas, como descritoem 10.6.5.1.1, na entrada de um
recipiente receptor, o filtro deve ser instalado longe o suficiente do recipiente de forma que a carga
elétrica possa decrescer para uma magnitude próxima daquela reinante no fluxo dentro da tubulação. É
prática comum nas indústrias prover um tempo de residência de 30 s nas tubulações ou nos mangotes
condutivos instalados depois dos microfiltros, especialmente se a condutividade do líquido não for
conhecida. Para líquidos condutivos que tenham simultaneamente condutividade muito baixa (isto é,
menor que 2 pS/m) e alta viscosidade (isto é, maior que 30 cS), à temperatura de operação mais baixa,
podem ser apropriados tempos maiores de residência. Nestes casos, o tempo de residência a ser
considerado deve ser de três vezes o tempo de escoamento normalmente adotado para o líquido.

10.6.5.2 Filtros de linha

Filtros de linha com telas que tenham número Mesh maior que 150 µm devem ser tratados como
microfiltros. Filtros de linha que tenham número Mesh menor que 150 µm podem também gerar cargas

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de eletricidade estática significativas onde houver acúmulo de impurezas. Se filtros de linha forem
utilizados em serviços onde for esperado o acúmulo de impurezas, então estes filtros devem também
ser tratados como microfiltros.

10.6.5.3 Filtros finais

Um filtro final é muitas vezes colocado na extremidade de uma linha de descarga, a fim de remover
impurezas. Este filtro pode ser um coletor instalado na extremidade de um mangote e diretamente
exposto ao vapor em um tanque. Filtros utilizados em serviços com líquidos inflamáveis devem ser
instalados no interior de corpos metálicos aterrados.

10.6.6 Material em suspensão

Líquidos não miscíveis e fracamente solúveis e sólidos que se dissolvem lentamente podem se
dispersar como gotículas ou como uma emulsão. Onde um líquido não condutivo contiver uma fase
dispersa, como água em óleo, a fase contínua determina um comportamento de escoamento de cargas.
A geração de cargas tipicamente é maior para tais suspensões do que em um líquido com uma única
fase.

10.6.7 Restrições diversas em linhas

Os componentes de um sistema de tubulações, como placas de orifício, válvulas, cotovelo, curvas e


“tês”, aumentam a turbulência e podem aumentar a taxa de geração de cargas. Um breve contato com
um componente plástico, em particular, pode causar uma geração significante de carga. Materiais em
suspensão, como água (ver 10.6.6), também podem causar tal efeito.

10.7 Tanques de armazenamento

10.7.1 Geral

Líquidos fluindo para o interior de um tanque podem carrear uma carga de eletricidade estática que se
acumulará no interior do tanque. Esta carga pode ser detectada como um potencial acima da superfície
do líquido no tanque. O potencial máximo atingido na superfície depende não somente da densidade da
carga do líquido entrante, mas também das dimensões do tanque. Para tanques comerciais de mesmo
volume, o potencial máximo será maior em tanques que tenham menor seção de área, porque a altura
de líquido aumenta mais rapidamente a taxa de escoamento da carga. Menores potenciais, entretanto
são gerados no interior, por exemplo, de uma barcaça quase retangular do que em um tanque cilíndrico
vertical com os mesmos volumes.

10.7.2 Tanques de armazenamento condutivos de teto fixo

A acumulação de cargas em um líquido no interior de um tanque pode conduzir a uma descarga de


eletricidade estática entre a superfície do líquido e o costado do tanque, os apoios do teto ou os
acessórios do tanque. A geração de carga é influenciada pela turbulência do líquido e por uma série de
fatores particulares, como gotículas de água, ferrugem ou sedimentos.

10.7.2.1 Precauções

Se o espaço para vapor do tanque for tal que possa conter uma mistura inflamável (por exemplo, em
casos onde sejam armazenados produtos com pressões de vapor intermediárias ou produtos com baixa
pressão de vapor, contaminados com líquidos com alta pressão de vapor) ou onde é praticado o corte
do carregamento através de trocas de produtos, as seguintes medidas de proteção devem ser

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adotadas:

a) deve ser evitado o enchimento turbulento e a ocorrência de respingos verticais;

b) o tubo de enchimento deve descarregar próximo ao fundo do tanque, com a mínima agitação de
água e de sedimentos no fundo do tanque;

c) se possível, a velocidade do fluxo na entrada deve ser limitada durante o estágio inicial do
enchimento do tanque para reduzir a agitação e a turbulência, e as seguintes medidas também devem
ser aplicadas:

1) a velocidade do fluxo de líquido entrando não pode ser superior a 1 m/s até que o tubo de
enchimento esteja submerso por duas vezes o diâmetro do tubo ou por 0,6 m, prevalecendo o
menor;

2) uma velocidade muito baixa pode resultar em gotículas de água em suspensão


sedimentando-se nos pontos baixos de uma tubulação. Por este motivo a velocidade do fluxo
na entrada deve ser mantida o mais próximo possível de 1 m/s, durante o período inicial de
enchimento, para prevenir a subsequente reentrada de água ou outros contaminantes que
podem aumentar significativamente a tendência de cargas elétricas no produto, quando for
aumentada a velocidade;

d) (*) os seguintes aspectos devem ser aplicados em tanques de armazenamento com capacidades
maiores que 50 m3 contendo líquidos que sejam ou não condutivos ou para os quais a condutividade
seja desconhecida:

1) a velocidade do fluxo de entrada pode ser aumentada para 7 m/s depois que o tubo de
enchimento estiver submerso.

2) onde a experiência operacional tenha demonstrado que a prática é aceitável, como na


indústria petrolífera, a velocidade de entrada do fluxo pode ser aumentada acima de 7 m/s
mas em nenhum caso a velocidade pode ser maior que 10 m/s [ver Figuras A.4 a) e A.4 b)
para determinação da vazão];

e) se o líquido for não condutivo e contiver uma fase dispersa, como gotículas de água em
suspensão, a velocidade do fluxo de entrada deve ser restringida a 1 m/s da operação de enchimento;

f) um tempo de residência mínimo de 30 s deve ser previsto no fluxo de líquidos no trecho da


tubulação entre o microfiltro e o tanque (ver 10.6.5);

g) os tanques devem ser inspecionados permanentemente para verificar a existência de objetos


condutivos não aterrados. Tais objetos podem ser: medidor de nível tipo boia ou tubos de amostragem
perdidos. Estes objetos flutuando na superfície dos líquidos podem promover faíscas;

h) tubulações não podem ser purgadas com ar ou com outros gases, se o líquido a ser armazenado
for de classe I ou for manuseado a temperaturas iguais ou superiores a seus pontos de fulgor, porque a
introdução de quantidades substanciais de ar ou outro gás no tanque pode criar um risco, devido a
geração de cargas, névoas de líquidos e formação de uma atmosfera inflamável.

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10.7.2.2 Aterramento

10.7.2.2.1 Tanques de armazenamento para líquidos não condutivos devem ser aterrados. Tanques de
armazenamento montados sobre o piso são considerados aterrados, independentemente do tipo de
fundação (por exemplo, concreto, areia ou asfalto).

10.7.2.2.2 Para tanques montados sobre fundações elevadas ou sobre suportes, a resistência ao
aterramento pode ser no máximo de 106 Ώ e estes tanques são considerados adequadamente aterrados
para o propósito de dissipação de cargas de eletricidade estática, mas a resistência deve ser verificada.
O aterramento adicional executado por barras e o sistema similar de aterramento não reduzem o risco
associado aos efeitos da carga de eletricidade estática no líquido.

10.7.2.3 Geradores de faíscas

10.7.2.3.1 Um instrumento de medição de nível, um sensor de nível alto ou outros dispositivos


condutivos que se projetam no espaço de vapor dos tanques podem prover um local para a descarga de
eletricidade estática entre o dispositivo e o líquido; portanto, estes dispositivos devem atender aos
seguintes critérios:

a) os instrumentos devem ser ligados segura e diretamente em direção ao fundo do tanque por um
cabo condutivo ou uma barra para eliminar a formação de faíscas, ou devem ser instalados em poços
de medição que sejam aterrados ao tanque;

b) os instrumentos devem ser inspecionados periodicamente para assegurar que o sistema de


ligação não tenha sido interrompido.

10.7.2.3.2 Se os acessórios dos tanques forem não condutivos, o potencial de formação de faíscas não
existe e nenhuma medida adicional é necessária. Dispositivos que sejam montados ao costado do
tanque (por exemplo, chaves de nível ou poços térmicos) e projetados a uma curta distância no interior
do tanque não estabelecem um risco de descarga de eletricidade estática. Estas situações devem ser
avaliadas em bases individuais.

10.7.2.4 Misturadores de tanques

Misturas promovidas por misturadores a jato ou por agitadores de alta velocidade podem espargir água
e impurezas, causando turbulência na superfície, que pode gerar cargas de eletricidade estática. Se
houver uma mistura inflamável na superfície, será possível ocorrer uma ignição. Superfícies turbulentas
devem ser minimizadas. Uma camada de um gás inerte ou outra forma de inertização pode ser
empregada para eliminar o risco de ignição.

10.7.2.5 Agitação com gás

10.7.2.5.1 Ar, vapor ou outros gases não podem ser utilizados para a agitação porque podem produzir
altos níveis de cargas elétricas em líquidos, névoas ou espumas. Em adição, agitação a ar pode criar
uma atmosfera inflamável no espaço de vapor do tanque. Se uma agitação com gás for inevitável, o
espaço de vapor deve ser purgado antes de iniciar a mistura, e o processo deve ser iniciado lentamente
para assegurar que a carga de eletricidade estática não seja acumulada mais rapidamente do que
possa ser dissipada.

10.7.2.5.2 Precauções especiais devem ser tomadas no início do processo de inertização, para prevenir
agitações do ar. Enquanto houver agitação com um gás inerte, pode eventualmente surgir uma mistura
de vapor não inerte e a carga eletrostática pode se fazer presente devido ao processo de agitação, que

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pode resultar em uma faísca e no desenvolvimento de uma ignição antes da inertização do espaço de
vapor do tanque. Um tempo de espera deve ser observado antes de qualquer atividade de medição ou
amostragem.

10.7.3 Tanques de armazenamento condutivos com tetos ou selos flutuantes

Tanques de armazenamento com tetos ou selos flutuantes são intrinsecamente seguros, uma vez que
estes são ligados aos costados dos tanques. Ligações típicas são alcançadas por derivações entre os
tetos ou selos flutuantes ou coberturas e as paredes do tanque. As derivações são instaladas para
proteção contra raios, mas elas também promovem proteção contra cargas eletrostáticas que possam
ser geradas. Se o teto ou selo flutuante for apoiado sobre suportes, pode ocorrer a acumulação das
cargas na superfície do líquido, e as precauções para um tanque de teto fixo devem ser seguidas. Se
um tanque com teto flutuante interno não for adequadamente ventilado, vapores inflamáveis podem ser
acumulados entre o teto flutuante e o teto fixo.

10.7.4 Tanques revestidos ou com pinturas internas

Tanques metálicos com revestimentos ou pintura, não condutivos podem ser considerados como
tanques condutivos desde que atendam a um dos seguintes critérios:

a) revestimento ou pintura interna, não condutiva, que tenha uma resistividade igual ou menor que
1010 m, tal como fibra de vidro reforçada e revestida para prevenção contra a corrosão e com uma
espessura mínima de 2 mm;

b) revestimento não corrosivo que tenha uma resistividade maior que 1010 Ώm, como polietileno ou
borracha, mas com um potencial menor que 4 kV.

10.7.4.1 Tanques metálicos com revestimentos ou pinturas internas que não atendam aos critérios de
10.7.4 a) ou b) devem ser tratados como tanques não condutivos. Independentemente da espessura ou
da resistividade do revestimento ou da pintura interna, o tanque deve ser ligado ao sistema de
carregamento. O revestimento não é considerado como uma barreira ao fluxo de cargas eletrostáticas.
Sua resistividade é da mesma ordem de magnitude do líquido ou pode ter menores áreas descobertas
no revestimento.

10.7.4.2 Uma fina camada de tinta, um revestimento fino de plástico ou uma camada de óxido metálico
na parte interna das tubulações, dos recipientes ou dos equipamentos não constituem um risco de
eletricidade estática.

10.7.5 Tanques construídos com materiais não condutivos

Não é permitido que tanques construídos com materiais não condutivos para armazenem líquidos de
classe I, de classe II e de classe IIIA, exceto sob circunstâncias especiais, como definidos na
ABNT NBR 17505-1.

10.8 Carregamento de caminhões-tanque

As precauções recomendadas para o carregamento de caminhões-tanque variam com as


características do líquido que estiver sendo manuseado e o projeto das Instalações da estação de
carregamento. A Tabela A.4 apresenta um sumário das precauções recomendadas, que devem ser
utilizadas onde exista uma mistura inflamável nos compartimentos dos caminhões-tanque. Estas
precauções são direcionadas para caminhões-tanque que dispõem de compartimentos condutivos
(metálicos). Para compartimentos com revestimento não condutivos, ver 10.12.4. Para compartimentos

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de material não condutivo, ver 10.12.7.

10.8.1 Carregamento pelo topo (top loading)

A fim de evitar o carregamento turbulento, deve ser utilizado um tubo de enchimento, a ser projetado de
acordo com as recomendações contidas em 10.6.4.

10.8.2 Carregamento pelo fundo (bottom loading)

O bocal de enchimento pelo fundo deve ser projetado com um defletor ou um difusor para prevenir a
turbulência do líquido e a geração de névoa. Para se alcançar este objetivo deve-se utilizar um cap ou
um “tê” para direcionar o fluxo, dentro do tanque do caminhão, para as paredes laterais.

10.8.3 Carregamentos alternados

A prática de carregar um líquido que tenha um alto ponto de fulgor e uma baixa condutividade em um
caminhão-tanque que previamente tenha contido um líquido de baixo ponto de fulgor é denominada
carregamento alternado. Esta prática pode resultar em uma ignição dos vapores inflamáveis residuais
no momento em que o caminhão-tanque estiver sendo carregado. Os métodos de prevenção de risco
são similares àqueles especificados em 10.7.2.1 a), a c) e de 10.7.2.1 e) a h). As velocidades
recomendadas para o fluxo são encontradas na Tabela A.4.

10.8.4 Transporte pelas rodovias

Como consta em Norma Brasileira aplicável ou, na inexistência desta, na API RP 2003,
caminhões-tanque normalmente não criam um risco de eletricidade estática durante o transporte, uma
vez que eles são compartimentados ou contêm quebra-ondas. Os compartimentos ou quebra-ondas
minimizam o batimento do líquido no interior do tanque do veículo, que poderia resultar em uma
geração significativa de cargas elétricas. Recomenda-se que tanques de compartimento único sem
quebra-ondas não sejam utilizados com líquidos que possam gerar uma mistura inflamável no espaço
para vapor existente nos tanques. Caso a utilização de tanques de compartimento único sem
quebra-ondas seja imprescindível para garantir a limpeza total do equipamento na troca de produtos
inflamáveis (produtos químicos), as precauções com aterramento dos equipamentos antes da descarga
devem ser enfatizadas.

10.8.5 Aditivos antiestáticos

A acumulação de cargas eletrostáticas pode ser reduzida pelo aumento da condutividade do líquido
pela adição de um agente que provoque o aumento da condutividade (aditivo antiestético).

10.8.5.1 Os aditivos antiestáticos são normalmente adicionados em concentrações de partes por milhão
e devem ser utilizados de acordo com as recomendações do fabricante.

10.8.5.2 Onde forem utilizados aditivos antiestáticos como um meio primário para minimizar a
acumulação de cargas eletrostáticas, os operadores devem verificar a concentração do aditivo nos
pontos críticos do sistema.

10.9 (*) Caminhões-vácuo

10.9.1 Para controlar a eletricidade estática, os mangotes devem ser condutivos ou semicondutivos.

10.9.2 Como alternativa à recomendação contida em 10.9.1, todos os componentes condutivos devem

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ser ligados e o caminhão-vácuo deve ser aterrado

10.9.3 Em nenhum caso devem-se utilizar tubos indutores de plástico ou baldes e tambores de plástico
como recipientes intermediários.

10.10 Vagões-tanque

10.10.1 Em geral, as precauções para vagões-tanque são similares àquelas especificadas para
caminhões-tanque em 10.8. A maior diferença é o volume tipicamente maior dos vagões-tanque (por
exemplo, maiores que 87 m3) quando comparados com os caminhões-tanque (por exemplo, 50 m3). O
maior volume permite a utilização de maiores taxas máximas de carregamento, até um máximo de
(0,8/d) m/s, onde d é o diâmetro interno do bocal de entrada em metros.

10.10.2 Muitos vagões-tanque são equipados com mancais não condutivos e chapas de desgaste não
condutivas localizadas entre o vagão propriamente dito e o rodeiro ou truque (parte rodante do vagão-
tanque). Consequentemente, a resistência ao aterramento através dos trilhos pode não ser
suficientemente baixa para prevenir a acumulação de cargas eletrostáticas no corpo do vagão-tanque.
Portanto, a ligação do corpo do vagão-tanque com o sistema de enchimento é necessária para proteger
contra a acumulação de cargas elétricas. Em adição, por causa da possibilidade de correntes parasitas,
as linhas de carregamento devem ser ligadas aos trilhos.

10.11 Navios-tanque e barcaças-tanque

Navios-tanque e barcaças-tanque estão fora do escopo da ABNT NBR 17505. As recomendações


contidas na International safety Code for Oil Tankers and Terminals (ISGOTT) devem ser seguidas.

10.12 Vasos de processo

10.12.1 Meios de acumulação de cargas eletrostáticas

A acumulação de eletricidade eletrostática em vasos de processo ocorre pelos mesmos métodos


descritos em 10.7 para tanques de armazenamento.

10.12.1.1 Onde um líquido condutivo e um líquido não condutivo são misturados, o líquido condutivo
deve ser adicionado primeiro no vaso, se possível, de forma que a condutividade da mistura seja a mais
alta possível durante o processo de mistura.

10.12.1.2 Reentradas de loop de recirculação devem ser projetadas para minimizar turbulências, falhas
na superfície, como, por exemplo, pela utilização de jatos subsuperficiais que não causem interrupções
na superfície do líquido.

10.12.2 (*) Procedimentos para transferência para tanques

10.12.2.1 Quando dois ou mais líquidos não condutivos são introduzidos em um tanque de mistura, o
líquido menos denso (mais leve) deve ser carregado primeiro para evitar a formação de uma camada
superficial comprimindo o mais leve pelo peso do componente mais pesado, facilitando a mistura dos
dois componentes.

10.12.2.2 Só podem ser efetuadas recirculações turbulentas se o vaso estiver inertizado ou tiver seu
vapor enriquecido.

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10.12.3 Agitação

Agitadores devem estar cobertos com altura suficiente de líquido antes de serem iniciadas as operações
para minimizar a turbulência ou devem ser operados em velocidades reduzidas até que seja alcançada
uma altura de líquido suficiente. Em casos onde não possam ser evitadas acumulações perigosas de
cargas eletrostáticas utilizando-se as medidas recomendadas em 10.10, o vaso deve ser inertizado.

10.12.4 Vasos com revestimentos não condutivos

A acumulação de cargas eletrostáticas pode resultar em danos por corrosão alveolar em equipamentos
tais como reatores revestidos por esmalte ou vidro. Isto é causado pelo fato de que as descargas
eletrostáticas frequentemente ocorrem nas interfaces dos líquidos como na drenagem de líquidos a
partir de paredes molhadas, neste caso também pode ocorrer o risco de ignição do vapor. Em alguns
casos, é possível especificar revestimentos para vasos e agitadores que dissipem a eletricidade
estática. Vasos e acessórios condutivos devem ser ligados e aterrados. Em alguns casos pode ser
necessária a inertização.

10.12.5 Adicionando sólidos

A causa mais frequente de ignições de eletricidade estática ocorre em vasos de processo durante a
adição de sólidos a líquidos inflamáveis. Mesmo onde o vaso for inertizado, grandes adições de sólidos
introduzirão ar no interior do vaso enquanto são expelidos vapores inflamáveis a partir do vaso. A
adição repentina de um grande volume de sólidos pode também resultar em descarga de eletricidade
estática originada na massa flutuante de pó do produto que estiver sendo carregado.

10.12.5.1 A adição manual de sólidos através de uma porta aberta ou boca de visita deve ser efetuada
apenas em bateladas de 25 kg.

10.12.5.2 A adição de bateladas maiores que 25 kg (por exemplo, a partir de recipientes intermediários
para granel flexíveis) deve ser efetuada através de um alimentador intermediário com uma válvula
rotativa ou dispositivo equivalente. O alimentador pode ser inertizado separadamente para reduzir a
entrada de ar no vaso onde será feita a mistura, enquanto a expulsão de vapores na área de
operaçõespode ser evitada pela ventilação do vaso para um local seguro. A adição de sólidos a partir
de sacos plásticos não condutivos pode ser perigosa, mesmo se os sólidos não forem condutivos (por
exemplo: sílica).

10.12.5.3 Sacos devem ser confeccionados em papel, folhas de papel e plástico nos quais o filme de
plástico não combustível deve ser coberto por papel em ambos os lados ou por plástico antiestático.
Considerando que a colocação de pontos para aterramento pode ser impraticável, estes sacos podem
ser efetivamente aterrados por contato com um vaso condutivo aterrado ou pelo contato com a pele de
um operador aterrado.

10.12.5.4 Tambores ou pacotes de fibra não podem ter um revestimento de plástico aderido que possa
soltar pedaços, destacando-se do tambor ou do pacote, e tornar-se uma impureza

10.12.5.5 Alarmes metálicos devem ser aterrados.

10.12.5.6 As pessoas que estiverem nas proximidades das aberturas de vasos que contenham líquidos
inflamáveis devem utilizar vestimentas e EPI adequados, de forma a não gerar eletricidade estática.
Adicionalmente, deve ser dada atenção especial à limpeza do local, evitando o acúmulo de resíduos
não condutivos (por exemplo, resinas) no piso ou sobre itens como terminais de aterramento, que
podem causar descontinuidades elétricas.

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10.12.6 Misturando sólidos

Onde os sólidos são dissolvidos ou dispersados em líquidos não condutivos a taxa de geração de
cargas eletrostáticas pode ser grande, dependendo de fatores como os sólidos que estiverem sendo
carregados, tamanho das partículas e taxa de agitação. A dissipação de cargas frequentemente é
alcançada pela elevação da condutividade da fase contínua pela reformulação com solventes
condutivos ou pela adição de aditivos antiestáticos. Alternativamente, o risco de ignição pode ser
controlado por inertização.

10.12.7 Vasos de processo não condutivos

10.12.7.1 Em geral, vasos de processo não condutivos não podem ser utilizados com líquidos
inflamáveis que apresentem riscos externos de ignição se suas superfícies externas se tornarem
carregadas.

10.12.7.2 Se um tanque não condutivo tiver que ser utilizado e existir a possibilidade da atmosfera ao
redor do tanque ou se o espaço de vapor estiver sujeito a uma ignição, os seguintes critérios devem ser
atendidos para assegurar que haja uma dissipação segura das cargas eletrostáticas e para prevenir
descargas:

a) todos os componentes condutivos (por exemplo: a borda e as tampas metálicas) devem ser
ligados entre si e aterrados;

b) onde o tanque for utilizado para armazenar líquidos não condutivos, os seguintes critérios devem
ser atendidos:

1) um escudo condutivo envolvente e aterrado deve ser suprido para prevenir descargas
externas;

2) o escudo deve dispor de uma tela de arame aterrada na parede do tanque e deve conter as
superfícies externas;

c) onde for utilizado para armazenar líquidos não condutivos, o tanque deve ter uma chapa
metálica para prover um condutor através do qual a carga pode fluir do líquido contido para a terra, e os
seguintes critérios devem ser atendidos:

1) a chapa deve ter uma área de superfície maior que 500 cm2/m3 de volume do tanque;

2) a chapa deve ser colocada no fundo do tanque e ligada à terra;

d) onde o tanque for utilizado para armazenar líquidos condutivos, um cabo de aterramento interno
deve se estender do topo ao fundo do tanque e deve ser conectado à terra, ou deve ser provida uma
tubulação de carregamento aterrada e estendida até o fundo do tanque que deve atender aos seguintes
critérios:

1) a linha de carregamento aterrada deve entrar pela parte inferior do tanque;

2) a linha de carregamento aterrada não pode introduzir um gerador de faíscas.

10.13 Medição e amostragem

Operações de medição e amostragem, incluindo medições de temperatura, podem introduzir elementos

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geradores de faíscas no interior do tanque ou no compartimento de armazenamento. Devem ser


utilizados poço e instrumento de medição condutiva para amostragem e medição manuais.

10.13.1 Precauções

As precauções contidas em 10.13 devem ser tomadas onde não for possível utilizar um poço de
medição, onde o material armazenado for não condutivo ou onde o espaço de vapor do recipiente for
passível de ignição.

10.13.2 Operações manuais

Se operações de medição e amostragem forem conduzidas manualmente, as recomendações sobre


vestimentas e EPI contidas em 10.2 devem ser consideradas.

10.13.3 Materiais

10.13.3.1 Os sistemas de medição e amostragem devem ser completamente condutivos ou


completamente não condutivos. Por exemplo, dispositivos de amostragem e medição condutivos devem
ser utilizados com um dispositivo de encaminhamento condutivo, como uma fita ou cabo de aço.

10.13.3.1.1 Correntes de elos que não sejam eletricamente contínuas não podem ser utilizadas em
atmosferas inflamáveis.

10.13.3.1.2 Dispositivos para amostragem e medição condutivos, incluindo o recipiente de


amostragem e o dispositivo de encaminhamento, devem ser apropriadamente ligados ao tanque ou
compartimento.

10.13.3.1.3 A ligação especificada em 10.13.3.1.2 deve ser acompanhada pela utilização de um cabo
de ligação ou pela manutenção do contato contínuo de metal com metal entre o dispositivo de
encaminhamento e o bocal de medição do tanque.

10.13.3.1.4 Quando forem utilizados dispositivos manuais de medição e amostragem não condutivos,
não é necessário considerar qualquer período para escoamento das cargas elétricas após o
carregamento ou enchimento do tanque. Entretanto, é observado que estes dispositivos podem não
alcançar o necessário nível de não condutividade devido a fatores ambientais, como umidade ou
contaminação. Portanto um período apropriado para escoamento das cargas elétricas deve ser adotado
onde forem utilizados dispositivos não condutivos.

10.13.3.1.5 Cordas e cabos feitos de materiais sintéticos como náilon não podem ser utilizados
devido à possibilidade de acumular cargas elétricas, se elas correrem rapidamente através de mãos
enluvadas. Embora cordas e cabos de fibras celulósicas naturais possam, em princípio, ser utilizadas,
tais cordas e cabos são frequentemente compostos de uma mistura natural ou sintética, com a
correspondente possibilidade de geração de cargas elétricas.

10.13.4 Medição

Onde possível, medições devem ser executadas utilizando sistemas de medição automáticos. Estes
sistemas podem ser utilizados com segurança em tanques, uma vez que medidores de boia e
dispositivos similares são eletricamente ligados ao costado dos tanques através uma fita condutiva ou
arames-guia condutivos. Boias livres e flutuadores não ligados podem ser geradores efetivos de faíscas
e devem ser evitados. Dispositivos de medição sem contato, como radares e medidores ultrassônicos
são também satisfatórios, uma vez que a continuidade elétrica é assegurada. Componentes isolados

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condutivos não podem ser utilizados.

10.13.5 Período de espera

10.13.5.1 Dependendo da dimensão do compartimento e da condutividade do produto que estiver sendo


carregado, um período de espera suficiente deve ser adotado para que a carga elétrica acumulada seja
dissipada.

10.13.5.2 Um período de espera de 30 min deve ser adotado antes das operações de medição ou
amostragem de vasos ou tanques de armazenamento com capacidades maiores que 40 m3, a não ser
que um poço de medição esteja sendo utilizado. O período de espera antes da medição ou amostragem
para vasos ou tanques com capacidade entre 20 m3 e 40 m3 pode ser reduzido para 5 min e para 1 min
para tanques ou vasos menores que 20 m3. Períodos de espera maiores podem ser apropriados para
líquidos com condutividade muito baixas (k < 2 pS/m) ou líquidos não condutivos que contenham uma
segunda fase dispersa [como um líquido de classe I com mais que 0,5 % de água (baseado em
massa)]. Se um poço de medição for utilizado, é desnecessário um período de espera.

10.14 Limpeza de tanques (ver também Seção 11)

10.14.1 Lavagem com água

10.14.1.1 A névoa criada no interior de um tanque pela aspersão de água pode ser altamente carregada
eletricamente. Isto é um problema particular com tanques com capacidades maiores do que 100 m3,
devido ao tamanho da nuvem de névoa que pode ser formada. A lavagem com aspersão de água só
pode ser feita em uma atmosfera inertizada ou não inflamável.

10.14.1.2 Embora escrita especificamente para tanques de carga marítimos o “International Safety
Guide for Oil Tankers and Terminals (ISGOTT)” apresenta uma boa abordagem sobre limpeza de
tanques. Tanques menores que 100 m3 e com todos os componentes condutivos aterrados têm um
risco de descarga elétrica desprezível. Onde houver uma possibilidade de entrada de vapor d’água no
tanque durante o processo de lavagem com água, as precauções contidas em 10.12.3 devem ser
seguidas.

10.14.2 Lavagem com solventes

Névoas densamente carregadas eletricamente criadas por solventes inflamáveis, são similares àquelas
oriundas da lavagem com água, e precauções similares devem ser tomadas no que se refere a
componentes condutivos.

10.14.2.1 Se uma atmosfera ou névoa inflamável não puder ser evitada por causa do tipo de solvente
ou processo de limpeza utilizado, o tanque ou vaso que estiver sendo limpo deve ser inertizado ou
enriquecido para reduzir a probabilidade de ignição durante o processo de limpeza.

10.14.2.2 Se o vaso ou tanque não estiver inertizado ou enriquecido e uma atmosfera inflamável estiver
presente, as seguintes precauções devem ser consideradas onde estiver sendo utilizado solvente como
um agente de limpeza:

a) o solvente deve ser condutivo;

b) se for utilizada uma mistura de solventes, como solvente recuperado, a condutividade deve ser
verificada periodicamente;

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c) materiais com alto ponto de fulgor (no mínimo 9 ºC acima da temperatura máxima de operação
durante a limpeza) devem ser utilizados e o ponto de fulgor deve ser confirmado diariamente;

d) o sistema de limpeza deve ser condutivo e ligado ao tanque, e devem ser efetuados
periodicamente testes de continuidade de todos os equipamentos ligados;

e) objetos condutivos não aterrados devem ser tratados de acordo com o seguinte:

1) eles não podem ser introduzidos no tanque durante o processo de limpeza;

2) eles não podem ser introduzidos no tanque por um período de tempo suficiente depois
do processo de limpeza que pode levar várias horas devido à geração de névoa.

10.14.3 Limpeza com vapor d’água

Limpeza com vapor d’água pode criar densidades de cargas elétricas muito grandes com amplas faixas
correspondentes de potenciais de cargas elétricas, que aumentam com a dimensão do tanque.
Portanto, as seguintes precauções devem ser tomadas:

a) tanques maiores que 4 m3 devem ser inertizados antes da limpeza com vapor d’água;

b) todos os componentes do sistema de vaporização devem ser condutivos e aterrados;

c) todos os componentes condutivos do tanque devem ser ligados e aterrados.

10.14.4 Jateamento interno abrasivo (com materiais permitidos por Lei)

10.14.4.1 Onde possível, tanques e vasos de processo devem ser limpos e livres de materiais
inflamáveis e explosivos (inferior a 10 % do LIE).

10.14.4.2 Mangueiras utilizadas para o jateamento abrasivo devem ser aterradas, e a resistência a
aterramento de qualquer parte dos assessórios das mangueiras, especialmente os bocais, não pode
exceder 106 Ώ (ver B.10.6.3).

10.15 Tanques portáteis, recipientes intermediários para granéis (IBC) e outros


recipientes menores

As práticas especificadas em 10.15 devem ser seguidas para reduzir os riscos de eletricidade
eletrostática durante o enchimento e o esvaziamento de tanques portáteis, IBC e recipientes em geral.

10.15.1 Tanques e IBC metálicos

10.15.1.1 Tanques e IBC metálicos devem ser cheios pelo fundo, se possível.

10.15.1.2 Onde utilizados para líquidos não condutivos, os filtros devem ser instalados em uma posição
que permita um deslocamento de no mínimo 30 s até os tanques ou IBC, como recomendado em
10.6.5.1.2.

10.15.1.3 Os tanques portáteis ou IBC devem ser ligados ao sistema de enchimento antes de serem
abertos e devem ser fechados antes de serem desconectados da ligação.

10.15.1.4 Vazões de enchimento devem ser similares àquelas normalmente utilizadas para encher

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tambores, cerca de 225 L/min ou menos, a não ser que o recipiente esteja inertizado.

10.15.1.5 Se o tubo de enchimento não se estender até o fundo e o vaso não estiver inertizado, deve
ser adotada uma velocidade baixa inicial de 1 m/s ou menor, até que o tubo de enchimento esteja
submerso por cerca de 150 mm.

10.15.1.6 Tanques portáteis e IBC com revestimentos não condutivos apresentam riscos mais severos
que com tambores, devido à maior capacidade e à maior energia que pode ser armazenada para iguais
densidades de cargas elétricas.

10.15.2 Tanques portáteis e IBC não condutivos

10.15.2.1 Enchimento de tanques portáteis e IBC não condutivos com líquidos combustíveis a
temperaturas abaixo de seus pontos de fulgor não representam um risco significativo de ignição por
eletricidade estática. O enchimento de tais recipientes com um líquido combustível a temperaturas
acima ou próximo de 9 ºC de seu ponto de fulgor deve ser considerado como se o líquido fosse
inflamável.

10.15.2.2 Não é permitido o reenchimento de um recipiente que possa conter vapores inflamáveis do
produto anterior. Adicionalmente, a rotina de manuseio de recipientes não condutivos cheios com algum
tipo de líquido pode gerar uma carga elétrica na superfície externa do recipiente.

10.15.2.3 Tanques portáteis e IBC não condutivos não podem ser utilizados onde estiverem presentes,
no ambiente, vapores inflamáveis.

10.15.2.4 Tanques portáteis e IBC construídos de materiais não condutivos são proibidos para o uso
com líquidos de classe I. Se tais recipientes forem utilizados com líquidos de classe II e de classe III, as
precauções para enchimento dependem da dimensão do recipiente, do projeto do recipiente e da
condutividade do líquido.

10.15.3 Outros recipientes metálicos

10.15.3.1 Se estiverem sendo cheios, os recipientes metálicos e equipamentos de enchimento


associados devem ser ligados entre si e aterrados.

10.15.3.2 A ligação deve ser efetivada por grampos que tenham pontos de aço endurecidos que
penetrem na pintura, áreas corroídas e em materiais acumulados utilizando a força de torção ou de uma
mola forte.

10.15.3.3 O grampo deve ser aplicado nos recipientes antes de serem removidos os tampões e em um
ponto no topo do recipiente que esteja afastado das aberturas dos tampões.

10.15.3.4 O tubo de enchimento aterrado deve possuir um chanfrado em um ângulo de


aproximadamente 45o e deve ser posicionado próximo ao fundo para inibir descargas turbulentas a
partir da superfície do líquido.

10.15.3.5 A extremidade do tubo de enchimento deve se estender para até 25 mm em direção ao fundo
do recipiente e permanecer abaixo da superfície do líquido até que o recipiente esteja cheio. Líquidos
viscosos que fluam sem turbulência podem ser defletidos por um pequeno bocal de enchimento para
escoar pelas paredes internas do recipiente. A inertização do recipiente é raramente necessária.

10.15.3.6 Quando o líquido for envasado a partir de um recipiente metálico, o recipiente deve ser

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aterrado. Se o recipiente receptor também for metálico, este também deve ser aterrado.

10.15.3.7 Devem ser utilizadas válvulas metálicas de fecho rápido para o envasamento de líquidos.

10.15.3.8 Se o líquido for envasado a partir de um recipiente elevado (escoamento por gravidade), o
tubo de enchimento, a mangueira condutiva e a bomba devem ser ligados ao recipiente e aterrados.
(para funis e recipientes receptores, ver 10.15.6).

10.15.4 Recipientes metálicos revestidos por plástico

10.15.4.1 Os efeitos da eletricidade estática a partir de revestimentos internos de espessura fina, como
pinturas fenólicas ou epóxi, podem ser ignorados, uma vez que o revestimento não tem espessura
maior que 2 mm. Estes recipientes podem ser tratados como recipientes metálicos.

10.15.4.2 Onde o tambor tiver um revestimento de plástico não condutivo com espessura maior que 2
mm, ele deve ser tratado como um recipiente não condutivo, a não ser que possa ser demonstrado que
a resistividade da superfície é inferior a 1010 Ώ.

10.15.5 Outros recipientes de plástico

A utilização de recipientes de plástico para líquidos de classe I é limitada pela ABNT NBR 17505 (todas
as Partes). Se tais recipientes forem utilizados para líquidos de classe II e de classe III, as precauções
para enchimento dependem da dimensão do recipiente, do projeto do recipiente e da condutividade do
líquido.

10.15.5.1 Uma vez que recipientes plásticos não podem ser aterrados, eles não podem ser utilizados
com líquidos de classe I ou manuseados em atmosferas inflamáveis sem uma adequada avaliação dos
riscos envolvidos.

10.15.5.2 Para líquidos de classe II, os riscos de eletricidade estática podem ser avaliados como a
seguir:

a) onde o líquido possa exceder seu ponto de fulgor durante o enchimento ou esvaziamento;

b) onde um recipiente possa ser estocado ou manuseado em um ambiente cuja atmosfera seja
inflamável.

10.15.5.3 As opções que podem ser utilizadas para conduzir a situação especificada 10.15.2 a) incluem
enchimento pelo fundo eresfriamento de um líquido antes do descarregamento, especialmente se o
recipiente estiver diretamente sob a luz do sol ou em uma área quente. Inertização contínua durante o
descarregamento pode também ser considerada uma boa prática.

10.15.5.4 Para a situação especificada em 10.15.5.2 b) os recipientes plásticos podem ser


armazenados longe dos recipientes de líquidos inflamáveis, de forma que sejam evitados os riscos de
uma descarga eletrostática, a partir da superfície dos recipientes plásticos.

10.15.6 Recipientes com capacidade de até 20 L, manuseados manualmente

Os riscos de incêndio a partir de eletricidade estática aumentam com o volume dos recipientes e com a
volatilidade do líquido a ser manuseado. Então, os recipientes de menores volumes, capazes de
efetivamente desenvolver um sinistro, precisam ser normalmente selecionados e não podem exceder
20 L.

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10.15.6.1 Latões de segurança certificados podem ser utilizados, especialmente aqueles tipos
equipados com uma mangueira metálica flexível para o envasamento, tal que possam ser realizados
sem o auxílio do funil.

10.15.6.2 Uma vez que recipientes não condutivos não podem ser aterrados, eles são limitados a 2 L
para líquidos de classe IA e a 5 L para líquidos da classe IB e da classe IC. Uma exceção é a gasolina,
para a qual um recipiente plástico de 20 L tem sido largamente utilizado por muitos anos com nenhum
incidente registrado, devido à eletricidade estática, se comparado com a utilização de latões metálicos.
O que se encontra reportado é devido em parte ao rápido estabelecimento do vapor rico (acima do LSI)
da gasolina no interior dos latões.

10.15.6.3 Os recipientes plásticos especificados em 10.15.6.2 não podem ser utilizados para outros
líquidos inflamáveis sem uma avaliação dos riscos. Diferentemente da gasolina, os líquidos condutivos
como os álcoois podem tornar-se indutivamente carregados pelo recipiente plástico carregado e
desenvolver o risco de centelhamento. Em adição, o recipiente pode conter uma atmosfera inflamável.

10.15.7 Recipientes não condutivos

Sujeitos às limitações de volume descritas em 10.15.6 é comum manusear líquidos inflamáveis em


pequenos recipientes de vidro ou de plástico com capacidade de até 0,5 L

10.15.7.1 Se os recipientes especificados em 10.15.7 estiverem envolvidos em operações frequentes,


como operações de pequena escala de mistura de solventes, um funil metálico aterrado com um tubo
que se estenda para o fundo do recipiente deve ser utilizado para o enchimento do recipiente. Esta
prática assegura que qualquer carga induzida no líquido pelo recipiente, como pode acontecer no
recipiente plástico pela fricção, seja dissipada através do funil aterrado.

10.15.7.2 Funis de plástico ou vidro devem ser utilizados somente onde for essencial por questões de
compatibilidade de material.

10.15.8 Recipientes para amostragem

10.15.8.1 Os riscos de ignição são significativamente aumentados onde estiver presente uma atmosfera
inflamável fora do recipiente; por exemplo, onde a amostragem é feita diretamente de um tanque ou
uma amostra é transferida próxima de uma boca de visita, porque tal situação pode precipitar um
grande incêndio ou explosão. Um recipiente para amostra metálico e aterrado ou uma garrafa de vidro
em uma gaiola metálica aterrada pode ser utilizado em tais casos.

10.15.8.2 Por serem mais facilmente carregados eletricamente do que os vidros, recipientes não
condutivos de plástico devem ser evitados, exceto se forem utilizados em áreas bem ventiladas. Se a
amostragem externa for executada através de registros para amostragem que estejam localizados longe
das aberturas do tanque em áreas livremente ventiladas e se as quantidades amostradas forem de no
máximo 1 L, o risco de incêndio é, na maioria dos casos, insuficiente para justificar qualquer outro
procedimento especial que não a ligação dos componentes metálicos.

10.15.9 (*) Limpeza

10.15.9.1 Recipientes devem ser ligados entre si e aterrados antes de serem abertos para operações de
limpeza como vaporização.

10.15.9.2 Os equipamentos de limpeza devem ser ligados entre si e aterrados.

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10.16 (*) Limpeza a vácuo

O recolhimento de líquidos e sólidos em uma atmosfera inflamável utilizando um equipamento de


limpeza a vácuo pode criar um risco significativo devido à ignição a partir de descargas eletrostáticas.
Se for necessário utilizar tal equipamento em uma área de processo, os riscos e os procedimentos para
a utilização segura devem ser cuidadosamente revistos e claramente comunicados aos usuários
potenciais.

10.17 Escoamento de gases limpos

10.17.1 Usualmente ocorre uma geração insignificante de eletricidade estática em escoamento de


gases em fase simples. A presença de sólidos, como ferrugem ou líquidos em suspensão como água ou
condensado, cria cargas elétricas que são transportadas pela fase gasosa. O impacto da corrente
carregada eletricamente em objetos que não estejam aterrados pode, então, criar riscos de
centelhamento. Por exemplo, dióxido de carbono descarregado sob pressão gera neve sólida. Em
atmosferas inflamáveis, este fenômeno pode criar um risco de ignição. Por esta razão, dióxido de
carbono a partir de cilindros de alta pressão ou de extintores de incêndio nunca pode ser utilizado para
inertizar recipientes, tanques ou vasos.

10.17.2 Gases que requerem energia de ignição muito baixa, como acetileno e hidrogênio, que
contenham materiais em suspensão, podem sofrer ignição pelo efeito corona da liberação dos gases
em altas velocidades. O fenômeno está associado com a queda da eletricidade na periferia de uma
corrente carregada eletricamente sendo ventada. Descargas elétricas podem ocorrer mesmo em
equipamentos apropriadamente aterrados.

10.18 Filmes e envelopamento em plástico

10.18.1 Filmes e envelopamentos em plásticos não condutivos, como aqueles utilizados para
envolver paletes para embarque, apresentam riscos similares àqueles de sacos plásticos. Estesfilmes
podem gerar descargas elétricas dispersas a partir de suas superfícies devido à fricção e separação das
superfícies. Remendos isolados e úmidos também podem criar riscos de centelhamento.

10.18.2 Um problema adicional é o carregamento eletrostático do pessoal que manuseia as folhas e


os pacotes plásticos. Folhas e pacotes plásticos não podem ser conduzidos em áreas que possam
conter atmosferas inflamáveis. O plástico do envelopamento de paletes pode ser removido fora da área
e, se necessário, recolocado por um encerado adequado ou outra cobertura temporária. Plásticos para
envelopamento antiestáticos são disponíveis. Folhas de tecidos (utilizadas fora de muitas áreas limpas)
podem gerar cargas significativas de eletricidade estática, quando são puxadas de uma bobina e
precauções similares àquelas recomendadas para folhas de plástico devem ser tomadas.

11 Salvaguardas para entrada, limpeza ou reparo em tanques e em recipientes


11.1 Precauções básicas

11.1.1 Geral

11.1.1.1 Deve ser adotada extrema cautela quando um trabalho for realizado em um tanque ou
recipiente que contenha ou tenha contido líquidos inflamáveis, combustíveis ou outros produtos
perigosos.

11.1.1.2 Deve ser adotada extrema cautela quando um trabalho for realizado em um tanque ou
recipiente que contenha vapores relativos a produtos que tenham sido armazenados.
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11.1.1.3 Antes de qualquer trabalho ser desenvolvido em um tanque ou recipiente que tenha líquidos
inflamáveis, combustíveis ou outro produto perigoso armazenados, o tanque ou recipiente deve ser
tornado seguro.

11.1.1.4 As pessoas que desenvolverão o trabalho devem ter o conhecimento do seguinte:

a) características do produto que está armazenado ou foi armazenado anteriormente no tanque ou


recipiente;

b) potencial dos riscos associados à saúde e segurança com o trabalho a ser desenvolvido;

c) procedimentos de segurança exigidos para o trabalho em tanques ou recipientes.

11.1.1.5 Trabalhos em tanques ou recipientes que contenham ou tenham contido produtos perigosos
somente devem ser desenvolvidos por pessoas treinadas que entendam os riscos associados ao
trabalho e que sejam suficientemente capacitadas, treinadas ou educadas para conduzir com segurança
estas operações.

11.1.1.6 Trabalhos em tanques ou recipientes somente serão permitidos após serem conhecidas às
características dos riscos dos produtos contidos ou que tenham sido previamente contidos, identificada
e medida a atmosfera no interior dos tanques ou recipientes, identificados os riscos específicos e
estabelecidos os procedimentos de segurança. Quando forem estabelecidos os procedimentos de
segurança, deve ser checado o seguinte:

a) todos os compartimentos de um tanque ou recipiente compartimentado;

b) espaço intersticial da contenção secundária do tanque ou recipiente;

c) selos de vapor;

d) espaço sob o fundo do tanque;

e) todos os tipos de pontão ou suportes de tubulação;

f) qualquer outra área onde vapores ou resíduos possam estar retidos.

11.1.1.7 Todas as permissões requeridas devem ser obtidas antes de iniciar o trabalho (por exemplo,
proprietário das instalações, autoridades responsáveis por áreas públicas, comandantes de
embarcações etc.).

11.1.1.8 Os trabalhos não se iniciarão em tanques ou recipientes que contenham ou tenham contido
líquidos instáveis ou materiais reativos até que sejam obtidas informações relativas à segurança e
procedimentos de limpeza.

11.1.1.9 Materiais de limpeza não reativos devem ser utilizados onde requeridos.

11.1.1.10 A Seção 11 não isenta a necessidade de verificar todos os detalhes necessários para
desempenhar as atividades com segurança nos trabalhos de entrada, limpeza ou reparo em tanques e
recipientes. Esta Seção não isenta o atendimento a outras normas ou procedimentos quanto a alguns
detalhes.

11.1.1.11 Antes de abrir ou acessar tanques ou recipientes, qualquer pressão interna deve ser reduzida

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à pressão atmosférica. Os vapores contidos nos tanques ou recipientes devem ser removidos para um
local seguro ou, quando requerido, degasados.

11.1.1.12 Um procedimento deve ser estabelecido para notificar de forma apropriada as equipes de
resposta à emergência nos casos de fogo ou de outros sinistros.

11.1.1.13 Uma pessoa qualificada deve estabelecer os requisitos necessários, a fim de proteger as
pessoas que trabalhem nas redondezas do tanque, quanto aos riscos à exposição aos produtos
perigosos.

11.1.1.14 Se produtos perigosos forem utilizados para enxaguar ou limpar um tanque ou recipiente,
uma pessoa qualificada deve estabelecer todos os equipamentos de proteção individual (EPI)
requeridos para resguardar o trabalhador contra possíveis danos à saúde.

11.1.1.15 Quando um produto de limpeza for utilizado, as instruções do fabricante quanto ao manuseio
e segurança devem ser totalmente seguidas.

11.1.2 Considerações sobre ignição

Aplica-se aos tanques e recipientes que contenham ou tenham contido líquidos inflamáveis,
combustíveis ou seus vapores, o descrito em 11.1.2.1 a 11.1.2.7.

11.1.2.1 Onde existir potencial da presença de vapores inflamáveis em tanques e recipientes, uma
permissão de trabalho a quente deve ser emitida para ser executada qualquer operação que possa
constituir em uma fonte de ignição.

11.1.2.2 Antes de executar qualquer procedimento, a área ao redor do tanque ou recipiente deve ser
verificada quanto à presença de qualquer fonte de ignição.

11.1.2.2.1 A área protegida e os métodos de controle a serem utilizados devem ser estabelecidos por
pessoa qualificada, baseados no potencial de ignição ao redor do tanque ou recipiente.

11.1.2.2.2 Complementando o descrito em 11.1.2.2.1, a área deve ser inspecionada quanto à presença
de líquidos inflamáveis e ensaiada quanto à presença de vapores inflamáveis.

11.1.2.2.3 Barreiras e sinalização de alerta com a inscrição “NÃO FUMAR – INFLAMÁVEL” devem ser
providenciadas e colocadas de acordo com os requisitos estabelecidos nos procedimentos escritos.

11.1.2.3 Equipamentos que sejam capazes de gerar uma fonte de ignição não são permitidos na área
do tanque ou recipiente e no seu entorno até que os locais sejam ensaiados e considerados seguros.

11.1.2.4 (*) Antes do início da operação, a pessoa qualificada deve determinar procedimentos de
segurança para trabalhos em tanques e recipientes que tenham potencial para ação pirofórica, que
tenha armazenado nitro-celulose, solução de piroxilina, nitratos, cloratos, per-cloratos, peróxidos e
outros materiais que contenham oxigênio na sua molécula, suficiente para manter combustão.

11.1.2.5 A pessoa qualificada deve determinar quais e quantos equipamentos para combate a incêndios
devem ser previstos na área, baseado nos riscos reais e potenciais. A pessoa qualificada deve exigir
que os equipamentos estejam no local antes de emitir a permissão do trabalho a quente e assegurar
que as pessoas presentes sejam qualificadas e treinadas na utilização dos equipamentos de combate a
incêndios.

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11.1.2.6 (*) A pessoa qualificada deve estabelecer as medidas necessárias para prevenir a acumulação
e descarga de eletricidade estática.

11.1.2.7 Qualquer equipamento elétrico a ser utilizado deve atender o seguinte.

a) ser aprovado para zona 0 ou zona 1 de classificação de risco como definido na


ABNT NBR 17505-6;

b) estar relacionado na permissão de trabalho emitida;

c) ser inspecionado por pessoa qualificada para assegurar que o equipamento esteja em condições
adequadas de operação.

11.2 Preparação para segurança

11.2.1 Bloqueio/etiquetagem

11.2.1.1 Todos os circuitos elétricos ou outras fontes de suprimento de energia para bombas ou outros
equipamentos conectados ao tanque ou recipiente, que tenham um potencial de risco para os
trabalhadores na área do tanque ou recipiente devem ser desconectados ou desacoplados e
bloqueados, etiquetados ou ambos, de acordo com os procedimentos aplicáveis.

11.2.1.2 Onde houver necessidade de ensaio, posicionamento ou ativação de equipamentos pela


remoção temporária do bloqueio ou da etiquetagem ou ambos um procedimento deve ser desenvolvido
e implementado para controlar os riscos potenciais para os trabalhadores e somente deve ser
autorizado por pessoa qualificada.

11.2.1.3 Qualquer remoção do bloqueio, etiquetagem ou outras medidas de proteção deve estar de
acordo com os procedimentos aplicáveis e atender 11.2.1.2.

11.2.1.4 Bloqueio ou etiquetagem ou ambos de equipamentos, sistemas e processos devem ser


confirmados por pessoa qualificada antes de iniciar o trabalho no tanque ou no recipiente.

11.2.2 Remoção de inflamáveis, combustíveis ou outros produtos perigosos líquidos ou


gasosos

11.2.2.1 Antes da abertura de um tanque ou recipiente, como acontece com muitos produtos perigosos,
a água e os sedimentos existentes no tanque ou recipiente, devem ser removidos dos equipamentos,
utilizando tubulações e conexões fixas. Este processo inclui a remoção de líquidos ou gases a partir de
tubulações internas, purgadores e de tubos pescadores que podem ser drenados ou bombeados sem a
necessidade da abertura do tanque ou recipiente.

11.2.2.2 Todas as tubulações para escoamento de produtos inflamáveis ou combustíveis conectadas ao


tanque ou recipiente devem ser drenadas, sopradas ou bloqueadas.

11.2.2.3 Onde a reatividade e solubilidade não sejam problemas, a água, o óleo combustível ou um
produto químico aprovado devem ser bombeados para o interior do tanque ou recipiente através de
tubulação, conexão fixa para remover qualquer líquido remanescente de um ponto baixo, de forma a
permitir que ele possa ser drenado e bombeado do tanque ou recipiente.

11.2.2.4 Se líquidos ou vapores inflamáveis ou combustíveis estiverem ou estiveram contidos em um


tanque ou recipiente, devem ser utilizadas bombas elétricas à prova de explosão, bombas acionadas a

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vapor ou bombas pneumáticas.

11.2.2.5 (*) Motobombas, mangueiras de sucção, bocais e tubulações, bem como tanques receptores,
recipientes, caminhões-tanque ou vasos devem ser ligados ao tanque ou recipiente que esteja sendo
esvaziado, a fim de prevenir os riscos de ignição por eletricidade estática (ver B.11.1.2.6).

11.2.2.6 Todos os líquidos, enxágues, resíduos sólidos e vapores que sejam gerados como resultado
desta limpeza devem ser descartados de acordo com a legislação aplicável.

11.2.2.7 Qualquer produto remanescente no interior do tanque, que não possa ser removido como
determinado em 11.2.2.1 a 11.2.2.6, deve permanecer no mesmo até que novas medidas de segurança
sejam providenciadas e só então o tanque pode ser aberto para a remoção do produto (ver 8.7 para
requisitos para a entrada no tanque).

11.2.3 Isolamento (bloqueio) do tanque

11.2.3.1 Antes da abertura do tanque ou recipiente, estes devem estar bloqueados em relação aos
sistemas de tubulação de suprimento e descarga.

Se o tanque ou recipiente, no qual o trabalho esteja sendo executado, for equipado com um cavalete
“manifold” de respiro, sistema de recuperação de vapor, linha de enchimento, sistema de sifonamento
ou outros métodos de conexão, compartilhados com outros tanques ou recipientes, uma pessoa
qualificada deve determinar quais são as medidas requeridas para bloquear o tanque ou recipiente dos
outros tanques ou recipientes.

11.2.3.2 Toda tubulação conectada ao tanque que seja capaz de produzir um risco, deve ser bloqueada
pela desconexão ou isolamento através de raquetes (ver Norma Brasileira e, na inexistência desta, a
API 2015), serem duplamente bloqueada e, se adotada, drenada e ventada. As de tubulações de
pequeno diâmetro devem ser plugadas.

11.2.3.3 O isolamento de tubulação só é permitido após a realização de uma análise por pessoa
qualificada, para assegurar que o método selecionado seja adequado e capaz de suportar qualquer
potencial de pressão.

11.2.4 Os respiros do tanque ou recipiente no qual o trabalho será executado devem ser isolados dos
respiros de outros tanques que possam ainda estar em serviço. Um respiro temporário e separado dos
demais respiros deve ser providenciado para o tanque no qual será executado o trabalho, se
necessário.

11.2.5 Válvulas não podem ser acionadas para evitar o fluxo de material, e, portanto, devem ser
providenciados um travamento, etiquetagem e um duplo bloqueio com dispositivo para sangramento.

11.3 Procedimentos de ensaios

11.3.1 Procedimentos gerais

11.3.1.1 Para determinar se uma atmosfera é segura para entrada ou para desenvolver trabalhos de
limpeza ou reparos, devem ser feitos ensaios adequados para verificar as concentrações de oxigênio,
de inflamáveis, de combustíveis ou de outros produtos perigosos, de vapores, fumaças ou de poeiras,
utilizando-se instrumentos adequados, conforme a seguir:

a) antes da entrada ou da reentrada;

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b) antes do início de alterações ou reparos;

c) antes e durante qualquer trabalho a quente, corte, solda ou de operações que promovam calor;

d) continuamente durante o curso do trabalho;

e) após a limpeza do interior de cada tanque ou recipiente, para determinar se o procedimento de


limpeza foi adequado;

f) após a ocorrência de qualquer processo ou atividade que possa alterar a atmosfera dentro do
tanque ou do recipiente.

11.3.1.2 Devem ser tomadas precauções para assegurar que tanques ou recipientes que tenham
contido líquidos com altos pontos de fulgor não se tornem perigosos durante operações de corte e
solda.

11.3.1.3 Uma pessoa qualificada deve determinar se são requeridos ensaios contínuos para detectar
vapores inflamáveis e toxicidade, se ensaios prévios indicarem que vapores e toxicidade associados ao
produto anteriormente armazenado foram eliminados ou, se não forem capazes de regeneração acima
dos níveis permitidos de exposição.

11.3.1.4 As pessoas qualificadas responsáveis pelos ensaios devem ser treinadas quanto à utilização
dos instrumentos, ser conscientes de suas limitações e ter conhecimento de suas leituras.

11.3.1.5 (*) Todos os ensaios para verificar oxigênio, inflamáveis ou vapores tóxicos devem ser
conduzidos utilizando um instrumento calibrado e ajustado.

11.3.1.5.1 O instrumento deve ser calibrado com um gás de calibração que seja apropriado aos riscos
potenciais.

11.3.1.5.2 O ajuste do instrumento deve ser checado antes de cada dia ou de cada turno ou, mais
frequentemente, se uma pessoa qualificada determinar que haja necessidade de fazê-lo.

11.3.1.5.3 A calibração do instrumento deve ser executada antes de sua primeira utilização.

11.3.1.5.4 A recalibração do instrumento deve ser feita como uma rotina regular, conforme
determinado pelo procedimento do usuário, as recomendações do fabricante, dados históricos que
indiquem a necessidade de recalibração e antes de sua utilização após um longo período de
inatividade.

11.3.1.5.5 O instrumento deve ser mantido de acordo com as recomendações do fabricante.

11.3.1.6 A quantidade e a localização dos pontos de amostragem devem ser determinadas por pessoa
qualificada baseada na dimensão e configuração do tanque ou recipiente, de forma a ter leituras
representativas da atmosfera no interior do tanque e o risco potencial na área no entorno do tanque.

11.3.2 Ensaios para determinação da concentração de oxigênio

11.3.2.1 Um indicador calibrado de oxigênio deve ser utilizado para determinar a concentração de
oxigênio.

11.3.2.2 Devem ser aplicadas as seguintes precauções.

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a) quando um tanque ou recipiente contiver um gás inerte ou outro material que libere ou gere
oxigênio, um indicador de gás combustível não permitirá obter uma leitura correta;

b) um indicador de oxigênio deve ser utilizado antes de ensaiar a presença de gás combustível
para assegurar a quantidade correta de oxigênio presente, de acordo com o fabricante do instrumento,
para suprir uma leitura precisa do gás ou vapor medido.

11.3.3 Ensaios para determinação de vapores inflamáveis

11.3.3.1 Para determinar a concentração de vapores inflamáveis, deve ser utilizado um indicador
calibrado e ajustado de gás combustível.

11.3.3.2 (*) Todos os trabalhos no interior ou no entorno do tanque ou recipiente devem ser paralisados
imediatamente quando os vapores inflamáveis/explosivos na atmosfera excederem 10 % do LIE. A fonte
dos vapores deve ser localizada e eliminada ou controlada.

11.3.3.3 Equipamentos que possam fornecer uma fonte de ignição não podem ser permitidos dentro e
no entorno da área de segurança de um tanque ou recipiente que esteja sendo adentrado, limpo ou
reparado, até que a área tenha sido ensaiada (ver 11.1.2 ), seja constatada como livre de vapores de
acordo com 11.5.2.4 e seja emitida uma permissão de trabalho a quente por pessoa qualificada.

11.3.3.4 Durante a ventilação ou purga de qualquer tanque ou recipiente, a concentração de vapores


inflamáveis do efluente deve ser ensaiada com a frequência requerida pela pessoa qualificada, para
determinar a inflamabilidade e a toxicidade dos vapores liberados.

11.3.3.5 A pessoa qualificada deve determinar a direção do efluente liberado para assegurar que este
não atinja uma fonte de ignição.

11.3.3.6 (*) Se for utilizado um edutor para ventilação, ele deve criar um vácuo que arraste o ar através
de no mínimo uma abertura do tanque ou recipiente e descarregue através de uma abertura à qual
esteja conectado.

11.3.3.6.1 Ensaios para vapores inflamáveis devem ser executados utilizando indicador de gás
combustível com sua sonda inserida no bocal de sondagem existente na lateral do edutor.

11.3.3.6.2 Os ensaios devem ser executados com o edutor fixado adequadamente e ligado ao tanque
ou recipiente.

11.3.3.6.3 Quando for obtida uma leitura de 10 % ou menos do LIE, o edutor deve ser paralisado e a
leitura deve ser feita outra vez após alguns minutos de tempo de espera.

11.3.3.6.4 Se as leituras no tanque ou recipiente forem obtidas através do bocal de enchimento, que se
estenda no interior do tanque ou recipiente, este deve ser removido antes das operações de purga ou
ventilação.

11.3.3.6.5 O edutor deve ser imediatamente acionado após o último ensaio nos tanques ou recipientes,
e o efluente dos tanques ou recipientes deve ser ensaiado logo após a ventilação ter sido efetuada e
com frequência determinada como necessário pela pessoa qualificada.

11.3.3.7 Se um soprador de ar for utilizado para ventilação, o soprador deve insuflar ar no interior do
tanque ou recipiente através de, no mínimo, uma abertura do tanque ou recipiente e ser descarregado
através de outra abertura.

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11.3.3.7.1 Ensaios para concentrações de vapores inflamáveis devem ser executados com um
indicador de gás combustível, cuja sonda seja colocada em aberturas dos tanques ou recipientes.

11.3.3.7.2 Quando for obtida uma leitura de 10 % ou menos do LIE, o soprador de ar deve ser
paralisado e a leitura deve ser feita outra vez após alguns minutos de tempo de espera.

11.3.3.7.3 Se as leituras no tanque ou recipiente forem obtidas através do bocal de enchimento, que
disponha de um tubo de enchimento que se estenda no interior do tanque ou recipiente, este deve ser
removido antes das operações de purga ou ventilação.

11.3.3.7.4 O soprador de ar deve ser imediatamente acionado após o último ensaio nos tanques ou
recipientes e o efluente dos tanques ou recipientes deve ser ensaiado logo após a ventilação ter sido
efetuada e com a frequência determinada como necessário pela pessoa qualificada.

11.3.3.8 (*) Quando um tanque ou recipiente for ensaiado antes de iniciar um trabalho a quente,
qualquer indicação de gás ou vapor em excesso do limite admissível estabelecido deve requerer
ventilação, purga, nova limpeza ou salvaguardas adicionais por um dos métodos descritos nesta Parte
da ABNT NBR 17505, como especificado pela pessoa qualificada, antes da emissão da permissão para
serviço a quente.

11.3.3.9 (*) Quando do ensaio de um tanque ou recipiente durante um trabalho a quente, qualquer
indicação de gás ou vapor inflamável em excesso ao limite estabelecido como admissível deve requerer
o imediato cancelamento da permissão de trabalho a quente.

11.3.3.10 (*) Ventilação adicional, nova limpeza ou qualquer salvaguarda adicional por um dos métodos
descritos nesta Parte da ABNT NBR 17505, como especificados pela pessoa qualificada, devem ser
conduzidas antes para reensaio e reemissão da permissão de trabalho a quente.

11.3.4 Ensaios para determinação de gases e vapores tóxicos

11.3.4.1 Não se aplicam a produtos que não tenham efeitos adversos à saúde.

11.3.4.2 Ensaios para vapores e gases tóxicos com instrumentação apropriada são requeridos para
identificar o nível de exposição.

(*) Guias referentes aos níveis máximos destes produtos podem ser encontrados nas Fichas de
Informações de Segurança de Produtos Químicos (FISPQ) para cada substância e regulamentos
aplicáveis.

11.3.4.3 A pessoa qualificada deve obter assistência na seleção de procedimentos apropriados de


ensaios de uma Agência Reguladora aplicável ou a partir de um profissional especializado em
segurança e saúde ou em higiene ocupacional.

11.4 Controle ou remoção de vapores

11.4.1 Geral

11.4.1.1 (*) Vapores inflamáveis, existentes em um tanque ou recipiente, podem ser soprados com ar
ou purgados com gás inerte, água ou vapor d’água (ver também 11.7.5).

11.4.1.2 A pessoa qualificada deve selecionar o método de ventilação ou purga do tanque ou recipiente,
no qual o trabalho será executado de acordo com os requisitos estabelecidos em regulamentos,

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programas das instalações ou do contratante e procedimentos e normas da indústria.

11.4.1.3 Líquidos inflamáveis ou combustíveis e seus vapores, encontrados em espaços adjacentes ou


dentro de espaços contendo ou que tenham contido produtos perigosos, devem ser removidos ou
controlados antes de qualquer procedimento. Estes espaços incluem, mas não se limitam a, espaços
intersticiais, colunas, boias, estruturas ocas, tetos flutuantes, pontões, tetos de tanques, tanques ou
recipientes multicompartimentados, selos de vapor, suportes de tubulações e quaisquer outras áreas
onde vapores ou resíduos possam estar retidos.

11.4.1.4 Outros produtos e vapores perigosos que não sejam inflamáveis ou combustíveis, mas que
tenham efeitos adversos ao meio ambiente ou à saúde humana devem ser eliminados ou controlados
antes de qualquer procedimento.

11.4.1.4.1 Os métodos identificados em 11.4.2 a 11.4.5 devem ser aplicados para remoção ou controle
destes outros produtos perigosos, se eles forem líquidos, sólidos, gasosos, poeiras, fumaças ou névoas.

11.4.1.4.2 Um produto perigoso específico e os métodos de sua remoção ou controle devem ser
identificados pela pessoa qualificada antes de proceder com a ventilação ou purga.

11.4.1.5 Antes da remoção de vapores de um tanque ou recipiente, devem ser verificados


regulamentos, códigos enormas aplicáveis pela pessoa qualificada, que deve identificar qualquer
requisito específico para o manuseio, degasagem ou descarga de vapores ou líquidos, enquanto as
atividades descritas nesta Parte da ABNT NBR 17505 estiverem sendo desenvolvidas, e indicar
requisitos e controles apropriados na permissão.

11.4.1.6 Se um tanque estiver localizado em ambiente interno, em área enclausurada, confinada,


incluindo, mas não se limitando a situações como: sob uma edificação, sob uma escada, ou em
estrutura coberta, a pessoa qualificada deve estipular as medidas a serem tomadas para prevenir a
acumulação de vapores e gases inflamáveis ou tóxicos dentro da edificação ou em áreas confinadas ou
enclausuradas.

11.4.2 Remoção de vapores inflamáveis pelo deslocamento com ar (ventilação)

11.4.2.1 Onde houver aberturas grandes o suficiente para acomodá-los, edutores e/ou sopradores de
ar, que não introduzam uma fonte de ignição, devem ser instalados de forma que o ar seja arrastado ou
bombeado através de uma abertura e a atmosfera do interior do tanque ou recipiente seja descarregada
através de outra abertura em uma distância suficientemente longe da primeira abertura, a fim de
promover uma ventilação cruzada no tanque.

11.4.2.2 Se a abertura não puder acomodar um dos equipamentos, o tanque ou recipiente deve ser
ventilado para remover vapores inflamáveis pela introdução de ar fresco que circulará através do tanque
ou recipiente e será desgaseificado ou descarregado para o exterior.

11.4.2.3 Devem ser tomadas precauções para controlar ou remover todas as fontes de ignição da área,
uma vez que vapores podem estar presentes na faixa de inflamabilidade tanto no interior do tanque ou
recipiente quanto no ponto de descarga.

11.4.2.4 Uma ligação deve ser mantida entre o edutor ou soprador de ar e o tanque ou recipiente que
esteja sendo ventilado de forma a reduzir a chance de ignição por eletricidade estática.

11.4.2.5 (*) Devem ser tomadas precauções para controlar a acumulação de eletricidade estática
através de ligação e aterramento, de forma a prevenir a possibilidade de descargas de eletricidade

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estática durante as operações de ventilação.

11.4.2.6 Onde um tanque estiver sendo ventilado com ar, a pressão do ar no tanque não pode exceder
a pressão máxima admissível de projeto para o tanque.

11.4.2.6.1 Para prevenir o excesso de pressão do ar, a linha de respiro deve ser checada para garantir
que ela esteja livre de bloqueios, obstruções ou vazamentos.

11.4.2.6.2 Todas as descargas ou alívios para a atmosfera durante a ventilação devem estar no mínimo
a 3,7 m acima da superfície do piso e longe de qualquer área que possa conter fontes de ignição.

11.4.2.7 O arraste da atmosfera do tanque ou recipiente com ar deve ser acompanhado por um dos
seguintes métodos:

a) uma pressão negativa ou vácuo deve ser utilizado para succionar ar externo para o tanque ou
recipiente, utilizando um edutor para movimentar o ar ou outro equipamento;

b) (*) uma pressão positiva ou um soprador de ar difuso deve ser utilizado para introduzir ar externo
no interior do tanque ou recipiente.

11.4.2.7.1 Quando o método descrito em 11.4.2.7 a) for utilizado, deve ser aplicado o seguinte:

a) a conexão entre o edutor e o tanque ou recipiente deve ser hermética ao ar;

b) o ar deve ser arrastado através do tanque ou recipiente para permitir a ventilação cruzada e a
remoção de vapores;

c) todos os equipamentos devem estar ligados entre si para prevenir descargas de eletricidade
estática.

11.4.2.7.2 Quando o método descrito em 11.4.2.7. b) for utilizado, deve ser aplicado o seguinte

a) se for utilizado um tubo de enchimento, que se estenda no interior do tanque ou recipiente, como
um ponto de suprimento de ar, esta porção deve ser removida;

b) o ar deve ser suprido a partir de um compressor ou soprador que tenha sido checado para
entregar ar limpo que seja isento de vapores inflamáveis ou tóxicos;

c) o tubo de difusão de ar, se utilizado, deve ser ligado ao tanque ou recipiente para prevenir
descargas de eletricidade estática.

11.4.3 (*) Remoção de vapores inflamáveis pelo deslocamento com gás inerte

11.4.3.1 Onde um tanque ou recipiente deva ser inertizado com outro propósito que não seja a entrada,
a pessoa qualificada deve estar familiarizada com as limitações e as características do gás inerte que
está sendo utilizado.

11.4.3.2 Próximo da complementação da inertização, a concentração de oxigênio deve ser monitorada


com a frequência necessária, como determinado pela pessoa qualificada, e mantida a menos de 8 %
do oxigênio total ou inferior a 50 % da concentração mínima de oxigênio, requerida para manter uma
combustão, adotando-se o menor valor.

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11.4.3.3 A condição especificada em 11.4.3.2 deve ser mantida durante todo o período em que se
estiver desenvolvendo o trabalho e até o tanque ou vaso tiver retornado ao serviço e for considerado
limpo e permanecer fora de serviço. Ver os procedimentos para inertização contidos em 11.4.3.4 a
11.4.3.14.

11.4.3.4 Todas as aberturas do tanque ou recipiente devem permanecer seguramente fechadas, exceto
para aberturas de acesso e respiro.

11.4.3.5 O gás inerte deve ser introduzido no tanque ou recipiente através de uma tubulação ou
mangueira, que se estenda até o ponto que se situe próximo do fundo do tanque e a uma distância
adequada, quanto possível, da parte do tanque onde os reparos serão executados, de forma a permitir
uma redução uniforme do oxigênio no tanque ou recipiente.

11.4.3.6 O gás inerte deve ser introduzido no tanque de uma forma que permita a sua distribuição,
através do tanque ou recipiente, baseado na sua estrutura interna.

11.4.3.7 Qualquer componente metálico do equipamento utilizado para introduzir o gás inerte deve ser
ligado ao tanque ou recipiente.

11.4.3.8 Todos os espaços a serem inertizados devem estar suficientemente intactos para reter o meio
de inertização.

11.4.3.9 Quando o gás inerte for introduzido sob pressão, uma pressão baixa deve ser utilizada, de
forma a reduzir a geração de eletricidade estática.

11.4.3.10 A concentração de oxigênio deve ser medida diretamente por meio de um monitor de
oxigênio.

11.4.3.11 (*) Uma placa deve ser visivelmente colocada para alertar dos riscos do gás inerte e da
proibição da entrada no tanque por pessoas não autorizadas durante o processo de inertização.

11.4.3.12 A entrada no interior de espaços inertizados para inspeção, testes e trabalho só deve ser
permitida quando autorizada por uma permissão de entrada, emitida pela pessoa qualificada, que tenha
avaliado os riscos e providenciado os controles e proteções adequados.

11.4.3.13 Quando o trabalho estiver concluído e antes de entrar no tanque sem restrições, o meio de
inertização deve ser removido para alcançar as concentrações de oxigênio, de vapor ou de gás tóxico,
de acordo com 11.5.2.1. Se o meio de inertização for mantido no tanque, este deve estar seguro e a
placa de alerta deve permanecer localizada de acordo com 11.4.3.11.

11.4.3.14 Requisitos especiais para dióxido de carbono (CO2).

Quando o dióxido de carbono for utilizado para inertização, as seguintes condições devem ser
aplicadas:

a) extintores de incêndio portáteis de dióxido de carbono não podem ser utilizados como fonte de
gás inerte;

b) quando for utilizado dióxido de carbono sólido, este deve ser triturado e distribuído
uniformemente sobre a maior área possível para rápida sublimação;

c) (*) o percentual de oxigênio aceitável serve para calcular a porcentagem de dióxido de carbono

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no tanque ou recipiente, medido por meio de um indicador de dióxido de carbono.

11.4.4 Remoção de vapores inflamáveis pelo deslocamento por água, óleo combustível ou
produtos químicos

11.4.4.1 Se tiverem sido armazenados previamente produtos inflamáveis, combustíveis ou outros


produtos perigosos e se houver conhecimento sobre seu deslocamento ou solubilidade em água, óleo
combustível ou por um produto químico aprovado, então a remoção dos vapores pode ser permitida,
desde que adotado o completo enchimento do tanque ou recipiente com o fluido escolhido e em seguida
efetuada a drenagem do tanque ou recipiente, repetindo-se a operação quantas vezes forem
necessárias para eliminar a atmosfera inflamável.

11.4.4.2 Se este método for utilizado, o tanque ou recipiente deve estar completamente cheio com
água, óleo combustível ou um produto químico aprovado, a fim de remover todos os vapores.

Cuidados extremos devem ser tomados para eliminar qualquer espaço contendo vapor, providenciando-
se a ventilação e/ou o posicionamento do tanque ou recipiente durante a operação de enchimento.

11.4.4.3 Todos os líquidos, enxágues, resíduos sólidos e vapores que sejam gerados como resultado
destes procedimentos de limpeza e segurança devem ser descartados de acordo com os requisitos
regulamentares.

11.4.4.4 Água, óleo combustível ou um produto químico aprovado não podem ser utilizados para a
remoção de vapores, se estes reagirem violentamente com produtos inflamáveis, combustíveis ou
outros produtos perigosos que anteriormente tenham sido armazenados no tanque ou no recipiente.

11.4.5 (*) Remoção de vapores inflamáveis pelo deslocamento por vapor d’água

11.4.5.1 A pessoa qualificada deve rever e aprovar todos os procedimentos para executar a tarefa
seguramente.

11.4.5.2 O deslocamento deve ser executado pela introdução de vapor d’água no tanque ou recipiente
através de uma tubulação inserida em uma abertura próxima do fundo do tanque ou recipiente.

11.4.5.3 A tubulação ou a linha de conexão de vapor d’água deve ser ligada ao tanque ou recipiente.

11.4.5.4 Uma boca de visita, um bocal de medição ou outra abertura, que seja localizada no topo do
tanque ou recipiente e que tenha dimensão suficiente para prevenir uma pressão interna excessiva,
deve permanecer aberta durante toda a operação de vaporização para aliviar os picos de pressão
durante a vaporização e a formação de vácuo durante o resfriamento.

11.4.5.5 De forma a remover todos os vapores inflamáveis, a taxa de suprimento de vapor d’água deve
exceder a taxa de condensação, de maneira que o tanque ou recipiente seja aquecido à temperatura
próxima do ponto de ebulição da água.

11.4.5.6 O tanque ou recipiente deve ser vaporizado por tempo suficiente para vaporizar ou facilitar a
remoção dos resíduos de todas as partes das paredes (costados e tetos).

11.4.5.7 Uma vez que o vapor d’água desloca oxigênio, quando a atmosfera no tanque ou recipiente for
ensaiada por um indicador de gás combustível, o tanque ou recipiente deve ser resfriado até que o
excesso de vapor seja condensado, ou a amostra deve ser drenada através de um tubo secador,
preenchido com cloreto de cálcio ou com outro agente secante (ver recomendações do fabricante do

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instrumento) para eliminar o vapor d’água do interior do instrumento.

11.4.5.8 As seguintes precauções devem ser adotadas

a) o deslocamento de vapores inflamáveis e combustíveis com vapor d’água é extremamente


perigoso e não é recomendado se puderem ser utilizados métodos alternativos;

b) o deslocamento com vapor d’água é capaz de gerar cargas de eletricidade estática.

11.5 Inspeção e certificação de tanques e recipientes

11.5.1 Geral

11.5.1.1 Uma vez que os procedimentos aplicáveis constantes em 11.1 a 11.4 estejam completos, a
pessoa qualificada deve ensaiar e inspecionar o tanque ou recipiente e certificar por escrito (usualmente
pela emissão de uma permissão), que certas atividades como entrada, trabalho a quente ou trabalho a
frio (seguro), estejam liberadas para prosseguir, utilizando as designações contidas em 11.5.2.

11.5.1.2 Os certificados (permissões) devem incluir a descrição do trabalho autorizado a ser executado
e os critérios para proteção do pessoal e para manutenção das condições seguras durante o trabalho.

11.5.2 (*) Designações

As designações contidas em 11.5.2.1 a 11.5.2.7 devem estar consistentes com os requisitos


regulatórios e com as normas industriais.

11.5.2.1 Entrada sem restrições

11.5.2.1.1 Tanques, recipientes ou espaços designados como “Entrada sem restrições” devem atender
às seguintes condições:

a) a concentração de oxigênio deve ser de no mínimo 19,5 % e no máximo de 23,5 % em volume;

b) o LIE deve ser menor que 10 %;

c) quaisquer gases ou vapores tóxicos referentes a produtos perigosos, revestimentos do tanque


ou meio de inertização devem estar dentro das concentrações permitidas;

d) os resíduos ou materiais associados ao trabalho não podem produzir gases ou vapores acima
das concentrações permitidas e as quais devem ser mantidas como especificadas na permissão.

11.5.2.1.2 Se qualquer das condições estabelecidas em 11.5.2.1.1 não for atendida, então o espaço
não pode ser designado como “Entrada sem restrições”.

11.5.2.2 Entrada não permitida

A designação “Entrada não permitida” deve significar que o pessoal não está autorizado a entrar em
tanque, em recipiente ou em espaço assim designado.

11.5.2.3 (*) Entrada com restrições

A designação “Entrada com restrições” deve significar que a entrada para trabalho, no tanque, no
recipiente ou no espaço assim designado, está condicionada à adoção de equipamentos de proteção,
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vestimentas ou tempo de permanência, como aplicável, conforme especificado na permissão.

11.5.2.4 Permitido o trabalho a quente

Tanques, recipientes, tubulações ou espaços designados como “Permitido o Trabalho a Quente” devem
atender as seguintes condições:

a) a concentração de oxigênio deve ser igual ou inferior a 23,5 % em volume;

b) antes de um trabalho a quente ser iniciado, o limite inferior de inflamabilidade, dentro do tanque
ou recipiente deve ser de 0 %;

1) durante o curso do trabalho a quente, se o LIE subir a 10 %, todo o trabalho deve ser
paralisado, o pessoal deve deixar o tanque e a ventilação deve ser acionada até que o LIE se situe
outra vez a 0 %.

2) a permissão então deve ser reemitida para continuar o trabalho a quente.

c) os resíduos, ferrugens ou revestimentos devem ser removidos adequadamente para prevenir a


propagação de fogo e não podem ser capazes de produzir uma concentração de oxigênio maior que
23,5 % ou uma concentração atmosférica de vapores inflamáveis acima de 10 % do LII quando
necessário um trabalho a quente, durante sua execução, como direcionado na permissão de trabalho a
quente;

d) líquidos ou vapores inflamáveis encontrados em espaços adjacentes ou no interior de espaços


contendo ou tendo contido produtos perigosos devem ser removidos ou controlados como especificado
pela permissão de trabalho a quente.

11.5.2.5 Trabalho a quente não permitido

A designação “Trabalho a quente não permitido” deve significar que o trabalho a quente no tanque,
recipiente, tubulações ou em espaços assim designados, não pode ser autorizado pela emissão de uma
permissão de trabalho.

11.5.2.6 Trabalho a quente limitado permitido

11.5.2.6.1 A designação “Trabalho a quente limitado permitido” significa que no tanque, recipiente,
tubulações ou em espaço assim designado, todas as seguintes condições devem ser aplicadas:

a) tanques ou espaços com resíduos ou revestimentos cujo ponto de fulgor seja de 82,2 ºC ou
maior e que sejam livre de resíduos em suspensão devem ser parcialmente limpos para um trabalho a
quente limitado;

b) a pessoa qualificada deve verificar os pontos de fulgor e as características tóxicas e perigosas


dos resíduos ou dos revestimentos e implementar os controles aplicáveis antes da emissão do trabalho
a quente e da permissão de entrada;

c) a pessoa qualificada deve também levar em consideração quaisquer fumaças ou vapores que
possam ser emitidos a partir dos resíduos e revestimentos sujeitos ao calor durante o trabalho a quente;

d) para prevenir a propagação do fogo, uma área deve ser limpa em uma distância suficiente e em
todas as direções, incluindo abaixo do trabalho a quente, de forma que centelhas ou escória não se

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desprendam ou sejam projetadas nas áreas não limpas do espaço. A área deve ser limpa para atender
aos requisitos da designação de segurança “trabalho a quente permitido”;

e) um sistema fixo de detecção e alarme de incêndio não pode ser utilizado no lugar da limpeza,
para estabelecer uma condição segura;

f) a natureza, localização e extensão do trabalho a quente devem ser definidas na permissão de


trabalho emitida pela pessoa qualificada;

g) a porção do tanque ou recipiente sujeita ao trabalho a quente deve atender aos requisitos de
11.5.2.4 c);

h) o tanque ou recipiente inteiro deve atender aos requisitos 11.5.2.4 a), 11.5.2.4 b) e 11.5.2.4 d);

i) a natureza ou tipo do trabalho a quente deve ser limitado ou restrito e deve ser assim indicado
na permissão de trabalho a quente.

11.5.2.6.2 Esta designação deve incluir uma declaração que descreva a localização exata do trabalho a
quente, a natureza e o tipo do trabalho a quente e as limitações ou restrições do trabalho a quente.

11.5.2.7 Inertizado

11.5.2.7.1 A designação “inertizado” significa que, o tanque, o recipiente, a tubulação ou espaço assim
designado, atende a todos os critérios constantes em 11.4.3.

11.5.2.7.2 Esta designação deve incluir uma declaração que descreva o meio de inertização utilizado e
sua disposição final.

11.6 Procedimentos para acesso e entrada no tanque

11.6.1 Geral

11.6.1.1 Antes da emissão da permissão para acesso ou entrada no tanque, a pessoa qualificada deve
verificar se os vapores inflamáveis foram controlados ou removidos do tanque, de acordo com os
procedimentos e requisitos de 11.4 e 11.5.

11.6.1.2 Devem ser desenvolvidos ensaios, de acordo com 11.3, para verificar a existência de uma
atmosfera que seja adequada à entrada.

11.6.1.3 Medidas de controle aplicáveis para quaisquer outros riscos ou riscos potenciais que tenham
sido identificados para os materiais ou produtos previamente armazenados no tanque e para os
materiais a serem utilizados na purga e limpeza do tanque ou recipiente devem ser indicados na
permissão e monitorados pela pessoa qualificada.

11.6.2 Acesso aos tanques

11.6.2.1 Se uma escavação for necessária para obter um acesso ao tanque, o poço ou trincheira de
acesso deve ter dimensão suficiente para permitir a entrada e a saída do tanque, e deve estar de
acordo com os regulamentos aplicáveis. Nestes casos, a pessoa qualificada e o pessoal devem estar
familiarizados e devem atender aos regulamentos aplicáveis cobrindo escavações e trincheiras.

11.6.2.2 Se uma boca de visita for utilizada para o acesso ao tanque, os parafusos e o flange devem ser

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removidos.

11.6.2.3 Quando o trabalho for concluído durante o final do turno do dia ou a qualquer momento,
quando o tanque for deixado desguarnecido, antes de estar limpo, isento de vapor e toxidez e
classificado como um espaço confinado que não requeira permissão (ou um espaço não confinado). A
boca de visita deve ser recolocada utilizando no mínimo a metade dos parafusos para proteger o tanque
de acessos não autorizados.

11.6.2.4 (*) Se não existir boca de visita, uma abertura que tenha dimensão suficiente para permitir a
entrada e a saída do tanque e que esteja de acordo com os regulamentos aplicáveis deve ser cortada
no costado do tanque.

11.6.2.4.1 A seção a ser removida deve ser marcada e um furo desenvolvido com uma furadeira
pneumática em um canto da seção, utilizando um material lubrificante para reduzir a fricção, o calor e as
possíveis centelhas.

11.6.2.4.2 Após o furo ser concluído, a atmosfera do tanque deve ser ensaiada para verificar se a
atmosfera está segura, pela introdução da sonda de um instrumento de ensaio em uma distância
apropriada do furo executado.

11.6.2.5 O corte não pode ser permitido em tanques contendo uma atmosfera inflamável ou
combustível, a não ser que as seguintes condições sejam atendidas:

a) o tanque seja antes purgado ou ventilado até que a atmosfera interna esteja igual ou abaixo de
10 % do LII;

b) se a purga ou ventilação não alcançar uma atmosfera que esteja igual ou abaixo de 10 % do LIE,
o tanque deve ser inertizado para eliminar ou reduzir a quantidade de oxigênio na atmosfera;

c) uma permissão deve então ser emitida para cortar a abertura do acesso ao tanque utilizando
uma ferramenta pneumática e utilizando um lubrificante de material não inflamável para reduzir a
fricção, calor e para prevenir as possíveis centelhas;

d) antes de finalizar o corte, a chapa deve ser suportada para prevenir que não caia dentro do
tanque.

11.6.2.6 A seguinte precaução deve ser observada: operações de furação e corte têm o potencial de
criar calor e centelhamento na superfície interna do tanque que podem resultar em uma ignição se o ar
e vapores inflamáveis estiverem presentes no interior do tanque em uma faixa de explosividade ou se
resíduos inflamáveis estiverem presentes no interior do tanque. O tanque deve ser inertizado ou
desvaporizado por ventilação e mantido livre de vapores antes e durante as operações de corte.

11.6.3 Entrada no tanque

11.6.3.1 Antes da entrada nos tanques, a pessoa qualificada que estiver emitindo as permissões de
entrada e o pessoal designado como entrante, vigia de serviço e responsável pelo resgate, devem
estar familiarizados com os procedimentos descritos em Normas Brasileiras aplicáveis e, na inexistência
destas, com as API 2015, API 2016, API 2017.

11.6.3.2 As linhas de respiro ou as bocas de visita devem permanecer limpas e desobstruídas para
permitir a ventilação contínua e prover um número apropriado de trocas de ar durante a entrada e o
período de trabalho, de acordo com os requisitos de 11.4.2.1.

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11.6.3.3 Outras linhas e aberturas devem ser isoladas de acordo com os procedimentos da instalação e
do contratante, para evitar a entrada de líquidos ou vapores no tanque.

11.6.3.4 Se ventilação natural não for capaz de controlar os níveis de vapor no ar, na atmosfera, no
interior do tanque, dentro dos limites permitidos ou para manter as mudanças requeridas de ar e a
qualidade do ar, deve ser utilizada uma ventilação mecânica contínua enquanto o espaço confinado
estiver ocupado.

11.6.3.5 A pessoa qualificada deve determinar e estipular na permissão quaisquer precauções e


controles adicionais que devam ser adotadas se o fundo do tanque for perfurado, de forma que líquidos
ou vapores possam estar presentes no solo sob o equipamento ou no seu fundo duplo, que possam
entrar novamente no tanque através da perfuração.

11.6.3.6 A pessoa qualificada deve determinar e implementar os controles requeridos para prevenir
líquidos ou vapores entrando no tanque a partir de poços, colunas de suporte do teto, pontões,
tubulações internas, acessórios ou por outros meios.

11.6.4 Fechando a abertura de acesso ao tanque

11.6.4.1 Se uma abertura de acesso for cortada no tanque designado como confinado ou uma
permissão tenha sido requerida para espaço confinado, a abertura deve ser fechada, protegida
temporária ou permanentemente, dependendo da disposição do tanque, como ao final do período de
trabalho ou quando o tanque for deixado sem supervisão.

11.6.4.2 Abrindo o tanque novamente, o ensaio da atmosfera deve ser conduzido e a pessoa qualificada
deve emitir ou reemitir a permissão para trabalho e entrada.

11.7 Limpando tanques e recipientes

11.7.1 Geral

11.7.1.1 Os procedimentos descritos em 11.1 a 11.4 devem ser seguidos na extensão aplicável ao
tanque ou recipiente a ser limpo.

11.7.1.2 Se for necessária a limpeza em área interna, a ventilação deve ser suficiente para prevenir a
acumulação de vapores inflamáveis no interior da edificação.

11.7.2 Propósito e extensão da limpeza

Se a limpeza for necessária para a preparação de um trabalho a quente, mudança de serviço ou outros
propósitos, os procedimentos contidos em 11.7.2.1 a 11.7.2.3, devem ser aplicados.

11.7.2.1 (*) Limpando na preparação para serviço a quente

Tanques ou recipientes devem ser limpos antes do trabalho a quente, e o trabalho a quente deve ser
executado de acordo com os requisitos desta Parte da ABNT NBR 17505, outras normas e
regulamentos aplicáveis.

11.7.2.2 Limpando para mudança de serviço

11.7.2.2.1 Tanques e recipientes devem ser limpos antes de ser promovida a mudança de serviço, se
os resíduos puderem contaminar ou se forem incompatíveis com o novo material a ser armazenado no

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tanque ou no recipiente.

11.7.2.2.2 A seleção de um procedimento de limpeza deve ser baseada na natureza química, nas
características do resíduo e nas características do novo material a ser armazenado no tanque.

11.7.2.3 (*) Limpando para outros propósitos

A seleção de um procedimento de limpeza deve ser baseada na atividade a ser conduzida, no uso
pretendido para o tanque ou para o recipiente e nas propriedades químicas e físicas do material
armazenado.

11.7.3 Remoção de líquidos e sólidos residuais

11.7.3.1 Acumulação

A acumulação de resíduos líquidos ou sólidos inclui todas as misturas visíveis, no fundo do tanque, que
devem ser removidas e colocadas em recipientes aprovados.

11.7.3.2 Precauções adicionais

Se não for possível remover todos os resíduos líquidos ou sólidos que possam liberar vapores durante o
trabalho porque os resíduos possam ficar retidos nas partículas pesadas ou na ferrugem e não são
facilmente detectados ou removidos, a pessoa qualificada pode avaliar o risco potencial e determinar
quais são as medidas necessárias de controle, bem como assegurar que precauções requeridas sejam
tomadas.

11.7.4 Inspeção de limpeza

11.7.4.1 Após a limpeza, o tanque ou recipiente deve ser inspecionado internamente para determinar a
eficácia de tal limpeza.

11.7.4.2 Recipientes ou tanques que não permitam a entrada devem ser inspecionados visualmente.

11.7.4.3 Ensaios de acordo com 11.3 devem ser executados antes, de forma que a inspeção assegure
que nenhum vapor perigoso esteja presente.

11.7.4.4 Se após a inspeção for determinado que o tanque ou recipiente não se encontre limpo, a
limpeza deve ser repetida.

11.7.5 (*) Métodos de limpeza

11.7.5.1 Os seguintes métodos de limpeza podem ser utilizados:

a) jateamento abrasivo;

b) água a baixa pressão (por exemplo, tripla lavagem);

c) jateamento com água a alta pressão (por exemplo: de 1 750 kg/cm2 a 2 800kg/cm2);

d) vapor d’água a alta pressão;

e) agentes especiais de limpeza (por exemplo, solventes, desengraxantes, agentes neutralizadores


ou emulsificantes);
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f) removedores físicos (por exemplo, vácuo, raspagem ou absorção).

11.7.5.2 A seguinte cautela deve ser observada: limpeza com vapor d’água, a utilização de agentes de
limpeza especiais ou jateamento com água a alta pressão podem resultar na geração de cargas de
eletricidade estática.

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Anexo A

(normativo)

Tabelas e figuras
Tabela A.1 - Localização de vasos de processamento em relação aos limites de propriedade e às
edificações importantes mais próximas, dentro da mesma propriedade, quando for prevista
proteção da vizinhança contra exposição
Distância mínima até o limite da Distância mínima do lado mais próximo
propriedade, desde que na área adjacente de uma via de circulação interna, ou de
haja ou possa haver construção, inclusive uma edificação importante que não seja
no lado oposto da via pública integrante do processo
Capacidade m m
máxima dos
Alívio de Alívio de Alívio de Alívio de
vasos operando
emergência de emergência de emergência de emergência de
com líquido estável líquido instável líquido estável líquido instável
líquidos
L Pressão Pressão Pressão Pressão Pressão Pressão Pressão Pressão
abaixo de acima de abaixo acima de abaixo acima de abaixo acima de
17,2 kPa 17,2 kPa de 17,2 kPa de 17,2 kPa de 17,2 kPa
(2,5 psig) (2,5 psig) 17,2 kPa (2,5 psig) 17,2 kPa (2,5 psig) 17,2 kPa (2,5 psig)
(2,5 psig) (2,5 psig) (2,5 psig)
1 050 ou menos 1,5 3,0 4,5 6,0 1,5 3,0 4,5 6,0
1 051 a 2 950 3,0 4,5 7,5 12,0 1,5 3,0 4,5 6,0
2 951 a 45 500 4,5 7,5 12,0 18,0 1,5 3,0 4,5 6,0
45 501 a 113 600 6,0 9,0 15,0 24,0 1,5 3,0 4,5 6,0
113 601 a 189 250 9,0 13,5 22,5 36,0 3,0 4,5 7,5 12,0
189 251 a 378 650 15,0 22,5 37,5 60,0 4,5 7,5 12,0 18,0
Acima de 378 651 24,0 36,0 60,0 90,0 7,5 12,0 19,5 30,0

NOTA Dobrar todas as distâncias acima mencionadas nos casos em que não houver uma proteção da vizinhança
ou proteção para exposição (ver a ABNT NBR 17505-1:2013, 3.88).

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Tabela A.2 – Distâncias mínimas de afastamento de edificações ou estruturas utilizadas na


operação e no manuseio de líquidos
Distância mínima até o Distância às ruas,
limite da propriedade, passagem ou via de
desde que na área circulação interna
Classe de líquido adjacente haja ou possa
haver construção
m m

Líquidos de classe I, líquidos


instáveis de qualquer classe e 15,0 3,0
líquidos de qualquer classe
aquecidos acima de seus
pontos de fulgor
Líquidos de classe II 7,5 1,5
Líquidos de classe III 3,0 1,5
NOTA 1 As distâncias aplicam-se às propriedades que tenham proteção da vizinhança ou proteção para
exposição, conforme definido na ABNT NBR 17505-1:2013, 3.88. Se não houver proteção da vizinhança
contra exposição, todas as distâncias devem ser duplicadas
NOTA 2 Para líquidos estáveis de qualquer classe, aquecidos acima de seus pontos de fulgor, ver
9.1.1.2 e B.9.1.1.2.
NOTA 3 Não se aplicam as distâncias desta Tabela para a localização de tanques (para localização de
tanques ver Tabelas contidas na ABNT NBR 17505-2:2013).

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Tabela A.3 – Proteção típica contra incêndios em cais e terminais marítimos

NR - Não requerido
a
Um mínimo de duas saídas com 38 mm devem ser previstas para cada coluna de hidrante.
b
Pode ser suprido pelo equipamento móvel de terra.
c
Um dos conjuntos de mangueiras em cada berço deve ser adequado a operações com espuma.
d
A proximidade entre os berços adjacentes pode reduzir o número de carretas requeridas.
e
Sistemas sob as docas são opcionais. Água adicional para sistemas sob as docas (0,6 L/min x área a ser protegida).
f
Sistemas sob as docas são opcionais. Espuma adicional para sistemas sob as docas (5,5 L/min x área a serprotegida ).

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Tabela A.4 – Sumário das precauções para o carregamento de veículos tanque


Líquido que está sendo carregado

Não condutivo Condutivo


a
Precauções recomendadas no carregamento
Pressão Pressão de Pressão Líquidos
de vapor vapor de vapor condutivosc,d
baixa intermediária alta b

Ligação e aterramento – Os caminhões-tanque devem ser ligados


ao sistema de carregamento e todas as ligações e aterramentos
devem ser efetuados antes de se iniciarem as operações.
Indicadores de aterramento, frequentemente interligados com o
sistema de enchimento, são muito utilizados para assegurar que o e
Sim Sim Sim Opcional
aterramento esteja efetivado. Componentes de aterramento, como
clipes, e a continuidade do sistema de enchimento devem ser
periodicamente verificados. Para carregamentos pelo topo, o tubo
de enchimento deve formar um conjunto condutivo contínuo e deve
estar em contato com o fundo do tanque

Carregamento inicial – Os tubos de enchimento de sistemas de


carregamento pelo topo e os sistemas de carregamento pelo fundo
devem ser equipados com defletores, e o enchimento turbulento
deve ser evitado. Uma velocidade baixa (isto é, velocidade menor
Sim Sim Sim Sim
que 1 m/s) deve ser adotada até que a entrada do tubo de
enchimento no compartimento esteja coberta por uma coluna igual
a 2 vezes o diâmetro do tubo de enchimento para prevenir o
respingamento e para minimizar a turbulência superficial

Taxa máxima de carregamento – A taxa máxima de carregamento


deve ser limitada de forma que a velocidade na tubulação de
enchimento ou na conexão de carga não exceda 7 m/s ou
(0,5/d) m/s (onde d = diâmetro interno da conexão da entrada em
f e
metros), adotando-se o menor . A transição do início lento para a Sim Sim Opcional c Opcional
taxa de bombeamento normal pode ser alcançada automaticamente
utilizando um dispositivo especial de regulagem (no qual a
mudança da taxa de carregamento se dê quando o tubo estiver
submerso em uma profundidade segura)

Escoamento das cargas elétricas – Um tempo de residência de no


mínimo 30 s deve ser provido entre qualquer micro filtro ou filtro e a
g
entrada do caminhão-tanque . Um período de espera de no mínimo
1 min deve ser adotado antes de medir ou amostrar o e
Sim Sim Sim Opcional
compartimento do tanque carregado através do domo ou da
escotilha. Entretanto, a amostragem e a medição via um poço de
amostragem (poço de medição) pode ser efetuada em qualquer
momento.

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Tabela A.4 (continuação)


Liquido que esta sendo carregado

Não condutivo Condutivo


a)
Precauções recomendadas no carregamento
Pressão Pressão de Pressão Líquidos
de vapor vapor de vapor condutivosc, d
baixa intermediária alta b

Geradores de faíscas – Uma vareta de medição de tanque, um


sensor de nível alto ou outros dispositivos condutivos que sejam
projetados no interior do espaço de vapor de um tanque podem
prover um ambiente para a descarga de eletricidade estática entre
o dispositivo e o líquido e devem ser evitados. Estes dispositivos
devem ser ligados segura e diretamente ao fundo do tanque por um
Sim Sim Sim Opcional
cabo ou uma vareta condutiva (para eliminar uma faísca) ou devem
ser instalados no poço de medição que esteja ligado ao fundo do
h
tanque . Inspeções periódicas devem ser conduzidas para
assegurar que o sistema de ligação não esteja interrompido e que
não haja nenhuma falha nos componentes do aterramento ou
exista a presença de objetos estranhos
a
As precauções no carregamento variam com o produto que esteja sendo manuseado. Em operações de carregamento onde
uma grande variedade de produtos seja manuseada e onde seja difícil controlar os procedimentos de carregamento, como em
carregamentos autosservidos, deve ser seguido um procedimento padrão simples que inclua todas as precauções.

b
Se forem manuseados produtos com altas pressões de vapor (próximas ou ligeiramente abaixo de seus pontos de fulgor),
devem ser seguidas todas as precauções recomendadas para o carregamento.

c
Onde forem utilizados aditivos para aumentar a condutividade, devem ser exercidos cuidados especiais (ver 10.8.5).

d
Líquidos semicondutores podem acumular cargas elétricas onde taxas de carregamento sejam extremamente altas ou onde
elas sejam efetivamente isoladas da terra. Eles podem ser manuseados como sendo líquidos não condutivos (ver 10.5.3.6).

e
Precauções recomendadas no carregamento não precisam ser aplicadas se apenas líquidos combustíveis com baixa pressão
de vapor na temperatura ambiente forem manuseados na estação de carregamento e se não existir qualquer possibilidade de
haver trocas de cargas ou contaminação cruzada de produtos. Todas as precauções do carregamento devem ser seguidas onde
o o
forem manuseados produtos com baixa pressão de vapor a temperaturas próximas (entre 4 C e 9 C) ou acima de seus
pontos de fulgor.

f
Se os produtos que estiverem sendo manuseados forem líquidos não condutivos de um único componente (como tolueno ou
heptano), a taxa máxima de enchimento deve ser de (0,38/d) m/s.

g
Produtos de condutividade muito baixa e alta viscosidade podem requerer um tempo de residência adicional de até 100 s
(ver 10.6.5.1.2).

h
Se estes dispositivos forem não condutivos, o potencial para centelhamento não existe e nenhuma medida específica é
requerida. Dispositivos que sejam montados nas paredes do tanque (por exemplo, chaves de nível e termômetros) que se
projetem a uma curta distância no interior do tanque e que não tenham projeção para baixo podem não constituir em um risco
eletrostático. Estas situações devem ser avaliadas em casos individuais.

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NOTA 1 As fontes de vapores inflamáveis devem estar caracterizadas por um "envelope" de operações, que inclui a posição de conexão do
flange externo (ao navio) do braço de carga ou mangotes.
NOTA 2 A área do berço de atracação, próxima ao navio transportador e aos tanques de carga da embarcação, deve ser classificada como
zona 2 . A área deve ter a seguinte extensão:
a) 7,5 m horizontalmente em todas as direções na lateral do píer, a partir do ponto de acostagem do navio, onde situam-se os tanques de
carga;
b) desde o nível da água até 7,5 m acima do tanque de carga, em suas posições mais altas.
NOTA 3 Localizações adicionais podem ser classificadas quando requeridas pela presença de outras fontes de líquidos inflamáveis no
atracadouro ou pela autoridade portuária.

Figura A.1 - Terminal marítimo para manuseio de líquidos inflamáveis

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Figura A.2 – Ligação e aterramento

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Figura A.3 – Energia mínima de ignição do benzeno como uma função da concentração

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NOTA 1 Uma linha reta através das escalas simultaneamente resolve o seguinte:
-5 2 2 -5 2
Is = 2,5 x 10 v d S = 3,18 x 10 v F = (π/4) v d

NOTA 2 Para converter de pé por segundo para metro por segundo, multiplicar por 3,28. Para converter de barril
por hora para metros cúbicos por hora, multiplicar por 0,159.

Figura A.4 a) – Gráfico para estimar a carga elétrica em um líquido não condutivo fluindo através
de uma tubulação lisa

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NOTA 1 Uma linha reta através das escalas resolve a seguinte relação:
2
F = (π/4) v d

NOTA 2 Para converter barris por hora para metros cúbicos por hora, multiplicar por 0,159.

Figura A.4 b) – Gráfico para estimativa de parâmetro de vazão de fluidos

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Anexo B

(informativo)

Material explanatório

Introdução

Este Anexo contém material explanatório numerado de forma a corresponder aos textos das diversas
seções, subseções ou parágrafos desta Parte da ABNT NBR 17505. O número associado à letra B
corresponde à Seção e/ou subseção do texto desta Parte da ABNT NBR 17505.

B.1.1 g) Estas provisões podem não fornecer proteção adequada para todas as operações envolvendo
produtos perigosos ou reações químicas nem consideram os riscos à saúde resultantes das exposições
a tais materiais.

B.1.1 h) A avaliação para o gerenciamento dos riscos de incêndio deve considerar a possibilidade da
ocorrência de uma mistura sujeita a ignição, a presença de uma fonte de ignição e as consequências de
uma ignição. Onde o risco for inaceitável para a autoridade competente, proteções contra detonação, de
acordo com a Norma Brasileira ou na inexistência desta com a NFPA 69, ou proteção contra
deflagração, de acordo com a Norma Brasileira aplicável, ou na inexistência desta, com a NFPA 68 ou
uma combinação das duas Normas deve ser providenciada.

B.3.9 A designação ou seleção de pessoas qualificadas deve ser dada para assegurar que as
designações são apropriadamente aplicadas ao tanque ou recipiente inspecionado. A seleção de
pessoas qualificadas deve incluir cuidadosa consideração daqueles aspectos da formação da pessoa
qualificada, experiência e treinamento especializado necessário para reconhecer condições inseguras,
medidas específicas de controle necessárias e assegurar a proteção do pessoal trabalhando no interior
ou próximo dos tanques e recipientes, dentro do escopo desta Parte ABNT NBR 17505-5.

Habilidades individuais e experiência necessária para agir como pessoas qualificadas devem ser
condições a serem exigidas dos empregados de instalações de armazenamento, de empresas
contratadas ou de terceiras partes (empresas de inspeção).

Quando selecionando ou revendo as credenciais de pessoas qualificadas, existem vários fatores que
devem ser considerados, incluindo os seguintes:

a) experiência com o projeto, funcionamento e operação de tipos de tanques e recipientes;

b) experiência com as propriedades físicas, químicas e perigosas dos materiais previamente


armazenados;

c) experiência com as atividades industriais a serem desenvolvidas dentro ou em tanques ou


recipientes;

d) experiência com a instrumentação e as técnicas de inspeção utilizadas na determinação dos


critérios de ensaios associados com as designações;

e) conhecimento das normas e regulamentos aplicáveis na indústria nos níveis Federal, Estadual e
Municipal quanto à segurança e os parâmetros referidos nas normas e regulamentos.

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B.4.2.6 Equipamentos operando a pressões manométricas acima de 6900 kPa podem requerer maior
espaçamento.

B.4.4.7 A API 2218 contém um guia para seleção e instalação de revestimentos para proteção contra a
exposição dos suportes de aço submetidos a exposições a altas temperaturas. A norma também
contém uma análise geral para determinar a necessidade de tal proteção e a estimativa da extensão da
área exposta.

B.4.4.9 A NFPA 204 supre mais informações sobre o assunto.

B.4.4.10 A NFPA 101 supre mais informações sobre o assunto.

B.4.6.1 Isto pode requerer soleiras, orifícios ou sistemas especiais de drenagem para controlar a
abrangência do incêndio. A NFPA 15, Anexo A, supre mais informações sobre o assunto.

B.4.7.2 O equipamento localizado em áreas fechadas de processamento pode deteriorar-se com o


decorrer do tempo e, portanto, deve ser feita uma amostragem periódica para garantir que as taxas de
vazamento não aumentaram ou que as taxas de ventilação são adequadas para qualquer aumento nas
taxas de vazamento.
B.4.7.7 As NFPA 91 e NFPA 90A suprem mais informações sobre o assunto.
B.4.8 Nos casos em que o espaço de vapor do equipamento se encontrar normalmente dentro da faixa
inflamável, a probabilidade de danos por explosão pode ser limitada, por inertização, provendo um
sistema de supressão de explosão, ou projetando um equipamento para conter os picos de pressão, o
que pode ser feito através de um dispositivo de alívio de explosão. Onde os riscos especiais de uma
operação, as fontes de ignição ou as exposições indicarem a necessidade real, deve-se considerar
prover esta proteção por meio de um ou mais dispositivos acima mencionados. Ver NFPA 68 e NFPA
69 para informações adicionais sobre os vários métodos para mitigação de perdas por explosões.
B.5.2.8 A área de processo não é projetada para ser uma área de armazenamento de recipientes para
líquidos. Entretanto, é reconhecido que recipientes são levados na área de processo ou para transferir
os líquidos para o processo ou para envasar os líquidos em recipientes na área de processo produzidos
nos recipientes.
A quantidade de líquidos deve ser limitada ao mínimo possível. Recipientes cheios não podem ser
estocados na área de processo, mas podem ser provisoriamente armazenados no local. Somente a
quantidade de líquido necessária para um turno contínuo de 24 h deve ser admitida na área de
processo na condição de recipientes cheios. Recipientes parcialmente cheios podem permanecer na
área de processo de forma que não comprometam a segurança do local. Recipientes que tenham sido
cheios na área de processo podem permanecer no local durante o turno em que foram enchidos, mas
devem ser removidos para o armazenamento adequado antes do final de um dia de trabalho ou do
turno no caso de operações 24 h por dia.
B.5.3.1 Operações incidentais significam que a utilização de líquidos inflamáveis e combustíveis são
apenas uma atividade limitada, no que diz respeito à classificação da atividade. Exemplos incluem:
montagem de veículos; montagem de equipamentos elétricos; fabricação de mobiliário; áreas dentro de
refinarias, destilarias e plantas químicas; oficinas de manutenção (de veículos, equipamentos de
escritório etc.) onde o uso de líquidos inflamáveis ou combustíveis é eventual, não se constituindo numa
atividade de armazenamento.
B.5.3.4 a) A intenção do requisito é permitir as quantidades de líquidos inflamáveis e combustíveis
necessários para operar de forma segura e eficiente pelas horas de trabalho em operações em períodos
de 24 h. Um exemplo: se a instalação operar somente 8 h por dia (isto é, um único turno) e utilizar 190 L

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de líquido durante este tempo, então 190 L é o que deve ser a quantidade admitida para um período
contínuo de 24 h. Se a instalação aumentar as operações para dois turnos, então a quantidade admitida
dobra para 380 L
B.5.3.6 c) A NFPA 91 fornece informações quanto ao projeto e instalação de ventilação mecânica.
B.5.4.3 Um “local seguro” deve ser selecionado como o local para a descarga de um respiro para
minimizar o potencial de desenvolver a ignição de vapores na direção de uma fonte de ignição depois
da descarga de um respiro. Equipamentos elétricos que não atendam aos requisitos para um local
perigoso podem servir como uma fonte de ignição. Aconselha-se que a localização das descargas de
respiros considere fatores como os a seguir:

a) características do material descarregado (densidade do vapor, toxidez, velocidade da descarga


etc.);

b) proximidade de fontes de ignição potenciais;

c) aberturas das edificações, como portas, janelas, tomadas de ar e outras;

d) características da dispersão (distância para descarga dentro de uma faixa de inflamabilidade),


direção da descarga, condições climáticas e influência dos vapores descarregados na edificação e nas
edificações vizinhas;

e) probabilidade de acumulação de vapor em continuidade de descarga, como acumulação sob


reentrâncias em fachadas de edificações;

f) probabilidade de volume da descarga suficiente para permitir uma concentração tal que promova
a ignição caso seja atingida uma fonte de ignição.

Historicamente, a ABNT NBR 17505 (todas as Partes) tem provido uma orientação que serve de guia,
frequentemente baseado nos requisitos de classificação de área, e os resultados têm sido aceitáveis.
Distâncias mais curtas podem ser aceitas somente se uma análise por um profissional qualificado
justificar distâncias menores. Similarmente, as distâncias especificadas podem não ser aceitáveis para
todas as Instalações, embora a orientação acima as indique.
B.6.1.1 Têm ocorrido explosões de vapores quando um fluido de transferência de calor, com
temperatura acima do ponto de ebulição, vaza em uma área fechada. Precisam ser feitas considerações
quanto à localização de aquecedores ou vaporizadores tanto em uma edificação destacada quanto em
um recinto com construção de risco limitado.

B.6.1.2 Nos casos de incêndio, pressões muito baixas ou má operação do sistema, o sistema de
transferência de calor deve ser bloqueado para promover a paralisação da circulação do fluido e
paralisar os sistemas de vaporização e aquecimento. Se o refratário, no interior do vaporizador ou do
aquecedor, puder reter calor suficiente que cause o rompimento da tubulação e o vazamento do fluido,
se a circulação do fluido for paralisada, a circulação deve ser mantida. Na hipótese de ocorrência de
incêndio, é recomendado subdividir o sistema de tubulação através de válvulas de segurança e de
bloqueio. Uma maneira prática para acompanhar tal situação é isolar todos os circuitos secundários do
circuito primário que passem no interior ou no exterior do vaporizador ou do aquecedor.

Uma chave de parada de acionamento remoto ou de corte da eletricidade deve ser prevista para
promover a paralisação de todo o sistema nos casos de emergência. Tal chave deve estar localizada
em um ponto constantemente atendido ou em um ponto acessível para os casos de vazamento ou
incêndio.

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Se houver linhas de processo ou utilidade passando através de áreas que contenham partes do sistema
de transferência de calor, devem-se prever válvulas de parada de

Onde o nível do líquido no sistema de expansão for mantido através emergência. Elas devem estar
localizadas em pontos de fácil acesso para os casos de incêndio.de uma bomba de reposição por
acionamento automático, com sucção a partir de um tanque de armazenamento de fluido de
transferência de calor, deve ser previsto um intertravamento para desligar a bomba quando o
instrumento de nível alto for acionado, independentemente de a bomba estar no modo automático ou
manual.

B.6.2.1 Sistemas de transferência de calor têm um potencial de liberação de grandes quantidades de


líquidos inflamáveis ou combustíveis aquecidos. Os drenos dos pontos baixos devem ser encaminhados
para locais seguros que permitam a remoção desse fluido de transferência de calor dos pontos de
rompimento, de forma a minimizar a quantidade total de fluido acumulado. Uma análise adequada de
engenharia deve ser desenvolvida para determinar os locais e o projeto desses drenos dos pontos
baixos. Uma analise de engenharia deve considerar um inventario do sistema, a quantidade de fluido de
transferência de calor que possa ser liberado em uma determinada área de risco e incêndio, a
exposição criada pelo vazamento e a proteção contra incêndio prevista.

B.6.1.2.2 Se possível, os tanques de coleta de drenagem devem ser localizados abaixo dos pontos de
drenagem mais baixos, para permitir o escoamento por gravidade. Devem ser previstos alívios
baseados nos fluxos máximos de esvaziamento ou enchimento.

B.6.1.3 Se o gás liberado pelo aquecedor ou vaporizador for recuperado para suprir fonte de calor
auxiliar para outros equipamentos (por exemplo, secadores rotativos), abafadores adequados, portas de
isolamento, controles lógicos dos queimadores ou outros meios devem ser previstos para assegurar que
todos os equipamentos sejam apropriadamente purgados e operem de uma forma segura. O controle
lógico deve antecipar todos os modos operacionais possíveis de todas as partes dos equipamentos, se
estiverem operando isoladamente ou em conjunto, para garantir partidas e paradas seguras sob
condições normais ou de emergência.

Devem ser previstos instrumentação e intertravamentos para fazer soar um alarme e promover o corte
automático do combustível que estiver alimentando o aquecedor ou o vaporizador quando quaisquer
das seguintes condições forem detectadas:

a) baixa vazão do líquido de transferência de calor através dos tubos do trocador de calor do
aquecedor, como medido na descarga;

b) alta temperatura ou pressão do fluido na saída do aquecedor ou do vaporizador. O sistema de


intertravamento para alta temperatura deve atuar no valor recomendado pelo fabricante;

c) baixa pressão na saída do aquecedor ou do vaporizador ou em qualquer ponto do sistema. O


intertravamento pode requerer um by pass para permitir a partida;

d) baixo nível do fluido no tanque de expansão;

e) baixo nível de líquido no vaporizador;

f) o acionamento do sistema de chuveiros automáticos, em qualquer parte da área contendo


equipamentos ou tubulações de transferência de calor.

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Os pontos de ajuste dos alarmes devem ser previstos em níveis abaixo ou acima dos pontos de parada
automática para monitorar as variáveis acima mencionadas e possibilitar chances aos operadores para
corrigir os problemas, antes que as condições atinjam níveis inseguros.

B.6.1.4.1 Se possível, as tubulações devem ser instaladas subterrâneas, externamente ou em canaletas


no piso. Trechos aéreos de tubulações de sistemas de transferência de calor devem ser minimizados.

B.6.1.5.1 Registros históricos mostram que incêndios envolvendo fluidos de transferência de calor
podem ser muito severos e de demorada extinção. É recomendado que sejam previstos sistemas de
chuveiros automáticos ou sistema de dilúvio em todas as áreas da edificação potencialmente expostas
a um vazamento do fluido de transferência de calor.

B.6.1.6.1 Alguns fatores que devem ser considerados parte de tal revisão incluem os seguintes:

a) infiltração do produto que estiver sendo aquecido no fluido térmico:

Neste caso, o sistema deve ser paralisado e o ponto de vazamento interno deve ser localizado e
reparado o mais rápido possível;

b) vazamentos no sistema:

Qualquer vazamento deve ser corrigido prontamente, independentemente de dimensão (mesmo os


menores vazamentos). As correções devem ser permanentes, como o reengaxetamento de válvulas e a
substituição de gaxetas que apresentem vazamentos. Qualquer fluido de transferência de calor liberado,
como resultado de um vazamento ou da operação de uma válvula de segurança, deve ser limpo
imediatamente, se houver possibilidade do fluido entrar em contato com uma superfície quente. Outros
vazamentos podem ser limpos posteriormente;

c) isolamento de tubulações ou de equipamentos que estejam saturados por fluido de transferência


de calor:

Neste caso, a causa do vazamento deve ser corrigida prontamente e o isolamento refeito com isolante
seco e limpo;

d) alta temperatura em qualquer parte do sistema:

Neste caso, os procedimentos operacionais devem especificar a parada do suprimento de combustível


para o aquecedor ou para o vaporizador assim que a temperatura do fluido de transferência de calor
ultrapassar a temperatura máxima recomendada pelo fabricante do fluido a granel. Quaisquer ações
corretivas levadas a efeito para corrigir a condição de alta temperatura somente devem ser feitas com a
fonte de calor paralisada.

B.6.2.4.1 Se o tanque de expansão utilizar uma bomba para a remoção automática do líquido, devem
ser feitas considerações no sentido de prever um alarme e corte por baixo nível, a fim de evitar a
operação da bomba a seco, resultando em uma fonte potencial de ignição.

B.6.2.6.2 Invólucros elétricos que necessitem ser abertos frequentemente para manutenção (isto é,
invólucros para controle de vapores de processo) têm um alto potencial para danos mecânicos que
podem resultar em invólucros inadequados para conter uma explosão. Inspeções adicionais podem ser
necessárias para assegurar a integridade do invólucro.

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B.6.2.6.3 As NFPA 77 e API 2003 podem ser utilizadas como uma referência para proteções contra
eletricidade estática.

B.6.2.6.4 Ignição espontânea pode ser um problema nas seguintes situações:

a) unidades onde podem ser acumulados depósitos pirofóricos a partir do manuseio de vapores de
sistemas pobres em oxigênio, contendo compostos de enxofre ou materiais asfálticos. Quando o ar é
introduzido no sistema, os materiais pirofóricos podem reagir, resultando em potencial de ignição e em
incêndio;

b) unidades que manuseiem fluidos de tal forma que possam ocorrer uma mistura de materiais
hipergólicos (líquidos ou materiais que quando em contato um com o outro entram em ignição
espontânea) ou outros incompatíveis. Tais misturas podem ocorrer com fluidos remanescentes no
sistema de recuperação de vapor antes das atividades de carregamento;

c) instalações manuseando hidrocarbonetos oxigenados em unidades de absorção de carbono.


Alto calor de absorção para estes tipos de vapores podem potencialmente conduzir a um
superaquecimento de leitos de carbono e aumento da probabilidade de se iniciar uma reação de
oxidação.

B.6.2.6.6 O potencial de ignição de um sistema coletor de vapores necessita ser avaliado caso a caso.
Se a ignição ocorrer, a propagação da chama no sistema de tubulação contendo misturas de vapores
inflamáveis normalmente inicia com uma queima em baixa velocidade (deflagração). Como as chamas
se movem através da tubulação ela acelera e, dentro de uma pequena distancia pode alcançar
velocidades supersônicas (detonação). A propagação inicial da chama em baixa velocidade pode ser
contida através de abafadores de chama, selos hidráulicos ou sistemas de válvulas de atuação
automática rápida quando projetados, operados e ensaiados de acordo com os requisitos da Norma
Brasileira aplicável, se existente, ou na NFPA 69. A propagação da chama também pode ser paralisada
tanto na deflagração quanto na detonação pelo uso de abafadores de detonação ensaiados de acordo
com Normas adequadas ou outros procedimentos aceitáveis pelas autoridades competentesou por
sistemas de válvulas automáticas rápidas ensaiadas sob condições apropriadas.
B.7.1.1.2 O uso de material não condutor na montagem da tubulação de enchimento deve ser evitado
para prevenir uma descontinuidade elétrica na tubulação do sistema. Já ocorreram sérios acidentes
quando materiais não condutores, como mangueiras plásticas ou de borracha foram aplicados na
montagem da tubulação de enchimento.

B.7.2.2 O uso de sistema fixos de proteção contra incêndio, diques ou barreiras ou uma combinação
destes, podem dar proteção adequada contra exposições.

B.7.5 O propósito é prevenir o vazamento descontrolado de um líquido, para além da área de carga e
descarga, expondo equipamentos e edificações circunvizinhas.

B.7.7.1.5 A Seção 10 supre mais informações sobre proteção contra eletricidade estática.

B.7.7.2.2 A Seção 10 supre mais informações sobre proteção contra eletricidade estática.

B.7.7.3 O termo “carga com potencial de ignição” (switch loading) define uma situação que requer
considerações especiais. Quando um tanque que continha carga de produto líquido de classe I
encontra-se vazio, ele contém uma mistura de vapores de produto e ar, a qual pode estar, e
frequentementeestá, dentro da faixa de inflamabilidade. Quando este mesmo tanque recebe uma nova
carga de produto líquido de classe I, qualquer descarga elétrica que atingir o costado do tanque é
escoada pelo sistema de aterramento do tanque. Também não pode ser mistura na faixa de
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inflamabilidade na superfície do novo lote de produto no interior do tanque, pois um líquido de classe I
produz em sua superfície uma mistura muito rica, ficando, portanto, fora dos limites de inflamabilidade.
Esta situação ocorre frequentemente durante o enchimento dos caminhões-tanque nos serviços com
distribuição de gasolina.

Eventualmente, se houver a acumulação de uma carga estática na superfície de um líquido, suficiente


para produzir uma centelha, tal fato ocorrerá em uma atmosfera muito rica e fora da faixa de
inflamabilidade, não causando, portanto, qualquer dano. Uma situação completamente diferente ocorre
se o líquido tiver “potencial de ignição”, o que acontece quando o tanque de um veículo que continha
um líquido de classe I recebe um carregamento de um líquido de classe II ou de classe III. Estes últimos
não são necessariamente mais geradores de estática do que os líquidos de classe I, contidos
previamente no tanque do veículo, mas a atmosfera em contato com o nível do produto que está
subindo não fica suficientemente rica para sair dos limites de inflamabilidade. Se as circunstâncias
forem tais que surja uma centelha ao longo da superfície do líquido ou da superfície do líquido para
algum outro objeto, a centelha vai encontrar uma atmosfera que pode estar dentro dos limites de
inflamabilidade e, como consequência, pode ocorrer uma explosão com resultados desastrosos. Já foi
enfatizado que apenas o aterramento do tanque não é suficiente para evitar este problema. A maioria
dos registros de explosões resultantes deste problema aconteceu quando se acreditava que o tanque
estava adequadamente aterrado.
O potencial eletrostático responsável pelo centelhamento existe no interior do tanque e na superfície do
líquido; e não é ou não pode ser eliminado apenas pelo aterramento do tanque. Algumas das seguintes
medidas podem ser adotadas para alterar ou reduzir o potencial dessa fonte interna de ignição:
a) evitar geradores de centelhas e objetos com potencial de condutividade flutuando na superfície
do líquido que aumentam a carga estática para as paredes do tanque. Hastes de metal de medidores ou
outros objetos que se projetem no espaço ocupado pelos vapores do produto contido no tanque podem
criar uma centelha enquanto o nível estiver aproximando-se da projeção dessas superfícies. Uma
precaução comum é a de se introduzir os tubos direcionadores de fluxo (como bicos de carregamento
ou braços de carregamento) o mais próximo possível do fundo do tanque. Qualquer operação a ser
realizada, como coleta de amostras, medição de nível, medição de temperatura ou outra operação que
resulte na introdução de um objeto condutivo através de um bocal do tanque e que venha a ter contato
com a atmosfera interna, deve ser retardada em pelo menos 1 min após a parada total do fluxo no
tanque. Esta medida visa a assegurar que as cargas estáticas possivelmente existentes na superfície
do líquido já tenham se dissipado;

b) reduzir o potencial de geração de eletricidade estática através de uma ou mais das seguintes
medidas:

- no início das operações de carregamento, pela parte inferior do tanque, evitar fluxos turbulentos que
possam esparramar respingos do líquido para cima ou para os lados;
- no início das operações de carregamento pelo topo, quando são utilizados tubos direcionadores de
fluxo ou braços de carregamento, iniciar a operação com vazão reduzida até que a ponta do dispositivo
destinada à saída do fluxo esteja totalmente submersa. Uma velocidade máxima de 1,0 m/s é
considerada segura para esta fase da operação;
- quando forem utilizados filtros no alinhamento, deve-se adotar um enchimento lento do sistema, para
que ocorra uma acomodação do líquido na tubulação a jusante do filtro. Como referência, um tempo de
30 s é considerado adequado para que haja acomodação do líquido;

c) eliminar as misturas inflamáveis antes do carregamento de líquidos com potencial de ignição,


através de adequada ventilação do tanque ou de purga com gás inerte (inertização).

NOTA Para informações adicionais, ver Seção 10.

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B.8.1.25 Quando for mais prático, o poço coletor deve ser drenado para um local mais remoto.

B.8.1.28 Em decorrência das muitas variáveis envolvidas, os requisitos exatos não podem ser previstos.
Entretanto, a Tabela A.3 supre um guia do nível de proteção contra incêndios típicos disponibilizados
em cais e em terminais marítimos que manuseiem líquidos inflamáveis.

B.9.1.1.1 A amplitude da faixa em dimensão, projeto e localização de Instalações de processamento de


líquidos prescreve a inclusão de sistemas detalhados de prevenção e controle de incêndio e de riscos e
métodos aplicáveis a todas as instalações. O usuário deve observar como guia documentos como
Norma Brasileira aplicável ou, na inexistência desta, a NFPA 551.
B.9.1.1.2 O armazenamento, o processamento, o manuseio e o uso de líquidos de classe II e de classe
III a temperaturas acima de seus pontos de fulgor podem produzir ignição de vapores se o líquido for
liberado ou se os vasos forem aliviados. Requisitos para líquidos de classe I consideram tais eventos
para minimizar a probabilidade de ignição e as consequências se a ignição vier a ocorrer. Desta forma,
torna-se necessário um estudo comparado para projetar as características da Instalação também
quando líquidos de classe II e III forem manuseados a temperaturas acima dos seus pontos de fulgor.
Entretanto, suas características diferem daquelas quando se manuseiam líquidos de classe I. Por
exemplo, a extensão da onda dos vapores de líquidos de classe II e III é limitada pela rápida
condensação dos vapores liberados, uma vez que eles esfriam a baixas temperaturas. Isto pode
justificar a classificação de área elétrica mais limitada, as diferentes ventilações, a eliminação da
ventilação de explosão e assim por diante. Em adição, o processo de manuseio destes líquidos de
classe II e de classe III aquecidos pode incorporar aspectos de segurança no projeto que acompanham
as intenções da ABNT NBR 17505 (todas as Partes), observando os riscos da liberação de vapores.
Além disso, as maiores restrições aos requisitos construtivos das edificações contidos na Tabela A.2
podem não ser necessários para um determinado processo envolvendo as operações com líquidos de
classe II e de classe III aquecidos à temperaturas acima de seus pontos de fulgor. A opção pela
condução de uma avaliação de engenharia de acordo com a Seção 9 foi incluída para permitir o uso de
projetos alternativos que observam os níveis de risco identificados.
B.9.2.1 h) Com respeito ao calor gerado por fricção ou centelhamento é reconhecido que há
necessidade de controlar as fontes de ignição, incluindo as centelhas mecânicas geradas por
ferramentas manuais, que têm energia suficiente para provocar a ignição de vapores inflamáveis.
Estudos, códigos e normas referenciadas (Por exemplo, API 2214) demonstram que há um potencial
para centelhas oriundas de ferramentas manuais provocarem a ignição de vapores inflamáveis de um
número limitado de produtos químicos e sob certas condições específicas. Estes produtos incluem
líquidos inflamáveis com uma energia de ignição mínima, operações nas quais líquidos inflamáveis ou
combustíveis são aquecidos e a geração atípica de uma centelha pode ocorrer entre tipos específicos
de ferramentas manuais e o choque com uma superfície (Por exemplo: reação térmita [reação em que
o metal alumínio é oxidado pelo óxido de outro metal] ou impacto de ferramentas de aço em materiais
contendo quartzo). Mesmo ferramentas resistentes ao centelhamento podem não prover proteção
adequada contra a ignição. Por exemplo, partículas de metal duro podem tornar-se incrustadas em um
metal relativamente macio de ferramentas resistentes ao centelhamento, e estas partículas podem
causar centelhas quando as ferramentas estiverem em uso.
A ABNT NBR 17505 requer análise, como uma análise de trabalho seguro ou análise de atividade de
risco, dos perigos e riscos de uma dada tarefa e a aplicação de medidas apropriadas de proteção para
prevenir ou mitigar os perigos e riscos. Isto inclui a identificação e a mitigação do risco de ignição a
partir de múltiplas fontes, incluindo ferramentas manuais. Devido a complexidade das em umerosas
operações envolvendo líquidos, a ABNT NBR 17505 (todas as Partes) não pode indicar todas as
condições nas quais ferramentas resistentes ao centelhamento são mandatórias, podem ser

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recomendadas ou para as quais são desnecessários os controles de risco de ignição para qualquer
operação específica.
B.9.2.4 A prevenção da ignição eletrostática em equipamentos é um assunto complexo (ver Seção 10).
B.9.3.1 Um método para atender a este requisito pode ser através da instalação de um sistema de
alarme contra incêndio manual e/ou automático, de acordo com a Norma Brasileira aplicável, ou na
inexistência desta, com a NFPA 72.
B.9.4.1 Outros fatores reconhecidos para prevenção e controle de incêndio envolvendo construção,
localização e separação são também focalizados na Seção 9.
B.9.4.3 Conexões permanentes entre linhas de água de processo com linhas do sistema de água de
incêndio representam um grande risco de contaminação da água de incêndio por fluidos de processo.
Vários incidentes têm ocorrido em locais onde a água de incêndio foi contaminada por líquidos de
processo inflamáveis, acarretando o aumento significativo dos danos causados pelo incêndio e, em
alguns casos, ferimentos em pessoas. São permitidas conexões temporárias visando a atender às
necessidades extraordinárias, como períodos de parada e inspeção, operações de limpeza de tanques
etc.
Entretanto, todos os cuidados necessários devem ser tomados para evitar a contaminação potencial
que tal conexão enseja. Nos casos em que situações venham a ocorrer com grande frequência, deve-se
prever um arranjo de tubulação especial dotado de duplos bloqueios, adotando-se válvulas que
permitam a purga e peças removíveis de tubulação (carretéis), ou podem ser adotados outros meios
que assegurem que nenhuma contaminação possa ocorrer. Notar que a adoção de apenas válvulas de
retenção não é uma solução aceitável, pois não introduz a segurança almejada.
A utilização de fontes de água de serviço, como água de alimentação de caldeira, que garantidamente
não sejam contamináveis, é aceitável como um suprimento complementar da água de combate a
incêndio.

B.9.4.5 Ver NFPA 13 e NFPA 15 para mais informações sobre este assunto.

B.9.4.8 A NFPA 10 supre mais informações sobre a adequabilidade dos vários tipos de extintores.

B.10.2.2.2 Ver Norma Brasileira aplicável ou, na inexistência desta, a ANSI Z41.

B.10.2.4.3 Ver Norma Brasileira aplicável ou, na inexistência desta, a NFPA 53.

B.10.4.1.1 Líquidos inflamáveis de classe I, que têm pontos de fulgor menores que 38 ºC, podem formar
misturas vapor-ar inflamáveis sob a maioria das condições de meio ambiente. Líquidos combustíveis de
classe II e de classe III, que têm pontos de fulgor iguais ou maiores que 38 ºC, requerem maior grau de
preaquecimento antes que eles desenvolvam quantidade significativa de misturas vapor-ar inflamáveis.
Certos líquidos de baixo risco de incêndio, como formulações de solventes que contêm grandes
parcelas de água, ainda assim podem gerar vapores ou vapor-ar inflamáveis em recipientes fechados
em temperaturas inferiores a 38 ºC. Similarmente, certos líquidos que não têm um ponto de fulgor
podem ser capazes de gerar uma mistura de vapor-ar inflamável como um resultado da degasagem ou
da lenta decomposição, especialmente onde o espaço vapor-ar for menor quando comparado com o
volume de líquido.

B.10.4.2 Operar a temperaturas inferiores ao LIE é frequentemente mais seguro do que operar a
temperaturas superiores ao LSE, particularmente em tanques e em outros vasos grandes. Igualmente,
se o líquido em um tanque gerar rapidamente vapor suficiente para operações em temperaturas acima
do LSE, a mistura inflamável pode ainda estar presente no momento da abertura do tanque, mesmo que
no bocal de amostragem a faixa de inflamabilidade possa ser atravessada dentro do tanque durante a

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partida ou durante algumas outras condições operacionais. Frequentemente, a atmosfera em um vaso


pode ser inertizada, como descrito na Norma Brasileira aplicável ou, na ausência desta, na NFPA 69.
Esta técnica reduz a concentração de oxigênio abaixo daquela requerida para sustentar uma
combustão. A inertização pode não ser eficaz próxima dos bocais do tanque, especialmente nos casos
onde puder entrar ar durante a adição de materiais sólidos. Também, para tanques de armazenamento,
o suprimento de gás inerte pode ser capaz de compensar as mudanças de temperatura ou na admissão
de ar durante o esvaziamento do tanque.

B.10.4.4 A prevenção da formação de uma atmosfera inflamável pode ser realizada utilizando qualquer
dos métodos descritos na Norma Brasileira aplicável ou, na inexistência desta, na NFPA 69. Daqueles
métodos, o mais comum é adicionar um gás inerte adequado, como nitrogênio, de forma que a
concentração de oxigênio resultante seja insuficiente para suportar uma chama. Um fator de segurança
é usualmente aplicado. Para a maioria dos gases e vapores inflamáveis, a inertização normalmente
requer a redução da concentração de oxigênio para cerca de 5 % em volume.

B.10.5.3.1 O mecanismo de geração de cargas elétricas é altamente complexo. Para um escoamento


de líquidos em tubulações, a corrente de cargas elétricas gerada depende da condutividade elétrica, da
constante dielétrica, da viscosidade e das características do escoamento do líquido, que envolve fatores
como velocidade de escoamento, diâmetro da tubulação e rugosidade da superfície do tubo. Para
características idênticas de escoamento, a de condutividade elétrica é um fator preponderante. Isto é
mais pronunciado para líquidos de baixa condutividade, devido aos contaminantes existentes. Traços de
contaminantes têm um efeito desprezível na constante dielétrica e na viscosidade de líquidos, mas têm
um efeito dominante na condutividade. Líquidos condutivos são muito menos afetados pelos traços de
contaminantes. Em muitos sistemas, como tubulações muito longas, a densidade da carga elétrica
alcança um estado estável no qual a taxa de geração de cargas elétricas é balanceada pela taxa de
escoamento de cargas para terra.

B.10.6.2 Tubulações não condutivas inteiramente de plástico não podem ser utilizadas para manusear
líquidos não condutivos ou semicondutivos, exceto onde possa ser demonstrado que as vantagens
superem quaisquer riscos associados com a descarga externa de eletricidade estática ou vazamentos
por pequenos furos ou onde testes tenham demonstrado que não existe possibilidade da ocorrência do
fenômeno. Tubulações metálicas com revestimento plástico aterradas não conduzem diretamente aos
riscos mencionados, mas deve ser considerada uma tolerância com possíveis falhas no revestimento.
Por exemplo, se o líquido for corrosivo à tubulação metálica, haverá perda de espessura do metal por
causa dos pontos corroídos, podendo conduzir a uma contaminação inaceitável do produto e uma
eventual perda do conteúdo. Reciprocamente, danos menores por corrosão pontual podem ser
aceitáveis, uma vez que o revestimento tem a função somente de minimizar a introdução de cor ao
produto por ferrugem ou limalha.

Onde for necessário transferir líquidos não condutivos ou parcialmente condutivos através de sistemas
de tubulações plásticas, podem ser adotadas as seguintes estratégias para mitigação:

a) reduzindo a taxa de geração de carga elétrica pela diminuição da velocidade do fluxo;

b) eliminando ou realocar microfiltros adicionais à montante;

c) reduzir a resistividade das paredes, possivelmente para menos de 108 m;

d) aumentar o esforço de ruptura elétrica da parede da tubulação pelo aumento da espessura ou


pela mudança do material de construção;

e) incorporar uma camada externa, condutiva e aterrada na tubulação.

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Podem ser consideradas combinações destas estratégias. Por exemplo, em muitos casos, a presença
de uma camada externa condutiva em uma tubulação de plástico pode não ser adequada para eliminar
corrosão pontual daparede interna de plástico e se a camada não fornecer contenção, assim ela não
prevenirá vazamentos externos.

B.10.6.3 Para mangotes inteiramente de metal condutivo, a resistência ao aterramento de alguns


pontos normalmente devem ser iguais ou inferiores a 10 Ώ exceto onde forem utilizados flanges de
isolamento para evitar centelhas a partir de correntes parasitas. Para mangotes condutivos que
contenham um elemento de ligação contínua, tal como um arame ou uma fita, a resistência ao
aterramento de qualquer conector metálico normalmente será igual ou menor que 1 000 Ώ/m, com a
mesma exceção sendo aplicável. Resistência a terra através de mangueiras semicondutivas, com um
projeto limitando as correntes que elimina um elemento de ligação de baixa resistência e aterramento
através de flanges de isolamento, deve ser entre 103 Ώ/m e 105 Ώ/m. Em qualquer caso, a resistência
total ao aterramento de um conector de um mangote metálico não pode exceder 106 Ώ.

Enquanto a resistência ao aterramento for menor que 106 Ώ há a prevenção da acumulação de cargas
eletrostáticas na maioria dos casos, se testes periódicos revelarem um significativo aumento na
resistência como instalada, cujo aumento pode ser o resultado de corrosão ou de outros danos que
podem conduzir a perda súbita de continuidade.

O mangote, o flange de isolamento ou ambos devem ser inspecionados para determinar a necessidade
de substituição.

Onde mangotes condutivos forem de espirais duplos, um para ligação e a outro para reforço mecânico,
a continuidade entre os conectores finais confirmam a continuidade de só uma das espirais. Um
incêndio foi reportado durante a drenagem de tolueno a partir de um caminhão-tanque através de um
mangote similar. Foi verificado que a espiral interna não só estava rompida mas não era projetada para
ser ligada aos conectores finais. Para o manuseio de líquidos não condutivos, uma opção é o uso de um
mangote com um revestimento semicondutivo ou condutivo, de forma que o rompimento da espiral
interna não o torne isolado da terra e forme uma falha quanto ao centelhamento. Preferencialmente, a
espiral interna deve ser separadamente ligada aos conectores extremos.

É especialmente importante assegurar a continuidade com os conectores extremos (ou bocais) onde o
mangote for utilizado em uma atmosfera inflamável. Em geral, é mais seguro utilizar um sistema fixo de
enchimento apropriadamente projetado, tal como um arranjo de tubo de enchimento para carregar
caminhões-tanque, preferencialmente ao uso de mangotes.

Onde forem utilizados mangotes de utilidades em atmosferas inflamáveis, tais como no interior de
tanques, estes mangotes devem ser condutivos ou semicondutivos. Em particular, todos os conectores
e bocais metálicos devem ser aterrados. Conectores de mangotes não aterrados para mangotes não
condutivos podem se tornar carregados eletricamente por uma variedade de meios, tais como pela
inserção de um mangote com nitrogênio no interior do tanque contendo líquido ou névoa carregada, por
fricção ou pelo impacto de vapor d’água. Embora os gases secos para limpeza não gerem cargas, um
mangote não condutivo se tornará altamente condutivo pelo fluxo de vapor d’água.

B.10.7.2.1 d) Para mais informações ver Norma Brasileira aplicável ou, na inexistência desta, API RP
2003.

B.10.9 Para recomendações gerais ver Norma Brasileira ou, na inexistência desta, a API 2219.

B.10.12.2 Para mais informações, ver Norma Brasileira aplicável ou, na inexistência desta, a NFPA 69.

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B.10.15.9 Ver Norma Brasileira aplicável ou, na inexistência desta a Seção 11.

B.10.16 Se utilizados para coletar vazamentos de líquidos inflamáveis, que possam envolver uma
segunda fase, como a aplicação de pós ou fragmentos para controlar vazamentos, ou a aplicação de
limpadores úmidos ou a vácuo, podem acontecer em problemas, incluindo os seguintes:

a) geração de eletricidade estática;

b) classificação elétrica para os equipamentos acionados eletricamente;

c) compatibilidade química;

d) higiene industrial (referente aos gases exaustos oriundos dos limpadores a vácuo).

Os mangotes de suprimento de ar e de recuperação do líquido devem ser condutivos e fabricados de


material semicondutivo. Os filtros também devem ser semicondutivos ou condutivos. O projeto deve ser
tal que todas as partes sejam continuamente ligadas e aterradas. Normalmente, a continuidade de
aterramento deve ser verificada, como prescrita, nos pontos preestabelecidos antes de cada utilização.
Boias ou mecanismos similares são empregados para cortar a sucção, uma vez que o tanque de
recuperação tenha alcançado o seu nível máximo. Precauções adicionais podem ser necessárias para
evitar o extravasamento via efeito sifão (se o mangote de recuperação estiver completamente submerso
no líquido) ou onde agentes antiespuma não forem utilizados. Para vazamentos de líquidos inflamáveis
em particular, medidas devem ser tomadas, incluindo o treinamento e aterramento do pessoal, para
assegurar que o pessoal não constitua em uma fonte de ignição.

B.11.1.2.4 A pessoa qualificada deve estar consciente de determinar os necessários controles para os
riscos associados aos materiais que contenham oxigênio suficiente para sustentar uma combustão em
atmosferas inertes.

B.11.1.2.6 Para informações sobre acumulação e descarga de eletricidade estática, ver a Seção 10 e
API 2003; API 2219; API 2015; API 2016.

B.11.2.2.5 Para informações sobre riscos de ignição por eletricidade estática, ver Seção 10 e API 2003;
API 2219; API 2015; API 2016.

B.11.3.1.5 O ar fresco pode ser utilizado para 20,8 % de oxigênio, 0 % de LIE e para a maioria das
substâncias tóxicas.

B.11.3.3.2 Os ensaios do interior de um tanque ou recipiente para verificar a presença de


concentrações sujeitas à ignição de gases ou vapores inflamáveis são a mais importante fase de um
procedimento de limpeza, determinando se uma limpeza adicional é necessária. A maioria dos
indicadores de gás combustível mede a concentração do vapor presente como uma porcentagem do
LIE. Quando um tanque ou recipiente está deficiente em oxigênio, a leitura pode estar errada. É
essencial que aqueles utilizando o indicador estejam bem treinados no seu uso e calibração e que o
instrumento esteja em condição de operação. A calibração deve ser feita de acordo com as instruções
do fabricante.

Em adição, quando o tanque ou recipiente está rico em oxigênio (o nível de oxigênio está acima do
verificado no ar ambiente fora do tanque), a leitura apresentará erro. A pessoa qualificada deve
determinar e controlar a fonte de oxigênio adicional, antes de prosseguir com o ensaio.

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B.11.3.3.6Se um edutor de ar for utilizado para exaurir um tanque ou recipiente, a descarga deste deve
ser diluída com o ar utilizado no dispositivo. O resultado de quaisquer testes feitos neste ponto indicará
somente a alteração na concentração do vapor no interior do tanque ou recipiente e não será uma
medida precisa da verdadeira concentração. Quando a desejada baixa concentração for alcançada, o
interior do tanque ou recipiente deve ser verificado para determinar a verdadeira atmosfera.

B.11.3.3.8 As API 2015 e API 2016 contêm requisitos específicos para trabalho a quente e práticas
seguras e os requisitos que devem ser revistos pela pessoa qualificada, permitindo o trabalho a quente
no interior de espaços confinados.

B.11.3.3.9 Ver 11.3.3.8.

B.11.3.3.10 Ver 11.3.3.8.

B.11.3.4.2 Muitos produtos perigosos armazenados em tanques e em recipientes, ou utilizados na


limpeza ou na reparação destes podem ter efeitos adversos à saúde humana.

B.11.4.1.1 Referir-se também às API 2015, API 2016 e API 2217A, para práticas seguras utilizando gás
inerte para livrar um tanque ou recipiente de vapores.

B.11.4.2.5 Para mais informações, ver Seção 10, API 2003, NFPA 69, API 2015 e API 2016, para
práticas e requisitos de ligação.

B.11.4.2.7 b) Para informações sobre tanques de armazenamentos subterrâneos ver API 1604.

B.11.4.3 Gás inerte é um meio de tornar seguro um tanque ou recipiente pela redução do oxigênio
contido no ponto no qual uma combustão não pode ser realizada. Exemplos de gases inertes
comumente utilizados são: dióxido de carbono, nitrogênio, argônio, hélio, gases de combustão que
atendam aos critérios do oxigênio e misturas destes gases. Estes gases podem ser obtidos em cilindros
e em carretas. Dióxido de carbono (não contido em extintores de incêndio) pode também ser obtido na
forma sólida. Para informações sobre o trabalho em espaços inertizados ver também a API 2217 A.

B.11.4.3.11 Precauções especiais são necessárias para trabalhar em um tanque contendo uma
atmosfera inerte. Estas atividades estão além do escopo desta Parte da ABNT NBR 17505, e a pessoa
qualificada deve consultar as seguintes fontes de referência antes de permitir a entrada em um tanque
ou recipiente que contenha uma atmosfera inerte. Referir-se às API 2217 A, API 2015 e API 2016 para
práticas seguras e requisitos, quando utilizando um gás inerte para livrar um tanque ou recipiente de
vapores.

B.11.4.3.14 c) A concentração de oxigênio pode ser determinada utilizando o seguinte cálculo:

% O2 = 100 - % CO2 / 100 X 20,8

B.11.4.5 Ver também a Seção 10, API 2015 e API 2016.

B.11.5.2 Para informações sobre designações para entrada, referir-se às API 2015 e API 2016.

B.11.5.2.3 A entrada deve ser classificada como “entrada com restrições” se as seguintes condições
existirem:

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a) o oxigênio contido estiver entre 19,5 % e 23,5 % em volume;

b) os vapores inflamáveis estiverem entre 0 % e 10 % do LIE;

c) as concentrações atmosféricas de substâncias tóxicas estiverem acima do nível de exposição


permitido ou no limiar do valor-limite (TLV) e imediatamente abaixo do nível de risco de morte ou à
saúde (IDLH) e não expuserem empregados ao risco de morte, incapacidade, impedimento da
possibilidade de se autorresgatar ou doenças agudas devido aos efeitos à saúde.

B.11.6.2.4 A localização da abertura no tanque pode ser limitada pela estrutura interna do tanque.

B.11.7.2.1 Ver também API 2015, API 2016, API 2217A, API 2207, API 2027, API 2009 e NFPA 51B.

B.11.7.2.3 Outras atividades onde a limpeza de tanques ou recipientes é necessária incluem transporte,
armazenamento, manutenção, reparos e inspeção interna.

B.11.7.5 Ver API 2015 e API 2016 para segurança. Para informações sobre jateamento abrasivo, ver
API 2027.

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Bibliografia

[1] NFPA 15, Standard for water spray fixed systems for fire protection

[2] NFPA 16, Standard for the Installation of foam-water sprinkler and foam water spray systems

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