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RESUMO DE POLICIA COMUNITÁRIA

Década de 70.
Primeira campanha publicitária com aproximação da comunidade, referenciando o slogan “ajude a
polícia a ajudar você”, com o intuito de aproximação com o cidadão através de ações sociais.
Década de 80.
Em 1983, o Coronel Milton Viana busca a aproximação com a comunidade com a frase “Havemos
de buscar canais mais livres para a comunicação com o contribuinte, usuário e razão de ser dos
serviços prestados pela polícia bandeirante, promoveremos uma política de portas abertas,
incentivando reuniões, visitas e outros contatos diretos com as autoridades, com os representantes
das comunidades e com os próprios usuários”.
Em 1985 criação dos CONSEG, considerado o embrião da Polícia Comunitária, busca a
participação social na segurança pública.
Em 1986 é criado patrulhamento POLO policiamento ostensivo localizado, sendo composta por 5
policiais, sendo 1 motorista da viatura tipo kombi e duas patrulhas a pé com dois policiais, buscando
a proximidade com o cidadão.
Em 1988 surge o Rádio Patrulhamento Padrão e a nova Constituição Federal e Direitos Humanos.
Década de 90.
Criação do PROERD, JCC E OS POSTOS POLICIAIS MILITARES, com os OBJETIVOS de
Proporcionar a ansiada sensação de segurança à comunidade, aumentar a ação de presença da
PM nas ruas e principais logradouros públicos e principalmente melhorar a imagem da Corporação
junto à sociedade, devido aos episódios envolvendo as forças policiais como, Carandiru,
Candelária, Eldorado dos Carajás e Favela Naval, sendo inclusive proposto pelo então Governador
Mario Covas através da PROPOSTA DE EMENDA CONSTITUCIONAL Nº514, DE 1997 o fim da
Polícia militar e a unificação das policias civil e militar.
Foram então criadas exigências para a não extinção da polícia militar como a Criação de Corpo de
Policiamento Comunitário, depuração interna, qualificação profissional, integração com outros
órgãos e a implantação da qualidade total.
Em 1999 houve o Acordo de Cooperação Técnica entre Brasil e Japão- 1999
CONCEITOS:
POLICIA COMUNITÁRIA:
Princípio básico do Sistema de Policiamento PM que deve ser entendido como uma filosofia que
abrange todos os níveis organizacionais da Polícia Militar e deve ser internalizada por todos os
seus integrantes, consistindo também em estratégia institucional que direciona esforços,
medidas e programas no sentido de buscar a interação permanente com a comunidade, visando
ao desenvolvimento de ações destinadas a alcançar níveis desejáveis de segurança e melhoria
da qualidade de vida das pessoas.
POLICIAMENTO OSTENSIVO E COMUNITÁRIO:
Atuação direcionada a localidades específicas, estabelecidas conforme critérios estratégicos,
visando alcançar níveis aceitáveis de segurança pública e de qualidade de vida, por meio do
respaldo, cooperação, parceria, participação e coleta de informações junto às respectivas
comunidades.
Anos 2000, implantação do sistema KOBAN e CHUZAISHO.
Base Comunitária de Segurança (Koban).
Autoridade competente para autorizar instalação ou desativação é o Comandante de CPM.
Somente para a capital, é comandada por um policial sênior, 3 ou mais policiais trabalham por dia.
Edificação policial-militar fixa, instalada segundo os critérios de acessibilidade, visibilidade e
existência de comunidade que necessite de atendimento policial-militar, servindo como ícone de
referência da Polícia Militar nas atividades de Polícia Comunitária.
deverá possuir viatura exclusiva à disposição para as atividades típicas do policiamento ostensivo
comunitário, sistemas de informática, radiocomunicação e impressoras, bem como o seu efetivo
deverá portar EPI completo.
quantidade de efetivo da Base Comunitária de Segurança pode variar de acordo com as
características da comunidade e disponibilidade de meios da OPM.
Base Comunitária de Segurança Distrital (chuzaisho).
Autoridade competente para autorizar instalação ou desativação é o Comandante de CPI.
Aplicável aos Distritos Municipais, constituído de 1 policial militar que reside no local e presta
atendimento ao público, a partir de sua residência.
Para afastar-se do distrito municipal por motivos particulares, durante o turno de serviço, o policial
militar deverá solicitar autorização ao escalão superior.
Quando não estiver cumprindo o turno de serviço, mas necessitar afastar-se do distrito municipal,
caberá ao policial militar somente cientificar o escalão superior mediante o meio de comunicação
mais rápido, a ser definido pelo Comandante de Companhia.

Base Comunitária Móvel.


Composto por 03 policiais, consiste em veículo do tipo “trailer” ou “van”, com adaptações
necessárias para emprego no policiamento ostensivo comunitário, atende ocorrência, porém a base
não se desloca, somente os policiais, vedado utilização em controle de distúrbios civis, preservação
de local de crime e bloqueio de trânsito, prevê a realização de 2 pontos de estacionamento,
podendo ser apenas 1 quando a situação exigir.
VISITA COMUNITÁRIA.
Consiste no contato periódico de policial militar, pertencente ou não ao Programa de Policiamento
Comunitário, com os integrantes da comunidade, voltado a estreitar relações e criar vínculos de
confiança mútua, de forma a permitir que a Polícia Militar conheça e busque soluções para os reais
problemas de segurança pública que os afligem.

VISITA SOLIDÁRIA.
Contato de policial militar com vítima de delito previamente identificada, objetivando, além de
demonstrar solidariedade frente ao ocorrido e orientar acerca das medidas de prevenção primária
que podem ser adotadas, coletar dados de interesse e evidenciar os esforços que a Polícia Militar
envidará para garantir a segurança das partes envolvidas e também preservar a ordem pública na
localidade. Especial atenção deve ser direcionada às vítimas de violência doméstica e de conflitos
envolvendo pessoas vulneráveis.

CAMPANHA COMUNITÁRIA.
Evento desenvolvido pelo policiamento ostensivo comunitário, com coordenação definida em
reunião comunitária e supervisão dos Cmt OPM, destinados a mobilizar a comunidade em geral,
envolvendo pessoas físicas ou jurídicas diretamente beneficiadas por questões locais de interesse
da segurança pública.
REUNIÃO COMUNITÁRIA.
Atividade organizada pelo policiamento ostensivo comunitário na qual são reunidas entidades
públicas ou privadas, com ou sem fins lucrativos, lideranças comunitárias e demais partes
interessadas nas questões afetas à segurança pública local, destinada a discutir as melhores
alternativas de solução dos problemas que afetam determinada comunidade e definir ações a
serem adotadas, visando à alteração do ambiente comunitário e à melhoria da qualidade de vida
das pessoas.

DESENVOLVIMENTO.
O policiamento ostensivo comunitário será executado de forma exclusiva, por intermédio de
BCS, BCSD e BCM, juntamente com estruturas de apoio, mediante critérios de necessidade
operacional e disponibilidade de meios pelos demais Programas de Policiamento e Atividades
Operacionais Diversas.
Qualquer Unidade de Serviço empregada no policiamento ostensivo comunitário atuará no Nível
de Resposta 1, sob a fiscalização do CFP, que será auxiliado pelo CGP.
A coordenação do Programa de Policiamento Comunitário incumbe ao Cmt Cia PM, auxiliado pelos
policiais militares de maior graduação designados para atuar em cada uma de suas estruturas.

O crime e seus 3 importantes fatores.


- Criminoso.
- Ambiente favorável.
- Vítima.
CRIME = CRIMINOSO + AMBIENTE FAVORÁVEL + VÍTIMA.

Policiamento tradicional, Atuação focada no elemento criminoso.


Policiamento comunitário, atuação focada nos elementos vítima e ambiente.

CONSEG.
Composto pôr membros natos, sendo estes, comandante da área, o delegado titular ou do
município, presidente, vice primeiro e segundo secretário e Diretor Social e de Assuntos
Comunitários, podendo ocorrer somente um por área de distrito.
São Membros Natos nas áreas de circunscrição.
Nos municípios que sediem mais de um Distrito Policial, o Delegado de Polícia Titular, cuja unidade
esteja subordinada à respectiva Seccional do Departamento de Polícia Judiciária da Capital,
Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo ou Departamentos de Polícia Judiciária do
Interior.
Nos municípios que sediem mais de uma Companhia da Polícia Militar, o Comandante da
Companhia da área da circunscrição do respectivo CONSEG.
Nos municípios que sediem apenas uma Delegacia de Polícia, subordinada às Seccionais de
Polícia do Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo ou Departamentos de Polícia
Judiciária do Interior, o Delegado de Polícia Titular do Município.
Nos municípios que sediem apenas uma Organização Policial Militar, até fração de nível
Companhia Territorial, Pelotão ou Grupo PM, o respectivo Comandante da Polícia Militar local.
Os CONSEGs terão as seguintes categorias de membros:
I – Membros Natos;
II – Membros Institucionais Públicos;
III – Membros Representativos;
IV – Membros Efetivos;
V – Membros dos Núcleos de Ação Local

NAL, NÚCLEO NDE AÇÃO LOCAL.


O NAL é uma célula de mobilização comunitária do CONSEG nos bairros, vilas, distritos, áreas
rurais ou micro comunidades de interesses ou afinidades específicas, e destina-se ao
desenvolvimento de atividades de apoio ao CONSEG a que se subordina, para garantia de alcance
e consecução dos objetivos estabelecidos neste Regulamento.
Sua Diretoria composta por 03 Membros, Diretor; Vice-Diretor e Secretário.

PROGRAMA VISINHANÇA SOLIDÁRIA.


se caracteriza pela união das pessoas que vivem, trabalham ou estudam em uma mesma
localidade, na busca pela diminuição da intolerância social, unindo a todos para o
desenvolvimento de ações preventivas individuais e coletivas que lhes permitam resgatar a
sensação de segurança e de pertencimento social.
Uma das inspirações internacionais do programa no Brasil, foi o Neighbordhood Watch, o
programa também é aplicado na Inglaterra, Canadá e em muitos outros países da Europa.
É elencado como atividade de consolidação da filosofia de polícia comunitária, a segurança pública,
dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é um sistema que tende a ser mais eficiente
quando, além de contar com maior interação de todos os órgãos que o integram, passa a
dispor também da efetiva colaboração da sociedade, que deve ser estimulada a participar do
processo de formação de ideias e propostas para propiciar mecanismos voltados ao controle e ou
redução dos indicadores criminais, diminuindo a violência, sobretudo no que tange à perda de
vidas e prejuízo aos bens, melhorando os níveis de preservação da ordem pública e,
consequentemente, estimulando níveis de excelência de qualidade de vida.
Nesse contexto, muitos gestores policial-militares têm mobilizado esforços em conjunto com
determinados setores da comunidade para otimizar condutas e procedimentos referentes à
segurança individual e coletiva. Dentre essas medidas de prevenção, destaca-se o
monitoramento de pessoas estranhas ao ambiente com vistas a dissuadir ações que possam
atentar contra a ordem pública local.
Tem como objetivo intensificar a integração do policiamento ostensivo com a comunidade.
É nomeado um TUTOR, cidadão local, tido como líder comunitário na vizinhança solidária, que será
instruído pela Polícia Militar acerca do conceito de prevenção primária e das ações a ela
correspondentes, de modo a permitir que ele possa atuar preventivamente diante de fatos ou
condutas relacionadas à segurança pública e incentivar os demais vizinhos a assim agirem.
O programa Vizinhança Solidária é de adesão voluntária.

Responsabilidades da Polícia Militar no Programa Vizinhança Solidária.


Contatar os representantes da comunidade visando a implantação.
Realizar palestras de conscientização sobre a importância da realização conjunta de ações de
prevenção primárias.
Realizar instrução e orientação das medidas básicas de segurança pessoal e comunitária
objetivando dissuadir a prática de ações delituosas e diminuir os índices criminais.
Realizar as visitas comunitárias e solidárias.
Contatar periodicamente os integrantes da comunidade visando à coleta de dados relativos aos
locais e horários de maior criminalidade na região (especialmente os casos não registrados nos
órgãos policiais) para o devido monitoramento e busca de redução dos indicadores criminais.

Responsabilidades da comunidade.
Organizar-se visando à mobilização de seus integrantes para a implementação das medidas
relativas ao Programa Vizinhança Solidária.
Definir o tutor dentre os integrantes da comunidade, que possuirá a atribuição de participar das
reuniões do CONSEG local, onde houver.
Mobilizar sua vizinhança para participar do PVS e realizar ações de prevenção primária.
acionar a Polícia Militar (tel “190”), sempre que notar a presença de pessoas em atitudes suspeitas
na localidade onde é desenvolvido o PVS, bem como incentivar seus vizinhos a também fazerem;
Zelar pela manutenção das placas de identificação do Programa Vizinhança Solidária.
Custear, para uso próprio, aquisições de eq. de segurança, de comunicação ou aplicativos de rede
social de segurança.
Custear a elaboração, a fixação e a manutenção das placas do Programa Vizinhança Solidária nos
locais onde o programa é desenvolvido.
As OPM territoriais, poderão desenvolver o Programa Vizinhança Solidária, considerando,
preliminarmente, dentre outros, a presença concomitante dos seguintes fatores que indiquem
a sua implantação.
Locais (bairros, logradouros, ruas) que se destacam na área da OPM devido aos índices
criminais que apresentam.
Entidades comunitárias, cujos integrantes se mostrem dispostos a mobilizar as pessoas que
frequentam a comunidade onde atuam (residem, trabalham, estudam) a participarem do Programa
Vizinhança Solidária.
Pessoas interessadas em participar do Programa Vizinhança Solidária.

NÃO ESQUECER.
Diferença entre Posto policial Militar e Base comunitária de segurança.
Posto Policial Militar só funciona durante o dia, é um ponto de permanência e não possui viatura
de apoio.
Base Comunitária de Segurança funciona 24 horas, aberto a visitação e possui viatura de apoio.

Não existem mais Base Operacional e Posto Policial Militar no policiamento comunitário.

Não confundir Patrulha Comunitária com Viatura de Apoio.

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