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Direito Administrativo |

Apresentação

DIREITO ADMINISTRATIVO
Organização da Administração Pública

Classificação dos Órgãos Públicos

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Apresentação

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Conteúdo Programático
1 Apresentação ________________________________________________________________ 2
2 Órgãos Públicos ______________________________________________________________ 3
2.1 Classificação dos órgãos públicos ___________________________________________________ 4
2.1.1 Quanto a posição estatal _______________________________________________________________ 4
2.1.2 Quanto à sua estrutura ________________________________________________________________ 7
2.1.3 Quanto à sua atuação funcional _________________________________________________________ 8
2.1.4 Quanto às funções exercidas ____________________________________________________________ 9
2.1.5 Quanto à esfera de ação ______________________________________________________________ 10

3 Referências Bibliográficas _____________________________________________________ 11

1 Apresentação
Olá minha querida aluna, meu querido aluno!

Seja bem-vindo, saiba que é uma honra para nós realizar esse material, que irá
acompanhar sua jornada rumo a aprovação. Lembre-se que somos uma família e
estamos à sua disposição não só na plataforma FOCUS CONCURSO, mas através de
nossas redes sociais. Lá você encontrará inúmeros conteúdos relacionados a
concursos públicos, incluindo análises de editais, dicas de estudo e diversos eventos
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Órgãos Públicos

Retomando o foco, nesta aula vamos falar a respeito da organização da administração


pública, mais especificamente sobre a classificação dos órgãos públicos. É importante
que você realize anotações no material, faça resumos, leia, releia e, ao final, resolva
questões para colocar em prática o que aprendeu. Desejo um excelente estudo, e sem
mais delongas,

VAMOS NESSA!

2 Órgãos Públicos
Hoje vamos falar sobre a classificação dos órgãos públicos, mas, antes de avançarmos
no conteúdo é necessário relembrar algumas premissas básicas.

De acordo com Hely Lopes Meirelles, os órgãos públicos “são centros de competência
instituídos para o desempenho de funções estatais, através de seus agentes, cuja
atuação é imputada à pessoa jurídica a que pertencem”. Logo, não possuem
personalidade jurídica e, tampouco autonomia de vontade.

No entanto, embora não tenham personalidade jurídica, é possível que os órgãos


independentes e autônomos tenham prerrogativas funcionais próprias (capacidade
judiciária/processual), uma vez violadas por outro órgão, admite defesa.

Por fim, vamos rememorar as principais características dos órgãos públicos, quais
sejam:

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Órgãos Públicos

2.1 Classificação dos órgãos públicos

Os órgãos públicos podem ser classificados, basicamente, de cinco diferentes formas,


são elas: a) quanto a sua posição; b) quanto a sua estrutura; c) quanto a sua
atuação funcional; d) quanto às funções exercidas; e) quanto a esfera de ação.
Na sequência veremos cada uma dessas possibilidades de forma individualizada,
apontando e esmiuçando seus pontos principais.

2.1.1 Quanto a posição estatal

Como o próprio nome já diz, esta classificação está ligada à hierarquização da


Administração Pública onde encontramos órgãos superiores em relação a outros
inferiores. Assim temos:

ÓRGÃOS INDEPENDENTES
Os órgãos independentes são aqueles originários da Constituição e representativos
dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Não têm subordinação hierárquica
ou funcional, sujeitando-se exclusivamente aos controles constitucionais que
permitem o controle de um Poder pelo outro (sistema de freios e contrapesos).

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Órgãos Públicos

São exemplos desses órgãos:


• Casas Legislativas - Congresso Nacional, Câmara dos Deputados, Senado
Federal, Assembleias Legislativas, Câmaras de Vereadores;
• Chefias do Executivo - Presidência da República, Governadorias,
Prefeituras;
• Ministério Público - da União e dos Estados;
• Defensorias Públicas;
• Tribunais de Contas (órgãos aux. do poder legislativo) - da União, dos
Estados, dos Municípios;
• Tribunais do Poder Judiciário e Juízes Singulares.

ÓRGÃOS AUTÔNOMOS
Os órgãos autônomos são os que se encontram na cúpula da Administração logo
abaixo dos independentes, sendo a estes subordinados. Além disso, esses órgãos
têm autonomia administrativa, financeira e técnica, são responsáveis pelo
planejamento, supervisão, coordenação e controle da administração.

São exemplos desses órgãos:


• Ministérios, Secretarias Estaduais, Secretarias Municipais;
• Advocacia-Geral da União, Procuradorias dos Estados e Municípios;
• Estado Maior das Forças Armadas;
• Consultoria Geral da República.

Lembrando que os órgãos mudam quando falamos da União, Estados ou dos


Municípios, por exemplo:

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Órgãos Públicos

ÓRGÃOS SUPERIORES
Os órgãos superiores, por sua vez, não gozam de autonomia administrativa nem
financeira, que são atributos dos órgãos independentes e dos autônomos a que
pertencem. Sua liberdade funcional restringe-se ao planejamento e soluções
técnicas, dentro de sua área de competência, com responsabilidade pela execução,
geralmente a cargo de seus órgãos subalternos.

São exemplos desses órgãos:


• Gabinetes;
• Inspetorias-Gerais;
• Coodenadorias;
• Departamentos;
• Divisões.

ÓRGÃOS SUBALTERNOS
Por fim, os órgãos subalternos, representam o último escalão da Administração, com
reduzido poder decisório e com predominância de atribuições de execução, a
exemplo das atividades-meios e atendimento ao público, como, por exemplo, as
portarias e as sessões de expediente.

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Órgãos Públicos

2.1.2 Quanto à sua estrutura

Com relação à sua estrutura, sua composição, os órgãos podem ser classificados como
simples ou compostos, de modo que:

→ ÓRGÃOS SIMPLES: também chamados de unitários, têm só um centro de


competência.

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Órgãos Públicos

Ex.: Presidência da República, Portarias.


→ ÓRGÃOS COMPOSTOS: têm em sua estrutura inúmeros outros órgãos
menores, uns exercendo função idêntica à principal, ou seja, atividade fim e
outras exercendo uma função auxiliar diferente da principal, ou seja, atividade
meio.
Ex.: Secretarias e Ministérios.

Não confunda órgãos simples e compostos com atos administrativos, que também
podem ser simples, compostos ou complexo. Um órgão, independente da composição
de sua estrutura, poderá emitir um ato simples, composto ou complexo. A estrutura
do órgão que emana, não influencia na classificação do ato.

2.1.3 Quanto à sua atuação funcional

A classificação quanto a atuação funcional do órgão estabelece uma divisão por


ordem de mando, ou seja, as ordens derivam de uma ou mais pessoas estabelecidas
no órgão. Desta forma, os órgãos poderão ser definidos como:

ÓRGÃOS SINGULARES OU UNIPESSOAIS


Os órgãos unipessoais, são aqueles que apresentam um só titular que é o chefe e
representante do mesmo e que apesar de contar com muitos outros agentes
auxiliares, desempenha a função principal do órgão individualmente. A formação e
manifestação de vontade não dependem do acorde de nenhuma outra autoridade.

Ex.: o Presidente da República, as Governadorias dos Estados e os Prefeitos.

ÓRGÃOS COLEGIADOS OU PLURIPESSOAIS


Por outro lado, os órgãos pluripessoais, são aqueles que atuam e decidem pela
manifestação conjunta e majoritária da vontade de seus membros, não
prevalecendo a vontade pessoal do chefe ou de qualquer outro integrante.

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Órgãos Públicos

Ex.: as Corporações Legislativas, os Tribunais e as Comissões deliberam e decidem por


seus plenários e câmaras, mas se fazem representar juridicamente e se administram
por seus presidentes, chefes ou procuradores.

2.1.4 Quanto às funções exercidas

Os órgãos podem exercer basicamente, de três funções distintas na Administração


Pública, são os chamados órgãos ativos, de consulta e os de controle.

→ ÓRGÃOS ATIVOS: são aqueles que produzem ações, atos necessários para o
cumprimento dos fins da pessoa jurídica da qual fazem parte.
Ex.: Ministérios e Secretárias.
→ ÓRGÃOS DE CONSULTA: produzem os pareceres e as opiniões necessárias
para a tomada de decisão por parte dos órgãos ativos.

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Órgãos Públicos

Ex.: assessorias jurídicas integrantes das estruturas dos Ministérios.


→ ÓRGÃOS DE CONTROLE: são aqueles responsáveis por acompanhar e fiscalizar
outros órgãos.
Ex.: Tribunal de Contas da União.

2.1.5 Quanto à esfera de ação

Essa classificação é apresentada pela doutrinadora Maria Sylvia Zanella Di Pietro, a


qual defende que os órgãos públicos, no que diz respeito ao seu âmbito de ação,
podem ser divididos em centrais e locais, de modo que:

→ ÓRGÃOS CENTRAIS: são aqueles que exercem atribuições em todo o território


nacional, estadual ou municipal.
Ex.: Casas Legislativas, Ministérios, Secretarias de Estado e as de Município.
→ ÓRGÃOS LOCAIS: por outro lado, os órgãos locais atuam apenas sobre uma
parte do território (atuação localizada).

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Referências Bibliográficas

Ex.: Delegacias Regionais da Receita Federal, Delegacias de Polícia, Postos


de Saúde.

Cara aluna e caro aluno, finalizamos o material, espero que tenha compreendido,
sugiro que você desenvolva um planejamento semanal para que você possa organizar
a sua semana de estudos e otimizar o seu tempo.

Lembre-se de realizar uma pausa, faça um lanchinho, mas não esqueça, é muito
importante que você resolva questões e elabore resumos sobre o tema abordado, pois
isso ajudará a fixar o conteúdo e, é mais um passo rumo à sua aprovação.

Acredite, juntos chegaremos lá!

3 Referências Bibliográficas
MEIRELLES, Hely Lopes; BURLE FILHO, José Emmanuel. Direito administrativo
brasileiro. 42 ed. São Paulo: Malheiros, 2016.

DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. 32 ed. Rio de Janeiro:


Forense, 2019.

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Referências Bibliográficas

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