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Universidade Nove de Julho

Instituição de ensino superior em São Paulo

CURSO DE GRADUAÇÃO EM BIOMEDICINA

Nome do Aluno: Christian Gabriel Pereira de Sales

RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO EM BIOMEDICINA


RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO EM
BIOMEDICINA

Relatório de estágio curricular supervisionado apresentado ao


CETAC, laboratório de análises clínicas da Universidade Nove de
Julho

Instituição de ensino superior em São Paulo como requisito parcial


para a obtenção da conclusão do ESTÁGIO SUPERVISIONADO I em
Biomedicina.

Área de habilitação: analises clinicas

Local de estágio: Zona Norte Cetac Vila Maria


SUMÁRIO
1-INTRODUÇÃO 3
2-SETORES TÉCNICOS 4
3-OBJETIVOS E plano de atividades 6
4-atividades desenvolvidas 7
5-CONSIDERÇÔES FINAIS 8
1 INTRODUÇÃO
Análises Clínicas:
O diagnóstico, na Medicina, é considerado uma das partes mais intrigantes. Descobrir
qual problema de saúde para iniciar o tratamento e evitar um óbito é uma tarefa nobre,
importante e muito complicada. São várias as possibilidades: o diagnóstico incorreto
e o tratamento errado, podem resultar em grandes problemas, tanto para o paciente
como para o médico. O objetivo dessa área é tentar fazer um correto diagnóstico de
qualquer doença ou disfunção.
As análises clínicas são estudos de um material biológico retirado do paciente do qual
se quer diagnosticar alguma doença. São diversos os materiais biológicos que podem
ser escolhidos para realizar análise clínica. Ele vai depender do exame pedido: pode
ser urina para uranálise, sangue para hemograma e assim por diante. Cada um dos
exames pedidos tem sua função e por isso o material biológico é tão importante: ele
dá informações precisas de setores que estão sob suspeita de ser a causa do
problema de saúde.
Esses exames são feitos por profissionais treinados para isso. Apesar de ser uma
área que necessita de um conhecimento bem específico dessa modalidade de
pesquisa, existem profissionais de diferentes áreas que usam essa técnica para
trabalhar com diagnósticos mais seguros.
Em alguns casos, a análise clínica pode ser a forma mais rápida de se obter
respostas. Existem biomédicos, farmacêuticos e até veterinários habilitados a fazer
análises clínicas, com as devidas proporções. O veterinário faz exames com o
material biológico de animais; bioquímicos têm especialidades em alguns exames e
outros bioquímicos em outros. Assim, dependendo do exame pedido, existem locais
diferentes para sua realização. Os mais comuns são laboratórios de análises clínicas,
que são estabelecimentos especializados nesse tipo de trabalho e estão presentes
no Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e na maioria dos estados do Brasil.
2-SETORES TÉCNICOS
HEMATOLOGIA:
A hematologia compreende basicamente: hematologia geral, estudo da coagulação
e imunohematologia.
O hemograma completo é o exame mais solicitado na hematologia geral, com a
finalidade de contribuir para o diagnóstico e classificação das anemias. Avalia
quantitativamente e qualitativamente os elementos do sangue – hemácias,
leucócitos e plaquetas- através de equipamento automatizado, utilizando alta
tecnologia e rigoroso controle de qualidade, acompanhados de fundamental análise
microscópica.
Os testes de coagulação são requisitados principalmente para pré-operatórios e
monitoramento do uso de anticoagulantes orais.
Na imunohematologia é feita a classificação do tipo sanguíneo ABO/Rh e ainda
outros testes para investigação da incompatibilidade materno-fetal.

BIOQUIMICA:
A bioquímica é o setor do laboratório que tem aproveitado o avanço tecnológico para
medir e expressar quimicamente as variações normais e patológicas que ocorrem nos
seres vivos.
As principais dosagens são: glicose, colesterol total e frações, triglicérides, ácido
úrico, uréia, creatinina, proteínas, enzimas, eletrólitos e função hepática entre outros.
Analisadores multicanal com sistema de acesso randômico, tubo primário com
identificação por código de barras, controle de qualidade incorporado com gráfico de
Levey-Jennings e regras de Westgard para assegurar a integridade dos resultados.

IMUNOLOGIA:

Na imunologia os testes sorológicos são realizados por métodos específicos


utilizando técnicas de soroaglutinação, enzimaimunoensaio, fluorimetria,
quimioluminescência e imunofluorescência. Realizamos toda a triagem de hepatites,
HIV, toxoplasmose, citomegalovírus, rubéola e ainda testes de gravidez e
marcadores tumorais.
MICROBIOLOGIA:
Bactérias clinicamente importantes são isoladas e identificadas neste setor. O
trabalho do laboratório inclui a coleta do material clínico, o isolamento do
microorganismo, a identificação e os testes de sensibilidade aos antibióticos,
abrangendo secreções, urina, fezes, sangue e líquidos corporais, dispondo de
aparelho automatizado que proporciona resultados mais rápidos e precisos de
acordo com as normas internacionais do NCCLS (Normativ Control Clinical
Laboratory Standartization).

MICOLOGIA:
O diagnóstico laboratorial das micoses é realizado através de análise microscópica
direta e cultura de diversos espécimes clínicos.

URINÁLISE:
As análises de urina são realizadas em três etapas: exame físico, químico e
microscópico. O setor realiza provas químicas confirmatórias para todas as
amostras anormais e dispõe de equipamento semi-automatizado e microscopia de
constraste de fase para a avaliação de dismorfismo eritrocitário, auxiliar no
diagnóstico das nefropatias.

PARASITOLOGIA:
Realização de exames nas fezes, utilizando métodos específicos para
pesquisar as diferentes formas parasitárias.
Coprologia funcional: importante na avaliação das funções digestivas.
Sangue oculto: auxiliar na identificação de ulcerações/ sangramentos
intestinais.
Pesquisa de parasitas através de testes imunológicos (Elisa) e outras técnicas
auxiliares no diagnóstico de gastroenterites virais.

Citologia:
Citologia é a ciência que estuda as células e estruturas que compõem órgãos e
tecidos dos seres vivos. Biologia celular, histologia e citologia.Citologia.
3-OBJETIVOS E plano de atividades

☺ HEMATOLOGIA:
➢ Esfregaço

☺ BIOQUIMICA:
➢ Albumina
➢ Proteina
➢ Diluição
➢ Espectrofotômetro
➢ Creatinina(Serica/urina/clearance,K)

☺ IMUNOLOGIA:
➢ diagnóstico de HIV
➢ Test Elisa para Chagas
➢ aglutinação e precipitação
➢ Sistema ABO e Sistema Rh
➢ Imuno-Látex PCR
➢ tipagem sanguinea
➢ imunodifusão

☺ MICROBIOLOGIA:
➢ Fungos
➢ Coloracão
➢ Cultura
➢ testes bioquímicos
➢ Agar
➢ Laminas
➢ microcultura
➢ urocultura

☺ URINÁLISE:
➢ Urina tipo 1
☺ PARASITOLOGIA:
➢ Sedimentação espontânea
➢ método( Hoffman, Pons e Janer)
➢ Sedimentação por centrifugação
➢ método de Ritchie
➢ Coprotest
➢ Rugai
➢ Centrífugo-flutuação
➢ Método Faust.
➢ Flutuação espontânea
➢ Método de Willis
➢ metodo
➢ Baermann-moraes

➢ Método
➢ Kato Katz

☺ Citologia:
➢ coloração de laminas
➢ citologia oncotica
➢ analise
4 atividades desenvolvidas
☺ BIOQUIMICA:
Albumina:
Princípio . A albumina tem a propriedade de se ligar à uma grande variedade de
ânions orgânicos e moléculas complexas de corantes. O sistema de medição se
baseia no desvio do pico de absortividade máxima de um corante complexo (verde
de bromocresol) quando este se liga à albumina. A cor formada é medida
colorimetricamente entre 600 e 640 nm, sendo proporcional à quantidade de
albumina na amostra até a concentração de 6,0 g/dL.
Metodologia . Verde de Bromocresol.
Procedimento:
Tomar 3 tubos de ensaio e proceder como a seguir:

Misturar e após 2 minutos, no máximo 10 minutos, determinar as absorbâncias do


teste e padrão em 630 nm ou filtro vermelho (600 a 640) acertando o zero com o
branco.
O procedimento sugerido para a medição é adequado para fotômetros cujo
volume mínimo de solução para leitura é igual ou menor que 1,0 mL. Deve ser
feita uma verificação da necessidade de ajuste do volume para o fotômetro
utilizado. Os volumes de amostra e reagente podem ser modificados
proporcionalmente sem prejuízo para o desempenho do teste e o procedimento
de cálculo se mantém inalterado. Em caso de redução dos volumes é fundamental
que se observe o volume mínimo necessário para a leitura fotométrica. Volumes
da amostra menores que 0,01 mL são críticos em aplicações manuais e devem
ser usados com cautela porque aumentam a imprecisão da medição.
Calibração. O padrão é rastreável
ao Certified Reference Material -
CRM (BCR) 470 do Institute for
Reference Materials and
Measurements/International
Federation of Clinical Chemistry
(IRMM/IFCC).

Proteina Total:
Finalidade . Sistema para a
determinação colorimétrica das
Proteínas Totais em amostras de
sangue e líquidos pleural, sinovial
e ascítico por reação de ponto
final
Uso profissional. [Somente para
uso diagnóstico in vitro.]
Princípio . Os íons cobre (Cu ) em meio alcalino (Reagente de +2 Biureto) reagem
com as ligações peptídicas das proteínas séricas formando cor púrpura, que tem
absorbância máxima em 545 nm, proporcional à concentração das proteínas na
amostra.
Metodologia . Biureto.
Procedimento
Tomar 3 tubos de ensaio e proceder como a seguir:

Misturar e incubar a 37 ºC durante 10 minutos. Determinar as absorbâncias do


teste e padrão em 545 nm (530 a 550), acertando o zero com o branco. A cor é
estável durante 1 hora.
O procedimento sugerido para a medição é adequado para fotômetros cujo
volume mínimo de solução para leitura é igual ou menor que 1,0 mL. Deve ser
feita uma verificação da necessidade de ajuste do volume para o fotômetro
utilizado. Os volumes de amostra e reagente podem ser modificados
proporcionalmente sem prejuízo para o desempenho do teste. O procedimento de
cálculo se mantém inalterado. Em caso de redução dos volumes é fundamental
que se observe o volume mínimo necessário para a leitura fotométrica. Volumes
da amostra menores que 0,01 mL são críticos em aplicações manuais e devem
ser usados com cautela porque aumentam a imprecisão da medição.

Calibração . A concentração de proteínas no Padrão (No. 2) e nos calibradores da


serie Calibra é rastreável ao Standard Reference Material (SRM) 927 do National
Institute of Standards and Technology (NIST).

Diluição:
Como preparar uma diluição
1. Escreva o volume final da solução – por exemplo, 30mL. (volume final = diluente +
alíquota);
2. Escreva a diluição desejada na forma de proporção – por exemplo, diluição de 1/20,
também conhecido como fator de diluição;

3. Escreva a fórmula para determinar o volume necessário da alíquota: volume final


X fator da diluição:

4. Calcule o volume necessário da alíquota:

5. Para saber a quantidade de diluente, subtraia o volume da alíquota do volume total:

• Então, em uma diluição de 1/20 com volume final de 30mL, você usará 1,5mL de soluto
(alíquota) e 28,5mL de diluente.

 Como calcular o FATOR da diluição


Exemplo: Qual o fator da diluição se você adicionar 0,1mL de uma amostra a 9,9mL de
diluente?

• Alíquota + Diluente = Volume Final:

• O fator da diluição é o volume final dividido pelo volume da alíquota:

Creatinina
(Serica/urina/clearance)
Princípio . A creatinina presente na amostra é convertida a creatina pela ação da
enzima creatinina amidohidrolase. A creatina produzida é hidrolisada a sarcosina
e uréia pela ação da enzima creatina amidinohidrolase. Em seguida, a enzima
sarcosina oxidase promove a desmetilação oxidativa da sarcosina, levando à
produção de glicina, formaldeído e peróxido de hidrogênio. Na presença de
peroxidase, o peróxido de hidrogênio formado reage com o N-ethyl-N-sulfopropyl-
mtoluidina (ESPMT) e 4-aminoantipirina, produzindo uma quinoneimina que tem
máximo de absorbância em 546 nm. A intensidade da cor do produto da reação é
diretamente proporcional à concentração de creatinina na amostra.
Metodologia . Enzimático -Trinder
Amostra:
Deve ser criado um Procedimento Operacional Padrão (POP) para colheita,
preparação e armazenamento da amostra. Enfatizamos que os erros devidos à
amostra podem ser muito maiores que os erros ocorridos durante o procedimento
analítico. Soro ou plasma (heparina, EDTA, fluoreto, oxalato e citrato). O analito é
estável 7 dias entre 2 - 8 ºC. O anticoagulante Glistab - Labtest (Ref. 29) permite
a colheita de uma só amostra de sangue para as dosagens de creatinina, glicose
e uréia. Urina de 24 horas deve ser centrifugada. A amostra de urina não deve
receber preservativos ou conservantes e deve ser refrigerada durante o período
da colheita e depois de recebida no laboratório. Como nenhum teste conhecido
pode assegurar que amostras de material biológico humano não transmitem
infecções, todas elas devem ser consideradas como potencialmente infectantes.
Portanto, ao manuseá- las, devem-se seguir as normas estabelecidas para
biossegurança. Para descartar os reagentes e o material biológico sugerimos
aplicar as normas locais, estaduais ou federais de proteção ambiental.

Apresentar as atividades desenvolvidas no estágio segundo a subdivisão apresentada no


plano de atividades. Organizar por tipo de atividade. Cada atividade pode ser apresentada
em uma subseção com um título específico. Exemplo: 4.1 Hemograma.
No caso de uma única grande atividade como, por exemplo, um projeto de pesquisa, é
possível fazer a subdivisão por fases do projeto ou pelos diferentes objetivos.
Cada seção deve conter a descrição precisa da atividade realizada, incluindo a descrição do
tipo de trabalho e da participação do aluno nesta atividade, com base no que foi proposto
no Plano de Atividades, informando o que foi ou não realizado. É importante incluir os
motivos da não realização das tarefas e justificar as alterações do plano proposto.

Parâmetros para realização do teste . Para a dosagem de creatinina na urina, diluir a


amostra 1:5 (0,2mL de urina + 0,8mL de NaCl 150 mmol/L). Multiplicar o resultado obtido
por 5.
Cálculos . Segundo recomendações do NKDEP os resultados devem 2 ser reportados com
duas casas decimais para evitar erros sistemáticos provocados por arredondamentos, que
podem chegar a 6%.

Depuração da creatinina endógena . Instruir o paciente para que faça corretamente a coleta
da urina de 24 horas. Dosar a creatinina no soro e na urina. O soro pode ser obtido em
qualquer momento durante o período de coleta da urina. Aplicar os resultados obtidos na
equação abaixo:

U: creatinina na urina (mg/dL)


S: creatinina no soro (mg/dL)
VM: volume minuto (Volume urinário de 24 horas, em mL, dividido por 1440).
OBS.: A depuração deverá ser corrigida para a superfície corporal do paciente, que é obtida
através do nomograma correlacionando peso e altura, ou usando a equação abaixo: A = P x
H x 0,007184 0,425 0,725 A = superfície corporal (m )2 P = peso (kg) H = altura (cm)
Multiplicar o valor da depuração por 1,73 e dividir pela superfície corporal do paciente

Intervalos de referência . Os intervalos devem ser usados apenas como orientação .


Recomenda-se que cada laboratório estabeleça na população atendida seu próprio
intervalo de referência. * Intervalos estabelecidos para resultados rastreáveis ao método
IDMS

Não existem intervalos estabelecidos para faixa etária 15 - <18 anos. Sugere-se utilizar os
intervalos de mulheres e homens adultos
IMUNOLOGIA:
diagnóstico de HIV:
Test Elisa para Chagas
aglutinação e precipitação
Sistema ABO e Sistema Rh
Imuno-Látex PCR
tipagem sanguinea
imunodifusão

5- Considerações Finais

Nesta seção são apresentadas as impressões e avaliações do aluno sobre o estágio. A


descrição pode incluir as condições de trabalho, a receptividade do orientador/supervisor e
da equipe e a relevância do estágio para a formação profissional e futura inserção no
mercado de trabalho na área específica do estágio. Além disso, é preciso relacionar a
formação obtida no curso de Biomedicina com os conhecimentos exigidos no estágio.
Autoavaliação sobre a postura do aluno neste processo de formação também será bem-
vinda.
Esta seção também pode conter sugestões para estágios futuros a serem realizados por
outros alunos da área.

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