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MEMORIAL DESCRITIVO

PROJETO BÁSICO DO EMPREENDIMENTO

LICENÇA DE LOCALIZAÇÃO – LL PARA CENTRAL


SOLAR FOTOVOLTAICA

SERTÃO SOLAR BARREIRAS II

POTÊNCIA 455,00 MW (13 usinas de 35,00 MW)

BARREIRAS/BA

Março / 2019
SERTÃO SOLAR BARREIRAS II

PROJETO BÁSICO DO EMPREENDIMENTO

SUMÁRIO RCE

Apresentação 05
Objetivos e Justificativas do Empreendimento 05

1. Informações Gerais 06
1.1 Empresas Responsáveis 06
1.2 Localização e Acessos 07
2. Caracterização do Empreendimento 08
2.1 Informações Gerais do projeto 11
3.0 Engenharia de Projeto 14
3.1 Coordenadas Geográficas das USF 14
3.2 Disposição das Usinas Fotovoltaicas 14
3.3 Medições - Descrição dos métodos empregados, períodos e localização dos
pontos das medições 16
3.4 Caracterização do Potencial Solar Fotovoltaico 16
3.5 Especificação das Usinas Fotovoltaicas 17
4.0 SISTEMA DE CORRENTE CONTÍNUA DAS UFVs 19
4.1 Especificação dos Módulos Fotovoltaicos 19
4.2 Gerador Fotovoltaico 20
4.3 Estrutura de Suporte dos Módulos 20
4.4 Fundações para Estruturas de Montagem e Montagem Mecânica 22
4.5 Caixa de Junção dos Strings / Distribuição CC 23
4.6 Condutores e Encaminhamento de Condutores 23
4.7 Sistema SPDA, Aterramento e Equipotencialização do Gerador Fotov. 26
5.0 SISTEMA DE CORRENTE ALTERNADA EM BAIXA TENSÃO DAS USF 27
5.1 Especificação do Inversor 27
5.2 Ajuste dos Relés de Prot. e do Anti-ilhamento (“country settings”) do Inv. 28
5.3 Localização e Abrigo dos Inversores 33
5.4 Cabeamento de Baixa Tensão 33
5.5 Execução de Valas e Lançamento de Cabos 34
5.6 Proteção na Baixa Tensão 34
5.7 Alimentação dos Serviços Auxiliares 35

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6.0SISTEMA DE MÉDIA TENSÃO DAS USFs 35


6.1 Subestação Unitária 350 V / 34,5 kV 35
6.2 Cubículo de Média Tensão 37
6.3 Cabeamento de média tensão 34,5 kV 37
6.4 Execução de Valas e Lançamento de Cabos 39
7.0 TRABALHOS PREPARATIVOS R OBRAS CIVIS 39
7.1 Canteiro de Obras 39
7.2 Obras Civis 41
8.0 INSTALAÇÃO DE TRANSMISSÃO DE INTERESSE RESTRITO 42
8.1 Rede de média tensão em 34,5 kV 42
8.2 Subestação de elevação 34,5 kV / 230 kV 42
8.3 Linha de Transmissão 43
8.4 Sistema de Monitoramento e Controle da Usina com Acesso Remoto 43
8.5 Comissionamento da USF 46
9.0 AVALIAÇÃO DA PRODUÇÃO DE ENERGIA DA USF 47
10.0 ETAPAS DE IMPLANTAÇÃO DO EMP. E CRONOGRAMA 47
10.1 Cronograma de Implantação do Empreendimento 48
11.0 DIRETRIZES DE OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO 50
12.0 Memorial Fotográfico do Empreendimento 51

Anexos 58

SUMÁRIO FIGURAS

Figura 1 – Croqui de acesso ao Complexo Sertão Solar Barreiras II. 07


Figura 2 - Croqui de acesso à Central Solar 08
Figura 3 - Módulos Fotovoltaicos (estrutura fixa) para captação de radiação solar. 10
Figura 4 - Diagrama de operação para Projetos de Captação de Energia Solar 11
Figura 5 - Mapa do estado da Bahia, em destaque o município de Barreiras 12
Figura 6 - Disposição das Usinas Fotovoltaicas. 15
Figura 7 – Est. de mont. para sistemas montados a campo com micro estacas batidas 21
Figura 8 - Corte transversal das fileiras de arranjos de módulos 21
Figura 9 - Layout do Canteiro de Obras. 40

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Figura 10 – Placa na área destinada a Reserva Legal da Fazenda Vitória II. 51


Figura 11 - Aspecto geral da área de reserva legal da Fazenda Vitória II.. 51
Figura 12 – Divisa da Fazenda Vitória II e início da área de reserva legal. 52
Figura 13 – Final da área de reserva legal e início da área antrop. da Fazenda Vitória II. 52
Figura 14 - Área antrop. da Fazenda Vitória II que foi destinada ao plantio de eucalipto. 53
Figura 15 - Área antrop. da Fazenda Vitória II que foi destinada ao plantio de eucalipto. 53
Figura 16 - Área antrop. da Fazenda Vitória II que foi destinada ao plantio de eucalipto. 54
Figura 17 – Placa na área destinada a Reserva Legal da Fazenda Candeias III. 54
Figura 18 - Aspecto geral da área de reserva legal da Fazenda Candeias III. 55
Figura 19 - Área antrop. da Fazenda Candeias III que foi dest. ao plantio de eucalipto. 55
Figura 20 - Área antrop. da Fazenda Candeias III que foi dest. ao plantio de eucalipto. 56
Figura 21 – Detalhe da linha de transm. que passa no interior da Fazenda Candeias III.56
Figura 22 – Detalhe da linha de transm. que passa no interior da Fazenda Candeias III.57

SUMÁRIO QUADROS

Quadro 1 – Dados climatológicos do município de Barreiras 12


Quadro 2 - Resumo das carac. individuais de cada Usina Solar Fotovoltaica (UFV) 13
Quadro 3 - Coordenadas Geográficas Usinas Solares 14
Quadro 4 – Características do Módulo Fotovoltaico. 19
Quadro 5 – Características das Caixas de Junção dos Strings. 23
Quadro 6 – Características dos Inversores Fotovoltaicos 28
Quadro 7 – Características da rede e de qualidade de energia, requisitos para as
proteções. 29
Quadro 8 - Características dos Transformadores 36
Quadro 9 - Características dos Transformadores de Potência 34,5 / 230 kV 43
Quadro 10 - Etapas de Implantação da USF 47
Quadro 11 - Cronograma simplificado da implantação do Compexo Sertão Solar 49

SUMÁRIO TABELAS

Tabela 1 - Resumo Capacidade UFVs 17

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APRESENTAÇÃO

O Memorial Descritivo do Projeto Básico do Empreendimento visa subsidiar o


processo de Licença de Localização - LL para o Complexo Sertão Solar
Barreiras II, que terá produção de energia elétrica pelo processo de captação
de energia solar, apresentando capacidade de geração total de 455,00 MW
nominais (potência total usinas), sendo composto por 13 usinas (UFVs Sertão
Solar Barreiras VIII a XX), onde cada usina terá capacidade de geração de
35,00 MW nominais, a ser implantado na Serra da Bandeira, zona rural do
município de Barreiras, estado da Bahia, pertencente a empresa SERTÃO
BRASIL ENERGIA SOLAR EIRELI.

Este memorial técnico tem como objetivo apresentar informações básicas


sobre o Projeto Solar, focando pontos específicos, necessários para apreciação
e o entendimento adequado do empreendimento, por parte dos técnicos do
Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos – INEMA.

OBJETIVOS DO EMPREENDIMENTO E JUSTIFICATIVA

O objetivo do empreendimento é gerar eletricidade por captação solar de forma


limpa e sustentável, contribuindo no auxílio ao suprimento e confiabilidade
energética do Sistema Elétrico Nacional, bem como, promovendo a
comercialização dessa energia em leilões organizados pela Empresa de
Pesquisa Energética - EPE.

Este empreendimento justifica-se pelo elevado potencial de radiação solar da


região do oeste baiano. A energia solar é considerada uma energia limpa e de
baixo impacto ambiental. O projeto solar localizar-se-á próximo à subestação, o
que reduz o comprimento da linha de conexão. O empreendimento foi
desenvolvido com o objetivo de minimizar os impactos ambientais e de
maximizar a eficiência energética.
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1. INFORMAÇÕES GERAIS

1.1 EMPRESAS RESPONSÁVEIS

Empreendedor

Nome ou Razão Social – SERTÃO BRASIL ENERGIA SOLAR EIRELI-ME.


CNPJ/MF - 18.835.594/0001-16
Endereço – Av. Nossa Senhora da Penha nº 595, Santa Lúcia, Torre I, Sala
601, Vitória/ ES, CEP: 29.056-250.
Localização do empreendimento (distrito, município, UC)
Serra da Bandeira - Zona rural do município de Barreiras - Bahia
Nome(s) do(s) responsável (is) pelo Projeto, com endereço, telefone, fax e
e-mail
Contato: Antonio José Ramos Dias
e-mail: tomze@preservambiental.com.br
Celeular: (71) 98103-2294

Nome(s) do(s) responsável(is) pelo Estudo Ambiental, com endereço,


telefone, fax e e-mail

Empresa: PRESERV CONSULTORIA AMBIENTAL LTDA.


Representantes Legais - Antonio José Ramos Dias - (71) 98103-2294
Ernane Nelson Gusmão Filho - (71) 98103-2264
Luciano de Andrade Cunha - (71) 98187-5898
Avenida Santos Dumont, 4487, Km 3,5 Estrada do Coco – Shopping Passeio Norte,
Sala 223, Lauro de Freitas/BA - CEP 42.700-170 - Contato: (71) 3379-1413, inscrita
no CNPJ/MF sob n.º 03.649.036/0001-99
e-mail: ambiente@preservambiental.com.br - www.preservambiental.com.br

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1.2 LOCALIZAÇÃO E ACESSOS

O Complexo Sertão Solar Barreiras II localizar-se-á no oeste do estado do


Bahia, zona rural do município de Barreiras, a uma altitude média de 435
metros em relação ao nível do mar. Partindo do centro de Barreiras/BA pela
BA-020 sentido Luiz Eduardo Magalhães/BA, a 6,7 km entra a direita na
rodovia Barreiras/BA x Aeroporto, seguindo por esta a 3,4 km entra a esquerda
sentido Loteamento Cidade Alta, cheganda nos imóveis Fazendas Candeias III
e Vitória II com aproximadamente a 3,0 km do lado esquerdo da estrada. A
distância total de Barreiras ao imóvel é de aproximadamente 13,0 km.

Figura 1 – Croqui de acesso ao Complexo Sertão Solar Barreiras II.

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O local de implantação do projeto encontra-se a uma distância, aproximada, de


860 km de Salvador, capital do Estado. O caminho mais adequado é utilizar-se
da BR-324 durante um percurso de 100 km; em seguida, em direção oeste,
entra-se na BR-116. Após, aproximadamente, 70 km, segue pela BR-242, por
uma distância de 675 km. É na periferia da cidade que se localizam as áreas
de implantação do projeto Sertão Solar Barreiras.

Figura 2 - Croqui de acesso à Central Solar

2. CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO

A energia solar é fonte primária de diversas outras fontes de energia, tais como
hidráulica, biomassa, eólica, combustíveis fósseis e oceanos. A energia solar
total incidente na superfície terrestre depende de alguns fatores: nebulosidade,
umidade relativa do ar, latitude local e tempo (hora e dia do ano). Tais fatores
influenciam na duração solar do dia, que pode variar de 0 (zero) hora a 24
(vinte e quatro) horas, conforme a região e período do ano (Aneel, 2005).

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Segundo o Atlas Solarimétrico do Brasil (2000), a média anual de insolação


diária do Brasil pode variar de 8 (oito) a 4 (quatro) horas, conforme a região.
Ressalta‐se que, áreas da região Nordeste podem apresentar valores ainda
maiores.

Ainda, a energia solar, por sua vez, pode ser convertida em energia elétrica
com o auxílio de semicondutores que geram efeito fotovoltaico ou efeito
termoelétrico. O efeito termoelétrico é causado por uma diferença de potencial
diante do contato de dois materiais. No entanto, este não é o processo mais
utilizado devido ao baixo rendimento e alto custo dos materiais.

O efeito fotovoltaico, por outro lado, é gerado pela excitação de elétrons de


células solares ou fotovoltaicas, geralmente compostas de silício, diante da
incidência de radiação solar. A eficiência de conversão da energia solar em
energia elétrica pode chegar a 25%, o que depende da proporção da radiação
solar incidida nas células fotovoltaicas (Aneel, 2005).

O território brasileiro está localizado em sua maior parte na região inter‐tropical


e, consequentemente, apresenta grande disponibilidade de radiação solar
(MARTINS, et al., 2004). No Brasil, o aproveitamento da energia solar através
do aquecimento de água é mais comumente encontrado nas regiões Sul e
Sudeste, as quais apresentam condições climáticas mais propícias. Já o
processo de geração fotovoltaica de energia elétrica, realizada por meio de
células solares, é mais utilizado no Norte e Nordeste do país, em áreas
isoladas da rede elétrica (Aneel, 2005).

Uma usina fotovoltaica é composta, resumidamente, pelos módulos


fotovoltaicos, inversores de corrente contínua para corrente alternada,
estruturas metálicas e os demais elementos elétricos tradicionais de usinas de
energia em geral (transformadores, cabeamentos, proteções, etc). A seguir
descreve-se como a energia elétrica é produzida.

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Os módulos fotovoltaicos são os equipamentos que captam a radiação solar e


realizam a conversão desta energia primária em energia elétrica. Os módulos
são compostos geralmente de 60 ou 72 células fotovoltaicas que por sua vez
são compostas de silício como elemento semicondutor, que é enriquecido no
nível de pureza necessário para realizar a conversão energética. A energia
gerada pelos módulos é produzida em corrente contínua.

Os módulos são inseridos em estruturas metálicas que são fixadas ao solo


através de estaqueamento simples, e ficam a uma altura, aproximada, de 1,6 m
acima do solo. Estas estruturas são inclinadas para que a captação da
radiação solar pelos módulos seja mais eficiente. Estas estruturas podem ser
fixas, ou podem ter rastreadores mecânicos que acompanham o movimento do
sol. No caso do presente projeto, utilizaremos estruturas fixas. A figura, a
seguir, exemplifica a usina anteriormente descrita.

Figura 3 - Módulos Fotovoltaicos (estrutura fixa) para captação de radiação solar.

Como a energia gerada pelos módulos fotovoltaicos é realizada em corrente


contínua, faz-se necessário adequá-la para corrente alternada, e por este
motivo, a mesma é conduzida pelos cabeamentos para o inversor, que além de
realizar esta conversão, também realizam otimizações elétricas, aperfeiçoando
a produção dos módulos.

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A partir do inversor a energia é conduzida para um transformador que irá elevar


a tensão da mesma para um padrão adequado ao da linha de transmissão que
irá ser conectada à subestação. A partir da subestação a energia será
distribuída para o setor elétrico brasileiro pelo Sistema Integrado Nacional -
SIN. O diagrama de blocos, a seguir, exemplifica o texto anteriormente
descrito.

Figura 4 - Diagrama de operação para Projetos de Captação de Energia Solar

2.1 Informações gerais do projeto apresentando o tamanho da área


(hectares), caracterizando as instalações físicas a serem implantadas, a
quantidade e o tipo de equipamento a ser instalado; a altura e tamanho, o
diâmetro de sua base, a potência de cada módulo e a potência total do
parque em MW, bem como, descritivo da estrutura dos módulos
fotovoltáicos, tecnologia, montagem e manutenção

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O projeto será realizado pela empresa SERTÃO BRASIL ENERGIA SOLAR


EIRELI-ME, sendo responsável pela concepção e desenvolvimento do projeto
do Complexo Sertão Solar Barreiras II.

O empreendimento localizar-se-á numa das regiões mais privilegiadas do


Estado em termos de potencial solar, conforme referenciado no Atlas
Solarimétrico do Brasil (2000). Os terrenos a serem ocupados pelo projeto solar
estendem-se sobre uma região de baixa densidade populacional, onde a
vegetação predominante é secundária em estágio inicial de regeneração.

Figura 5 - Mapa do estado da Bahia, em destaque o município de Barreiras

Quadro 1 – Dados climatológicos do município de Barreiras

Dados climatológicos para Barreiras


Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima registrada (°C) 37,2 37,8 36,6 38,2 36,4 36,3 36,4 38,7 39,9 40,5 40,3 39,3 40,5
Temperatura máxima média (°C) 31,1 31,3 31,1 31,2 31,6 31,4 31,7 33,3 34,6 33,8 31,9 31 32
Temperatura média (°C) 24,7 24,7 24,5 24,4 23,4 22 21,9 23,6 25,9 26,4 25,3 24,6 24,3
Temperatura mínima média (°C) 20 20,1 19,8 19,5 17,4 15 13,6 14,1 17,4 20,3 20,3 19,9 18,1

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Temperatura mínima registrada (°C) 13,7 15,8 15,4 13,1 10,4 8 8 6,8 9,7 12,8 15,2 11,8 6,8
Chuva (mm) 205,4 172,4 150,5 91,4 23,1 2,5 1,2 1,5 20,1 93,6 192,9 185,4 1.140,1
Dias de chuva 12 11 11 9 3 1 0 0 2 8 12 12 81
Umidade relativa (%) 77,5 78,5 79,9 76,2 71,9 65,2 58,7 50,3 47,1 60,7 70,8 77 67,8
Horas de sol 199,9 186,7 206,1 212,8 253,4 255,3 280,7 286,2 243,9 213,9 188,6 192,8 2.719,6
23 24 25 19 26 27 28
Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (médias climatológicas: período de 1961 a 1990; recordes de temperatura:
29 30
1961 a 2013).

O Projeto completo é constituído por 13 usinas solares, cada uma com um total
de 35,00 MW, compostas por 91.840 módulos fotovoltáicos de 400 watts pico,
cada, apresentando uma potência nominal total de 455,00 MW. Tais usinas
serão denominadas de Centrais Geradoras Fotovoltaicas UFV SERTÃO
SOLAR VIII a XX.

Quadro 2 - Resumo das características individuais de cada Usina Solar Fotovoltaica


(UFV)

Característica Unidade USF


Tecnologia MWp Silício cristalino
Soma da potência de pico dos
MWp 36,735
módulos
Quantidade de inversores/arranjos Un. 28
Potência de cada inversor kW 1250
Potência instalada total dos inversores MW 35,00
Potência Máxima a ser injetada MW 35,00

A potência total dos inversores perfaz 35,00 MW. Os módulos fotovoltáicos


serão da fabricante Canadian, e são da tecnologia de silício cristalino, sendo
mais comumente utilizada em todo o mundo.

A área total abrangida pelo complexo solar é de aproximadamente 1200


hectares. A área total das propriedades Fazenda Candeias III e Vitória II é de
1.988,64 hectares, sendo 396,30 hectares (20%) destinados a reserva legal
dos imóveis.

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3.0 ENGENHARIA DE PROJETO

3.1 Coordenadas Geográficas das USF

A tabela a seguir apresenta coordenadas geográficas dentro das áreas


consideradas para cada Usina Solar Fotovoltaica do Complexo, individualizado
no memorial descritivo respectivo.

Quadro 3 - Coordenadas Geográficas Usinas Solares


LADOS COORDENADAS (UTM) COORDENADAS GEOGRÁFICAS
AZIMUTES DISTÂNCIA (m)
VÉRTICES Zona E (metros) N (metros) Latitude Longitude
Ponto 1 144°30'7.15" 4276.7192 23L 489984.99 8670713.71 12° 1'28.91"S 45° 5'31.23"O
Ponto 2 142°4'51.24" 798.2236 23L 492468.37 8667231.88 12° 3'22.29"S 45° 4'9.12"O
Ponto 3 212°35'12.1" 1496.5776 23L 492958.70 8666602.01 12° 3'42.80"S 45° 3'52.91"O
Ponto 4 269°10'41" 2159.7442 23L 492152.36 8665341.23 12° 4'23.84"S 45° 4'19.59"O
Ponto 6 340°30'3.4" 799.4957 23L 489992.83 8665310.93 12° 4'24.80"S 45° 5'31.03"O
Ponto 7 340°29'26.7" 976.5726 23L 489725.58 8666064.44 12° 4'0.27"S 45° 5'39.86"O
Ponto 8 345°18'8.7" 3346.4913 23L 489399.14 8666984.83 12° 3'30.30"S 45° 5'50.65"O
Ponto 9 71°3'46.41" 1516.7335 23L 488550.22 8670221.86 12° 1'44.91"S 45° 6'18.69"O
Ponto 5 90°00'00" 1010.8018 23L 490736.38 8666064.44 12° 4'0.28"S 45° 5'6.43"O

3.2 Disposição das Usinas Fotovoltaicas

Na figura, a seguir, aparecem destacadas cada uma das áreas


correspondentes as usinas fotovoltaicas consideradas dentro da área do
empreendimento.

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Figura 6 - Disposição das Usinas Fotovoltaicas.

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3.3 Medições - Descrição dos métodos empregados, períodos e


localização dos pontos das medições

Recomenda-se que a coleta de dados referentes à medição da radiação solar


média (kWh/m2/dia ou HSP) e identificação de outras variáveis, se estenda por
um período de um ano. Apesar da recomendação de dados de medicao in loco,
podem ser utilizados como alternativa dados de satélite, estando este
procedimento de acordo com as exigências da ANEEL e EPE, segundo o
documento “Expansão da Geração - Empreendimentos Fotovoltaicos:
Instruções para Solicitação de Cadastramento e Habilitação Técnica com vistas
à participação nos Leilões de Energia”, publicada em 5 de fevereiro de 2014.
Disponível em
http://www.epe.gov.br/leiloes/Documents/Leil%C3%B5es%202014/EPE-DEE-
RE-065_2013-r1_UFV.pdf

No presente projeto, optamos por utilizar a base de dados de satélite, que por
sua vez, conta com mais de 15 anos de medição de dados.

3.4 Caracterização do Potencial Solar Fotovoltaico

a) Radiação solar diária média mensal (kWh/m2/dia ou HSP)

MÊS JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ ANO
Radiação
solar diária
5,46 5,5 5,21 5,34 5,26 5,33 5,53 6,01 6,12 5,6 5,19 5,08 5,46
média mensal
2
(kWh/m /dia)

b) Temperatura ambiente média mensal (oC)

MÊS JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ ANO
Temperatura média (°C) 24,7 24,7 24,5 24,4 23,4 22 21,9 23,6 25,9 26,4 25,3 24,6 24,3

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c) Velocidade do vento média mensal a 10 m (m/s)

MÊS JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ ANO
Velocidade do vento
média mensal a 10 3,0 3,3 3,0 3,1 3,1 3,0 3,2 3,1 3,1 3,2 3,1 3,0 3,1
m (m/s)

3.5 Especificação das Usinas Fotovoltaicas

As USFs consideradas apresentam todas a mesma capacidade e mesmo


número dos principais componentes (módulos, Salas Elétricas e inversores).

As Usinas Sertão Solar Barreiras VIII a XX contaram com uma potência de


29,3888 MWp e serão compostas por 91.840 módulos fotovoltaicos de silício
policristalino de 400 Wp do fabricante Canadian.

A usina será formada por chamados subcampos de geração. Haverá 14


arranjos com 02 inversores.

Cada inversor de 1250kW estará recebendo a geração de 3280 módulos


fotovoltaicos de 400 W.

Item Característica Unidade


Potência nominal de cada inversor 1250 kW
Quantidade de Inversores (Arranjos) 28 #
Potência nominal total 35 MW
Potência de cada módulo 400 Watts pico
Quantidade de Módulos 91.840 #
Potência Pico Instalada 29.3888 MW pico

Tabela -1 - Resumo Capacidade UFVs

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As áreas das usinas serão fechadas com cerca perimetral de arame trançado
com altura mínima de 2,5 m com portão de acesso de 5,0 m de largura.
Previamente ao início dos trabalhos de instalação, e para facilitar o transporte
de equipamentos e materiais, serão adequadas às vias de acesso.

Todas as Usinas contarão também com Sistema de Aquisição e Análise de


Dados (SAAD) para medição das principais grandezas elétricas e
meteorológicas, afim de determinar o desempenho real do sistema e facilitar as
tarefas de operação e manutenção. As principais medições estarão disponíveis
para acesso remoto.

Os inversores serão instalados em salas elétricas de dimensões mínimas 13 m


x 2,7 m x 2,8 m, em área anexa aos subsistemas geradores a eles conectados
de forma a minimizar o cabeamento e perdas no lado CC. Cada Sala Elétrica
abrigará:

Cada Sala elétrica abrigará:


 Dois inversores de 1250 kW;
 SCADA do subsistema;
 Serviços Auxiliares para monitoramento, inversores, iluminação e outros
consumos do subsistema;
 Proteções e seccionamento de circuitos CC e CA;
 Transformador de geração de 2.000 kVA;
 Transformador de Serviços Auxiliares.

O ponto de conexão da usina será no barramento de 230 kV da subestação


Barreiras 2, pertencente à São Pedro Transmissora.

Todos os equipamentos, materiais, procedimentos e soluções atenderão às


normas nacionais e internacionais envolvidas.

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4.0 SISTEMA DE CORRENTE CONTÍNUA DAS UFVs

4.1 Especificação dos Módulos Fotovoltaicos

Foram considerados módulos de silício cristalino de 72 células. A tecnologia de


silício cristalino (mono ou poli) é a de maior penetração no mercado e
apresenta as maiores eficiências entre as tecnologias dominantes.

Em todas as Usinas Fotovoltaicas projetadas serão utilizados módulos


fotovoltaicos (FV) de silício poli-cristalino com potência nominal (em condições
padrões de ensaio) de 400 Wp com 72 células por módulo. As características
técnicas dos módulos são apresentadas no quadro a seguir. Cabe ressaltar
que a escolha do fabricante do módulo, bem como suas características
elétricas e mecânicas estão sujeitas a alterações.

Quadro 4 – Características do Módulo Fotovoltaico.

Item Característica

Tipo de Célula Silício poli-cristalino

Número de Células 144 [2x(12x6)]

Tensão na potência máxima 38,70 V

Corrente na potência máxima 10,34 A

Tensão de Circuito aberto 47,20 V

Corrente de curto circuito 10,90 A

Potência Nominal 400 Wp

Eficiência dos módulos 18,11%

Tensão máxima do sistema 1000 V

Coeficiente de temperatura na potência máxima -0.41 %/ C

Coeficiente de temperatura da tensão em circ. aberto -0.31 %/ C

Coeficiente de temperatura da corrente em curto circuito 0.053 %/ C

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Item Característica

Tipo de Célula Silício poli-cristalino

Número de Células 144 [2x(12x6)]

Comprimento 2108 mm

Largura 1048 mm

Espessura 40 mm

Superfície de Área Bruta 1,919 m²

Peso 24,9 kg

4.2 Gerador Fotovoltaico

As USFs terão a mesma quantidade de mesas, módulos, inversores e


transformadores. O gerador fotovoltaico (FV) de cada USF será dividido em 28
arranjos, onde cada arranjo será conectado a um inversor. Os arranjos por sua
vez serão fisicamente divididos em mesas fotovoltaicas. A mesa fotovoltaica é
o conjunto físico de módulos montados sobre uma estrutura.

4.3 Estrutura de Suporte dos Módulos

Os módulos fotovoltaicos serão montados em estruturas metálicas (“mesas


fotovoltaicas”) compostas por perfis de aço e ou alumínio. As mesas são
organizadas em fileiras paralelas, orientadas na direção norte sul com
rastreamento do movimento solar da direção lest-oeste.

As mesas rastreadoras terão um número de 80 módulos sendo organizados em


“strings”. Cada “string” terá 20 módulos em série e cada mesa terá 04 strings.
Cada arranjo terá 164 strings em sua formação. Mudanças neste arranjo
mínimo podem ocorrer ao longo do detalhamento executivo.

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Os módulos estarão acondicionados em estruturas seguidoras solar de 01 eixo.


As mesas terão suas amplitudes de angulação de -60 a + 60 graus.

Figura 7 - Estrutura de montagem para sistemas montados a campo com micro estacas
batidas.

Abaixo o desenho da seção das estruturas onde serão instalados os módulos.


A distância entre as fileiras será de 10m.

Figura 8 - Corte transversal das fileiras de arranjos de módulos.

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4.4 Fundações para Estruturas de Montagem e Montagem


Mecânica

Estrutura de Suporte dos Módulos

Os módulos fotovoltaicos serão montados em estruturas metálicas (“mesas


fotovoltaicas”) compostas por perfis de aço galvanizados e/ou de alumínio com
grampos em alumínio ou aço inox para evitar qualquer corrosão de contato
entre o módulo e o perfil de aço. Todos os materiais utilizados e o projeto da
estrutura serão conforme as normas relevantes da ABNT ou, na sua ausência,
as normas internacionais aplicáveis.

Fundação para Estruturas de Suporte dos Módulos

A fundação das estruturas será realizada por perfis de aço cravadas em solo os
quais reúnem a função de fundação e pilar em único elemento estrutural. O
dimensionamento será conforme as normas aplicáveis para estacas cravadas
em solo consideradas as cargas permanentes e variáveis, a resistência
mecânica do solo e a corrosão das estacas.

As estacas serão cravadas em solo até profundidades de 1,2 m – 2,5 m,


conforme a carga de vento e resistência do terreno. O processo de fincado será
realizado por um equipamento bate-estaca desenvolvido especificamente para
a construção de plantas fotovoltaicas em solo. A máquina bate-estacas deverá
contar com capacidade de inserir estacas de um comprimento total de até 4m.

A operação da maquinaria será realizada por equipe treinada e com


experiência em montagem de estruturas de sistemas fotovoltaicos. O
dimensionamento final da fundação e do revestimento da superfície necessária
será realizado na base de dados da análise mecânica e química do solo no
local, considerando a corrosividade do solo e a tração de extração das estacas
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(perfis de aço). Deverão ser realizados alguns estaqueamentos de teste nos


diferentes tipos de solo na área do local com os perfis a serem usados nas
estruturas suporte. Serão medidos os esforços horizontais e verticais sobre as
estacas inseridas em profundidade variada. Tais ensaios determinarão também
a profundidade

4.5 Caixa de Junção dos Strings / Distribuição CC

As características da caixa de junção estão apresentadas na tabela abaixo. A


cada caixa de junção são associadas 3 ou 4 mesas fotovoltaicas para compor
18 ou 24 strings respectivamente.

Item Característica

Tensão máxima de Entrada 1000 V

Máxima corrente de entrada 250 A

Número de strings 24 / 18

Chave de seccionamento sobrecarga Sim

Dispositivo de proteção contra surtos (DPS) Tipo 2

Monitoramento de corrente Sim

Fusíveis strings 15 A

Proteção contra sólidos‐líquidos IP 57

Resistência à intempérie e irradiação Sim

Classe de proteção II – isolamento duplo

Quadro 5 – Características das Caixas de Junção dos Strings.

4.6 Condutores e Encaminhamento de Condutores

Cabo de String

Para a conexão de um string de módulos fotovoltaicos à caixa de junção de


strings, se utilizará um cabo especial, com isolamento duplo, unipolar e

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resistente aos raios ultravioletas (UV) e às intempéries. Este cabo resiste á


temperaturas entre - 5°C e 120°C, conforme especificações da norma UL47031
e requisitos do TÜV 2 Pfg 1169/08.20072. A seção transversal será no mínimo
de 6 mm², pudendo ser também de 10 mm² conforme a queda de tensão e as
perdas ôhmicas DC projetadas.

Para o passo entre fileiras de estruturas, estes cabos serão encaminhados por
terra, protegidos por eletrodutos de PEHD corrugados, com diâmetro interno de
60mm. Para passo na mesma mesa, os cabos poderão ir abraçados
diretamente as vigas suporte com elementos de fixação resistentes à
intempérie.

Entre a caixa de junção e o ponto de entrada em terra, os cabos serão


protegidos contra impactos mecânicos por dutos de proteção que resistam à
alta compressão e médio estresse de impacto, resistente a raios UV e às
intempéries.

Para uma proteção adicional contra a radiação dos raios ultravioleta (UV) os
cabos strings poderão ser conduzidos através de tubo ou bandeja de proteção
nas transições das estruturas adjacentes.

Conectores de string e do módulo

Todas as conexões elétricas entre os módulos e a caixa de junção serão feitas


por conectores do tipo Multicontact© MC ou conector com trava similar, com
encaixe IP 67. Os conectores utilizados serão sempre do mesmo modelo e
fabricante.

1
Underwriter Laboratories (UL) standard “Photovoltaic Wire: single‐conductor, insulated and integrally
or non‐integrally jacketed, sunlight resistant, photovoltaic wire for interconnection wiring of grounded
and ungrounded photovoltaic power systems”.
2
TÜV Rheinland product specification for photovoltaic cables.
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Cabos CC secundários

Os cabos de CC que conectam a caixa de junção de strings aos inversores


serão unipolares, isolação XLPE 1kV, com isolamento duplo, condutor de cobre
de até 240 mm² de secção de forma a evitar quedas de tensão máximas na
parte DC superiores a 1,0%. Poderão ser escolhidos critérios de
dimensionamento mais restritivos.

O encaminhamento dos cabos será feito por baixo dos módulos e fixados nas
mesas, acomodados em eletrocalhas. Quando houver travessias de acessos
(espaços entre as fileiras de módulos), o encaminhamento dos cabos será feito
através de valas subterrâneas, sob os seguintes critérios de instalação:
 Instalação a 0,7 m de profundidade para cabos de corrente contínua em
até 1000V, não situados em travessias de vias acessíveis a veículos;

 Instalação a 1,0 m de profundidade para cabos de corrente contínua em


até 1000V, situados em travessias de vias acessíveis a veículos ou
numa zona de até 0,5m de proximidade a estas vias.

Essas profundidades podem ser reduzidas em terreno rochoso ou quando os


cabos estiverem protegidos, por exemplo, por eletrodutos que suportem sem
danos as influências externas presentes. Deverá ser mantido afastamento
mínimo de 0,20m em caso de cruzamentos com outras linhas elétricas.’

Chaves seccionadoras e fusíveis na entrada dos inversores

De acordo com a corrente de curto circuito e da ampacidade dos condutores,


serão instalados fusíveis para os pólos positivos de cada um dos circuitos
secundários CC que integram o barramento de entrada CC do inversor. Estes
fusíveis serão do tipo NH2 gR para 1000V e 300A. Na entrada de CC dos
inversores existirão chaves seccionadoras para manutenção, já embutidas nos
inversores.
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4.7 Sistema SPDA, Aterramento e Equipotencialização do


Gerador Fotovoltaico

SPDA do arranjo fotovoltaico

O nível ceráunico da localidade é relativamente baixo (conforme ABNT-NBR


5419:2001 o número é de 10 – 20 dias com trovoadas por ano,
correspondendo a uma densidade de raios de 0,7 – 1,7 por km² e ano) o que
torna o SPDA para as mesas com os módulos fotovoltaicos dispensáveis.
Conseqüentemente, não é prevista uma proteção externa contra descargas
atmosféricas (SPDA) para o arranjo fotovoltaico.

DPS (Dispositivo de Proteção contra Surtos)

A proteção interna da planta será composta por DPS do tipo 23 instalado na


caixa de junção dos strings e na entrada CC do inversor (integrado no inversor
central ou no barramento de junção dos cabos CC secundários).

Ligação equipotencial e aterramento

A ligação equipotencial do gerador fotovoltaico será realizada através da


interligação subterrânea de todas as mesas fotovoltaicas. O conjunto de mesas
será interligado à barra equipotencial na caixa de junção dos strings, que por
sua vez será interligada à malha de terra do gerador fotovoltaico, através de
um condutor de cobre, conforme a NBR14039.

Todos os elementos metálicos (incluindo as molduras dos módulos


fotovoltaicos) deverão ser interligados à estrutura metálica de aterramento
fixada nos pontos previstos da esquadria ou por montagem de pinças ou
grampos específicos.

3
IEC 61643‐11:2011
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5.0 SISTEMA DE CORRENTE ALTERNADA EM BAIXA TENSÃO DAS USF

5.1 Especificação do Inversor

As USFs serão divididas em 28 arranjos cada uma. Cada arranjo estará


conectado a um inversor do tipo centralizado, de 1250 kW de potência nominal.
A potência nominal de saída de todos os inversores de cada Usina será de 35
MW.

Cada par de inversores será ligado a um transformador elevador de 380 V /


34,5 kV. Este transformador possuirá dois enrolamentos de BT em 380V e um
secundário em 34,5 kV.

Os inversores atenderão aos requisitos definidos para ligação à rede, que


englobarão:
 Controle Potência ativa
 Controle Fator de Potência (FP)
 Capacidade de curto circuito
 Proteções especificadas no PRODIST e Normas Particulares da
Companhia Distribuidora.

Os inversores serão equipados com uma interface apropriada que permita a


interligação com o sistema de controle e monitoramento. Este sistema SCADA
controlará a potência de saída para que não seja ultrapassada a potência ativa
de 30 MW.

O quadro a seguir resume as características do inversor centralizado utilizado


para o projeto.

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Item Característica

Tipo de inversor Central trifásico



Potência máxima AC 1250 kVA (25 C)

Tensão de saída 3 fases, 350V, 50/60 Hz

Faixa de tensão MPP 600‐850 V

Tensão máxima CC 1100 V

Distorção harmônica total (DHT) < 3% (na potência nominal)

Eficiência máxima / eficiência ponderada européia (mín VDC) 98,8% / 98,6%

Grau de proteção sólidos‐líquidos IP 20 para instalação abrigada

Comprimento x Altura x Espessura 3630 x 2130 x 708 mm³

Peso 2.320 kg

Quadro 6 – Características dos Inversores Fotovoltaicos

5.2 Ajuste dos Relés de Proteção e do Anti-ilhamento (“country settings”)


do Inversor

Os relés de proteção do inversor são ajustados conforme as normas e


eventuais requisitos do operador da rede, neste caso da ONS.

Requisitos de proteções e seus ajustes em inversores conectados a rede


elétrica conforme as normas Brasileiras:
 ABNT-NBR 16149:2013 “Sistemas fotovoltaicos (FV) – características da
interface de conexão com a rede de distribuição elétrica”
 ABNT-NBR 16150:2013 “Sistemas fotovoltaicos (FV) – características da
interface de conexão com a rede de distribuição elétrica –
Procedimentos de ensaio de conformidade”
 ABNT-NBR-IEC 62116:2012 “Procedimento de ensaio de anti-ilhamento
para inversores de sistemas fotovoltaicos conectados à rede elétrica”

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Quadro 7 – Características da rede e de qualidade de energia, requisitos para as


proteções.

Características da rede e de qualidade de energia, requisitos para as proteções.

Item / caso Critérios Ajuste / requisitos

Freqüência nominal 60 Hz

De acordo com PRODIST:


Sistemas trifásicos:
Tensões de rede e
Padrão de níveis de 220/127 V
freqüência.
tensão 380/220 V
Sistemas de fases separadas:
230/115
220/110

Proteção de injeção Somente para Se ICC > 0,5%*In


de componente CC inversores sem
na rede elétrica separação galvânica Tempo de acionamento da proteção 1s

Taxa de Distorção Harmônicas


Limite de distorção
Harmônica

Distorção total de
< 5%
corrente

Harmônicas ímpares 3º a 9º < 4,0 %


de corrente
11º a 15º < 2,0 %

17º a 21º < 1,5 %

23º a 33º < 0,6 %

Harmônicas pares 2º a 8º < 1,0 %


de corrente
10º a 32º < 0,5 %

A potência ativa do inversor é > 20% da potência


Aplica‐se quando nominal

O tempo de reação após a mudança da potência ativa é


de 10s
Fator de potência e
Para sistemas com FP = 1 com tolerância de 0,98 indutivo e 0,98 capacitivo
controle de fator de
Pnom ≤ 3kW
potência
Controle local: O inversor tem de cumprir uma das duas
opções:
Para sistemas com FP = 1, com tolerância de 0,98 indutivo até 0,98
capacitivo

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Características da rede e de qualidade de energia, requisitos para as proteções.

Item / caso Critérios Ajuste / requisitos


3 kW < Pnom ≤ 6kW Ajuste de FP de 0,95 indutivo até 0,95 capacitivo, de
acordo com a Figura (1) abaixo.
FP
0,95/0,90

20 % 50 %
1 P/PNOMINAL
A B

0,95/0,90 C

Figura (1)

O operador de rede pode proporcionar uma curva


diferente, definindo os pontos A, B e C.
A curva ilustrada acima deve ser ativada somente
quando a tensão da rede exceder a tensão de ativação,
valor ajustável entre 100% e 110% da tensão nominal da
rede, com valor padrão em 104% ajustado em fábrica.

A curva‐padrão só dever ser desabilitada quando a


tensão da rede retroceder para um valor abaixo da
tensão de desativação, valor ajustável entre 90% e 100%
da tensão nominal da rede, com valor padrão em 100%
ajustado em fábrica.

Controle local: O inversor tem de cumprir uma das duas


opções:
Para sistemas com FP = 1 com tolerância de trabalho na faixa entre 0,98
potência nominal > indutivo a 0,98 capacitivo. O inversor deve apresentar a
6kW opção de operar de acordo com a Figura 1 e com FP
ajustável de 0,90 indutivo a 0,90 capacitivo.

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Características da rede e de qualidade de energia, requisitos para as proteções.

Item / caso Critérios Ajuste / requisitos


Controle da potência reativa (VAr), como na Figura 2
abaixo.

P/PN

100 %

INDUTIVO CAPACITIVO

-43,58 % -20 % 0 +20 % +43,58 %


Q/PN
(-QMín) (+QMáx)

Figura (2)

Proteção de 0,8 p.u.


sobtensão Tempo máximo de desligamento 0,4 s

Proteção de 1,1 p.u.


sobretensão Tempo máximo de desligamento 0,2 s

Proteção de 57,5 Hz
sobfreqüência Tempo máximo de desligamento 0,2 s

Proteção de sobre‐ 62,0 Hz


Variação de tensão freqüência Tempo máximo de desligamento 0,2 s
e freqüência
De acordo com a equação:
∆P=[f_rede‐(f_nominal )+0,5]xR
onde R é a taxa de redução desejada (em % / Hz) e ajustado
para:
‐40 % / Hz
Ilustração gráfica:
Redução de
potência ativa
60 < f < 62

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Características da rede e de qualidade de energia, requisitos para as proteções.

Item / caso Critérios Ajuste / requisitos

PM é potência entregue quando f excede 60,5 Hz.


Quando a f diminui, P deve ser mantida no
valor 59,95 Hz ≤ f ≤ 60,05 Hz por pelo menos 300 s.
Após 300s com 59,95 Hz ≤ f ≤ 60,05 Hz, P
pode ser restaurada.

De acordo com ABNT Desconexão após a perda da rede em <2s.


Proteção anti‐ IEC 62116
ilhamento Reconexão após a normalização ≥ 300s (o mesmo que
IEC 62116)

Reconexão após a Reconexão apenas quando a freqüência está dentro da


Reconexão normalização da faixa: 59,9Hz ‐ 60,1Hz.
rede O tempo de religamento ajustável na faixa de 20 s – 300
s (sem padrão especificado)

Todos os Capacidade de parar a produção de energia no comando


sistemas FV: remoto até 1 min
desconectados

Sistemas Comando externo com passos de amplitude máxima =


fotovoltaicos com 10% *Pn
potência nominal> 6 Tempo de resposta <1min
kW: Precisão de ± 2,5% * Pn
Controle externo / controle de potência
remoto ativa

Para sistemas FV Controle dentro dos limites de controle de potência


com potência reativa local.
nominal > 6 kW: O tempo de resposta <10 seg
controle de potência Precisão de ± 2,5% * Pn
reativa

Capacidade de Para sistemas com Recuperação de potência ativa / reativa até 200ms após
faltas na rede P≥6kW recuperação da tensão da rede pelo menos = 80%*Vn

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5.3 Localização e Abrigo dos Inversores

As casas de comando serão localizadas ao lado de cada arranjo fotovoltaico


conforme o desenho do arranjo geral de cada USF apresentado nos Anexo II.
Como a classificação IP dos inversores não permite sua instalação externa,
eles serão abrigados em uma casa de comando. Essa casa abriga dois
inversores e todos os equipamentos de proteção e chaveamento em BT. A
casa de comando terá um aterramento dimensionado conforme as prescrições
da ABNT NBR 15751 – Aterramento em subestações.

5.4 Cabeamento de Baixa Tensão

Os condutores dimensionados devem atender a norma NBR 5410 –


Instalações Elétricas de Baixa Tensão – observando-se os requisitos exigidos
no projeto. A perda energética originária dos condutores do circuito CA deve
ser inferior ou igual a 1%. Deve-se garantir que a impedância da rede, vista dos
terminais dos inversores, se mantenha igual ou inferior a 1,25Ω, a fim de se
evitar a perda da proteção anti-ilhamento dos inversores.

Todas as condições citadas foram levadas em consideração para o projeto


Básico.

Normas Gerais:
 NBR 5410/2004 - Aplica-se às instalações elétricas de baixa tensão.
 NBR 15920:2011 - Trata dos cabos elétricos: Cálculo da corrente
nominal; Condições de operação; Otimização econômica das seções
dos cabos de potência.
 NBR NM 280:2011 - Condutores de cabos isolados (IEC 60228, MOD)
 NBR 11301:90 - Aplica-se ao cálculo da capacidade de condução de
corrente de cabos isolados em regime permanente (fator de carga
100%).

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 NBR 8662:84 - Aplica-se à identificação por cores de condutores


elétricos nus e isolados.
 NBR 9311:86 - Trata da designação dos cabos elétricos isolados –
designação.

O projeto prevê a instalação de cabos de BT somente em trechos curtos e


ambientes internos da sala dos inversores até a sala de transformação
350 V/34,5 kV. Serão utilizados cabos de cobre com isolamento duplo e
características conforme as normas ABNT-NBR 5410 e ABNT NBR
15977:2011 (Cabo flexível, isolado com borracha etilenopropileno coberto com
PVC) para as instalações internas. Estes cabos possuirão condutor em
Alumínio, sendo 3 condutores por fase, e cada um deles com secção de
400mm². Todos os cabos de BT entre inversor e a entrada dos transformadores
serão encaminhados através de eletrodutos ou por eletrocalhas.

5.5 Execução de Valas e Lançamento de Cabos

Serão abertas valas para os condutores de corrente contínua e média tensão.

A profundidade das valas varia entre 0,31m e 0,95, e a largura será de 0,4 m.
Após o lançamento dos cabos essas valas serão fechadas e preenchidas com
o material extraído do solo.

5.6 Proteção na Baixa Tensão

As proteções na saída de baixa tensão dos inversores e a proteção dos


condutores serão feitas através de dispositivos de proteção contra surtos –
DPS para correntes alternadas, tipo 2, com corrente nominal de 50kA e tensão
nominal de atuação para 1kV.

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5.7 Alimentação dos Serviços Auxiliares

Um sistema de alimentação auxiliar com transformador separado e no-break


garantirá a operação do sistema de controle, monitoramento e comunicação
(do inversor e dos demais componentes), durante uma falha ou
indisponibilidade na rede.

6.0 SISTEMA DE MÉDIA TENSÃO DAS USFs

Em cada USF haverá 14 Subestações Unitárias (SE) anexas as Salas Elétricas


de inversores e interligadas entre si nos circuitos internos de média tensão, por
meio do cabeamento primário de média tensão. A quantidade destes circuitos
internos de média tensão varia entre as USFs, assim como a quantidade de
subestações unitárias agrupadas por circuito.

Por sua vez, os circuitos internos de cada USF serão associados entre si no
respectivo Cubículo de Média Tensão de cada USF e, a partir deste cubículo,
será feita a interligação com a Subestação Elevadora através do cabeamento
secundário de média tensão.

O cubículo de média tensão de cada USF estará incorporado a uma das


Subestações Unitárias, estrategicamente localizado no ponto de maior
proximidade à Subestação Elevadora (ver Anexos).

6.1 Subestação Unitária 350 V / 34,5 kV

A subestação unitária será constituída por um transformador de elevação 350V


/ 34,5kV, 2 MVA com dois enrolamentos de BT. Em cada enrolamento está
conectada a saída de um inversor de 875 kW.

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 Transformadores 350 V / 34,5 kV

Cada SE terá um transformador elevador de 350 V para 34,5 kV instalado junto


aos inversores. O transformador será do tipo seco, para minimizar os custos
com manutenção e instalação. O transformador terá as características
descritas na Tabela 6-1.

Quadro 8 - Características dos Transformadores

Item Características

Elevador, trifásico a seco, encapsulado em


Tipo de transformador
resina epóxi sob vácuo;

Classe de tensão 35 kV;

Potência nominal: 2000 kVA;

Tensão primária nominal F‐F/F‐N 350/202 V;

Ligação primária 1 Delta;

Ligação primária 2 Delta;

Ligação Secundária Estrela Aterrada

Tensão secundária 34,5 kV;

Freqüência 60 Hz;

Grau de proteção contra intrusão IP 00 para instalação abrigada

Perda de magnetização do núcleo (perda em vazio) ≤ 0,4% da potência nominal

Perdas devido à indução e perdas ôhmicas (perdas variáveis) ≤ 1,4% da potência atual

 Pára-raios para Proteção contra Surtos de Descargas Atmosféricas

Na entrada de média tensão da subestação são previstos pára-raios de linha


(supressores de surtos) do tipo 1 (impacto direto)4 em cada fase e no condutor
neutro.

4
IEC 61643‐11:2011
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 SPDA da SE unitária e Casa de Comando

Conforme a norma ABNT-NBR 5419 as subestações serão equipadas com o


Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA). Independente da
avaliação da necessidade de SPDA nos arranjos fotovoltaicos essa proteção
será efetuada.

 Painéis de média tensão

Os painéis de média tensão incluirão:


 Proteção MT ao lado secundário do transformador por fusível; e
 Chaves para desconexão da SE do circuito.

6.2 Cubículo de Média Tensão

Em uma das subestações unitárias de cada USF será incluso um cubículo de


média tensão contendo um painel de junção que irá associar os cabeamentos
dos circuitos internos (cabos primários de média tensão). Este painel deve
conter as devidas proteções de linha para receber os circuitos interconectando
as subestações unitárias. A saída do painel de junção fará a interligação com a
subestação elevadora 34,5 kV / 230 kV por meio do cabeamento secundário de
média tensão.

6.3 Cabeamento de média tensão 34,5 kV

O cabeamento de média tensão será constituído por cabos unipolares XLPE


com condutor de alumínio, não propagador de chamas, com blindagem própria
para uso diretamente enterrado conforme prevê a norma NBR 6251 (Cabos de
Potência com Isolação Extrudada para Tensões de 1 kV a 35kV - Requisitos
Construtivos). Nos trajetos subterrâneos os cabos serão diretamente
enterrados. O cabo não deverá apresentar fissuras, rebarbas, asperezas,
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estrias ou inclusões. Não serão admitidas falhas no encordoamento. A camada


isolante deverá ser contínua, uniforme e homogênea, por toda extensão do
cabo.

Os cabos deverão ter identificação mínima sobre a marca do fabricante, a


tensão de isolamento em kV e a seção nominal do condutor em mm². As
informações deverão estar gravadas permanentemente e em intervalos
regulares no cabo. As normas aplicáveis aos cabos de média tensão são as
normas NBR 14039, de Instalações Elétricas de Alta Tensão, e a norma NBR
6251, que trata dos requisitos construtivos de cabos de potência com isolação
extrudada para tensões de 1kV à 35kV.

Considerou-se no projeto uma queda de tensão máxima de 1% e perdas AC


em cabos de média tensão de 0,5%.

O encaminhamento destes cabos será por meio subterrâneo, seguindo os


seguintes critérios:

 Instalação a 0,9 m de profundidade para cabos de corrente alternada em


média tensão, não situados em travessias de vias acessíveis a veículos;
 Instalação a 1,2 m de profundidade para cabos de corrente alternada em
média tensão, situados em travessias de vias acessíveis a veículos ou
numa zona de até 0,5m de proximidade a estas vias.
 Os cabos de dados e comunicação serão instalados com um mínimo de
0,2 m de distância dos cabos de alimentação.

Cabeamento primário de média tensão

Os cabos primários de média tensão foram dimensionados atendendo aos


critérios descritos acima para queda de tensão. Serão em alumínio, isolação de
35kV em XLPE, com 1 condutor por fase.

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Cabeamento secundário de média tensão

Os cabos primários de média tensão foram dimensionados atendendo aos


critérios descritos acima para queda de tensão. Serão em alumínio, isolação de
35kV em XLPE, com 2 condutor por fase.

6.4 Execução de Valas e Lançamento de Cabos

Serão abertas valas para os condutores de corrente contínua, serviços


auxiliares, monitoramento e média tensão.

A profundidade das valas varia entre 0,31m e 0,95, e a largura será de 0,4 m.
Após o lançamento dos cabos essas valas serão fechadas e preenchidas com
o material extraído do solo.

7 TRABALHOS PREPARATIVOS E OBRAS CIVIS

7.1 Canteiro de Obras

Serão necessárias algumas adequações de infra-estrutura básica e a efetiva


implementação de ações no local para atender a demanda do empreendimento
proposto. As instalações do local serão concebidas e construídas de forma que
estejam em conformidade com as leis e regulamentos locais aplicáveis no site.
As instalações necessárias incluem as seguintes estruturas:

 Escritório de obra;
 Armazém de matérias coberto e descoberto;
 Estacionamento para maquinário e equipamento;
 Posto de abastecimento de diesel/gasolina;
 Oficina;

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 Sala para pessoal;


 Cantina / refeitório;
 Área de lazer / academia;
 Lavanderia;
 Posto de saúde / ambulatório;
 Sanitários, lavatórios, vestiários, armários individuais e bancos;
 Área de armazenamento de resíduos.

A montagem e instalação do canteiro de obras comportarão o armazenamento


de todos os equipamentos, materiais e mão-de-obra necessários à execução
dos serviços, inclusive depósitos de materiais, construção de escritórios e
demais instalações. O canteiro é dividido em pátio de máquinas - onde ficam os
equipamentos, guindastes, carros e alguns materiais utilizadas na obra,
canteiro da construtora e canteiro das subempreiteiras. A área do canteiro será
cercada e iluminada convenientemente.

Figura Erro! Nenhum texto com o estilo especificado foi encontrado


no documento.-1 - Canteiro de obras.
Figura 9 - Layout do Canteiro de Obras.

Serão instalados sistemas de detecção de incêndio, extintores, mangueiras de


incêndio e hidrantes. De acordo com os regulamentos legais e especificações

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normativas, extintores de características e eficiência adequadas serão


instalados com sinalização pertinente. No término da obra serão retiradas todas
as instalações provisórias do canteiro de obras, tais como equipamentos,
instalações industriais utilizadas na construção, edificações temporárias e
sucatas.

Vias internas de acesso

O projeto das vias de acesso internas seguirá as recomendações do DNIT -


Departamento Nacional de Infra-estrutura e Transporte - e as condições
técnicas mínimas definidas pelo fornecedor de equipamentos para transporte,
transbordo e montagem. As etapas previstas para execução dos acessos e
plataformas de montagem são:

 Cortes e aterros para adequação geométrica do subleito;


 Execução de sub-base e base;
 Utilização de brita graduada, quando necessário.

Limpeza do Terreno

O método de fundação por pequenas estacas não requer terraplenagem do


terreno. Consequentemente, a limpeza do terreno somente inclui a supressão e
a remoção de vegetação de arbustos e árvores. A vegetação rasteira deve ser
mantida em uma altura de, no máximo, 20 - 40 cm.

7.2 Obras Civis

As demais obras civis incluem:

 A construção de fundações para as casas de comando / abrigo das


subestações unitárias;
 Cerca no entorno do terreno.

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8 INSTALAÇÃO DE TRANSMISSÃO DE INTERESSE RESTRITO

Uma opção viável para a conexão do parque à rede será pela SE elevadora
Barreiras II (230 kV).

8.1 Rede de média tensão em 34,5 kV

A rede de média tensão do projeto será composta por circuitos subterrâneos


independentes em tensão de 34,5 kV, interligando as subestações unitárias da
UFV ao cubículo de média tensão e à SE elevadora.

8.2 Subestação de elevação 34,5 kV / 230 kV

A subestação elevadora será compartilhada com as outras UFVs no terreno do


proprietário, cada uma com seu circuito independente. Será dotada de painéis
de entrada com as devidas proteções.

A SE possuirá dois transformadores de capacidade de 180 MVA cada e


contemplará: disjuntor, chave seccionadora, chaves e proteções para o
seccionamento da barra de entrada em circuitos separados, seccionamento
dos transformadores em caso de perda de um dos transformadores, pára-raios
e transformadores de corrente e potencial para os relés de proteção.
Adicionalmente será implantado um sistema de automação para operação
remota e alimentação dos serviços auxiliares.

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Quadro 9 - Características dos Transformadores de Potência 34,5 / 230 kV

Item Características

Tipo de transformador Elevador, trifásico a óleo

Classe de tensão 230 kV

Potência nominal 180 MVA

Tensão primária nominal F‐F / secundária nominal 34,5 kV / 230 kV

Ligação primária / secundária Delta / estrela aterrada

Frequência 60 Hz

Perda de magnetização do núcleo (perda em vazio) ≤ 0,4% da potência nominal

Perdas devido à indução e perdas ôhmicas (perdas variáveis) ≤ 1,4% da potência atual

 Painel de Medição de Faturamento

A subestação elevadora acomoda os painéis de medição de cada UFV para o


faturamento, conforme as normas da CCEE.

8.3 Linha de Transmissão

A SE elevadora 34,5 kV / 230 kV será interligado por uma LT de circuito


simples de 230 kV.

8.4 Sistema de Monitoramento e Controle da Usina com Acesso


Remoto

Cada USF deverá ser equipada com um sistema automatizado de


monitoramento e controle (SCADA) com comunicação remota, permitindo a
operação e controle da usina por qualquer unidade de operação da empresa ou
empresa terceirizada. Este será composto por:

 Caixas de junção das strings (string boxes) - As caixas de junção dos


strings estarão equipadas com sistema de monitoramento dos strings,
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i.e., deve medir a corrente em cada string e registrar a tensão no


barramento de corrente contínua. Além disso, faltas em equipamentos
de proteção na caixa de junção dos strings deverão ser registradas.

 Sistema de aquisição de dados / Data Logger - Em cada casa de


controle ou sala de inversores um sistema de aquisição de dados / Data
logger coletará e armazenará os dados operacionais obtidos dos
inversores e medidos nas caixas de junção dos strings (string boxes/
combiner boxes). O Data Logger deverá ser equipado com no-break
garantindo sua alimentação em caso de falha da rede da distribuidora.

 Estação meteorológica - Para verificação do desempenho da planta


(produção de energia e avaliação do Performance Ratio) será
necessária a instalação de uma estação meteorológica. Essa deverá ser
equipada com, no mínimo, os seguintes dispositivos:
 Piranômetro ventilado (2 em paralelo para redundância) para
obtenção de níveis de radiação solar global no plano horizontal;
 Célula de referência instalada no plano dos módulos (2 por cada
ângulo/inclinação de módulos);
 Sensor de temperatura do ar (Pt 100 ou 1000, 2 em paralelo para
redundância) com proteção contra irradiação.
 Medidor de humidade.
 Anemômetro e medidor de direção do vento.
 Sensores de temperatura de superfície (Pt 100 ou 1000 plano) em
uma amostra pequena (por exemplo 2) de módulos em diferentes
partes da Usina.

Em qualquer dos casos, a estação meteorológica atenderá todos os requisitos


constantes nas Instruções para Solicitação de Cadastramento e Habilitação
Técnica com vistas à participação nos Leilões de Energia Elétrica elaborados
pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

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 Unidade Central de Processamento (UCP) do SCADA - Consistirá na


unidade responsável pela aquisição de dados e conexão com as
unidades terminais remotas (UTRs / dataloggers), localizados em cada
uma das 17 SEs de elevação. Também será responsável pelas ações de
controle em nível do sistema integrado.

A Unidade Central de Processamento será instalada na sala de controle da SE


de medição e conexão. A comunicação com as unidades remotas será
realizada por um BUS de comunicação padrão de protocolo aberto como, por
exemplo, Modbus RTU ou OPC. Deverá existir um terminal de operação local
(junto a UCP) e interface de comunicação com outros terminais de operação e
supervisão remotos por Ethernet (TCP/IP).

 Conexão com internet - Para o monitoramento e controle remotos da


planta o sistema SCADA deverá ser integrado com um acesso de
comunicação digital por internet. Isso poderá ser realizado por uma
conexão ADSL própria.

As seguintes informações serão disponibilizadas, no mínimo, nas telas de


monitoramento:

 Informação básica da usina, entre outras:


o Visão geral do sistema;
o Dados do comissionamento;
o Capacidade instalada, inversores, sensores (temperatura,
radiação).

 Dados em tempo real


o Potência AC [kW];
o Energia produzida por dia [kWh/dia];
o Energia produzida por mês [kWh/mês];
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o Variáveis Meteorológicas e Solarimêtricas;


o Emissões CO2 evitadas [kgCO2] e
o Ganho total baseado na tarifa-de-fornecimento [R$].

 Desempenho da usina
o Geração de relatórios mensais;
o Monitoramento dos strings, diagramas e gráficos;
o Taxa de Desempenho / Performance Ratio [%] e
o Falhas e indisponibilidade;

 Alarmes
o Equipamentos da usina (inversor, proteções, transformador) e
o Rotinas automatizadas de análise de desempenho comparando a
geração atual com a geração esperada.

8.5 Comissionamento da USF

Durante o comissionamento se constatará a conformidade da USF com os


requisitos técnicos do Projeto. Se realizará uma inspeção da usina para se
avaliação da qualidade na montagem e instalação. Os devidos testes
funcionais serão efetuados para garantir o perfeito funcionamento da usina,
atendendo aos requerimentos da IEC 62446 (Grid Connected PV Systems -
Minimum Requirements for System Documentation, Commissioning Tests and
Inspection).

 Operação de teste

Geralmente a USF é operada durante um mês pelo construtor para que o


desempenho da planta seja monitorado de forma detalhada, verificando-se a
sua conformidade com os requisitos técnicos do Projeto. A operação de teste
será a última fase do comissionamento.

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 Operação comercial
Com o início da operação comercial se encerrará a fase de implantação.

9 AVALIAÇÃO DA PRODUÇÃO DE ENERGIA DA USF

Com os dados constantes no presente documento será realizado por empresa


Certificadora estudo independente de produção e desempenho de cada Usina
Solar Fotovoltaica.

10 ETAPAS DE IMPLANTAÇÃO DO EMPREENDIMENTO E CRONOGRAMA

A implantação do projeto segue as etapas descritas o quadro a seguir. As


atividades descritas são as que implicam impactos no local da execução.

Quadro 10 - Etapas de Implantação da USF

Etapa Macro Atividades


1 Obtenção da licença de instalação
2 Projeto executivo e estudos complementares
3 Trabalhos preparativos: Implantação do canteiro de obras e vias de
acesso, e limpeza do terreno e demais obras civis
4 Execução das fundações / estaqueamento
5 Execução de valas e lançamento de cabos
6 Montagem mecânica
7 Montagem elétrica
8 Comissionamento da USF
9 Operação de teste
10 Operação comercial

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10.1 Cronograma de Implantação do Empreendimento

O tempo de execução para implantar as Usinas do Projeto é estimado em 18


meses, considerando que todo licenciamento do projeto (etapa 1 do Quadro 6)
ocorrerá e não haverá pendências na parte legal que possam promover atrasos
ao empreendimento.

Os fatores mais importantes que limitam e velocidade de execução do projeto


são:

 Produção de módulos;
 Produção do transformador da SE elevadora (cerca de 8 meses do
projeto aprovado até a entregue);
 Pessoal qualificado: com o tempo de implantação de 18 meses, estima-
se que o número de engenheiros, técnicos e trabalhadores chegue a,
aproximadamente, 1.000 funcionários, fixos e terceirizados, no pico da
obra. Ressalta-se que existem poucos profissionais com alguma
qualificação em montagem de sistemas fotovoltaicos disponíveis no
mercado.

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Quadro 11 - Cronograma simplificado da implantação do Compexo Sertão Solar


Barreiras II.
Mês 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 Total
Estudos, projeto executivo e as built
Supervisão e engenharia de
Limpeza do terreno ‐ pessoal local
Canteiro de obras
Construção de cercas
Vias internas de acesso
Construção de abrigos da SEs
Construção de valas
Fabricação estruturas de suporte
Fabricação transformadores SE unitárias
Fabricação transformadores SE elevadora
Fabricação módulos
Fabricação painéis elétricos, religadores etc.
Fundações das estruturas de suporte
Montagem estruturas e módulos
Montagem elétrica CC
Montagem elétrica SE unitárias
Montagem das redes internas de MT
Montagem da LT
Montagem da SE elevadora
Comissionamento
Operação de teste
Entrada em operação comercial

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11 DIRETRIZES DE OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO

Estima-se para o projeto:

 Taxa Equivalente de indisponibilidade forçada: 1%

 Taxa Equivalente de indisponibilidade planejada: 0,5%

Os custos anuais de operação e manutenção são estimados em R$ 60.000 /


MW inst/Ano. Estes são previstos para a planta e para a instalação de
transmissão de interesse restrito.

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12 Memorial Fotográfico do Empreendimento

Figura 10 – Placa na área destinada a Reserva Legal da Fazenda Vitória II.

Figura 11 - Aspecto geral da área de reserva legal da Fazenda Vitória II..

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Figura 12 – Divisa da Fazenda Vitória II e início da área de reserva legal.

Figura 13 – Final da área de reserva legal e início da área antropizada da Fazenda Vitória II.

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Figura 14 - Área antropizada da Fazenda Vitória II que foi destinada ao plantio de eucalipto.

Figura 15 - Área antropizada da Fazenda Vitória II que foi destinada ao plantio de eucalipto.

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Figura 16 - Área antropizada da Fazenda Vitória II que foi destinada ao plantio de eucalipto.

Figura 17 – Placa na área destinada a Reserva Legal da Fazenda Candeias III.

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Figura 18 - Aspecto geral da área de reserva legal da Fazenda Candeias III.

Figura 19 - Área antropizada da Fazenda Candeias III que foi destinada ao plantio de eucalipto.

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Figura 20 - Área antropizada da Fazenda Candeias III que foi destinada ao plantio de eucalipto.

Figura 21 – Detalhe da linha de transmissão que passa no interior da Fazenda Candeias III.

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Figura 22 – Detalhe da linha de transmissão que passa no interior da Fazenda Candeias III.

Salvador, 22 de março de 2019.

____________________________________________________
Antonio José Ramos Dias
Eng. Agrônomo – Coordenador dos Estudos
CREA/BA 27726/D

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ANEXO

ART Responsável Técnico

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