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Administração de Medicamentos
A administração de medicamentos é uma das responsabilidades das mais relevantes da enfermagem. Para garantir uma terapia medicamentosa segura e eficaz para seus pacientes, você precisa familiarizar-se com as indicações, dosagens habituais, e os efeitos desejados das medicações prescritas e conhecimento anatômico é fundamental para segurança das vias de administração.
Medicamento é toda substância que, introduzida no organismo humano, vai preencher uma das finalidades enunciadas a seguir:
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o

Preventiva ou profilática - quando evita o aparecimento de doenças ou diminui a gravidade das mesmas; Diagnóstica - quando não só auxilia o médico em decidir o que está causando a sintomatologia apresentada pelo paciente, como também localiza a área exata afetada pela doença; Terapêutica - quando é usada no tratamento das doenças. Existe uma infinidade de substância químicas cujas ações terapêuticas mais comuns são:

- Curativa ou específica - quando remove o agente causal das doenças. Ex.: antibiotico antimalárico; - Paliativa ou sintomática - quando alivia determinados sintomas de uma doença, destacando-se entre eles a dor. Ex.: analgésico; - Substitutiva - quando repõe outra substância normalmente encontrada no organismo, mas que por um desequilíbrio orgânico, está em quantidade insuficiente ou mesmo ausente. Ex.: insulina. Os medicamentos podem ser classificados:
o

Quanto à origem:

- Natural - aqueles extraídos de órgãos ou glândulas, tais como extrato de fígado; aqueles extraídos de fonte de minério e princípios ativos extraídos de diversas partes das plantas; - Sintética - substâncias preparadas em laboratórios por processos químicos. Têm composição e ação idênticas aos produtos de origem animal e vegetal.

Princípios ativos animais .glândula exócrina ou endócrina (substância extraída de determinadas glândulas e que vai nos fornecer os hormônios. o Quanto à ação terapêutica . alcalóide (substância nitrogenada. quando o solvente é o álcool. se decompõe em açúcar e outras substâncias denominadas agliconas ou geninas).os medicamentos no estado sólido podem ser apresentados da seguinte forma: em pó ou em vários formatos sob a compressão ou moldagem (comprimido. óleo volátil (composto oleoso de certas plantas. líquido orgânico (o sangue. ao soro). a linfa e tecidos sanguíneos dão origem à vacina.Sólidos . pílula. devem sofrer uma série de manipulações que dão lugar aos preparados farmacêuticos e que podem ser classificados em: . proteína e enzima (substância produzida por determinadas células que age como catalisador). glicerinada. cápsula e supositório). . básica e de ação farmacológica.: nicotina). . fermentos e algumas vitaminas). não nitrogenada. com odor característico e que se evapora facilmente). denominados pérolas e óvulos.composto que em solução aquosa dá origem exclusivamente ao cátion hidrônio ou hidroxônio. Ex. Quanto à composição química .2 o Quanto ao estado de agregação . quando o solvente é água. óleo fixo (extraído de certas plantas e que não se evapora facilmente).a sua classificação faz de acordo como efeito produzido: . os medicamentos podem ser: o .para que os medicamentos possam ser ministrados. alcoólica.as preparações recebem o nome de acordo com o tipo do solvente: hídrica ou aquosa. Princípios ativos vegetais . por hidrólise.No local.preparações pastosas ou oleosas. drágea.de acordo com sua composição química. fungo e bactéria (as secreções ou excreções desses organismos dão origem aos antibióticos).Semi-sólido . contidas em frascos como as pomadas e cremes.Sal . glicosídio (princípio ativo. extraída de determinados vegetais.Ácido . . tanino (substância adstringente. .Líquidos . quando o princípio ativo é dissolvido na vaselina. que. .Gasosos . quando a substância medicamentosa é dissolvida na glicerina e vaselinada.hidrato de carbono.composto formado pela reação entre um ácido e uma base ou um metal. ou acondicionadas em invólucros gelatinosos.são encontrados em recipientes cilíndricos especiais denominados balas e em geral são administrados por inalação. ácido tânico).

etc. Ações dos Medicamentos Resumidamente. respiratório. Ex. Ex. Ex. Emoliente . Ação geral ou sistêmica: para produzir um efeito geral.quando impede ou estanca o desenvolvimento microbiano.colocação de um supositório retal ou vaginal. etc). nervoso e endócrino.: óleo de amêndoa. carbonato de bismuto.: violeta de genciana. etc. Irritante . Estimulante . atingindo apenas a sua superfície. circulatório. produzindo um maior afluxo de sangue no local.quando estanca hemorragia local. Na membrana mucosa .quando expele ou destrói vermes intestinais.aplicação de uma pomada numa ferida (toque com nitrato de prata em um tecido esponjoso. etc. etc.: pomada com adrenalina. Demulcente . óxido de zinco (uso externo).: glicerina. etc. às vezes. como por exemplo. Quanto ao efeito local. Ex.: na pele . podemos agrupar os efeitos de um medicamento num tecido vivo em: 1.quando aplicado em tecidos irritados ou escoriados tende a revestir a superfície. tendo porém pouca penetração celular. Anti-helmíntico .quando protege e amolece a pele e. provocando uma perda de sensação dolorosa num determinado local. 2. Vulnerário . Estíptico .quando aumenta a irrigação sangüínea de um determinado local.3 . é necessário que o remédio caia na corrente circulatória. Adstringente . lanolina. pois através dela o medicamento atinge o órgão ou o tecido sobre o qual tem ação específica. instilação de um medicamento na conjuntiva ocular ou nasal.Nos órgãos internos ou sistemas. digestivo. . Alivia a irritação das superfícies descamadas e das mucosas. etc.quando cobre a pele ou mucosa com a finalidade de impedir o possível contato com irritantes. Ação local: aquele que exerce seu efeito apenas no ponto de aplicação. Ex.: preparados com sulfato de zinco.quando paralisa as terminações nervosas sensoriais.quando promove cicatrização de uma ferida.: talco. o medicamento pode ser classificado como: o o o o o o o o o o o Antisséptico . xarope de acácia. Ex. protegendo-a do contato com o ar ou com outros agentes irritantes do ambiente. Ex. Anestésico . Adsorvente . a mucosa. Ex.quando precipita proteínas.: ácido tânico ou tanino.quando acarreta inflamação do tecido cutâneo ou mucoso.

Ex.quando as substâncias administradas possuem efeitos contrários. Uma droga pode estimular um órgão. o que aumenta a circulação levando mais sangue para os rins. Quimicamente por: o o o o Neutralização .: a digitalina estimula o coração.quando diminui a função das células de um órgão ou sistema. Ex. poderá ser absorvida e produzirá ao mesmo tempo um efeito geral.: pomada de óxido de zinco sobre uma ferida. Ação local geral: uma droga aplicada poderá produzir um efeito local.modificação na substância. Ex.: aspirina e cafeína. podemos considerar os que agem: 1. Cumulativo .quando o medicamento é capaz de destruir os germes responsáveis por uma infecção. Deprimente .: sulfanilamida. aumentando a potência das mesmas e reduzindo os efeitos.: permanganato de potássio.: digitalina.: bicarbonato de sódio administrado no caso de acidez gástrica.: álcool administrado no caso de envenenamento por fenol. 2. que por sua vez estimula outro. Sinérgico . há um efeito cumulativo. Antagônico . Mecanicamente: pela formação de massa ou membrana protetora sobre um ferimento. Ex. Antiinfeccioso .um ácido agindo sobre base e vice-versa.: epinefrina aplicada na mucosa nasal. agindo sobre alcalóides. por esta combinar-se com o oxigênio.: cafeína (aumenta as funções do córtex cerebral). Ex. Ex.formação de um precipitado insolúvel. Se a administração for contínua. Fisicamente .quando a eliminação de medicamentos é mais lenta do que sua absorção. e a concentração do mesmo vai aumentando no organismo. Oxidação . agindo sobre alcalóides. Quanto ao modo de ação dos medicamentos .quando as substâncias medicamentosas são ministradas juntas e uma reforça a ação da outra. Ex. Ex. Ex. Precipitação . Ex. 4.: pilocarpina e atropina.4 O efeito geral do medicamento pode ser classificado em: o o o o o o Estimulante . 3. a fim de estancar hemorragia.quando aumenta a função das células de um órgão ou sistema.agem dissolvendo certas drogas. o que culmina com uma maior atividade diurética. Ex. . Ação remota: ocorre em partes distantes do organismo. etc.: morfina (deprime o centro respiratório). Ex. Ex.: ácido tânico. etc. caindo na corrente sangüínea e produzindo elevação na pressão arterial. é absorvida.

com frequência. segurança e responsabilidade.a absorção pela mucosa oral tem importância essencial no caso de determinados fármacos. A aplicação local de medicamentos é feita na pele ou em membranas mucosas. adsorvente e estimulante. Além disso. Os métodos e as vias de administração dependem de alguns parâmetros: rapidez desejada para inicio da ação . irritante. é o mais seguro. para aqueles que atingem a circulação. antiinfeccioso. Sistêmica. Como a drenagem venosa da boca dá para veia a cava superior. As ações de medicamentos no organismo vivo podem ser classificadas em quatro categorias principais: o o o o Local. sendo absorvida posteriormente para ter ação sistêmica. deve-se ter conhecimento de alguns dados quanto ao processo de administração: informações farmacológicos do medicamento (farmacocinética. natureza e quantidade a ser administrada e das condições do paciente. Baseada nesses itens. Vias de Administração de Medicamentos A administração de medicamentos deve ser realizada com eficiência. segue uma síntese dos principais aspectos considerados em um sistema de administração de medicamentos. estípico. Local/geral. admite-se seu substituto. anestésico. o o o Administração enteral (oral) . Remota. vias e técnicas de administração. dessa forma. a nitroglicerina. esses fármacos estão protegidos do metabolismo de primeira passagem pelo fígado. Os efeitos de uma droga de ação generalizada podem ser agrupados em: estimulante. nos casos em que a ação do medicamento em um alvo interfere no funcionamento de outro.a ingestão é o método mais comum de prescrição de um fármaco. .: insulina. mais conveniente e o mais econômico. uma melhora no quadro clínico do paciente.5 o Por substituição . Administração sublingual . deprimente. a fim de que sejam alcançados os objetivos da terapêutica implementada e. antagônico e sinérgico. Ex. quando o efeito ocorre no ponto de aplicação. Cerca de 50% dos fármacos que são absorvidos pelo reto não passam pelo fígado. farmacodinâmica. dose máxima e efetiva. Administração retal . cumulativo. Para tanto.quando o organismo é deficiente em produzir certos hormônios.). etc. vulnerário. bem como métodos. emoliente. quando a droga produz efeito no ponto de aplicação. adstringente. sendo que os efeitos podem ser os seguintes: antisséptico. a via retal é usada quando a ingestão não é possível por causa de vômitos ou porque o paciente se encontra inconsciente. anti-helmíntico. por exemplo. além do intervalo entre as doses etc.

A injeção intraperitoneal é um procedimento laboratorial comum. A absorção de substâncias implantadas sob a pele (sob forma sólida de pellet) ocorre lentamente ao longo de semanas ou meses. Subcutânea . Intravenosa . A velocidade de absorção em homens é maior que a absorção em mulheres quando a injeção é feita no grande glúteo. A injeção do fármaco também tem suas desvantagens. os fármacos penetram rapidamente na circulação através da veia porta. os anestésicos locais aplicados para efeito local algumas vezes são absorvidos tão rapidamente que provocam efeitos tóxicos sistêmicos.a concentração desejada de um fármaco no sangue é obtida com uma precisão e rapidez que não são possíveis com outros procedimentos. portanto. Intratecal .por essa via. . a injeção pode acompanhar-se de dor e. no caso das doenças pulmonares.a absorção depende do fluxo sanguíneo no local da injeção. às vezes. A dose eficaz pode. Exige extremo cuidado e só deve ser feita por pessoas experientes. como na anestesia espinhal ou nas infecções agudas do SNC. pode ocorrer uma injeção intravascular quando esta não era a intenção.é aplicada para localizar seu efeito em determinado órgão ou tecido. é difícil para um paciente injetar o fármaco em si mesmo se for necessária a automedicação. Intrarterial . Na verdade. A absorção costuma ser constante e suficientemente lenta para produzir um efeito persistente. ser escolhida de forma mais precisa. Intraperitoneal . Aplicação tópica: Mucosas .a administração parenteral de fármacos tem algumas vantagens nítidas em relação à via oral. No tratamento de emergências. Absorção pulmonar . A disponibilidade é mais rápida e mais previsível. os fármacos algumas vezes são injetados diretamente no espaço subaracnóide espinhal.6 o o o o o o o o o o Administração parenteral . A velocidade de absorção no músculo deltóide ou no grande lateral é maior do que a absorção no músculo grande glúteo. As vantagens são a quase instantânea absorção para o sangue. ausência de perda hepática de primeira passagem e. É essencial manter a assepsia. a administração é extensamente valiosa.só pode ser usada para substâncias que não são irritantes para os tecidos. a aplicação local do fármaco no ponto de ação desejado.quando se desejam efeitos locais e rápidos nas meninges ou no eixo cérebro-espinhal. Alguns hormônios são administrados de forma eficaz dessa maneira. Os custos são outra consideração.a absorção através das mucosas ocorre rapidamente. embora raramente seja empregado na prática clínica. Intramuscular .os fármacos gasosos e voláteis podem ser inalados e absorvidos através do epitélio pulmonar e das mucosas do trato respiratório.

. sendo classificado de acordo com o horário da administração. colocaremos neste capítulo as contra-indicações das vias de administração de fármacos. Assim. muitas vezes. Quanto ao cartão de medicamento. A absorção ocorre com maior facilidade através de pele com abrasão. não é desejável a absorção sistêmica que resulta da drenagem através do canal nasolacrimal. Contra-indicações. Tais fichas devem ser atualizadas diariamente. da natureza e quantidade da droga a ser administrada e das condições do paciente. As condições do paciente determinam. a fim de se garantir a eficácia do tratamento e evitar o risco de superdosagem. O medicamento interferir na digestão. A posologia é a parte que diz respeito à dosagem do medicamento. Olho . a via oral é contra-indicada por: o o O medicamento irritar a mucosa gástrica. A organização das rotinas de administração de medicamentos é importante e deve ser compreendida por todos os que participam do serviço.poucas substâncias penetram facilmente a pele íntegra. eficaz e dose de manutenção. A absorção daquelas que o fazem é proporcional à superfície sobre a qual são aplicadas e à sua lipossolubilidade. Nesse item são importantes os conceitos de dose máxima.7 o Pele . Como são inúmeros os problemas que limitam a administração de drogas. Em geral. devendo ser observado o código utilizado pelo serviço a fim de que seja mantida uma padronização. O sistema adotado normalmente consiste de uma ficha para cada paciente na qual estão anotados a medicação e tratamentos que o paciente deve receber.os fármacos oftálmicos de aplicação tópica são prescritos basicamente por causa de seus efeitos locais. vários métodos são adotados para assegurar precisão na preparação. os planos de cuidados e as prescrições de enfermagem. a via de administração de certas drogas. distribuição e anotação dos medicamentos. este deve ser preenchido ao mesmo tempo em que se passam as ordens para a ficha do paciente. Não se pode perder de vista que a dosagem é específica para cada paciente e que ela deve ser rigorosamente observada. Muitas vezes. as condições do mesmo pelo relato diário. mínima. queimaduras ou soluções de continuidade. As reações inflamatórias e outros tipos de problemas que aumentam o fluxo sanguíneo cutâneo também aumentam a absorção. Para o Uso das Diversas Vias O método de administração dos medicamentos depende da rapidez com que se deseja a ação da droga. Relacionadas ao Cliente.

portanto. A administração de drogas via retal. Além disso. é utilizada a fim de fornecer medicamentos que não podem ser administrados por via oral. pois a droga entra em vasos que a levam direto à veia cava inferior. como já dito antes. Para a administração via cutânea. o método de administração. . irregularidades de absorção ou propulsão na presença de alimentos e outros fármacos e necessidade de cooperação por parte do paciente. A via parenteral é amplamente utilizada. A administração via pulmonar apresenta algumas desvantagens: o o o controle insatisfatório da dose. para a obtenção da ação imediata de um medicamento. Não ser cáustica. por suas próprias características. entrando em uma região drenada por veias que vão ao fígado e. a droga é impedida de ser administrada pela via parenteral. Essas devem ser de fácil absorção e não irritantes do tecido. Deve-se ressaltar o desconforto que a via retal pode proporcionar ao paciente. por supositórios. Além disso. no fígado. o supositório penetra um pouco mais. como patologias do sistema digestivo. dessa forma. ou pelas condições apresentadas pelo paciente. Algumas desvantagens da via oral incluem. a absorção retal costuma ser irregular e incompleta e muitos fármacos provocam irritação da mucosa retal. Não produzir embolia ou trombose. não evitando o efeito de primeira passagem. a impossibilidade de absorção de alguns agentes por causa de suas características físicas. muitos fármacos voláteis e gasosos provocam irritação do epitélio pulmonar. não se deve receitar grandes quantidades de drogas. Entretanto. o paciente pode apresentar algum quadro cujas características o impede de ingerir drogas. Além disso. ou mesmo a pacientes incapacitados de receber medicamentos por tal via. os vômitos em resposta à irritação da mucosa gastrintestinal. tem como objetivo deixar o fármaco livre do metabolismo de primeira passagem. Algumas características são essenciais para que uma substância possa ser injetada na veia: o o o o Não ser hemolítica. muitas vezes. Não coagular as albuminas.8 o O paciente não poder deglutir. destruição de alguns agentes por enzimas digestivas ou pelo pH gástrico básico. Muitas vezes.

administrar os medicamentos sem que haja qualquer dúvida sobre a dosagem.9 o Não conter pirogênio. devida a sua doença ou outro motivo. evitar administrar medicamento preparado por outras pessoas. Principais Cuidados ao Administrar Medicamentos o o o o o o o o o o o o o o o o o Via oral .administrar o medicamento observando os seguintes pontos: conferi-lo com a prescrição médica. explicar ao paciente a ação do medicamento. A presença tecidos com muitos hematomas ou mesmo feridos. preparação psicológica do paciente e o uso de uma perfeita técnica asséptica. medir as quantidades de acordo com a prescrição médica. a injeção intravenosa deve ser administrada lentamente e com monitorização constante das reações do paciente. não há maneira de retirá-lo. nunca deixá-los entrar em contato com as mãos. lavar todo o material usado na administração de medicamentos e guardá-lo no armário. permanecer próximo ao paciente até este ter tomado o medicamento. no caso de haver necessidade de sair de perto do paciente para ir buscar qualquer coisa que esteja faltando. anotar no prontuário o medicamento logo após sua administração. preparação do medicamento. retirar os comprimidos do frasco com auxílio da própria tampa ou com uma gase limpa. A intensa dor sentida pelo paciente à aplicação. nunca usar os medicamentos contidos num frasco sem rótulo. podemos citar: o o o A dificuldade de se encontrar veias adequadas à picada. Uma vez injetado um fármaco. Via parenteral . dar o medicamento na mão do paciente ou se ele não puder tomar sozinho auxiliá-lo no que for necessário. quando necessário. Em geral. na aplicação via venosa.responsabilidades primordiais na aplicação por via parenteral: cuidadosa seleção e preparação do material. evitar deixar a bandeja com o resto da medicação à mão dos doentes. a boca do frasco deverá ser limpa com uma gase após a retirada do medicamento. . É provável a ocorrência de reações desfavoráveis. Injeções intravenosas repetidas dependem da capacidade em manter uma veia permeável. Em relação às condições do paciente.

fazer a anti-sepsia da pele com a bola de algodão embebida em álcool e conservá-la na mão. no orifício em continuação ao pequeno tubo de vidro que se encontra no interior do frasco. Cuidados com armários de medicamentos: todos os medicamentos devem ser guardados num armário especial. os entorpecentes (cocaína. as prateleiras do armário devem ser limpas e os medicamentos arrumados em ordem alfabética. s se o frasco for de matéria plástica. retirar a agulha comprimindo a pele com a bola de algodão. preparar o paciente psicologicamente. fazer a antissepsia do local onde será aplicada a injeção. os venenos devem estar rotulados e conservados longe das outras drogas em frascos fáceis de serem distinguidos. Cuidados na aplicação da injeção intravenosa: lavar as mãos. apanhar a seringa e aplicar a injeçaõ esticando bem a pele. cortar a parte que será conectada ao aparelho de soro. a fim de obter sua cooperação total. colocá-lo na posição adequada. estimulantes e drogas para uso hipodérmico devem ser guardados em uma prateleira própria.10 o o o o o o o o o o o o o o o o o o Cuidados na aplicação da injeção intramuscular e subcutânea: conferir o cartão de medicamento com a prescrição médica. fazer a anti-sepsia. Cuidados nas infusão . observando. fazendo uma explanação sobre o tratamento e a importância dessa cooperação. se o frasco for de vidro. o armário deve ser fechado à chave e esta conservada num lugar fora do alcance do paciente.o método de preparação do frasco varia segundo o tipo a ser utilizado. fazer uma pequena massagem no local da injeção e anotar no relatório de enfermagem a qualidade. morfina e ópio) devem ser conservados em uma gaveta o o o o . os sólidos e os líquidos em prateleiras diferentes. passando o algodão com iodo onde vai ser puncionada a veia e no dedo indicador da enfermeira que vai fazer a fixação da veia. quantidade e a região onde o medicamento foi aplicado. se possível. retirar a proteção metálica da boca do frasco e sem contaminar. com tesoura esterilizada e introduzir o conta-gotas na ponta cortada. a seguinte ordem: os medicamentos de uso externo devem estar separados dos de uso interno. O mais importante é instalar o aparelho de soro sem contaminálo. escolher o local apropriado para a aplicação. é importante verificar que não existe ar no aparelho de soro. levar o material usado para lavar imediatamente se este não for descartável. introduzir a ponta do conta-gotas no orifício próprio e colocar a agulha para introdução do ar no frasco.

Esse plano de cuidados inclui recomendação de um tipo de dieta. supositórios. Nos itens que se seguem ocorrerá a prescrição dos medicamentos. em duas cópias: uma vai para a equipe de administração de medicamentos e a outra é anexada ao prontuário do paciente. se houver necessidade de curativo. Óleos. o médico carimba e assina. e. hipossódica. Na folha de prescrição ainda consta um espaço para a estipulação do horário de administração de medicamentos e um espaço para as anotações das medidas dos dados vitais. a dose. o médico estipula como esse deve ser feito. pressão arterial. Prescrição Médica/ Observações e responsabilidade do enfermeiro A prescrição consiste em um plano de cuidados que o médico receita para os pacientes internados no hospital. no odor ou na consistência. que podem ser vários. No final da folha. que pode ser livre. A prescrição de medicamentos se dá da seguinte maneira: coloca-se o nome do fármaco. antitóxicos. que são pulso.11 separa e a chave permanecer com a enfermeira chefe do dia. administração de medicamentos. A prescrição pode ou não ser mudada. Os conteúdos do armário devem ser examinados frequentemente e devem ser notificadas as drogas que mostrarem mudança na cor. A prescrição deve ser feita diariamente pelo médico. É de suma importância que o médico prescreva com letra legível e explique corretamente os cuidados que ele deseja que sejam empregados no paciente. líquida completa e branda. curativos. para que esse tenha recuperação satisfatória. de acordo com a lei que rege os entorpecentes. freqüência respiratória e temperatura. dependendo da necessidade do paciente. a via de administração e o intervalo. os vidros devem ser bem arrolhados e claramente rotulados. vacinas e extratos glandulares devem ser guardados num compartimento especial. na geladeira ou em lugar fresco. O segundo item consiste no intervalo de medidas dos dados vitais. dia após dia. para diabéticos. Nos itens finais. Um nota deve ser feita de cada dose retirada da gaveta. . O primeiro item da prescrição é o tipo de dieta. podem ser acrescidos ou retirados certos medicamentos.

esse equipamento administra micro-gotas de medicamento em tempo adequado. Agulha de 27 por 8: para injeções intramusculare. É mais utilizado na antibiótico-terapia. Agulha de 30 por 10: para diluição de medicamentos (não usada diretamente no paciente). Equipo tipo bomba de infusão: permite a infusão medicamentosa. através do jelco ou butterfly. sendo que o butterfly apresenta projeções laterais. com um breve comentário de suas principais aplicações: o o o o o o o o o o o o o o Agulhas: Agulha de 25 por 8: para injeções intramusculares. Seringa de vidro: não utilizada no setor. além do soro. 10 e 20: seringas maiores ( o tamanho aumenta de acordo com o número) e para administração medicamentosa diversa. É através dessas estruturas que o equipo se conecta com as veias. Jelco e butterfly: equipamentos utilizados em punções venosas.12 Equipamentos de Enfermaria A seguir serão listados os principais componentes desse arsenal. Equipo ( espécie de mangueira aderida ao paciente e ao soro): Equipo comum: conecta o soro ao paciente. Tem uso apenas em determinados procedimentos cirúrgicos. Equipo com saída lateral: tem a mesma finalidade do anterior. Seringas: Seringa tipo 1: utilizada para administrar insulina. Consistem de uma agulha encapada por tubo fino de plástico. . Equipo tipo micro-gotas: provido de um recipiente de cerca de 100 ml. com maior precisão. Agulha de 13 por 3: para injeções subcutâneas e intradérmicas. Seringas tipo 5. contudo a saída lateral possibilita a administração de medicamentos por outra via.

Procedimentos e .. SOUZA. 128p. SOUZA..Rio de Janeiro: Cultura Médica. 1997.ed. 1232p. Rio de .ed. 1978. KATZUNG. Administração de Medicamentos e Preparo de Soluções. 8. 3.. Bertram G..ed.Científicas.Guanabara Koogan..ed. Euvira de F.. 491p.Cuidados. 1998. 7th ed. Stamford: Appleton . 1980. Novo Manual de Enfermagem.. GODMAN & GILMAN. Euvira de F. de Publicações Técnico. 6.Janeiro:. 191p. Rio de Janeiro: Cultura Médica. Manual de Normalização. 1151p. 1996..& Lange. 3. Belo Horizonte: Editora UFMG. .. Júnia Lessa.13 Referências Bibliográficas o o o o o FRANÇA...Básicos. Basic & Clinical Pharmacology. . As Bases Farmacológicas da Terapêutica.

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